segunda-feira, 14 de julho de 2014

ESTADOS DE MEDITAÇÃO



Traduzido por Amadeu António

JOHN

Aprofundar a compreensão que tendes da meditação é aprofundar a compreensão de vós próprios, por a meditação ser apenas um processo de recordação daquele que sois verdadeiramente. Vós sois todos filhos de Deus, filhos da luz, pelo que a meditação é relaxamento do corpo físico enquanto a mente explora os perímetros totais dela própria.

Vós sois um ser tríplice (trindade) constituído por mente, corpo e espírito, ou essência. Ao estudante das dinâmicas psicoespirituais (psicologias), é dito em alternativa que sois formados por subconsciente, consciente, e supraconsciente. O canal que vos fala sugere que a mente subconsciente constitui o corpo físico, a mente consciente é a personalidade, e a mente supraconsciente é o vosso espírito pessoal. E é através da meditação que unificais todas essas três partes.

Armazenados profundamente na mente subconsciente acham-se os bloqueios que vos obstruem na obtenção de uma percepção superior. A meditação simplesmente integra a mente, o corpo e o espírito de modo a poderdes transcender esses bloqueios. O ioga constitui uma dessas práticas meditativas, por o termo ioga significar união – a união da mente, do corpo e do espírito. Nessa união, quando integrais a mente, o corpo e o espírito com graciosidade - ou consciência, subconsciente e supraconsciência - entrais na totalidade da humanidade que vos caracteriza, na totalidade dos recursos que vos assistem, a fim de vos libertardes na vossa estadia temporária no plano terreno.

A meditação constitui a tentativa de vos expandirdes a partir da memória subjetiva, a qual consta dos perímetros da personalidade definida, ou o próprio ego, rumo a dimensões e perímetros do Eu (Si Mesmo ou Ser). Trata-se simplesmente de um exercício que facilita a memória a fim de obterdes acesso a essas dimensões elevadas e a recordação da ordem natural das coisas em cujo centro já vos situais. Nas vossas meditações, procurai aplicar o mesmo processo de recordação que utilizaríeis na busca de objetos perdidos.

Foi afirmado por várias pessoas que na meditação precisais suprimir as faculdades conscientes. Sugeriríamos que a meditação constitui o aquietar e o acalmar da mente consciente. Esse constitui o procedimento que realça a recordação no avanço rumo a uma lembrança superior.

É o corpo físico quem teme o sofrimento. É o corpo físico quem teme a perda de rendimentos que lhe garantam o sustento e o alimento. É o corpo físico quem teme a perda do abrigo e conforto de que goza. Todos esses temores, que são estimulados pela necessidade que o corpo físico tem de manter uma posição na sociedade que lhe assegure os confortos básicos, lançam o Eu médio, ou a mente consciente, num tumulto. Se o corpo físico for acalmado e tranquilizado quanto à posição que assume nessa negociação, passará a dar-se um maior desejo de ascender. A meditação produz um estado de confiança desses.

O corpo é concebido para atender às necessidades do espírito, e ambos são servidores um do outro, por o corpo físico constituir a capacidade que a alma tem de se focar no plano terreno. O corpo não representa uma prisão, mas um templo vivo. Quando o corpo fica a saber que a meditação e o jejum promovem a saúde e o bem-estar e geram uma enorme abundância, torna-se num condutor para as dimensões espirituais, e desse modo, na força espiritualizante da personalidade. Por isso, é relaxamento, equilíbrio e remoção das ansiedades, o que buscais através da meditação.

Todas as questões preocupantes brotam do subconsciente, o qual constitui o corpo físico. Isolai as necessidades do corpo físico. A seguir, quando identificardes as suas necessidades e elas forem reunidas, o vosso corpo começará a prestar-vos um serviço. Quando precisais de mais, o vosso corpo fornece-vos mais. Ele necessita de muito pouco sob a forma de alimento, e é capaz de satisfazer bastante bem grande parte das suas necessidades. A meditação constitui o método de incremento de tal processo. A mente começa a ser capaz de alcançar as suas faculdades superiores.

A mente subconsciente constitui a memória mais limitada de todas as três. De facto, o subconsciente constitui o corpo físico, o qual só experimenta os perímetros imediatos do tempo e do espaço conforme os experimentais agora, e de uma forma descoordenada e despercebida. Ela experimenta os impulsos físicos da fome e da fadiga. Notai o sentido de urgência que o seu fluxo de tempo apresenta, o controlo que exerce sobre o vosso comportamento e o sentido de bem-estar e de auto-estima que tendes. É o corpo físico quem experimenta a mortalidade, e é a partir desse sentido de mortalidade que o egoísmo, os instintos de sobrevivência e outras actividades surgem.

Na mente subconsciente, ou corpo físico, encontrais aquelas dimensões do Eu que suprimis. A razão para tal supressão deve-se ao facto de poderdes confortavelmente preservar aspetos da personalidade consciente. Aquilo que é suprimido geralmente são ocorrências da infância e de vidas passadas. Uma vez que se verifique a contínua supressão disso no subconsciente, eventualmente tal processo conduzirá ao estrese e a padrões emocionais a que chamais paranoias e formas de ansiedade. Se forem deixadas por tratar, eventualmente tornar-se-ão estados de enfermidade. Mas é para poderdes preservar o consciente ou os perímetros reconhecidos da vossa personalidade (NT: Em que fundamentamos a identidade) que instituís a regra da supressão.

A mente subconsciente parecerá, por vezes, ser a fonte mais ativa das vossas lembranças imediatas, mas isso deve-se ao facto de constituir os perímetros da experiência com que estais familiarizados e em que fostes condicionados. Por isso são mais facilmente condicionados pela mente consciente. A princípio, poderá não parecer que tenhais esta mesma facilidade de acesso aos estados supraconscientes, mas com a prática, eles também se tornarão familiares. Não é que a meditação se torne mais fácil com a prática, mas as memórias acabam por se tornar mais habituais. Tal como podeis repetir o nome de um estranho até que acabe por se tornar tão familiar que a pessoa possa tornar-se vosso amigo devido a tal familiaridade, também por sua vez, os aspetos estimulantes da meditação são exercícios na mente divina. Quando começais a recordar essas faculdades mais elevadas, elas começam a servir-vos ao revelarem as ligações que tendes com a verdadeira ordem de coisas e a harmonia natural em cujo centro já vos situais. A meditação faculta acesso à força causal do vosso padrão de vida.

O corpo físico constitui o templo vivo. A mente representa o sacerdote que o habita e busca a contemplação da natureza de Deus, e o espírito é a presença que vos liga ao divino. A mente consciente possui apenas uma faculdade, que é a da recordação. Não sereis, em última análise, discriminados por uma série de eventos que se unem e se reorganizam num aspeto do vocabulário? Vós constituís um diálogo contínuo. Sois pedaços contínuos do fluxo do tempo a reorganizar-se a si próprios no contexto da personalidade. Isso compreende a própria consciência, a percepção contínua de acontecimentos que terão fluído por intermédio do tempo e do espaço. Não suprimam a mente consciente. Mais, deveis acalmar o diálogo que tem convosco, e a seguir estendê-lo. Porque a mente consciente constitui a atividade da memória, e vós desejais recordar porções daquilo que se situa aos níveis da alma. Por isso, prolongai a mente consciente, como se o fizésseis a um receptáculo; esvaziai-o do diálogo inútil que ela produzirá equilíbrio. 

A mente consciente não deve ser suprimida. Em última análise ela deseja estender-se aos níveis da alma, por neste plano particular constituir um “mensageiro.” Por isso, jamais castigueis a mente consciente. Além disso, ampliai-a. Utilizai-a como um instrumento. Desse modo, o processo de visualização poderá tornar-se-vos mais claro. Porque a mente assemelha-se a um tear em que todas estas coisas são fiadas e a tapeçaria será conseguida.

A mente supraconsciente, a qual é sinónimo de espírito, constitui a soma total do esplendor de todas as vidas passadas que vivestes, assim como todos os vossos futuros potenciais. É um vasto oceano de consciência cósmica em que cada um de vós é UM. Quando encarnais, ou quando esta consciência se foca por intermédio do corpo físico à nascença, pois, os factos colectivos passam nesta vida a constituir a soma total da expressão de todas as vossas vidas passadas e de todas as vossas vidas futuras, ao sucederem em simultâneo.

A mente supraconsciente consiste em todos os elevados ideais que tendes e o acesso a ideais elevados das vidas passadas, aquelas coisas que o espírito e a alma conhecem por experiência pessoal obtida no plano terreno. São as situações das vidas passadas, tanto quanto as acções desta vida. Mas aqui não identificamos o princípio da supressão, como no caso da mente subconsciente. Ao invés, identificamos um processo de negação ainda mais subtil – uma recusa de ascender. Por existirem ideais mais elevados que alterariam e transformariam a personalidade consciente, ou o Eu intermédio, e a recusa de ascender, ou de perceber esses ideais elevados, ser tanto um processo de negação quanto uma recusa de acesso ao subconsciente.

A recusa de ascender plasma-se nas situações em que o indivíduo nega a existência de forças mais elevadas ou das suas dimensões espirituais. Todos as pessoas têm a capacidade de ter ideais elevados, mas mantêm na sua consciência uma barreira de estática a que se referem como “cinismo.” Esse estado mental permite que os indivíduos permaneçam confortavelmente dentro dos perímetros actuais conhecidos da identidade, a partir dos quais desafiarão qualquer um no sentido de lhes provar um sistema de ideais elevado que funcione de forma incondicional. Isso não representa tanto uma supressão, mas uma recusa de ascender a um ideal mais elevado que transformaria a personalidade para além da definição ou reconhecimento que fazem delas próprias, que é aquilo que temem, que representa o Eu intermédio, o Eu consciente, situado nos perímetros do ego e do desejo de sobrevivência do ego, numa posição intermédia entre o subconsciente e o supraconsciente, a recusar a ascender.

O corpo físico foi criado como um instrumento e um banco de consciência. É o condutor da própria força vital. O sentido de bem-estar que sucede com a descontração das ansiedades ou tensões imediatas, por meio das influências tranquilizantes da respiração e da meditação, assim como o alívio subsequente dos estados de enfermidade e, consequentemente, a o aumento da longevidade, são reflexos da penetração do Eu Superior, ou dos estados supraconscientes do espírito pessoal no corpo físico, a começar a activar memórias mais elevadas. Porque, com cada dimensão da mente, desde o subconsciente e a perspectiva limitada que tem do fluxo do tempo, até à perspectiva mais alargada da mente consciente e à capacidade que tem de aceder a pontos pré-natais e a planos conceptuais e planos para os eventos futuros antes que eles sucedam, é nos estados supraconscientes que vós avançais e recuais para eventos futuros e aquelas coisas que sucederam em vidas passadas.

Com a respiração rítmica consciente, a mente começa conscientemente a penetrar os reinos e dimensões do corpo físico. Além disso com a primeira inspiração, a mente consciente ascende às dimensões mais elevadas, alinhando aquelas faculdades conhecidas como as “anatomias subtis” – o etérico, o mental, o emocional, o astral, o espiritual e os corpos da alma – por essas constituírem as anatomias do supraconsciente. E à medida que a vossa consciência se expande radialmente no sentido dessas dimensões e no sentido da aura, formam-se vínculos mentais com a consciência planetária, ou os Registos Akáshicos, sob a forma de uma existência numa quarta dimensão. Nesse caso também acedeis a vínculos telepáticos com outros indivíduos situados no planeta. Assim, à medida que a vossa consciência se expande radialmente, assume um fenómeno espacial.

A melhor técnica de meditação é aquela que resulta na tranquilização do corpo, técnica essa que é pessoal a intransmissível. Caso seja a dança, pois que seja. Se for a postura disciplinada, pois que seja. Caso seja a ioga, pois que seja. Se for a corrida, pois que seja. A meditação é aquilo que relaxa o corpo enquanto a mente explora os perímetros dela própria.

Na meditação o corpo deixa de existir conforme o conheceis. Quando o corpo físico é acalmado, as emoções são silenciadas, e ficais alerta para com os vossos recursos mais elevados – os vossos sentimentos. Os sentimentos constituem a fusão do intelecto com as emoções. Nesse caso são, pois, alquimicamente transformadas. Passais então a comer, mais por necessidade do que por causa da emoção. Esse é o princípio da dieta correcta. Eventualmente, tanto ao nível espiritual como filosófico, inclinais-vos mais para o vegetarianismo, por vos conscientizardes mais de outros seres sencientes, de outras formas de vida e da ordem natural que têm na existência. Este é um dos primeiros passos no restauro da senda natural. Tornais-vos vegetarianos e dominais outros princípios da dieta correcta.

Quando alcançais um estado de desapego na meditação, obtendes a capacidade de observar. Isso faculta-vos a obtenção de um terreno mais elevado de modo a tornar-vos na mente inquiridora, que investiga, e que formula questões com clareza. Não nos referimos a nenhum estado “impessoal”. Não se trata de nenhum desapego das emoções. É a tranquilização das emoções, a criação de integridade e de confiança. É a capacidade de ter fé. A fé é comprovação das coisas não vistas. É a capacidade de atingir estados elevados, de contemplar, de meditar, de ponderar, de aquietar as emoções e de as observar, e em seguir, de avançar rumo ao Eu Superior.

Refletir sobre personagens divinos tais como Buda e Jesus, adequa-se à meditação. Orai unicamente a Deus, mas travai diálogo com aqueles que personificam o divino, por constituírem exemplos históricos do que podeis alcançar no vosso próprio processo de espiritualização. E não será isso melhor do que permanecer nos negócios mundanos, aqueles a que chamais de “factores de ansiedade”? É muito melhor debruçar-se sobre o divino, por isso constituir a meditação. É concentrar-vos nos vossos próprios potenciais elevados, o que produz optimismo, alegria e êxtase.

Um dos utensílios chave ou técnicas de meditação é a respiração aperfeiçoada. A respiração é a medida do controlo consciente sobre as funções autónomas do corpo físico, uma vez que é uma resposta autónoma à qual tendes um rápido e fácil acesso. A utilização da respiração aperfeiçoada por meio de ritmos específicos, permite que o estudante possa começar a obter uma abordagem meditativa do corpo físico. Por isso, a respiração rítmica num contexto consciente conduzirá naturalmente o estudante à quietude interior, a qual é a fonte de memória mais elevada.

Vós achais isso reflectido no acto natural da reflexão, em que “expirais o ar”, ou exalais aquilo que designais por “suspiro”. É acto instintivo, o facto de, sempre que acedeis à memória, o corpo físico se aquietar e a recordação se tornar mais clara. Porque o corpo físico é um condutor e um depósito para as coisas que não são percebidas, para padrões Cármicos que constituem as fundações ou as tapeçarias do vosso propósito de vida. Depositado no corpo físico, o qual constitui o próprio templo vivo, acham-se aquelas coisas que não foram reconhecidas (influências) provenientes das vidas anteriores. Se não forem percebidas tornam-se subconscientes. Eu sugerir-vos-ia que, uma vez que o corpo físico constitui a mente subconsciente, quando produzis respiração rítmica no templo vivo, aquietando-o e acalmando-o através da meditação, a mente começa a explorar as dimensões mais amplas dela própria ao aceder a lembranças decorrentes de vidas passadas.

O corpo físico não constitui um local de aprisionamento do espírito humano, mas a capacidade que a alma tem de se focar no tempo e no espaço. Vós sois um sistema altamente sofisticado e um grau galopante de consciência. A faculdade da mente que possuís comporta uma autonomia bastante específica para os diferentes estados alterados em que entrais. O estado Beta constitui o repositório do inconsciente. O estado Alfa é aquele em que começais a aprofundar a vossa prática meditativa. Aqui encontrais a maioria das dimensões psíquicas e a capacidade de projecção astral. O estado Teta é aquele dos profundos recursos da abordagem do subconsciente. E tal como a mente e o corpo físico possuem uma anatomia, também por sua vez possui a supraconsciência. A forma anatómica da supraconsciência são os chakras e as anatomias subtis.

A meditação alinha os chakras e as anatomias subtis e leva-vos à expressão verdadeira da consciência que sois. Porque tudo o que sois é uma dimensão cada vez maior de consciência, até eventualmente vos tornardes um com Deus e entrardes no Nirvana. Ao entrardes no Nirvana entrais no NADA que é todas as coisas, e no TUDO que é nada. Porque Deus conhece todas as coisas, e pelo facto de conhecer não possui a capacidade de pensar. Quando todo o pensamento cessa, a vossa própria existência conforme a conheceis cessa, e entrais num estado de sabedoria ou Nirvana.

A mente possui a faculdade de se desalinhar. O espírito e a alma estão sempre alinhados pelo divino. Os chakras encontram-se sempre abertos, por constituírem os portais para o divino. Somente a mente dá a ilusão dos chakras se acharem encerrados. Assim, quando aquietais a mente e prestais atenção ao pleno Ser, tornais-vos conhecedores. Todo o pensamento cessa então e vós penetrais nos profundos recursos do estado meditativo e saís transformados.

Ao concentrardes a vossa consciência nos chakras, iniciareis o processo de autorrealização (actualização de vós próprios). Quando meditardes em todos os chakras, atingireis naturalmente um estado de conhecimento. Mas acima de tudo, deveis debruçar-vos sobre o divino; então os chakras tornam-se completamente claros e a mente é alinhada no seu pleno potencial, com plena recordação de si própria.

A projecção astral é um produto da meditação. Não é que aprendam a projectar-se astralmente, por não existir coisa tal como “aprender”. A única coisa que aprendeis é o quão pouco sabíeis antes. A projecção astral é recordada, por estarem constantemente a projectar-vos astralmente. A projecção astral constitui a faculdade de vos focardes na vossa própria esfera mais ampla de consciência sem deixarem de manter a consciência individual com que vos identificais nesta vida.

As substâncias tais como a marijuana e os cogumelos fazem pouco mais do que estimular a própria fisiologia do corpo, a qual é um produto da mente em busca de dimensões mais elevadas. O próprio corpo físico possui fisiologias mais complexas que sucedem nos estados meditativos, do que poderia alguma vez ser imaginado com base na ingestão de qualquer dessas forças exteriores.

Em certas sociedades, essas substâncias passíveis de alterar a mente eram ingeridas mais como parte de um regime nutricional, e em quantidades bastante reduzidas. Isso permitia que o corpo físico tirasse partido dessas substâncias de uma forma natural e gradual. O canal que vos fala não atribui qualquer crítica à ingestão dessas coisas em maior quantidade, mas tampouco o encoraja, por a meditação ser completa e única em si mesma e por si só. No espaço de uma inspiração de ar, a vossa própria fisiologia é capaz de produzir uma relação pessoal mais aprofundada com o divino do que por anos consecutivos de ingestão de substâncias exteriores.

O sonhar acordado (devaneio) constitui meditação. O sono constitui meditação. Até mesmo a depressão pode representar uma meditação induzida biologicamente, por vos forçar a um estado contemplativo. Todos esses processos são meditativos por sua própria natureza, e podem conduzir a um estado pleno de meditação de acordo com a vontade própria e o quão perto trilhais o divino.

A meditação é um processo do acesso, por intermédio da memória, a estados supraconscientes e subconscientes, pelo que, o acesso a informação a faculdades subconscientes e supraconscientes por meio do estado do sonho constitui um procedimento meditativo. Mas o indivíduo ainda será capaz de ponderar ou de meditar nessas coisas a que tenha acedido a partir do estado de sonho de forma que se tornem conscientes.

Toda a gente medita. O corpo físico necessita tanto de meditação quanto necessita de sono e de respirar, porque a meditação acha-se suspensa entre esses dois estados. O indivíduo que se acha sobrecarregado pela falta de sono ou pela tensão excessiva do corpo físico, cria uma suspensão das emoções. Isso frequentemente conduz ao devaneio, o que consiste numa meditação biologicamente induzida. A sobrecarga das emoções conduz à depressão, a qual também é uma forma de meditação biologicamente induzida.

Meditai antes de dormir e depois de vos levantardes. O dia em que essa meditação não acabar por ser induzida nos níveis biológicos não se apresentará tão agitado. Alpinismo, dança e atletismo, são igualmente formas de procedimento meditativo por reunirem mente, corpo e espírito numa integridade de propósito. Mas notai que são formas de procedimento. Quando o propósito consiste em alinhardes pelo Eu Superior – ou seja, pelos perímetros elevados que designaríeis por Deus - e em prosseguirdes para um diálogo por essa via, aí de facto torna-se numa meditação verdadeira. A meditação é a ocupação do corpo físico enquanto a mente explora os plenos perímetros de si própria. Mas além disso, meditação é o diálogo que tendes com a fonte mais elevada do universo, assim como a expectativa de uma resposta. Por isso, é a fusão da oração e da recepção de uma resposta a essa oração enquanto permaneceis no estado meditativo.

Quando meditais nos sete chakras tornais-vos conhecedores de que as actividades que desempenhais neste plano se assemelham porventura a um sonho. E assim como obtendes estados de consciência a partir dos vossos sonhos, também por sua vez percebereis que este nível de existência constitui igualmente um sonho. À medida que criais e moldais a vossa realidade por meio da concentração da vossa visão interior – tal como tentais focar-vos na visão dos vossos sonhos – também por sua vez deveríeis ter a focalização da manifestação exterior, o sonho que sonhais durante as vossas horas do estado de vigília. Isso vem através da oração, a qual consiste num diálogo com Deus Pai e Mãe. Isso sucede com a meditação, o tempo que dispensais à comunicação com Deus. Quando alinhais os chakras, preparais o templo vivo para o diálogo apropriado com Deus. Esses são os utensílios através dos quais tomais consciência das actividades elevadas.

Quando meditais estendeis-vos aos níveis da alma. É aí que o Pai habita, O Deus Pai e Mãe que é o criador de tudo. Deus é amor, e se vos amardes uns aos outros, todas as coisas vos deverão ser dadas. A simplicidade do amor é frequentemente ridicularizada, mas amor significa harmonia. E precisais da disciplina do indivíduo neste plano físico para produzirdes harmonia, a qual é o trabalho activo de Deus em vós. E na verdade vós sois uma porção desse trabalho.


Tom Mc Pherson

 Os mesmos processos de pensamento que empreendeis a fim de descobrirdes os objectos físicos extraviados são utilizados na meditação a fim de recordardes vidas passadas. Pensais para convosco próprios: “Se eu ao menos parasse de pensar nesse maldito nome, recordá-lo-ia”, e quando parais o diálogo interno, frequentemente o nome sobrevém-vos à consciência. As formas de procedimento usadas na meditação são as mesmas, à excepção de focardes a vossa atenção numa recordação extraviada, de uma vida passada, digamos, ou da infância. Por isso trata-se simplesmente de um processo de memória, e de a trazer de volta de um modo mais disciplinado e numa escala mais elevada. Mas os processos são idênticos.

Quando a mente entra em relacionamento com o corpo físico durante a meditação, ela atinge a sua máxima faculdade a qual consta simplesmente de memória. O corpo físico basicamente necessita do reforço positivo de que tudo está bem. É o corpo que experimenta a mortalidade, não a mente nem o espírito. Assim que acalmardes o corpo, ou satisfizerdes as suas necessidades básicas por meio da meditação, a mente poderá então aceder à memória elevada, ou ao espírito, o qual é o vosso guia interior. Sempre é apropriado dispensardes um tempo para vós e para Deus, e então, caso possamos contribuir nem que seja um pouquinho, tiraremos proveito dessa oportunidade. A meditação diária sempre é recomendada. É rejuvenescedora para o corpo físico, acalma os nervos, promove a cura dos tecidos internos, coloca-vos em contacto com Deus, e tudo o mais que qualquer outra “banha da cobra” prometa. Constitui um tonificante geral.

Quando vos focais nos chakras, isso assemelha-se mais a um acto de contemplação ou de meditação do que de análise. Por exemplo, é possível contemplar o próprio umbigo, mas impossível analisá-lo. E se não acreditardes em mim, procurais analisá-lo sempre que quiserdes.

Quando meditais e dais por vós a fixar-vos numa ideia, não considereis a ideia como um obstáculo. Se uma ideia se revelar recorrente, concentrai-vos nela, e eventualmente, quando o seguirdes ao seu extremo natural, ela desatar-se-á tal como um “nó górdio” (um problema extremamente complicado). Isso é operar com base da resolução de problemas. Esse pensamento obsessivo deverá efectivamente conduzir-vos ao próximo estado profundo. Quando meditais, aumentais a força vital em vós. A força vital de facto anima ou acelera o corpo e permite que mais consciência ou aspectos profundos venham à superfície e sentir-vos-eis mais repletos de vida na experiência que vivenciardes.

A meditação é a fusão da mente, do corpo e do espírito, quer seja feita de forma consciente quer brote espontaneamente. Como só existe uma experiência na meditação, utilizai aquilo que basicamente resultar no vosso caso: dança, corrida, sono – isso são tudo formas de meditação. Eu diria que é aquilo que aplicardes que melhor opere.

Para meditardes, podeis deitar-vos, sentir-vos confortáveis, e em seguida desenrolar uma lista mental de coisas na vossa mente. Se uma das coisas nessa lista mental parecer assumir uma posição predominante, ou parecer repetir-se, seleccionai essa. Continuai a dar-lhe voltas na vossa mente, a ver o que é que vos tenta comunicar.

É mesmo possível meditar enquanto assistis à vossa tevê “idiota”, ou àquilo a que gosto de me referir como a vossa moderna “bola de cristal.” Deus é de tal modo poderoso que poderia provavelmente chegar-Se a vós através desse instrumento. Vez por outra, as pessoas deixam-se deslizar para um estado ligeiramente meditativo ou hipnótico enquanto vêem televisão, talvez enquanto assistem a um filme que celebre a vida de um individual inspirador. Isso são comunicações por meio de um meio humano, e como o meio humano é realmente capaz de inspirar, e a inspiração pode conduzir a um estado meditativo; é por essa razão que eu digo ser mesmo possível meditar um pouco enquanto estais colados ao vosso televisor.

O estado de sonho é a vossa fonte mais valiosa de informação psíquica. Certa vez provoquei um indivíduo, ao perguntar-lhe se estaria na disposição de relegar um terço da sua vida a actividades espirituais. Ela disse: “Bom, não sei – gosto de assistir à televisão e de jogar ténis...” ele não tinha a certeza de conseguir tornar-se num asceta. Mas eu disse: “Bom, isso é de lamentar, porque tu já sonhas ou dormes um terço da tua vida, e tudo o que precisas fazer é tomar consciência dessa mesma fonte repleta de informação meditativa ou contemplativa tanto oriunda do subconsciente como do supraconsciente, e um terço da tua vida é já dedicado sob a forma de prática espiritual.” De facto, a abordagem que o preguiçoso faz à meditação mesmo antes de adormecer pode representar um estado meditativo.


ATUN-RE

O vosso espírito, ou a vossa mente supraconsciente, constitui o princípio ascensional e a mente consciente é o Eu intermédio; a mente subconsciente, ou corpo físico, constitui o princípio de supressão. Precisais entender isto como uma contínua dinâmica activa e funcional. Porque é quando a mente supraconsciente desce e penetra o subconsciente - onde reside algo familiar em que se fixar - e a seguir conduz isso de volta à mente consciente onde poderá ser identificado, de modo que possais optar por ascender ou ser inspirados, ou onde podeis optar por reconhecer o impulso como emoção e depois procurar traduzi-lo por compreensão e sensibilidade. Este processo contínuo constitui o perímetro das funções da vossa personalidade confusa, por tudo ser um processo. Por meio dessa contínua oscilação, avançais por meio do fluxo de tempo da realidade subjectiva, e a contínua oscilação entre essas três dimensões de vós próprios torna-se vida.

Podeis ultrapassar a resistência que manifestais à ascensão começando por perceber como a ascensão vos serve. O espírito encontra-se continuamente em fluência, à semelhança de um rio, e a animar o corpo físico, constantemente a atrair os ideais mais elevados e a coordená-los com os eventos cármicos que se acham depositados no corpo físico. Por ser por meio do corpo físico que experimentais o carma, e a mente determinar o modo de o organizarem ou de lhe reagirem. Mas quando reunis a mente, o corpo e o espírito, como por intermédio da meditação, obtendes compreensão.

Uma vez em meditação, expandis-vos ao longo dos diversos níveis das anatomias subtis, examinando todas as coordenadas dos perímetros das vossas vidas passadas, num fluxo infinito do tempo, até aos níveis da própria alma. O vosso corpo astral protege-vos de uma informação em demasia, porque se começardes a sentir-vos demasiado como um Napoleão, eles trancam-vos num quarto. Se vos sentirdes demasiado como no Egípcio ancestral, sereis considerados excêntricos. Por conseguinte, isso precisa ser tudo cuidadosamente coordenado pelo modelo do Pequeno Gordo Americano, cujo corpo sofre uma expansão por ingerir demasiado fluxo temporal.

Todas as coisas constituem um estado de energia e precisais coordenar cuidadosamente cada uma dessas energias. Isso é o que a meditação vos permite fazer. À medida que abris cada uma das propriedades da kundalini, coordenais cada um dos níveis do fluxo do tempo a partir de todas as vossas vidas anteriores. E assim como essa energia se estende ao exterior e cria os eventos de vidas futuras, também elas são cuidadosamente coordenadas no cento do fluxo temporário que é o próprio corpo físico, a habilidade que a alma tem de se focar no fluxo temporal a que chamais “agora”. A meditação é a coordenação dessas energias de modo a poderdes criar um fluxo temporal constante e uniforme que afecte o espaço à vossa volta.

Permiti que sugira uma meditação simples: Aqueles que ingerem carne, incluindo peixe - não a comam durante sete dias. Notai o que desperta em vós. Vejam se o velho Atun-Re não terá razão acerca das exigências imediatas do corpo. Vejam se não dais por vós a esgueirar-vos para a cozinha à noite, e preocupados com a possibilidade de Deus vos estar a vigiar por trás do ombro. Para aqueles que já não ingerem carnes, deixai de tomar estimulantes ou álcool durante sete dias. E para aqueles de vós que já não ingerem estimulantes, jejuai três dias à base de sumos. Isso levar-vos-á a meditar e colocar-vos-á em contacto com as vossas emoções.

A própria eliminação de carne ou de estimulantes durante uma semana conduzir-vos-á a um estado meditativo, e mostrar-vos-á como o próprio fluxo da vida constitui uma meditação. É a união da mente, do corpo, e do espírito num acto de comprometimento com a disciplina espiritual. Mas nem sequer chega a ser uma disciplina, por a disciplina constar unicamente de um corte com aquelas coisas de que não necessitais e que constituem de facto barreiras para uma plena vivência.

Quando ascendeis procurais mover-vos para cima e para além do próprio fluxo temporal. Começais de facto a resistir à gravidade, mesmo no sentido físico. Os pés assentam mais firmemente no chão, pelo que vos sentis mais “bem assentes”. Quando buscais a inspiração das dimensões mais elevadas, quanto mais bem formados não sereis de mente, corpo e de espírito, por a meditação constitui o elo de ligação de corpo, mente, e espírito em serviço ao mais elevado e grandioso objectivo, o qual é a vossa alma, para que vos torne a todos filhos da luz.

O sol irradia para todos, e revela todas as coisas. O sol assemelha-se à alma. A alma escolheu expressar-se de determinado modo, e na meditação reside o diálogo que estabeleceis com o espírito superior. Do mesmo modo que desfrutais do cálido abraço do vosso parente terreno - pai ou mãe - abraçai tanto Deus como a vossa alma na meditação que fizerdes. Por se tratar de um diálogo. A meditação aumenta o conhecimento de vós próprios de modo que possais desfrutar desse abraço. O serviço para com os demais permite-vos pôr em prática as capacidades e os talentos que possuís. Triste será todo quanto – homem ou mulher - que não se presta a um serviço, porque nesse caso só poderá ser escravizado. O “serviço” que vos cabe é o trabalho que empreendeis, a ocupação que assumis. A oração é a capacidade de exprimirdes. A oração é chave na expressão. É a abertura que manifestais uns para com os outros. É a bênção que enviais às pessoas, nas conversas que tendes com Deus.

A meditação constitui uma estrutura confortável na qual sois capazes de conversar com Deus. A amizade, são aqueles com quem servis, aqueles que são vossos amigos. Quando essas coisas se misturem podeis então estender amor, podeis estender harmonia.

Como podereis tirar partido das plenas faculdades da mente subconsciente de modo a obterdes uma compreensão plena? Começai pelo que é chamado de “Eu Superior”, o qual projecta para baixo, à semelhança dos raios de Ra, de modo a iluminar aquelas partes de vós que designaríeis então por mente subconsciente, que pode ser representada pelo chacal, ou o mundo inferior. Na Pirâmide, isso constitui a câmara profunda interior, já que a própria Pirâmide representa um diagrama da consciência superior. Mas para compreenderem essas coisas – isso representa o abismo da vossa mente subconsciente, regida que é pelo mundo inferior, ou o chacal.

O chacal é aquilo que procura devorar todas as coisas e se apega ao mundo inferior e mantém a pessoa “morta”, sem que consiga viver plenamente. Aqui, pois, temos o indivíduo, a mente, que trás o conhecimento e a sabedoria, por residir entre a mente supraconsciente e a mente subconsciente. E nisso reside o mistério. A vossa mente subconsciente não constitui nem nunca constituiu a fonte do vosso crescimento, por representar o chacal que busca consumir todas as coisas, toda a verdadeira medida de crescimento. A mente subconsciente é o depósito das coisas não realizadas. E os vossos próprios aspectos subconscientes são aquelas coisas ainda por espiritualizar, em que nenhuma luz foi derramada. O disco solar que vê todas as coisas como pelos olhos de Hórus não terá lançado qualquer raio de luz sobre o subconsciente.

Que coisa será o subconsciente? É o vosso corpo físico. É a concha e o véu do esquecimento que colocastes sobre vós próprios enquanto almas encarnadas. Assim, desenvolveis terapias para acalmar o chacal, para o pôr a dormir – a vossa hipnose, as vossas meditações, todas essas coisas acalmam o chacal. A meditação relaxa o corpo físico de forma a permitir que a consciência da vossa personalidade explore as dimensões superiores. O que surge é o facto dessas dimensões do eu superior operarem constantemente através do fluxo da mente subconsciente. Se acalmardes a mente subconsciente, se a exteriorizardes, se desistirdes de todos os vossos sentimentos de mortalidade, se descontrairdes a vossa forma física, se promoverdes a cura com base no espírito, então tereis esvaziado o subconsciente. Não mais ele romperá ou bloqueará o fluxo da supraconsciência à medida que ela penetrar a fim de espiritualizar o subconsciente e a seguir se transferir para as dimensões mais elevadas, que se tornam no vosso Eu consciente. Quanto mais vazio o subconsciente estiver, mais clara será a fluência do vosso Eu Superior.

Através da meditação e da oração reconheceis as vossas limitações e estas vazam do subconsciente. Mas caso não admitais as vossas limitações, se vos esconderdes da discussão que tivestes, ou negardes o facto de terdes cometido uma transgressão contra alguém, o evento permanecerá enterrado na mente subconsciente até eventualmente a vossa supraconsciência o trazer ao de cima através dos sonhos. Frequentemente hão-de ver isso expressado sob a forma de símbolos. Se continuardes a suprimir isso, talvez se tornem demónios que criais como que a perseguir-vos, e que provocarão tensão nos músculos e talvez vos faça doer a barriga. Eventualmente torna-se o que designais por “doença psicossomática,” por a vossa mente subconsciente constituir o vosso corpo físico.

Enquanto seres humanos, vós residis nos pontos intermédios entre a mente consciente e a supraconsciente. Isso compõe a personalidade humana. É o que sois. Sois compostos tanto de aspectos subconscientes como supraconscientes em diferentes períodos do tempo. Jamais vos achais fora de alcance da supraconsciência; só pensais estar por acreditardes ter que passar pelo subconsciente ou estudar os sonhos que tendes. Mas a supraconsciência ou Eu Superior está junto de vós o tempo todo. Portanto, esvaziai o vosso subconsciente. Dirigi-vos às vossas dimensões superiores. É aí que reside o vosso talento. É um erro pensar que seja o subconsciente quem esteja a fazer o trabalho. Ele representa apenas um depósito dormente. É a vossa supraconsciência, o vosso espírito, a vossa alma, quem opera o trabalho todo. É a força causal da criatividade. O subconsciente é simplesmente um depósito onde vos preparais para as revelações que a supraconsciência então vos trás.

Agora, meus filhos, silenciai e dormi. Suspendei-vos no “ovo da eternidade.” E agora, cessai o vosso sonho e acordai para a maior realidade de todas. Contemplai a face daquele que se senta diante de vós, por ser nessa amizade que encontrais Deus. Amai-vos uns aos outros. Tocai aquele que se senta próximo a vós, por aí residir a maior acção de todas: amizade, viver uns com os outros. Aí está o sonho que ocupais. Pois não será a vida diária um sonho? Não será cada pessoa aqui reunida um símbolo de algo passado, de algo escondido? Se fordes moldados por condições Cármicas, sonhos de vidas passadas, então por sua vez isto também deverá consistir num sonho, não será? Não é um factor de iluminação que todos vós reunis com um propósito comum? Esta é a meditação superior, não será?


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