sexta-feira, 7 de agosto de 2015

SEXO E SENSUALIDADE





Boa noite. Sinto-me encantado por uma vez mais me encontrar na vossa presença e por uma vez mais poder dar continuidade à nossa série da compreensão interior. Mas esta noite temos um problema (riso) por termos como tema o “Sexo e a Sensualidade.” (Suspira) Sinto-me satisfeito por não ter esse problema. (Riso)

Um dos factores mais importantes a ter presente quando estão a lidar com a questão do sexo e da vossa natureza sensual com respeito ao crescimento espiritual está no facto de não poderem separar mente corpo e espírito. Podem cerrar a mente, mas ela ainda irá funcionar ao nível subconsciente, bem fundo dentro de vós. Ela ainda irá dirigir-se-vos e ainda irá trazer à tona as coisas que tiverem registado, durante um período de tempo. E assim, o que parece ser uma coisa maravilhosa, um crescimento da consciência e um despertar, precisa ser reconhecido como tendo lugar nas áreas do corpo assim como nas áreas da alma.

Se forem mais conscientes sentirão e perceberão por intermédio de sentidos que não só os físicos, e isso representa um despertar. Mas vocês despertam igualmente as sensações interiores relacionadas com o corpo. Não podem ser mais conscientes de uma coisa e menos conscientes de outra. Se vierem a conhecer o amor na sua mais elevada expressão, também virão a ter consciência do amor no corpo na química do corpo tanto quanto na mente, assim como no espírito. Portanto, muita gente descobre que essa interpretação racional das sensações que têm nem sempre funciona, à medida que cresce espiritualmente.

Ora bem, pensem nisso por um instante. Enquanto grupo espiritual vocês começam a ir ao encontro uns dos outros. Começam a querer conhecer uns aos outros, a experimentar e a compreender e a auxiliar uns aos outros. E assim se dá a aproximação. Vocês aproximam-se espiritualmente, mas também se aproximam fisicamente. Abraçam uns aos outros. Não encaram esse abraçar como coisa sexual, mas como uma consciência do próximo. Mas, que é que sucede caso esse abraço vá além de coisa do momento? Quando esse abraço é sustentado por um período de tempo mais prolongado do que o de um cumprimento momentâneo, ele desperta todos os outros sentidos do corpo. O eu sensual começa a responder à química do corpo, e por vezes aquilo que começa como uma coisa espiritual pode chegar a ficar descontrolada. (Riso)

Bom, a base lógica disso assentará no facto de que, se se amarem de forma incondicional, mente, corpo e espírito, que diferença fará isso? Bem, eu não sei. (Riso) Vocês são quem possui um corpo. (Riso) Mas faz diferença pelo seguinte: Faz diferença pelo facto de um abraço amoroso que envolva atenção ser uma coisa, mas se carregar esse abraço para além disso, acarretará responsabilidades adicionais. Se o abraço que lhes der lhes transmitir a noção de ser mais do que um cumprimento espiritual, então terei responsabilidade por isso. Serei responsável pela interpretação que fizerem disso, assim como pela minha. Por conseguinte, envolve o caso da responsabilidade adicional decorrente da extensão que permitirmos que isso passe a ter.

No vosso mundo o sexo tornou-se um tanto num deus, sabem? Toda a gente adora o sexo. Já viram as paragens do vosso metro e dos vossos autocarros? Aquilo que é mais entusiasmante são as cuecas de homem. (Riso) Já repararam nisso? Formas desencarnadas adoráveis a usar todo o tipo de colorido interior. É muito bonito, mas não sei se isso será necessário como ponto de partida para o vosso dia. Não sei. Não me cabe a mim julgá-lo. Não faço qualquer juízo crítico, mas aquilo que estou a dizer é que, se pensarem em todos os anúncios que vendem produtos no vosso mundo de hoje, noventa cinco porcento deles lidam com áreas e atitudes sensuais, lidam com promessas menos óbvias, e em pouco tempo passam a pensar que isso seja uma realidade.

Vocês comportam um corpo e uma química corporal, e parte da vossa química reage fortemente à química de outros corpos, e outros repelem a química desses corpos, de modo que conhecem uma pessoa e sentem-se terrivelmente atraídos por ela, e conhecem outra e realmente não sentem muito interesse por terem muito que ver com essa pessoa. Energia, química corporal, atitudes mentais, tudo afecta esse relacionamento.

Ora bem, se tiverem a noção de que a única coisa que os torne uma pessoa completa seja ter um companheiro sexual, ou uma atitude sexual, que acontecerá ao resto de vós, pelo resto do tempo? Por não poderem ser uma coisa sexual, sensual, vinte e quatro horas ao dia. Poderão tentá-lo, (riso) mas tornar-se-á um pouco cansativo. O que eu quero dizer é que tudo em vós reage a tudo quanto fazeis.

Bom, vamos ser bastante terra-a-terra por um instante. Que é que sucede quando assistem ao que chamam de fotos pornográficas ou leem novelas sexuais? Alguma vez terão notado que um escritor pode sugerir-lhes determinada coisa e vocês conseguem imaginar uma cena completa, enquanto um outro precisará transmitir-lhes todos os detalhes? Na maioria dos casos o melhor escritor será o que permite que vocês usem a imaginação. É muito mais criativo. Mas o que acontece é que a mente cria atitudes sensuais e reacções sexuais. Os olhos criam-no. Vocês olham para alguém e dizem: “Caramba, que bestial.” (Riso) Mas podem fazer parecer com que tenham alguma coisa no olho, só Deus sabe o que os outros pensam. (Riso) Mas é uma sugestão, e vocês lidam com muitas porções do vosso próprio ser em resposta a uma atitude.

Ora bem, no vosso mundo de hoje, essa atitude alcançou uma tal proeminência que chegou a perder o equilíbrio. As pessoas não se encaram como seres a menos que sejam capazes de dizer que isso faça parte delas. Encontra-se tão fora de equilíbrio como quando ninguém falava acerca disso. Mas o sexo existe. A sensualidade pode ocorrer. O amor existe. O grau a que arrastam isso, a atitude com que o abordam, confere-lhe uma multiplicidade de níveis que poderão encarar como qualidade. A qualidade de um amor assenta na compreensão de cada um, do que pensa que o amor seja. Uma pessoa poderia dizer que me ama muito por me fazer tudo quanto quero ou por me dar tudo quanto quero. Bom, isso é formidável se corresponder à ideia que tiverem do amor e é isso que sucede; ficam contentes. Outra poderá dizer que me dá tudo quanto quero, mas não me compreende. Ou não me dá ouvidos.

A interpretação individual e colectiva de qualquer abordagem usada no amor, no sexo e na sensualidade, conduzem isso a um dado nível. O amor que sentem por uma criança, pela esposa, pelo amante, pelo vosso animal de estimação difere entre si, mas ainda afecta todo o vosso ser; ainda afecta todo o ser, de forma que precisam permitir-se reconhecer que se sentirem reacções corporais, terão ideias a acompanhá-las. Se estiverem a ter reacções corporais, estarão numa determinada relação com essa ideia.

Agora, se for mais consciente de tudo quanto me rodeia, então também terei consciência do que sucede em vós. Certo? E se estiverem a ter sensações sensuais com relação a vós próprios, então conseguirei sintonizá-las e passar a ter sensações sensuais com relação a mim próprio, e o que acontece a seguir é que podemos ter sensações sensuais com relação a nós próprios. Estão conscientes e portanto estão a romper barreiras e vedações que antes existiam. Onde o padrão da ideia assentar será o que irá suceder a essa consciência.

Eu quero perguntar-lhes uma coisa - e isto diz respeito tanto ao homem quanto à mulher. Quantos de vocês apreciam o vosso corpo? Óptimo. Ele é vosso. É especial. Ele fala convosco. E se o encorajarem ele reagir-lhes-á. Se o ignorarem, jamais virão a chegar a ficar ao lado dele, jamais virão a falar com ele. Por isso, é importante saber que ter amor por vós próprios – mente, corpo e espírito - não é errado.

Olhar para o corpo com uma verdadeira compreensão daquilo para que foi criado, e com uma verdadeira compreensão da beleza que encerra não tem nada que ver com o estilo, o peso; não tem nada que ver com o último grito, o facto de precisarem passar fome ou não. Tem que ver com o facto de constitui o templo da alma, e desse corpo constituir uma coisa muito importante que deve ser objecto de amor e de que não deviam recear tocar e dizer-lhe: “Bom dia. Eu adoro-te.”

Se responderem a esse corpo considerando-o assim importante, ele responder-lhes-á com base nessa importância. Se o tratarem como se fosse a escória da terra, ele reagir-lhes-á desse modo. Ele não irá querer abandonar a vulgaridade, nem quererá deixar as situações mais desfavoráveis. E tal como o aspecto sensual em vós lhes permite que compreendam o corpo, também precisam deixar que esse aspecto sensual lhes permita compreender os pensamentos padrão que controlam o corpo.

Suponham que eu lhes digo para se sentarem erectos e para encolherem o estômago. Isso são sugestões, mas se lhes derem ouvidos, o instinto natural que terão será no sentido de os seguir, e se pensarem nelas, segui-las-ão e conduzirão o vosso corpo ao estado que quiserem que passe a adoptar, e conduzi-lo-ão ao respeito que quiserem que ele tenha, e à proeminência que quiserem que tenha – apenas vós. Certo? Mas para saberem o que estão a conduzir a vós por intermédio dessa compreensão do corpo, precisam compreender o vosso eu interior.

O sexo existe, e continuará a existir enquanto a humanidade existir. Se não fosse por causa do sexo, provavelmente não se encontrariam aqui. É verdade, não? Alguém os criou. Não a alma, mas o resto do vosso ser. O vosso aspecto genético é criado a fim de alojar uma alma. Por isso, se esse for o propósito do sexo, de que forma poderá estar errado? Entendem? O que pode ser errado é o tipo de sexo, a forma como pensam nele ao penetrarem na sexualidade e deixarem que a química corporal passe a fluir. É isso que faz a diferença. Podem conduzir isso a uma situação inferior assim como a uma situação superior, entendem, que não tem importância. Vocês controlam-no.

Quando o amor tem existência sob a forma de carinho e de atenção, o sexo constitui uma união mística. Quando não se acha presente, não passa de um acto mecânico. Trata-se de uma emissão da química corporal. Hão-de descobrir que, se esse for o único tipo de sexo que experimentarem, jamais se sentirão realizados, e sempre precisarão de mais e mais e mais, por não terem o resto do vosso ser a reagir-lhe, mas tão só a química corporal.

Ele representa a união de dois seres. Vocês podem chegar a juntar-se na discussão, e podem juntar-se no amor, podem juntar-se por variadíssimas formas. E podem chegar a juntar-se sexualmente, da mesma forma. Tanto pode representar uma coisa bestial como uma coisa bela. O que marca a diferença é como pensam nele e o que sentem com relação a ele. É isso que faz com que penda para um lado ou para o outro.

Ser um ser sensual requer equilíbrio. Ser sensual é ter consciência contínua do vosso ser, mas não significa estar apaixonado pelo próprio corpo. Entendido? Significa ter consciência dele, sentir-se satisfeito com ele, sentir-se confortável com ele, mas não quer dizer deixar que reine. Há uma diferença nisso. Isso comporta todo um certo equilíbrio. E quem o define? Vós. Vós definis esse equilíbrio. Têm consciência das alturas em que permitem que os factores sensoriais reinem, e têm consciência das alturas em que compreendem o vosso corpo. Mas aquilo que precisam perceber é que vocês controlam isso.

Em todas as eras e em todas as alturas há diferentes atitudes que se criam com relação ao sexo e com respeito às atitudes sensuais que têm para com o corpo. Elas são criadas pela cultura. É a cultura que determina a atitude relativa ao sexo. É por isso que passam de uma atitude de abordagem para outra em diferentes idades e em diferentes alturas. Mas, que sucede caso se encontrem num sobe e desce? O que sucede quando tudo quanto lhes tiver sido dito acerca do sexo em certo período representar um período, e o tempo de o viverem e de fazerem uso dele, e interagirem com ele tiver lugar num outro período? Que sucede? Confusão, não será?

Eu desejaria que tivessem andado por aqui há tanto tempo quanto eu e tivessem assistido à multiplicidade de mudanças e de atitudes, que nem sempre foram de bom augúrio. Algumas delas foram decadentes, mas a questão está em que houve épocas em que a chamada inocência levou as pessoas a acreditarem em estranhas coisas com respeito ao sexo. Sabiam que se beijassem alguém poderiam engravidar? Houve períodos em que acreditaram nisso. Daí que possam imaginar todo um quadro de gente frustrada por desejar beijar, mas não queria arcar com a responsabilidade de ter uma criança, de modo que ninguém andava aos beijos. Acreditam nisso? Eles acreditavam, só que nunca deixaram que alguém o percebesse. A diferença está em que noutras épocas da história, diziam que sim, e noutras diziam que as pessoas decentes não o faziam. Eu sempre quis saber como é que descobrem que se seja uma pessoa decente. Toda a cultura apresentou uns cinquenta ou sessenta critérios e a maioria deles baseava-se na opinião de mais alguém.

Se pretenderem conhecer-se e tornar-se conscientes, irão precisar deixar que essa consciência os conduza ao mais elevado ponto da vossa sensualidade e sexualidade, o que significa que não seja coisa bestial alguma, mas algo que merece respeito e ser honrado, aceite e amado. Conquanto tais ingredientes estejam presentes, procederão à decisão, e isso é o que importa.

Perguntas: Vejamos quem se atreve a colocar uma pergunta. Não quero ver a mão ar.

Pergunta: Tudo quanto acabaste de referir é sensato, e quando pensamos nisso, também pensamos nisso de uma forma sensata, por isso, qual a razão para todo apego emocional com respeito ao sexo?

Muito bem. Antes de mais, por ter sido estabelecido como critério de sucesso no vosso mundo. As pessoas prefeririam casar-se, ou ter um caso, com que se sintam completamente infelizes, do que dizer que prefeririam não o fazer. Certo? Mas eu vou dizer-lhes uma coisa neste instante, no que focarem a vossa mente será onde determinarão as reacções da química corporal dentro de vós.

Pergunta: Que dizer da acção recíproca que parece achar-se associada ao sexo?

O carma é produto da vossa concepção. Também é usado como uma potente desculpa no vosso mundo. Há mais quem alegue a afectação do carma com respeito a esse assunto do que precisariam. Há muito quem lhe escape através da espiritualidade. O carma chegou a tornar-se termo que é cogitado enquanto é tremendamente mal-entendido no vosso mundo. Tornou-se numa desculpa. Se carregarem um laço cármico em relação a alguém, terão lembranças emotivas disso, mas isso não significa necessariamente a mesma coisa seja suposto ocorrer nesta vida. Podem ter que conhecer essa pessoa e ultrapassar esses sentimentos, assim como poderão ter que conhecer a pessoa como uma das vossas melhores amigas na vida, que os ajude, os apoie, etc., só que não tem que se enquadrar no padrão de repetição do desempenho que tiver tido antes.

Pergunta: Creio que a primeira parte da minha pergunta tenha sido respondida... mas eu ia colocar a pergunta da origem da ideia do sexo, não apenas por meio da produção, mas é que disseste que caso seja tido na conta de algo respeitável, o que quer que façamos com ele, não tem importância. A segunda parte da minha pergunta, existirá alguma situação em que o celibato represente uma ajuda, ou não passará de coisa obsoleta da Era de Peixes?

O celibato representa uma opção inerente ao livre-arbítrio, mas ser celibatário não quer necessariamente dizer que sejais superiores. Aquele que conduzir as suas emoções correctamente na vida, que se trata com dignidade e respeito com respeito ao sexo encontra-se igualmente desenvolvido. O celibato destinava-se ao desenvolvimento dos chakras. Vós possuís uma energia. Onde ela for focada e usada corresponderá ao nível em que operará, de modo que p celibato afastava a mente da química corporal e permitia que amente conduzisse a energia a condições mais elevadas. Mas precisam igualmente compreender que a mente pode levar essa energia ao chakra sacro e levá-la a operar no âmbito desse chakra numa condição muito elevada, e assim que tiver terminado nessa área, pode passar para outra área e mostrar-se igualmente elevada. Foi o medo de ficarem aprisionados numa posição dessas e de não optarem por levar a energia até outras posições que levou com que o celibato parecesse uma protecção contra o sexo. Mas uma pessoa que opte pelo celibato, deve optar por corresponder àquilo que quer, mas permitam que leve isto um passo adiante. Se não optarem por ele com base num desejo vosso, no vosso próprio propósito, então estarão a representar, e estarão a usar isso como uma outra forma de fugirem ao confronto com a vossa própria sensualidade. Tem que proceder de uma opção interior.

Pergunta: Eu adoro muito a Deus, não é, mas também aprecio bastante o sexo. (Maravilhoso!) Durante muito tempo abriguei profundos conflitos, bem lá no fundo, de modo que gostaria de perguntar, de que forma poderei terminar isso?

Muito bem. Entende o seguinte: Possuir um corpo implica ter química corporal, e ter desejos de ordem sexual sempre que a química for posta em marcha ou se virem confrontados com ela. Não é anormal, e Deus não franze o cenho ao sexo. Deus não os julga, ele ama-os, mas aquilo que diz é: Se usarem o vosso corpo com todas as partes que o constituem dadas por todas estas razões, então utilizem-no pelo mais elevado dos potenciais, e não pelo menor vigor. Permitam que o vosso sexo represente uma experiência mística. Deixem que se torne numa coisa bela e adorável, e não numa coisa animalista. Isso é o que se espera de vós, entendem? Continua lá.

Pergunta: Uma experiência que eu tive imensas vezes foi, ainda há algumas noites atrás, eu estava a meditar e encontrava-me um lugar belo, e comecei a sentir um afluxo de sensações sexuais, e quando tenho sensações dessas no contexto sexual, não tenho problema, mas quando os tenho no contexto do divino, já sinto hesitação e começo a assustar-me e deixo de saber como conciliar ambos os aspectos.

Muito bem. O sexo representa uma junção, e uma junção representa uma transição de energia. Quando têm sensações sexuais durante um processo meditativo, deixem que as energias venham ao de cima. Digam: “Muito bem, vamos conduzir isto a uma união espiritual. Deixa-me emergir com uma força que seja mais elevada com que o possa compreender, por se dar uma transição para se reunirem com uma força mais elevada. Entendem? Porque aquilo que gera o problema é que quando o termo “sexo” é escrito na parede conforme vocês muitas vezes encontram no vosso mundo, quando o termo “sexo” surge, o instinto natural que o homem tem é de pensar no sexo segundo a relação corporal, mas aí, de acordo com o que lhes foi inculcado com relação ao corpo, isso tanto pode tornar-se numa coisa baixa como numa elevada. Por isso vão precisar pegar no termo, na sensação, e conduzi-la mais acima. Lembrem-se que nenhum acto sexual pode ocorrer até que passe daqui (…) e nesta posição venha a governá-lo. Por isso, deixem que venha ao de cima. Conduzam-no a uma união dotada de um carácter superior. Não deixa de ser de Deus.

Pergunta: Se não amarmos o corpo que temos, como poderemos aprender a fazê-lo?

Muito bem. Antes de mais, o corpo representa o templo que o vosso eu real habita, e tal como desejariam ter um lar limpo e bem cuidado por casa, também desejarão ter uma morada limpa e bem tratada para a alma habitar. Se começarem a pensar nesses termos, começarão a ter respeito pelo corpo, e se começarem a respeitá-lo, começarão verdadeiramente a amá-lo. E amá-lo, uma vez mais, não é ao nível do sexo, mas ao do sexo, da alma e da mente. É a todos os níveis.

Contemplem a vossa mão, apenas por um instante. Olhem simplesmente a vossa mão e façam-lhe saber que a amam. Olhem para ela e pensem no que faz por vós no decurso de um dia tão só. Se eu quiser chegar-me a vós e acariciar-vos, precisarei dessa mão. Essa mão presta-se a um serviço. Por que não deveria ser amada? Existe tanto receio de que amar o corpo seja errado, entendem, por ser sempre objecto da consideração do sexo de nível inferior. Mas o corpo, a máquina magnífica que os serve justamente durante toda a vossa vida, merece respeito e amor.

Ponham as vossas mãos ao redor de vós próprios apenas por um instante, e por um momento pensem na grandiosa pessoa que são. Estão a ver? Sentem-se envergonhados. Não deviam a sentir-se embaraçados por serem uma pessoa maravilhosa, estão a entender? Pensem em todas as situações em que deram as mãos a alguém. Como poderão deixar de respeitar e de amar a mão que lhes permite tal gesto? Mas vejam, enquanto o objecto da conversa forem as mãos, tudo vai bem. Mas cheguemo-nos ao cotovelo. Como poderiam alguma vez aprender o que quer que fosse se não tivessem um cotovelo? Como poderiam dar um “despertar” a alguém. Se pegarem no vosso corpo, uma parte de cada vez, e perceberem o serviço que lhes rende, começarão a apreciá-la mais. Já lá chego num instante.

Pergunta: Eu ia dizer que isso me lembra uns rituais antigos de purificação e de limpeza. Quando limpávamos o corpo com uma enorme dose de amor e de carisma, e chegávamos realmente a conhecer-nos de uma forma diferente, isso tornava-se um acto espiritual, bastante harmonioso.

Comentário: A terceira parte da questão, só queria ter a certeza, por exemplo, caso eu fosse a algum lugar, caso eu eleve a minha energia, caso isso efectivamente suceda, eu possa fazer sexo, caso sinta vontade, passe por tudo isso, e nada de secretismo seja inculcado…

Desde que não penses que se trate de sexo e o reserves um espaço confinado em que o vejas como algo “sujo.”

Pergunta: Não, não, não, eu não faço isso. Há livros que eu já li que dizem que há um certo ponto a que as energias precisam elevar-se, de modo que me assegure de que isso não é verdade.

Elas elevam-se. Elas terão que se elevar, mas as tuas atitudes sensuais, a consciência que tens de ti não se detém por aí, ou não terias consciência de te ficares por aí. Entendes? Precisas deixar que esses sentidos operem, mas eles levam isso a uma energia diferente. Por exemplo, alturas há em que têm períodos de uma grande intimidade com a vossa esposa ou esposo, amante, em que lidam com a química do corpo e depois também há alturas em que os vossos olhares se cruzam através do espaço e opera-se um intercâmbio idêntico, e nem sequer se tocam. E têm, alturas em que se acham afastados uns dos outros, em que se encontram distanciados uns dos outros, e nem sequer chegam a ver-se uns aos outros mas a mente é capaz de suscitar esse aspecto adorável ou sensação adorável no vosso íntimo de novo e se sentem sensuais, amados, e amorosos. Nada tem que ver com corpo com corpo. Consiste apenas num fragmento disso. É muito mais do que isso.

Então vocês pensam em todos os momentos amorosos, todos os momentos sensuais. Vocês são artistas. Toda vez que vocês criam, são sensuais. Vocês não podem criar sem usarem o chakra sacral, por ser a força criativa procriadora. Tu estás a usar a energia que permite que ela flua, mas ela encontra-se numa "condição superior." Ela encontra-se num espaço de beleza e de criação, assim como o olhar lançado através da lado da sala ou a recordação de um momento divertido. Entendem? Vocês criam as coisas vivas.

Pergunta: Não, eu não queria interromper, mas ... Acho que a minha, você sabe, eu estive
a sacudir algo em torno do aspecto da experiência humana que denigre e que, na verdade, inferioriza o sexo, ou luta com ele, humilha-lo, estive a pensar nisso como algo sujo, de onde foi que isso emergiu?

Bem. Isso veio dos ensinamentos culturais, ao longo dos anos.

Pergunta: Qual terá sido a fonte disso? Por outras palavras, eu quero voltar ao que está no homem, à essência do homem que lhe permitiu desenvolver isso na cultura.

Na essência do homem havia um corpo andrógino composto de luz que era tanto masculino e feminina que procriava a partir de dentro si mesmo, que não tinha que se mesclar com outro. À medida que a densidade começou a formar-se, à medida que a fusão começou a ocorrer com o ser inferior, o animal, os sentidos do animal começaram a ser retidos. Certo? É como se vocês passassem por uma sala muito perfumada.

Vocês vêm para fora, e ainda trazem um pouco do perfume. Gradualmente
lá se formou uma inclinação para os sentidos, em vez do espírito, e a divisão do corpo andrógino. Agora, dentro de cada metade do ser andrógino existe tanto uma energia masculina como feminina. Cada um de vocês é ambas essas energias. Em cada vida particular, há uma inclinação para uma, mas vocês também devem permitir a outra flua, porque se você não fizer isso, você não conhecerão tudo quanto são, por estarem de novo a trabalhar no sentido andrógino. É para isso que se encaminham. Assim, ao examinarem para estes sentimentos de culpa... Mas os sentimentos de culpa foram criados pela
sociedade e cultura uma e outra vez. Não falem nisso. Por que não, se é normal? Mas não falem tanto sobre isso que o torne anormal.

Qualquer pessoa pode ler uma passagem muito atrevida num livro. Agora, se esquecerem de ler o resto do livro e não lerem mais que essa passagem pelo resto do semana, vão ficar fora de equilíbrio. Mas, se entenderem isso no contexto do resto do livro, percebê-lo-ão como a vida, nessa produção particular e mantê-lo-ão no seu devido lugar. E o que vocês estão a fazer agora na vida é a trazer a energia andrógina de volta ao acto. Vocês estão a afastar-se do bestial e a penetrar na forma de energia mais elevada, o que os leva de volta ao seu sentido de pureza, em vez da vossa atitude de degradação. Já fizeste muitas perguntas, vamos voltar-nops para aqui.

Pergunta: Eu sinto alguma confusão assim que procuro acercar-me da realização. Eu muitas vezes tentam preencher o vazio dentro de mim com o sexo, com a alimentação. Eu preencho-o com a alimentação, e depois fico com uma barriga, e depois não amo o meu corpo. E entro num ciclo vicioso. Eu fico celibatária durante anos, e eu não acho que seja livre arbítrio da minha parte. (Riso) E no caminho que eu trilho, eu sou ensinado que eu preciso aprender a obter tudo a partir de dentro, que eu tenho tudo dentro de mim. Mas acho isso muito difícil. Eu estou tentando obter algo de fora.

Muito bem. Deixa-me explicar uma coisa. Encontra-se tudo lá dentro, mas de vez em quando vocês têm que deixar sair algo para atrair algo para dentro. Vocês sabem, se tiverem uma garrafa de água toda a vossa vida, ela vai ficar um pouco estagnada depois de um certo tempo. Mas se vocês derramarem um pouco, ele oxigena e vai ficar fresca novamente. De modo que, na interação com a emoção, vocês dão para receber, mas para dar vocês têm que confiar.

Pergunta: Eu gostaria de lhe fazer uma pergunta que eu acho que muitos de nós têm querido fazer. Quando duas pessoas se encontram e eles parecem estar unidas num plano muito sincero e completo de espírito, mente e corpo, e tudo parece bonito para eles, e então, de repente, depois de um tempo, descobrem que se odeiam entre si. Acho isso difícil de entender.

Julian: O único absoluto é a mudança. As pessoas, no seu íntimo, as suas necessidades mudam. Agora, algumas pessoas mudam e ainda têm muito que as mantenha juntas. Outras pessoas mudam e amadurecem literalmente mais que outras, e separam-se, deixando essa associação, não amargamente, mas como, bem, de uma transição para outra coisa. Entendem? E assim o que era um grande caso de amor pode se tornar uma boa amizade. Outros, por não entenderem as mudanças, por não se entenderem a si mesmos, criam raivas, ressentimentos, que, em seguida, fomentam a separação, ou a mudança de atitude, de um modo doloroso. Com o tempo, a dor é curada, e é geralmente curado por meio de novas formas de compreensão, novas formas de entendimento e um novo crescimento, e entram em novas.

Precisam entender que num mundo que se acha em constante mudança, as energias
são afectadas de forma diferente. Houve períodos de tempo em seu mundo em que duas
pessoas se juntavam, e ficavam juntas para todas as suas vidas, por nada estar a mudar muito. Mas como o mundo se tornou menor a mudança tornou-se mais prevalente na vida, as energias foram jogadas de um lugar para outro. Houve um tempo quando uma criança crescia numa cidade ou numa região. Tudo nessa área era dela. Era a sua escola, a sua biblioteca, a sua isto, a sua aquilo, e ela tinha um grande orgulho e associação com ela. Ela provavelmente casava-se nessa mesma cidade e criava filhos na mesma cidade. No mundo de hoje, uma criança vai ter que viver em seis ou oito ou dez lugares diferentes, altura em que atinge idade para começar a ter uma ideia séria sobre uma relação. Portanto, a atitude que tiver sobre a estabilidade, o tempo certo, e uma fundação constante será diferente.

E assim, a atitude do homem se modifica-se com cada momento, com cada energia, com cada mudança, mas à medida que o homem regressa ao círculo, ele voltará a começar a sentir uma dependência mais forte do outro. Entendem, vocês completam o círculo. Vocês começam a voltar para o que é uma força maior, uma força maior procedente de uma maior confiança interna, por isso ser muito importante.

Pergunta: Eu queria perguntar, já que hoje estamos imiscuídos no contexto da cultura, primeiro de tudo, eu diria que a partir do que você está dizendo, o amor é o critérios para essa relação. Com a cultura, ainda existem tabus contra relações extraconjugais, relações homossexuais, coisas dessa ordem, e eu estou querendo saber como você se sente sobre isso. Isto será uma coisa cultural que devamos ultrapassar, ou devemos tomar isso em consideração, ou se deveremos...

Julian: Bem. Amor é amor. Ele é sentido e expressado de muitas formas, e quem julga o outro será julgado. Não importa que tipo de amor está sendo expresso, é importante que o amor esteja a ser expresso, e se é bissexual, homossexual, seja o que for, ainda pode ser uma coisa bestial ou uma coisa bela. A qualidade do pensamento e a atitude é o que faz a diferença. Vocês estão a chegar a um tempo em que as coisas são evidenciadas a céu aberto, em vez de empurradas para baixo. As crianças não acreditam mais que se se beijarem, venham a ter um bebê. Elas agora estudam biologia. O que estou a dizer é que demasiada preocupação é depositada com respeito às atitudes sexuais dos outros quando a única atitude de sexo que vocês têm o direito de ter é em relação a vós próprios. O que vocês estão fazendo com à vossa própria sensualidade, às vossas atitudes sexuais? Como estão lidando convosco próprios? Obrigado por perguntar.

Pergunta: Que relação existirá entre a contracepção e o sexo?

No início dos tempos, a procriação era muito necessária, mas como as coisas mudam em todas as áreas do mundo, há momentos em que a procriação pode se tornar um perigo. Ter um filho é uma decisão do livre-arbítrio. Geralmente é feita antes de entrarem neste mundo, mas por causa do livre arbítrio, vocês precisam reavaliar as vossas decisões neste mundo uma vez que se encontram nele. De modo que, vocês que poderiam ter programado dois ou três filhos antes de entrarem no mundo, poderão dizer que um seja suficiente. “Eu tenho que o alimentar, revestir, e assim por diante. Nos primeiros meses do desenvolvimento da criança, ela constitui uma consequência biológica da mãe e do pai. É um tumor em vós, por assim dizer. Quando a mãe sente a vida, a alma terá entrado. Em seguida, ela é um ser que abrigam, ou carregam, pelo que as decisões em relação a este acordo de livre-arbítrio e o indivíduo, e aquilo com que se sentir confortável em si mesmo.

O que está errado é quando o que chamam aborto é usado como controlo de natalidade. Existem muitos métodos de controlo de natalidade no vosso mundo. Você não tem que ter uma... Você sabe, passar pela concepção nem pela automutilação quando existem outros métodos, pelo que, mais uma vez, requer decisões do foro do livre-arbítrio.

Muitas vezes as pessoas terão um incidente a que chamam aborto na vossa vida, e a única coisa que precisam entender é que ele terá acontecido nesse momento, por qualquer motivo do crescimento da alma por que tenham passando, e que elas não se devem ancorar a si mesmas ao referido momento para o resto das suas vidas. Elas devem prosseguir com a vida e continuar a viver e, talvez, ter mais um filho em algum momento subsequente se for correto e apropriado para elas, mas eles não podem ficar a julgar-se por algo que tenha ocorrido num determinado momento das suas vidas. Porque, vejam bem, assim estarão a destruir toda a sua vida. O que quer dizer, “Eu não consigo fugir àquilo,” e vocês não podem ficar no mesmo lugar.

Pergunta: Foi-me dito que há muitas almas esperando por um corpo no devido tempo e lugar (sim). Haverão mais... Será o número total de almas actual superior ao que existia no começo do mundo?

O que acontece é que todas as almas foram criadas ao mesmo tempo, mas nem todas
encarnaram ao mesmo tempo, de modo que há uma mudança constante. As almas adicionais são aquelas que não tinham anteriormente entrado no plano terreno.

Pergunta: Voltando ao aborto, eu tive quem viesse junto de mim e me perguntasse isso, quando uma mulher fica grávida e esta mulher é apenas mentalmente incapaz de cuidar desta criança e alguém recomenda o aborto, a pessoa que recomenda o aborto - antes do período em que a mãe sente a vida dentro dela - resultará algum débito carmico para a pessoa que recomenda o aborto?

Depende da situação. Não têm qualquer maneira de saber por que é que a criança se encontra presente ou não. Ela só pode ser a decisão do indivíduo. Ele é quem deve tomar a decisão.

Pergunta: Então existe a possibilidade de uma dívida cármica, mesmo antes de a mãe sentir vida?

Pode ser uma experiência por que ela tenha que passar, não necessariamente ter a criança, mas tomar a decisão. É por isso que tem que assentar na decisão do individuo.

Pergunta: Julian, poderias comentar a teoria do aborto espontâneo da Dr. Gladys McGary? Em que ela aborda a alma… em que a mãe aborda a alma da entidade.. Ela simplesmente afirma: “Eu não me posso dar ao luxo de tê-lo neste momento, ou seja lá o que for, e não posso...”

E sê bom e deixa que te perca?

Pergunta: (...) e abre mão de mim, e depois (…)

Rapaz, isso é uma evasiva se eu ouvi bem. (Riso) Bem? Se a experiência da criança for passar, quer para a criança ou para o progenitor, aquilo que vocês chamam "aborto" ocorre, é verdade, mas ninguém coloca a responsabilidade de tomar a decisão no feto.

Pergunta: Julian, à luz do erro andrógino, para voltarmos ao tema, será que o sexo enquanto acto físico assenta naturalmente?

O que? Eu não ouvi a última palavra, minha querida.

Pergunta: Ok, assentará naturalmente?

O corpo andrógino?

Pergunta: Não, não é o andrógino... O acto físico do sexo, quando você está...

Bem, na medida em que a mudança é a única absoluta, à medida que envelhecem, ele muda naturalmente, sim, mas também quero dizer que há momentos (minha querida, não te estou a repreender) há momentos em que, sim, ele não é tão essencial. As prioridades são situadas para outras coisas. Não significa que seja mau, nem significa que não possam ter relações sexuais se quiserem, mas não é a prioridade que se situe no topo da lista.

Pergunta: Disseste antes que no começo da procriação era necessário. Você poderias dizer-me porquê?

Sim, porque a terra foi feita para ser habitada.

Pergunta: Por pessoas?

Esperemos. Por todas as espécies de Deus, e a natureza é a mais sábia.

Pergunta: Falaste antes sobre a diferença entre termos amor-próprio, ou termos respeito pelo nosso corpo, e de fazermos do corpo Deus, o que constitui uma defesa, não é, uma forma de narcisismo, mas quando é que... Sabes, é que pode ser muito subconsciente, uma travessia muito complicada. Como você poderemos saber disso?

Quando eu falo de fazer do corpo Deus, não me refiro ao exercício, ou a levantar pesos, ou o que você que seja de proeza física. Não é disso que estamos a falar. O que estamos a falar é de vocês gastarem mais tempo a olhar para o vosso corpo no espelho do que a usarem-no para tornar a vossa vida funcional. Se acharem que o vosso corpo seja a única coisa que exista, se esquecerem a vossa mente, e esquecerem o espírito, então encontram-se fora de sintonia. Você são uma tríade formada por de mente, corpo e espírito, e precisam permitir que interajam.

Pergunta: Eu pensei que tivesse ouvido mencionares anteriormente que a mente controla o corpo…

A vossa mente constitui o diretor da energia dentro do corpo, sim.

Pergunta: Então, como é que tantas vezes quando estou a ser acariciada, e me sinto desejosa, sim, eu quero que alguém faça amor comigo, mas ainda assim, a minha mente diz-me, ah-ah. Por que se encontram tanto em competição?

Porque a química do corpo é espontânea, mas o que acontece com essa química corporal basear-se-á na atitude mental que tiveres, quer de aceitares que seja a química corporal quem decide, ou decidires que a química corporal deva tomar um banho frio. Entendes? Sejam práticos em relação a essa coisa toda. Entendes o que estou a dizer? Isso é quando a mente assume o controlo. É o diretor da força.

Pergunta: Julian, e sobre masturbação? Algumas pessoas praticam isso. Poderias explicar isso? Por que isso acontece?

A química do corpo reage e reage muito frequentemente a algo visto, ou algo lido ou a algo que tenha ouvido falar. A química do corpo reage e necessita sentir a satisfação que ela está passando através dos sentidos. A masturbação se torna o acto físico mecânico que faz que isso aconteça. Agora se gastarem todo o vosso tempo com a masturbação, isso conduz ao desequilíbrio. Entendes?

Qualquer coisa que se torne numa total absorção torna-se num factor de desequilíbrio. Há momentos quando a estimulação dessa fonte é necessário para uma razão física. Agora, isso não é comum, mas, por vezes, uma necessidade real de uma área do corpo pode ser levada a operar devido a um estímulo. Aí, está a fazer mais do que uma coisa. Issonão é apenas masturbação, mas está a levar a contração muscular a ponto da bexiga se poder esvaziar, quando não tenha sido capaz de o fazer, ou em que possa haver uma passagem por entre as entranhas, por essas áreas serem estimuladas quando as outras áreas são estimuladas.

Pergunta: Eu entendo que haja algum tipo de sexo no mundo espiritual, a mescla com outro ser, prazer supremo, felicidade, o que quer que seja. Poderias descrever isso, por favor?

Sim. Há uma fusão, mas aqui, uma vez mais, você tem que entender que quando você
pensar nessa palavra no mural "sexo", não é disso que estamos a falar.
Nós estamos a falar sobre um intercâmbio de energias, em que dois seres elevados se reúnem, se acham totalmente familiarizados um com o outro, e se separam deixando a impressão de si no outro. É uma união jubilosa, mas não tem nada a ver com a nível bestial do sexo. Estão a ver, isso é o que é difícil para o homem, conseguir essas duas imagens em sincronia.

Pergunta: Quando o aspecto bestial desaparece, parte do prazer também desaparecerá?

Sim. NÃO! Agora é que me apanhaste. (Riso) Não em absoluto! O prazer é reforçado. Quanto maior a energia depositada no ato sexual, mais prazeroso e mais satisfatório se torna. Quanto mais bestial e mecânico, menos duradouro e gratificante se torna. Porque, algo pode constituir um prazer no momento, mas se não completar o círculo e se tornar numa satisfação para você, então, deixará um vazio subsequente. Passará a haver um lugar por preencher.

Pergunta: Julian, parece-me que o sexo físico pode representar essa mesma troca de energia.

Claro, é disso que estamos falando, retirar isso do aspecto bestial e depositá-lo numa energia elevada. Isso é exatamente o que estamos a dizer. É uma união mística, quando se se encontram em sintonia com a força superior do amor.

Pergunta: Eu estive no ensino uma série de anos. Era um ensino celibatário, e muito do que estás a referir foi discutido. O conceito da luxúria, eu penso agora que seja o que estás a referir como o aspecto bestial. Não haverá uma armadilha na separação dos dois, porque eu acho que, para mim, eu aprendi a odiar, ou a sentir que a luxúria me afastava de Deus, e fosse uma parte ruim de mim mesmo...

Cada uma das vossas emoções existe por uma razão, até mesmo a luxúria. Elas são legais por trinta segundos. (Riso generalizado) Depois disso, elas são egocentrismo. Eu poderia fazer uma observação, mas não vou fazer. Fundamentar-se-ia no vosso mundo, e não no meu. A questão é a seguinte: a química corporal é espontânea. Vocês rotulam-na de luxúria, para dizer que desejam alguém, mesmo vós próprios. Mas, aí, a mente assume o comando, e a mente pode dizer: “Bem, esse é a minha química corporal, mas em que tipo de coisa quererei eu que isto se torne? Vocês têm no vosso mundo o que chamam de "encontro casual." Eu nunca entendi muito bem isso, (risadas) mas o que vocês estão a dizer é: “Eu quererei isso dessa forma, ou quererei ser paciente e ter alguma outra coisa, ou quererei simplesmente que a minha energia suba sempre, até se dar algum outro tipo de união?” É uma escolha que depende do livre arbítrio e a mente é quem toma a decisão.

Vocês não devem odiar nada sobre si mesmos, mas estar em equilíbrio convosco próprios, e não deixar que parte nenhuma de vós mesmo assuma o resto de vós mesmo. Vós sois uma tríade e devem respeitá-la na sua inteireza.

Pergunta: Há certas doenças muito devastadoras que estão a vir ao primeiro plano na nossa cultura e eu queria saber qual será o significado... É difícil não equiparar essas mesmas doenças a excessos, quer heterossexuais ou homossexuais (É claro, é claro!) e com a falta de moralidade e não voltar a assustar as pessoas com a atitude do oposto.

Não existem meias medidas. Se percorrerem a estrada, vocês vêem com é. (Riso)
Assim, se vocês tiverem uma abundância de relações sexuais que não se baseiem no conhecimento do indivíduo, no conhecimento da qualidade do que está a acontecer, então correm o risco dessas coisas, e como há uma abundância desse tipo de expressão, há uma abundância de todas as coisas que as acompanham.

Agora, a certa altura, no vosso mundo, certas formas de contracepção forneciam uma melhor protecção. No mundo de hoje, vocês têm uma contracepção que é talvez mais fácil, mas que não oferece o mesmo tipo de protecção para o que pode ser passado de corpo para corpo. Assim, com cada bocado de avanço também há um pouco de uma retrocesso, e o único que decide até onde quer ir com isso são vocês. Por todo mundo dizer que o sexo é estupendo e por todo o mundo dizer que toda a gente o está a fazer... Eu adoraria ver esse “toda a gente,” nem que por apenas uma vez, ou o “eles” que são culpados por tudo, sabem. Há todo um grupo mítico chamado "eles" - "Eles" fazem-no. "Eles" não o fazem. "Eles" obrigaram-me. (Riso) Mas, o que pretendo dizer é que lhes foi dado livre arbítrio. Foi-lhes dado uma mente, um corpo e um espírito. Em perfeita harmonia, a orientação interior irá conduzi-lo através de experiências sexuais, físicas, mentais, espirituais, devido ao equilíbrio existente entre as três em conjunto. Vocês vão ser conduzidos. Mas quando vocês deixam que o desequilíbrio se instaure por qualquer forma, ele vai causar algum tipo de fricção, quer se trate de viagens de culpa, doença, reações nervosas seja o que for.

Pergunta: Eu muitas vezes busco o sexo quando eu não estou sexualmente excitado, e muitas vezes como quando não estou com fome. Eu tenho desejos que me confundem às vezes, e eu entendo isto é um problema. Você poderia lançar alguma luz sobre o assunto especificamente para me ajudar a saber o que eu quero, quando eu o quero, porque eu não... (Riso)

Acho que você precisa para se sentar e ter uma conversa contigo próprio e interrogar-te quanto ao que estás a fazer. “Por que estou eu em busca do que seja suposto estar em busca quando eu não sei o que seja que realmente deva buscar?” É como dizer que todo mundo tenha que patinar no gelo. Algumas pessoas não têm tornozelos fortes, entendem? Algumas pessoas não gostam do frio. Mas vocês têm que permitir-se determinar o que querem na vossa vida, e saber que, quando o determinarem, aceitam a responsabilidade dessa determinação. Os dois nunca podem ser separados. Nunca. Toda ação tem uma reação, e o único lugar a que volta é a vocês.
Pergunta: Eu entendo que as crianças por vezes tenham esse problema, quando vão para os pais. Elas não sabem...

Tudo bem, deixe-me explicar uma coisa. As crianças, graças a Deus, não têm medo
dos seus corpos. Elas vão passar por períodos em que se vão sentir muito apaixonadas pelos seus corpos, quando vierem a sentir os seus corpos e a tocar os seus corpos e os adultos vão ficar horrorizados. Tudo o que uma criança aprende é com o tocar, com o paladar, com o olfato, com a visão, com a audição. Vejam a criança. Ele pega alguma coisa e agita-a, choca-a, cheira-a. Não é? E quando ela chegar a ter noção do próprio corpo, ela vai tocá-lo, ela vai querer sentir-lhe o cheiro, ela vai querer saber o que está acontecendo com ele. É uma coisa normal. Ela está a ganhar juízo, a chegar à razão, e está a aprender sobre ele. Assim, isso não precisa ser uma coisa horripilante. Mas ela é ensinada que não deve fazê-lo em público. “Mantém um equilíbrio. O teu corpo é privado, o teu corpo é especial.” Isso não significa que vocês o tornem numa coisa oculta. Assim, quando uma criança faz uma pergunta sobre sexo, devia obter uma resposta, mas não inundada. Vocês dão-lhe o que a pergunta pede. Vocês têm uma história no vosso mundo sobre a criança que veio e perguntou onde tinha vindo, e os pais tiveram que passar por toda aquela coisa da biologia, e ela disse, oh, meu amigo vem de Jersey. (Riso) Assim, a pobre criança leva com essa coisa toda de que não andava à procura. Façam algumas perguntas para descobrir o que é que ela realmente precisa saber, e deixem-na saber.

Pergunta: Eu tenho o meu sobrinho de 8 anos de idade que praticamente me ataca toda vez que nos encontramos juntos, e eu sei que ele está explorando e quer respostas, mas como lidar com isso?

Diz-lhe, “este é o meu corpo e é especial e privado para mim e, portanto, eu não permito que seja tocado. Eu permito que me abraces, mas não permito que me toques de outra forma.” Diz-lhe, “isto é uma coisa especial e é minha e eu controlo o que sucede com ela,” para ele começar a aprender a diferença entre fazer o que lhe agrada, por sentir isso e querer isso, e saber que há momentos em que ele não pode fazer isso. Entendes? Não o levas a ver que esteja a ser impertinente, mas dizes, “tudo bem, lembra-te que esta é o meu corpo e eu cuido de quem toca nele,” para que ele o entenda.

Pergunta: Uma questão prática. Eu queria saber se duas pessoas são casadas e viverem
juntas há sete ou oito anos, seja ela qual for, e tenham sentido que a suas energias mentais vão no sentido da sexualidade na maior parte do tempo, mas, em seguida, não subitamente, mas gradualmente, começar a diminuir, e um ou o outro começarem a perder o impulso sexual ou a outra atração pelo outro, eu queria saber, poderá a mente controlar essa energia e fazer uma mudança, ou onde irão eles com a situação?

Antes de mais, precisam entender que quando falamos de energia sexual, estamos a falar de um corpo e estamos a falar de coisas que o corpo possui em si. O que também têm que perceber é que, a maneira como esse corpo é alimentado pode afectar a sua capacidade de ser sensual. O zinco é muito importante no corpo para sensualidade. Todo mundo vai de imediato a correr comprar uma garrafa (riso generalizado) ou vai para casa jogar a deles fora e tomar a do outro. O objetivo é o seguinte, vocês precisam buscar a causa. Pode ser que eles estejam a tornar-se desafeiçoados para com as atitudes da outra pessoa e não estejam a sentir-se em sincronização com eles. Pode ser um processo de envelhecimento. Pode ser a falta de nutrientes necessários no corpo, assim como pode ser a reconhecimento de que não há mais na sua união do que o sexo, e eles podem sentir-se perfeitamente confortáveis e felizes em níveis mentais e espirituais segurando e ter como substituição do dar as mãos.

Todo mundo fica apavorado quando aquele grandioso "SEXO" parece estar a ir pela janela fora, mas assim que passarem a fase da paixão, vocês têm tempo para descobrir o que realmente sabem uns dos outros, e esse pode ser o momento mais compensador do seu relacionamento, se não entrarem em pânico nem começarem a fazer-se incapazes de lidar com ele. E haverá momentos em que será um distanciamento natural.

Pergunta: Mencionaste antes que uma mulher decide, antes de vir a este mundo, quantos filhos terá. Poderão dois seres humanos decidir, antes de virem ao mundo que eles venham a casar-se?

Em alguns casos, mas não em todos. Assim como uma mulher pode determinar que gostaria de ter filhos, e que talvez gostaria de ter uma grande família, ou uma família pequena, uma vez que no físico tem o direito divino do livre-arbítrio e pode reavaliar isso. Porque, da perspectiva de meu mundo parece muito fácil.

Pergunta: Eu tenho uma pergunta sobre a relação do sexo, o celibato, e o yoga. Eu ensino ioga, e no instituto particular a que eu vou, a maioria dos instrutores são celibatários, mas eles parecem absolutamente infelizes. (Riso) A minha pergunta é... Eu quero saber o que a validade que exista por trás da ausência de sexo em relação ao yoga e em relação à vida em geral.

É uma decisão do livre-arbítrio. O ioga pode ser tão benéfico para vós com sexo como
sem ele, contanto que o sexo não se torne na única coisa que exista na vossa vida.
O ioga existe para equilibrar a vida. Ele existe para ajudá-los a controlar o excesso de apetites sexuais, e assim por diante. Ele existe para ajudá-los a controlar qualquer desequilíbrio, por ser um método de trabalho de equilíbrio do sistema, por assim dizer. Muitos dos ensinamentos orientais tenderam para o celibato por acreditarem que quanto menos gastarem as vossas energias com atitudes físicas, mais poderão gastá-las com o espiritual, mas vocês também precisam lembrar que vieram a esta Terra para viver nela, portanto, vão ter que lidar com isso. Vocês podem optar por ser celibatários. Se vocês tiverem realmente escolhido em si mesmos, não se irão sentir infelizes. Se a tiverem escolhido por lhe ter sido dito que deviam, vocês não irão sentir-se confortáveis com isso. Qualquer decisão sobre vós próprios tem para vir da vossa própria orientação divina interior. E não importa o que seja... Vocês decidem. Quando vocês decidem vivem com a decisão, e vivem em paz, e isso é que é importante.

A única coisa que eu quero dizer-lhes … O vosso ser espiritual, a vossa pesquisa espiritual não precisa ser dolorosa. Deus é alegria. Deus é amor e riso, e Deus é a responsabilidade, e essas qualidades são idênticas. Quando vocês estão a rir e a amar e têm responsabilidade, isso irá sair de uma forma equilibrada. Vocês não precisam "sofrer" para encontrar Deus.

Você sabe, há uma frase que diz: "Sofram crianças para virem a mim."
A palavra "sofrer" nesse tempo e período significava trabalho. “Trabalhai, filhinhos, para virem a mim." Gastem tempo com ele. Ele não queria dizer estar em sofrimento.

Pergunta: Julian, que parte desempenha (…) o facto de estarmos em uma cidade como Nova Iorque (?) que é uma energia sexual muito forte. Como é que isso nos afeta, e em que grau?

Bem, naturalmente, vocês encontram-se expostos a tudo o que está a acontecer ao vosso redor, de modo que têm que ter o vosso espaço interior, um lugar que possam ir para ficar longe daquilo que sentirem que os inunda. Lembrem-se que têm o divino direito de recusar qualquer energia que exista ao vosso redor. Isso não significa que recusem o direito que as outras pessoas tenham a isso, mas podem dizer, eu não quero isso como meu, e assim vocês criam o vosso espaço interior, onde possam não ser inundados pelas outras energias.

Cada situação tem energias diferentes, diferentes vibrações, diferente direção. Por as energias criativas serem universais, a dança, a música, a arte, a palavra escrita. Há uma tendência a quebrar barreiras. Por outras palavras, não vêm as coisas no contexto da estrutura e da forma, mas vêem-nas no da corrente, por a energia em si mesma é universal. Entendem? Assim, por vezes descobrem que fluem com todos, e às vezes precisam deter-se e dizer: “Espere lá, onde está o meu espaço?” Têm que contrair um pouco e reconhecer que às vezes as paredes são boas. Não significa que estejam a travar alguém, mas significa estão a conceder a vós próprios um lugar para estar.

Pergunta: Como será essa nova energia elevada que estava a chegar em março e que agora em junho...?

Bem, conforme eu lhes disse antes, com o Equinócio da Primavera, todo este ano, desde o início do ano, e com o Equinócio da Primavera, vocês estão a vibrar na maior frequência em que já vibraram desde o início dos tempos - o universo inteiro. Bom… Era assim, mas a partir de hoje, tornou-se assim. Agora é maleável. Aquilo que vocês não conseguiam controlar antes, e que os deixava com um sentido absolutamente distorcido de vós mesmo, agora pode ser focado. Agora é maleável, e agora podem começar a deixar que trabalhe a vosso favor. O período de adaptação está completo. Agora ela é vossa para moldar, formar e fazer coisas; por isso é melhor agora.

Pergunta: Será que vai ter um efeito significativo sobre a energia sexual ou apenas (?)

Ela irá ter efeito em cada pedacinho de vós. O que não significa que... Se vocês
a dirigirem com a vossa mente, então ele será: "Ena, rapaz." Certo? E se não, então será "como de costume". Lembre-se, não concedam o vosso poder a outra coisa qualquer, a uma outra ideia. Vocês são o poder, e vocês devem dirigi-lo em vós, para o vosso crescimento da alma e em vosso benefício. Assim, não podem dizer: "O diabo levou-me fazê-lo, "a menos que estejam a dar-lhe o poder. Entendem? Se eu disser, “Tu estás-me a fazer alguma coisa,” eu estou literalmente, a entregar a minha energia e a dar-ta para que a uses contra mim, ou a meu favor - o que eu decidir. Vocês representam o controlo do poder e da força dentro de vós. Dirijam-na para si mesmos, e saibam que têm o direito divino de protegê-lo. Assim, não importa o que seja, não importa o quão elevada seja essa frequência, todo mundo sentiu como se cada pedaço de si fosse doido, como lhe chamam no vosso mundo, nos últimos três meses. Entendem? Mas agora, não vai ser dessa forma. Agora vocês podem dizer: “Tudo bem, agora que eu estou adaptado a ela, consigo ver o que é.

Já alguma vez notaram que, quando vocês aprendem a dirigir um carro, a princípio vocês sentem-se muito estranhos com ele, e precisam pensar em tudo como partes separadas, isto é o travão e isto é a embraiagem, e isto é o que chamam de "mudança de velocidade" ou o que quer que seja, e isto diz-me o quão rápido eu vou, e aquilo diz-me alguma outra coisa. Agora, depois que tiverem realmente aprendido a dirigir, vocês não pensam nelas como partes separadas. Vocês entram no carro com a ideia de que sabem dirigir, e vocês dirigem. Portanto, assim que obtiverem a percepção de que vocês são o factor de equilíbrio de vós próprios, vocês têm o controlo, vocês compenetram-se em si mesmos e dirigem. E não precisam preocupar-se que seja o vosso aspecto sexual, o vosso aspecto do pensamento, o vosso corpo. Está em sincronização, e estarão a dirigir, e estarão a ir onde seja suposto irem. Dirigem.

Pergunta: Julian, o que você acha sobre a prática de energizar formas de pensamento positivas durante um orgasmo?

Bem, se isso funciona contigo, óptimo. (Riso) Você tem a mente para direcionar o poder por qualquer forma que quiseres.

Pergunta: Será que a forma de pensamento terá mais poder ou... Será que temos o poder nas nossas mentes apenas para criar enquanto cocriadores… no uso dessa energia…?

A mente pode criar a partir de si mesma, a direção da força acha-se dentro de vocês, para os afetar da maneira que quiserem. Pensem sobre isso por um instante. Se estiverem a ter uma relação, e decidirem que se sentem ofendidos sobre algo, e se reúnem numa atitude sexual, podem deitar-se, mas caso não se deitem, o que é que estarão a fazer? (Riso) Vocês chamam a isso um caso fortuito, por isso talvez fiquem de pé, certo? (NT: Faz um trocadilho com o original em Inglês “one night stand”) Vocês, nesse momento, estão a direccionar uma atitude para essa relação. Vocês podem feri-la, assim como podem ajudá-la, mas estão a fazê-lo. Não podem dizer que alguém mais faça isso por vós. Assim, formas de pensamento positivo – Que coisa são? Se vocês estiverem a dirigir-se para alguma coisa com um atitude que não seja positiva, não deveriam dirigir-se para esse algo desde logo. Se vier a resultar a vosso favor, tem que ser positiva.

Pergunta: Julian, como é que a estabilização e a maleabilidade da vibração actual irá afectar a terra? Será que vai estabilizar o que pode acontecer?

Sim, haverá estabilização. Vocês estão a passar por uma série de mudanças na Terra neste momento, e a energia pode agora ser focada, pelo que pode ser melhor manipulada.

Pergunta: A manipulação coletiva de tudo e de toda a gente irá ajudar a Terra?

Sim. Entendam alguma coisa. Jamais digam, “Eu sou apenas uma pessoa - o que posso eu
fazer?” Se forem um ponto de luz, ou de compreensão, a igualdade desse ponto de luz é registada no banco universal, e à medida que esse banco cresce, alcança um maior poder desde fora do reino da Terra para a afectar, mas será o vosso depósito. Assim, vocês estão a partilhar a vossa riqueza, o vosso amor, o vosso pensamento positivo com o universo, e o universo está a afectar a vossa própria Terra. Por isso, jamais se menosprezem a si próprios dizendo: “Eu não posso fazer nada.” Toda vez que vocês amam de uma forma genuína, vocês estão a depositar amor no banco universal, e isso está a afectar a vossa Terra e o universo - não apenas um planeta.

Pergunta: Será essa a ideia astral de que obtêm o sistema bancário? (Riso)

Eu realmente não sei, mas poderia ser. Eu adoraria ver esse tipo de sistema bancário no vosso mundo. Talvez devas abrir um.

Pergunta: Você disse antes que dois seres superiores se pode mesclar e transferir energia? Não será isso o mesmo que duas pessoas num abraçar amoroso uma com a outra em que transferem energia de uma aura para a outra?

Claro, e aí deixam que esse abraço, ou seja o que for, assomar o grau para que estiverem consciente ou inconscientemente a dirigir a energia, de modo que vocês têm muito poder.

Eu acho que me estejam a dizer alguma coisa. Quantos minutos faltam? Um minuto. Tu farás a pergunta.

Pergunta: Obrigado. Quanto tempo vai ser antes de começar um outro (…)? Um par de
Anos, talvez...

Não. Todos os anos, a energia irá aumentar. Todos os anos, até que atinja a vibração que precisam ter para fazer as transformações necessárias para ter fraternidade - que é o primeiro passo em direção ao todo.

Pergunta: Você disse que nos encontramos no nível mais alto neste período.

Não. Eu não disse que se encontram no mais alto nível. Eu disse que estão a vibrar ao mais alto nível em que terão vibrado. Não apenas vocês, mas todo o universo, porque vocês entendem, essas vibrações são necessárias para as outras alterações que precisam ocorrer. Mas, entendam o seguinte. Abençoem as mudanças para que elas possam ser positivas.

E agora por esta noite, vou libertar o instrumento. AMEM a si mesmos mentalmente. Amem-se fisicamente. E amem a si mesmos espiritualmente. Por serem dignos de ser amados a todos os níveis, e Deus nunca perde a fé em vocês. Não deixem que um tropeço os incomode. É para isso que os pensos rápidos existem. Deus existe, vocês existem, e vocês são um. E agora, se eu a conseguir deixar no sítio certo...

Em nome do Pai, e dos Filhos e do Espírito que os torna Um, eu dou-lhes a minha bênção, e desejo-lhes boa noite.

Fim


Tradução: A. António
Direitos de Autor © 2003 Saul Srour 
Autores: Rev. June K. Burke e o Serafim Julian

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