sábado, 4 de julho de 2015

COMPETÊNCIA E ESCOLHA (Michael)



Du
Pela sua própria natureza, a vida conforme a experimentam no plano físico, procede a intrusões e demandas. Desde os assuntos mais básicos até aos mais complexos, o plano físico é intrusivo e na sua própria natureza “requer” atenção, a atenção que geralmente se manifesta como escolha. A vasta maioria das escolhas é feita por respostas feitas a tais demandas, geralmente com base em suposições automáticas que não reconhecem como escolhas, tal como a maneira como atam os cordões dos sapatos, caso usem cordões nos sapatos.


Há muitas maneiras que poderão escolher para amarrar os cordões dos sapatos, mas o “habitual,” é de tal modo habitual que a opção de os atar dessa maneira é “definida,” antes que uma decisão coerente tenha sido elaborada, pelo menos depois dos três anos de idade.


A repetição de movimento faz parte do treino físico, e tem tanto de útil quanto de válido. Todas as artes marciais seriam impossíveis sem o enraizamento do hábito, de modo que uma escolha de avaliativa não precisa ser efectuada na altura do conflito. O propósito da instrução é tanto o de instilar o hábito e de criar o “estado de espírito,” quanto controlar a assimilação da informação. O mesmo pode ser referido quanto à prática de um instrumento musical. Uma das razões mais “significativas” para tal repetição não reside nas notas enquanto tais, mas no usual estabelecimento dos meios pelos quais o som desejado é produzido de modo que o instrumentalista não precisa “pensar” na forma de tocar para o tocar.


Esse tipo de resposta baseada no hábito não é invulgar em diversas espécies dotadas de alma e achamos que representa a forma mais básica de lidar com o plano físico. A rotina possui uma função muito válida para a maioria das pessoas, conforme a rutura da mesma rapidamente evidencia, porquanto assim que o padrão habitual desaparece, proceder a escolhas de qualquer tipo tende a tornar-se num processo “esgotante,” um processo que requer mais tempo e atenção do que a pessoa normalmente desejaria dispensar-lhe.


Pensamos que qualquer análise de uma emergência ou desastre mais significativo revelaria a validade disto, por aqueles que passaram por tais eventos comummente relatam dificuldades que passaram em se decidirem ou em confiarem no próprio juízo que fazem durante um período considerável de tempo após o evento em questão ter passado. Isso não significa que as escolhas sejam menos válidas – porquanto todas as escolhas são válidas – mas que certas pessoas durante períodos de interrupção da vida perdem a aptidão para proceder a escolhas diárias pronta e facilmente.


Acima do nível habitual acham-se as questões que se prendem com o Dharma, a prática das coisas, que é onde as escolhas mais conscientes são praticadas As decisões do dia-a-dia tornam possível a uma pessoa lidar com questões mais vastas. Uma pessoa que tenha gozado de maior oportunidade de escolha afastada pela natureza da cultura ou do carma sente-se muitas vezes perplexa quando enfrenta mesmo a “menor” das decisões. Aqueles que se encontram em posição de proceder a escolhas frequentes administram melhor o negócio, em virtude da prática e do hábito, se de nada mais. 


Por exemplo, uma pessoa que tenha já decidido que a roupa suja vai para a limpeza a seco dirigir-se-á para a limpeza a seco em vez da lavandaria - ou que esteja na altura de arranjar uma coleira contras as pulgas para o cão, ou de renovar a subscrição do jornal, ou da conta do gaz ser paga com o próximo salário, ou do menu do jantar que vai ter com os amigos tem que ser modificado para acomodar as alergias de um deles, ou da impressora do computador precisar de tinteiros, ou do presente de aniversário ter que ser remetido por entrega rápida, ou que uma salada de frango se revelar um almoço mais “prudente” do que uma piza, ou que a garagem precisar de um novo telhado, ou que a matinê é um período melhor para ver um filme mais significativo do que os programas da noite, ou que a máquina fotográfica precisar de limpeza, ou que um outro conjunto de pratos seja necessário na festa do jantar, caso todos combinem, ou que a contribuição para a Amnistia Internacional irá a ser mais larga este ano, ou que é altura de voltar a alugar uma máquina de limpeza de alcatifas, ou que o memorando para a fusão do negócio precisar ser actualizado – poderá, pois, de forma mais capaz e competente escolher se o parente idoso irá continuar a receber suporte de vida enquanto se encontra em coma.


Se justapostas, aquelas primeiras escolhas poderão parecer “triviais” quando comparadas com a decisão quanto ao parente que se acha em estado comatoso, mas a prática de tomar decisões de carácter “menor” revela-se “essencial” para o desenvolvimento da competência para abordar as escolhas “difíceis.” A prática poderá não as aperfeiçoar – nada o conseguirá onde a matéria se achar em causa – mas poderá tornar o processo menos intimidante, o que ajudará no desenvolvimento da competência no âmbito dos factores de energia da construção da personalidade e da “orientação” da sociedade da pessoa.


A propósito, a ridicularização das escolhas dos jovens constitui uma das formas mais seguro de tornar esse jovem, uma vez adulto, incapaz de escolher “bem,” não só por não ter tido qualquer apoio em qualquer escolha durante a prática de juventude, como os resultados foram julgados com escárnio como improcedentes, o que se revela mais prejudicial do que um manifesto abuso físico para a maioria das pessoas.


Para que uma pessoa se torne competente a proceder a escolhas, a possibilidade disso acontecer “deve” ser tornada presente diante do jovem, e os esforços que o jovem empreende ser considerados com respeito.


Com respeito às decisões, somos levados a pensar que a prática da definição de escolhas constitua o passo mais crucial no desenvolvimento da competência. O processo da escolha desenvolve-se com o uso, e pensamos que a avaliação da natureza do problema constitui o aspecto mais básico da competência. Claro que as mais diversas culturas definem os problemas de várias formas, e o que é visto como uma gafe social numa cultura apresentará uma escolha significativa numa outra.


Aparte isso, pensamos que aprender a discernir a natureza do problema em mãos compõe uma parte importante da competência. Por exemplo, o problema que têm com o companheiro ou companheira será um de natureza discordante entre os factores de construção da personalidade ou uma questão de expectativas não “realizadas?” dependendo do que for comprovado, a pessoa competente avaliaria as escolhas disponíveis por diferentes modos. Apesar de tudo, toda a escolha é única.


Também pensamos que aprender quando se valer de conhecimento especializado faça parte da competência. Gostaríamos de assinalar que é verdade que a pessoa que se aconselha sem possuir uma compreensão competente em que tal compreensão se encontre ao dispor, acha-se apto a tomar decisões que pequem pela ausência de uma completa “valorização” das ramificações ou da escolha definida. Isso não torna a escolha nem um pouco menos válida, nem as lições menos aplicáveis; apenas indica que certas considerações terão sido negligenciadas.


Com respeito à competência daqueles praticantes consultados em função de um aconselhamento adicional, tais como no campo legal, educacional e médico, embora não limitados a eles, pensamos existirem sete níveis para o alcance da competência.


1 – A teoria: A pessoa “precisa” compreender os propósitos e a ”filosofia” da disciplina em questão.


2 – A prática: A pessoa terá tido amplas oportunidades de testar a teoria de uma forma “pragmática.”


3 – A iniciação: A pessoa possuirá um conhecimento alargado da disciplina para além do básico e valoriza as ramificações da utilização dos dois primeiros estágios da competência.


4 – A experiência: A pessoa terá alcançado um nível de aptidão em que as excepções à regra são tão prontamente reconhecidas quanto aquelas que corporificam a própria regra.


5 – A interacção: A pessoa tem consciência que o progresso válido não é determinado somente pelo praticante, mas por meio de um válido intercâmbio de informação e definição de um propósito partilhado.


6 – A flexibilidade: A pessoa será capaz de adaptar o conhecimento específico a cada circunstância única que se apresenta, e capaz de atingir um resultado tão satisfatório nos termos dos desejos do consultor quanto os da própria pessoa. Os padrões tornam-se úteis, mas não quando se tornam dogma.


7 – O conhecimento integrado de uma forma responsável com base nas especificidades das pessoas: Isso é produzido entre todas as pessoas envolvidas através do alcance do máximo conhecimento possível, não só acerca do contexto mas da metodologia também.


Precisamos dizer acerca daqueles que se acham peritos, que esse constitui o estágio mais elusivo da competência, o que +e revelado por meio de frases tais como: “Tenho a certeza de que não queres atolar em detalhes técnicos,” ou: “Tu não entendes a matemática,” ou ainda: “Uma explicação soaria a tédio.” Quando ua pessoa foge para o jargão junto daqueles que não possuem uma linguagem especializada, isso é sinal de que o sétimo nível da competência não se encontra operativo.


A pessoa que busca a informação poderá, evidentemente, optar por aceitar isso, pode optar por se ressentir do comportamento e em resultado questionar o conselho, assim como poderá optar por se curvar perante o dogma e dispor-se a aceitar as restrições “com base numa atitude de fé”; a pessoa pode optar por exigir que a suposta fonte competente da informação faça um esforço para ajudar o consulente a entender de uma forma mais completa do assunto, assim como uma multiplicidade de escolhas que outras. É evidente que a competência é coisa individual, e um suposto especialista na prática pode representar uma fonte competente de aconselhamento para uma pessoa e não constituir o mesmo para outra. Frequentemente por essa altura do progresso são levados em conta traços de cultura, de classe e de sexo, e pode resultar muita “estática” a influenciar a comunicação.

Digamos que no geral o praticante competente coloca o bem-estar e as demandas do cliente, ou paciente, ou estudante, acima de toda a convicção de diagnóstico pessoal e que goza de suficiente perícia para ser flexível.  Ao lidar com a inconsistência de dados que sempre se apresenta no trato que tem com as pessoas, que representa o produto de uma diferenciação empírica, todo o praticante que procure estabelecer uma rotulagem como foco primário de qualquer tratamento ou de informação ou de serviço antes de relatórios experimentais daquele que constitui o paciente, cliente ou estudante, na perspectiva que temos não é verdadeiramente competente, mesmo quando se apresenta um diagnóstico claro ou recomendação: "Precisa ter o apêndice removido," ou : "Resolve a acção fora dos tribunais," ou ainda: "Refere-te às explorações das Ilhas do Pacífico após a morte de Cook," etc., por toda a pessoa adoptar uma resposta única e individual que "deve" ser "levada em consideração" no tratamento ou procedimentos do curso de estudo, caso o aconselhamento fornecido for eficaz por qualquer termo válido.

Caso isso não se ache presente, a pessoa que pede a opinião ou por informação faria bem em insistir nela, caso o aconselhamento deva ser encarado de modo "tolerante," e avaliado com capacidade crítica. Antes de mais, um praticante competente precisa dar atenção ide uma forma senta de propensão ou preconceito e acomodar o que a pessoa que busca o aconselhamento refere. Se o praticante termina as frases, acrescenta comentários ou descarta informação como menos válida, o praticante não se revelará competente à pessoa que o consulta, embora para outras pessoas tal competência possa estar "fora de questão."

Percebemos que isto possa causar alguma dificuldade aos praticantes que se consideram "guardiões da sabedoria" e que usam a sua posição para manter uma "elevada postura," mas para aqueles que procuram fazer algum bem pelos pacientes, estudantes ou clientes, pensamos que a clareza de informação deva merecer uma elevada prioridade, de modo que o consulente venha efectivamente a beneficiar do que lhe é oferecido pelo praticante. O praticante não "sabe" necessariamente o que seja "melhor" nem se comporta como se incorresse no risco de contrair carma. O praticante conhecerá manifestamente mais, e não "o melhor," caso opte por aceitar noção "herética" como essa.

COMO IDENTIFICAR A COMPETÊNCIA

A determinação da competência nem sempre é questão fácil, mas já se terão familiarizado com a forma como percebemos a competência. De forma clara, o praticante que apoie uma "linha partidária" não se encontra apto a fornecer o conhecimento procurado, ou a providenciá-lo por qualquer via que seja que se revele útil. Também precisaremos referir que todo o praticante que seja conhecido por querer "provar alguma coisa," se encontra igualmente incapaz de fornecer qualquer tipo de atenção cuidadosa que o consulente busca. Também será digno de nota o facto da maioria das pessoas se deixar impressionar com exibições de "confiança" da parte do praticante, e que os praticantes, que têm evidentemente consciência disso, cultivam o modo com a intenção inequívoca de levar a que o consulente possa depositar "fé" nele.

Conforme dissemos antes e reiteramos, a fé representa uma parvoíce. A confiança na destreza e capacidades do praticante pode revelar-se útil em termos do relacionamento, mas o praticante que insista em mais do que isso achar-se-á completamente submisso aos defeitos de carácter ou características marcantes da personalidade.


A exibição de diplomas emoldurados revelam algo próprio dos níveis um e dois da competência, mas muito pouco acerca dos outros cinco. Ter sido um aluno apto não significa que o praticante tenha automaticamente alcançado competência uma vez terminado o processo de aprendizagem. Será útil ter presente que o praticante consultado terá que lhes fornecer a avaliação mais acertada do vosso caso pessoal. Na medida em que o praticante falhe em assegurar isso, a competência com respeito a vocês achar-se-á em falta. Quando a pessoa avalia todas as ramificações, incluindo a diferenciação empírica, haverá uma possibilidade razoável de que as ideias fornecidas radiquem na competência.



Pergunta: Enquanto nos encontramos no tópico da competência, não quererá o Michael fazer o favor de esclarecer uma observação que fez há vários anos - de que as alergias animais constituem negações? Por essa não parecer uma observação competente, para me basear na escala que o Michael elaborou com respeito à competência?

Na medida do que a declaração compreende, nós concordaríamos. Mas como foi interpretada "fora de contexto," em relação à natureza em questão, iremos explicar. A resposta foi proferida com respeito às alergias contraídas a partir do período juvenil e não às alergias posteriores à quarta monada interna. Muitas vezes essas alergias reflectem vidas passadas, tal como no caso deste inquiridor, cujo corpo foi invadido por formigas antes que o fragmento se encontrasse completamente morto. Essa vida sucedeu no século dezassete, do cômputo comum, e o fragmento era do sexo masculino. Hoje, a visão de formigas evoca uma recordação bastante desagradável. Mas para continuar. Conforme afirmamos antes, as alergias que surgem a partir do período juvenil no caso de todos os fragmentos acham-se associadas à negação, e frequentemente estão directamente ligadas à vida pretérita imediata ou ocasionalmente à vida passada mais traumática que tenha influência na vida actual. Por exemplo, um fragmento dilacerado até à morte por ursos selvagens poderá muito bem passar a sua juventude a procurar evitar os ursos a todo o custo, e a alergia a ursos confere-lhe a "razão" para isso. Contudo, as condições genéticas  e os factores ambientais podem, de facto, ter um efeito cumulativo sobre todos os fragmentos, e tal efeito cumulativo poderá mais tarde na vida produzir  reacções alérgicas relacionadas com a estrutura genética do próprio corpo.

Deixem que lhes lembremos aqui que bem mais do que noventa por cento de todos os corpos e acham geneticamente comprometidos. Quando tal condução genética é exacerbada pelas condições juvenis originadas em vidas prévias, a alergia nesse evento poderá provar representar um risco de vida, tal como a reacção que alguns fragmentos fazem á picada das abelhas. Isso envolve uma certa quantidade de "efeitos colaterais", em especial quando os mamíferos são "deixados para trás,", devido a que, por exemplo, uma pessoa abandonada para morrer cujo corpo tenha sido parcialmente devorado por pássaros antes da morte ocorrer poderá nesta vida agrupar todas as reacções alérgicas "sob um mesmo tecto" e mover uma reacção perigosa a todos os tipos de pássaros ou derivados de aves -- penugem, penas, carne, pele, excremento, e tudo o mais. Assim que o sistema genético suportar a experiência prévia de vida será improvável que em qualquer fase da vida a alergia se torne completamente inevitável. Curiosamente, gostaríamos de aproveitar para diferenciar entre as verdadeiras alergias e as reacções causadas pelo estresse, as quais muitas vezes propagadas de forma involuntária pelos pais em "benefício do filho ou filha" e podem conduzir a um estresse sistemático quando a criança se acha na presença de todo o animal que os pais percebam ser mais ameaçadores. Por exemplo, um pai que seja filofóbico terá um filho que adoecerá com relação aos cavalos.



A DESIGNAÇÃO DAS PARTES

Usamos termos específicos, e em razão disso, iremos defini-los por vós. Iremos exortá-los a examinarem esses termos sem as propensões culturais ou sociais do costume que estão muitas vezes associadas aos termos, mas para os levar a olhar para a função que está para além deles.

TRAÇOS DA PERSONALIDADE

Por isso referimo-nos aos modos por que o fragmento se manifesta a si mesmo e o seu trabalho rumo a um Objectivo de Vida numa vida específica. O Ciclo, o Nível, o Modo, o Objectivo, a Atitude, a Centralização e a Característica Principal são tudo factores que fazem parte das Características Principais. Conquanto descrevemos a Essência no âmbito das Características Principais, não chega verdadeiramente a fazer parte delas. A Essência representa o corpo, as Características Principais representam a roupagem. Conforme vocês mudam de vestuário, também a Essência muda de Características de vida para vida para poder evoluir.

A FUNÇÃO DA ESSÊNCIA

Existem, claro está, sete. Servente, Artesão, Guerreiro, Intelectual, Sábio, Sacerdote e Rei. Os serventes representam grosso modo vinte e cinco por cento da população, tanto neste planeta como por todo o cosmos. Os Artesãos constituem grosso modo vinte e dois porcento da população. Os Guerreiros representam grosso modo dezassete por cento da população. Os Intelectuais constituem grosso modo catorze por cento da população. Os Sábios constituem aproximadamente dez por cento da população. Os Sacerdotes representam praticamente oito por cento da população, e os Reis catorze por cento.

Serventes

A posição ordinal que ocupa na Polaridade da Inspiração, a Essência Servente busca servir o bem comum, seja o que for que ele determine que seja. O bem comum é uma opção estabelecida pelo Servente. Como tal, são frequentemente atraídos para as profissões educacionais, médicas, diplomáticas, burocráticas e de serviços. O polo positivo da Essência Servente consta do serviço enquanto o negativo assenta na sujeição.

ARTESÃOS

A posição ordinal que ocupa na Polaridade da Expressão, a Essência Artesã busca a estrutura e a sua realização. Os artesãos são muita vez atraídos para a engenharia, para as belas artes, a genética e as ciências botânicas, a carpintaria, para todo o tipo de artesanato, para a dança e a poesia. Muitos atletas são Artesãos. O polo positivo da Essência Artesã é a criação, o negativo é o artifício.

GUERREIRO

A posição ordinal que ocupa na Polaridade da Acção, a Essência Guerreira busca o desafio. Por natureza a Essência Guerreira é intensamente leal, tanto amiga como inimiga, suporte dos camaradas e protectora daqueles que sejam atribuídos aos seus cuidados. Os Guerreiros são atraídos para as profissões que encorajam a actividade e proporcionam desafios, incluindo os serviços armados nos Ciclos Maduros e Jovens. O polo positivo da Essência Guerreira consta da persuasão, enquanto o negativo assenta na coerção.

INTELECTUAIS OU ERUDITOS

A posição neutra, a posição da Síntese e como tal mais capacitada de compreender todas as outras mais a fundo. A Essência Intelectual busca o conhecimento e tende a encarar a vida como um experimento. É atraída para ocupações informativas e para a vida contemplativa. O polo positivo da Essência Intelectual é o conhecimento, o negativo a teoria.

SÁBIOS

A posição cardinal da Polaridade da Expressão, a Essência do Sábio busca a comunicação em todas as coisas. Como tal, são atraídos para todas as formas de entretenimento, incluindo a política assim como a religião. O polo positivo da Essência sábia consta da expressão, o negativo é o discurso.

SACERDOTES

A posição cardinal da Polaridade da Inspiração, a Essência do Sacerdote procura servir o bem comum, ao que quer que isso corresponda da sua concepção. O Sacerdote tem o desejo de socorrer, aconselhar e de melhorar ou elevar, assim como de pregar, e busca um trabalho que lhe permita tal serviço, ou que possa ser utilizado para esse fim. O polo positivo da Essência sacerdote é a compaixão, enquanto o negativo está no zelo.

REIS

A posição cardinal da Polaridade da Acção, a Essência do Rei procura liderar, mandatar. Outras Essências procurarão muita vez os Reis para receber ordens, por o mundo do Rei transmitir um enorme impacto. Como tal, a maioria dos Reis buscam posições de autoridade, quer seja como presidentes de corporações, enfermeiras em unidades de atendimento de terapias intensivas, ou maestros de orquestras. O polo positivo da Essência do Rei representa a mestria, enquanto o negativo representa a tirania. 

CICLOS

Há cinco Ciclos que são experimentados no Plano Físico, O Bebé, o infantil, o Jovem, o Maduro e o Velho, cada um dos quais comporta sete níveis.

Nos níveis Bebé, o Fragmento possui pouca experiência em consequência do que busca vidas muitas vezes simples em entornos limitados até que a experiência de se encontrar no Plano terreno deixe de parecer tão estranha e assustadora quanto no começo. O mote da Alma Bebé consiste no “Não o vou fazer,” uma sensação que brota da novidade e do temor que o rodeia. Os fragmentos mais novos presentes no vosso mundo por esta altura são Almas bebé que se posicionam no terceiro Nível.

Nos Níveis da Alma Infante, o conservadorismo tem continuidade só que numa arena mais ampla. As Almas Infantes acham-se muitas vezes activas no mundo e de vez em quando alcançam uma posição elevada, embora tendam a carecer de compreensão. A rigidez de percepção de que padecem limitam-nas não somente a elas, como àqueles que as rodeiam. O mote da Alma Infante consiste em, “Fazer bem a coisa ou não fazer em absoluto.” De longe, o maior número de almas neste mundo por esta altura consta de Almas Jovens, altura essa em que o desejo de actuar, de produzir transformações se acha mais elevado na mente dos fragmentos. É muitas vezes desejo das Almas Jovens tornar as outras como elas ou rejeitá-las, largá-las da mão. Nesse Nível há muita energia, pelo menos no sentido do Plano Físico. O lema da Alma Jovem assenta no, “Fazê-lo à minha maneira,” com realce do “minha.” A idade média da Alma neste mundo ronda o quinto Nível Jovem.

A Alma Madura é mais voltada para dentro, e interessa-se pela compreensão. Não é invulgar a Alma Madura lidar com emoções e percepções por todo o Ciclo. Conquanto concordemos que todos os demais Fragmentos tenham uma experiência similar, torna-se raro que qualquer Fragmento fora do Ciclo Maduro passe uma vida inteira em busca da compreensão com a intensidade da Alma Madura. O lema da Alma Madura é, “Fazê-lo em qualquer parte, menos aqui.”

Os Ciclos da Alma Velha dizem respeito ao ser, com a aceitação da dicotomia existente entre as Verdades do Mundo do Plano Físico e a Verdade Universal do Tao e da Essência, a qual vem do Tao e regressa a ele enquanto parte do Logos. A Alma Velha acha-se atraída para aquelas áreas do empenho que lhe permita uma oportunidade de ser, com tão pouca interferência quanto possível, razão porque muitas Almas Velhas perto do final do Ciclo viverão quase de maneira tão simples quanto as Almas Bebé. O mote da Alma Velha é, “Tu fazes o que quiseres e eu farei o mesmo.”

Cada Ciclo possui os seus méritos, e é conveniente não admitir que qualquer Ciclo seja “melhor” ou “pior” do que qualquer outro. Todo Ciclo é capaz de alcançar a Intimidade, o Contacto com a Essência e a Evolução, e todos os Níveis podem fazer avançar o Fragmento caso haja reconhecimento a qualquer Nível. Adoptar a atitude de que “velho seja melhor,” ou “mais sábio,” ou “superior,” é desviar-se da lição dos Ciclos e das próprias experiências, o que não representa um Bom Trabalho.
Dentro desses Ciclos existem Níveis, cada um dos quais possui um significado e uma direcção que molda as tarefas e a importância dos Níveis. Para se compreender o foco dos Níveis, iremos agora passar a examinar as suas polaridades.

O primeiro Nível tem a sua polaridade positiva no propósito e a sua negativa na simplicidade. É possível no primeiro Nível o Fragmento estabelecer-se, de forma deliberada, na sua nova jornada ao longo do Ciclo, coisa que é alcançada, evidentemente, por intermédio do polo positivo.

O segundo Nível tem como sua polaridade positiva a estabilidade e como sua negativa o equilíbrio. A diferença entre o equilíbrio e a estabilidade pode ser facilmente discernido.

O terceiro Nível tem por polaridade o empreendimento e por negativa a versatilidade. Conquanto nada tenhamos contra a versatilidade, esse é muitas vezes o Ciclo onde o Fragmento é ”homem dos sete ofícios e mestre de nenhum.”

O quarto Nível tem a sua polaridade positiva na consolidação, e a sua negativa na conquista. Existe também o Ciclo intermédio, o qual incorpora elementos tanto do terceiro como do quarto Nível, de modo que o terceiro Nível do empreendimento faz parte da consolidação do quarto Nível. Esta é a única vez em que esta sobreposição ocorre entre os Níveis, e as similitudes da função são o que torna a sobreposição possível. Salientemos que os Fragmentos no Ciclo intermédio são dotados do impulso para fora do terceiro Nível junto com o recolher do quarto, muitas vezes levando a que pareçam inconsistentes ou contraditórios no comportamento.

O quinto Nível tem por polaridade positiva a expansão e negativa a aventura. A Alma média neste planeta consiste numa Jovem Servente de quinto Nível, conforme os padrões do comportamento deviam revelar uma vez a um exame.

O sexto Nível tem por polo positivo a harmonia e por polo negativo a ligação. Aqueles que se encontrem no sexto Nível muitas vezes têm diversos círculos diferentes de conhecimentos ou de amigos que se encontram através do Fragmento do sexto Nível.

O sétimo Nível tem por polo positivo a inculcação e por polo negativo o ecletismo. Os Fragmentos que se posicionem no sétimo Nível têm que mobilizar todas as lições prévias antes de poderem passar para o Ciclo seguinte, ou abandonarem o Plano Físico por completo.

As qualidades cardinal e ordinal também possuem polaridades, evidentemente. A polaridade positiva da cardinal consta da lucidez enquanto a negativa assenta na actividade. A polaridade positiva da ordinal assenta na capacidade de resposta enquanto a negativa repousa na passividade. Se quiserem pensar em cardinal como vontade e ordinal como músculo, embora uma tal descrição seja amplamente simplista, isso terá uma certa validade não obstante. Lembrem-se que na polaridade o medo e o desejo operam juntos, pelo que também temem aquilo que desejam. Podem optar por superar o medo e “ir em frente” rumo àquilo que desejam, assim como podem optar por rejeitar a coisa por completo, tanto o medo como o desejo, e fazer algo que seja menos perturbador. Também são capazes de se “conformar com menos” ou “chegar a um acordo com a realidade” ou “ser sensatos,” o que também revela a falta de vontade de confrontar os conflitos inerentes às polaridades. Então poderão sentir-se livres para pensar em vós como uma vítima do destino ou das circunstâncias contrariado no alcance tudo quanto podiam por causa do “destino.” Torna-se mais fácil culpar a sorte em vez de se darem conta de que optam por agir desse modo e evitar a questão das polaridades. O que não quer dizer que seja “errado” evitar o conflito das polaridades, mas meramente que muitas vezes não conduz a muito avanço na vida.
 
FRAGMENTO

A alma individual, que na verdade representa um Fragmento, uma parte da Entidade. Não empregamos o termo Fragmento de ânimo leve mas com uma enorme acurácia. Cada um de vós é um Fragmento da vossa Entidade, a qual faz parte de um Cadre (Quadro ou estrutura) e enquanto tal, a ilusão da separatividade é apenas isso – uma ilusão.

ENTIDADE

Um grupo de Fragmentos, geralmente num número que vai desde o milhar a mil e duzentos Fragmentos, e que geralmente consiste em duas a quatro Essências. Conquanto não tenhamos consciência de nenhuma Entidade que seja composta apenas de uma Essência, temos consciência de algumas que consistem em tantas quantas cinco Essências. A Entidade faz parte do Cadre.

CADRE

Um grupo de sete Entidades, todas lançadas ao mesmo tempo, e por isso mesmo “ligadas.” Os Fragmentos de um Cadre geralmente despendem uma boa porção das suas vidas no Plano Físico em interacção umas com as outras. Nas Cadres todas as Essências se acham representadas, e nas percentagens já descritas.

ACORDO (CONTRATO)

Um Acordo estabelecido entre vidas, não muito diferente de um encontro feito para um almoço, que proporcione apoio, ajuda, apresentações ou outros benefícios, quer mútuos ou directos. Esses acordos não são restritivos nem vinculativos e conquanto possam exercer um impacto na vida, não são tão constrangedor quanto qualquer Monada ou o carma. Por tal razão, a maioria dos Fragmentos têm uma certa quantidade de contratos secundários para “compensarem” caso abdiquem dos primários. A propósito, podem abdicar dos Contratos por várias razões excelentes. Por exemplo, um Fragmento pode ter um Acordo de facilitação com outro Fragmento que seria cumprido com a introdução de um dos Fragmentos a outro. Essa introdução constituiria toda uma sequência do Acordo. Mas o Fragmento que teria concordado em facilitar poderia ter partido uma perna numa pista de esqui na semana anterior em que a apresentação teria lugar e ainda estaria sob tensão quando a apresentação devesse ocorrer. Há duas soluções. Uma consta da simples abdicação, a outro num adiamento. 

Contratos desse tipo podem facilmente ser adiados. Por vezes, contudo, acordos desse tipo podem resultar num distanciamento dos Fragmentos, como quando dois Fragmentos tiverem estabelecido um Acordo de parceria que, para o completarem, se tenham casado: um dos Fragmentos decide abdicar. A essa altura o provável é que esse casamento não venha a ser bem-sucedido e que pelo menos um afastamento se venha a desenvolver entre os parceiros.

MONADA

Uma unidade experimental que é experimentada de ambas as partes do relacionamento. Por exemplo, a Monada Pai/Filho ou a Monada Professor/Aluno. Isso não quer dizer que todos os filhos e todos os pais estejam a completar uma Monada dessas, ou que todos os professores e todos os alunos se encontrem activamente envolvidos numa Monada Aluno/Professor. As Monadas são mais intrincadas do que isso. Os Fragmentos apanhados numa Monada Pai/Filho despenderão a maior parte das suas vidas a lidar com a relação, a qual poderá não ser completamente agradável. O laço existente entre pai e filho estender-se-á muito além de uma Terceira e Quarta Monada Interna, e muitas vezes prossegue até que um dos fragmentos tenha falecido. Não é invulgar a Monada Pai/Filho interferir significativamente com as vidas privadas de ambos os Fragmentos, a ponto do pai que não faz a Monada ficar de fora das vidas do Pai/Filho apanhado na Monada, e o filho do Monada poder nunca vir a ter um relacionamento sexual bem-sucedido enquanto o pai ou mãe se encontre viva. O que não quer dizer que todo o “filho da mamã” esteja a satisfazer uma Monada Pai/Filho, mas essa é uma maneira que a Monada pode assumir, embora não muito bem-sucedida. Há dois tipos de configuração de uma Monada; de longe o mais comum é o recíproco, em que os Fragmentos trocam papéis na Monada. O outro, de variedade mais rara, é o paralelo, em que ambos os Fragmentos passam por certas experiências juntos, tal como passar da tranquilidade ao estresse numa vida, e de seguida por dificuldades semelhantes que vão do estresse à tranquilidade numa outra vida. Tais vidas raramente sucedem por ordem sequencial, aliás, para que as lições sejam suportadas antes da Monada se achar completada.

AS SETE MONADAS INTERNAS

São experimentadas em grau variado de sucesso por todos os Fragmentos que vivam o suficiente para as realizar. 

A primeira, obviamente, consta do nascimento, ou mais precisamente, tomar o primeiro alento, que é quando a alma entra no corpo em quase todos os casos. 

A segunda Monada Interna consiste na individualização do ser, a altura em que a Criança reconhece que é um ser separado, o que geralmente ocorre antes dos dois anos, embora haja casos em que leva mais tempo. 

A terceira Monada Interna consiste na Monada do "abandono do ninho," quando o Fragmento se diferencia da família. Isso é marcado pela emergência da Característica mais Marcante (ou defeito) e geralmente tem lugar entre as idades dos dezoito e dos vinte, pelo menos nas civilizações ocidentais, e é mais facilmente alcançado pelos rapazes do que pelas raparigas devido a várias expectativas de carácter social. 

A quarta Monada Interna geralmente tem lugar entre meados dos trinta e começos dos quarenta em sociedades tecnologicamente avançadas, e assemelha-se ao que tem sido chamado de "crise da meia-idade." Nessa Monada, ou os Traços Principais se manifestam e a verdadeira personalidade emerge a partir do que tiver sido aprendido, copiado, programado e ensinado, ou a Falsa Personalidade assume o controlo por completo. Esta Monada é uma particularmente difícil e não é invulgar que requeira dois a três anos a atravessar. 

À quinta Monada Interna desejaríamos chamar "Monada do Cidadão Mais Velho," quando a vida é passada em revista nos termos daquilo que o Fragmento definiu fazer em comparação com o que tenha efectivamente sido feito. Isso tende a ter lugar na sociedade entre as idades dos cinquenta e cinco e os sessenta e cinco, dependendo da natureza da actividade que tenha ocupado a vida do Fragmento, que não tem necessariamente nada que ver com o emprego que o Fragmento tenha.

A sexta Monada Interna constitui a investida do que quer que se revele fatal para o Fragmento. Isso não precisa ser desagradável, conforme já tivemos ocasião de indicar, mas quanto mais apegado se encontrar o Fragmento ao corpo e ao Plano Físico, mais difícil a possibilidade de tal Monada tenderá a tornar-se.

A sétima Monada Interna consiste, evidentemente, na morte.

KARMA

Conforme já referimos muita vez, um Fragmento não incorre em carma algum por falta de modos. O Carma resulta quando as opções de vida de outro Fragmento tenham sido revogadas sem prévio Acordo. O Carma relativo à acção de assassínio constitui, obviamente  o mais traumático. Carma também representa o resultado de uma prisão ilegal, o que também inclui a venda da pessoa para a condição de escravatura caso isso não faça parte do Plano de Vida. Carma resulta do abandono quando o Fragmento alvo do abandono não seja capaz de se virar, capaz de sobreviver por si só, tal como a deserção em relação a um bebé de seis meses que o deixe sem alimento, abrigo ou o que vestir, ou o abandono de uma família numerosa pobre de cujo sustento o Fragmento seja o único suporte quanto ao meio de subsistência. O Carma também resulta daquilo a que chamam "manipulação de outros," ou seja, a perturbação deliberada da mente e/ou da personalidade por meio de uma manipulação ou privação. Isso cobre tudo desde os métodos de conversão extrema de alguns grupos religiosos até ao terrorismo psicológico e à lavagem cerebral, conforme é chamada. O carma constitui sem dúvida alguma o laço mais constrangedor que tem lugar entre os Fragmentos, embora muitas vezes se revele desagradável.

Há uma outra forma de carma, consideravelmente menos comum do que as já referidas, que constitui aquilo a que chamamos carma filantrópico, em que um Fragmento a partir da "bondado do coração," estabelece uma opção na vida de um outro Fragmento que não teria sido possível caso contrário. A título de exemplo, um Fragmento ouve um outro Fragmento a representar num espectáculo amador musical e percebe que esse Fragmento particular possui um dom invulgar. O primeiro Fragmento decide ajudar o segundo com algum tipo de apoio, sem segundas intenções, a partir do que o carma inerente ao laço filantrópico é estabelecido. Tal laço é muito agradável e não é invulgar que, assim que o Fragmento tenha feito isso, o venha a fazer de novo, quando possível, por não ser apenas uma manifestação do Agape, e também “ser bom.” 


MODOS

Para voltarmos aos traços da personalidade: Os Modos constituem a maneira porque a vida é expressada, a forma como os Fragmentos se dão com a vida. Existem, claro está, sete Modos.

O Modo Neutro representa a Observação, e possui como polaridades positiva a claridade e a vigilância como negativa. 

O Objectivo ordinal da Polaridade da Expressão é a Prudência, a qual tem a Deliberação por polo positivo e a Fobia por polo negativo. Quase oitenta e cinco porcento dos Fragmentos no Plano Físico possuem Modos de Observação ou de Precaução.

O Modo ordinal da Polaridade da Inspiração é a Repressão, a qual tem por polo positivo a contenção e por polo negativo a inibição.

O Modo ordinal da Polaridade da Acção é a Perseverança, que tem a persistência por polo positivo e a imutabilidade por polo negativo.

O Modo cardinal da Polaridade da Expressão é o Poder, que tem por polo positivo a autoridade, e por polo negativo a opressão.

O Modo cardinal da Polaridade da Inspiração é a Paixão, que tem por polo positivo a Autorrealização, e por polo negativo a Identificação.

O Modo cardinal da Polaridade da Acção é a Agressão, que tem por polo positivo o dinamismo, e por polo negativo a beligerância.

OBJECTIVOS

O Objectivo pode ser considerado como aquilo que o Objectivo se destina a obter. O Objectivo indica também o uso a que o Modo será submetido. Obviamente, um Fragmento no modo de repressão manifestará o Objectivo de uma forma diferente daquela do Fragmento no Modo da Paixão. Existem, evidentemente, sete Objectivos.

O Objectivo neutro é a Estagnação, a qual tem por polo positivo a suspensão e por polo negativo a inércia. A propósito, desejaríamos apontar aqui que a estagnação não significa que o Fragmento não faça nada da vida, por haver quem se encontre na estagnação que tenha alcançado muito na vida, só que geralmente de importância transitória, tal como tornar-se um grande campeão de desporto ou o presidente de um escritório de advocacia.

O objectivo ordinal da Polaridade da Expressão é a Rejeição, e tem por polo positivo a discriminação e por negativo o preconceito

O Objectivo ordinal da Polaridade da Inspiração é a Retardação, e tem por polo positivo o ativismo e por polo negativo o afastamento ou revogação.

O objectivo ordinal da Polaridade da Acção é a Submissão, e tem por polo positivo  a devoção e por polo negativo a subserviência.

O Objectivo cardinal da Polaridade da Expressão é a Aceitação, a qual em muitos aspectos é o mais elevado  e por conseguinte o mais difícil Objectivo. A Aceitação tem por polo positivo o agape e por polo negativo a bajulação.

O Objectivo cardinal da Polaridade da Inspiração é o crescimento e tem por polo positivo a compreensão e por polo negativo a confusão.

O Objectivo cardinal da Polaridade da Acção é o Domínio, e tem por polo positivo a liderança e por polo negativo a ditadura.



ATITUDES
 

A Atitude indica a maneira como o Fragmento encarará a vida, o ponto de vista que adoptará na consideração da vida e daqueles que o rodeiam A Atitude muitas vezes revela-se na forma como o Fragmento se relaciona com os outros, por isso se basear nas percepções da Atitude.

A Atitude neutra consiste no Pragmático, o qual possui por polo positivo a praticabilidade e negativo o dogma.

A Atitude ordinal da Polaridade da Expressão consiste no Céptico, e temos que observar que a maioria dos avanços intelectuais da vossa espécie foi feito por Fragmentos que adoptavam essa Atitude. O polo positivo  do Céptico consiste na investigação e o polo negativo na suspeição.

A Atitude ordinal da Polaridade da Inspiração consiste no Estoico, o qual tem por polo positivo a tranquilidade e por polo negativo a resignação.

A Atitude ordinal da Polaridade da Acção consiste no Cínico, que tem por polo positivo a contradição e por negativo a difamação.

A Atitude cardinal da Polaridade da Expressão consiste no Idealista, o qual tem por polo positivo a coalescência e por polo negativo a abstracção.

A Atitude cardinal da Polaridade da Inspiração consiste no Espiritualista, o qual tem por polo positivo a verificação e negativo a fé.

A Atitude cardinal da Polaridade da Acção consiste no Realista, que tem por polo positivo a percepção e negativo a suposição.

CENTROS

Notamos que a Centralização constitui o conceito mais difícil de captar por parte daqueles que buscam este ensinamento. Vamos tentar explicá-lo de uma forma mais convincente do que antes a ver se auxiliamos a pôr termo à confusão. A Centralização determina a forma como o Fragmento reage a situações e a maneira como essa reacção é expressada. Há aqueles que, uma vez postos numa situação desconhecida quererão discutir ou argumentar com relação aos sentimentos que têm. Isso consiste no resultado de uma Centralização que, num caso desses constará do comportamento de alguém posicionado na parte Intelectual do Centro da Emoção, ou seja, a reacção primária que o Fragmento terá para com os acontecimentos será emocional - ele sentirá - e os meios de revelação da reacção consiste em falar acerca dos sentimentos o que consta da função do centro intelectual.

Já afirmamos antes mas reiterá-lo-emos que para a vossa espécie os Centros Superior Emocional e Superior Intelectual não são habitualmente experimentados excepto em momentos de enorme estresse ou de extrema elação. Não temos consciência de nenhum de quaisquer Fragmentos no Plano Físico que se Centrem habitualmente no Centro Superior Emocional ou no Centro Superior Intelectual que sejam independentemente móbeis, embora também digamos que a maioria dos Fragmentos terão breves instantes em que esses Centros sejam utilizados.

(Comentários Abril de 1991: Para espécie independentemente móvel, o acesso ao Centro superior da Acção, o Centro do Movimento, é quase essencial para a sobrevivência, por ser o que possibilita ao Fragmento as respostas para a sobrevivência individual. Todas as espécies dotadas de alma têm um acesso habitual a um dos Centros Superiores: para os individualmente móveis, o Centro do Movimento é isso. Para vários tipos da infusão de alma  dos "aglomerados," O Intelectual Superior ou o Emocional Superior são necessários a fim de manterem a integridade da sua consciência colectiva.)

Todos os Fragmentos possuem os Centros presentes em si, só que habitualmente manifestam de uma certa forma, devido ao facto de se fixarem nessa Centralização, muitas vezes em resultado da forma como o Fragmento se sociabilizava em criança antes da Segunda Monada Interna, mas pode ocasionalmente mudar, em resultado da compensação.

Por exemplo, uma criança disléxica pode fixar-se no Centro do Movimento pela simples razão do Centro Intelectual constituir a fonte de embaraço e de frustração devido ao que basicamente tem de "deficiente" no cérebro. A propósito, as crianças a quem permitiram desenhar bem cedo na vida - e com isso não queremos dizer em livros dotados de linhas e de padrões a ser preenchidos, mas simplesmente inventar as suas próprias formas e áreas - têm menos tendência a tornar-se disléxicas quando aprendem a escrever e a ler, por a coordenação conseguida entre a mão e o olho já ter sido intuída pela criança pequena. Assim, em vez de tentarem aprender a fazer três coisas ao mesmo tempo - identificar a forma e a orientação da letra, perceber a sequência das letras, e recordar o que a palavra resultante significa - a criança pequena precisa somente fazer três coisas: perceber a sequência das letras e recordar o que a palavra resultante significa, o que de longe constitui a parte mais fácil da aprendizagem da leitura, por a maior parte disso ter que ver com a memorização simples.

Para voltarmos aos Centros. O Centro neutro consiste no Centro Instintivo, com um polo positivo o atómico, e o negativo o anatómico. Aqueles que identificam como "imbecis" ou savants encontram-se habitualmente posicionados no Centro Instintivo. Aqueles que possuem uma notável faculdade de lidar com os números acham-se na parte Intelectual do Centro Instintivo. Geralmente os Fragmentos conhecidos por crianças selvagens acham-se na parte do Movimento do Centro Instintivo.

O Centro ordinal da Polaridade da Expressão consiste no Centro Intelectual, o qual tem por polo positivo o pensamento e por negativo a razão.

O Centro ordinal da Polaridade da Inspiração constitui o Centro Emocional, o qual tem por polo positivo a sensibilidade e por negativo a sentimentalidade.

O Centro ordinal da Polaridade da Acção é o Centro Sexual, o qual tem por polo positivo a amoralidade e por polo negativo o erotismo. Recordamos-lhes a todos que não limitamos a sexualidade à cópula nem ao vestuário peculiar, mas a todo um aspecto inteiro da reacção, tal como com os Centros Emocional e Intelectual.

O Centro cardinal da Polaridade da Expressão, embora nem sempre atingido, nem por muito tempo, é o Centro Intelectual Superior, o qual tem por polo positivo a integração e por polo negativo a telepatia.
O Centro cardinal da Polaridade da Inspiração constitui o Centro Emocional Superior, uma vez mais, muito raramente atingido. O seu polo positivo é a empatia e o negativo é a intuição.

O Centro do Movimento é o único Centro Superior a que os Fragmentos têm acesso habitualmente, e constitui o Centro cardinal da Polaridade da Acção. O polo positivo é a persistência, o polo negativo é a animação enérgica.

Conforme estão cientes, os Fragmentos são descritos como situando-se numa parte particular de um Centro particular. A segunda palavra identifica a Centralização efectiva, enquanto a primeira palavra indica a forma com é expressada. Por exemplo, aqueles que têm assento na parte móvel  do Centro Intelectual são os que precisam actuar nas coisas em que pensam. Por outro lado, aqueles que têm assento na parte Intelectual do Centro do Movimento têm sido descritos como aqueles que "disparam primeiro e fazem as perguntas depois." Se um Fragmento se posicionar na parte Emocional do Centro Móvel, então sentiria o acto de disparar após tê-lo feito. Devemos indicar que aqueles que não se acham Intelectualmente Centrados, quer de forma primária ou secundária, geralmente têm dificuldade em se expressar-se por palavras, uma vez que as palavras constituem os utensílios do Centro Intelectual.

Se desejarem alcançar um Centro que habitualmente não seja atingido, porém não Centros Superiores, por vezes ajuda distrair  parte da Centralização. Tracemos um exemplo que esclareça. Digamos que um Fragmento se posicione na parte do Movimento do Centro Intelectual e deseje ter uma melhor compreensão das suas emoções. Dar um longo passeio - nada demasiado rigoroso ou de envolvente - distrai o Centro Motor de modo que o Intelecto possa alcançar o Centro Emocional. Se um Fragmento se posicionar na parte Emocional do Centro Intelectual e sente dificuldades em continuar com um projecto, aí escutar música agradável distrai o Centro Emocional de modo que o Centro Motor possa passar para entrar em "foco." É claro que não haverá certeza de que o Fragmento complete o projecto, é simplesmente como se o Fragmento expressasse o movimento dançando.

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS

Chegamos agora às Características Principais e repetiremos de novo que não existem Características Principais boas. Todas essas Características Principais se baseiam no medo, e o medo constitui a força motriz existente por detrás de todos os polos negativos dos Traços da Personalidade bem como no cosmos, a esse respeito. Todas as Características se acham presentes em todos os Fragmentos, em grau diversificado, tal como as Centralizações, mas somente uma Característica Principal chega efectivamente a controlar o Fragmento e a distorcer a função do Objectivo, que consiste no modo como a Característica Principal manifesta o controlo do Fragmento.

(Comentário de Novembro de 1989: Com respeito às Características Principais Secundárias, é na Atitude que  a Secundária exerce impacto, já que a Primária exerce impacto no Objectivo. Após a Terceira Monada Interna, noventa e oito porcento de todos os Fragmentos possuem uma Característica Principal Primária ou Secundária. O termo Secundário não descreve de forma nenhuma uma "importância" ou "poder" diminuído, mas indica O Traço da Personalidade que mais afecta.)

Associando expectativas e condições ao Objectivo, a Característica Principal "tinge" de modo que não pode ser reconhecido ou então se torna aceite somente sob certas circunstâncias bastante limitadas, geralmente circunstâncias que são impraticáveis quando muito, tal como uma jovem com problemas genuínos de coluna que sente que a única forma por que conseguirá ser digna de alguma coisa na vida será se der início à dança de ballet. Teríamos que dizer que, conquanto essas coisas não sejam impossíveis, são improváveis, e tenderão a cegar o Fragmento para outros potenciais e realizações genuínas devido à crença firmemente arraigada de que só "conta" se for dançarina.

A Característica Principal é a Teimosia, e é de longe a mais encontrada na vossa espécie. O medo subjacente à Teimosia prende-se com o medo de lidar com situações novas, e por tal razão o Fragmento tenderá quer a fazer tanto da situação nova quanto faz com aquelas com que já se acha familiarizado ou então encontrará formas inventivas de evitar a nova situação. O polo positivo da Teimosia é a determinação, e o negativo é a obstinação. Conquanto seja tentador dizer que a determinação constitua qualidade útil, salientemos que proceder com base no medo denota a probabilidade de uma determinação que brota do pânico ou de outras formas menos evidentes de medo.

Desejaríamos prevenir todos os Fragmentos contra tornar-se afeiçoado de qualquer das Características Principais, por com isso abraçarem um "patinho feio." Não existem cisnes em potencial em nenhuma das Características Principais. Isto assemelha-se à história da princesa e do sapo. À excepção daquilo que diz respeito à Característica Principal, a princesa acha-se igualmente mais apta a tornar-se no sapo, do que o sapo num príncipe.

A Característica Principal ordinal da Polaridade da Expressão consta da Autodestruição, a qual tem por medo subjacente o medo da perda de controlo. Os fragmentos dotados dessa Característica Principal são habitualmente Fragmentos terrivelmente bem disciplinados, e não empregamos o termos de ânimo leve. O polo positivo da Autodestruição consiste no sacrifício, o negativo na imolação.

A Característica ordinal da Polaridade da Inspiração assenta na Auto-depreciação, a qual tem por medo subjacente o medo da inadequação. Aqueles que sejam dotados de Auto-depreciação têm a tendência para informar os outros para não esperarem demasiado deles, muitas vezes por se acharem demasiado ocupados a fazer outras coisas para os outros, ou "coisas ao mesmo tempo," tudo quanto exige tempo e atenção. Ocasionalmente isso é revelado quando um fragmento assume em demasia e a seguir esgota o Fragmento numa tentativa de "fornecer os bens" ou provoca um massivo desapontamento por toda a parte, o que, evidentemente, só serve para serve para reforçar a Auto-depreciação. Aqueles dotados de Auto-depreciação por vezes elogiam os outros não só a fim de demonstrarem o temor que sentem pela inadequação mas na esperança de que parte dela seja retornada e escore a confiança flácida do Fragmento dotado de Auto-depreciação. O polo positivo da Auto-depreciação é a humildade, o polo negativo é a humilhação, o rebaixamento.

A Característica ordinal da Polaridade da Acção é o Martírio, o qual tem por medo subjacente um medo da inutilidade ou desvalorização. Aqueles dotados de Martírio encontrarão miríades formas de "abusar da sorte" para fazerem alguma coisa que estabeleça mérito ou valor de uma vez por todas. O Martírio pode ocasionar famílias mal-agradecidas, doenças que impliquem um desperdício, carreiras sabotadas, relacionamentos pessoais destrutivos, e uma quase constante busca pelo "graal" ilusivo da dignidade.

Muitas vezes o Fragmento acha-se convencido de que, se sofrer o suficiente, alguém lhe garantirá de que tudo tenha valido a pena. O polo positivo do Martírio assenta na abnegação, o polo negativo assenta na mortificação, por vezes no mais literal dos sentidos.

A característica Principal cardinal da Polaridade da Expressão é a Ganância, a qual possui por medo subjacente o medo da perda ou da carência. No que quer que a Ganância se fixe, não há nada que se revele suficiente, mesmo que o Fragmento tenha tudo quanto há para ter no mundo. A Ganância é forte, e não há preço, literal ou figurativamente, que o Fragmento não esteja disposto a pagar para adquirir mais daquilo em que se fixa. A Ganância, de todas as Características Principais, é mais difícil para aqueles que o rodeiam, porque, onde quer que o objecto do interesse esteja em causa, o provável é que o Fragmento seja completamente cruel. O polo positivo da Ganância assenta no egotismo, o negativo assenta na voracidade.

A Característica Principal cardinal da Polaridade da Inspiração consiste na Arrogância, a qual possui por medo subjacente o medo da vulnerabilidade. Fragmentos dotados de Arrogância, conforme observamos muitas vezes antes, são verdadeiramente tímidos, embora o seu comportamento possa não o evidenciar para quantos se cruzem com eles ocasionalmente. Aqueles dotados de Arrogância acham-se frequentemente determinados a não revelar qualquer aspecto da sua vulnerabilidade e vontade, negam a sua existência, ou que tenham sido “feridos” ou, se tal for inegável, que as possam “assumir.” O polo positivo da Arrogância consta do orgulho, e o negativo da vaidade.

A Característica Principal cardinal da Polaridade da Acção constitui a Impaciência, a qual tem por medo subjacente o medo de perder alguma coisa, juntamente com a suposição de que, o que quer que seja perdido seja mais importante do que quer que o Fragmento esteja actualmente a fazer. Fragmentos dotados de Impaciência frequentes vezes têm dificuldade em terminar as coisas, desde preencher formulários até enfrentar crises de maior monta. Como a Ganância constitui a característica Principal mais difícil em termos de convívio para os outros, também a Impaciência é a mais difícil de conviver para aqueles que padecem dela, por provocar constante inquietação e insatisfação. Na vossa sociedade, a Impaciência é frequentemente encarada como um traço atraente nos homens, e que pode servir de estímulo para o relacionamento, embora eles raramente gozem da oportunidade de se desenvolver caso a Impaciência seja forte. O polo positivo da Impaciência assenta na audácia, o negativo assenta na intolerância.


Desejaríamos preveni-los que é um hábito dos ocidentais ver as polaridades como extremos e ignorar o meio, o que pensamos atrasa a compreensão a muitos Fragmentos. Enfatizamos as Polaridades tanto quanto podemos por a Polaridade negativa ser sempre controlada pelo medo: é o medo que a torna negativa.

A polaridade positiva faz sempre parte do amor - não referimos controlo por não ter cabimento na natureza do amor controlar - mas é através dos polos positivos que a Essência tem acesso à personalidade. Nos polos negativos a Essência acha-se bloqueada. Onde se torna possível que os polos positivos operem, então resulta no crescimento e na evolução. É desejo da Essência evoluir, e ela consegue-o através dos polos positivos e por mais nenhuma forma enquanto no Plano Físico. Não se trata de uma questão de "certo" ou de "errado" mas do quanto a Essência consegue ser funcional que determina o crescimento.

Talvez fosse sensato para nós tirar u tempo para divagarmos de novo quanto ao tema do amor. A maioria dos Fragmentos no Plano Físico define o amor como um xarope tipo territorialidade sentimental, mas não é isso que queremos dizer. O amor não é possessivo. Tão pouco é condicional. Se houver amor, não compreenderá expectativa. O que não significa que seja destituído de esperança, só que a esperança e as expectativas são duas questões distintas. O amor constitui a força mais potente que existe, e referimo-lo como uma Verdade Universal. Não existe nada mais forte. O medo enfraquece-o, distorce-o e subverte-o de modo que é encarado com suspeição e desdém, mas isso não altera a robustez do amor - apenas salienta o quão sedutor o medo pode chegara ser. O amor constitui a fonte da verdadeira intimidade, a qual consiste na mais vinculativa das experiências que se pode ter no Plano Físico, e não limitamos a intimidade ao contacto sexual, o qual frequentemente é tão íntimo quanto uma compra de sapatos. Intimidade constitui validação e reconhecimento a um só tempo, e pode ter lugar sob circunstâncias muito improváveis, conforme muitos dos que aqui se encontram reunidos estão cientes por experiência própria.

ESSÊNCIA GÉMEA

É um dos dois Fragmentos a quem um Fragmento se acha "ligado" desde a altura em que são lançados até que as Entidades e o Cadre se reúnam na sua evolução rumo ao Tao. A Essência Gémea representa o laço mais íntimo possível. Os Fragmentos constituem verdadeiros gémeos, ou seja, são iguais. Seis em sete vezes são a mesma Essência, e jamais se encontram na mesma Entidade. O laço da Essência Gémea, caso seja reconhecido e validado, permanece inquebrável ao longo da vida. Acrescentaremos que muitas vezes o laço é demasiado intenso e é rejeitado unicamente por essa razão, por o medo nunca ser mais ameaçado na presença da Essência Gémea.
 
COMPANHEIRO DE TAREFA

É o outro Fragmento a quem um Fragmento se acha "unido" desde a altura em que é lançado até que as Entidades e os Cadres se reúnam na sua evolução de volta para o Tao. Os Companheiros de Tarefa  representam um complemento em relação ao Verdadeiro Trabalho uns dos outros, e embora seja possível que  atravessam cada vida sem na verdade se conhecerem, o trabalho será feito. Esse é geralmente um relacionamento mais fácil do que aquele com a Essência Gémea, dado que se foca no exterior em vez do interior. Seis em cada sete vezes os Companheiros de Tarefa situam-se na mesma Entidade. mas nunca são a mesma Entidade. Um Fragmento constitui a posição cardinal no "molde, ou arremesso, o outro é ordinal. Quando Companheiros De Tarefa trabalham juntos, alcançam significativamente mais do que o fariam apartados.

CONFIGURAÇÃO

Tríades, quadrantes, sextantes, octantes e por aí fora. São convénios de ordem prática acordados por parte dos Fragmentos normalmente após a experiência de várias vidas conjuntas, que geralmente não fazem parte do acordo até ao último estágio da Alma Bebé ou os primeiros estágios dos Ciclos Jovens. A configuração forma uma excelente "equipa" e pode funcionar com tantas quanto metade da configuração em falta. Ocasionalmente duas configurações acordarão trabalhar juntas, mas tal combinação raramente dura mais do que duas vidas, e é terminada quando a tarefa específica é terminada.

VELHO REI MAGNÉTICO

 Geralmente bastante cardinal no lançamento ou arremesso, os Velhos Reis Magnéticos atraem o seu reino a si para realizarem  a tarefa mandatada. Aqueles que se acham na presença do seu Velho Rei Magnético sentir-se-ão "inspirados" e "encorajados" a assumir novas tarefas. Nesta altura existem cinquenta e sete Velhos Reis Magnéticos no mundo. (Janeiro de 2008: Esse número é agora de 61) Existe um Velho Rei Magnético nos Estados Unidos da América. NO Reino Unido existem dois. Três na Europa. Um no Egipto. Dois no Norte de África. Conforme dissemos, esses fragmentos são muito raros e aqueles que respondem ao mandato frequentemente descobrem que muitas das suas dificuldades terão sido removidas coo que por mágica, ou assim não pareça àqueles que não respondem ao mandato. O Velho Rei Magnético para um qualquer Fragmento não é necessariamente um que viva no país em que o Fragmento resida. Por exemplo, entre este grupo de estudantes, apenas um de vós faz parte do reino Velho Rei Magnético que reside nesta nação. O resto de vós faz parte de outros reinos, noutros locais do mundo. Permitam que salientemos que é raro tais Velhos Reis encontrar-se em posições de poder político significativo, dado que tais posições não mais são atractivos para eles. Todos os Velhos Reis Magnéticos se encontram no sexto nível do Ciclo mais Antigo, e quando o nível é completado, a tremenda atracção que o seu magnetismo exerce termina, embora ainda conservem o poder natural de Rei, evidentemente.

Passemos a fornecer-lhes algumas informações acerca dos Planos Astral e Causal. Há três Níveis quanto ao Plano Astral: O mais Baixo, o Intermédio, e o Superior. No Nível mais Baixo, há frequentemente Fragmentos do Plano Físico, tal como aqueles que presumem estar a dormir, ou se encontram sob a influência de drogas ou de outras técnicas que alterem a mente, assim como os recentemente falecidos. Muitos de quantos possuem capacidades ocultas avançadas têm acesso rotineiro ao Plano Astral Inferior. O Plano Astral Intermédio é onde a Essência “reside” no espaço entre vidas, onde a experiência é revista e as novas opções são definidas. Aqueles no Plano Astral Intermédio podem ocasionalmente ter contacto com os que se encontram no Plano Físico, em particular aqueles com quem têm laços cármicos ou fortes ligações, tais como as Essências Gémeas e os Companheiros de Tarefas. O Plano Astral Superior é para onde os Fragmentos de Entidades vão ao finalizarem todas as suas vidas no Plano Físico, mas membros da sua Entidade ainda se encontram a finalizar as suas.

O Plano Astral Inferior é onde as Entidades se reúnem por completo e se “misturam” de novo. Não é errado pensar na reunião das Entidades como a fusão de Companheiros de Tarefas, desde que seis ou sete companheiros de tarefas se encontram na mesma Entidade, e isso claro está, incita a Entidade a mais trabalho. No Plano Causal intermédio, as Entidades tornam-se mestres, tal como nós somos. Existe literalmente um número incontável de mestres do Plano Causal Intermédio, mas eles ensinam todos as mesmas lições. O “estio” poderá ser diferente, mas a lição é a mesma. Acima do Plano Causal Intermédio, aquelas Cadres cujas Entidades ainda não finalizaram o ensino aguardam uma reunião. Essa reunião une as Essências Gémeas.

No que diz respeito à Essência, as experiências do Plano Astral constituem o Sexto Ciclo do crescimento, e as experiências do Plano Causal constituem o Sétimo Ciclo, que encerram os cinco Ciclos iniciados no Plano Físico. Na altura em que as Cadres se reúnem, toda noção de Fragmento – quer dizer, da identidade do indivíduo – se perde e cada experiência se torna na experiência completa de toda a Cadre.

TAREFA DE VIDA

O trabalho que a Essência delega a si mesma por uma vida, geralmente definida com uma enorme margem de manobra, de modo a que o Fragmento se possa adaptar às condições cambiantes a fim de poder realizá-las. As Tarefas de Vida podem transitar para várias vidas caso sejam complexas.

PLANO DE VIDA

A maneira por que o Fragmento planeia completar a Tarefa de Vida. Também não é rigidamente definido em quase todos os exemplos.

AS TRÊS DIMENSÕES DA VERDADE

Há Verdades Pessoais, Verdades inerentes ao Mundo, e Verdades Universais. O sete constitui uma Verdade Universal, tal como é a abrangente força do amor. Há muitas maneiras por que isso pode ser expressado, mas enquanto for genuíno pelo menos numa parte qualquer, então conterá algum sentido de Verdade Universal que representa o âmago do amor.

Uma Verdade Pessoal representa algo que é verdadeiro para um Fragmento particular e corpo. Por exemplo: “Eu padeço de visão míope,” constitui uma Verdade Pessoal para o Fragmento que apresenta certas distorções na forma da lente ocular do olho. As Ver dades Pessoais, conquanto “verdadeiras,” ao seu próprio jeito, alteram-se frequentemente ao longo da vida. “Não consigo ler” pode ser verdade para um Fragmento por toda a vida, assim como poderá mudar quando o Fragmento alcança a perícia. Aquelas coisas que são válidas para a pessoa podem ser interpretadas como Verdades Pessoais, incluindo coisas tais como “Eu tenho um fraquinho por louras,” ou uma outra avaliação baseada na atracção do tipo Corporal. A atracção motivada pelo tipo Corporal tanto pode representar uma Verdade Pessoal como uma Verdade do Mundo, dado que a atracção específica é de carácter pessoal, mas a sua existência – o facto de existir coisa tal como atracção e compatibilidade baseada no tipo corporal – constitui uma Verdade inerente ao Mundo.

VERDADES INERENTES AO MUNDO

São as coisas que são verdadeiras para este mundo e para o Plano Físico em geral. A gravidade que experimentam constitui uma Verdade inerente ao Mundo. A radiação proveniente da estrela que é o vosso sol representa uma Verdade do Mundo. As condições da atmosfera constituem Verdades do Mundo. Recordamos-lhes mais uma vez que o Plano Físico contém todo o espaço interestelar dentro dos seus limites, embora para todos os efeitos do vosso ponto de vista o espaço seja verdadeiramente “infinito,” por os limites do Plano Físico excedem de longe qualquer capacidade que vocês têm no presente de o medir. A vossa espécie constitui uma Verdade do Mundo, mas não uma Verdade Universal. O facto de existirem outras espécies de criaturas dotadas de razão constitui uma Verdade do Mundo, mas mais próxima das Verdades Universais do que algumas outras, tal como uma série de equações matemáticas, conquanto descreva as Verdades do Mundo, das matemáticas, se aproxime mais das Verdades Universais do que outras.

CRIATURAS DOTADAS DE RAZÃO

Qualquer membro de uma espécie que seja dotada de alma. No vosso planeta, isso significa os seres humanos e os cetáceos. Mais nenhuma espécie é dotada de alma. Todas as demais possuem almas de colmeia. Representa a instalação central da espécie, um programa em que a espécie é executada. Esse programa dita quase todas as opções definidas por qualquer animal pertencente à espécie, e a escolha torna-se possível em parâmetros bastante estreitos. Desejamos salientar que as criaturas dotadas de razão, pela sua própria natureza, lidam com escolhas, mas as criaturas destituídas de razão tiveram quase todas as suas escolhas definidas por elas.

Dar-lhes-emos um exemplo de uma escolha e de “instalação” que por vezes é chamada de instinto. Uma pessoa num celeiro em chamas tem a opção de descobrir uma saída, mesmo que isso signifique correr o risco de atravessar as chamas. Pode implicar o risco de queimaduras, mas também pode salvar a vida do Fragmento. Um cavalo no mesmo celeiro em chamas não é capaz de optar por correr através do fogo; a instalação do cavalo não lhe faculta isso, e a única forma por que será capaz de adoptar esse método de escape passa pela hipótese de uma pessoa qualquer, de preferência uma pessoa que o cavalo conheça e em quem confie, se chegue a ele e em primeiro lugar lhe vende os olhos para de seguida o conduzir através do fogo. Caso contrário o programa da espécie compelirá o animal a deixar-se colher pelo fogo, a menos que consiga rebentar com a parede do celeiro antes que comece a arder.

Uma outra diferença entre as criaturas dotadas de razão e as criaturas destituída dela é que as criaturas dotadas de razão podem ser aculturadas e as criaturas destituídas de razão não podem. Aquelas que levam uma vida “doméstica” juntos dos seres humanos podem aprender certos tipos de comportamento com os seus donos, mas nunca chegarão a ser verdadeiramente capazes de se adaptar à cultura. As criaturas dotadas de razão, por outro lado, experimentam a aculturação enquanto parte das Sete Monadas Internas e os resultados da vida que escolheram.


Para voltar à natureza das criaturas dotadas de razão, comentemos que o laço da Entidade é forte, em especial entre membros da mesma essência. Assemelha-se bastante ao laço familiar existente entre primos, por constituir um elo válido mesmo quando os Fragmentos individuais entram em choque, quer por intermédio de Características Principais desgastantes, experiências passadas ou simples dissemelhanças da personalidade. Nas Entidades e nos grupos de Essência existe aquilo que chamamos de Cadências. As entidades são lançadas, todas a partir de uma Essência e depois todas de outra. Os agrupamentos da essência formam-se, claro está, em grupos de sete. Esses grupos de sete são chamados Cadências, e esse vínculo, conforme aqueles que vocês que o tenham experimentado sabem, é particularmente forte. Frequentemente membros da mesma Cadência terão extensas experiências de vidas passadas juntos, e em certos casos, membros de Cadências despenderão tanto como oitenta por cento as suas vidas na companhia dos outros. Ocasionalmente, dois ou três Fragmentos da mesma Cadência descobrirão uns ou outros meios para ficar na companhia dos outros em cada vida, por critério.


Tentemos esclarecer parte desse lançamento. Utilizaremos uma metáfora que não deverá ser usada de forma literal, ou mesmo em termos picturescos. Digamos que um padeiro esteja a confeccionar bolinhos com muitos sabores. Ele enrola a massa em longos tubos e corta ao cumprimento que precisa, tempera-os adequadamente e a seguir corta-os em bolinhos individuais. Cada bolinho ainda faz parte de um tubo de massa e possui um sabor particular, embora se encontre agora artificialmente segmentado. As Entidades assemelham-se a três ou quatro tubos de massa que são cortados e cozidos ao mesmo tempo, e as Cadres assemelham-se aos outros tipos de bolinhos e à combinação de bolinhos que se acham noutras prateleira do forno. Conforme já advertimos, esta não é uma descrição literal, mas dá-lhes uma espécie de sentido quanto às Entidades e à questão da ordem que tem lugar no lançamento que resulta nas Cadências.


A evolução no Plano Físico assim como em todos os outros Planos de Existência é feita através da manifestação do amor, a qual constitui o contacto de Essência com Essência. Não existe nenhuma outra forma. Enfatizemos o seguinte: o contacto da Essência constitui o único meio de evolução no Plano Físico e em qualquer outro Plano. O amor, no sentido de agape, constitui o meio do Contacto da Essência. Independentemente do quão fugaz possa ser, é válido e o Fragmento avançará. É invulgar que tal contacto se prolongue, em parte por ser assustador, e em parte devido a que poucos de vós estejam dispostos a dispor do tempo e dos riscos necessários para produzir o prolongamento. Como é evidente, a Característica Principal envidará todos os esforços para bloquear ou negar tal contacto, mas caso esse contacto tiver ocorrido, então nem mesmo a negação poderá alterá-lo.


Frequentemente, este reconhecimento de contacto acontece indirectamente, e o processo dá-se através do que vocês no Plano Físico chamam de arte, ou as artes. A verdadeira arte, em comparação com a técnica ou o artifício, brota da percepção ou “visão” da validação, e a tentativa de expressar isso de forma “criativa” é o que produz o poder que as artes têm de gerar perspectivas intuitivas de modo que as lições sejam proporcionadas. Aquilo a que no Plano Físico chamam de artes, fornece um elo para a Personalidade e a Essência, não só para o artista, mas para quantos percebem o elo na arte. O reconhecimento da “visão” que se situa para além da arte, seja qual for a forma que essa arte assuma, constitui muitas vezes um elo directo da personalidade para com a Essência, e como tal, constitui uma fonte de crescimento, não só para aqueles que representem essa arte como para quantos a percebam.


FALSA PERSONALIDADE


As duas últimas definições: a da falsa personalidade, que constitui a identidade “treinada” ou aculturada, aquele que foram criados para ser, que pode ou não apresentar muita semelhança com a Essência ou os Traços da Personalidade. A Falsa Personalidade constitui o último bastião da Característica Principal (Defeitos de Carácter) e é fonte de muita resistência e negação. A Falsa personalidade muita vez permanece em vigor ao longo da vida caso as Terceira e Quarta Monadas Internas não forem completadas, reconhecidas, e validadas pelo Fragmento.


A VERDADEIRA PERSONALIDADE


Constitui a manifestação dos Traços da Personalidade na vida, assim como o progresso conseguido rumo à conclusão da Tarefa de Vida, esse objectivo geral que é estabelecido para cada uma das vidas. A Verdadeira Personalidade é o que é expressado após a bem-sucedida passagem através da Quarta Monada Interna e proporciona ao Fragmento a oportunidade de um bom trabalho na Tarefa de Vida.

Desejamos recordar-lhes a todos quantos se acham aqui presentes que jamais requeremos ou exigimos crença quanto àquilo que lhes dizemos. Se optarem por questionar e validar por vós próprios, o progresso será conseguido com conhecimento e reconhecimento. Mas o progresso ocorrerá quer o percebam ou não, e as escolhas definidas serão “boas” independentemente daquilo que envolverem, por a escolha em si mesma constituir a lição, e as suas ramificações e resultados levam às lições a suportar. Não existe maneira de decidir “boa” ou “má” – sair da cama pela manhã representa a opção de não permanecer nela – mas se os exortamos a alguma coisa, será o que entenderem que toda a vida é feita de escolha, Não podem furtar-se a escolher. Conforme salientamos antes, dizer “Eu não escolherei; não vou fazer nada,” constitui a opção de nada fazer. Mas em vez de as escolhas como fardos terríveis e imposições, libertariam muito do medo que sentem se percebessem que procedem a escolhas o tempo todo, e o processo, em vez de os sobrecarregar, constitui de facto o meio de se libertarem dos laços do medo. Claro que poderão optar por negar ou ignorar isto também. Isso representa tanto uma escolha como qualquer outra coisa na vida.


Tradução de Amadeu António 

Sem comentários:

Enviar um comentário