segunda-feira, 7 de setembro de 2015

O CAMINHO DA ASCENSÃO





John


Por nascimento optaram por vir até ao plano terreno a fim de aprenderem acerca da vossa própria natureza celestial. A magnificência da vossa natureza está no facto de não serem simplesmente uma entidade nascida do material que se tenha tornado consciente de si mesma enquanto entidade física, mas antes no facto de constituírem uma energia espiritual, energia essa que constitui o grandioso mistério de todas as coisas. Lembrem-se, o espírito é a luz, a mente é quem cria, e o físico constitui o resultado.


Amem o Senho Deus de todo o vosso coração, mente, forças e alma, e o vosso vizinho como a vós próprios. Sereis o guardião (responsável) do vosso irmão? Sereis o fiel depositário da vossa irmã? De facto isso é o cultivais quando entrais no plano terreno. Essa é a lei da correcta comunhão.


Até onde deverão chegar a partir disso? Para mais perto de Deus. Mas, de que maneira? Instruindo os demais e derramando as vossas experiências neles. Porquanto tal conforme cada filho e filha de Deus e do homem se eleva, todos os outros serão atraídos para ele ou ela. Vocês elevam os outros ao se tornarem mestres em cada acto, cada obra, e cada palavra. Um mestre não representa um sistema de informação organizado – em vez disso, mestre é aquele que busca inspirar. 


Os passos que poderão seguir incluem uma dieta correcta, uma ocupação correcta, um serviço correcto, uma expressão correcta, oração correcta, e o pilar de tudo isso está na meditação. Recorram aos talentos que lhes foram atribuídos à vossa medida. Selecionem aqueles que os beneficiem e que adorem exercer; assim, poderão amar outros servindo-os. A expressão correcta faculta-lhes as chaves da comunicação com outros. Monitorizem as palavras que empregam cuidadosamente, e em última análise expressarão o espírito. Pratiquem a meditação que consta do acalmar do corpo físico na presença de Deus, de modo que a vossa natureza seja pura. A oração correcta consiste no diálogo que estabelecem com o mais elevado. Estes são passos que poderão seguir. Mas acima de tudo o mais, amem-se uns aos outros.


Escolham um caminho que contenha âmago, algo que adorem fazer. E escolham sempre o caminho do meio, nem um ascetismo extremado nem uma indulgência extremada, e o caminho actualizar-se-á por si só. Se aperfeiçoarem os talentos que possuem por aquilo que adorarem fazer, então terão a mais elevada inspiração no sentido de dar seguimento a esse caminho, e desse modo aproveitarão todos os vossos recursos.


Existe unicamente um propósito de vida, que é a descoberta da vossa união com Deus. Com respeito ao serviço que têm a fazer na vida, a personalidade constitui um instrumento; é o vocabulário por intermédio do qual comunicam com outros seres neste plano. Aspectos dessa personalidade, ou vocabulário, poderão ser organizados para comunicarem ou articularem os vossos talentos e outros utensílios singulares. Tais talentos, baseados em experiências de vidas passadas, poderão de seguida ser organizados num serviço particular à sociedade, ou à comunidade espiritual como um todo. Isso tornar-se-á no trabalho ou serviço da vossa vida – alguns poderão mesmo dizer que seja o propósito de vida.


A meditação constitui o instrumento para acederem apropriadamente e estabelecerem as vossas prioridades e por intermédio do que espiritualizam os talentos que possuem e os alinham pelo verdadeiro propósito de encontrarem a vossa união com Deus. A meditação poderá mesmo conduzir a vós os eventos e as alterações da personalidade necessários para atingirem o serviço da vossa vida. Mas, uma vez mais, assenta somente na recordação, o processo da memória.

Cada um de vós possui um modelo do padrão da vossa vida. Diríamos que a mente é o construtor e o vosso espirito constitui o modelo que dá origem à ilusão de uma predestinação categórica. Vós escolheis a qualidade da estrutura. Podem edificar sobre a rocha ou sobre a areia. O modelo consta da edificação de um templo vivo. Se Deus habitar esse templo, a estrutura achar-se-á completa. Conquanto uma peça possa ser montada com base no diálogo, estrutura e tempo, não poderão moldar as palavras com a paixão que sintam e criar todo um sentido novo? Assim, embora subsista a ilusão de uma estrutura fixa no tempo e no espaço, também por sua vez a vossa mente constitui o construtor.


Cada um de vós é um portal através do qual a luz chega. Cada um de vós representa uma faceta do prisma. O prisma volta-se e dele passa a afluir diversos pontos de luz que iluminam o plano e o elevam ao mais elevado propósito e à mais grandiosa existência.

Quando percebem a vida exclusivamente através dos vossos cinco sentidos, acham-se verdadeiramente limitados. Mas quando permitem que a vossa mente se expanda até às vidas passadas e aos potenciais do futuro, vocês saem transformados, e a realidade, no sentido, no sentido desses cinco sentidos, desmorona. Isso não quer dizer morrer mas transformar-se numa nova realidade, numa nova sociedade, numa nova ordem social, numa nova fraternidade, irmandade, humanidade.


Assim, para expressarem plenamente a vossa humanidade, precisam ir além dos vossos cinco sentidos. Anteriormente pensavam constituir mente e corpo dotado de um espírito além do vosso encalce. Depois, com a descoberta da mente subconsciente, não saiu a vossa sociedade transformada? Não levam agora em conta uma medida mais completa do ser humano nos vossos assuntos sociais? Quanto mais não será a vossa sociedade remodelada e transformada quando, individual e colectivamente, se aceitarem como espíritos. Uma recolha de matéria comprovativa eventualmente ditará uma nova compreensão da vossa realidade. Tal como a ciência aproveitou novas ideias, também por sua vez a mente e o espírito aproveitarão novas intuições. Permitam que Deus lhes acelere o intelecto e obterão um novo coração e uma nova mente, e o mundo conforme o terão conhecido, o mundo do pesar e da tensão, passará e penetrarão numa fraternidade de mil anos. Como? Sendo mente, corpo e espírito, que é a vossa verdadeira natureza. Vocês são um com Deus, o qual é amor.


Mas acima de tudo, os diálogos a que dão continuidade com o canal que fala, ou com qualquer outro espírito encarnado, só têm valor se se amarem mutuamente. Os vossos sonhos, as vossas meditações – isso representa o vosso recordar. Lembrem-se simplesmente. Esse é o único processo que devem empreender. Meditem, inspirem, relaxem, e expandam as dimensões mentais. Por a mente possuir apenas um dom – recordar. E quando fundem a mente, o corpo e o espírito, recordam o divino, do qual vieram e ao qual retornam.


Busquem os princípios que curem. Busquem os princípios que produzam o divino. Então, por sua vez essas formas de serviço estender-se-ão a todos os vossos princípios e a todas as vossas acções. Acima de tudo o mais, permitam que Deus lhes acelere o intelecto por essas vias, e então passarão a ver com o vosso olho interior.


Mesmo aquelas coisas que lhes sucedem e lhes provocam aflição destinam-se mais a fortalecê-los. Aquelas coisas que lhes trazem paz não são outra coisa que um reforço positivo desse estado. Porque na verdade não existe coisa tal como teste ou fracasso, não existe coisa tal coo vitória ou derrota. Existe somente a Qualidade do Ser que tem lugar dentro, o estado de ser humano. E ao serem humanos, são compostos por corpo, mente e espírito. Esse é instrumento crítico da paz – a fusão de mente, corpo e espírito, seguida da manifestação da consciência de Cristo interior.


Se virem as sombras escurecerem, saibam que se deverá ao facto da lamparina e o azeite da vida e a fé estarem com o pavio curto no vosso íntimo. Mas se forem bem supridos de azeite, a chama arderá ainda mais brilhante, e iluminará e atrairá aqueles que buscarem a luz. Não se escondam por entre as sombras do vosso próprio temor, mas mantenham o vosso olho uno, que eventualmente todas as almas regressarão ao lar.


Vertam de vós, deixem-se preencher mais pelo vosso verdadeiro Eu. O único pecado que existe é o egoísmo, perpetuação em função de si próprio.   Despejem isso fora; então, tudo quanto faltar fazer será o que pertence a Deus, à inspiração divina. Como conseguir isso? Através do serviço pelos outros. Isso não significa a supressão do Eu, mas a força activa e dinâmica do verdadeiro Eu.


Contudo fiquem igualmente sabendo que o servo é digno do soldo que lhe cabe; por isso, também receberão pelo serviço que prestarem. E como o servente escolhe o mestre que deseja servir, também vocês se podem derramar em serviço para então serem repletos com as águas da fonte que jamais seca, o manancial que brota de dentro e os reabastece. Se beberem dessa fonte, jamais virão a passar sede de novo mas receberiam um novo coração e uma nova mente e uma nova maneira de ver as coisas. Assim, derramem de vós através do serviço e depois fundam mente, corpo e espírito em Deus. A oração e a meditação proporcionam-lhes as oportunidades de chegar a essas revelações íntimas.


A fusão de mente, corpo e espírito em serviço a Deus revela o aspecto de vós que é único, em que cada um de vós é filho da luz e deve assemelhar-se à luz a fim de iluminar o caminho que conduz à verdade.


Mas quão triste é o facto de alguns confundirem o caminho com a própria verdade, porquanto ampla é a via que conduz à discórdia, ao desgosto e à acusação, mas estreita é a via que conduz à verdade e à iluminação. Endireitai os caminhos do Senhor e a vossa natureza será moldada, e sereis endireitados qual bastão, de modo que não dominem tanto os outros, mas os conduzam à harmonia. Por o bastão ser aquilo que orienta e direcciona e os tocar delicadamente num ombro ou no outro. Não é o bastão do conquistador mas o bastão do pastor que cuida e orienta o rebanho e que extrai o próprio sustento de vida da actividade que empreende. Também o mesmo se dá convosco, de modo que irem em frente com equilíbrio e munidos do bastão da verdade, atraiam outros a vós de forma que também se tornem que nem crianças, simples em todas as coisas, contudo, prudentes que nem serpentes.


Isso não alberga qualquer tolice, nem mesmo nada de utópico, por essas coisas não resultarem das filosofias; resultam do facto de serem filhos da luz, filhos de Deus. Assim, busquem primeiro o reino, que então todas as coisas lhes serão acrescentadas. Pois que o termo “reino” significa a “ ordem natural das coisas,” e isso brota de dentro de vós e deve permanecer no templo vivo que é o corpo físico.


A vida neste sistema solar está destinada a servir de “olhos” ao universo, a explorá-lo e a compreender a sua natureza, de modo a que venham a compreender a vida para além dos limites e regiões inerentes à sua forma bioquímica. Por a vida estar vinculado não só às energias que rodeiam o corpo físico, como também às forças etéricas, e estende-se mesmo às próprias estrelas. O futuro da vida neste planeta está no facto de eventualmente virem a tornar-se seres de luz e virem a ter cada vez menos necessidade de um corpo físico. Mais, tornar-se-ão seres etéricos. Não é tanto que venham a desenredar-se do corpo físico e esse modo se venham a purificar e a retornar ao estado angélico, mas mais que venham a extrair-se ao corpo físico bioquímico necessário à manutenção da percepção que têm da vida e se venham a tornar cada vez mais seres de energia e de luz ao nível da percepção.


Pois o próprio universo possui um padrão de desabrochar natural e de sintonia com aquelas forças que constituem a mente de Deus, embora Deus seja igualmente que se acha num estado de existência. Assim, por sua vez, tal como vocês possuem um corpo físico, também por sua vez o universo constitui o corpo de Deus. Cada um de vós deve trazer à luz equilíbrio em si mesmo em sintonia com essas forças, de modo que se tornem num profeta por direito próprio. Pois esse representa o nível visionário.


O propósito da criação física consiste em alinhá-los pela força superior, que é Deus. Nessa medida deveriam definir-se através dos sete níveis da consciência a fim de se tornarem naquilo que verdadeiramente são – filhos e filhas de Deus. Isso é realizado pela fusão de mente, corpo e espírito até por fim manifestarem a natureza de Deus no plano material conforme lhes for revelado através do Deus Pai e Mãe, o que os tornará uma alma viva. Por virem a obter vida das revelações que usarem uns com os outros.


Tenham em mente os vossos ideais mais elevados, as vossas intenções mais elevadas. Optem por ascender àquele nível de consciência que sintam ser o vosso mais elevado. Activem isso por intermédio das vossas orações para com a única e verdadeira energia, que é Deus, e nada mais terão a fazer.



Tom McPherson


Se sentirem estar no limiar de uma nova relevação e estar a bater à porta sem que ninguém atenda, sentem-se e desfrutem de um descanso antes que os vossos hospedeiro entre. Descontraiam um pouco da viagem de mil milhas que levaram a chegar aí. Meditem simplesmente. Quando por fim o vosso hospedeiro os convidar para a nova revelação, desfrutarão dela muito mais se não se encontrarem cansados da viagem.


Dêem uma olhada ao vosso redor. Descobrirão que outros se acham sentados à mesma porta. Falem com eles acerca das maravilhosas aventuras por que passaram para chegar aí. E antes que dêem por isso, o tempo passará. Em breve o vosso hospedeiro estará aí e deixá-los-á entrar. Por outras palavras, partilhem da vossa experiência com os outros que se encontram sentados à mesma porta convosco, e a sensação de peso desaparecerá.


Atun-Re


Quando reconhecem ser uma alma, serão plenamente fortalecidos de modo a transformar os outros. A autoridade para os transformar brota da vossa própria experiência, da vossa própria alma, através do exemplo pessoal. Ha! Por vezes a mais brilhante das revelações é também a mais aborrecida. Mas é através do exemplo pessoal que se transformam uns aos outros. O humor transforma-os. O simples facto de se reunirem em círculo transforma-os, por se acharem no interior dele, tal como a força da vossa alma, a presença de Deus, se encontra dentro de vós. Vós tornais este num local de aprendizagem. Tornam-no num templo. Jamais deveriam ignorar essa autoridade, porque quando o fazem, ignoram a Deus.


Não se deveriam esgotar, meus filhos, ou derramar-se como água nas areias do deserto, para aí evaporar e não chegar a prestar para nada. Não, meus filhos, não se deixem esgotar. Dai livremente, mas sejam verdadeiros com o vosso próprio desenvolvimento, também. E possa tal desenvolvimento residir para sempre no vosso coração.


Além disso, filhos, saibam que existem profundos significados por entre os mistérios da Pirâmide. Precisam chegar a conhecer o verdadeiro sentido das pirâmides. Precisam saber qual o verdadeiro sentido de vós próprios. A Pirâmide constitui um livro em pedra – não é um túmulo que tenha pertencido a algum faraó há muito tempo falecido. É um mistério interior. E os vossos corpos físicos tampouco constituem túmulos que eventualmente definhem, mas são templos vivos. São mistérios vivos, meus filhos. Precisam vir a essas revelações vivas, precisam vivê-las. Mas acima de tudo, precisam tornar-se nelas, por vocês serem tal mistério.


A cada um de vós é dado um talento. Os vossos talentos assemelham-se a palavras E como as vossas palavras vivas chegam a reunir-se, vocês escrevem um livro, tornam-se num drama, numa cena. E isso torna-se parte da comunidade de que brotam novas histórias que contribuem para a consciência colectiva. Cada um de vós cresce ao recorrerem uns aos outros, ao permitirem que os talentos uns dos outros sejam expressados com maior facilidade.


São portadores de uma nova ideia que levarão a outros a fim de os inspirar, de os infectar. De facto um portador de uma doença só precisa espirrar que passará de imediato a gozar de uma maior companhia na infelicidade de que padece. Mas o mesmo se aplica àquilo que encontram de bom ao vosso redor. Quer dizer, se creditam à infelicidade o facto de a disseminarem tão facilmente, porque não o creditam do mesmo modo à alegria que sentem dentro de vós? Levem os outros simplesmente a inalar o sopro inspirador, pois que se um espirro se der de forma aleatória, quanto mais eficazes não serão as palavras bem trabalhadas e formuladas pela vossa mente e pronunciadas com a língua, a inflamar os outros? 


As pessoa riem e dizem: “Ah ah, as ideias utópicas que tu tens são tão velhas quanto o tempo, contudo onde param elas? Espalhadas como sementes aos ventos.” Vocês poderão sorrir e dizer: “Admites que os ideais que tenho sejam mais velhos que o tempo, de modo que sobrevivem a qualquer civilização que possas citar. Mas é verdade, talvez se assemelhem a sementes deitadas aos ventos, mas quando encontrarem solo fértil, quão bela não é a flor que fazem brotar, quão bela essência. Mas mesmo que a sua estadia sob o sol seja breve, e apenas um olho lhe testemunhe a beleza, e possam murchar rapidamente antes que o Inverno chegue, ainda assim espalhará as suas sementes ao vento por gerações, muito depois do vosso conceito de civilização ter murchado. Pois que por tua própria confissão, os conceitos que tenho de utopia e de comunidade são mais velhos do que o próprio tempo. E os ventos em que as minhas ideias são espalhadas são os ventos do espírito, e as sementes são os ideais das maiores mentes que iluminarem cada geração. E mesmo apesar de cada semente ter a sua própria estação, também por sua vez terá o filósofo dito que não existe nada mais poderoso do que uma ideia cuja estação tiver chegado. Abre os olhos meu amigo, para que as possas ver, para que a tua alegria não seja rompida com o Inverno do descontentamento.”


Tradução: A. António

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