terça-feira, 8 de setembro de 2015

INTUIÇÃO, A VOZ DO IMPONDERÁVEL




John


A intuição representa a mobilização do vosso processo completo do pensar. Não existe coisa tal como matéria, existe unicamente pensamento. A matéria acompanha o pensamento, por todas as coisas consistirem num estado de energia. E em última análise, todas as coisas não passam de um estado de consciência. A consciência que abrange todas as coisas é o ser que chamam de Deus, a mente universal. Para compreenderem a intuição, precisam simplesmente compreender-se a si mesmos. Precisam ampliar o contexto das origens de si próprios.


As vossas origens foram na qualidade de alma. Vocês consistem em mente, corpo e espírito. O corpo físico não representa um lugar de encarceramento para a alma ou o espírito, mas representa a própria habilidade que a alma tem de se forcar no tempo e no espaço. A alma é omnipresente e preenche todos os sectores do tempo e do espaço. Porquanto é esse fenómeno de consciência, ou esse fenómeno da mente, que representa um dos maiores recursos da mente. E como mesmo no meio de vós encontram graus ascendentes de inteligência, porque não, pois, a inteligência universal, a mente universal a que chamam Deus? Porquanto uma consciência que se acha sujeita a uma mudança permanente eventualmente deve fundir-se e confrontar essa consciência derradeira.


A intuição motiva-os na direcção do retorno a Deus. O sentido da vossa natureza original motiva-os a criar os vários enquadramentos de vida. Chamam a isso “filosofia,” chamam-lhe “intuição,”, chamam-lhe “espírito,”, chamam-lhe “pequena voz sussurrante.” Mas foi-lhes dito: “Eis que veio uma enorme ventania e o Senhor não se encontrava nela; Eis que de seguida ocorreu um terramoto, mas o Senhor não se encontrava nele. Eis que de seguida lavrou um enorme incêndio, mas o Senhor não estava nele. Por fim ouvi uma voz delicada e murmurante...” 

(NT: Reis, 19:11:12)


Também vós, pela vossa parte, chegastes à presença do Senhor, à presença da consciência universal da qual brotaram, e toda a vossa vida consiste somente num processo de retorno a ela. De facto vocês nunca a abandonaram. Só precisam recordá-la.


A mente, quando é moldada pelos cinco sentidos busca eventos. Quando é afeiçoada pela intuição, e pela percepção intuitiva aprofunda-lhes os talentos. Aí servem a Deus por servirem os outros de uma forma que lhes permite que se movam pelo mundo sem que lhe pertençam, e que participem nele de acordo com a necessidade ao invés do desejo ou da ilusão.


A intuição representa a vossa maior capacidade. Constitui a faculdade ou mecanismo para abrir caminho de um nível de consciência para outro, seja psíquico, ou por intermédio da recordação da informação adquirida a partir da experiência dos cinco sentidos físicos. A intuição constitui o mecanismo por meio do qual recobram memórias da infância ou acontecimentos relativos a vidas passadas. E através da intuição podem ver no futuro. Isso representa a capacidade que têm de memória.


Qual será o maior obstáculo ao processo intuitivo? O maior obstáculo à intuição é aquilo que bloquear a memória. E aquilo que bloqueia a memória é simplesmente o estresse, pois o estresse do momento não bloqueará mesmo os aspectos mais acessíveis da memória? Imaginem, pois, quanto mais não bloqueará a memória atrofiada e as capacidades atrofiadas da memória. Quando se encontram agitados, não tentam recordar intuitivamente um momento de sossego? Não inspiram profundamente, e de forma intuitiva, uma lufada de ar? Porque é que o fazem? A fim de relaxarem o corpo físico. E a meditação e a hipnose, ao descontraírem os diversos estados de estresse e agitação do corpo e ao conduzi-los aos estados de onda cerebral Alfa e Teta não lhes facultarão uma maior capacidade de recuperação da memória e uma maior capacidade intuitiva e criativa? Qual será, pois, o maior bloqueio à intuição? O estresse. E qual será a maior fonte de estresse? A falta autoestima. Ela será, porventura, a única fonte de estresse. A pessoa dotada de confiança não é assaltada pelo estresse, ou sente-o só que é capaz de o canalizar e de colher benefícios dele, em termos de aprendizagem. É muito mais um processo de expansão e de contração, não contrário ao fenómeno da respiração que o alivia. Porquanto a autoestima, que consiste na integração da experiência e do instinto, ou das acções e do instinto no momento, caracterizada por uma recordação de si mesmo superior, permite tanto a intuição como a transferência das intuições que proporciona.


A intuição, que é sinónimo de memória, constitui um fluxo de energia que percorre os corredores neurológicos. Isso não é passível de ser demonstrado através da reacção química, mas através da condutividade dos corredores neurológicos. O estresse interfere com essa condutividade do fluxo de energia. A redução do estresse promove a condutividade, de modo que o fluxo mais fácil do fluído eléctrico que constitui porventura o único mecanismo físico da mente passível de ser identificado no âmbito das vossas ciências. Reduzam o estresse e promoverão o fluxo da memória, ou intuição.

Tem lugar em meio ao vazio, ao nada que é tudo, em que reside a chave da vossa intuição, porque quando tranquilizam o pensamento e instauram esse vazio chamado cognoscência (sabedoria), aí recordam. Por esse vazio estar prenhe de visão, discernimento, em relação às quais passam a dar outras designações, como criatividade, resolução de problemas, sonhos, lógica, e vários outros convênios. Encadeiam observações passíveis de ser repetidas e contrastam-nas com um todo estável e mais vasto. Encadeiam-nas como pérolas num fio e chamam-lhes factos. Colocam-nas ao pescoço e chamam-lhe ciência. O que sugerimos é que deveriam vender essa “pérola de enorme valor,” e procurar avançar directamente para a cognoscência, por aí residir o vosso verdadeiro crescimento, o vosso verdadeiro desenvolvimento psíquico – por terem tido origem na condição de alma.

Acima de tudo, se procurarem intuir, se procurarem redigir informação sobre as vossas dimensões conscientes, pensem no seguinte: São parte de Deus, e é de Deus que todas as coisas brotam, assim como é a Ele que todas as coisas retornam.


Tom McPherson


Existem vários instrumentos de uso intuitivo. O I Ching é um excelente exemplo. Trata-se de uma método bastante singular de atirar varas, não contrário ao arremesso das pedras das Runas que eu costumava usar. É um sistema composto por símbolos específicos elaborado num método Oriental. Quando arremessam as varas ao ar, elas caem num padrão específico que não é dissimilar a uma impressão de computador que assinale a posição em que se encontram em meio à totalidade das coisas nesse instante. Baseia-se na teoria de que não existe acaso. Não é que os padrões sejam produzidos de forma aleatória e vós engendreis as circunstâncias – ao invés, revelam-lhes um potencial. Se quisermos, trata-se de uma forma de análise do carácter divino.


Eu achava o arremesso das Runas bastante interessante. As Runas constituem uma série de símbolos impressas em pedras. Baseavam-se originalmente no alfabeto Atlante, que constitua a redução de todas as forças primárias da natureza a vários símbolos simples. Depois deitávamos mais ou menos sortes, por assim dizer, e os padrões eram estudados pela pessoa ou adivinho, cuja intuição estaria em condições de personalizar a mensagem enquadrando-a na mensagem de acordo com as necessidades da pessoa a quem a leitura se destinava. Por outras palavras, representava um foco para a intuição. Os escandinavos eram muito bons nisso, assim como os Druidas. Na verdade foram os Druidas que levaram as Runas aos Escandinavos, creio bem. Por sua vez, os Druidas constituíam alguns dos velhos remanescentes da casta sacerdotal dos Atlantes. De modo que essa coisa da intuição recua bastante on tempo, e não é, de forma alguma, nova.


Não levem nada do que leem a sério; considerem-no e analisem-no. Quanto mais profundo o vosso processo intuitivo se tornar, mais precisa será a análise. As Runas constituem um perfeito exemplo de uma série de símbolos produzidos de forma aleatória que a vossa intuição deve reunir. Precisam analisá-los e a seguir coordenar cuidadosamente os resultados na vossa mente. Mas não sigam isso de olhos vendados, por disporem de livre-arbítrio.


Haverá alturas em que terão uma elevada intuição, e outras em que terão uma intuição fraca. Terão períodos em que a vossa intuição será excelente mas a capacidade de coordenar as circunstâncias se apresentará débil. Por exemplo, podem ter uma excelente Visão e forma nenhuma de a coordenar por não se encontrarem rodeados por pessoas suficientemente pragmáticas. É quando se tornam profetas balbuciantes sem ninguém que vos escute. Assim com há outras alturas em que a vossa análise seja excelente, mas não obtêm a visão necessária para a enunciarem às outras pessoas. Elas dirão: “A análise que fazes é interessante, mas ao mesmo tempo revela-se embotada e pouco inspiradora.”

Não há nada que seja aleatório, nem mesmo a selecção de bolinhos da fortuna num restaurante Chinês. Não os encorajo a investir as vossas poupanças em bolinhos da fortuna, mas não envolvem qualquer acaso. Possuem significado.


As cartas do Tarot podem ser usadas como uma forma de acesso instantâneo ao estado de sonho, dotada que é de símbolos e significados já interpretados para vós. As afirmações constituem intuição aplicada. Por exemplo, se tivessem que seleccionar uma imagem positiva e repeti-la vezes sem conta sob a forma de um mantra, eventualmente obteriam discernimento quanto ao problema em que estivessem a trabalhar no momento. Ele fluiria de encontro a vós. Assim como poderiam conhecer alguém que possuísse a informação de que precisassem. Será o equivalente a um SOS psíquico, se quisermos, que é emitido de forma telepática ao vosso grupo de pares. Vocês atraem essa pessoa por estarem constantemente a emitir o sinal, e depois simplesmente disponibilizam-se relativamente a uma resposta.


Tenham fé na fluência da vossa própria intuição. Seguir o fluxo de imagens que surge equivale a seguir a corrente da vossa própria consciência. Velhos monges Budistas, Maias, e Druidas, costumam sentar-se junto a rios e a deixar que as ideias fluíssem com o rio. Se seguirem essas imagens, isso não será diferente de uma corrente criada por vós próprios. Alguns rios correm rápida e furiosamente e já outros correm mais vagarosamente. Mas sejam pacientes e as respostas de que precisam virão.

Tradução: Amadeu António

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