terça-feira, 29 de setembro de 2015

O SIGNIFICADO DA ASCENSÃO



Não existe nenhum definido manifesto para a ascensão. É aquilo que fazem com a forma com se encontram no momento independentemente do que tiverem ou não feito na vida até esse instante, por o poderem alterar e trazer de volta a energia da ascensão à vossa vida através do uso dos outros potenciais que possuem. A pureza está no acto e não na situação. A pureza, a energia da ascensão é aquilo que fazem em determinada altura seja qual for a situação em que se encontrem. Tem que ver com a forma como manipulam a negatividade da vida assim como lidam com a positividade. É saber que não faz mal que cometam um erro por isso não querer dizer que sejam excluídos. Significa que ainda podem alterar e mudar esse padrão e trazer uma grande alegria à vida dos outros, assim como à vossa.

Julian


Gostava de lhes perguntar o que acham que significa a ascensão para vocês?


Comentários diversos: 


O abandono do plano físico. Que mais? A elevação da consciência…


Comentário: A elevação da frequência vibratória, que nos leva a ser mais etéricos.


Certo. Muito bem. Tudo quanto foi referido, por assim dizer. O termo “ascensão,” pode ter muitos significados. Geralmente utiliza-se o sentido do abandono do plano físico. Na verdade, quando alguém “recebe a formação” desta vida terrena para o meu mundo, nós chamamos a isso graduação, refinamento, em vez de ascensão, mas representa uma forma de ascenderem. Mas a ascensão não significa preparo para a morte no sentido de acção de grupo, por que estejam neste compartimento e de súbito desapareçam todos para sempre. 


(NT: Alusão aos casos paradigmáticos de certos cultos que ocorreram nesses mesmos termos, como o Heaven’s gate, de Marshall Applewhite, que conduziu os seus seguidores à libertação pelo suicídio)


A ascensão do futuro constitui a vinda da consciência superior, o que significa trazer até vós o mesmo nível de consciência que moveu o mundo, mas claro que isso implica camada sobre camada até alcançarem um estado em que se sintam em absoluto como uma pessoa dotada de clareza. Agora, o que é interessante, é que todos vós o fazeis de uma forma diferente, ou seja, qualquer um pode sentar-se e fazer uma contagem até determinado número e desaparecer nesse estado sublime, mas irão criá-lo de acordo com o que são agora até onde quer que tenham que o conduzir.


Vocês falam bastante no vosso mundo acerca da segunda vinda de Cristo, mas eu quero garantir-lhes que a segunda vinda de Cristo significa luz – o termo Cristo significa luz, ou a capacidade de ver – de modo que, quando individualmente se começa a gozar da capacidade de ver, através da elevação das próprias energias, é-se declarado crístico ou purificado pela luz. Então, encontrar-se-ão nessa energia absolutamente pura.


Ora bem, vocês já tiveram ocasião de provar pedaços dessa energia, por vezes, em estado de meditação, ou, conforme é mais frequente, durante uma visão de cortar a respiração, em que estão a contemplar uma cena natural que se apresenta de uma forma absolutamente esplêndida. No momento em que se libertam por completo numa contemplação, numa visão dessas, acham-se num estado de luz suspensa. De certa forma experimentam isso ao saírem do estado do sono, assim como antes de mergulharem no sono. O sono é o alvo mas ainda não o atingiram, mas justamente quando começam a mergulhar nele, apresenta-se-lhes aquele estado límbico em que se encontram suspensos em energia, e isso constitui igualmente uma pequena amostra desse movimento e crescimento pela consciência.


Ora bem, já estão cientes de que a vossa mente os controla. O livre-arbítrio de que gozam orienta-lhes a mente e por sua vez a vossa mente ajuda-os a manifestar na vossa vida. Com respeito à ascensão, precisam trabalhar em prole dessa crença de que o conseguem e de poderem tornar-se nesse ser de luz. É experimentar o ser de luz antes de se encontrarem fora do corpo físico, antes de mais. Esse é o primeiro passo. A partir daí ver-se-ão literalmente capazes de se transformar no corpo de luz e de funcionar e de agir para além do corpo físico. Alguns experimentam isso um pouco ao passarem por aquilo a que chamam de viagem astral, em que o fazem mentalmente ou de corpo inteiro enquanto se acham ainda “ligados” ao corpo físico, e em que a outra parte do seu ser se acha em “missão” ou a viajar. Isso é uma acção executada a partir da perspectiva mental, mas constitui uma forma de ascensão, constitui uma forma de se permitirem separar-se de si mesmos e de interagirem no universo e em outros espaços nessa forma.


Portanto, aquilo com que estamos aqui literalmente a lidar é a transformação de vós próprios até que se tornem numa forma de energia mais elevada em que não mais se sentem sólidos. O que não quer dizer que venham a perder o vosso veículo físico, porque ele vai estar presente para os alojar sempre que precisem, mas à medida que forem sondando o terreno, avançarão passo a passo, para fora de vós – não por meio de truques de salão, por assim dizer, mas através da percepção de que vós, o vosso ser verdadeiro, a parte mais importante de vós vibra em função da clareza que não carece da densidade. E começarão a avançar. Na essência assemelha-se muito ao morrer – o que é suficiente para os deixar a todos apavorados, não é? (Riso) Quando procedem á transição, é exactamente isso que fazem. Saem do físico, e essa vibração mais elevada condu-los ao lar. Por conseguinte, é uma oportunidade de se erguerem acima de vós próprios e de ver o mundo pelos olhos dessa condição, e de funcionarem a partir da consciência que envolve.


Alguma pergunta acerca daquilo que até agora estivemos a expor?

Bom, para se prepararem para uma experiência de ascensão, precisam abandonar o ego, o que significa desistir de um monte de coisas. Estão recordados desta manhã termos falado resumidamente acerca do julgamento e do abandono do julgamento. Isso leva-os à condição do contentamento do ser, independentemente de quem sejam, do que sejam, deixam de se julgar a si mesmos ou aos outros. Põem de parte a opinião que tenham de vós próprios e passam a funcionar com base na autorrealização que diz: “Está tudo bem.” Bom, trabalhar no sentido da ascensão não significa que venham a modificar a vida do dia-adia no sentido de subitamente tudo passar a não correr mal. Mas a forma como funcionam nisso sofrerá uma mudança: O que sentem relativamente a isso, a forma como interagem, etc., estritamente com base no facto de conseguirem dar início a essa energia elevada sem carregarem o resíduo do facto, nas energias físicas mais baixas. De modo que irá auxiliá-los por essa via, antes mesmo de atingirem o estado de pureza. Um passo transmitir-lhes-á muito, por assim dizer.


Ao começarem a abandonar os ditames oriundos da personalidade do ego – não quer dizer que a personalidade do ego seja má, porque não iriam a parte nenhuma sem ele e constitui uma coisa que os impele e os leva a querer melhorar, etc. – mas têm que o abandonar no que respeita à forma como encaram o mundo. Por outras palavras, reconhecem a existência de centenas de verdades em vez uma só. Reconhecem que a riqueza não diz respeito unicamente ao dinheiro. Vocês são ricos; possuem dentro de vós o poder de se elevarem, o poder de controlar a vossa vida examinando-a de um modo diferente. E que é que ascender quer dizer? Porque se olharem a vossa vida de forma estrita conforme estão a olhar agora, a primeira coisa que verão será a multiplicidade de razões por que não poderão fazer determinada coisa. Verão a razão por que, se não conseguirem fazer algo queiram, alguma cosia lhes esteja a se tirada. A abordagem constante do ponto de vista da necessidade de algo para além de vós próprios. 

Quando se movem na energia da ascensão sentem-se contentes por existir e por deixarem que o mundo seja como é ao vosso redor. Aquela mesma necessidade por alcançar e por manter não se acha presente, mas gera-se uma liberdade na passagem para essa frequência de vibração da ascensão, por subitamente perceberem que todo o modelo do mundo é perfeito e que não constitui ameaça alguma para vós, nem é caso de certo ou de errado, mas de um caso de movimento e de tomada de decisão e mais não sei mais o quê, mas nesse estado não diz respeito a vós; estão a contemplá-lo de uma situação ou posição diferente. Por conseguinte quero que pensem por um instante em algo que verdadeiramente gostem de fazer na vida. Por exemplo: “Eu detesto abrir mão disto.”

Muito bem, que será que não quererão abandonar ou ceder, ainda que por momentos? O objectivo está no seguinte: Que é que sucede quando dizem não conseguir mais ter isso? Qual será a primeira reacção que sentem no vosso íntimo?

Comentários diversos

Desejam-no mais, têm sensação de perda, sentem-se assustados… O objectivo aqui consta de terem em mente que ao abrirem mão de uma situação, isso abre-lhes uma outra, segundo a Lei da Deslocação.

(NT: Curiosamente esta passagem suscita-nos a lei que Arquimedes relativa ao comportamento dos fluídos.)

Como quando dizem não poder sacrificar algo, e fazem um enorme drama como se os levasse a sentir-se melhor, não é? O objectivo está em que sempre encararam esse desprendimento como uma perda; sempre viram a desistência sob todas as formas como uma privação, ou de verem algo que seja vosso por direito a ser-lhes tirado. Mas suponham que esse abrir mão lhes traga lhes tenha dado algo mais. precisam saber que alturas há em que apenas coisas materiais não bastam e que ao porem de lado a opinião que têm de vós próprios e as vossas próprias opiniões, vocês entram numa nova condição, ou seja: "Isto foi o meu oásis, este foi o meu melhor lugar, e agora tenho que abrir mão dele. Que devo fazer?" Tanto o podem tornar num pesadelo como numa forma de aceitação que diz: "Se eu me desprender disto, isso irá abrir-me uma outra porta que possa passar a ter, e de uma forma mais plena até." Assim, aquilo que lhes vou pedir a seguir é, se tiverem que desistir daquilo que tiverem pensado, o que será que o poderia substituir? Quero que se interroguem sinceramente, antes mesmo disso, da razão porque sejam levados a pensar que isso represente o fim da vossa vida, porque pensarão que isso venha a ser tão difícil para vós. Interroguem-se simplesmente por um instante, do porquê desse abrir mão dever representar algo intransponível, por assim dizer. Quando verificarem isso por essa perspectiva ficarão admirados com o que começará a suceder na energia disso. Faça, isso por um instante; interroguem-se porquê, que terá de tão horrível desistir disso?

Comentário: O que descubro é que ameaça a minha própria identidade (...)


Muito bem, isso  é algo de que gostam mesmo, desistir de ser baterista. Ser baterista será a única coisa que queres? Claro que não. Assim, o que farias seria pegar nessa mesma vida singular no ferro e levá-la a outra coisa qualquer -- o que poderia representar a essência do ferro, em que a bateria nem precisasse sequer de ter uma base material para ser tocada. Portanto, precisam dispor-se a dizer: "Terei desistido de mim próprio a este ponto de deixar de existir, caso isso me seja tirado? Passarei a ser ninguém?"Depois podem ver onde podem tornar-se dependentes em relação a algo em relação ao que não precisam ser dependentes.


O que gostaria de lhes perguntar a seguir é se isso suceder, e virem a razão porque seja tão horrível, que é que farão opara rectificar essa sensação. Reparem que não referi o que é que fariam para obter de volta essa coisa. Eu disse, que é que fariam para rectificar essa sensação. Pensem nisso só por um instante. Sentiram alguma coisa? Então deixem que lhes pergunte o seguinte: Alguma coisa do que quer que tenham pensado representara abrir um outro buraco? Representará "pôr um dedo na ferida," ou será algo que possa florescer? Se for algo que possa dar frutos, então será óptimo. Por outras palavras: "Tenho que deixar de pintar por estar a começar a escrever..." Óptimo, mas precisarão dizer, "Escrever o quê? De que é que vai servir?" Esse tipo de coisa. Levem isso além da mera mensagem do "pôr o dedo na ferida."

A ARTE DO SER

Quando trabalham isto por uma primeira vez parecerá que seja um pouco difícil, por parecer que precisem pensar nisso, etc. Mas poderão pegar em qualquer coisa com que se sintam ameaçados, no sentido da perda. Sabem por que razão muita gente não consegue perder peso? Porque "perder" sugere perda! E ninguém está disposto a perder. No seu íntimo, a noção de perda de peso significa que algo me esteja a ser tirado. Já quando em vez disso concedem permissão para que o corpo o aceite, pela libertação de peso, a mesma conotação não se acha presente. Por conseguinte, precisam atender à pequenas nuances ao trabalharem com isto. Quando fazem isso, a título de exercício, e estão continuamente a olhar para trás e examinam as coisas e veem a identidade que lhes deram na vossa vida, ainda existirão como vós próprios? Por a ascensão ter início na ARTE DO SER. E a arte do ser tem que ver com o princípio divino e não com coisas, egos nem personalidades, tem que ver com o ser.

Por um instante, este é um espaço diverso; há diversas eras, há diversas energias, diversas profissões, diversos egos e personalidades. E eu quero que encham o espaço com a diversidade de coisas que contém. Há muita gente diferente, algumas das quais não conhecem, esperem um instante para sentir isso. Não é grave. Todos vós vos encontrais aqui com um determinado propósito, esperamos nós, mas vocês desistiram de tirar proveito de um belo dia de sol. Isso poderá levá-los a sentir que talvez tenham feito a escolha errada (riso). Creio que o "instrumento terá dito que se não tivesse a aula bem que poderia ter optado por isso. (Riso) Percebem? O objectivo aqui assenta em começarem a ver as diferenças e perceber que a todo o instante durante a vossa vida estão a abrir mão de alguma coisa. Quanto tomam uma decisão desistem de alguma coisa, ou não teriam que escolher.

Quero que deem as mãos, e quem se encontrar lá atrás, coloquem as mãos nos ombros de quem se encontrar na vossa frente. Agora quero que sintam a energia desta sala uma vez mais. Está um pouco diferente, não? Encontram-se neste instante no estado do ser, sem a projecção da personalidade do ego. Sentem a coesão e a unidade, a beleza? Não conhecem metade dos que aqui se encontram, não sabem que interacção venham a ter na vossa vida, não sabem se virá a ser uma ascendente ou uma descendente, mas quando cessarem a personalidade do ego com os temores que se lhes intromete no caminho, e se tornam na arte do ser, toda a coisa se altera. Quero que fechem os olhos por um instante e que sintam de novo a arte do ser. Nada é esperado da vossa parte, nada têm a projectar, nada a fazer excepto SER. Na arte do ser não há ameaça alguma, nenhum ónus pesado a carregar, apenas existem.

Isso é o que estão buscando, numa primeira etapa. Zero ameaças, zero espectativas, apenas ser a coisa magnífica que são. Quero que conduzam essa sensação ao vosso íntimo e a preservem. Agora inspirem fundo, e ao fazê-lo emitam um voto de bem-querer, "Eu desejo o melhor para quantos estejam em contacto comigo." Essa não será uma sensação esplêndida? Porque assim como dão e partilham e emitem esse desejo de bem-querer, também ele vem ao vosso encontro, ao mesmo tempo, e vocês percebem movimento, na arte do ser. E agora estendam um agradecimento a vós próprios e a todos quantos se encontram na sala, pela sensação que tiveram, só pelo prazer do agradecimento e não porque devam qualquer ónus. E agora podem baixar as mãos. Agora deitarem for a sensação de perda. (Riso) Para onde terá essa energia ido, há um instante atrás?

Ela acha-se em vós; parte é assumida com base na tomada de decisão, parte é assumida com os julgamentos que emitem, com os receios e as dúvidas e as preocupações quanto à possibilidade de não deixarem muito de que tratar. por isso, a primeira coisa que fazem é limpar a casa.


(Continua)


Transcrito e traduzido por A. António

Copyright © 2003 Saul Srour

Authors: Rev. June K. Burke and the Seraph Julian

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