sábado, 13 de setembro de 2014

“INTENÇÃO, ATENÇÃO E CAUSAÇÃO”




A história terminou… A prática acabou.

A história terminou. Não, não a disciplina académica, mas o controlo do passado terminou. O vórtice de Sírio – o vórtice da Deus – abriu-se. Abriu-se como nunca se tinha aberto em 90000 anos. E com a sua abertura dispõem agora de toda a informação e de toda a luz necessária para evoluírem como espécie humana, para despoletar a metamorfose da espécie humana. Mais, dispõem de tudo quanto precisam para criar todo um mundo novo (não apenas uma nova ordem para um mundo velho, mas um mundo novo) em que um novo tipo de ser humano possa participar e prosperar. Sim, o vórtice abriu-se de par em par, e tudo é diferente agora.

O exercício acabou. Agora tudo conta, tudo tem importância. Tos os pensamentos que têm, todos os sentimentos que têm importam como jamais. Não mais podem exercitar a vossa metafísica nem a vossa espiritualidade. É já tempo de as viverem. Agora, tudo é diferente.

Que quererá isso dizer no dia-a-dia? Que quererá isso dizer nos termos práticos da vossa realidade? Parte do que quer dizer é que mais poderão brincar ao faz de conta com o martírio nem às escondidas com o vosso ego negativo. Não mais podem entreter-se com o jogo do “Talvez desista de ti ou talvez não.” O vosso ego negativo e os vossos lados obscuros estão a jogar para valer agora. Eles estão a apresentar-se de uma forma dura e contundente. Esses aspectos do eu podem enganar. O martírio em vós, a autocomiseração, o vosso ego negativo nem sempre seguem as regras. Embora a realidade não passa de uma ilusão, é uma ilusão muito séria que subitamente se torna mais séria ainda.


Não podem brincar. Muitos escutam isto e pensam: “É, é, é.” Mas depois descobrem… “Ah, é realmente verdade”… por poderem ser atingidos, e atingidos a valer.


No seminário do Êxtase falamos sobre enredos, os problemas, as crises, e até mesmo das tragédias actuais presentes na vossa realidade. Por o treino ter terminado, quaisquer que possam ser os enredos pessoais, os problemas, as crises e até mesmo as tragédias, agora elas pesam mais, agora contam mais, e não mais podem ser deixadas em estado de suspensão. Os vossos emaranhados, projecções, problemas, crises e tragédias podem intensifica-se – não que isso venha a ocorrer, em absoluto – mas podem intensificar-se. Dizemos-lhes estas coisas não para os deixar assustados mas para os alertar.

Como o passado renuncia ao controlo que exercia, a influência do futuro aumenta. Contudo, existe toda uma conduta de futuros que poderão nem perceber ter. Ao longo dos anos, poderão ter criado de uma forma inadvertida – ou poderão ter criado de uma forma aleatória – uma gama completa de futuros de que não terão inteira consciência. Alguns desses futuros podiam ser bem negros – extremamente tenebrosos.

Esses futuros, venturosos ou ominosos, são criados pelos pensamentos e pelos sentimentos que têm. São criados pela vossa atenção e pela vossa intenção, as quais, respectivamente, manifestam e ordenam a vossa realidade. Alguns desses futuros que os vossos pensamentos, sentimentos, atenção e intenções tenham criado há muito tempo podiam de outra forma permanecer latentes. Podem nunca chegar a manifestar-se nas três dimensões do espaço e na do tempo a que chamam a vossa realidade. Agora, por o treino ter acabado e a história terminado, esses futuros caso contrário latentes, esses futuros potencialmente venturosos, podem manifestar-se com um tremendo impacto. E aqueles futuros que caso contrário permanecem latentes, aqueles futuros potencialmente tenebrosos, podem manifestar um impacto devastador. Um impacto devastador em vós.

O crescimento a que têm vindo a querer chegar quando têm tempo e o crescimento que têm vindo consciente ou inconscientemente a protelar pode surgir e golpeá-los na cara, bem na realidade, a valer. As responsabilidades que ignoravam, ou erroneamente pensavam não ter que assumir ou que podiam descartar, surgem e perseguem-nos. O facto do exercício ter terminado pode ser bastante assustador.

Mas também pode ser incrivelmente belo. O término do exercício e o fim do passado pode querer dizer que sejam completamente livres desse aspecto pessoal. Pode traduzir uma liberdade autêntica. Pode querer dizer que têm que, e que podem parar de fazer joguinhos, sair do tabuleiro do jogo ou da pista de dança do ego negativo. Parar com o jogo ou de dançar com o martírio em vós. Terminou. Acabou. Um passado concluído e um treino terminado podem querer dizer que podem chegar ao topo desses emaranhados, e que poderão desemaranhá-los no futuro antes que se manifestem por completo, antes que se tornem mais intensos.

Talvez não se tenham verdadeiramente permitido mudar o passado. Muitos de vós acreditam poder trabalhar o passado, compensá-lo, ou superar o passado que tiveram. Contudo, mudá-lo? Decerto que poderão, mas são tantos os que não acreditam poder fazê-lo, entendem? Afinal, convencem-se de que o passado já tenha sucedido. É uma questão de registo, não é? Trabalho, compensação, suplante, mas não podem mudá-lo. A despeito da retórica, muitos acreditam não poder mudar o passado, realmente não.

Mas acreditam poder mudar o future. Por isso, os enredos, os problemas, as crises e as tragédias que se acham em progresso são coisas que podem interceptar e alterar.

No entanto, quando alteram o future, mudam o passado. Foi sempre verdade: O futuro cria o presente e dispõe-no como pano de fundo do passado. Agora está a tornar-se mais verdadeiro do que alguma vez antes. Quando conseguem alterar o futuro, alteram o presente: Os enredos que têm podem mudar. Por vezes podem mudar mesmo diante dos vossos olhos.

Podem recuperar o atraso agora – não trabalhando a dobrar, nem trabalhando sem parar, mas alterando o futuro. Ao terem uma realidade dolorosa ou uma realidade temível, podem verificar o futuro a ver onde a dor actual ou o medo actual poderão conduzir. Ou seja, podem descobrir o futuro que esteja a criar o presente – o futuro que esteja a criar a dor actual e o medo presente. 

Assim que o descobrirem, poderão trabalhar com uma técnica específica a fim de desligarem o futuro tenebroso. Aí poderão utilizar esse poder desconexo para na verdade criarem literalmente um futuro diferente – para criarem um futuro brilhante – que possa dar origem a um presente diferente. Sim, por incrível que pareça a alguns de vós, a actual realidade de dor ou de medo pode mudar, e mudar de uma forma dramática. O que costumava ser considerado experiência fantasiosa pode resultar agora por formas que os poderão deixar em sobressalto, espantados. Tudo é diferente agora.

Podem esvaziar a conduta. Podem limpar as realidades discordantes e encher essa conduta com futuros incrivelmente positivos, potentes e belos. Podem criar aquilo a que chamamos de Óptimos Futuros - futuros que pela lógica jamais serão capazes de se manifestar por décadas, mas de que poderão beneficiar já.

Aqueles de vós que se encontram na casa dos trinta podem criar o future do que venha a ocorrer quando tiverem oitenta. Que tipo de mundo irão ter quanto tiverem oitenta? Que tipo de paz? Que tipo de consciência spiritual? Que tipo de sabedoria? Que tipo de bem-estar físico irão ter aos oitenta? E muito embora esteja a de meio século de distância, o futuro que criem poderá alterar-lhes a saúde agora. Poderá alterar escolha e decisão antes mesmo de saberem que escolha e decisão estão associados a esse futuro. Poderão criar Futuros Óptimos que não venham a pertencer-lhes durante décadas, mas que lhes alterarão as decisões e as escolhas, os pensamentos e os sentimentos que têm hoje. Esses Futuros Óptimos podem criar êxitos actuais e felicidade nos dias actuais. Podem, sim.

A EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE HUMANA

Quando falamos da evolução da espécie humana, não estamos a falar em termos figurativos, mas de forma bastante literal. Como possuem um polegar preênsil e conforme têm uma postura erecta (que não foi processo resultante de nenhuma evolução linear, mas de uma evolução exponencial ou conscientemente projectada), está a decorrer uma mudança na vossa própria fisiologia, no vosso próprios cérebro, e na função e na própria forma de certas partes desse cérebro. Está a ter lugar uma evolução bastante literal, e existe o futuro positivo que prevalecerá para todos quantos queiram tomar parte nele, voltar a ele, cair nele, ou acabar nele por predefinição… (Riso) Mas não se fará presente para aqueles que intencionalmente optarem por não tomar parte, facto que representa uma escolha da sua parte.

E existe todo um mundo novo. Entendam, conforme dissemos por tanto tempo, realmente não existe solução para tantos problemas que têm no vosso mundo linear. Assim, o melhor é criar um mundo novo – não desmantelando aquele em que vivem, nem corrigindo-o, mas alterando-o. Embora muto de quanto fazem possa parecer-se com a dança do conserto, na verdade, a dança criará a ressonância, o espaço, da mudança. Dissemo-lo tantas vezes: Não tem que ver com o facto de o corrigirem, mas co o facto de o mudarem. Essa verdade tornou-se subitamente mais verdadeira.


Essa evolução humana, essa evolução da própria espécie, constitui mais correctamente uma metamorfose que envolve a emergência de um novo tipo de ser humano. Esta mudança é essencial para a criação de um novo mundo. O vosso cérebro constitui um holograma que projecta imagens holográficas corporais e do mundo. Para poderem projectar um mundo novo, precisam de um holograma cranial evoluído. É disso que trata essa evolução, essa metamorfose. O novo tipo de ser humano possuirá um novo tipo de cérebro que conseguirá literalmente perceber o novo mundo. Referimo-nos em termos bastante literais quando mencionamos os Futuros Óptimos, futuros positivos de sonho, de uma espécie humana evoluída. Mais literalmente do que actualmente conseguirão crer – do que correntemente poderão imaginar.
Agora que o Vórtice se acha aberto…

Mas que será que poderão especificamente antecipar por causa da vossa Ligação com Sírio e devido à abertura do Vórtice? Que coisa poderão esperar em termos literais?

INTENÇÃO

Antes de mais, quando o Vórtice se abriu de par em par, quando todo o vosso Universo foi inundado com toda a informação e luz, foi igualmente inundado por uma energia de aceleração, em resultado do que agora a intenção se torna muito mais potente. A intenção é aquilo que ordena e prioriza a vossa realidade. É aquilo que ordena e prioriza a vossa consciência. Vós possuís percepção consciente a que em parte chamam memória, e em parte fantasia. A uma parte dela chamam de realidade dura. Mas existem diversos graus de consciência relacionada com todo o género de coisas neste mosaico de realidade que é a vossa presente vida, e isso também extravasa por meio do impacto holográfico de todas as vidas que lhes pertencem.

Vocês tendem a dizer que esta vida que estão presentemente a experimentar seja a vossa vida inteira, entendem? Mais exactamente todas as vossas vidas fazem parte do vosso Tecido do Ser. A vida presente corresponde àquela parte do Tecido que estão presentemente a experimentar. Mas está tudo a ocorrer, e faz tudo parte da vossa consciência. E é a intenção que têm que coloca ordem aos bocados fragmentados da vossa consciência, caso contrário caóticos. É a intenção quem arranja os bocados. É estimado pelos vossos cientistas que têm cerca de 50,000 pensamentos ao dia. Anotem-nos… (Riso) Os primeiros vinte mil serão “Eu não faço ideia, eu não sei, eu não sei.” (Riso) Têm cinquenta mil pensamentos ao dia, e cada um desses pensamentos tem um sentimento associado. Mas é a vossa intenção que os classifica e ordena, e que liga este àquele. A intenção concede ordem ao caos e cria aquilo que mais tarde chamam de lógica e razão. Mas tantos são os que rejeitam a intenção. Apenas quando se torna na sua lógica e razão pessoal se torna ela absoluta.

E a intenção está agora a sofrer um incremento. Devido ao influxo de energia, a intenção está a tornar-se cada vez mais poderosa. Contudo, esse incremento não é linear. A intenção está a alongar-se mais acima, mas também está a ir mais fundo. O que significa que o instinto, que representa o núcleo da vossa intenção, ou degenerará numa biológica e química primárias – numa natureza mais animalesca - ou elevar-se-á ao carácter pessoal e ao carácter espiritual que suplantará e substituirá a aparente resposta inconsciente química, biológica e animal que se acha em vós. Ou descerá ou elevar-se-á instintivamente a um Ser mais Real – a fim de responder àquele em que se estão a tornar em vez daquele que têm sido.

Também significa que as necessidades que têm degeneração ou elevar-se-ão. As vossas necessidades – que são de sobrevivência, um sentido de pertença, de autoestima, de criação e de produção, de saber, e de estética (a vossa própria espiritualidade) – tudo isso faz parte da vossa intenção. Encontrarão cada vez mais pessoas focadas nas necessidades elementares da sobrevivência e da segurança: “Eu, meu, aquilo de que preciso, aquilo que tenho, cuidar dos meus, cuidar de mim.”

No vosso mundo, com o número de doenças transmitidas por via aérea, com o número de doenças que não responde às tradições alopatas, em muitos casos chega a tornar-se assustador sair pelo mundo fora. E muita gente retrair-se-á no seu modo de sobrevivência, no seu modo de segurança. As suas necessidades atingirão a extremidade mais funda em vez da extremidade mais elevada. Contudo, também é verdade: Devido a que a intenção se ache muito mais intensa, muitos de vós irão descobrir que as vossas necessidades serão satisfeitas, e que poderão alongar-se ainda mais acime se voltarem a intenção no sentido das preferências que tiverem. A vossa intenção acha-se muito mais agudizada, muito mais potente actualmente, que está a alterar-lhes o instinto, que lhes está a alterar as necessidades que têm.

Em terceiro lugar, está a alterar-lhes os ímpetos. Em certas pessoas, ímpetos de tipo genético/hormonal, ímpetos sociais, ímpetos próprios do ego negativo, e os impulsos pessoais declinarão até à obsessão. Na sua vertente mais negra, verão pessoas no vosso mundo a abordar as coisas a partir de uma energia do tipo mais maníaco depressiva. Assistirão a um maior frenesi e a um aumento do que parecerá quase um enfoque insano: obsessão.


Todavia, na vertente de luz e mais leve, esses e outros ímpetos mover-se-ão rumo à integração. Haverá um ímpeto no sentido da graça, no sentido da elegância, no sentido de abranger um certo brio e aprumo. Verão a intenção tornar-se manifestação sem toda a elaboração de trabalho a suceder pelo meio.

O quarto componente da intenção é o desejo. O desejo tornou-se parte da vossa intenção quando a escolha se tornou parte da complexidade da vossa vida. Por vezes o desejo complica as coisas. Seja como for, faz parte da vossa intenção. Agora, com a abertura do Vórtice, o desejo pode declinar para os seus níveis mais baixos: a ganância, o egocentrismo, a absorção em si próprio, e a obsessão consigo próprio. Infelizmente, assistirão ao declínio do desejo nos olhares vagos e semblantes vazios de tantos. Assistirão a isso e senti-lo-ão seja em meio a que atitude seja que for tomada por muitos. (Seja qual for a atitude: “A de que nada tem importância, a de que nada seja mais importante do que quer que seja… tudo)

Ainda assim, haverão de notar o fluxo do desejo: Um novo e refrescante fluxo de desejo que ainda não terá sido aprisionado pelas palavras e conceitos consensuais irromperá à superfície da realidade. Esse fluxo sem nome nem descrição, esse desejo efervescente, pode elevar e modificar as pessoas. Pode inflamar uma paixão pela vida e pelo viver. Pode sim.

Devido a que a intenção se tenha tornado muito mais agudizada e ponderosa, o instinto, a necessidade, o ímpeto e o desejo – sempre que e onde quer que se foquem agora – intensificar-se-ão. Se se voltarem o sentido descendente, despencarão. E vocês verão e dirão: “Caramba, será isto a Deusa?” Não. “Será isto o que sucede quando o vórtice se abre?” Não. Isso é o que acontece quando uma intenção mais agudizada e mais poderosa despenca nas profundezas das trevas ou quando permitem que siga a descida da entropia.

Sejam conscientes. Ao serem conscientes poderão inverter essa descida. Poderão elevar o vosso instinto a uma força de carácter com a intuição; poderão elevar necessidades básicas, e as necessidades satisfeitas ao maravilhoso nível da preferência. Os ímpetos poderão ser conscientemente direccionados para alturas de graça e de elegância. O desejo pode crescer até às suas alturas onde desejarão pela vossa parte, mas também por algo além de vós, por algo maior do que vós.

ATENÇÃO

Mais mudanças? Haverão de experimentar um aumento na importância e no impacto da atenção.
Bom, a atenção é aquilo que define e desse modo determina aquilo que é consciente na consciência que têm. A atenção define aquilo que manifestam na vossa ilusão. Tanta vez dissemos: Aquilo a que prestam atenção é aquilo que criam. Se despenderem os dias a sentir pena de vós próprios, e despenderem uma hora a libertar autocomiseração, não se surpreendam por colherem (razões para) autocomiseração na vossa vida. “Mas eu fiz meditação. Três vezes. Escutei os seminários e procedi a volumosas anotações.” Não, isso tem valor, certamente que sim. E provavelmente em meio ao processamento e à programação não sentiram pena de vós próprios. Mas, se tão prontamente deixem a caneta e o papel imediatamente voltarem à autocomiseração, então terão a atenção direcionada para a autocomiseração. Aquilo a que prestam atenção é o que seleciona a realidade que é consciente para vós.

Está tudo em aberto, entendem? Tudo desde o pior futuro até ao melhor – tudo desde a morte instantânea até à longevidade – está ao vosso dispor. Aquilo em que depositarem a vossa atenção será o que determinará o que se tornará consciente e o que sucederá na vossa realidade. Atenção – com a complexidade que tem do pensar, sentir, imaginar, e esperar – é incrivelmente mais agudizado, mais intenso, e mais poderoso desde 23 de Abril de 1994.


Aqueles que se acham trancados no pensar da espiral descendente – vai ser mau, vai ser terrível, os tempos finais estão a chegar – vão selecionar, por entre as possibilidades, as realidades que se configurarão mais com pesadelos e mediocridade. Aqueles que têm os sentimentos na faixa negativa, e se recusam a erguer e a alterar a sua atenção, seleccionarão aquelas realidades que melhor reflectirão e mais motivarão o sentimento negativo. Aquilo a que prestam atenção torna-se mais importante do que nunca.

Do mesmo modo, aquilo que imaginam e esperam são mais importantes do que nunca. Foi por isso que este ano falamos de expectativa, do mistério e da magia que comporta, assim como da importância não só de a elevarem, mas de lhe concederem substância que possua altura, largura e profundidade genuínas. Aquilo que esperam, com muito pouca ou nenhuma técnica associada, com muito pouca reflexão, irá começar prontamente a manifestar-se na vossa realidade.
A atenção assemelha-se agora a uma lâmina embotada que se tornou afiada.

Por exemplo, quando pensam ou sentem relativamente a algo do vosso passado, podem mudar a atenção, e acabar com a coisa. A única ressalva a fazer será: Assegurem-se de ter removido os dons e os tesouros do passado. Assegurem-se de terrem recobrado o poder que aí tinham ocultado. É por isso que falamos tanto sobre retomar o poder que perderam nas peças inacabadas do passado. Muito embora o passado tenha terminado, entendem, muito embora o controlo que exercia tenha sido solto, por lhe prestarem atenção, por pensarem nele, por o sentirem, por o esperarem, por o imaginarem, continuam a vivenciá-lo. Mantêm-no vivo com a vossa atenção e com a vossa intenção.

Então, porque não simplesmente esquecê-lo? Que maravilhosa terapia isso representa: Esquecê-lo… (Riso) Sabem como se diz: “Antes de me lembrar já o esqueci!” Não é? (Riso) “Não tive qualquer recordação. Era muito melhor.

Não, não precisam. Porquê? Por ter havido tesouros e dons imersos nesse passado. Por terem existido coisas que precisaram aprender nesse passado. Por isso, não desistiriam dele. E apenas não pensar nele não seria suficiente. Ele estava aí nos sentimentos não expressados ou por actualizar na Mente Inconsciente. Depois trouxeram-no do Inconsciente para o Consciente quando estavam suficientemente fortalecidos, quando estavam capazes de lidar com ele.
Mas, quem foi que trouxe? A vossa Alma. “Bom, muito obrigadinho.” (Riso) Exactamente. Por a vossa Alma saber: “Tu precisas tratar disto. Precisas tratar da dor. Precisas tratar da vergonha. 

Não podes simplesmente empurrar isso para o Inconsciente, por ainda pensar nisso, por ainda o sentires, por ainda o não admitires. E por ainda estares à espera disso, a despeito de não teres completa consciência disso. 

(NT: Na verdade, a dicotomia aqui apresentada não tem razão de existência, e é empregue aqui meramente por conveniência. Efectivamente não existe dicotomia alguma entre o que designamos por Alma e Ego, por ser uma mesma coisa, motivada por um desejo latente de experiência, de conhecimento. Não somos títeres da Alma nem a Alma é coisa acabada tampouco, mas uma grandeza inerente ao ser que se acha em constante movimento e transformação)

Porquê? Por a colocarem no vosso Inconsciente. A expectativa situa-se lá ainda, e ainda a imaginam apesar de não ser consciente. Talvez tenham sonhos em que sejam sufocados, em que sejam magoados, em que sejam de algum modo violados. Talvez tenham fantasias, receios quando alguém se aproxima demasiado de vós.

Ainda estão a imaginar, entendem, ainda estão à espera, ainda pensam, ainda sentem. A atenção ainda se situa lá, só que se encontra no Inconsciente. Quando estiverem prontos, a vossa Alma trará isso à vossa consciência. Então precisarão prestar-lhe atenção de forma a conseguirem compreendê-lo, de modo a conseguirem resolver o problema e erguer a vossa atenção – que o terá mantido no lugar – de forma a poderem aprender as lições que precisam aprender, que escolheram, que decidiram. Não, não optaram por ter uma tragédia dessas, um horror desses na vossa vida, mas escolheram aprender as lições que a tragédia e o horror representam. Esse era o propósito que tinham. Foi por isso que uniram essas porções de consciência: para satisfazer um instinto qualquer, uma necessidade qualquer, um ímpeto qualquer, um desejo qualquer. E deram-lhe atenção para o manterem na vossa realidade. Se aprenderem as lições, poderão libertá-los.


Muitos de vós aprenderam muito. Talvez tenham aprendido o suficiente essa lição. Então, porque não se desvanece? Por não terem extraído os dons, por não terem extraído os tesouros.
Talvez tenham. Talvez tenham honestamente extraído os dons e os tesouros e tenham aprendido todas as lições a partir da realidade criada. A questão torna-se, pois, pertinente: Que mais poderá possivelmente haver aí? Quando estão bem, quando já não há nada a ser recolhido ou aprendido, perguntarão: “Porque não se desvanecerá ele?”

A vossa atenção. Descartem-no da vossa atenção e ele cessará. Irá deixar de existir.
 “Queres dizer que posso…” Sim. “Não terei que o processar mais?” (Riso) “Não existirá uma técnica qualquer?”

… Existe, escolhe… (Riso) Descarta-o.

“Está bem. Só me quero assegurar de que se desvaneceu…” (Riso)

Estás a prestar atenção. É por isso que te segue… (Riso)

“Ainda me anda a seguir.” (Riso)

“Está certo, não vou prestar atenção, não vou prestar atenção à vergonha nem à ofensa nem ao abuso sexual que sofri em criança. Não vou prestar atenção…” (Riso)

“Elefantes cor-de-rosa, não será melhor?” (Riso)

Por favor, entendam: Devido ao vórtice da Deusa se ter aberto – devido a que a intenção e a atenção se encontrem mais intensas, por tudo ser diferente agora – podem largar o passado. Se tiverem tirado os tesouros e os dons, se tiverem tomado de volta o poder que lá foi deixado, então poderão soltar a atenção e pôr-lhe um fim. Poderão voltar a vossa atenção para outros pensamentos e para outros sentimentos, para outras expectativas, outras imaginações, e isso será diferente. Será diferente.


CAUSAÇÃO PELO IMPACTO E PELA RESSONÂNCIA

Em última análise, toda a causação é motivada pela ressonância. Apenas um segmento da realidade responde à causação movida pelo impacto ou pela colisão. E durante algumas centenas de anos escolheram – individual ou colectivamente – viver nesse segmento de forma a fazerem com que pareça que a causação seja unicamente mecânica (Física Newtoniana) e que assente num processo linear de causa e de efeito. Escolheram fazer com que parecesse com que a causação se plasme no processo comparativo ou competitivo da sobrevivência dos mais fortes, dos mais aptos, dos que intimidam mais, dos que subjugam, da influência dominante.

Agora que a história terminou e tudo é diferente, a causação motivada pela ressonância, que em última análise sempre foi a causação de tudo, intensifica-se mais e mais, evidencia-se mais e mais, torna-se mais e mais visível, ao passo que a causação pelo impacto enfraquece mais e mais
Agora isso vai deixar muita gente verdadeiramente irritada. Eles não vão gostar desta mudança de paradigma, e não o vão aceitar. Talvez os mais irritados e os que mais resistam sejam os chauvinistas masculinos, independentemente do sexo a que pertencerem, que contam com um sistema de lógica reducionista, um sistema de evolução linear, um sistema de conflito, um sistema movido pelo impacto, e um sistema de causa que conduz a um efeito. E eles contam com ele por ser nisso que se baseia todo o sistema singular de autoridade e o domínio do masculino: que diz que os homens são melhores por poderem provocar um maior impacto pela colisão (discordância). 

Eles são capazes de competir e de conquistar. Os homens são mais fortes, mais rápidos… caso se encontrem em condições… (Riso) Mas se não estiverem em condições, bom, não é justo. Mas ainda são os melhores. Ou não seja isso que vos dizem, não seja isso aquilo em que são condicionados a acreditar.

À medida que o paradigma da causação muda. O chauvinista em vós vai-se rebelar. Por isso, o chauvinista interior em vós vai-se evidenciar no mundo. Experimentarão cada vez mais gente que tentarão provar que a Causa e Efeito sejam reais com um impacto mais severo, mais punitivo, mais repleto de conflito e de competição.

Vêem a Coréia, a Bósnia, o Iêmen, Los Angeles, o Haiti, a África, locais onde irrompe um impacto motivado pela discordância e pela destruição. As pessoas apelam a uma acção caracterizada por um forte impacto. Não sugerimos que seja esta ou aquela política, nem que uma esteja certa nem a outra errada. Para além da política particular, torna-se claro que estão a criar (pela causação ou permissão) uma realidade em que uma vez mais têm que usar a força desse modo. É como se estivessem a tentar reforçar a doutrina: Casa e Efeito. Embora a gama das razões porque será complicado, uma dessas razões consiste numa tentativa de manter o velho paradigma junto. A presente violência que se acha em crescimento e no domínio representa uma espécie de últimos estertores, se quisermos, de um paradigma moribundo. A realidade encontra-se actualmente em mudança. A Causação pela Ressonância está a substituir a Causação Mecânica. A ressonância está a tornar-se mais forte.


Por causa da Causação movida pela Ressonância, os sonhos e o sonhar estão a tornar-se mais potentes, mais poderosos. Podem começar a produzir uma realidade em que poderão sonhar um mundo diferente. Poderão sonhar que as pessoas sejam diferentes. Talvez tenha início pelos sonhos nocturnos e se alargue então aos sonhos diurnos, aos sonhos conscientes, a visões conscientes, e a meditações. Os novos sonhos poderão estender-se a um tipo novo de intuição, a um novo tipo de gestalt, e a uma multiplicidade de novas formas de sonhar.

A Técnica Lemuriana de Sonhar do “É um sonho, é um sonho, é um sonho,” vai resultar para alguns como nunca antes. “Aaah!...” (Riso)

 “Queres dizer que posso mudar a realidade tocando com o dedo aqui e alia pronunciando umas quantas palavras e então sonhar aquilo que quero e que o conseguirei? Isso ocorrerá? Não precisarei ir até lá manipular a coisa? Não terei que andar por aí a persuadir nem a adular ninguém? Não precisarei andar por aí a tentar fazer com que as pessoas se sintam culpadas? (Riso) Bom, isso soa a anarquia!... (Riso) Não podemos permitir que as pessoas façam tal coisa.”

“Isso pode despoletar o medo … Que estás a sonhar em relação a mim?... (Riso) Não me sonhes diferente!... (Riso) E se todos começassem a sonhar toda a gente de uma forma diferente? Isso equivaleria à anarquia!”

Mas isso não funciona isoladamente, pois não? A intenção. A atenção. A ressonância. Tudo isso opera em conjunto. E a vossa Alma acha-se mais envolvida do que nunca. A vossa Alma não os vai deixar sonhar alguém a roubar um banco de modo a irem para a cadeia… (Riso)

“Bom, e se eu não tiver contacto com a minha Alma?” Então, não irão permitir que a Causação pela Ressonância opere de modo tão elegante e efectivo quanto aqueles que estejam em contacto com a sua Alma. Isso afeiçoa-se como um dilema positivo, não? Existe por aí certa gente sem escrúpulos que poderá querer ter maus sonhos para os outros, mas eles não sabem nada acerca da sua Alma. Poderão tocar e apertar quanto quiserem que isso ainda não irá resultar no seu caso com elegância ou à-vontade algum. O requisito é o seguinte: Esse nível de espiritualidade em que permitem que resulte com excelência é o mesmo nível de espiritualidade em que têm um carácter espiritual a manter e usam um propósito adequado, atenção e ressonância. Em que terão o carácter espiritual apropriado.

Mais, não tem tanto que ver com sonhar os outros de forma diferente quanto com o sonhar a vós próprios diferentes, com o sonhar o futuro e com a ressonância desse futuro. Tem que ver com mudar os pensamentos que têm, mudar os sentimentos que têm, mudar a intenção e a atenção de forma a criarem uma ressonância diferente que os abra para toda uma nova gama de futuros. Conforme dissemos antes: Seja qual for a vossa ressonância, existe um leque único de futuros possíveis que poderão sobreviver nessa ressonância. Existem determinados futuros de trevas e de luz, e quanto mais elevada for essa ressonância menos tenebrosos serão os futuros de trevas e mais resplendorosos serão os de luz. Quanto mais baixa for essa ressonância, mais tenebrosos serão os de trevas e mais fracos serão os resplendorosos.

Se a vossa ressonância for fraca, talvez o futuro mais positive que consigam criar seja o de que Nada Dê Errado… (Riso) Mas nem toda a gente quer isso. Se a ressonância de alguém for mais elevada, então esse Nada Dar Errado pode representar um alcance médio, enquanto terão por topo de gama todo o tipo de êxitos.

Até mesmo a ressonância consiste numa ressonância. Por conseguinte, dentro de uma certa frequência existem determinadas doenças que não existem – que não podem existir. Não obstante o quão contagiosas possam ser na esfera de uma outra ressonância, aqui não têm existência. Não estamos a defender que se coloquem na frente de um autocarro, por não ter lugar no raio da vossa ressonância serem atingidos por um autocarro. Podem dizer a vós próprios, entendem, que se podem colocar na frente de um autocarro por não ser possível que venham a ser atropelados pelo autocarro, mas tão prontamente começarem a contemplar a ideia, ou a prestar-lhe atenção, a vossa ressonância começa a alterar-se. E assim, ao alcançarem a berma… (Riso) terão alterado a ressonância. Assim, coloquem-se na frente de um autocarro e acabem esborrachados. E as últimas palavras que pronunciarão serão: “Mas, mas, mas… não era suposto estar ali.” Tampouco vós! (Riso)

Como será que mantêm e elevam a ressonância? Tratando de se centrarem, de terem clareza, empenho, complexidade, desafio e criatividade.

O empenho representa uma ressonância de suporte e de elevação. A autenticidade, a clareza, a coragem, a perseverança, a convicção, a coerência e a aceitação que são inerentes ao empenho sustentam a ressonância. E também a elevam.

A complexidade está em buscarem a vossa individualidade e singularidade. E ao mesmo tempo, está em misturar essa singularidade – essa diferença - com o carácter uno e com a beleza dessa unicidade. Ser separado e autônomo e ainda assim no mesmo instante ser um é complexidade.
Desafio, criatividade… Com a abertura de Sírio, a Causação pela Ressonância - a derradeira causação – torna-se agora mais visível, mais aparente, mais ponderosa.

ÂNSIA ESPIRITUAL

A um nível bastante pessoal e privado, entendam que quando o Vórtice se abriu os inundou de luz, e agora essa luz encontra-se dentro de vós e de todos os demais. Por conseguinte, aquilo que irão notar no vosso mundo é toda a gente a tentar alcançar a sua espiritualidade – não a vossa espiritualidade, lembrem-se, mas a sua espiritualidade. Não é que os outros os copiem ou comecem a aplicar a vossa espiritualidade. Nem é que toda a gente venha a começar a ler livros de carácter espiritual, ou a meditar, e a falar de metafísica. Cada um encontrará o seu próprio modo, e isso pode envolver caminhos bem diferentes do vosso.

E com a luz, com essa energia que se encontra dentro de vós, as pessoas vão passar a responder a essa ânsia, talvez sem nem bem saberem porquê. Vão responder a uma sede que talvez nem bem entendem.

Há tanta forma de responder a essa ânsia espiritual – a essa sede espiritual. Por exemplo:
1) As pessoas buscarão a dignidade humana para si próprias, para aqueles a quem amam e para aqueles com quem se preocupam, e para toda a humanidade. A dignidade humana é parte integrante da busca espiritual.

2) Procurarão conceder permissão para que o Inconsciente se torne Consciente com uma certa facilidade e uma certa elegância. A Mente Inconsciente sempre solta informação para a Mente Consciente. Frequentemente, essa libertação faz-se acompanhar por crises de solidão e de dor. A busca espiritual anseia por novos modos de permitir o emergir do Inconsciente para o Consciente.

3) Mais, as pessoas tentarão alcançar uma sensação de longevidade e de imortalidade. As pessoas passarão a dar atenção às coisas eternas.

4) Além disso, buscarão um sentido mais profundo de bondade e de verdade.

5) Ansiarão pelo desabrochar do desejo e da expectativa – pelo desabrochar da imaginação.
Essas qualidades, essas respostas poderão ser encontradas na busca da beleza. Também poderão ser clandestinamente encontradas nas profundezas da violência. Irónico, mas é verdade. Aqueles que cometem actos de uma violência hedionda frequentemente falam de dignidade humana de verdades inconscientes finalmente reveladas. Muitas vezes falam de imortalidade e de eternidade. 

Muitas vezes convencem-se de que a sua violência tenha um propósito e um sentido: o de justificar o bem e a verdade. Embora pareça insano para a maioria, aqueles que cometem actos de violência tal sentem-se contentes: Os desejos que tinham, embora não aqueles das suas vítimas, terão florescido. Sim, a ânsia espiritual pode ser respondida, para alguns, através da violência. Embora os resultados finais e a forma sejam completamente distintos, a função da beleza e a função da violência podem ser a mesma.

Beleza ou violência. No vosso mundo as pessoas ou tentarão alcançar uma maior beleza ou tentarão alcançar uma maior violência. A Deusa está de volta, e o espancamento de mulheres está a aumentar. Como poderá esta contradição de beleza e de violência ter lugar? Ao emergir a verdadeira energia feminina, alguns abraçá-la-ão e outros atacá-la-ão. Ambos estarão a tentar dar resposta à ânsia e à sede. O que não quer dizer que a violência seja aceitável, nem que se deva voltar a cara. Não. Mas compreendam: terão uma maior violência e uma maior beleza.
Mas existem outras dicotomias:

Amor ou dor. Já falamos sobre isso antes. A forma de conhecer alguém, de conhecer verdadeiramente alguém, está ou em amá-lo ou em infligir-lhe dor. Ser verdadeiramente amado ou estar verdadeiramente em dor é a forma de conhecer alguém ou de ser conhecido.

O encanto da crise. Nas profundezas da crise pode existir um crescimento incrível. No seminário intensivo de Abril conversamos com uma mulher. Há quatro anos atrás tinha enfrentado o cancro terminal e a terrível situação caseira que tinha. Ela enfrentava o facto de toda a sua vida ter desmoronado (não estava a desmoronar simplesmente). Tinha enfrentado tudo isso há quatro anos por ter sido quando o seu marido, que atingira a ruína financeira, cometera suicídio. Uma crise massiva. Agora, muitos anos volvidos, ela fala disso como o período do mais incrível crescimento, a experiência mais encantadora. Por nas profundezas da crise, alguns – não todos, mas alguns – alguns responderem a essa ânsia, responderem a essa sede.

Uma solitude intencional ou uma solidão caótica. Aqui uma vez mais, não dizemos que seja um bom modo, mas entendam que é por isso que alguns de vós são tão incrivelmente solitários – e não se encontram somente sós. Estão desesperadamente a responder a uma ânsia e a uma sede. 

A solitude, uma solitude intencional, resultaria de uma forma mais bela e mais positiva.

Irão ver no vosso mundo aqueles que compreendem e que buscam a beleza de uma forma mais consciente e aqueles que buscam a violência mais conscientemente. Aqueles que buscam o amor e aqueles que buscam a dor. Aqueles que buscam o encanto e aqueles que buscam a crise. 

Aqueles que buscam a solitude e aqueles que buscam a solidão. O Vórtice abriu-se e inundou-os com toda a luz e toda a informação. Também despertou uma ânsia, despertou uma sede, mais profunda em cada um de vós. Mas mesmo aqueles não fazem qualquer ideia daquilo de que estamos a falar, essa ânsia e sede está presente neles. A expandir-se.

Irão assistir a isso no vosso mundo. E dependendo da intenção e da atenção que tiverem, e de usarem a vossa ressonância, haverão de assistir a isso na vossa realidade.

Assim, tenham consciência disso e tratem disso no vosso íntimo, porque toda a gente irá responder. O vosso mundo vai se tornar muito mais consciente espiritualmente. Seja qual for o vocabulário ou o vernáculo utilizado, irá plasmar-se progressivamente por toda a parte. E vão sentir-se um tanto justificados e alegrar-se enquanto se alongam na resposta que derem à ânsia, à sede.


CHAKRAS

Tal como o Vórtice da Deusa se abriu, também cada um dos vossos vórtices – os vossos Chakras – foram alterados.

O vosso primeiro chakra da segurança funciona agora numa frequência diferente do que a que costumava, e questões de segurança e das maneiras e meios de as criar – física, emocional, mental e etéricamente – vão sofrer uma mudança. Bom, talvez ainda não tenham notado isso, mas os vossos chakras funcionam numa frequência diferente.

É quase como se o disco da ressonância de cada chakra tenha sido alterado, como se as configurações desse dispositivo radiônico que é o vosso corpo tivesse sido recalibrado. Por conseguinte, podem esperar sentir mudanças em cada uma dessas áreas – particularmente os Chakras físicos. Vão dar por vós a pensar e a sentir e a expressar-se de uma forma diferente. Alguns de vós poderão, ao contrário de outros, gostar da sensação. O que é novo nem sempre é fonte de conforto. Certas das recalibrações poderão ter contrariado, de certo modo, algumas das outras recalibrações mais habituais. Podem ocorrer desequilíbrios. Os vossos Chakras encontram-se muito soltos, muito fluídos actualmente. Alguns deles poderão ter sido trancados e bloqueados durante anos. Talvez por mais tempo. A velha combinação de bloqueio não mudou durante anos, sabem?... (Riso) enferrujou. A mudança nem sempre é confortável. “Esta é a minha frequência, e pronto!”

Bom, as esferas de rolamento foram lubrificadas, e o que isso irá querer dizer é que precisarão ser mais conscientes: “Que propósito terei nisto? Que atenção dou a isto? Que ressonância quero definir?”

Agora podem ter uma maior consciência no reajuste dos vossos próprios Chakras. Se se encontrarem numa realidade em que a vossa segurança física esteja sob ameaça, poderão alterar essa frequência. Se se sentirem bloqueados e presos nas energias primordiais da criatividade, poderão mudar essa frequência. Se se sentirem demasiado vulneráveis num dado momento, poderão reduzir-lhes a intensidade. Poderão abrir-se a um maior amor, e um maior sentido de intuição, de saber, de percepção psíquica e à energia psíquica. E poderão ajustar a ligação que têm com o vosso Eu Superior de forma que aumente. E tudo isso poderão fazer conscientemente, agora. Entendam o que as diferenças diárias podiam significar.

Bom; isso pode soar a doidice, certamente. “Upa, vou definir uma maior segurança por se achar presentemente sob ataque ou em risco.” O vosso ego negativo – essa voz que sempre vos fala (muitas vezes com a vossa própria voz) dir-lhes-á que são doidos, que já não têm mais concerto. Dir-lhes-á para airem por aí a manipular ou a culpar ou a intimidar alguém. Por ser assim que conseguem mais segurança. Mas mentir-lhes-á uma vez mais.

Sempre foram capazes de ajustar os vossos Chakras. Sempre tinham sido capazes de o fazer conscientemente. Mas agora que a ligação com Sírio se acha activa, poderão fazê-lo de uma forma mais consciente do que antes. Tudo está diferente agora.

ENERGIA ELECTROMAGNÉTICA

A energia electromagnética, de que temos vindo a falar há anos, intensificou-se. Assinalada por enorme actividade no campo dos terramotos, por erupções vulcânicas, vendavais, tempestades eléctricas, tempestades de água e por calor intenso, o campo electromagnético do vosso mundo sofreu uma expansão exponencial. Essa energia e a gama de manifestações que comporta continuarão a aumentar. Ah, sim, irão assistir a enormes tempestades, vendavais mais acentuados, a maiores tempestades de relâmpagos, e a massivas quantidades de água em torrente. Dar-se-á um incremento nos terramotos e na acção vulcânica. Sim, dar-se-ão todo o tipo de perturbações, incluindo surtos de perturbação emocional (violência). Mas isso não representa castigo nenhum conforme os olhos chauvinistas tenderão a ver. Não, nenhum castigo. 

Esses aumentos estão a surgir como um modo de levar essa energia electromagnética a vós.
Esta energia chamada electromagnética é essencial à evolução do vosso cérebro. É essencial à evolução da espécie humana. É essencial à configuração da ressonância que pode permitir a metamorfose de um novo tipo de ser humano. Em resumo, vocês precisam dessa energia electromagnética ou a raça humana não sobreviverá. Não sobreviverá.

Os aumentos electromagnéticos destinam-se ao auxílio, não ao impedimento. Se absorverem a energia, se se abrirem a ela em vez de a temerem ou a amaldiçoarem, muita será a beleza que poderá desenrolar-se. Ela estimular-lhes-á a criatividade (que é arte da vossa radiação pessoal da ressonância), a vossa imaginação (que é parte da vossa atenção), e a vossa intuição (que é parte da intenção que têm). Absorvam essa energia e ela mudá-los-á, e levá-los-á a evoluir. Poderá desencadear o começo de uma metamorfose.


Se a não absorverem, então a terra absorve-a. Daí o fenómeno físico e emocional que o vosso mundo está a testemunhar de uma forma crescente. Se não a absorverem, a energia prossegue e vai-se acumular sobre a terra. Com o tempo libertará: terramotos, vulcões, ou ambientes de ataque.

Para aqueles de vós que estão preparados para um terramoto na Califórnia de uma magnitude de 12.0, isso não acontecerá. Para aqueles que esperam por um de magnitude 8.0, não precisará ocorrer. Poderão mitigá-lo se tiverem consciência e tratarem de absorver essa energia através da vossa criatividade, por meio da vossa intuição, e da vossa imaginação – permitir-se ter uma maior consciência da intenção que tenham, da atenção que dão, e da ressonância mais a sua radiação. Ter uma maior consciência da ânsia espiritual que têm e dos vossos centros energéticos que são os chakras. Utilizem essa energia electromagnética para se nutrirem. Mitigarão os efeitos físicos, e não somente na vossa área. Antes precisavam catalisar esse tipo de energia mais directamente para os vossos lobos temporais. Agora, com a Ligação com Sírio, podem absorve-la directamente. Quando ouvem falar de uma tempestade massiva na Indonésia, ou de um terramoto grande na Malásia que muitos quererão ver como o princípio do fim, poderão mitigar o efeito. Poderão gerar um salto quântico na vossa própria natureza criativa e imaginativa. E poderão confundir os peritos que estão tão certos de que a perdição e o castigo estejam ao virar da esquina.

O que não quer dizer que não sucedam terramotos, só que podem ser mitigados. Não vai contra a natureza. É mudar a vibração, usando a mesma energia de um modo diferente. A energia é para ser usada. Utilizem-na de um modo diferente. Absorvam-na na vossa própria criatividade, na vossa própria imaginação, na vossa própria intuição. Expandam a intenção que têm, a atenção, e a vossa ressonância com essa energia.

Não quer dizer que precisem pegar num lápis e em papel e criem algo. Poderão utilizá-la para alterar a ressonância, a vossa atenção, a vossa intenção. Poderão começar a usar essas coisas e a confundir os peritos que estão seguros de que isso conduzirá a uma destruição horrível. Os rios poderão andar mais por baixo do que o esperado. “Jesus, eu me pergunto como é que isso acontece.” Ninguém precisa erguer-se e dizer: “Fui eu que o fiz. Fui eu que o fiz.” Mas podem consegui-lo.

Depois, quando ouvem falar desses actos que são de natureza electromagnética – violência nas cidades, violência emocional – poderão atrair essa energia. Há de sobra para ser partilhada. Não precisam andar à procura dela. Atraiam essa energia, e utilizem-na para mudarem a ressonância, a atenção, a intenção, a criatividade, a imaginação, a intuição, e desse modo mitigar o impacto.

OS FUTUROS ESTÃO A CRIAR-LHES OS PRESENTES

O que nos conduz à questão final. Os futuros estão a gora a dar origem ao vosso presente de uma forma mais completa do que alguma vez, antes. Esta verdade pode operar contra vós. Os potenciais tenebrosos. Estão agora completamente expostos à autossabotagem. O manancial do fracasso tradicional está alojado no vosso passado. Assim, ao olharem e prestarem atenção ao potencial fracasso ao vasculharem no passado, ele poderá vir a vós, sem se anunciar, proveniente do futuro. Parecerá ser fracasso saído do nada. Bang!

Bem, não. Tal fracasso na verdade não surge a partir do nada. Se tiverem andado a olhar para o futuro, poderão muito bem tê-lo visto a aproximar-se antecipadamente. O passado terminou. Ao continuarem à procura de respostas nele ou por fracassos tradicionais antecipados, poderão ficar ofuscados com o fracasso não tradicional chamado sabotagem. Conquanto o manancial do fracasso tradicional resida no passado, a origem da sabotagem, em especial da autossabotagem, reside no futuro.

“Mas, eu não o vi a aproximar-se…” (Riso)

Bom, isso foi por ele se aproximar pela outra direcção.

“Pois, só que não sei como lidar com a busca no future. Aquilo que sei é lidar com o passado. Assim, vou continuar a olhar no sentido do passado!”

Isso assemelha-se à velha história de andarem à procura das chaves sob o lampião, muito em bora elas estivessem perdidas na escuridão, por verem melhor sob a luz do lampião, não é? (Riso)
A autossabotagem parece sair do nada. Parece não ter causa. Parece suceder subitamente, sem aviso, por grande parte da autossabotagem ser um produto de um futuro – não exclusivamente, mas mais – do que do passado. Decerto que segredos e vergonhas podem produzir autossabotagem. Mas é por causa de os arremessarem no futuro.

Não estão a sabotar-se num relacionamento amoroso agora por causa do que alguém lhes tenha feito no passado. Estão agora a sabotar-se num relacionamento amoroso por causa do que estão a fazer agora e por causa do que têm a intenção de fazer no futuro. A causa acha-se no futuro e no presente, não no passado.

Agora, o que alguém tenha feito pode impedi-los de entrar numa relação primordialmente. Daí o fracasso, entendem? “Eu nunca cheguei ao beijo.” A autossabotagem sucede quando já passaram a primeira fase do beijo e estão a voltar-se para a segunda, de beijar os seios ou as zonas erógenas. É aí que quebram a perna. 

(NT: Nesta passagem o autor utiliza as metáforas empregues no basebol que são empregues pelos adolescentes na descrição dos avanços sexuais que conseguem, que normalmente são descritas em termos de movimentos específicos como “first base,” “second base,” etc., pelo que “quebrar a perna” se enquadra melhor no original, do que na tradução num outro idioma)
Mas entendam, isso não é produto de um passado, mas um produto daquilo que fazem com o passado. Muitas vezes, o que fazem com isso, enquanto o arremessam no futuro, é chamado de sabotagem.

E como o passado terminou, os fracassos mais tradicionais são poucos e mais espaçados. Ainda o podem fazer. Estamos certos de que… (Riso) Não precisam mostrar-nos. Mas mais sabotagem se apresenta no horizonte, e isso constitui um dos pontos negativos do facto de que o futuro influencia mais agora. A autossabotagem torna-se numa enorme ameaça.

Irão assistir a casos de pessoas pelo mundo for a que se sabotam a elas próprias com uma maior frequência do que verão fracassar por completo no sentido tradicional. Conseguem o emprego e logo se desviam e acabam presos. Depois espetam-se contra o carro do patrão. Não fracassam na obtenção do emprego. Apenas depois se sabotam, entendem? Entram numa relação e a seguir cederam à infidelidade ou deslealdade. Se não se encontrassem num relacionamento, não teria sido chamado infidelidade. Mas esperaram até terem o relacionamento, e passaram a ser indiscretos. Que tipo de sabotagem será esse? É do que procede do futuro.


Do mesmo modo, futuros turbulentos que se encontram já no cano podem tornar-se mais intensos e parecer “vir do nada.” E parecer que surgiram por acaso. As pessoas sentir-se-ão cada vez mais como que fora de controlo, em razão do que sentirão uma maior necessidade de controlo, de domínio.

Convencer-se-ão e tentarão convencer os demais de que o mundo, por alguma razão estranha e peculiar se terá tornado mais assustador do que alguma vez. Talvez numa noite lúgubre de depressão tenham lançado uma mão-cheia de futuros que jamais tenham contado que se manifestassem, mas eis que lá se aproximam pelo cano abaixo. Devido à potencial ameaça da autossabotagem e das condutas de futuros, as pessoas sentir-se-ão mais e mais fora de controlo e consequentemente sentirão uma maior necessidade de dominar e de controlar.

Todavia, no lado da luz, o que isso quer dizer é que o futuro está em aberto. Poderão criar aquilo que quiserem criar. É como se a lousa pudesse ser limpa. Mas podem propositadamente criar todo o tipo de futuros maravilhosos, e traçá-los com semanas ou meses de antecipação.


Talvez não de início, mas com o tempo, o vosso Subconsciente/Inconsciente descobrirá o que estão a fazer. Em breve descobrirão que é divertido proceder à trapaça de criarem futuros para depois irem à procura deles – manifestando-os. Será particularmente divertido uma vez que eles sabem onde escondem esses futuros… (Riso)

Também quer dizer que toda a Desgraça e Perdição não têm que ocorrer. Não importa se o Nostradamus estava certo ou não. A história terminou. O passado não exerce mais impacto. Não precisam mais ter uma realidade dessas. Precisam redigir as regras. Precisam decidir se vai ser um sonho, um pesadelo, ou uma mediocridade. Precisarão assim de tanto tempo para descobrirem que resposta escolher? “Deixa-me cá ver… Penso que vou escolher o sonho.”

Vejam bem, é como se o livro redigido à tanto tempo não mais se aplicasse. Não mais se aplica. A forma como funcionava não se aplica mais. Por conseguinte, poderão criá-lo da forma que quiserem. A “ficha pode ser limpa.”

Da mesma forma, podem esboçar os futuros mais belos e mais elegantes. Na conduta podem criar Futuros Óptimos. Ora bem; Futuros Óptimos não querem dizer nada extravagante tipo “Rei do Mundo.” Não vão subitamente ficar super bilionários… (Riso) Isso não é um Futuro Óptimo, mas fantasia do ego.

Mas há maneiras de criar Futuros Óptimos que poderão traçar na conduta esporádica ou propositadamente, por o futuro estar agora a criar o presente. Podem afastar-se verdadeiramente do passado, e levar os dons, os tesouros, e o poder convosco, por eles lhes pertencerem. E depois… Abram mão dele.

Mas para além disso, tal como o tenebroso poderá significar dominação, o de luz pode permitir-lhes entrar no domínio onde poderão criar conscientemente com capacidade de agir, de cocriarem em conjunto, lado a lado, face na face, com os vossos Amigos Invisíveis. Não têm que estar sempre a corrigir o passado, a remendá-lo, a tapar buracos nele, a tapar fugas, à espera que ninguém note. Podem voltar toda a vossa atenção para o futuro, onde há tanto a escrever, tanto a criar, tanto a mudar.

Lembram-se de que já acreditam que conseguem mudar o future. Se tiverem um passado que não os deixa, lancem-no no futuro e depois mudem-no. O que não podiam fazer no passado, poderão fazer no futuro.

E o mundo poderá ser um lugar amigável, onde poderão dar e amar, e onde os Elementos os acompanham. O mundo pode ser um lugar onde vós e a Deusa poderão caminhar juntos, não no sentido concreto, mas no sentido verdadeiro metafísico e espiritual. Podem abrir-se a esse tipo de domínio por o futuro o estar a criar.

Gente, vocês têm vivido num mundo criado por outros durante a maioria das vossas vidas. Mas agora têm uma oportunidade de começar de novo. “Caramba, se o pudesse fazer de novo sabendo o que hoje sei.” O vosso desejo tornou-se real. Com a abertura do Vórtice de Sírio – com a abertura do vórtice da Deusa – e com a ligação que têm com Sírio, o vosso desejo acabou de se tornar verdade. Podem faze-lo de novo sabendo o que sabem hoje. Estas coisas, estas coisas de que falamos hoje, podem ser um ponto de partida. Por vezes, quando menos o esperam, algo maravilhoso – mais que maravilhoso – sucede.


Bom, já que consideramos o modo como poderão aplicar a Ligação que têm com Sírio, e o que quer dizer na vossa vida do dia-a-dia, voltemos agora a nossa atenção para a técnica.

Por esta altura, após a abertura do Vórtice, a atenção e a intenção tornam-se mais proeminentes; a ressonância torna-se na fonte da causação; e a ânsia e a sede espiritual despertam mais ainda do que já tinham despertado – e despertam em tantos ao vosso redor. Os vossos chakras estão a realinhar por toda uma nova frequência. E de facto a energia electromagnética pode ser utilizada para aumentar e para trabalhar com a vossa própria ressonância. Com os futuros agora tanto mais causadores de impacto, há maneiras de criarem elegância.

Podem continuar a empregar as técnicas que conhecem – da mais simples das manifestações até à mais complexa – de criarem a vossa própria realidade. Agora abordam-nas com uma maior intensidade da parte da intenção que têm, uma maior intensidade da parte da atenção que dispensam, e com uma percepção para admitir a ressonância de que agora é diferente, de que agora é diferente. Podem ter essa humildade: agora é diferente.

Os futuros causam um impacto muito maior, de longe muito maior, do que sempre causaram. E o cérebro funciona diferentemente, agora.

Porções dele estão agora a funcionar que nunca funcionaram antes. E o vosso ADN está a funcionar de forma diferente agora como nunca antes. Só de pensarem nisso – só de sentirem isso – isso altera-lhes a atenção e abre-lhes uma via para uma intenção maior de unirem os pedaços do que compõem o vosso mundo consciente em alinhamento com a vossa criação consciente.


RESSONÂNCIA

Então, com isto a título de prefácio, demos uma olhada na técnica. Antes de mais, podem elevar a vossa ressonância generalizada.

Por vezes podem sentir: “Sinto-me no lixo. Sim, estou deprimido. Estou numa situação de pena de mim próprio. Sinto-me um mártir. Sei que isso envolve uma ressonância baixa. Não tenho que procurar razão para isso em parte nenhuma.”

E se não se condenarem, mas transpuserem isso, poderão descobrir a razão por que estarão a ser mártires. Se se sentirem defensivos, existirá uma razão para isso, e essa razão dever-se-á ao facto de estarem a defender algo. É por isso que as pessoas adoptam a defensiva… (Riso) Elas não fazem isso sem uma razão qualquer. “Oh, hoje está bom tempo, vou adoptar uma postura defensiva.” Não, é sempre com o intuito de defenderem alguma coisa. As pessoas não controlam pelo prazer de controlar, não é? O martírio constitui um anestésico, sim, e representa uma expressão de hostilidade na natureza punitiva que acarreta, absolutamente, mas existe sempre algo por trás.

Quando se encontram em situações de ressonância que sabem serem baixa, permaneçam livres da autocomiseração – e livres de autocondenação, o que encerra qualquer comunicação. 
Posicionem-se algures lá pelo meio, e permitam-se adoptar o martírio, ou o controlo, ou uma atitude defensiva, ou seja no que for que essa baixa ressonância indicar, e olhem para trás: “Que estarei eu a defender? Que estarei eu a entorpecer? A que estarei a agarrar-me, e porquê?”

Nessa situação, compreendam que podem retomar o vosso poder de volta. Podem retomar o vosso poder. E uma vez retomado o poder, os tesouros e os dons podem abrir mão disso. Então, poderão desviar a atenção da coisa e mudá-la para outra coisa qualquer. Então, comecem a empurrar a vossa ressonância para cima, aumentando-a, e aumentando-a mais.

Agora, podem conseguir isso no vosso reduto de meditação. Podem conseguir isso num lugar qualquer que seja especial usando a vossa própria imaginação, a vossa própria criatividade, sendo inventivos em relação a isso. Talvez preferissem entrar no tetraedro duplo e girar sem parar, e rodar. Porque nesse duplo tetraedro, quando estão a girar e a rodar, desintegram-se e subitamente dispersam-se por todo o universo. Quando regressam, podem regressar sem essa baixa ressonância. Podem retirar o martírio de vós. Giram e rodam e de súbito tornam-se bastante não locais. Situam-se na não localidade da energia envolvente. E depois, quando regressam todos completos de novo, podem conscientemente deixar tudo quanto não for vosso. Não têm que permitir que isso faça parte da vossa estrutura molecular. Talvez queiram ir até ao futuro e lá deixar que a vossa ressonância seja elevada.

Essa é uma técnica que poderão usar. De início, talvez não se revele tão eficaz conforme mais tarde poderá, com a prática e com um pouco mais de experiência, mas com o tempo poderá revelar-se tremendamente eficaz ao mudar literalmente a ressonância de um lugar para o outro em muito pouco tempo – e alterando as configurações da realidade, ao fazerem isso, mudando as potencialidades da realidade ao fazerem isso, mudando os futuros que exercerem impacto sobre vós, e fazendo-se alçar mais.


Isto está ligado à “tecnologia” designada “Merkaba,” descrita nos termos gráficos da rotação em sentidos opostos de dois prismas em forma de tetraedro invertidos. Esse duplo tetraedro é igualmente chamado de “Máquina de Teleportação”. Tetra significa “quatro” e Hedron quer dizer “lados”. Um tetraedro é uma figura geométrica composta por quatro lados. Todos os lados são triangulares; existem três lados triangulares e uma base triangular. Não é uma pirâmide, pois esta tem cinco lados – quatro triangulares e uma base quadrada ou retangular. Um duplo tetraedro é criado ao se juntarem as bases de dois tetraedros. Um tetraedro aponta para cima e o outro aponta para baixo com ambas as bases juntas numa só. Tem a aparência de um diamante tridimensional.

O tetraedro constitui uma forma da Geometria Sagrada. Quando é duplo, pode tornar-se num instrumento poderoso, numa máquina potente destinada à teleportação e muito mais. Quando um tetraedro roda no sentido dos ponteiros do relógio ou no sentido contrário, ele gera um poderoso campo de forças que pode ser gerado. Quando um duplo tetraedro roda, do mesmo jeito, gera um capo de forças de um poder incrível. Quando esse tetraedro duplo em rotação também roda de cima para baixo e de baixo para cima, o campo de forças e o poder disponível pode ser dinâmico e multidimensional.

Se se posicionarem no centro da dinâmica desse campo de forças multidimensional, a libertação de energia poderá ser usada para os teleportar emocional e mentalmente para além do espaço-tempo, assim para outros locais situados no espaço-tempo. Com a prática, esse campo de forças poderá ser utilizado para os teleportar fisicamente de um lugar para outro. Inicialmente não se teleportarão de uma forma literal, mas conseguirão faze-lo “a sério” noutros níveis.
O segredo do seu sucesso reside no facto de ser criado na vossa imaginação. Não é para ser – repito – não é para ser criado fisicamente. 

(NT: Na verdade prende-se com “movimentos” particulares da consciência que respondem pela entrada e saída do espírito do e no corpo, e como se compreende que uma simples tontura nos destabilize em relação ao alinhamento pelos sentidos corporais, também se poderá compreender como pode marcar toda a diferença na projecção deliberada) 

O segredo reside na faculdade que tiverem de o imaginar através da utilização da Viva Imaginação. Esse dispositivo tem sido utilizado por aqueles seres a quem chamam extraterrestres. Seres dimensionais de outros sistemas planetários utilizam tais dispositivos para dobrar o espaço e deformarem o tempo. Seres multidimensionais provenientes de outros mundos também utilizam tais dispositivos a fim de aparecerem no vosso mundo. Esses seres dimensionais e multidimensionais não precisam depender da viagem linear à velocidade da luz ou mais rápida do que a velocidade da luz. Não precisam: podem utilizar a Máquina de Teleportação.

Existem vórtices de energia – entradas ou corredores - no vosso universo e em muitos outros universos para além do vosso. Estrelas e planetas pontilham os vossos céus, mas muitos são vórtices por onde a energia penetra no vosso universo e por onde a energia abandona o vosso universo. O mais significativo desses vórtices é o chamado Vórtice de Sírio – o Vórtice da Deusa. Mas existem muitos outros, menos grandiosos. Em certas estrelas e em certos planetas, a energia do tetraedro e do duplo tetraedro aguarda. Tal energia aguarda até ser usada na teleportação.
Aqueles a quem chamam Alienígenas ou ET conseguem viajar além dos limites gravitacionais dos seus planetas tal como os vossos astronautas conseguem escapar à força da gravidade terrena. Eles viajam até um desses vórtices, até um desses duplos tetraedros, e penetram dentro, rodam, e giram para fora do espaço-tempo. Para fora do tempo e além do espaço. A seguir, voltam a penetrar no tempo e no espaço em diferentes locais. A partir daí conseguem viajar – não à velocidade da luz, mas de acordo com as velocidades convencionais.

Será interessante notar que em relação aos planetas no vosso sistema solar, gera-se uma energia de tetraedro. Com a rotação dos planetas é gerada uma força poderosa que liberta imensa energia no nosso universo. Os vossos astrónomos sabem, por exemplo, que os planetas mais grandes do vosso sistema solar libertam mais energia do que a que recebem. Eles não reflectem simplesmente a luz solar, com certa vez se presumia, e até há bem pouco tempo atrás. Eles libertam mais do que essa energia. A energia procede do “interior” do planeta. Procede, mais exactamente, do “exterior” do nosso universo, através dos vórtices que os planetas de facto são.

Existe uma energia tetraedro no vosso planeta. A Terra produz uma energia tremenda, e liberta mais energia do que aquela que recebe. O vosso sol liberta mais energia do que a que devia, de acordo com os rigores da vossa ciência. O planeta Plutão, por exemplo não leva a que as coisas morram e renasçam, mas constitui um vórtice do tipo de energia que produz morte, regeneração, e vida nova. Plutão indica, marca, mede e regista o sítio onde tais energias fluem – onde aumentam, onde decrescem, onde diminuem, e onde fluem – no vosso mundo. Assemelha-se à agulha de uma bússula.

Júpiter não constitui um planeta que gera benevolência e generosidade. Enquanto planeta, constitui um enorme vórtice de energia que emite um campo de forças fenomenal. Existe em específico um vórtice de energia em turbilhão visível localizado 19,5 graus a norte do seu equador. A propósito, o valor 19,5 graus é significativo no fluxo da energia do tetraedro e repete-se vezes sem conta onde quer que a energia do tetraedro se ache situada. Em relação à vossa Terra, por exemplo, ou ao Sol, e a Júpiter, a energia de tetraedro acha-se mais concentrada a 19,5 graus acima ou abaixo dos respectivos equadores.

As estrelas e os planetas constituem vórtices. São portais de energia que vazam para o vosso universo. Aqueles povos primitivos que achavam que o céu se assemelhava a um tecido que apresentava todos esses rasgões, com todos esses buracos, estavam mais acertados do que poderão imaginar.

Quanto ao que sucede dentro de vós, não fazem ideia do tipo de químicos que são libertados, nem de neuropeptídeos que são bombeados para fora, nem dos neurotransmissores e neuroreceptores que são activados. Não imaginam de que forma isso lhes altera o cérebro e o leva a desenvolver a receptividade. Não conseguem saber o que sucede na corrente sanguínea, no sistema corporal, o que provocam em cada célula com a simples “visualização idiota” de girar e rodar.

O padrão envolve a mente e despoleta uma energia electromagnética massiva – que provoca disparos - no vosso cérebro. Ao utilizarem a vossa imaginação para girar cada vez mais rápido até rodarem num redemoinho – e a seguir e ao mesmo tempo imaginarem a rotação combinada com a aceleração – estão a usar porções de outro modo aparentemente dormentes e supérfluos do vosso cérebro. Estão a expandir a função cerebral; a expandir o holograma do cérebro – e o holograma da realidade que o vosso cérebro pode criar. Mas muito mais é o que sucede. O que acaba por suceder numa visualização dessas, é que nos domínios mais reais (da aura, do etérico e do imaginário) decompõem a vossa estrutura molecular, a vossa estrutura atómica e a seguir a vossa estrutura subatómica.

Giram e rodam, giram e rodam, e no imaginário, o vosso corpo dissolve-se e deixa de se apresentar como um corpo com a coerência que apresenta. Passa a apresentar-se como incoerente e completamente separado. A estrutura molecular decompõe-se nos átomos e a estrutura atómica decompõe-se nas partículas subatómicas. Todo o vosso corpo passa a representar neutrinos e quarks e de súbito penetra numa não-localidade e passam a situar-se em toda a parte ao mesmo tempo. Situam-se em toda a parte ao mesmo tempo. E não se encontram em parte nenhuma. Quando estiverem preparados poderão reconstituir-se por meio da imaginação – ao abrandarem a rotação e o giro, e ao pararem. A partir do não-local e de parte nenhuma podem reconstituir o vosso estado – colapsar a partir da função não-local para a função da partícula local. Com um colapso desses poderão reconstituir-se num local ou num espaço diferentes. De início poderá parecer um espaço emocional e mental diferente. Contudo, com o tempo, poderá igualmente ser num sítio físico diferente.

A teleportação verdadeiramente mais importante e mais profunda é a emocional e a mental. É por aí que devem começar. Poderão ir além da ilusão da Maya e produzir uma mudança emocional e mental genuína. Este exercício poderá conduzi-los para fora do espaço-tempo. Um dia destes no futuro serão capazes de o utilizar para teleportar. Quero dizer, sentam-se e imaginam o vosso tetraedro ao vosso redor. Depois começas a rodar e a girar pelo uso da Imaginação Viva para acederem ao imaginário do Domínio Imaginário, e ao imaginarem a desintegração do vosso corpo físico, ele desaparece. Aparecerão num outro local qualquer. Mas conforme sugerido, isso não é o mais importante. O mais importante é o conteúdo emocional e mental que abandonam – que deixam para trás – ao se reconstituírem. Essa é a verdadeira teleportação: da pessoa que são numa outra. Local? Poderão ir até um plano. É somente ilusão. Mas entrar como um mártir e sair sem martírio algum, dirigir-se a um sítio assim de que poderão sair uma pessoa diferente, essa é a parte da teleportação que tem um certo significado.

O mero exercício de rodopiar e de girar sem a menor intenção de se dirigirem seja para onde for, deixa-os de tal modo alinhados que faz parte desse preparo e da continuidade de receptividade da Luz e da Informação, da luz que é Informação e da Informação que é Luz, da recepção da Luz e do Amor da Deusa.


TRABALHAR OS CENTROS CHAKRAS

Decerto que podem trabalhar com a ressonância dos vossos centros chakras. Conforme os ajustamos (na meditação do seminário) decerto que o vosso Eu Superior ou um dos vossos Amigos Invisíveis poderão ajustá-los. Assim como poderão aproveitar a luz da própria Sírio, ao permitirem que os vossos chakras – semelhantes a selectores radiónicos – sejam voltados para serem alterados e ajustados. Sintam o vosso Eu Superior a vir ao vosso alcance. Se preferirem, ficaremos mais do que contentes por o fazermos. Mas podem trabalhar com um dos vossos Amigos Invisíveis quaisquer. Uma vez mais, façam-no de forma criativa, inventiva, e descubram o que lhes soar melhor.

Talvez não faça sentido para vós o facto de poderem fazer isso no vosso reduto de segurança. Talvez não faça sentido recorrerem ao Subliminar. Talvez faça sentido irem sobre a ribanceira e sentarem-se no Cubo do Sucesso. Talvez faça sentido descer rio abaixo e ficar num lugar bem reservado, com salgueiros a chorar e luz mosqueada. Se isso soar apropriado, então façam-no aí. Poderão descobrir o local de meditação que funcionar a vosso favor e ajustar os vossos chakras.

Breve resumo dos sete principais chakras

1º Chakra – As energias que se prendem com a segurança penetram pelo primeiro chakra no cóccix, ou base da espinha. A sua cor é vermelha. É o chakra da segurança; desde o aspecto maus mundano da segurança como o da sobrevivência física, até ao emocional, ao mental, e à segurança etérica. É onde têm assento. É a sede do vosso poder. A sede do vosso fortalecimento. A sede da vossa consciência

2º Chakra – Acha-se localizado na área genital. A cor que tem é laranja. É a energia que se prende com coisas como prazer e a criatividade primordial, tal como a energia animal que se encontra dentro de vós. Coisas como o sentido da alegria e o sentido do prazer físico e também do prazer sexual que inclui a concepção e a procriação. Mas também inclui a concepção de ideias, sonhos e visões, e a paixão – a bela energia criativa pura acha-se igualmente ligada a esse centro. Ele também inclui paixão e criatividade física, mental, emocional, ou etérica.

3º Chakra – É o maior em tamanho e localiza-se no plexo solar. Tem cor amarela. Alguns dizem que se localiza nas adrenais, no estômago ou no baço. Todavia, é amplo o suficiente para abranger todas essas áreas. Representa a gama total das emoções desde a mais negra até à mais luminosa, desde a mais positiva até à mais negativa, da mais expansiva à mais constritiva.

4º Chakra - Localiza-se por detrás do esterno no centro do peito e tem a cor verde. Acha-se associado ao coração e a glândula do timo e é chamado de chakra do coração. Lida com os aspectos do amor.

5º Chakra – Acha-se localizado na garganta, tem uma cor azul celeste, ou azul safira. É o chakra da expressão de todos os chakras inferiores e superiores. Por conseguinte, no nível inferior, expressa a vossa segurança, o vosso prazer, a gama das emoções que têm, e o vosso amor. Também nutre a energia e dá expressão aos chakras que residem acima. Também representa a expressão da vossa identidade e da vossa imagem.

6º Chakra – Acha-se localizado na testa, cerca de uma polegada acima da raiz do nariz entre os olhos e é comummente chamado de terceiro olho, embora não o seja literalmente. Está associado à glândula pituitária dentro do cérebro e também se prende com questões de sabedoria, intuição, percepção psíquica, gestalt de percepção e clarões de discernimento. Tem a cor índigo que representa uma tonalidade azul arroxeado. 

7º Chakra – Acha-se localizado na coroa, o ponto mais fraco do topo da cabeça. Representa a entrada espiritual onde se podem abrir à vossa natureza espiritual. Tem uma cor violeta.


TRABALHAR COM O CONDUTO

Vocês podem igualmente trabalhar com um conduto de futuros, É muito útil arranjar maneira de irem até esse futuro e trabalhar com ele. Podem ir até ao submundo do Além. Podem ir até ao Plano Causal. Podem usar o duplo tetaedro, que é incrivelmente potente na teleportação da realidade presente até ao futuro. Nesses futuros, descubram o conduto. Talvez ele tenha o aspecto de um tubo de acrílico, mas seja qual for o aspecto que tenha para vós, será o conduto dos futuros que estão para chegar. Que conterá?

Inicialmente terão a tendência de se sentirem um tanto hesitantes: “Não quero saber se comportará alguma coisa de horrível, alguma doença pavorosa ou algum acidente terrível.” Mas aí vocês percebem: “Espera lá. Seja o que for que comporte, eu posso alterá-lo.” Não seria melhor perspectivar um acidente de carro e alterá-lo do que deixar de o ver e deixar que se manifeste? O benefício de curto prazo do evitar é largamente compensado pela realidade de longo prazo.

O que não quer necessariamente dizer que vocês tenham que ver mortes e destruições horríveis. Não, sejam honestos. E com o tempo, ao se habituarem a trabalhar com ele, poderão trabalhar de uma forma potente, profunda, na limpeza do conduto. E ao examinarem o conduto poderão ser bem específicos: “Encontro-me numa relação com esta pessoa e vejo problemas. Estamos a encaminhar-nos para dificuldades. Deixa-me ver que futuros estarão a criar isso. Deixa-me ver que futuros se encontrarão ao dispor. Deixa-me circular até isso e descobrir um futuro. Ah, caramba, ali está o futuro. Daqui a seis meses vou chegar a perceber que eu projectava isto ou receava aquilo ou que fugia de alguma coisa. Mas agora descubro-o e consigo-o alterar no conduto.”

Assim que o descobrirem permitam-no à Luz de Sírio. Permitam à luz da Deusa. Permitam que essa energia altere o que se encontrar no conduto.

INTERCEPTAR E DESLIGAR

Uma outra técnica é o que chamamos de Intersectar e Desligar
Bom; quando lidarem com futuros de auto sabotagem, interceptam a potencial auto sabotagem e desligam-na, e libertam a energia num novo sucesso. Podem fazer aqui a mesma coisa.
Por exemplo, se se encontrassem numa situação em que descobrissem: “Ah, daqui a seis meses vou ter uma terível discussão. Posso vê-lo por ser capaz de sentir que esteja a fermentar. Posso pressenti-la lá, pelo que a vou desarmar e em vez disso tirar-lhe a energia toda que caso contrário pode montar a uma discussão e criar uma experiência incrível e íntima, uma discussão que leve a uma experiência incrivelmente grandiosa.” Intercetem os futuros.

Bom, essa poderá ter sido uma técnica um tanto idealista há uns anos atrás, mas agora, por tudo estar diferente, devido a que o vórtice esteja aberto, poderão trabalhar com isso, embora não de uma forma exclusiva. Talvez também queiram usar as técnicas com que se acham familiarizados. Claro que, se reconhecerem que se deva ao mártir em vós, quererão usar as técnicas que conhecem para o enfrentarem. Mas poderão igualmente criar uma variação e usar as técnicas futuras para começarem a alongar as vossas experiências e a vossa perícia na intersecção e desligar de futuros.

A LUZ DE SÍRIO

Mas depois, evidentemente que sempre há a Luz de Sírio em si mesma. Desde a abertura, essa ressonância de Sírio acha-se alojada dentro de vós. Talvez queiram estabelecer ligação com ela saindo pela noite para contemplarem os céus a tentar localizá-la, mesmo à esquerda do Cinturão de Oriion – aquela estrela cintilante – e convidá-la, senti-la, abrir-se a ela. Talvez o façam numa meditação em que se encontrem sentados num monte de terra a olhar para o céu nocturno, a senti-la, a deixar que se chegue, a convidá-la: “Em nome de Sírio, em nome da Deusa, em nome de…” Uma técnica abstracta mas fenomenalmente poderosa.

FUTUROS ÓPTIMOS

Além disso, e em sétimo lugar, há a técnica para a criação de futuros óptimos.
Não referimos “óptimo” no sentido do mais incrível que haja. Podem existir muitos futuros óptimos. Se forem atrás do óptimo ele torna-se competitivo. “Qual será melhor? Poderia acabar por ter um melhor?” Podem existir muitos futuros óptimos.

A ideia é que venham a criar esses futuros óptimos e vão fazê-lo com base na Radiância e na Ressonância. Eeles começarão a ter impacto agora, muito antes de os chegarem a manifestar, porquanto enquanto conduto desse futuro, ele altera-os agora.
Agora, obviamente, esta técnica leva tempo, exige pensar, dá trabalho. Por isso, não é nada que possam lançar tudo junto.

Existem diversos comonentes, mas não tenham pressa. E trabalham nisso por um período de dias ou semanas e não todos os dias da semana durante semanas. Trabalham nisso porentura um pouquinho agora, e outro bocadinho daqui a uns dias, voltando atrás depois de terem pensado, e após terem traballhado isso. Sim, fizeram algumas mudanças, etc. Por isso, uma vez mais, respeitem-se e não lancem isso tudo em conjunto. O objectivo aqui não reside em conseguirem tudo o mais rápido possível e pelo mais que puderem. Tenho um caderno repleto de futuros óptimos. Só esta tarde obtive 20 ou 30. Sentei-me e atei-os a todos. (Riso) Provavelmente isso não passa de auto sabotagem. (Riso)
Agora, um futuro óptimo possui diversas características:

Antes de mais, futuros óptimos envolvem perícia e desafio que de algum modo lhes desperte a resistência, o poder e o talento. Futuros óptimos convidam à vossa criatividade, à vossa confiança (capacidade de fazer frente) e perícia. Um futuro óptimo envolve uma certa perícia que apresente desafio – não luta mas perícia – um desafio interessante, curioso e maravilhoso. E esse desafio envolve ou de algum modo incita-lhes as forças, algum poder, e o vosso talento particular e alguma perícia que tenham. Perícia e desafio.

Quando dizem que querem tornar-se nos trilionários do mundo, isso não envolve perícia alguma. Não apresenta desafio algum, por se ter tornado sem sentido. Não encontram maneira de envolver os vossos pontos fortes. “Posso somar, posso subtrair…” (Riso)
Decerto que o vosso poder não representa o vosso talento. Não há jeito de envolverem a criatividade ou confiança que tenham. Não podem chegar a ter confiança. Não conseguem nem mesmo descobrir quanto isso seja, muito menos estar confiantes de que o possam criar. Terá que ter algum tipo de afã que envolva perícia e desafio.

Em segundo lugar, torna-se importante que o futuro óptimo envolva complexidade e atenção. Quer dizer, para fazerem uso dessa proficiência, para poderem fazer uso desse afã que envolve perícia e desafio, exige-se-lhes plena atenção. Não pode ser algo que façam automaticamente, e precisa apresentar complexidade.

Ora bem; a complexidade tem sido muita vez encarada como dificuldade. Mas não tem que ser difícil. Intricado, sem dúvida. Enredado, por certo. Mas não necessariamente difícil. A complexidade acha-se presente quando permitem que algo seja uma expressão da vossa individualidade assim como da vossa unidade. Quando um futuro óptimo expressar a singularidade assim como a uniformidade do que os caracteriza, apresenta complexidade. A complexidade envolve a vosa individualidade, a vossa singularidade, a vossa assinatura, a vossa autonomia, assim como a vossa unidade, assim como a associação, a energia conjunta que estabelecem com os outros – porventura envolvendo a vossa família espiritual mais do que a vossa família carnal, biológica – a família espiritual desenvolvida sem ser por intermédio da química nem da biologia mas do carácter, do carácter pessoal e espiritual.
Por isso, um futuro óptimo não é coisa que façam completamente sozinhos – ou caso seja, é passado a outros ou envolve outros. Além disso, seja o que for, quererão tornar-se completamente absorvidos nele enquanto o estiverem a empreender. Absorvidos, não obsecados.

Mas vejam, há quem de entre vós esteja a fazer coisas na sua vida que já envolva uma certa perícia e desafio, e que lhes dá a chance de expressarem a vossa individualidade assim com a vossa unidade com outros. Alguns de vocês operam em actividades desportivas. Outros trabalham em projectos criativos que constituem um puro passatempo, mas que não obstante são magnificamente criativos. Outros encontram-se em relacionamentos em que acolhem a perícia e o desafi da intimidade, do amor e do carinho e convidam as forças, o poder e o talento assim como a criatividae, a confiança e o conhecimento, e isso confere-lhes a oportunidade de serem eles próprios em pleno e um parceiro para outros.

Em terceiro lugar, um futuro óptimo carece de clareza – objectivos específicos e claros, a curto ou a longo prazo, imediatos ou eventuais.
Um exemplo: Veem que tenham uma futuro óptimo em que compõem musica. Isso envolve conhecimento. Decerto que envolve desafio porque, independentemente do quão talentosos possam ser, envolve desafio. Envolve perícia. Insta às vossas forças, ao voss poder e visão e criatividade. Insta ao vosso talento. É criativo, sem dúvida. Possuem confiança, embora tenha noção de que nesse futuro o possa fazer com perícia. E é complexo, intrincado. 

(continua) 
Traduzido por Amadeu António

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