sábado, 26 de setembro de 2015

ASPECTOS DA LENDA DO REI ARTUR




O ARQUÉTIPO DO FEMININO DA LENDA



(Excerto)



Sim, podem fazer a experiência da unidade e do legado daquele legado do amor. E existe uma corrente, e decerto, se tocarem essa corrente e permitirem que essa corrente os toque poderá mudá-los, e talvez isso fosse suficiente, talvez esse propósito pudesse bastar, de tempos a tempos tocar essa corrente e permitir que ela os toque. Mas para utilizarem essa corrente mais plenamente, para permitirem que essa corrente se torne parte da vossa magia e se torne parte dos vossos instrumentos de artífice enquanto magos, há uma variedade de coisas que podem fazer, mas não os queremos sobrecarregar com muitos métodos de abordagem, por ser certo que ao longo do percurso poderem descobrir as vossas expressões únicas, não só de tocarem e de serem tocados por ela mas de utilizarem essa mesma corrente, porque, quando conseguirem fazê-lo, quando conseguirem utilizar essa corrente, ela poderá tornar-se no saber inerente aos mapas que criam e aos sonhos que sonham e que tecem, pode tornar-se no mistério nas visões que elaboram e nas realidades que criam. Pode tornar-se na luz e na substância, na primeira luz e inspiração, na primeira luz e esperança que os poderá guiar e acompanhar por todo o percurso para o lar.



Assim, como trabalhar com isso, como utilizá-la? Antes de mais, no âmbito alargado da coisa, passa por envolverem o arquétipo do cavaleiro e da dama em vós com a operação da vossa magia, com o viver da vossa vida, com a lida da vossa realidade, envolvê-los nas actividades que empreendem -- não em tudo quanto fazem, não em toda a magia que operam nem em toda a meditação, nem em toda a programação mágica que operam -- não. Envolvê-los, deixar que se tornem numa parte viva disso, porque por intermédio do cavaleiro (NT: Alusão directa ao mito do Rei Artur e dos Cavaleiros da Távola Redonda) poderão despertar o cavalheirismo em vós. E por intermédio da dama poderão despertar a magia.



Conforme dissemos anteriormente, as Damas da Távola, serviam, à sua maneira, de irmãs do Caldeirão que a Távola constituía, irmãs desse caldeirão de magia que no seu todo representava o Cavalheirismo. O Cavaleiro representa a energia masculina; a acção e a vontade dinâmicas e demonstrativas dotadas de significado e de compreensão são capazes de criar o Reino, criar o Caldeirão, a magia, ao despertar esse cavalheirismo. Mas é a energia feminina, que representa a energia do sentimento e da imaginação, da concepção e do percebimento, que o consegue manter vivo, activo. E era essa função que as damas da Távola serviam, na lenda, aquela função que a Dama em vós pode despertar. Conforme dissemos, as energias do deslumbramento, as energias da musa, as energias dos antigos, que constituem energias -- não do passado, mas do futuro. Isso pode resultar um tanto confuso, por tudo quanto for antigo apelar a coisa velha, ter existido há imenso tempo atrás, e ter vivido milhares de anos, pelo que a tendência natural será a de pensarem: "Ah, os antigos, eles irão revelar o passado." Eles irão revelar o futuro! Eles propõem os seus dons. Os dons dos antigos constam do êxito material; ora bem, isso será coisa do passado? Será o que tentam criar? Será o que querem? "Quando eu era catraio era bom a obter êxito." Caramba, é essa a magia que querem operar? Pensamos que não. Não irá resultar muito satisfatório soletrarem na perfeição o "ABC" aos quarente, cinquenta ou sessenta anos de idade... (Riso)



Não é o passado mas o futuro! Sucesso material. "Bem, eu não quero esse sucesso somente no futuro, gostaria de o obter agora..." com certeza, só que para o obterem já ele precisará situar-se nesse futuro. Não no passado! Esse "Eu fui bem-sucedido," pode ser válido, pode produzir uma ressonância, pode elevar a ressonância, pode motivar e estimular isso, mas nada que se pareça com o futuro. Saber que foram presidentes da classe sénior durante o liceu não irá fazer muita coisa relativamente à obtenção da promoção que almejam no trabalho. Mas ter um futuro em que tenham isso a seu cargo, isso já poderá ser... E assim, isso constitui um dom dos antigos em prole do futuro, o sucesso material, o êxito externo, a magia, a esperança - isso são qualidades do futuro; a manifestação do poder, o bem-estar, o poder inerente à pertença, o triunfo, um destino dotado de poderes, protecção da linhagem. As linhagens residem no passado, no pós-moda, mas a sua protecção tem lugar no futuro. As dádivas dos antigos representam dádivas futuras que vêm ao encontro do presente, e a Dama da Távola, mantém isso vivo, mantém-no ao dispor. Mantém o fascínio, a musa disponível, mantém o fogo a rodar, no presente, pelo que a dama em vós é capaz de manter a magia viva; tal como o faz essa energia feminina, que não pode ser posta fora, que não pode ser destruída conforme há séculos tem sido.



Se pensarem bem, a Deusa sempre existiu. Durante milhares e milhares de anos uma boa parte da energia masculina distorcida devotou-se à Sua destruição. Essa energia masculina distorcida foi capaz de destruir civilizações inteiras, foi capaz de aniquilar culturas inteiras, foi capaz de destruir a luz e de transformar um mundo na Idade das Trevas, e durante milhares de anos foi capaz de obliterar qualquer evidências da Deusa e destruir, e se certificar de construir nesses locais símbolos fálicos da energia masculina, não foi? Igrejas, templos dotados de enormes pináculos erectos, não? "Livrem-se dos templos da Deusa, e mandem erigir sobre eles o homem!" Ao longo de quantos milhares de anos? Não conseguem destruí-la, a essa energia feminina, essa energia da Deusa.



E torna-se espantoso como certas religiões instam com respeito à defesa e protecção o seu deus... O Harry Potter... "Deus do céu, esse livro precisa ser banido, por falar de magia!" (Riso) Bem, os Muggles são perturbadores, com certeza que sim. (Riso) "Proíbam esse livro. As crianças precisam aprender acerca de Deus, da minha religião!" O deus Católico, o deus Judaico, o deus Protestante, o deus do Médio Oriente, o deus do Extremo Oriente. E se lhes derem a opção de aprender acerca do Harry Potter ou sobre deus, irão escolher o Harry Potter. (Riso) Assim, quão poderoso pensam que o vosso deus seja, quando este garoto, que usa uns óculos grandes e ar desmazelado...? Tudo bem que ele voa num cabo de vassoura como alguma vez terão visto voar, mas seja como for... (Riso)



Milhares de anos de protecção dessa divindade masculina, e eles sentiram urgência em o proteger fortemente como nunca, milhares de anos a deixar a Deusa a flamejar ao vento - onde Ela ainda está. Num cenário desses, comummente potente, e à semelhança da magia, é a energia feminina, independente do sexo que tenham, que a mantém viva. E é essa Dama que a poderá manter viva; o Cavaleiro em vós poderá conduzi-los ao cavalheirismo, à Távola, à Magia, mas a Dama em vós poderá manter isso vivo em vós, pode recordar-lhes aquilo que possuem em vós, que lhes pode trazer o cavalheirismo, e quem pode manter o que em vós é capaz de manter a magia viva independentemente do sexo que os caracteriza. Envolvam-nos, deixem que os auxilie; falem com eles. Envolvam-nos: "Eu estou a trabalhar neste projecto criativo, nesta realidade, ou mudanças da realidade que se encontra actualmente em vigor. Eu podia fazê-lo por mim próprio; eu podia entrar em sintonia com o meu Eu Superior, e é provável que o faça, mas também posso juntar a Dama e o Cavaleiro, e ao fazê-lo, activar em mim também a corrente."



Envolvam o Artur nos vossos sonhos. O Artur não é um mago; é mágico mas não é mago. Contudo é um sonhador. E nesse sonho do Artur, sonhem criar e manifestar sonhos. Envolvam-no nos vossos sonhos. Numa das meditações que fazem encontrem-se com o Artur. Tarde da noite, quando se encontrarem sós, entrem no enorme salão e sentem-se junto, não na qualidade de cavaleiro da távola, mas de amigo, ser humano e conversem, ajudem-no com o sonho que carrega fazendo-lhe sugestões quanto às quatro noites a incluírem na sua presença e às cinco noites em que procedam à busca. Essa busca particular é feita no além. Podem sentar-se com o Artur. Talvez recriem a energia de irem à noite, conforme a lenda, e de percorrerem o vosso caminho por entre o silêncio até penetrarem no enorme corredor que conduz ao salão; talvez representem o ritual de caminhar em torno da Távola, enquanto o Artur se junta a vós, e a circundam e se sentam. Ele senta-se no seu trono, pois, por ser o rei, enquanto vós vos sentais na cadeira concebida para a távola. Contem-lhe acerca da busca que empreendem. Ele conhece bem os cavaleiros; eles são amigos chegados, e ele trabalhou junto deles durante décadas, na lenda justa e verdadeira. Eles elaboraram estratégias e planos e puseram esses planos em prática, para corrigir os erros e sarar as feridas, e decidiram, avaliaram, julgaram e corrigiram o protocolo e a actividade. Ele pode dar-lhes um bom concelho, de modo que ao estarem com ele dizem-lhe: “Olha, eu estou a percorrer esta demanda…” Não no parque de estacionamento em frente ao Kmart. Isso não é… Mas num sonho é permitido.



Mas, qual será o sonho que têm? “Falei de um projecto que tinha que parecia demasiado desmedido mas que percebi ser suficientemente grande para suportar o próprio peso.” Conversem com o Artur em relação a esse sonho ou ao sonho que tenham. “Que cavaleiros deveria ter junto a mim?” Talvez o vosso próprio, talvez não. “A coragem conduziu-me até aqui,” ou “A humildade conduziu-me aqui, ou qualquer um dos meus cavaleiros, mas ao me encontrar com o Artur, ele poderá sugerir-me diferentes cavaleiros, com que, a despeito daquele que os tenha conduzido aí, ficassem melhor servidos. Não, não se trata de nenhum decreto vindo da parte de um rei, em termos de “dever,” mas de uma sugestão da parte de um amigo, que acontece ser rei. Conversem juntos, deixem que ele os ajude.



Já falamos disso noutras alturas em que exploramos a lenda; falamos disso com maior profusão, mas à medida que o Artur envelheceu, nos seus sessenta e setenta, caso queiramos seguir a cronologia, já não tinha batalhas a travar, e ele não sabia em que outro tipo de guerreiro poderia tornar-se e perdeu a sensação de segurança que se baseara em matar dragões, combater, ser campeão das causas materiais dos outros, ele perdeu o sentido de propósito e de valor que tinha. Que valor terá um velho rei para a sua bela esposa, para as gentes, para a terra? Embora o tivesse, ele não o conseguia perceber. Ele definia-se pelo que tinha conseguido e feito, mas não se definia por quem era, em função do seu ser. E por causa disso não acolhia o amor de Genebra (Guinevere). “Como poderia alguém tão belo e tão puro amar-me? Estou velho e fraco; há homens mais fortes e viris, mais bonitos. Mas ainda assim ela diz amar-me. Que pretenderá ela? Não pode ser. Que partida estará ela a pregar-me? Que estará a tentar obter de mim?” Ele foi-se tornando cada vez mais desconfiado.



Mas conforme sucede comummente, homens e mulheres, lá por meados dos sessenta, veem a alma ao diabo, e percebem… e o que Artur viu deixou-o assustado. E à semelhança de tantos que procuram saltar de volta para um tempo mais jovem, para revitalizarem uma fantasia, ou uma realidade que se tenha passado, também segundo a lenda ele partiu para França, para voltar a chefiar um exército, para voltar a combater numa batalha, vencer uma batalha de novo, a fim de tentar revitalizar a sua juventude, para fazer o que sempre fizera, com aquilo de que sempre gozara. E embora tenha ganho a batalha, perdeu a guerra. Ao regressar deixou de atender a perspectivas e a crises; as exigências eram demasiado onerosas e as mudanças revelavam-se súbitas. A sua rotina diária tinha sido interrompida, e os velhos modos de montar um exército e de carregar para uma batalha sangrenta não estavam mais a resultar.



Vocês podem conversar com o Artur, e ao fazê-lo, na medida em que deixarem que lhes dê algo, descubram uma nova expressão daquilo que ele faz, do que ele possui. E em meio a essa dádiva, descubram mais do que ele é. “Que cavaleiros recomendas que escolha e porquê?” Poderão não escolher esses cavaleiros, tal como ele poderá não ter aceite todas as sugestões que lhe tiverem feito, mas o processo do perguntar, o processo do explorar, altera a realidade. Quando aceitarem os cavaleiros que ele sugerir, talvez em meditação obtenham a sensação de quatro homens, mas o que Artur estará mais a dizer é que essas são as qualidades existentes em vós, esses são os poderes e forças particulares de que devem tomar consciência, à medida que avançam na vossa demanda. Antes, terão sugerido, durante a experiência de meditação, o porquê de não ter valor para vós, só que a busca que empreendem sofre mudanças.



“Bem, eu já sugeri estes quatro ao Artur em 2000, pelo que eles deverão ser aqueles que…” Não, não, não! Talvez em relação a esta ou àquela busca, mas e em relação a esta demanda? Sejam humildes e não presumam que sejam os mesmos cavaleiros, que seja melhor para vós despertar as mesmas energias...





Depois há esta senhora particular, que lhes oferece os dons, os tesouros da sua presença, do seu conselho, do seu envolvimento. E que também pode trazer levar isso ao Conselho, e deixar que ganhe vida para vós.

Já o dissemos muitas vezes: Toda a gente necessita de uma mulher na sua vida. O que queremos dizer quando o referimos é que toda a gente necessita dessa energia feminina, da influência do feminino na sua vida. Todo homem necessita de uma mulher, não necessariamente como esposa ou amante, mas carece de uma mulher que lhe traga essa energia feminina. Nem todas as mulheres conseguem isso, e não se trata de qualquer mulher. Nem todo o homem carece de uma mulher qualquer, mas de uma mulher que lhe possa trazer essa energia feminina. A resposta simples diz, bom, se ela é mulher então será evidente que lhe traz energia feminina. Nem por isso! Porque as mulheres também carecem de uma mulher, veem? De alguém na sua vida, não uma mulher qualquer, mas alguém na sua vida que lhe possa suscitar essa energia nelas. Tal como os homens carecem de uma mulher que lhes suscite isso neles. As mulheres necessitam da mulher; os homens necessitam da mulher, e isso é o que os deixa tanta vez furiosos. (Riso) Os homens não gostam de apresentar carências – daí toda a estrutura do chauvinismo.

Mas compreendam o sentido disso; quando dizemos que um homem carece de uma mulher, necessita de uma mulher particular que lhe traga essa energia, independentemente das preferências sexuais que tenha ou a despeito delas, necessita de uma mulher qu elhe traga essa energia, que lhe traga essa possibilidade e potencial, essa condição para que o masculino nele demonstre, manifeste e expresse de forma dinâmica.

Toda mulher carece de uma mulher na sua vida, assim como quem mais, para que do mesmo modo suscite essa qualidade nela, para criar aquele espaço para que o masculino nela se expresse. As damas da Távola, forneciam isso à Távola. Eccada cavaleiro tinha a sua dama; podeia ser sua mãe, podia ser sua irmã, sua esposa, podia ser uma amiga que não fosse sua amante ou concubina, mas amiga.

Guinevere era mãe de toda a Távola; ela era dama da Távola para todos os cavaleiros; o amor dela tinha um fundamento desses, um alcance desses. A vossa dama particular pode ter sido uma das damas mais conhecidas da Távola. Também pode ter sido uma cujo nome fosse desconhecido, mas ela seria A Tal. Muitas vezes a dama de um cavaleiro representava a energia que ficava à sua esquerda ou direita, ou represetnava a energia ímpar. A dama do cavaleiro gracioso pode ser uma dama da humildade, ou da verdade, que lhe suscite - que lhe recorde, não como um tipo qualquer de criada inferior, não, mas enquanto companheira e amiga, cocriadora, ombro com ombro, por aquilo que despoleta e estimula ser essa humildade ou essa verdade. Talvez seja a dama da coragem e representa a razãopara ele buscar essa coragem. Talvez seja isso que desperta nele. Não com única função “Estou aqui para serir”.

Isso não é regra, mas muitas vezes sucede. E se não for com as damas mais visíveis da Távola, se for uma mulher de nome desconhecido, com uma reputação não muito visível, ela poderá muito bem representar uma ou ambos os marcos de delimitação que faculta objectivo e orientação ao seu cavaleiro. Ou outra qualidade, porventura. Mas é aí que têm que o procurar. O cavaleiro e a dama, eles permitem que penetrem na Távola, ou que entrem na Távola, entrem na magia, entrem no amor, penetrar o âmago da lenda, e permitir-lhes-á experimentar o legado, experimentar o amor.





A GÉNESE DA LENDA



As lendas das religiões ocidentais e orientais, a ética Judeo-Cristã que brotou da lenda que se tornou na história de Jesus, uma história elevada à função de canal de comunicação com muitos além do vosso. E enquanto lenda, todas essas histórias, que não estamos a dizer que sejam verdadeiras ou falsas, possuem essa faculdade, a faculdade de elevar a imaginação à Fantasia (verdade e sabedoria inerente à consciência) e de lhes revelar algo em vós mesmos, ao desencadear alguma coisa no vosso inconsciente e subconsciente, e ao transmitir-lhes algo acerca do relacionamento que têm com a natureza. Abre, porventura, passagens para a metáfora, aciona o mistério, aciona o vosso próprio mito e eleva-lhes os sonhos, para quem essas histórias, designadamente essa lenda Judeo-Cristã tem significado, que compreende a maior parte do vosso mundo ocidental.
A lenda tem poder, e esse poder, por nela se erguer uma comunicação com mundos para além do vosso, uma conduta para o conhecimento numa outra ordem linear. E essa comunicação vem não só no conteúdo da história mas nos sons, nas imagens, as ideias e nos sentimentos, não só a energia óbvia que se acha em formação mas também a maneira e os meios em que é apresentada.

Não constitui acidente algum que falemos desta lenda, deste legado de um mago e de um homem, nesta altura, nesta conjuntura. Porquanto, por mais que tomem vocês parte no mundo, são magos destinados a fazer o que os magos fazem – a operar a magia – e nesse âmbito sonhar, amar, celebrar esse amor e esses sonhos. Existe poder na lenda e existe poder no legado do amor, e na lenda Arturiano existe um poder particular e no legado desse amor de um mago e de um homem.

Inerente à lenda acha-se a progressão dos Cavaleiros, que encerra o conhecimento do cultivo de como aprender, como se tornar, como agir, o conhecimento daquilo que possuem dentro de vós, do verdadeiro conhecimento que pode ser trazido para fora com a progressão dos cavaleiros.

A lenda que vêem nos livros de história tem início muitas vezes, evidentemente, com aquele jovem, aquele adolescente chamado Artur que retira a espada da rocha em razão do que se torna rei, que parte para combater inúmeras batalhas para se provar a si mesmo e para conquistar a lealdade de uma série de cavaleiros, e que retorna e casa com Guinevere, o castelo de Tintagel, Camelot, criam a Távola Redonda e os Cavaleiros ao seu redor, um dos quais é esse cavaleiro francês chamado Lancelote, esse belo cavaleiro alto, moreno montado no seu belo cavalo branco e adornado pela sua armadura brilhante que se torna no melhor amigo de Artur e que subsequentemente se apaixona por Guinevere e com quem vem a ter um caso, que deixa Artur de coração quebrado e desanimado, sentado no seu trono em estado de recessão, ao descobrir o que tinha feito.

Guinevere não conserta o erro nem parte com Lancelote, mas em vez disso remete-se ao sofrimento num convento pelo resto dos seus dias. Lancelot, repleto de aflição e de vergonha destruiu a amizade que tinha e perdeu o amor da sua vida e parte a balbuciar pelo interior, insano. E a terra que tinha sido tão agraciada e tão bela cai na desordem por o rei se achar deprimido e a rainha se ter retirado para o convento de freiras, e sabe-se lá o que se passa com o Lancelote que anda perdido pelo interior… As colheitas não produzem, as pessoas passam fome, uma coisa horrorosa. Os restantes cavaleiros andam por lá sentados a engodar à mesa com fruta e vinho e decidem partir à procura do santo Graal e voltar a fazer as coisas direito de novo. Buscam-no, e nenhum deles o encontra, até que por fim, mesmo lá pelo final, lá encontram o Graal e surge uma esperança para o mundo, só que agora Artur, que dormiu com a sua meia-irmã, Morgana, que o enganou com a sua magia e que deu origem a uma criança que chamou de Mordred, esse garoto mau e assustador, uma espécie de Patty Mccormack e a Semente do Mal (riso)… No fim é o seu próprio filho, Mordred, quem mata Artur e parte para o mar do oriente. Artur dorme em Avalon. E de onde o certa vez e futuramente Rei regressará.

Merlim, que ficou lixado, ao ser enganado por essa meia-irmã de Artur, e que de algum modo ficou preso na sua própria floresta, mas os Cavaleiros que por fim descobrem o Graal, o sangue de Cristo, adoptam aquele tipo de estandartes adornados com uma cruz cristã e tornam-se nos Cruzados, que acabarão por ir para o Médio Oriente e matar todos quantos não acreditem naquele deus do amor (riso) que tanto amou o mundo que lhe doou o seu único filho unigênito, que trouxe a mensagem do amor pelos outros e de os tratar como quererão que eles os tratem – embora não estejamos muito certos do que os Cruzados estivessem a tentar transmitir. (Riso)

É essa a lenda, distorcida como se acha com fantasias e sermões caprichosos. Não é a lenda certa e verdadeira, mas entenderão que o que se passa é que essa lenda, que pela primeira vez surgiu no século quinto, cerca de 1400; foi quando surgiu pela primeira vez como uma lenda coesiva. Em 1500, na França, Eleanor de Aquitaine que era uma romântica, adorava histórias de amor, histórias de amor não correspondido, de sofrimento e de um grande sacrifício. Ela adorava novelas românticas, e aqueles que andavam pela corte e que eram suficientemente espertos para saber como agradar à rainha, acrescentaram Lancelote, o cavaleiro Francês, para agradar a essa Francesa Eleonora de Aquitaine. Os amigos arrojados, o romântico “Oui, Oui,” e o cavaleiro francês de súbito surgem lá por alturas de 1500 e a lenda tem lugar no século 15. E um amor que a infidelidade e o amor secreto, essa coisa horrorosa de não deverem cobiçar a mulher do vizinho, a terrível infidelidade, por verem o que sucede. Mas eventualmente tudo se resolve por os Cavaleiros descobrirem Jesus, e serem lavados no sangue, o Graal. Tudo isso foi acrescentado por altura da época do Iluminismo, entre 1600 e 1700, ou melhor a partir da Renascença, também lá por 1400 e 1500, acrescentando todo o tipo de coisas.

Mas quando lhe retiramos isso tudo e lhe tiramos essas fantasias do desejo e homilias distorcidas, a história realmente tem início com Merlim, que não passava de um rapaz, um filho bastardo na terminologia moderna, que tinha por mãe, Elaine, que deu à luz uma criança cujo pai era uma Fada. Ele foi criado em casa monoparental e era meio humano e meio fada; era um menino de aparência estranha que carregava uma espantosa vergonha, imperfeito e defeituoso que usava um cabelo muito comprido para encobrir umas estranhas orelhas e uma pele que apresentava uma estranha cor, que era um solitário que tinha aberto as portas do templo que quisermos, e que tinha obtido acesso ao reino das fadas onde tão pouco era aceite, por ser diferente, estranho, por ele sentir vergonha de ser demasiado humano para as fadas e demasiado fada para os humanos. Não passava de um rapaz quando vagueava pelo lago do país e chegou ao seu local favorito, e ficou desgostoso por lá encontrar uma mulher velha que era feia como a morte, e que tinha um aspecto assustador, uma verdadeira bruxa, que estava lá à pesca de pedras, de entre todas as coisas loucas. Mas ainda assim essa velha pediu ao rapaz para jogar um jogo com ela. As pedras que pescava eram cristais esféricos, e velas. E pela ociosidade de um entardecer, um rapaz e uma velha, a Senhora do Lago, viram alguma coisa nesses cristais – um sonho, uma visão, e mudaram para sempre.

Haveria de crescer até se tornar num Druida Celta e sacerdote; tornar-se-ia conselheiro do rei da altura, Vortigern, o Vertigern que se quis deitar com a bela Igraine.
Merlim operava a magia de forma a permitir-lhe (ao rei) alterar a sua forma e enganar aquela mulher, deitar-se com ela, sob a condição de, dessa união gerar uma criança que Merlim criaria como seu próprio filho. E quando Artur nasceu, Merlim veio e arrebatou-o para o criar nos campos, e Merlim seria como que seu mestre e seu guia, ancestral devido a que por essa altura Merlim já se encontrasse completamente desenvolvido e velho. E embora Artur fosse criado por Sir Ector (ou Antor, um cavaleiro do rei Uther) e pela sua mulher e o meio-irmão, que nem chegava a ter qualquer parentesco com eles, foi criado no interior por entre os valores da terra. Merlim viria até ele a fim de o ensinar; ensinar-lhe acerca da honestidade e da honra e lealdade, vulnerabilidade, a lealdade para com ele próprio e os demais. Ele incutia-lhe uma nobreza dotada um propósito superior, dotada de uma classe superior, dotada de um sonho grandioso, e de valor e de virtude, as forças e poderes viróticos e a graça. E então, à medida que a criança crescia e aprendia, e chegou a conhecer a honra e a lealdade, a nobreza, a virtude e a graça, o merlim ensinar-lhe-ia acercada verdade, e com base na verdade, a coragem e a cortesia e depois o heroísmo da cortesia. E à medida que os anos se foram passando o amor foi crescendo entre o mago e o rapaz, e ele ensinou-o com respeito à autoridade e ao serviço. E a última lição antes que o rapaz de tornasse num homem – a lição da humildade.

O rapaz era agora homem, embora fosse um adolescente na idade. Por essa altura Vortigern, o rei malvado tinha envelhecido e morreu sem deixar qualquer herdeiro, por o único filho que gerara através do engano tinha-lhe sido tirado pelo próprio que tinha operado a magia que permitiu o engano e a concepção. Vortigern em desassossego com a vergonha que sentia, pegou na sua espada Excalibur, e enfiou-a numa rocha e decretou que o rei seguinte seria aquele que fosse capaz de remover essa espada – esse espinho cravado no coração da Inglaterra. Muitos seriam os que tentariam, em meio a ajuntamentos e festivais, por entre muito riso e celebração, sem que ninguém o conseguisse. Até que um dia Sir Ector trouxe os seus dois filhos, o filho nascido e o filho criado e eles apartaram-se e foi Artur quem extraiu a espada. Houve quem de imediato o honrasse como rei, embora ainda fosse um jovem por testar, não comprovado.

Posteriormente, já coroado, com a espada Excalibur haveria de partir para lutar em doze batalhas, cada uma das quais viria a ser pivô, o fulcro do sucesso, e seria diferente. A primeira foi a batalha da honra, e a segundo haveria de ser o fulcro o equilíbrio, a volta do laço, na área da lealdade. A terceira, na área da nobreza e a seguir na da virtude, e a seguir a da graça e a da verdade. Em cada batalha, por entre os muitos cavaleiros, um haveria de emergir, que foi o cavaleiro da honra, o cavaleiro da lealdade, da nobreza, o cavaleiro virtuoso, o cavaleiro da graça, e o cavaleiro da verdade. Depois veio o cavaleiro da coragem, cortês, bom amigo e generoso, o cavaleiro cavalheiresco. O cavaleiro da autoridade e do serviço. E por último e na décima segunda batalha, seria o da humildade – Humildade: só por que as coisas tenham corrido de determinada maneira antes, não quer dizer que venha a correr dessa maneira de novo. Só porque a vida tenha sido horrível não quer dizer que venha a continuar. Mas também, porque as coisas tenham sido boas, não significa que continuem. Precisam ter humildade.

Na décima segunda batalha – onze tinham formado uma só. Supomos que poderiam ter abordado a décima segunda batalha com uma certa indiferença, mas não. Enfrentaram-na com a integridade da primeira. E foi o cavaleiro da humildade que emergiu – doze cavaleiros, uma progressão de cavaleiros.

Artur haveria de regressar e haveria de casar com Guinevere, oriunda de sangue nobre, escolhida por Merlim, devido ao sangue real de que descendia. A família descendia de uma linhagem Atlante. Ela descendia da realeza. E o filho bastardo de um rei enganador e falso viria a casar mais acima, haveria de casar com a realeza. A centelha, o espírito de um novo mundo, em busca da substância da alma, que haveria de encontrar na sua Guinevere a quem amava. Sim, Merlin era casamenteiro quanto podia ser, ainda assim faz tudo parte do sonho, tudo parte do plano. E Merlim, em segundo plano, quando Artur regressou vitorioso e exausto, sem todavia o revelar, por as pessoas precisarem de um rei, casaria com Guinevere, e a grande roda voltar.

O espírito – Artur – busca a alma. Guinevere – a alma – aguarda que seja encontrada, enquanto pesquisa por entre as doze batalhas, o que ele teria aprendido acerca da honra, da lealdade, nobreza, etc., que agora tinham sido postas em acção. E ele era leal, honrado, nobre, virtuoso, gracioso e verdadeiro. E inspirava isso nos outros fazendo com isso emergir um cavaleiro para cada uma dessas qualidades, num total de doze.
A luz do espírito busca a substância da alma enquanto a alma aguarda que seja encontrada. A centelha da criatividade busca a substância, e encontra essa substância, o espírito encontra a alma e ambos unidos tornam-se num.

A possibilidade encontra o potencial e dá lugar à oportunidade. E a partir da oportunidade, a concepção e a manifestação; e da manifestação brota um novo sonho. Artur e Guinevere casam-se, a união do espírito e da alma; da luz e da substância. E eles deram à luz, não uma criança mas a um domínio chamado Camelot, um castelo e uma terra, um domínio de paz e de harmonia, de unidade. E criaram um conselho, Artuir e Guinevere; e uma ideia muito nobre, algo que jamais tinha sido experimentado antes, veio de Guinevere, por parte do seu dote ser constituído por uma mesa, ou um tampo de mesa, que tinha passado de geração em geração, que ninguém sabia onde parava inicialmente, mas que era um topo de mesa arredondado, espeço e enorme. E em vez de criar esse conselho colocando o rei à cabeça de uma mesa rectangular, e de posicionar os cavaleiros por ordem hierárquica, em termos de comparação e de competição, em vez disso Guinevere disse: “E que tal uma mesa redonda, onde ninguém fica à frente?” E assim foi que colocaram o topo da mesa e ela tornou-se na Távola Redonda. Bom, “de facto,” tratava-se de uma relíquia de família que fora passada, tratava-se de uma mesa circular composta por círculos concêntricos todos reunidos com tal precisão, e com símbolos gravados ou esculpidos no tampo, sessenta a noventa centímetros na transversal, era espessa e que parecia que tinha sido parte de uma azenha na Atlântida, que por altura da terceira destruição final, foi levada por aqueles que escaparam como potencial parte de azenha de família. Mas com os milhares de anos que entretanto passaram, fosse o que fosse, tinha sido esquecido, como acontece com muitas antiguidades e relíquias. E agora, tantas gerações mais tarde, era um tampo de uma mesa, sem dúvida, um dote que Guinevere tinha levado para o casamento.

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Ao falarmos do ter essas coisas... Vocês têm essas coisas. Possuem-nas em vós. Não podemos necessariamente dizer que outros as tenham colocado em vós, mas podemos dizer que ao longo dos anos em que trabalhamos convosco, foi com isso que trabalhamos. Ser honesto, ser honrado, ser sinceros convosco próprios relativamente ao que efectivamente estiver a passar-se: pensamentos, sentimentos... Ser vulnerável. Examinemos o lodo; cheguemos à sujeira, cavemos aí no fundo e descubramos, por mais fealdade que encontremos, sejamos sinceros e se o sentirmos sejamos sinceros.

Honrem a si mesmos. Respeitem-se. A vulnerabilidade, a honra, descubram o vosso propósito, as vossas lições de vida. Vocês encontram-se todos aqui a fim de aprenderem a obter satisfação (diversão no original) na criação consciente do êxito para depois outro propósito para além de vós próprios, seguirem para diante, para irem além, vocês são os cartógrafos.

Vocês não se encontram apenas aqui... Conforme dissemos ainda há duas semanas, em San Francisco, e é interessante. O receio da inveja e do ciúme dos outros veio ao encontro de um certo número de pessoas. Porque é que não agem, porque não fazem isto ou aquilo. Por terem receio que as outras pessoas possam ter ciúmes ou possam ter inveja, mas nós já falamos disto...

Estarão realmente aqui para viver uma vida que mais ninguém possivelmente consiga ter? Será isso que sempre terão pensado apelar?

"Eu vivi uma vida que ninguém, nem no mais ousado dos seus sonhos poderia alguma vez ter invejado. Não fiz nada de que alguém pudesse alguma vez ter ciúmes."

Será disso que se trata? Será isso...?

Um propósito além de vós próprios. Falamos dos pontos fortes, dos poderes e dos puxões decorrentes das forças, e dos dons, e dos pulsões da personalidade, e das forças ocultas, e das forças perdidas, das forças não recuperadas, e da vossa graça e da vossa natureza. Trabalhamos repetidas vezes nesse sentido. Portanto, sabemos que isso se encontra em vós, por termos trabalhado convosco, nem sempre evocando-as pelo nome nem por esta ordem, mas vocês têm essas coisas, e se por entre elas uma houver que tenham persistente e consistentemente negado ou recusado receber - não por falta de oportunidade mas por opção - alterem essa escolha.

"Bom, ainda não assumi a galanteria, pelo que não poderei..."

Podem sim. Podem escolher de forma diferente. Tudo quanto foi referido não se desvaneceu; o vosso inconsciente tem conhecimento disso tudo. O vosso subconsciente assimilou tudo. Vocês possuem essas coisas, e o vosso cavaleiro e a vossa dama podem levá-los a fazer isso, e muitos de vocês já estão a fazer muito. Só não o estão a reconhecer, só não o estão a admitir. Mas isso faz parte do negócio.

Já o estão a ser, muitos de vocês:

"Eu sou corajoso, leal e virtuoso. Eu já estou a ser essas coisas."

Pois sim, mas não o estão a admitir! E é desse modo que o descobrem:

"Uau! Tenho sido durante todo o tempo afectuosa mas agora consigo ver isso. Eu sou uma pessoa carinhosa. Eu já tinha a ideia disso, mas agora vejo como o sou, e isso é excitante."

Chama-se a isso o véu da admissão:

"Não quero admitir o quão feliz sou... Os deuses podem-me tirar essa felicidade. Os deuses podem enciumar-se. Afinal de contas já sucedeu com Prometeu. E César era ambicioso..."

Superstição!

"Eu tenho, e eu sou. Mas muitas vezes o que me impede de o ser é o véu da admissão. Não o vou admitir nem confessar! Não vou saber disso."

Mas mesmo que ainda não o estejam a ser, vocês têm isso, e podem, por influência do cavaleiro ou da dama e com Merlim, consegui-lo ser. E no fazer, sejam! E reúnam um legado, e uma corrente.


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...O que estão a activar no vosso subconsciente, e mais ainda, no inconsciente, aquilo em que estejam a avançar, que de outro modo será a aparente imobilidade do inconsciente, o aprofundar da vossa magia. Aprovem a experiência destes dias no íntimo e de tudo quanto lhes assiste; permitam que sejam reais. Deem-lhes dimensão de tempo e espaço, assim como com esse tempo e espaço, deem-lhes comprimento e largura e profundidade. Para lá destes dias ao se moverem de volta para a corrente do que seria a vossa realidade ou vida conforme se encontra no seu próprio processo de mudar e de transferência, criem bolsas temporais.

Façam o favor de não esperar encontrá-las por vocês serem gente de sucesso, gente empenhada, gente que se envolve em viver a vida ,pelo que não terão tempo a descobrir, mas precisam criar tempo.

O tempo é uma ilusão, sim, quando esperam descobri-lo. Gente como vocês que é tão empenhada em viver a vida - vocês simplesmente não o descobrem; precisam criá-lo. Agora, há gente no mundo que dispõe de imenso tempo em mãos; mas depois há aqueles que, por qualquer razão, certa ou errada, não está empenhada no viver a vida e que não funciona em níveis de sucesso. E assim poderão, infelizmente, triste ou mesmo tragicamente têm imenso tempo a descobrir, por não lhe darem uso. Mas não vocês. Vocês preenchem o vosso tempo, e fazem uso do tempo que criam, e pouco tempo há a ser descoberto mas sempre podem criar tempo a fim de criar tempo, e espaço.

Mas nesse tempo que criam e no espaço desse tempo que compõe, permitam que estes dias tenham duração pensando neles, sentindo-os, ponderando, saboreando o quanto nestes poucos dias, que extensão poderão estas experiências e estas introspecções (perspicácia) podem exercer sobre vós.

Por mais que tenhamos falado da lenda, mal começamos, com relação ao que pode ser encontrado na sua extensão. Deem-lhe comprimento. Como poderão estes dias ainda exercer impacto? Deem-lhes comprimento.

"Como poderão estes dias, no espaço de semanas ou de meses ou anos deste t
empo que eu crio, como poderão estes dias ainda desempenhar ainda exercer impacto?"

Atribuam-lhes comprimento.

"E quantas áreas da minha vida irão ser... Será somente quando me sentar a pensar no Artur e no Merlim; será somente quando me sentar a pensar na lenda e no legado que isso me irá influenciar? será essa a largura que admitirei nestes dias? Ou isso irá derramar-se no meu trabalho e nas minhas amizades e relacionamentos? Isso irá verter sobre a minha nova criação? Que extensão irei admitir? E será possível - na amplitude da minha possibilidade, que estes dias possam estar repletos de abundância, e de magnanimidade? E quão profundo irei, por exemplo na exploração do meu cavaleiro e do relacionamento que o meu cavaleiro tenha com os cavaleiros de cada lado e defronte?"

Não é que devam saber, mas criar o espaço, ou o tempo e nele o espaço; atribuir-lhe comprimento, largura e profundidade evidentemente - significado, importância que os move, o sentido.

(continua)
                                           


Transcrito e traduzido por Amadeu António



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