quinta-feira, 8 de outubro de 2015

DAR E COLHER DA AUTO-ESTIMA




Esta manhã escolhemos o tema da auto estima e do seu uso, e da razão porque há alturas em que sentem necessidade de cederem a vossa auto estima, ou para tomar a dos outros, e toda a gente o faz; sem o perceberem, fazem-no.


Antes de mais, aquilo que precisam entender é que a auto estima possui um sentido bem definido – algum de vós saberá o que seja? É uma só palavra. 


Comentário: Self, amor, etc….


Não é o si mesmo, e o amor faz evidentemente parte da auto estima, mas a palavra que tem lugar é respeito. Se tiverem respeito por vós próprios conseguirão ter amor por vós próprios. Podem mesmo gostar de vós próprios, entendem? Mas, caso não sintam merecer tal respeito, ocorrerá a tendência de outorgarem o vosso reconhecimento aos outros, de renunciarem a vós próprios, de concederem aos outros permissão para não serem respeitados. Guardar-se devidamente, ter estima por si, respeitar-se, honrar-se. Mas há tanto quem pregue que precisam ser humildes, o mea culpa, e diga que sejam culpados, todo o sentimento de culpa, toda a essência do rebaixar-se para poderem respeitar alguma outra coisa. Só que não conseguirão respeitar algo mais caso não se respeitem a si mesmos. Porque se dependerem de algo mais e se permitirem tornar menos, estarão a tornar-se numa trela, estarão a atrelar uma outra energia, estarão a extrair dela, a tirar a outra coisa qualquer ao tentarem ser alguma coisa.


Mas aquilo que precisam compreender acima de tudo é que cada um de vós nasceu com tudo o que precisa. Não tinham qualquer sentido de inferioridade quando nasceram. Não tinham nenhum sentido de serem o maior; isso sucedeu com a doutrinação que teve lugar ao longo do percurso, da vossa parte, da parte dos outros, ou porventura da parte da própria sociedade. Se tiverem crescido numa sociedade em que a mulher tenha sido criatura de segunda, então começarão a limitar o vosso potencial exactamente aí.


Aquilo que precisam reconhecer relativamente à auto estima é que procede de dentro de vós, e não de fora. Se alguém lhes disser: “Este foi um trabalho bem feito,” isso ajuda-los-á a creditar na vossa auto estima: “Se recebi uma palavra de louvor devo ser digno de alguma coisa, não?” Mas na verdade isso representa somente “soprar as brasas.” A realidade tem lugar dentro vós próprios. 


Há diversas coisas que interferem com a compreensão que têm da auto estima. Uma delas prende-se com os éditos culturais do tempo – e quando refiro “tempo refiro-me a um determinado ponto no tempo do universo – as instruções pré-programadas da juventude para a frente, caso tenham feito de vós menos que o devido, por isso dar lugar à tendência de acharem que a única maneira disso ser reconhecido passe por renunciar a vós, de modo que se traem tornando-se naquele que faz tudo a toda a gente sem jamais pensar em si mesmo – o que representa uma forma de desequilíbrio. Toda a gente os louvará como sendo uma pessoa boa, mas caso não concedam a vós próprios em igual medida, terão perdido a noção de si mesmos (meio-termo) de vista. Ou então tornar-se-ão de tal modo amargos que não quererão fazer nada a ninguém. E isso assenta igualmente no desequilíbrio.


A doutrinação no dogma, seja qual for esse dogma, forma e molda a forma como pensam acerca de vós próprios, a doutrinação do “Toda a gente faz,” e do “Dizem eles,” embora jamais tenhamos descoberto quem “eles” sejam., mas é isso que determina o que “precisam” fazer, é isso que determina que cheguem a acreditar de um determinado modo. Quando tratam da vossa própria auto estima há determinadas coisas que precisam ter em mente, como o facto de nascerem íntegros, nascerem com o potencial de se tornarem no que o desenvolvimento da vossa alma e o vosso potencial terem concebido. Assim, entrem em jogo com o “baralho completo.” 


A coisa que há que reconhecer é a seguinte: Atravessam as ondas e os ritmos dos padrões de desenvolvimento… já mencionamos muita vez os ciclos de desenvolvimento de sete anos, e como a cada sete anos não só se dá uma completa mudança na química do corpo como também na própria estrutura da vida; cada uma dessas mudanças destina-se à completa aceitação de vós próprios. Aos sete anos dizem “não,” e voltam à infância para se tornarem na criança. Aos catorze recuam e dizem: “Preciso de espaço.” Se tiverem adolescentes em casa que rondem os catorze, verão como passam o tempo todo no próprio quarto, ou noutro sítio qualquer. Não personalizem. Não quer dizer que os estejam a rejeitar, é a necessidade que têm de declarar o espaço de que precisam para se tornarem neles próprios. Aos vinte e um dizem: “Não me digas que eu já sei.” Uma vez mais, independência mental. Reconheçam que aos catorze estão lentamente a sair da infância e estão a começar a focar-se na maturidade física, e que o de vinte e um se concentra na segurança mental e emocional. E por volta dos mágicos vinte e oito, torna-se num adulto. Fixam-se, como quem diz. Muita gente pensa que seja adulta antes desse período mas na realidade, se olharem de volta para a idade dos vinte e oito verão que grandes mudanças se avizinham. Por outras palavras, quando por volta dos catorze e dos vinte e um tudo se achava numa confusão, por assim dizer, aos vinte e oito exclamam: “Olha, há todo um mundo lá fora que me pode dar coisas, vamos deitar-lhe a mão,” entendem? Mudança, mudança, mudança!


Se olharem em retrospectiva a vossa vida e virem os períodos de sete anos por que passaram, perceberão a ocorrência de uma coisa significativa na vossa vida, tudo quanto fazia parte do indicador da descoberta de vós próprios. Lembrem-se que quando avançam para os trinta e cinco, cortam o cordão umbilical emocional, e tornam-se emocionalmente independentes. Ninguém lhes dita isso, ninguém lhes diz aquilo que sentem, a menos que não tenham tido qualquer noção de vós próprios até essa fase; poderão por essa altura não se encontrar dispostos a engolir as emoções que os outros digam que devam. Aos quarenta e dois? Verifica-se a polaridade dos vinte e oito. Aos vinte e oito dizem: “Tudo bem, que estás tu disposto a dar-me?” Aos quarenta e dois dizem: ”Muito bem, mundo, que eu tenho eu para te dar?” Trata-se do uso do vosso potencial, o reconhecimento da capacidade que têm para dar, de ir ao encontro e de ajudar os outros. Aos quarenta a e nove dizem: “Que será que posso abandonar na minha vida para poder assumir algo novo?” Opera-se aqui uma mudança significativa. E depois avança, e atingem os cinquenta e seis, etc., e de novo sentem: “Para onde quererei que rume o resto da minha vida?” E daí para a frente fica com esse tipo de ritmo, só que sempre com mudanças significativas, sempre com respeito a si mesmos. 



A forma como se encaram a vocês próprios nessa altura revela a forma como usam essa energia. Por isso vão dizer a vós próprios, “Em que posição me encontro neste momento? Estou ciente da posição em que me encontro. Sei que não tenho sete anos,” e o resto de vós pode ter a idade que tiver, mas biologicamente terão uma certa idade, porque todos no domínio da idade mudam, o ciclo altera-se. Assim, irão usar o que quer que esse ciclo de energia produzir para se descobrirem. Dentro desse ciclo de sete anos sempre se patenteia uma noção de serem desafiados, por declararem o vosso espaço como vosso.




Durante os últimos dois mil e seiscentos anos do período de Peixes, estiveram a aprender completamente a partir da energia exterior. Procuraram orientação a partir de fora de vós próprios. O medo foi o instrumento de aprendizagem dessa era. Agora, encontram-se numa era de duração de dois mil e seiscentos anos, que constitui o ritmo do universo, e cuja energia correspondente a esses dois mil e seiscentos anos representa a aprendizagem interna. Agora, em vez de buscarem a vossa própria aprovação fora de vós irão procurar aprovação dentro de vós próprios. Isso poderá soar estupendo: “Ah, maravilha! Ninguém irá desdenhar de mim nem julgar-me pelo que sou, posso dizer a mim próprio que seja o que quiser.” Mas quando penetram em vós em busca desse espaço entram num domínio mais elevado de vós próprios, o domínio do vosso supra-consciente, e nessa fase irão ouvir o que precisarem ouvir e não o que querem ouvir.


Por conseguinte, encontram-se num ponto do tempo em que tanto poderão combater como aderir a isso, porque isso irá ocorrer, quer facilmente ou dando luta, com esforço. E vocês sabem que eu tenho dito muita vez que o grau de esforço é proporcional ao grau da rigidez (resistência). No processo evolutivo do universo e do homem, de toda a criação há um ritmo e esse ritmo contém uma corrente, uma energia. O crescimento que conseguirem a partir de vós próprios procede da atenção que tiverem para com essa energia e essa corrente. Não fora de vós mas dentro. 


Acreditar em vós não quer dizer que desacreditem tudo o mais ou quem quer que seja de uma forma beligerante, mas significa aceitação daquele que são. De cada vez que atravessam os ciclos compostos por sete anos, têm uma oportunidade de apreenderem qualquer fantasia que tenham vindo a alimentar. Muita gente possui talentos estupendos e potenciais maravilhosos mas ignoram-nos por quererem representar o “jogo” de mais alguém. E esforçam-se e esforçam-se com trabalhos de valor reduzido e um dia dizem: “Porque estarei a lutar?” E abandona isso e tentam uma coisa paralela ou outra coisa qualquer. Vocês são uma pessoa inteira. Vocês têm controlo sobre vós próprios, e não obstante toda a insensatez que ocorre pelo mundo vocês valem todos pela medida em que acharem ser dignos – literalmente. Porque se não acharem ter valor, tal como são, neste instante e neste compartimento, se não acharem possuir valor, irão ceder a oportunidade que têm de acreditarem em vós. Irão estar sempre à espera: “Digam-me que sou bom. Digam que sou bom, digam que sou bom.” Quando deviam andar a dizer o tempo inteiro que são bons e que por tal razão serão felizes. É de tal modo simples que chega a ser ignorado. Toda a gente busca a complexidade para descobrir o que os leva a bulir, mas na verdade é a crença em si próprio que os leva a bulir.


Agora, todos vocês possuem uma energia diferente, diferentes qualidades, diferentes energias. O que quer dizer que deverão interagir uns com os outros por várias formas diferentes. Certas energias levam-nos a afastar-se dos outros e outras atraem-nos, mas isso não quer dizer bom ou mau nem quer dizer que sejam inferiores. Houve um debate mesmo há pouco subordinado ao ingrediente mágico no relacionamento que o leva a tornar-se amor, ingrediente mágico esse, ou centelha, que tentavam apontar, e que se não se achar presente não resultará. Por fim decidimos que não deveria ser chamado centelha mas uma brasa. Dentro de vós há uma brasa que é soprada por mais alguém, assim como vós soprais a brasa nos outros, até que se torne algo que queira dar continuidade a isso. por vezes percebem que a personalidade do ego em vós diga: “É isto!” por causa de uma questão de química corporal. “Aquilo que vejo agrada-me pelo que o quero!” mas não se detêm para irem além do aspecto físico e examinar o resto do que comporte.

As pessoas correm num frenesim desenfreado e divertem-se, e quando voltam a casa, encontram-se exaustas e não se sentem realizadas por se encontrarem tão cansadas de se divertir. Contudo, há alturas em que percebem que não precisam divertir-se tanto; por vezes poderão encontrar-se sentados junto a alguém, e só estar com a pessoa que se enquadra no âmbito dessa qualidade do que são na realidade… por a maioria das pessoas só está interessada em andar por aí por conta própria a trote com a pessoa que não representa de verdade a pessoa certa para eles. Mas apelam: “Se tem bom aspecto, então eu tenho um bom aspecto.” Mas haverá alguma coisa nessa relação que denote sustento com que contem ao passar pelos acidentes da vida e consigam resistir? Se não houver nada mais para além do (aspecto) físico, não representará um verdadeiro relacionamento e a magia da longevidade e do amparo não se achará presente.


Por conseguinte, o que estávamos a dizer é que precisam saber quem são, e saberão quem são acreditando em vós. Mas depois precisam dizer: “Eu sei que haverá alguém neste mundo que tem o mesmo tipo de energia, que aprecia o mesmo tipo de coisas, e que seremos atraídos um para o outro.” Já não terão notado como por vezes conhecem pessoas pelas formas mais estranhas? Eu já disse o que vou dizer muitas vezes, e já deverão estar enjoados de o ouvir, mas vou alguém que tenha casado com o polícia que o tenha apanhado em excesso de velocidade e o tenha mandado parar e lhe tenha passado uma multa. Nunca sabem quando a química corporal vai falar mais alto, mas acima de tudo, quando essa centelha, essa magia, essa brasa diz: “Isto tem mais que se lhe diga do que parece,” venha a estar presente.


Vocês vivem num mundo instantâneo; vivem carregando botões, tudo é acelerado. Maior velocidade, maior poder, andam mais rápido, voam como o falcão, em resultado do que esperam que os relacionamentos ocorram do mesmo modo. Mas um relacionamento em que jamais tenham tido tempo para conhecer a pessoa só poderá representar um tiro no escuro, por não conhecerem a pessoa no instante em que a conhecem, conhecem apenas aquilo que ela lhes quer mostrar assim que a conhecem. À medida que o relacionamento se desenvolve, começam a baixar esse escudo, e começam a permitir-se proceder a um intercâmbio com essa pessoa cada vez mais na base da pessoa que são. E é com a vossa auto estima e pleno conhecimento que se sentirão em cima enquanto pessoa, tal como são, que lhes permitirá avançar em frente.


Passaram um período de mea culpa de tal envergadura na vida, que se julgam constantemente a vocês próprios. Quem foi que disse que toda a gente deve ser igual? Vocês não são ovos para serem classificados à dúzia, certo? Vocês são energias humanas, energias divinas, dotadas de pleno potencial para serem muitas coisas e plena capacidade de interacção conforme for adequado ao vosso crescimento particular. Portanto, aquilo de que estamos aqui a falar é: “Eu conheço-me.” 


Quantos de vós aqui presentes conseguirão dizer que se conhecem a si mesmos? Quantos conseguirão dizer: “Eu conheço-me, mas há aqui uma vigarice qualquer a decorrer em torno de uma área. Ainda não botei isso tudo para fora.” (Riso) Entendem? Por dentro de vós carregarem a atitude protectora que diz: “Não vou deixar que me conheçam os defeitos, porque aí passarão a não gostar de mim.” Mas com uma afirmação dessas o que estão a dizer é que não sejam simpáticos, dignos de que gostem de vós. Muito do que vocês dizem contém, ao mesmo tempo, um conteúdo subjacente. Fazem declarações que têm um aspecto bastante positivo, mas de os examinarem também conseguirão discernir algo que essas declarações comportam de contrário. “Uma maçã por dia é sinal de saúde…” encontra o oposto na afirmação subjacente: “Se não comer uma maçã fico aterrado, por não conseguir manter a saúde.” Por isso, precisam deixar que o vosso pensamento positivo constitua uma corrente, um movimento que traduza que há alturas em que afirmo isso da maçã mas ainda me sinto bem. Porque quando fazem da maçã o cerne da vossa saúde, estão a depositar o vosso poder fora de vós. 


Quando afirmam: “Eu sinto-me bem, e aprecio uma maçã por dia, e estou ciente de que seja o que for que a maçã venha a fazer-me seja algo que seja feito de qualquer modo,” isso fará parte da acção total (não cindida). Mas o poder não está na maçã, o poder está em vós. E de onde é que o poder ascende? Na crença que têm nele. Se acreditarem que algo o venha a fazer, convencer-se-ão e subsequentemente sentirão que esse seja o único modo por que possa ocorrer. “Se eu tiver uma aparência cem por cento perfeita, alguém irá adorar estar comigo. E depois virá dia em que se estiverem com o penteado não muito de acordo com o que costumam ou uma cor estranha ou seja o que for, vocês ficam todos envoltos nisso e acham que o melhor seja não irem ao encontro de ninguém, por sentirem que possam não gostar de vós nesse dia. Já afirmei muitas vezes que a coisa mais amável que poderão fazer a vós próprios será ir ao guarda-roupa e tirar de lá algo de que não gostem nem vistam (riso)… Porque o que é que estarão a afirmar? “O poder de ser pessoa não reside na indumentária, mas em mim.” Aí já não terão que sentir culpa por terem que acreditar nisso, entendem? De modo que a coisa sempre tem um outro aspecto, não é?


O homem vota-se constantemente ao remorso. Usamos o termo genérico por não nos estarmos a referir a sexo nenhum mas antes à humanidade ao contrário do reino animal ou vegetal. O homem diz: “Não sou digno.” O homem diz: “Devo sentir-me culpado por não o ter conseguido.” Mas, quem foi que disse? Quem diz que devam? Infelizmente, quando homem aprende coisas aos quatro anos, ele faz tudo e abre mão disso tudo por volta dos oito. Por natureza, o homem é uma criatura de hábitos, e as suas atitudes e as suas acções tornam-se habituais, e logo ele vê-se na rotina, entendem? É por isso que lhes dizem para usarem pastilha e não gostam. Comprar uma revista é coisa que nunca terão feito antes! Façam algo para quebrar a rotina. 


Se disserem que acreditam em vós, se o disserem habitualmente, acabarão por descobrir ser verdade. A repetição constitui uma espécie de programação e por vezes, para chegarem a acreditar em vós precisam estar continuamente a dizer que acreditam. Frequentemente afirmo que se escrevessem o guião correcto para o êxito em meio ao que quisessem fazer e depois vivenciassem esse guião, representassem o papel, eventualmente tornar-se-ia na vossa realidade e acabariam por ser bem-sucedidos, por começarem a acreditar nele. É por isso que aqueles que exercem a profissão de teatro, quando desempenham um papel por um período de tempo prolongado, dizem começar a sentir que sejam essa pessoa. Por se doutrinarem na representação do papel, e vocês fazem a mesma coisa. Acreditarem em vós significa fortalecer-vos.

O termo “poder” no vosso mundo tem sido usado em meios de domínio, superação, derrube, poder de derrube de governos e esse tipo de coisa, mas na realidade, o poder significa a força divina dentro de vós. Daí que falemos do vosso fortalecimento e de tocarem o vosso ser divino.


Para se fortalecerem, aceitam-se. Plantam duas sementes: "Eu acredito em mim," e "Eu aceito-me." Depois, regá-las para as deixar crescer, fica ao vosso critério, por elas serem uma parte viva de vós e não por que eu o tenha dito. Quando se permitem ser fortalecidos pela força do divino em vós, que constitui a vossa realidade, estão a deixar-se guiar por essa força divina e não precisam temer perder-se. Ora bem, por vezes todos perdem (...) e têm alturas em que perdem a noção dos objectivos, e alturas em que a presente situação de vida os leva a esquecer que isso não dure parta sempre. Quando têm um dia péssimo, a melhor coisa que têm a fazer é dizer: "Eu acredito em mim, eu aceito-me, e isto é temporário. Tudo na vida agora é temporário,  devido ao período que atravessam, caracterizado como é pela energia do espírito e da corrente.


MEDITAÇÃO


Por isso, o que lhes vou pedir que façam, só por um instante, é que permitam que os conduza dentro de vós e permitir-se aceitar-se, e talvez mesmo gostar um pouco de vós e amar-se um pouco. Quando chegam a esta coisa dizem: "Sim, mas eu estive..." Não tem importância. Aquilo que fizeram há dois minutos ou o que fizeram ontem é passado; a única coisa com que poderão contar é com o  presente. Por conseguinte, aquilo que fazem com o presente instante vai criar o momento subsequente, na vida. 


Por isso, ainda que por um segundo sequer, inspirem profundamente e descontraiam. Quero que sintam bem no centro do vosso ser um pequenino ponto de luz, bem no centro do vosso ser, em torno do umbigo, apenas um pontinho. Poderão vê-lo, poderão senti-lo, poderão ter noção da sua presença aí. Esse ponto de luz representa a vossa luz divina. Deixem que esse pontinho de luz comece a crescer dentro de vós, nas vossas próprias entranhas, e não temam a possibilidade de verem aquilo que vos revela. 


À medida que cresce revela-lhes que isso corresponde à maneira como se sentem, e as mentiras que têm contado a vós próprios relativamente à maneira como se sentem com respeito a qualquer coisa, ou a conjura que têm vindo a fazer a vós próprios, que não vão funcionar, por que vão ver o que andam a fazer, e a luz inundará todo o plexo solar e vêm a maneira como se afectam a si mesmos. Também vêm as coisas formidáveis que os caracteriza, como a paciência, a tolerância... Deixem-se ficar somente um instante nesse lugar. Podem sentir-se emocionados, podem sentir coisas a erguer-se em vós. Não faz mal, deixem sair. É uma situação estupenda. É uma condição em que reúnem a coragem para efectivamente ver como se sentem em relação a vós próprios. 


E agora, dentro dessa luz gera-se um movimento e descobrem que ela inunda o chakra do coração. Sentem essa luz maravilhosa a inundar-lhes o coração e a conceder-lhes permissão para alcançarem o ser, concedendo-lhes permissão opera se amarem e gostarem de vós. E independentemente do que o plexo solar lhes revelar, o coração concede-lhes permissão para se perdoarem. Demorem um pouco no coração para sentirem amor por vós próprios em pleno, para se aceitarem em pleno e para se perdoarem.


Agora, aceitem na totalidade o facto de que não faz mal, e deixem que a energia da luz suba pelo chakra da garganta, até chegar ao da sobrancelha, e uma vez aí, abram-se a uma nova perspectiva, abram-se a uma visão diferente. Ao passarem a ver de forma diferente, ao adoptarem novos pontos de vista, perceberão que o vosso potencial acompanha isso, aceitam em pleno o facto de poderem adoptar uma nova perspectiva. Agora deixem que essa luz divina lhes inunda o corpo, todos os cantos do vosso corpo são inundados de aceitação, com a nova perspectiva. Estão a fortalecer-se por intermédio da luz. O poder divino enche-os e guia-os e torna-os íntegros. E agora, deixem que essa luz regresse àquele lugar dentro de vós, àquele ponto de luz. Inspirem profundamente e permitam-se regressar.


Tiveram agora, uma oportunidade de dar uma vista de olhos aqui, que representa o vosso terreno do pressentimento. Tiveram a oportunidade de deixar que o vosso coração usasse da capacidade que tem de o estender e de o conduzirem a uma nova perspectiva. Da próxima vez que aí se dirigirem não encontrarão as mesmas coisas, enquanto permitirem que o vosso coração os perdoe, ao deslocarem a energia.


Os erros cometidos na vida constituem trampolins no crescimento. Cometem um erro mas aprendem com ele, e ele transforma-se num factor positivo em vez de negativo. Precisam permitir-se ter consciência de que não faz mal cometer um erro. Precisam permitir-se saber que não tem importância esquecer tal erro, assim que tiverem aprendido com ele. Saberão que se o vosso período tiver sido demasiado, terão noção de que da próxima não farão o mesmo, e assim permitir-se-ão aprender com o que tiver sido considerado como encruzilhadas. Se cometerem um erro, abençoem-se, tenham amor por vós e deixem o assunto de lado.


Agora, quero saber como se sentiram durante o exercício? Quantos de vós se terão sentido um pouco trémulos? Quando passam da energia física para a energia da força divina dá-se um abandono do abrigo ou ancoragem na energia da densidade do físico. Por se encontrarem em posição de se observarem, com muita frequência sentem-se oprimidos com a transição para a nova energia. Além disso, se trabalharem o vosso ser --  e eu gostaria trabalhassem esse exercício somente, em diferentes alturas, para que ele os ajude a olhar para vós próprios conforme são, e não como seja suposto que tenham conjurado, mas como são, com plena percepção de que não tem mal, e de que conforme são, está bem, independentemente do que for. Porque no momento em que virem isso, começarão a fortalecer-se, permitindo que essa luz inunde o corpo para deixarem qualquer situação de que não gostem, porquanto estarão efectivamente a conceder a vós próprios uma oportunidade para serem o que quer que queiram ser.


A coisa mais árdua para as pessoas nesta altura está em abrirem mão daquilo que passou, ao que poderão dar a volta interrogando-se acerca de como poderão ver de forma diferente ou fazer algo de novo. E a questão está em que representa a única forma como poderão olhar, como algo novo, por não haver nada que por esta altura estagne, ou seja permitido que estagne, tudo está em marcha e em movimento pela lei do universo. Precisam ter em mente que as leis universais são as leis que governam toda a criação e que não são pessoais; possuem um ritmo e um fluxo e prendem-se com a evolução do homem assim como com toda a evolução das estruturas planetárias, pelo que todo o planeta satisfaz isso e vocês podem constatá-lo através das mudanças que estão a operar no vosso mundo, as mudanças de atitude, que costumavam ser fixas e definidas, e que se estão a tornar mais flexíveis; vêm pessoas obterem uma maior aprendizagem de coisas novas quando antes não o quereriam fazer, todo esse tipo de coisa está agora a suceder e a coisa mais importante a perceber é que vocês não estagnaram, não são um charco estagnado, são uma corrente, por assim dizer.


Vocês podem mudar tudo quanto quiserem mudar, mudando-o antes de mais em vós. Pensem ainda que por um instante no que ocorreria se todos vós aqui reunidos aceitassem em pleno a paz mundial e a fraternidade. O poder que seria gerado rumo a tal objectivo neste compartimento. E não me refiro à verbalização disso, refiro-me à sua aceitação. De poder e de vir a existir. E agora imaginem, se todos quantos viverem nesta só rua adoptassem o mesmo rumo, e depois suponham que a cidade inteira o fazia... Uma das coisas que diz respeito ao despertar em vós da força divina e ao vosso próprio fortalecimento é que é contagioso por natureza, e assim como revelam as forças e um rumo e sentimentos de segurança em relação a vós próprios, outros virão a querer compreendê-lo, e começarão igualmente a querer descobri-lo.


Mas assim que os homens pararem de ter medo uns dos outros, medo das diferenças dos outros, haverá paz. A era de aquário, conforme lhe chamam, este ciclo de 2600 anos do ritmo do universo representa a era da fraternidade. A década dos noventa, constitui o agente da mudança, os anos do grande avanço, em que inovam através de novas perspectivas com respeito à fraternidade e à paz. Porque o que são, aquele que são, aquilo em que acreditem não tem importância, porque a verdade é que são todos o mesmo, de forma subjacente. São feitos da mesma energia universal, pelo que estão todos relacionados quer o queiram quer não. 


Por conseguinte, começam por se entender com a vossa própria família, e começam a entender-se com os vossos sogros ou cunhados, e depois começam a entender-se com o vosso patrão, por isso representar o começo da fraternidade, entendem? E a única coisa que os incapacita com respeito a isso é o facto de não se importarem com a vossa auto estima. Se a vossa auto estima for fraca, presumirão o ataque, acharão que toda a gente esteja a meter-se convosco. Acharão que todos quanto pensem de forma diferente de vós os esteja a colocar em perigo. E não quero dizer que não haja negativismo no vosso mundo actualmente que esteja a colocá-los em perigo, só que a capacidade que têm de estar à altura disso e a forma como lidam com isso deve passar pelo vosso próprio fortalecimento interior. 


Há um mundo por aí que se encontra numa atitude auto destrutiva. Mas por vezes as coisas precisam auto destruir-se para poderem ter um fim. Mas aquilo que precisam ter em mente é que são um instrumento de paz, são um instrumento da crença em vós que lhes permite interagir sem que ninguém lhes tire o que quer que seja. Eu não consigo torná-los menos do que aquilo que são, só vocês conseguem. Mais ninguém poderá torná-los menos do que aquilo que são. Só vocês!


Ao longo da vossa vida atravessam muitas provações e tribulações, por assim dizer, mas elas constituem os padrões de crescimento da alma; são aquilo que ajuda a ter moderação e a endireitar-se e a aprender a dar e a receber, etc. Mas aquilo que importa mais recordar, é que vocês, através da crença que têm em vós, detêm o poder de controlar aquilo que dão e aquilo que aceitam. Muitos de vós, estou certo, terão tido experiências em que se terão sentido derrubados, que os terão levado a sentir que alguém mais lhes estivesse a arranjar problemas.

Não se ceguem quanto ao facto de poder haver quem diga algo acerca de vós de que não gostem. O que fazem numa situação dessas é dar atenção a isso e interrogar-se se será verdade. 

Caso seja, e optarem por isso, façam alguma coisa com respeito a isso. Caso não seja, não permitam que os atinja. Por vós próprios e em relação à actuação de que usarem, será a forma como em última análise serão julgados, mas adivinhem lá quem é que os julga. Vós! É por isso que quero que se voltem para dentro e examinem bem e atirem fora as coisas de que não gostam e abençoem-se por erem poder para o fazer. Por a vossa estima, o honrar-se e o respeitar-se altera o universo.


Gostaria agora que colocassem as perguntas que acharem dever fazer com respeito ao que está a ser tratado.


Pergunta: Disseste... e eu também me concentrei em ser o mesmo, em procurar o mesmo (...) só que agora constato um movimento rumo à enfatização das diferenças, em particular a valorização das diferenças...


Julian: Muito bem. No passado era-lhes dito o que deviam fazer, por parte de fontes externas; actualmente estão a tomar decisões com base na determinação íntima. Uma das formas porque podem acelerar isso é sendo corajosos o suficiente para considerarem as diferenças, com reconhecimento de que as diferenças não constituam nada de negativo. As diferenças patenteiam-se do ponto de vista da autoestima e da aceitação. A homenagem da fraternidade significa "Eu reconheço as diferenças que te caracterizam, e aceito que se te adeqúem. Não precisam adequar-se-me, mas sim a ti." Portanto, a tendência actual assenta em extrair as coisas e em dar uma boa olhada de modo a poderem afastar-se do que se oculta no vosso íntimo.


A primeira coisa a reconhecer é que, apontar as diferenças é uma coisa; dispor-se a compreender o significado das diferenças para essa pessoa, é essencial. Por que razão diferentes pessoas celebram feriados de forma diferente? Porque razão as pessoas adoptam diferentes práticas dogmáticas? Por lhes responder a uma carência, e provavelmente por lhes ter sido proferidas por eternidades, de forma que tais rituais ou afirmações ou hábitos ou maneiras de lidar com as coisas tenha um significado bastante real para elas. Assim, olham essas diferenças e exclamam: "Por que fazes isso dessa maneira?" Que significado tem isso? Por vezes irão obter uma resposta, noutras vezes descobrirão que nem elas próprias o sabem, e que o fazem por uma questão de rotina. Desse modo poderão descobrir porquê; porque se fizerem alguma coisa sem que saibam porquê, isso representará um desperdício de energia.


Lembrem sempre que as diferenças indicam particularidades e não aspectos negativos. Mas é aí que o homem comete o erro, ao acreditar que se todos acreditarem conforme ele acredita, ou agirem como ele age, ou comerem o que ele come, esteja a salvo. Nunca terão ouvido que não há pior abstémio que o alcoólatra ou o fumador? Eles tornaram-se de tal modo apaixonados pela condição que escolheram para si que desejarão que todos façam o mesmo ou acharão que os outros estejam errados. E é aí que os problemas começam.


Precisam dizer: "Aprecio as diferenças que apresentas, agrada-me que não sejas uma cópia fiel a mim." Que aborrecimento seria se todos fizessem tudo do mesmo modo! Que ímpeto para a mudança haveria num caso desses?


Isto servirá de ajuda?


Pergunta: Tens dito para nos amarmos e para gostarmos de nós próprios e eu já ouvi isso antes, mas não estou certo quanto às distinções.


Julian: Pois. A primeira coisa a reconhecer é que o termo "amor" engloba conotações muito marcantes no vosso mundo, como por exemplo: "Eu sou teu, dou-me a ti por completo," esse tipo de coisa. Mas amar significa aceitar, e amar-se significa aceitar-se.; quer dizer dispensar igual tempo e energia a vós próprios, conforme dispensam a qualquer outra pessoa. Se me dispuser a trabalhar e a doar o meu tempo a isto, então não chegarei a casa alegando extremo cansaço e falta de tempo para tratar de mim, nem andarei por aí a fazer-me banana nem pateta ou aquilo que quiserem chamar a isso, certo? Porque se não se considerarem deixarão de ter o que considerar, entendem? Por isso, gostar de si mesmo é igualmente importante, mas isso não quer necessariamente dizer que ambos andem de mão dada. poderão dizer que gostam de vocês, que gostam daquilo que são, mas amor? Isso não será um tanto exagerado, egoísta? Porque as pessoas confundem a autoestima com o egoísmo ou egocentrismo.


A autoestima significa: "Eu respeito-me o suficiente para respeitar aquilo que sou, mudar aquilo que quiser mudar e dar o melhor do meu potencial que conseguir."


Pergunta: Ainda tenho dúvidas quanto ao aspecto do gostar...


Julian: Certo. O aspecto do afecto, tu és uma pessoa dedicada. Esse aspecto está em voga, mas por vezes descobrirão que as pessoas fazem coisas numa tentativa de serem amados, e que não gostam disso em si próprias, por serem vítimas de uma duplicidade de carácter. Assim aquilo que fazem é: "Será a acção que cometo e representação que faço uma com que possa viver? Gostarei disso? Por poder amar alguém o suficiente para lhe entregar a minha vida por completo, mas tal ideia agradar-me-á efectivamente? E que comentarão a meu respeito, que eu não conto para nada?" Precisam manter um meio termo, entendes? E conseguem isso se compreenderem ambas as polaridades, ambos os lados, mas optam por manter a condição que lhes traga alegria não só relativamente ao que façam por mais alguém como também ao que façam em prole de vós próprios.


Recordem que procedem de uma era em que todos o faziam por vós (providência) ou a vós, (vitimização) em que as pessoas pensavam que Deus lhes fizesse tudo ou que fossem o alvo de todas as coisas desagradáveis ou indesejadas. Jamais havia espaço para a possibilidade delas o fazerem para si próprias. Agora, a única maneira de obterem essa energia é admitindo que formam uma equipa, e que é juntos que operam isso (co-criação).


Pergunta: Há duas coisas em que tenho andado a pensar. O que é que temos que fazer com relação ao que referiste anteriormente acerca de sermos generosos connosco, e gostava de saber se te querias referir ao facto de termos a tendência que temos para nos esconder, para racionalizar tanto em relação a nós próprios como aos outros sempre que fazemos alguma coisa que não se enquadra nos nossos padrões, o que é uma coincidência por termos sempre desculpas e não o queremos fazer. Sabemos que a razão para o termos feito se deve a circunstâncias atenuantes, mas não será este um padrão de racionalização...?


Julian: É, sim senhor. Racionalizar a fim de compreenderem a razão, é uma coisa; já racionalizar a título de desculpa é outra inteiramente diferente. Mas todos temos a tendência – e incluo-me a mim próprio por me encontrar num corpo físico de momento – todos temos a tendência de ter as coisas à nossa maneira. Quem desejará dizer que alguém não faça as tarefas quando diz fazer? Desejamos dizer, “Bem, estou certo de serem circunstâncias extenuantes…”

Mas o que dizemos é: “Eu não vou tomar qualquer decisão, até descobrir.”


Pergunta: O que queria perguntar mais é que, por vezes tenho curiosidade em saber quem é que me diz para fazer qualquer coisa, mas aí recebo sinais da parte de guias (…) de forma que chego a pensar ser eu própria quem pensa isso, mas por vezes sinto uma tal investida…


Julian: Alguma vez chegam a discordar de ti?


Pergunta: Não, mas por vezes vejo-me na clássica situação de não saber o que fazer, e de súbito sinto a investida e sei… agora, isso serei eu, ou serão os guias?


Julian: Não. Aquilo que precisas entender é que não faz diferença que sejas tu ou os guias, por esse “saber” proceder da tua mente supraconsciente, que constitui a mente do corpo espiritual bem como o acesso para a mente universal. Por isso, quando sucede desse jeito, com um saber, de repente tens noção, isso representa a tua parte superior que reside além, mas não importa onde se situe, por constituir o rumo a tomar. Agora, quando és tu, saberás disso, por envolver uma racionalização, não é? (Riso) Quando tens consciência de algo e não se te apresenta qualquer razão para isso, então “É isso!” Quando o estás a extrair do teu eu consciente, isso dá-te uma razão, por teres arranjado uma desculpa. Portanto, se considerares a maneira como te chega, perceberás quando a coisa se apresenta. Chamamos a isso “conhecimento,” e todos vós o experimentais. Por vezes, como que do nada, têm essa pequena nuança ou borrifo, e passam a ter conhecimento de uma coisa qualquer, que pode assomar traços tão simples quanto “Não vires nessa rua aí,” Ou “Liga à tua esposa.” Esse tipo de coisa.

Por lhes estar a ser dito para entrarem em sintonia, por algo estar a suceder. A vossa mente supraconsciente jamais os orientará de forma errada. E é por isso que quando meditam e deslizam para essa mente, saem com conhecimento de que, mesmo que não tenham passado por nenhuma experiência brilhante, apenas por obra de uma osmose a energia ter-se-á alterado, e vocês sabendo.


Pergunta: Quando falas da definição de amar e de esperar, o amor-próprio, o maior (…) da autoestima e do amor-próprio não se baseiam em factores externos, mas expressões próprias oriundas de dentro, não porque eu faça algo mas por ser interno. Mas quando falavas de gostar de nós próprios, mencionaste-o em termos externos…


Julian: Sim, referi-o por esse externo, de certo modo, se estiverem a dizer a vós próprios intimamente uma coisa e estiverem a expressar no exterior de outro modo esse conflito que carregam… por outras palavras, isso condu-los a sentirem-se mártires: “Eu faço tudo pelos outros e ninguém faz coisa nenhuma por mim,) mas o que realmente estão a dizer é que não gostam de o fazer.


Pergunta: Não, creio que não me fiz entender; quando falas de distinções entre gostar e amar, eu tenho ideia que foi quando estavas a falar de amar, mencionaste a aceitação pessoal interna…

Julian: mas gostar também representa uma coisa inerente à aceitação pessoal.


Pergunta: Não é necessariamente: “Eu gosto de mim próprio por ter feito isso…”


Julian: Não. Significa gostar de vós próprios o suficiente para verdadeiros para vós próprios, e se forem verdadeiros convosco próprios, dirão: “Tenho que deixar de me fazer de mártir,” e aí deverão ser capazes de perceber isso por intermédio do gosto que tiverem por vós. Compreendes? Por outras palavras, tudo se resume ao seguinte: O que se passar no vosso íntimo deve faze-los sentir confortáveis. Se não os estiver a deixar à-vontade, então olhem o comportamento externo que adoptam com respeito a isso. Por poderem estar a colocar algo aos vossos ombros que seja menos feliz.


Pergunta: Quando sentimos desconforto em nós e não estamos muito certos de onde venha esse desconforto, talvez seja uma combinação meio cindida das questões anteriores que abordamos… em vez de simplesmente sabermos para onde se dirige o passado, sentimos um desconforto dentro de nós e não temos esse conhecimento. Será isso alguma coisa que proceda da preocupação?


Julian: A preocupação deixa-os a sentir desconforto. Uma das formas por que o sistema corpo/mente/espírito tem de os levar a saber quando alguma coisa está mal é fazer com que se sintam inquietos com relação a isso. Assim, quando se sentirem inquietos com relação a alguma coisa, devem buscar a razão em todos os níveis: mental, espiritual e físico, e procurar entendê-los.


A meditação pode conduzi-los à condição alterada da mente supraconsciente, que lhes dá o discernimento quanto ao que amente consciente possa estar a bloquear. O mais estranho é que quando mais as pessoas necessitam de meditação, é quando dizem não ter tempo para meditar. Vocês podem meditar em qualquer lugar, meus amigos. Não precisam de coisas específicas para meditar. “Fica quieto e escuta e sabe que Eu Sou Deus.” O que significa: “Ficai a sós convosco próprios e escutem a sua voz interior, que fala por esse ser supraconsciente. Consigam essa ajuda no esclarecimento disso. A mente consciente muitas vezes interpreta a autoestima como “ser estimado.” “Se toda a gente gostar de mim então devo…” Mas toda a gente poderá gostar de vós e não acreditarem em vós de todo. Dependem por completo do facto de toda a gente gostar de vós para sentirem ser uma pessoa.


Muitas vezes quando sentem problemas interiores em torno de qualquer coisa, tentam fugir-lhes por não saberem bem o que seja e temerem não ser capazes de lidar com eles. Mas nunca recebem a dose sem a cura. O que estou a querer dizer é que se receberem uma dose para qualquer coisa a cura seguir-se-á. Lembrem-se que é de longe melhor investigarem o desassossego do que manter-se nesse estado suspenso de inquietação. 


Talvez não queiram examinar uma coisa qualquer por receio que diga que estejam errados: “Suponhamos que eu esteja errado; suponhamos que seja eu quem tem que mudar.” Dispõem de livre-arbítrio; podem olhar a coisa e dizer: “Não vou mudar e não vou mesmo!” Mas vocês recebem por em cheio, certo? Um dos meus favoritos provérbios. Não há meias medidas.

Por ouras palavras, toda a decisão que fazem, usam toda a energia inerente a essa decisão, de forma que poderão dizer: “Bem, eu opto por não mudar mas creio que vou continuar a sentir inquietação.” 


Além disso, não é (…) ver os demais ingredientes que não se acham relacionados convosco. Quando as pessoas têm um filho que apresenta um problema, elas não gostam de ter que enfrentar a possibilidade de ser um problema; não com o filho delas. Não com a coisa maravilhosa que amam, entendem? Elas não querem que esse filho contraia nenhum problema, independentemente da idade e independentemente do que envolva, elas não querem que isso suceda. E assim sentem-se apreensíveis por todos os sinais indicarem que haja um problema. Mas no seu íntimo elas dizem: “Não, deve haver uma razão,” e racionalizam a questão.


Por vezes precisam é de se acalmar e ver o que está a suceder e lidar com os factos. Por os fatos serem a única coisa que não mudam. As vossas emoções ocultam-lhes coisas; vocês podem racionalizar, e encobrir mas quando enfrentam os factos nus e crus. Se não houver dinheiro para comparem o que quiserem comprar, não vai haver nada que o faça aparecer excepto que saiam à procura de um segundo emprego extra. Ou então, se esse filho estiver com um problema, então a única coisa que irá mudar é conseguirem ajuda para a criança. Mas a maioria das pessoas não querem olhar esse tipo de coisa, pela razão de que por qualquer razão isso se reflita nelas. “O meu filho está em apuros, por isso não devo ser uma boa mãe.”


Mas precisas compreender que quando te sentes constrangida em relação a uma situação, caso o ser interior estiver a assinalar, deem uma olhada em toda a situação e tomem decisões em função dos factos. Mas creio que aquilo que têm que entender é que têm catorze anos nesta nova energia. Em 1999 vão no décimo quarto ano da energia desta nova era, e dispõem de dois mil e seiscentos anos de programação na energia das coisas fixas, de modo que ainda vão numa fase de impulso, que é quando “dão corda aos calcanhares,” e jogam fora as regras. Mas trata-se da ideia de nem todas as regras estarem a resultar, e precisarem aplicar-lhes uma nova perspectiva. 

Uma nova perspectiva resultará. Bem sei que já falamos disso antes, mas lembrem-se que esta era e em especial a década dos noventa representa um avanço rumo a coisas novas, novas perspectivas e aceitação. Isso é chave para a fase actual. De modo que agora, mais do que nunca dão por vós impacientes em relação à forma como são, descobrem que têm vontade de proceder a mudanças, de fazer algo de diferente, e isso fica a dever-se ao facto de todo o potencial em vós – que ainda não foi usado – está a sofrer uma aceleração e está a vir à superfície, de modo que têm cada vez mais oportunidades de usar a totalidade do que são.

(continua)

Transcrito e traduzido por Amadeu António
Direitos de autor: Saul Srour
Autoria de: June K. Burke e do serafim Julian



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