quarta-feira, 16 de setembro de 2015

SOBRE OS EVANGELHOS GNÓSTICOS




1983

Sinto-me encantado por ter esta oportunidade de comunicar, de partilha e de intercâmbio acerca de uma área com que toda a gente não se acha bastante familiarizada, no sentido da capacidade que têm de pensar e de analisar um período com que não se acham completamente familiarizados. Referimo-nos aos Evangelhos Gnósticos.

Trata-se de evangelhos pré-Cristãos, evangelhos que, em essência, constituíram a origem de tudo o resto, mas os que mais relacionados estiveram com o que ocorria no vosso universo por essa altura. De modo que resultou um forte e profundo ressentimento da parte de certas facções com respeito a esse material. Parte dele perdeu-se; outra parte ainda se acha por descobrir; e parte já foi descoberta. Procederam ao tratamento de fragmentos soltos, mas a verdadeira compreensão da realidade que circunscrevem ainda não chegou a um pleno entendimento. Foram os evangelhos que estavam relacionados com o universo e com o homem por intermédio de energias universais ao invés de por meio de uma prática estrita e dogmática, embora tenham sido os percursores daquilo que chegou a ser chamado de "doutrina Cristã."

Esses evangelhos, essas mensagens, esses escritos operavam com base na premissa do círculo, e tudo quanto opera na vossa vida funciona com base na premissa do círculo. Tudo quanto opera no universo funciona com base na premissa do círculo. Esses foram ensinamentos, escritos que se referem a épocas da chegada da "luz," a épocas em que o círculo se movia numa nova volta da energia. Esses ensinamentos foram posteriormente, conforme vocês designam, alterados e trocados a fim de atenderem à compreensão cultural da época.

Na maioria dos casos, todo o ensinamento de qualquer época precisa ser enquadrado na compreensão cultural do período em que é preservado, mas também precisa ser mantido no ritmo da energia daquilo que tiver sido concebido para ensinar. Assim, se quiserem ensinar transportes, a um tempo ensinam matéria respeitante aos pés, noutro ensinam acerca do transporte por mulas ou cavalos, e noutro ainda ensinam sobre comboios ou autocarros ou avião ou foguete; mas ainda estão a ensinar com respeito à verdade inerente ao transporte, à deslocação de um sítio para outro. Os evangelhos e as mensagens que contêm destinavam-se a deslocar o homem de uma posição para outra. Destinavam-se a alterar a vibração inerente ao desenvolvimento do homem de modo a que pudesse atingir uma nova compreensão e uma nova situação e energia em si mesmo. Tudo quanto se dá conta de ocorrência nos escritos aconteceu a fim de ajudar o homem a passar da situação em que se encontrava de momento para aquilo que haveria de projectar-se sobre a eternidade, por esses escritos, esses ensinamentos não se se reportam a um período específico -- do mesmo modo que os escritos do mestre Jesus não se reportam a um período específico.

Toda a gente encerra as coisas no tempo. Devido a que lidem com o tempo linear, percebem que as coisas funcionem num ponto da vida que não parece estar relacionado com outros pontos, mas na realidade, o tempo é circular -- se quiserem imprimir-lhe movimento -- e por conseguinte tudo se acha relacionado num contínuo com essa coisa em particular por o resto da eternidade. Tudo quanto foi posto em marcha precisa ser conduzido e um estudo compreensivo, ou a uma revelação compreensiva, ou apreciação contínua, em certos pontos ao longo do percurso. Vocês tiveram conhecimento dos evangelhos e dos ensinamentos durante um longo período com base no conhecimento da personalidade do que ocorreu num dado período. Os Evangelhos Gnósticos ao redor do século 100 AC estavam por essa altura a ser objecto de tradução para uma compreensão que se prendesse com esse período de tempo. Antes dele, lidavam de uma forma pura com as energias universais -- o movimento de tudo de um ponto no tempo a outro.

Vamos trabalhar com a compreensão de alguns dos próprios evangelhos, esta noite, e na próxima semana vamos proceder a uma compreensão prática da energia criada pelo próprio círculo, de modo a poderem ver que não se referem a alguém que profere uma coisa qualquer, mas foi alguém que trouxe algo que já tinha existido desde o começo do tempo à compreensão desse período do tempo e momento em particular. Por isso, as revelações desses fragmentos de evangelhos que foram descobertos abalaram até certo ponto o mundo, por tudo quanto contêm não estava conforme tinha parecido estar nessa altura conforme a compreensão que tinham.

Os evangelhos da verdade eram evangelhos inerentes ao círculo, e constituíram aqueles que operaram no âmbito da energia que criou o universo e que acabaria por levar adiante a verdade relativa ao universo a qualquer ponto do tempo.                                  Porque no meu mundo não existe tempo, entendem. No vosso existe o tempo linear, mas o tempo universal representa a espiral, e é circular. Vós voltais repetidamente ao início, não só enquanto indivíduos através dos ciclos de sete anos inerentes ao Ser, mas como o universo nos ciclos das mudanças Terrestres, mas não só mudanças, coo entendimentos daquilo que transpira nesse tempo. O ciclo dentro do ciclo, dentro do ciclo, é aquilo com que estão a lidar quando tratam dos evangelhos.

Houve muito de humano nos evangelhos dessa época. Na medida em que o homem tentava interpretar o desenvolvimento que se estava a operar na sua vida por essa altura. O que estava a suceder por essa altura era um dos ciclos de três mil anos de energia que é universal. Por conseguinte, tinha que ver com novas formas de entendimento e de compreensão de si mesmos e do que ocorria ao seu redor. Grande parte da doutrina Cristã prende-se com formas entendimento específicas e pontos de vista específicos desse período de tempo. Os Evangelhos Gnósticos forneceram o discernimento a partir do qual essas coisas foram concebidas.

Muito foi difamado nos Evangelhos Gnósticos, pensam as pessoas. Muito foi referido que perturba alguns que acreditaram de determinado modo por todas as suas vidas, mas não pretendia ser personalizado; Pretendia ser universal. O homem sempre assume as coisas de cariz universal e procura personalizá-las, particularizá-las e torná-las suas, e quando isso sucede, surge todo o tipo de caos na compreensão que tem. Se tivesse que lhes dar uma única palavra, cada um de vós obteria uma compreensão diferente dessa palavra e cada um de vós procuraria dizer: "É isso!" Foi o que sucedeu ao longo dos tempos.

Nos Evangelhos Gnósticos, os ensinamentos desse homem chamado Jesus foram tratados do ponto de vista da humanidade. Eram ensinamentos humanistas. Eram ensinamentos que deviam ser tratados de homem para homem, não de Deus para o homem, e isso soa demasiado assustador para alguns. Não alterava de forma nenhuma o facto de ser de Deus, conforme cada um de vós é, mas emprestou uma enorme dose de discernimento àqueles que mais tarde tentaram torná-lo em algo de diferente do que chegou a ser. O homem tentou fazer dele algo que não fora concebido a ser. Ele não veio para ser um deus, mas para se tornar num filho de Deus, em sintonia com Deus, e para ensinar a palavra de Deus; mas o homem diz: "Este parece bom, façamos dele algo em que possamos acreditar." O homem faz sempre isso, entendem? Conhecem alguém que se acha imbuído de uma bondade intrínseca e de repente descobrem ter tantas cadeias atadas a ele, por dizerem que é bom. A seguir descobrem que esses apegos sufocam ambos os aspectos da questão. Por isso, a verdade do que pretendia circunscrever, é o que o homem está a descobrir. Uma verdade de natureza universal, não pessoal. Verdade que afecta todo o princípio dogmático, e não somente um único grupo de princípios dogmáticos.

E ao longo de todos os tempos se verificou esse puxa-puxa que diz: "A minha religião é melhor do que a tua. Eu sou o único. Eu possuo tudo. Venham ouvir-me." Percebem? Mas na realidade, trata-se de uma religião colectiva. Lembrem-se de que quando falamos de religião referimo-nos a uma relação com Deus. Não nos referimos a nenhuma prática religiosa. As pessoas confundem o dogma com religião. O dogma foi criado pelo homem; a religião fala do relacionamento que têm com Deus e enquanto indivíduos assim como colectivo. Desse modo cada um precisa encontrar Deus dentro de si mesmo e compreender cada princípio ou ensinamento por meio desse aspecto dentro de si.

Assim, nesta época e tempo o homem chegou a perceber, por agora ser tempo de redescobrirem esses aspectos inerentes ao círculo que deram início à coisa toda, a altura que diz ser essa a energia em que constroem. Eu apresento-lhes uma coisa de natureza impessoal e vocês pegam nela e fazem aquilo que querem com ela. Agora, o problema está em que quando as pessoas começaram a relacionar com os evangelhos e começaram a pensar neles como deuses. Toda a gente sabe quando alguém diz que algo é bom, por se tratar de uma pessoa boa. Deus perdoe alguém que não tenha esse título o diga, por ser ignorado.

No vosso mundo dizem comummente que a criança fala a verdade, mas que sucede quando a criança diz a verdade? Alguém lhe dá uma bofetada na boca e diz: "Cala-te, que me estás a deixar embaraçado!" O homem vive um mito. Vive na manipulação. Profere meias-verdades e manipula a verdade completa para chegar onde quer e para ver aquilo que quer ver. Surge uma criança e diz que vê as coisas de determinado modo, cospe tal verdade, por assim dizer, e deixa toda a gente chocada. É isso que os Evangelhos gnósticos estão a fazer neste momento. Estão a deixar toda a gente chocada por estar a simplificar demasiado algo que foi demasiado complicado. Entendem?

O objectivo dos ensinamentos era o que levar os homens a juntar-se -- não como uma só mente mas como uma só alma, um só amor. O objectivo era o de conduzir o homem à compreensão de que as diferenças não têm que obstar às semelhanças, e que na própria diferença que cada homem apresenta, existe semelhança inerente à luz interior, e que daí procede o vigor. Vocês estão a dirigir-se de novo para uma fraternidade -- espera-se, deveria acrescentar, por isso estar nas vossas mãos, entendem, e vocês dispõem de livre-arbítrio. Mas, voltar à fraternidade não significa que todos venham a pensar a mesma coisa ou da mesma forma, mas significa que venham a estar dispostos a permitir que pensem de forma diferente e a usar dos princípios universais que possibilitem isso.

Nos Evangelhos Gnósticos existiram aquelas coisas que foram redigidas por observadores que conseguiam perceber as coisas somente conforme elas podiam ser observadas da perspectiva em que se encontravam nesse momento. Havia outras coisas que representavam a mensagem subjacente ou o contínuo do ensinamento universal.

Se reconhecerem a estrutura do universo, a existência de uma grelha subjacente à lei universal que nada tem que ver com a personalidade sob a qual todos funcionam. Nessa grelha são formadas os éditos e as leis concebidas pelo homem no seu estado actual de desenvolvimento. O homem funciona igualmente sujeito a elas, mas a percepção maior tem que ver com o facto dessas leis impessoais serem aquelas a que responde realmente. Poderão dizer que uma coisa seja correcta ou errada, e alguém mais poderá dizer que não, que aquilo estará certo e isto errado, mas a lei universal diz que, sem personalidade ou circunstância, isto será certo ou errado. De modo que afasta o julgamento do homem e atribui-lhe um poder que está para além dele.

Os ensinamentos eram os de que o homem funcionaria sob uma linhagem, e essa linhagem seria a compreensão e consciência para com o universo, de modo a funcionar unicamente como uma personalidade. Alguns dos escritos atribuem cunho de personalidade aos ensinamentos. Jesus foi concebido como sendo um grande homem. Ele não fazia uso da estética; ele gostava de tudo. Mas tornaram-no num ser bastante humano. Os Evangelhos Gnósticos -- alguns dos escritos que contêm -- defendem que ele sentia um enorme amor pela mulher chamada Madalena, e que na verdade ela seria mais em relação a ele do que uma amiga casual, e toda a gente fica desconcertada. Estão a ver? Toda a gente diz: "Que coisa terrível! Como se atreveria ele! E eu que o tinha neste pedestal em que não era suposto ele ter sensações, e em que era suposto fazer aquilo." Entendem? Mas se se interrogarem bem, porque não? Porque será que ele não podia ter um amor de carácter humano e, partindo daí, entender o amor humano? Porque o relacionamento exclusivo que tinha com o universo era baseado no ensino do amor, ajudar o homem a lançar uma onte da situação em que se encontrava para onde esperava chegar com o único ingrediente que os pode levar através de qualquer coisa -- o amor.

Agora, se mencionarem o termo "amor" a alguém, irão pensar em sexo, e outros pensarão em abraços, outros pensarão em crianças, e outros ainda em "alma,", e "espírito" e "Deus." Por o termo conter muitos significados. Não há nada de errado com a compreensão de determinada coisa no termo se for sob a lei universal que refere "Causa e Efeito." Se com isso causarem sofrimento a outra pessoa, poderão contar que isso dê a volta e venha ao vosso encontro. Por outras palavras, sentir e assumir a responsabilidade pelo amor a qualquer nível. Mas o amor tanto pode ser bestial como pode ser belo, não importa de que tipo de amor se trate. Fazem dele o que for por meio daquilo que lhe atribuírem, seja de bom ou de mau. E por isso, quando falo disto é somente por ser uma das secções que levam muita gente a hesitar. Agora; poderão dizer: "Será verdade ou não?" E eu dir-lhes-ei: "Que diferença fará?"

Se uma pessoa der de si a outra, tiver amado e ensinado, tiver auxiliado outra, e de súbito a sua imagem for alterada conforme o tiverem conhecido, isso fará dele um ser humano diferente? Entendem? As pessoas dirão ser uma pessoa muito bem-sucedida e que seja uma pessoa que está sempre a dar, que é adorável, grandiosa, uma pessoa maravilhosa, e então ele vai à falência e toda a gente diz: " Aquele beberrão, ou ordinário, ou vagabundo." Ele não é diferente do que era antes. Atravessa um problema, mas ainda é amoroso e ainda dá de si, ainda é dado. O que os evangelhos estão a fazer é a abalar a premissa... os evangelhos estão a dizer, não deixem que a mudança altere aquilo que é real, e que deve sempre ser considerado. O que é real para certas pessoas será diferente do que é real para outras, mas a realidade que os caracteriza situa-se dentro de vós e vocês precisam ater-se a essa realidade. É isso que lhes está a ser ensinado.

Desde o começo do tempo que estavam destinados a desenvolver-se por diferentes ciclos de energia em benefício da alma. A Era de Aquário é uma era em que laçam fora o quadrado e assumem o círculo. A Era de Peixes foi uma era estruturada, que assentou na forma, e na perspectiva da "caixa," ou dos termos convencionais; e a Era de Aquário consiste no espírito e na fluência pessoal para consigo próprio, o que quer dizer que tudo quanto emitirem irá regressar a vós. É na Era de Aquário que vocês supostamente deverão tecer uma tapeçaria e não agir como fios individuais. Mas cada fio deverá reter e manter a sua cor, a sua qualidade, o seu fulgor; por cada um contribuir uma parte da perfeição que caracteriza a tapeçaria. Menciono-o nesses termos de modo a conseguirem perceber que as próprias diferenças são aquilo para que se encontram aqui para tratar.

Os evangelhos vão ser utilizados no vosso mundo. Vão ser utilizados como ferramentas, primeiro, no sentido negativo. Vão ser usados quase como um Anti-Cristo, e levar toda a gente a dizer: "Olhem para isto, que terrível. Mentiram-nos. Ele não foi o homem que julgávamos que tenha sido -- todo esse tipo de coisa. Depois, com o desabrochar do pleno percebimento de que esse não é o caso em absoluto, mas sim que o homem está a ser forçado a olhar a realidade como ele nunca olhou antes.

O Egipto revelará mais registos, e fá-lo-á durante os próximos seis anos. Eles representraão a conclusão dos livros, e comportarão os ensinamentos perdidos -- não somente por terem sido redigidos antes do Cristianismo, mas onde o Cristianismo os adoptou. Assim, encontram-se num movimento ardente de energia na direcção da redescoberta.

Durante toda a vida e ao longo de toda a existência do universo, há acções que se repetem, e ocorrem a fim de reavaliarem, reinstigarem, reformularem, e reformarem. Assim, ao olharem para qualquer coisa como crianças, vocês encaram-na de forma diferente de um jovem adulto, e de um adulto, e de um velho, de modo que encaram a compreensão desses evangelhos de uma forma diferente, por virem a descobrir como se acham relacionados, não só a determinada época no tempo, mas a uma coisa universal. Se reconhecerem que o mestre Jesus esteve aqui a fim de ensinar o amor, ensinar o contínuo, ensinar o facto de que são imortais, começarão e compreender que os ensinamentos dele eram dotados de uma natureza universal. Não envolvia a personalidade. Não envolvia o "Eu sou o melhor, dêem-me ouvidos. Foi mais: "Eu encontro-me aqui para lhes mostrar aquilo que conheço." Não foi uma personalidade que se pronunciou... quando proferiu: "Eu sou o caminho," ele não queria dizer: "Olhem para mim; Eu sou O tal!" Ele queria dizer; "Eu sou o caminho do Pai e o caminho do Pai é luz, e esse é o vosso caminho."

Têm alguma pergunta a fazer por esta altura?

Estudante: Como será a percepção das crianças que estão a surgir nos dias de hoje, das crianças que fazem parte da Era de Aquário, que perspectivas terão elas das escolas dominicais e dos livros até agora? Terão uma percepção diferente?

Elas obterão uma percepção diferente à medida que forem aprendendo, por as crianças da Era de Aquário serem o que é designado por "pensadores colectivos." Elas não se satisfazem com as vias exclusivas. Olharão tudo como um círculo e devido a isso, encararão a verdade conforme anunciada mas meditarão nela, procurarão compreendê-la de verdade e tirar disso uma grande compreensão, por estarem apetrechados com aquela energia que diz: "Nós somos os construtores." Mas claro que muitas delas estão agora a chegar que pertencem àquele período em que essas coisas foram pela primeira vez redigidas.

Estudante: Eu fui abençoada com os ensinos de outros espíritos guias semelhantes a ti, que me ensinaram bastante acerca de Jesus, e muita coisa acerca do que disseram acerca do quão magnífico ele foi, e como foi o Cristo, o salvador -- todas essas coisas formidáveis -- e do que estás a dizer, o que percebo daquilo que referes é tipo subestimá-lo.

Não, em absoluto, o que estava a dizer é que alguém que seja magnífico e maravilhoso e um mestre e uma grande Messias (caso queiram vê-lo como um Messias, porque alguns querem e outros não, entendem) e eu encaro-o como parte do meu mundo, mas aquilo que lhes estou a dizer é que ele também suava. Não lhe neguem a humanidade que o caracterizava, por ter sido a humanidade que o caracterizava que tornou a mensagem tão pessoal para outros, e foi a sua humanidade que tornou isso numa realidade.

Se ele tivesse vindo e usado as capacidades que possuía para se alardear como um deus, eles teriam dito: "Esse é um deus formidável; Que farás se pedirmos mais? Literalmente -- teria sido isso que teria ocorrido. Mas por ele ter surgido como um homem, e por ter percorrido os caminhos como um homem e ter vivido como um homem, e dito: "Homem, tu és semelhante a mim," essa foi a sua mensagem. A mensagem dele não se destinava a glorificá-lo. O homem tem feito isso deste a sua morte. A mensagem dele pretendia glorificar o homem, e dizer: "Eu consigo fazer estas coisas, mas também vós; nós somos irmãos. O nosso Pai, por assim dizer, é o mesmo Pai, independentemente da cor, da raça, tudo. Ai surgir como homem... Se eu me chegar a vós e disser: "Eu aprendi a consertar este fecho, e se eu consegui, também vós conseguis," irão dizer-me "Bom, talvez consiga, porque se ele consegue fazê-lo, então também o conseguirei." Mas se me chegar a vós e disser: "Eu sou o maior mago e consigo reparar o fecho, mas vós também conseguis," hão-de dizer-me: "Pois sim." Entendem?

Essa é a questão que procuramos suscitar. Parem de glorificá-lo e de lhe diminuir a magnificência. Reconheçam que ele veio como homem e que morreu como homem, para que o homem possa compreender, quando podia ter surgido como um deus e ignorado a sua verdadeira missão. Aquilo que estou a dizer de forma nenhuma lhe reduz a glória ou a missão que realizou enquanto aqui esteve.

Agora, muitos olharão para ele e dirão: "Caramba, como ele falhou," devido a que tão prontamente se foi, eles começaram a discutir acerca da sua origem. Jamais seguiram os ensinamentos, discutiram acerca da origem que ele tenha tido, e da razão para ter surgido. Precisam encarar isso com humanidade. Não podem encarar isso como um castelo no ar, conforme dizem no vosso mundo. Precisam perceber o verdadeiro empenho que ele imprimiu nisso. Assim, por forma nenhuma estamos a reduzir-lhe a magnificência, mas precisam entender que ele passou pelo que vós passais de modo a pode trazer-lhes isso, por essa ser a magnificência que o caracterizava, e que caracterizou o facto de ele ter vindo e sofrido e vivido como um homem.

E vocês sabem, sempre ouvirão dizer que ele foi criticado por andar com o tipo errado de gente, não é? “Não devias ter intimidade com os cobradores de impostos; não devias acompanhar as prostitutas.” Pois bem, se vocês tentarem ajudar alguém a encontrar-se, não vão faze-lo junto daqueles que já o tenham conseguido. Vão ao encontro de alguém que necessite de ajuda. Essa era a sua humanidade. Assim, para que o homem reconhecesse a glória nele, decidiram glorificá-lo e entenderam coisas que ele disse que não eram para ser entendidas de forma literal, e ignoraram as coisas que ele proferia no sentido literal. Fizeram-no pensando que lhe daria uma melhor imagem.

Alguma vez terão redigido um artigo de relações públicas no vosso mundo? Alguém que o tenha feito saberá que poderão pegar em qualquer coisa e fazer com que soe maravilhosa caso utiize as palavras correctas. Muita gente num esforço por levar as pessoas a gostar de outro e a entendê-lo, glorifica-o de modo a não deixar que a realidade inerente à pessoa se evidencie. É disso quee stamos a falar.

O que estamos a dizer com isto é que, enquanto mestre Jesus veio para ensinar outros a tornar-se mestres. Mais uma vez, não se trata do caso de colocar nele a responsabilidade que lhes cabe, mas de a colocarem sobre vós próprios. Se tiverem atendido aos seus ensinamentos irão ser capazes de tratar disso. É disso que trata a coisa toda. Não pretendemos humilhar o homem por forma alguma. Mas se acreditarem nele de verdade, jamais poderão voltar a rebaixar-se – alguma vez – por ele ter vindo ensinar-lhes que vocês são como ele. Assim, se forem acreditar nele, também deverão acreditar em vocês, e é isso que tem de tão importante.

Estudante: No século 13, um personagem chamado Nitrin (NT: Nichiren Shonin, um monge Japonês que fundou dúzias de escolas de diversas interpretações doutrinárias) um sacerdote budista alegava ter-se tornado no verdadeiro Buda, e cujo advento o verdadeiro Buda previra, em que acabou por se tornar. E há toda uma religião formada ao redor desse personagem. A pergunta que queria fazer é a seguinte: Terá ele regressado conforme disse, para revelar os ensinamentos, ou terá sido um mero ser humano que terá reconhecido a lei universal e a verdade e a terá manifestado na sua própria vida?

Muito bem. Ele foi um ser humano dotado de uma consciência extremamente
elevada que reconheceu a lei e que a emulou na sua vida e que tentou ajudar outros a atingir esse nível de consciência. Quem quer que siga um ensinamento irá identificar-se com esse ensinamento e tornar-se nele, de forma que a questão, que benefício irá trazer ao homem, e não se ele será “O tal” ou se será um emissário d’Ele. Eu dir-te-ia que el foi um emissário, mas um emissário dotado de elevada consciência e assim digno de ser escutado. É isso que nós dizemos. Mas, uma vez mais, alguém vem salvar a humanidade de si própria ajudando-a a perceber-se, e a única forma por que as pessoas lhe darão ouvidos será dizendo: “Façam dele um deus.” Mas precisam aceitar que ele seja de Deus em consciência, e por conseguinte, seja capaz de ajudar e de ensinar. Isso é importante.

Estudante: Deram-se alguns achados, como no caso dos Manuscritos do Mar Morto, só que não os deixaram vir a público. Se esses Evangelhos Gnósticos forem descobertos no prazo de seis anos, quando acabarão por vir a público?

Não serão libertados muito depois, porque… Surgirão algures dentro de um prazo de seis anos, e o período seguinte de seis anos conduzi-los-á a um tempo de enorme mudança. Com essa mudança, e devido a que os ensinamentos venham ajudar o homem a mudar, virão a ser trazidos a público.

Quando so primeiros Evangelhos Gnósticos foram descobertos, passaram por um longo processo de troca e muito… bom, foram roubados, literalmente. Foram cambiados, e todos procuraram mantê-los em segredo, e passaram pelas coisas usuais que algo especial atravessa. Depois, imperou o negócio do: “Bom, podem vir aqui dar uma olhada, mas não o podem fazer no local onde se encontram.” A coisa esteve toda mantida em suspenso até ao tempo apropriado. É isso que importa.

Estudante: Disseste que os ensinamentos Egípcios viriam a ser descobertos durante os próximoms seis anos. Já terão sido achados alguns ensinamentos gnosticos?

Alguns foram, mas não todos eles. O resto ainda está por aparecer.

Estudante: Hmm. Que haveriamos de lhes chamar?

Neste mundo – Evangelhos Gnósticos. Alguns deles encontram-se no Cairo. Há alguns que se encontram na posse de particulares na Grécia. Eles não se encontram todos juntos, por causa de toda essa mistificação de tentarem vendê-los e de os coleccionarem, etc., que ocorreu quando pela primeira vez foram descobertos.

Estudante: Após o intervalo não poderias partilhar algumas das histórias em particular connosco?

Sim, irei fazer isso sem dúvida.

Estudante: Devido a que Cristo tenha surgido como homem, não correria um enorme risco de se tornar – conforme disseste que ele suou – que a sua personalidade se tornasse demasiado humanizada?

Havia, sim.

Estudante: Não terá sido elevado o risco que ele assumiu, a ponto de poder ter falhado?

É claro, mas isso por si só torna-o especial, por ele não ter precisado correr o risco, mas fe-lo.

Estudante: Não terá sido um período muito perigosos para todos nós, esse?

Claro que foi um período muito perigoso, porque politicamente… Uma das razões para que ele tenha vindo durante esse período do tempo e tenha começado a trabalhar no sentido de chegar finalmente junto das pessoas e tocá-las, deveu-se à formação de muitas seitas políticas e cultos que se tinham formado, cada uma delas dotada de ideia própria do que era correcto, e de ter tomado posse da lei nas próprias mãos, etc. Foi um período de tal caos que precisavam criar uma corrente condutora que os ajudasse todos a sobreviver, de modo que surgiu a linha condutora do amor no que tinha de maior. Surgiu a fim de carregar a mensagem de que o homem comportava em si a luz mais elevada que existe, e caso ele se voltasse para essa realidade interior, conseguiria fazer qualquer coisa da sua vida. Não há nada que não consiga alcançar, só que ele precisa acreditar nesse aspecto mais elevado dentro dele e não degradar-se nem se reduzir com base no desejo de poder adoptar uma saída fácil e rápida. Precisa dispor-se a dizer: “Creio em mim próprio,” o suficiente para tal, “Mas porque acredito em mim, conseguirei,” por que ele conseguiu.

Sim, ele assumiu… Mas sabem que mais, quando ele se encontrava na cruz ele disse: “Pai, porque me abandonaste?” Um apelo humano, o qual deixa antever que ele tenha morrido como um homem, e provar sem sombra de dúvida que ele era capaz de se sacrificar pelos homens. Quando reapareceu, foi para provar a ponte que estabelecera com respeito à imortalidade. É preciso ser-se muito corajoso para se ser homem. Mas ainda é preciso um deus mais valente para se ser homem. Vocês têm coisas a resolver aqui que não chegam a tocar o meu mundo, entendem? O objectivo é o seguinte: Ele desejou vir até cá, com consciência de ter tido uma oportunidade.

Estudante: Terá ele estado imune à dor, na cruz?

Ele esteve num estado de desprendimento na cruz, e embora pudesse sentir a dor corporal, não a sentiu nos centros nervosos do corpo por se encontrar num estado de dissociação. Isso foi-lhe facultado.

Estudante: No Evangelho Gnóstico de Levi, diz-se que aquela passagem a cruz foi mal traduzida, a passagem que diz: “Meu Deus, como me glorificaste.” De que modo explicarias isso?

Bom, o termo “glorificar,” representa literalmente um termo empregue no vosso mundo. A glória assenta na interpretação da realização daquilo por que ele veio, mas ele clamou: “Porque me abandonaste?” Na realidade aquilo que estava a dizer era: Onde para o supraconsciente que era suposto ver-me a passar por isto,” e com isso ele descobriu-o – ao clamar por ele. Peçam e receberão. Portanto, a glorificação assenta na interpretação e reconhecimento do êxito que obteve, por assim dizer, na missão que cumpriu.

Existe no vosso mundo um evangelho chamado “Evangelho de Aquário,” que se acha baseado nos ensinamentos gnósticos. Muito do que aí se encontra constitui uma tradução de muitos aspectos dos ensinamentos gnósticos.

Estudante: Peço desculpa por colocar isto, por o repetir, mas ele enfatizou e disse: “Vocês interpretaram mal as últimas palavras de Cristo: “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste.”

Deus não o abandonou e ele percebeu isso.

Estudante: A comparação entre os ensinamentos cabalísticos e os gnósticos...  

Ele sabia que Deus não o tinha abandonado, mas o clamor deveu-se que tiveram que o ver partir como homem e regressar. Ele precisava ensinar que vós sois como ele. Era isso que ele tentava passar, entendem, que vós sois como ele.

Estudante: ...fico encantado por saber disso, porque na verdade a Cabala ensina acerca da essência...

É tempo de fazermos um intervalo. Assim que regressarmos começaremos com a tua pergunta, e vamos ver o relacionamento que existe entre os ensinamentos Cabalísticos e os ensinamentos Gnósticos, por os ensinamentos Cabalísticos recuarem muito mais no tempo, entendes.
... Muito bem, eu estava aqui de pé à espera que todos se aprontassem, e já se encontram preparados e não mo dizem. Tudo bem. Veem o quão humano já me tornei? Já culpo toda a gente. Aprende-se rápido neste mundo, estão a ver?

Muito bem, vamos dar atenção à tua pergunta, por achares que existam semelhanças entre os ensinamentos Gnósticos e os Cabalísticos.

Os ensinamentos Cabalísticos lidam todos com a esfera - o círculo. Cada círculo comporta as sete leis da energia daquele ritmo particular patente na Árvore da Vida. Os Evangelhos Gnósticos -- preferem que eu aguarde? Em cada uma das doutrinas iniciais existe uma corrente dos Evangelhos Gnósticos por se tratar de um evangelho universal. De modo que, o sistema de energia da doutrina Cabalística possui o sistema de energia da prática Cristã. Quando passam de um sistema de energia para outro na árvore, atravessam o desenvolvimento do homem, e os Evangelhos Gnósticos destinavam-se a trazer a energia circular, esférica, ao homem por essa altura, de modo a levá-lo a desenvolver-se, pelo que o paralelo patente neles assenta nisso. Existe um aspecto Gnóstico nessa doutrina.

Estudante: Por outras palavras, creio que o que estás a dizer é que nos transmita mais. Um será mais...

Leva-os até onde sejam capazes de lhe tocar. O problema está em que o homem, ao possuir uma personalidade encara as coisas em termos de personalidade. É por isso que muitos dos ensinamentos Orientais os ensinam a separar-se da personalidade e a passarem para a realidade de si mesmos. Se estiverem a estudar de verdade qualquer princípio dos Postulados Originais, farão a mesma coisa. Vão dar à realidade subjacente ao si mesmo, em vez de à vossa personalidade.

Estudante: Compreendo que exista muita distorção na nossa presente Bíblia que seja causa de deturpação. Será que a descoberta dos novos Evangelhos Gnósticos lançará alguma luz sobre a verdade e talvez a alguma ajuda à Bíblia tal como se encontra?

Com certeza, por afastar o mito e colocá-lo onde o homem o consiga compreender - muito embora envolva uma energia universal.

Estudante: De que modo estarão os Apócrifos relacionados com os Evangelhos Gnósticos?

Estão relacionados pelo facto de terem sido os primeiros -- que quererão chamar-lhe? -- tradução literal deles, quando deixaram de ser um sentimento e foram redigidos sob a forma de uma doutrina a ser seguida ou estudada. De modo que sucedeu muito cedo, mas foi muito importante, por os conduzirem um passo mais próximo do homem para permitirem que se desdobrasse e compreendesse.

Estudante: Isto é um pouco diferente, mas eu queria trazer o problema que tenho aqui esta noite, a ver se porventura poderias incluí-lo naquilo que estás a fazer. Pensando no que disseste, parece-me a mim que o desapego seja coisa bastante difícil para nós, seres humanos. A designação que considero que acompanha as formas de apego é o "querer." Eu "quero" algo, mas não consigo achar maneira de deixar de "querer." Consigo entendê-lo intelectualmente, mas o verdadeiro abandono do "querer" parece constituir mais do que consigo fazer.

Não existe nada de errado com o querer -- conquanto esse querer se reporte à realidade de vós próprios e não ao ego. É o círculo. Desloquem-no do verdadeiro lugar que lhe cabe e isso virá de volta e tornar-se-á numa realidade. Retirem isso da posição do ego, e o único lugar onde poderá regressar será ao ego. Quando é o ego quem regula não há satisfação. Quando o ego opera com a dualidade na base da realidade, pode resultar satisfação, por o ego constituir o aspecto do desembaraço que faz com que vocês façam algo e continuar, mas a realidade do Eu precisa fazer parte disso, ou não resultará qualquer realização. Por isso, não se preocupem com o aspecto do querer, mas indaguem somente de onde é que desejam que procede. Se quiserem algo por acharem que os venha a tornar numa pessoa presunçosa ou independente, aí interroguem-se do porquê disso. Porque precisarão disso? Porque não se encontrarão já nessa posição? Qualquer que seja esse elo, ele será aquilo de que terão que tratar, o que ajudará toda a gente.

Estudante: Nós celebramos o Natal enquanto o nascimento de Cristo. Será essa a verdadeira data do nascimento de Cristo?

Não, na verdade -- estão preparados? -- na realidade, ele é um rebento de Agosto. Ele pertenceu à casa de Leão, conforme os vossos astrólogos encaram a coisa.

Estudante: Todos nós precisamos do Natal, por achar que nos leve a reunir-nos.

Lembra-te de que, na altura de que falas, os calendários conforme os conhecem ainda não prevaleciam. Vocês encaram tudo do vosso ponto de vista e tentam enquadrar o resto nesse padrão, mas na realidade, precisam dizer: "Espera lá, qual será o padrão?" Que importância terá? Não importa, entendem.

Estudante: Há aqui qualquer coisa de um pouco perigoso e um tanto perturbador. Se as coisas vierem a revelar-se-nos durante os próximos seis anos, de repente perspectiva toda uma nova religião e toda a gente a tentar chegar ao entendimento disso e a discutir com toda a gente, e tenho receio da extensão que tal discussão poderá vir a assomar por toda a nação.

É o círculo, não será? Era a posição em que tudo se achava quando teve início. Mas precisam compreender uma coisa, quando regressam ao ponto em que começaram, não mais possuem a mesma consciência. Passaram pelo círculo da elevação da consciência, de modo que o que vai acontecer é o percebimento de Deus, só que sem o fio condutor, sem que toda a gente tenha que se apossar d'Ele, do que poderá justamente resultar a fraternidade, situação em que pensarão de modo diferente dos outros sem se ostracizarem mutuamente. Isso fica a dever-se ao facto de ser a uma nova consciência que regressam desse ponto de dispersão.

A mudança é a única coisa no mundo que existe como absoluto, mas com a mudança da Terra, dá-se um ciclo de entendimento que a acompanha.

Estudante: Acho os meus companheiros humanos muito fanáticos em diversos aspectos, pelo que perguntaria se eles estarão dispostos a libertar-se disso.

Não os julgues.

Estudante: Eu não os julgo.

Sabe unicamente que virás a fazer o que a tua realidade achar que for adequado a ti, mas deixarás que o semelhante cumpra com o que a sua realidade achar adequado a ele, com a compreensão absoluta de que, o que quer que envolva, irá regressar a ele. O círculo tem que dar a volta, entendes? Não comeces a projectar medo; começa a projectar fé. Acredita que tudo quanto sucede, todas as mudanças que sucedem, se destinam ao benefício do homem, e não para a sua destruição. A única coisa que é capaz de destruir um homem é ele próprio. Se quiserem compreender o poder que possuem, eu digo-lhes o seguinte: O poderem que têm está a manter a guerra à distância. Os grupos de luz, os agrupamentos de meditação, os grupos de cura que mantêm a Terra na luz estão a manter a guerra em suspenso. E toda a vez que é mantida em suspenso, pode haver lugar à mudança.

Percebam igualmente o seguinte: Têm que viver o que professam, de forma que não podem representar que defendem a paz enquanto odeiam o vosso irmão, simplesmente por vetarem o voto que têm na matéria da paz ao se tornarem guerreiros. Amem-se de forma incondicional. É isso que importa.

Estudante: De que forma reagirão as principais religiões aos novos evangelhos?

Trarão o caso a algumas; suscitarão a fúria e o ressentimento. Algumas rejubilarão diante do seu aparecimento. Mas a questão a perceber é que o "quadrado -- e não me refiro à forma "quadrada" de pensar que vocês usam a título de comentário depreciativo no vosso mundo, por me estar a referir ao enquadramento enquanto fundação, enquanto quadratura. Na Era de Peixes, todas as coisas eram enquadradas. Existiam regras rígidas, práticas dogmáticas que não faziam intenção alguma de se inclinar na direcção de uma outra prática dogmática. Tudo representava a fundação -- o quadrado -- solidez. O espírito de Deus chegou ao homem por via externa.

Nesta Era de Aquário, que constitui um ciclo de três mil anos que o universo perfaz, impera o espírito e o fluxo. Tornais-vos circulares. Fluem sobre si próprios. A estrutura e a forma têm vindo a cair há oito anos. Olham para os conflitos que surgiram durante os últimos oito anos no campo do princípio estritamente dogmático. Olhem para o conflito que se deu nas pessoas ao se debaterem por descobrirem a sua verdadeira realidade. Isso não está a negar nenhuma das práticas dogmáticas, porque se elas se prestarem a servir o homem na sua realidade e no seu desenvolvimento, elas serão justas. Aquilo que precisa ser entendido é -- como é que chamam a isso no vosso mundo -- Cada tolo com a sua mania. Vocês têm uns ditados muito sagazes, no vosso mundo.

Aquilo que há que ter em mente é, sim, toda a mudança é encarada com temor, mas a mudança não precisa ser uma coisa temível, e como se trata de uma era em que se torna mais fácil que as coisas fluam do que na era anterior, pode dar-se uma maior fusão e aceitação de parte a parte.

Estudante: Julian, existirá alguma história nos Evangelhos Gnósticos que possa ajudar, pelo menos a mim, a esclarecer o que (...) tenha sido. O termo ego, não o identifico com isso. Preciso de algo mais simples.

Existe aquele aspecto do homem... Parte dos Evangelhos Gnósticos dizem: A partir do ponto (pormenor, aspecto) são descobertas todas as coisas. Ora bem, esse ponto é o aspecto de Deus em vós. É o que os leva a ser a mesma coisa que Jesus, ou Buda, ou Confúcio, ou Zoroastro -- seja qual for aquele para que estejam a olhar em prole dos ensinamentos que quiserem seguir de momento -- um exacto padrão de estilo de vida. Todos eles avançarem em determinada altura. Todos se chegaram junto do mercado, todos eles perambularam pelo deserto. Foi dito que todos tiveram um nascimento virgem. Agora, os Evangelhos Gnósticos veem dizer: "Uma moça dará à luz uma criança." Isso foi interpretado nas vossas doutrinas como significando que "Uma virgem" -- no sentido de uma mulher jovem que daria à luz uma criança.

O "aspecto" Gnóstico diz: Vão até esse ponto. Todas as coisas procedem dele. NO símbolo da energia que usam -- alguns de vós tiveram consciência de uma símbolo de energia que representa a energia particular que têm nesta vida -- a vossa caixa de ferramentas, por assim dizer. Existe sempre um aspecto nisso que diz que representa o ponto em que a energia começou a funcionar, pela primeira vez. Portanto, os Evangelhos diziam: A partir de vós todas as coisas virão a vós se entrarem em sintonia com esse aspecto que constitui a vossa realidade -- não do aspecto de vós que tem o aroma da personalidade. Por aquilo de que podem necessitar e o que podem querer poder diferir, entendem? O que a vossa realidade traduz e aquilo que pensam têm que ser no vosso mundo para o enfrentarem pode ser diferente. A maioria de vós define o critério pelos outros -- quer o perceba ou não. Olham para mais alguém que tenha obtido êxito, ou para alguém que tenha sido feliz, e dizem: "Gostava de ser assim." A objecção está em que a influência externa cria a personalidade do ego ao permitirem que se tornem no que são. Se permitirem que esse critério seja o único critério por que vivam, então irão permanecer no conflito constante com os novos desejos, os novos quereres, as novas necessidades. Se deixarem que o critério a usar seja a realidade que os caracteriza, o vosso ser interior, tudo o mais encaixará no devido lugar.

Isto poderá soar a repetição para certas classes anteriores, mas é uma questão importante a definir. Vocês na vossa sociedade -- em cada sociedade desde o começo dos tempos -- têm criado fantasias que era suposto representar realidades. A minha fantasia favorita por entre as que usam no vosso mundo neste momento é a de que toda a gente precise usar a marca no cú das calças, por assim serem alguém, não é? As pessoas deixam-se cair nesse laço. Realmente pensam ser menos pessoa caso não usem esse par particular de calças. Maravilhosa propaganda.

Contudo há mais coisas -- a casa com uma cerca. As pessoas não querem uma casa que tenha uma cerca, mas sentem ter que ter uma senão não vivem à altura do papel de felicidade. As pessoas precisam aceitar que certas pessoas gostem de cães e outros não. Precisam entender que precisam aceitar a vossa realidade e deixar que ela os guie na vida. Se deixarem que a vossa realidade os guie, não irão meter-se em apuros. Se deixarem que o vosso ego os guie, muito poderá dar para o torto.

Estudante: Como é que uma pessoa racional lida com o comportamento de uma pessoa irracional?

Reconhecendo que isso seja a polaridade em que se encontra. Para tudo quanto existe corresponde uma polaridade, e o ponto perfeito reside entre os extremos. A pessoa racional por vezes tem que se permitir ser irracional, e será de esperar que a irracional numa altura qualquer se torne racional. Se encararem os outros e perceberem que sejam irritantes, então estarão a apontar um aspecto de vós. Se perceberem que adoptem um aspecto da polaridade, então serão capazes de dizer: "Isso é aquilo que eu não sou. Agora, a minha realidade pode decidir se preciso disso ou não." Qualquer aspecto de irritação no outro constitui um problema vosso. Precisam lidar com isso. "Isso afectou-me, não? Tudo bem, óptimo." A razão por que digo isso não é para deixar alguém numa posição difícil nem nada do género, mas é uma realidade, entendem?

A realidade é que todas as coias procedem do ponto de vista que tiverem, pelo que precisarão dizer: "Alturas há em que há pessoas que não são como eu, e que são o contrário de mim, e eu poderei não optar, pelo direito divino do discernimento que me cabe, por fazer delas parte da minha vida." É direito divino que lhes assiste, mas o julgamento que diz que o outro esteja errado já não lhes cabe por direito, por a lei universal já estar a julgar, a lei impessoal que vê a coisa e não a personalidade.

Estudante: Que é que achas relativamente à teoria de que Cristo não morreu na cruz e de que continuou a viver após a crucifixão durante uma série de anos?

Não. Ele pereceu na cruz. Ele terminou a sua vida física na cruz. Claro que não morreu, nem tampouco vós. Lembrem-se de que quando nascem no meu plano chamam a isso de morte.

Estudante: Eu referia-me ao ser físico.

O ser físico pereceu, mas a capacidade desse ser físico, devido à crença do ser divino interior, permitiu-lhe erguer-se acima da ocasião, possibilitou a remoção do corpo por meio do poder da transformação de si próprio. Por outras palavras, ele recorreu a tudo aquilo com que nascem e que podem utilizar na vossa vida agora, só que ele encontrava-se por completo em sintonia com essas capacidades, e isso é a vossa realidade.

Estudante: Por que razão pensas que essa teoria esteja em evidência justamente agora?

Vocês tiveram um indivíduo muito impecável no vosso mundo que morreu, chamado Presidente Kennedy. Já ouviram as teorias que correm relativamente à morte dele? Que dão conta de ele ser um ser que vegeta numa ilha qualquer, e que se encontra, sabem… e que ele fez uma cirurgia plástica e que reside numa parte incerta. Sempre trazem teorias à luz com respeito a um evento qualquer importante ao longo da história. Por o homem achar demasiado difícil de acreditar. Corre uma história no vosso mundo, sabem acerca do pequeno que se dirigia para casa ao sair da Escola Dominical, a quem perguntaram o que tinha aprendido. Ele falou da história de dois tanques que surgiram e que começaram a disparar contra qualquer coisa e apresentou toda essa história enrolada, e a mãe disse: “Isso é impossível.” Ao que ele respondeu: “Bom, é melhor do que a história que nos contaram, porque essa é verdadeiramente impossível.” Entendem? Quando se vêm com dificuldade em aceitar como uma realidade, por se situar um pouco além aquilo que conseguem alcançar de momento, mas se não estiverem dispostos a aceitá-lo por uma questão de fé, se tiverem, que realmente saber mais a respeito, muitos recorrerão à análise racional e à lógica e a razões que expliquem a razão por que algo tenha sucedido. Mas vocês precisam perceber que esse indivíduo operava energias e podres que lhe permitiram uma transformação a determinada altura, e que todos vós nasceis com eles.

Estudante: Quando Jesus morreu na cruz, terá ele deixado o ego – terá ele tido um ego a abandonar?

Não. Ele possuía um ego, mas ele manteve-o no devido lugar de modo que não o regia. Ele regeu sobre ele certa vez. Quando pensam que tenha sido? Adivinhem lá.

Estudante: No templo.

No templo, quando o temperamento levou a melhor sobre ele, por eles não fazerem o que ele pensava era certo segundo o ensinamento que pregava.

Estudante: Nesse caso, estarás a afirmar que Jesus tenha levado o ego dele para o mundo divino?

Não. O ego nunca vai para o plano divino. O ego dissolve-se. Vós sois uma alma envolta em esp´rito, ou energia. A energia do espírito que envolve a alma é aquilo que assume a personalidade na vida. Quando se transferem pelo renascimento para o meu plano, a vossa alma carrega o cunho do crescimento que alcançou com base nessa personalidade, mas a personalidade dissolve-se, torna-se impessoal.

Estudante: Quando Jesus morreu na cruz e penetrou on mundo de deus, que mudança se terá operado com a humanidade que o caracterizava, com o seu ego, com o seu ser espiritual?

Devido a que eele tenha servido a causa que veio servir, a humanidade que o caracterizava dissolveu-se. Ele manteve para ele dessa humanidade aquilo que tinha o direito de reter, e o resto permaneceu com o corpo.

Estudante: A presente forma que ele presentemente assume é…

Luz pura. Ele é formado de luz pura.

Estudante: Poderia voltar a falar de (…)? Ei li um livro acerca de (…) um Imperador romano que, claro está, não compreendeu os Cristãos. Os Gregos e os Romanos estavam á espera há anos a fio – não sei por quantos exactamente – por o que chamamos de mitologia. Diria que isso fosse similar ao pensamento quadrado inerente à Era de Peixes?

Era. Isso era exactamente o que essa forma de pensar representava. Cada um a ater-se à compreensão e ao entendimento que tinha e receoso sequer de dar ouviddos à compreensão e ao entendimento do outro, por ter uma posição sólida a manter, uma posição segura. Toda a gente carece de uma posição de segurança, entendem, só que a segurança tem que ter assento aqui (aponta para dentro.) Tem que proceder do íntimo. Desse modo, seja onde for que estejam será um lugar de segurança. Entendem?

Estudante: Eu li que a alma é andrógina, nem feminina nem masculina.

Excatamente. Eu não sou uma coisa nem outra.

Estudante: ...e que a nossa alma... que escolhemos reencarnar. Mas Cristo e Buda, por possuirem uma natureza perfeitamente quilibrada, não precisaram... Razão por que não se viram apoquentados com problemas de ordem sexual.

Exacto. Não quis dizer que não conseguissem amar outra pessoa enquanto ser hmano. Por outras palavras, não quis dizer que estivessem de tal modo desapegados em relação a tudo que não conseguissem ver algo e apreciá-lo pela sua beleza, pelo amor que inspirasse, a sua gentileza, tudo, mas referia-me a que, em função do perfeito equilíbrio que apresentavam entre a força activa e a receptiva da sua própria natureza, não precisavam trabalhar conscientemente com nada disso.

Estudante: Esses documentos que vierem a ser descobertos, virão eles a afectar os ensinamentos das escolas? Por exemplo, virão a afectar os ensinamentos acerca da criação, da existência de Deus?

Não resultará qualquer mudança quanto à existência de Deus; nãi virá a verificar-se nenhuma nos ensinamentos relativos à presença de Deus, mas o homem revelar-se-á mais móvel na capacidade que tem de ser flexível. Os ensinamentos regressarão ao encontro dos lares, à unidade e santidade do vosso local especial, de modo que em vez de dizer, uma vez mais, que proveniente de uma fonte externa venha a compreensão que têm, a compreensão primária procederá de vós próprios.

Há uma passagem da Bíblia, sabem -- não na Bíblia, mas em diversas crenças -- bom, também na Bíblia, que diz que os pecados dos pais recairão sobre os filhos. Isso na verdade quer dizer, no sentido lato da tradução que se preze e que seja correctamente interpretada, que os preconceitos e os rancores dos progenitores que são transmitidos ao filho. Não quer dizer que a criança venha ao mundo repleta de pecado. Pretende dizer que a criança irá estar sujeita à tutela do progenitor, e como tal, transmitirá à criança as impressões que tem, o seu cunho pessoal. Já terá passado as marcas disso por via genética, pelo que agora passará a fazê-lo por via emocional e mental. Caso os pais ensinem preconceito... Alguma vez observaram a criança pequena? Não existe qualquer preconceito na criança de tenra idade, de todo. Ela irá ao encontro de quem quer que seja e falará com a pessoa. Ela mostra-se perfeitamente aberta e perfeitamente solícita. Eventualmente tudo isso será detido pela orientação dos pais e dos professores, ou da parte seja de quem for que se torne numa influência na vida da criança.

Ora bem; sucede uma altura na vida da criança em que ela começa a ter noção da própria realidade e começa a exisgir ser um indivíduo. Já falamos antes acerca dos sete ciclos de sete anos. O garoto de sete anos de eidade dirá... Não, o catraiio de catorze anos de idade dirá: "Dá-me espaço." O de vinte e um dirá: "Não me digas, já sei tudo." O de vinte e oito dirá: "Espera lá, para onde estarei a conduzir a minha vida?" A fase inicial da idade adulta. Todos eles, com base na realidade que percebem, exigem ser vistos como indivíduos, não como uma colectividade, e a partir daí dá início ao seu crescimento. Começa a afastar-se dos preconceitos, começa a formular as próprias ideias, a sua própria mente.
 Por vezes isso condu-lo ao que designam por "sérios apuros," e outras vezes não, mas o que importa é que conbstitui o seu ser divino a dizer: "Preciso ser eu próprio. Tenho que o evidenciar."

Estudante: (...) mais próximo de Deus, creio que também se evidencie nesses a que chamamos... esta terrível... coisas de culto, na verdade, como os Moonies. na verdade trata-se de um desejo de aproximação de Deus. Será verdade?

Há muitas coisas diferentes que ocorrem. Há muitas seitas, muitos grupos que surgem com um objectivo que pode ser benéfico ou destrutivo de acordo com o modo como for usado. Por exemplo, por favor notem que jamais alguma guerra terá sido travada em nome de Deus, mas vocês tiveram as vossas cruzadas Cristãs. Vocês têm aquilo a que chamam de Moonies actualmente. Para alguns, isso poderá corresponder à sua realidade, assim como poderá apresentar-se como catalizador para uma realidade maior. Faz tudo parte do romper com a froma quadrada de pensar. À medida que a Era de Peixes começou a cair, as pessoas começaram a estender-se e a agarrar-se a diferentes tipos de coisas como uma coisa nova e formidável, em busca do quê? Da sua realidade.

Agora, que é que sucede? Tiveram aquele incidente na Guiana, com o tal Jones. Quando um grupo qualquer permite ser programado a nível subconscientemente por outro agente e começa a deixar de usar a sua realidade individual, acaba em sarilhos. Torna-se numa marioneta, num fantoche, etc. Vocês precisam pensar; precisam conhecer a própria realidade.

Estudante: Estou certo de que todas as religiões fazem isso.

Todas as religiões o fazem até determinado grau. Mas se a razão da existência de uma religião, ou de uma prática dogmática for a de os levar a pensar, será óptima. Caso pensem pela vossa própria cabeça... Por exemplo, eu posso dizer-lhes qualquer coisa... Por exemplo, eu disse qualquer coisa ao Frank, e o Frank disse: "Não, espera lá, tu estás a humilhar o homem." E eu respondi que não, que não estava a humilhá-lo nem a diminuí-lo, e chegamos a um entendimento. Mas isso é pensar. Ele não está a ceitar tudo quanto digo, o que está correcto. A menos que seja capaz de o sentir no íntimo como acertado, porque aí passará a aceitá-lo. Vocês são o vosso próprio filtro, e devem sê-lo em função da vossa própria realidade. Por conseguinte, eu posso trazer-lhes uma verdade, mas se essa verdade ainda não for alvo de aceitação da vossa parte, então deverão arquivá-la até que a entendam, ou porventura nunca vir a aceitá-la. Mas isso será preferível a permitir que alguém lhes programe o subconsciente.

Estudante: Estou recordada de nos teres falado acerca das crianças da Nova Era. Há qualquer coisa de diferente relativamente a eles em termos espirtiuais, e ao referires que em seis anos venham a ser descobertos esses novos evangelhos, eu vejo que esses catraios a crescer e a tornar-se adolescentes, e provavelmente esses novos ensinamentos irão causar um efeito sobre essa audiência nova. Gostarias que comentásses mais a questão.

Claro. Antes de mais, os catraios da Nova Era, dos últimos oito anos, eles são todos almas antigas que estão de volta, são todos crianças da nova era desse ponto em diante. Observem qualquer bebé nascido durante os últimos oito anos. Observem qualquer bebé nascido em qualquer altura actualmente. São tão velhos, tão sensatos. São pequenos idosos em corpos de bebé. E aquilo a que vão assistir aqui é uma prontidão que vão demonstrar no sentido de avançar com estes encinamentos. O que não quer dizer que já se encontrem preparados ao chegar, que sejam tão sensatos, nem quer dizer que venham a despejar o bebé junto com a água do banho. Não quer dizer que venham a abandonar tudo que exista, mas significa que venha a patentear-se uma compreensão profunda do que existe, e que eles venham, por seu turno, a ensiná-la e a disseminá-la pelo mundo.

Estudante: Quando originalmente os Evangelhos Gnósticos foram criados, eles eram compostos por ensinamentos orais disseminados entre as pessoas até que alguém tenha decidido redigi-los?

Eles foram redigidos… Sim, eles foram padssados oralmente durante um longo período de tempo, e depois começaram a aser anotados, e subsequentemente a ser escondidos por não ser aceites pela doutrina que começava a formar-se por essa altura.

Quando refiro isto, sabem, soa a burlesco. Soa como se estivesse a lançar luz sobre algo profundo, mas preciso tentar simplificar. Vocês possuem costumes no vosso mundo e eles mudam com regularidade. O mesmo sucede com a compreensão e os entendimentos dos princípios dogmáticos e das verdades. De tempos a tempos dá-se um novo entendimento, uma nova aceitação, uma nova regeição, novos esforços por compreender, mas tudo isso se move na direcção da luz. Por isso, não temam a mudança. Para vós não irá representar uma mudança a menos que o queiram.

Estudante: Qual terá sido o processo de mudança que terá promovido a passagem do ensinamento oral para a escrita por essa altura?

Existe no vosso mundo, actualmente um enorme movimento na direcção da verdade, não no sentido de uma doitrina particular mas da verdade, da essência original básica de que todas as coisas procedem, um enorme movimento no sentido de o compreenderem. À medida que avançam na compreensão disso, estão a libertar novos níveis de consciência. Estão a vibrar à mais elevada frequência que alguma vez terão vibrado desde o começo dos tempos, e devido a que a elevação da vibração abra novas vias conceptuais, precisam conhecer e compreender melhor do que o terão feito antes.

Estudante: Isso não quererá igualmente dizer que, devido a que o nível da vibração se encontre tão elevado, represente a razão para que impere um tal estado de confusão?

Sim. A elevada frequência provoca a demolição de tudo por que se bateram, por assim dizer, suscita um novo fluxo de energia, e com isso pode vir confusão, mas a partir da confusão e do caos, virá uma paz, uma verdade, e compreensão. Qualquer mudança que ultrapasse o vulgar torna-se confusão. Por outras palavras, num grupo de pessoas, uma será capaz de alterar o padrão do seu pensar com facilidade. Mas alguma vez se defrontaram com dez pessoas a tentar concordar com uma ideia? Torna-se confuso, e é exactamente o que sucede numa massiva mudança de energia.

Na actual era, este ano de 1983, é o primeiro da energia pura de Aquário.O oitenta e dois arremessou fora o último toque de Peixes, de forma que agora é movimento, corrente. Não mais reter nem ancorar-se, de modo que haverá muito mais acção directa rumo à compreensão: comprensão do corpo, compreensão da mente, compreensão da alma, das emoções. Passará a haver uma enorme quantidade de introspecção, só que num nível muito elevado. E a frequência que se assemelha a isto neste momento está a ficar pronta, ou passou para o fluxo de cumprimento de onda, e agora com o equinóxio do outono a entrar na corrente espiral da manifestação. Por isso, as coisas que lhes pareciam confusas no início do ano, e com que sonharam por volta de meados do ano, agora tornan-se passíveis de manifestar-se e de ser criadas. Se alguma vez pretenderem planear alguma coisa para a vossa vida, façam-no em 1983. Submetam-no a um tipo qualquer de forma estruturada que diga que isso é um objectivo, e os passos para o alcançarem, por gozar do apoio total do cosmos. Este é o ano do lançamente da pura energia desta era. Por conseguinte, é uma boa altura para planear, e logo terão isso a avançar convosco, independentemente da altura em que o manifestarem.

Estudante: Haverá algum mestre particular ou avatar que esteja a fomentar todas estas mudanças na Terra, nesta presente altura?

Não. Carregerão o avatar dentro de vós. A Segunda Vinda de Cristo constitui a vinda da iluminação e a descida da luz no homem. A sua essência regressou à Terra antes.

Estudante: Por que razão será o termos “Armagedon,” usado com respeito a isso?

Porque o Armagedon se refere à guerra interior. À guerra interior da mudança, a luta emocional, a luta mental. Isso é o armagedon.

Esudante: Nesse caso não precisa dar-se uma guerra a sério?

Não, não precisa traduzir-se por uma guerra factual. À medida que o homem chegar à percepção do próprio poder que tem – e utilizo o termo na esperança de virem a compreender que não o utilizo no sentido da força. Não me refiro ao poder sobre o próximo, mas ao poder que têm de manifestar a partir de vós próprios paz e harmonia, que se poderá tornar numa situação de paz e de harmonia no banco universal, que por sua vez poderá afectar todo o universo. Cada um de vós por si só, tudo quanto fazem não os afecta a vós somente mas afecta o universo, por o objectivo da vossa acção e do vosso ser reside no universo. Isso, por sua vez, reflecte-se no todo. Vocês acham-se repletos de poder. Utilizem-no em nome da mais elevada condição em vós.

Estudante. Quando falas… quando estavas a dizer isso, eu pensava em alargar a imaginação que tenho com respeito ao que podemos ser – já o somos, mas percebê-lo e agir co base nisso – estou a pensar em instituições, e estou a pensar naquilo que disseste com respeito à mudança, e estou a pensar, por exemplo, em políticas de pessoal. Tantos milhões de trabalhadores numa situação de falta de apreço pela dignidade do ser humano, e eu gostava de saber quanto disso irá mudar durante os próximos seis anos.

Uma grande parte. Aquilo que vai suceder é: À medida que cada vez mais a realidade for mais abrangida no indivíduo, ele unir-se-á na perspectiva da realidade colectiva, e procederá às alteraçõpes necessárias para levar a que essa realidade funcione.

Estudante: Nesse caso, não será necessário que a religião, a medicina e a educação sejam derrubadas?

Não, não têm que ser derrubadas. Não existiriam, para início de conversa, caso não estivessem a prestar um serviço qualquer ao desenvolvimento do homem. Não quer dizer que sejam o maravilhoso ser de luz apenas, entendem? Vocês atravessam um florescimento de qualquer tipo com cada experiência que têm neste mundo, não só individualmente, como colectivamente, universalmente. Portanto, à medida que cada ciclo de florescimento ocorre em todos esses níveis, a estrutura das coisas assume um novo rosto, e é por isso que os curadores não devem condenar a profissão médica, ou estarão a dissuadir a capacidade de ajudar no seu campo.

Estudante: A descoberta desses evangelhos irá afectar a educação em larga medida?

Não irão afectar a educação on sentido do critério, ou desse tipo de coisa, ou do que tenha que ser para determinada coisa, por isso ser governado pela cultura e pela sociedade. Por outras palavras, se defender que, para obterem determinado grau precisam passar por esse tipo de representação, isso irá prevalecer enquanto a cultura e a sociedade o aceitar como a realidade dessa coisa. Mas a capacidade interior de aprenderem irá ser fortalecida, e a capacidade de produzirem as forças criadoras do indivíduo irão ser incrementadas por a vibração aumentar, de modo que novas abordagens passarão automaticamente a fluir. Muita educaçãi procede do que costumava imperar antes.

Ou seja, o cultivo de uma aptidão, uma proficiência aplicada, regressar a parte da realidade aplicada de pessoa para pessoa, o desenvolvimento da unidade familiar e das unidades que se inserem numa família. Por outras palavras, muitas famílias que se congregam como uma família na formação da vossa nação, esse tipo de coisa, que se reunem numa nova compreensão, não tanto com relação ao movimento massivo, mas uma vez mais a percepção do indivíduo e o percebimento de uma colecção que se reúne a fim de criar uma realidade.

Estão a indicar-me que está na hora. (Forte estrondo) Deus do céu. Que foi aquilo? Bom, ainda bem. Pensei que alguém tivesse sido atingido por um tiro. Muito bem. Que bom que “ela” não se encontrava aqui, ou teria saído pela janela. Tudo bem. Quero agradecer-lhes o facto de me terem permitido partilhar convosco esta noite. Na próxima semana iremos trabalhar com o círculo, e sueria que cada um de vós troxesse um papel com um círculo desenhado, de modo a poderem trabalhar no colo assim como com o gravador. Iremos mortrar-lhes de que modo esse círculo de energia é dividido com respeito ao florescimento universal e individual do homem, conforme relacionados com os ensinamentos das eras pré-Cristãs e pós-Cristãs. Por esta noite, em nome do Pai e dos filhos, e do espírito que faz deles Um, endereço-lhes a minha benção e desejo-vos uma boa noite.
Classe #2 – Nova Iorque

Boa noite. Estou encantado por uma vez mais me encontrar na vossa presença e por continuar esta noite o trabalho dirigido para uma certa compreensão daquilo a que chamam de Evangelhos Gnósticos e como o instrumento do círculo foi utilizado pelos Gnósticos para a compreensão do universo.

Os Evangelhos Gnósticos foram escritos com respeito à vida de Jesus, mas foram igualmente escritos partindo da compreensão e da energia do entendimento do domínio universal. Desse modo, eles encontravam-se em existência e destinados a serem trazidos à luz nessa forma muito antes de serem escritos. De modo que, quando leem os ensinamentos Gnósticos e os compreendem, possuem uma compreensão íntima de algo que tem existido há muito tempo, e não só na altura em que foram redigidos.

Deve ser reconhecido que mais estará por surgir, é claro, por já lhes termos mencionado na semana passada que assim seria. Será dentro de pouco tempo, conforme o vosso tempo indica, que virão a surgir na vossa sociedade. A compreensão é que tenham sido redigidos com absoluta clareza e uma formação clara absoluta para que toda a humanidade compreenda. Eles foram redigidos de forma que o homem possa relacioná-los com as energias e obtenha uma certa compreensão deles, e não sinta uma associação puramente mística, mas compreenda igualmente a revelação da realidade da palavra.

Por altura da crucificação, o Cristianismo estava a desabrochar – estava a ser dado à luz, como quem diz. Os ensinamentos gnósticos constituem os ensinamentos pré-Cristãos. Não representam o Cristianismo conforme o entendem, mas o Cristianismo na sua forma mais antiga. Assim, voltar a eles ajudará a entender o tempo real que decorria à medida que as coisas sucediam com a crucificação.

Antes de mais, existia conflito entre os próprios discípulos. Eles não eram capazes de compreender por completo o que se estava a passar, nem sequer em relação à ressurreição, e nos primeiros escritos, gerou-se um enorme conflito com o que tinha sucedido por essa altura, de forma que uma enorme quantidade da nova compreensão parecerá contraditória em relação ao que sucedeu antes, mas aquilo a que se resume, numa compreensão clara e factual, é que os seres humanos estavam a lidar com um conceito que não era muito humano na compreensão que tinham. Por isso geraram-se discordâncias, equívocos, e uma enorme quantidade de acção política.

Quando ocorreu a ressurreição e Jesus, o mestre, apareceu, começaram a surgir divergências quanto a quem teria aparecido. Por outras palavras o: “Eu vi-o primeiro,” não será uma característica humana? E gerou-se discordância quanto a quem se terá destinado o acto do Cristianismo, quem iria carregar a mensagem, por assim dizer. A própria Maria (Madalena) achava-se em conflito com muitas das atitudes e sugestões dos discípulos, por ela ser Gnóstica e toda a sua vida ter estado ciente dos ensinamentos. Muitos quiseram negar a visão que ela teve de Jesus. Quiseram dizer-lhe que não tinha sido real. Uma vez mais o: “Eu vi-o primeiro.” Portanto, aquilo com que estavam a lidar por essa altura eram reacções bastante humanas em relação a uma situação com a qual não sabiam o que fazer.

Alguma vez terão notado que quando há um líder poderoso em qualquer lugar, em qualquer altura, quer se trate de um líder político, um avanço médico – seja o que for – quando a pessoa não mais se acha presente, se instala imediatamente o caos em cena? O caos gera: “Eu vi-o em primeiro lugar. Eu sei que seria isto que ele quereria.” Entendem? “Eu sei. Isto é exactamente o que ele quereria. Ele disse-mo certa vez.” Assim, lidavam com sentimentos bastante humanos por essa altura.

Um dos princípios dos ensinamentos Gnósticos assentava no reconhecimento de que eram universais e de que em muitos aspectos lidavam com a energia universal e não só a energia de um lugar ou tempo. E, conforme mencionamos na semana passada, um dos ensinamentos diz que se não provier do ponto interior não procede em absoluto. Assim, os instrumentos que foram usados todos se relacionavam com a compreensão universal.

Eu pedi que esta noite trouxessem um círculo convosco de modo a poderem compreender à medida que falarmos um pouco mais dele, e aquilo que lhes vamos mostrar é a simbologia universal do círculo e da relação que tem com os ensinamentos.

Se tiverem o vosso círculo, compreenderão que esse mesmo círculo representa a jornada da alma. Foi compreendido que na jornada da alma há muitos níveis de desdobramento, alguns universais, outros físicos, e alguns mentais; mas todos eles precisariam relacionar-se em vários níveis em si mesmos. O desdobramento mental seria um dos aspectos que compreenderia o que tinha sucedido antes, o que estava a suceder na altura, e para onde a projecção disso provavelmente se dirigiria no futuro. Não permitia a ocorrência do pensamento estagnante.

Alguma vez terão tentado pensar em algo com que não conseguem avançar mais? Não é fácil, por a corrente natural ser a de o transmitirem além de vós próprios para que se expanda. Por o ensinamento ter referido que todas as coisas devam surgir de dentro, pelo que no centro do vosso círculo coloquem um pequeno ponto. Ele representará o vosso ponto de entrada no plano universal, de modo que vão dispor de um centro exactamente situado no meio em representação da fonte suprema de que tudo surge e para que tudo se dirige – a energia original.

O próximo indicador foi a divisão em quatro, formado por uma cruz de quatro braços iguais que dividem o vosso círculo em quatro quadrantes perfeitos.

Precisam entender que esses braços representavam os quantro fluxos direccionais da energia, em movimento do ponto de origem para fora, na direcção da alma. Representava os quatro desenvolvimentos que o homem atravessa. Desse modo, têm o desbrochar do ser externo, o desabrochar do ser interno, o desabrochar da emoção na interacção, e o desabrochar da fundação. Tudo isso estava a mover-se do ser interior para o exterior a fim de entrar em contacto com a jornada da alma.

Estudante: O primeiro desabrochar será a posição no sentido das três horas?

O primeiro desabrochar situa-se na posição das nove horas do vosso relógio. Por outras palavras, se o voltar deste modo, agora passo a ver como vós. O vosso primeiro desabrochar é o do ser externo, do ser interior, do intercâmbio ou da interacção que têm, e o da fundação. Poderá parecer que implique seguir um estranho padrão, mas no desabrochar do ser externo tem lugar o aspecto da personalidade, o qual contém em si três divisões de expansão. Portanto, em cada quadrante a divisão seguinte será de duas fatias a juntar à torta, de modo a ficarem com três segmentos em cada quadrante.

Os três segmentos no quadrante representam as três partes de vós de que esse desabrochar particular deve proceder – mente, corpo e espírito. Portanto, na personalidade tem lugar uma expansão da mente, uma expansão da atitude física, e uma expansão do ser espiritual interior – e isso representa apenas o começo.
Em cada um desses, há mais sete. Não precisam marcar todos os sete, mas saibam que há sete formas de expansão em cada uma dessas expansões.

Se tiverem esse quadrante e tiverem três em cada um dos quatro quadrantes, acabam por ficar com doze segmentos, os quais representam o desabrochar do homem em cada nível, em cada atitude. Isso representa o desabrochar do homem, e tem tudo lugar sob o desenvolvimento universal, de forma que chega a ser uma coisa bastante complicada. Aquilo com que acabam por ficar perece um mapa astrológico.

Estudante: Há pouco não deste por mim, mas eu gostava de saber se poderíamos ter um gráfico que consigamos compreender, por pensar que muitos de nós não entendamos.

O que vamos é começar a trabalhar com cada uma das três fatias, esta noite, de modo a conseguirem começar a ver como é que sucedem. A razão do círculo é a de que, se o tiverem desenhado, e lembrarem a fórmula: 4 quadrantes, 3 em cada quadrante, e 7 níveis de expansão em cada um dos três.

Estudante: Os sete níveis da expansão emanam do centro?

Tudo emana do centro. Todo o desenvolvimento que se dá nesse círculo emana desse ponto central.

Estudante: Os três situados no quadrante, representarão sempre mente, corpo e espírito?

Sim. Mente, corpo e espírito, com sete níveis de desenvolvimento em cada desses que têm lugar em cada quadrante.

Estudante. Poderíamos passar isso? As nove horas representam o ser exterior, pelo que o ser interior…

É a posição das doze horas. A vossa posição das três horas representa a vossa interacção, por assim dizer, e a posição das seis horas constitui a vossa fundação ou alicerce.

Estudante: Mas a sequência é sempre, mente, corpo, espírito; mente, corpo, espírito?

Exacto. Em cada um desses quadrantes, os três representam a mente, o corpo e o espírito.

Estudante: Julian, isso não corresponderá à Roda de Medicina dos Índios Americanos?

Corresponde, sim. Responde por todo o ensinamento que existe. Está em sintonia com a Cabala. Está em sintonia com a Roda de Medicina, com a astrologia; não por se tratar desses ensinamentos em particular, mas por nesses ensinamentos se achar a fórmula universal que isso representa.

Estudante: Que fórmula será essa?

Ela acabou de lhes ser dada. Foi-lhes dada essa fórmula. O círculo da alma, de cujo ponto central original são alimentados os quatro pontos direccionais do ser. Dentro desses quatro pontos direccionais do ser acha-se o desenvolvimento da trindade – mente, corpo e alma. O desenvolvimento da trindade tem sete níveis no seu fragmento ou faceta, de modo que acabam com a fundação de quatro, a trindade dos três aspectos, os quatro quadrantes, e a divisão numa sequência de doze. É claro que os níveis que contém são sete. Assim têm os números que irão representar a formação de tudo.

Estudante: Importará a maneira como visualizarmos ou interpretarmos a direcção da mente, corpo e espírito?

Geralmente é mente, corpo e alma. Percorrem o círculo no sentido dos ponteiros do relógio. A razão disso está em que a primeira percepção que têm de vós próprios só pode ser de si próprio. Por outras palavras, alguém lhes diz alguma coisa, e a primeira condição em que o identificam é em vós e ao vosso redor, conforme o entendem. Essa é a reacção espontânea que têm. Vocês dizem: “Vai chover.” E logo acrescentam: “Onde está o guarda-chuva?” Não: “Tu tens o teu guarda-chuva?” Mas: “Onde está o meu guarda-chuva?” Esse é o fluxo natural dessa energia - eu primeiro.

De forma que é o ser externo que se expressa em primeiro lugar, e por a sua primeira expressão precisar ser mental para poder ter qualquer força direccional nesse quadrante, a mente vem em primeiro lugar. A mente dirige o corpo, e mente abdica de si mesma em benefício da alma. O que literalmente sucede é o seguinte: Um quadrante – este pequeno quadrante com estas três fatias pequenas inscritas – mente, corpo e espírito. A mente projecta-se no exterior, a mente dirige o corpo e move-se dentro do espírito, o qual por sua vez lhe provê o alicerce. Tudo se dirige para o exterior, mas o fluxo num só quadrante tem lugar fora, dentro, e fora para em relação ao ponto seguinte.

Estudante: Percorre o sentido dos ponteiros do relógio ou o sentido contrário?

O sentido dos ponteiros do relógio. Vamos trabalhar primeiro neste quadrante. Quando refiro no sentido dos ponteiros do relógio, refiro-me aos quadrantes, e não necessariamente ao fluxo que se verifica nos quadrantes.

Se trabalharem o espírito, a mente e o corpo irão voltar a vós mesmos de novo. Por outras palavras, irão pegar numa fatia da torta de cada vez e trabalhar com ela. A primeira fatia com que irão trabalhar é a parte de vós que se expressa externamente para com os outros, mas a partir das profundezas de vós próprios. Em cada uma delas irão atingir o ponto seguinte quando tiverem terminado, mas quando atingirem esse ponto, passam aqui para a mente, o corpo e o espírito e ao redor. Porque aqui estarão a avançar para o ponto seguinte mais elevado de vós próprios.

Lembrem-se que o corpo sempre irá estar presente, por ser o veículo de tudo o mais. O que deveríamos ter podido usar esta noite seria um quadro, de forma a eu poder esquematizar isto em ponto grande. Eu vou dizer-lhes o que vamos fazer. Vou ditar isso ao “instrumento” e colocar isto na forma de página redigida para trazerem da próxima aula, e qualquer um que tenha assistido a esta poderá contribuir para essa, mas ainda deverão querer tomar anotações para esta noite.

Portanto, este é o vosso ser pessoal. Vamos adoptar uma acção que diga: Amanhã é o primeiro dia no novo emprego. Qual será a vossa primeira reacção? Trata-se do vosso primeiro dia no novo emprego, amanhã.

Estudante: Receio.

Estudante: Será que vou gostar?

Se irás gostar? Ele gostará de ti?

Estudante: Permanecer aberta e absorver o máximo de informação possível.

Muito bem; então aonde poderão chegar a partir daqui? Qual será a primeira coisa que geralmente pensam quando se vêm num novo cargo no dia seguinte?

Estudante. Tentamos dar o nosso melhor?

Mas, caso estivessem a preparar-se para isso, que é que estariam a fazer?

Estudante: A tratar disso fisicamente.

Estariam a tratar disso no corpo. Exactamente. Estariam a tratar disso no corpo em sete níveis distintos. Estariam a tratar disso no corpo ao dizerem: “Não te sintas incomodado.” Tratariam disso no corpo ao dizerem: “Tu és capaz de o fazer.” Estarão a tratar disso através do corpo ao apelarem para que se mantenham limpos, arrumados e asseados. Tratam disso no corpo dizendo: “Que será que vou usar? De que forma irá isto impressionar alguém?” E depois: “De que forma me impressionará a mim?” Por outras palavras, erguem a expressão externa por intermédio do corpo e dos princípios corporais como uma primeira indicação da direcção mental em relação a fazerem disso uma experiência espiritual. Por outras palavras: “Terei uma boa apresentação? Parecei bem? Irei sentir-me bem por ter tratado de mim e não me ter permitido que me tornasse numa ruína antes do tempo?” Portanto, esse quadrante funciona na expressão com relação ao que irá acontecer no primeiro dia de trabalho seguinte. Todo o recurso energético para o efeito provem desse ponto central.

Estudante: Tu expressaste sete ideias. Que será que todas elas representam, tipo, os sete raios ou algo assim?

Sim, elas representam os sete raios, os sete chakras, as sete consciências. Representam aquilo que diz. “Que será que poderei fazer no meu ponto mais débil da energia? Que poderei fazer ao nível sensual? Como me sentirei de facto com relação ao que estou a fazer? Como poderei ir ao encontro dos outros? Como o conseguirei expressar? Que tipo de intercâmbio intelectual poderei fazer com que ocorra que o torne real? De que modo o poderei tornar numa experiência expiritual?” Tudo – independentemente do nome que tenha – constitui um nível de consciência, e esses níveis operam dentro de outros níveis.

Ora bem, compreenderam essa parte da coisa? Trata-se do vosso eu pessoal, a expressão de vós próprios com relação a isso. Ora bem, que se situará no topo do gráfico? O eu interior. Agora têm tudo preparado externamente – sabem aquilo que vão usar e o que irão dizer, ou acreditam saber aquilo que irão dizer. Já estão excitados e a antecipar que venha a correr bem. Agora, que irão fazer a partir daí?

O eu interior vai agora exigir ter parte nisso, e é o ser interior que lhes irá dizer: “Tem cuidado. Não te estendas no aspecto jovial.” É o eu interior que vai dizer: “Espera lá. Estarás a tentar marcar uma impressão momentãnea ou vais-te basear nas qualidaes que tens? Que qualidades terás?” Não, que personalidade terão, mas as qualidades. O eu interior irá permitir que tenham uma certa noção: “Bom, tenho uma qualificação nisto; tenho alguma experiência naquilo. Creio que mentalmente estou à altura do desafio. Fisicamente creio que sou capaz de lidar com isso.”

E em relação ao eu espiritual? Estará em contradição com o eu interno? Basear-se-á toda esta coisa no eu da personalidade do ego, ou o eu interno terá algum valor em si mesmo? Irá assomar a cabeça e dizer: “Olha para a coisa desta perspectiva.” Vocês olhavam a coisa a partir da varanda externa, por assim dizer, ou da balaustrada. Agora entrem para a sala da caldeira e olham a coisa. Estão a ver? Irá dar-lhes um outro enfoque relativamente às coisas que tiverem preparado ao nível pessoal.

Isso irá conduzi-los à parte de vós que responde pela acção, ou à parte do intercâmbio, onde o incidente na verdade começa por ocorrer. As primeiras duas constituem uma preparação; as últimas duas representam o travamento, o intercâmbio, a forma como realmente se apresentam, como actuam, o que fazem, como se vestem, de acordo com o que procuram produzir. A última, é claro, consolida o processo, confere-lhe uma base.

Estudante: Tu fizeste-me perder um pouco com o eu interior e o eu externo, e creio que talvez tenhas referido eu interior quando quererias referir-te ao eu externo. Não estou certo. Quererás definir o que entendes por eu interior e por eu exterior?

O eu exterior é a personalidade orientada para o ego que diz: "Que tipo de toque especial poderei criar que leve a que digam: "Ei, olha para ele." O eu interior diz: "Toma cuidado com esse toque especial, por poderes ter que lhe fazer justiça. Que qualidades efectivas possuis?" As qualidades efectivas proporcionam-lhes a oportunidade de instaurarem o equilíbrio entre ambos, o que de seguida os deixa passar à interacção da experiência real.

Estudante: Experiência do eu interior.

Exactamente. Sempre que estiverem na dúvida, voltem-se para dentro. É para onde se voltam na procura de uma saída. Sempre que se sentirem perdidos por aqui, voltem-se para dentro. Esse ponto encontra-se em vós, assim como no universo, e nessa medida, descobrirão expansão em todos os níveis do ser.

Ora bem; este é o ser pessoal, por assim dizer, e a sobrepor-se-lhe as energias universais (se fizessemos isso do outro lado representaria as quatro direcções e os quatro elementos, de modo que teriamos uma cruz dotada de quatro braços iguais, tal como temos deste lado, e depois teríamos uma cruz na diagonal com braços iguais a dividir essa. Assim, temos isto e a seguir temos isto. Ficamos com um jogo do galo.

Muito bem, temos isto, e a seguir isto; e que número é que dá? Oito -- a dupla fundação -- assim como em cima, também em baixo.

Emanando do mesmo ponto no meio -- mas também poderão levar isto até acolá -- está a espiral dos ciclos do desabrochar do universo. Como tal... Vou fazê-lo e erguê-lo; torna-se mais fácil. A partir do ponto... Estarei a fazer alguma coisa de errado? Tudo bem.

Estudante: Algum número especial?

Há, atravessam um, dois, três, quatro, e o quarto toca na margem exterior. Este é o primeiro, o último. Um, dois, três, quatro. De modo que o que aqui temos é a força em espiral da energia que cria as eras, a cruz de braços iguais que cria as direcções, a cruz na diagonal que cria as mudanças dos elementos, que representariam as estações, conforme as entendem. Assim, tudo isso se desenrola... Gostariam que passasse isto para atrás para poderem contemplá-lo? Vamos fazê-lo. O objectivo está em que à medida que as eras são criadas, passa a dar-se um equilíbrio e uma harmonia nelas que dita uma pulsação ou ritmo regular, correspondente a essa era.

Vós dividistes o vosso mundo -- o vosso calendário -- em doze meses. Tem justamente lugar no aspecto universal. Dispõem de doze segmentos. Em cada uma das estações possuem um quadrante. Nesse quadrante, dispõem de três meses que equivalem a três mudanças em vós. Nesse mês, existem níveis de mudança inerentes ao próprio mês. De modo que ficam com um padrão universal a operar e a fluir, e nesse padrão universal, vocês operam e fluem.

A fundação que é representada pelo quatro e a dupla fundação representada pelo oito representam a capacidade de estabilizar e de estabilizar "conforme em cima também em baixo" -- imagens especulares uma da outra. Cada uma dessas energias a emanar do ponto interior, do Deus interior. Sem isso não existe coisa alguma. Podem chamar-lhe Deus, Buda, aquilo que quiserem, porque Ele constitui a energia original. A palavra "Ele" representa uma simples fraseologia do vosso mundo. Ele representa uma energia masculina e feminina; todas as coisas procreadoras e criadoras.

Estudante: Se essa energia (...)

É não só "conforme em cima também em baixo," mas "Assim como é dentro, também é fora." Toda a mudança que está a decorrer no universo também está a decorrer em vós à medida que combinam com a era em desenvolviemento e desdobramento. Encontram-se, nesta altura, no sétimo dia do quinto ciclo do homem, na décima primeira era. Assim, conforme já poderão ver, é como ter algo a rodopiar dentro de outra coisa que rodopio dentro de outra. Mas o homem tem que apredner a contactar a sua vida não só nesse ponto da personalidade, mas a ver a relação que tem com o universo. Tudo quanto o homem faz no universo, influencia o universo. Qualquer um que diga: "Que é que poderei fazer? Sou apenas uma pessoa," não terá compreendido o plano do jogo, por todo o acto que cometem ser registado no banco universal, e isso colectivamente, afecta todo o universo. De modo que aquele que realçar a paz suficientes vezes registará paz e assim a paz poderá começar a disseminar-se pelo universo.

Estudante: Será a décima segunda casa a casa de Capricórnio?

É.

Estudante: Bom, nesse caso será o reverso do (…)

Não associes isso à astrologia. Estamos a falar de eras e de energias universais. A astrologia segue o padrão indicado, mas não estamos aqui a falar de astrologia. Mas a próxima era é a Era de Capricórnio.

Estudante: Então, porque factores serão os ciclos de cada era determinados?

O ciclo das eras é criado pelos ciclos da energia que se dão no plano da Terra pelo contínuo que os caracteriza. Quando entra uma era, dá-se sempre uma mudança física da terra, e sempre há -- o que é que chamam a isso? -- mudança interior, igualmente. Assim, as mudanças que operam externamente são abordadas de dois pontos, do ponto interior do círculo do homem e do ponto interior da criação do universo, e um afecta o outro.

Estudante: Nós dizemos que presentemente nos encontramos em Aquário -- Peixes, Aquário, e a seguir Capricórnio. Que será que determina isso?

Onde se espera que haja um outro ciclo num outro plano mais elevado de compreensão. Vocês começaram o campo de Sagitário num ponto elevado e acompanharam a redução das energias, e agora vão conduzi-las acima uma vez mais. Este universo funciona por intemédio de tudo isso.

Estudante: Tu disseste que a fundação é quádrupla e que a dupla...

...a dupla fundação do oito. O oito representa o "conforme em cima, também em baixo; aquilo que é dentro também o é fora,” em cima e em baixo equiparam-se, de modo que a criação de uma fundação de vós próprios através dos quatro quadrantes estão a criar a fundação de oito que dita que se repetirão no universo. É por isso que... Alguma vez terão reparado como podem tornar o vosso dia infeliz assim como o poderão tornar grandioso independentemente do que ocorrer, de acordo com a forma como agem em relação a ele? Podem descarregar o dia todo em alguém, assim como poderão dizer que não tenha sido culpa de ninguém. O homem ergue uma energia dessas e dela faz algo que não teria razão de ser, e depois precisa voltar atrás e organizar a coisa.

Estudante: Disseste que nos encontrávamos no sétimo dia do quinto ciclo. Quantos dias terá?

No vosso mundo dizem: “E ao sétimo dia descansou,” sabem? Um dia assemelha-se, pois, a uma era. Uma era compreende, entre 2600 a 3000 anos, relativamente. Ele não possuía nenhum Timex. (Riso) Vocês registam tudo em termos de tempo linear e de calendários – tudo quanto foi criado pelo homem. O universo regista-o no seu ritmo e corrente, os quais não podem ser detidos. Assim, independentemente do que suceda, as estações prosseguirão e a natureza irá exaurir e florescer, e a natureza voltará à semente, uma e outra e outra vez, por se achar num movimento perpétuo que não pode ser detido.

Estudante: Nós, enquanto homens, encontrámo-nos actualmente no sétimo. Quando chegaremos a estar…?

Vós encontrais-vos no sétimo dia do quinto ciclo, quinto ciclo esse que representa a evolução do homem, e o sétimo dia corresponde ao local do descanso, ao local da paz e da harmonia, de modo que no vosso desenvolvimento, dispõem agora da oportunidade, com a representação das energias universais, de criarem harmonia, paz, e fraternidade. É por isso que tudo quanto ocorre actualmente parece constituir um safanão, por não o poderem deitar da boca para fora somente, e precisarem viver o que “pregam.” Olhem em volta de vós as coisas que estão a acontecer e começarão a ter uma ideia do que digo. Os catalistas da mudança acham-se em operação. Caso as coisas piorem muito, as pessoas tratarão de fazer algo a respeito. Se sentirem muita fome, farão alguma coisa com respeito a isso.

Estudante: Não entendo. Dizes que nos encontramos nesta era de paz e de descanso. Referes-te à próxima era?

Não. Eu não disse isso. Eu disse que já se encontram, e que dispõem da oportunidade, durante a próxima era que tem ainda oito anos - conforme medem o tempo - para criar essa harmonia, por essas energias virem a apresentar-se. Por outras palavras, a energia da harmonia virá a ser criada. É por isso que é uma era do espírito e da corrente (fluência).

Estudante: Será a fase seguinte pior ou melhor ou…?

A próxima era consolidará aquilo que criarem nesta era, e piorará ou melhorará dependendo do que o homem fizer. A energia nuiversal apresentar-se-á uma e outra vez, mas o homem precisa agarrá-la e usá-la.

Estudante: Será isso que eles referem com a ideia da “harmonia por meio do conflito”?

Exactamente. Um minuto – vamos aceitar mais uma pergunta.

Estudante: Se o homem alcançar a iluminação, conseguirá largar esta “roda”, ou deixar de voltar…?

Ele não tem necessidade de sair da “roda” porque quando se encontrar iluminado, ele tratará dela de uma maneira diferente. Ele acha-se constantemente na fonte da energia, esse ponto intermédio, de modo que não terá o conflito da personalidade do lado de fora.

Estudante: Terá que reencarnar e passar por (…)?

Sim, ele reencarna mas, precisam ter uma coisa em mente, é que vós reencarnais por o quererem. Quando aqui se encontram não parece que esse seja o caso, mas quando se encontram do lado de lá, a visão ampla diz: “Sim, agrada-me essa ideia.” Mas toda a vez que alcançam a iluminação, trazem de volta a capacidade de fazer face e de viver esta energia física de uma maneira mais suave, mais precisa, e com uma maior sabedoria.

Estão a indicar-me que é tempo de proceder a um intervalo para poderem ir todos respirar um pouco. Abram algumas janelas e respirem mais oxigénio. Faremos quanto…? Uns dez minutos de intervalo.



Muito bem, onde foi que ficamos? Perguntas. Vamos às perguntas relativas ao que estivemos anteriormente a tratar. Alguma pergunta?

Estudante: Sinto-me um tanto estúpido, e não estou… de modo que a pergunta prende-se com o facto de me interrogar, talvez me possas ajudar, em que medida necessitarei compreender isto?

Somente na medida em que isto é… Eu mostro-lhes um modelo que tem vindo a funcionar desde o começo dos tempos. Não importa a era, nem o ciclo da energia universal em que se encontrem, irão usar este gráfico no vosso desenvolvimento. Não importa que tenha sido numa caverna do homem primitivo ou nesta era, ou numa era do futuro, este é o modelo, o padrão, do desenvolvimento. Mostra a relação existente entre as energias universais e as vossas.

Lembrem-se que as energias universais atingem uma tal frequência que não se torna fácil lidar com elas enquanto personalidade, por não se destinarem à personalidade. Foram concebidas como um instrumento que a personalidade pode usar ou com que poderá fazer qualquer coisa. Quando uma pessoa que se encontra nesse primeiro estágio tenta pegar numa energia universal e usá-la nos termos da personalidade, isso assemelha-se a usar uma barra de dinamite, por não ter sido concebida como coisa da personalidade.

Por meio dos pontos da compreensão desse quadrante com que estão a trabalhar, e as sete camadas da compreensão desse quadrante, podem chegar a entender onde podem chegar a atender a essa energia e usá-la no vosso desenvolvimento, não como traço da personalidade, mas como fonte de energia ou ferramenta que os ajude a compreender-se a si mesmos, e por conseguinte, chegar onde quiserem chegar. Essa é a diferença.

Estudante: Tu disseste antes que na roda do Eu, no topo acha-se a roda universal. Bom, elas rodarão porventura, e caso o façam, uma roda enquanto a outra roda, e a qualquer instante detemos esssa rotação, a seguir ao que sucede um momento de efeito? No Budismo eles possuem um conceito chamado (…) que significa que três mil mundos existem num simples instante, será que isso representa a mesma coisa?

Exacto. É exactamente a mesma coisa. Estão agora a começar o que temos vindo a dizer quanto ao entendimento desta função. É tipo – qual era o jogo a que costumavam brincar – a dança das cadeiras. Onde quer que fiquem quando a música para, é onde ficam e a situação com que têm que lidar, e é esse efeito de energia que irão ter.

Estudante: Eu li um livro, e algo que sabia, mas em termos metafísicos, estou a tentar compreender… Uma drenagem desce no sentido dos ponteiros do relógio. Do outro lado do equador desce no sentido contrário a esse. Que relação terá isso com isto?

Lembra-te que, tal como possuem sete níveis de energia no vosso padrão pessoal, o universo possui sete níveis de energia no seu próprio padrão. Deixem que trace um outro exemplo que ajude a provar esse aspecto. Vocês têm as estações a que chamam de primavera e verão, outono e inverno. A primavera nesta zona começa a ficar mais quente e a apresentar brizas agradáveis, e as flores começam a eclodir. A primavera na Antártida difere bastante, mas ainda apresenta o ritmo da primavera. O ritmo precisa funcionar na vibração do próprio local. Desse modo, cria e manifesta uma coisa diferente da primavera aqui.

Estudante: Estás a dizer que nascem diferentes flores?

Sabes, sim, bom, aquilo que estou a dizer é que num local a primavera pode ser fria, ao passo que noutro local pode ser cálida, mas isso deve-se ao facto do ritmo da primavera, do ritmo do universo dever funcionar ao nível vibratório em que se encontra num dado momento. É por isso que podem pegar em sete pessoas, dar-lhes a mesma coisa, que elas interpretá-la-ão de maneiras diferentes. O seu ritmo irá ser traduzido pela vibração do indivíduo. O lemniscape – o oito deitado – representa, “assim como em cima, também é em baixo; conforme é dentro, assim é fora.” Também representa as energias em espiral na sua manifestação. Para mantermos o equilíbrio disso, uma deve rodar numa direcção e a outra rodar na outra. O que quer que seja necessário para o desabrochar e a evolução dessa situação ocorrerá.

Estudante: Eu desfruto da consciência de me observar a fazer coisas à medida que a energia se altera e ver como a energia mexe comigo. Será isso a minha personalidade?

É, no sentido em que ainda estás a ver-te a mexer, mas ao começares a ver-te a mexer e não te sentes tão afectado pelo que estás a fazer, terás saído disso. Por outras palavras, é tipo: “Olha para mim, olha para mim, olha o que estou a fazer, olha o que estou a fazer,” e subitamente: “Ah, olha aquela pessoa a fazer aquilo.” Sais de ti para a projecção que lanças.

Ela agora vai dar a volta e examinar os sonhos todos que tiver. (Riso) Não podes trapacear, Lela, precisas levar isso até ao fim. Tu entendes o que te estou a dizer, e estás a fazer isto cada vez com uma maior frequência sem perceberes o que estás a fazer.

Estudante: Quais serão as sete expansões interiores?

Expansão interior? Em vós acha-se aquele ponto de luz. Ao permitires que se torne aquilo que permeia todas as coisas que fizeres, ele expande-se, e nessa expansão, mostra-te com maior clareza todas as coisas de que precisas conhecer para fazeres todas as coisas que estiveres destinado a fazer, de modo que se estende ao interior e ilumina e deixa que se expanda até literalmente resplandeceres o suficiente para seres conduzido. Essa expansão assume forma por diversos modos. Não é só a expansão da luz, mas também força a elevação da consciência, de modo que, à medida que te relacionas mais com essa luz, que constitui a fonte pura e não a fonte do ego, descobres que a expansão eleva a consciência. A elevação da consciência ajuda-te a perceber com uma maior clareza.

Estudante: Quais serão os nomes das sete partes?

Os sete níveis – tenho que encontrar os nomes correctos para vós, mas preciso traduzi-los. Os sete níveis da compreensão são:

1. O acto, que representa o acto do ser, o acto do percebimento do ser
2. A força criativa que flui através do acto do ser
3. A realização interior do acto do ser
4. A expansão decorrente de irem ao encontro do semelhante, por meio do amor.
    A expansão através do toque e do amor.
5. A comunicação
6. O aspecto intelectual - os padrões mentais
7. O factor sabedoria - reunir os outros todos para obterem a realização plena.

A sabedoria representa o conhecimento em acção, e não o aflorar à mente de meros padrões intelectuais. Podem chegar a conhecer tudo quanto houver a conhecer, mas se não fizerem nada com isso, não terá servido de nada. Precisam fazer alguma coisa, isso é que é importante.

Estudante: (Ininteligível)

Elas irão fluir em sequência. Se se recusarem examinar uma área qualquer, poderão dar por vós bloqueados nessa área. Por outras palavras, a corrente natural dos sete níveis do eu acham-se nesse padrão, de modo que quando recusam reconhecer uma parte, descobrirão que as outras não funcionam até terem o próximo elo.

Descobrirás que os catalisadores na tua vida ocorrerão pela via em que necessitares de ajuda. A pessoa que se depara com toda a sorte de problemas físicos precisa recuar à actualidade do ser e apreciar-se como era nesse ponto e posição. Aquele que se vê separado do outro pelo intelecto, em vez de se misturar com eles por intermédio dele, precisa recuar e compreender a comunicação e o aspecto do amor. Cada nível auxilia o outro a desdobrar-se. Qualquer nível com que tenham problemas será o nível a que precisarão recuar e resolver.

Tu não és estúpido; as engrenagens dele estão a funcionar. (A rir)

Aluno: Uma pessoa tenta desdobrar-se ou atingir um nível de consciência e um dos sete segmentos, a mente, digamos, nesse caso isso irá afetar também os outros segmentos de outros quadrantes?

Sim, porque a mente enquanto factor de focagem, naturalmente afeta todos os outros níveis, mas a menos que tenhas uma compreensão e um entendimento dos outros níveis, não poderás utilizar plenamente a tua mente.
É como a diferença de alguém que diz, "Eu vou para aprender sobre motores," e estuda os livros e as imagens e colecta informação sobre todas as partes; mas nunca viu um motor, nem nunca montou um, nem nunca desmontou nenhum. Ele tem conhecimentos ao nível intelectual, mas em pouco tempo desejará satisfazer-se e isso irá fazê-lo procurar para um motor, por ele vai querer obter a prática.

Aluno: É verdade, então, o conhecimento sem entendimento não é realmente sabedoria?

Exactamente. Vocês já conheceram alguém que quer saber tudo? Desejará realmente saber mais do que ser capaz de dizer que sabe? Por estar a correr como o esquilo na gaiola, e não estar realmente a fazer uso da coisa.

Estudante: Mais uma vez com relação ao conhecimento, se não tivermos sabedoria, a melhor maneira de a obtermos não será através da ação de ensinar o conhecimento a outra pessoa?

Numa situação dessas estás a criar um movimento na direção do outro.
Estás a abrir-te a uma outra condição, estás a comunicar, expões-te a essas situações e junta-las. E com isso, você deves estar a mover uma ação física que diz: "Eu sou, eu estou a ensinar, portanto, eu sou."

Estudante: Nesse caso, a pessoa retorna a nós. Em sabedoria.

É só quando vocês se tornam complacentes e não fazem nada com ele que se torna num pântano a atravessar. É como correr na lama até os tornozelos. Não se sentem bem com isso.

Estudante: Serão as sete partes iguais em cada um dos doze?

Exacto. Elas são as mesmos em tudo quanto fizerem. Vocês têm que saber que essas partes estão a funcionar. Se vocês escreverem música, vão ter que ouvir a música a todos esses níveis. Você já assistiu a uma criança com a música? Ela nem sempre conhece a letra e nem sempre conhece a melodia, e não sabe realmente a que se refere; mas mexe-se. Ela relaciona-se com aquilo a que chamam, nível instintivo, e começa a mexer-se no âmago do seu ser e a sentir a música, e isso vai torná-la feliz ou triste, mas ela estará a mover-se com ela numa forma de entendimento de que ainda não atingiu o intelecto. É sensorial.

Aluno: No segmento que lida com o espírito ou com a alma temos todas essas sete partes em...

Exacto. A primeira parte está a dizer: "Bem, eu quero ser uma boa pessoa. Eu vou lidar com a minha alma, por isso vou procurar aprender tudo sobre ela. Vou entendê-la." Demora um tempo a chegarem a começarem realmente a vivenciá-lo e a usá-lo, porque, a cláusula a letra miúda do contrato, que ninguém vê, diz que têm que ser vocês. Realmente está relacionado convosco, de modo que é como a pessoa que diz: "Eu mantenho a Terra em paz; Não desejo qualquer guerra ", e em seguida, diz:" Odeio o meu senhorio; odeio a minha mãe; odeio o meu pai." São tão beligerantes, e andam por aí a rezar pela paz. E assim jamais... estão a negar-se a elas mesmas em ambos os campos. A alma diz, "que impere a paz." Vocês não têm uma canção que reza, "que haja paz e que ela comece por mim?" É isso exatamente o que refere. Remetam-se ao vosso círculo
e deixem que tenha início aí. Não importa o que está acontecendo na personalidade. Na alma há um lugar de paz, um lugar de harmonia, um lugar de amor, e ele ela sempre é capaz de atender a tudo em si mesma.

E é disso que esta era trata. Esta era é a idade do que vocês chamam, "Aguenta ou cala-te." São as palavras que utilizam no vosso mundo. Não falem sobre isso; vivam-no. Têm agora uma oportunidade de o fazer correctamente. Nesta era, a força criativa do vosso ser está em altos brados a tentar fazer-se ouvir. Ela vai passar por níveis até ser ouvida. Olhem para a arte da criança. A primeira expressão de arte que assume é muito rude mas logo começa a entrar realmente em contato com ela e e começa a melhorar. No vosso plano universal, a força criativa está a dizer AGORA. A força criativa, qualquer força criativa, representa a energia universal. É uma linguagem universal, por isso as artes e dança e a música podem levar as pessoas que não falam a mesma língua a juntar-se. Para apreciarem algo criativo, não precisam usar linguagem nenhuma; basta criar uma relação, e é disso que se trata. Todas essas coisas estão a ser apresentadas nesta era para vocês trabalharem com elas.

Aluno: Nós também estamos em uma época de inflação e tem muita energia para ser aplicada no sentido de fazer dinheiro, em muitos casos lotes de dinheiro, e portanto, a parte criativa é mais ou menos posta de lado ou então a energia é-nos drenada.

Por o objetivo se ter tornado no dinheiro e não o si mesmo. A segurança tem muitos níveis. Tem o nível que diz “Eu posso pagar o alugar,” e tem o nível que diz “sinto-me bem com respeito ao pagamento da renda.” Eu não dou esse dinheiro de má vontade ao proprietário.” Numa era económica que parece ser de insegurança, o catalisador da mudança está a ocorrer. Se as pessoas dizem, “mais, mais, mais, mais,” isso só poderá levá-las a coisa nenhuma. Em algum lugar ao longo do curso, catalisadores vão ter que ocorrer para equalizar, nivelar, e produzir equilíbrio, por ninguém o fazer voluntariamente. Descobrimos isso no vosso mundo. Eu só posso pronunciar-me em termos informais, por não estar a ver o mundo inteiro. Estou certo de que muitos o fariam, mas se eu disser que estou a pôr um papel sobre a mesa, e apelar a que todo o mundo o subscreva por vinte dólares a menos esta semana, eu ficaria com o papel em branco, por todo mundo quererem o seja outro a fazê-lo. “Quando um número suficiente deles o assinarem, eu vou segui-los.” Entendem? Vocês gostam de desfiles no vosso mundo. Quando o homem não trata disso em si mesmo, a natureza intervém, o plano universal, a universal energia intervém e cria o catalisador necessário para levar a que isso ocorra. Assim, quando você ver um aspecto negativo, tirem um tempo para realmente o observarem.

Lembrem-se, este é o mundo das aparências. Esse aspecto negativo bem que pode ser o catalisador para uma das melhores alterações que poderiam acontecer
na vida. Pensem nas pessoas que perderam um avião só para descobrir que ele se tenha despenhado. Elas tinham ficado muito chateadas por perder o avião.
Catalisadores a suceder.

Estudante: Poderias dar-nos os nomes do ciclo e da era?

O nome desta era é Era de Aquário. Os ciclos são número 1, 2, 3, 4, 5, e vocês vão passar por doze - enquanto universo. Enquanto homens, envolve vários factores juntos. Nesse contexto, vocês agravam a rapidez com que isso acontece ou abrandam-no. Isso é tocar ao de leve ou é uma pergunta?

Aluno: Aquilo que estamos a tentar… se estamos no quinto ciclo, agora, isso significará que… eu realmente virei a perceber...

Não. Em cada ciclo, há a elevação de tudo que volta rumo a uma nova compreensão e a vislumbres dos ciclos por vir.

Aluno: Quando chegamos à situação em que ficamos com uma branca, e sabemos que há algo mais, é o que eu estou a perguntar, teremos que esperar até que ao próximo ciclo de energia?

Nesse ciclo de energia, vocês vão ter a experiência da realização, mas ela sucede convosco o tempo todo à medida que vão avançando. É muito parecido com um passeio ao longo do rio, e em cada lugar que param deparam-se com uma nova experiência, uma nova maravilha, uma nova coisa a ver. Você ainda têm presente as que passaram, e ainda têm uma ideia do que vêm pela frente, mas vocês estão realmente a experimentar aquelas com que se deparam.

Aluno: (Inaudível)

Estudante: O que acontece quando chegarmos ao décimo segundo ciclo, é que começamos tudo do início ou...?

De cada vez que vocês pelas eras e atingem o décimo segundo ciclo, espera-os uma nova experiência. Mas estarão as vossas energias de maneira diferente, você usarão o vosso foco de forma diferente, e não serão capazes de... É muito difícil agora perspectivar o que isso reserva, porque não fazerem do que venha a ser.

Mas há uma coisa que quero lhes dizer, não se preocupem com o vosso passado, seja o passado desta vida, ou o passado de vidas passadas. E não se preocupe com o futuro. Se você deseja que o futuro seja direito, trabalhem de maneira acertada agora na situação em que se encontram, por ser isso que o está a criar. A situação em que se encontrarem, em qualquer momento que seja, está a alterar o vosso passado e a criar o vosso futuro - conforme vocês o pensam nos termos do tempo linear.

Por isso, deixem-se absorver pelo que estiver a acontecer agora. Dêem o vosso melhor que o resto virá a assentar no devido lugar. E não se ancorem no passado, seja ele bom ou mau, por ter terminado, e tudo quanto poderão conseguir ao se ancorarem nele será um ancoradouro muito curto que não permite que o vosso barco flutue de todo. Não pode avançar.

Aluno: Eu queria saber (uma pergunta muito estúpida de colocar), disseste que com os ciclos tudo se eleva. Eu queria saber se nós, aqui, a Terra, o sistema solar, muitos sistemas solares, quando falas do universo, existe um universo e ele representa tudo quanto existe ou existem muitos universos?

Em cada movimento se encontram todos os movimentos.

Aluno: Esses ciclos com que nos relacionamos, relacionamo-nos ao mesmo tempo
com planetas diferentes, com coisas diferentes, enquanto tudo o mais que existe no
universo representa um passo?

Entente o seguinte: um ciclo da experiência não se baseia no bom, no mau nem no melhor. Baseia-se na situação em que se encontram num determinado momento do tempo e no que seja acertado e adequado experimentarem nesse momento do tempo. Quando falas em ascender, e assim por diante, estás a
falar sobre "até onde me encontro agora." Todo o conhecimento relativo aos ciclos
e assim por diante, destina-se a dar-lhes um padrão para que saibam que não são apenas um único ser com um única extensão de vida, mas que são um ser universal que é afetado por todas as coisas e todas as pessoas, e que vós, por vosso turno, os afetam a todos.

Aluno: Eu entendo isso, mas eu queria saber se simultaneamente, haverá um desenvolvimento paralelo ao mesmo tempo, por assim dizer.

Sim. Está tudo a acontecer em relação ao que vocês estão a fazer convosco. Por isso, todas estas energias estão acontecendo ao mesmo tempo.

Estudante: Os outros planetas, eles não terão nenhuma conexão (...)?

Não importa se você tem uma conexão. Isso não tem nada a ver com a forma como fazes a tua sopa nesta vida. Entendes o que estou a dizer? Esquece o espaço exterior, esquece o passado, esquece o futuro. Faz agora mesmo da tua vida o momento mais importante que existe. Tudo quanto tenha existido (sido, acontecido) e alguma vez venha a existir através desse momento está a influenciar e a dar-te aquilo de que precisas neste exacto momento. Por outras palavras, tens aí uma verdadeira linha da acesso; não tens que te preocupar em ir à procura disso. Entendes? Óptimo.

Estudante: Em que é que tudo isso se relaciona com os evangelhos gnósticos?

Esses padrões universais constituíam a corrente gnóstica, e os ensinamentos gnósticos, anteriores ao cristianismo, vieram dessa corrente universal. Os ensinamentos gnósticos posteriores a Jesus pertencem ao efeito que ele teve no universo e na corrente universal. Não foi em relação ao aspecto do cristianismo de Jesus que os evangelhos gnósticos tiveram importância, mas ao efeito que ele teve na escala universal. Uma vez mais, foram anteriores e e posteriores - sempre no contexto da na humanidade, é claro - mas esse é o efeito que eles estão a ter. A única coisa que queriamos que entendessem, do meu mundo, é que este padrão está sempre uma ação. Não importa o que milênio do tempo se encontram, ele está em ação e tem estado desde o começo.

Estudante: Como poderá alguém afetar o passado com o presente?

Vocês fazem tudo no vosso mundo, nos termos do tempo linear. Estão a ver o adorável reflexo criado pelas abelhas pequeninas. Olá. Como é agradável... Agora, de volta ao negócio. Vocês medem em termos lineares, de modo que vocês dizem que ontem tenha sido o passado e que o amanhã seja o futuro, e que o momento actual seja agora. No meu mundo, não temos tempo linear e no plano universal não há tempo linear. Ele é circular. Está tudo a acontecer ao mesmo tempo.

Lembram-se de eu ter citado o incidente da pedra que caiu na piscina - ela representa o presente - e os círculos concêntricos que se movem para fora dele e tocam tudo ao longo do caminho e que de seguida se voltam sobre si próprios, são as vidas afectadas pela acção do momento no tempo de que têm consciência. Por conseguinte, se eu fizer uma afirmação, ou um julgamento, esse julgamento afecta tudo quanto toca ao longo do percurso e volta para mim influenciada por tudo o que tiver tocado ao longo do percurso. Assim, o conceito de tempo representa o movimento que criarem numa dada situação, e em função do ciclo universal, afeta todas as outras coisas que vocês são.

Estudante: Estou a obter um sentido do ponto interior e dos segmentos e dos quadrantes, e assim por diante, e gostava de saber se estou certo. Se uma pessoa tentar manter-se centrada no centro, nessa situação, ela estará muito mais perto de todos os segmentos e sectores e quadrantes e poderá trabalhar com todos eles com muita facilidade e afetar todos eles e elevar a consciência.

Quando tentam atingi-los no exterior, torna-se num acto muito alongado, mas a partir do ponto no centro, você pode atingir cada um deles com toda a facilidade. Excelente observação.

Lembrem-se de que, dentro de cada ação, há outras ações. Contanto que se lembrem disso, vocês não têm que ficar presos num problema muito confuso. Por outras palavras, é quando vocês dizem... Examinemos a questão do seguinte modo: Se houver no vosso agregado uma pessoa doente, todas as outras pessoas nesse agregado familiar serão afetadas por ela. Elas são afetados pela emoção, pela forma como se sentem com respeito à situação, pela ação mental com que lidam com as suas emoções e padrões de pensamento, e pela natureza espiritual de se elevarem acima da inconveniência da situação. Essa pessoa, por sua vez, é afectada por todas as pessoas do agregado familiar, pelas mesmas três fases da ação tida para com essa pessoa.

Agora, a corrente universal dessa doença pode ser cármica, pode ser algo que tenha que ser experimentado em benefício da família assim como em benefício do indivíduo, de modo que existe uma corrente universal como um guarda-chuva sobre a corrente da personalidade dentro do agregado. Não importa que incidente ocorra, todas estas energias estão a funcionar.

Nos ensinamentos gnósticos, o padrão foi sempre aplicado pelo verdadeiro gnóstico. Por "gnóstico" significar conhecimento e significar afastar-se da personalidade e lidar com a situação com base na energia universal que a caracteriza, e pela energia que estendem à energia universal dela.
É por isso que queríamos que vocês tivessem uma grelha do universo. Eu irei passar ao instrumento uma instrução com respeito ao desenho e a algumas anotações e teremos algumas folhas para você que vocês poderão apanhar
numa ocasião posterior, para que os ajudar a esclarecer.

Aluno: Estará todo o tempo a decorrer ao mesmo tempo, passado, presente e futuro? A batalha de Gettysburg ainda estará a decorrer? Por outras
palavras, seremos nós multidimensionais, em outros planetas e tudo?

Tudo o que está a acontecer está a acontecer. O ponto de vista que têm do que está a acontecer está de acordo com o momento em que se encontram no tempo.

Aluno: Onde se encontram as outras partes de nós? Num mundo de sonho?

Não outras partes vossas. O nível de consciência que têm no momento do tempo em que se encontram é o único momento que tem importância para vós. O resto assentará no devido sítio pela ação que exercerem nesse momento do tempo.

Estudante: O que será mais forte, a natureza ou os homens? Por outras palavras, o homem pode influenciar a natureza, ou será a natureza que em qualquer caso...?

O homem tentou influenciar a natureza por muitos anos, mas sempre colheu de sobra. A natureza é mais sábia. A natureza é a corrente universal que se desenrola num contínuo quer o homem prossiga ou não. Uma árvore rebenta a cada ano e volta, dá frutos, e assim por diante. O homem, no seu esforço para conseguir fruta de boa casta, às vezes interfere com a corrente da natureza.

Aluno: Em detrimento...?

Provavelmente em detrimento, a longo prazo, mas a natureza sempre cuida de si própria, não porque seja uma personalidade, mas porque constitui uma corrente universal, e sabe que deve se perpetuar para o homem sobreviver.

A natureza neste momento, com todas as mudanças climáticas que estão a ocorrer está a ajustar-se ao tempo futuro, para que o homem, quando o tempo futuro vier a estabilizar, possa sobreviver. É muito sábia - natureza.

Aluno: Não terás dito que a batalha de Gettysburg ainda se encontra em curso?

Eu sabia que me ias pegar com essa. (Riso)

Aluno: Gostarias de comentar sobre a mudança na forma que tomou e como a sua vai continuar a mudar na forma, se continuar?

Para aqueles que experimentaram esse momento do tempo, foi uma coisa física. A energia dela existe no banco universal, enquanto ação e força. Enquanto o homem perpetuar a energia inerente ao acto de guerra, ele (acto) permanecerá vivo. Se o homem começar a ativar os aspectos da paz, ele modificará os aspectos da guerra. Tudo quanto tenha sido dito ou feito existe no banco universal.

Aluno: Se tudo existe ao mesmo tempo, isso significará que tudo seja predestinado e que não há nada que eu possa fazer para mudar o meu futuro, por já se encontrar escrito?

Oh, não. O que existe é a essência da qualidade inerente a todas as coisas. Vocês, por direção mental, ação, atitude e corrente espiritual que imprimem num determinado momento do tempo, criam e alteram as energias do que pensam seja o futuro. Por outras palavras, cada vida representa um capítulo e um versículo do livro da vossa alma que experimenta a consciência num determinado momento no tempo, mas tudo direccionado para o desabrochar da totalidade da alma na sua jornada, no círculo.

Aluno: Gostaria de voltar à questão de Gettysburg um pouco mais. Havia um soldado que foi ferido. Ele ainda estará em sofrimento?

Claro que não, isso é a personalidade. A essência da guerra, a essência do envoltório do que ele criou e do que foi dele encontra-se no banco universal, não a imposição (do sofrimento) físico, por ter sido a essência da guerra que criou a imposição do sofrimento físico.

Aluno: Quando ele se encontra curado, isso significa que ele não experimentou isto?

Não. Significa que ele o experimentou para benefício ou prejuízo da sua alma de acordo com a forma como ele lidou com isso, por se tratar da sua jornada da alma.

Aluno: Quando mencionaste o clima futuro, eu ouvi da parte de outros seres que este planeta irá passar pela experiência de doze dias de luz. Fará isso parte do que referias como o clima futuro?

Vai ocorrer doze dias de luz - ou seja, iluminação, compreensão intuitiva, revelação - a partir do que tudo o mais poderá seguir. Uma energia universal irá apresentar-se para a aceitarem e usarem de acordo com o vosso ponto de vibração no momento do tempo em que se encontram. Essa iluminação e revelação serão diferentes para cada pessoa, de acordo com a forma como ela a usar.

Aluno: Quando irá vai acontecer?

Quando o homem estiver pronto. Dentro dos próximos dez anos. Não temam as mudanças. Saibam que elas são para a salvação do homem e da sua continuidade, e não para a sua extinção. Não é como o que vocês chamam, lata de Raid que faz "psst" e todo mundo desaparece.

ALUNO: Eu gostaria de saber quantas vidas vivemos, ou podemos viver, de uma só vez.

Vocês podem experimentar isso conscientemente na essência física do vosso ser um momento de cada vez na vossa jornada, mas podem ter consciência interior dos outros, chamados passado ou futuro, por esse momento interior.

Aluno: (Inaudível)

Lembrem-se de que tudo o que existiu ou venha a existir já existe na sua forma pura, não na forma, não moldado. Conforme usamos o exemplo, existe uma forma de transporte. Numa determinada era feito a pé, noutra é de carro, e noutra em naves espaciais; mas é tudo transporte. A energia em estado bruto de tudo o que alguma vez existiu ou venha a existir, seja em que nível de desdobramento for que se encontre, existe; e quando se encontram em contato com a vossa energia em forma de estado bruto, vocês estão em contato com todas essas formas em estado bruto. É daí que vem a invenção, ao serem capazes de tocar um ponto de entendimento já existente na sua forma bruta e e levá-lo adiante para lhe darem forma e a moldarem num novo conceito, para o momento do tempo em que vocês estão a viver.

Estudante: (Inaudível) … numa outra vida era muito materialista e elegi a energia para vir superar isso e tratar do que é realmente importante para mim, e assim, digamos, estou agora a fazer isso, e trabalho duro no meu negócio. Existirá um patamar da quantia de dinheiro que consiga obter por ter sido materialista?

Isso é a personalidade. Isso é tentar colocar rótulos da personalidade na energia universal. A energia universal diz: “Tu podes ter aquilo por que te dispuseres a trabalhar.” A energia universal diz: “Não existe coisa que te seja negada se trabalhares por isso progressivamente, de uma forma honesta, e sem intenção de prejudicar ninguém.” Lembra-te, o materialismo não poderia ter sido vivido sem que te tivesse ensinado uma lição. Essa lição pode ter que ver com a forma como lidas com o dinheiro. Se lidares bem, não representa aspecto negativo nenhum. Não deixes que o pêndulo balance para um ponto em que penses que não podes ter nada para seres espiritual. Precisas entender isso para seres espiritual, e precisas usá-lo progressivamente assim como em teu próprio benefício e em benefício da humanidade para seres positiva e progressiva com ele. Aí ele ficará registado a teu favor no teu banco universal.

Estudante: Que significará "ser espiritual" para ti?

Viver nesse ponto do círculo. Bom, muita gente pelo vosso mundo chama “espiritual” a muitas coisas, mas o que isso significa é estar em contacto com essa condição elevada em vós e viver pelo princípio dessa condição superior. É isso que significa. Significa a vossa realidade, por a vossa realidade constitui a condição mais elevada dentro de vós. Aqueles que entram em sintonia com isso são os que escrvem as grandiosas peças de música e que criam as grandiosas encenações, e aqueles que experimentam as grandiosas revelações e alcançam a grandiosa compreensão. São os humanitários do mundo. Por estarem na disposição de entrarem nessa “sintonia” e de dar ouvidos aos ditames dessa condição e avançar em frente a partir daí.

Estudante: Não será isso o que chamamos de génio?

Génio, disseste tu?

Estudante: Sim, se isso não será aquilo a que chamamos de génio.

Não. A genialidade tem que ver com capacidades mentais e condições biológicas. Poderão ter um génio que seja horrível para os outros e que pense que seja um direito de génio não se curvar perante ninguém, de modo que esse mesmo génio o pode prejudicar. Refiro-me àqueles que são conduzidos por essa realidade da alma e da mente supraconsciente, a mente da alma, que diz que podem avançar a partir dessa condição e alcançar tudo quanto precisem, ter todo o sucesso que queiram sem se prejudicarem nem prejudicarem ninguém.

Mas agora estão a dar-me a indicação de que devo sentar-me e fechar a boca. Agradeço-lhes uma vez mais por possibilitarem que eu partilhe, e vou tratar de transmitir a ela (ao instrumento) aquilo do círculo, garanto-vos, de modo que lá para Novembro estará ao vosso dispor, por nessa altura ela já ter vindo das suas viagens. Possa apaz e a harmonia inundá-los, rodeá-los, e tornar-se no que são, por vocês serem isso. E agora, em nome do Pai e dos filhos e do espírito que faz deles um só, endereço-lhes a minha benção e desejo-lhes uma boa noite.



Tradução de Amadeu António

Copyright © 2003 Saul Srour

Autores: Rev. June K. Burke and the Seraph Julian

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