sexta-feira, 19 de junho de 2015

DIFERENÇA ENTRE FÉ E CONFIANÇA (Michael)





A diferença entre fé e confiança é vasta. A fé sugere-lhes de forma inerente que não questionem; mais, exige-lhes que fechem os olhos a qualquer discrepância existente entre aquilo que é esperado, pretendido, ou desejado e aquilo que experimentam. A confiança, todavia, baseia-se na experiência já obtida, e abre lugar para o questionamento e o abandono do que seja menos desejável.


Sempre haverá passos no sentido do desconhecido que exigem fé ou confiança, dependendo da vossa preferência. No entanto, a fé representaria um salto em queda livre na direção do desconhecido, ao passo que a Confiança permite que usem as ferramentas com que estão familiarizados, e permite um olhar perspicaz ao longo do caminho.


Em suma, a fé implica resignação; a confiança realça a participação.


Caso estejam a confrontar uma situação desconhecida, então a confiança que poderão erguer procederá de experiências relevantes em relação ao passo que tenham que dar nessa situação desconhecida. Por exemplo: tal situação pode apresentar-se-lhes adiante, ou ao vosso redor, mas quase de certeza que terão pisado numa situação dessas no passado. A confiança, pois, poderá resultar do facto de já terem sobrevivido a uma situação dessas antes, de modo que se torne possível que o consigam de novo. A confiança poderá resultar do facto de que, independentemente dos passos que deem no sentido do desconhecido, terem noção de recursos de suporte e de orientação que os poderão ajudar ao longo do caminho. A confiança não lhes pede que esperem o melhor, permite-lhes que ajudem a criar o melhor, pelo melhor de que forem capazes, caso optem por isso.


Tenham em mente que a entrega também constitui uma forma de confiança, por consistir no reconhecimento de forças mais vastas do que a vossa capacidade de controlar, ao mesmo tempo que têm ideia de conseguir dar o melhor de vós no sentido de navegar por entre tais forças. Por exemplo, poderão não ser capazes de deter um furação, mas podem confiar em que sejam capazes de fazer o que for possível para se protegerem num contexto desses. 



Redução do Estresse


O Estresse consiste numa Pressão (tensão) Indevida, tanto interior quanto exterior. Exterior pode ser referida em termos de Resistência. Interiormente, pode ser apontada como Ansiedade.


Resistência e Ansiedade consistem em formas de defesa contra aquilo que julgam ser uma imposição do Tempo e do Espaço. A Resistência consta da defesa contra as exigências do Espaço, do vosso ambiente, e a Ansiedade constitui uma defesa contra as exigências do tempo.


Maneiras de reduzir o estresse passam por uma actualização das vossas percepções e acções a fim de os aliviar quanto a tal Pressão injustificada. Grande parte do que é experimentado como estressante são situações que têm mais de antecipatório do que de real. Quando se consegue actualizar as percepções de modo a focar-se unicamente naquilo que é tangível, então a movimentação através do tempo e do espaço pode decorrer de uma forma mais confortável e livre.


O atrito é parte natural da vida. A fricção será experimentada em todas as Idades da Alma e por todas as Essências, até ao “fim.” O atrito representa a experiência gerada por forças opostas na vida, e com base no Aspecto Positivo, pode ser referido como Evolução, ao passo que no Aspecto Negativo pode ser designado como estresse.


Evolução consta da resolução dessas forças opostas como meio de avanço em frente; o Estresse traduz a defesa erigidas contra essas forças como meio de permanecer num pseudo estado de segurança.


Há muitas maneiras por meio das quais poderão aliviar o estresse, tal como caminhar, comer bem, meditar, dançar, surtos de temperamento etc., mas a maneira mais eficaz passa pela actualização das percepções a fim de gerirem apenas aquilo que pode ser gerido, e de permitirem espaço para a consciência que tenham das forças do tempo e do espaço, sem necessidade de se defenderem contra elas.


SOBRE A NATUREZA E A ORIGEM DA DEPRESSÃO


A natureza da depressão assenta na insistência manifesta na resistência para com a força vital, uma resignação e um suicídio emocional.


A depressão é uma de entre várias experiências, embora grave, em que a vida ensina muito acerca de um pedido de auxílio. Não há outra solução opara a depressão excepto um pedido de auxílio, a aceitação e a abertura ao auxílio.


A depressão é normalmente o resultado de grave negligência de fontes que a pessoa encara como fundações. Em quase todos os casos com que nos deparamos, impera uma crença consistente da pessoa se encontrar completamente só, o que se acha directamente ligado a uma remoção ou falta de uma fonte profunda na vida.


A depressão representa Pesar destituído de Verdade. O Pesar constitui a cura de Verdades percebidas, mas a depressão constitui a falta de percepção dessas verdades.


Embora substâncias sintéticas e à base de ervas possam equilibrar a composição química do cérebro a fim de permitir o aflorar de outras ideias, constituem apenas instrumentos temporários. A pessoa precisa aprender a avaliar onde poderá contar com uma fonte segura e profunda na vida, designadamente em si mesma, que poderá estender-se a partir daí. Todavia, uma reavaliação exige apoio externo, e não constitui fraqueza alguma permitir o aflorar da compaixão e da empatia, quando se veem num estado de depressão. Por “fonte profunda” referimo-nos a algo que a pessoa tenha rotulado consciente ou inconscientemente como um arquétipo.


Tradução: Amadeu António

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