sábado, 21 de junho de 2014

A POMPA E A FUNÇÃO DO QUERER



O DESENVOLVIMENTO DA MUDANÇA AO LONGO DOS TEMPOS
RECURSOS HUMANOS
(Excerto)


Transcrição e tradução: Amadeu António
...

Ao longo da vossa busca espiritual e metafísica, chegaram ao longo dos anos a saber muito sobre o êxito E descobriram muitos dos seus segredos, por vezes com uma luta mordaz ou dolorosa, outras vezes com contrariedades e contratempos perturbadores ou destrutivos, e noutras alturas com uma elegância que os terá levado a suspeitar da facilidade com que os terão alcançado. Chegaram a alcançar consciência e a compreender e a saber imenso acerca do que o sucesso implica e sobre a sua criação, e vós conseguiste-lo por vezes de uma forma brilhante e magnífica, outras vezes de modo hesitante, mas conseguiram-no.

E descobriram uma aparentemente infinda ordem de sinais ligados a esse êxito; sinais que constituem símbolos, metáforas. Marcas que, de certa forma, representam hieróglifos ou ícones vivos do vosso próprio sucesso pessoal. Sinais, de vasta gama dotada de tanta variação quanto o número daqueles que as buscam, e em meio a todas essas marcas descobriram um significado mais profundo, talvez um sentido mais real e verdadeiro do sucesso. Chegaram a descobrir que o sucesso, para além dos sinais não obstante simbólicos ou tangíveis ou metafóricos, constitui acesso - acesso a recursos; sim a recursos físicos por certo. Acesso a factores tangíveis que são essas metáforas e ícones e hieróglifos vivos; acesso a recursos físicos assim como a recursos emocionais, mentais e mesmo a recursos etéricos.

Acesso a recursos – é o que o sucesso realmente significa, mas para além disso, acesso à vossa espiritualidade, acesso à relação que têm, mas também em relação à parceria que têm com o vosso Eu Superior, a vossa alma, o vosso espírito, com toda uma ordem de amigos invisíveis e com Deus, a Deusa, o Todo. Mas o sucesso representa muito mais do que acesso, e constitui igualmente intimidade, não uma intimidade qualquer, mas um tipo particular e singular de intimidade, de proximidade, de ternura, de vulnerabilidade e decerto de confiança; intimidade com a substância da realidade, com as matérias-primas que nos ouviram enunciar durante anos, com aqueles utensílios com que costumavam esculpir e cinzelar, e as energias de criação e de sustentação. É uma proximidade, e uma ternura, uma vulnerabilidade e uma confiança, com consciência de não saírem humilhados; cientes de que não o serão em meio à substância da realidade. Mas trata-se igualmente de uma intimidade com as vossas próprias forças, com os vossos talentos, com o vosso próprio sentido de valor, com o vosso próprio sentido de merecimento.

E para além desse acesso e intimidade chegaram a perceber que o sucesso, o verdadeiro sucesso, um sentido mais profundo, ou que a essência do sucesso tem que ver com o conhecimento do esplendor da diversão e da felicidade e da alegria – não divertir-se ou ser feliz ou alegre, não só conhecer isso, mas conhecer o esplendor, a magia e os milagres que podem eclodir dessa própria diversão e felicidade. E também tem que ver com o conhecimento do esplendor do poder dotado de responsabilidade – não só o ser poderoso nem ser responsável em relação ao poder, mas conhecer o esplendor de tal poder, dotado de responsabilidade. Esses componentes do acesso, da intimidade e do conhecimento do esplendor; mas há também algo mais, aquilo que porventura será inexplicável e não terá definição, aquilo que será indescritível – uma sensação de merecimento, de conhecimento de serem suficientes e de estarem a tornar-se mais, uma sensação de conhecimento de serem suficientemente bons e de estarem a tornar-se melhor. Esses são os componentes que chegaram a conhecer; esses são os componentes que constituem a causa que conduz às manifestações desses sinais, símbolos e metáforas tangíveis, hieróglifos e ícones vivos.

Mas chegaram igualmente a saber, a perceber que os próprios sinais são fluídos, flexíveis e que mudam constantemente. Mudam e transformam-se com cada estágio da vida, mudam e transformam-se em cada fase do crescimento desses mesmos estágios da vida. Quando têm quatro anos, os sinais exteriores do sucesso poderão passar por que se mantenham na linha. Quando têm catorze anos, esses sinais poderão ter que ver com o facto de excederem essa mesma linha (riso). Aos dezasseis obtêm o vosso primeiro automóvel e vão com ele namorar sem que com isso façam um completo papel de idiota, e são requisitados para aquela festa de pijama e já enrolaram mais cabelo de namoradas que ninguém. (Riso) Ou andam com os colegas e conversam sobre o célebre: “Sim, eu já o fiz! Eu já o fiz!” Que coisa terá sido essa?! (Riso) 
Aos vinte e quatro, os sinais mudam e aos trinta e quatro, quarenta e quatro e aos cento e quatro eles multiplicam-se. Os sinais estão sempre a mudar e sempre a alterar-se – mas não o acesso a recursos, nem à vossa espiritualidade, conquanto definida de forma imatura ou com maturidade. Não aquele sentido de intimidade que o de quatro e o de cento e quatro sentem com esses sinais, essa proximidade, essa ternura, essa vulnerabilidade em relação às coisas do seu mundo, a sua resistência, talento e sentido de dignidade, o esplendor, aquele sentimento inerente ao: “Eu sou suficientemente bom.” Não o melhor, mas: “Suficientemente bom,” e “Estou a melhorar. Eu mereço.” Os sinais em constante alteração e mudança nas fases do crescimento e por entre os estágios da vida. E chegaram a conhecer e a perceber isso.

Bom, é reconhecido que muitos no vosso mundo ficam confusos, e por vezes até mesmo vós tendes sido conhecidos como confundidos (riso); por terdes confundido “acesso” com aquisição, ao pensar que o sucesso represente a aquisição de todo e qualquer recurso que consigam imaginar, ou com a propriedade ou a posse da espiritualidade, como um tipo qualquer de ícone tangível ou de relíquia tangível. Por vezes confundistes a intimidade com o controlo, e tentastes controlar a substância do viver, tentastes controlar a resistência, a força, o talento, a dignidade e o valor, e em particular os das outras pessoas. Por vezes o sentido do saber foi confundido com o sentido do convencimento, porque se convencerem os demais de que são demasiado felizes, demasiado poderosos, de algum modo venham vós próprios a acreditar nisso! Ou para convencer por intermédio de uma quantidade excessiva, com base na suposição de que, se gozarem de montes e montes de diversão e de felicidade e de alegria, e montes de poder – seja como for que o obtenham – de algum modo a quantidade venha a ser quimicamente transformada em qualidade de sucesso. Por vezes essa qualidade do que é inexplicável, indefinível, indescritível é confundido com desejo, e: “Eu quisera ser suficientemente bom. 

Eu quisera ser merecedor.” Por vezes deixam-se confundir, e há por aí muita gente que se deixa confundir relativamente àquilo que o sucesso verdadeiramente representa. E assim como compreender o sentido mais profundo do próprio fenómeno da mudança e da transformação, pode chegar a representar uma séria dificuldade para muitos. Aqueles que, infelizmente, por entre a globalidade da humanidade, que independentemente de compreenderem intelectualmente, emocionalmente querem que esses sinais (pompa e ornamentos) sejam sólidos: “Não me agrada que os sinais sejam fluídos e flexíveis; quero sinais sólidos e concretos com que toda a gente concorde que sejam uma medida de sucesso.” Ainda há muitos que ainda tentam tornar essa pompa demasiado real, e há aqueles que continuam a alimentar, que continuam a outorgar o seu poder a esses sinais, para que assim fortalecidas essas marcas se tornem causa de êxito, em vez do efeito desse sucesso. Supondo que se fortalecerem o suficiente os adereços, os sinais, talvez eles venham a reflectir o sucesso, em vez do sucesso reflectir os sinais exteriores do sucesso.

E outros vão ainda ao extremo oposto; talvez por se sentirem desiludidos, pelo facto desses ornamentos serem tão fluídos e flexíveis, e por mudarem e se transformarem, e talvez por tentarem com que sejam demasiado reais ou talvez por ainda se encontrarem enredados num paradigma de oposição binária, ou de uma escolha inevitável ou divisão exclusiva entre duas alternativas, tentam abandonar esses ornamentos por completo, e alguns fazem-no de uma forma subtil, dizendo que tais ornamentos não têm importância: “Não quero saber; não preciso deles, tirem-mos ou deixem-mos, não tem importância. Para mim não têm importância, não, não. Aprendi isso há muito tempo quando alguém quiser abrir mão de alguma coisa, pelo que deixa-o lá ir. (O melhor é que volte de novo,) mas não, não quero saber. Não, não tem importância; estão à minha espera no céu. Seja como for, o dinheiro, as posses, os relacionamentos, é pegar ou largar!” (Riso) “Promoção, um trabalho decente, recompensas não têm importância; se os conseguir, tudo bem. Senão, óptimo, eu fico na maior.”

Outros vão um pouco além e criticam essa pompa e esse aparato, como sendo maus e errados, a raiz de todo o mal, causa de todo o pecado e da ganância e o aspecto mais baixo do ser humano – razão porque não os deverão alcançar. E o facto de ainda os desejarem fala pela vossa natureza pecaminosa e maldosa. “Eu, todavia, evito isso, recuso isso; jamais terei um automóvel – mas pedir-vos-ei o vosso emprestado!” (Riso) “Jamais comprarei uma casa – viverei no vosso quarto de hóspedes, por eu pensar ser puro para me deixar atar por tais ornamentos.” Mas tais ornamentos constituem um mal, não? Felizmente deverão ter algum amigo por quem se sentirão plenamente satisfeitos por ver que tenha uma vida plenamente consolidada, porque por vezes a fome deve apertar... (Riso)

E outros vão ainda mais longe, ao dizerem que tais pompa não só não constitui medida nenhuma de êxito - não obstante o que lhe chamarem – como na verdade representam uma medida de fracasso. Porque se dispuserem de alguma não serão espirituais. Isso suscita-nos buracos de agulhas e camelos, mas seja como for, se realmente fossem espirituais, se realmente fossem íntegros não teriam nenhuma, por constituir um sinal de fracasso, e não de sucesso. Claro que com isto exageramos o exemplo para realçarmos o caso de quantos independentemente de o saberem intelectualmente tentam tornar os ornamentos demasiado reais, e daqueles que porventura se encontrem desgostosos ou magoados ou em sofrimento, que tentam torná-los não reais o suficiente. Sim, podem ficar aturdidos e deslizar para o extremo, e esquecerem que por vezes vós próprios já estivestes assim confusos, ao esquecerem que por vezes terão deslizado e caído em tais extremos ou algures lá pelo meio. Mas se recordarem isso, voltarão a sair novamente. Por terem aprendido tanto acerca do êxito e por terem descoberto tantos dos seus segredos.

Sabem que a causa e efeitos podem cambiar e mudar; sabem que a forma acompanha a função, e por isso a forma, os factores tangíveis, os símbolos, os hieróglifos, os ícones, as metáforas acompanham a função, acompanham o tecido, o sentido mais verdadeiro e real que é o acesso, a intimidade, o saber o prodígio e o merecimento inexplicável. Eles representam a função, e a forma acompanha-os; eles são a causa e o efeito - a forma - acompanha-os.
Sabem igualmente que por vezes a forma pode realçar a função; e que por vezes a própria forma, os factores tangíveis, os símbolos, as metáforas, acrescentam dimensão ao acesso que têm ou à intimidade que têm, ou acrescentar profundidade ao prodígio, ou ao merecimento. Causas e efeitos, efeitos e causas, encontram-se em constante mudança e em transformação permanente, e esses sinais são não só fluídos como também são flexíveis no impacto que causam.

Chegaram a saber que evidentemente os sinais não passam de uma ilusão, e que podem obter tanta ilusão quanta a que quiserem e a que imaginarem – quer sejam merecedores ou não. Reconhecem que esses sinais por si só e em si mesmos não têm importância, mas que esses sinais constituem também metáforas, entendem; constituem também os símbolos, e que são igualmente um reflexo; e que enquanto símbolos e metáforas que são, têm importância, por fornecerem uma resposta contínua essencial ao vosso crescimento, e por fornecerem um inesgotável suprimento de reflexo de vós próprios. Aquilo a que prestam atenção, a intenção que têm, aquilo em que consistem as vossas acções e imagens, fornecem um inesgotável suprimento para o reflexo da realidade. E fazem parte da manifestação, da demonstração, do que revelam a vós próprios da presente divisão aritmética que imprimem na manifestação tangível, ao mostrarem o vosso trabalho.

Sim, escorregaram, esqueceram, mas algures por entre a confusão esbarraram com algo, como quem esbarra com algo em plena noite. Quando deslizaram para tais extremos descobriram que, algures por entre a confusão cruzaram com uma energia profundamente poderosa, uma força incrível, que talvez não sejam sempre capazes de classificar, mas utilizaram essa energia e essa força e criaram êxito, revelaram a vossa divisão aritmética e o vosso trabalho. E conhecem muito mais do sucesso do que algumas vezes admitem, muito mais do que por vezes demonstram, mas vocês demonstram-no, e conhecem o sucesso. A metafísica resulta.

Reconhecidamente, agora querem mais sucesso, e por vezes esse querer pode ser uma função da carência, sem sombra de dúvida. Mas mesmo quando não padecem de carência, mesmo assim querem mais. Bom; por vezes sentem-se culpados por isso, pois: “Que haverá de errado comigo? Tão ganancioso e egoísta! Que coisa! Jamais me contento nem nunca chego a deixar de querer mais. Não me falta nada, por que hei-de querer mais? Que se passará de errado comigo?” O que sugerimos é que não é necessariamente nada. O querer constitui uma função da condição humana. No vosso cérebro, no hipotálamo, dá-se a secreção de um químico que é responsável pela produção do tal: “Eu quero.” (Riso) Entendam que a vida tem que ver com o facto de se superar a si mesma. E o interesse próprio (Eu) tem que ver com tornar-se sempre mais, de modo que só que para caso se esqueçam de querer mais, esse pequeno químico é despoletado e gera-se o: “Eu quero, eu quero - EU QUERO, EU QUERO, EU QUERO!”

“Que significado terá o facto de sempre querer mais?” Significa que estais vivos! (Risos) Faz parte do que caracteriza o género humano. Decerto que pode ser distorcido e usado como um porrete e para fomentar qualquer intenção que queiram fomentar, mas o facto de quererem é humano, e chega a ser mais do que humano, por os animais chegarem a ter o mesmo “eu quero.” É uma função da condição de estar vivo, e de fazer parte da vida – vida essa que sempre precisa superar-se a si mesma e que se encontra em constante estado de devir ou de transformação (NT: Já presente em Heráclito). Mas já conhecem muito sobre o sucesso e muitos dos seus segredos. “Mas, então, por que razão te encontrarás tu aqui?” (Riso) Por que estaremos nós aqui? Por que estaremos nós a falar tanto sobre segredos que se prendem com o sucesso, não é mesmo? Por tudo agora ser diferente.

Recordam-se da abertura do vórtice, em Abril, há uma ano atrás, (NT: Da estrela Sírio, que constitui um buraco branco, um portal interdimensional) que se deu há um mês deste actual mês? Em que o vórtice se abriu e toda a luz e toda a informação passaram a ser derramadas, de modo que agora tudo é diferente. E torna-se diferente a um ritmo quase veloz razão porque torna tudo diferente. Alguns de vós mal dão pela coisa - e o sucesso ocorre uma vez mais. Vós e o vosso mundo acham-se continuamente em crescimento, e continuam em mudança – conforme sempre estiveram. Mas essa mudança está a ganhar aceleração, e está a acelerar mesmo mais, para cúmulo dessa aceleração – não está apenas a levar um empurrão nem a ter um desejo de aceleração para a seguir atingir um planalto – está a ter uma aceleração contínua que por sua vez está a sofrer uma acentuada aceleração. Uma aceleração acelerada de crescimento e de mudança, e assim mesmo está o sucesso, ao crescer e a mudar de uma forma acelerada. 

E a acrescentar a essa mistura de crescimento e de mudança de forma acelerada, a evolução –um novo tipo de ser humano, e um novo mundo – não só uma nova ordem inerente ao velho mundo, mas um mundo novo. Evolução da espécie tanto quanto da consciência, e evolução de todo um mundo, e com ela a evolução do êxito. Tudo está agora diferente com a aceleração acelerada e com a evolução do sucesso. Sim, os mecanismos que conheceis, a razão e a lógica lineares que conduzem ao sucesso compreensível e explicável ainda funcionarão; poderão precisar de um pontapé ou de um empurrão mas continuarão a funcionar e a produzir um produto excelente. Mas existem novas maneiras, novas medidas, novos meios, e novos sentidos, e com eles poderão criar sucesso com a maior das elegâncias e com um grandiosa excelência, e esses êxitos poderão conduzir a felicidade e a alegrias, a realizações e a recompensas que não conseguirão ainda imaginar.


É tanta a diferença – vamos enumerar apenas uma: Os padrões sociais da aceitação estão a mudar. Reconhecidamente alguns estão a tornar-se mais rígidos, mais enrolados, e haverá quem venha a discutir de uma forma veemente e violenta em prole de tal rigidez e enlace; outros estão a sofrer uma transformação, não só a ficar melhores como a transformar-se. Algumas estão a melhorar, outras estão a mudar. Esses padrões que os alçam do domínio da energia distorcida masculina do chauvinismo às custas da energia feminina - aquele padrão da ordem e da estrutura - ainda prevalecem como padrão de ordem e de estrutura mas a ordem está a mudar e a estrutura está a transformar-se. E a lógica e a razão, estão a mudar para um novo tipo de lógica e de razão.


Todos quanto se atêm aos velhos padrões de lógica e de razão como se tivessem sido bons para os seus ancestrais, mas infelizmente não virão a ser suficientemente bons para eles. Ainda prevalecerão o dever e a obrigação, mas assumirão uma forma e uma expressão diferentes. A actuação e a aparência ainda actuam, só que estão a sofrer uma mudança. Os padrões do que represente uma actuação e uma aparência aceitáveis e excelentes estão a transformar-se rapidamente, mais rapidamente do que poderão estar conscientes. Decerto que a competição e a comparação estarão presentes – só que numa medida diferente e por uma forma e expressão diferentes. Mas com certeza que conforme a luta terá substituído mesmo o ganho, também a sua natureza está a ser transformada. Esses padrões que a seu modo se prestaram a um serviço por tanto tempo, não obstante de uma forma distorcida, estão a tornar-se mais arrebatadores, alguns mais livres, outros a transformar-se por completo. E isso irá mudar a própria face, a própria natureza daquilo por que se traduz o sucesso, o que os sinais, esses símbolos, essas metáforas, essas expressões tangíveis subentendem. 

Em segundo lugar, o futuro. O futuro está a aumentar a visibilidade que tem e está a aumentar o impacto que exerce; está a aumentar a influência que provoca. Sempre foi a causa do que é presentemente feito contra a qual o pano de fundo (contexto) do passado, mas vós recusastes ver isso dessa forma; recusaram-se a calibrar esse cérebro para aceitarem essa verdade; só que essa verdade encontra-se agora iminente e está a seu modo a “forçar-se” sobre vós. O futuro ao se tornar mais influente significa explosões que se verificarão no campo da tecnologia de um carácter inacreditável. Dentro dos próximos dos anos, cinco anos, irão assistir a avanços no campo da tecnologia que se revelarão absolutamente surpreendentes, e acelerarão a um ritmo tão fenomenal que por esta altura seria ridículos apontar no que virá a tornar-se. Sim, a tecnologia; sim, o futuro a trazer uma mudança exponencial. Mas também no campo das oportunidades – não só em quantidade (mais oportunidades) mas novos tipos de oportunidades, coisa que nos dias actuais nem sequer terão o aspecto de oportunidades. Daqui a cinco anos, ah... É por isso que a visão é tão importante. Ser capaz de ver a oportunidade do que nem se encontra ainda calibrado nem visto.

Em terceiro lugar, a causação ressonante – a causação máxima – está fatalmente a substituir o paradigma linear e mecânico da causa e efeito. A causa e o efeito ainda operarão, façam o obséquio de entender, e poderá emperrar a coisa de vez em quando, mas ainda operarão, mas o que isso significa num sentido muito pragmático é que o vosso estado de espírito e de permissão irão tornar-se numa força formidável na manifestação – fazendo o que sempre fizeram, entendam se fazem favor – ao fazerem acontecer o que sempre aconteceu. Mas no vosso mundo actual, e até agora em grande parte do vosso mundo, entendem, a filosofia do “Fá-lo simplesmente,” a filosofia do: “É nos momentos de fraqueza que os fortes emergem,” do: “Dar no duro,” e do: “Mãos à obra,” do “Deixa os teus problemas pessoais em casa,”, do: “Deixa os estados emotivos fora do local de trabalho,” e do: “Fá-lo!” poderiam ter substituído. Em que situação se encontrarão? Em que estado de espírito? Os mártires podem criar realidades bem-sucedidas, e conseguem simplesmente fazê-las surgir; assim também os que têm pena de si mesmos e os que controlam e manipulam. Muito do êxito conseguido tem sido arquitectado nessas bases. Mas à medida que a causação da ressonância aumenta - a situação emocional ou psíquica em que se encontrarem – irá causar uma influência acrescida. Aquilo que vierem a permitir irá ganhar uma influência acrescida sobre o que fizerem e o que tornarem. (NT: Noção dos meios, em vez dos fins, justificam os resultados) Aqueles de vós que aqui se encontrarem apenas para o conseguir, irão sentir-se confusos e sentir que o mundo tenha enlouquecido e se tenha voltado de cabeça para baixo.


“Que queres dizer com estado emocional em que nos encontrarmos? Quem quererá saber se a minha vida não passará de uma confusão? Que devemos pôr mãos à obra? Que devo dar no duro? Eu sou capaz de ser tão forte quanto qualquer um.” A causação da ressonância aumenta e muda a natureza, o tecido do sucesso? E o que levará a isso? Que fará ela? Que permitirá ela? E o que permitirá que seja?

Em quarto lugar, a complexidade – assumir a vossa individuação, e a diferenciação que os caracteriza em meio à globalidade, perceber que têm vindo a demonstrar a separação que os caracteriza e que agora é tempo de começarem a demonstrar a vossa unicidade – possuem isso pela capacidade que têm de dividir, e demonstraram a divisão alongada, e agora é tempo de mostrarem a capacidade que têm de reunir, de se tornarem mais, de se tornarem numa parte – não pela perda dos vossos marcos, não pela perda da vossa identidade nem pela perda de vós próprios – mas por uma união com um Eu que ainda nem sequer conhecem, com um Eu mais real, e pela criação de uma unidade dessas.


Não podem voltar atrás, gente! Não podem regressar aos transes grandiosos! Não podem voltar à etiqueta da “união.” (NT: Basicamente esta expressão da etiqueta ou “rótulo” refere justamente a etiqueta) (Riso) Não podem regressar aos velhos dias em que tinham um cão chamado Bob e em que podiam deixar as portas destrancadas à noite, em que as coisas podiam acontecer por esse mundo terrível afora mas não aqui. (NT: Por esta altura faz alusão à desgraça verificada por altura do atentado perpetrado em Oklahoma, em 95) Esperariam que explodissem bombas em Washington, Londres ou em Paris, em Los Angeles e em San Francisco, mas em Oklahoma?! Onde fica Oklahoma? Que é que essa gente faz da vida? Aqueles que perpetraram isso tinham que conhecer o âmbito do edifício e sabiam onde se situava o centro da Black & Decker, sabiam o que é uma bomba a explodir às nove horas. E se tivesse sido apenas para assustar a população, por que não às seis da tarde? Porquê às nove da manhã, quando quinhentas pessoas se dirigiam para o trabalho? E quantas crianças colheu? Não se tratou de nenhum acto político. Tratou-se de um acto “à queima-roupa” e de terror franco, e numa zona florestal. 

Não podem voltar atrás! Como poderia o mundo ser conforme costumava ser?!


Essa simplicidade é demasiado difícil. Complexidade; não dificuldade, mas complexidade. Vai-se tornar tão mais evidente. No caso de alguns, representará uma ameaça; no de outros tornar-se-á na oportunidade de toda uma vida, mas está presente, e vai passar a exigir a vossa atenção.


Recursos. Outrora os recursos costumavam ser as coisas da terra: a terra, bens imóveis sob a forma de gado, sob a forma de cavalos, de serventes, de serviço e de escravos. Os recursos mudaram para provenientes da terra e não na terra – o petróleo, o carvão, e a madeira, durante os últimos anos e nos anos que se seguiram no novo milénio, irão tornar-se nos novos recursos. Não, não os comercializarão no mercado do comércio de Chicago como barrigas de porco, mas tornar-se-ão na mercadoria do futuro, tornar-se-ão nos recursos que maior impacto causarão e que atingirão o maior valor. Recursos humanos – um cliché – mas um cliché que se irá a tornar real de uma forma alarmante nos anos que virão.

Recursos humanos – que dizer deles? Há quanto tempo começamos a falar e a trabalhar, quando falamos acerca do poder, e sugerimos que há três grupos de recursos de poder consciente; um desses grupos constitui as dádivas humanas, os recursos humanos – a capacidade que têm de perceber e a partir da percepção conceber. A capacidade que têm de pensar, um recurso humano, o de conscientemente escolherem pensar e sentir, conhecer os vossos quereres e as vossas necessidades, as vossas necessidades e prioridades, imaginar, amar conscientemente e de conscientemente curar. Recursos humanos.


Ora bem; o vosso mundo - para poder transmitir-lhes um sentido daquilo que estamos a referir, o vosso mundo – sabem como tem gozado da divindade do lucro, não é? As coisas serão valiosas se derem lucro, e se gerarem fianças; serão escritores caso vendam e ganhem dinheiro, e se conseguirem ganhar uma fortuna serão um excelente escritor, caso contrário não deverão ser tão bons escritores. E se não tiverem ganho dinheiro nenhum não passarão de um aspirante. (Riso) Será coisa que seja rentável e digno de financiamento? Muito bem, o que temos vindo a dizer é para não glorificarem essa divindade, por ser uma coisa que compreenderão na qualidade de humanidade, que enquanto o petróleo tem representado um dos recursos mais proveitosos e rentáveis, à medida que o tempo se for desenrolando, a percepção irá tornar-se mais rentável do que o petróleo. O pensar e o sentir irão tornar-se mais rentáveis do que toda a perspicácia que tiverem. A capacidade que têm de priorizar necessidades, quereres e preferências tornar-se-á tão válida quanto o ouro. A faculdade que têm de utilizar a imaginação, isso é o que irá definir os preços, muito mais do que a barriga de porco ou as partes traseiras ou seja o que for. A faculdade que têm de amar e de curar conscientemente – é isso que irá tornar-se rentável. 

Tendes dado uma arrancada, tendes tido o “formigueiro” tendes vindo a tratar destes conceitos faz anos, mas compreendam que existem milhões de pessoas por aí para quem isso representa: “Um recurso do quê? Que queres dizer? Que tipo de recursos terei eu, para além das coisas, dos meus bens imóveis?” Os recursos humanos estão a tornar-se nos recursos da época.


Em sexto lugar, a humanidade no seu todo está a voltar-se para os recursos alternativos, para o que se apresenta como possível; à medida que o futuro aumenta a influência que exerce, também a humanidade se está a voltar para o “possível”, para a alternativa. Talvez um dos exemplos mais claros por que se poderá ver isso em andamento seja na área da medicina. Por se dar o caso da saúde representar a mais prezada qualidade que todos partilham e desejam ter. Sabem que não dispomos de estatísticas pormenorizadas esta noite, mas mais de cinquenta por cento das pessoas que buscaram a assistência médica, mais de cinquenta por cento voltaram-se para as medicinas alternativas, só em 1994. Mais de cinquenta por cento de quantos necessitaram de assistência médica voltaram-se para a medicina alternativa. Isso deixou a FDA (Administração de Alimentos e Medicamentos) alarmada! (Riso) E levou ao desenvolvimento de um departamento de fiscalização dessas coisas alternativas. Isso deixou a AMA (Associação Americana do Comércio) alarmada. “Esta coisa das medicinas alternativas está a cortar-nos os lucros, cujas margens estão a ficar reduzidas!” Deixou os laboratórios farmacêuticos e as companhias de investigação que financiam as escolas médicas. A Dow Chemical Company ficou aborrecida e o mesmo aconteceu à empresa de cimenteira e de asfalto Pances. (Riso)


Há várias razões para se ter dado um aumento na tentativa de obter ervas e vitaminas como algo que fosse passível de ser receitado, e parte delas foram para continuarem e para continuarem a fazer parte da comitiva, e para poderem contar com eles. “Poderão dispor de ervas e de vitaminas se tiverem que me pagar para lhes passar uma receita, e se tiverem que pagar às indústrias farmacêuticas para as obterem.” Assim, aquilo que irão ver ocorrer, já teve início: Vão assistir à medicina alopática a começar a falar, não de alternativas, não, não senhor. “Alternativa” constitui uma daquelas palavras pecaminosas (riso), mas vão ouvir termos como “medicina complementar.” A medicina alopata diz: (Nós ainda constituímos a medicina verdadeira, ainda somos os verdadeiros machos, o pessoal de verdade. Mas junto connosco trazemos esta medicina “complementar”. Alternativa” haveria de sugerir que de qualquer forma houvesse igualdade, mas isso nunca chegará a dar-se, entendem? Mas como um complemento nosso, à semelhança da salsa que vem a enfeitar o prato, sabem? (Riso) A maçã apimentada, não é? O Pickle de conserva que vem a seguir à hortelã do jantar que de algum modo compõe o apetite, o complemento da “coisa real”. (Riso) “Medicina complementar!”


Bom, vamos regredir aí uns oito mil anos, mais coisa menos coisa. Ao tempo da deusa, entendem? Quando aqueles que decidiam: “Não podemos tolerar esta coisa da deusa, precisamos substituir a deusa por um deus.” Uma das tentativas iniciais feitas nesse sentido foi tornar as deusas na consorte dos deuses, as esposas de Zeus. As deusas passaram a ser as esposas, as consortes, as amantes, o produto da violação, o produto do amor, as esposas as consortes, as filhas, os complementos de deus, e assim, as medicinas alternativas estão a tornar-se na consorte, o complemento – o mesmo tipo de abordagem. É uma maravilha, se considerarmos bem; talvez, possivelmente. Mas torna-se importante que notem que isso não se vai dar só no campo da medicina, mas vai dar-se nas restantes áreas do viver e cada vez mais gente se vai voltar para o que se apresentar como possível, para o que se apresentar como alternativo mesmo que lhes chamem “complementos” relativamente à corrente dominante.

E por último e em sétimo lugar sugerimos, que a força motriz do sucesso com os seus símbolos e metáforas tangíveis, está a mudar e a transformar-se. Quando o vosso mundo se tornou civilizado, quando o vosso mundo se sociabilizou, quando o vosso mundo desenvolveu uma sociedade para se retirar do caos, a força motriz era constituída pela agricultura. A capacidade de plantar sementes e de as fazer crescer e vender a colheita, a capacidade de reunir cavalos e de os domar, de reunir gado e de o alimentar; de criar galinhas para porem ovos, para depois venderem esses ovos – a agricultura tornou-se na força motriz. E depois quem tinha mais era quem era mais poderoso e tinha um maior êxito. Quem detinha mais terra, quem criava mais cavalos, quem reunia mais gado, aqueles que conseguiam produzir as maiores colheitas, aqueles que detinham a maior mão-de-obra para trabalhar a terra e que tinham mais escravos para trabalharem a terra, esses eram os proprietários, esses eram os senhores, os poderosos; e a força motriz do sucesso na maior parte do vosso mundo – residia na terra, na agricultura, nos proprietários da terra. Mas há cerca de trezentos anos ou por aí, isso começou a mudar. Deu-se uma revolução, gente, que foi chamada de Revolução Industrial; os capitães da indústria desafiaram os proprietários de terras, e os capitães venceram. E ao longo dos últimos trezentos anos, os proprietários de terras foram substituídos pelos capitães. A lavoura tornou-se numa indústria, e as nações industriais representam as nações cimeiras. Ao contrário do que ouvem em termos de Terceiro Mundo – de onde terá sido que procedeu esse termo? Terceiro Mundo. Porque não Primeiro mundo e Segundo Mundo? Terceiro Mundo! Não digam que não fazem ideia. (Riso) É por essas nações que pertencem ao Terceiro mundo serem pré-agrícolas, é por isso que são terceiro mundistas. O segundo mundo foi constituído pela agricultura, e o terceiro mundo ainda permanece pré-agrícola. A indústria tornou-se no primeiro mundo e nos super poderes, nos capitães da indústria: “O que é bom para a GM é bom para a América.” Até a GM se abrir à Europa e à Asia! E em breve aquilo que era bom para a Gm era bom para RAGM e não sei que mais. Mas houve altura em que o que era bom para a GM era bom para América, o que era bom para os capitães da indústria era bom para todos.


Agora existe uma terceira, nova força motriz diferente; a força motriz da agricultura e da indústria estão a ser substituídas pela força motriz da informação. (NT: O autor nesta passagem alude primordialmente ao conhecimento, embora sem descurar o fenómeno no seu todo) Quem controlar a informação irá controlar o mundo. Aqueles que têm acesso à informação, aqueles que transmitem informação e aqueles que recebem a informação. Está no início, mas a seu tempo não importará de quanta terra disporeis nem quanta colheita produzais, porque o que irá ter importância é a informação a que tiverdes acesso, à forma como a armazenam, como a utilizam, com a transmitem e como a recebem. A informação irá ser a maior força motriz, a informação irá tornar-se no produto mais rentável que tiverdes obtido – a informação!

A criatividade, a imaginação, a intuição. “A intuição irá tornar-se rentável?” (Riso) Vai! Assim como a sabedoria. A busca de sentido por baixo da cognição. E aqueles que desenvolverem a sua criatividade, imaginação e intuição virão a ser os que terão acesso à informação. Na conservação, transmissão e recepção – é nisso que irá residir o poder nas vossas três dimensões de espaço, tempo e realidade. E olha que a batalha já teve início, gente! O vosso governo assim como os governos do mundo estão a dizer: “Nós devíamos controlar a informação.” Mas as pessoas andam a dizer: “Não, nós é que devemos controlar a informação!” 

“Mas não sabeis como faze-lo, não sois sofisticados o suficiente, e possivelmente não conseguiriam lidar bem com ela; deviam deixar isso nas mãos daqueles de nós que sabem, daqueles de nós que sabem mais, por vós serdes demasiado comuns, vulgares, por não passardes de gente que não sabe o que é bom para vós. Não tendes o direito de fazer isso. Se nem os vossos corpos sabeis controlar, como podereis controlar a informação? Precisais de nós, precisais de nós, de nós autoridades, do governo, dos capitães da indústria para controlar e armazenar a informação, para transmitir e recepcionar a informação. E nós dir-vos-emos aquilo que precisam saber!”

Mas as pessoas andam a dizer: “Não.” E gera-se uma batalha. E gente, a guerra pelo domínio da informação irá tornar-se porventura a maior que alguma vez tereis experimentado, não com armas nem bombas, da mesma forma que estão a habituados a afeiçoar uma guerra, mas como nação contra nação, como o governo contra o ser humano comum.

Ora bem, a informação. Por volta dos anos cinquenta, quando pela primeira vez os computadores começaram a fazer sentido e começaram a ser objecto de conversa, havia aquelas coisas monstruosas com bobines que ocupavam andares inteiros dos edifícios, e veríeis nos noticiários – mas mesmo nos anos sessenta e até mesmo nos setenta – aqueles compartimentos cheios de computadores com aqueles tectos falsos e pisos flutuantes, com controlo de temperatura, e pessoal técnico envergando batas brancas de laboratório, óculos e pranchetas, enormes bobines para computação da informação e enormes impressoras, possivelmente tão grandes como a plataforma em que esta cadeira se encontra situada, e aqueles computadores massivos – e diziam-vos que a era do computador iria ser uma coisa formidável, por eles, os “capitães da indústria” cuidarmos desta coisa dos computadores, e o que iremos fazer serão cidades abobadadas onde o computador controlará a temperatura, a atmosfera, e controlará o volume apropriado de chuva e a quantidade apropriada de sol – tudo programado no computador. E terão um aspirador computorizado que lhes limpará a casa, e que lhes ligará e desligará a luz e que regulará o termóstato da melhor forma para que poupem mais e possam ter computadores que conduzam os carros por vós de forma que não atropelem ninguém e deixem de existir acidentes. E os computadores farão isso tudo, e tratarão de tudo nessas fantásticas cidades abóbodas em que toda a vossa vida será determinada pelo computador. 

“Não, não. Na New Line falam que enormes computadores irão tomar conta do mundo, certo?” Mas isso jamais ocorreu, já repararam? (Riso) E sabem por que razão jamais ocorreu? Vamos lá pensar. Alguém numa garagem numa parte qualquer criou um pequeno computador, bem pequeno, a que chamaram Apple, (Maçã) e vós, gente, não aprendeis. (Riso) A metáfora é mesmo demasiado uma loucura. (Riso) Reconheçamos que aqueles que o apelidaram de Maçã fizeram-no no sentido Newtoniano, mas seja como for, é mesmo uma perfeição absoluta. Aí estão neste jardim de crianças, vêem, em que tudo é cuidado por vós, em que viverão num Jardim do Éden “Se ao menos deixarem o conhecimento de parte, ficarão bem!” Mas aquele Lucifer, aquele “luminescente” surgiu e disse: Aqui está o conhecimento! E como a Eva que mordeu a maçã – a energia feminina, independentemente do sexo – os deuses ficaram possessos, e Deus ficou absolutamente indignado, porque pelos céus, “Se eles conquistarem o fruto do conhecimento, começarão a pensar que se poderão tornar deuses!

E podem tornar-se imortais. Por isso: “Por terem obtido tal conhecimento precisam sair.” E milhares de anos mais tarde – Apple!! (Riso) Com uma mordidela bem dada nela! (Riso) E obtiveram informação, obtiveram acesso individual à informação, e à medida que isso continuou a ser rentável, cada vez mais pequenos, e agora têm pequenos portáteis, e através da internet conseguem conversar com trinta milhões de pessoas ao redor do mundo, sem interferência dos governos. E os capitães da indústria foram elevados às alturas do poder. (Riso) A razão por que não têm cidades abobadadas tem que ver com o facto de terem : “Não queremos esse Jardim do Éden, queremos a informação em vez disso.” E tiveram-na e tê-la-ão de novo – a informação - forma, formação, (in-formation) "em formação". Informação em formação. Criar forma, usando a informação – essa irá ser a força motriz.


E nós diremos o seguinte: Aqueles que venham a enfrentar os padrões em mudança e que venham a enfrentar o futuro e a trabalhar aprenderão a usar a ressonância, e que sempre estiverem dispostos e alcançarão e a estender-se à complexidade, que desenvolverem os recursos humanos, buscarem alternativas e utilizarem a força motriz da informação, esses serão os que irão ser bem-sucedidos nos anos restantes e no milénio que se avizinha, e aqueles que o recusarem serão os que perderão, serão aqueles que ficarão aquém. E isso é evidente. 

Se quiserem ser um sucesso, independentemente do nível de sucesso que tiverem alcançado, se quiserem continuar isso e manter a par dos níveis do sucesso acelerado e com meios e as medidas em mudança do sucesso, então precisarão dispor-se a trabalhar com a flexibilidade desses padrões, e a enfrentar o futuro e aprender a usá-lo e a trabalhar com o futuro; usar e trabalhar com a ressonância, a desenvolverem essa destreza, a buscar e sempre a procurar a complexidade da situação, a desenvolver os recursos humanos de que possuírem, os mais fortes, os mais profundos, a trabalhar com as alternativas e dispor-se a fazer face ao possível, e continuar a fazer face ao possível, e dispor-se a desenvolver a vossa capacidade com informação “em formação”. 

Se recusarem, e aqueles que o recusarem, serão deixados para trás. Ficarão aquém. É por isso que se torna tão importante conhecer os segredos do sucesso nos restantes anos deste milénio, nos anos restantes desta que é a década mais monumental, de modo a que entrem no século vinte e um, a que entrem no terceiro milénio e tenham acesso a recursos, à intimidade com as coisas e com consciência do prodígio e do merecimento, a ser fluidos e flexíveis ao fazerem face ao futuro ao entrarem nele e ao trabalharem o futuro; a operar com a ressonância – assim como a causa e o efeito, mas ressonância; a ser complexo e a abrir-se aos vossos recursos e às alternativas e ao possível e à informação. Há mapas a ser delineados, e vós sois os cartógrafos. Por isso, vamos ver como se faz.


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