quarta-feira, 9 de julho de 2014

O ESSENCIAL





O ESSENCIAL

COMPREENSÃO E SABEDORIA - REALIZAÇÃO E OBRIGAÇÃO - FELICIDADE E NECESSIDADES – CONFIANÇA E VALOR PESSOAL


PASSOS, ATITUDES E ENERGIAS



Transcrito e traduzido por Amadeu António


Hoje vamos trabalhar, não com o debate sobre o destino nem com o debate subordinado à dinâmica do processamento e da programação, para os ajudar, num certo sentido, a cruzar a linha de chegada; para os ajudar, nesse sentido, a aprender a operar a vitória, a tornarem-se vencedores, tarefa para que estão preparados, coisa que de múltiplas formas irão precisar tornar-se, para poderem lidar e estar à altura do futuro e de um mundo que se desdobra diante de vós. E assim é que esta noite pretendemos ir além do destino, pretendemos ir além da dinâmica mas também pretendemos ir além do debate; bom, sem dúvida que iremos debater uma série de questões e clarificar um certo número de aspectos de forma que compreendam e se conscientizem. Mas queremos ir além do mero debate para que simplesmente não tomem apenas consciência e compreendam o que a vitória subentende, mas para que possam efectivamente experimentar essa vitória, para que possam experimentar ser um vencedor.


Esta noite vamos trabalhar mais com a experiência que tem lugar por entre as palavras, por entre as ideias, e no silêncio e nas pausas, para os ajudar não só a compreender, não só a concebê-lo na percepção intelectual que têm mas bem fundo como uma experiência actual de serem vencedores e de efectivamente vencerem na vossa realidade. Poderá dar-se o caso de não se verem capazes de descrever exactamente o que lhes suceder esta noite nem de o traduzir por palavras, mas a experiência ficará e servirá de marco para todo o sempre. E sereis capazes de explorar e de tirar proveito dessa experiência sempre que o desejarem. E por isso, embora as palavras possam falhar, a experiência não o fará.


Já tratamos do destino. O destino constitui o vosso ponto de chegada; o ponto para onde vos dirigis, e a razão para vos dirigirdes para ele. Destino não é nada que vos seja exigido, não constitui nada que vos seja dado mas algo que escolhem, algo que conscientemente escolhem; não vos é dado nem exigido. Mas na verdade as pessoas podem passar uma vida inteira sem sequer terem uma ligeira noção do que o seu destino possa compreender. 


Existe isso que chamamos de vidas... (incompreensível) compostas por descanso e descontracção, em que simplesmente passam a vida inteira a dar opinião e a deitar para trás e a relaxar em todas as coisas. E na verdade as pessoas podem atravessar várias dessas vidas que não são tão significativas nem importantes quanto isso em termos do seu crescimento espiritual mas em que estão presentes simplesmente para marcar passo. E se for um vida dessas que tenham talvez o destino não seja nada que venham a começar a experimentar nem a explorar nem com que se cheguem a ter interesse por buscar. Mas para quantos nos escutam e aqui se encontram presentes, vós possuís uma vida significativa e na verdade tomaram a decisão, antes de virem para esta vida, de que ela seria significativa e de que iria tornar-se uma vida essencial no vosso crescimento e na vossa evolução e potencialmente a vossa última encarnação física. E por isso torna-se-vos importante, não escutar nem descobrir o que o vosso destino compreenda, mas que o crieis, que o descubram e desdobrem e ponham a nu o que compreenda o destino que escolheram – que vós escolhestes para vós próprios.


Sugerimos que o destino seja passível de ser compreendido e descoberto. Primeiro, podem descobrir que se encontra escondido naquilo em que se focam – os vossos objectivos de vida, ou propósitos de vida se preferirem, ou naquilo em que se focam conforme sugerimos. Escondido algures por entre o enfoque compulsório da aprendizagem da diversão; escondidos algures por entre o foco compulsório da criação consciente da vossa própria realidade, e da criação consciente do vosso próprio sucesso, ou oculto algures por entre os enfoques eleitos do amor ou do encontro ou confrontação ou trato do serviço ou trato da vossa espiritualidade – algures por aí encontrareis o vosso destino. Os enfoques não representam o vosso destino, mas entre eles poderão descobri-lo. 


Também nesses enfoques, mas além deles, na vossa identidade, na identidade que têm de vós próprios – aquilo que fazem, o que dizem, o que pensam, assim como na vossa imagem. Na imagem que têm de vós próprios e na imagem que antecipam e que projectam como a imagem que os outros têm de vós. Não é nenhuma dessas coisas mas acha-se contido em todas e acha-se contido na mistura, e com base na mistura dos enfoques, da imagem e da identidade, sobrevém uma névoa que nesse sentido constitui o vosso destino. E o que sugerimos é que quando por fim descobrirem e moldarem e tratarem, e por fim aceitarem o vosso destino, o sonho terá nascido – a vossa razão de ser, a razão para se transformarem e a razão para começarem de novo terá surgido. Com o destino saberão para onde se dirigem assim como a razão por que para lá se encaminham.


Também debatemos a dinâmica do processar e do programar como um labirinto intrincado. Processar representa o triar e peneirar que fazeis para limpar a imundície e a ilusão, e os obstáculos que se vos colocam no caminho. Com efeito, ao criarem por vós próprios o destino que situais algures e que pretendeis alcançar, ao se situarem a vós próprios algures num ponto qualquer da vossa realidade, e entre vós e esse destino se coloca todo o tipo de bloqueios e de obstáculos e de armadilhas que fazem desse destino algo que mal conseguem vislumbrar por entre a ramagem, é o processar que peneira e tria toda essa imundície e toda essa ilusão e todas as situações em que poderão e potencialmente podem ver-se presos, como a limpar o caminho e para poderem, pelo menos, senão eliminar, pelo menos vislumbrar por entre tudo quanto se vos coloca no caminho. De modo que tanto consigam ter noção de que podem alcançar esse destino, que podem ir daqui até lá, e na verdade não só saber que o podem alcançar e realizar esse destino mas de modo que vos revele como ir da situação em que se encontram até aquela em que querem ver-se. 


E a programação representa o combustível que vos move ao longo desse caminho. É o combustível formado pela ressonância e ambiente. Em muitos aspectos deixamos a sugestão de que a programação representa o educar e o reeducar, a “economia doméstica” que fazeis, mas sobretudo sugerimos que o programar constitui a dança. A programação não lhes cria a realidade – vós criai-la. Mas o programar constitui a dança que desempenham, a ressonância e a atmosfera, o ritual que cumprem que na verdade lhes confere o direito sobre a realidade que pretendem criar. O programar representa a dança que tanto permite como atrai a realidade que querem manifestar; que permite e atrai o destino e o sonho. De facto, ao limparem o caminho através do processar, entendem, o programar é o que chama o destino a vós. Vocês não vão até ao destino – o vosso destino vem a vós. Não vão até às realidades que querem criar, mas trazem as realidades que querem criar a vós, e isso é conseguido pela sedução da “dança”, é conseguido pela atmosfera e pela ressonância que a programação da dança gera. 


Quando penetram o domínio do processar e do programar, penetram num labirinto bem definido que começa por ter início, claro, com o desvendar de bloqueios e de limitações, daqueles obstáculos, daquelas barreiras que colocam no caminho, daquelas decisões que definistes antes de entrarem nesta encarnação: “É nisto que vou trabalhar; Este é o obstáculo que vou aprender a contornar e sobrevoar, esta é a barreira que vou aprender a saltar.” 


E depois claro que penetram nessa vida esquecendo que estão no caminho e tropeçam e rebentando com a cara e sangrando sobre essas obstruções enquanto se questionam sobre quem se terá lembrado de lá colocar esses bloqueios, sem se lembrarem de os lá terem colocado, que optaram por isso e que terão decidido tal coisa, por ser a barreira que pretendem aprender não só a trepar mas contornar com uma certa elegância, com uma certa graça, com uma certa dignidade. E então começam a ter uma sensação da vossa senda e começam a descobrir esses obstáculos e aprendem a controlá-los; a derrubá-los num certo sentido, e a saltar por cima deles, de forma a atravessarem a vida com graça sem deixarem que lhes obstrua o caminho, e sem deixarem que os limite. 


E uma vez tenham conseguido isso, passarão dos bloqueios para o que chamamos de compensações, as agendas ocultas que abrigam, e os venenos, as dependências que mantêm. As coisas que evitam, a felicidade, o assombro, o poder, a responsabilidade, a alegria, as coisas a que se agarram de uma forma qualquer recta ou justa para conseguirem um sentido barato de identidade, um sentido barato de poder. Ou a culpa que persistem em carregar quer como compensação ou como veneno, para conseguirem um sentido barato ou mesmo um sentido oculto de castigo. Ou as garantias de que continuam à espera, ou a autocomiseração ou a presunção em que inevitavelmente caem de volta, ou o passado de que não conseguem muito bem sair. E descobrem os vossos venenos e as compensações, e tomam decisões ao reconhecer, admitir e perdoar para de seguida os alterarem – para não continuarem a usar essas compensações nem esses venenos. 


E quando vão além desses venenos e compensações então entram em contacto com o que chamamos de contractos, os contractos de dor que carregam, em relação aos pais, aos irmãos, aos ex-companheiros, ex-amantes, ex-esposas e maridos, ex-patrões, ex-colegas, que têm na vida. Os contractos de amor, em que jamais chegarão a suplantar a quem amam, e a quem jamais chegarão a ser desleais, os contractos que têm até mesmo em relação ao vosso passado, os contractos de ódio que carregam, em que se magoam a si mesmos como uma forma de punição e se destroem para os “apanhar”. Podem chegar aos contractos de dor e aprender a rompê-los, e aprender unilateralmente a pôr termos a esses contractos, a esvaziá-los e a desenredar-se deles.


E ao se deslocarem dos bloqueios para os venenos e subsequentemente para os contractos de dor, então passam para os guiões que interpretam, os guiões esfarrapados que na verdade interpretam, os guiões dobrados espetados no bolso traseiro, que sempre que se veem em dúvida puxam por eles e os leem os critérios tradicionais, as deixas que sempre terão usado. Os guiões de trabalho que basicamente rezam que não podem ser remunerados por aquilo de que gostam de fazer e de que não podem desfrutar daquilo por que são pagos. Quantos de vós terão dado por si a desenvolver um certo passatempo, a possibilidade de comunicação, um talento no campo da vossa própria expressão, um modo particular de interagir e de auxiliar os outros. E enquanto isso for uma ocupação cumpri-la-ão na perfeição e jovialmente, e representará uma fonte de uma grandiosa energia; mas assim que forem pagos, por ela passar a representar uma vocação, subitamente começam a tropeçar e achá-la difícil e exaustiva e deixam de poder suportar a pressão que gera. Os guiões que rezam: "Enquanto não receber nada em troca poderei desfrutar e sentir-me cheio de energia, mas assim que for remunerado por isso não poderei desfrutar do que faço e isso deverá deixar-me exaurido.


Um guião que diga que devemos pedir roteiros de trabalho, os guiões do viver que muitos de vós têm, os guiões do viver que muitos seguem que lhes diz com que se parece o amor, o aspecto que os relacionamentos devem ter, como se desenrolam as amizades. Os vários guiões por que puxam quando se sentem em dúvida, com páginas cheias de borrões de café, mas cujas palavras leem um sem número de vezes, ao darem por si a indagar da razão para os padrões se repetirem - por estarem a ler a mesma peça! (Riso) Não importa quantas versões do Romeu e Julieta lerem, eles morrem à mesma no fim. (Riso) E à semelhança do que terá ocorrido antes, se lerem as mesmas deixas e o mesmo guião ele irá terminar do mesmo jeito que sempre termina. E vós sabeis disso. Mas ainda assim puxam do guião, e viram a página, e começam a ler a vossa deixa, os vossos guiões da preocupação, os vossos guiões do medo, os vossos guiões do fracasso, os vossos guiões que rezam que nunca resulta no vosso caso, os múltiplos guiões que seguem, que dizem que gozam a vossa vida aí por umas seis semanas e que depois a vossa vida se torna numa infelicidade, não é? Os guiões do "pobre de mim," dos guiões do resmungo que dizem que "sempre fico com o trabalho sujo para mim."
 

Os vários guiões que leem, e que começam a descobrir e a pôr a nu, e cujas repetidas linhas dão por vós a ler - até os deitarem fora. Aprendem a deitá-los fora e a destruí-los do mesmo modo que destroem crenças assim como põem cobro aos contractos para completarem os guiões e darem início à outra metade do processo, que também consta de guiões, só que guiões positivos e de vencedor que quiserem escrever; os guiões do êxito e festivos repletos de milagres e de cura e de alegria, em que começam conscientemente a criar esses guiões. Têm vindo a criá-los o tempo todo, mas agora começam a fazer o que sempre estiveram a fazer e o que toda a gente tem vindo a fazer, só de que de uma forma consciente. Por disporem do direito a isso conscientemente, não de forma mecânica mas por direito. E por isso, nesse sentido, passam de uma existência mecânica para uma existência por direito e para a criação dos vossos novos scripts. 

E a partir disso, em vez de contractos, criam empenho - empenho em relação a vós próprios, empenho em relação à vossa realidade, empenho em relação ao vosso futuro, não ao passado mas ao futuro que estão a criar. E a partir de tais formas de empenho criam, não venenos nem compensações, mas convivência, amor e solicitude ou atenção - intimidade, amor e carinho. E com base nessa convivência e nesse amor, com base nesse genuíno sentido de atenção, em vez de bloqueios criam ideais, princípios, carácter. Um processo cuja primeira metade consta de um processar desde bloqueios, a compensações e a contractos e até velhos guiões, e cuja segunda metade, que consta da programação de novos guiões, novo empenho, nova convivência, afectos e carinho e princípios em vez de bloqueios para os guiar e para criar a vastidão em que irão operar. Essa é a incerteza por que passam ao criarem o processo, essa é a perplexidade por que passam quando programam; é complexo e comporta muitas pistas, mas também se acha bem definido, e podem ver exactamente onde se posicionam em casa problema com que estejam a lidar; saberão em que posição estão, em cada passo mais significativo que derem na vida, saberão exactamente onde estão. E assim, tratamos dessa dinâmica do processar e do programar.


E já tratamos dessas dinâmicas do processamento e da programação. E assim é que esta noite pretendemos recompor isso, e queremos ir além desse destino e além dessas dinâmicas e arrumar tudo isso para os ajudar a tornar-se num vencedor, para os ajudar a criar o êxito a que têm direito, e que têm o direito de esperar da vossa realidade, que têm o direito de esperar de vós próprios. Para se tornarem em vencedores e para vencerem este “jogo”, esta ilusão, que é a manifestação da vossa realidade, de forma consciente – por direito, em vez de ser de forma mecânica.


O que será importante notar, é que o destino, no seu próprio jeito, constitui uma certa alquimia, a alquimia daquilo em que se concentram, da vossa imagem, da vossa identidade. E à medida que esses três ingredientes são misturados e bem misturados, passam a borbulhar e a borbulhar, e a partir da névoa surge aquilo que representa o vosso destino. Mas saibam que o processar e o programar constitui igualmente uma alquimia, a alquimia da criação do espaço e de seguida do seu preenchimento com a “dança” que atrai e concede; o que atrai, que conjura a ilusão a partir do nada que é a vossa realidade. Vencer o jogo da manifestação constitui igualmente uma alquimia que resulta ou que brota da atitude que empregam e da ressonância que projectam.


A vitória não reside algures, a vitória não consiste numa linha, num "cruzar a linha de chegada," conforme dizemos; não representa mesmo linha nenhuma que se apresente pela frente, para precisarem deslocar-se a partir da situação em que se encontram, mas uma atitude que utilizam, uma ressonância que activam "aqui," ou seja, dentro de vós, que soltam. Não precisam andar à procura para se tornarem vencedores; necessitam deter-se e permitir que a alquimia, para deixar que a energia latente possa surgir. E assim é que para começarem a tornar-se vencedores, precisamos investigar o que significa vencer. Todos vós experimentastes a vitória de vez em quando; todos possuem um mundo de experiência da vitória no sentido consensual da vossa realidade, de vez em quando e de instante em instante, sem dúvida nenhuma. No caso de alguns, de uma forma esporádica, reconhecidamente, mas todos terão experimentado a vitória. Mas mesmo aqueles de vós que aqui se encontram já passaram pela experiência da vitória em termos metafísicos, ao terem sentado a programar e a utilizar técnicas que terão colhido da nossa parte ou da parte de outros, e caramba se não terão resultado! Mas saberão o que é vencer o tempo todo? "Terá ele dito vencer o tempo todo?" (Riso) Dissemos! Não tornarem-se vencedores em certas ocasiões mas vencer sempre - criar sempre não o que inconsciente ou subconsciente ou secretamente querem, mas aquilo que desejam! Escolher conscientemente, situar-se numa situação dessas, possuir uma energia dessas, em que sempre vencem.


Alguns de vós conseguem vencer, quando são encostados à parede, não é? Dão por si a processar e a programar os vários métodos que utilizam, mas eles não funcionam no caso das pequenas coisas da vida: não obtêm lugares de estacionamento, não obtêm os vermelhos na via, não conseguem os contractos nem as vendas disto, daquilo ou daqueloutro. Mas quando são encostados à parede, quando tudo vai de mal a pior, quando estão na iminência de perder tudo então entram no balanço, e saem com as meditações em mãos, e os programas, e os processos e o vosso Eu Superior e os vossos concelheiros e todo amigo imaginário que consigam conceber, e de uma forma brilhante, não é? Absolutamente! E quando tudo se encontra do avesso saem a lutar de unhas e dentes, não é? A lutar e a balançar e a gerar realidades brilhantes a torto e a direito, e os milagres passam a abundar, e sentem aquele sentido de poder e de espanto. Mas depois, quando a crise passa, quando deixam de estar encostados à parede, tudo parece desfazer-se e tudo parece deslizar-lhes por entre os dedos e parecem mesmo incapazes de processar a travessia da rua quanto mais criar uma realidade decente. (Riso)
 

E isso está tudo muito bem, mas torna-se estranhamente exaustivo manter-se encostados à parede, e além disso muitas vezes isso nada adianta. Porque da vez que não resulta, da vez que são encostados à parede e isso não resulta, a coisa torna-se devastadora. Mas alguns de vós são formidáveis nesse corpo-a-corpo; magos incrivelmente poderosos nesse corpo-a-corpo, só que isso dá cabo dos nervos, torna-se e demasiado estressante, só querer posicionar-se numa situação dessas. Outros de vós, conseguem situações de vitória quando não sentem qualquer pressão, quando não sentem qualquer exigência, quando nada é pedido. Semáforos verdes sem parar, saídas de estacionamento como se fossem Moisés no Mar Vermelho (riso), conseguem lugar de estacionamento, conseguem, obtêm factores de sincronicidade seguidos a torto e a direito, todo o tipo de pequenas ocorrências milagrosas: "Eu estava para aqui a pensar em determinada pessoa e eis que de repente me liga. Não será uma coisa espantosa?" É sim senhor! "Não será coisa incrível?" É sim senhor! Mas nesse sentido, tereis necessitado de obter essa chamada? "Não, não precisei; se tivesse precisado não a teria obtido." (Riso)


E são óptimos na programação das pequenas guarnições divertidas, óptimos a criar a cobertura de gelado sobre o bolo, mas não conseguem fazer o bolo. (Riso) E afeiçoa-se divertido e uma verdadeira delícia, mas é assustador, pois e se voltarem a ser encostados à parede, e se chegarem a necessitar que lhes façam aquele telefonema ou que lhes dirijam aquela carta, ou precisarem que suceda qualquer coisa? Aí terão que embraiar, e então não conseguirão programar seja o que for de válido, não obterão coisa alguma e ficarão completamente à mercê do que estiverem a criar. 


Para descobrirem essa situação em que sempre vençam, quer sejam encostados à parede ou usarem da leviandade de criar esse tipo de factores de sincronicidade e realizações furtuitas. Para sempre saírem vitoriosos e para vencerem sempre, é aquilo que queremos ajudá-los a compreender, é o que queremos que experimentem esta noite.
 

E assim, para começar, levando-os a compreender o que representa ser um tipo de vencedor desses, qual a sensação disso, como é estar numa situação dessas. E por conseguinte, para procedermos a isso, em vez de o descrevermos pela listagem disto e daquilo, queremos que o experimentam directamente por vós próprios, por cada um de vós o ir experimentar de uma forma muito ligeira. 


Queremos induzi-los a uma conjugação com as nossas energias, falar-lhes individualmente sobre o que significa ser um vencedor desses, que vence sempre, e que sempre obtém - não só aquilo que quer, mas também aquilo que pede.


MEDITAÇÃO


Com as nossas energias… Vejam bem, nós canalizamos através desta pessoa que se acha sentada à vossa frente, mas não nos encontramos neste corpo, à excepção talvez dos fins-de-semana, quando procedemos aos processos de cura junto de vós, ou quando operamos convosco no que é chamado de “cerimónia de cristal.” Aí estamos presentes e a operar no corpo. Caso contrário simplesmente enviamos as nossas energias através dele. Por isso podemos sentar-nos junto de vós, aqui na sala, ou aí na vossa sala, onde se encontram actualmente, para estarmos convosco – só vós; só nós.


E agora queremos que nos sintam na vossa imaginação como um pequena partícula de luz, não mais do que um pirilampo, não mais do que um cisco na periferia da vossa visão, no canto do olho, não mais do que uma centelha no fogo-de-artifício do 4 de julho. E na vossa imaginação permitam que essa centelha cresça até se tornar numa chama de vela trêmula, que cresça até nos formarmos numa elíptica vertical e que cresça até uns oitenta centímetros e mais. Até ficarmos da vossa altura – não mais.


E agora vamo-nos sentar junto de vós, porventura à vossa frente, ou à vossa esquerda ou direita. Podemos sentar-nos atrás de vós, de modo a conseguirem encostar-se na almofada de luz que somos nós. Podemos envolvê-los, qual brilho de luz, bolha, a circundá-los, para estarmos unicamente convosco e para vos falarmos por palavras e por entre as palavras, na vossa mente. E assim encontramo-nos convosco neste instante, e poderão pressentir-nos tanto quanto quiserem, por os amarmos – sim, amamos a humanidade que representam – mas também os amamos a vocês, ao indivíduo. E com um tal amor vem o respeito. E com um respeito desses jamais nos impomos a vós, jamais os levamos a sentir ser menos do que pretendem; jamais os levamos a sentir mais o amor que lhes temos do que aquilo a que estão dispostos. Por o amor que lhes temos também constitui um respeito por vós.


Assim sendo, pressintam-nos neste instante, e ao faze-lo vamos tocar-lhes suavemente no topo da cabeça, o que poderão sentir como um ligeiro formigar, uma ligeira pressão sobre a vossa cabeça ou crânio, uma sensação cálida. E ao tocarmos em vocês suavemente, queremos que tenham a sensação do seguinte: Queremos que saibam e sintam dispor de todos os recursos ed que precisam, quer pessoalmente, ou acesso a todos os recursos de que precisam; todos os recursos se encontram ao vosso dispor para criarem qualquer coisa que queiram. Sintam-no desde a cabeça até aos pés, desde as profundezas do vosso ser e até à superfície; de cima abaixo, de dentro para fora. Têm acesso a todos os recursos de que necessitam, para criar tudo o que quiserem, tudo mesmo.


E agora sintam uma sensação de intimidade com o desejo que têm. Sintam a proximidade e a delicadeza das coisas que deseja, daquilo que esperam, daquilo que imaginam. Sintam a intimidade, a proximidade, a delicadeza, a vulnerabilidade, a confiança. Desejai, esperai, imaginai.

Agora vamos tocar-lhe na base do crânio, na base do vosso do pescoço. Sentirão porventura uma ligeira pressão assim como poderão não ter consciência de coisa nenhuma fisiológica. Mas à medida que lhes tocarmos aí queremos que experimentem o formigueiro da diversão, o formigueiro da diversão. E a sensação da vontade de terem tudo, da concessão, do merecimento. Sintam o formigueiro da diversão, a risadinha, a permissão, a vontade, o merecimento.


Sintam a admiração tranquila da felicidade. Deixem que lhes toquemos no vosso coração, de modo que sintam a tranquilidade da felicidade. Percebam, concebam o contínuo do sucesso, como uma energia suave que flui por cada poro do vosso ser, o contínuo do sucesso, sintam a radiância interior a brilhar dentro de vós. Sintam a majestade do poder. Percebam a majestade do poder. Pressintam essa majestade do poder à medida que lhes tocamos o topo da cabeça, a base do vosso crânio e o vosso coração; permitam que os sintamos com o conhecimento, com a sensação da vitória, desde um acesso total a recursos até à majestade do poder; desde a intimidade, até à percepção e concepção, e da diversão e da felicidade até à vitória, até à permissão e ao merecimento. Sintam-no a brotar de dentro para fora. Desde cima até baixo do vosso ser. Permiti que os rodeemos na atitude e na ressonância de uma contínua vitória consciente, à medida que lhes falamos, os amamos e os estimamos.



É isso que representa o vencer. Essa é a ressonância e a energia da vitória. Essa é a ressonância, essa é a atitude, é o que significa ser vencedor a toda a hora. Então, como consegui-lo? Que é que precisarão fazer para gerar esse tipo de energia, esse tipo de presença? O que sugerimos é que existem quatro energias-chave particulares, e se trabalharem com elas, se as autorizarem, se as desdobrarem dentro de vós, verão que são capazes de ter essa atitude e de projectar essa ressonância. Antes do intervalo da noite vamos falar-lhes acerca dessas quatro.
 

Existem também três acções-chave a assumir, e iremos falar delas na segunda metade, após o intervalo. Então, quais serão as energias, quais serão as acções-chave que tanto importam na produção desse tipo particular de estado de espírito, desse tipo particular de ressonância e de atitude que lhes permitirá cruzar essa linha de chegada e de ser vencedores – não só parte do tempo, nem só esporadicamente mas o tempo todo?


A primeira dessas energias é a energia que é chamada realização. De vez em quando falamos acerca disso, mas a realização é a primeira e porventura a mais crítica das energias com que trabalham. Mas que coisa é a realização? Vocês sabem, aprenderam a criar sucesso na vossa vida, e muitos de vós conseguiram-no na perfeição. Aprenderam a clarear os bloqueios, a manipular a maior parte do vosso veneno, a maior parte das vossas compensações, trataram e romperam com a maioria dos contractos que restavam que os confundiam de vez em quando, mas sem o que em grande medida conseguem funcionar e chegaram mesmo a identificar os guiões e os vossos papeis iniciais e de facto foram além deles, de tal modo que estão a criar belas realidades; estão a criar êxitos espantosos – coisa que ouvimos da parte de muitos de vós: “Deve existir alguma coisa mais; a vida não pode ser unicamente conseguir mais e mais sucesso, conseguir mais dinheiro, fazer mais negócios, fazer mais coisas ou comprar mais coisas, ter mais coisas. Tem que envolver algo mais.” Muitos de vós tanto quanto podem levam uma vida de correria, e muitos criam realidades brilhantes, mas ainda assim algo está em falta, e o que falta é esse sentido de realização, de satisfação. E constitui a primeira resposta, a primeira energia-chave.


Que coisa será a realização? Uma palavra adorável, absolutamente! Mas que coisa será realmente? Há vários componentes que compreendem o sentido de realização, o primeiro dos quias consiste na eliminação da obrigação. É muito importante alcançar um estado de realização para eliminar a obrigação da vossa vida. Muitos lhes dirão – erroneamente – que a forma de eliminar a obrigação seja simplesmente descartando-a, voltando-lhe as costas, afastando-se, dizer às pessoas: “Olha, estou envolto no meu crescimento espiritual, pelo que vou descartar estas obrigações e compromissos que estabeleci, por estar de acordo com a espiritualidade que me convém.” Como se fosse suposto que vos entendessem, não? Falem com o vosso senhoria acerca das vossas obrigações e de como simplesmente cão descartá-las por ser do vosso interesse espiritual fazer tal coisa. (Riso)


Sugeriríamos que ao adolescente em muito boa gente agrada uma resposta dessas, e que prefere uma resposta dessas: “Ai que beleza. Acabo de abandonar todos os meus compromissos financeiros, mentais e emocionais, voltando-lhes simplesmente as costas, descartando-os muito simplesmente e esperando que as pessoas compreendam, já que afinal elas criam a realidade delas, não? Não é minha; não tenho que me responsabilizar por isso.” Abordagens adolescentes que pegam na metafísica, a distorcem do belo dom que representa e a usam como um porrete, que sugerimos não ser muito vantajoso nem evoluído fazer.


Em vez disso, sugerimos nós, existem, não obstante, maneiras por que poderão eliminar a obrigação, porque basicamente os três componentes, as três energias que compõem o que chamam de obrigação, algumas delas são obrigações de que poderão afastar-se; são obrigações que terão criado de uma forma unilateral, que ninguém realmente espera de vós ou lhes deseja, mas com que esbanjaram as vossas energias. Vós decidistes que era uma obrigação vossa; vós decidistes que era a forma como teriam que tratar da coisa. Mas o que nós sugerimos é que muitas delas são obrigações tradicionais com que a família conta, e que espera de vós. As pessoas sempre o fizeram assim e por isso sentem-se na obrigação de o voltar a fazer, mas se indagassem se as pessoas realmente se interessariam caso fizessem determinada coisa, claro que não. E abrigam inúmeras formas de obrigação simplesmente por a tradição as manter; simplesmente por sempre terem cumprido com elas sem se preocuparem em verificar e em ver se ainda representariam uma obrigação vossa.


E o que nós sugerimos é que esses tipos de obrigação unilaterais e arbitrários, esses devem descartar, e que decidam que vão parar com eles. E em relação a esses não faz mal deixarem de os utilizar e afastarem-se deles. Contudo, existe um outro tipo de obrigação que está para além desse, que nesse sentido é bilateral e que traduz uma obrigação conjunta em que prometem proceder a compromissos ou em que terão feito coisas com que os outros estejam a contar. E essas formas de obrigação, é importante que olhem para elas e se não as quiserem, então completem-nas. Não lhes voltem costas, não se afastem deles, não esperem que os outros os compreendam - completem-nas; no caso de se tratar de uma obrigação emocional que tenham em relação a alguém, então completem-na, satisfaçam essa obrigação e advirtam a pessoa em causa de que pararão desta vez, ou na vez seguinte, e não mais prosseguirá: “Eu não vou fazer mais isto; muito embora tenha prometido, muito embora tenhamos acordado, agora vamos rever esse acordo, e vai ser assim; eu vou cumprir com essa obrigação, vou cumprir com o compromisso acordado mas depois acabou.” 


Na verdade, no plano financeiro poderão talvez entender isso mais facilmente, caso tenham uma dívida a pagar ou uma conta a manter, um cartão Visa ou Mastercard ou seja o que for que nesse sentido corresponda à obrigação que têm, e não a queiram, então sim, cortem o vosso cartão, sem dúvida, mas paguem a conta. Arranjem maneira de completar esse pagamento e quando o tiverem pago afastem-se dele. Assim, considerem as obrigações que têm e distingam as que sejam arbitrárias e descartem-nas, e peguem naquelas que são obrigatórias e completem-nas. E o terceiro grupo de obrigações são aquelas coisas a que chamam obrigações mas que na verdade desejam, que de facto desfrutam e que realmente querem fazer. E em relação a tais obrigações, sugerimos que é valioso renomeá-las, contar a vós próprios a verdade, que essas não são obrigações de todo, mas coisas que querem fazer; oportunidades ou circunstâncias que desejam.

Não, não estamos a sugerir que peguem nos problemas que têm e que os voltem a rotular de oportunidades; nem que peguem na infelicidade da vossa vida e lhe chamem uma oportunidade. 

Não sugerimos que se cultivem através da simples mudança de vocabulário, mas que se cultivem pela sinceridade. E contem a vós próprios a verdade, a de que essa não é particularmente uma obrigação… Aqueles de vós que pagam a renda do local que habitam, estão sujeitos ao pagamento da renda correspondente, sem dúvida, mas também corresponde a algo que desejam, de modo que muitas vezes é agradável o facto de alguém deixá-los viver no espaço deles e permitir que ocupem o seu território, e pagar uma certa quantia de dinheiro para esse fim. E nesse sentido, pode corresponder igualmente a um desejo que tenham. 


Outros, que alocam um automóvel ou seja o que for, é muitas vezes só lhes fica bem deixarem que o possuam enquanto pagarem por ele, em vez de o colocarem num plano de venda a prazo. É muitas vezes agradável, não é, pagar um automóvel durante cinco anos em que o podem conduzir e ir uma vez por semana ficar a olhar para ele (riso) e assim que o tiverem pago poderem ficar com ele… Isso não teria graça nenhuma. E nesse sentido a oportunidade está em que os deixam efectivamente ficar com ele, e conduzi-lo e tratá-lo com se fosse vosso, e pagar por ele enquanto o fazem. E assim, em muitos casos chamariam a isso uma obrigação, mas de facto envolve um desejo, e não têm qualquer problema em pagar essa prestação mensal.


Mas do mesmo modo, no caso de certas pessoas na vossa vida, sentem obrigação de ir visitar esta ou aquela pessoa por altura do seu aniversário ou nas épocas festivas, etc., e assim poderão fingir que seja uma obrigação, mas na verdade se disserem a vocês próprios a verdade, verão que gostam de o fazer, desfrutam da oportunidade de visitar essas pessoas, gostam desse tipo de “obrigação.” E por isso contem a vós próprios a verdade; não se trata realmente de uma obrigação mas de um desejo. E contem a verdade a vós próprios, chamem a isso aquilo que é e deixem que se torne num desejo.


Portanto o primeiro passo da realização passa pela eliminação das obrigações pelo extirpar daqueles que não são necessárias, pela satisfação daqueles que sejam necessárias mas que não queiram, e pela conversão daquelas que queiram naquilo que sinceramente têm, que corresponde ao desejo, no sentido de começarem do zero quanto à obrigação. O primeiro passo na realização.

O segundo passo na realização passa por tratar da ambição que têm. Foi-lhes inculcado que a ambição é coisa má e que não deviam ter nenhuma. Porquê? Qual será o sentido de desistirem da ambição? “Bom, deve ser o de sermos felizes, e de conseguimos aquilo que queremos na vossa vida.” Então atrás do que é que andam? De ser felizes e obterem aquilo que querem para a vossa vida - isso não constituirá uma ambição? Decerto que sim. Não sugerimos que a ambição não é má, a ambição não está errada; no entanto a ambição negativa é prejudicial; enquanto a ambição positiva constitui uma cura, uma edificação. E assim, aquilo que importa, em relação às ambições que têm, é que façam o inventário, que façam um balanço, e que determinem quais das ambições que têm são negativas e quais as que sejam positivas. 

E a seguir, que eliminem as ambições negativas descartando-as. E que é que representará uma ambição negativa? Sugerimos que a ambição negativa seja qualquer forma de ambição que não lhes pertença – independentemente do quão bela, nobre, produtiva e construtiva que possa ser, se não for vossa então será negativa e esgotante. E por conseguinte, se estiverem a proceder a um serviço nobre neste mundo, mas o estiverem a fazer por corresponder a uma obrigação da parte da mãe, ou por a vossa avó o esperar da vossa parte, ou por o terem prometido no leito de morte de alguém, ou por corresponder a alguma coisa que sentiram que o mundo exigia da vossa parte, então será uma ambição negativa independentemente do quão bela que seja; e vós precisais descartar essa ambição e substituí-la por uma positiva.


Bom; substituí-la por uma positiva não quer dizer que devam deixar de prestar esse serviço nobre por ser proveniente de uma ambição negativa. Precisam é de travar a ambição em si; poderão continuar a empreender a actividade se alterarem a ambição para uma que lhes pertença. E por conseguinte, estão a proceder a esse serviço de cura, ou de auxílio, de ensino, desse desabrochar, desse inspirar, não porque os outros esperem isso de vós, nem por estarem a tentar satisfazer a ambição particular que tenham em relação a vós, mas porque agora é uma ambição vossa. Talvez tenha começado por ser deles, mas agora pertencer-lhes-á, por a estarem a tornar vossa, e assim se estar a tornar positiva.


Mas sugerimos que é importante, não supor que todas as ambições que tenham sejam positivas, mas que considerem olhar conscientemente cada forma de ambição que tenham e que se apossem da origem, que verifiquem de onde procederá. Se proceder de vós, óptimo; caso não proceda, então descartem-na ou alterem-lhe a origem, de forma que todas as vossas ambições sejam positivas. E esse é o segundo passo – avaliação importante, crítica, inventário crítico e primordial, a fim de estabelecerem um sentido de realização.


A terceira coisa que é importante, para descobrirem realização, passa por se assenhorarem da vossa felicidade, por se tornarem titulares da vossa felicidade. E em que consistirá a felicidade? Bom, a felicidade assenta no cumprimento das vossas necessidades – na satisfação das vossas necessidades. Sabemos que é muito popular actualmente, no movimento humanista da psicologia e da metafísica dizer que não existem quaisquer necessidades. As pessoas têm tropeçado todas as suas vidas nas necessidades, necessidades que não se cumprem e que se tornam numa imensa fonte de trauma psicológico e de neuroses e de psicoses nas suas vidas. E assim, que ideia brilhante - elimine-se as necessidades. “Digamos que não temos mais necessidades, e assim teremos resolvido o problema.” Essa é uma forma cooperativa de resolverem problemas, entendem? Eliminamos o problema X chamando-lhe problema Y; assim não temos mais problema X.
 Temos um problema novo, chamado Y, mas isso é progresso. É a solução cooperativa, mas muitos procuram aplica-la; sentem-se frustrados com as necessidades que têm, e procuram eliminá-las, de modo a não terem mais necessidades. Ou então fingir que só tenham desejos, preferências, mas não têm quaisquer necessidades.


O que sugerimos é que soa bem, mas o crescimento não se dá por uma simples questão de vocabulário. De facto vós possuís necessidades; podem chamar-lhes quereres ou preferências mas também precisam reconhecer o facto de que também têm necessidades, e a seguir assenhorar-se da satisfação a conclusão dessas necessidades. Tentam-no; vejam por quanto tempo se dão bem a querer oxigénio. (Riso) Não passa de pura preferência, não é? Pois bem, se continuarem a desflorestar da maneira que estão a fazer, bem que poderão testar isso. “Bom, não há mais oxigénio, mas não faz mal. Eu prefiro assim de qualquer modo.” Não é? (Riso) 


Vejam por quanto tempo conseguem sustentar a respiração sem oxigénio. Vejam, por quanto tempo conseguem passar sem comer ou sem se nutrirem seja por que meio for. Não é mera preferência, nem é somente algo que querem fazer, mas algo de que precisam. E ao conseguirem admitir que têm necessidades, e depois avaliarem a satisfação dessas necessidades, é quando tem lugar a vossa felicidade. A felicidade não sucede do simples facto de passarem um bom bocado. A felicidade não decorre simplesmente da diversão nem do gozo seja por que forma for. Sim, fazem parte do que compõe a felicidade, mas apenas na medida em que completam as necessidades que têm.


Muitos de vocês descobriram essa experiência; saem a fazer alguma coisa que supõe seja divertida, não é? Mas contudo não foi, não era, e sem que saibam bem porquê não se sentiram felizes. Foi mais uma diversão frívola que durou desde o começo até que terminou, mas não a precedeu nem lhe sucedeu. Foi uma coisa temporária; enquanto estiveram a passar por ela, enquanto se encontravam nessa situação, enquanto desempenhavam essa actividade ou função sentiam-se felizes, mas a felicidade não a precedeu nem seguiu, e por conseguinte é frívola e vazia e oca. E muitos de vocês descobriram isso, e sentiram que teriam algo de errado convosco para não conseguirem ser felizes. Que talvez tivessem algo de geneticamente de errado convosco, ou sejam incapazes de ser felizes, pelo que teriam que passar a vida com a cruz que carregam. Não! Toda a gente é capaz de ser feliz. Mas a felicidade não decorre simplesmente da diversão. Não provém das coisas aprazíveis que fazemos, ao estilo da arte da diversão, de “Babbitt”, de Sinclair Lewis, (NT: Sátira do começo do século XX usada por aquele autor na novela homónima) só que não para toda a gente. Enquanto dizem a si mesmos a cada passo: “A vida não é estupenda?” Por exaurirem e saciarem essa energia, ao não serem verdadeiramente felizes.


Mas a forma de descobrirem a felicidade, certamente que passa pela diversão e pelo prazer, mas passa pelo cumprimento das vossas necessidades. E têm diversas formas de necessidade. Têm a necessidade de sobrevivência, mas muitos de vós têm essa necessidade assegurada. Aparte daqueles que pareçam de doenças terminais, que não a têm assegurada, por não saberem se vão sobreviver. E nesse sentido, a necessidade de sobreviver é algo com que vós precisais lidar, mas a maioria tem isso controlado e por conseguinte podem reconhecer que a tenham satisfeito; tê-la-ão cumprido com ela e sentem-se seguros por saberem que vão sobreviver.


A segunda necessidade consta da segurança de saberem que a sobrevivência irá prosseguir. A segurança física; a maioria tem um tecto sobre a cabeça, um sítio onde viver, comida que comer e uma sensação de segurança até certo ponto. Só precisam apropriar-se disso, precisam contar essa verdade a vós próprios – conscientemente.


A terceira consta da necessidade de pertença, e nós sugerimos que todos vocês fazem parte e que têm esse sentimento de pertença. Talvez gostassem de fazer mais parte. Andam à procura desse sentido de pertença? Mas têm um sentido de pertença, e nessa medida, precisam apropriar-se disso, contar a vós a verdade, e que é uma necessidade que terão satisfeito.

A quarta forma é a necessidade da estima; conquistar o amor. É óptimo amarem-se, obviamente, é essencial que se amem, mas o amor-próprio é dado adquirido, que vocês descobrem. E a estima é o amor que conquistam. E assim como o amor que descobrem, é importante que cada um de vós tratem igualmente de merecer o amor. Muitos dizem: “Oh não, não, não; não conquistes o amor; aceita somente, sabe que está presente. Ama-te a ti mesmo, ama-te a ti mesmo…” E vocês tentam isso, não? Mas de qualquer modo isso não responde, não fornece a sensação de plenitude, não fornece a sensação de realização, e isso deve-se ao facto de precisarem sentir o amor existente automaticamente e a que têm direito como é importante que cada um conquiste esse amor, que tenha a sinceridade, a integridade, a responsabilidade, a confiança, etc., de forma a terem noção de que estão a merecer o amor.


Nem todos os direitos são reconhecidamente validados, mas mereçam-no de uma forma legítima, e isso é uma necessidade que cada um de vós tem, e é uma das primeiras necessidades em que alguns de vós são falhos. Mas de facto se o possuírem, e tratarem de o completar, de estabelecer essa estima, isso será o que os aproximará da felicidade mais do que o bom bocado passado ontem à noite ou a festa a que vamos amanhã.

A quinta necessidade, é a necessidade de ser criativo e produtivo. Por mais que anseiem pelo tempo em que não tenham que fazer nada, vocês necessitar criar, necessitam produzir. E muitas vezes há um roteiro que diz que não é suficientemente bom para ter que o fazer por vocação, por precisar ser uma ocupação. Mas todos vocês precisam ser criativos e produtivos.

Ser criativo não significa que tenham que praticar belas artes ou representar ou ter talento para determinada coisa. Quer dizer que precisam ter um meio através do qual inspirem – a vós próprios e aos demais; é isso que criar significa: Inspirar-se a si mesmos e, ou aos demais. Tudo quanto possam fazer que os inspire, tudo o que façam que inspire o semelhante – isso será a criatividade que possuem, e vocês precisam dessa criatividade – tudo quanto façam que os ensine acerca de vocês próprios, constitui a vossa produtividade, e vocês precisam ser produtivos. E na medida em que o sejam, precisam ser senhores dela. Contem a vós próprios essa verdade, e possuam esse sentido da coisa.

Há também a necessidade de saber; todos vós tendes a necessidade de saber, de compreender, de obter sabedoria. A compreensão significa o conhecimento em acção. A sabedoria está em viver a compreensão que se tem. A compreensão é o conhecimento posto em acção e a sabedoria está no viver a compreensão que se alcançou. Vocês precisam saber.

E por fim, há a necessidade de serem espirituais. Passar um bom bocado não é suficiente. Descobrir coisas recreativas e divertidas, tornar a vossa vida numas férias perpétuas, numa festa perpétua não o faz. Toda a pessoa precisa da sua espiritualidade, precisa de um relacionamento com Deus, com a Deusa, com o Todo. Quando possuírem essas necessidades, revelem a vós próprios a verdade. E possuam quantas possuírem e quantas ainda precisarem possuir. É aí que surge a felicidade. E o que é tão importante nisto é compreender que cada um desses componentes da realização funciona de forma holográfica, o que quer dizer que dentro de cada um existem componentes de todos. Dentro da vossa necessidade de sobrevivência há segurança, pertença, estima, criatividade, saber e espiritualidade.

Na necessidade que têm de segurança há sobrevivência, pertença, estima, criatividade, saber e Deus, Deusa, Todo. Na necessidade estética que têm, na necessidade de espiritualidade, há sobrevivência, segurança, etc., etc. E assim, ao se avaliarem, ao se sentarem de uma forma sincera e observarem as necessidades e ao contarem a vós próprios a verdade – não abraçar toda a gente – mas disserem a vós próprios a verdade: “Estas necessidades são satisfeitas, e estas não.” A forma de atender essas necessidades que ainda não são atendidas passa pela activação daquelas que são. Aqueles de vós que começaram pelo início e que se encontram com uma doença terminal e que estão a morrer, em consequência do que têm a necessidade de sobreviver; essa necessidade não foi satisfeita. E a forma de atender a essa necessidade de sobrevivência não passa pela imortalidade física. A maneira por que satisfarão essa necessidade de sobrevivência passa pela activação das necessidades que foram satisfeitas, pela activação da vossa espiritualidade, da vossa necessidade de conhecer, da vossa criatividade, da vossa estima, da vossa pertença, da vossa segurança – isso será o que lhes trará a sobrevivência.



Aqueles de vós, que no outro limite do espectro, se encontram com falta de espiritualidade, que gostariam de ter um relacionamento qualquer com Deus, com a Deusa, com o Todo mas que não conseguem nem sequer descobrir o que isso significa, a forma de activarem essa necessidade passa pela activação das outras que já satisfizeram. Por em cada necessidade se achar a essência delas todas, e a forma de satisfazer ou de atender às que não foram realizadas passa pela activação daquelas que já tiverem satisfeito. Trata-se de um sistema autônomo que vocês poderão criar, que vocês poderão activar. E estar contente constitui o terceiro maior componente da realização. 


O quarto, permitam e produzam milagres; não que devam contar com eles como o carimbo de anulação no envelope ou as palavras giras no vosso cheque. Esperar um milagre? Certamente, mas vamos mais além disso e permitam-no, façam-no. Vão à procura dos milagres, vão à procura daquelas coisas que ocorrem para além da expectativa que tenham; fora do círculo do que esperavam, para além do limite do que achavam ser possível e provável, por ser isso que um milagre representa. E para descobrirem a realização, precisam abrir-se e permitir e realizar milagres.


E a seguir está em encontrar alegria, em quinto lugar, encontrar alegria, que representa o atender das preferências que na verdade dizem a vocês próprios ter. Satisfazer as preferências não significa felicidade, mas alegria.


Muitos de vós dizem a si mesmos: "Eu preciso ter uma relação com um homem ou com uma mulher. A minha vida é maravilhosa em todos os outros sentidos, mas eu preciso ter um relacionamento desses." Não precisam, não. Não precisam. Isso não lhes irá conferir a sobrevivência nem a segurança nem a pertença nem nenhuma dessas. Ter um relacionamento com um par não representa uma necessidade, mas uma preferência. E é por isso que os relacionamentos amorosos não os deixam felizes, mas lhes trazem alegria, por estarem a satisfazer - a SATISFAZER - as vossas preferências. Razão porque alguns passam para uma relação dessas e comentam: "Não compreendo, isto não me está a deixar feliz." E nem sequer admitem a possibilidade de isso os deixar jubilosos, ao se deixarem restringir e ao colocarem a venda nos olhos! "Um relacionamento é uma necessidade que tenho e que me vai deixar feliz..." 

Não constitui uma necessidade nem os irá deixar felizes. Mas poderá trazer-lhes alegria. Satisfação das preferências que têm - isso é tudo quanto significa a alegria.


Além disso, encontrar realização significa prestar atenção às vossas prioridades. Estimar e avaliar e avançar as vossas prioridades; ter consciência, ter noção, de uma forma contínua: "Que prioridades terei agora? Que prioridades terei nisso? Que prioridades terei nisto?" E abrir-se a uma ordem de prioridades dessas. E por fim, a realização sobrevém quando permitem que a espiritualidade represente a vossa prioridade primária.


Ora bem, nem toda a gente faz da espiritualidade a sua prioridade primária, bem o sabemos. Nem toda a gente encontra realização, tampouco. Mas o que sugerimos é que, quando estiverem preparados para se sentirem realizados, nesta vida ou em vidas que planeiem ter futuramente, essa realização sobrevirá, quando colocarem a espiritualidade na primeira das vossas prioridades. Não frequentar a Igreja nem doar um monte de dinheiro à vossa Igreja, nem tornar-se um ancião nem diácono em comités de voluntariado, etc., nem agir de uma forma piedosa; não, não estamos a referir-nos à representação nenhuma. Estamos a falar de uma relacionamento privado e pessoal com Deus, com a Deusa, com o Todo. Com o vosso Eu Superior, sem dúvida, mas além disso, com Deus, com a Deusa, com o Todo, directamente. Para tornar tal relacionamento a coisa mais importante na vossa realidade não precisam prová-lo martirizando-se - de facto isso não o prova! - mas seja como for tornam isso na vossa prioridade principal. Esses componentes trar-lhes-ão a realização, e a realização constitui a energia-chave para serem vencedores o tempo todo.


Realização. Que mais haverá? Qual será a outra energia que está envolvida? A segunda energia que se acha envolvida para além da realização, poderá ser posta de modo sucinto: É importante que lidem com a confiança enquanto causa do que com a confiança enquanto efeito. É importante que lidem com a confiança enquanto causa em vez de enquanto efeito. Que será que queremos dizer com isso? Indaguem a vós próprios: Com que frequência baseiam o facto de confiarem em vós próprios naquilo que a realidade lhes transmite? "Quando determinada coisa correr bem, quando uma outra correr de feição, quando certa coisa operar, aí eu confiarei em mim próprio. E saberei que confio em mim por isto ter corrido bem e por aquilo ter corrido bem; então confio em mim." Isso representa utilizar a confiança como efeito: "Após a realidade ter sido criada, então confio em mim próprio. Causa - a realidade corre de feição; Efeito - eu confio m mim próprio." Mas o que irá ser importante para vós, para se situarem nesse estado, para alcançarem esse estado em que são vencedores o tempo todo, é que utilizem a confiança enquanto causa: "Eu confio em mim próprio, antes de a minha realidade o demonstrar; eu confio em mi próprio em primeiro lugar." Essa confiança irá ser causa disto correr bem e daquilo acontecer. 


Usar a confiança em vós enquanto causa em vez de efeito, na vossa realidade, torna-se crítico, e constitui a segunda energia crítica para serem um vencedor assim. E aqueles que são vencedores, aqueles que, caramba, tudo quanto desejam alcançam, tudo em que colocam a ideia criam, não estão à espera de confiar em si mesmos, mas confiam em si mesmos primeiro, antes que a sua realidade lhes dê razão, antes da realidade lhes apresentar uma causa - elas confiam nelas próprias. E a partir dessa confiança, a realidade é produzida, o efeito, a realidade bem-sucedida sucede. Confiança enquanto causa, ao contrário de confiança enquanto efeito.

Observar a vossa realidade e dizer: "Não está a ir para onde quero, mas não faz mal. Eu vou confiar em mim mesmo, vou utilizar as capacidades de que disponho e dar os passos necessários para criar aquilo em que vou acreditar, ainda que a minha realidade não diga que deva fazê-lo; vou acreditar à mesma. E se alguma coisa não der certa, não vou descartar a confiança mas vou acreditar ainda mais - de uma forma legítima e sincera, e não às cegas nem estupidamente e vou confiar, por a metafísica operar, por as leis da metafísica, os mecanismos que criamos operarem. E eu vou confiar. Eu sei que a crença precede a realidade, por exemplo, e creio nisso, e coo tal estabeleço a minha crença, e mesmo que a realidade não o demonstre desde logo ou imediatamente, ainda assim vou manter isso e confiar e vou ir em frente com a minha nova crença por saber que a realidade deve seguir a crença e que a realidade deve obedecer à imagem. Por isso, vou confiar na crença e vou confiar na imagem e sei que a realidade irá seguir-se, mesmo que a realidade não o demonstre na primeira hora nem na primeira metade do dia, nem nos primeiros três o quatro dias. Vou persistir nessa crença." E se fizerem isso, utilizando a confiança como causa, em vez de efeito, descobrirão que isso constitui uma das energias-chave para serem um vencedor desses o tempo todo. E passado um pouco de experiência, passado um pouco de tempo, em que de facto a realidade sugue a confiança, vocês treinam a mente subconsciente, transmitem-lhe essa mensagem, treinam-na e educam-na de acordo com isso, de modo que sugerimos que ela os seguirá de um modo consistente. E conforme confiarem também a realidade será - o tempo todo. Essa é a segunda energia crítica.


A terceira energia crítica, consta de uma frase que aplicamos diversas vezes, e que é valorizarem-se. Valorizarem-se. Agora; já falamos de valor em termos de ter consciência e de tocar o mérito que têm e tocar na vossa estima e amor e autoconfiança e respeito próprio, (dignidade) absolutamente. mas o que aqui queremos dizer, conforme dissemos esta noite, é o seguinte: Percebam que são preciosos para o vosso mundo, e que há quem na vossa vida conte convosco. por mais que finjam ser um fardo, digam a vós próprios a verdade - são valiosos! Por mais que finjam ser injusto e que não deviam vê-los como válidos, eles precisam de vós, acertada ou erradamente. Vocês são valiosos para eles. Há pessoas que conhecem e a quem consideram da vossa intimidade que precisam de vós, para quem são valiosos. Sintam esse valor; admitam-no, digam a vós próprios a verdade. E há gente que não conhecem, gente cujo nome nem conhecem para quem também são valiosos, no âmbito das reacções em cadeia em que causam e produzem a realidade. Vocês são valiosos!


E nós sugerimos com toda a clareza, que aqueles de vós envolvidos com a metafísica da nova espiritualidade, que se envolvem na criação do futuro e que sabem que é o que estão aqui para fazer - vocês são valiosos para o vosso mundo; vocês são valiosos para o futuro. Isso poderá parecer abstracto e indistinto, mas se o admitirem e disserem a vós próprios a verdade, e deixarem que isso se torne parte de vós, e perceberem que corresponde à verdade... Valor é coisa que constitui uma energia, e quanto mais se valorizarem, mais vencerão. O valor traduz-se por uma energia que se assemelha a uma bola, uma luz tremeluzente que os circunda e que atrai valor. O valor atrai valor; por conseguinte, se se valorizarem, e realmente tiverem noção da importância que têm, e que vocês contam, e que há gente que conhecem e que não conhecem por esse mundo fora que conta convosco, e que os valoriza, e que existe um Eu Superior, seja por que nome for que o queiram tratar, que os valoriza e que conta convosco. E que existe um Deus, Deusa, Totalidade, de que vocês fazem parte...

Vocês não conhecem o papel que lhes cabe a vocês. Não sabem a parte significativa que representam, mas vocês são valiosos na matriz mais vasta, na matriz cósmica, se preferirem, vocês são valiosos. São válidos para nós. Nós valorizámos o relacionamento que temos convosco. Já dissemos que não nos encontramos aqui a fim de salvar o vosso planeta e isso é verdade; não estamos. Mas sabemos que é por isso que se encontram aqui; e estamos aqui a fim de os ajudar a descobrir como conseguir fazer o que vieram aqui fazer. E para nós vocês são valiosos, e nós valorizamos o que fazem e a forma como o fazem. A amizade que temos por vós - não somos o vosso mestre nem o vosso guru, há muito que suplantamos esses níveis - somos amigos. E nós valorizamos a amizade que temos convosco. Agora; devido a que alguns de vós não se valorizem, vocês decidem que somos pobres de espírito. (Riso) "Aquele fulano é muito inteligente e conhece muita coisa mas decerto que não conhece tudo por me valorizar. Mas com isso está a cometer um enorme erro, por eu não ter mérito algum." mas nós sugerimos que não, vocês são quem comete o maior erro - por serem dignos. Vocês são dignos! E vocês precisam possuir o vosso próprio valor; precisam ser senhores desse valor.


E a última energia, que representa uma energia-chave de um contínuo vencedor consciente consiste em se assenhorarem do poder que lhes cabe; ser proprietários da noção de que são poderosos. Vocês estão a criar o futuro, e o mundo conta convosco. O vosso Eu Superior conta convosco, Deus, a Deusa, o Todo contam convosco e vocês precisam ser senhores do vosso poder. Vocês são os cartógrafos. Vocês são quem vai marcar a diferença, que durante anos disseram que queriam marcar. Vocês são aqueles que estão a alterar o curso do futuro; são vocês que os adivinhos e os oráculos de tempos idos diziam que viriam dotados do poder de mudar a realidade, e que teriam o poder de criar conscientemente um futuro. E por isso, por deferência para convosco, eles não predisseram esse futuro para além do ano – grosso modo – de 2000. 

Eles sabiam, no âmbito da capacidade de adivinhar, da sua capacidade de oráculos, sabiam que determinadas coisas, até determinado ponto no vosso mundo podiam ser determinadas, podiam ser previstas. Conseguiram prever os desastres e os sucessos mais significativos ao longo de séculos do tempo. Mas também sabiam que vocês estariam aqui presentes – talvez não pelo nome, mas sabiam que haveria um grupo de pessoas, não um grupo organizado mas composto de indivíduos, que seriam de tal modo poderosos que conseguiriam criar o futuro. Consequentemente, tais adivinhos não predisseram o que vocês iriam fazer. É por isso que as previsões terminam – não porque o mundo termine, mas por vocês iniciarem. Vocês individualmente retomam o vosso poder de volta. “Não, aquele que está ao meu lado.” (Riso) De facto depende de vós!

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