sexta-feira, 3 de abril de 2015

TEMPOS DE TRANSIÇÃO





A transição acha-se sobre vós, como quem diz. O vosso mundo está em mudança e a maioria das pessoas anda a interrogar-se sobre como experimentá-la, sobre como trabalhar com ela, como poderei fazer com que a minha vida funcione?"

A questão a reconhecer nisso é que não está a suceder nada de que devam ter receio - para além de vós próprios; se tiverem receio de vós próprios então não conseguirão ser bem-sucedidos em coisa nenhuma. Precisam acreditar em vós e na capacidade que têm de avançar de um espaço para outro.

Recordem que a mudança se acha sobre vós, e não só externamente como internamente. Se reconhecerem que, enquanto pessoa possuem múltiplos níveis e que possuem vários níveis de oportunidade para mudar, reconhecerem que precisam mudar a todos os níveis e não somente a um, ou por outras palavras, poderão mudar de emprego, mas se não mudarem de atitude poderão vir a deparar-se com os mesmos problemas com que se tenham deparado no anterior. Podem alterar muita coisa na vida, mas se não as mudarem no ciclo completo do vosso ser, não irão ser bem-sucedidos no avanço rumo a uma situação esplêndida. Precisarão aprender a gostar de vós.

Vamos tratar da mudança de certas coisas de ordem universal, colectiva e individual. Vamos deixá-los cientes de como trabalhar com a mudança, à medida que avançam, porque se não souberem como trabalhar com a mudança, estragarão tudo, segundo os termos que utilizam no vosso mundo - já que me estou a humanizar bastante, não é?

Antes de mais, o vosso universo constitui uma grelha. Quando se deu a criação -  e não importa no que creiam acerca do modo como tenha ocorrido - também foi programada no sentido de um contínuo sucesso. Por isso, não existem energias pessoais no vosso universo que apresentem forças de mudança que mantenham coisas de ordem não pessoal - coisas de ordem não pessoal inerentes à vossa natureza, ao vosso cosmos, ao espaço, às estruturas planetárias, essas coisas de ordem não pessoal que fazem parte da tapeçaria da grelha para a continuação do vosso universo. Precisaria usar o termo "universo" no plural, por existir mais do que um.

Desde o instante em que o sopro de vida lhes é instilado na alma que se encontram num processo de evolução, que significa o crescimento e a experiência que obtêm das esplêndidas capacidades que têm. E assim, se grande parte da grelha do universo se acha em evolução, também vocês se acham, em companhia e em conjugação com o universo. Assim, não atacam isso sozinhos mas trabalham com os poderes do universo que existem para lhes prestar assistência nos novos espaços e mudança que a vossa estrutura sofre.

Portanto, neste momento possuem no vosso mundo leis universais que se sobrepõem à lei cultural e social, de modo que poderão porventura escapar a qualquer coisa no âmbito da vossa lei cultural, mas no da lei universal não escaparão. E da lei da causa e efeito procedem os vossos padrões cármicos, que dizem que exercitar numa vida ou da forma para que estejam endereçados. E assim, precisam dizer: "Eu o articularei isso," sem qualquer desejo de a combater, e deixar que surja.

Se reconhecerem que tudo possui um ritmo e uma vibração, entenderão que neste compartimento existe uma multiplicidade de energias em vibração - porque todos se encontram a vibrar no seu próprio ritmo de evolução, mas também ao ritmo de evolução do universo - e que nessa estrutura se encontram a vibrar a um ritmo que equivale ao padrão da vossa fluência. A natureza possui as suas estações e as suas marés, toda a gente se encontra sujeita à lei do ritmo. Assim, quando surge a altura do impulso evolucionário, aquilo a que chamam "eras" é usado como ritmo, de modo que a cada 2600 anos têm um novo impulso evolutivo, e por essa altura as energias do universo sofrem uma mudança de modo a enquadrar-se no novo padrão da evolução dessa era.

Para alguns de vós aquilo que estou a dizer soa a repetição, já para outros não, por isso tomo a liberdade de incluir isso nesta sessão particular. Quando uma era sofre uma mudança, também vocês sofrem. O prenúncio de uma era trás mudanças nas atitudes sociais, e com base nisso, o começo do desejo de entrarem num ritmo diferente de energia e daquelas coisas que a energia trás. No décimo segundo ano de cada era a espiral evolutiva dessa era é lançada, e quando isso sucede, o homem sente a pressão e o movimento de uma forma potente. 1988 foi o décimo segundo ano da Era de Aquário, de modo que, na época da Era de Aquário foram colocados no impulso evolutivo dessas eras. Assim, em pleno Verão do ano transato começaram a sofrer a pressão, começaram a sentir a energia, a necessidade de mudança, a necessidade de avançar em frente, e a partir disso, chegaram a alcançar uma certa compreensão acerca do poder do universo.

Não existe uma única pessoa nesta sala que não se encontre sob o poder da mudança, ou que não esteja a passar por uma mudança, seja nos negócios, nas relações, na saúde, tudo. Num aspecto qualquer da sua vida estarão a fazer frente ao movimento e à mudança. Por isso lhes digo para não combaterem essas forças mas para se unirem a elas. Não se permitam entrar em guerra convosco próprios, por isso constituir o curso natural das coisas.

Passaram da Era de Peixes baseada no quadrado, que foi a era da estrutura e da forma rígidas, a era em que dispunham de um Deus exterior, qualquer que ele fosse, e em que esperavam que as pessoas lhes dissessem o que fazer, e aprisionaram-se nessa energia. E agora entram numa energia baseada no círculo, círculo esse que representa o espírito e o curso; essa é a lição desta era. Assim, não se apresenta qualquer rigidez no sentido da pressão externa mas das pressões internas. Vós criais a vossa própria rigidez, vós criais a vossa própria lei, e agora o poder foi-lhes passado no sentido do Deus, por sempre terem esperado que alguém que se encontrava no céu lhes dissesse o que fazer, e agora aceitarem que Deus se encontra dentro de vós e que o poder que se encontra em vós irá liderar e guiá-los. Não é diferente, com a excepção de lhes ter sido passado internamente nesta era. Estão finalmente a obter a noção de que poderão ter algum valor (riso) entendem? A era do mea culpa já passou. A era do eu não sou digno já passou. A era que diz dentro de mim existe algo maravilhoso a ser expressado e partilhado chegou. Essa é a era da fraternidade. E se a fraternidade constitui o enfoque desta era, compreenderão por que razão a espiral que foi lançada terá por ciclo inicial a confiança.

Cada um de vocês estais a ser forçados de uma forma qualquer a confiar no invisível. Sentem a pressão, sentem o movimento, sabem que algo está a suceder mas não conseguem ver para onde se encaminha, e precisam confiar que venha a dar bem. Se não aprenderem a lição, se não aceitarem essa confiança, encontrarão imensa infelicidade, por virem a batalhar convosco próprios durante todo o percurso. Mas quando aceitarem que faz parte de um processo natural de uma corrente não pessoal a que estão a aceder e a utilizar pelo melhor que conseguem na situação em que se encontram, nesse caso, fluirão com a corrente e desfrutarão dos movimentos. E sairão muito à frente no jogo, por assim dizer.

Recordem que nada pode permanecer o mesmo. Tudo precisa mudar, e novas perspectivas devem suceder. Ora bem, se se encontrarem numa situação negativa isso deixá-los-á assustados, por a mudança poder ser uma coisa estupenda. Se for nos relacionamentos que a mudança ocorra poderá ser uma mudança para uma relação mais duradoura e bela e espiritual. Porque terão que pensar: “Ai meu Deus…!” Lembrem-se que o medo constituiu o instrumento de ensino da Era de Peixes: “Deus apanhar-te-á caso não tenhas cuidado.” (Riso) Contudo, o instrumento de ensino da Era de Aquário é o amor – amor não baseado no sexo mas baseado na realidade do amor que é partilha e afeto, e umas jogadas sexuais por diversão (riso).

Ouço muita vez dizerem: “Fizemos amor.” Mas não fizeram amor, fizeram sexo. Talvez tivessem feito amor antes de fazerem sexo, mas por vezes não está presente. O amor constitui a energia mais poderosa do universo, e superará todas as coisas. Agora, o problema está em que nem supera as coisas que pensam que devia, mas é aí que ficam em apuros por possuírem um ego e uma personalidade que diz precisar ser ao vosso jeito ou então não resultará. E assim muitas vezes bloqueiam a vós próprios estupendas oportunidades e experiências por terem as viseiras nos olhos, e essas viseiras lhes indicarem o caminho em frente unicamente e não para a direita nem para a esquerda, e dizerem que se não funcionar da forma que tenham predeterminado, então não resultará correctamente e não servirá de todo.

Assim, se sentirem esse movimento, essa necessidade de mudança, vão em frente. Experimentem-na; descubram o que a mudança poderá significar para vós. Não quererá dizer que, se sempre tiverem padecido de enfermidade, tenham que padecer. Essa é uma energia estupenda para dizerem que se vão livrar disso: "Agora vou alterar a atitude que uso," escutem o termo atitude - "vou alterar a atitude que tenho, a abordagem que emprego, vou encarar a vida um pouco diferente e a partir daí vou produzir a mudança perfeita que se me adequar.

Vejamos o que o universo está a fazer. O universo está a fazer o "seu trabalho," conforme vocês dizem no vosso mundo, e quando o universo faz o seu trabalho toda a gente presta atenção. Não será esse um anúncio publicitário que utilizam no vosso mundo? (Riso) Quando alguém fala toda a gente escuta? Pois quando o universo se pronuncia, vocês prestam atenção.

Quando falo convosco, espero que o compreendam, ambos aprendemos e crescemos juntos, porquanto muito embora eu seja do grupo dos serafins, encontro-me ainda assim num processo de aprendizagem, à semelhança de vocês. E assim, por meio da interacção que tenho convosco aprendo acerca do género humano, de forma a descobrir o que os faz funcionar na forma humana. Na forma espiritual, já eu sei o que os leva a funcionar! Por isso, é disso que estamos aqui a tratar. A esta altura alguém terá alguma pergunta a fazer acerca do que estivemos a debater até agora?

Pergunta: Tenho uma forte sensação de movimento e de mudança mas tenho conseguido ir em frente, e feito os deveres que têm surgido sem cair no resultado final resultante de os ter feito. Disse na brincadeira que avanço com base numa fé cega, mas na realidade vejo que avanço com base numa confiança interior...

Julian: Tu avanças com base numa confiança interior. Lembra-te... Bom, ela disse que sentiu estas mudanças e que tem avançado juntamente com elas e que descobrira que o fazia com base numa fé cega, quando na realidade percebe que o faz com base numa confiança interior. A fé cega e a confiança interior acham-se relacionadas. A espiral da confiança na espiral evolutiva constitui um acto de fé, porquanto confiar seja no que for constitui um acto de fé. Por isso pronunciaste dois termos que andam de mão dada.

É tempo do homem percebe ser cocriador de tudo quanto existe. Por isso, sempre que as coisas correrem da forma que correm na vossa vida, precisam deter-se e dizer: Que tenho eu andado a fazer para produzir isto? Que negatividade tenho andado a emitir, que tipo de atitude tenho tido em relação ao que quer que eu pretenda? As pessoas andam por aí pela vida a dizer: "Desejo de todo o coração..." algo, seja o que for. E nunca chegam a fazer nada a respeito disso. De modo que lá por volta dos noventa e dois morrem - coisa a que na realidade chamamos renascer no nosso mundo - a dizer: "Eu sempre desejei ter, eu sempre desejei ter..." Sem que jamais tenham feito qualquer movimento nesse sentido, por o terem encarado como coisa externa que lhes seria suposto ser decretada e fornecida. Mas se quiserem algo melhor o melhor será que façam um movimento no sentido disso.

Afortunadamente essa será uma premissa que terá cabimento na vossa lei cultural, não é? Se quiserem ganhar dinheiro precisam aprender uma profissão ou obtêm uma carreira, pois não subscrevemos propriamente assaltar um banco. Também poderão fazer isso, não é? Mas será o vosso livre-arbítrio que lhes permitirá tal coisa. Só que precisam ter em mente que, pela lei da causa e do efeito, isso sempre volta a vós. Assim, quando se julgam espertos e enganam alguém, ficarão a saber que ao longo da vossa vida, quando mais quiserem que não lhes aconteça, serão enganados por uma forma qualquer. Por conseguinte isso representa um boomerang eficiente, porque sempre volta à capoeira.

Agora, questionam-se acerca da forma como haverão de confiar. Aprendem a ter confiança ganhando confiança nas pequenas coisas; tendo a coragem, conforme dizem na vossa gíria, um termo bem explícito, não? Tendo a força de ir ao encontro, de alcançar e de empreender alguma coisa por diminuta que seja.

Entrar num compartimento e cumprimentar toda a gente e apresentar-se pode representar uma certa coragem para certa gente, porém descobrirão que da próxima vez que o quiserem fazer se tornará mais fácil. A confiança tem lugar gota a gota até que (...) se forme. De modo que não precisarão dizer que vão confiar em tudo. Exactamente neste momento será óptimo que pudessem. Mas por vezes precisam chegar e dizer: "Deixa-me praticá-la, por pequenos incrementos." Alguém chega cinco minutos atrasado: "Confiar em quem chega permanentemente atrasado, e vai-nos fazer atrasar-nos bla, bla, bla..." Porque não confiar que chegue atrasado por uma razão qualquer válida? A razão válida poderá ser a segurança própria preservada na estrada, e dispor-se a confiar que vão chegar onde querem na altura apropriada. Essa é uma razão insignificante, só que estabelece o padrão para as subsequentes., entendem?

Quando se habituam a que toda a gente lhes diga o que fazer, e se acomodam a não pensar no que realmente quererão fazer, irão ficar com uma meia confiança amarga, por se negarem a vocês próprios. O Caminho para o Céu, por assim dizer, não é pavimentado deitando-nos para ser pisado, mas é pavimentado sendo suficientemente fortes para aquele que somos, seja por que propósito for. Precisam ser aquilo que representam internamente e não uma fachada. Não importa que usem o cabelo cumprido ou curto, não importa que tenham dinheiro ou não - nada disso importa. o que importa é que estarão a ser verdadeiros para convosco próprios.

O que têm que reconhecer é que possuem um ego que muita vez se intromete no vosso caminho e que lhes causa imensos problemas. Se conseguirem separar-se desse ego e lidar com a realidade de vós próprios, não padecerão desses problemas. A maioria das pessoas no vosso universo representa, representam papéis. Representam a dança e o ritual inerente à dança, seja em função da peça que for que representem. E tais papéis consistem no que alguém mais disser que é correcto. Alguém diz que este ano se usa o azul; suponham que apreciam o vermelho - precisarão ocultá-lo por debaixo do casaco? Entendem o que estou a dizer? Precisam interrogar-se do quanto estarão a representar, e quanto disso será a vossa realidade. Porque o sucesso, meus amigos, não está ligado a uma única coisa; está relacionada com todas as vossas facetas, assim como às facetas dos outros, entendem? Assim, precisam compreender que a vossa realidade poderá não querer que façam as coisas que fazem, e a única forma porque continuam a representar papéis deve-se a que não entrem em contacto com a vossa realidade, e que não deixem que a vossa realidade fale por vós.

As pessoas representam papéis na vida a fim de se protegerem. Caso temam ser um sucesso na área, tornar-se-ão alguma outra coisa, uma de duas coisas: ou se tornam num buldózer, que diz que obterá o sucesso às custas seja de quem for, ou dirão não querer o sucesso, por se destinar às pessoas dotadas de uma outra natureza, e recusam ter sucesso. Pensam que as pessoas não fazem isso a si mesmas? Fazem, sim. Por temerem que o seu sucesso possa não estar à altura dos critérios de alguém mais, optam por não ter qualquer sucesso. E isso não sucede apenas nos negócios: acontece nos relacionamentos, na área da saúde, em muitas coisas.

A área da saúde representa o bode expiatório; se não estiverem bem, ninguém os levará a fazer seja o que for. É tão grave quanto o álcool e as drogas, não? Utilizam-nas como bode expiatório para não terem que procurar coisa nenhuma. Mas a questão a perceber é a seguinte: Sabem que são seres formidáveis? São seres luminosos... podia atribuir-lhes as estrelas todas, para as empunharem, percebem? Por o serem. Mas ao longo do percurso, passaram por 2600 anos a dar ouvidos a preceitos e a pensar que fosse o que deviam fazer, o papel que representariam. Mas tal não era necessário, por se assemelhar a ser atingido no lado do crânio às duas por três. Obtenham a sua atenção, certo?

Pelo menos passaram de múltiplas expressões de Deus para uma única expressão de Deus; essa foi uma das coisas que sucedeu nessa era. Deixaram de comer carne crua e começaram a cozinhá-la. mas conseguiram coisas estupendas nessa era. Não foi uma era má, não a classificamos desse modo, mas precisam considerar a dicotomia existente em ambas as situações.

As crianças nascidas hoje não vão ter esse problema, por não abrirem mão dos sentidos espirituais com que nasceram. Vão dar ouvidos ao Eu interno ao longo do percurso, e se olharem para um bebé qualquer que tenha nascido nos últimos treze anos - por nos encontrarmos no décimo terceiro ano - verão que não são propriamente criancinhas. Têm que passar pelo estágio do crescimento, sem dúvida, mas são gente realmente bastante sábia. E assim, aquilo que estão a aprender é esquecer aquilo para que tenham sido programados antes e assumir aquilo por que acataram responsabilidade. E vós acatais responsabilidade por tudo na vossa vida, quer o percebam ou não.

Quantos de vós dirão não conseguir soletrar? Que estão a fazer com respeito a isso?

Resposta: A comprar muitos diccionários e a espalhá-los pela casa toda.

Óptimo. Estupendo. Isso pode ser  muito divertido. (Riso)

Comentário: (Inaudível)

Somente por causa da tua atitude. Livra-te dessa velha atitude e diz: "Isso pode ser divertido."

Pergunta: Saber que consigo pronunciar a palavra, por achar que posso...?

Todas as coisas que tiveres alguma vez lido, visto ou ouvido acha-se registado no teu subconsciente, e registado permanentemente.

Pergunta: Julian, isso prevalecerá somente em relação a esta vida ou a todas as vidas?

Todas as vidas. mas deixa que te diga o seguinte: A vida que mais importância tem para vós é aquela em que se encontram. Demasiada gente gasta o tempo a querer saber por onde tenha andado e quem tenha sido e nunca chega a fazer nada em relação ao que têm e àqueles que são. Por isso precisam ter em mente que o dia mais importante na vossa dia é o dia em que se encontram. E a hora do dia que mais importância tem é a hora em que se encontram, por essa hora, esse momento, esse segundo pode alterar a vida inteira.

Aquilo que aqui pretendemos dizer é vocês vão ter que assumir o comando; mas isso não quer dizer assumir o comando de chicote na mão. Por ter assistido às pessoas a contemplar o umbigo toda a sua vida sem ver mais nada no mundo. E isso é tão desequilibrado quanto alguém que jamais se preocupa por ficar em silêncio consigo próprio. Quando se acham sozinhos convosco próprios, quando estão quietos em vós próprios acham-se em contacto com a mente supra-consciente, que é a mente do vosso espírito, e nesse contacto libertam tudo de quanto fazem ideia. É quando se capacitam a compreender outras porções do vosso ser. E vocês vão ter que enfrentar o facto, meus amigos, de que neste exacto momento, vão ter que largar mão de muitas coisas - atitudes, hábitos, sistemas de crenças, etc. Não porque lhes estejam a ser tirados, mas por ser altura de se expandirem, mais ninguém senão vós.

Assim, vão descobrir que todas as coisas que tinham muito sentido para vós, subitamente não têm o mesmo sentido, e de repente não mais os governam. Por isso, precisam dizer: "Muito bem, eu esqueço isso, e quando o conseguir, ver-me-ei habilitado a ver o que de novo haverá para mim." Por estarem a mudar. Se estiverem vivos - e vocês estão vivos - se estão vivos estão em mudança, pelo que as mesmas coisas não podem ter o mesmo significado para vós. Desenvolvem-se nos relacionamentos, desenvolvem-se nos negócios, desenvolvem-se no campo da vossa saúde. E a primeira coisa que têm que esquecer é que a certa idade começam a degenerar. (Riso) Esta é difícil, por constituir mais uma evasiva. Mas permitam-se ser o melhor e mais esplendoroso ser que são em qualquer altura e no momento em que se encontram.

Pergunta: Eu queria saber como educar crianças que não são da nova era; eu tenho um com quinze anos e outro com dezanove e eu gostava da saber como guiá-los por estes princípios.

Antes de mais, precisas compreender que eles não se acham tão apegados à Era de Peixes conforme tu estás, por terem tido menos tempo nela. Quantos mais anos tiverem tido na Era de Peixes mais difícil será abrir mão dos velhos conceitos. Vocês podem pensar que estão a abandoná-los mas podem permanecer tão rígidos por dentro como se tivessem agarrado fortemente a eles. Em tudo quanto sucede precisam examinar as energias que estão a ser trocadas, e o propósito que se ache por detrás dessa troca. É por isso que em determinado momento é mais fácil ser flexível e noutras alturas já não. Ou seja, não podem adoptar a mesma rigidez que tinham quando eram da mesma idade.

Comentário: Eu tive uma maior flexibilidade na educação que dei do que ela na dela...

Mas isso não quer dizer que os incentivem a andar no meio do tráfego; não é disso que estamos a falar. Aquilo que estamos a dizer é para perceberem que tudo ao vosso redor sofreu mudança, de modo que há novos conceitos com respeito à forma de abordarem qualquer coisa. Mas isso afecta muita coisa: afecta a economia - que debateremos um pouco mais esta tarde - o nível económico da vossa sociedade faz uma enorme diferença, o impulso educativo da vossa sociedade, etc. Mas entende que a educação periodicamente sofre mudanças, que podem ter um ritmo de vinte e cinco anos. Assim, a educação superior pode representar o mais elevado ímpeto do mundo por vinte e cinco anos e de repente pode passar a ser o impulso para os negócios, e subsequentemente voltar a representar o impulso para a educação de novo. Isso mantém o equilíbrio, entendem, porque não importa o cérebro que tenham, se não souberem montar o encanamento isso não os levará a sentir-se muito satisfeitos. E vice-versa. De modo que há um ritmo até mesmo nessas coisas.

Pergunta: (Inaudível)

Neste momento encontram-se no estágio inicial da nova expansão; encontram-se no primeiro impulso do novo processo evolutivo pessoal. Agora, o que está a suceder no vosso mundo, digamos, quanto ao impulso educativo, é que estão a passar para um período em que irão reverter o processo que foi produzido. Tudo se acha em movimento; tudo se move para a frente e para trás, por acção da lei universal, por isso o impulso educativo de congregar toda a gente num local irá começar a ser substituído por sistemas educativos de menores dimensões mais frequentemente localizados pelas vossas áreas. Todo o vosso sistema educativo do vosso mundo irá passar por um muito estranho - poderá parecer estranho, pelo menos - mas uma mudança muito eficaz, tal como o vosso governo, etc. Por haver coisas que têm que estar igualmente em movimento e em mudança.

Pergunta: Julian, uma pergunta com respeito a algo que disseste antes com relação à atenção para com a mudança, ou pelo menos com a sintonização com a pergunta. A pergunta é se será melhor buscar a voz interior dentro de vós, seja a intuição, seja a nossa consciência a transmitir-nos algo, por eu sentir que ao longo dos anos tenho dado atenção à voz interior e achar que me tem vindo a guardar de uma forma precisa na direcção correcta, e queria saber se será essa a mudança que estará a ocorrer.

É nisso que é suposto ser. Entende o seguinte: Quando prestas atenção a essa voz interior da intuição, estás a dar atenção à conexão que estabeleces com o “quadro eléctrico” de Deus. Esse é o ponto da luz em ti. Assim, quando escutas essa voz superior, não poderás ser induzido em erro; conquanto não lhe tentes dar ordens. Por outras palavras, tens realmente que dar atenção, porque quando realmente prestas atenção à voz interior, muitas das coisas que ouvirás poderão não ser o que queres ouvir. Mas se lhe deres atenção ela conduzir-te-á a tudo quanto for correcto e perfeito para ti.

Comentário: Só realçar uma questão. Abandonar o medo constitui a coisa mais importante, por o medo produzir (…)

Gostaria que cada um de vocês começasse o vosso dia dizendo “Eu sou um ser divino, eu sou a luz divina e sou conduzido pela luz divina, pelo que não tenho medo.” Todos os dias. E a seguir olhem-se ao espelho e digam: “Tu és o meu o melhor amigo,” e que tenham um dia perfeito. O medo constitui a negatividade mais cruel à face da Terra. Ora bem, precisam entender que têm todos os vossos sentidos (…) guiar-te, de modo que quando o medo surge por uma primeira vez, constitui uma coisa normal, mas depois precisam arredá-lo e não deixar que exerça poder sobre vós. Por outras palavras, se disserem: “Tenho receio de descer essa rua,” indaguem do porquê. Mas talvez isso seja a vossa natureza interior a dizer: “Esse não é sítio em que devas andar por ora.” Mas depois não devem deixar que se torne numa coisa generalizada que os leve a ter receio de percorrer qualquer rua.

O medo constitui uma expressão de insegurança, pelo que precisam dizer: “Muito bem, por que razão sinto insegurança? Que é que vou fazer com respeito a isso?” Assim que o fizerem, então irão ser capazes de deter o teste do medo. Em cada um de vós há quatro pilares de energia: amor, riso, aceitação e movimento. E vocês utilizam-nas todos os dias da vossa vida. Ao representar o poder mais forte no universo, o amor confere-lhes coragem, fortalece-os e apoia-os. O riso rompe com padrões de energia e faculta-lhes novas perspectivas. Sucede alguma coisa e toda a gente se sente nervoso, e que é que faz? Dão risadas; rompem com a energia de modo que surja uma nova perspectiva. A aceitação expulsa o medo. Enquanto lutarem com algo não existente, não conseguirão fazer nada, estão em guerra consigo próprios. Mas assim que aceitarem a situação, terão o poder para a alterar. Assim, aceitando que essa seja a maneira de ser, concedem a vós próprios o poder de mudar. E assim podem entrar no movimento, mas quando entram no movimento da mudança fazem-no com coragem, com uma nova perspectiva e ausência de medo. Assim, tirem um momento para inspirarem e expirarem com essas coisas na vossa vida a cada dia, e não receiem rir.

Transcrição e tradução de Amadeu António

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