sexta-feira, 3 de abril de 2015

A ERA DE AQUÁRIO





Boa noite. Sinto-me imensamente satisfeito com a vossa presença e venho trazer-lhes, esta noite, informação relativa àquilo que todos se acham a experimentar nesta altura.
Já ouviram falar de muita coisa no vosso mundo, acerca da mudança, e acerca do que se está a passar no vosso mundo e do que vai suceder com base nas profecias feitas há muitíssimos anos. E a primeira coisa que gostaria de lhes dizer é que toda a profecia é feita no sentido de incutir mudança no homem. O propósito de uma profecia é tal que as energias possam ser usadas e marquem uma diferença, caso o homem utilize efectivamente o poder que lhe foi concedido. Não é para que fiquem sentados à espera que ocorra.
Se alguém lhes dissesse que iam ter um acidente, tratariam de conduzir com mais cuidado. O mesmo acontece quando alguém afirma que o vosso mundo vai terminar, por começarem a tomar um pouco mais de cuidado dele de forma que não acabe. Por isso, não permitam que os alarmistas os apanhem. Vocês encontram-se em mudança e estão a passar por um transformação estupenda, tanto em vós próprios como no vosso universo. Mas não tem que ver com o término do homem mas a sua proclamação.
Neste ano que passou todos terão sentido dentro de si desassossego, pressão, movimentação, mas ainda assim não conseguiram perceber para onde tal movimento os estaria a conduzir, e assim tornou-se num factor do desconhecido que se tornou inquietante. Creio que no vosso mundo chamam a isso apreensão, não é? Deixou-os apreensivos e inquietos, e uma das razões para tanto deve-se a que, nesta altura do tempo, nada deva poder permanecer igual ao que era. Tudo deverá mudar e uma nova perspectiva deverá resultar. E isso quer dizer em vós, por representarem o universo. O que proceder de vocês tornar-se-á na vossa realidade e no vosso universo. Se não o experimentassem no ramo dos negócios experimentariam no da saúde ou no dos relacionamentos, mas de alguma maneira, sentiram a necessidade de serem diferentes, de ir mais além do que tinham ido antes. Alguns, sem a menor ideia do que pudesse envolver e outros sem saberem de todo o que poderia envolver, mas cientes unicamente de uma pressão interior. E isso deve-se a esta altura no tempo.
Neste exacto momento do tempo estão a passar pela experiência de várias coisas; estão a experimentar a energia do que chamam de Nova Era, a Era de Aquário. Estão a passar da Era de Peixes, que esteve baseada no quadrado, e que foi regida por uma rígida estruturada e forma rígidas; regida por uma lei rígida, por uma doutrina rígida, marcada por um Deus exterior e pelo medo como instrumento de ensino: “Se não tiverem cuidado, Deus puni-los-á.” Por ter sido a era da disciplina e da concentração.
Todas as eras, cada era que subentende 2600 anos de duração, constitui mais um passo evolutivo para o homem, e assim numa época de concentração e de disciplina era-lhes dito por agentes externos o que fazer em todos os sentidos. E agora encontram-se no décimo terceiro ano de uma era que se baseia no círculo – espírito e corrente. Trata-se de uma era que transmite o poder internamente e em que buscam o Deus interior em vez do Deus exterior, de modo que obtêm orientação mais dentro de si mesmos do que de fora. Isso por si só já constitui uma mudança significativa, porque treze anos é como é quase como segurar-se-pelas unhas no rebordo da encosta. Porque 2600 anos, conforme medem o tempo, significam imenso tempo. Assim é muito difícil e muitos de vocês acham-se num tipo complicado de situação, em parte por ainda estarem a tentar viver a vossa vida pelas doutrinas de uma outra era e pelo que cultivaram nessa era. Mas nesta presente era precisam abrir mão de parte disso por não mais os ajudar a chegar onde querem chegar. Ora bem, isso já representa quanto baste para que alguém o possa experimentar, porque a acrescentar a isso, encontram-se a vibrar no ritmo mais elevado que alguma vez vibraram desde o começo dos tempos. Sentem como se todo o vosso corpo não se encontrasse em sincronização, conforme dizem, e sentem-se como se não estivessem bem aparentados.
E como se isso não bastasse, também estão a passar pelo lançamento da espiral para esta era. No décimo segundo ano de uma era a espiral da evolução para essa era é lançada, e a primeira volta dessa espiral é a da confiança. Por esta ser uma era de fraternidade, e não poder existir nenhuma fraternidade sem confiança. Assim, estão todos a ser pressionados no sentido de confiarem numa quantidade desconhecida. Estão a ser impelidos a confiar naquilo que não conseguem ver. Conseguem perceber a sensação de movimento, mas não conseguem perceber para onde se encaminha e precisam confiar que os conduz para onde estão destinados. Isso faz parte do processo evolutivo.
Assim, aceitam uma vibração superior, fatos reconhecidos e recentemente investigados acerca da evolução e mudanças terrenas, e depois apenas para colocarem uma cobertura no bolo situa-se numa mudança de um ciclo de três mil anos, o que significa que a própria crosta terrestre se encontra em mudança. E haverá outros planetas que estarão a preparar a mesma coisa, por ser universal e não abranger apenas o vosso mundo. De modo que conseguirão entender a razão por que se sentem um pouco inquietos. Mas o que tudo isso tem de estupendo é que estão a chegar cada vez mais a uma plena realização de vós próprios, assim como a uma plena percepção do facto de que possuem a capacidade de conhecer, a capacidade de se conduzir e de se resguardarem.
Nesta era vão aprender a confiar em vós próprios, e pelo que já me foi facultado observar, essa é a coisa mais difícil de confiar do mundo. Quando têm uma ideia dirão que se trata de uma excelente ideia? Não, vão contar aos amigos. E se também eles disserem tratar-se de uma boa ideia, então tudo bem. “Mas como não o confirmaram, então tenho que questionar se será boa ideia.” Meus amigos, confiem em vocês, porque são dignos de confiança, está bem? Deem ouvidos ao eu interior e deixem-se conduzir por ele.
(Dão-lhe água a beber, e Julian diz, em tom de gozação, que já tem de que se gabar, por ter aprendido a faze-lo. Acrescenta que apesar de não ter utilizado o “instrumento” em outras vidas, esta foi a primeira vida em que utilizou o mesmo com pleno controlo, ou de “corpo inteiro,” mas que ainda tinha que aprender como utilizar o volume corporal no seu todo, razão porque a plateia podia testemunhar como também ele aprendia com eles, porquanto a permanência (esporádica) na forma física melhor o deixava qualificado na compreensão das reacções físicas que temos e melhor qualificado se encontraria para nos ajudar, o que traduzia a “função” que tinha assumido neste mundo.)
Ora bem, quando funcionam no vosso mundo, fazem-no com base numa tripla espiral. A espiral do universo, que não possui carácter pessoal, é responsável pela evolução de todas as coisas não pessoais – pela natureza, pelo vosso cosmos, pelo espaço, pela estrutura planetária – tudo isso tem assento na espiral do universo. A espiral intermédia, constitui a espiral do Homem colectivo, e o homem colectivo é responsável pela evolução das artes e das ciências, da medicina, etc. A espiral central é a espiral do homem individual, a qual é responsável pela evolução da ideia rumo à actividade colectiva, que se torna universal. E se pensarem em como qualquer coisa tem início, verão que uma pessoa tem uma ideia, a seguir ao que a vai expor aos outros, se entusiasmam com ela, forma um grupo, e aquilo de que a seguir tem consciência está a pô-la em acção, e o que quer que ponha em movimento cresce dotado de um maior poder, até chegar verdadeiramente a afectar a comunidade e os demais, e vê-se então a entrar no domínio universal, por as acções que cometem ficarem registadas no “banco” universal e trasbordarem uma vez mais para o universo a fim de dar origem a condições do âmbito universal.
Assim, podem ver que possuem um imenso poder, por aquilo que suceder convosco suceder igualmente com o universo, por em vós se encontrar o universo. Por conseguinte, toda a vez que se elevarem a vocês próprios, estão a elevar o universo. E conquanto isso pareça muito rebuscado e improvável, garanto-lhes ser uma verdade. Pelo amor de Deus, percebam o poder que possuem, e percebam que centrar-se em si mesmo constitui o gesto mais nobre e mais magnífico que poderão fazer pelo universo, exactamente neste ponto do tempo.
Sempre que uma espiral evolutiva é lançada, o ano que lhe seguir será um ano de expansão, e desse modo este décimo terceiro ano, o ano de 1989, constitui um ano de expansão, o que significa que sempre terão tido um período em que poderão expandir-se, crescer, projectar, e trazer à vossa vida aqueles objectivos que terão almejado, por ser este o ano. Por outras palavras, o universo apoia-os naquilo que tentam. Por isso, não tenham medo de trabalhar com ele, certo? Isso torna-se-lhes demasiado importante.
Agora, parecerá que lhes tenha dito muito que isso repousa em vós, o que é verdade, só que não quer dizer que deva constituir uma sobrecarga, mas um esclarecimento que os habilite a avançar em frente rumo a coisas mais grandiosas, rumo a uma maior expansão. Os vossos factores de sensibilização (consciência) aumentarão enormemente durante este ano, o que representa uma razão adicional para serem muito sensíveis, porque quanto mais poder obtiverem, mais rapidamente o poderão manifestar. É bom saber que manifestam as coisas centrando-se nelas, por não ser lá muito divertido manifestar coisas em que não se centrem muito, certo? A meditação constitui a chave para toda a consciencialização, e eu recomendo vivamente que meditem numa base diária, por representar o centrar-se, por representar o período em que ficam a sós convosco próprios. E quando chegam a ficar a sós convosco próprios, é quando realmente chegam a conhecer-se e a descobrir que não são meio ruins.
É-me dado ver uma enorme tendência para a contemplação, no vosso mundo, introspecção, mas infelizmente todos a abordam como se estivessem a dissecar um sapo. Não é suposto abordá-la de forma a saírem retalhados em pedaços, mas ela destina-se a ser abordada no sentido de averiguarem o que lhes esteja a causar um bloqueio, o que os esteja a deter, e se estarão dispostos a abrir mão disso. Porque nada – Nada! – poderá interferir com o vosso livre-arbítrio; isso constitui a dádiva que Deus lhes concedeu e Ele não rescinde dessa dádiva. Por isso, não obstante poder ser elevada a força espiritual com que estejam a operar, não os poderão coagir, a menos que queiram ser coagidos. Portanto, são dotados do direito de aceitar ou de rejeitar, e isso inclui a vocês próprios. Mas será muito mais divertido aceitarem-se.
Se atravessarem a vida fingindo que algo não esteja presente, não conseguirão mudar seja o que for. Por não poderem mudar algo que não tenham em vós; precisam aceitar o facto de existir em vós – só então o poderão alterar, por o mudarem de um espaço para outro, ou transformarem. Só que não se transformar o que não tem existência! Por isso, não receiem dizer: “Tenho um temperamento péssimo.” Não será agradável notar isso temporariamente? Mas assim que descobrirem a raiz da insegurança que lhes motiva tal coisa e que os leve a precisar irritar-se, poderão corrigi-lo e deixar de padecer de pavio curto, mas de forma isenta relativamente ao uso de uma atitude negativa em relação a vós próprios. Não é dizendo que são péssimos, está bem?
Sabem, vocês estão a sair da era do “Mea culpa,” do “Eu não sou digno”. Dois mil e seiscentos anos disso. Não admira que sintam tal dificuldade em confiar em vós próprios! Agora é tempo de perceberem que são dignos, tão dignos que conseguem olhar para vós próprios e ver as coisas de que não gostam em vós, e em vez de se aterrorizarem com isso, sentar-se a examinar os factos e dar passos no sentido de o mudar. E vocês têm esse poder; não precisam ser atingidos em todas as partes. Para o diabo com tais ideias.
Sempre me deixa surpreendido ver que no vosso mundo como as pessoas não têm qualquer problema em aceitar que cresçam fisicamente. Que quando não conseguem o bolo aos dois anos de idade façam uma birra no soalho pode ser algo que não mais façam. Aceitam o facto de vir a usar tamanhos maiores, que venham a ser altos, que a sua voz venha a mudar, e que venham a sofrer mudanças na química corporal, mas por uma razão qualquer atêm-se a coisas a que não têm razão para se agarrar. Há pessoas que ainda fazem birra, em vez de ser por um bolo é por outras razões, por nunca o esquecerem; há quem se agarre a um incidente negativo que tenham tido na sua vida e ficam mutilados para o resto da vida por não esquecerem a questão. E que não têm qualquer poder sobre o momento, para além do poder que lhe cedem. Que diferença fará o que lhes tenha ocorrido quando estavam com dez anos? Vocês não têm mais dez anos.
Agora, vocês fazem a mesma coisa com as coisas boas que lhes sucedem na vida. Lembram-se e algo que tenham feito de bom, e têm a certeza de nunca o conseguirem igualar e assim não chegam a tentá-lo. "Olha para o livro que escrevi, olha para o livro que escrevi..." mas se se enamorarem pelo primeiro nunca chegarão a escrever outro. Mas se o enunciarem: "Olha para o que escrevi. Não será estupendo? Aprendi muito para escrever mais dois ou três..." Vocês irão continuar e ser criativos e irão fazer uma experiência maravilhosa da vossa vida. Por isso, não só os aspectos negativos que os podem bloquear, mas quando permitem que um aspecto positivo assuma o poder para chegar a dizer que jamais conseguirão realizar isso de novo. Mas sabem porque fazem isso? Por pensarem que o devam realizar do mesmo modo. Se tiverem sido um artista e tiverem feito comédia, estarão sempre em busca do veículo da comédia, mas lá no fundo no vosso íntimo talvez queiram representar Shakespeare. Mas até ao dia em que disserem: "Ei, há algo mais em mim do que a comédia..." o provável é que nunca o venham a conseguir. Mas essa é uma afirmação genérica. Qualquer pequena coisa na vossa vida tem o mesmo efeito. Tudo na vossa vida tem unicamente o poder que lhe derem. Vocês é que a tornam num incidente mais significativo ou menos significativo.
Qual é aquela estória que as crianças usam? "Paus e pedras podem-me quebrar os ossos, mas os nomes nunca me conseguem magoar-me." No entanto quantos de vós repetem ainda hoje: "Ele magoou-me..." mas eu nunca o esquecerei. Não são "eles" que lhes fazem o que quer que seja - são vocês! Vocês cedem-lhes o poder. Alguma vez pensaram,  quando se levantam, e alguém lhes diz alguma coisa que lhes recorda um outro incidente que tenham tido na vida, e vocês voltam a pensar nele; e de acordo com o facto do incidente ter sido bom ou mau, vocês acabam de novo zangados ou a sorrir? Eu chamo a isso "desenterrar um cavalo morto." Mas toda a vez que desenterram um cavalo morto e começam e novo a bater-lhe de novo, a única coisa que conseguem é mau cheiro por um cavalo morto não passar disso mesmo - um cavalo morto. Ele não irá mais erguer-se e correr a vosso favor. Mas por tudo que fazem na vida ficar registado em todos os vossos sentidos, vocês não só têm a ideia desse cavalo morto como todos os factores sensoriais que funcionam com eles. É por isso que, se a determinada altura na vida algo lhes suceder, e porventura se deparem com botões a florir nessa exacto momento, vocês sorriam diante de todo o desabrochar de flores e voltar a essa velha coisa de novo, por todos os vossos sentido s serem usados no registo de tudo quanto lhes sucede na vida.
(Continua)
Transcrição e tradução: Amadeu Duarte

Direitos de Autor © 2003 Saul Srour
Autores: June K. Burke and the Seraph Julian

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