sexta-feira, 19 de junho de 2015

APRENDER ATRAVÉS DA ALEGRIA (Michael)


APRENDER ATRAVÉS DA ALEGRIA
 

Pergunta: Eu li que só existe crescimento, muitas vezes difícil, mas principalmente doloroso, por tão poucos de nós estarmos dispostos a aprender através da alegria. Como podemos melhor aprender através da alegria? E como podemos aprender a apreciar a alegria, a preterir a dor?
 

Resposta: Para aprenderem a gostar... A ALEGRIA muitas vezes exige uma espécie de auto-lavagem cerebral, ou mais especificamente, uma substituição da programação com base na qual vocês funcionam atualmente. Muitos de vocês são criados em culturas que recompensam a luta, o “trabalho duro,” o sofrimento, a vitimização, etc. Há uma grande quantidade de ensinamentos proferidos que foramimpressos” e que equacionam todas as coisas boas como sendo frívolas e até mesmo – ironicamente - MÁS. Aqueles que lutam a partir da pobreza ou da dor são mais propensos a serem elevados a uma espécie de honra marcada por uma integridade e uma posição inquestionável. Aqueles que aproveitam a vida, colhem uma posição desagradável ao se verem culpados, ou responsáveis por tomarem mais do que a sua cota, do bem comum. A prosperidade, que definimos como possuindo um sentido de realização ao longo dos vossos centros e assente nos vossos próprios padrões, afeiçoa-se assustadora, especialmente para as almas mais antigas, por causa do que lhes foi impresso e por causa da distração da culpa.


A alma mais velha também carrega temores no seu íntimo que a leva a recear que possuir uma certa dose de Prosperidade a leve à segregação com respeito ao que chegaram a definir como “maior conforto” e “familiar”. Por outras palavras, se descobrirem um relacionamento amoroso saudável, então irão ver-se segregados em relação àqueles que os rodeiam, que não o possuem. Se vocês descobrissem uma ampola fácil de segurança material, ela iria conduzi-los à segregação por parte daqueles que não a tivessem.


Pergunta: Mas parece que para muitos de nós aprender através do sofrimento é mais divertido do que da alegria.


Resposta: Poderia ser descrito como "divertido", mas isso seria um equívoco. Não representa realmente "diversão" para a Personalidade; é doloroso. Pode-se, por outro lado, dizer que o valor obtido da dor, possa ser interpretado como “valeu a pena”. Há muitas maneiras por que uma pessoa pode começar a aprender através da Alegria, da Prosperidade e do Prazer, em vez de Sofrimento, da Perda e da Dor.


Vamos passar a descrever duas das formas mais populares:


Os meios mais diretos de substituição da programação impressa pela vossa cultura são através da utilização da programação "contra si própria", por assim dizer. Em vez de pensarem que a vossa alegria seja algo a tirar ou a obter na vida, é sugerido que vocês a recebem ou criem. Por outras palavras: vocês podem convidar passivamente a alegria, e realmente reconhecer essa alegria quando ela se faz presente. Assim como podem criar activamente essa alegria, com a intenção de a compartilhar com pelo menos uma outra pessoa, por uma forma qualquer, de modo a desviarem a culpa. A chave está na consciência usada para experimentar esses momentos de alegria, se essa alegria for passivamente atraída ou ativamente criada.


Pergunta: Soa a recordação de si mesmo.


Resposta: Se optarem por a permitir passivamente, então poderá trazer-lhes um certo benefício criar o que veio a ser chamado de um Diário de Gratidão. Sem se forçarem a si mesmos, anotem pelo menos três coisas ao dia que realmente os tenha levado a sentir-se gratos por ter experimentado. Se vocês fizessem isso durante uma semana, vocês poderiam descobrir que uma enorme quantidade de Alegria seria mais facilmente extraída das vossas experiências. Se fizessem isso durante um mês, seria fácil passar a dispor da faculdade de perceber a alegria mesmo em meio ao pior dos cenários.


Pergunta: Perceber a alegria – mas será isso aprender?


Resposta: Se criarem alegria, poderão faze-lo numa menor escala; primeiro, convidem um amigo ou amiga para o cinema, para um café, para um passeio. Vão até ao cinema, ou vão tomar um café, dar um passeio. Nesses exemplos, reconheçam estar de uma forma qualquer a permitir que a vossa alegria emana de uma forma activa e vá afectar o mundo de uma forma positiva, em vez de por uma atitude defensiva.


Pergunta: Consideraríamos o acto de captar a alegria uma enorme experiência de aprendizagem. Para não dizer que nos faz sentir bem.


Resposta: Acreditam mesmo que devam cair de um penhasco como única maneira de desfrutarem da natureza? Acreditam mesmo que precisam ser agredidos para aprenderem acerca do amor?

Diríamos facilmente e com enorme validade, que muitos aprenderam a gostar da matemática sem ser preciso que isso seja um tormento; que muitos aprenderam a apreciar a natureza sem sofrer qualquer impacto corporal; que muitos aprenderam a apreciar o amor sem sofrer contusões.

O outro método de aprender a desfrutar a alegria é realmente apenas uma extensão da primeira sugestão: escolham isso.


Com isto queremos dizer que vocês sempre têm alternativa, sem exceção. Vocês podem extrair diversas dimensões de uma única experiência, e ele sempre poderá representar a vossa escolha para descobrir (permitir) a ALEGRIA. É por isso que é mais fácil permanecer com uma menor alegria, por os vossos planos permitirem extrair até mesmo os elementos mais ínfimos de alegria do pior dos cenários. Tal capacidade pode ser sedutora.


Pergunta: Como desfrutar de coisas ruins?


Resposta: Não é que vocês apreciem as "coisas ruins", mas sabem que podem extrair alegria delas, se necessário. Na maioria das vezes, essa extracção é mais um meio de cura do que um meio para a Alegria Verdadeira.


Muitos de vocês sabem que podem extrair a alegria do pior, de modo que se contentam com um certo nível de existência, por a poderem romantizar mais tarde.


A verdadeira alegria é escolhida, criada, ou PERMITIDA. Se acharem que estão a extrair alegria de um cenário ou experiência, então podem fazê-lo, mas escolham de novo, criem de novo, ou convidem algo diferente.


Não estamos a dizer, nem a insinuar tampouco, que vocês possam mover-se através do plano físico sem mordacidade, mas a afirmar que a dor, o sofrimento e a perda não são as únicas formas de aprendizagem. São ESCOLHAS.


O que não quer dizer que vocês escolham deliberadamente a dor, a perda, o sofrimento, mas se estiverem a experimentar esses estados, cada um apresenta sempre uma nova oportunidade de escolha. Se se sentirem sobrecarregados sem que nenhuma escolha possa aliviar esse sentimento, então escolham algo especialmente amável para vós próprios, como esperar, buscar ajuda, chamar um amigo, assistir ou ouvir algo inspirador. Qualquer coisa que lhes permita dar um passo atrás por um momento, recobrar alguma clareza e, em seguida, escolher de novo.

Não é meramente poético dizer: "Vocês estão aqui para aprender a escolher; e para escolher a forma de aprender." É verdade.



 DEPRESSÃO E ALEGRIA

Seríamos levados a descrever o movimento possível do estado de depressão até ao da alegria como tudo menos “um passo.” Precisam ter cautela quanto aos processos lineares conducentes a um fim, ou estado conclusivo e admitir mais um estado de progressão enquanto ciclo natural de experiência, por não se acharem isentos das dificuldades da depressão na vossa experiência de vida.

Não é necessário evitar ou “curar” a depressão nem tampouco buscar apenas o estado de alegria. O que tende a trazer completude à vida é a consciência daquele que são mesmo apesar de experimentarem essa flutuação de sentimentos. A depressão consiste apenas no apego a um estado do sentimento e na dentificação exclusiva com ele, em vez de se diferenciarem da experiência desse estado. Isso também representa igualmente uma verdade com relação à alegria. A alegria faz parte da vida, e não constitui um objectivo na vida. A depressão faz parte da vida, e não representa uma condenação.

À luz disso, o processo que descreveríamos seria um de desapego e de ampliação da consciência, em vez do de uma cura ou fuga de um estado de sentimento.




A melhor maneira de alcançarmos paz de espírito, felicidade e aprendizagem na vida por meio da alegria.

O objectivo de uma vivência baseada no amor é um que se destina a todo o ciclo da experiência deste plano, e não apenas a esta vida. Uma das formas por que poderão experimentar uma vivência sediada na alegria repousa no acalento de cada pequeno elemento do dia, o que decerto soa muito fácil, só que sugerimos que tentem isso por um dia tão só. O problema está em que os seres humanos tendam a supor que tudo quanto lhes sucede consista efectivamente num acto deliberado que lhes seja destinado. Considerem por um instante o incómodo que é dar por si imerso num fluxo de circulação lenta do tráfego automóvel quando se encontram atrasados para um compromisso.

É fácil apelar à calma e à noção de que seja como for não se alterará coisa nenhuma, e para não deixarem que a ira ou o ressentimento se intrometam. Isso, porém, jamais se afeiçoa empresa fácil. As angústias inerentes aos múltiplos elementos de um quadro desses são congregados a fim de soltar  os aspectos negativos a ponto de tornar demasiado árduo encontrar qualquer alegria que seja nisso. Nós compreendemos isso e sentimos simpatia. Não suponham que não tenhamos passado por experiências do género ao longo de uma multiplicidade de vidas variadíssimas vezes. Este é um pequeno exemplo do que poderá impedir que a alegria se evidencie na vida.

Mas, caso consigem ver através da Iiusão do momento e considerar e ter presentes os aspectos positivos, a alegria não deverá situar-se muito atrás.  Mas, dirão vocês, não era isso que tinha em mente. Sabemos disso; só que estamos a usar isto como trampolim para elementos mais vastos de uma vivência assente na alegria. Um treino por entre os níveis mais baixos da vida conduzi-los-á por entre as partes mais árduas em que a alegria se evidencia mesmo em menor escala. Tal cmo permitir que a criança decida usar uma blusa verde ou outra azul o prepara para uma maior faculdade de proceder a escolhas exigentes mais tarde na vida, também o trata das pequenas irritações inerentes ao viver diário lhes exercita a capacidade de manter o equilíbrio e de darem por vós numa posição equilibrada. Esse é o prerequisito prévio para uma vivência com base na alegria:  equilíbrio. Sem ele, ela não chega a ser experimentada. 

Tradução: Amadeu António

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