quarta-feira, 19 de novembro de 2014

A NATUREZA DO PROCESSO DE CURA





Uma dissertação subordinada à natureza da cura canalizada em grupo por Kevin, a 09 de Outubro de 1985 


Tradução: Amadeu António

(Excerto de: "O Caminho da Alma")

Pergunta: Existirá alguma relação entre a supressão de emoções específicas e as células cancerígenas?

John: Ah, absolutamente! Geralmente, o ciúme, o medo e a raiva. Essas emoções são todas naturais, porém, quando não são expressadas correctamente e são reprimidas no corpo, podem contribuir para o cancro.

Por exemplo, a inveja é uma forma de ganância, mas na realidade representa o desejo de promover o bem-estar de outros indivíduos, porque a verdadeira inveja deveria ser um pai ter zelo pelos interesses da criança – entendes isto? Assim, fundamentalmente o outro lado da inveja é que pode ser canalizado de uma forma benigna. A ira, é pouco mais do que a capacidade de sentir as próprias frustrações. E se não se conseguir sentir as frustrações, elas são suprimidas, até eventualmente acabar num distúrbio. Por isso, na verdade, é positivo ser capaz de as sentir, conquanto forem canalizadas adequadamente, porque assim poderão livrar-se das frustrações. O medo constitui provavelmente a mais debilitante de todas. A fé no Deus Pai e Mãe, geralmente livra uma pessoa dele.

Pergunta: Essa mesma referência terá alguma correspondência com a área do corpo? O sítio em que a doença se manifesta será chave no entendimento que a supressão possa representar?
John: Certamente! Os tecidos disfuncionais foram isolados em muitas teorias como detentores de um significado bastante específico. Por exemplo, a associação estabelecida com a síndrome da Imunodeficiência Adquirida constitui um colapso completo do timo, o factor central no sistema imunitário.

Isso deve-se ao facto da síndrome da Imunodeficiência Adquirida se tornar efectivamente activa entre segmentos da população que o resto da ordem social desinvestiu ou rejeitou ou a que voltou costas.

Mas torna-se verdadeiramente pior quando voltam costas a eles próprios. É a questão de obedecer ao mandamento de amar o próximo como a vós próprios. Para começar, a melhor forma de cura é a adopção de Deus na vossa vida.

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John: Saudações.

Grupo: Saudações, John.

Pergunta: Antes de darmos início à canalização subordinada ao processo de cura, queria saber se terás alguma coisa em específico a dizer-nos, enquanto grupo, ou aos indivíduos que se encontram neste grupo.

John: Este grupo particular, de facto, já viu ou cruzou caminhos antes. O factor predominante, claro está, consta do facto comum de serem curandeiros. Mas cima de tudo, consta da busca do processo espiritual que a cura envolve.

Já conhecestes dias em comum tanto na Atlântida como no Egipto, durante os dias de Aquenaton e de Imhotep. Além disso, nos dias do desenvolvimento dos reinados de Micenas, nas regiões de Creta, e no seio dos Therapeutae, os primeiros médicos da Grécia, os Essénios e outros momentos da encarnação.

(NT: Termo que, segundo Fílon de Alexandria, se reportava aos Curandeiros ou Servidores, Seguidores da Ordem, do Cristianismo primitivo, conhecida pelos Essénios mas não só, e que se entregava à vida contemplativa, à oração e à meditação, que posteriormente haveriam de dar lugar às primeiras seitas Gnósticas)

A prevalência do denominador comum do curandeiro assenta no facto de ter um início, um enfoque e um nexo num grupo central de curandeiros que representa de facto como que uma geração de curandeiros que no ciclo de sete anos que se avizinha assistirá ao começo da transição que produzirá a transformação do todo da própria instituição de cura. Não penseis em termos da “instituição médica” mas mais em “instituições de cura”, por ser em função disso que de facto as pessoas tentam perseverar; não em função do medicamento, mas da própria cura, sobre a qual pressentimos que desejais uma dissertação, e em relação ao qual prosseguiremos nesta altura.

Traçai o esboço da dissertação que desejais.

Pergunta: Gostaríamos de obter três dissertações, cada uma das quais dotada de um ciclo de perguntas e respostas. A dissertação inicial será sobre a natureza do processo de cura; a segunda, ligada às questões da imunidade e do factor psíquico dessa imunidade, em particular. E a dissertação final subordinada ao modo como tudo o que a tenha antecedido se relaciona com o caso histórico específico da crise de saúde dos nossos dias, a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida.

John: Como tal, em primeiro lugar, descobrirão que o próprio processo da cura constitui o alinhamento das dimensões física, mental e espiritual, de facto. Essas três dimensões interligadas do indivíduo representam um alinhamento literal de três níveis da consciência. Porque até mesmo actualmente está a ser descoberto que o corpo físico constitui uma entidade em si mesma, e que cada célula possui um factor consciente em si mesmo. Esse factor particular da consciência é crítico, e na verdade, representa o próprio processo da cura. Porque toda a doença em si mesma constitui uma ruptura, uma disfunção que se gera no processo da consciência.

Por virem a descobrir que, em termos fisiológicos, o espirito constitui a vida, a mente é o criador, e o material é o resultado. Assim, pois, no que se aplica à doença, toda a doença tem origem num estado de consciência, considerando porém, para efeitos de definição, que o próprio corpo físico se assemelha simplesmente a uma forma bioquímica ou bioenergética densa ou a um estado de consciência. Nem sequer chega a ser verdadeiramente a base da consciência, mas um estado de consciência.

A mente é na verdade um estado mais refinado de consciência que possui a capacidade de experimentar uma ampla gama de memória e um sentido mais amplo de consciência.

Por fim, pois, a dimensão espiritual constitui uma função ou um fenómeno de consciência que é capaz de existir num estado mais intangível. Aqui, temos dois modelos a sugerir: um é o de que o espírito não passa de um fenómeno da supraconsciência, ou as qualidades intangíveis que afectam qualquer mente colectiva, dinâmica de grupo ou outro convênio. Estas podem ser de cariz cultural, social, religiosa, fisiológica no sentido da dinâmica de grupo, pressões oriundas de grupos de pares, e vários outros acordos.

E depois há um segundo modelo: é a capacidade que a consciência tem de funcionar independentemente da estrutura física. Isso é evidenciado por meio de fenómenos como a telepatia, as experiências fora do corpo, as experiências de quase-morte, a recordação de vidas passadas, e outros acordos que tais.

Com estes três estados da pessoa definidos, adiantaríamos uma definição mais avançada no interesse da presente dissertação. O corpo físico constitui o subconsciente. É um estado de consciência que reside justamente além dos perímetros da mente consciente, a qual, conforme já foi demonstrado, constitui uma gama mais ampla de consciência. A mente consciente constitui o marco referencial mental, intelectual ou pessoal de que uma pessoa tem uma percepção pessoal com respeito às suas actividades conscientes e padrões de comportamento. Por fim, o espiritual constitui um estado de hiperextensão da consciência ou, muito simplesmente, a supraconsciência.

Neste âmbito, pois, o modelo da cura constitui o alinhamento de todos esses três níveis ou estados de consciência. Primeiro, o mais facilmente indicado como propenso a entrar em desalinhamento é o subconsciente. Isso é corrigido por meio do restabelecimento do alinhamento no corpo físico da estrutura subconsciente que se estende por todos os tecidos musculares, da memória celular individual, dos tecidos neurológicos, e dos demais tecidos especializados que melhor se acham relacionados com os sistemas de consciência Oriental. Até mesmo os vários tecidos especializados tais como o coração, os pulmões, e os rins – sejamos específicos quanto a isso – guardam gamas especializadas de consciência. 

Quando se gera falta de relação ou de afinidade entre aquilo que é conscientemente percebido e aquilo que na verdade é conscientemente armazenado no subconsciente – quando isso se torna desalinhado – então de facto os efeitos tornam-se cumulativos e capazes de produzir disfunção celular nas dimensões conscientes que funcionam por simpatia. Por exemplo, no coração são guardadas predominantemente questões respeitantes à imagem parental conhecida como a do pai, questões de harmonia, e outros acordos. Nos rins, primariamente temores irracionais. No abdómen, aí lidamos com questões maternais, e outros convênios.
A intenção desta dissertação não se preocupa em esboçar os contornos de todas as funções especializadas dos tecidos, mas apenas em apresentar uma sugestão.

Quando há supressão das dimensões conscientes de quaisquer trauma que se ache armazenado nos tecidos especializados, eventualmente a doença penetra no corpo físico, não através de qualquer organismo invasor, mas pela susceptibilidade dos tecidos especializados para entrarem num estado de disfunção consciente, por meio de um princípio de supressão.

Por a própria saúde constituir um contínuo e um estado de constante expansão da consciência. O mal-estar* (doença) constitui a supressão da consciência; o processo da cura constitui o restabelecimento das correntes da consciência e de uma maior conscientização. Isso é observado nas psicologias mundanas e é referido como “doença psicossomática”. Muitas alergias são notadas, por exemplo, como dotadas de natureza psicossomática, mesmo a ponto, uma vez mais, da disfunção dos tecidos especializados, o que mais afirmaríamos ser um sinónimo de disfunção da consciência ou da percepção.

*(NT: No original Inglês aqui empregue, “dis-ease,” que em certos círculos é referido essencialmente como um enfoque num mal-estar resultante do desequilíbrio do bem-estar natural e da interrupção do alívio e da calma, e que aqui é usado em substituição de doença, conforme o leitor poderá inferir, e que alterno na tradução que faço com o termos “enfermidade,” que engloba um carácter geral comum.)

Nas psicologias correntes, considera-se que as raízes da consciência residem nos acontecimentos que tenham ocorrido, e que moldam certas energias naturais e instintivas no corpo físico, tais como a maternal, a sexual, e muitas vezes como que algumas das emoções naturais, tais como o ciúme, o medo de cair, a raiva, e outros convênios semelhantes. Eventos traumáticos são alojados nos tecidos especializados que depois conduzem a uma enfermidade psicossomática posterior.

É geralmente observado que o estresse pode deixar o corpo físico exposto a muitos organismos externos invasores. Concordaríamos com esse princípio, de que de facto a enfermidade pode ser agravada por organismos exteriores, tais com vírus, bactérias, e outros acordos. Mas a verdadeira afirmação é a de que a falta de uma expansão da consciência constitui o verdadeiro assento do mal-estar e de toda a doença.

Tendo esboçado as áreas familiares da doença psicossomática, começaríamos por declarar a área primária definitiva da dissertação: a disfunção psicoespiritual, e identificaríamos esse aspecto particular do seguinte modo: Todo mal-estar tem as suas raízes naquilo que é considerado Carma, ou actos conscientes deliberados na dimensão supraconsciente. O trauma que tenha transitado de questões tais como vidas passadas ou da recordação de vidas passadas a partir do inconsciente colectivo, pode ter tanta influência cumulativa num indivíduo quanto qualquer outro trauma ou acções que tenham ocorrido na sua infância. Porque, tal como os eventos da infância são capazes de moldar a personalidade do adulto, os eventos de vidas passadas podem moldar por completo vidas inteiras. Isso constitui a verdadeira raiz de todo o mal-estar. Aqui uma vez mais, se notará a cessação da expansão da consciência como desordem primária em que a enfermidade pode penetrar e alcançar assento no enquadramento material designado por corpo físico.

(NT: Carma, é um termo originário do Sânscrito que significa literalmente acção, mas que se pode traduz pelo postulado da Causalidade, ou acção verificada entre causa e efeito; teoria ancestral (e algo aferida por associação, diga-se de passagem, por falta de uma evidência que o ateste) da existência de uma consequência para todo o acto bom ou mau que praticarmos, que retorna a nós e que expiamos no caso de ser caracterizado por um teor, grosso modo, negativo, mas que pode verificar-se mais exactamente no que nos é remetido de volta por acção de tudo quanto emitimos ou pomos em marcha, numa acção reflexa.)

Mas aqui reside a questão: Quando é que chega efectivamente a ser mal-estar? Quando tem assento na mente, ou apenas quando atinge o corpo físico? No sentido de expandirmos a definição disso, quando é que se traduzirá por uma doença efectiva - quando reside no espírito, na mente, ou apenas quando atinge o corpo físico?

Para o referirmos em termos colectivos, também definimos a dimensão espiritual, ou mente existente independentemente da estrutura física, em razão do que a doença pode na verdade ter uma origem nas disfunções sociais. Aqueles que socialmente se encontram desinvestidos, por exemplo, constituem um exemplo primário de questões que envolvem certas histórias de casos, como de pobreza, isolamento social e outros acordos, constituem exemplos primários da cessação da expansão da consciência. Os preconceitos representam uma estagnação no processo da consciência; esses seriam como que exemplos primários das origens das enfermidades sociais.

Tendo, pois, estabelecido estas definições, afirmaremos que o processo de cura consiste no alinhamento da mente, corpo e espírito, ou o incremento da consciência ao nível consciente proveniente de duas fontes: a supraconsciente e a subconsciente. Primeiro, a aceitação de qualquer histórico que o indivíduo tenha experimentado, tornando-se consciente de envolver efectivamente as raízes na dinâmica, não do carácter da pessoa, mas do seu comportamento (acção), por carácter e comportamento não serem sinónimos. O comportamento é periférico. O carácter é central, ou a natureza da identidade do indivíduo. A doença (ou mal-estar, como é referido no original) muitas vezes tem entrada quando os comportamentos condicionais se acham associados ao carácter.

Finalmente, pois, a outra fonte é o supraconsciente. Uma completa integração na orientação social, étnica, cultural, é de facto crítica no processo de cura, assim como o segundo modelo, o conhecimento de que o indivíduo possui um potencial infinito introduz a transcendência do estado de mal-estar, porquanto uma facção que tenha consciência de ter capacidade de um potencial infinito, muitas vezes transcenderá as limitações sociais ou o desinvestimento social. Transcenderá mesmo os constrangimentos físicos ou limitações mentais.

Assim, pois, o processo de cura consiste numa crescente consciência da verdadeira natureza do ser, o qual inclui a mente, o corpo e o espírito, ou o alinhamento do supraconsciente, da consciência e do subconsciente. Métodos e técnicas destinadas ao seu alinhamento basear-se-ão na meditação, por a meditação consistir num processo de cultivo. As teorias baseadas no princípio corpo-mente que integram a mente e a forma física por meio de técnicas como a acupressura, a acupuntura, a dieta, o Biofeedback, a redução do estresse e outros convênios desses representam efectivamente factores de intensificação do cultivo do verdadeiro processo de meditação, e eventualmente esses fenómenos deverão ser internalizados, a ponto da pessoa se curar a ela própria (ou de se autorrealizar) ao integrar a mente, o corpo e o espírito. Porquanto isso representa o processo de cura.

As vias por intermédio das quais essa integração se dá são fenómenos tais como o sistema de meridianos, os centros espirituais conhecidos por chakras (que constam de campos biomagnéticos brandos que circundam as sedes dos tecidos especializados, que alinham ao longo da coluna vertebral principal, ou as passagens fisiológicas da kundalini), e a obtenção de uma compreensão superior do facto de ser através dos campos de energia que se estimula a memória celular, ao contrário da teoria que diz que esses campos de energia representam um produto da função celular. Por exemplo, está a tornar-se progressivamente notado que os tecidos neurológicos precedem a cura de outros tecidos especializados; por serem os fluídos eléctricos que estimulam a consciência celular e estimulam o processo de cura ao nível físico.

No entanto, que será, pois, que estimulará os tecidos neurológicos? Os meridianos, por os tecidos neurológicos acompanharem os meridianos, e os fluídos etéreos constituem os campos biomagnéticos do corpo físico. Nós seríamos levados a afirmar o seguinte: A aura humana, ou os campos biomagnéticos, constituem funções da consciência independentes do corpo físico; assim, pois, são também os chakras. Por os meridianos constituírem o sistema nervoso do supraconsciente, ao passo que os tecidos neurológicos constituem o sistema nervoso da mente consciente, ou da mente fisioconsciente, e o corpo físico constituir o subconsciente, por meio da memória celular. O alinhamento desses três processos constitui o processo de cura. A meditação é chave nisso.

Mais alguma pergunta?

Pergunta: Quando referes “meditação”, poderias ser mais específico quanto ao que queres dizer?

John: Alinhamento entre mente-corpo-espírito.

Pergunta: Então, a meditação pode incluir, digamos, sentar-se a contar a respiração, ou escutar uma cassete da Louise Hay ou da Margo Adair, ou do Emmett Miller... algo que alinhe?

John: Exacto.

Pergunta: Farias o favor de definir um curador?

John: Aquele que facilita o processo de meditação. Aquele que alinha mente-corpo-espírito por meio de diversos instrumentos: Nutrição, por exemplo. Uma nutrição de carácter superior muitas vezes nas vantagens iniciais que apresenta alivia o estresse (tensão). O estresse no corpo físico frequentemente representa toxinas e reacções alérgicas derivadas de alimentos inadequadamente digeridos. Jamais se chega a ser verdadeiramente alérgico aos alimentos. Por a comida não actuar sobre o organismo: o organismo actua sobre a comida. E nesse sentido descobriríeis que não se trata de uma reacção alérgica em relação à comida; é a digestão inapropriada da comida, provavelmente descobrindo a ligação que tenha com as áreas disfuncionais da saliva, do pâncreas, ou do fígado, as disfunções das enzimas*, ou o fenómeno do ácido clorídrico**. Talvez o dom mais elevado do espírito assente na cura, por gerar harmonia e permitir, pois, que a pessoa corrija o templo onde vai meditar e contemplar a sua própria natureza.

*(NT: As enzimas são um grupo de substâncias orgânicas de natureza normalmente proteica, que possuem funções catalisadoras, e que catalisam reações químicas no organismo resultando no aumento da velocidade da reação e possibilitando o metabolismo dos seres vivos.)

**(NT: Ácido que pode ser encontrado no estômago, nos sucos digestivos, que normalmente se compõem de uma mistura bastante diluída de ácido clorídrico e de várias enzimas que ajudam a clivar as proteínas presentes na comida)

Pergunta: Eu queria saber que uma dieta macrobiótica constituirá a dieta mais apropriada, ou que tipo de dieta seria mais indicada para os portadores da síndrome da imunodeficiência adquirida.

John: Primordialmente aquilo que contribuir para a desintoxicação. Isso, claro está, é altamente especializado para com cada indivíduo singular, e cada caso único, sugerimos nós, não precisa chegar a extremos mas adoptar disciplinas únicas no isolamento de quaisquer alergias. Mas o que sugerimos é que a macrobiótica pode de facto representar um dos padrões dietéticos gerais mais bem compreendidos que pode ser seguido, embora acompanhado por cuidadoso aumento da quantidade de frutos na dieta, em particular aquelas que tenham um alto teor de enzimas, para fins de desintoxicação. Um acompanhamento cuidadoso do jejum também será sensato. Para aclarar o ponto inicial, as alergias conduzem ao estresse; a nutrição conduz à redução das alergias, e desse reporta-se ao estresse, dessa forma alcançando uma integração superior da mente, do corpo, e assim também, do espírito.

Pergunta: O Ecton, a entidade espiritual que é canalisada pelo médium de transe de San Diego chamado Richard Lavin, sugeriu recentemente que dizer que alguém necessita de cura é dizer que carregue alguma imperfeição em si, e que as pessoas não precisam de ser “curadas”. Poderias comentar isso em relação ao que significa ser um curador, e ao significado da cura?

John: Curar significa amar, sentir altruísmo. Por inicialmente o curador constituir o mais elevado altruísta que procura, ainda que à própria custa, promover o bem-estar do semelhante. Assim, pois, é o recurso de um ser amoroso. E significa reconhecer a perfeição no semelhante, e desejar ver essa perfeição manifestada.

Pergunta: Obrigado. Aqueles que não estão familiarizados com o conceito de carma poderão inferir do que comentaste que teremos feito algo de errado na nossa vida passada, pelo que agora estaremos a pagar pelos nossos erros nesta. Ou seja, as pessoas associam ao princípio do carma uma mentalidade de culpabilização e de censura. Faz o favor de examinar isso.

John: Posto em termos simples, do mesmo modo que não julgaríeis as acções de uma criança severamente – pelo menos aqueles dotados de paciência não o fariam – também por sua vez cada vida não passa de um facto sucedido na infância da alma. Assim, o carma não existe como medida punitiva; ninguém é castigado por meio do carma. Trata-se meramente da repetição de factos correspondentes ou similares que permitem que a pessoa note a existência de um sistema harmonioso pelo qual na verdade se pode experimentar a si mesmo pelas acções, na exacta medida da conformidade com que as tiverem tomado, quer na infância quer nas vidas passadas. E nesse sentido, pois, o carma existe por uma única razão: a de ser sinónimo de compreensão.

Jamais vos deveríeis julgar pelos resultados, em particular pelos resultados físicos. Apenas vos deveis julgar pelo processo e no grau em que vos tiverdes melhorado. O carma e a mentalidade baseada em resultados são altamente similares. Jamais vos condeneis pelo carma, por ele existir unicamente para obtenção de compreensão. E tudo quanto precisais entender é que fazeis parte de um sentido e de uma ordem de coisas vasta e infinita, e que o vosso carma deve ser experimentado nessa relação ou ordem superior. Pois, simplesmente, vós sois parte de Deus e Deus é amor. Experimentai tudo de uma forma descomprometida como uma oportunidade de aumentar a compreensão que tendes e de incrementar e aprender a restabelecer a harmonia de todas as coisas. E assim não existirá carma algum, mas apenas aprendizagem. Assim, não condeneis vida nenhuma, por não passar de um facto sucedido na infância da alma.

Pergunta: Isso não poderia ter ficado mais explícito, John, obrigado. O que disseste acerca do carma e do juízo levou-me a pensar no aborto. Quererás abordar esse tema ainda que de uma forma breve?



John: O aborto não ocorrerá na natureza? Não chamarão a isso de aborto espontâneo? Ao que acrescentam posteriormente que porventura se deverá à vontade de Deus e ao facto da criança da alma ainda não ter decidido encarnar. Quando porventura os pais decidem que não terão amadurecido por completo a perspectiva de adulto que têm, e que levar a criança a termo não se coaduna quer com o máximo interesse da criança ou do progenitor, e incorrem num aborto induzido por via médica, isso não é sinónimo de homicídio. De facto também alinhará no âmbito da escolha dessa alma passar porventura pela experiência dessa escolha particular da parte dos progenitores. A própria alma encarnará no momento devido.


O que nós sugerimos é que a Sabedoria Superior está em levar a termo, no enquadramento do estado emocional que os pais apresentem quanto a uma decisão madura. Se então os pais decidirem que não se enquadra na plena capacidade de que gozam levar a criança a um termo, então talvez seja sensato avançar com a adopção para aqueles pais que consigam conduzir a criança à plena maturidade.


Pergunta: Que tipo de experiência obterá a Alma da escolha de passar pelo aborto?


John: Amiúde, o estado gerado no ventre é um estado de perfeição, e muitos completam um elo temporário que tenham com o plano terreno que exija os laços finais do carma. Assim como poderá provar ser um estado preliminar anterior à encarnação final. Mas em geral está associado ao carma, e carma cria compreensão.

Pergunta: Em que altura passará o feto a ser habitado pela alma?


John: Varia. No geral, ao redor do quarto ou quinto mês. E por vezes só após o parto.


Pergunta: Por que razão deixará a alma de habitar o corpo até após o nascimento?


John: Porque não? A infusão da alma consiste num processo – da mesma forma que o despertar pela manhã constitui um processo. O desejo que têm de permanecer no conforto e no torpor inicial do despertar representará porventura a Alma a entrar lentamente, num arrastar de unhas.

Pergunta: Que propósito terá a alma em entrar lentamente no corpo físico?


John: Por vezes a cognoscência ou sabedoria que a alma traz é de tal modo formidável que produzir uma entrada súbita da alma resultaria na incapacidade dos tecidos lidarem com ela. O Einstein foi um indivíduo desses. Essa foi a razão por que não falou até aos três anos.


Pergunta: Agora que nos encontramos a tratar do assunto da “escolha” e da “responsabilidade,” pergunto se poderias abordar essas questões uma vez que se acham ligadas ao mal-estar ou enfermidade? 

Uma das dificuldades implícita à transmissão do significado destes conceitos às pessoas está no facto de que quando falamos da escolha do que ocorre na nossa vida ou em específico da “escolha que promovemos quanto às doenças que contraímos,” muita gente vê-se de novo presa nos princípios Judeo-cristãos da culpa e “culpam-se” por terem escolhido “as doenças que contraem.” Talvez haja outro termo para além do da “escolha” que se adeque mais à transmissão da essência isenta de condenação desse conceito.

John: Existe apenas uma escolha: Que efectivamente passa pela experiência directa colhida na ocorrência, e pela obtenção de compreensão. Porque a única coisa que aprendem é o quão pouco conheciam antes; e tudo quanto não vale a pena aprender é preservado nos livros. Assim, não te preocupes com isso tampouco. Não é uma questão de escolha.

Se uma pessoa desejar aliviar questões de culpa, precisará apenas tomar nota do seguinte: Amar a Deus de todo o coração, mente, forças e alma, e ao semelhante como a si mesmo, que dessa forma não transgredirá nenhuma outra lei. Não podeis transgredir contra ninguém. Por isso precisam amar-se, em vez de se sobrecarregarem com culpa. Porque desse modo conseguirão manter todos os mandamentos, todas as leis naturais – o que incluirá as leis sociais, as leis divinas, pessoais, étnicas e outras que tais – se procederem de uma compreensão dessas, que brote desse núcleo de si próprio.

Pergunta: E que dizer da questão da responsabilidade, já que se relaciona, por exemplo, com o assumir responsabilidade pelo próprio processo da nossa cura, ao contrário de buscarmos alguém que nos possa dar uma pílula mágica ou uma injeção qualquer que nos deixe melhor?

John: Torna-se sensato discriminar aqueles que possuem sabedoria na prática da cura, por isso constituir uma questão de associação acertada ou de correcta comunhão. A pessoa também descobrirá que grande parte da sua cura poderá depender de questões de correcto companheirismo: não somente da busca daqueles que se acham bem informados ou que sejam experientes ou conhecedores nas práticas que promovam e que facilitem o seu processo de cura, mas também daqueles que lhe facilite as demais necessidades do bem-estar geral. Por a consideração (“forma-pensamento,” no original) apropriada não ser a de que esteja a morrer de uma doença, mas a de que esteja a viver com ela. E viver em toda a extensão do termo significa a integração de mente, corpo e espírito; por conseguinte, o processo de cura. Assim, busquem a comunhão com aqueles que lhes promovam a capacidade de viver, no enquadramento de uma orientação harmoniosa, segundo o modo como percebam que represente e atenda às vossas verdadeiras necessidades. Enquadrar-se-á isto na compreensão que tens?


Pergunta: Enquadra sim, obrigado.

Pergunta 2: Para voltarmos à questão do carma – na medicina tibetana o carma é considerado apenas um aspecto do mal-estar (enfermidade); existem outros aspectos, que incluem os espíritos malignos, e doenças provenientes apenas desta vida. Faz a gentileza de esclarecer o que disseste com relação ao facto de todas as formas de mal-estar serem um resultado do carma.

John: Não será o carma acções exercidas num contexto consciente?

Pergunta 2: É.

John: Não serão os chamados “espíritos malignos” simples entidades conscientes? 

Pergunta 2: São.


John: Não serão como que uma coleção de acções exercidas num contexto consciente?


Pergunta 2: Creio que sim.


John: Por conseguinte, não será o carma “acções exercidas num contexto consciente?” Assim sendo, conduzireis a vós unicamente aqueles pensamentos particulares ou seres-pensamento que sejam sinónimos do vosso carma. Assim, pois, o próprio carma, ou as acções exercidas num contexto consciente, podem ser apontadas como a raiz do próprio mal-estar. Terá isto cabimento na compreensão que tens?


Pergunta 2: Obrigado.

Pergunta 3: Gostaria de saber se aquilo a que te referes como “memória celular” não será a mesma coisa que aquilo que terás noutras alturas referido como “memória genética,” e se poderias explicar de que modo a memória celular é formada e a relação que tem com o ADN no núcleo da célula.


John: Qual será o padrão que a kundalini percorre? Não será o da forma de duas serpentes entrelaçadas?

Pergunta 3: É.


John: Não será a kundalini sinónimo da abertura de todos os chakras, a soma total da revelação espiritual que se dá quando o da coroa se abre?

Pergunta 3: Sim, entendo que assim seja.


John: Então consequentemente poderá ser dito que as serpentes entrelaçadas de facto constituam como que um modelo ou um padrão da consciência superior. Será isto convincente?


Pergunta 3: É.


John: Nesse caso, na função genética, não será, pois, o ADN, um aspecto da memória celular ou da memória genética?

Pregunta 3: Eu acho que sim.

John: Qual será a forma que a molécula do ADN tem?


Pergunta 3: A mesma forma da kundalini.

John: Exacto. Por conseguinte será como se a memória celular especializada, cristalizada de uma forma infinitamente mais refinada se assemelhe a reflexos do eu superior, da consciência.


Pergunta 3: Sim.


John: Por conseguinte tem em mente o seguinte: A matéria acompanha, ou obedece, o pensamento; e de facto, se o pensamento final constitui a forma e o corredor que a kundalini percorre, não será razoável supor que a matéria seja formada à sua imagem similar?


Pergunta 3: Precisamente.


John: Olhai: “Façamos o homem e a mulher à nossa imagem, até mesmo às células do seu ser.” Enquadrar-se-á isto na tua compreensão?


Assim, pois, até mesmo o grande triunfo da ciência médica era do conhecimento intuitivo dos antigos. A memória celular não passa do reflexo daquilo que a alma conhece. Porquanto, se a kundalini representa a abertura desses centros espirituais, ela percorre uma dupla hélice em espiral; também, por sua vez, representa um reflexo do fenómeno da actividade do Espírito. A célula é portadora de um nível da expressão. Justamente como a célula é capaz de reproduzir todo o ser físico, também por sua vez um só pensamento do Espírito reproduz e comporta a totalidade do Eu Superior.


A memória celular significa, pois, a capacidade que o corpo tem de alcançar um nível pleno de iluminação e de participar, no sentido de que cada célula é capaz de comportar essa cognoscência (iluminada), e é capaz de a expressar – não se acha contida, mas pode ser expressada – por meio de fenómenos tais como o código genético ou a memória genética, enquanto instrumento dessa expressão.

Pergunta: E uma das formas para se conseguir esse tipo de iluminação e consciência será por intermédio da meditação?


John: Exacto. A mente não se entenderá a todos os quadrantes do corpo físico? O batimento cardíaco não poderá ser acalmado? Não se poderá ordenar a uma única célula que se multiplique? Conseguirás compreender isto?


Pergunta: Agora gostaríamos que nos fizesses uma dissertação acerca das questões da imunidade e da imunidade psicológica.

John: A imunidade psicológica precisa ser especificamente ligada às questões - em que se patenteia uma disfunção na mente consciente - quer inerentes aos estados subconscientes ou da consciência superior, de acordo com os seguintes princípios: No subconsciente animam ou activam como que o princípio da supressão. Através da supressão, que é principalmente como que, para o expressar em termos simples, o princípio da negação, chegam a gerar-se tensões nas áreas especializadas dos tecidos do corpo físico. (Uma vez mais, relativamente à figura paterna, no coração; relativamente à figura materna, no abdómen; relativamente às paranoias e aos medos encobertos, nos rins.) Diversas combinações dessas disfunções, ou princípios de negação, penetram no fenómeno conhecido como doença psicossomática.


Afirmaríamos ou avançaríamos o modelo segundo o qual os tecidos são tão altamente especializados que padrões individuais de disfunção do tecido são sinónimo de disfunção na consciência, por meio do princípio da supressão ou da negação. Geralmente através de eventos acumulados que tenham ocorrido na infância. Esses padrões de contínua disfunção da consciência podem eventualmente permitir que outros organismos de um princípio vibratório similar penetrem no corpo físico e agravem ainda mais a memória celular ou a função celular, que em seguida a ciência médica finalmente reconhece como doença. Esse é, pois, o problema, que eventualmente é considerado como um fenómeno generalizado conhecido como uma disfunção imunológica generalizada, ou de fraca imunidade, ou que envolva ainda questões de estresse.


A seguir descobrimos, pois, que no modelo secundário da disfunção imunológica psico espiritual, abordamos e tratamos da questão da transcendência - a recusa de trabalhar com os mais elevados ideais ou a elevada função da memória da pessoa. Por exemplo, no estado maníaco-depressivo, não se verifica tanto que a pessoa resida na negatividade, mas de facto é mais uma recusa de aceitar a perspectiva mais elevada de si mesmo. Não se trata de uma questão de fraca autoestima; é a falta de sentido espiritual de si mesmo. Um princípio de transcendência, uma deficiência na capacidade de perceber um estado futuro mais elevado para si próprio. Isso na verdade representa uma disfunção espiritual; trata-se da incapacidade de abrir caminho rumo a um contexto social mais amplo. É como se se verificasse um deserdar, porventura no contexto étnico, no contexto cultural e noutros convênios que tais, que por sua vez podiam ser usados para restabelecer o fenómeno da autoestima.


Assim, temos uma vez mais questões de disfunção da consciência. Além disso, e ainda relativamente ao modelo secundário que apresentamos, pode ser como que uma disfunção na faculdade de chegar a aprender uma lição cármica, e de transcender essa lição e suscitar uma compreensão mais elevada de si mesmo. Assim, uma vez mais, descobriríamos como se essa imunidade psicológica constitua uma integração engenhosa de corpo, mente e espírito numa crescente percepção do si mesmo.


Mais alguma pergunta?

Pergunta: Assistimos a um crescendo real de formas de mal-estar que apresentam no seu âmago uma disfunção de carácter imunológico, tal como a SIDA, a artrite, as diversas alergias, e a Cândida; uma lista que parece não acabar mais. Por que razão estaremos a assistir a um aumento da supressão imunológica a esta altura?


John: Porque sempre que se verifica a separação de uma pessoa qualquer particular e/ou de um grupo da consciência colectiva mais elevada, isso torna-se sinónimo de problemas que envolvem disfunção de consciência, que nós afirmamos serem sinónimo da própria doença. Porquanto - toma nota - temos aqui dois sectores extremamente isolados de duas faixas da população extremamente diferentes. Uma daqueles cuja orientação sexual é por natureza considerada homossexual. Esse grupo socialmente desinvestido, devido às crescentes pressões sociais que sofre, tornou-se como que sujeito ao fenómeno da doença, ao ser separado de um sentido de integração social aceite enquanto entidade colectiva pelo sector populacional em geral. E nesse sector populacional verifica-se uma lenta mas gradual taxa de mal-estar, por se verem separados da consciência social mais alargada. Um aumento do fenómeno de autoestima e outros acordos apontados anteriormente ao longo da dissertação (que ajudariam a reverter esse processo.)


Um segundo segmento da população que apresenta um historial preciso e paralelo de mal-estar e de disfunção são as comunidades negras, isoladas nas regiões do sul da nação, que, embora tenham assento em comunidades heterossexuais, padecem de historiais de mal-estar precisos e paralelos. Denominador comum - socialmente deserdados, como que separados de uma crescente perspectiva delas próprias enquanto psicologicamente integradas na consciência colectiva. Recordem, uma vez mais, que no modelo físico a consciência colectiva representa um modelo de consciência superior.

Além disso, essas faculdades em seguida complicam-se e tornam uma perspectiva e um exame externo do próprio num processo consciente interno e interior, primeiro analítico, mas depois eventualmente autodestrutivo. Fenómeno comum: disfunção da consciência – obstruções na expansão da consciência de si mesmo no sentido da cidadania, do enquadramento social, assim como o começo do desinvestimento na própria pessoa, espiritualmente. E desse modo, a penetração nas questões de estados de doença e de quebras do estado natural da sua psicologia, ou psicologia harmoniosa, e o cessar da autorrealização. E assim, disfunção da imunidade, uma disfunção psico imunitária.


Pergunta 4: John, tu explicaste que o subconsciente é sinónimo do corpo, e que as questões pessoais da infância, uma vez negadas, podem ser armazenadas no subconsciente, e induzir por essa forma doença no corpo. Apresentaste um modelo similar em termos da consciência superior, ao dizeres que a doença pode proceder das nossas experiências colectivas passadas, que se manifestam através do veículo dos chakras. Será que alguma dessa informação da consciência superior, uma vez negada, se alojará também no corpo?

John: Exacto. A forma por que se aloja no corpo é devida à frequência com que os eventos da infância se sincronizam colectivamente com eventos que tenham ocorrido em vidas passadas. Esse é o mecanismo pelo qual as duas forças se alojam ou cessam a expansão consciente que tinham ao nível celular. Será que compreendes isto?

Pergunta 4: Creio que sim. Agora, como os chakras funcionam ininterruptamente, encontramo-nos constantemente a integrar esta informação Caso se gere supressão na vida e adulto, isso também irá, pois, produzir doença, e eventualmente manifestar-se-á no corpo.


John: Exacto.


Pergunta 4: Haverá algum modo por que o terapeuta consiga diferenciar o material com origem subconsciente do material que tenha origem na consciência superior?

John: Não há necessidade de diferenciar, mas o indivíduo deveria integrar ambos, num mesmo. Contudo, como regra de ouro, geralmente o que se prende com as vidas passadas diz respeito à consciência superior, e os acontecimentos que se coordenam com os eventos históricos desta vida são relativos ao subconsciente. Consegues compreender isto?


Pergunta 4: Obrigado.

Pergunta 3:John, disseste-nos há pouco, que em termos da consciência colectiva, o mal-estar pode ser produzido por questões de deserdação e de desinvestimento social, económico, cultural e/ou político. Qual será o veículo que percebes que possa redireccionar a consciência colectiva de modo a poder ajudar aqueles que se acham desligados da consciência colectiva?


John: Antes de mais, é a aceitação intransigente do facto de todos serem seres humanos. Não estais a lidar com questões de direitos civis nem convênios que tais do foro do quadro social e colectivo; estais a lidar com questões humanas. Consequentemente, é a aceitação intransigente e incondicional de todos serem seres humanos, independentemente da raça, da orientação sexual, do sexo em que se enquadrem, independentemente de todo o acordo, mas a aceitação de todos enquanto seres humanos. E em seguida rever cuidadosamente a ciência que cada um e que cada grupo colectivo de indivíduos tem como que preservado, que passariam então a representar os graus mais elevados da tolerância social, graus elevados de tolerância étnica, assim como outros ideais elevados, preservando desse modo contextos culturais e outros que possam conter um grau extremado de valor para a identidade pessoal. Estará isto à altura da compreensão que tens?

Pergunta 3: Está sim. Obrigado.


Pergunta: Sinto estar a precisar colocar de novo uma das perguntas que fiz, John. O Herpes, a Cândida e o Sida constituem três estados de mal-estar que tomaram de assalto a consciência pública – pelo menos nos Estados Unidos – e que parecem ganhar terreno de um modo desenfreado. Poderás comentar acerca da razão porque se está a manifestar nesta altura, com base na perspectiva de mente, corpo e espírito?


John: Em primeiro lugar, muitas dessas formas de mal-estar são consideradas transmissíveis por via sexual. Existe um enorme desejo de intimidade da parte das pessoas, ou de partilha de uma forma íntima. Isso está igualmente ligado ao processo dos chakras inferiores. Uma maior intimidade e uma maior liberdade da parte das pessoas com respeito às questões da sua sexualidade constitui um uso dos chakras inferiores como que no exercer pressão e no derrube dos tabus sociais, e no permitir a miscigenação dos indivíduos. Pois que durante muitos anos a supressão dos direitos das pessoas respeitantes às questões do foro sexual, ou direitos da intimidade e de outros acordos, foi usada na separação das raças, na supressão das pessoas com orientações sexuais específicas e noutros acordos que tais. Este é o primeiro emergir que esta geração apresenta no sentido de derrubar essas barreiras, fenómenos de exploração do acordo, ao mesmo tempo que tenta conter o investimento excessivo feito nos modelos médicos – a fim de serem capazes de se esclarecer quanto ao que consideravam ser as condições médicas – exercidos em pessoas carentes de maior sensibilidade para com companheiros de intimidade e outros acordos que tais, com respeito a algumas questões do foro básico, tais como higiene e outros.


Lenta mas seguramente, um retorno ao estado de equilíbrio é não só como que uma questão de higiene, mas mais um incremento da sensibilidade relativamente às demais fações e pessoas, não enquanto problema social, mas como uma questão de sensibilidade em relação à dimensão humana, e mesmo enquanto questão pragmática. Daí o elo estabelecido espiritualmente com os chakras inferiores – que envolvem as questões que se prendem com a liberdade, a criatividade, a sensibilidade e a compreensão - os primeiros três chakras. Como se verifica agora como que uma estabilização, entraram num período de preservação. Porquanto dispõem apenas duma de duas opções no que toca ao incremento do que chamam de mal-estar ou enfermidade a tais estados, que são questões pertencentes ao foro da consciência. Dispõem da opção do medo e do isolamento, que em termos médicos chamam de quarentena, e que geralmente constitui uma desculpa para os demais não precisarem expandir a consciência que têm relativamente ao fenómeno dos seus irmãos e irmãs e dos seus companheiros humanos; assim como dispõem da opção da compreensão, e de terem consciência de uma profunda necessidade dum incremento da sensibilidade, em particular de novo para com aqueles socialmente desinvestidos, para quem esses estados ou situações não têm um carácter punitivo, mas de quem na verdade esses estados e situações se fornecem.

E até que aprendam que devem ser “guardiães do vosso semelhante,” não perguntem por quem dobram os sinos, conforme o vosso sábio referiu (Ernest Hemingway). Porquanto essa enfermidade não será contida, mas precisará ser confrontada, e nisso, a compreensão, a sensibilidade, o altruísmo, o amor e o abraçar os espiritualmente desinvestidos, os culturalmente desinvestidos e os socialmente desinvestidos, é chave. Porquanto vós não viveis num ambiente físico, mas num ambiente de gente, enquanto ordem social e espiritual que é. Pois do mesmo modo que têm muitas ideias, contudo uma só mente, também por sua vez existem muitas almas, contudo um só Deus. Porquanto cada um de vós constitui um pensamento na Mente Divina, e a Mente Divina é simplesmente amor, e isso é tudo quanto precisam compreender.


Pergunta: Acerca dessa observação, quererás fazer o favor de examinar tanto o fenómeno da sexualidade humana como a sua expressão específica manifesta na atracção homossexual verificada entre dois homens ou duas mulheres?


John: A sexualidade humana e os relacionamentos humanos são praticamente sinónimos, por a sexualidade humana não se encontrar no próprio acto em si, mas ser todo um estado e uma energia contínua mantida com todos e com cada pessoa. A sexualidade humana foi estimulada na forma física com o propósito expresso de atrair, e negociar, pessoas para níveis de intimidade. A sexualidade não é desejada como uma forma qualquer de barreira que produza inibição ou insegurança no próprio, mas é mais concebida para conduzir todas as pessoas para o relacionamento humano. Por ser no âmbito do relacionamento humano que negociais níveis de intimidade uns com os outros. Descobrirão que uma intimidade negociada e uma intimidade aberta são pedra angular por meio da qual conseguem interagir uns com os outros, o que é a própria vida. E um dos aspectos fundamentais é essa força magnética e atracção que constitui a sexualidade humana.


Para se compreender a sexualidade humana, cada um precisa assumi-la e tornar-se uno com a própria sexualidade. A única maneira e obterem isso não é através da divisão feita em papéis masculino e feminino, mas mais fundir esses papéis por completo em si mesmo. Porque é somente quando o estado andrógino sobrevém sobre a pessoa, em que ela se aceita a si mesma como macho e fêmea, que tanto o eu, como tudo o mais relativo à pessoa alcança um estado de libertação.


Na luta da humanidade, a primeira grande forma de opressão vem da sexualidade. Tendo instigado um dos mais fortes instintos humanos em si mesmo – o desejo de obter intimidade, de cultivar e de se reproduzir – que aqui se traduz por forças poderosas, tangíveis, políticas e sociais, pela vinculação dos papéis de masculino e feminino, e pela proclamação, por exemplo, de que apenas os homens possam obter propriedade, ou que apenas as mulheres possam ser a verdadeira fonte por meio da qual se transmita a linhagem, ou pela vinculação de pessoas através do matrimónio em casos que excedam o livre-arbítrio, ou pela vinculação da sexualidade das pessoas como se fossem somente dignas de graus diversificados de aprisionamento. É somente quando cada pessoa se torna andrógina por direito próprio, e não faz juízos de valor quanto à expressão da sexualidade das outras pessoas (contanto que assente no elemento do consentimento), e todas as diversificações da sexualidade se fundem e encontram um caminho comum na expressão, que a sexualidade se torna na influência libertária, e ainda assim no laço que é comum a todos.


A sexualidade constitui um fluido magnético que flui a partir de todas as pessoas. Actua como uma força atractiva, não só sobre o princípio biológico como também sobre um princípio magnético literal que cria uma força contínua que atrai as pessoas para áreas constantes do relacionamento humano e a seguir negoceia esse relacionamento de modo adequado a cada pessoa.


A homossexualidade não passa da partilha de intimidade. A divisão entre macho e fêmea criou a sexualidade, que abrange todas as linhas da experiência – a heterossexualidade, a homossexualidade e a bissexualidade. Cada padrão é igual na lição que proporciona. O que é importante é que cada indivíduo na sua expressão sexual, ou melhor, na intimidade do relacionamento humano para que é atraído, seja equilibrado e afectuoso e altruísta.

A sexualidade constitui a atracção entre dois indivíduos compatíveis ou de mentalidade similar de acordo com os padrões cármicos, tanto ao nível da alma como dos padrões estabelecidos pela mente, que representam o padrão da personalidade. A personalidade é moldada pelo meio imediato desta vida particular. O princípio da reencarnação também representa um factor aqui, por a sexualidade, a vários títulos ser moldada por aquelas coisas do passado ou por vidas passadas.

A homossexualidade, quer se manifeste no relacionamento entre homem com homem ou mulher com mulher, o desejo de cópula de dois corpos físicos do mesmo sexo, manifesta-se não tanto ao nível da consciência do corpo mas mais ao nível da alma por intermédio da consciência do corpo. O princípio básico da sexualidade seja sobre qual nível for, ou sistema de pensamento, consiste no diálogo do corpo físico no desejo de comunicação que tem com um sistema de intimidade. Porque o cumprimento de qualquer forma de sexualidade representa intimidade entre dois corpos físicos partilhados.


A homossexualidade não envolve uma questão de bem nem de mal – mas apenas o funcionamento do diálogo manifesto entre os corpos de um para o outro e de um com o outro. Cada corpo físico tem os seus próprios meios, o seu próprio diálogo e a sua própria expressão, e deseja não tanto o sexo em si mesmo, que representa a cópula entre dois indivíduos, mas mais o companheirismo e a intimidade assente nos níveis do diálogo do próprio corpo, a partir da sua própria consciência, manifestados através da personalidade, mas mais sobre os níveis da alma.


Todas as coisas procedem de Deus, e retornam a Deus. A natureza da sexualidade é apenas a percepção e uma manifestação verificadas no acordo do espírito. O equilíbrio de todas essas coisas dá-se ao nível da alma, e da homossexualidade, para poder produzir equilíbrio na natureza de alguém no seio de todas. Deus não comporta divisões. Não existe masculino nem feminino. Existe apenas um Deus, um amor, o qual é harmonia. E a harmonia é aquilo que deve ser estabelecido entre todos.


Pergunta: Por que razão existirão tantos gays, homossexuais artistas e gente criativa?


John: Devido a que, por serem seres andróginos, isso provoque um colapso no ego que permite que o pensamento superior corra.


Pergunta: Consideras que as lésbicas e os gays, pela sua natureza própria sejam mais andróginos?


John: Exacto.


Pergunta: Mas por vezes podem negar isso, só que se se dispuserem a voltar-se para dentro e a observar a sua própria natureza, descobrirão de facto que a androginia existe.


John: Exacto.

Pergunta: Certas pessoas que têm uma orientação homossexual, em vez de abraçarem numa atitude positiva a própria homossexualidade como um dom estupendo, ou como uma opção única da alma – uma experiência que lhes proporciona um ponto de vantagem único a partir do qual consigam aprender coisas que podem não ser capazes de aprender caso tivessem uma orientação heterossexual – tendem a demitir-se da experiência de uma forma resignada, dizendo: “Bom, não sei se será um desequilíbrio genético, ou se será a minha mãe a culpada, ou o quê – mas seja o que for, para o melhor ou para o pior, é assim que sou.”


John: É bem o caso da presença de aceitação. São os estágios naturais da morte e do morrer - o desapego de arquétipos dos modelos retos inatos que tinham – e uma morte no ego. Mas é mais o facto de observarem isso por dever ser uma celebração do espírito por se acharem espiritualmente inspirados. Caso não se sentissem espiritualmente inspirados perceberiam toda a extensão das suas actividades – não só a sua homossexualidade, mas todos os seus negócios – a essa luz.


Pergunta: Obrigado, John. Avancemos para a terceira dissertação, o qual evidentemente já teve início, acerca de como tudo quanto foi dito se relaciona especificamente com o fenómeno da Sida.

John: De facto, muitos dos aspectos já foram revistos. Primeiro, na questão da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, uma pessoa precisa apresentar como que uma predisposição para um sistema imunológico reduzido. Isso já está a começar a ser avançado em certos modelos médicos. Para o pôr em poucas palavras, essa predisposição procede do estresse, cujas fontes geralmente são de ordem cultural, social ou do âmbito do desinvestimento material.

O canal que vos fala sugere que o desinvestimento de natureza espiritual é a mais debilitante as formas de desinvestimento. Devido à ascensão do fundamentalismo nas crenças religiosas, muitos grupos vieram a ver-se espiritualmente desinvestidos. Tal fundamentalismo atravessa toda a linha religiosa. Também chegou a verificar-se fundamentalismo em questões da raça, da cultura, da etnia, da orientação social e de outros acordos. Por outras palavras, cristalização de ideias; não um desejo de clareza, mas um desejo de definição, sem que importe qual. Em vez de conduzir a uma expansão da consciência, isso conduz a um pensar rebuscado e pouco introspetivo, autocrítico e negativo. Primeiro, nas comunidades, depois por entre os indivíduos, e que conduz como que a um desinvestimento, uma vez mais, na consciência colectiva.

Isso permite, pois, que os organismos que se encontram em constante mutação eventualmente penetrem numa dessas consciências colectivas, em que a predisposição para o estresse a partir das fontes já citadas pode começar a depredar, a alterar, e eventualmente a mover uma mutação a ponto de se tornar de novo num estado de mal-estar especificamente reconhecido. Micro-organismos originalmente benignos tornam-se então malignos, não por mote próprio mas por causa, mais uma vez, da consciência de deserdação ou disfunção. Vocês posteriormente rotulam isso como um estado de indagação onde a questão deveria ser feita - onde é verdadeiramente que reside o mal-estar? É na consciência colectiva. É no espírito das populações. Foi aí que adquiriram a disfunção imunológica. É na mente, e só depois no físico. Será que isto está à altura da tua compreensão?

Pergunta: Está. Serão o HTLV-III, e o vírus da SIDA normalmente benignos? 


(NT: O HTLV-III ou Vírus Linfotrópico, é um retrovírus da família do HIV


John: Ele permanece, quer em estado de dormência, devido a que as condições sociais únicas existentes no seu acordo não tenham existido até que as condições actuais planetárias e sociais tenham passado a apresentar-se.

Pergunta: Então, tem andado a perambular por aí faz muito tempo mas não terá emergido por a base psicológica do mal-estar que está a surgir não ter estado presente?

John: Exacto. Nenhum processo de incubação.

Pergunta: Obrigado.

Pergunta 2: Eu uso iridologia, ou análise frontal ocular, na prática profissional que exerço. Existirá algum sinal ou forma de determinarmos uma situação de Sida por intermédio de um procedimento destes?

John: Exacto. Antes de mais, não existirão como que organismos centrais que são os primeiros a entrar em estado de disfunção na presença da deficiência imunológica adquirida?


Pergunta: Existem.

John: Isola, pois, o padrão desses órgãos, como que relacionasses esse padrão com o método da iridologia, e passarás a dispor de uma ferramenta de diagnóstico; centrando-te em particular em torno do timo, do baço, das adrenais e do pâncreas, por esses serem todos os órgãos mais sensíveis que sofrem situações de elevado nível de estresse, assim como dois dos órgãos críticos que entram em estado de disfunção na presença efectiva do vírus isolado. Entenderás isto?


Pergunta: Entendo, sim. Obrigado.


Pergunta 2: John; eu tenho algumas perguntas relacionadas com a acupunctura e a medicina tradicional oriental, que tu disseste se tornariam muito eficazes no tratamento da Sida e da deficiência imunológica. Quais as ervas chinesas mais eficazes no tratamento da deficiência imunológica e da Sida?


John: Creio que alguma dessa informação já terá sido reunida pelo Grupo Holístico. Recomendaríamos, em particular às mulheres, o fenómeno conhecido por dong quai. (NT: Planta mais conhecida por angelica chinesa e ginseng feminino.) O Ginseng é comum. E a título de medidas dietéticas, os cogumelos, por eles terem características medicinais por natureza. Também recomendaríamos um padrão dietético cuidadoso que equilibre tanto o yin como o yang, pois notem que ambos se acham presentes: nos suores noturnos assim como nos calafrios (tremores de frio), por ser um equilíbrio em ambas as energias que se faz necessário.


Pergunta: Que tipo de cogumelos?


John: Aqueles conhecidos especificamente como cogumelos negros. E aqueles que são apanhados em primeiro lugar, dotados das pequenas coberturas.


Pergunta: Que pontos de acupuntura e métodos seriam os melhores no tratamento de pessoas com Sida?


John: Essencialmente, pensa mais nos meridianos predominantes; todavia, aqueles meridianos em particular associados ao baço, aqueles conhecidos por Triplos Aquecedores, e o coração, que também estimulam a glândula do timo.

Pergunta: Tenho vindo a ter muito trabalho com a análise das síndromes que as pessoas diagnosticadas com Sida apresentam, nos termos da medicina chinesa. Gostaria de rotular as síndromes que já apurei, e queria saber se me poderias corrigir ou contribuir para cada síndrome em particular. Elas são: Deficiência renal-jing, deficiência renal-yin, deficiência renal-yang, deficiência do baço-chi, deficiência pulmonar-chi, deficiência pulmonar-yin, e claro está, calor tóxico.


John: Busca, igualmente, detectar deficiência nas áreas yang do coração. Isso como que completaria a síndrome. Isto estará à altura da tua compreensão?


Pergunta: Está, obrigado.

Pergunta: Alison, a enfermeira-chefe da Ala 5-B, a famosa “Ala da SIDA” no Hospital Geral de São Francisco (Actualmente designada Ala 5-A) fez uma pergunta que todos nós gostaríamos de fazer. Como poderão aqueles que trabalham com pessoas diagnosticadas com SIDA ajudá-las a abrir-se e a tornar-se receptivas para com o próprio poder de cura que têm?

John: A própria presença tranquilizante que o curador suscitar por meio do altruísmo ou do amor constitui o primeiro passo. Pois o amor em si mesmo é o poder de cura e a própria capacidade de tranquilizar o medo constitui o primeiro passo na cura. Como o curador propicia a compreensão poderá transmitir um reforço amável e positivo; mas não excedam os limites, por a pessoa poder afastar-se. Um aumento da expansão da consciência que tem, pela redução do medo que sente – esse será o primeiro passo. 

A seguir, encorajai a pessoa a viver com o mal-estar ou o estado, em vez de morrer vitimado por ele – esse será, pois, o segundo passo de natureza psicológica. Aceitação da situação, em vez de lhe oporem resistência.

Em terceiro lugar, propiciai um padrão constante de redução do estresse, e a seguir facilitai a introdução de várias alternativas que por fim se revelem atraentes para o indivíduo quanto aos modelos de cura que desejar procurar. O que nós sugerimos é que como a questão se centra nas suas próprias capacidades de cura, se centrem no fenómeno conhecido por imunidade psicológica relacionada com um imaginário criativo, que seria uma das questões críticas, por geralmente ser aceite que o poder da mente constitua um dos conceitos mais populares na consciência colectiva, a apelar ao mais amplo número de indivíduos. Assim, imagens criativas. Pensai em fenómenos de imunidade psicológica juntamente com dieta e nutrição, redução de estresse, e um lento acumular de casos e historiais alternativos. Porque muitas vezes o ponto crítico de mudança no poder de cura acha-se geralmente associado ao conceito popular vigente na consciência colectiva, da capacidade que a mente tem de curar.


Assim, melhorai primeiro a condição da sua mente por meio dos métodos indicados, em seguida expandi a capacidade que têm, recentemente descoberta, de discriminar, e de novo a de raciocínio, exponham-nas contra o vasto número de alternativas, dependendo das práticas individuais do curador. E em seguida os imaginários criativos de auto cura, a meditação, a redução do estresse, e o conceito filosófico de viver com a doença. Estará isto à altura da tua compreensão?


Pergunta: Está. Por que razão tanta gente que contraiu Sida abandonou o corpo em vez de viver com a doença, de restabelecer a cura, e de recuperar a unidade de mente, corpo e espírito nesta vida?


John: Por se tornar num mecanismo por meio do qual podem escapar a uma ordem de coisas em que se sentem desinvestidos, e associarem isso ao abandono do foco – o corpo físico - que lhes faculta a participação na experiência.


Pergunta: A Anne Strack, que tem vindo a aconselhar as pessoas no Centro do Pacífico na East Bay, diz que um dos maiores receios daqueles a quem terá sido diagnosticada a Sida é o de enlouquecerem por causa das complicações neurológicas causadas. Sentem-se assustados com a possibilidade de perder a sanidade mental. Que forma particular de conforto ou informação conseguirá ela proporcionar-lhes?


John: Primeiro, assinala a raridade do fenómeno, mesmo nos estados mais avançados da doença associados à Sida. Em segundo lugar, se as pessoas trabalharem com a meditação e outros acordos que tais esboçados no manuscrito, esses estados poderão efectivamente ser lançados para uma remissão. Achamos que as pessoas não sofrem problemas de insanidade ou sequer de falta de coerência, mas experimentam mais um efeito de Alzheimer, o que envolve um afrouxamento gradual da personalidade e uma natureza mais passiva. Mesmo que tivessem que sofrer a amplitude completa da aflição, não seria diferente do carma do despojamento do ego, e a penetração em estados mais profundos e mais passivos – retendo, todavia, um domínio ainda semelhante e uma consciência lúcida.


Pergunta: Estarás a sugerir que aqueles que contraiam Alzheimer não padeçam de sofrimento devido ao facto de não chegarem realmente a saber o que lhes está a suceder?

John: Não se trata de uma perda da sanidade, mas antes um cada vez menor funcionamento em várias extensões da personalidade. Existem arquétipos de indivíduos altamente produtivos na ordem social que exibem formas de inteligência especializada e que contribuem para o bem-estar da ordem social. Aqueles que se preocupam com a perda da própria clareza da consciência deveriam trabalhar com aqueles que nascem dessa maneira e ver como aqueles dotados de uma inteligência especializada – a quem normalmente chamariam de retardados – contribuem para a ordem social.


Pergunta: Eu estou preocupado com aqueles que apresentam um estado de Alzheimer avançado. Em que medida sofrerão esses, ou terão consciência da situação em que se encontram? Ou será esse, ao invés, um caso de despojamento do ego?


John: Trata-se de um despojamento biologicamente forçado e de um progressivo abandono da personalidade e da forma física.


Pergunta: Que será que a infecção oportuna da meningite criptocócica representa nos termos do sistema neurológico?


John: Representa o desgaste dos sistemas nervosos central, simpático e parassimpático. Tais condições constituem os primeiros exemplos por intermédio dos quais se pode começar a descobrir a relação crítica existente entre os tecidos nervosos centrais e os tecidos neurológicos parassimpáticos enquanto+ função do sistema imunitário. +Estudai a canalização subordinada à Imunidade Psicológica, e a forte ênfase colocada sobre os tecidos neurológicos como uma função do sistema imunitário.


Pergunta: O Michael, que se encontra aqui presente esta noite, tem vindo a trabalhar em San Francisco no sentido de estabelecer um programa holístico de cura da Sida baseado num modelo, que é bastante similar ao modelo apresentado pelo Grupo Holístico neste livro. Ele repara que vai junto das pessoas e que lhes conta que o Centro Macrobiótico de Nova York tem vindo a trabalhar com um grupo de indivíduos que contraiu Sida durante dois anos, e que conseguiu que 29 de 30 deles estabilizassem ou entrassem em remissão, e o Russel Jaffe em Vienna, na Virgínia, conseguiu que 18 de 19 pacientes com Sida entrassem em remissão. No entanto as pessoas parecem desconsiderar esses êxitos dizendo: “Pois, mas gostava de saber se a isoprinosina resultará.” 

(NT: A Isoprinosina é um estimulante do sistema imunológico administrado no combate à infecção pelo VIH). 

Parecem não se concentrar em absoluto nessa cura holística. Parece que as pessoas se acham mais apegadas à noção de que a Sida seja uma doença mortal, e que só possa ser curada pela medicina ocidental (alopata). Peço-te que discutas esse sistema de crença que parece tão fortemente vincado no caso de muitas das pessoas diagnosticados com Sida, pela instituição médica e pela instituição de pesquisa.


John: Antes de mais, precisas compreender que a comunidade de curadores constitui uma comunidade que deve como que integrar-se no quadro de outras comunidades. Apenas por duas comunidades parecerem do mesmo modo socialmente desinvestidas não quer dizer que deva existir uma concordância psicológica, nem que sejam aliados. Deves, talvez, sugerir que devam dirigir os seus modelos em paralelo. Porque, caso se gere um movimento persistente no sentido de propor o sistema médico ou o sistema holístico como uma escolha de carácter absoluto, então estarão a propor uma psicologia inadequada. Porquanto, não estará a vossa abordagem imbuída do propósito da integração? Permitam à pessoa a capacidade de integrar ambos os modelos e mais rapidamente progredireis. Estará isto à altura do teu entendimento?


Pergunta 2: Bom, isso em parte responde à questão. Mas quando converso com as pessoas acerca do estabelecimento de algo semelhante tenho uma forte sensação de bloqueio à exposição da ideia.


John: Pausa. Uma outra entidade deseja falar. (Surge a voz do Tom)


Tom: Tiro-vos o chapéu. Aqui quem fala é o MacPherson, Tom MacPherson. Como passam aí?


Pergunta: Estamos óptimos. Não estamos? (Resposta afirmativa em coro.)


Tom: Tenho que dizer com toda a franqueza que que penso que estamos a lidar com questões do foro da bajulação, ou querer passar uma opinião. Não será verdade?

Pergunta 2: Bom, tentar levar as pessoas a dar ouvidos.

Tom: Exacto. Isso é conhecido por bajulação. Sendo de origem Irlandesa, tenho um bocado de experiência nessa área, de modo que emprego o termo de uma forma construtiva. Descreve o fenómeno de uma forma mais pormenorizada.


Pergunta 2: Quando tento explicar os resultados que outros obtiveram com o uso de métodos holísticos, gera-se um nível de resistência pelo qual que as pessoas se recusam a dar ouvidos – é como se na ideia que fazem não tivesse qualquer realidade. Os tratamentos convencionais médicos produzirão uma morte quase certa no caso daqueles que contraíram a Sida, e esses tratamentos alternativos obterão bons resultados. Mas elas não dão ouvidos ao facto.


Tom: Bom, uma vez mais, haverás de notar que a própria linguagem que empregas não deixa margem para o processo de que o John falou. Tu fazes-lhes passar a noção de que o modelo médico produzirá uma morte quase certa, compreendes? Assim, estás de imediato a transmitir-lhes que a única opção que têm é a tua. Isso não se assemelha a decisão nenhuma, pelo que nem têm o que escutar. E constitui o próprio processo de resistência que estás a experimentar. O que provavelmente devias fazer era isolar esses modelos médicos particulares que sejam mais benignos, como o Interferon, o Thymosin e a Ribavirina. Talvez sugerir que as pessoas devam acompanhar um modelo holístico, em paralelo com o mais benigno dos modelos médicos, e isolar médicos holísticos na comunidade. Creio que obterás uma atitude de escuta muito mais simpática da parte dessas pessoas, e que elas sejam capazes de acolher os teus modelos por meio de uma abordagem mais integrada. Compreenderás isto?

Pergunta 2: Já trabalhei com médicos que empregam métodos holísticos, e eles caem no mesmo tipo de resistência sempre que se tenta apresentar estas abordagens alternativas. Eles não obtêm uma resposta muito positiva. Ao nível psicológico, qual será a resistência?


Tom: Antes de mais, uma massiva cobertura noticiosa. Podia chamar-se a isso de transe cultural. A posição que assumes assenta numa situação de trabalho estritamente educacional, ao propores uma informação directa. Eu sugeria que trabalhasses mais a partir de uma situação de desprogramação. Além disso, precisas apresentar-te de um modo mais lógico do que o exige a lógica.


Por outras palavras, ser prevenido vale por dois. Quanto mais relaxado estiveres, mais terás quem se abra às formas de abordagem e – não estou certo – talvez mesmo recuperar alguns dos vossos médicos, que também estão a acenar com com a abordagem do leito de morte, e que dizem ser morte certa seguir essa via. E eu sugiro que devas expandir e permitir que a pessoa tenha uma noção do que és, o que representa uma alternativa. E uma pessoa sensata que se coloque na posição de alternativa, apresenta uma perspectiva tão simpática do seu oponente quanto possível, de modo que leve a pessoa a sentir que dispõe de escolha. Caso contrário deixarás de te apresentar como alternativa; não passarás de mais um daqueles que tenta ditar a decisão, e isso é o que o processo de resistência engloba. Perceberás, pois, tal coisa?


E deves trabalhar com paciência. Uma vez tenhas apresentado a tua alternativa, não deves esperar que tomem uma decisão de imediato, mas apresentá-la de tal modo que possam meditar e reflectir nela. Assim que começarem a rever a informação, o provável é que comecem a sentir uma maior simpatia pelo teu processo educativo. Mais, os esforços iniciais que envidas nessas áreas em particular provavelmente terão 24 meses de validade, entendes? E estás a ir ao encontro de um transe cultural que terá uma prevalência de uns vinte ou trinta anos. Além disso, os teus papéis, os teus materiais educativos estão só agora a começar a ser devidamente lidos e acolhidos. Por isso, creio que deverias dar uma palmadinha a ti próprio nas costas pela medida de êxito que obtiveste até à data, e saber que a posição só deverá melhorar, em vez de se deteriorar.


Pergunta 4: Eu sou um indivíduo que contraiu Sida, Tom, E como que abracei esta abordagem holística… por ter fé nela. Sei bem que a quimioterapia a longo prazo não é benéfica. Mas gostava de saber, se com esta abordagem que abrange a holística, se alguém como eu beneficiaria de uma tentativa, por exemplo, com o vinblastine, de acordo com o que é aceite pela abordagem holística. 


Tom: Faz o favor de descrever o processo do blastine (o termo em si mesmo soa quase como blasfémia, no original Inglês, não é?)


Pergunta: Tem sido bastante usado no tratamento do sarcoma Kaposi, e defendem que consegue um elevado índice remissivo.


Pergunta : Creio que é administrado por via intravenosa, na mão. Impede que apareçam lesões, ou reduz o seu aparecimento a, por exemplo, quatro ou cinco por ano num paciente que tenha tido 50 ou 60 e estavam a crescer rapidamente. Claro está que essa gente recorre à redução do estresse e tudo o mais, de acordo com uma dieta macrobiótica ou seja o que for.

Pergunta 2: Creio que o vinblastine procede da planta Vinca Menor… (NT: Mais conhecida por Lavanda, que é uma planta medicinal.)

Pergunta 3. Que é fortemente venenosa.

Pergunta 2: Eles medem o efeito contra os nossos glóbulos brancos sanguíneos, creio bem, antes do no-lo ministrarem. De modo que obtemos talvez uns 7 mililitros uma vez por semana, de acordo com a contagem que as células sanguíneas apresentarem de cada vez que lá vamos. Por ser venenosa e poder matar qualquer coisa, eles procedem a um ajustamento.


Tom: Antes de mais, aos ervanários que se acham presentes: Terão feito recomendações quanto à forma de administração da planta Vinca?


Pergunta 3: Creio que a planta seja demasiado venenosa para se tomar sob a forma de chá.

Tom: Sim, mas que dizer em termos homeopáticos?


Pergunta 3: Sim, podemos usá-la em termos homeopáticos.

Tom: Muito bem. Eu sugeriria que no caso de certas pessoas, em doses modestas, acompanhadas de uma desintoxicação enorme, tais como saunas e coisas nesse sentido, poderá, sob a forma de quimioterapia, e nas mãos, uma vez mais, de um praticante de medicina compreensivo – num tratamento paralelo – o provável é que prove ser um grau numa terapia eficaz. A única coisa que é chave é, devido ao nível de toxicidade que apresenta, poder levar à supressão imunológica, compreendes?


Mas uma vez mais, acompanhado de uma enorme desintoxicação, em certos historiais individuais, pode ser posto em prática, mas inclino-me mais para uma preparação homeopática. Compreendes?

Pergunta 3: Sim. O Rudolf Steiner trabalhou com o Visco (NT: Arbusto hemiparasita, não completamente dependente da diversas plantas hospedeiras), que também é uma planta venenosa, mas administrou-a por forma homeopática. De facto, o visco está a ser usado na Alemanha no presente em situações de cancro. De que modo reagirá ele ao sarcoma de Kaposi?

Tom: Reformula aqui o teu caso e faz também um inventário dos sintomas.


Pergunta 3: Devido ao "Princípio dos Semelhantes," (NT: Que em homeopatia responde pela afirmação de que uma substância conhecida por causar um mal pode, uma vez ministrada em doses ínfimas, conduzir à cura do mal provocado) o Visco, que constitui uma planta parasita, foi usada por Rudolf Steiner e pela Escola Antroposófica a fim de reduzir edemas (inchaços) e tumores. Essa pesquisa foi conduzida há de cem anos atrás. Encontra-se actualmente a ser objecto de pesquisa na Europa, e está a ser ministrado pela via homeopática através de uma diluição por série na redução dos edemas. Dado que o sarcoma de Kaposi também representa um tipo de lesão, será que funcionará neste caso? (Nota do Editor: Três anos após esta canalização ter tido lugar, Robert Gorter, um médico afecto à Antroposofia inspirado pelo trabalho de Rudolf Steiner, está a dar início a um estudo no Hospital Geral de San Francisco que se debruça sobre a eficácia do Visco enquanto tratamento da Sida.

Tom: Sim, comporta mesmo um tanto da "Doutrina das Assinaturas," (NT: Teoria que ascende a Galeno e a Paracelso, segundo a qual a semelhança patente entre os alimentos naturais e as ervas e os diversos órgãos do corpo humano a que se assemelham, assenta numa correspondência dotada de propriedades curativas) porque quando o Visco é removido do seu hospedeiro, deixa profundas lesões na planta hospedeira. De modo que chega mesmo a verificar-se uma "similitude" maior em termos de correspondência. Sim, provaria ser um meio efectivo, uma vez mais preparado segundo a forma homeopática.

Pergunta: Sei que temos vindo a falar bastante acerca acerca dos preparos homeopáticos da companhia CMV, que dizes constituir um vírus igual ao HTLV-III, e aos benefícios que revelam em relação àqueles a quem foi diagnosticada a Sida. Haverá mais algum preparado homeopata específico que gostasses de mencionar a esta altura?

Pergunta 4: Eu gostava de indagar acerca do miasma raiz da Sida (NT: Miasma significa na teoria homeopatica um enfraquecimento geral ou uma predisposição para uma enfermidade crónica transmitida pela cadeia geracional) Parece-me exibir uma forte raiz tuberculosa.

Tom: Estaria de acordo com a raiz tuberculosa, uma vez que se acha ligada ao quadro emocional. Mas diria que as verdadeiras raízes miasmáticas devem igualmente ser reconhecidas no vínculo que apresentam com o miasma sifilítico, por os resultados finais apresentarem uma elevada similitude; assim como o facto de estarem a lidar com um processo duplicado. Trata-se de um vírus que assume uma mutação no sistema. Assim, existem dois estágios definitivamente distintos do mal-estar; tuberculoso, ou o primeiro, no "contexto" do mal-estar, e depois há o próprio mal-estar "final," o qual é mais sifilítico por natureza.

Pergunta 4: Serão, o Tuberculinum e o Syphylinum, ambos válidos no tratamento disso?

Tom: Creio que acabarão por descobrir que o Siphylinum será mais indicado à medida que a doença atinge os seus estágios finais, ao passo que no caso daqueles que possivelmente revelem sinais de imunidade ao mal-estar, tais como, oh, certas contagens de células T, etc. Entenderás isto? No caso dos portadores, descobrirão que o tratamento miasmático se apresentaria mais em ordem.

Pergunta 4: Então o mercúrio também poderá ser usado, ou será o Siphyilinum, o germe que é fectivamente retirado da sífilis, melhor?

Tom: Ambos se revelariam igualmente eficazes. Ah, a propósito, para expandirem a vossa Tabela Periódica dos Elementos: Os elementos mais radioactivos como o rádio e o urânio, também se provariam altamente eficazes nisso, no estágio sifilítico.

Pergunta 4: O plutónio também?

Tom: É demasiado mortífero.

Pergunta 4: Demasiado mortífero mesmo em termos homeopáticos?

Tom: Exacto. Ficai pelo rádio, e pelo urânio, em particular enquanto se encontram encerrados no seu "estado de minério." Finalmente, para os casos tuberculosos: o nitrogénio e o dióxido de carbono.

Pergunta: A teoria homeopatica básica assevera que aquilo que uma substância provoca por sobredosagem, também cura através da microdosagem. O Dana Ullmann, co-autor da obra "Guia Generalizado para a Medicina Homeopática," foi uma de entre várias pessoas que terão notado similitudes entre os sintomas de uma sobredose de penicilina e os da Sida. Ele deseja saber se uma dose homeopática de penicilina será benéfica no tratamento da Sida.

Tom: Correcto. A dosagem específica ficaria a cargo do homeopata.


Pergunta: E acerca da dosagem homeopática do cyclosporin, uma droga que é conhecida por suprimir o sistema imunitário?


Tom: Pode provar ser benéfico.


Pergunta: Foi afirmado, numa canalização anterior, que se uma dosagem de penicilina suprimisse o sistema imunitário, o faria por não mais do que seis meses. Serão os antibióticos e a penicilina um cofator (NT: Complemento que vai integrar e completar o elemento determinante) significativo na Sida, caso sejam usados mais do que, digamos, quatro vezes ao ano? Ou seis vezes ao ano? Ou oito?


Tom: Não vemos que seja uma questão importante.


Pergunta: Então, mesmo que se padeça de sífilis recorrente, e se seja tratado quatro vezes ao longo do curso do ano com megadoses de penicilina, a penicilina não representaria um factor significativo na supressão imunitária.


Tom: Exacto. Excepto em casos extremos isolados.

Pergunta: Se alguém padecer de uma alergia em relação à penicilina e aos antibióticos, a sua ingestão irá prejudicar o funcionamento do sistema imunitário?


Tom: Certos efeitos… Várias reacções alérgicas, porém, pode ser enormemente reduzido por uma dieta desintoxicante.

Pergunta: Entendido. Mas é claro que essa dieta desintoxicante deverá por sua vez ajudar a reforçar o sistema imunitário.

Tom: Exacto.

Pergunta: Terão os pacotes de Óleo de Castor (NT: Em Portugal conhecido por Rícino, enquanto no Brasil é conhecido por Mamona, e é extraído da semente de uma planta designada nos círculos botânicos por Ricinus communis, planta essa que é também conhecida nos ervanários por Palma-Christi, por apresentar uma folha espalmada e alongada) algum uso no tratamento da Sida? Edgar Cayce mencionava-os imenso.

Tom: Absolutamente. Eles são excelentes agentes de limpeza tanto em relação ao fígado como a todo o aparelho intestinal, além de permitirem uma completa desintoxicação dos tecidos da pele. (NT: Na verdade não passa de um placebo – o que não quer dizer que não deva ser objecto de consideração, porque nós actuamos sobre os objectos externos com base nas crenças que temos.)

Pergunta: Colocado, conforme o Cayce talvez o terá mencionado, sobre o lado direito do abdómen?


Tom: Correcto. A propósito, na desintoxicação, um outro excelente ponto a trabalhar nessa área é mesmo aquela parte carnuda situada entre o indicador e o polegar, por ser extremamente eficaz no trabalho com o pacote de Óleo de Castor e ajudar a limpar todo o aparelho intestinal.


Pergunta: De que modo se conseguirá isso?


Tom: Ah, simplesmente mantendo-o por cerca de dois ou três minutos, compreendes? Mas assegura-te de que a porta do banheiro não esteja fechada por dentro.


Pergunta: Os maços de Óleo de Castor devem ser aquecidos, ao ser colocados sobre a superfície da pele?


Tom: Exacto.


Pergunta: E quando é que se deve estimular a área mencionada, antes, após ou durante?

Tom: Podes mantê-la durante, se preferires.


Pergunta: Tom, recomendaste, como método de cura do sarcoma de Kaposi e das lesões por ele provocadas, a ingestão de uma solução composta de gel de aloé vera, selênio, e de um silicone organicamente vinculado, mais a aplicação de um pacote disso directamente na pele. Poderias referir as proporções do gel de aloé, do selênio e do silicone organicamente vinculado?


Tom: O selênio e o silicone poderão provavelmente ser obtidos a partir dos vegetais marinhos, tais como as algas marinhas. Se quiseres obter um cataplasma razoavelmente tradicional, podes simplesmente embeber os vegetais marinhos num banho e colocar uns bons dois dedos ou borras com aloé vera, depois de teres porventura triturado os vegetais marinhos – sobre a área geral da aflição, por a pele constitui um organismo ligeiramente digestivo, compreendes?


Pergunta: Sim, então borrar com um pouco de gel de aloé vera sobre a lesão, e depois lançar-lhe alguns vegetais marinhos?


Tom: Exacto. Também podes secá-los. Se desejares proporções mais pormenorizadas, sugeria dois dedos -- para todos quantos são terapeutas a tempo inteiro aqui presentes – dois dedos de aloé vera ou – para vós tipos mais específicos – juntamente com cerca de três onças fluídas, seguido de cerca de três a seis gramas de algas secas ou dulse (NT: Alga comestível vermelho escuro) ou aproximadamente meia onça fluída de dulse líquida. Mistura bem até homogeneizar e a seguir isso poderá ser aplicado sobre as lesões. Por fim, quando trabalhares com as algas em pó, entremeadas com o aloé vera, devias permitir que seque.


Pergunta: Quando o HTLV III sofre uma mutação que o deixa irreconhecível na forma física, em que é que é transmutado?

Tom: Ele deixa simplesmente de se reproduzir, e por fim integra-se quase totalmente nos tecidos genéticos ou nas células individuais especializadas, que se encontram então em estado de disfunção.

Pergunta: O Ribavirin constitui um agente inibidor da transcriptase reversa que está agora a ser ministrado a título experimental em pessoas em quem tenham diagnosticado Sida. Será o Ribavirin de facto um modelo médico que constitua uma abordagem à cura?

Tom: Voltas a mencionar o termo “cura.” Pode representar um processo no estimular da imunidade, para por sua vez eventualmente gerar os estados de remissão do próprio corpo.

Pergunta: Será isso válido nessa forma?

Tom: Certamente.

Pergunta: Como se comparará em termos de eficácia a algo como as Algas da cultura Klamath?

Tom: Uma vez mais, não desejamos comparar graus de eficácia. Estabelecem sistemas que parecem estar a competir uns com os outros, quando o que pretendemos é a sua cuidadosa integração.

Pergunta: Mas, de facto, qualquer um deles seria capaz de fazer isso, ou de facilitar tal processo, não?

Tom: Correcto.

Pergunta: Disseste que o Nonoxynol-9, o ingrediente presente nos espermicidas que mostraram liquidar o vírus da Sida em testes de laboratório pode irritar gravemente os tecidos anais, e talvez contribuir para ulcerações do revestimento anal que nos deixa expostos à penetração do vírus da Sida. Também irritará os tecidos da vagina?

Tom: Correcto.

Pergunta: Terás alguma coisa em específico a dizer ao doutor D.R., com respeito às lesões que têm vindo a emergir no seu corpo, para além de acompanhar a abordagem esboçada pelo grupo holístico?

Tom: Creio que o seu caso histórico seja bastante típico. Creio que já tenhamos verificado o seu caso histórico e em paralelo com o modelo médico que foi examinado, o Vinblastine seja algo que poderá acolher no seu caso pessoal, desde que as quantidades sejam bastante modestas. Mas uma vez mais, recomendaria uma desintoxicação massiva, tipo três vezes por semana.

Pergunta: Não será mais eficiente, no caso dele, abordar isso pela vertente homeopática?

Tom: Eu sugeria uma introdução à homeopatia. Mas como a preocupação real se prende com certos avanços que se verificam nas lesões, eu sugeria o tratamento das lesões superficiais por métodos já delineados… Penso que as lesões dele revelariam uma remissão favorável.

Pergunta: Disseste que a equinácea é essencialmente antiviral Paul Lee, por exemplo, afirmou que a equinácea apresentava uma eficácia de oitenta por cento enquanto interferon, e que estimulava directamente as células. Porque é que afirmaste que a equinácea era mais antiviral enquanto as Algas da Cultura Klamath eram mais um intensificador da imunidade? Que diferença fará?

Tom: Dizes que a equinácea estimula as células T?

Pergunta: Foi o que o Paul disse; disse que estimulava directamente as células T. podes discordar disso.

Tom: Não, eu encontro paralelos e concordo com isso, e isso estabelece exactamente um paralelo com a afirmação que fiz de ser antiviral, entendes? A questão das Algas da Cultura Klamath, conforme haverás de ver, em geral impulsiona o sistema imunitário, por estimular o baço, o timo, e vários outros factores do sistema imunitário.

Pergunta 2: Poderei muito rapidamente perguntar sobre a Phytolacca (Planta) ou a raiz do puxão? Nos termos dos princípios homeopáticos apresenta muitas manifestações sifilíticas: lesões e hemorragias e sangramentos internos e coisas do género.

Tom: Provar-se-á particularmente válido onde as lesões se tiverem manifestado internamente.

Pergunta 2: No intestino?

Tom: Correcto.

Pergunta 3: Existe uma substância que foi descoberta no Oregon chamada cenoura sagrada, que é conhecida em Latim por Leptotaenia, que supostamente é muito eficaz enquanto antibiótico, ou substância antiviral. Poderá ser útil no tratamento da Sida?

Tom: Referes-te a uma aplicação física ou homeopática?

Pergunta 3: Fisicamente, enquanto tintura, ou chá.

Tom: Sim, creio que será bom no combate a inflamações secundárias, que habitualmente possam drenar as forças imunológicas para se juntar contra o factor principal, entendes?

Pergunta 3: Sim.

Tom: Creio que vamos partir em breve, já que não queremos deixar o instrumento esgotado. Foi muito agradável falar com todos vós, e espero ter serviço de ajuda. Que os santos olhem por vós. Deus os abençoe.

Grupo: Que Deus te abençoe, Tom.

John: Saudações. Procurem ficar em paz com as coisas que recebem do Espírito, por descobrirem que se destinam ao favorecimento dos trabalhos do Pai, e de facto vocês representam esse trabalho. Caminhem na Luz do Deus Pai e Mãe. Deus os abençoe. Ámen.

(Continua)


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John: Nos próximos anos surgirá uma documentação minuciosa acerca do princípio da imunidade psicológica, que traduzirá uma qualidade da mente de tal modo cuidadosamente integrada em todo o nível celular do organismo a ponto de serem capazes de eventualmente, por meio das vossas tecnologias avançadas, chegarem a observar a flexão efectiva do próprio código genético através da mente -- não apenas a criação de antibióticos, a regulação do batimento cardíaco e dos níveis anatómicos, mas a projecção não só no nível celular como no próprio nível molecular.


Isso terá início quando for descoberto que não existe outro caminho excepto através daquele que é chamado de meridianos. Serão capazes de verdadeiramente observar o fenómeno da mente enquanto agente independente até mesmo  do próprio fenómeno da psicofisiologia, por virem verdadeiramente a descobrir que a mente é, quer promovida ou suprimida enquanto energia condutora. Os chamados modelos físicos actuais, até mesmo os modelos químicos, apenas suprimem ou promovem a condutividade da energia que constitui a mente em si mesma. As alterações comportamentais não são químicas por natureza, nem constituem um resultado, mas simplesmente promovem ou bloqueiam as actividades neurológicas e dos meridianos, os quais, quando integradas, criam o fenómeno da integração tanto da mente consciente como da mente supraconsciente, a qual uma vez mais constitui a força evolucionária.


Isso é  melhor observado em estados hipnóticos, onde um fenómeno correntemente rotulado  no fenómeno médico como estigmas produz a faculdade da cirurgia fisiológica, onde se documenta que as pessoas que mergulham em estados de êxtase, e, ou através de traumas psicológicos, podem levar ao ressurgimento de equimoses ou de outras queimaduras sofridas na infância, através da mera instrução das mesmas.


Através da exploração desse fenómeno sob condições mais controladas, em estados meditativos, hipnóticos e não induzidos por drogas, mas induzidos através do som ou da luz, ou por estados induzidos vocalmente, eles levarão a novas faculdades de criação de princípios de imunidade psicológica, e até mesmo fenómenos que correntemente são designados por cirurgia psíquica, por mais controversos que pareçam ser. Por vocês poderem induzir esses estados conscientemente, e a seguir aplicá-los a título de avanços, em vez de zombaria como inexequíveis na disciplina da fisiologia e disciplina anatómica ocidentais.

(continua)

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OS FLUÍDOS ELÉCTRICOS

A imunidade psicológica, ou capacidade que ame te tem de utilizar a visualização (visualização focada) para reforçar o estímulo neurológico para os diversos órgãos principais internos, é tornada possível pela operação de três ou quatro forças diferentes que operam no organismo humano. O processo da imunidade psíquica facilita a canalização de energias eléctricas de baixa voltagem encerradas no crânio – nos hemisférios direito e esquerdo – para diferentes áreas do corpo desse modo auxiliando ao estímulo efectivo e à reconstrução dos vários órgãos e tecidos que compõem o sistema imunológico humano.

A imunidade psicológica opera a partir do princípio de que a doença é provocada, não tanto por organismos invasores tais como bactérias e vírus, ou por substâncias tóxicas, quanto pela disfunção que leva a que o corpo se exponha a tais substância invasoras. O processo da imunidade psicológica envolve a projecção de forças eléctricas de baixa voltagem do corpo, inicialmente encerradas no crânio para os órgãos e glândulas do sistema imunológico. Permite-nos equilibrar as forças eléctricas do corpo, e desse modo estimular e reconstruir os tecidos. Esse processo estende-se ao estado do pré-tecido das várias proteínas e de outras fontes que contribuem para as propriedades das enzimas e composição das forças antibióticas existentes no organismo. Ao canalizarem as forças elétricas do corpo através do sistema nervoso para esses tecidos, isso vai corrigir disfunções físicas no corpo e a cura pode ocorrer.

O sistema nervoso, tanto o simpático quanto o autónomo, prestam-se a uma função dual: tanto servem como um sistema de mensagens destinadas ao corpo, como passagem fisiológica por meio da qual energias elétricas de baixa voltagem se propagam a fim de estimular o crescimento das células. Essas correntes de energias eléctricas são chave no crescimento celular que se opera no corpo. A rápida detioração dos tecidos, que pode ser observada quando uma corrente neurológica dos tecidos do corpo tiver sido interrompida principalmente por falta de estímulo eléctrico da sua parte, contrariamente à sua inactividade. Validação desta questão poderá ser encontrada nos experimentos que demonstram as brandas voltagens de electricidade geradas pelo implante de electrodos no corpo, que é capaz de produzir formação de tecidos. Uma vez mais, os tecidos nervosos funcionam não só como um sistema de mensagens mas também como uma fonte da energia eléctrica que ajuda a mantê-los.

A capacidade que os fluídos do corpo têm de conduzir as suas funções é incrementada não só através de um estímulo eléctrico directo como pelos produtos do seu brando electromagnetismo. Nos corpúsculos (glóbulos) vermelhos, uma elevada concentração de ferro torna-se no factor condutor da carga electromagnética às outras porções da memória da célula dos tecidos corporais. Nos corpúsculos (glóbulos) brancos, uma elevada concentração de magnetite conduz essas cargas electromagnéticas. Uma exposição dos tecidos celulares a campos brandos de magnetismo estimula-os, pois, de modo a promover a divisão celular e incrementando uma nova geração  de tecidos celulares em cerca de dez a vinte por cento.

No processo de visualização, quando um pensamento ou imagem isolada é mantida na mente, é transferida enquanto padrão electromagnético através do sangue directamente para as células do organismo, e molda-lhes a memoria das células. Desse modo, o cérebro complementa o trabalho do sistema nervoso e funciona como uma extensão dele. Ele é capaz de estimular, por acção da carga electromagnética carregada pelo ferro e pela magnetite existente nas células do sangue, a memória das células que produzem os anticorpos apropriados para efectivarem a cura. Desse modo a imunidade psicológica depende da alteração subtil do ferro e da magnetite das células que, uma vez integradas nas actividades do baço, produzem os anticorpos necessários para edificar a imunidade no organismo.

Colapsos no sistema imunitário, quer devidos à necessidade de um maior ou menor estímulo dessas propriedades antibióticas, centram-se nas adrenais, no baço, no timo, na pituitária e na tiroide.
O coxis e a medula oblongata, dois pontos reflexos (Reflexologia) que podem ser estimuladas pela manipulação quiroprática, também contribuem para a edificação da imunidade no corpo. Esses pontos formam energia neurológica, em particular através da meditação, e transferem-na por meio dos sistemas nervosos simpático e autónomo, a através dos gânglios parassimpáticos que se ligam a garganta, até órgãos e células específicos do corpo, desse modo estimulando a memória celular e regenerando e reconstruindo de uma forma activa os tecidos. Necessário à operação deste  processo é o princípio, mencionado acima, dos tecidos neurológicos servirem não só como mensageiros mas como uma fonte directa da energia electromagnética necessária para estimular a memória celular e produzir imunidade.

O cérebro presta-se a uma função dual. Não só é responsável pelo pensamento e pela memória, etc., como, por meio da sua actividade bioquímica, gerar correntes eléctricas nos nervos que estimulam o funcionamento adequado de cada órgão corporal. O coxis e a medula oblongata servem especificamente como concentrações de tecidos nervosos que transportam essas correntes eléctricas aos órgãos do sistema endócrino responsáveis pelo equilíbrio do metabolismo do corpo. A medula oblongata armazena a energia que estimula a tiroide e os gânglios parassimpáticos, enquanto o córtex armazena a energia que estimula as adrenais.

O CORAÇÃO, O TIMO E O SISTEMA IMUNITÁRIO

Uma das razões por que o timo contrai e atrofia cedo na vida está associado à ligação que tem com o coração. Num estágio inicial da evolução, o coração servia como uma concentração de tecido neurológico em vez do presente estado de concentração de tecido muscular. Durante esse período, em que o timo não atrofiava, ele servia como regulador central perfeito do sistema imunológico.

O coração de facto evoluiu da necessidade de eliminar toxinas do corpo, e de aumentar a função das adrenais. Quando a dieta é não tóxica, conforme originalmente era, não é necessário que o coração funcione enquanto órgão muscular. Isso é devido a que quando haja menos toxinas no corpo, haja uma menor necessidade de corrente sanguínea e consequentemente uma menor necessidade de que o coração funcione como um órgão muscular. Se, por exemplo, observarem o coração dos atletas e dos vegetarianos, descobrirão que funciona mais devagar do que o dos outros seres humanos. Isso é atribuído ao facto dos atletas e dos vegetarianos terem uma menor necessidade de eliminarem toxinas do corpo. Os atletas também demonstram um aumento na produção de células do timo. Uma vez mais, isso deve-se ao facto do coração ser mais capaz de funcionar conforme originalmente se pretendia, enquanto uma massa neurológica que era directamente responsável pelo estímulo do timo, ao contrário de uma massa muscular que regule as correntes sanguíneas.

O timo sempre funcionou como o estimulante e regulador central no sistema imunitário. Conforme será descrito mais à frente, foi a mudança do próprio sistema imunitário que ditou mudança no timo. A chave para um novo estímulo equilibra-se no sistema imunitário, e o fomento da reconstrução de tecido e do crescimento das células no organismo está em estimular as funções do timo.

A função original do sistema imunitário era a de produzir a digestão adequada de elementos no sistema endócrino, em vez da efectiva imunidade quanto à invasão de organismos portadores de doença ou substâncias tóxicas. Quando o corpo é saudável, as forças da doença não o invadem. Num tal estado, as substâncias são simplesmente digeridas pelo organismo e de seguida excretadas para se juntar à cadeia alimentar de que procederam. Quando um estado anterior da evolução a dieta era essencialmente à base de fruta e vegetariana, o timo desempenhava a sua função crítica inicial de manter o processo digestivo do sistema imunitário, e de excretar aquilo que era assimilado.

Quando o corpo se encontra no seu estado ideal de harmonia, não há necessidade de “imunidade.” Num estado de harmonia e equilíbrio tal, o timo funciona apropriadamente enquanto o regulador central destinado a uma digestão apropriada dos elementos, e tudo quanto é ingerido no corpo é digerido e excretado. A disfunção do timo pode ser directamente registada até uma mudança na filosofia (o funcionamento activo, lógico e racional efectivo) da humanidade, afastado da natureza altruísta original. (A ligação existente entre a localização do timo e o chakra do coração, e a energia do chakra do coração enquanto energia do amor, é chave para uma compreensão deste conceito.)

A disfunção do timo por sua vez permitiu o acúmulo de toxinas. As toxinas poderão ser entendidas como “substâncias químicas mal geridas,” material que o corpo não consegue integrar na sua própria bioquímica, e que por isso precisa eliminar. Acúmulos tóxicos exigiram que o corpo desenvolvesse um meio de erguer imunidade para com essas toxinas, o que conduziu ao desenvolvimento do coração enquanto órgão muscular.

Quando o timo é de novo estimulado, todo o sistema endócrino pode começar a funcionar adequadamente como auxiliar digestivo, em vez ed um sistema separado e independente no corpo que equilibra doenças e que empreende guerra sobre os vários estados de doença. O baço, o pâncreas e outros órgãos do sistema imunitário são assim estimulados pelo timo a desempenhar as suas funções ideais enquanto agências da digestão. Um novo estímulo do timo pode ser produzido pelo aumento dos fluídos eléctricos dirigidos para ele através da meditação, uma mudança na filosofia e na ética, e por um melhoramento na dieta e na ingestão nutricional. Acupuntura, acupressão e todos os sistemas que produzem estímulo electromagnético do timo e da região circundante podem igualmente ampliar o estímulo eléctrico neurológico dado ao timo.

O ENVELHECIMENTO E O TIMO

O timo é chave na detenção e mesmo na inversão do processo de envelhecimento no corpo. O envelhecimento nada mais é que uma diminuição das funções eléctricas e fisiológicas do timo, e uma diminuição da sua capacidade de digerir apropriadamente as substâncias ingeridas no organismo.

Quando encarado desta perspectiva, o envelhecimento pode ser visto como um processo duplo. É um desgaste do corpo, devido à incapacidade do timo de digerir as substâncias ingeridas no organismo, e também a progressiva incapacidade que os tecidos nervosos têm de estimular mais o crescimento das células através do estímulo da memória celular. Conforme foi examinado antes, os tecidos neurológicos transportam correntes eléctricas de fraca voltagem para as células, desse modo estimulando a memória celular para gerarem novos tecidos celulares. Quando o envelhecimento ocorre, dá-se um colapso directo na própria memória celular, que é de natureza eléctrica. (A memória celular pode ser diferenciada dos padrões genéticos ou das mensagens genéticas que, ao contrário de serem eléctricas por natureza, constituem quase uma função mecânica.)

O timo, originalmente coordenava e harmonizava todas as funções do organismo, e produzia as hormonas e substâncias bioquímicas necessárias para o crescimento celular apropriado. A glândula pituitária herdou desde então essa função, e actualmente é considerada a “principal glândula.” Ao contrário do timo, a pituitária acha-se localizada num local do organismo em que é capaz de continuar a obter o estímulo neurológico constante necessário à continuidade apropriada do seu funcionamento.
Com um funcionamento apropriado do timo, uma pessoa poderia viver facilmente até aos 125. Dado o presente crescimento que se verifica na consciência colectiva, o tempo de vida aproximar-se-á de facto dos 200. Mas, conquanto isso não seja provável tão cedo, com o timo a funcionar na sua plena capacidade e sustentado de forma apropriada, o corpo poderia de facto aproximar-se dos 1000 anos de idade.

O PODER DO PENSAMENTO

Existe uma relação directa entre estados emocionais e a personalidade, e a energia de determinados órgãos. Uma compreensão dessa relação é expressada na teoria da medicina e da acupuntura Chinesas dos Cinco Elementos

É possível alterar a memória genética por meio de padrões de pensamento. Quando os padrões do pensamento são negativos, esse processo pode ser negativo, e produzir células cancerígenas. As células que tendem a tornar-se cancerígenas são aquelas que contêm uma quantidade extra de magnetite, mesmo que por uma molécula ou duas. Por meio de padrões de pensamento negativos, tais células cancerígenas têm uma tendência efectiva para captarem tanto os padrões negativos e o excesso de estímulo da energia eléctrica, a ponto da memória celular ser excessivamente estimulada e excessivamente alterada. Um pensar negativo estimula em excesso a corrente da energia eléctrica que é inicialmente armazenada no cérebro e no sistema nervoso, ao faze-la passar pelo sangue enquanto carga positiva para esses tecidos celulares que contêm uma quantidade extra de magnetite, alterando desse modo a memória celular a ponto da célula se tornar perigosa. A magnetite constitui o elemento chave desse processo.

AS ADRENAIS

O funcionamento das adrenais inclui; a influência dos fluxos reguladores do coração, a afectação das funções dos tecidos musculares do coração, e servir de estímulo brando para todo o sistema endócrino (que incluem as funções do pâncreas, do baço e da pituitária). Um estímulo excessivo das adrenais contribui para vários tipos de doenças do coração. Actuais pesquisas também indicam que um estímulo excessivo das adrenais pode contribuir para a diabetes. Além disso, períodos prolongados de estímulo excessivo das adrenais poderão contribuir para a deterioração das funções do baço.

Pessoas que padecem de condições hipoalergénicas geralmente evidenciam um estímulo excessivo das adrenais, ou a disfunção das adrenais a ponto de se tornarem tóxicas. Numa situação dessas, o coração, que procura eliminar as fontes do estado de alergia – as toxinas – digerindo-as, não consegue responder adequadamente à situação. Isso resulta no facto das próprias toxinas estimularem o coração no sentido de o levar a desempenhar as suas funções digestivas.

As alergias são meras formas de hipersensibilidade do corpo causadas pela sua sobre-exposição para com os elementos tóxicos que é incapaz de eliminar. Numa situação dessas, por as adrenais se encontrarem num estado de disfunção, e o corpo não conseguir reconhecer as suas próprias funções, as toxinas são na realidade adaptadas pelo corpo para executar as funções das adrenais.
Um estímulo excessivo das adrenais pode também resultar em alergias caso o corpo procure eliminar demasiado rápido as diversas substâncias nutrientes que idealmente são digeridas por ele. Isso resulta na eliminação excessiva de valores nutrientes que idealmente são apropriadamente absorvidos, a ponto de sobrecarregarem os órgãos de eliminação dos rins e os tecidos da pele. Poderão rastrear a asma e a bronquite até um fenómeno desses.

Um estímulo excessivo das adrenais pode conduzir a uma ausência de estímulo das correntes circulatórias. A circulação debilitada pode resultar numa atrofia das funções internas dos órgãos, e provocar o colapso ou o encerramento de alguns dos tecidos vasculares das veias. Na aterosclerose ou em qualquer doença em que se verifique um atrofiamento dos vasos sanguíneos e das correntes circulatórias para as diversas porções do corpo, descobrirão que um estímulo excessivo das adrenais estará na base disso. Por fim, um estímulo excessivo das adrenais também contribui para o armazenamento de tensão em todas as partes da anatomia interna e especificamente nos tecidos musculares. Isso permite o atrofiamento das correntes circulatórias ao longo do corpo.

Falta de estímulo das adrenais pode conduzir a um acúmulo tóxico, em especial de metais pesados, a ponto das vitaminas C, A e E se tornarem tóxicas; isso, uma vez mais, conduz a alergias. Numa situação dessas, a pele, os rins e o fígado, entre outros órgãos, veem a tarefa de eliminar essas toxinas ser-lhes forçada.

Correntes circulatórias deficientes podem ser conduzidas a um equilíbrio por um equilíbrio das adrenais. Massagem e reflexologia constituem exemplos de sistemas de cura empregues no restauro das correntes circulatórias.

O relacionamento chave que as adrenais têm com a imunidade psicológica reside na relação directa que as adrenais têm com o coxis, o qual, conforme examinado anteriormente, constitui um dos principais pontos reflexos existentes no corpo. Através do estímulo ou da falta de estímulo do ponto reflexo do coxis (o primeiro chakra), a função das adrenais pode ser conduzido a um equilíbrio. (Nota do Editor: Aqui reside a importância do ajustamento praticado pela quirotratica na cura da disfunção imunitária e outros estados de enfermidade) Um funcionamento apropriado das adrenais é crítico relativamente a uma vasta diversidade de funções corporais, e é necessário à manutenção do equilíbrio na saúde.

As adrenais constituem o factor de desencadeamento reflexivo do instinto de sobrevivência – a síndroma da luta ou da fuga – presente no corpo. As adrenais estimulam a expansão e a contração do tecido muscular. Quando as adrenais são estimuladas em excesso, os músculos recebem uma mensagem contínua para se manterem num estado constante de acção reflexiva, ou tensão, como forma de manterem a sobrevivência física. Esta resposta de sobrevivência, que mantém o organismo num constante estado de tensão e prontidão, gera uma excessiva concentração de correntes sanguíneas para os tecidos musculares. Essas correntes sanguíneas tentam carregar consigo as toxinas que são criadas pelo excessivo estímulo das adrenais. Isso pode conduzir a um atrofiamento das correntes sanguíneas noutras porções do corpo, a problemas circulatórios e a um colapso vascular, assim como ao esgotamento dos nutrientes necessários devido à sua excessiva eliminação do organismo.
(continua)

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