sexta-feira, 3 de abril de 2015

A ENERGIA E O PODER DA TERRA



Uma exploração clara de um tema muito importante
Tradução: Amadeu António


Bem, é um prazer estar aqui e um prazer falar convosco esta tarde. Fizemos este tipo de reunião nocturna apenas uma outra vez, altura em que nos concentramos primordialmente na criação de vossa realidade, coisa que temos discutido muitas vezes e por diversos e diferentes modos. Esta tarde, há toda uma série de temas diferentes que queremos abordar, cada um muito importante de entender no seguimento da criação da vossa própria realidade, e da compreensão do poder que possuem.



Já ouviram dizer muitas e muitas vezes que vocês criam a sua própria realidade, entendem? Já devem ter fixado muito bem a frase. Podem sair-se com isso com toda a facilidade. Seriam capazes responder às perguntas do teste corretamente, se alguma vez existisse um teste desses. "Vocês criam ou não a vossa própria realidade?"... {Riso}... Precisam obter uma resposta acertada, sabem?... {Riso}... Já ouviram falar disso e leram sobre isso, e, na verdade a metafísica tem vindo a dizer que vocês criam a sua própria realidade uma e outra vez, é certo - há eras, desde que alcançaram este nível de comunidade.


Isso tende a passar por altos e baixos dependendo da vontade que as pessoas tenham de ser poderosas. E em realidades ou épocas sucessivas da vossa realidade, quando as pessoas se dispõem a assumir o seu próprio poder, então, de facto o conceito de "criar a minha realidade" torna-se muito mais real, muito mais vívido. Mas por vezes, quando têm medo do poder ou sentem vontade de o negar ou sentem necessidade de o afastar para longe, de súbito "criar a própria realidade" mais parece uma mancheia de ideias própria da mente de alguns dos antigos ou místicos, não é?... {Riso}


Sabem, vocês aprendem isso - que vocês criam a sua própria realidade - mas quantos de vós realmente saberão disso? Quantos de vós realmente terão ideia que que criam a sua própria realidade?


Há anos que temos vindo a falar sobre isso. A metafísica tem vindo a lidar com isso durante eras. A física - nem sequer a metafísica - a física tem vindo a lidar com o fato de que vocês criam a vossa própria realidade desde aproximadamente 1925, quando surgiu o Princípio da Incerteza de Heisenberg e os princípios que Neils Bohr propôs em torno do quantum. De facto, na teoria quântica, existe esse conceito maravilhoso de que na realidade não existem observadores, de que todo mundo é um participante, e de que a realidade se curva e molda de acordo com o vosso pensamento, de acordo com as atitudes que adoptam, de acordo com as expectativas, crenças, e imaginação que cultivam.


Tudo isso foi muito teorizado e subsequentemente demonstrado em termos científicos, e tudo foi avançado entre 1925 e 1935! Onde se encontravam vocês?... {Riso} Alguns de vocês estavam terminando outras vidas para que pudessem apressar-se e entrar na presente, absolutamente!... {Riso} Assim, a ideia quântica, bem como a prova científica de que vocês criam a sua própria realidade, tem andado em voga há muito, muito tempo.


Então, por que sentem dificuldade com isso? Por que o negam? Por que fingem que não seja verdade? Ou então, mesmo que não finjam que não é verdade e procurem entender a coisa, por que têm tanta dificuldade?


Por quê? Por quê? Por compreenderem o suficiente acerca do poder que têm. Quando entendem mais sobre o próprio poder que têm e em seguida combinam esse entendimento com o conhecimento que criam a sua própria realidade, isso torna-se real.

E assim, esta tarde, ao falarmos sobre a terra, fazemo-lo com o fito no poder. Mas o poder que queremos examinar é o poder da terra, e queremos falar acerca de determinados aspectos que comporta que muitas vezes parecem tão curiosos quanto desajeitados.



Veja-se, em primeiro lugar, a Terra constitui uma consciência. Agora, admitamos mais do que palavras somente, mais do que algo que poderiam meramente conseguir acertadamente caso fossem questionados num teste. "Será a terra uma consciência: Sim / Não?"... Admitamos que é uma consciência. Só porque não tem uma forma humana não significa que não esteja viva. Veja-se, às vezes impera um certo egocentrismo muito característico dos seres humanos
Presumem que se não for humano, não é real, não é? Ou então, que vale a pena escravizar... o que quer que isso subentenda... {riso} Mas gostaríamos de sugerir aqui que a Terra é uma consciência, tanto quanto vocês são uma consciência. Ela simplesmente não optou por ter uma forma corporal como vocês possuem, mas optou por ter a forma corporal que tem.


E assim como estarão curiosos e se questionarão sobre onde a sua cabeça e os pés e centros de chacras se localizam - onde se situará o seu chakra do coração? assim também, ela se sente curiosa em relação a vós. Ele se questiona sobre a razão por que terão essas protuberâncias estranhas a sair pelos ombros e corpo, e por que vocês andam por aí como fazem em vez de girarem graciosamente... {Risos} Mas aceita-os. Seria igualmente ótimo se vocês a aceitassem como uma consciência.


Enquanto consciência, a Terra possui uma vibração, uma frequência vibratória, uma frequência vibratória muito poderosa. E, enquanto consciência dotada de vibração, ela tem poder. Ela tem poder.


Veja-se, muitos presumem – uma vez mais de forma egocêntrica - que o poder da Terra não é maior que o seu próprio, e que se expressa da mesma forma e maneira que o seu próprio. Na verdade, seria estranho e assustador considerar que a Terra pudesse ser muito mais poderosa do que vocês – e que tenha muito maior capacidade de agir do que vocês. Tal facto pode ser assustador para muitos, e por isso preferem pensar que a Terra seja inerte, e não tenha qualquer poder - que pode ribombar um pouco por aqui e por acolá, ou explodir aqui e ali, mas que não tenha qualquer poder. Mas considerar que ela possa ter poder - e que possa mesmo ter mais poder do que vocês – afigura-se com um pensamento assustador para muitos. Considerar que possa até ser mais sofisticada no seu crescimento do que vocês é um pensamento que se afigura assustador para muitas pessoas.


Mas, de facto a Terra constitui um poder muito belo, um poder maravilhoso, e em muitos aspectos, tem uma maior capacidade de acção do que vocês. Em muitos aspectos, pois, é mais poderosa... nomeadamente por saber o poder que possui e ser capaz de o aceitar e de trabalhar com ele.


E em certos aspectos, gostaríamos de sugerir que a Terra constitui uma consciência mais antiga do que vós (ela certamente tem andado por aí há mais tempo), e na sabedoria característica da sua idade, é, em muitos aspectos - não todos, mas em muitos aspectos - mais sofisticada do que vocês.

E isso não precisa representar ameaça nenhuma. Isso não precisa ser uma má notícia. Pelo contrário, pode ser algo digno de comemorar. Uma nova amiga recém-descoberta que é mais forte do que vocês! Que tal?! Uma nova amiga em quem poderão apoiar-se, e com quem poderão trabalhar.

Quatro Tipos de Relação com a Terra...

Na verdade, existem quatro tipos de relação que poderão ter com a Terra.

Um deles é uma relação de trabalho conjunto, e que é uma relação de cocriação com a Terra.



Outro que vocês podem ter é uma relação de dádiva em que vocês dão para a Terra. Vejam bem, a Terra ama a si mesma, a si própria (como preferirem). A Terra ama a si mesma nos sítios onde a Terra está pujante de vida e bela. E a Terra não ama a si própria em certos outros lugares. E esses outros lugares são onde a Terra não parece ter vida, onde parece estar morta. É aí que a Terra não ama a si própria.


Vocês podem dar à Terra. Vocês podem dar o amor à Terra. Ensinem à Terra a amar-se a si mesma. Ensinem a Terra a amar, por poderem aprender alguma coisa. Naqueles locais onde a Terra precisa de amor, onde a Terra parece morta, amem a Terra.

E também podem dar à Terra através da compreensão e do trabalho em harmonia com a Terra, em harmonia com o futuro que a Terra está tentando produzir.

E, assim como trabalhar com e dar à Terra, vocês também podem receber da parte da Terra. Deixem que a Terra os ensine. Deixem que a terra lhes dê. Naqueles locais onde a Terra está viva, deixem que a terra os ame. Deem à Terra esse privilégio. Deem-lhe essa oportunidade de os amar.



Finalmente, vocês podem ser amados pela Terra. E a Terra pode ser amada por vós. Agora, o que significa "ser amado"? Lembrem-se: ser amado significa que vocês estão mudando pelo amor que sentem. "Porque a Terra me ama, eu sou uma pessoa diferente. E porque eu amo a Terra, a Terra muda."

Vocês podem ter impacto desse tipo. Podem ser assim significativos na vossa realidade, para trabalharem, para darem, para receberem, e para serem mudados por causa disso. E a Terra, da mesma forma, pode trabalhar convosco, e pode receber de vocês, e pode dar-lhes de volta, e pode ser alterada por vossa causa. Vocês e a Terra podem estabelecer um relacionamento íntimo. Vocês e a Terra podem ter um relacionamento amoroso. Pois é isso que a intimidade envolve, não é? Isso é o que o amor envolve, não é?



Agora, a amar a Terra... Será que isso significa que você tem que deitar-se e abraçá-la? Para alguns, talvez. Mas perceber, que a Terra, tal como vós, é uma ilusão. Sim... a Terra... tal como vocês... é uma ilusão. É um holograma. É uma imagem holográfica. É uma expressão da luz aprisionada por vosso desejo, pela vossa expectativa, e pela vossa imaginação. E, portanto, à semelhança de qualquer outra imagem holográfica, qualquer parte dela contém o todo. Qualquer pedaço dela contém o todo. E, portanto, se vocês amam este pedaço de terra, você amam a totalidade da Terra. Esse amor torna-se uma parte do todo. E se a Terra os ama, esse amor torna-se parte de tudo quanto vocês são.


Portanto, há uma relação muito importante entre vocês e a Terra. Por que outra razão vocês se preocupariam em criá-la? Vejam bem, vocês criaram toda a vossa realidade. Vocês foram quem fez isso - cada um de vocês individualmente criou os planos físico, astral, causal e mentais da realidade. Vocês criaram tudo isso - a terra, o sol, a lua, as estrelas.


Vocês criaram isso por pretenderem ter um relacionamento com isso. E a determinado ponto do vosso crescimento, você deixam de andar pela Terra como se fosse inerte, como se ela não tenha poder, como se fosse uma pedra, e você começam a reconhecer a consciência que ela possui, o poder que representa. E você começa a explorar e a utilizar esse poder como parte do poder maior da espiritualidade de que vocês estão a acercar-se.

Explorar o Poder da Terra...


Portanto, como hão-de explorar esse poder? De que modo alcançarão e tocarão e trabalharão com a energia da Terra que de facto é incomensurável?


Há uma série de maneiras... como poderão suspeitar. Provavelmente sete... {Riso}  Tudo bem...

(1) Meditação em Movimento



A primeira maneira é através da meditação em movimento - as artes marciais utilizadas positivamente como meios de meditação conforme no T'ai Chi. A energia da Terra é chamada Chi ou Ki, dependendo da parte do Oriente a que pertencem. É a energia Ki, a energia que vocês alojam abaixo do umbigo, bem no fundo do vosso ser. E quando estudam T'ai Chi ou Aikido centralizam e concentram a vossa energia – retiram a energia da Terra e alinham por essa energia. Assim, "duas ou mais são reunidas..." para produzir um resultado final mais poderoso do que qualquer uma poderia produzir sozinha.

Agora, isso irá funcionar, embora não digamos necessariamente que todos vós devais começar a estudar T'ai Chi... por esse ser o primeiro método, e haver mais seis!


(2) Criar uma Fundação e Mantê-la

O segundo método não é tão elaborado, é certo. Não receberão nenhum cinto seja de que cor for por isso... {Riso} e ele não parece nada impressionante. Mas o segundo método é o que chamamos de criar uma fundação e mantê-la. Vocês podem ligar-se à energia da Terra, prender-se a ela, e conter a energia.



Podem fazê-lo de dois modos.

Uma maneira é sair, tirar os sapatos e ficar em contacto com a Terra - não no cimento ou no asfalto, nem no pavimento de madeira, mas sim na própria Terra. Mexam com os dedos dos pés na terra. Claro que podem ficar na grama, mas se mexerem os dedos podem penetrar por entre as hastes da relva até à Terra de modo que realmente estejam a tocar a terra, o solo.


Depois, o que devem fazer é fechar os olhos e sentir uma bola de luz por cima da cabeça, uma bola maravilhosa de luz a flutuar acima da vossa cabeça. Respirem fundo, inalem mais e mais - - encham os pulmões, tanto quanto puderem. Deixem os ombros expandir-se até preencherem todo o vosso diafragma. Bom, alguns de vocês não conseguem respirar tão profundamente. Basta fazer o que puderem. Isso não é para causar sofrimento, mas para atrair a energia da Terra.


Depois, ao exalarem - contenham a respiração até que estejam prontos - sintam a bola de luz a descer até o topo da vossa cabeça, movendo-se através da vossa cabeça, através do vosso pescoço, da vossa coluna vertebral para a base de vossa espinha. Depois sintam a bola de luz a sair do vosso corpo por essa altura e - como vocês estão enfiados nessa luz deixem-na mergulhar na terra - ainda enquanto expiram. Portanto, exalam o todo o tempo em que a bola cai por intermédio de vós, para fora de vós, para a terra.


A seguir contêm a expiração de forma confortável, todavia. Em seguida, inspirem, e enquanto inalam sintam-se extrair a energia da Terra para vocês. E depois, expirem, e de seguida inspirem de novo, atraindo mais dessa energia. Poderão descobrir que precisam de três ou quatro inspirações. A primeira pode ir apenas até aos joelhos. A segunda, talvez até à cintura. A terceira a meio do torso. E a quarta pode enchê-los por completo. Ou poderão descobrir que precisem de duas inspirações ou seis ou qualquer outra coisa. Basta que deixem que seja o que for. Atraiam essa energia por meio desse feixe de luz que mergulharam fundo na terra.



Criaram uma fundação e mantiveram-se na terra a fim de extraírem essa energia para vós. Isso irá, de forma similar, enche-los com essa energia Chi ou Ki e deixá-los equilibrados e alinhados pela Terra.


E a partir dessa posição, pois, programem ou processem ou estendam a vossa energia, ou declarem o que exigem, ou avancem rumo à vossa realidade a fim de criarem aquilo que querem. Isso operará de uma forma potente e maravilhosa.


O outro modo de conseguir isso é um que utilizam quando não conseguem sair ao exterior. Encontram-se no escritório no centro, no décimo segundo piso. Se conseguissem sair à rua, então teriam que contornar uns catorze blocos até chegarem a um relvado qualquer… {Riso} “Então, acho que não posso tocar na energia da Terra até que chegar a casa." Não, não conseguem escapulir com tanta facilidade! {Riso} O que sugerimos é que há outros modos de o fazer.



Ao se encontrarem sentados na cadeira – sem que importe o nível a que se encontram do chão, ou mesmo num avião – podem criar uma fundação com a Terra pela inalação. Sintam aquela luz sobre vós uma vez mais e mantenham-na aí durante um instante a fim de a sentirem, de a centrarem, de se prepararem. Ao exalarem extraiam-na de novo para a cabeça, através do pescoço, através do torso, através pela coluna vertebral abaixo, e deixem que saia do corpo através da base da coluna, etc. Desta vez a luz atravessa o fundo da cadeira na direcção do chão, directamente até à Terra que se situa algures abaixo de vós. Enquanto exalam, o feixe de luz mergulha na rocha. De modo similar, mantenham-na por instantes, e a seguir voltem a faze-la recuar de volta. Do mesmo modo, recolham essa energia através das inspirações que necessitarem, e encham-se dela.


O feixe de luz poderá estender-se por quilómetros, de modo que não precisam sentir-se limitados no espaço em que se encontram.


Esses são dois métodos por que poderão fundar-se na energia da Terra e mantê-la. A seguir trabalhem com ela na vossa própria programação e processamento e nas técnicas meditativas. Essa é a segunda alternativa.


(3) Pontos de Poder da Terra


Uma Terceira alternative que foi praticada pelos antigos e por todos os adeptos da metafísica ao longo da maioria dos tempos e até mesmo aos dias actuais reside no entendimento que a vossa Terra constitui uma consciência. Por conseguinte, à semelhança de vós, possui padrões energéticos, fluxos de energia ou linhas Ley que a atravessam – tal como vós possuís pontos de acupuntura e de acupressão (Shiatsu) que incidem nos meridianos – que governam os meridianos, os meridianos dos pulmões e do baço – e que percorrem todo o vosso corpo.


E, conforme bem sabem, da compreensão rudimentar da acupuntura ou da acupressão que poderão ter, ao forçar ouinserir uma agulha num determinado sítio, poderão alterar outras partes do corpo de uma forma efectiva e maravilhosa. Poderão colocar qualquer coisa no ouvido para as dores de cabeça ou para a perda de peso ou para a alteração dos humores ou sei lá que mais. Tocar algo ao redor do joelho, ou colocar uma agulha mesmo por debaixo do queixo pode ter efeitos profundos ou outras partes do corpo. Não "faz qualquer sentido" à excepção de entenderem que existem fluxos de energia por todo o corpo.



Falamos em inúmeras ocasiões desses tipos de energia - da energia vertical que percorre o corpo para cima e para baixo, da energia horizontal que o poercore para a frente e para trás, da energia em espiral que de uma forma elegante roda no giro que perfaz de 30 graus ou numa espiral em torno de vós - e depois falamos na energia aleatória que parece mover-se em todas as direcções ao mesmo tempo. Isso são tudo padrões de energia que existem ao vosso redor.


Pois bem, a Terra não é diferente de vós. É uma consciência. Possui uma forma diferente, mas constitui uma consciência, e por conseguinte possui de forma similar esses fluxos de energia, o próprio tipo de linhas Ley, o próprio tipo de meridianos. E podem deslocar-se a esses locais em que as linhas ley se cruzam - caso consigam ir a àqueles locais em que as linhas dos meridianos encontram um ponto de libertação de energia, um vórtice de energia - poderão tocar na energia da Terra.



Muita gente tem dito que as montanhas, diversas montanhas vulcânicas desde o Kilauea no Havai até ao Monte Shasta e ao Monte de Santa Helena lá para o norte, sempre foram vistos como pontos de poder. Sempre foram tidos na conta - pelos povos aborígenas que lá viveram ou pelos transeuntes que os visitaram enquanto ponto de poder - como um ponto de poder, um local em que a Terra exibe poder. vão até ao Monte Shasta e perguntem muito simplesmente: "Este local terá poder?" e terão 45 vozes diferentes a dizer-lhes que sim por 45 diferentes razões. Mas todos concordarão em que essas colinas possuem poder... {Riso} Em Marin County, a norte de San Francisco, existe um adorável Monte tamalpais que contém poder. Os Índios dizem isso no seu folclore: "Existe poder ali."


E, muitas vezes, onde existe poder, encontram Menires. Mesmo no Monte Tam, se o tiverem adentrado um pouco mais do que aquilo que o governo lhes permite, poderão descobrir que também existem menires no Monte Tamalpais. Muitos outros locais possuem pedras erectas, por corresponder ao local em que os antigos terão descoberto esses pontos de poder. Eles não tinham necessariamente conhecimento acerca das linhas Ley, nem acerca dos meridianos conforme o conceito é empregue na acupuntura (embora no oriente tivessem), mas tinham consciência de sentir ali alguma coisa. "Existe aqui poder. Consigo senti-lo."



Alguns eram sensitivos o suficiente para o sentirem. Outros, precisavam confiar que existia ali poder. Alguns daqueles que eram sensitivos conseguiam discernir a energia e os diversos padrões que apresentava. E consequentemente representavam-no. Atribuíam a essa energia uma característica singular (assinatura) e retractavam essa energia por meio das pedras que se encontravam pelo redor. Por isso, Stonehenge - um dos mais famosos locais que têm menires - apresenta um vórtice massivo de energia. E quando foi descoberto pela primeira vez, os sensitivos conseguiam senti-lo. E alguns desses sensitivos conseguiam apontar as dimensões do vórtice, e consequentemente isso levou ao traçado de uma circunferência com certas pedras a fim de representarem o vórtice de energia. E a seguir certas vigas transversais foram colocadas ali para indicar certas "oscilações" que se verificam nessa energia, por não se mover de uma forma constante num vórtice, mas apresentar oscilações, pequenas alterações na anergia. As pedras que se encontram ao longo do topo eram aquelas que designavam a oscilação, e o tamanho e frequência dessa oscilação, através de um significado simbólico. Agora, existem outros significados para a disposição das pedras. Não estamos a sugerir que esse seja o único significado; sugerimos que seja um dos significados.



Também havia picos de energia. Pensam no sol e em como constitui uma bola de energia. Não está simplesmente ali a irradiar energia de uma forma equânime em todas as direcções, mas apresenta tempestades eléctricas, manchas solares, pontos magnéticos, etc. - enormes pulos de energia. Pois bem, esses picos de energia, e os vórtices e a Terra de forma análoga apresentam picos de energia. Isso frequentemente era representado por pedras menores que se encontram em posições particulares. Os místicos conseguiam pressentir isso - os antigos que eram capazes de o afirmar - e assinalavam o ponto de poder com pedras.


Podem  viajar para esses locais e poderão contar com essa energia. A única condição para tal, contudo, é que por vezes a energia nem sempre é de carácter positivo. Isso prevalece como uma verdade até mesmo em relação a Stonehenge. Foi certa vez utilizado de uma forma bastante positiva - para fins astronómicos e astrológicos e enquanto local potente de comunicação com as diversas deidades com quem ali viva comunicava - mas também foi utilizada para rituais de carácter bastante negativo e sacrifícios. Por conseguinte, a energia de Stonehenge acha-se misturada. Mas, dependendo das próprias predileções que tiverem, bem que a poderão achar de acordo com o benefício que pretenderem colher, ou desconcertante e desorientadora. Bem poderão achá-la como uma ajuda ou um prejuízo.



Existem tantos locais pelo mundo para onde poderão viajar que apresentam pedras erectas a indicar existência de poder. Na Inglaterra é muito potente. Em partes da França, na Bretanha ao norte há estranhamente pedras erectas de poder por toda a parte, como se tivessem despendido eras a erguer tais menires em todos os locais de poder. Olhai para Roma e certas partes da Itália - e verão nitidamente menires. Olhai para a Grécia, e verão as pedras erectas das ruínas, sem dúvida, mas também existiram menires. Claro que seriam mais sofisticadas do que os penedos que foram empilhados na Inglaterra. Formavam pilares com pedras angulares no topo, mas ainda assim formavam menires - alguns dotados de pilares, ou não - alguns com pilares de corte mais pequenos e outros não. E agora, centenas de anos mais tarde, que é que resta? Um pavimento, e pilares erectos. Menires de poder, locais de poder.


No Egipto, claramente, existiram menires, e não apenas pirâmides. Também fizeram algumas... {Riso} mas não só pirâmides. Em áreas da Ásia também, existem locais espantosos. Aqueles que estiveram na região que circunda a Sibéria descobriram espantosos locais de poder. Ninguém lá vive, mas no entanto é emitido ali um poder que depois é retomado e transmitido, transmutado nesses locais particulares. Locais de poder esplendorosos.


Podem ir lá e conseguirão sentir aquela energia, experimentar aquela energia.



E existe uma treliça, ou uma série de locais de poder em oval. Não vamos entrar em pormenor mas mencionar apenas que existem dois hemisférios nortenhos em forma oval e dois hemisférios sulistas em forma oval de poder. E ambas essas ovais de poder encontram-se ligadas por dois pontos poderosos nos oceanos.


A oval do norte constitui uma oval de poder que se estende de San Francisco até Phoenix e à área de Tampe e Sedona, passa por Houston, Atlanta (a sua cidade gémea, outro ponto de poder) e vai até a área de Nova Iorque e Boston, por entre Minneapolis, e até algures no Wyoming que não tem o nome de uma cidade, e depois volta a ligar de volta a San Francisco. Esses são os epicentros, okay? Vocês na Califórnia sabem o que significa um epicentro, não? {Riso} não quer dizer que o poder resida em San Francisco e por isso se viverem em Mendocino ou no centro de Los Angeles tenham azar. Não, não é isso. Esses são pontos que irradiam energia, e que criam uma oval de energia.


A oval Europeia procede da Inglaterra, é claro. Há muita coisa a acontecer por lá. Não podem inverter isso mas há algum poder que os atinge na face na Inglaterra… {Riso} Ele estende-se desde a Inglaterra até à área de Roma ou da Grécia, talvez até ao mar Egeu, ao Cairo e a partes do Egipto, sem sombra de dúvida – e que se dirige até ao Tibete e aos himalaias no norte da China, para cima para a Eurásia a norte, e de seguida para a área Escandinava ao regressar a Inglaterra. Essa é a oval Europeia.



Na América do Sul há uma cadeia que se estende do Peru até ao Atlântico. A uma daa altura a África e a América do sul encontravam-se unidas e subsequentemente separam-se, e assim as ovais acham-se um pouco distendidas. Tem havido um maior movimento de terras no Hemisfério Sul do que se deu no Hemisfério Norte. Por isso, há uma oval que se estende desde o Peru até ao Atlântico, e que aí é ligada pela Atlântida. E depois uma oval ao longo da África que se estende à área que deveria ser o Oceano Índico, e a partes da Austrália e das Ilhas Indonésias, ligada do outro lado da mesma forma pela Lemúria.


De modo que a Atlântida e a Lemúria representam os dois pontos que unem o norte ao sul, e os dois elos da cadeia de energia que percorrem o mundo. E há aí locais que, à medida que se dirigem para lá, conseguem sentir o poder. Conseguem sentir a força da Terra, e tirar proveito dela.


Assim, a Atlântida e a Lemúria representam os dois pontos que ligam o norte e o sul, e os dois elos da corrente de energia que correm ao redor do mundo. E há lugares dentro estes que, como você viajar para lá que você sente o poder. Você pode experimentar a força da Terra, e você pode aproveitá-lo.


Mas vejam bem, nem todos possuem a capacidade de viajar para onde lhes apetece. Nem todos se podem dirigir para esses locais a fim de os explorar. Apesar de ser divertido caso o possam fazer, esse é apenas o terceiro método de conectarem com a energia da Terra.


(4) Dirigir-se Para Lá Mentalmente


O quarto método – que é claro, é o mais poderoso e o mais definitivo – consiste em ir lá mentalmente. Podem ir até Stonehenge quando o desejarem. Além disso, não precisam atirar moeda nenhuma ao ar a ver se virá a ser positivo ou negativo. Podem decidir que dê positivo. E também podem ir até Avebury, muito embora alguns de vós não façam a menor ideia da sua localização. E poderão descobrir aquele local na Grécia… a ruela, a viela, mesmo junto à padaria da baklava… {Riso} poderão descobrir esse local. Poderão ir até ao Cairo, e evitar a poeira a as multidões. E podem passar a noite na Câmara do Rei, caso o desejem, em meio ao conforto do ar condicionado do vosso lar. Podem visitar esses locais na vossa mente.



Esse é um ponto de muita importância, entendem? Os antigos viajariam até esses locais. Nos “bons velhos tempos” o estudante aplicado passaria meses a viajar pelo país a fim de se visitar esses locais. O estudante empenhado iria à Índia e despenderia muito tempo a estudar junto dos mestres, etc. Não faria restrições a despesas, a nenhum perigo, nenhuma dificuldade, eles fá-lo-iam por serem devotos da sua espiritualidade. Nos “bons velhos tempos” quando o espiritual era espiritual… {Riso} quando quisessem encontrar-se com a Terra e comungar com a natureza, iam para a floresta e aí permaneciam sozinhos por sete dias e sete noites a combater os elementos. Iam ao deserto e quase morriam à fome ou suavam ou passavam sede até terem o seu despertar alucinogénio… {Riso} Ou então trepavam a montanha sozinhos e ali permaneciam sentados ao frio, a tremer sem parar, até que por fim os deuses cedessem e lhes dessem o conhecimento para poderem regressar.


Naquela época vocês faziam literalmente tais coisas. Quando um Índio ia para o solo, ele ia literalmente para debaixo da terra para um kiva ou uma caverna. Ou quando fizessem um sacrifício, procediam literalmente a um sacrifício.


Agora, já hoje… “Ah! Cambada de preguiçosos!”… {Riso} Não! Absolutamente. Precisam compreender por que razão faziam isso. Porque viajariam para o deserto e para os cumes das montanhas? Por que razão iam literalmente para o subsolo? Porque viajariam literalmente para a Índia a fim de aprenderem? Porque passavam – conforme o faziam, nos Contos da Cantuária – toda a sua vida a viajar em jornadas místicas? Porquê?


Naquela época, você fez essas coisas literalmente. Quando um índio ia para o chão, eles literalmente passar à clandestinidade em um Kiva ou em uma caverna. Ou quando você iria sacrificar, eles iriam fazer um sacrifício literalmente.



Por não terem a capacidade imaginativa para o fazer de outro modo. O vosso cérebro constitui um instrumento, entendem? É um músculo. O uso desse cérebro constitui uma faculdade. Se se recusarem a ler, se se recusarem a falar, se se recusarem a fazer o que quer que seja, o vosso cérebro irá diminuir nas suas funções. Mas quando falam e pensam, e leem, e forçam o cérebro a raciocinar…


Por vezes pensar dói. Alguma vez terão passado por essa experiência? Alguns de vós de certeza que passaram… {Riso} e pensaram tão intensamente que ficaram com o cérebro a doer. “Ah, isso é só…” Não, é real. O vosso cérebro fica literalmente a doer se pensarem demasiado tal como quando dobram um músculo por demasiado tempo e de forma violenta ficam com ele a doer. Vocês desenvolvem os músculos pela utilização que deles fazem. Se não os utilizarem eles atrofiam. É similar (não exactamente o mesmo, mas similar) à vossa função do cérebro.



Bem, naquela época, no tempo dos Antigos, eles não davam pleno uso às faculdades mentais que tinham conforme vocês fazem actualmente. Não conseguiam imaginar ir para debaixo da terra, de modo que precisavam fazê-lo de uma forma literal. Não conseguiam imaginar fechar os olhos e ir mentalmente até uma montanha. Assim, precisavam ir literalmente até à montanha. Não conseguiam imaginar fechar os olhos e encontrar-se em Stonehenge, pelo que precisavam dirigir-se ao local para experimentarem o que tinha a revelar-lhes.


Não conseguiam criar o enfoque. Não conseguiam concentrar-se. Não conseguiam focar-se conforme vocês hoje conseguem. Não conseguiam perceber o azul nessa altura, tampouco, conforme os contos de Homero acerca do “mar cor de vinho” – o Mediterrâneo – lhes transmitem. Eles viam o Mediterrâneo, que qualquer um nos dias de hoje poderá dizer-lhes ser de um azul belíssimo parecido com o vermelho. Os cérebros deles não se achavam suficientemente desenvolvidos para distinguir a cor azul.



Os registos de Magalhães deixam ver claramente que, quando ele se acercou da ponta da América do Sul e lá desembarcou, os nativos não conseguiam distinguir literalmente os navios deles. Podiam distinguir os pequenos barcos a remos em que os homens vieram. Mas quando os marinheiros Espanhóis saíram dos barcos para trepar a escada que os levava ao convés dos navios, eles desapareciam. Os nativos não os conseguiam ver, literalmente. Se olhassem perceberiam uma linha do horizonte ininterrupta. Porquê? Por os cérebros deles não serem capazes de perceber uma realidade composta por navios de três mastros. Não admira que pensassem que eles fossem deuses. Lá adiante uma linha imperturbável do horizonte e subitamente… Pop!... ali estava um barco com homens dentro – com um homem com uma barba engraçada e com um chapéu de metal engraçado ao leme. Deve ser deus. “Que parvoíce!”… Que é que pensam – puf! – e lá surgia alguém. “Ah, deve ser um deus, deve ser um extraterrestre. Deve ser um líder espiritual que veio aqui salvar-nos… da beleza e da maravilha e do deslumbramento da vossa Terra?... {Riso}



Os nativos não os conseguiam distinguir até que o xamã os apontasse e dissesse: “Olha para ali, olha para acolá, e procura ver isto e aquilo. Tenta. Experimenta.”


E com o tempo os nativos lá acabavam por dizer: “Ah… ah, estou a começar a ver. Não terá também algo assim?”

"Tem! É isso." E então passavam a conseguir vê-los.


Não se trata de conjetura. Os registos escritos de Magalhães narram o facto de eles não conseguirem ver os navios de três mastros por não ter cabimento na faculdade mental que possuíam.



Vocês, todavia, possuem uma enorme capacidade de focar a vossa atenção. Não se diminuam, entendem, por serem do século 20. Não se um formidável benefício para a vossa capacidade de ser espirituais de um modo sedentário… {Riso} São capazes de ler. Não importa o quão deficiente seja a forma como o façam, vocês sabem ler. Percebem a maravilha que isso representa? Alguma vez pararam para pensar nisso, da forma com que vivem a correr movimentados pelos EUA dos dias actuais?... {Riso} Que maravilha poderem aprender essas formas, essas formas engraçadas, e alinhá-las dentro de determinados espaços com uma certa pontuação engraçada. E podem olhar para isso. Nem sequer precisam pronunciar as palavras. Podem simplesmente ficar a olhar para elas, que isso os levará a evocar imagens na mente - a cores. Ao lerem acerca de uma actividade vulcânica qualquer conseguem ver a lava. Ao ouvirem falar acerca de explosões massivas e carradas e carradas de pó e sentem uma névoa cinzenta de fumo a deixar tudo coberto de poeira. Que maravilha que é poderem organizar essas pequenas letras negras como uma forma de abrirem toda uma perspectiva da realidade. Tal coisa era impossível para quantos não conseguiam ler.



A televisão. Por mais que vocês e o T.S. Eliot pretendam pensar que seja um terreno baldio…{Riso} é uma coisa maravilhosa. É uma coisa maravilhosa por focar a vossa atenção. Se lhes dissermos: “Visualizem o Taj Mahal,” com certeza que terão uma ideia daquilo que estamos a falar, não por possuírem todos educação superior, mas por todos terem televisores. E se dissermos: “Visualizem uma catarata que parece ter uma altura desmesurada,” conseguem fazê-lo. Conseguem mesmo colocar os pedregulhos no fundo, sem mesmo os termos mencionado. E conseguem ver o nevoeiro que se eleva quando nem sequer tínhamos dito que estava presente. E conseguem escutar o estrondo das águas que não tínhamos mencionado. E conseguiriam mesmo senti-la no rosto antes de o dizermos. E conseguiriam sentir o cheiro dessa água doce oxidada. E sentir os musgos…



Para muitos, isso deve-se à televisão, aos filmes. Eles ensinaram-lhes a focar a atenção. Conferiram-lhes a capacidade de se deslocar a qualquer parte mentalmente, coisa que até então estava fora do vosso alcance, além da capacidade preceptiva que tinham. Permitiram-lhes, gente vulgar que vocês são… {Riso} ser mais poderosos do que os antigos xamanes. Esses eram os mais poderosos por já serem capazes de ver – por já conseguirem vislumbrar os barcos. Eram capazes de conceptualizar os locais. Conseguiam imaginar sair do corpo. Por isso eram os líderes, os poderosos: “Hmmm! Magia potente!”… {Riso} Se os deixassem na América do Sul por volta de 1643 ac., Deus do céu! Eles segui-los-iam como um guru supremo qualquer – como alguém do espaço exterior que tivesse chegado a fim de salvar o planeta, sem sombra de dúvida. Porquê? Por possuírem a faculdade de visualizar. Por possuírem a faculdade de imaginar. Por conseguirem sair do corpo. Por conseguirem imaginar como é do outro lado do mundo. Por conseguirem imaginar a noite em plena luz do dia. Se lhes disséssemos para se posicionarem numa praia, conseguiam faze-lo. E se lhes disséssemos para tornar isso numa situação nocturna, haveriam de a mudar para a noite. E se houvesse uma pequenas casas adoráveis ao redor, as luzes acender-se-iam. Vocês possuem tal capacidade.


Em muitas das meditações em que os conduzimos durante os fins-de-semana, no espaço de uma só hora viajam cinco ou seis dias, e veem o sol a erguer-se e a pôr-se e a noite a cair sobre vós – e de seguida veem o dia a lutar contra a morte uma vez mais a fim de os conduzir ao segundo dia.



Agora, nos tempos antigos, vocês não conseguiriam ter feito tal coisa. Nos tempos antigos teria sido: “Hugh. O nascer do sol… vê-lo?” “Agora espera x horas até que o sol se ponha. “Isso é um pôr-do-sol. Agora é noite, vês?” E doze horas mais tarde… “Lá vem ele a erguer-se de novo.” Eles literalmente precisavam despender cinco ou seis dias para viajar por cinco ou seis dias. Simplificamos para enfatizar: Actualmente possuem a capacidade que eles não tinham.


Eles também tinham capacidades que vós não tendes. Dispunham de uma abertura para com a crença e uma fé e confiança e compreensão – não tinham propensão para a o racionalismo mas para pensar, não tinham propensão para a lógica, mas para o irracional. Mas seja como for, conquanto gozassem de vantagens, também tinham desvantagens. Não se reduzam de forma sistemática.


Vocês não precisam viajar para esses pontos de poder. Podem ir até lá mentalmente. Eles não conseguiam. Vocês podem. Tiram, proveito disso.


(5) Criem o Vosso Próprio Ponto de Poder


O quinto modo por que podem tirar proveito da energia da Terra é construindo o vosso próprio ponto de poder. Têm um jardim? Construam um ponto de poder. Descubram um local - não directamente na entrada... {Riso} mas encontrem um local retirado e um pouco provado, um pouco privado... debaixo da árvore especial, ou lá no canto do terreno, onde de algum modo se sentem bem, ou onde as plantas sentem a serenidade. Percorram a vossa propriedade. 

Descubram o vosso próprio local de poder na vossa propriedade. Ele está lá! E a seguir tornem-no no vosso ponto. Vão e meditem e visualizem aí. E em vez de pedras erectas, erijam objectos de poder. Peguem no vosso cristal ou no vosso objecto especial que tenha significado para vós, ou um símbolo especial ou um objecto de joalharia. Levem-no até lá para consagrar o local, para o colocarem no círculo dessa energia que é vossa. Construam o vosso próprio ponto de poder.



Mas, e se viverem num apartamento na cidade? Podem criar o vosso próprio ponto de poder... pode ser o tampo de uma mesa em que coloquem as vossas coisas da meditação, coloquem o vosso poder. Não precisa ser no exterior. Não tem que ser literalmente na terra, embora seja agradável para aqueles de vós que gostam mais de fazer isso do que os outros. Mas podem limpar um topo de mesa. Não vai ser utilizado para a refeição amanhã à noite nem para pagar contas na semana que vem. Não, esse será o vosso ponto de poder, e colocam nele coisas que simbolizam o vosso poder. Aqueles de vós que possuem cristais provenientes dos seminários podem colocá-los lá com outros apontamentos e lembretes. Escrevam coisas que queiram ter - ser feliz, ser bem-sucedido. Alguns gostam de velas. Outros apreciam o incenso. Criem um altar. Criem um ponto de poder. Correspondendo a irem ao encontro de um (passo 3) este representa trazê-lo a vós. O terceiro consta de irem ao encontro dele. O quinto passa por o trazer a vós.



 (6) O Poder da Permissão e o Poder da Demanda


E o sexto modo por que podem tirar proveito desse poder? Conforme o segundo consta de criar uma fundação e sustentação, o sexto modo é através do poder da permissão e do poder da demanda - do poder das vossas palavras. O poder da permissão e o poder da reclamação constituem formas estupendas de tirar proveito da energia da Terra.


A Terra constitui uma energia dotada de uma carga positiva e negativa - expansão e contração, yin e yang, seja como for que queiram chamar-lhe. Trata-se de uma energia electromagnética e uma energia piezoeléctrica, e uma energia termoelétrica - tudo combinado para produzir uma carga de energia que constitui a Terra. Ela vibra a uma certa frequência. Possui uma ressonância e emite uma carga eléctrica, dotada de polaridades positiva e negativa. Os polos positivo e negativo do norte e do sul emitem um campo. A terra constitui uma gerador. A Terra assemelha-se a uma bateria.



Vós assemelhais-vos a uma bateria. Dentro de vós, cada célula que contém um impulso eléctrico, com carga positiva ou negativa. cada dedo liberta e atrai com base na carga positiva ou negativa que contém. Um sistema na parte superior do corpo, um sistema em todo o corpo. Um sistema na parte inferior do corpo.


Sabem como funciona uma bateria, uma bateria do vosso automóvel. Alguns de vós sabem-no demasiado bem. Outros não fazem a menor ideia. "Não faço ideia nenhuma. É apenas uma coisa lá no canto que ganha uma coisa musgosa engraçada esverdeada de vez em quando." {Riso} "Despeja-lhe Coca Cola que isso desaparece...."



Bom, uma bateria é essa coisa que comporta essas duas células ou esses pois polos, negativo e positivo, e contém certos químicos. Activam-nos colocando-lhes água. A água interage com os químicos e as cargas eléctrica de modo a criar um circuito eléctrico completo. É de doidos mas funciona.


Pois bem, vocês possuem químicos em vós e acrescentam água aos químicos a fim de criarem uma bateria, com uma carga positiva e uma negativa. A terra assemelha-se a uma bateria e assim são vocês. Que é que poderá ligar ambos vocês? A permissão, o poder da permissão.



A permissão constitui uma energia passiva. Não importa o quão dinâmica ou entusiasta, quão repletos estejam de emoção quando o fazem, a permissão constitui uma energia passiva - uma carga negativa. Ao atribuírem permissão a vós próprios - permito-me ser feliz, permito-me ter este trabalho, permito-me ser saudável agora, pôr cobro a esta doença, pôr cobro a esta dor, permito-me pôr termo ao ego negativo e ao martírio - ao darem permissão a vós próprios, isso carrega um poder. É um poder dotado de uma carga negativa que entra em contacto com as cargas positivas da Terra e as vossas cargas positivas, e representa a transferência. Os contrários atraem-se nesse sentido. O positivo ao negativo. E com respeito particular a isso vocês transferem a energia. E por conseguinte estão a tirar proveito da energia da Terra quando dão permissão a vós próprios. De modo que são vocês e a Terra a conceder permissão.



Agora; não fazem isso de uma forma covarde, queixosa... {Riso} fazem-no com um enorme sentido de prazer, com um imenso sentido de vivacidade, com uma boa dose de vigor e de energia. E por conseguinte, em vez de o fazerem de uma forma explícita, entrem numa meditação e confiram-lhe tanta energia quanta conseguirem. Mesmo a partir das vossas estranhas, deem a vós próprios essa permissão.


A energia positiva, ou agressiva, é aquela da exigência, do decreto, da declaração. "Eu declaro que isto seja assim! Anuncio-o ao mundo. Proclamo-o! E ao proclamar eu o decreto!" Fazê-lo de uma forma arrogante ou altiva não leva a lado nenhum. Precisa ser feito com a vitalidade e a vivacidade de um saltar para cima e para baixo e de debater com os braços e de o declarar, de deixar que o mundo o saiba.


As polaridades negativa e positiva são a permissão e a exigência. Elas ligam as vossas polaridades positiva e negativa àquelas da Terra, e de súbito terão dado um impulso à vossa realidade... {Riso}



É uma forma poderosa e excitante de tirar proveito da energia da Terra, definitivamente. E é por isso que funciona. Não só por a permissão constituir permissão, ou a demanda representar demanda, mas por estabelecer uma reacção em cadeia, uma reacção electromagnética em cadeia que engolfa e envolve a Terra – e toda a Terra, por a Terra constitui um holograma, e cada pedaço dela comporta o todo. Por conseguinte, ao se acharem situados na vossa realidade – onde quer que essa realidade seja – e permitirem e exigirem o que querem que suceda na vossa realidade, estão a dizê-lo a cada parte do mundo e a cada porção da terra. E to todo ser humano que estiver nesse instante em contacto com a Terra estará em sintonia e alinhado pela vossa decisão. Terão o mundo todo do vosso lado. De que têm medo?... {Riso} Por que estarão à espera? Por mais uma permissão. Tomem-na. Vós e a Terra juntos. Que equipa!



 (7) Tornar-se Responsável por um Pedaço do Mundo


E por fim, a sétima maneira de aceder ao poder da Terra é tornando-se responsável por um pedaço do mundo mais vasto do que o vosso. Não é uma meditação em movimento, mas vida em movimento. Encorajámo-los a assumir essa responsabilidade sem condenação. Auxilia perceber: Olha, tudo está a suceder. Cabe a cada um de nós decidir se é benéfico ou não, e eu envio energia para que o que quer que suceder suceda bem, se dê pelo que for acertado e pelo melhor sem prejuízo para ninguém. E se essa negatividade continuar, então pelo menos que represente algo com que as pessoas aprendam. Que funcione com elegância de modo a tornar-se plausível, e de modo a que possam elevar a consciência que têm e perceber que não têm que crescer por meio da dor.”



Pensou-se, certa vez, que todo o crescimento tinha que proceder da dor e da luta. Alguns ainda acreditam nisso. Alguns ainda se agarram com tenacidade à velha ordem da dor e da luta por o pensamento limitado que têm não lhes permitir vislumbrar um novo horizonte. Tampouco conseguem vislumbrar os navios de Magalhães. Existe uma Nova Era e isso significa que haja alguma coisa nova – não somente o velho reempacotador e corrigido. Há algo de novo como se crescesse em meio à alegria, ao riso, ao amor – destituído de dor. Muito embora possam crescer através da dor, há um estado de crescimento mais elevado que cresce através da alegria. Há quem insista na dor. Tudo bem, mas programem, programem a possibilidade deles despertarem e de verem a luz, e de poderem um dia destes compreender que isso represente uma maneira, só que não a única via, e que há uma maneira muito mais expansiva de crescer.



Assumam um pedaço de responsabilidade maior do que vocês. Isso não quer dizer ditar o que deva suceder em qualquer local específico, nem o que deva acontecer em relação aos desastres de aviões - como se nenhum avião devesse despenhar-se. Em vez disso programem que o que tiver que suceder suceda pelo melhor, em prole do mais elegante dos crescimentos possíveis. E a seguir aprendam com essa área do mundo por que estiverem a assumir responsabilidade. “Que se passará ali? Que dirá acerca de mim? Que estarei eu a dizer acerca da minha própria realidade? Que sussurros ou berros deverão achar-se por aqui?” Assumir um nível de responsabilidade desses constitui uma outra forma de tirar proveito da Terra. Não uma meditação em movimento mas uma vida em movimento em que sejam parte da Terra que ocupam…


Essas são as maneiras de tirar proveito dessa energia. E é importante que o façam. Não se trata de uma oportunidade frívola. Torna-se importante por terem um futuro à espera. Por terem um futuro que conta convosco. Vocês têm um futuro que muitos dizem ser de desgraça e que está destinado a destruí-los. Por todo o domínio da espiritualidade, desde os fundamentalistas até aos esotéricos, muitos andam dizendo que o mundo está para ser destruído, e que vai ser destruído em 1996, 1998, 2000, 2005, 2013, ou conforme a aposta mais elevada… {Riso} Deixem de pagar e verão quando é que o mundo irá destruir-se.



Há muito quem ande a dizer isso. Mas ao dizer isso, muitos esquecem:


(1) A Terra possui poder próprio. Eles pretendem egoisticamente que a Terra não seja melhor do que eles. Consequentemente, expõem a própria limitação ao dizerem que o mundo se venha a destruir ou expurgar-se. Acreditam que a única forma porque a Terra poderá evoluir é através da dor. Mas a Terra é mais sofisticado do que isso. A Terra sabe que não tem que evoluir através da dor e que não precisa destruir-se para se renovar. Muitos pensam precisar destruir-se para se renovarem. Muitos creem precisar livrar-se das suas esposas, dos filhos, deslocar-se para outra parte, mudar de emprego, ir para outra parte do mundo, mudar a cor do cabelo, de estilo, de vestuário, de carro, etc. Tudo! As pessoas acreditam ter que fazer isso. A Terra sabe que não tem que o fazer. Não tem para onde se mudar… {Riso} A Terra aprendeu há muito tempo que não precisa levantar-se e mudar e que não precisa revirar-se do avesso. Não precisa destruir-se para mudar.



Uma forma dessas de pensar expõe um pensamento limitado e falta de horizontes. A Terra não pensa dessa forma. A Terra é muito paciente convosco, por saber que independentemente do que lhe fizerem, ela consegue tomar conta de si própria. Agora, isso não lhes dá autorização para destruirem. Trabalhem com a Terra. Cooperem, trabalhem em conjunto e partilhem a responsabilidade. Não têm que decidir o que seja melhor para a Terra sozinhos. Toquem a sua energia a escutem. A terra é capaz de purgar, é capaz de mudar, é capaz de evoluir sem se destruir - e sem dor. Vocês nem sempre conseguem fazer isso, mas ela consegue. Mas se se permitirem tocar por ela, poderão trabalhar com essa energia, mudar a Terra e deixar que a Terra os mude.


Mas era isso com que os pessimistas de finais da década de 80 e antes não estavam contando. Foi o que esses pessimistas esqueceram em meio ao pânico encantador e manipulador que geraram. Esse tipo de pessimistas têm andado por aí há tanto tempo quanto a Terra - talvez um dia a mais ou a menos. (Riso) Mas vão ficar desapontados, por o vosso mundo não vir a ser destruido.


 (2) A Lemuria está a reemergir. Dissemos há muito tempo atrás que a Lemuriar eemergiria uma vez mais, mas dissemos igualmente para não sairem nos vossoso barcos à procura dela, por não vir a aparecer dessa forma. A Lemuria constituiu um maravilhoso e encantador continente que existiu no Oceano Pacífico. Foi um local simples, um local encantador em que se realçava a espiritualidade. Não foi destruido à semelhança da Atlântida, e decerto que não foi destruída pela Atlântida, conforme alguns pretendem referir. É de tal modo arrogante presumir que a única forma por que alguma coisa pode chegar a um término seja por meio da destruição. A Lemúria não foi destruída. A Lemúria terminou. E essa é uma diferença significativa a entender.


O continente constituiu um local místico coberto de maravilhosas núvens. Mas sob essas núvens existia uma luz radiante que provinha não só do sol, embora o sol estivesse presente, mas da própria terra. Existia uma luminiscência que tornava tudo mais brilhante e mais vívido. As pessoas viviam nas suas pequenas aldeias de uma forma pacífica. Não existia antagonismo nem destruição alguma. Eles eram poderosos, espirituais, e focavam-se no poder e na espiritualidade que cultivavam.



Existiam cidades de cristal no cume das montanhas que eram acessíveis unicamente através da teleportação. Por conseguinte não existiam portais a guardar, porque se conseguissem entrar, isso quereria dizer que se conseguiriam teleportar. Pertenceriam aí. Caso não conseguissem teleportar-se até lá, não teriam cabimento. Consequentemente, não havia juízo algum nem regras nem regulamentos. Ela cuidava de si própria.


E as pessoas cresciam aí, e aprendiam. Mas quando a Lemuria terminou, alguns perceberam que "tinham chegado ao fim," e partiram para níveis superiores. Outros perceberam que teriam chegado ao fim mas decidiram semear cristais pelo mundo de modo a transmitirem essas formas de conhecimento quando as pessoas estivessem preparadas para as compreender de modo a que também elas se pudessem espiritualizar e preservar a sua Terra e a sua realidade até que, uma vez terminados, pudessem abandoná-la de uma forma graciosa e elegante.



Assim como disseminar cristais por todo o lado, certas consciências concordaram em permanecer e plantar assento na humanidade - esquecer aquilo que conheciam. Foram para a Atlântida que ainda estava por surgir, porque a Atlântida enquanto continente existiu. E decidiram crescer por meio do esquecimento e da aprendizagem, aprender tudo de novo, e eventualmente regressar ao que sempre tinham sabido. Lontariam a despertar a verdadeira essência da sua espiritualidade - a verdadeira essência da relação que tinham com Deus/Deusa/Todo.



Os pessimistas nem até esta altura contaram com a Lemúria. O poder da energia da Deusa está a reemergir. A Deusa, embora nunca tenha partido, está de regresso. Há todo um futuro que não clama pela destruição mas que ao invés clama pela abertura para com um novo mundo de amor, um mundo de alegria, um mundo que se aproxima daquele da Lemúria - um mundo isento de julgamento por não existir o que julgar, um mundo isento de raiva por não haver nada em relação ao que sintam raiva, um mundo isento de luta por não haver nada por que tenham que lutar. Abrir-se a isso, caminharem nesse sentido - com isso não contaram eles.



Foi por isso que dissemos que um futuro foi determinado. Vocês, ao regressarem da Atlântida, disseram: "Não, desta vez não vamos permitir que seja destruido. Independentemente do que os detractores disserem, independentemente do que aqueles que querem que sejamos guerreiros digam, vamos tornar-nos aventureiros. Vamos tornar-nos aventureiros e desfrutar desta realidade, e criá-la, não voltar-lhe as costas, nem esconder-nos dela, não temê-la e tentar destruí-la. Vamos criá-la." E nessa medida, ganham vida à medida que essa luz inerente à energia oriunda do Pacífico - a energia feminina, a energia da Deusa, a energia da luz - reemerge.

E é disso que se trata, razão por que se torna importante que existam pontos de poder que possam tocar, e que se permitam fazê-lo. Porque se o fizerem, poderão aceder ao vosso próprio poder e à energia que faz parte daquele que são.


Muitos não a conseguem ver. Mas também, os nativos da América do Sul não conseguiam distinguir as galeras de Magalhães, e precisaram que alguém lhes apontasse: "Olha para ali. Asemelham-se a isto... assemelham-se àquilo." Em muitos aspectos aquilo que estão a fazer é proporcionar uma alternativa dessas, ao tentarem dizer-lhes: Olha, existe o amor, uma amor capaz de sofrer um incremento, uma amor que é capaz de lhes alterar a realidade. O amor é tudo quanto existe. Não precisas sofrer; nãoprecisas mergulhar no sofrimento. Não precisas cair na tua própria negação."

Mas vocês dizem que não conseguem discerni-lo. Eventualmente também vocês conseguirão distender a mente e conceituá-lo, e assim que conseguirem conceituá-lo, conseguirão criá-lo. E quando o conseguirem criar, então serão capazes de viver nele. Assim, estamos a chegar-nos a vós e a tentar ajudá-los a distender-se de modo a conseguirem perceber o que reside exactamente agora além da vossa visão, além da capacidade que têm. Alguns de vocês estão a começara vislumbrá-lo. Nós queremos que sejam mais os que o consigam vislumbrar.


E a maneira de o conseguirem é estabelecendo intimidade na vossa vida pessoal e na vida que têm com os demais, com o vosso mundo, com a vossa realidade e com a Terra. Convoquem a Terra para trabalharem juntamente com ela a fim de amarem e de receberem amor e de serem amados. Admitam a possibilidade da Terra poder trabalhar convosco ede ser amada por vocês e de ser alterada pela vossa presença, pelo vosso pensar, pela vossa energia.



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