domingo, 3 de agosto de 2014

FORTALECIMENTO, CAPACITAÇÃO



Transcrito e traduzido por Amadeu António




Começamos por tratar do vosso verdadeiro poder central – o amor e a vontade. Mas, conforme dissemos, estes não são os únicos meios, conquanto possam constituir métodos críticos que lhes poderão conceder a autoridade e a permissão, que lhes poderão conceder o fortalecimento.

Essas podem representar vias profundas que os poderão conduzir a um fortalecimento que é mais do que meras palavras que os poderão levar a uma capacitação verdadeiramente poderosa, que importe de facto, que cause impacto e que penetre na vossa realidade e no vosso mundo.


Esta noite abrimos uma outa via – amar para além de nós próprios. Poderão permitir-se receber essa dádiva, esse poder de amar para além de vós próprios, onde poderão encontrar ainda uma outra via para construi a espinha dorsal, para construir o alicerce do vosso fortalecimento.


Se se permitirem acolher o vosso dom e o vosso poder – sim, a vossa dádiva e o vosso poder de amarem para além de vós próprios – esse fortalecimento, um fortalecimento que tem uma verdadeira importância e que é mais real, poderá ser vosso.

Ora bem; as palavras inerentes ao fortalecimento são simples. Fortalecimento consiste na permissão e na autoridade para serem poderosos – permissão e autoridade para serem poderosos. E vós sabeis que coisa é o poder. Poder é a faculdade e a disposição (ou vontade) - conjunção coordenativa que é tão crítica. Fortalecimento constitui permissão e autoridade – não apenas permissão, nem tão só autoridade, mas permissão e autoridade para serem poderosos, e tal conjunção, na definição do poder – a faculdade e a disposição – porventura a faculdade ou capacidade em primeiro lugar e depois a adicionar-se-lhe nessa combinação isso da vontade, a capacidade e a vontade para criarem, para manifestarem e para agirem na vossa realidade. Vós sabeis em que consiste o poder, mas não só isso, vós também sois poderosos – embora nem sempre o admitam, tanto quanto o sabem ou possuem. E sempre há mais a conhecer, e sempre há mais a ter, mas no meio de tudo, na combinação de tudo isso, conhecem o suficiente sobre o poder, e possuem suficiente poder.

Mas o que é necessário agora, é permissão; o que é preciso agora é autoridade – autoria – uma autoria original, criativa inventiva, inovadora. Autoria, autoridade, isso é tudo quanto tem que ver com o fortalecimento. Alguns dizem que tal fortalecimento provém da autoridade superior. É aí, dir-lhes-ão, que encontrarão a permissão e a autoridade. Outros dirão que é na “Autoridade Mais Elevada.” Nós estabelecemos uma distinção entre a autoridade superior e a “Autoridade Mais Elevada” por uma constituir o artigo genuíno, a coisa genuína, por existir uma autoridade superior. Mas a outra é muitas vezes menos que real ou um tanto dissimulada – da parte de quantos arrogam tal Autoridade Mais Elevada sem autoridade para o fazerem.

Os termos do fortalecimento são simples. A cilada está no seguinte: onde será que encontram essa permissão? Onde descobrirão tal autoridade? Conforme dizemos, alguns dizem que é na autoridade superior ou na “Autoridade Mais Elevada.” Já outros dir-lhes-ão que é descoberta e que é concedida da parte de alguém mais poderoso que vós, ou da parte de “Algum Poder Superior.” Uma vez mais a distinção entre o artigo genuíno e o artigo dissimulado. O que sugerimos é que é descoberto em vós – que é descoberto em vós! Por as autoridades superiores autênticas, entendem, tais como o vosso Eu Superior, a vossa Alma, como certos dos vossos amigos invisíveis, tais como Deus, a Deusa, o Todo – esses que são as Autoridades Superiores genuínas vos concederam permissão, e já os presenteou ou dotou da autoridade. Mas vós não assumistes essa autoridade, não acolheram essa permissão.

E aqueles que reivindicam ser as “Autoridades Mais Elevadas e Aquelas Que São Mais Poderosas” que vós, esses são os que lhes dirão que sim, que são quem os fortalecerá; que são quem lhes concederá a autoridade. Esses que reclamam tal coisa, não são as autênticas autoridades. Assim, conquanto se voltem para essas autoridades mais poderosas que vós, as autoridades genuínas já lhes deram e concederam tal permissão e autoridade. Vós apenas não a acolhestes nem assumistes. O fortalecimento está dentro de vós. 

“Tudo bem, tudo bem; eu dou a mim próprio permissão; concedo a mim própria autoridade. Aí está!”

Bom; decerto que entendem a natureza viciada de tal afirmação. 

“Muito bem. Há anos atrás, no passado, eu tratei de reunir tal permissão e autoridade dentro de mim próprio. Há muito tempo descobri, e tornei-me, e entreguei-me e assumi, e agora gozo de tal fortalecimento. Já o consegui!”

Mas sabem que mais? Muitos de vós tê-lo-ão conseguido; aqueles que têm trabalhado connosco há anos. Há vários anos atrás, reunimos uma fita de vídeo acerca da matéria, e muitos de vós trabalharam com esse vídeo, e conseguiram cumprir com o indicado, e conseguiram mesmo. Mas a coisa está no facto de que o fortalecimento não consta de uma coisa pontual mas um processo contínuo, e quando permitem que o fortalecimento seja permanente, o processo contínuo pode tornar-se num processo místico. Mais do que permanente, mais do que contínuo, pode tornar-se místico.

Mas vocês sabem que o poder não é estático. Não o obtêm nem o descobrem para aferirem o que tinham e passarem a fazer menos de seguida, não; vocês buscam constantemente reservatórios conscientes, reservatórios subconscientes, reservatórios inconscientes, estão constantemente a trabalhar com o aumento e a diminuição e com os altos e baixos do poder que têm; a descobrir um novo matiz, uma nova profundidade, uma maior compreensão, a descobrir um novo poder, mais poder.


Ele respira, está vivo, o poder é dinâmico; encontra-se em contínuo crescimento e mudança; a mudar e a crescer, a crescer e a mudar, a mudar e a crescer. Nós reuni-lo numa espécie de gráfico, este do crescimento e este da mudança (escreve no quadro); o crescimento vertical e a mudança horizontal do poder. E esta intersecção, onde não têm qualquer poder, talvez por altura do vosso nascimento em que esqueceram todo o vosso poder, por afeito daquela amnésia particular, situação em que se vêm limitados no veículo que não conseguiria exercer o poder mesmo que vós soubésseis o que é.

Mas começam desse ponto do nascimento, e fazem crescer o vosso poder; vocês crescem-no, e a um certo nível esticam-no e alteram-no e ele torna-se mais amplo e mais profundo. Descobrem este poder e depois expandem-no nisto e naquilo. Alguns de vós descobrem pela primeira vez o poder do “não,” e dizem “não.” Não conseguem dizer muito bem “não me toques,” mas dizem “não.” E quando descobrem esse poder, alteram-no e começam a aplicar o “não” aqui, ali e acolá, e começam a dizer “não” a tudo: “Não, não, não, não! Caramba, ter um poder assim é estupendo!”

Aprendem o poder da fraqueza, e conseguem entrar em colapso no meio do supermercado, conseguem desanimar no meio do parque de estacionamento, conseguem entrar em colapso por as mãos da mãe estarem cheias de coisas. Caramba, como o aumentam! E de seguida entram em colapso quando é suposto irem para cama e entrar em colapso quando é suposto irem comer, entram em colapso quando têm que se vestir para ir visitar a avó; vós disseminais o poder de entrar em colapso. “Caramba! Que tempo tão genial!” Mas aprenderam, e cresceram, e depois ainda cresceram e mudaram um pouco mais, mas de facto no consensual muitos de vós sentiram que cresceram continuamente num ou noutro sentido, mas sem mudar. E há aqueles que se tornaram imensamente poderosos no âmbito restrito das suas vidas, mas que não se propagaram para coisa nenhuma. E há aqueles que na verdade cresceram e atingiram este patamar e mudaram e mudaram e mudaram sem parecer parar, até que por fim voltaram a mudar.

Assim, caso desenhássemos cada gráfico, o que é evidente que não podemos, e só utilizamos isso a título de analogia, mas cada gráfico constitui um trampolim, uma série de picos e a seguir patamares, e depois de novo um pico e um patamar, seja por que meio for que isso cresça no vosso caso. Montes de patamares e poucos picos, ou montes de picos e poucos patamares, mas uma série de contínuos picos e patamares desses. O poder não é estático, mas cresce e altera-se e muda e aumenta continuamente. E a cada pico, há uma permissão a ser encontrado. Existe uma autoridade a ser assumida. Esses são pontos de empoderamento. Em cada patamar – e torna-se importante estabilizar o vosso poder, devido à pausa, e para acrescentarem mais do que crescimento, a largura e a profundidade – e nesses patamares torna-se crítico encontrar a permissão e assumir a autoridade para estabilizar: “Eu concedo a mim próprio permissão; eu tenho a autoridade para atingir um pico, para estabilizar, para aumentar o poder que tenho, a capacidade e a disposição que tenho para criar, para manifestar e para agir na minha realidade e no meu mundo.”

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