segunda-feira, 6 de julho de 2015

O FUTURO É AGORA



JULIAN FALA ACERCA DO FUTURO



Boa noite. Este é o Julian. Estou satisfeito, como sempre, por esta oportunidade para debatermos. Esta noite iremos tratar de algumas das energias com que precisam de trabalhar nesta particular altura do tempo. Quando me refiro às energias que precisam usar hoje, uma das coisas mais importantes que as pessoas precisam saber é que não podem usar as energias que se achavam presentes antes. Isso é-lhes negado. É-lhes negado de modo que possam avançar em frente.



Em tudo o que fazem, estão a levar tudo quanto conheciam a um plano mais elevado, e ao fazê-lo, usam-no nessa energia em vez de na energia que tenha imperado antes. Não perderão tudo quanto tiverem aprendido, mas a maneira como o usarão provavelmente mudará.



Uma outra questão que quero conversar convosco é o facto de que todas as energias diferem e cada um e toda a gente avança no próprio ritmo ou programação particular. Alguns chegarão a um pleno entendimento mais rapidamente do que outros simplesmente devido a que a bagagem que possuem em termos de energia lhes permite vê-lo com clareza mais rápido.



Não significa que uns sejam superiores aos outros, nem que haja alguma coisa que uns precisem fazer, porquanto não envolve caso algum de lista de controlo. Não se trata de um caso de individualismo, mas de aceitação. A palavra-chave é “aceitação,” porque a menos que aceitem a nova energia, vocês irão recusá-la (e sentir-se frustrados) ao longo de todo o percurso. E tornar-se-á mais difícil de operar. O que lhes quero dizer é que descontraiam e desfrutem dela. Mesmo nos aspectos mais conturbados, tornem-na mais fácil pensando que estejam a percorrer uma correnteza de água conturbada (como uma cachoeira) que acabará em águas plácidas.



Talvez consigam visualizá-lo mais do que dizer: “Como é que vou sair desta confusão?” Vocês vão usar esta energia em benefício de vocês próprios. Quero deixar bem claro que isso não constitui forma alguma de egoísmo nem de fraca autoestima. Nesta altura, precisam colocar-se no topo da lista (das considerações). Isso é algo que todos precisam compreender, por serem vocês quem irá fazer o trabalho que lhes cabe, e quando concedem a vós próprios o mesmo respeito e o mesmo amor e a mesma aceitação que concedem aos outros, não irão ser capazes de deixar de o transmitir aos outros.



A Era de Peixes foi representada pela atitude do Mea Culpa, sabem? O “Eu não sou digno.” Neste tempo actual, o que impera é: “Eu sou digno.” Vocês vão mudar esse aspecto do vosso ser. Tem tudo que ver com o Ser. Mas interpretemos, uma vez mais, esse “ser” correctamente. Aquilo que precisam reconhecer é que há formas de aprender com respeito a esta energia. Esta energia possui uma relação forte com os elementos (NT: Do que se depreenderá que também esteja intimamente ligada à mente do homem, que é quem cria tudo). Tornem-se íntimos dos elementos. Se não conseguirem permanecer num jardim ou à beira mar, então obtenham uma planta. Meditem junto a um copo de água – tudo quanto possa levá-los a estabelecer contacto com os elementos por a sua energia ter sofrido uma escalada e estarem preparados para “falar.” Se lhes derem atenção, eles irão revelar-lhes a forma como se acham em relação com eles, aquilo que poderão fazer por vós, e irão sentir uma forte ligação.



Sei que a maioria de vocês adora a natureza e se sente bastante atraído para ela, e tudo o mais. Predisponham-se a ver os “pequenos seres.” Eles estão preparados para se expor. Estão prontos para se deixar ver por quantos aceitem que sejam reais. Para entenderem como estão em relação com as outras coisas, precisam compreender a energia dessa coisa. Quando um escultor inicia uma escultura, ele passa a vida junto à pedra. Ele sente-a. Dá-lhe atenção antes de lhe dar qualquer golpe de cinzel. Ao dar início à concepção da obra ele é um só com a pedra. É um com o desenho. E acha-se pronto para avançar e deixar que actue. E isso é o que vocês precisam fazer com a natureza. É o que precisam fazer na interacção que têm com os outros.



Lembrem-se de que a formação de um relacionamento assemelha-se à produção de uma escultura. Precisam ficar a sós com ela e predispor-se a dar-lhe ouvidos. E este tempo não tem tanto que ver com a conversa quanto com a escuta – a atenção para com a voz de outras coisas e a voz interior (dentro de vós). E não há melhor forma de aprender isso do que através da natureza.



Aquilo que gostaria de sugerir-lhes é que se assegurem de que todos os dias da vossa vida estejam em contacto com a natureza, por uma forma qualquer. Em relação à compreensão astrológica, aquilo que o signo solar significa em vós é o que precisam verdadeiramente compreender. É o que os capacita e fortalece. O signo da terra prende-se com o relacionamento com a Terra. Eles estão ligados a todos os elementos, mas precisam estar em relação coma terra. O signo do fogo está associado à actividade. Caso uma pessoa tenha o signo do sol num signo da terra, essa mesma pessoa virá a ser (dotada de natureza) prática. Muito em bora tudo o resto no seu mapa astral indique que não seja de natureza prática, o instinto básico que terá será de uma resposta prática. Quando chegamos ao signo do ar, é a mesma coisa – está relacionado com o ar. Ouçam-no a “cantar.” Todo bocadinho de ar fala e canta. A linguagem universal das coisas é o canto, e encontra.se em relação com a frequência vibratória. Isso é o que o canto representa.



O que lhes estamos a dizer é que a terra, o ar, o fogo e a água – entrem em contacto com os vossos sentimentos. Digam simplesmente: “Tudo bem, eu vim para fazer isto, isto é nota dominante no modo como me relacionarei com o universo e com os outros.” Permanecendo numa posição assim e dando atenção a esse elemento ajudá-los-á a compreende quem são e porquê.



Participante: Estás a dizer que a lição ou a razão porque as pessoas que tenham vindo com um signo da água seja em função de estabelecerem contacto com as emoções?



Julian: Estou. O aspecto emocional da água é o sentimento. O do ar é o espaço. O ar cria o espaço em que as outras coisas se combinam. O ar é o espaço. O ar é comunicação. É mental.



Participante: O que é que as pessoas relacionadas com o signo do ar vêm aprender?



Julian: Vêm aprender a aplicar a mente sem limites. Sem limitações. Precisam pensar para além daquilo que veem. Se mais pessoas vêm para entrar em contacto com os sentimentos, não só os deles como os dos outros, também precisam entrar em contacto com os sentimentos de tudo quanto tenha existido. Também precisamos levar em consideração o facto de o fogo significar actividade. Significa manter a energia em equilíbrio em vós próprios e aplicá-la - não só ter grandes ideias mas não avançarem com elas. É isso que as pessoas dotadas do signo do fogo vêm aprender. As pessoas ligadas ao signo da terra são as práticas por o irem aplicar ao mundo físico e o bem. Se não aplicarem algo que tenham aprendido de espiritual no físico, ainda nem sequer terão entrado no "barco," e muito menos começado a navegar. É desse modo que os elementos os estão a ajudar a compreender-se mais e a maneira como a natureza os irá ensinar.



Por exemplo, têm noção de que as três palavras-chave têm sido "flexibilidade," "aceitação," e "perdão," senão olhem para as coisas que têm sucedido pelo mundo fora. trata-se de coisas que não conseguem controlar, por isso aprendam com o facto que não faz mal não controlar e que não tem mal abandonar, porque se não houver nada que possam fazer com respeito a isso para além de lhe endereçarem luz e amor, então não desperdicem a vossa energia com isso.



Participante: Não é aí que a polaridade entra em jogo?



Julian: Absolutamente. Para cada dia de sol há um dia de chuva. Para cada dia enevoado há um de claridade. Manter o equilíbrio onde possam perceber que não faz mal ter um dia pior assim como um dia melhor, por aquilo que veem realizar, ou aprender encontra-se ao vosso dispor na própria polaridade. São capazes de aprender a partir da experiência. Não é tanto o que lhes sucede que tem importância, mas da forma como lidam com o que lhes acontece. É nisso que a aprendizagem da alma tem a ensinar. É daí que procedem as lições. Em vez de encararem este tempo actual como estranho ou assustador, aceitam-no como um outro nível das lições aprendidas, mas cada vez mais por intermédio dos sentidos mais elevados.



Participante: Quando vejo o que sucede nos noticiários e o que acontece em relação ao abuso, sinto-me enormemente triste a compassiva por causa do sofrimento que constato. Pensas que sentir-nos tristes com relação a isso signifique ser emotivo?



Julian: É ser emotivo. Recordas os trinta segundos da raiva que são legítimos? Pois bem, o mesmo sucede em relação à tristeza, que não deve exceder os trinta segundos. Por dizeres: "Que é que posso fazer com relação a isso?" O que poderás fazer é tentar alterar a energia disso, que é conseguido endereçando-lhe luz. Lembra-te de que a luz representa a capacidade de ver/perceber. Quando lhe endereças luz, as mentes podem abrir-se para com uma percepção diferente.



Isso é algo que podem fazer. Dispondo-se a aplicar essa energia com regularidade numa situação, estarão a corrigi-la. É excelente ter empatia pela situação mas não deixem que a situação os domine, o haverá mais um a tentar curar. Não creio que alguém possa encarar as situações que estão a suceder e sinta outra coisa que não tristeza. É normal, mas observamos a linha que ultrapassam e o quão longe conduzem a coisa. Isso aplica-se a toda a reacção que tenham para com todas as coisas. Sempre falamos dos trinta segundos legítimos de raiva, após o que não deixa de ser inflação do ego. Passa-se o mesmo com o medo.



O medo constitui coisa normal, mas precisa ser mantido sob controlo ou torna-se numa via de escape. Se se sentirem amedrontados bem que poderão sentar-se e deixar de fazer o que quer que seja. Bem que poderão esperar até serem atropelados pelo rolo compressor por sentirem medo. Precisam ver a forma como empolam ou corporificam a coisa toda com o medo. Isso é importante devido a que o grau de poder que lhe concedem será o mesmo que o grau com que passará a controlá-los e à vossa vida.



No que toca ao uso individual e à maravilhosa elevação que lhes têm sido dadas, a questão está em terem em mente que controlarão o grau da coisa que lhes cabe por direito controlar - que lhes pertence por direito. Lembrem-se que tudo quanto pensam e dizem se manifestará como o vosso futuro. Nisso podem já ver como não podem permitir que o medo o a raiva ultrapassem a noção de que algo precisa ser corrigido. Isso pode tornar-se no vosso futuro. Lembrem-se sempre que aquilo que pensam e dizem e fazem inclua um pronunciamento de pensamentos divertidos.



Participante: Por vezes sobrevém-nos um pensamento sem que nós o queiramos.



Julian: Se ele lhes sobrevém - se lhe abrirem as portas e ele passar, isso não faz mal por vocês terem alturas em que captam algo que sucedem ao vosso redor ou captam alguma coisa que mais alguém suscita sabe Deus bem onde. Atravessa-os e como vocês se assemelham a um radio e o captam, e isso passa. Se o agarrarem e reclamarem com vosso, aí é onde a manifestação terá início.



Participante: Então, quando penso que jamais venha a conseguir finalizar alguma coisa, não estou realmente a afirmar isso?



Julian: Exacto. De modo que dizes simplesmente: "Nunca irei conseguir acabar isto, pelo menos nos próximos cinco minutos," e a seguir tomam um fôlego e atacam a coisa mais uma vez. Por outras palavras, não se sobrecarreguem com os ensinamentos. Percebam o humor na humanidade, por ela possuir muito humor. Confiem em mim, por eu saber o que digo. O humor consiste num dos maiores factores de cura que possuem, que representa uma dádiva de Deus. Um sentido de humor representa um dom de Deus e um dos ingredientes mais terapêuticos que têm no universo. De vez em quando deviam dizer: "Que fará um tipo excelente como eu numa situação destas?" Caso contrário, a coisa pode adquirir uma tal expressão que chega a tornar-se num tormento. Também lhes quero dizer para terem amor por vós próprios, para terem confiança em vós próprios, e acreditarem em vós. Sabem que temos mencionado o facto de este ano ser designado como o ano da abertura das portas.



A energia correspondente ao ano em que nos encontramos assim com à dos três próximos anos é demasiado proeminente na abertura de portas que lhes traz a oportunidade de passarem para novas situações naquilo que conhecem, assim como lhes trás a oportunidade de aprenderem coisas que não teriam podido compreender antes. O mais importante assenta no facto de lhes permitir ver um potencial que não tinham noção de possuir, antes. Muitas pessoas estão a ver-se forçadas a deixar de fazer o que faziam antes. Entendam que, com o termo "forçadas," não quero dizer "controladas." Refiro-me ao surgimento de uma situação que as coloca onde seja suposto que vão e que não iriam por mote próprio, ainda que detestem a situação em que se encontram. Por vezes as pessoas mantêm-se nos empregos enquanto detestam cada instante que lá passam. Um belo dia, tudo quanto emitem mentalmente é a mensagem: "Só tenho vontade de me ver daqui para fora." E assim, são despedidos. Agora, a ramificação resultante de todo um quadro desses estende-se ao lar, mas agora tem que procurar um outro emprego. Antes, punha a ideia de lado e adiava-a e perdia vista da qualidade potencial. Precisam permitir-se dizer: "Nem tudo quanto sucede é mau se eu realmente vir bem onde me conduz."



Participante: Aqui no Michigan temos imensas fábricas que estão a fechar portas e montes de grupos de pessoas que estão a perder o emprego. Isso corresponderá a alguma lição de grupo?



Julian: Corresponde. Por vezes trata-se de uma lição colectiva; outras vezes são casos individuais que têm lugar por intermédio do fecho de uma fábrica. Pode tratar-se de uma situação de carma individual, digamos, ou de movimento individual que tenha que se dar, mas encobrem tudo por a fábrica constituir um instrumento que é passível de ser usado no sentido de permitir que lhes aconteça. Além disso, está a ser usado como meio de evitar com que as pessoas pensem que podem gastar aquilo que não têm. Evita que as pessoas se tornem gananciosas, e se deixem orientar pelo dinheiro numa medida que vá além do que elas precisam. Quando mencionamos o que "precisam," não nos referimos a que vivam numa caverna na pobreza nem a esse tipo de coisa, mas que vivam no que vocês no vosso mundo designam por "luxúria" quando ela nem sequer tem lugar. Esperam que a fartura os nutra para o resto da vida sem que tenham muito de que subsistir.



Flutuações que envolvam assuntos de dinheiro deixem-nas na posição de dizerem. “Muito bem, deixa cá ver os outros potenciais. Deixa-me usá-los e levá-los adiante desde este ponto até ao futuro.” Compara-as bastante àqueles que se apegam a tudo. Não enfiar meter mais nada no armário quando o armário se encontra repleto. Por vezes têm a certeza quanto à razão porque preservam as coisas, mas nunca abrem mão delas. Isso ocorre no caso das pessoas durante outras fases da sua vida de modo que por vezes precisam ter uma enorme liquidação e livrar-se das coisas que de momento não lhes prestam qualquer serviço. Isso ensina uma lição. Ensina-lhes que podem desembaraçar-se. Quando as pessoas receiam livrar-se de uma coisa qualquer, isso representa uma forma de dizerem: “Tenho medo da carência. Posso vir a precisar disso um dia qualquer,” quando mais alguém poderá estar a precisar disso neste instante. Precisam dizer: “Eu não sou as coisas. Eu possuo o direito divino de possuir coisas, mas assim que começam a apossar-se de mim, aí já se trata de uma história completamente diferente. Agora receio sair à rua, por ter tanta coisa que alguém pode entrar e levá-las.” Há um monte de lições a tirar por vias que parecem muito negativas mas que na realidade forçam uma questão a mudar. Uma vez mais interpretem o termo “forçar” não como um factor de controlo mas como um instrumento por a mudança ser necessária.



A mudança é necessária e as pessoas vão descobrir que não é tão mau quanto parece ter menos. Uma outra coisa é que no vosso mundo de hoje, se realmente quiserem ser milionários, arranjam uma loja de pilhas, por tudo se mover a pilhas. É verdade! Tudo funciona a pilhas. Que é que acontece quando as pilhas acabam? As pessoas são colocadas em situações em que têm que usar o engenho e sentem vontade de dizer: “Olha, lembras-te quando costumávamos fazer isto deste modo?” As pessoas estão a aprender a comunicar e a ter conversas de novo, e isso é algo que tem sido fortemente ameaçado no vosso mundo. A arte da comunicação sofreu uma queda devido à televisão e a outros tipos de coisas. Mas as pessoas estão a aprender a conversar de novo.



Todas essas coisas funcionam como vários componentes pequenos de uma questão. Tem tudo que ver com ser capaz de ser aquele ou aquela que são, e não o que têm. Isso é imensamente importante no vosso mundo. Se as pessoas se identificarem unicamente com as coisas exteriores a si mesmas em termos de valores, não terão noção alguma de valor-próprio. Quanto se dão ao trabalho de ver que não tenha importância ser como são, não precisarão ter o maior dos carros, casa ou seja o que for, e começam a entender que há uma noção de responsabilidade associada ao facto de ter uma. Nesta altura, se abusarem disso, então o dinheiro não irá estar presente. A capacidade de produzir isso começa literalmente a dissipar-se por se ter assumido uma importância desmedida. Além disso, estão a aprender que precisam arregaçar as mangas e fazê-lo vocês mesmos. Não podem esperar até que alguém lho venha entregar.



Precisam ter cuidado com a geração mais jovem nos dias de hoje porque a geração mais jovem, se lhes ensinarem que precisam ter tudo para serem uma boa pessoa, elas deitam a perder. Perder a capacidade de discernir aquilo de que realmente precisam e o que não precisam. E qualquer jovem irá querer tanto quanto puder – o que é normal. Mas a questão está em que precisam ensinar-lhes igualmente os outros aspectos – a natureza e a beleza da coisa. Transmitam-lhes a noção de que se tiverem um dólar que podem gastá-lo em mais do que um sítio. Assim que o dólar tiver sido gasto, foi-se. Assim começam a cultivar uma noção de equilíbrio no que toca às finanças, simplesmente através desses pequenos exemplos. Isso é uma coisa importante nesta altura por o homem estar literalmente a renascer. Toda a gente atravessa esse processo e por completo. O que lhes quero dizer é que confiem em vós. Aprendam os processos que lhes transmitem algo e vão em frente. Alguma pergunta? Acreditem em mim, o futuro não é negro, e existe um futuro. Essa é a primeira coisa que devemos deixar clara por haver muita gente que pensa que não venha a haver nenhum.



Participante: Tenho uma pergunta relativa a isso. Ouvimos falar de coisas diferentes que tenham lido com respeito ao 2012, 2013, etc. E eu fico com a noção de que esse seja um período importante no tempo, mas também tenho a sensação de que se prenda mais com a mudança que nos leve àquele tipo de coisa em que não reconhecemos o mundo em que vivíamos antes do que com bombardeamentos ou esse tipo de coisa. Funcionamos de forma diferente daquela em que funcionamos até então.



Julian: Antes de mais, a coisa mais importante é o dia em que se encontram por isso criar o 2012. Hoje, estão a criar essa altura do tempo. Essa é a coisa mais importante. Conforme a quantidade de pessoas e o que elas criam, assim virá a ser. Por outras palavras, cabe ao indivíduo a responsabilidade por torná-lo num tempo bom. Ver as coisas de modo diferente – sim, verão as coisas de modo diferente, mas isso não quer dizer que voltem de novo para uma caverna. A cada pequena alteração no estilo de vida, a maioria das pessoas de hoje sente-se ameaçada de novo, por darem às coisas uma importância desmedida mas a coisa mais importante é o amor – o tipo de coisa que passa pela atenção e pela partilha. E isso não tem preço nem pode ser comprado.



O futuro é criado por aquilo que fazem hoje. Cada dia é o dia mais importante da vossa vida – o dia em que se encontram, por poder levar o 2012 à criação ou à ruína.



Quando falo de cuidarem de vós próprios, refiro-me à autoestima, e isso tem que ver com a mente, o corpo e o espírito. Respeitar o corpo e trabalhar junto com ele, pensar de uma maneira positiva que possa criar positividade, e espiritualmente aceitarem que dispõem de todo o auxílio de que necessitam se estiverem na disposição de aceitar que sejam merecedores e se dispuserem a aceitar que esteja na disposição de trabalhar convosco. É disso que trata. Com respeito aos sistemas de valores de que falamos, até que deixem de ter uma coisa qualquer, nunca chegarão a perceber o quanto a adoravam. Jamais percebem que quando alguma parte de vós ou alguma parte da vossa existência é ameaçada por qualquer forma, de súbito passa a obter uma importância capital, e talvez então se disponham a prestar-lhe atenção. Interroguem-se se estarão a ser bons para vós próprios.



Participante: Estaremos a processar as coisas de modo diferente, com esta mudança da energia? A minha memória já não é tão boa. Um dos meus filhos falava hoje acerca da memória dele não estar tão boa, ainda que conceptualmente, mas por outro lado, estou a perceber mais. Serei mesmo eu e o meu filho ou dever-se-á isso à mudança de energia que esteja a causar toda esta mudança?



Julian: A nova energia é de tal modo súbita e espectacular por tudo estar a acontecer ao mesmo tempo – uma enorme espiral evolutiva. Está a afectar toda a gente. Há coisas que não precisam mesmo recordar. Aquilo que precisarem recordar apresentar-se-á. Tudo quanto não conseguirem recordar, se lhe derem quatro minutos, voltará a ressurgir do subconsciente. É verdade.



Tudo quanto alguma vez tiverem aprendido ou conhecido encontra-se no vosso subconsciente, e quando dizem: “Ai, como é que era aquilo…” isso ressurgirá se deixarem de ficar com neura. Lembrem-se de que o pequeno inconveniente de não recordarem de imediato ensina-lhes como lidar com isso. Por outras palavras, não encarem isso como se estivessem a perder faculdades, conforme dizem no vosso mundo.



Também quero conversar um pouco convosco acerca de diversas coisas. Uma quantidade extrema de sal é capaz de afectar a memória. Uma grande quantidade de açúcar pode afectar a memória. Por conseguinte, poderão querer estar certos de manter ambos em equilíbrio no vosso sistema, e de beber água. Lembrem-se de que vocês se encontram a vibrar à mais elevada taxa em que alguma vez vibraram. Todo o universo se encontra igualmente a vibrar a essa taxa. É por isso que o tempo se tem mostrado tão estranho, devido a que o universo se esteja a ajustar à nova energia. É como se estivessem mergulhados juntos na confusão, só que irá resultar numa coisa belíssima. Cuidem de vocês - mente, corpo e espírito. Tudo se acha numa elevada vibração. Se derem a vós próprios um tempo e deixarem de pensar nos termos do que costumavam fazer, perceberão que não terão sido forçados a deixar de fazer aquilo que costumavam fazer hoje por hoje ser suposto fazerem algo de diferente e de uma maneira diversificada. Por vezes precisamos abandonar o padrão do pensar que usamos com relação ao que costumamos fazer, ou que mais alguém costuma fazer. Esqueçam-no e passem para a coisa seguinte. Lembrem-se de que não estão sós; toda a gente está a passar por isso. Parecerá um processo individual, a cada um, mas na realidade toda a gente está a passar por isso.



Participante: Com respeito, em especial às energias da era de Peixes e de Aquário, sei que as pessoas que passam por isso fazem o trabalho do dia-a-dia - de escritório, da empresa, esse tipo de coisa. Mas fico dividida entre fazer isso por ser aquilo que pode trazer dinheiro para o lar, e o facto de isso me deixar a sentir-me incrivelmente perdida.



Julian: Lembrem-se que estão aqui a fim de aprender que o mundo físico prático é aquele em que é suposto viverem. Foi-lhes concedida a dádiva dessa energia extra para ajudar a isso. Não há coisa nenhuma que não seja suposto manterem em equilíbrio. Digam: "Este vai ser um dia estupendo," e deixem que isso ocorra. É exactamente disso que estou a falar. Vigiem aquilo que dizem - por não conseguem decidir quando isso deva contar ou não. Tudo quanto dizem conta.



Participante: Será que nós energizamos uma área de modo que todos quantos operem nessa área tenham uma atitude mais positiva?



Julian: Sim. Aquilo que tenho que lhes perguntar é o seguinte: “Segundo a opinião de quem precisarei ter uma atitude mais positiva?” Para eles tratar-se-á da questão: “Pensa à minha maneira e ficarás bem,” ou o caso de uma declaração acertada e adequada a todos os envolvidos, devido a que desse modo não tenham que lidar com nenhum carma deles. Não interferem com sua vida. Dão a assistência que podem através da luz. Seria muito bonito se toda a gente agisse da forma que pensamos de devia. Ao olhar ao redor da sala penso na diversidade de opiniões aqui presentes. Quando digo para vigiarem aquilo que dizem, isso representa uma forma de consciência. Tenham consciência de cada instante em que dão por vós. Onde se encontram, que é que estão a fazer e esse tipo de coisa. Descobrirão que não cometem erros.



Participante: Decerto que podemos criar aquilo que queremos se dirigirmos a energia para a criação mental. Por exemplo, se pretendermos obter um emprego, na verdade podemos criá-lo...



Julian:...Desde que disponham do que precisam para desempenhar as funções inerentes.



Participante: Claro.



Julian: Não podem entrar para o cargo de presidente da empresa só por terem um pressentimento. Conquanto o pressentimento os possa ajudar a sair-se muito melhor, por vezes as pessoas confundem pressentimentos com controlo - dizendo que tenha que ser ao seu jeito ou não será adequado.



Participante: Os pressentimentos não se diferenciarão um tanto da intuição?



Julian: Um pressentimento representa uma intuição. A intuição consiste na comunicação que estabelecem com a vossa mente supraconsciente - a qual sabe o que é suposto estar a decorrer. Aquilo que por vezes as pessoas precisam ter em atenção é o facto de por vezes começarem a desfiar um rosário de fantasias, mas as fantasias permanecerão fantasias a menos que façam alguma coisa por elas. Caso uma pessoa diga querer um trabalho melhor mas que não esteja na disposição de obter uma nova habilitação, esqueçam a questão. Tudo aquilo que querem criar envolve um certo volume de trabalho. Uma vez mais, envolve o físico tanto quanto o mental e o espiritual. Essa é uma das coisas que precisamos deixar claras neste instante. Trata-se de toda uma jogada nova. Só precisam descobrir em que posição precisam jogar. É bem verdade que aprendem em grande medida por meio dos incidentes da vida mas também estão a cultivar uma noção do modo como criam, para pensarem naquilo que querem.



Vocês empregam uma afirmação no vosso mundo que diz: "Tem cuidado com aquilo que desejas, por poderes mesmo obtê-lo." Pensem nisso. Trata-se de uma firmação bastante sensata. Poderão arranjar um carro grande, mas também terão enormes amortizações a acompanhá-lo. Como quando dizem: Eu quero um Cadillac," mas aquilo que realmente querem é um transporte. Quando as pessoas dizem estar a pedir um transporte, poderão descobrir que a rota do autocarro tenha uma paragem à sua porta, em vez de precisarem de um Cadillac. Elas não terão visto aquilo de que necessitam de verdade ou não terão sido específicas a ponto de dizerem: "A mudança na rota do autocarro é estupenda, mas eu quero um carro. Tudo aquilo por quanto se dispuserem a assumir a responsabilidade poderão ter.



Participante: A certa altura tive um emprego em que entrava às sete horas da manhã. Nesse dia assumi o cargo de segundo encarregado. O encarregado habitual saíra às duas da tarde. Era suposto eu trabalhar até às cinco da tarde. Às três da tarde um camionista telefonou para dizer que o seu camião tinha avariado a uma hora do local onde nos encontrávamos. Para abreviar, às cinco da tarde, o tipo ainda estava encravado na estrada a uma hora de caminho sem maneira de regressar. Ao meio dia, o patrão perguntou-me se eu estaria na disposição de levar um carro até aos confins do Ohio com um material qualquer destinado a uma empresa por precisarmos satisfazer aquele cliente. Eu respondi que o faria. Às cinco horas da tarde já sou a única pessoa disponível para ir apanhar o condutor de camião. De modo que lá fui buscá-lo para o trazer de volta para a empresa às sete e meia. Eu vivo a uma hora de distância. À meia-noite era suposto ir levar aquele camião até ao Ohio, de modo que fiquei sem tempo para regressar a casa. Assim, lá peguei no carro e conduzi até ao Ohio e regressei às duas da madrugada. Já me encontrava a trabalhar à trinta e seis horas, mas lá voltei para casa. contudo, ao regressar no dia seguinte ao trabalho, o patrão disse-me: "Porque o fizeste?" Eu respondi que o tinha feito por ter dito que o faria. "Bom, não podemos ter-te a trabalhar tanto tempo." Eu disse que o faria e que não restava mais ninguém que o fizesse no meu lugar. Disse-lhe que lhe telefonara e que telefonara a outros, mas que ninguém respondera à chamada. O encarregado principal deixara de atender o telefone assim que descobriu que iria ter que se deslocar até ao Ohio para apanhar o motorista.



Julian: Tu foste responsável. Agiste de uma forma responsável e isso é tudo quanto importa. Por ele ter tido medo devido à hora, esse é o problema dele. O que precisas é dizer: "Eu fiz o que estava certo."



Participante: Mas foi o meu patrão quem me perguntou a razão porque o tinha feito.



Julian: A distinção não significa nada. Patrão, superintendente, seja o que for - todos eles reagem de acordo com a sua energia e de acordo com o que estiver a suceder. Tu agiste de uma forma responsável com relação à promessa que fizeste. Isso é honra. Podes-lhe dizer isso mesmo. Fico encantado por teres aventado esse exemplo, por ser algo que toda a gente devia considerar, a existência de alturas em que a resposta responsável que assumem não se torna alvo da apreciação de ninguém. Por vezes poderão acabar por ser um tanto desfavorecidos por causa disso. Mas a questão está em que não deixaste de honrar a palavra. Não falhaste para contigo próprio ao tomares a decisão de desempenhares a tarefa. Isso é algo que te é creditado e que é assente no livro grande.



Participante: Com respeito ao trabalho com os espíritos da natureza - os pequeninos - poderias falar um pouco acerca disso?



Julian: Eles são muito cautelosos com respeito a mostrar-se. Precisam confiar em absoluto na pessoa e estar completamente dispostos a deixar-se mostrar. Há alturas em que os poderão sentir, mas eles não se mostram. Toda a gente espera que tragam pequenos pulôveres apertados e pequenos chapéus em bico e que se assemelhem à terra ou à casca de árvore e esse tipo de coisa, mas eles assumirão o esboço efeminado de um espírito. No âmbito desta nova energia, devido a que estejam a vibrar numa taxa diferente - mas também vocês estão - estão agora a começar a confiar mais nesta energia.



Participante: Então, não se assemelham às pessoas?



Julian: Alguns assemelham.



Participante: Serão alguns deles assim tão altos?



Julian: Eles podem chegar a ter 60cm de altura ou mais. Outros podem não ter mais do que 50mm. Outros são bochechudos e outros não. Eles constituem pequenos envoltórios de energia individual que trabalham com a natureza. Tenho que te dizer que tens um que te persegue pelo jardim.



Participante: Eu sinto um, mas não sei o nome dele.



Julian: Deixa cá ver se ele me revela o nome para ti ou se foge de ti para lhe sentires a presença. Ele diz que está disposto a encontrar-se contigo a meio caminho. É importante... na verdade o nome dele é Sussurro. Eventualmente acabarás por o ver. Ele é um daqueles que se aproxima da altura que referi primeiro. De vez em quando eles associam-se àqueles que adoram a natureza e permanecem mesmo junto deles. Tu arranjaste um companheiro. Por vezes, se o gato ou o cão estiverem presentes verão o animal deter-se e ficar a olhar fixamente. Um deles está a mostrar-se ao animal.



Participante: Não há muito tempo, talvez há um ano ou dois, os meus amigos Dana e Tammy e eu fomos até uma terra próxima à casa da Tammy. O que teve de interessante quando lá chegamos - foi termos querido ir até ao quintal e entrar mais ou menos em contacto com isso. Atravessamos um córrego e logo foi como se tivéssemos passado um véu. Podíamos senti-lo. Levou uma eternidade a chegarmos ao local onde sempre fomos. Mas quando voltamos, pareceu tudo normal, só chegar lá foi quase uma senda espinhosa ou assim.



Julian: De vez em quando o universo e a anergia de determinada área cria uma muralha e abranda a vibração, e por vozes não conseguem atravessá-la. É como topar com uma parede de vidro. Podem ver através dela, mas não conseguem passá-la. Nesse exemplo, era uma protecção do local. Foi-lhes permitido passá-la mas pareceu muito mais lenta. Ao voltarem a vossa energia tinha sido testada e mostrava-se conforme.



Participante: Disseste que de vez em quando não assuem o aspecto de gentinha pequenina; que por vezes parecem ser parte da árvore. Havia uma árvore que, se olhasses para ela, apresentava a forma de um rosto de Índio.



Julian: Tu identificaste-a como um Índio por te encontrares interessada nos Nativos Americanos. Eles (Elementais) não têm qualquer relação com qualquer cultura particular nem esse tipo de coisa. O seu mundo é estritamente o da natureza.



Participante: Tenho notado um movimento pelo canto do olho, assim como reflexos e cintilações de luz na janela. Serão luzes espirituais?



Julian: São.



Participante: Pela noite estou ali sentada e de repente dá-se um clarão e eu penso: “Hmm.” Começo a olhar para um lado e para o outro e não vejo de onde pudesse vir o clarão, pelo que devia ser o reflexo de alguma coisa na janela. Assim, que é que está a suceder? Talvez eles estejam a brincar com as plantas, não?



Julian: Estão. Por vezes senta-te junto a uma planta, e medita. Escutarás pequenos ruídos provenientes da planta. Eles assemelham-se a pequenas risadinhas. Eles andam ao redor aos saltos.



Participante: Só vi os resultados da actividade deles.



Julian: Não te maces com o que anda por aí ao redor. Preocupa-te com o que tiveres aqui (…)



Encerrarmos mais ou menos o que carregamos aqui constitui a percepção de que não há mais desculpas. A vós enquanto indivíduos foi outorgada a responsabilidade pelo universo. Vocês formam e moldam o universo. Haveis de formar e moldar o futuro. O vosso universo está a reformar-se e a remodelar-se a ele próprio. Juntem-se a isso. Entrem em contacto com isso. Entendam a natureza e entrem em contacto com o universo. Não há nada que tenha sido criado que não tenha sido criado com polaridade. Não há nada que tenha sido criado que não tenha sido em benefício com o avanço no universo. Vão em frente. Dispõem aqui de uma oportunidade dourada de suportar aquilo em que acreditam, ou mostrá-lo por acções e não só por palavras. Acreditam? Caso acreditem, então vivam-no. Confiam no universo? Então, confiem. É isso que vai fazer com que aconteça. Eu adoro observar essas energias. Elas são encantadoras. A coisa mais importante a dizer é: “Eu posso e fá-lo-ei.” Aceitação e vontade traduzem as energias necessárias para fazerem com que isso aconteça. Tudo quanto forem fazer terá pensamento, mente e corpo em si. O pensamento constitui a ideia e a palavra pronunciada constitui a acção do físico e a estação mental disso reside na mente. Todas as vossas partes são usadas na manifestação.



Os vossos grupos que funcionam juntos – agrupamentos de luz que operam por todos os Estados Unidos e por todo o mundo, assim como pelo meu mundo – vocês estão a tecer um padrão de luz. Essa tecelagem tem início junto de cada um dos que fazem parte desses grupos antes de mais e depois na acção do grupo dentro de outros grupos. Isso representa a construção de algo muito sólido. Podem pensar estar sós mas não estão, por aí existirem energias iguais a operar convosco e estarem a criar algo que não pode ser destruído. Confiança, amor, carinho – o único que o poderá destruir são vocês por vós próprios.



Precisam dizer que não obstante a situação em que se encontrarem: “Como me sentirei com relação a mim próprio? Se se sentirem bem com relação a vós, então estarão bem. Esse a único por quem são responsáveis. Não podem deitar o vosso ser a perder. Precisam manter a vossa independência, a vossa individualidade, mas por isso não quero dizer: “Eu não vou, eu não vou,” e a seguir entram numa batalha. Essa independência significa a realização do si mesmo. Não se transformam numa figura de sombras, mas duas sombras a dançar numa relação. É isso que importa. Uma verdadeira relação jamais assenta em exigências, mas na aceitação e na partilha. Vós estais a formar uma relação individual com as pessoas. E só depois relações colectivas nas vossas actividades, e estão a formar relações universais através do trabalho com os diversos grupos e a avançar em frente. E está a suceder muita coisa. Só porque não podem tocar-lhe com o dedo e rotulá-lo não quer dizer que não exista.



Por vezes é muito difícil confiar nisso quando não conseguem perceber qualquer evidência disso. É justamente quando mais precisam confiar nisso. Não temam dizer: “Seja como for, existe.” Seria como se palmilhassem um percurso nebuloso. Não estão certos do que venham a encontrar pela frente, mas sabem, que se tiverem cuidado, tudo irá correr bem. Por vezes a vida apresenta manchas de nevoeiro, mas vocês sabem que vão ficar bem. Conseguirão superá-lo. Isso é o que mais importa.



Assim que começarem a pensar desse modo, superam-no. Lembrem-se sempre de parar e de se interrogarem: “Que lição estarei a aprender?” quando passam por uma experiência. Talvez haja alguma coisa em mim que precise controlar. Talvez haja alguma coisa em mim em relação ao que tenha que aprender mais e a forma como o estou a fazer. Cada um de vós constitui uma obra-prima nesse trabalho. O que quero dizer é o seguinte – afirmação universal. O que tiver sido desvanece-se.



O que passa a ser é “Eu crio. Eu aceito em pleno a alegria e a maneira positiva em que venha a ocorrer. “Eu tenho poder e é-me permitido usar esse poder para auxiliar o mundo. Aceito a responsabilidade e avanço em frente.” Que assim seja. Uma afirmação dessas ajudá-los-á ao longo do percurso. Lembrem-se de que se estiverem de viagem, muita vez deparar-se-ão com desvios. E hão-de deparar-se com desvios ao longo da vossa vida. Esperam uma via directa daqui para acolá, mas poderão ter que se afastar da rota volta 30 ou 50 quilómetros. Está tudo relacionado com o sítio para onde se dirigem e aquilo que precisam saber. Confiem em vós próprios. Confiem nos instintos do íntimo e deem-lhes ouvidos porquanto, por mais confusa ou desordenada que pareça, acabará por endireitar.



Irá imperar a tomada de decisão por parte do homem acerca de como as funções de uma pessoa influenciam os trabalhos de grupo. Vós tendes experiências bem-sucedidas juntos por se aceitarem uns aos outros e trabalharem com o mesmo tipo de energia. Estão a trabalhar numa mesma base, por assim dizer. Entrem nessa base. Esse tipo de energia pode funcionar igualmente no universo. Emitam-no para o exterior. Uma vez mais irão ficar espantados com o que ele faz. Lembrem-se de se amar incondicionalmente, uns aos outros. Isso pertence à alma.



Participante: Poderemos conduzir essa energia para o que temos em mãos aqui e colocá-la num círculo e emiti-la para fora?



Julian. Podem.



Participante: Poderemos ver os círculos que enviamos?



Julian: Seja por que visualização for, ajudá-los-á a tornar isso mais apaladado, o que os ajudará a consegui-lo, poderão vê-lo da forma que quiserem vê-lo. O objectivo está em que o enviem para fora com a intensão de ir ajudar à situação e de poderem não saber de que forma irá ajudar, mas que irão ser ajudados. Por vezes fermenta por debaixo do solo primeiro, antes de vir até ao topo. Foi assim que o petróleo foi descoberto. Pensem no que isso poderá fazer por vós. Saibam que está a suceder. A correcção, em muitas áreas do vosso mundo, está já em acção e durante este ano deverão verificar um forte melhoramento na situação económica.



Participante: E relativamente aos preços do gás?



Julian: Eles vão sofrer um aumento, mas nada têm que ver com o universo; prendem-se com o homem e a sua capacidade de tomar decisões. Por mais que gostássemos de dizer que o homem não tenha responsabilidade quanto a isso, não é assim. O homem diz “Eu quero mais, e mais, e mais,” e espera que tudo se ache no mesmo lugar, à sua espera. Todo o homem que quer mais está a criar uma situação para além de si próprio. Toda a gente tem a tendência de usar o que sucede como razão para empolar mais alguma coisa; alguma positiva, e outra não tão positiva – mas isso cabe à decisão de cada um. Ele carrega a responsabilidade que acompanha tal decisão. E obtém o que procede dela.



Quero que se ergam a cada manhã e digam: “Eu estou bem e ficarei bem.” O que estarão com isso a afirmar é que, não obstante o que possa suceder, irão ficar bem. Não tem importância dizer: “Cuidarei das minhas necessidades primeiro.” Por outras palavras, toda a gente aprende a respeitar-se e a não se ver como um reflexo exterior ou como um reflexo da opinião dos outros mas a respeitar-se a si mesmo. Há uma diferença entre respeitar-se a si mesmo e pensar que isso queira dizer que seja suposto controlarem tudo e todos. Há uma diferença reduzida, mas por vezes procedem a um intercâmbio entre si. Saibam que alguma vez foram tão poderosos quanto o são actualmente – jamais! Cada um de vós está a escolher o seu caminho individual com base na escolha pessoal de trabalhar com as energias actuais e de ajudarem a fazer com que tenha lugar.



Participante: Quando dizemos: “Eu estou bem,” será num âmbito mais alargado, ou ao nível individual? Posso estar bem , e dar-se um acidente de viação mais à frente na estrada, e eu passar desta vida e proceder à minha transição e ainda estar bem, só que não mais neste nível físico. Creio que seja isso que estou a perguntar – ter a certeza de que…



Mantém a mente numa atitude positiva e estarás bem. Há determinadas coisas na vida que precisamos aprender. E é através das experiências que colhemos na vida que aprendemos. Por vezes algo deixa de correr da maneira que queremos ou pensamos que devia, mas isso não quer dizer que não estejam bem. Essa é toda a questão. Por outras palavras, o “Eu estou bem independentemente do que suceder,” é chave. Afirmem-no como vosso. Se o declararem tornar-se-á vosso. Poder-lhes-á ser dada a melhor comida do mundo, mas se nunca a prepararem, jamais desfrutarão dela, jamais colherão o benefício dela no corpo, nem os seus maravilhosos aromas. Uma refeição é coisa sensorial; não é só o alimento do corpo físico, como também dos sentidos. Não vão querer negar isso a vós próprios por não quererem pegar no garfo ou na panela para o fazer. Disponham-se a aceitar o que quer que suceda na vida, mas saibam que estão bem. Estão, independentemente de o reconhecerem já ou não. Creio que vou dar esta sessão por terminada, por a energia dela (médium) estar a começar a diminuir e eu não querer forcá-la, uma vez que vão ter outra aula amanhã. Fico satisfeito por ter sido capaz de falar convosco, mas fiquem cientes e seguros de que existe um futuro e que o irão ajudar a construir, o que é óptimo. 




JULIAN DEBATE O FUTURO 



Que agradável estar com todos vós. Esta manhã optei por falar, por nos estarmos a aproximar de meados de Fevereiro, quando os primeiros raios do Equinócio de Março começam a entrar na energia. Nos últimos seis meses, toda a gente sentiu como se estivesse a ficar sem chão em todas as situações. Têm sentido como se a vida estivesse em sobrecarga, por assim dizer. Para onde quer que se tenham voltado não parecerá estar bem, nem nada parecido estar conforme devia. Isso deveu-se ao facto de estarem a ser forçados a romper a energia fixa em que têm vindo a funcionar – a energia arregimentada de vós próprios – e a transformá-la numa nova energia de livre curso do universo. O universo acha-se agora num fluxo completo e tudo se encontra em movimento e assim vai ser durante o resto da vossa vida. Habituem-se a isso. Não me refiro à confusão, mas ao livre curso. Conforme já lhes disseram, as palavras-chave são a flexibilidade, aceitação e o perdão.



Aquilo que há a reconhecer é que ao chegarmos a 15 de Fevereiro, a meados ou aos idos de Fevereiro, vão sentir uma mudança interior em vós próprios, cujas direcções de súbito parecem fazer sentido. Por outras palavras, o que antes era confuso irá passar a tornar-se-lhes claro. Irão constatar que perdem os receios. Os medos do que costumava imperar não podem voltar a imperar. Não pode ser o vosso futuro. O vosso futuro tem que ser diferente. Trata-se de mudanças subtis em vós próprios, com que poderão surpreender-se. Podem ir para a cama preocupados e acordar pela manhã a dizer “está tudo bem,” e sentir-se a afastar-se. Estão a lidar com energias universais que são as mais elevadas com que alguma vez lidaram desde o começo dos tempos.



O salto evolutivo em espiral que ocorreu neste último ano foi a primeira vez que se desde a criação. Já poderão compreender como foram atirados para uma energia que é mais difícil de manusear. Faz tudo parte das Mudanças da Terra, mas na verdade não deveria ser chamado de Mudanças da Terra, mas antes Mudanças da Criação, por tudo quanto foi criado – homem, besta, animal, tudo – se acha em processo de alterar a sua energia. O propósito disso assenta na proclamação do universo. Não vai desaparecer, mas permanecer em existência. Isso é o que importa que tenham em mente.



É bastante semelhante ao planear de uma festividade trabalhosa e de súbito neva e cai granizo no dia da festa, ou os aviões entram todos em greve ou algo assim, e acaba por não ter lugar. Elaboram grandes planos e esforço no que seria suposto que acontecesse e lá pousa uma mosca no unguento. Ficam desconcertados, conforme dizem no vosso mundo. Bom, o que acontece, e aquilo que precisam vigiar é, antes de mais, é uma espécie de choque por não correr ao vosso modo. Em segundo lugar, começa a apresentar-se uma petulância por terem posto todo este trabalho nisto e não ter acontecido. Depois sucede a raiva. Mas, claro está que quando lidam com a raiva também estão a lidar como medo, por ser o medo que geralmente cria a raiva. E entram num ciclo em que se parecem com o esquilo na jaula com a roda de girar às voltas e às voltas em torno das mesmas coisas, uma e outra vez. A verdade inerente à questão é a de que é assim mesmo. “Ou teremos uma outra festividade ou passaremos a celebrá-la em Janeiro ou Julho.” Uma abordagem despreocupada da vida torna-se muito importante por esta altura por os vossos pensamentos irem manifestar-se nas coisas com que passarão a deparar-se. Vocês vão se tornar naquilo que pensam.



Vigiem aquilo que pensam. Se usarem do pensamento furtivo íntimo a que não chegam a dar voz pensando que não conte, estão errados porque conta. Isso vai apanhá-los de uma forma ou de outra. Quando dizem: “Que bom,” mas pensam “Que horrível,” isso representa um pensamento efectivo que irá manifestar-se. Precisam ter cuidado. Além disso, uma das coisas que precisam fazer nesta altura – mas quando digo que “precisam” entendam que não os estou a forçar, por gozarem de livre-arbítrio. E com isso não posso interferir – mas quando lhes dou conta do que lhes sugiro é mesmo isso. Esses são os factos. Agora já conhecem as cartas de que dispõem. Usem-nas ou mostrem o vosso jogo, como quem diz. Aquilo que precisam fazer é perceber que uma abordagem despreocupada não significa acreditar que não esteja presente, mas dizer que se tiver vindo também pode ir, por tudo se achar em movimento e nada permanecer estagnado. Vocês podem alterá-lo alterando a atitude de que usam para com a coisa. É isso que tem de tão importante.



Libertarem-se dos vínculos do passado assume elevada importância neste instante. Não importa que tenha sido coisa boa ou má no passado. Qualquer dessas hipóteses poderá aprisioná-los. Já afirmei antes que quem escreve um livro e constantemente o se gaba disso, jamais virá a escrever outro. Aquele que diz que escreveu um livro e que agora procura escrever outro, virá a escrever mais dois ou três livros. Vigiem o padrão do pensar. Não podem repousar sobre fracassos passados; não podem repousar em conquistas ou êxitos anteriores. Isso acha-se destinado a fazer-se presente na vossa vida nessa altura, mas não representa toda a vossa vida. A vida permanece em movimento. Vocês estão em contínua mudança. Já não são a mesma pessoa que eram há 20, 30 ou 40 anos atrás. Precisam ser capazes de avançar com isso e dizer: “Olha, está a florescer um Eu novo e melhor.” Por ser disso que se trata. Tem que ver com transformação, de modo que não se voltem para trás. Não sabem o que os segue atrás. Poderão nos gostar disso, de modo que não se voltem. Olhem, em frente e planeiem para o futuro.



As energias agora são muito propensas a conduzir à reorganização. É por isso que se sentem abalados. É como se, caso pegassem numa coisa qualquer e a abanassem o suficiente, acabe por ter uma configuração diferente; venha a tornar-se diferente. Internamente estão a passar por um abalo bastante literal. A única diferença está em que, em vós, por esta altura, existe aquilo a que chamam de supraconsciente, que representa a mente de Deus em vós. É a mente da Mente Universal, capaz de os levar de uma fraca visibilidade até uma visibilidade elevada. Por outras palavras, quando alguma coisa sucede e se veem presos na lama, precisam dizer: “Bom, se olhar a coisa de um ponto de vista mais elevado, perceberei uma medida de recurso, por nada de trevas ocorrer que não tenha um aspecto de luz dentro de si.” Busquem sempre o aspecto da luz.



Trata-se de um tempo de equalização (compensação); um tempo em que as pessoas deixam de dizer: “Quem é superior e quem não é.” Um tempo para construir pontes em vez de paredes, por estarem a proclamar por esta altura – devem estar cheios dessa frase por ora, mas vou usá-la à mesma (riso): “Que o objectivo, por esta altura, está em que lhes foi dada uma caixa de componentes que lhes terão rotulado. É-lhes dito para criarem o que quiserem. Criem aquilo que quiserem ser. Comecem a vivenciá-lo em vez de duvidar da capacidade que têm de o conseguir. Em vez de se voltarem para trás e dizerem: “Jamais consegui,” dizem: “Estes são os novos componentes com os quais poderei fazer qualquer coisa que queira.” Permitam-se criar.



Uma das outras coisas características deste momento no tempo que importa substancialmente é o esquecer. Falamos acerca do esquecimento do passado de modo a poderem construir um futuro e esse tipo de coisa. É abrir mão de fragmentos de vós. Toda a gente possui um ego, e a personalidade do ego pode ser uma pessoa completamente distinta daquele que é na verdade, por diversas razões. Os egos das pessoas são atiçados - ou espatifados - pelas declarações que os outros fazem. Terão que dizer: “Não tem importância ter um novo Eu.” As pessoas pensam que tenham que fazer a mesma coisa para sempre. Era assim que funcionava na Era de Peixes. Se tiverem sido adestrados para um trabalho específico, isso seria o emprego que passariam a ter, e jamais pensariam que podiam mudar por esse ser o vosso meio de subsistência e ficarem nele para sempre. Nesta época, poderão ter seis ou oito carreiras antes de terem terminado. Isso deve-se simplesmente ao facto de terem concedido a vós próprios permissão - e irão ouvir muitas vezes esta frase – concederam a vós próprios permissão para fazer algo de diferente e para crescer num sentido diferente ou para tomar um caminho diferente. Não tem mal deixar de ser santo. Santo é coisa que não são. (Riso) Ninguém o é.



Aquilo que estou a dizer é que ouço as pessoas dizerem: “Eu devia fazer isto, devia fazer aquilo.” Elas repetem: “Eu tenho que mostrar que sou boa pessoa.” A única coisa que têm que fazer para serem boas pessoas é viver para amar, para terem amor por vós próprios, pelos outros, para irem ao encontro dos outros, ou para dar um aperto de mão. Não estão a ser julgados, contrariamente a tudo aquilo em que acreditam. Encontram-se aqui para viverem uma existência e crescerem de mente, corpo e espírito. Por vezes precisam abandonar as velhas falhas que tiverem assumido e permanecer no vosso caminho.



Há várias verdades que são importantes – uma delas é o riso. É por isso que digo para usarem de uma abordagem jovial da vida que ela garantir-lhes-á uma vida despreocupada. Não encarem a mudança como uma ameaça. Fico surpreendido com os milhões e milhões de pessoas no vosso mundo que encaram a mudança como algo como um mau presságio, como algo a temer. A mudança deixa-os na nova posição de uma experiência renovada e faculta-lhes a oportunidade de experimentar outra coisa. Precisam cuidar de vós – mente, corpo e espírito. Precisam tratar bem o corpo. Precisam tratar bem a vossa mente. E precisam tratar bem do vosso espírito.



A espiritualidade é encontrada por intermédio do viver a vida. Não tem nada que ver com vir até aqui num Domingo ou frequentar uma igreja ou sinagoga específica. Nada tem que ver com a quantidade de dinheiro terão dado ao comité ou seja ao que for. Tem que ver com a forma como têm vivido a vida. Com o que tiverem feito neste dia único para serem boas pessoas. Não tem que ser nada de grandiosidade; só precisa ser alguma coisa de bom. E estamos a pôr a coisa em termos fáceis.



Eu pedir-lhes-ia para se interrogarem acerca da forma como lidam com a mudança. Pedir-lhes-ia para se interrogarem quanto à forma como lidam com o medo. O medo constitui uma parte normal do vosso ser na medida em que se presta a constituir um aviso. Se se sentirem receosos, olhem uma segunda vez. É para isso que se presta. Se permitirem que se torne num modo de vida, ele devora-os. Imobiliza-os e bloqueia-lhes a possibilidade de serem uma pessoa feliz.



Uma das mais significativas formas de desperdício de energia que ocorre no vosso mundo está no facto de terem aquilo a que chamam “E se...?” “E se não funcionar, e se não acontecer,” ou “e se acontecer”? Todo esses casos de “e se…?” Eu chamo-lhes pequenos diabos que não possuem outra energia para além daquele que lhes concedem. Quando estiverem tentados a dizer: “E se isto suceder; e se aquilo ocorrer?” Digam: “E depois? Pode nunca chegar a acontecer – para quê desperdiçar a minha energia com isso. Se suceder, tratarei disso.” Não desperdicem a vossa energia com algo que ainda nem sequer possui realidade. A energia da vossa vida é como o dinheiro. Se gastarem demasiado numa só coisa, não terão para outras. Por outras palavras, se gastarem toda a vossa energia com os “e se…?” Não irão ter energia para gozar o dia. Não terão energia para o encarar de modo diferente por terem despendido toda no “e se...?” Precisam desbastar o medo de acordo com o grau com que os tiver tomado.



Precisam cortá-lo. Se examinarem as vossas vidas verão que independentemente do que se lhes tiver apresentado, ter-lhe-ão dado resposta. Vocês ainda aqui estão. Ainda estão vivos. Ainda estão a mexer. Entendem o que estou a querer dizer? Precisam dizer: “Não me permitirei ser menos do que sou por causa do medo.” Tentem recordar toda a vez em que se sentiram receosos e o que temiam não sucedeu, da próxima vez que estiverem receosos com relação a qualquer coisa, devido a que o que pensam venha a tornar-se numa realidade.



Toda a gente por esta altura anda receosa, em qualquer aspecto, por o mundo se apresentar nebuloso por esta altura. Não existem os mesmos moldes rígidos de antes. E era isso que a Era de Peixes representava – rigidez. Tinha que ver com a focalização num ponto. Conduzir tudo para um ponto. Era necessário para que a evolução pudesse dar-se, nessa altura. Agora é uma coisa tipo “livre curso,” mas força a humanidade a tomar mais decisões por si própria. Essa é a única coisa que se revela árdua para as pessoas. Tiveram que passar 2600 anos a receber ordens quanto ao que fazer em todas as diversas situações. Isso foi o que fizeram e se não o fizessem estariam errados. Agora encontram-se numa era que lhes sugere: “Pensa naquilo que queres fazer e fá-lo.” É quase como dizer que dão um livro para as mãos de uma criança no primeiro ano e dizem-lhe: “Agora, vais passar a ler isto.” Isso foi o que lhes foi feito. Foi-lhes dado um livro acerca da vida e vão lê-lo e seguir as instruções, por assim dizer, de acordo com a maneira como são apresentadas, nessa altura.



Quando lhes outorgam a responsabilidade pela criação do que vierem a querer ser, o obstáculo está nisso, isso é o que passam a recear. Podem tomar uma decisão errada. Mas que coisa será “errado”? Que coisa será “certo”? Não é o que costumava ser. Trata-se de todo um jogo diferente. Quando são vocês a conceber a coisa que querem ser, não receiem definir as coisas por nunca terem pensado consegui-lo, por as expectativas de vida que lhes estão reservadas serem agora muito mais longas do que eram antes, e irão dispor de muito mais tempo para o fazer.



Querem ver-se capazes de dizer: “Eu posso escolher aquilo que quero fazer e posso fazê-lo.” Podem tomar a decisão que quiserem na vida conquanto se dispuserem a acatar a responsabilidade que lhes cabe por tal decisão. Tinham um comediante no vosso mundo que utilizava a expressão: “O diabo levou-me a cometê-lo.” Isso é o que a humanidade faz a toda a hora. Não usa o termo “diabo,” mas diz que determinada pessoa os terá levado a cometer o acto. Conhecem o mítico “eles”? “Eles levaram-me a fazê-lo.” Jamais fomos capazes de identificar esse “eles”, mas deve ser formidável, como “toda a gente" o está a fazer a toda a gente. Têm que aprender a dizer: “Que trapaça estarei a fazer a mim próprio? Não será tempo de realmente decidir aquilo que quero fazer e o que quero ser?”



Este período de tempo está a voltar a instigar as artes no mundo. Por outras palavras, vão passar por toda uma nova elevação nas artes neste período. O que significa que todos os tipos de arte – escrita, música e dança, todas – vão descobrir que a força criativa dentro de vós os irá importunar e importunar até fazerem alguma coisa com relação a isso. Todos vós supostamente sois parte viva dessa energia. Não interessa como o façam. Um cozinheiro gourmet é um artista estupendo. Precisam permitir-se dar atenção à pequenina voz que diz: “Há uma outra parte de ti que quer tomar parte. Há uma outra parte de ti que quer revela-se.” É altura de inovar, mas eu quis garantir-lhes que à medida que se aproximassem de meados deste mês, iriam começar a sentir os raios da descontração que acompanha a mudança – saber e concentrar-se naquilo que realmente querem fazer. Isso pode fazer uma grande diferença.



Já assisti por todo o mundo - devido ao facto de trabalhar com muitos grupos diferentes, etc. – já assisti por todo o mundo a mudanças estupendas que as pessoas atravessaram quanto à aceitação de si mesmas. Isso é algo que a maioria das pessoas teme fazer – aceitar-se a si mesmas conforme são. Caso se aceitem conforme são, então poderão tornar-se no que quiserem ser, mas vocês não podem extrair coisa alguma do nada. Se não conseguirem dizer: “Isto é quem sou agora, e aquilo em que quero tornar-me,” estarão a bloquear o movimento da transformação. Independentemente da situação em que se encontrarem na vida, estarão a aprender com ela e estarão a crescer com base nela. Não é o que sucede na vida, mas a forma como lidam com o que sucede que faz a diferença.



Eu quero assegurar-lhes uma coisa. Sob a superfície, decorre já uma mudança na economia. A economia acha-se de novo em movimento nas energias invisíveis que manifestam a externa. Pensem em grande. O que não significa andar por aí a gastar 100 quando só dispõem de 10. Isso não é pensar em grande; é ser tolo. O que precisam fazer é dizer: “A economia pode ficar e virá a ser forte.” Já se acha em movimento; já está a suceder, por estar de volta. Irão sentir um enorme sentido de segurança. Isso representa apenas parte de vós. Bem sei que isto soa ridículo, mas se pudesse diria às pessoas: “Encontrem um espaço aberto e comecem a cantar e a dançar e a correr ao redor e a exultar e a bradar quanto quiserem – deixem que isso tudo saia para fora.” Todas essas coisas se acham em vós à espera de ser expressadas. Precisam dizer: “Não sei quem sou de momento, mas sei que estou a construir qualquer coisa de bom e que tudo irá ficar bem.” Uma das coisas que irão aprender a fazer mais em pleno é comunicar, a todos os níveis – ser capazes de articular aquilo que querem dizer.



Neste aposento há muitos escritores que deviam estar a passar a criatividade no papel. Há músicos que também deviam estar a exteriorizá-la no papel. Há energias bastante criativas e formidáveis à espera disso, de modo que o que têm que fazer é dizer que não faz mal. Sabem uma coisa formidável – suponham que estejam a ter um problema com algo e alguém lhes diga: “Não te preocupes, eu fá-lo-ei por ti.” Vocês dão graças aos céus de alívio. Porque não dizem simplesmente: “Não sei o que fazer de modo que to vou passar para ti?” Passem-no para o “tipo lá em cima”; ele sabe o que fazer com isso. Se tudo o mais falhar, tomem uma chávena de chá (riso) – há qualquer coisa de terapêutico em todo esse processo que a humanidade realmente aprecia e que a ajuda. Sempre dissemos que a natureza da besta é a energia com que ela nasce, por assim dizer. Isso significa que “este é o meu potencial,” o tipo de coisa: “o que estou a fazer.”



Nós dizemos que se pertencerem a um signo do fogo, quererão fazer coisas. Precisam de movimento assim como de acção, e não se contentam em ficar numa mesma posição. Se forem de um singo do ar, serão pensadores. Pensarão em primeiro lugar e sentirão em segundo lugar. Se forem de um signo da água, sentirão primeiro e pensarão depois. Se pertencerem a um signo da terra, dêem-lhes uma chávena de chá. (Riso) Esses são os dotados de natureza prática. Se forem a um tipo qualquer de reunião e ouvirem o que as pessoas dizem e atenderem à forma como se expressam, em breve perceberão que estarão a dar pistas para o signo solar que têm – para o instinto básico que têm na vida. Se estiverem a dar atenção ao comité e alguém disser: “Vou-te dizer aquilo que penso.” Penso que deveriam saber. Sabem que pertencerá a um signo do ar.



Os dos signos da água usarão frases tipo: “Aquilo que sinto é – sinto que devíamos...” As pessoas dos signos do fogo dirão: “Que vamos fazer relativamente a isso – quando é que vamos começar isto?” Aqueles que pertencem aos signos da terra dirão: “Quanto temos em tesouraria, de quantas pessoas dispomos para o fazer e qual será o período indicado?”



Esses são aqueles que, do zodíaco, são dotados de prática. Vocês podem treinar a atenção porque abordam cada um deles de forma um pouco diferente. Uma pessoa de um signo do ar e uma pessoa de um signo da água podem falar para além da compreensão do outro. Um acha-se de tal modo comprometido com o sentir e o outro tão ocupado a pensar que jamais chegam a um termo de entendimento. Se cada um se alterar um pouco, passará a considerar: “Se eu descrever um sentimento a esta pessoa ela entenderá aquilo que estou a dizer.” Se tiverem um propósito de cura, dão àqueles que pertencem a um signo do ar uma afirmação a pensar. Dão Aqueles do fogo um exercício que os mantenha em movimento e aos da água uma visão emotiva com que possam sentir empatia. Aos da terra dão uma chávena de chá. (Riso) Isso são tudo processos do sentir, para eles. Mas até o pensador mais sério terá uma faceta de humor.



Algum de vocês terá uma pergunta acerca do tema que estamos a abordar?



Participante: Quando dizias que nos encontramos todos preparados para fazer algo de novo e para nos libertarmos, estarias a referir-te a toda a gente neste mundo?



Julian: Estava. Absolutamente.



Participante: E que dizer com respeito às sociedades repressivas que ainda não gozam de nenhuma abertura?



Julian: A sua situação abrir-se-á e encontrará um novo espaço para agir que seja menos repressivo. Ele só é repressivo aos vossos olhos. Para eles não o é. É o estilo de vida deles. Foi assim que viveram. Vocês não são carimbos e toda a área do mundo possui a própria energia em que funcionar. Cada uma está a evoluir na sua própria situação individual e colectivamente. Precisam entender que eles se verão forçados a mudar, mas precisarão tomar um rota diferente para lá chegar, da que vós adoptais ou seja quem for.



Participante: E com relação à liderança que se verifica em determinados países, inclusive à nossa, que parece ser bastante retrógrada e atrasada e em que as pessoas parecem acompanhar o movimento das energias. Que sucede quando o governo não o faz? Que acontece numa situação assim?



Julian: Isso não é evidenciado por haver papéis a desempenhar quando se encontram investidos de uma dessas posições. Muitos dos líderes estão a ser atingidos a um nível mais elevado. Decisões serão tomadas. Acontece que vocês se encontram num país que goza de sorte suficiente para dizer que se um número suficiente de vocês acreditar, vocês podem mudá-lo. Alguns países não gozam de tal privilégio devido à posição que ocupam no processo evolutivo que atravessam. Aquilo que precisam entender é que diante da dúvida, não devem condenar. Não contribuam com energia negativa para uma situação negativa, porque isso só irá aumentar a negatividade. Enviem-lhe uma energia positiva de cura e diluirão a negatividade e darão a todos uma oportunidade de ver melhor.



O que faz falta é visão… Todos têm a compreensão de que precisam desenvolver-se, mas têm pontos fracos como toda a gente. Também precisam entender que devem abordar as pessoas por meio da sua cultura e da compreensão que têm, ou do nível energético em que se encontram. Era disso que eu estava a falar anteriormente quando referi que a comunicação a todos os níveis sofrerá um aumento e que se fará mais capaz de ser compreendida. Isso plasmar-se-á nessas áreas assim como em todas as outras. Não se trata de uma causa perdida. É só que precisam examinar e ver o que têm considerado e talvez mudar a visão interior que têm da coisa a fim de incorporar a compreensão dos outros do mesmo modo que a vossa. Por exemplo, se viverem aqui terão uma opinião, se viverem acolá, terão uma outra opinião. É desse tipo de coisa que estou a falar.



Participante: De que forma se alterará a terra e o clima durante este período?



Julian: Por mais que isto possa parecer estranho de compreender neste momento, os polos estão em mudança. Eles já sofreram uma deslocação de cerca de 14 graus. À medida que a Terra se inclina, as alterações climáticas acompanham essa inclinação. Eventualmente, lá mais para a frente, esta área irá tornar-se tropical, à medida que os polos mudarem. Bem sei que parece difícil de entender, mas se olharem para os padrões do vosso clima no verão, verão que têm tido verões bastante húmidos, e somente com respeito a esta área. Sempre que se verificam alterações nos padrões da energia da terra, a primeira coisa que muda é a natureza. Ela precisa adaptar-se à nova energia por existir para assistir à humanidade. Não podem viver sem a natureza. Não podem viver sem árvores que oxigenem as áreas em que vivem. As forças da natureza são o que deve sofrer a primeira mudança. À medida que se adaptam aos novos padrões do clima, então estarão presentes para prestar auxílio à humanidade. Aí a humanidade começará a dizer: “Bom, eu estou finalmente a entender porque não preciso de uma camisa de flanela num dia em que faça 34 graus de calor.” O objectivo disso assenta no facto de a natureza se ajustar, e esse ajustamento leva a que se venham igualmente a ajustar. A humanidade ajustar-se-á às novas energias.



Participante: Poderias clarificar a forma como nos assistem à transformação?



Julian: Se não se transformarem e não forem capazes de sobreviver nesta nova energia, então terão o nível de oxigénio em queda, no vosso mundo – a faculdade respiratória do homem. Não terão nada com que construir as vossas casas. Se considerarem o que uma árvore é capaz de lhes fornecer, constatarão que ela lhes dá vida na íntegra. Percebemos que nesta altura precisam respeitar bastante a natureza. O homem tem-se mantido de tal forma ocupado com a tecnologia que se esqueceu de que a natureza existe de múltiplas formas. A natureza constitui uma coisa viva, a respiração da criação. Tanto ela como a humanidade foram destinadas a trabalhar em uníssono e a compreender que precisam que a natureza os ajude. Se não o conseguirem através na floresta, tratem de o conseguir através de um vaso que tenha uma planta – mas favoreçam a natureza. Deixem que saibam que a reconhecem como uma coisa viva. Isso é sumamente importante por esta altura.



Participante: Quanto à questão das mudanças, quando falavas da mudança dos polos, representará este uma mudança de polos magnética? Nesse caso, como se explicará o facto de termos vindo a ter um inverno severamente frio actualmente?



Julian: Sim, é magnético. A polaridade da mudança – se se tornar demasiado quente num dos lados, tornar-se-á demasiado frio no outro. A polaridade governa e a polaridade acha-se presente em tudo. À medida que a mudança ocorre, geralmente gera-se um impulso em ambos os extremos da energia polar. Na realidade tiveram dois invernos rigorosos. Antes disso, foram abençoados com alguns bem suaves. O ciclo retornará de novo. Isso faz parte das energias em mudança que estão em continuidade neste momento. No próximo ano poderão ser capazes de ter um clima ainda mais suave.



Eu disse-lhes que iriam ter um frio intenso – não pilhas de neve que tiveram no ano passado, o que é claro que corresponde ao que tem sucedido. É quase como renovar uma casa. Primeiro, acha-se numa confusão, mas quando acaba fica estupenda. Vocês estão na fase da confusão. Coisas boas encontram-se ainda pela frente. Neste momento, aquilo que estão tratar é da salvação do mundo e da sua continuidade, não de lhe pôr termo.



Participante: Falavas acerca das pessoas que querem fazer coisas novas. Se estivermos a fazer alguma coisa que não seja nova mas a fizermos de uma maneira nova, isso não equivalerá ao mesmo?



Julian: Sim, representa o mesmo. Não são obrigados. Se optarem por o não fazer não serão maus. É uma parte de vós que necessita de expressão. Veem como estão tão habituados às regras rígidas? Percebam que se encontram unicamente no trigésimo ano da nova era. Na verdade ainda se encontram pendurados à beira da nova era enquanto realidade. E ela tem uma duração de 2600 anos. Já podem ver o monte de mudanças que por aí virão. A intenção das mudanças estarem a começar a suceder reside nisso, em conduzir o processo a uma nova situação. Tudo em vós quer fazer algo de forma diferente. Tudo quanto tiverem aprendido ou feito será vosso para todo o sempre. Precisam unicamente reclamá-lo ao subconsciente. Mas na vida, para tornarem alguma coisa mais interessante, por vezes alteram a forma como o fazem. É quase como se dessem por vós a passar por períodos em que tudo quanto tivessem no armário fosse azul, e a seguir passassem a ver que tudo o que lé tivessem fosse cor-de-rosa. Não saberiam bem como isso teria ocorrido, mas teria ocorrido. Do mesmo jeito, é como se isso rastejasse por vós acima e os cutucasse. Mas em definitivo existe mudança para acontecer. Imaginem o quão aborrecido não seria se todos pensassem a mesma coisa e todos fizessem a mesma coisa. Deus nos valha.



Também quero dizer que nos próximos dez anos irão surgir muitos avanços – altas inovações tecnológicas – e progressos no campo médico. A fusão da medicina holística com a alopata tornar-se-á muito mais forte. Haverá um maior reconhecimento de ambas as partes quanto aos benefícios da outra. Sempre me espanta ver como as pessoas pensam que, se alguém faz determinada coisa de uma maneira e vós a fizerdes de outro modo deva existir guerra ou competição. Na realidade, nenhuma das duas maneiras existiria no mundo caso não estivesse destinada a existir. Faz parte da evolução. Cada modalidade deve apresentar qualidades elevadas. Quando aprenderem a respeitar mutuamente as qualidades da outra, isso servirá de ajuda, além do mais por dar às pessoas uma oportunidade de seguir o que vai ao encontro das suas energias, em termos de auxílio.



Para determinada pessoa será melhor uma erva, já para outra uma injecção de qualquer tipo será mais adequada, mas representa o que as suas respectivas energias pedem. O respeito por todos os níveis de todas as coisas dá-lhes a oportunidade de colher mais benefícios de tudo. É disso que esta era trata. Livrem-se das oposições e comecem a construir pontes. Elas não têm que deixar de ser o que são, mas precisam somente perceber que não são a coisa. Existem muitos factores desses, e juntos podem formar um todo. Esperem mudança, mas não a temam. Isso é o que realmente importa. E sempre hão-de dar ouvidos aos mestres.



Participante: Quando referes que a espiritualidade ou a religião organizada – parece existir muito conflito entre Cristãos e Muçulmanos e até mesmo com relação aos Cristãos renascidos e…



Julian: Toda a gente diz que Deus esteja do seu lado – e no de mais ninguém.



Participante: (…) energias para tornar o mundo num sítio melhor.



Julian: Sempre existirá doutrina religiosa. Não se iludam a pensar que todos venham a pensar a mesma coisa. Só que a resistência às perspectivas alheias diminuirá. Construir-se-ão “pontes”. Alguns precisam que lhes digam o que fazer. Alguns precisam de uma estrutura particular dessas. Isso nada tem de errado caso estejam em contacto com Deus por intermédio disso.



Alguns sentam-se com uma bandeja e entram em contacto dom Deus. Todas as maneiras servem. É o que tem cabimento no seu padrão evolutivo. Passam durante algum tempo por um sistema de crenças específico para conseguirem superar a sua situação. Precisam sempre ter em mente que não se trata de mudar isso de acordo com a vossa maneira de pensar. Trata-se de o mudar pela aceitação de todas as maneiras de pensar. Não pensem que o que está a suceder no mundo hoje seja o ensino da verdadeira crença ou sabedoria conforme tenha sido transmitido num determinado país. Os actos terroristas e esse tipo de coisa não fazem parte da fé. Eles utilizam a fé como pretexto, mas não pertencem à fé. A fé em si mesma prevalecerá sobre todos.



Se realmente quiserem aproximar-se de Deus, vivam as vossas vidas de forma tão jovial quanto conseguirem. Era isso que estava destinado a ter lugar. Se realmente quiserem chegar mais perto de Deus, vejam-no nos olhos de todos. Vejam-no no tabuleiro, vejam-no no cão e no gato. Eles são todos criação de Deus. Não se encontram separados.



Creio que se voltarem a uma oração com que a maioria está familiarizada e chama de Pai Nosso – a passagem inicial da oração revela tudo: Pai Nosso – não meu, nem vosso. Pai Nosso – nós somos todos filhos do Pai, como quem diz. Estamos implicitamente a afirmar a fraternidade nessas duas passagens. Só precisam aprender a fazer com que funcione de novo. Mas isso tem início aqui. Outro dia estava a provocá-los quando referi haver um dito no vosso mundo que reza assim: “A responsabilidade recai aqui.” Pois bem, também tem início aqui. Aquilo que pensam e a forma como agem, etc., cria o que se está a passar pelo mundo. Precisam dizer: “Serei representante do que quero que suceda ou estarei somente a deitar da boca para fora aquilo que quero que suceda enquanto vivo de forma intolerante?” Além disso, foi feita uma declaração que leva a maioria das pessoas a pensar serem muito abertas quando na verdade estão somente a organizar os preconceitos que têm. Quando procedem a um arranjo dos vossos padrões do pensar, assegurem-se de não estar somente a organizar preconceitos.



Participante: Fará parte do conflito patente em tantas coisas no mundo – será por tantos de nós termos nascido na era de Peixes e ainda assim sentimos a atracção da era de Aquário?



Julian: Sim. É claro. Vocês estão a desacostumar-se dessa energia. Para aqueles que passaram toda a sua vida na era de Peixes, torna-se mais difícil; a menos que ao longo do percurso tenham colhido as percepções ou ensinamentos que lhes tivessem ensinado que não têm que estar nessa situação.



Participante: Fará parte da evolução das almas individuais ou será que por todo o mundo ter nascido na era de Aquário venha a tingir um nível…?



Julian: Vocês jamais virão a ser cópias de carbono uns dos outros. Jamais virão a pensar a mesma coisa. Jamais virão a ter uma religião mundial.



Participante: Alguma vez virá a existir tolerância?



Julian: Deixa que te faça uma pergunta: Tu és tolerante?



Participante: Eu esforço-me por isso. A sério.



Julian: Nesse caso resta uma esperança para o mundo. Entendem o que estou a querer dizer? A responsabilidade tem início em vós. Cada um de vós está a aprender a ser tolerante e até mesmo a aceitar. Dizer somente: “Eu sou, tu és, mas nós somos um,” confere-lhes a percepção do quão importantes são para o universo. Tudo quanto fazem ou dizem afecta o universo. Eu uso o exemplo da pedra lançada no lago. Os anéis concêntricos espalham-se para depois voltarem a vós. Existe a vossa lei da causa e do efeito. Aquilo que deixo cair no lago regressa a mim. Aquilo que emito volta a mim. Precisam reconhecer que se, individual e colectivamente… por exemplo, um grupo de pessoas reúne-se para debater e partilhar determinadas coisas ou para se curarem em conjunto ou seja o que for, e com isso estão a emitir isso mesmo para o mundo. Toda a vez que oram, toda a vez que meditam, toda a vez que emitem energia de cura, estão a enviar isso para o mundo e não só para vós nem somente para um ou outro dos nomes constantes na lista. A vossa energia é sentida. Creio que aquilo que quero dizer é o seguinte: “Despertem e percebam o quão importantes são. Despertem e percebam o quão belos são. Despertem e percebam que o futuro é bom.”



Toda a vez em que se sentem em baixo, pensem nisso como se a vossa casa estivesse a ser renovada e que no prazo de uns poucos de dias ou de umas quantas semanas ficará bela. Não deixem que nenhum momento na vossa vida se torne numa armadilha. Percebem-no como uma efeméride na vossa vida. Tratem disso. Enfrentem-no. Avancem, que se o enfretarem pelo melhor de que forem capazes, isso será tudo quanto será de esperar de vós. Conforme digo: “Ninguém é santo.” Precisam dizer que se estiverem a dar o melhor de que forem capazes naquilo com que se depararem no momento, tudo estará bem.



Se puder deixar-lhes uma mensagem, ela será a seguinte: Tudo quanto está a suceder agora está em mudança, por estar preparado para funcionar na nova energia que tem um carácter positivo e progressivo. Não olhem para trás, olhem para a frente. Amem-se uns aos outros, mas amem-se a si mesmos e confiem em si mesmos. Vocês constituem um poder que pode ser altamente benéfico nesta mudança.



Participante: As crianças – qual será a melhor maneira de influenciar as crianças?



Julian: Para influenciarem as crianças precisam viver aquilo que querem que elas venham a viver. (NT: Dar o exemplo)



Participante: E se quisermos passar uma mensagem espiritual a um estranho?



Julian: O negócio é o seguinte: Terá ele uma mente aberta? Tudo quanto têm a fazer é passar a mensagem. Aceitá-la ou recusá-la já é do foro do seu livre-arbítrio. Lembrem-se que a espiritualidade está na partilha do que têm, mas não está no exigir que os outros vos deem ouvidos. Eles poderão não estar preparados para lhes dar ouvidos dessa forma. Terão feito a vossa parte, por terem transmitido a mensagem. Isso é o que mais importa. Não podem responder pelo outro lado; somente pelo vosso. Partilham aquilo de que dispõem. Que aqueles que estão familiarizados com a canção do círculo pensem nestas linhas. Partilhamos aquilo que possuímos; o que quer dizer as nossas atitudes, as nossas ideias, o nosso amor. Não quer dizer somente coisas materiais.



O que eu quero dizer é para serem quem são, mas para se abrirem ao que os outros são igualmente. Lembrem-se de que se encontram numa mudança temporária e que a vossa casa vai acabar absolutamente bela. E assim por hoje vou abandonar o instrumento. Em nome de toda a criação e do seu criador, estendo-lhes a minha bênção e desejo-lhes um bom dia.



~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~




Vocês optaram por que falássemos dos antigos locais arqueológicos, aqueles locais que deixaram uma energia destinada a que fossem descobertos de novo no devido tempo, e a ser utilizada para a evolução e o progresso no tempo adequado. Cultivaram bastante e tiveram grandes histórias, por assim dizer, acerca dos monólitos e de Stonehenge assim como muitos outros locais, mas o propósito dessas coisas também foi bastante adornado, quanto àquilo a que se prestavam.



Todo o local mais significativo, como as pirâmides, constituem centros de comunicação. Constituem a formação de um movimento perpétuo no âmbito das energias de comunicação do universo. As energias das pirâmides foram construídas de modo a dividir-se, a acumular-se e a reciclar a sua energia, por assim dizer. Se construírem a vossa pirâmide desta maneira… ora vejamos… Não, não riam que nós já lá chegamos. A energia vem até baixo pelo centro, atinge o centro da pirâmide, estende-se aos quatro cantos, sobe pelos lados e vem abaixo de novo, de modo que essa energia jamais cessa e só se acumula sobre si própria. Por conseguinte, jamais deixará de ascender.



Em vários locais ao redor da Terra existem pirâmides que recebem e amplificam e emitem de novo. De modo que vocês estabeleceram no universo estações de recepção e de emissão cósmicas que se acham em constante movimento. São energias universais, energias que lidam com os ciclos universais, a evolução, etc. Outras energias há que foram estabelecidas pela humanidade e que estabeleceram pontos de energia em locais determinados por uma dada cultura, e numa determinada altura do tempo. Lembrem-se que formam um mundo em espiral tripla, têm a vossa espiral individual evolutiva, a vossa espiral colectiva e a vossa espiral universal. Pois aqui sucede a mesma coisa. Têm as vossas energias colectivas estabelecidas em pontos no tempo, e eles criam uma energia que é delas, que pode ser reacendida, neste ponto apropriado do despertar.



Também têm indivíduos que veem ao mundo a determinadas alturas, por serem fulcrais na descoberta e no despertar nessas alturas. Por isso o plano triplo acha-se constantemente em movimento. Precisam compreender que se estiverem a falar de monólitos estarão a referir-se a uma pedra singela. Agora, alguns monólitos fazem parte de toda uma medida; ou por outras palavras, um monólito é como ter um livro de história de determinada altura no tempo, em termos de energia. E ao estabelecerem comunicação de novo com essa energia podem trazer de volta esses pontos no tempo, retirar-lhes aquilo que estiver destinado a seguir em frente e levá-los para a frente. Já outros monólitos, ou lápides, são aquilo a que chamam de representações de uma questão de honra. Digamos que tenham tido quem tenha feito algo de formidável, e erigiam um monólito em memória dessa pessoa. Muitas vezes ainda em vida, por não terem que esperar que partisse, mas era erigido em sua honra.



Assim, quando lidam com (…) ou uma mesma energia, por não serem todos iguais, nem são sempre algo que seja especial o tempo todo. Mas vocês hão-de reconhecê-las, por serem atraídos por aqueles que têm de uma mensagem, que fornecem a história de um determinado ponto no tempo, ou mesmo um incidente singular num ponto do tempo. Por causa da energia.



Quantos de vós aqui presentes trabalham com a cura? Bastantes. Vocês sabem que se passarem lentamente a mão sobre outra pessoa, conseguirão sentir algo; e quando retiram a mão e a fazem passar de novo, essa energia tende a cumular; estão a preparar a bomba, como quem diz, para fazer a força mental passar através de vós (…) e mãos. Quando utilizam essa energia num factor de comunicação, sabem o que estão a sentir e o que farem é usar a vossa mão receptora… Gostariam de ser um monólito por um instante? (Riso) Se eu tentasse conhecer e identificar esse monólito - que é bastante atraente, por acaso - (riso) podias pegar nessa energia e movê-la, e surpreender-te-ias com o que eu ouviria e sentiria e ficaria a conhecer.



Bom, esta é a mão receptora do instrumento, e eu estou a utilizar o corpo dela. A vossa mão direita é a activa e a vossa mão esquerda é a receptora. Quando procedem a uma leitura utilizam a mão esquerda, e quando querem compreender (…) juntam a mãos. Agora está pronta para os deixar na direcção de mais alguém. Obrigado (dirigindo-se à pessoa que se prestou a fazer a mostra) estou encantado por me ter associado a ti. Boas energias! (A mulher ri)



Pergunta: Quando juntamos ambas as mãos, após termos usado a esquerda para receber, e as juntamos… poderias falar disso de novo?



Julian: Eu recebi uma mensagem aqui; eu quero compreender de modo que tenho que rejeitar tanto a força receptora quanto a emissora, de modo que junto as mãos da forma que resultar mais confortável, por assim irá criar o equilíbrio necessário para poderem compreender no momento. Poderão ler num monólito o falecimento por veneno ou por uma razão política e a seguir querer compreender o que isso tenha que ver com a actualidade. E a única maneira porque poderão conseguir isso será levando-o até àquela parte de vós que pode o pode comunicar no presente e compreendê-lo a esse nível. Depois serão capazes de o emitir ao exterior de novo.



Assemelha-se a usar o vosso próprio corpo como um transístor para o que ocorreu e para o que venha a ocorrer. É ser intermediário, não é?



Pergunta: Disseste que as pirâmides são estações cósmicas receptoras e emissoras que lidam com a energia universal, mas elas foram concebidas pelo homem ou por transferência universal?



Julian: Foram concebidas pelo homem e lideradas por transferência universal. Mas depois por ser certo de que não iriam ficar ali estarrecidas incapazes de ser explicadas, eles usaram-nas como tumbas, entendem, o que foi bastante prático. Claro que também são um local de repouso para alguém. E locais de repouso venerados. Mas a razão secreta da sua existência foi de transmissor, e a razão para isso assenta no facto de ao nível universal precisar manter-se um equilíbrio. E para manter esse equilíbrio a um nível universal, tinha que haver uma forma das energias do espaço se fazerem transportar a um outro espaço.



Pergunta: A primeira coisa que penso quando se fala em pirâmides é no Egipto, mas também há pirâmides na América Central ou (…)



Julian: É claro. No Iucatão, no Tibete. Há pirâmides na região central da França, e quer acreditem ou não, há energia piramidal num monto do Japão, vê-se por toda o lado e forma um entrelaçado. Isso leva-me a sorrir por os vossos técnicos pensarem que conheçam essa coisa da internet de cor e salteado (riso)… Onde pensam que a ideia tenha tido origem? Entendem? Veio do facto dessas coisas históricas terem sido trazidas até este tempo presente e traduzidas. Por tudo quanto sucede não poder suceder de novo da mesma forma, e precisar ser transmudada para este ponto no tempo e o que pode fazer por o momento actual.



Assim, dispõem de todo este curso de energia universal, e depois têm este monólito estelar que faz parte de uma energia mais pessoal, e hão-de chegar a descobrir que as áreas que foram estabelecidas nas regiões celtas, aquelas áreas em que eles acreditavam no simbolismo, apresentarão mais disso do que outras áreas, mas ainda assim que é que pensam que o Totem Índio tenha representado? Um monólito que representava um clã. E na energia que representava não era diferente de um monólito situado num campo em Inglaterra ou na Escócia, ou noutra parte qualquer. Assim, precisam reconhecer que até mesmo por esta altura vocês constroem monólitos. Que pensam que represente um monólito neste tempo actual?



Comentário: Uma torre de transmissões… Cemitérios?



Julian: Sim, pode ser. É o que os arranha-céus representam. Os cemitérios constituem estelas bastante independentes; mudam-lhes (…) e aí está. Os faróis, situados nos litorais, não só são faróis de luz destinados aos navios como são guias de comunicação. Daí já poderão ver como estão a construí-los mesmo agora, embora possam chamar-lhes diferentes coisas.



Por a história já ter decorrido (nos moldes em que decorreu) revela-se sempre excitante, voltar a ver todas essas velhas pedras, esses locais onde terão ocorrido coisas especiais. Porquê? Por já ter ocorrido e ainda se encontrar aí, de forma a poderem voltar a elas e compreender. Mas na actualidade vocês estão a criá-las mas não é tão fácil. É mais fácil olhar para trás do que olhar para a frente. E é isso que atinge muita gente na sua vida diária; é tão fácil ver o que tenha sucedido e ficar mesmo preso nisso…



Comentário: Os campanários…



Julian: Os campanários podem muito bem servir de estela, ou um monólito




ATLÂNTIDA



Aqui temos a América do norte e a América do Sul – vagamente… A Lemúria preencheu este oceano. Temos aqui estas Américas, mas isto foi a Lemúria, e isto foi a Atlântida. Basicamente, a Atlântida preencheu o oceano Atlântico. Esta secção intermédia era composta por água. Isto era uma série de ilhas, pelo que poderão compreender que os mestres, aqueles que foram semear oriundos da Lemúria, eles conseguiram atravessar para a Ásia. Da Atlântida foram para África e para a Europa. Ligavam massas de terra que lhes permitiam que o conseguissem por terra, com uma certa flutuação por aqui, não é?



Por aí já veem que estes continentes eram tão vastos quanto o continente que têm agora ou mais amplo, assemelhavam-se à África. E o que sucedeu foi que quando submergiram, a Lemúria primeiro, seguida da Atlântida, por um período de tempo a Atlântida e a Lemúria existiram conjuntamente, em simultâneo, de modo que aqueles que espalhavam as sementes podiam ir daqui até ali, e vice-versa. Quando a Lemúria submergiu por completo, mais passou a emergir da Atlântida, que se tornou mais vasta. Aquilo que se manteve foi a costa oeste do vosso continente. Quando a Lemúria se foi aquilo que ficou foi a costa oeste do vosso continente. Assim, a vossa costa oeste, na realidade, constitui os resquícios da Lemúria. E a costa este constitui os restos da Atlântida. E agora é altura de voltar a suceder.



Com a deslocação que se irá verificar de terra actual a Atlântida volta a ressurgir, e num futuro mais distante a Lemúria voltará a aparecer, o que já está a suceder, conforme tive ocasião de falar um pouco sobre isso esta manhã, e à medida que isso ocorrer, passara á haver uma diminuição de terra na área central da vossa nação. Eu refiro-me ao vosso país por ser onde vocês vivem. Por outras palavras, o que sempre existiu nesta parte central do vosso país, que agora não existe mais, motivado pela deslocação de terra.



Portanto, estão a aproximar-se de um tempo em que voltarão a instigar todas as energias da Atlântida e da Lemúria – não do mesmo modo – mas trazendo-os a este mundo, e tornando-os… A Atlântida não surgirá por completo conforme fez antes, cinquenta a cinquenta e três por cento emergirá, mas não todo o continente. Mas é isso que está agora a suceder. Por volta do ano 2050, a Atlântida deverá ter emergido por completo; três quartos da massa de terra original.



Sempre que uma massa de terra submerge outra emerge, é sempre assim quando se dá um deslocamento. O que não quer dizer que voltem aos templos da Atlântida e que se tornem atlantes e que usem o pequeno traje e que façam todas as coisas que julgam que eles faziam, por lho terem dito. Vão ter uma massa de terra fresca para polinizar, para restabelecer; agora, haverá artefactos, haverá artefactos mas não voltarão atrás a viver como atlantes porque isso, por esse anel não ter tido lugar neste tempo; de modo que não o farão na qualidade de atlantes, mas na qualidade de um novo continente descoberto que o abordarão. E consegui-lo-ão tão maravilhosamente quanto quiserem.



Há certas coisas que se vão dar, muitas delas já ocorreram, mas digamos apenas que a área da Flórida, por exemplo, as margens das Everglades todos os anos são inundados e as suas margens recuam, embora não tenham recuado este ano, mas têm vindo a ser mais e mais fustigadas por um número crescente de tempestades, à medida que vão sendo avisados, por a Florida vir a encurtar, mas também é uma das áreas em que isso é bem óbvio. Por outras palavras, virá a ser o fundo, (…) por assim dizer. O Mississípi juntar-se-á aos Grandes Lagos – já disse isso há imenso tempo, e já o chegou a fazer em sinal de aviso, para que as pessoas não construam as suas casas à beira do Mississípi…



Pergunta: Onde é exactamente que o Mississípi se irá juntar aos Grandes Lagos? Será do Illinois até ao Michigan?



Julian: Só a forma como o Mississípi corre, ele vai continuar e mesmo em linha recta.



Pergunta: Ah, então directo ao Lago Superior.



Julian: Em linha recta a desembocar no Lago Superior. Mas claro que até mesmo os Grandes Lagos vão começar a fundir-se uns com os outros, de modo que irão ter quase um outro oceano lá em cima. Mas nada disto precisa ser negativo. Será tão negativo quanto fizerem disso.



Uma das coisas que ninguém chegou alguma vez a entender bem com relação à Atlântida, por afirmarem que tenha existido em diferentes locais, é que esse continente tocava a África, e tocava o Estreito de Gibraltar. Por isso, à medida que ressurgir haverá igualmente deslocamento de alguma terra por essas bandas. A maioria das costas litorais serão fustigadas. Tudo quanto se situar na costa será fustigado devido à elevação dos mares, o que é bastante normal e compreensivo, e agora que sabem que isso irá suceder estarão preparados para isso, por assim dizer. Por isso, haverá algumas deslocações nessa área.



Algumas das áreas que se situam na zona das grandes Tundras, na Rússia, serão afectadas. Os terrenos irão tanto emergir como submergir nessas áreas, e isso claro está que provocará imensas mudanças nessa zona por passar a haver mais vias navegáveis e essas coisas. O que sucede é o que precisam que se dê a fim de levar a que algo mais tenha lugar. Quando a Atlântida submergiu, aquilo a que chamam de Rochedo de Gibraltar fazia parte da Atlântida, só que era uma outra costa. Portanto, essas áreas serão afectadas, mas a subida da Atlântida não chegará verdadeiramente a tocar as margens por qualquer forma intensa ou prolongada, mas será mais sobre si própria.



Pa polos estão a mudar, mesmo agora, mas a grande glaciação, por assim dizer, não se dará durante o vosso tempo de vida, por se situar muito para a frente. Mas já estão a inclinar-se gradualmente; nos últimos catorze anos ou isso inclinaram-se catorze graus. O polo magnético sofreu uma inclinação. Isso sucede – toda a gente espera por o grande evento, quando ele já se encontra para trás. Por isso, grande parte disso já sucedeu. Por conseguinte, o objectivo assenta em se prepararem para defrontarem as coias de um modo ligeiramente diferente, e cuidarem de vós.



Pergunta: Então, as mudanças da Terra irão aumentar, mas não iremos ter um cataclisma violento…



Julian: Não. Serão graduais, só que mais frequentes. Já o podem constatar neste mundo. Nos últimos dez anos assistiram a muitos mais terramotos e acção vulcânica e a esse tipo de coisa, e a inundações, alterações do clima. Mais nenhum lugar teve um tempo como vocês tiveram. Está em mudança, por o clima precisar mudar em primeiro lugar para que o homem seja capaz de sobreviver, por a natureza precisar ajustar-se ao novo clima, para ser capaz de prover o homem. De modo que as coisas acontecem em círculo, cada uma a cuidar da outra. Mas sim, sucederá com uma maior frequência. A maioria das mudanças sucederá por volta do ano dois mil, por essa ser a década da transformação; transformação em função do que estão destinados a ser no futuro – tanto interna como externamente. Se neste ano de 95 se dispuserem a colocar em movimento algo que os ajude e ao vosso futuro, vocês irão conseguir. Por 1995 ser o ano da capacitação, o ano crucial da década da transformação. E à medida que se dispuserem a esforçar-se, e a pôr sonhos em acção, eles passarão a manifestar-se mais em pleno. Por isso, se tiverem alguma coisa em que andem a pensar mas que colocam de lado, deem-lhe início, assegurem-se que tem pernas para andar, ou para onde se dirigir durante o ano de 95. Isso passará a crescer. É fortalecido pelo universo até à sua acção final. Por isso, é uma boa altura para procederem àquilo que querem fazer.



~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~





Pergunta: Julian, tu referiste-te às mudanças terrenas que irão ocorrer durante os próximos quinze anos ou isso, e eu gostava que as descrevesses um pouco, em particular relativamente a Nova Iorque.



Julian: Tudo quanto se achar nas costas litorais irá ser fustigado porque, à medida que os níveis da água do mar se alteram, vão naturalmente passar a fustigá-las. O que não significa o fim do mundo. Compreendam se fazem o favor que, se se encontrarem equilibrados estarão a salvo onde quer que se encontrem, e eu instigo isto como se fosse a mensagem mais importante do mundo, por muita gente estar a correr a esconder-se mas não vai estar segura por a sua mente ir incomodá-los tanto relativamente àqueles que não conseguiram fugir. “E a minha família? E os meus amigos?” Vão sentir-se tão infelizes quanto se tivessem permanecido no meio da (…) Mas se estiverem centrados em meio a essa (…) irão ser capazes de estar à altura da situação e de prestar auxílio. E se vocês forem pessoas de luz, encontrar-se-ão aqui para servir a Deus através de um serviço ao homem. Assim, porque fugir quando têm uma oportunidade de o servir? Será hora de ficarem e de fazerem o que lhes cabe. Essa é a questão.



Em termos físicos, e no vosso país, a costa oeste sofrerá uma enorme alteração. As extremidades inferiores da área da Califórnia, haverá estuários que se estenderão até ao Arizona. A área da Flórida, as próprias colinas da Flórida, aquelas coisas que foram descritas sofrerão mudanças.



Pergunta: Entendo o que referes quanto a permanecer completamente centrado o tempo todo enquanto um ideal, mas pela minha experiência que tenho no mundo tal qual é isso não passa de um ideal, por haver alturas em que nos encontramos centrados e alturas em que nos encontramos dispersos, de modo que não parece que…



Julian: Mas tu vês, assim já estás a fugir à questão. Ao referires que haja alturas em que não te encontres centrada, que queres dizer com isso? Que vais dar mais atenção a essas alturas? Não. Diz antes: “Vou estar mais centrada.” Se o facto de te encontrares dispersada isso não significa que não sejas divina mas sim que não te encontras focada no momento. “Deus existe, tu existes, e vós sois um, e nada poderá alterar isso.” Podes dizer que Ele seja fedorento que Ele não liga nem irá alterar o amor que sente por ti. E se deres atenção a essa questão em ti irás saber o que fazer e para onde ir. Se estiveres numa situação em que venhas a estar em perigo irás sem problemas; levantas-te simplesmente e vais, por seres orientada a partir de dentro. E depois voltas e ajudas outros.



Façam o favor de entender que tudo isso é gradual; não lhes irá ser despejado de um dia para o outro.




~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~



Por favor recordem o seguinte: Há quatro anos atrás ter-lhes-ia dito que a costa da Califórnia iria desaparecer, mas o trabalho dos grupos de luz e de oração trabalharam em prole da salvação da Terra, de modo que agora só umas centenas de milhas de terra mais baixa se encontra em perigo. Ora bem, isso não quer dizer que o resto não venha a ficar alagado, mas quer dizer que não desaparecerá. Por isso, em vez de se preocuparem com o que venha a ocorrer, comecem a dirigir uma energia de segurança plena. Nada irá acontecer por ali de uma natureza significativa durante vários anos, pelo que dispõem de imenso tempo.


Tradução: A. António

Copyright © 2003 Saul Srour

Authors: Rev. June K. Burke and the Seraph Julian


Sem comentários:

Enviar um comentário