segunda-feira, 28 de setembro de 2015

“MISSÃO” ESPIRITUAL





SÉRIE NÍVEIS DA MENTE


Bom dia, como sempre, é uma ocasião de júbilo poder conversar com todos vós, acerca do assunto que escolheram para o dia de hoje, Como Encontrar o vosso Caminho da Vida, a missão que têm na vida, por assim dizer.
 

Ao fazer isso, precisam perceber que estão a trabalhar a vários níveis; antes de mais, vivem num mundo e numa cultura material, pelo que parte do vosso caminho precisa ser planeado em prole da densidade do eu no mundo físico. Não o podem fazer de uma forma unilateral optando por permanecer somente numa situação elevada, porque como se encontram no mundo físico são terráqueos e os terráqueos lidam com a energia densa do mundo físico, e creiam-me se disser que não há quem deixe de ser terráqueo na Terra.



Por isso, o que têm que fazer é considerar o caminho da densidade, que representa a vida diária comum e mundana que trilham, por assim dizer, enquanto parte do vosso plano. Vão tecer um caminho, pelo que precisam usar senso comum e lógica ao lidar com isso. Bom, o senso comum diz-lhes que caso sejam uma pessoa muito frágil, provavelmente a construção não será a melhor coisa a adoptar, não é? Por outras palavras, precisam usar o senso comum. Precisam usar o senso comum que diz: "Que será que preciso conseguir para ser capaz de fazer o que quero fazer?" Ou, por outras palavras: "Precisarei adoptar um certo treino para conseguir determinada coisa?" Ou se, ao começarem por uma empresa, realmente terão que começar na qualidade de presidente, por ser aconselhável saber o que ela vende em primeiro lugar, e trabalharem para esse cargo. Portanto, uma lógica efectiva quanto à forma como lidam convosco próprios e com o que estão a fazer torna-se muitíssimo importante. E refiro isso por representar a fundação que lhes assegurará o equilíbrio no trato do Eu mais elevado.



Assim, o vosso caminho será um caminho formado por três níveis -- o caminho da densidade, o qual representa a via do vosso senso-comum, o caminho da luz, que constitui o vosso caminho espiritual, e depois também têm o caminho que diz respeito à via cultural. Por isso, vamos começar pelo caminho espiritual. Sabem, se tiverem estado presentes na aula de ontem, que falamos acerca do estabelecimento de pontes a partir da consciência e do subconsciente e da supraconsciência. Mas a ponte de que estou agora a falar é a ponte das forças superiores da intuição para as forças mais baixas da intelectualidade. Ou seja, o homem encontra-se numa espiral de energia que utiliza o intelecto e a vontade. O universo acha-se numa espiral que não tem carácter pessoal, que é a espiral que opera com a intuição. Por o homem por vezes precisar ser deslocado desse espaço da intelectualidade para uma força direccional intuitiva.

Precisam entender que o que lhes foi dado foi um dom, dom esse que consiste no estabelecimento de um ponte para a força intuitiva.



Vamos lá ver. (Escreve num quadro) Aqui têm a intuição. Aqui têm a tríade de mente, corpo e espírito por assim dizer. Aqui têm o mundo da densidade, que representa o intelecto. O mundo denso constitui o mundo da consciência densa do intelecto, o mundo em que fazem uso do senso-comum. Mas de vez em quando o senso-comum torna-se numa armadilha; fazem tanto uso do senso-comum que ele degenera. E devido a que tudo se ache sujeito à mudança e se encontre em movimento e em evolução, de vez em quando precisam sacudir o senso-comum e mover-se no sentido intuitivo. Algo foi concebido desde a aurora dos tempos e vocês continuam nesse mesmo caminho e a actuar da mesma forma. Agora precisam interrogar-se da razão por que parecerá não estar a resultar, por carecer de um novo ingrediente e precisar evoluir com os tempos. É aí que precisam apelar para a força intuitiva. E essa força intuitiva procederá sem dúvida da mente supraconsciente. 

A mente supraconsciente, a mente superior em vós, é a mente que pode transferir para a mente universal da divindade, e por "divindade" referimos nós a divindade que se acha em vós, a divindade que diz: "Eu consigo ir além da limitação em que me coloquei." Por que toda a gente tem que trabalhar no perímetro na energia, porque caso contrário jamais serão capazes de se concentrar e andam à deriva. E assim, esse mesmo foco por vezes leva-os a sentir que lhes falte alguma coisa, e quando as forças intuitivas operam em vós, e ainda não o tenham percebido, ficam com o que no vosso mundo é chamado de "inquietude." Algo não se enquadra de forma confortável, algo parece não estar bem, têm a sensação de querer ir para qualquer parte, tudo isso acontece. É então que precisam examinar isso e dizer: "Muito bem, que será que precisa de mudança? Que será que preciso mudar no caminho que trilho o na minha vida?" Por lhes estar a transmitir que não se acham em sintonia com a energia universal e os tempos. Na verdade o que sucede é que começam interiormente a incomodar a vocês próprios, até que se torne tão desconfortável que não o consigam mais suportar.



É nessa fase que precisam reverter a coisa e voltar ao senso-comum. O senso-comum diz que não devem jogar a vossa vida fora e alimentar fantasias, por a vida ser prática. Por isso, o que precisam fazer é pegar na força intuitiva e tentar identificá-la dentro de vós no estado consciente, e quando o tiverem conseguido estrão preparados para a usar. Quando derem atenção a esse assalto, por assim dizer, esse impulso mais elevado começará a fazer com que compreendam que há um perímetro em que podem operar, e que poderão expandir esse mesmo perímetro quando satisfizerem as qualificações que lhe são inerentes. Ou por outras palavras, poderão crescer no trabalho que fazem se o aprenderem e o praticarem com proficiência.



Alguma pergunta, até aqui? Estarão a acompanhar isto?



No caminho espiritual, vocês estão cada vez mais a operar com base no sentido intuitivo. À medida que a energia do universo excede a energia que comportava anteriormente, à medida que cresce e se torna numa frequência mais elevada, também vocês a igualam em vós próprios. Aposto que todos aqui presentes já terão afirmado alguma vez que "o tempo corre que voa," mas ele ainda tem vinte e quatro horas por dia, conforme o medem, de modo que precisam entender que têm que se dispor a reconhecer que esteja apenas a vibrar numa frequência mais elevada e que vocês a estão a igualar com a vossa própria vibração. Partem de pensar conforme costumavam e digam: “Eu consigo realizar tanto neste momento não obstante a forma como este tempo pareça estar a acelerado demais.” Em reconhecimento disso serão capazes de trazer à existência o momento verdadeiramente adequado a vós.



Comentário: Não sei se poderias apresentar alguma ilustração prática.



Podem andar à roda em círculo dizendo que não conseguem realizar algo, o que despenderá uma extrema quantidade de energia, o que significa que continuarão a ludibriar-se na energia da sua realização. Frequentemente tentam realizar alguma coisa que não tem razão de ser no momento que tentam realizá-lo, de modo que o que sucede é que o universo retém a energia, à espera do momento adequado. Entretanto dizem: “Não consigo fazê-lo,” e vocês esperam uma pouco no plano da densidade. Mas o facto de o universo aguardar por um momento adequado não quer dizer que os esteja a negar, mas a atrasá-los. Assim que começarem a dizer: ”Eu consigo realizar tudo quanto queira realizar no tempo de que disponho,” então estarão preparados e pagam o devido, por assim dizer, e já se poderão sentir-se lançados por a energia se ter revelado e se começarem a abrir portas. Verão desenrolar-se coisas diante de vós que jamais terão pensado desenrolar-se. As coisas começam a acontecer para vocês, como nunca pensariam poder acontecer.



Não terão tido algo em que tenham procurado ter meia esperança, conforme chamam a isso, tipo: “Caramba, seria óptimo se conseguíssemos fazer isso. Seroa esplêndido se isso acontecesse. Seria uma maravilha se acontecesse assim, ou que as coisas pudessem correr assim,” e a seguir um belo dia de repente conhecessem a pessoa indicada que os pusesse em contacto com outra que soubesse exactamente aquilo que precisavam efectuar, o que precisavam fazer. É uma reacção em cadeia que é desencadeada pela energia intuitiva da mente universal, ao dizer que está pronta, e alimenta-lhes o próprio desejo, a seguir ao que, começa a manifestar-se no mundo físico. Por outras palavras, coloca-os na posição que seja suposto ocupar para obterem aquilo que precisam obter. Isso terá servido de ajuda?



Comentário: Sim, mas também estava a pensar em termos das rotinas e em como podemos aceder-lhes pela intuição e alterá-las. Portanto, estava a pensar mais nesses termos.



Muito bem, vamos então penetrar nessa área. Peguemos num exemplo bastante simples. Ao voltarem para casa do trabalho e examinarem o dia que tiverem tido, fazem exactamente a quilo que fazem todos os dias: penduram o casaco no mesmo cabide, colocam a pasta no sítio do costume… entendes o que estou a dizer? Tiram os sapatos no mesmo sítio, encaminham-se para o quarto de descanso ou para tomar uma bebida, mas fazem-no como um ritual, e por o fazerem dessa maneira, começa a tornar-se significativo que o façam desse modo, por se traduzir por um isolamento. E agora começam a sentir a pressão que essa limitação provoca. Assim, precisam interrogar-se: “Porque não poderei largar com um sapato na sala e outro no quarto? Porque desse modo tão simples quebram o padrão de limitação e obtêm uma oportunidade de passar uma escova e ir até qualquer lado.



Toda a gente cria padrões de rotina para si própria. Percorrem os mesmos caminhos para o trabalho todos os dias e fazem sempre os mesmos comentários; percorrem esse ritual, e de vez em quando a sensatez manda quebrar o ritual, ir além da reclusão, não complicar. E assim procedem literalmente a alguma coisa que rompa com esse padrão. As pessoas têm as suas coisas favoritas – salas de cinema favoritas, restaurantes favoritos, lojas favoritas, etc., mas ter algo favorito não tem nada de errado; só que, se começar a ser o único sítio que frequentam, aí dirão que se estão a limitar, por haver mais lugares que possam gostar. É então que entram na “frequência” da intuição. Quando começam a ir ao mesmo sítio a toda a hora e a fazer as coias da mesma maneira, eventualmente começam a ter a sensação de que algo esteja errado; têm a noção de precisar mudar alguma coisa. É nessas alturas em que sentem que as coisas estejam complicadas que começam a fustigar-se dizendo: “A vida é aborrecida. Nunca sucede nada. Não sei o que fazer.” Por terem aceite essa pequena rotina quase como uma imposição, esse percurso para o caminho, largar os sapatos num determinado local, e deus me livre que alguém lhes remova a pasta do sítio em que a largam… entendes o que estou a transmitir?



O que sucede é que o ritual se transforma numa chacota, e depois começam a batalhar com a chacota e querem livrar-se dela. Assim, se quiserem ver onde seja suposto chegarem, têm que ir além disso, o que significa elevar-se até esse aspecto elevado de vós. Bom, aquilo que quero que compreendam é que, quando falamos do aspecto elevado e mais inferior em vós, isso nada tem que ver com qualidade, mas com vibração. O vosso subconsciente, o vosso consciente e o vosso supraconsciente são iguais, por serem um só. Mencionámo-los como facetas distintas mas não fazemos deles entidades separadas existentes no corpo. A verdade é que funcionam em conjunto o tempo todo, ao inspirarem e expirarem. Portanto, aquilo de que estamos a falar é das partes naturais de vós próprios. O supraconsciente representa aquelas alturas em que estão mesmo a pensar num plano mais elevado, quando afastam a tagarelice da mente e mergulham no silêncio que contém tudo dentro de si. Isso é exactamente o que fazem quando vão até à mente supraconsciente.



Creio que o que vou fazer é apresentar a coisa por níveis, está bem? No primeiro nível – creio que preciso é de uma caneta nova, que esta já não escreve. Obrigado. Temos o nível um, e depois temos o nível… (Alguém sugere: “Outra caneta.”) Outra caneta… Já parece que estamos numa sala de cirurgia. (Riso)

O nível um, o dois e um terceiro. O número um representa o consciente, o número dois é a consciência subliminar, ou subconsciente, e a número três é o supraconsciente. Neste momento encontram-se na mente consciente; estão a pensar em termos lógicos, vieram até aqui, encontraram o vosso caminho, escolheram o lugar… entendem? Encontram-se presentes na mente consciente, e a mente consciente diz: “Cheguei aqui a tempo e horas e agora estou preparado para tomar parte.” 


Quantos de vós, a caminho para aqui poderão ter tido a ideia de tomar uma estrada diferente daquela que tomaram? Porquê? Por isso representar a intuição em acção. Não terão sabido da razão para terem virado para outro caminho, mas algo dentro de vós lhes terá dito que seria um caminho melhor, fosse por que razão fosse – podia ter sido por estar a decorrer alguma coisa na outra estrada que lhes tivesse travado a viagem, podia ter sido o tráfego, podia ter sido qualquer coisa. Mas vocês terão agido com base no que pensaram ter sido um impulso, só que o impulso é provido por parte desse intelecto superior que têm. Por esse intelecto não estar a funcionar com base em nenhuma limitação, seria como se esse instrumento estivesse no cimo de uma escada a observar o mapa na sua totalidade, enquanto vós vos encontrais neste percurso horizontal, à maneira em que sempre se encontram, à maneira que conhecem. 


Assim, essa inteligência diz-lhes: “Volta aqui, sai aqui, para.” Ora bem; devido a que a mente consciente se encontrasse presa no tráfego, o resto de vós encontra-se livre para entrar em contacto com o que pudesse suceder, de modo que, o que sucede é que o impulso ou a instigação que os terá levado a voltar o volante foi proporcionado pela vossa mente subconsciente à vossa mente consciente, por já estar a ser apresentado ao subconsciente por parte do supraconsciente. Isso adopta o efeito de uma exortação que possam dar a alguém. O vosso supraconsciente introdu-lo no subconsciente, e do subconsciente isso é encaminhado ao consciente.


Vou reiterar o que já tinha dito – a vossa mente subconsciente assemelha-se a um computador gigante ou a uma biblioteca gigantesca. Tudo quanto dizem, accionam ou fazem é registado nele. Tudo quanto lhes tenha acontecido é registado nele. E é aí registado não só por acção da palavra ou do acto, mas por causa da ordem, da divisão e de tudo isso. Por conseguinte, quando precisam pesquisar alguma coisa, a mente consciente vai até ao subconsciente em busca daquilo que conhecem relativamente a isso, ou o que já tiver sido descoberto.


Agora, vocês desejarão ir além disso; quererão ficar quietos e ouvir. Vão precisar pegar em tudo isso que conhecem – e o subconsciente sabe – pôr isso de parte por um instante, e abrir-se aos palpites e aos impulsos que lhes são transmitidos pelo Eu Superior. E quando o fizerem, irão pegar no que quer que já tiverem conhecido e levá-lo mais longe. Fazem isso em relação ao dinheiro, fazem-no em relação ao vosso ser espiritual, relativamente a tudo quanto fazem. Quanto ao aspecto do espírito, muita gente tem demasiadas crenças, há muitas religiões e muitas crenças – todas quantas são válidas – e aquele que se acha imerso numa particular encontra-se nela por ser onde a sua energia se acha mais confortável e tenciona estar. Mas toda essa diversidade de formas de entendimento é uma só e na sua potência mais elevada forma uma unidade, condição a que chamam Deus, Mente Criativa, Buda - muitas coisas. Não importa o que lhe chamem, o facto é que se acha presente.


Quando se dispõem a abrir mão da necessidade de controlar toda a situação, pelo que pensam e pelo que já tiverem descoberto com respeito a isso, que já tenha ocorrido, poderão então descobrir o que mais poderá ocorrer com isso. Portanto, muito embora se encontrem agora a trabalhar na mente consciente, no plano da densidade, são-lhes introduzidas as pontes que levem isso vá até algo mais quando o precisarem.

Alguma pergunta?




Transcrito e traduzido por A. Duarte
Direitos de Autor © 2003 Saul Srour
Autores: Rev. June K. Burke e o Serafim Julian



Sem comentários:

Enviar um comentário