sexta-feira, 11 de julho de 2014

O TEMPLO DA ALMA



Traduzido por Amadeu António

JOHN (OU JOÃO, QUE SE AUTODENOMINA COMO O AMADO DISCÍPULO DO CRISTO HISTÓRICO)


O corpo físico constitui o “templo” em que a alma reside, e deste modo o seu veículo destinado à experiência deste plano. A mente constitui o “sacerdote” que nele habita e busca a contemplação da natureza de Deus, e o espírito constitui a presença que vos liga ao divino. Não vos encontrais encerrados no corpo físico numa situação de aprisionamento, estais aqui por uma questão de opção, dotada do propósito da experiência e da revelação. O corpo físico representa a faculdade de que a alma goza de se focar no tempo e no espaço. Constitui a extensão natural da força da alma no plano terreno e é dada às suas leis e dinâmicas naturais. Encontrais-vos aqui a fim de cumprirdes a lei, e não para vos sujeitardes a ela.


Enquanto homens e mulheres, sois uma porção do espírito, uma sintonia refinada de mente, corpo e alma. A fusão da mente, do corpo e da alma constitui aquilo que conheceis por “personalidade.” Não sois uma personalidade limitada moldada simplesmente por influências parentais ou ambientais; mais ainda, sois uma personalidade moldada por todas as influências cósmicas.


Durante vários milhares de anos os verdadeiros padrões de energia do corpo físico foram do conhecimento de místicos, assim como as iluminações que circundam o corpo físico, ou “aura.” Mas só recentemente as vossas ciências começaram a documentar essas coisas. Em parte, a ciência representa o escriba que documenta aquilo que já do conhecimento de Deus. De facto o corpo físico está directamente vinculado ao próprio universo, conforme foi reflectido na antiga ciência da astrologia.


O corpo físico representa o templo em que a alma, que constitui a parte de Deus em vós, escolheu residir. Assim, pois, a alma constitui a ligação que têm com o universo, e o corpo físico não passa de uma expressão dessa alma neste plano. O corpo físico carrega em si todos os padrões únicos das vossas vidas passadas. É moldado pela alma para porventura estabelecer padrões corporais físicos adicionais através dos vossos filhos para futuras encarnações dessa alma num momento posterior.


O cérebro físico representa o veículo físico para armazenamento da mente. Ele estende-se a outras porções do organismo físico através do sistema nervoso. Imaginem todo o corpo físico como uma capacidade de raciocínio ou como um órgão físico destinado à expressão da alma. De seguida imaginem os padrões do pensamento individual a estender-se ao longo dos vários meridianos do corpo. Dessa forma, as considerações da alma estendem-se ao corpo físico e manifestam-se com propriedades específicas nos vários órgãos.


A alma encontra-se num estado de perfeição, no entanto, a iluminação que pode conceder a este plano particular vem por intermédio do vosso corpo físico e é por conseguinte filtrada pelas experiências que tendes neste plano, o que representa o vosso carma. Todos os órgãos a que o pensamento da alma se estende possuem uma função específica e reflecte um certo aspecto da vossa personalidade. Como a vossa personalidade se manifesta através da filtragem dos padrões cármicos da alma, a doença constitui porventura desarmonia proveniente de uma vida passada, que é regulada pela força vital, que constitui as considerações e o peso ou gravidade que exerce sobre o corpo neste plano.


Não é tanto que cada órgão possua uma forma de inteligência, mas mais que cada órgão possui um sistema de consciência. Do mesmo modo que descobriram campos electromagnéticos ao redor do corpo físico, também por sua vez cada órgão o possui, pela sua existência e vibração molecular, emite padrões específicos de energia que poderão ser percebidos e estudados, medidos e compreendidos. Cada um de vós constitui já um instrumento de tais cálculos aos níveis subconscientes, por cada um desses padrões activar a inteligência natural que reside na área craniana.


A inteligência não constitui mais do que a faculdade de perceber, reter, e de aplicar. É a inteligência que mede o padrão de energia da consciência de cada órgão específico, por a consciência não passar de uma colecção de um corpo de uma informação específica. A consciência não representa tanto uma forma de inteligência, ou um raciocínio, nem mesmo um estado de espírito, mas um corpo colectivo de factos que precisam ser activados e aplicados pela inteligência. Por isso, é a inteligência natural do nível da alma, ou a faculdade de perceber o conhecimento e de o aplicar, que fornece a ilusão da inteligência no corpo físico. Mas constitui mais um estado de espírito que é percebido e utilizado pela inteligência natural da própria mente. É a mente quem calcula cada uma dessas formas de ressonância e por conseguinte dá instruções quer no sentido de limitar ou de facultar a sua própria abundância natural.


Vários padrões cármicos alojados no corpo físico têm a capacidade ao nível da alma de moldar o corpo físico após o quarto mês da concepção. Como na estrutura genética se encontram igualmente certos padrões cármicos, isso muitas vezes determina a forma do corpo físico – a fim de representar padrões originários de vidas anteriores. Em última análise, porém, a alma molda a forma física através do reflexo que emite da personalidade. Pois a personalidade e a mente estendem-se profundamente no corpo físico, à semelhança de raízes de árvores que se estendem profundamente pelo solo.


A mente constitui o padrão de todo o corpo físico. É independente do corpo físico mas ainda assim ligada a ele fisiologicamente e através da personalidade. Da mente consciente poderá porventura dizer-se que seja a personalidade, só que não a substância total da mente, que inclui a consciência superior, o consciente e a mente subconsciente a funcionar em sintonia com os níveis elevados da alma. Portanto, como a alma em si mesma é imortal, a mente possui a faculdade de rejuvenescer o corpo, que constitui o seu veículo actual, até mesmo aos níveis da imortalidade física. Mas a imortalidade constitui mais uma propriedade da alma do que uma função directa da mente. A força vital constitui o padrão directo da expressão da alma no corpo físico. Ela desloca-se ao longo dos diversos meridianos. Sempre que a mente apresente um bloqueio, passa a apresentar-se um bloqueio correspondente na personalidade, a qual representa o instrumento de reflector da alma. Assim, pois, a mente é o arquitecto, o arquitecto do corpo físico e o arquitecto da vossa existência. Daí se poderá em boa verdade dizer que, tal como um homem se julga no seu coração, assim ele é em tudo quanto faz.


A força vital não se propaga por acção das vias capilares, mas forma um sistema de energia completamente independente. Percorre-o através do sangue, na hemoglobina, a qual é rica em ferro, e o seu próprio fluxo gera um campo magnético suave. Além disso, as propriedades eléctricas do sistema nervoso, e particular do sistema nervoso simpático, também produzem um fluxo suave similar. A força vital, que se estende a partir da alma, propaga-se ao longo dos fluxos magnéticos a várias porções do corpo físico. A ligação que tem com a alma assemelha-se aos raios individuais de luz que procedem do sol – a luz não constitui o sol em si mesma, mas uma porção das suas energias.


Um espírito constitui um enfoque particular. Quando se diz: “Tu és como um espírito,” quer-se dizer que sois um ponto de inspiração neste plano no espírito do Pai. Mas enquanto alma, alcançam um maior sentido de sintonia com todos os níveis do pensamento. A alma obtém o sopro da vida a partir do espírito do Pai, mas a sua individualidade é aquilo que lhe confere padrões de vida únicos.


A alma não conhece tempo nem espaço, de modo que não conhece nem bem nem mal. Mas ao experimentar a iminência dos fluxos de tempo nestas dimensões, a alma organiza-se continuamente através de actos e de motivações ao longo do tempo e do espaço. À medida que esses actos ou lembranças se organizam continuamente a si mesmas dentro de dimensões a que chamais personalidade, ou da mente consciente, concedem a si próprias sentido no contexto da história conhecida, mas eventualmente precisarão realizar-se em Deus.


O espírito é o conhecimento totalmente abrangente que constitui o Pai. Forma um corpo de conhecimento e de substância a que todos têm acesso. Pois isso é o que o espírito constitui – um corpo de informação que activa certos pontos de inspiração no enfoque da mente. Uma vez que o Pai constitui a mente universal, e vós enquanto alma possuís mente, também vós possuís o espírito que é o Pai. Mas a alma constitui a individualidade que vos caracteriza nesse espírito que tudo abrange.


Os homens e as mulheres foram criados no espírito desde as fundações do mundo. Vós encarnastes no plano físico para obterem experiência e revelação. Com isso não nos referimos a um aprendizado no sentido comum do termo, por não existir coisa alguma como aprendizado – existe apenas revelação. Por cada um de vós constituir uma parte de Deus, uma porção do espírito, uma parcela da mente universal, que desde logo conhece todas as coisas. A revelação sobrevém-vos por um processo de recordação, pois se todas as coisas constituem uma porção do verdadeiro ser, o qual é a alma, então são apenas esquecidas e precisarão ser-vos reveladas. Tal como poderão perder um objecto particular de grande valor e recuperá-lo através da lembrança, quanto mais não buscariam recordar o reino que já vos pertence por direito?


Aquelas faculdades que são descritas nos termos do “Eu Superior,” ou que designais por “psíquicas,” constituem os diversos dons da profecia – falar em línguas, adivinhação, clarividência, telepatia. Todas essas coisas constituem a recordação dos níveis da alma.


As vossas diversas ciências e psicologias estudam a mente e as várias hormonas do homem em busca da personalidade biológica e do vínculo existente entre mente e corpo nas vossas espécies. Infelizmente, o homem raramente vai além dessas regiões. Ele limita os seus estudos à mente e ao corpo, ignorando a influência oriunda dos níveis da alma.


É peculiar que a raça humana se identifique tanto com os primatas inferiores, para chegar a traçar todos os vossos modelos evolutivos e o sentido de vós próprios a partir dos ratos. Considerai o presente estado da vossa sociedade e imaginai as lições que não terão sido aprendidas. Seria sensato estudar os primatas superiores, as formas mamíferas superiores tais como os golfinhos, e constatarão intercooperação num ambiente mais apropriado, um ambiente altamente fluido. Por a vossa verdadeira ambiência representar a mente, a qual é tão fluida quanto o próprio oceano. É sentimento, o qual é tão fluido quanto o próprio oceano. Estudai esses aspectos do reino animal e aprenderão mais sobre vós e os padrões evolutivos mais elevados a emular.


Actualmente, a parapsicologia começou a explorar o conceito de vidas passadas – ou reincarnação – que por vezes é considerado chave no que toca à alma. Mas a maioria da vossa sociedade continua a apegar-se a ideias da memória genética ou racial que encaram o homem apenas enquanto corpo físico, e a personalidade como condicionada apenas pelo plano terreno. A vossa verdadeira natureza reside no céu, e constitui mais um estado de espírito. Pois vós não passais de sombras do universo, e do mesmo modo que nenhuma sombra pode existir sem a luz e sem um corpo físico, também por seu turno não existe existência alguma sem a mente, o corpo, e a alma. A vossa realidade é composta de consciência.


Não vos achais encarnados no corpo físico, achais-vos encarnados na personalidade. Enquanto o ego exercer domínio, enquanto o ego se apegar e vos focardes nele em vez de o espiritualizardes, então não tereis conseguido recordar quem sois por inteiro. Precisais activar a lembrança da verdadeira fonte da vossa natureza. Essa recordação precisa tornar-se na vossa natureza. É possível residir no plano terreno e ainda assim não lhe pertencer. É possível estar fisicamente encarnados na condição humana e ainda assim com pleno conhecimento da vossa natureza amorosa. Aí tê-la-eis em pleno domínio no céu e na terra – assim como é em cima, também é em baixo.


A responsabilidade que vos cabe neste plano é a de espiritualizarem a personalidade, e assim integrá-la nos níveis da alma, de modo que quando a vossa hora de passar sobrevier, possais realmente manter e habitar a personalidade que tendes actualmente, de modo que a personalidade que habitais seja como uma veste digna de cobrir a alma, porventura para mais uma jornada por um outro padrão similar.


A alma “enverga” uma personalidade tal como vós envergais uma veste. A personalidade, ao representar uma veste assim, é eventualmente largada e passa a constituir uma recordação para os níveis da alma. Não é tanto que vós passeis desta vida e percais todo o sentido de identidade, porque quando percebem ser uma alma neste plano, tornais-vos numa alma viva.


A alma encontra-se constantemente em estado de total iluminação; apenas a personalidade, que não passa de uma recordação, parece permanecer na confusão. Tal como a vossa memória e a vossa mente continuamente vagueiam pelos assuntos em que desejais focar-vos, também por sua vez se passa o mesmo com a personalidade num todo. Por a personalidade ser totalmente composta de mente, e somente quando se torna integrada nos níveis da alma procede a verdadeiros avanços.  

O homem tem muitas vezes falado da alma como a mente de Deus, por a alma ser imortal. Constitui o próprio centro do ser do homem, e quando ela abandona o corpo físico, este fica inactivo. Pois não é que sejais criaturas biológicas que dependem unicamente no plano terreno e da sua acção recíproca e forças. Tanto mais que cada um de vós constitui uma alma e cada um de vós constitui um zelador das próprias forças universais. Nos estados do vosso sono projectais-vos para os domínios astrais e para os vários níveis da alma, que residem mesmo além dos planos de Deus. Nessa medida precisam entender que o corpo físico constitui o veículo da alma assim como a projecção das vossas energias nos planos universais.


A vossa mente supraconsciente, que é sinónimo de espírito, constitui a soma total de todas as vossas vidas passadas e de todos os vossos potenciais futuros. É um vasto oceano de consciência cósmica com que todos são um. Quando encarnam, ou quando essa consciência se foca através do corpo físico por altura do vosso nascimento, então, colectivamente, os acontecimentos desta vida constituem a soma total e expressão de todas as vossas vias passadas e de todas as vossas vidas futuras ao sucederem em simultâneo.

Do mesmo modo que todos os eventos da vossa infância moldam a vossa personalidade de adulto, e ainda assim isso não representa a soma total do vosso ser, também por seu turno o espírito, o qual representa a soma total de todas as vossas vidas passadas e de todos os vossos potenciais futuros no plano terreno, não constitui a totalidade da essência, o verdadeiro ser, ou a verdadeira natureza, e não passa da jornada da alma através do físico. Pois na verdade, para se ir além das questões da vida e da morte, precisais tornar-vos filhos da luz. Precisais expressar-vos como filhos de Deus. Porquanto, se sois imortais no vosso espírito, ou se o vosso pensamento pode sobreviver por breves instantes para além dos domínios do corpo físico, então de facto, vós sois um espírito, sois uma energia que não pode ser criada nem destruída.

Ser humano é ser dotado de mente, corpo e espírito. Ser humano é não só errar, mas perdoar os erros, por serdes espírito, e os espíritos transcenderem o erro. Tentai não permanecer muito numa relação de confronto entre limitado e infinito, coisa que sois. Do mesmo modo que aumentastes os vossos recursos mentais e passastes por várias escolas de pensamento na formação da vossa personalidade de adultos, quanto mais não será quando a vossa mente penetra no limiar do espírito? Tal como se tivessem extraviado um objecto e o tivessem encontrado por meio da recordação, também por sua vez, recordai-vos agora como parte do mar infinito num oceano de consciência. As vossas acções devem ser moldadas pelo amor. O amor constitui a vossa única ética.

Compreendei, pois, que o próprio universo constitui o corpo de Deus. O vosso próprio corpo físico representa a capacidade de vos concentrardes neste plano. O corpo físico constitui o vosso templo e todas aquelas coisas que levais para o templo colocais sobre o altar de Deus, e tal como o próprio universo constitui a expressão de Deus, também por sua vez o vosso corpo físico constitui a vossa expressão para Deus. Isto não quer dizer que devais possuir uma forma anatómica perfeita, mas mais como a utilizais como expressão de ensino uns para com os outros. O corpo físico não representa nenhuma maldição que vos tenha sido lançada, mas a capacidade que gozais de vos expressar neste plano. Porquanto sem corpo físico, não existe progressão. Deste modo, cada um de vós recebeu um enfoque neste plano que é fruto da vossa própria escolha nos níveis da alma.


O reconhecimento do corpo físico como veículo destinado à expressão no plano terreno é fazer com que busquem pela vossa verdadeira natureza nos níveis da alma, por cada um de vós ser uma alma, e o corpo físico, uma vez mais enquanto ponto de referência, vos dotar de flexibilidade neste plano. Faculta-vos a capacidade de ser criativos neste plano. Acima de tudo, constitui um templo para o Deus vivo, de quem todos sois filhos e filhas. Assim, não sintam que o corpo físico represente uma carga sobre vós, pois independentemente da sua capacidade, destina-se a pôr em foco a manifestação da vossa verdadeira natureza enquanto Deus. O corpo físico que vos foi dado, independentemente da forma ou capacidade de que seja dotado, não está tanto destinado a tornar-se num instrumento de sofrimento, mas a conceder-vos foco. Deveis procurar uns nos outros, por serdes o guardião do vosso irmão e irmã neste plano.


Cada um de vós possui em si a verdadeira liberdade. Estendei-vos às regiões astrais, onde atravessareis uma maior compreensão. Mas mais ainda, servi o amor que reside em cada um e em todos vós, por a faculdade da alma é a do único e verdadeiro mestre que todos deveis servir, que é o amor que se acha em vós.


Amor é harmonia. Olhai para o universo e descobrireis harmonia. Não constitui nenhum sistema caótico, mas um sistema de harmonia. É a música das esferas que se estende pelos vossos planos que o corpo físico escuta e regista sem que porventura faça ideia disso. Pois embora escutem o vento e não conheçam a sua proveniência, nem para onde se dirige, também por vosso turno sabeis que existe unicamente uma atmosfera de que retirais o próprio sopro da vida. O mesmo se passa com o espírito. Existe apenas um só espírito, um Deus, um amor, uma harmonia, que vos concede vida e o único sentido de verdadeiro valor e de dignidade, o único sentido de medida por que podereis medir a vossa permanência temporária no plano terreno. Assim, enquanto vos achais encarnados, o corpo físico constitui a vossa expressão. Constitui o templo que dedicais ao Deus vivo, de que cada um de vós faz parte.


Tom MacPherson


(Quem é? Tom MacPherson nasceu na panínsula do Dingle, a Irlanda. Fpoi criado em County Meath nas vizinhanças do monumento nacional irlandês, o local megalítico sagrado de New Grange. Aos catorze anos de idade foi aprendiz de malabarista (mago) na cidade de Dublin onde chegou a dominar a arte de carteirista. Aos dezoito anos de idade iniciou em londres uma carreira no teatro Globe de Shakespeare. Tom fez uma série de contribuições para as peças do Bardo (trova e poesia) tais como o personagem Autolycus (negociante trapaceiro) na peça Uma História de Amor. O palco seguinte na vida de Tom apresenta-o a aprender com um ourives de prata nas artes da alquimia. Tom esteve envolvido numa certa quantidade de intrigas de corte no reinado de Isabel I)


O Eu Superior são os objectivos colectivos mais elevados das vossas vidas passadas da mesma forma que a vossa mente subconsciente contém as actividades suprimidas desta vida e de vidas passadas. Quando se misturam, tornam-se num ser único que chamais a vós.


Enquanto funcionardes a partir do ego, ou somente da perspectiva física limitada ou sentido que tendes de vós próprios, não estareis a reconhecer plenamente aquele que sois. Quando vos identificais com corpo, mente e espírito, reconheceis a vossa plena natureza e assim também transcendeis e transformais aquele que percebeis ser. Desse modo obtereis um melhor relacionamento com os demais. Conforme o John indicou, amai a Deus e ao próximo como a vós próprios, e não infringireis nenhuma das outras regras.


O ego é basicamente os sistemas que tendes de pré-condicionamento e preconceito baseados na experiência mundana e uma certa disponibilidade de irem além da vossa experiência, por pensardes ter alcançado clareza com ela. Contudo, a pessoa que se dispõe a ir além e a expandir a sua natureza elimina o ego.


Este plano surgiu com todos vós a tropeçar por aqui, por a alma poder viajar para onde quisesse. O tempo é completamente irrelevante para os níveis da alma, de modo que tudo quanto se passa aqui “em baixo” não passa de uma gota no oceano. Em vez de olhardes toda a vossa vida como uma enorme pedra de tropeço, lembrai-vos de que a alma é apenas uma gota no oceano. A alma encontra-se já num estado de perfeição – tendes mesmo a oportunidade de o provar aqui em baixo.


Quando possuem um corpo físico, as coisas tornam-se muito mais pessoais. Tendes a oportunidade de demonstrar o que é chamado de “realidade pessoal,” em que toda a experiência é mais intimista e menos relativa. Mas, mesmo quando vos situais no corpo físico, ainda gozais de acesso à projecção astral, à projecção da alma, à experiência de quase-morte, e a todas as outras habilidades que designais por psíquicas. “Psíquico refere “proveniente da mente e da alma.” Por isso não precisais pensar que estar num corpo represente uma limitação. É uma mera dimensão extra que acrescentais ao vosso crescimento que nós, no espírito, podemos unicamente experimentar se o fizermos junto convosco.


O plano terreno foi criado mais ou menos como um corpo para Deus se expressar. A alma que deseja manifestar-se aqui deverá penetrar um nível denso e de seguida deverá ascender através das leis deste plano. Sois bastante afortunados por ter um corpo, sabeis? Afinal de contas, se fossem anjos, ou se fossem perfeitos, tudo quanto poderiam ser seria melhor, ou os melhores de todos. Seria um pouco entediante. Aqui tendes acesso a um pouco de contraste, a um bocado de variedade. E afinal, a diversidade constitui a especiaria da vida.


Já que Deus ajuda aqueles que se ajudam a eles próprios, deviam proceder a afirmações de carácter positivo sobre aquilo que gostariam de realizar, e de seguida tornar-vos acessíveis a isso. “Tornar-vos acessíveis” significa percorrer os passos todos e processar o aprendizado necessário, com a confiança ou fé de que eventualmente apurarão resultados. Geralmente as soluções que procurais vêm por intermédio de outros indivíduos, muitas vezes de uma modo bastante espontâneo e quase místico. Todavia isso não comporta qualquer mistério. O vosso alerta telepático atrai as pessoas, e por conseguinte as oportunidades a vós. Deus não faz o trabalho pela vossa vez; Deus opera por intermédio de vós.


Precisais ter em mente que a matéria acompanha o pensamento. Por outras palavras, é a mente que fecha a mão e não a mão que fecha a mente. Vós ides consegui-lo, definitivamente. Afinal de contas, foi profetizado um milhar de anos de fraternidade. Quando é mencionado um fim do mundo, refere o término do mundo conforme o conheceis. No presente, com a trapalhada em que o mundo se encontra, penso que seria coisa bastante maravilhosa a pôr cobro.


ATUN-RE


(Quem é Atun-Re? É um antepassado de descendência Núbia e um Sacerdote Egípcio que viveu no tempo de Akenaton. Ele foi considerado um iniciado das pirâmides, um mestre no drama sagrado e em certa época o comandante do exército Egípcio. Ao perder a família na guerra, renunciou à violência e votou-se ao sacerdócio. Chegou a ser considerado um sacerdote de Ptah e de Sekhmet e o arquitecto principal da cidade de Akenaton. Todos são entidades canalizadas por Kevin Ryerson)


Uma vez mais, Atun-Re volta dirigir-se aos filhos para lhes falar. Naquilo que vos vou dizer, recordar-lhes-ia que todos os aspectos da divindade são naturais à vossa personalidade, e que cada um de vós representa um acto vivo de alquimia, que consta da união de espírito a fim de transformar a vossa personalidade de modo a poderdes alcançar um maior alinhamento com as forças pessoais que já se encontram contidas em vós. A pedra filosofal que fo procurada durante tanto tempo pelos alquimistas do Egipto, da Atlântida e da Babilónia, e por entre os reis dos confins mais distantes do Oriente e do Ocidente, é a vossa própria consciência. Sim, meus filhos, a pedra filosofal é a vossa própria consciência. Vós sois mestres no controlo que exerceis sobre o corpo. Conseguis fazer com que caminhe, com que fale – todas essas coisas constituem o domínio que a mente exerce sobre a química do corpo, ou a sua alquimia.


Aceitais que a mente consiga criar doença, mas podeis igualmente aceitar que ela cria saúde e bem-estar, pois ela cria cada um dos vossos momentos de vigília. A mente constitui um arquitecto que vos ajuda a perceber e a ajudar, e que vos pode ajudar a redesenhar o vosso templo, a vossa expressão física, o vosso corpo. Porquanto o vosso corpo constitui o palco em que representais coisas. E é a projecção que a alma exerce no corpo que cria a mente, de modo que a mente é coisa divina; é a pedra filosofal.


A mente representa a tela da vossa consciência. É uma inspiração que deviam tratar bem. Permiti que as emoções a suavizem e a unjam, mas não deixes que se descontrole, porque aí torna-se no ego e não vos serve na perfeição. Cada um de vós precisa recordar quem é. Sois filhos de Deus, do Deus que é todas as coisas. A vossa mente é abençoada quando a alinham pela vontade divina, que é que vos deveis amar uns aos outros. Nada mais é digno de vós. Não se contentem com nenhuma outra coisa para além do amor uns pelos outros. Aí estareis libertos. Então a vossa mente poderá brincar, poderá sanar, poderá criar. É o instrumento que alinha os chakras. Onde estaríeis sem a vossa mente – fora dela? Ela é a pedra filosofal.


A consciência – isso é a vossa pedra filosofal. Ela construiu as pirâmides, e se foi capaz de construir as pirâmides também vos poderá reconstruir. Concebeu Roma, de modo que poderá conceber-vos e recrear-vos. A vida é mais eterna do que as próprias pirâmides. Pois todos os homens gostam de se reproduzir. E isso concede a cada geração uma dádiva preciosa, a herança de um conhecimento colectivo que as vossas mentes perceberam. Até mesmo aquilo que a mente percebe como falso ainda presta um serviço às suas vítimas. Permite que cada indivíduo ultrapasse o seu próprio obstáculo, e busque a verdade por si só. Ninguém vos poderá dar a verdade. Isso só pode vir de dentro. A verdade é expressada – mas se a rejeitardes, se não acreditardes, isso fica ao critério da vossa escolha. Apenas poderá ser-vos oferecida Mas cabe-vos a vós aceitá-la. Isso constitui uma escolha da mente.


Enquanto funcionardes com base no ego, ou com base na perspectiva física limitada que tiverdes ou no sentido que tiverdes de vós próprios, não estareis a reconhecer em pleno o ser que sois. Quando reconheceis plenamente a vossa mente, e o espírito, reconheceis a vossa natureza integral de modo que transcendeis e transformais aquele que percebeis ser. Desse modo cultivareis melhores relações com todos os outros. Conforme o John indicou, se amardes a Deus e ao próximo como a vós próprios, não podereis desrespeitar nenhuma outra lei.


(Fim do trecho)

Sem comentários:

Enviar um comentário