sexta-feira, 22 de agosto de 2014

VISUALIZAÇÃO



Transcrição e tradução de Amadeu António

(Excerto)

Ao longo deste período, em que tanto do vosso crescimento e tanto da vossa mudança, tanto da vossa evolução depende de tornar consciente aquilo que está encaixado no vosso inconsciente, neste tempo em que a exploração do inexplorado e a resolução do que não tem solução, um componente tão importante do vosso crescimento, a clara e reforçada visualização, propõe um caminho mais elegante e aprimorado.

Quando a meditação se destina ao objectivo simples da programação, sabem aquilo que vão visualizar, e têm uma ideia do carro, da casa, do relacionamento, de uma saúde aprimorada, tudo, e sem termos qualquer propósito de diminuir nem de aviltar isso seja por que meio for, mas quando programam algo entram em meditação com uma visualização já em mente. Já sabem o que vão visualizar, quer seja para melhorarem o potencial humano ou o potencial metafísico ou mesmo para aprimorarem o vosso próprio potencial espiritual – sempre que programam, sabem aquilo que vão visualizar, e se forem espertos – coisa que de facto são – terão elaborado a clareza, a precisão e a concisão dessa visualização antes mesmo de entrarem em meditação. Quando tiverem planejado esse aprimoramento da visualização conscientemente então entrem em meditação, vão ao plano causal, vão até ao subliminar, operem a técnica que mais lhes convier e poderão programar e permitir que a realidade opere.

Quando tratam de programar torna-se mais do que adequado um certo tipo ou um certo nível ou um certo grau de eficiência. Mas tanto do vosso cultivo passa agora para além de uma programação animada. Quando fazem uma meditação com o fito de descobrirem verdades que jazem ocultas bem fundo dentro de vós, quando o fazem para encontrar o inconsciente antes que ele venha ao vosso encontro, quando respondem a uma crise espiritual estabelecendo uma linha de fogo conforme dizemos, ou criando uma crise mais acentuada na vossa mente, quando buscam, por via do subliminar ou do plano causal, ou por meio da exploração com o vosso Eu Superior de respostas para questões, ou percepções e compreensão, e procuram os obstáculos ou pela ferida da alma, ou pela sombra perdida que enterraram na persona há tanto tempo atrás, quando andam em busca de novos dados, então precisam confiar na visualização, não criada conscientemente e depois tornada numa meditação, mas descoberta na meditação e trazida de volta ao mundo consciente.

É então que uma visualização aprimorada se torna evidente e poderosamente necessária, e por conseguinte enquanto um nível possa funcionar de uma forma precisa e concisa quando procuram programar, um outro nível, um nível mais aprofundado e reforçado de visualização procede às introspecções e à reunião dos dados, à clareza do trabalho e ao episódico desenvolvimento do sonho e da fantasia e da herança espiritual pessoal, que se tornam muito mais vívidos e muito mais reais e poderosos.

Por isso, tratar de aprimorar a visualização não constitui um simples capricho, nem uma simples: “Porque não tratar disso?” É algo que pode os poderá servir de uma forma magnífica, pungente e poderosa.

Faz muito tempo que sugerimos que entender (perceber, sentir) é muito mais valioso do que o ver. Por favor atendam-nos com clareza. Não estamos a contradizer-nos nem a mudar de ideias nem a sugerir qualquer outra coisa, não, não, não. O perceber é ainda muito mais do que ver. Ver constitui uma dimensão que decerto é divertida e valiosa, mas entender é tanto mais. E por isso, quando falamos de aprimorar a visualização, devem ver com mais clareza, sem sombra de dúvida, mas sugerimos que mais importante do que isso, irão perceber mais profundamente, de uma forma mais completa e sagrada.

Há quatro coisas que lhes queremos recordar antes de embarcarmos na exploração disto:

Quando desenvolvem a capacidade de visualizar também reforçam a capacidade de perceber. Quanto mais clara e precisamente se permitirem… quanto mais detalhadamente a nuança, a sombra que admitem nas coisas que visualizam, quanto mais atenção ao detalhe prestarem, a recompensa será um aprofundamento da capacidade de perceber.

Depois, quando melhoram a capacidade de imaginar, também reforçam a capacidade de perceber. Agora, possuem uma imaginação suficientemente adequada; são suficientemente capazes de imaginar uma realidade repleta – todos os 360 graus que comporta, sem que resultem quaisquer buracos negros nem pontos brancos vazios em que nada tenha existência por a vossa imaginação ter falhado ou esmorecido a meio do caminho do círculo – mas se melhorarem a capacidade de imaginar aumentarão a capacidade de perceber.

Em terceiro lugar, uma visualização reforçada pode, assim como pode não aumentar a visão; uma visualização aumentada pode, assim como pode não melhorar a vossa visão, mas melhorará definitivamente o vosso percebimento, a vossa compreensão, a consciência que têm daquilo que estão a experimentar, mais do que meramente vê-lo. Ver aquilo que estão a experimentar é certamente válido, e a maioria de vós melhorará isso, mas compreender aquilo que estão a sentir ou o que estão a experimentar, é com isso que o perceber tem que ver. E quando aumentam a visualização, poderão reforçar ou não a capacidade de ver, mas aumentarão em definitivo a capacidade de perceber.

E por fim, a visualização, sob a forma do ver, não é essencial. A visualização sob a forma do ver não é essencial. Contudo, sob a forma do perceber é essencial para os estados de consciência alterados ou modificados. A visualização soba forma do perceber é essencial para permitir que o estado alterado e modificado operado se revele eficaz.

Se trabalharem durante um período dedicado a isso aumentarão completamente a visualização e provavelmente passarão a ver com mais clareza e precisão e concisão durante as vossas meditações, e irão definitivamente perceber de uma forma mais exacta, mais criteriosa e mais completa. E descobrirão que as vossas meditações adquirirão vida, e que o conhecimento interior se tornará sensivelmente mais útil, e mais produtiva, e a vossa realidade produzir-se-á e manifestar-se-á de uma forma mais bem-sucedida.

Pois bem, aquilo que vamos descrever são quatro sequências de actividade em que queremos que se envolvam. Sugerimos que os usem uma vez por dia durante sete dias, mas podem prolongar isso se quiserem, podem tornar isso num processo de cinquenta e seis dias em vez dos vinte e oito descritos. Mas trabalhem com ele em quatro segmentos iguais. O primeiro segmento, a primeira semana; queremos que juntem uns materiais, e que arranjem uma vela e uma peça de fruta. A vela? Qualquer vela à vossa escolha, da cor que quiserem. Coloquem-na num recipiente qualquer de modo a poderem acendê-la e fixar o olhar nela e trabalhar com ela. A fruta, recomendamos uma laranja ou uma maçã ou um limão, outro tipo de fruto, o kiwi pode ser interessante e a banana pode resultar divertido, mas seja como for, reúnam uma pela de fruta, e o que vão fazer é cortar uma fatia, não a peça inteira; vão cortar uma fatia da peça e colocá-la no prato de papel ou seja o que for. E vão utilizar esses dois materiais durante todo o dia. 

Vão fazer o seguinte: vão acender a vela e vão fixar a vista nela com os olhos abertos e focar-se nela e pensar somente na vela, a olhar para a chama, a observá-la, a cera, o pavio, a observar-lhe a forma todos os dias; claro está que a cada dia a vela vai-se alterando na forma mas vão estudá-la durante três minutos completos. Configurem o vosso relógio se precisarem, mas durante todos os três minutos. A seguir queremos que fechem os olhos, e tendo-os fechado queremos que olhem para ela num estado meditativo e que a visualizem, que a criem na mente, que criem a sua imagem. Bem sabemos que isso é a mais entediante de todas as actividades, mas se passarem isso o resto tornar-se-á muito mais divertido. Façam-no, façam-no por ser essencial e fazer parte da mecânica e da fundação. É muito importante. Assim, visualizam a vela durante todos os três minutos, e depois abrem os olhos e fixam a vela de novo durante outros sessenta segundos, num total de sete minutos completos.

Depois queremos que olhem a fatia da fruta do mesmo modo: durante três minutos inteiros a olhar fixamente para ela e que notem cada nuança, sem pensar em mais nada, apenas nela e de seguida que fechem os olhos durante três minutos, e enquanto têm os olhos fechados, queremos que a visualizem o mais claramente possível e depois abram os olhos e voltem a olhar para ela. Quando terminarem, catorze minutos no total, não joguem fora a vela nem a fatia de fruta, mas voltem a utilizá-las no dia seguinte… Queremos que o visualizem a cada dia conforme o vêem nesse dia, e que fixem isso durante um total de catorze minutos.

Ora bem; a combinar, queremos que escutem a segunda parte desata gravação; música sim, mas também comunicação, porque vamos trabalhar convosco enquanto o fazem, enquanto a vossa mente se achar focada, enquanto esse hemisfério esquerdo do cérebro se achar focado vamos trabalhar com o hemisfério direito, com a parte inconsciente. Assim, durante a primeira semana de actividade, escutem o segundo lado desta gravação.


Agora torna-se mais excitante, sem dúvida. Na segunda semana, ou no segundo segmento, o que queremos que façam é, que vão até ao final de qualquer meditação, e queremos que visualizem uma caixa. Podem concebe-la na forma que quiserem, grande, pequena, feita do material que quiserem, mas queremos que visualizem uma caixa, e que ao visualizá-la notem cada detalhe, uma vez que vão escrever acerca disso mais tarde, ao visualizarem cada pequeno detalhe queremos que abram a caixa, abram-na assim que a virem com a maior clareza possível e olhem dentro dela e descubram a vossa resistência – talvez uma palavra, talvez uma imagem, talvez uma recordação, talvez o vosso Eu Superior a dizer-lhes alguma coisa, talvez uma montagem de imagens ou de palavras, talvez um produto qualquer abstracto, talvez uma rajada de vento que lhes transmita qualquer coisa num sussurro; seja como for que venha ao vosso encontro, descobrirão a vossa resistência, a resistência que movem a essa visualização, a resistência que moverão ao aprimoramento dessa visualização, ela virá ao vosso encontro.

Após terem concluído isso – mas uma vez mais os encorajamos a ouvirem a segunda metade desta gravação, escutem-na e trabalhem com ela, por ela trabalhar juntamente convosco no sentido de melhorarem essa experiência; sugerimos que quando saírem da meditação, com a música talvez ainda a tocar, anotem uma descrição detalhada da caixa, e claro está, e mais importante, a resistência que tenham descoberto. A cada dia, tanto poderá ser a mesma resistência com poderá ser a mesma; a caixa apresentar maior detalhe ou poder mudar de forma. Mas cada dia visualizem a caixa e inspecionem dentro e descubram a resistência.

Muito bem, agora estamos prontos para a semana número três. Agora estamos preparados para dar início a essa semana de actividade. Desta vez uma vez mais, utilizando e usando a comunicação que se encontra oculta na música e que é pronunciada através da música, na segunda parte desta gravação, queremos que se harmonizem com o vosso Eu Superior e que se harmonizem connosco; queremos que façam uma meditação, alinhava-la a qualquer outra meditação será excelente, claro está, mas queremos que visualizem o vosso Eu Superior e que nos visualizem a nós – ambos junto de vós. E queremos que nos permitam e que permitam ao vosso Eu Superior que os trabalhemos por detrás dos vossos olhos, que sintam os olhos repletos de uma cor pálida, qualquer cor que prefiram, mas visualizem-na pálida, coo se essa cor pálida lhes enchessem os olhos e o vosso Eu Superior se chegue a vós por detrás dos olhos, juntamente connosco, e com os nossos dedos, e com a nossa luz reforcemos e provoquemos alterações no sentido de realinharmos o vosso cérebro, de realinharmos os padrões do vosso cérebro de modo que lhes permita uma maior visualização. E é isso que farão durante os quinze minutos ou isso, a cada dia deste terceiro segmento ou terceira semana de actividade.

Agora para quarta semana, a semana final. Sugerimos de novo que utilizem a mesma combinação que se descreve na segunda metade desta fita; queremos que entrem num período de visualização, quer seja anexada a uma meditação ou isoladamente, queremos que façam uma meditação, e nessa meditação queremos que vejam a vela, o aspecto que apresenta agora. Já passaram três semanas, ou melhor, duas semanas desde a última vez que a contemplaram, mas que aspecto tem agora? E a fruta, que aspecto terá agora? Bom, na verdade despejaram-na no lixo há duas semanas atrás – a fruta pelo menos – mas talvez tenham usado a vela noutro lugar. Mas, que aspecto apresenta agora? Extrapolar a visualização. E ao fazerem isso, queremos que vejam a caixa; vejam a caixa que há uma semana atrás criam por meio da visualização; vejam, o quanto se apresenta mais clara e melhorada. E com a vela, com a fruta e com a caixa, queremos que a seguir abram a caixa, e dentro da caixa, não mais se deparem com a resistência, mas agora com um presente, o presente que lhes endereçamos, um presente que lhes endereçamos junto com o vosso Eu Superior que lhes permitirá prosseguir com a visualização de uma forma mais clara e mais precisa, mais concisa, com uma maior exatidão, com uma maior percepção, com um maior valor que produzirá um maior êxito.

Amamo-los tanto. Divirtam-se e venham connosco.

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