quinta-feira, 7 de agosto de 2014

CHAKRAS EM PROFUNDIDADE II





Esta noite focamo-nos numa via particular, no poder dos vossos chakras e na profundeza dos vossos sentidos…


O enfoque que iremos desenvolver será principalmente centrado na vossa capacidade de se escorarem e na capacidade de se dignificarem e profundamente empenhados na vossa plataforma, caso já tenha solidez. Uma capacidade que cada um de vós poderá usar para saltar e se catapultarem em frente, no vosso caminho e na vossa jornada.


Todos vocês sabem que a vossa realidade é um produto daquilo que observam. Também sabem que sempre que tentam observar a realidade, participam nessa realidade – não existem espectadores. Também sabem que quando alteram os instrumentos de medição e de observação, a realidade observada altera-se, e por conseguinte, a realidade de que tomam parte muda. Quando mudam os instrumentos de medição, a realidade muda, a realidade que é a vossa realidade não tem como deixar de mudar, por não ter vontade própria nem escolha, nem gozar da faculdade de deixar de o fazer.

Dois conjuntos dos instrumentos mais profundos de mensuração que possuem são os centros dos vossos chakras e os vossos sentidos. É isso que vamos explorar.

Chakras. Toda a gente sabe tudo acerca dos chakras, não é? Qualquer um que tenha pronunciado o termo “espiritual” para além daquela espiritualidade fundamentalista cristã ocidental ou da tradição judia ou das tradições orientais inclusive, sabe o que são os chakras, não é? Esses discos, ou essas coisas giratórias ou lótus com variado número de pétalas e folhas, localizadas algures misteriosamente no corpo. Bom, poderão não concordar sempre quanto à sua cor nem ao local exacto onde se situem, mas toda a gente tem conhecimento acerca dos chakras.

Nós falamos sobre eles, e trabalhamos junto convosco no sentido de sanarem e de substituírem os vossos. Falamos neles como vórtices de energia, e não tanto enquanto discos nem lótus, mas enquanto vórtices de energia que se acham localizados etéricamente dentro do vosso corpo – não literalmente. Mas eles têm contrapontos, pontos de referências localizados no interior do corpo, e conhecem primordialmente os primeiros sete que se acham no interior do corpo, e depois há, conforme sugerimos noutras ocasiões cinco centros de chakras adicionais que se estendem não na forma física mas além da vossa forma física. Ainda fazem parte do vosso corpo, lembrem-se, mas prolongam-se para além do físico. São muito mais altos do que pensam ser. (Riso)

Assim, não vamos entrar em detalhe quanto a tudo quanto há a dizer acerca dos chakras. Já o fizemos há vários anos atrás, quando nos referimos em detalhe sobre cada função particular ao redor de todo o corpo e da parte inferior do tronco e da parte superior, e do relacionamento que têm com os vários locais nas vossas mãos e nos cotovelos e nos vossos joelhos, tornozelos, barrigas das pernas, etc., de modo que não vamos repetir isso tudo. Mas vamos rever de uma forma superficial e sugerir o seguinte: Vocês possuem esses vórtices, esses portais, essas passagens, essas portas giratórias, se quisermos, que se assemelham a antenas parabólicas enormes que constituem dispositivos de observação que varrem os horizontes dos céus da vossa realidade – o que quer dizer qualquer coisa para além de vós próprios. E eles assemelham-se a discos de radar enormes, ou discos de rádio que procuram captar todo o tipo de bipes ou de sinal sonoro, quer sejam chamados ecos ou não, na tela da vossa realidade.


Mas esses discos, entendem, essas antenas parabólicas enormes são calibradas, sofisticadas e calibradas a fim de captar apenas uma certa gama da frequência integral. Um desses centros, localizados fisiologicamente no cóccix, na base da espinha é aquele vórtice particular que busca captar todo sinal ou ruído, qualquer frequência vibratória que tenha qualquer coisa que ver com a segurança.


Mede essa frequência de vibração, essa largura da banda a que se chama “segurança.” E está constantemente em busca de qualquer indicação e pronto a recolher qualquer energia que tenha que ver com a segurança. Também não só recebe como também transmite e liberta – não dessa parte do corpo literalmente, do cóccix – mas liberta tudo quanto colocam no vosso mundo que tenha que ver com a segurança, e transmite com as frequências de vibração, tal como o vosso radio que pode ser sintonizado em determinadas frequências AM e FM e as vossas televisões que podem sintonizadas para certas frequências baixas e muito baixas a fim de captar diferentes canais, também este centro chakra é capaz de receber numa faixa de banda chamada “segurança,” e é capaz de transmitir aquilo que é a energia, as ressonâncias, as frequências de vibração que compõe a segurança. E acha-se localizado no cóccix, na base da vossa espinha, com o que têm assento e na forma como encontram assento na vossa realidade, num compartimento, em qualquer aspecto; como encontram assento, o quão seguros se sentem, o quão equilibrados são.

O segundo chakra localizado na área genital também representa uma parabólica a seu modo a funcionar – utilizamos isto como uma metáfora – relativamente a tudo quanto tenha que ver com o prazer. E como se acha localizado na área genital, a primeira forma que nos vem à mente é a do prazer sexual. Sim, tem que ver com o prazer sexual, tem que ver com a energia primordial criativa, mas também tem que ver com todo o tipo de prazer, seja o prazer da companhia de alguém, o prazer de um belo pôr-do-sol, o prazer de um banquete que lhes é colocado na frente, o prazer de um gelado Haagen-Dazs, (riso) o prazer de um passeio pelos bosques, o prazer de um concerto, o prazer de passear por um museu, tudo quanto tenha que ver com o prazer é captado pela varredura desse particular instrumento, por esse aparelho particular de observação que observa tudo quanto tenha que ver com o prazer.

O terceiro chakra tem que ver com tudo quanto esteja ligado ao pleno espectro da emoção, ao ter que ver toda a gama de emoções. Por isso sugerimos o seguinte: Se expandirem continuamente a gama das emoções, da mais expansiva até à mais restritiva; da mais bela até à mais repulsiva. Se expandirem a gama – não que precisem sentir ou expressar toda a emoção, nem que tenham que passar por todas as emoções – mas que expandam a gama, estarão a lidar com sinceridade e a vulnerabilidade. Não quer dizer que precisam partilhar essa sinceridade com todo e qualquer um que se cruze convosco, nem quer dizer que precisem partilhar essa vulnerabilidade com todos, mas convosco próprios. A gama completa da emoção é o vosso terceiro centro chakra, que se localiza nas regiões abdominais – alguns dizem que é no baço, outros nas adrenais – nós sugerimos que é suficientemente grande para incorporar basicamente essa área inteira do plexo solar. E tem que ver com a captação da gama completa da emoção e por conseguinte constitui o chakra da sinceridade e da vulnerabilidade. Porque quando expandem essa gama, tornam-se mais sinceros e mais vulneráveis, e têm noção do que de mais belo os caracteriza e do que de mais desagradável os compõe. E isso faz de vós uma pessoa mais honesta, isso torna-os mais vulneráveis.

O quarto chakra acha-se localizado no centro do peito, o chakra do coração. Toda a gente sabe tudo acerca do chakra do coração. Lida, sim, com o amor. Para além da criatividade primordial do segundo chakra, o quarto chakra lida com o amor; é o espaço e a possibilidade e a relação que exista com o amor que esse chakra explora em busca de qualquer sinal, e também verte sobre o vosso mundo tudo quanto se prenda com o amor.

Para além do quarto há o quinto chakra, o da garganta, que é o chakra da expressão. Da expressão do quê? Da expressão da segurança, do prazer, de todo o espectro da emoção e do amor – tudo quanto isso que se situa abaixo e tudo quanto se acha acima – sabedoria, intuição, dos potenciais ilimitados, se quisermos, da vossa espiritualidade e mais além. O terceiro chakra constitui uma energia feminina, entendem? Não tem que ver com o sexo feminino, mas consiste numa energia feminina. Constitui a gama completa da possibilidade, a gama total da emoção possível, a gama total, o espaço, e por conseguinte a energia feminina. O quinto chakra constitui uma energia masculina – não tem que ver com o macho – é a expressão dinâmica trazido à manifestação que compõe a energia masculina. O masculino busca o feminino; o feminino eleva-se a fim de preencher o espaço ou de se situar no espaço. O coração constitui a câmara do casamento, da união do feminino – a gama completa da emoção – e do masculino da expressão dinâmica.


O coração constitui a câmara, o casamento ou a união do feminino e do masculino que se traduz pelo amor, e que coisa é o amor senão a expressão máxima da gama completa da vossa emoção?

A expressão máxima da gama completa da vossa sinceridade e vulnerabilidade. Sim, sabem que é dar, responder ou acudir e respeitar e conhecer. E que é empenho e intimidade e apreço de forma a produzir segurança – primeiro chakra – prazer – segundo chakra – honestidade e vulnerabilidade – terceiro chakra – confiança – quarto chakra – redução do medo da perda – quinto chakra – apreço e intimidade, e ser conhecido. E vós fazeis isso tudo ao expressarem a gama total da vossa sinceridade e vulnerabilidade.


O amor é regozijar-se com a presença; amor é conceder permissão; amor é experimentar valor, mérito. E que é como é que fazem isso? Através da expressão dinâmica da gama completa da vossa sinceridade. E é aqui, no coração que essas energias se casam, se ligam e se tornam uma, que é chamada amor. Vórtices de energia. 

O sexto chakra, ao nível da sobrancelha, é aquele da percepção psíquica, mas mais importante e mais valioso, é o centro da intuição e o centro da sabedoria. Ele esquadrinha tudo quanto se ache nos horizontes da vossa realidade, tudo quanto possa contribuir para a vossa sensatez, prudência, discernimento, intuição. E também liberta para o vosso mundo aquilo que é sabedoria e intuições.


O sétimo chakra, muitas vezes encarado como um chakra espiritual, e é sim senhor. E uma porta espiritual para o que reside além, é sim senhor. Mas, sugerimos que, enquanto tal, constitui o chakra do potencial ilimitado. É a entrada para aquilo que reside além da dualidade, que reside além dos limites da vossa realidade. Potencial ilimitado. Isso é aquilo com que se acha mais familiarizado, o sétimo. 


Para além desse existe o oitavo chakra, que se acha localizado por debaixo dos vossos pés. Não permanecem de pé sobre ele num equilíbrio semelhante ao de um animal de circo, não caminham com uma certa vivacidade de passo, pois não representa nenhuma bola de praia esmagada que tenham sob os pés, não. Acha-se etéricamente situado por debaixo dos vossos pés e constitui o chakra da aura. É a aura, o chakra, o vórtice com que toda a energia a que chamam de vossa aura, muitas vezes vista a cores, penetra no vosso domínio. É o chakra da probabilidade por ser aí que todas as probabilidades têm existência no vosso domínio. (NT: Por aquilo que se situar na aura, tender a manifestar-se sem excepção) Tal como o plano astral é onde toda a probabilidade tem existência no vosso domínio. É o chakra da probabilidade, o chakra da aura.


Além desse existe o nono chakra que se encontra ainda mais fundo, só que acima da vossa cabeça, acima do vosso sétimo chakra, aí entre umas polegadas até uns trinta centímetros, seja o que for acima. Esse vórtice de energia situado no exterior do corpo físico, mas que ainda faz parte do corpo do ser, representa o chakra do etérico. É aqui que toda a energia etérica, antes de se tornar na aura; todas as possibilidades antes de se tornarem probabilidades e antes de se tornarem num potencial ilimitado se situam, nesse domínio etérico. O domínio etérico do possível, um tanto correspondente ao do plano causal, no vosso mundo.


Para além desse nono chakra que lida com o possível, há o décimo chakra a que chamamos o “Chakra do Ser,” que não refere o pequeno e reduzido “eu” mas o mais real, o Ser da transcendência. 

Para além desse, o décimo primeiro chakra, que ainda se eleva mais acima, é o chakra da vossa alma e das sensibilidades inerentes à alma em que o espírito percorre, também quanto a isso se dá o mesmo com o chakra do vosso espírito. O décimo primeiro chakra é onde toda a energia da alma entra e é lançada.


O último e décimo segundo, ainda mais alto do que esse nível mais elevado, o chakra do Deus, da Deus, de Tudo Quanto Existe, semelhante a uma abertura em relação ao qual a Deusa soprou a fim de criar o “espaço” que sois vós; para criar o domínio que sois vós. Não ao contrário da estrela Sírio, o vórtice que irrompe, em que soprou o espaço que se viria a tornar no vosso universo do livre-arbítrio, também esse décimo segundo chakra, a abertura, o rasgão, através do qual criou o espaço, o universo, o domínio que são vocês.


Tem tudo início – não no cóccix, mas bem cá em cima, nesse décimo segundo chakra, neste chakra do Deus, da Deusa e do Todo. É aqui que a energia penetra e flui através desta porta giratória, e que se reduz ao décimo primeiro chakra, o da alma, o do espírito. E é aí onde a alma, com o seu nome, co o seu poder, com a sua paixão, co o ferimento que alcança e a responsabilidade, com a sua sombra do crescimento e da mudança, co o seu duplo e o que resta, em que o espírito com o seu sopro de vida, com o seu sopro de inspiração e de aspiração que é capaz de agitar as cinzas da vossa paixão e avivar a acção na alma, e que pode tornar a criação inconsciente numa criação consciente, e que pode tornar-se no sopro da liberdade, começa a fluir. E penetra por aqui no vosso mundo e no do vosso décimo chakra, no do real, do mais real – de que toda a vossa realidade inteira constitui um reflexo na dualidade que comporta.


Da alma para o mais real, penetra daquele que é o nono chakra, o do etérico, o do possível. Daqui, no nono chakra, flui, não para baixo já que o faz, mas agora criando uma bolha, criando um espaço para este oitavo chakra, para este da aura, para este do provável. Daqui, a energia flui, não directamente para cima, mas num arco de novo, num arco diferente; daqui flui para cima num arco diferente, a partir de baixo dos vossos pés flui até acima da vossa cabeça, e a seguir flui em torno mas dentro da primeira bolha, até àquele que é o sétimo chakra onde agora penetra.

Através do sétimo e a partir dele é criado aquilo que vocês são. (Riso) Do potencial das possibilidades espirituais para aquele da sabedoria e da intuição, para aquele da expressão, a fim de criar o espaço e a gama completa da emoção, para criar o prazer e para ganhar assento e fundação fisicamente, e daí a serpente enrolada, o despertar da kundalini, para ter início a partir desse local de assento numa curva ascendente até ao sétimo chakra, e numa curva de regresso pelo terceiro e seguir em frente através do quarto, e depois para o quinto, e para cima para o sexto, na direcção do sétimo e para fora e ao redor do corpo até ao oitavo e para cima e em torno do corpo até ao nono, e trepar mais alto até ao décimo do real, trepar mais alto até ao da vossa alma, trepar mais alto até àquela entrada de Deus, da Deusa, do Todo. E isso compreende a plenitude do fluxo dos vossos doze chakras, e essa é igualmente a razão por que sempre afirmamos que não é o vosso corpo que gera uma aura, a vossa aura cria o vosso corpo. O vosso corpo constitui a precipitação de uma aura. É a condensação da frequência de vibração do provável no actual ou efectivo. Do vigente para o provável através da entrada do potencial ilimitado, para o provável, para o possível, para o real, para a alma da coisa, para a substância, para o espírito da coisa, para a luz, para aquilo que é Deus Deusa, Tudo Quanto Existe. Estes são os vórtices de energia; estes são os fluxos da energia na direcção do interior e do exterior de novo. Isso é a vossa vida, a vossa realidade, o vosso holograma, essa tela que é o vosso mundo.


E há mais que podia ser dito acerca de cada um, mas uma coisa que pode ser dito acerca de todos é que os vossos chakras possuem integridade. “Até que enfim, o que é obra minha, não?” (Riso) O facto de terem, fala pelo facto de o conseguirem, sem dúvida. Bom, quando dizemos isso que queremos dizer? Bom, antes de mais, que é integridade? A integridade conforme sugerimos não é algo que possam decidir se têm ou não; podem desenvolvê-la, sem dúvida, mas se precisarem pensar nisso não o darão a entender, não é? Por a integridade constituir uma reacção espontânea, uma responsabilidade espontânea – ser capaz de responder de uma forma espontânea, instantaneamente, se quiserem. Não automática, não por orientação, não por obra de uma resposta com base na necessidade idiota, mas por uma resposta consciente mas ainda assim espontânea. Também consta de uma resposta intensa, e quando referimos intensa queremos dizer, não com uma enorme nitidez necessariamente, mas no momento.


É responder no momento, que sabem ser também parte da espontaneidade do ser. “Ah, quero assumir responsabilidade pelo que sucedeu há dez anos.” Isso é acção válida, mas não consta de uma resposta intensa dada no momento, no elemento, ao se prestar atenção ao detalhe e ao se ser paciente com relação ao enfoque da escolha e sensato, e abrir mão do momento quando ele passar – isso é intenso. E ter integridade é não só responder no instante como responder com intensidade. Assim, é resposta instantânea e resposta intensa. Também representa uma resposta humilde.

A humildade, conforme temos vindo a dizer há anos, é uma responsabilidade que diz que, só porque determinada coisa se tem dado de determinada forma não significa que continue desse modo. Temos falado disso com frequência. Quando as coisas correm mal, uma e outra e outra vez, a abordagem humilde, a atitude humilde é a que diz que não tem que correr mal desta vez. E que pode ser diferente. Mas a humildade funciona no outro extremo do espectro também. Quando as coisas correm na perfeição uma e outra e outra vez, a falta de humildade pode dizer que vai correr na perfeição de novo por sempre ter sido assim; ao passo que a resposta humilde está em dizer que tem sido maravilhoso todas as vezes, mas a menos que assumam responsabilidade, não poderão afirmar que venha a correr bem de novo. Desta vez pode correr mal caso não sejam responsáveis. E a resposta dotada de humildade é aquela que reconhece isso e não somente no lado negro da realidade mas no claro também.

Frequentemente temos brincado com isso referindo tratar-se de um fenómeno da condição humana, o facto de quando convidam alguém que não conhecem ou alguém de quem não gostam ou alguém com quem não se importam muito para jantar, preocupam-se em ver que a casa esteja asseada, usam os melhores pratos e pratas, planeiam o menu e asseguram-se de que seja algo de que goste, mas quando se trata de um amigo ou de uma namorada, alguém próximo ou íntimo, “Ora, vamos lá, usamos qualquer coisa congelada e assistimos à televisão durante um tempo. Não precisamos planear com tempo, nós passamos sempre um bom bocado.” Isso não é humildade, isso não é ser humilde. Ser humilde seria porventura ter a noção: “Sim, ainda podemos usar qualquer coisa do frigorífico; vamos enredar-nos diante do televisor e vamos passar os canais em revista, mas vou-me responsabilizar por me certificar que isso venha a ser divertido esta noite, apesar de sempre ter sido.” E a integridade possui esse tipo de integridade, entendem? É uma resposta instantânea, uma resposta intensa, uma resposta humilde, e é também uma resposta sensata. Perceber o panorama mais vasto sem perder contacto com a actual. Para além da lógica e da razão mas sem a abandonar, irracional, sem perder a corrente racional, etc. É uma resposta sensata.

O que estamos a afirmar é que os vossos chakras podem instantânea, intensa, humilde e sensatamente responder, por possuírem integridade. Agora, Como conseguirão tal coisa? Como conseguirão isso? Podem conseguir isso por cada centro chakra ter espaço para si mesmo e para os outros chakras todos. Aqueles de vós que cresceram com aquelas caixas de discos Jukebox, talvez encarando-as como uma Jukebox com todos aqueles discos de 45 rotações, doze mais precisamente, por cima do disco e por baixo mais onze de 45 rotações, todos a tocar uma música diferente, mas mantendo o espaço. Muitas vezes aqueles de uma era mais modernizada, vêm-nas como reprodutores de CD que comportam doze discos brilhantes.

Vocês têm um chakra que é o vosso chakra da segurança – seja um disco de 45 ou um CD – e ele gira e comporta toda a informação, só que por baixo da superfície, que muitas vezes as pessoas desenham na forma de um lótus, por baixo dessa espiral, desse disco rotativo existe um outro disco, um outro nível. Digamos que o chakra comporta níveis no seu interior, e a primeira camada é a da segurança. Qual será a segurança que a vossa segurança apresenta? Quão segura será a segurança de que desfrutam? Quão seguros se sentem com a segurança de que gozam? Qual será a segurança que a segurança que têm lhes proporciona? E que prazer lhes traz a segurança? E no âmbito dessa segurança, em que medida conseguem expressar a gama ampla da vossa emoção? E como amarão a segurança de que gozam? E como expressarão essa segurança? E que sensatez e intuição conseguirá essa segurança suscitar? E que potenciais ilimitados? Quando espaço reserva essa segurança para o provável, para o possível, para o real? Quanto espaço reservará para a alma e para o vosso espírito?

O que estamos a dizer é que esse chakra da segurança, reserva espaço para ele próprio e para os outros onze centros chakra. Quão segura será a segurança de que desfrutam? Alguns encontram-se bem seguros. No local seguro que têm, no vosso mundo físico da segurança, no vosso quarto, o altar de meditação que têm com os vossos cristais e as vossas velas e toda a parafernália… Sentem-se bastante seguros, não? Alguns quando entram no seu reduto ficam nervosas e assustadas: “E se desaparecer? E se me for tirado? Estou tão assustada? Como é que vai ser?” Obtêm muito pouca segurança da segurança que têm. Já outras pessoas: “Isso é tudo quanto a vida é!” E pode não ser muito divertida: “A segurança de que desfruto baseia-se em ser capaz de estar na rua e conseguir que alguém que passe me dê uns trocos. Talvez encontre onde dormir esta noite, ou um jornal ou um cartão…” Tal segurança não parece tão segura quanto isso, para muita gente.


Mas mesmo aqueles que aqui se encontram, quanta segurança lhes proporciona a segurança que têm? Ou estão sempre receosos que lha tirem? Possuem a segurança de que desfrutam? Fecham as portas à vossa segurança? Sentirão que a menos que zelem por ela a toda a hora, ela possa desvanecer-se? Que prazer lhes dará a segurança de que desfrutam? Alguns adoram sentir-se seguros; já outros sentem-se culpados por ter segurança: “Estou a desperdiçar tempo, não devia fazer isso. Devia estar a fazer outra coisa qualquer. Que será que estou a perder? Que será que está a acontecer por esse mundo fora, enquanto me sento aqui em meio a toda esta segurança? Não sinto qualquer prazer nisto.”


A gama ampla da emoção – quando amarão a segurança que têm? Quanto espaço contém esse reduto, seja onde for que o encontrem na vossa vida, essa segurança, para sentirem amor? Ou estão constantemente em guarda a olhar para fora e a certificar-se de que ninguém ataca nem ameaça nem tira? “Eu não tenho tempo para amar; tenho que afastar e defender e manter a segurança.”

Quantas esposas têm um marido que lhes responde: “Olha, eu garanto-te um teto sobre a cabeça, coloco-te comida na mesa, por que razão também preciso dizer que te amo? Não o mostrarei quanto baste? Levanto-me todas as manhãs para ir para o trabalho, e olha para mim, sou uma pilha de nervos em risco de ter um ataque coronário ou um ataque cerebral, e tu queres saber se te amo ou não. Eu não tenho tempo para te trazer flores nem tempo para te amar. Eu preciso tornar o teu mundo seguro para tu te ires solapando, e tu ainda me vens…?”


E quantos maridos não terão ouvido do mesmo modo: “Acerca de tudo quanto faço enquanto te vais a fim de tornar o teu lar, o teu castelo… Isso não é amor nem segurança; isso é trabalho árduo e criar um mundo seguro. Preocupar-se constantemente com os catraios não vão eles quebrar alguma coisa ou perder algo em que tenhas gasto milhares de dólares e acabar por levar na cara. Isso não é amor.” (Riso)

Quanto expressarão? Qual será a expressão de intuição e de sensatez? Que potenciais? “Ah, sabes, eu adoro o meu reduto e sinto-me tão seguro, e obtenho tanto prazer, e sinto tanto a plenitude da honestidade e da vulnerabilidade e amo tanto isso, e consigo expressar tanto aquele que sou. Oh tenho uma enorme sensatez e introspeção e a intuição que sobrevem… Mas aí, quando se trata de potenciais… Ai como fico assustado e a segurança parece ameaçar ruir. Por o futuro me assustar, por o possível me deixar sobressaltado, por o desconhecido me deixar apavorado.” E assim, as diferentes funções da segurança.

Movem-se para um outro chakra – não vamos passa-los todos em revista – mas movem-se para o segundo chakra. Quanta segurança lhes trará o prazer? Quanto prazer lhes proporcionará o prazer? Muitas das mulheres com quem conversamos, dizem que não é suposto sentirem prazer sexual; têm o dever, mas sem que o gozem. Se desfrutarem da sexualidade, serão um tipo qualquer de ninfomaníaca ou outro termo qualquer irrisório. E assim que se tornam rapidamente mães, “Pelos céus!” (Riso) Quando se tornam mães, entendem, o prazer que o prazer lhes proporciona é suposto estar longe da vista. Muitos de vocês sentem culpa em relação ao prazer. Quão abertos e vulneráveis serão em relação ao prazer – aqueles que têm uma vida secreta? “Oops. Mas eu não frequento muito isso. Parte da excitação está em o fazerem de modo clandestino. Aqueles de vós que se esgueiram para fazer isto ou aquilo na vossa vida – referindo-nos ao grosso na humanidade e não àqueles que estejam aqui na sala.

“O prazer que sinto sobrevém de estar bem fechada, e não aberta, nem sincera nem vulnerável. A minha vida ganha uma certa qualidade de abundância e uma sensualidade maravilhosa com as qualidades clandestinas. Para o mentiroso patológico, dizer uma mentira, é o que lhe dá prazer. Mesmo que não precise mentir. Esse prazer não sobrevém da sinceridade nem da vulnerabilidade mas da sua ausência.

(continua)
 Transcrição e tradução de Amadeu António

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