terça-feira, 24 de junho de 2014

SINGULARIDADE E MEDIOCRIDADE (UNIFORMIDADE)



EXCELÊNCIA, POTENCIAL E HUMILDADE (REDEFINIÇÃO)
Queremos começar por investigar o termo “único” e começar por aí claramente com o propósito de compreendermos o significado que encerra, por muitas vezes o termo ser actualmente empregue, e por sugerirmos que mais recentemente, durante os últimos dez anos, na última década e porventura mesmo durante as duas últimas décadas, o termo “único” ter surgido cada vez mais no vosso vocabulário e no vosso vernáculo. Deparam-se mais com ele nos vossos anúncios comerciais, na televisão, e em grande parte da vossa literatura; tudo é único e mesmo mais exclusivo, e especialmente singular, e isso surge por toda a parte.
Ao passo que há trinta ou quarenta anos atrás, efectivamente era palavra raramente empregada. Mas, claro que as suas origens são muito antigas, e não é palavra nova que tenha sido inventada neste século nem nada disso. Mas “único”, quando se contempla o significado do termo, as pessoas encontram diferentes definições, e de certeza que se lhes pedíssemos para definir o termo “único” provavelmente surgiriam com muitas definições diferentes que pairariam sobre um tipo qualquer de sentido, mas sem porventura o indicarem com precisão. E muito daquilo que significa para as pessoas será de algum modo “especial,” “melhor que,” “mais importante,” mas claro que a palavra não quer dizer nada dessas coisas, ao proceder originalmente do latim “Uni,” que significa “Um,” “Singular,” e colocado junto com o prefixo “que” tem o significado de “Um do género,” ou “Singularmente raro.” E o que sugerimos é que nada tem que ver com “especial” para além do caso de querer dizer “Único no Género,” ou “O Único,” ou “Singular.” Não tem, de forma nenhuma, nada que ver com ser melhor, nem nada que ver com um tipo qualquer de elevação acima ou abaixo do que quer que seja. Significa ou declara simplesmente que algo é singular, singularmente raro, ou um do género.
O que para nós se revela interessante e porventura será importante, é que ao mesmo tempo que na vossa sociedade este termo se torna cada vez mais predominante, isso coincida com um período em que o facto de as pessoas temerem cada vez mais ficar sós, de cada vez mais se sentirem receosas de estar separadas, cada vez mais com medo de se situarem aparte, quer em termos de grupo quer em termos da sensação familiar de pertença. E em que cada vez mais sentem receio da separação, daí que o termo “Único,” em certa medida fale de separação e quase do oposto de “singular.”
Isso parece destacar-se mais e predominar na vossa sociedade onde de facto a propaganda os encoraja a tornar-se como toda a gente – não a destacar-se, nem os encoraja a tornar-se diferentes seja por que forma for – e que de algum modo enquanto cidadãos, se quiserem ser diferentes dos demais, o vosso maior objectivo seja o de serem medíocres como toda a gente, o de baixarem (ou subirem) os vossos padrões no sentido de se tornarem medíocres como toda a gente. E onde os encorajar a baixar ou a subir os vossos padrões ao encontro de um “bem comum,” ou de alguma sensibilidade comum que se assemelhe à de toda a gente. E numa altura em que cada vez mais vos é aplicada a pressão para se tornarem medíocres, pelo que o termo “único” desliza cada vez mais para o vosso vocabulário e utilização. Numa sociedade, e num mundo aliás, em que são encorajados a aceitar a mediocridade e a baixarem os vossos critérios e a baixarem as expectativas para poderem sobreviver, em que as mensagens políticas independentemente das afiliações que têm – caso as tenham ou não – são muito claras ao declararem que se pretenderem sobreviver no próximo século, se quiserem viver em pleno a vossa vida terão que desistir das expectativas que têm, que têm que reduzir os objectivos que têm e aceitar a mediocridade que lhes está a ser oferecida, que terão que aceitar que terão que passar sem isso, e que precisarão negar-se a si mesmos, e que precisarão demitir-se disso ou não conseguirão sobreviver.
Conforme tivemos ocasião de referir quando aludimos à confiança, a Grande Promessa, o Sonho Americano, não resultou e não passou de uma mentira e acabou por se revelar mais uma das falsas promessas que vos foram feitas, mas por causa disso é-lhes dito repetidas vezes para esquecerem isso e a sossegarem, para apertarem o cinto, para baixarem as expectativas e para se sentirem gratos com o pouco de que dispõem. E se quiserem mais, e se se pronunciarem a favor de mais, de algum modo serão anti-sociais, niilistas, anarquistas ou algo do género, e serão rebeldes que não estarão em sintonia com a realidade. E neste tempo da vulgaridade e da uniformidade, o termo “Único” desliza para o vosso vocabulário e torna-se algo que está a ser cada vez mais usado, algo a que estão a assistir e a ver nos placards e na televisão e nas revistas que lêem – aqueles de vós que o fazem.
E o que nós sugerimos é que talvez isso represente um murmúrio subconsciente, que talvez seja algo que proceda de vós e que lhes esteja a dizer – embora estejam a escutar e a ser bombardeados com esses apelas à aceitação da mediocridade e da uniformidade (igualdade), baixem as expectativas e não anseiem por mais do que puderem automaticamente ter e do que lhes pode ser dado, e para se sentirem gratos por esse pouco; talvez seja o vosso subconsciente que lhes esteja a tentar sussurrar algo, só que a saída disso não passa pela mediocridade nem pela aceitação de menos mas na verdade pela busca e pela descoberta – não pelo desenvolvimento mas pela descoberta, pela descoberta da singularidade que os caracteriza. Talvez seja um murmúrio e talvez seja um grito, mas está em definitivo presente e constitui um fenómeno que ocorre; um fenómeno da vossa linguagem, conforme sugerimos, um fenómeno associado às palavras na vossa realidade microcósmica, (assim como macrocósmica) um fenómeno que se prende com as palavras que empregam para comunicar e que tanto falam por vós como de vós.
E é por isso num período destes que o conceito de “singularidade” e a descoberta da singularidade que os caracteriza se faz efectivamente importante. E o que em definitivo sugerimos é que é, por a singularidade representar um aspecto muito importante do que tem sido usado em termos gerais como Nova Era. E à medida que avançam para essa nova era, o que em definitivo estão a fazer - quer saibam disso ou não e isso lhes agrade ou não – por efectivamente estarem a encaminhar-se nessa direcção, a ideia de ser singular e único, ou a ideia de descobrirem a singularidade que os caracteriza, a ideia de serem capazes de ter, manter e trabalhar essa singularidade torna-se primordial. Porquanto na verdade à medida que avançam, conforme falamos em Dezembro sobre a divisão que está a ter lugar, divisão que responde pela existência de bolsas da realidade em que na vossa sociedade em geral, o quadro global, a disposição generalizada do bem-estar financeiro, económico, social e psicológico se está a desenvolver de uma determinada forma, existem bolsas de realidade em que as pessoas se estão a dar magnificamente bem a despeito da elevada taxa de desemprego e da inflação e das taxas de juro, etc. Em que se estão a sair de uma forma excelente, não por estarem a fazer dinheiro às custas da desgraça, mas em que estão a obter sucesso na sua própria bolsa de realidade que não comporta inflação nem desemprego nem taxas elevadas de juro, bolsas em que o sucesso funciona. Mas ainda assim existem outras bolsas de desespero e de falta de esperança, de total desastre, e com os acontecimentos provocados pelos eventos catastróficos naturais isso tornou-se evidente, em que as realidades das pessoas foram deixadas em pedaços, em que vidas inteiras foram alteradas e destruídas numa questão de horas, apesar de algumas que vivam mesmo ao lado passarem relativamente ilesas.
E muitos de vós na vossa realidade podem com efeito notar a demarcação existente entre a vossa realidade e a realidade de que Dan Rather ou John Chancellor falam. E chega a tornar-se contraditório por ouvirem dizer que a situação está terrível e desesperada, que a economia está pior do que nunca, e que as empresas comerciais estão a encerrar, que o desemprego está a galopar, que as pessoas estão a perder tudo, enquanto se encontram sentados na vossa realidade a assistir a tudo isso na vossa televisão a cores, sem conseguir estabelecer uma relação com isso. E questionam-se do que estará mal convosco, por que são tão insensíveis, tão indiferentes, por talvez deverem sair e arregaçar as mangas e dar no duro para variar, como se isso os devesse deixar aliviados ou com sentimento de culpa. Mas o que realmente se está a passar é que vós estais a criar bolsas, bolsas essas que ainda não se acham definidas e cujos contornos ainda não conseguis perceber; mas estais a criar e a moldar em conjunto essas bolsas de realidade, algumas belas outras desastrosas. E a porta de acesso à realidade que criardes terá forçosamente que ser uma de duas portas: ou passam pela porta da singularidade e criam uma realidade muito bonita e única, ou a porta que escolherem será a da mediocridade, e passarão a escolher – à semelhança “de toda a gente” – uma realidade medíocre.
E de facto essas duas portas de acesso estão a tornar-se cada vez mais evidentes e não lhes conseguem escapar com a facilidade que conseguiriam no ano transacto ou há dois anos atrás. Mas agora não lhes conseguem escapar com a facilidade, actualmente, com que o farão daqui a dois anos. Mas essas portas estão cada vez mais a alargar, e cada passo que r deverá ser dado quer pela porta da singularidade ou pela porta da mediocridade. E o que sugerimos é que, em vez de esperarem, em vez de ficarem à espera até que não tenham mais escolha, em vez de ficarem à espera até que cada passo que derem seja singular ou medíocre, para começarem agora, para aproveitarem a vantagem, para darem o salto, para trilharem a vossa singularidade, a vossa bolsa de realidade conscientemente determinada. Isso representará a realização daquilo com que a Nova Era tem tudo que ver, que não tem que ver com coros a cantar nos céus nem forças angélicas a perambular pela terra, mas com a retoma do vosso poder, com a retoma dessa faculdade singular de criarem a vossa própria realidade, com essa capacidade única de permitir que os outros criem a sua própria realidade. O que representa um poder que lhes cabe. A faculdade única de criarem conscientemente a vossa realidade, e a capacidade consciente de dar aos outros o poder de criarem a sua própria realidade. E se aproveitarem a vantagem inicial, isso irá tornar-se mais suave e mais fácil para vós – não tanto melhor, no sentido de superioridade, não, mas muito mais fácil.
Conversamos com alguém que nos interrogou acerca de toda essa ideia da clivagem, da força centrífuga que de certo modo separa as pessoas; daqueles que se saem de uma forma muito bem-sucedida e daqueles que o fazem de uma forma infeliz, que apresenta agora todo um espectro amplo a toda a linha e por um tipo de hipérbole ou Curva de Bell de aspecto muito bonito, quanto a esse particular respeito: os muito bem-sucedidos, os completamente fracassados e aquela bonita hipérbole no meio. E cada vez mais essa divisão em que os que estão em baixo descerão mais fundo e em que os extremos se acentuam cada vez mais, em que há cada vez mais gente bem-sucedida e cada vez mais completos fracassados e cada vez menos nesse terreno intermédio da mediocridade. E como essa divisão se assemelha quase a uma força centrífuga que joga as pessoas no sentido contrário, em que criam por completo ou em que são criadas por ela – por não jogarem mais a meio campo e por se vir a acentuar cada vez mais ao longo dos próximos vinte anos ou por aí. E ao conversarmos acerca disso, surgiu a pergunta. “Bom, quererá isso dizer que todos quantos o consigam devam situar-se no campo da metafísica? Mas, e que dizer de todos quantos por aí há que não têm quaisquer laços com a metafísica?”
Entendam, a linha divisória não passa por aí. A linha divisória não tem que ver com o facto de estarem na metafísica ou não, nem com o facto de saberem em que consiste a espiritualidade ou se o conseguirão pronunciar, a clivagem passa pelo facto de serem responsáveis ou não. Consequentemente, há muita gente no campo da metafísica que é irresponsável, e há muita gente que não se envolve com a metafísica que é bastante responsável pelas vidas que levam. A clivagem não tem que ver com o facto de participarem nos workshops, porquanto não é isso que irá definir se ireis pertencer a um lado ou ao outro, mas pelo nível de responsabilidade que tiverem. Se forem responsáveis pela vossa vida e pelo que criarem então criarão cada vez mais nesse lado positivo da separação científica. Se não forem responsáveis, independentemente do currículo que tiverem, irão dar por si no outro campo, de uma crescente mediocridade conducente a uma infelicidade crescente. Mas não é uma ameaça, não é uma ameaça, por sugerirmos que se trate de uma opção que estabelecem.
E um meio, UM MEIO, façam o obséquio de entender – não o único, mas um meio – é através da singularidade que os caracteriza. E como poderão descobrir e em seguida usar a vossa singularidade, a escolha sobrevir-lhes-á com maior à-vontade, e as consequências dessas escolhas irão mostrar-se mais efectivas, mais súbitas. E na nova era torna-se sem dúvida importante ter consciência da qualidade única que possuem, consciência da singularidade que os caracteriza.
Bom; concorrentes com a singularidade há mais dois conceitos: um é a excelência e o outro é o potencial – viver de acordo, e ir além do vosso potencial. Ambos esses termos, uma vez mais, são comummente mal interpretados e muitas vezes são vistos como semelhantes e sinónimos de “melhor”; se algo for excelente, frequentemente leva as pessoas a pensar dever ser melhor do que não for excelente. E que, se algo for excelente, deverá querer dizer que seja perfeito. E vocês têm sentidos conotativos que erroneamente associam a conceitos tais como “excelência,” quando na verdade “excelência” procede do vocábulo raiz que quer dizer “superar,” da mesma raiz de que procede “aceleração”. E o significado que tem é o de ultrapassar, e na verdade acelerar, que até certa medida quer dizer ultrapassar, ser excelente significa ultrapassar não tanto em termos de velocidade e de rapidez, mas superar. E nós sugerimos por isso que para desenvolverem a excelência, desenvolver a capacidade que têm de ultrapassardes a vós próprios, de vos alongardes além de vós próprios, de avançardes além daquilo que tendes sido. Nada tem que ver com perfeição, nem nada que ver, em absoluto, com o “ser melhor,” muito embora o sentido conotativo muitas vezes surja agregado.
Potencial procede do vocábulo raiz “potente,” “forte,” e consequentemente ter potencial é ser capaz de ser forte, potente, ser possível, o que por conseguinte sugere que o potencial que tiverem não representa os futuros prováveis que têm mas os futuros possíveis que tiverem. Por isso, o vosso potencial não esculpido num tipo qualquer estreito de vector, mas ao invés o vosso potencial constitui um arrebate de energia muito amplo e quase completamente abrangente. E na verdade alguém quererá saber ao que o seu potencial poderá resumir-se em meio àquilo que provavelmente vai fazer, o que conduz à complacência (satisfação consigo mesmo) e à mediocridade em muitos aspectos, por estarem a limitar o vosso alcance, por estarem a limitar a vossa visão, e por estarem a colocar antolhos, em relação àquilo que está verdadeiramente aí para vós. Mas abrir o potencial para incluir tudo quanto for possível, todas as coisas boas assim como as fracas, abri-lo a isso. Então de facto o vosso alcance revelar-se-á muito mais amplo e as possibilidades – que é o que na verdade potencial realmente representa, a capacidade de serem potentes – tornar-se-ão mais excitantes e algo com que se poderão voltar em todas as direcções, ao invés de num alcance estreito. Tornar-se-á muito difícil tornar-se complacente, tornar-se-á muito difícil descansar sobre os louros conquistados, quanto a esse particular aspecto.
Por isso, sugerimos que esses dois conceitos da excelência e do potencial, nenhum dos quais tem o que quer que seja que ver com “melhor,” nem com “perfeição,” têm tudo a ver com a singularidade, e já chegaremos a isso quando inspeccionarmos os componentes do que a fórmula envolve, que se acha envolto na amálgama de vós próprios que fornece e produz essa singularidade. De facto a excelência e o potencial tornam-se muitos importantes. Mas esses dois conceitos da excelência e do potencial também adquirem um novo sentido, uma nova importância à medida que avançam cada vez mais na vossa nova era.
Quando em 23 Setembro de 79 falamos acerca do movimento rumo a uma nova era, da nova consciência e dos novos níveis de consciência etc., falamos acerca da improbabilidade e da impossibilidade de viverem numa realidade linear para sempre. Na verdade, o que facto de terem sido capazes disso é óptimo, mas o que sugerimos é que cada vez mais uma realidade não linear se tornará mais essencial. Falamos por essa altura, e falamos subsequentemente também, acerca do volume que existe a conhecer na vossa realidade. E como há cem anos atrás existia somente uma certa quantidade de conhecimento e que era possível uma pessoa saber tudo – caso se sentisse inclinada a isso – e que seria possível ser-se uma pessoa da renascença, em todo o sentido da palavra, porventura há cem anos atrás.
Mas na vossa sociedade actual, devido a que exista tanto conhecimento em comparação com o conhecimento que existia há cem anos atrás, e em que o conhecimento aumentou de X para o ponto N (máximo) do poder, ou até mesmo a explosão de conhecimento que ocorreu mesmo nos últimos vinte anos, é de tal monta que se torna impossível que qualquer pessoa saiba tudo. E por isso o pensamento linear, do conhecimento de começo e término e dos passos intermédios do que quer que façam está a tornar-se cada vez mais impossível. E que se as pessoas aceitassem essa impossibilidade e passassem para um pensamento não linear, sem dúvida nenhuma a vida ter-se-ia tornado muito mais fácil – não simples mas muito mais fácil – do que é agora.
Quando falamos de edificar e de rebentar com o ego, dissemos que o ego constitui um fenómeno que vos tem acompanhado ao longo de toda a vossa civilização, e que representa um fenómeno problemático dos tempos recentes, porquanto uma das coisas mais expressivas que permite que o ego se intrometa ser a falta de pensar. Quando deixam de pensar abrem um amplo panorama em que o vosso ego poderá funcionar. E por existir tanto a conhecer, e ser impossível pensar o suficiente e suficientemente bem para chegarem a saber tudo, dá-se uma maior tendência para desistirem do pensar e por isso mesmo para acolherem o ego. Por conseguinte o ego enquanto problema constitui em absoluto um problema da modernidade. As pessoas não padeciam de problemas do ego há cinquenta ou cem anos atrás como padecem actualmente. Tinham-nos, mas não como têm agora.
Quando falamos acerca da solidão, do mesmo modo referimos estar a tornar-se mais num problema agora, do que era há cinquenta ou cem anos atrás, em que as pessoas viviam sós e faziam as coisas por si sós a milhas e milhas de qualquer ser humano e viviam vidas completas e plenas sem se sentirem sós, e não sofriam de solidão. Mas por causa deste fenómeno do conhecimento, por causa da explosão exponencial do conhecimento e da resultante relutância de pensar, assim com da potencial alienação que a tentativa do pensar linear produz, assim a solidão enquanto problema constitui mais um problema nesta porção dos anos setenta e oitenta, pelo que nos atrevemos a dizer, conforme o fizemos nessas ocasiões particulares, que à medida que avançarem pelos anos oitenta e noventa, tanto o ego como a solidão, autoconfiança e a falta de motivação se irão tornar problemas crescentes para a sociedade em geral. E por isso mesmo, nesse sentido, constituem um fenómeno da modernidade, que não se tem dado na humanidade desde sempre.
Ao dizermos que o pensar linear não ia operar, por haver muito a conhecer e não disporem de tempo suficiente, à medida que as coisas estão a acelerar – como poderão constatar – precisam passar para um pensar não linear, a que nós chamamos de sinergia. E o conceito da nova era, o conceito da sobrevivência, o conceito do sucesso constitui o conceito de uma sinergia em que o todo constitui mais do que a soma das suas partes constituintes, em que pensam de forma não linear e em que sabem tudo quanto sabem e em que supre tudo quanto sabem, e em que esta pessoa deste lado sabe muito pouco daquilo que sabem, mas conhecerá tudo acerca de alguma outra coisa que lhe fornece o conhecimento que tem, e em que os dois combinados formam mais do que uma nova pessoa detentora de um saber combinado que constitui um tipo exponencial de explosão mística que ocorre, em que sabem mais do que um mais o outro, e em que o todo é mais significativo do que o mero produto das partes; em que pegam em vós e vos acrescentam a vós mais a vós, como uma terceira mercadoria, mas sabem muito pouco acerca do que quer que essas duas pessoas conheçam mas imenso acerca de outra coisa qualquer, e colocam a vossa energia nessa actividade em particular e obtêm mais do que um simples produto 1+1+1, e obtêm um expoente. Obtêm mais do que um expoente entre esses dois mais um terceiro; obtêm um expoente entre esses dois, um expoente entre aqueles dois e, entre aqueles dois e um expoente entre os três, o que geometricamente constitui um avanço.
A ponto de precisarem de um computador para deslindar tudo, caso envolvam mais que seis ou sete pessoas numa acção de sinergia. Não há como deter uma acção de sinergia bem-sucedida. Não existe poder suficientemente grande para deter isso, por constituir um expoente geométrico em constante expansão. E se aqueles de vós que lidam com computadores e teorias matemáticas, etc., o quiserem explicar em termos de uma relação assim e outra assim e outra assado, e outra entre as três ficarão com quatro relações diferentes, cada uma das quais constituirá um expoente poderoso. E quando acrescentam uma quarta dimensão a isso, e uma quinta e uma sexta e sétima pessoa, estarão a construir um poder que não poderá ser travado e cuja realização não poderá ser evitada. E cada pessoa incluída nessa matriz terá à sua disposição o poder total da matriz, em todas as áreas do seu viver. Assim, quando formam uma sinergia, uma ou duas ou dez pessoas mais, tendes o poder que esse grupo visa à sua maneira não linear. Mas cada pessoa, cada membro, possuirá o poder total desse grupo completo, o que em seguida poderá usar em toda a área da sua actividade.
Ora bem; se pudessem imaginar uma pessoa envolta numa função sinérgica, em torno do trabalho, digamos, e numa outra função sinérgica que tivesse que ver com o crescimento, e ainda uma outra função sinérgica em torno, digamos, dos relacionamentos, e uma outra porventura em torno do seu viver, então teríamos interacções que se dariam entre grupos de sinergias que se tornariam, uma vez mais, em termos exponenciais, geometricamente expansivas. O aspecto por detrás de tudo isso, sem termos que recordar tudo isso, é que estarão a lidar com o poder da consciência, que se aproxima do que os vossos cientistas descobriram, através da fissão e da fusão nuclear, ser o poder atómico. E o paralelo não é para ser ignorado, quer em termos do desenvolvimento de um como do desenvolvimento do outro. Vamos desviar-nos um pouco, mas o desenvolvimento da grande pirâmide do Egipto na verdade constitui um produto (excrescência) de notas e de apontamentos provenientes de achados arqueológicos de informação anterior, proveniente da Atlântida. E num certo sentido afirma a escolha – afirma a escolha entre a expressão física do poder nuclear e a expressão sinérgica do poder sinérgico. O que, sugerimos, constituem paralelos; um, em última análise destrói, enquanto o outro é completamente criador.
E o que sugerimos é que a pirâmide com todos os seus pontos, com os quatro pontos da base e o seu quinto ponto, a pedra angular da cúpula que não se encontra presente - nem nunca lá esteve, por ter constituído uma força invisível e não de ouro, prata nem cristal. Nunca existiu pedra angular, isso encerra toda a questão. Mas os quatro pontos da base, geravam um desenvolvimento sinérgico que ultrapassava a descrição e além da realidade física, e por isso foi simbolicamente expressada sem pedra angular. E o que sugerimos é que a combinação desses quatro pontos apontam numa direcção, não só de um rectângulo, não só de um triângulo, mas de algo além disso – de uma pirâmide! Expressão simbólica criada através da argamassa e da pedra, primeiro criada na Atlântida, e mais tarde captada pelos egípcios, o que porventura representa bem uma afirmação desse poder particular que indicava a direcção para onde a energia deveria apontar, (NT: Da fusão) ao invés de na energia nuclear que estais a desenvolver.
Tudo bem, será porventura um pouco... (Inaudível) e poderão ponderar nisso se preferirem, mas a questão está no seguinte: a sinergia torna-se muito importante, e de um modo crescente mesmo, e a sinergia de qualidade provém da excelência. Se vós, que possuís os vossos dons particulares, os aplicardes menos do que de uma forma excelente, e vós (voltando-se para outros) aplicardes a vossa destreza de uma forma que fique aquém do potencial que tendes, e vós (voltando-se-ainda para outros) os vosso dotes de uma forma medíocre, sem que nenhum de vós esteja à altura do seu potencial nem expresse os seus dotes particulares de uma forma excelente, a qualidade dessa sinergia revelar-se-á debilitada – não obstante ainda mais poderosa do que uma relação não sinérgica, achar-se-á debilitada. Ao passo que, se cada um de vós, se devotar à sua própria especialidade de uma forma excelente, e de uma forma que esteja à altura do vosso potencial e tentarem ir além do que esse vosso potencial encerra, isso irá criar uma sinergia que provocará um zumbido, zumbido esse que representará um trabalho em total harmonia e poderão sentir o zumbir que provoca, conseguirão sentir a vibração que provoca.
E por isso não chega funcionar de forma sinergética, embora seja melhor do que o contrário; o importante é funcionarem com excelência e de viverem o vosso potencial e de se alongarem além desse potencial torna-se primordial, ser um contribuinte único; as vossas próprias sinergias geométricas tornam-se pois, importantes e quase, se não, primordiais para a função do sucesso. E el última análise, tornar-se-á, por evoluir – por não ser suficiente em vinte e cinco ou trinta ou cinquenta anos funcionar de uma forma sinérgica da forma que o fazem hoje – aqueles de vós que o conseguem – por não ser adequado e precisarem melhorar a qualidade da singularidade da participação que tiverem e a singularidade da sinergia em que funcionarem, as sinergias em que estiverem a funcionar.
Alguns de vós poderão olhar a vossa singularidade com um tipo qualquer de luxo, por o importante residir no trato da criança e do adolescente e do ego em vós, e por pensarem não ter tempo para a singularidade. Infelizmente, porventura, para alguns de vós permanecerá um luxo para a totalidade do vosso tempo de vida; para outros, talvez represente um luxo agora, mas hão-de desvendar e descobrir que não é luxo nenhum mas uma necessidade, e talvez alguns dos que nos escutem constatem que a singularidade não constitui luso nenhum, mas uma qualidade essencial, um aspecto essencial do seu desenvolvimento e do seu crescimento, da sua evolução – seja o que for que queiram chamar-lhe – o sucesso que conseguirem na sua realidade constitui uma qualidade essencial. E se não for, felizmente virá a sê-lo, para o seu desenvolvimento e o avanço.
Porque, desenvolverem, ou melhor, descobrirem a singularidade que os caracteriza, constitui uma escolha. E se tiverem estabelecido a escolha de crescer – coisa que muitos fizeram, muitas vezes antes, e há muitas vidas atrás, etc. – se tiverem promovido a escolha de crescer, então de forma similar também se terão definido a assumir e a compreender a importância da vossa singularidade. Não necessariamente da singularidade das pessoas mas da vossa. E quer tenham decidido essa opção há um milhão de anos atrás ou há dez mil anos atrás, precisam renová-la nesta mesma vida, porque uma escolha desidratada não irá representar grande coisa. E decidir: “Bom, eu decidi isso na Atlântida, pelo que...” Não, precisam reactivar essa decisão, regá-la, faze-la regressar ao seu estado original, infundir-lhe vida. Mas se porventura não tiverem definido nenhuma dessas escolhas em nenhuma dessas outras vidas, e ainda não tiverem deito tal escolha, qualquer altura será apropriada, (riso) entendem? O crescimento não representa nenhum sindicato; a antiguidade não conta, muito para consternação daqueles de vós que tiverem estabelecido tal escolha na Atlântida ou no Egipto ou seja onde for. Não se trata de nenhum sindicato e a antiguidade não conta para nada; não evoluem com base no número de anos que tenham estado envolvidos no crescimento ou no número de vidas em que tiverem buscado o caminho espiritual. E se o decidirem amanhã, ou no ano que vem, ou no próximo mês pela primeira vez e como uma decisão iniciática, gozarão do mesmo potencial e da mesma ventura e excelência de realização desse crescimento que a pessoa que tiver vindo a fazer e a refazer essa escolha vida pós vida. O crescimento não se baseia na antiguidade, mas na responsabilidade, na intenção e na escolha.
Assim, à medida que estão repetidamente a despertar de novo e a abrir essa escolha ao crescimento, também a singularidade se torna sobremodo importante e torna-se, não algo com que seja divertido brincar, mas algo que precisarão olhar e tomar consciência e que precisarão descobrir.
Mas, antes de verificarmos os componentes que a singularidade comporta, vejamos aquilo que se intromete no caminho, por o querermos olhar em primeiro lugar, em parte por que se virmos quais serão os componentes, aquilo que se vos intromete no caminho impedi-los-á de ouvir o que seja. (Riso) De modo que sugeríamos que verificássemos o que se interpõe no caminho antes de mais, para terem uma melhor possibilidade.
A primeira coisa que se interpõe entre vós é que lhes foi induzido – tão simples quanto isso – foi-lhes inculcado que não são singulares. Ao nascer, cada um de vós é único – são magros, têm rugas avermelhadas etc. - fisicamente não são tão únicos assim, mas basicamente muito mais parecidos, etc., alguns de vós não têm cabelo, apresentam uma cara esquisita, etc., mas seja como for, fisicamente, basicamente são todos iguais, mas são todos únicos quanto a esse aspecto, e nos primeiros meses da vossa vida apresentam-se de uma forma bastante singular, embora os vossos pais já tentem afastar essa singularidade. São parecidos com o tio António ou com o vosso pai, ou então têm um nariz como o da vossa mãe, os olhos da irmã, etc. (Riso) Mas numa tentativa de lhes retirar a singularidade, como se não pudessem ter os vossos olhos, boca, nariz como uma coisa única e vossa; não, tem que ser da mãe ou do pai ou da genética de algum familiar que faça sentido. E se por acaso não apresentarem nenhuma dessas qualidades, e apresentarem um aspecto verdadeiramente único, então serão suspeitos, etc. (Riso) Assim como a vossa mãe, não é? (Riso) Por haver por aí muitos filhos de leiteiros, não é?
Assim, começa de imediato a ser-lhes retirada, embora tenham percepção consciente disso e em sintonia intuitiva e psiquicamente, e compreendam cada palavra que estiver a ser proferida, desde que nasçam e mesmo durante o período pré-natal e o entendam com toda a clareza; mas seja como for muitas vezes não prestam muita atenção a isso e são ainda muito fortes e independentes e podem depender da singularidade que têm sem terem que se preocupar com as tentativas que fazem por lha retirarem. Mas ao se tornarem mais velhos, decerto que se preocupam, por ser evidente que os chantageiam de uma forma autoritária – que é chamada sobrevivência. E por conseguinte, se não cooperarem com a insistência que manifestam de não serem únicos, sabem que não lhes darão de comer, ou assim não pensem, e por isso optam por uma das duas opções e alinham pela opção do alimento e pagam o preço da singularidade.
À medida que a mãe e o pai os dissuadem mais, e à medida que lhes dizem:
“Não sejas diferente dos outros, dá-te bem com eles, coopera com toda a gente, não faças as coisas de forma diferente, é assim que se faz desde os começos do tempo, foi sempre assim que os garotos da família o fizeram, foi sempre assim que as minhas irmãs e irmãos fizeram, e com sempre foi feito, e tu deves fazer assim, não sejas diferente. Não abordes as coisas de uma forma única, pelo amor de Deus, pois serás um estranho, e serás ostracizado e visto como um pária, e serás um infeliz, e quando cresceres ninguém gostará de ti.” As palavras têm esse efeito, certo?
E depois têm a infelicidade de ir para a escola. A escola é estupenda e tem muito a ensinar e vós precisais aprender as coisas – tudo isso, por precisarem aprenderem a pensar, sem sombra de dúvida, e precisarem aprender a sobreviver sozinhos na vossa realidade e tudo o mais. Seria óptimo que o sistema educativo conseguisse isso, (riso) mas seja como for, muitos estabelecimentos de ensino preocupam-se com isso; não vamos ser cínicos relativamente à educação. Mas o que sugerimos é que uma das coisas que acontece claramente com a educação é que a vossa singularidade vos é tirada. E têm surgido estudos – e alguns de vós poderão já tê-los visto – que reportam que os catraios que têm nomes engraçados têm um currículo deficiente na escola. Se tiverem o nome de João, ou José, ou António, tudo bem; se se chamarem Maria ou Suzana, tudo bem. Mas se se chamarem Marieta ou Henrique ou Cláudia ou algo do género, não irão dar-se bem. Sabem como é com as Cláudias de cinco anos na pré-escola, não é? Os garotos de sonhos que são aos cinco anos não ajuda, não é? (Riso) Se tiverem dezoito e forem umas bonecas, tudo bem. Mas ser uma boneca aos cinco anos não resulta.
E elaboram estudos que provam claramente que os professores discriminam os catraios que tenham nome engraçados. E que se tiverem um nome comum irão ser alvo do apreço dos professores, e por isso dirão: “Por que é que eu, inocentemente ser vítima da predisposição do professor para o desagrado na pré-escola e na escola primária, só por ter um nome singular? Ao passo que se tiverem o nome de John ou de Mary dar-se-ão bem, e serão aceites.” Bom, talvez isso não passe de uma desculpa, o facto de não se terem dado bem na escola devido ao nome que têm, não é? O que de imediato sugeriríamos é que a esse nível não sejam singulares. Não ponham um nome esquisito ao vosso filho, concordamos com isso, por haver gente muito estranha que põe nomes cósmicos aos filhos, Galaxy e Universe, e isso é nome que põe aos catraios. (Ri) Embora bastante estranhos. De modo que o que sugerimos de imediato, é que, a esse nível; e depois se fizerem alguma coisa fora do normal, são logo marcados como desordeiros. Porque, infelizmente a maioria dos professores – não todos, de forma nenhuma, por existirem professores estupendos em relação a isso – mas muitos professores encaram a educação com uma batalha campal – “eu contra eles” - em que a educação representa uma tentativa que faço de os levar a comportar-se de modo a meterem-se o menos possível em sarilhos, de forma que consiga passar o meu dia sem ser perturbado. E se houver um catraio que requeira uma atenção especial: “Que diabo, eu devia estar a ganhar mais. E como não posso ganhar mais, porta-te bem, mantém-te na linha, sê normal! Não me aborreças tanto; não me perturbes, já tenho muito com que me incomodar para precisar incomodar-me contigo, que fazes tudo de modo diferente dos outros.”
Mas não é só meter-se em apuros; não estamos a falar unicamente do garoto que estupora as plantas, etc. (Riso) Referimo-nos aos garotos que fazem as coisas de modo diferente, que condenam quando lêem, coisa que não podem fazer; que se incomodam quando eles lêem, mas não podem fazer isso. “A única maneira por que poderás ler de uma forma adequada é sentando-te muito quieto.” O fazer as coisas diferentemente é desencorajado, e têm surgidos estudos que do mesmo modo - já falamos sobre isto antes – acerca da teoria dos 2% de Maslow, dois por cento da população é actualizada (NT: Auto-actualização, assente num conjunto de grandezas que passam pela auto-estima, pela segurança, satisfação das necessidades, em que cerca de dois por cento da população goza de uma grande autonomia, de um profundo sentido de humildade e de respeito pelos demais, possui elevada capacidade de percepção do bem e do mal), que posteriormente a ele foi objecto de estudos, para ver a que ponto corresponderia à verdade, se dois por cento da comunidade adulta se actualiza efectivamente, se dois por cento é criativa.
Mas procederam a estudos de apoio às taxas económicas e sociais e tudo isso, e descobriram que os níveis mais elevados da criatividade ocorrem antes dos seis anos, antes da escola. Em muitos dos que vão à escola a criatividade é-lhes eventualmente drenada e a singularidade é-lhes retirada, como parte disso. E assim, este sistema educativo, por variadas formas, ilude essa criatividade. A resposta a isso estará em deixar de enviar os garotos à escola? Não! Não podem fazer isso, por a educação comportar outras qualidades soberbas, e por conseguinte valem muito a pena. Sugeriríamos outras coisas que poderiam fazer, mas isso é todo um outro tópico. A questão reside em compreenderem, na vossa própria situação, a vossa própria singularidade, quanto dela vos terá sido tirado e quão condicionados terão sido a não ter singularidade nesse determinado âmbito da educação.
Do mesmo modo, a sociedade, ao se tornarem mais velhos, a sociedade desencoraja-lhes sem dúvida a singularidade, e apelida-os de agitadores e de desordeiros, esquisitos, diferentes, e sugerimos que nesse sentido alguma da vossa singularidade é apelidada de perversão. E são uns párias que se afastam da sociedade, etc., por sexualmente ou no âmbito da atitude ou da forma como fazem as coisas na vossa vida serem singulares. A sociedade tem um padrão muito estreito do que represente um comportamento aceitável, e se quiserem levar uma palmadinha nas costas o melhor é que se ajustem e que deitem por terra toda a singularidade que os caracteriza e se tornem num cidadão autómato, num robô, num cidadão computorizado.
No caso dos sistemas religiosos é a mesma coisa – são todos pecadores – independentemente do que fizerem, não obstante a forma como se comportarem, são todos pecadores e para sempre condenados, a menos, claro está, que aceitem os ditames religiosos que seguirem, mas mesmo se o fizerem, precisarão tornar-se vulgares e perder toda a vossa identidade, por quando forem para o céu não passarem de um entre cem biliões de anjos sentados em louvor seja de quem for. (Riso) Não existe singularidade no céu! Porventura não existirá qualquer outra singularidade que a do diabo. E muito embora isso não seja afirmado, nem se pretenda que o seja, mas quando lemos, quando buscam a religião basicamente para serem a mesma coisa, para viverem da mesma maneira e para deixarem de ter qualquer singularidade e se tornarem num só – por nas alegorias religiosas a singularidade representar o Diabo. E que foi que lhe aconteceu? Foi expulso para fora do céu a pontapés. E foi-lhe dada a terra para deambular e controlar e lançar temor nos corações e todo esse tipo de coisa. Ora bem, isso não é verdade, nem tampouco a alegoria está certa, mas o impacto de tal alegoria é o de que se tentarem ser singulares – isso será coisa do diabo! Como toda a clareza, tal como qualquer coisa que provenha da boca da mulher, que é coisa do diabo, sem sombra de dúvida. E toda discordância será coisa do diabo, em particular se provier de uma mulher, por toda a gente saber que o diabo fala por intermédio das mulheres, não é? (Riso) Esse é todo o princípio básico Cristão, a propósito. Não é de todo inconsistente.
A questão aqui está em que a religião – quer cristã ou outra de denominação não cristã, até mesmo a religião ateia, que é o que é e que não deixa de ser uma religião – tem que esmagar e tirar-lhes qualquer invulgaridade que possam ter. O movimento espiritual, do mesmo modo, não é isento quanto à eliminação da singularidade que possam ter, não é claramente superior a nada nem a quem quer que seja, para se mostrar sobranceiro quanto ao resto do mundo, de modo nenhum. Nos tempos da Sociedade Teosófica e da Blavatsky, da Alice Bailey e da Escola dos Arcanos e dos diversos Ensinamentos dos Mistérios da antiguidade, dos níveis hierárquicos, dos diferentes mestres da evolução, e dos diversos níveis de iniciação. E quando atingem esses níveis de iniciação, isso representará aquilo que são – não são singulares. Muito embora possam existir cento e cinquenta níveis, continuam a não ser singulares, por pertencerem a uma categoria específica, muitas vezes simplista.
E se uma pessoa puser isso de lado como coisa arcaica, fora de moda, etc., e o substituir pelo sistema moderno, vai dar exactamente no mesmo – não serão singulares. Por esses níveis de proximidade, quer se encontrem num grau maior ou menor de proximidade, os obrigarem a vestir-se de determinado modo, a falar de determinado modo, a ter um determinado aspecto, a lhes impor uma determinada linguagem, e determinada atitude; não são singulares, por usarem roupa de uma certa cor e certas jóias ao redor do pescoço – vós e outras cem mil pessoas exactamente com o mesmo aspecto. Com excepção de mesmo em meio a isso, as pessoas tentarem ser únicas e encontrar os padrões mais esquisitos e mais estranhos de laranja - já notaram isso? (Riso) Auditórios cheios de participantes vestidos de cor de laranja, as cores mais repugnantes que alguma vez terão visto. Combinadas de uma forma a levá-los a parar e a esfregar os olhos; só podem estar a brincar. Isso faz parte da espiritualidade? Por favor! (Riso)
Mas isso não é exemplo único por haver outras ordens que, quando são iniciados nelas, agem e pensam e falam exactamente da mesma maneira, cortam o cabelo de uma maneira, usam calças de flanela, gravata vermelha, etc. E isso de algum modo torna-os mais espirituais e aproxima-os mais, e torna-os mais evoluídos, e torna-os tudo menos ímpares. E o que nós sugerimos muito do que se acha envolvido no movimento espiritual infelizmente é mesmo isso – pertencer e causar admiração de modo que toda a gente saiba que pertencem, mas isso esmaga-lhes a singularidade.
Num âmbito mais alargado, se quiserem controlar as pessoas – já o afirmamos anteriormente – se quiserem controlá-las – controlem a esfera sexual; controlem a atitude e a conduta sexual. Se o fizerem poderão controlar qualquer quantidade de pessoas. Por isso também lhes eliminar a singularidade (originalidade, incomparabilidade). Mas se quiserem ser traficantes de poder e controlar o mundo conforme aparentemente muita gente pretende, duas coisas precisarão fazer: controlar a sexualidade das pessoas – com quem e quando poderão fazer sexo – e esmagai-lhe a particularidade de serem o que são, e consegui-lo-ão. Elas tornar-se-ão perfeitamente ajustadas – e maleáveis, e fáceis de usar, manobráveis, amovíveis. E vós também, absolutamente. E assim é que isso lhes é incutido por vários sistemas diferentes e muitos e diferentes bombardeios que lhes incutem a não ser únicos, e isso constitui um dos maiores obstáculos.
Um segundo obstáculo, e um que é significativo, é que se estiverem presos na adolescência – tanto de forma comportamental como de desenvolvimento – não poderão ser ímpares, originais. Por a adolescência nada ter de único e compreender tudo exactamente da mesma forma, com algumas variações, mas o tema é o mesmo. Além disso a singularidade na adolescência tem que ver com o “fazer” e não com o “ser”. Por isso, para que a adolescência seja ímpar, precisarão usar o tipo estranho de roupas e ir ao evento errado. Significa falar demasiado alto, rir nos funerais, chorar nos acontecimentos festivos: “Olha, não são singulares?” Cometem acções inadequadas, envergam vestimentas impróprias e usam um vocabulário singular que é igualmente inadequado como se isso de algum modo abranja a singularidade para o adolescente. Usar roupa grosseiras quando é suposto vestir-se de uma forma decente e vestir-se de uma forma elegante quando for suposto andarem descontraídos – Ai, quão invulgares eles são, não? E se forem a um concerto sentam-se aos berros, e atiram pipocas – Ai, que singularidade! Não, são despropositados e excêntricos, mas dificilmente singulares.
Quando juram a cada passo ou usam uma linguagem inadequada e com ela chocam as pessoas, isso não é ser singular mas escandaloso, só que para o adolescente isso de certo modo representa singularidade. Escandalizar para causar impressão e destacar-se com a estranheza é comportamento adolescente. Mostrar-se grosseiro e sórdido nada tem de invulgar; isso é grosseria e sordidez! Isso é o contrário de um estado de espírito único. Pode ser que mais ninguém o note, mas a importância da originalidade e da invulgaridade não assenta no facto dos outros o reconhecerem, mas na singularidade de o serem. Trata-se de um estado de espírito e não de acção. Vestem-se de forma adequada, falam de uma forma apropriada, fazem as coisas como toda a gente; apreciam a uniformidade. Mas adoram a vossa singularidade. Por ser vossa – não para exibir, nem para obterem aplausos com base nela, ma para tirarem partido dela pelo uso e pela experiência do crescimento.
O terceiro factor envolvido na dificuldade da exploração e experimentação da singularidade que os caracteriza, assenta num equívoco de adulto – não apenas num comportamento incorrecto ou num pensar incorrecto ou numa acção incorrecta – mas num mal-entendido de adulto, que é o facto de pensarem que de alguma maneira desenvolvam a singularidade à semelhança de uma aptidão. Tipo: “Vou arregaçar as minhas mangas e vou-me tornar único!” Ou fazendo isto ou aquilo, etc. A singularidade não é coisa que desenvolvam.
Ouvem dizer: “Isto é mais singular.” Isso representa um uso incorrecto do termo. Isto é mais um exemplar do que aquilo, que não é único. Não conseguem ter um que seja mais único, a sério. O vernáculo é que provoca isso, e se usado em termos de mais singular ou uma singularidade recente ou uma singularidade melhorada, etc. O que sugerimos é que único é único, é isso. Ou é ou não é. Ou é um exemplar ou não é; é singular ou não é, mas não podem ser mais do que um e ainda continuar a ser singular. Não podem ser mais de uma coisa: “Ah, isto é mais do um que era.” Então não era único. Por isso, não pode ser mais daquilo que não era. Único é único. E vós já sois únicos – não desenvolveis isso. Não se tornam mais singulares do que aquilo que são – vocês são únicos. A questão está em que fingem não o ser. Mas precisam parar de fingir – por ser assim que “conseguem” essa singularidade – param com o fingimento e deixam que o que está presente se “manifeste”, por ser único. Cada um de vós é absoluta e inteiramente único.
Mas o que sugerimos é que, sim, sim, sim, escutar escutam, mas chegarão a compreender isso na segunda parte deste seminário. Mas sugerimos que irão pensar: “Ai, não. Eis aqui mais que fazer!” (Riso) Não, nada mais a fazer; parem somente de fazer alguma coisa, e a singularidade virá naturalmente à superfície, desabrochará com naturalidade. Mas representa um equívoco essa ideia de que têm que sair correndo a fazer algo para se tornarem singulares e para terem a faculdade de serem únicos, e para desenvolverem a aptidão e o talento, a tecnologia da singularidade - coisa que não existe! E por isso falham. E por isso decidem que talvez não sejam singulares: “Não tenho nada de único relativamente a mim.” À excepção do facto de sentirem pena de vós próprios exactamente neste momento. É tudo quanto poderão dizer. (Riso)
Seja como for, gostaríamos aqui de sugerir que, nesse âmbito, isso é um erro que cometem, e que muitos de vós cometerão, caso não saibam mais, quando dizem: “Muito bem, agora vou trabalhar a sério na singularidade que me caracteriza, etc.,” e quando “limpam a casa” e começam a desenvolvê-la quando nada há a desenvolver. É somente algo a descobrir. Como o mérito, que representa uma qualidade que possuem e não uma quantidade.
O quarto obstáculo que apresentam em relação ao desenvolvimento da singularidade está em que temem a solidão, o que não iremos discutir em grande detalhe por já o termos feito num seminário do mesmo tema, mas o que sugerimos aqui é que isso se intromete no vosso caminho com toda a clareza. Por presumirem de algum modo que a singularidade possa culminar na alienação. E que ser único signifique ser posto de parte e em separado, ficar à distância, ficar de fora, ser de alguma forma ridicularizado ou humilhado. E por isso eu serei único, mas que preço terei que pagar por essa singularidade? Não, isso não é ser único mas sim ser mártir. E existe uma extensa diferença entre ser mártir e ser único. Isso contém uma associação, entendem? E muitas vezes é tipo: “Ela sabe cozinhar, não é?” Por muitas vezes estendem às pessoas um cumprimento desses, sabem? Elas são alienadas, são diferentes, são de alguma forma esquisitas, e chamam-lhes: “Bom, decerto que são singulares.” É como se a faceta do “Ela sabe cozinhar” representasse uma grande personalidade, não? Num encontro às cegas! O que sugerimos é que a esse respeito isso represente um uso indevido do termo. Se algum doido andar a vagar pelas ruas, e vocês, para serem agradáveis, morderem um pouco a língua e disserem: “Bom, decerto que é singular,” estarão a prestar a vocês próprios um enorme desserviço. Por estarem a transmitir a vós próprios uma mensagem subconsciente – o qual sabe o que a singularidade representa mas que agora entende: “Bom, isto é o que tu entendes por singularidade, vês?” E como tal está prestes a torná-los num tipo qualquer de prostituta ou de vagabundo, muito embora estejam a requerer e a solicitar singularidade.
Mas essa ideia do facto de serem diferentes, alienados, separados, fora de contacto com a realidade represente de um modo qualquer singularidade constitua um equívoco que muitos de vós cometem, quer por uma questão de cortesia ou de simples falta de reflexão acerca disso, e da aceitação ingénua do que os outros lhes dizem. E subsiste aquela sensação: “Tudo bem, tudo bem, eu serei único, por perceber que tenha que o ser, mas não vou ter amigos nenhuns, vou ser de alguma forma ostracizado, não vou chegar mais junto das pessoas, elas vão-me apontar o dedo,” tudo. E isso conjura o “nunca.” Mas a coisa está aí, quer a pronunciem em voz alta ou não, está aí. E na medida em que se encontra aí, e na medida em que não se permitirão ser únicos. Por isso, essa sensação de solidão, e a rejeição e a humilhação que de algum modo estão associadas, entre parênteses, à solidão, constitui um imenso obstáculo para muitos de vós.
A quinta coisa que representa um obstáculo é o nível de autoconfiança. Bom, vamos falar um pouco acerca do que se refere ao próprio, à autoconfiança, à auto-estima, o valor próprio e ao amor-próprio que se acham envoltos na questão da singularidade. Mas aquele que é mais importante é o conceito de autoconfiança. Se estiverem por baixo ao nível da autoconfiança, não irão ser capazes de ser singulares ou originais. Não irão permitir-se ter a singularidade que os caracteriza já, e irão ocultá-la, irão encher-se, irão negá-la e evitá-la.
A autoconfiança mais do que a auto-estima ou do que o amor-próprio ou do que valor próprio acha-se amarrada à singularidade. Porquê? Por possuírem um denominador comum; tanto a singularidade como a autoconfiança possuem um denominador comum que não se acha necessariamente presente no outro e que é a humildade. O que virão a descobrir é que precisam ter humildade para serem únicos. Se não forem humildes, descobrirão que não obstante o quanto o tentem, não serão bem-sucedidos na descoberta da vossa exclusividade ou singularidade, ou na utilização dessa singularidade uma vez descoberta. Assim, a fórmula da autoconfiança, assente na confiança, dividida pela humildade, mais a esperança, multiplicada pela coragem é igual a autoconfiança.
Assim, sugeríamos que enquanto fórmula invisível, na constante da singularidade, seja o conceito da humildade, e se estiver por baixo, não irão ter confiança nem irão ter humildade. Se se achar na proporção errada, não irão ter tampouco. E aqueles de vós que porventura conheçam a fórmula da autoconfiança notarão aqui a existência de uma justa proporção da confiança que é dividida pela humildade, mais a esperança e depois multiplicada pela coragem para terem autoconfiança. Se possuírem demasiada confiança e humildade insuficiente isso equivalerá a ego. Se tiverem uma confiança deficitária e demasiado humildade isso representará timidez. Assim, tem que ser na proporção justa, e o que sugerimos é que essa proporção justa seja uma. E para a formularmos, se tivermos confiança de um a dez, e o índice máximo da confiança for dez, tudo bem, digamos que atingimos o máximo da confiança. Digamos igualmente que possuímos uma quantidade máxima de humildade, dez; dez dividido por dez dá um; o que representa o rácio perfeito. Se tiverem dez unidades de confiança e a penas nove unidades de humildade, estarão em desequilíbrio; terão mais confiança do que humildade e estão a começar a passar para o ego. Se possuírem dez unidades de confiança e zero ou uma unidade de humildade, um a dividir por dez dá dez, e estarão completamente numa situação de ego por essa altura. Confiança total destituída de humildade representa ego. Assim, o que sugerimos é que a proporção justa - não quererão alcançar o valor mais elevado, mas a proporção justa, o que numa configuração destas poderão descobrir qual seja a constante.
Bom, o que aqui sugerimos é que esse factor da humildade constitui factor deveras importante na questão da singularidade, crucial mesmo, porque sem humildade não poderão ser verdadeiramente únicos. Pelo menos não o poderão experimentar. Ora bem, quando olhamos a coisa, que será que significa a humildade? Definimo-la da última vez e na última gravação, mas queremos repeti-lo de novo, por se tratar de conceito demasiado importante para ser ignorado. E o que quer dizer não é rastejar nem rebaixar-vos no sentido de serem menos, não significa rastejar na posição que incita os outros a pisá-los, a humildade consiste na faculdade de olhar para as situações que tenham ocorrido antes, de uma forma completamente nova; dispor-se a ver algo novo no velho. Dispor-se a pegar numa situação cujo resultado iminente pensem conhecer e dispor-se a tê-lo de uma forma diferente. Isso é o que a humildade subentende.
Portanto quando olham a coisa nesse âmbito, convidam um amigo para jantar, amigo esse que sempre apresenta uma conduta marcada por um optimismo egoísta e vós nunca lhes cabe uma palavra a dizer: "É assim que é, é assim que irá continuar a ser." E vós convidai-lo para jantar esperando que se comporte exactamente dessa forma e não dão uma oportunidade nem por um instante de que isso possa ser diferente; não terão qualquer humildade em relação à questão. Ao passo que, se se dispuserem a olhar assim: "É assim que tem acontecido mas quero que seja diferente. Estou disposto a tê-lo esta noite como uma pessoa diferente." Isso é humildade. Utilizamos este exemplo junto de umas quantas pessoas, e interrogámo-las da seguinte maneira: Qual é o nível de confiança que têm em relação à condução de um automóvel? E a resposta média é que a confiança é elevada. Têm confiança nelas e têm um certo sentido de humildade, etc., têm certas esperanças quanto ao que venha a desenvolver-se, etc., além de um certo volume de confiança – é desse modo que sabem que a vossa confiança relativamente à condução de um automóvel é bastante elevada, na maior parte das situações, embora haja algumas excepções. Se forem, cegos, frágeis ou qualquer outra coisa, claro que a confiança que tiverem deverá ser baixa.
Agora; que confiança terão relativamente à condução de um carro de corrida? Que lhes sucederá à confiança? Ela cairá? Na maior parte dos casos, e das pessoas, ela despenca. Que factor se alterará? Que factor se terá alterado, no vosso caso? O factor da confiança? Alguns dizem que seja o factor da confiança. Mais alguém indicará alguma outra coisa? (Coragem, diz alguém da plateia.) A coragem muda. Mais alguém quer indicar mais alguma coisa? (Esperança, diz outra pessoa.) A esperança muda. Têm diferentes formas de esperança ou de espectativa em torno disso. Por a humildade se alterar. Essa é a qualidade que se altera. Por não termos dito para conduzirem um caro de corrida velozmente. Apenas sugerimos para conduzirem um carro de corrida. (Riso) Vós presumistes que um carro de corrida deva andar a cento e cinquenta quilómetros por hora (riso), por ser assim que sempre os viram, por ser assim que andam, por ter sido sempre assim; por isso, relativamente à ideia que têm com respeito a um carro de corrida, o nível de confiança que têm não se altera de verdade, nem o nível da esperança nem o da coragem nem o da humildade - por não terem nenhuma. (Riso) E na verdade, se olharem bem a questão, por mais que perguntem como se sentirão ao conduzir um carro de corrida a cinquenta quilómetros, ao contrário de conduzirem um Volkswagen a cento e cinquenta quilómetros/hora... (Riso geral) Mas vocês disseram que tinham mais confiança com um automóvel comum, não foi? Pois bem, não sugerimos que precisassem tornar-se num desses sabichões de lacinho que precisam obter todos os detalhes com respeito a tudo. “Bom, tu não acentuaste isso o suficiente.” (Riso) Queres que peguemos numa daquelas de seis centavos e a cravemos no olho, não é? (Riso)
Portanto, não defendemos que tenham que ser uma pessoa desse tipo, mas empregamos isso a título de exemplo, para verem onde queremos chegar, em termos de: quando a humildade muda a autoconfiança vai-se embora. Sem sombra de dúvida. E a humildade é o que muda tudo, pois vocês sabiam, vocês tinham TODAS as respostas; vocês SABIAM exactamente o que se pretendia dizer, e basearam-se na presunção dos cento e cinquenta num piscar de olhos, apenas à menção do termos “corrida” – uma palavra, e toda a estrutura se altera! Isso é humildade (ausente), está bem? Ausente! Por isso, o que sugerimos é que é o que se altera, nisso. Bem, com respeito em particular a isso, a disposição para encarar cada situação de modo completamente novo. Se não estiverem dispostos a encarar cada situação completamente nova como poderão ser únicos? Como conseguirão sequer ver essa singularidade? Vocês dispõem de todas as respostas e sabem exactamente como a coisa corre; não precisam pensar, não precisam procurar, não precisam prestar atenção; vocês sabem tudo! Sem humildade – nenhuma singularidade! Não obstante o quanto confiem em vós. De facto, se confiarem completamente em vós e não tiverem humildade, não irão prestar atenção a ninguém, nem sequer irão escutar. E conhecem gente assim. Porque existe, e a quem por vezes têm que dar um abanão, e tirar a confiança. Mas em vez de fazerem isso, não, encorajámo-los antes a ter humildade. Por ser de longe melhor.
A questão, todavia, está em que, se não tiverem autoconfiança, não irão verdadeiramente ser capazes de descobrir e manter a vossa singularidade. Além da autoconfiança está o aspecto da singularidade, e não antes.
A sexta coisa é o medo do vosso próprio ego. Por não quererem parecer egoístas, por parecer mau, e terem ouvido bastante acerca disso, quer ao longo do crescimento quer em sociedade, no trabalho, entre amigos, etc., Deus sabe o quanto não quererão ser egoístas, e não querem ser acusados disso por ninguém, tampouco sequer quererão que pensem nisso, pelo que ser único de algum modo levá-los-á a pensar isso, e recearão ser únicos. Isso representa uma situação de ego; o medo do ego é mesmo isso – uma situação de ego, por aquilo que está a dizer ser: “Eu não quero que vejas o meu ego,” e “Detestaria pensar que tenha um. E se tiver, vou-me sentir envergonhado e de algum modo vou ser menos do que tu. E neste momento, sem que tenho um ego, sou melhor do que tu.” (Riso) “E ao olhar ao redor pela sala, posso constatar como tu tens um ego, e tu, e tu, e tu, e tu; mas eu não. Por isso, sou melhor do que todos vós.” Que é exactamente o que o ego diz. E assim, não querem parecer egocêntricos, por amor de deus; não estão dispostos a que descubram que vocês são de algum modo plebeus, e que, à semelhança de todo o ser humano tenham um ego. Deus do céu, se querem tal coisa! Não, e por isso esborracham a singularidade que os caracteriza e enterram-na por completo para que ninguém possa por forma alguma acusá-los de ser egoístas. Aliás, dessa forma conseguirão manter a sua posição, por não terem ego, e assim serem melhores do que muita gente.
Assim, é uma situação de ego, a de ocultarem o ego ou de se sentir de tal modo aterrado por ele, que não serão singulares e não confiarão em vós próprios, não se amam a vocês próprios, não têm autoestima; ocultar o ego: “Pelos céus, se conceder a mim própria/o autoestima, isso aos olhos de muita boa gente poderá parecer egoísta; se confiar em mim próprio, isso poderá ser visto como egoísta; se revelar amor por mim próprio isso poderá parecer egoísta. E nem sequer quero considerar isso, e por conseguinte não sentirei nenhuma dessas coisas e desse modo terei sido bem-sucedido a ocultar o meu ego; nunca alguma vez me acusarão disso, e conseguirei ser melhor do que os demais. E consigo isso sendo assim um tipo de pessoa baixa e servil de mau hálito e mal vestido, etc., que se esgueira, mas por detrás de toda essa clandestinidade sinto-me Ahahah! Sou melhor do que todos vós, etc., por não ter qualquer mácula de ego.” Diz o ego de forma bem distinta! Portanto, medo do ego, representa o ego a bloquear-lhes a singularidade. E para alguns de vós representa um verdadeiro obstáculo.
O factor final encontra-se uma vez mais ligado à separação, à desunião. Ser único de algum modo quer dizer que se seja alienado, e por conseguinte um dos mais elevados obstáculos à descoberta da vossa singularidade reside no facto de pensarem que um dos preços a pagar por ela seja o amor, e dizerem para vocês próprios: “Pois então, eu não quero ser singular, quero mas é ter um relacionamento. Estou a tentar encontrá-lo, ou encontrá-la. Não me venham armar confusão nenhuma com essa porcaria da singularidade, por isso o impedir de algum modo. Porque se eu for singular, quem me irá querer? Se for único não terei amor. E porventura isso tornar-se-á na minha exclusividade, infelizmente.” (Riso)
Assim, gera-se essa divisão e mais em pleno no sentido de que, quando amam alguém pode uma forma sincera, perdem-se a si mesmos; e aqueles de vós que tiverem acedido, quer momentaneamente quer por prolongados períodos de tempo, e acedido ao amor, sabem do que falamos, por perderem o sentido dos limites, da vossa identidade e a vós próprios, perdem-nos; ficam de tal forma encantados e de tal modo enredados no amar, que deixam de ser uma pessoa nos termos dessa separação. São parte dele ou dela e ele ou ela é parte de vós. E por causa disso, gera-se a sensação de junto com isso precisarem livrar-se da singularidade que os caracterize caso sintam ter amor. Possuir singularidade implica desistir do amar, e amar implica desistir da singularidade. E se realmente estiverem apaixonados por alguém não serão singulares, por de um jeito qualquer serem moldados e fundidos com a pessoa numa só. O que nós sugerimos tratar-se de uma situação bastante única de se estar, mas em todo o caso, é comummente visto como pouco singular. Por precisarem existir em separado, num todo, completo - com o que concordamos, mas seja como for, é encarado como separado do amor e da singularidade, mas não podem ter ambas as coisas.
E na medida em que nunca terão pensado nisso, valeria a pena pensar em que medida alguns de vós estarão dispostos a pagar o preço da singularidade pelo amor ou do amor pela singularidade. E a esse respeito, observar em que medida sentirão, se se sentirão loucamente apaixonados e com a cabeça na lua de amor, para precisarem desistir da singularidade, ou se tentam ser únicos (originais) e se de algum modo isso prejudica ou danifica a relação amorosa que tenham. E valeria a pena ter noção disso, e do potencial disso e de tratarem disso, sem sombra de dúvida.
Esses são os obstáculos; essas são as coisas que se podem interpor no vosso caminho. Agora; decerto que cada um é capaz de desenvolver os seus próprios pecadilhos nessa mesma linha, mas essas são as categorias mais significativas do que se pode colocar no vosso caminho – do que já se colocou no vosso caminho e do que continua a colocar-se no vosso caminho, de forma a impedi-los de ser a pessoa única que são.
Os quatro factores envolvidos na singularidade são: A Excelência, o Potencial, e a seguir a Estrutura do Eu - a Autoestima, a Dignidade, o Amor-próprio e a Autoconfiança. A Estrutura do Eu, esses quatro componentes. E depois a imaginação e a vontade. A disposição (boa-vontade) e a capacidade de imaginar. Os quatro componentes da singularidade.
Agora; dizem-lhes muitas vezes para serem excelentes, para fazerem as coisas de modo excelente. “Ah, muito obrigado, o sabichão, mas que diabo quer isso dizer?” (Riso) “Ah, eu não sabia disso, simplesmente fiz como sabia fazer. Como é que se faz uma coisa de forma excelente?” “Fá-lo, simplesmente!” E é-lhes dito em muitas publicações subordinadas ao potencial do movimento humano que se quiserem realmente ser espirituais devem fazer as coisas de uma forma excelente. “Ah, que coisa mais profunda!” Soa bem, e vai além do alcance das palavras, não é? (Riso) Mas como o que mais fazem é rotular coisas, dizer que fizeram isto e aquilo de forma excelente não o torna real. O mesmo sucede com o potencial: “Vive de acordo com o potencial que tens, meu filho…” O que representa uma abordagem muito chauvinista. Assim, uma vez mais, dizem: “Vive de acordo com o teu potencial e cala-te!” “Ah, tudo bem. Isso é tudo o que eu preciso. Sem cartuchos vou à conquista do mundo.” E caem de cara, absolutamente.
O mesmo se dá com a ideia da autoconfiança e da autoestima e a dignidade. Qual será a diferença que apresentam? Autoconfiança e amor-próprio, autoestima e dignidade não será tudo exactamente a mesma coisa? Não são nada, são bastante distintas, operam em conjunto e podem misturar-se, e com o tempo ficam enredadas e tornam-se numa só coisa, por as juntarem todas. Mas são bastante únicas e distintas. Desenvolver a autoestima difere significativamente do desenvolvimento do amor-próprio e difere muito do desenvolvimento da autoconfiança e do estabelecimento da dignidade (valor próprio). Assim, são todas originais, embora tentem tratá-las da mesma maneira e pensem que estabelecer uma delas signifique que as estabelecem a todas, mas estão redondamente enganados.
Mas uma vez mais, é-lhes dito para terem confiança e para confiarem em vós próprios e para terem autoestima, e esse tipo de coisa. E é isso, não passa de palavreado, palavras somente. E por não ter nada mais para além disso, aceitam isso como coisa poderosa e maravilhosa, etc. Pois bem, o que estes componentes compreendem:
Quando se observa a excelência, como operar as coisas e forma excelente, não quer necessariamente dizer de forma brilhante, embora possamos aqui sugerir que, se fizerem as coisas de modo excelente, num certo nível de excelência, se aproximem do brilhantismo. Por a verdadeira definição de génio, ou a distinção entre génio e não génio, está na capacidade de prestar atenção. Nos termos da capacidade mental não existe uma verdadeira diferença; o cérebro não chega a ser maior nem menor. Bom, é verdade que as autópsias provaram que por vezes o cérebro dos génios se desenvolve de um modo um pouco diferente, mas na verdade não apresentam diferença nenhuma; trata-se de uma diferença a posteriori.
E qualquer um de vós, a despeito do quão iletrado ou pateta que possa ser, ou do quão baixo possa ser o quociente da inteligência que tenham, podia ser um génio, não fosse devido ao factor da atenção. E aqueles de vós que são venerados e que se se deixam aliciar pela genialidade, o que tudo isso envolve não mais é do que uma forte e mais poderosa atenção; é a isso que a questão se reduz. Agora, na real expressão do vosso génio há muitas diferenças, é verdade, mas no que toca directamente a isso, o denominador comum da diferença entre os dois assenta no nível da atenção. Mas se desde a altura da infância forem muito atentos e notarem as coisas e prestarem uma maior atenção e uma atenção mais estrita, terão notas mais elevadas nos testes QI e serão mais geniais. Ao passo que se forem meninos bonitos e não derem tanta atenção, e lerem acerca da quantidade de litros de leite de vaca e nem sequer souberem o que seja uma vaca, irão sentir muita dificuldade. É aí que, em termos da questão das minorias e da questão de ter filhos, a dificuldade de ser génio assenta no nível da atenção, sem sombra de dúvida. Alguém que cresça num gueto não será menos brilhante, mas padece de um menor factor de atenção do que alguém que cresça em meio a essas coisas, por não ter experiência disso.
Assim, a genialidade representa um certo nível de atenção. A excelência representa um nível da atenção. Se repararem, por exemplo, se repararem sem olhar, que a pessoa que se encontre junto a vós tiver olhos azuis ou castanhos ou verdes; se souberem que usa sandálias ou sapatos ou está descalça; se souberem se usa meias ou não, sem olharem; se conhecerem o nome dela e o aspecto que tem... Obviamente que se estiverem próximos a um amigo, essas serão questão de algibeira. Mas se não se encontrarem e souberem disso, e se a tiverem conhecido há uma semana atrás se recordarem e lhe disserem que a terão encontrado no Domingo passado, quando se sentara junto a vós, ou há um mês atrás, ou seis meses, e se lembrarem de que terão estado sentados juntos num workshop, ou atrás de vós, ou à vossa frente, ou quatro cadeiras à esquerda: Conseguirão recordar isso? E em relação à pessoa que se terá sentado atrás de vós? Saberão sequer quem se terá sentado atrás de vós? Ficam sentados sem olhar para quem esteja atrás de vós? Isso é perigoso, neste mundo! (Riso) O melhor é ficar sentados ou de pé com as costas para a parede.
Talvez não seja nisso em particular que queiram focar a vossa atenção, nem tampouco diríamos que devessem, mas esse tipo de atenção em que se focam por uma questão de o quererem? Isso é tudo quanto traduz a excelência. Se pretenderem fazer algo de uma forma excelente, fazem-no antes de mais, com uma extrema atenção por cada detalhe – cada detalhe.
Em segundo lugar, fazem-nos aqui e agora, com concentração – que representa o segundo termo descritivo. Com atenção e concentração. Não tentando questionar-se acerca do que pareceria antes nem do que virá a parecer no final, nem  no que as pessoas pensariam antes nem no que venham a pensar no futuro; qual seja a opinião que venham a ter ou a opinião que venham a ter de vós, etc., mas exactamente neste momento. Se tentarem organizar a lista das mercearias a comprar e não estiverem a pensar no sabor que o preparado vier a ter nem no que os vossos convidados venham a pensar nem na pressão que venham a ter para o reunirem numa refeição fantástica, e estiverem a pensar na lista da mercearia aqui e agora, e nada mais – concentração – e prestarem atenção a todos os detalhes, e se concentrarem no que estiverem a fazer.
Em terceiro lugar, o que estiverem a fazer para o conseguirem com excelência, consta de lhe dedicarem um imenso carinho. “Mas ele é intangível, e não se consegue sentir amor pelas coisas...” Pois sim! Isso é bem verdade, isso é dramático e pode-se se sentir amor pelas pessoas e não pelos objectos, mas o que nós sugerimos é que se fizerem o que fazem com amor e com interesse simbólico de carinho pelo que estiverem a fazer. Esse é o terceiro factor inerente à excelência – o amor.
O quarto factor inerente à excelência, e aqui surge a boa velha humildade de novo, fazem-no com humildade. Ora bem, se incorporarem esses quatro factores em meio ao que estiverem a fazer, descobrirão estar a fazê-lo de forma excelente, e não terão que se interrogar se o estarão a fazer de forma excelente ou não; poderão deter-se e ver se estarão a prestar uma atenção plena por cada detalhe, se estarão verdadeiramente a concentrar-se no que estão a fazer aqui e agora, se estarão a sentir amor pelo que estão a fazer e se o estarão a fazer com um sentido de humildade. Caso esteja, então não sobrará dúvida quanto ao facto de o estarem a fazer de modo excelente. De modo que é isso relativamente à excelência.
A excelência e impecabilidade são bastante comuns e assemelham-se bastante. E por conseguinte se pensarem em termos de como o conseguir de uma forma impecável descobrirão que o mais provável é que o estejam a fazer de modo excelente, e vice-versa. Ambos esses dois conceitos acham-se muito ligados um ao outro. Se fizerem as coisas de uma maneira excelente, exactamente por isso é provável que estejam a ser únicos, mais singulares, ou únicos de uma forma diferente mas efectiva em comparação com sessenta a oitenta por cento da população, que não presta muita atenção nem se concentra e que não dedica demasiado amor ao que faz e que não o fará com um sentido de humildade. Só nisso já batem cerca de oitenta por cento da população, no que toca à descoberta da singularidade que os caracteriza.
A segunda actividade consta do potencial. Que farão vocês do potencial que têm? Viver de acordo - que quererá isso dizer? Viver de acordo com as possibilidades; se examinarem o termo potencial como querendo dizer o mesmo que possibilidades. Estar à altura das vossas possibilidades. Que quer isso dizer? Não quer necessariamente “fazer” coisa nenhuma. De facto lixam tudo quando tentam pôr as possibilidades que lhes assistem em acção. Quando as possibilidades se tornam probabilidades, então põem-nas em acção. Mas então, não ponham as possibilidades em acção, mas antes as probabilidades; é muito mais fácil e dá muito menos dores de cabeça. Assim, aquilo que querem é mover as possibilidades até que se tornem probabilidades e então aplicam as vossas probabilidades a fim de as tornar actualidade. Assim, ficar com as vossas possibilidades significa viver de acordo com o vosso potencial.
Mas que coisa serão as vossas possibilidades, antes de mais? Não sabem o que quer que sejam. Assim, o primeiro passo, precisam descobrir que possibilidades sejam essas. Que possibilidades serão essas que terão? A gama toda. Conheçam-nas em todos os sentidos; tanto podem sair tremendamente bem sucedidos com poderão falhar por completo. Conheçam-nas! Não digam que tudo girará ao redor de um “talvez,” mas tratem de conhecer as possibilidades que lhes assistem. E então viver de acordo com elas significará escolher aquelas que querem trazer à vossa realidade. Quais dessas possibilidades gostarão de ter como probabilidades? E comecem a utilizar a capacidade que têm de imaginar e da vontade e de criar a vossa realidade; a habilidade que têm de mover esses potenciais da categoria da possibilidade para a categoria da probabilidade.
O vosso futuro cria o presente de encontro ao pano de fundo do passado, e se criam o vosso futuro criarão o vosso presente a partir dele e alterarão esse pano de fundo de forma que passe a corresponder. Mas precisam colocar o futuro aí, se quiserem ficar a cargo no controlo da vossa realidade; não poderão andar por aí às cegas a balbuciar. Precisam ter alguma ideia do que esse futuro seja. Decidam, não esperem para ver. Para o diabo com isso; isso era fixe há uns dez anos atrás. Decidam o vosso futuro, e não deixem que ninguém os convença do contrário. A menos que envolva algum estrago, porque aí poderão ajudá-los a endireitá-lo, mas não os deixem convence-los do contrário. Ponham isso em marcha, por ser assim que viverão de acordo com o potencial que tiverem: Permanecendo no estado de consciência do potencial que têm e permanecendo na situação de decisão das possibilidades que quiserem tornar probabilidades, e depois usando as técnicas que quiserem – não pôr em acção mas um estado de ser, para alterarem essas possibilidades em probabilidades. É assim que viverão de acordo com o vosso potencial. Não quer dizer ir e fazer algo, fazer um esforço adicional, participar num jogo adicional de ténis, trabalhar uma hora extra, etc. Isso poderá equivaler a uma prorrogação das probabilidades mas não significa viver de acordo com o vosso potencial. Poderá poder parecer questão de semântica mas é uma distinção importante a fazer.
Com a terceira qualidade da autoestima, do amor-próprio, do valor próprio e da confiança, em relação a cujos temas já fizemos um workshop em separado; a autoestima foi no workshop subordinado ao tema da “Crise de Identidade - Masculinidade e Feminilidade,” e num outro que fizemos antes desse intitulado “Criando a Nova Jogada,” dois que tratam bastante sobre a autoestima e os seus diversos componentes, “Dar Atenção aos Murmúrios,” que também trata sobre aspectos a autoestima. Falamos acerca da auto-confiança um workshop subordinado ao próprio tema, e acerca do amor-próprio falamos toda a vez que nos encontramos. Sobre o valor próprio, já referimos envolver uma questão de qualidade e não de quantidade, pelo que com certeza que já conhecem muito sobre esses tópicos para não precisarmos entrar em detalhes por esta altura.
E a derradeira qualidade inerente à vontade assenta na imaginação. A qualidade final inerente ao que significa ser único assenta basicamente na disposição, na propensão – não na força de vontade – no poder da vontade, o que significa poder para ter uma ideia e para o manifestar. Não ter que que a subsidiar e suar para a fazer crescer, mas tão só ter a ideia. E conseguir imaginar o que seja possível e o que seja provável, o que realmente for. E assim o que com isto sugerimos é que a vontade e a imaginação a operar junto, sem que uma vença a outra, mas operando juntas. De facto nunca funcionam separadas, mas sempre juntas; para imaginarem alguma coisa precisam estar dispostos a tanto, e se quiserem alguma coisa, precisam usar a vossa imaginação, pelo que ambas funcionam em conjunto.
Quanto à forma como isso encaixa tudo, é da seguinte forma: pegam nos componentes do vosso ser: a autoestima, o valor próprio, a autoconfiança e o amor-próprio e acrescentam-lhes o vosso potencial, as possibilidades, e pegam no que quer o produto disso e multiplicam-no pela vossa excelência, e pegam no produto disso e mexem-no muito bem com a vontade e a imaginação et voilá – a singularidade!
Se o pretenderem redigir a sua fórmula, será A, que equivalerá aos aspectos externos do Eu, mais P que equivale ao potencial, colocados entre parêntesis, com um E de fora, equivalente à excelência. Tudo colocado entre colchetes, com um V e um I correspondentes à vontade e à imaginação, igual a singularidade: [(A+P) E] V I= S, para aqueles de vocês que gostam de o formular por meio de letras específicas, etc. Uma vez mais, não se preocupem com números definidos, por isto não representar uma fórmula a que possam adicionar números mas mais uma ideia do que representa.
Se pegar no facto de possuir autoestima, autoconfiança, amor-próprio e valor pessoal e adicionar a isso aquilo que sou capaz de fazer, as possibilidades que tenha na vida, e pegar nisso e lhe der atenção, e me concentrar por completo no aqui e agora que encerra e adorar fazê-lo, com humildade, por conseguinte um exponencial disso por via da excelência, e a seguir lhe aplicar a minha vontade e a minha imaginação, não precisarei ralar-me em saber se sou único ou não por que obviamente que o sou. Não á dúvida. E vós também o sereis, se levarem em consideração esses pequenos componentes.
Decidam permitir-se ser excelentes, e decidem abordar tudo quanto possam de uma forma excelente; prestar atenção àquilo para que quiserem focar e dirigir essa atenção, estar atentos e concentrar-se no que quiserem concentrar-se e usar de atenção. Amar e sentir amor e humildade. Abordar a vossa vida tanto quanto possível com excelência – sem qualquer noção de perfeição, mas com excelência.
Percebem o valor que têm e decidem que pode ser divertido, e que é capaz de suscitar vivacidade e alegria ao que de outra forma não passará de tarefas mundanas, e que poderá trazer entusiasmo e actividade ao que de outra forma poderá não passar de uma actividade rotineira.
Decidam abordar a vós próprios e vivenciar o máximo que o vosso potencial permitir. Estar atentos, ter consciência das possibilidades que lhes estejam reservadas e concentrar-se nessas possibilidades, que gostariam de elevar à categoria de probabilidades, e subsequentemente de realidades. Porque é com base nessas possibilidades que desenvolvem as vossas realidades, e é a partir dessas realidades e possibilidades que as probabilidades se desenvolvem.
Decidam ser completamente potentes; viver pelo máximo do vosso potencial e ir além dele; explorar, descobrir, examinar de forma excelente as vossas possibilidades, o vosso potencial. E percebam - que mais haverá a fazer? Porque decerto a ilusão do mundo existe para ser explorada e descoberta por vós, a fim de elevarem as vossas possibilidades à categoria de realidades por via das probabilidades. Decerto que não pode existir maior feito, nem bem maior, do que serem tudo quanto são no máximo das vossas possibilidades e do vosso potencial.
Decerto que essa poderá ser uma das coisas mais espirituais, senão a coisa mais espiritual, que poderão envolver, elevar-se acima das limitações, cumprir as possibilidades que lhes estão reservadas, viver de acordo com o potencial que tenham. Decerto que algo menos que isso não lhes fará justiça e se revelará entristecedor.
Comprometam-se igualmente a sentir estima por vós próprios, a desenvolver a sinceridade, a integridade, a responsabilidade e a confiança – tão importantes, tão essenciais à autoestima. Comprometam-se a sentir amor por vós próprios. Qualquer coisa que fique aquém disso representará uma insuficiência. Vocês devem isso a vós próprios assim como à realidade que criaram – sentir amor por vós de uma forma optimizada e empenhar-se num compromisso desses. E reconheçam o valor que têm – parem de o criar e edificar e reconheçam-no e aceitem o facto de que são dignos, e que o valor constitui uma qualidade e não quantidade.
Comprometam-se a cada dia em tornar-se um pouco mais cientes do que já se acha presente – o mérito que têm. Comprometam-se a confiar em vocês, a desenvolver a confiança e a talhá-la com a vossa humildade; a adicionar-lhe esperança, e a desenvolver a coragem, desse modo desenvolvendo autoconfiança.
Comprometam-se a depender de vós próprios, porque o que quer que não se compagine com isso será factor de dependência em relação aos outros. Permitir que a vossa confiança resvale equivalerá a ser irresponsável, por dependerem dos demais, e exigirem que tomem conta de vós, que lhes substituam aquilo que não conseguem prover a vós próprios.
Por fim comprometam-se com a vossa vontade, em usar a vossa vontade e em querer usá-la na vossa realidade – não por meio da luta nem do sofrimento, não por via de purificações características do sofrimento, mas por meio de uma disposição carinhosa, compassiva, curativa para com a vossa realidade.
Comprometam-se a usar a capacidade de imaginarem a realidade, a vossa essência criativa, a capacidade que têm, de imaginar (reflectir) e a usá-la de forma consciente e com responsabilidade. Vontade e imaginação.
Por fim comprometam-se com excelência relativamente ao vosso potencial, aos componentes que lhes moldam o ser, à vontade e à imaginação.
Vamos então começar. A primeira coisa que queremos examinar é a singularidade que os caracteriza ao nível físico. Normalmente poderão comentar que são únicos devido à forma como o vosso corpo se apresenta, a maneira como o vosso sistema de vasos sanguíneos opera, o vosso sistema nervoso opera, como o vosso coração bombeia, os anticorpos do sistema que possuem, a maneira como o vosso sistema digestivo digere e oxida e tudo o mais, e na verdade constitui um corpo fantástico e único aquele que possuem enquanto seres humanos. E essa será a singularidade que os separa dos seres inanimados ou não vivos, por os animais e as plantas possuírem o seu sistema singular particular. A singularidade da humanidade que os caracteriza e do facto de terem consciência de si mesmos, do facto de conseguirem analisar-se e conhecer-se.
E uma vez mais ouviram um monte de conversa acerca disso, muita dela inspiradora e muita dela entediante, mas no entanto ouviram falar nisso. Mas aquilo em que estamos mais interessados hoje, ligado a esta actividade da vossa singularidade, são vocês enquanto indivíduos e não vocês enquanto membro da espécie humana; vós enquanto indivíduos. A maneira como iremos desenvolver isto é falando muito rapidamente acerca da técnica, e de seguida levá-los a passar por ela muito rapidamente, a fim de obterem um vislumbre, uma pista, uma sensação experimental, um começo da singularidade que os caracteriza Aqueles que estão familiarizados com abordagens psicológicas e com a psicologia estão porventura familiarizados com uma técnica particular designada por Esquematização de Janelas Johari. (NT: Gráfico conceptual representativo das várias áreas de intercomunicação interpessoal) Caso não se encontrem familiarizados com o conceito não se preocupem, está bem? O que vamos fazer é usar um ponto de partida com base nisso. Se estiverem familiarizados poderão pensar que já o tenham feito antes, e será provável que tenham.
A maneira como isto funciona é que pegam numa folha de papel e desenham uma caixa suficientemente grande para poderem inserir uma palavra ou duas no seu interior. Desenham uma caixa quadrada, uma linha vertical e outra horizontal de modo a dividi-la em quatro – como uma janela. Façam-na suficientemente larga para poderem inserir caracteres em cada um dos quadrados mais pequenos. A parte superior esquerda designam por Área de Contacto com as vossas qualidades físicas (Normalmente fariam isso com algarismos ou letras referentes a vós próprios, mas para o efeito da experiência, usarão apenas um, e o que queremos que escrevam é aquilo em relação a vocês que seja mais singular (O termo não é, uma vez mais, o mais adequado) aquilo relativamente a vocês próprios que acham mais singular em termos físicos. Não em termos emocionais nem psicológicos mas físicos; uma qualidade vossa que sintam ser a mais singular. Pode ser a cor do cabelo, a forma que tenha, que também representa uma qualidade física – se é encaracolado ou liso. A forma do vosso nariz ou das orelhas, dos olhos, o pescoço, o vosso fabuloso Pomo de Adão, tanto faz; o vosso peito, os ombros, o plexo solar, podem possuir os ossos ou a língua mais compridos, tudo. Seja o que for, que pode abarcar as vossas pernas ou joelhos, os dedos dos pés mais giros, uns pés adoráveis – seja o que for, há-de corresponder a uma qualidade física que tenham que seja única. Talvez possamos referir como sendo a qualidade de que gostem mais, em relação a vós próprios. Pestanas compridas, cor dos olhos, não importa.
Não a critiquem, nem pensem que seja suficientemente boa, ou importante. Não estreitem os papéis dos outros. Por baixo dessa, no canto inferior esquerdo, escrevam a qualidade física que possuam de que gostam menos. Poderá ser um nariz feio, o queixo ou umas orelhas horríveis. Não que sejam vítimas nem que estejam constantemente tristes, nem que se queixem sistematicamente – isso enquadra-se num outra janela. Agora torna-se mais traiçoeiro, não? Porque no canto superior direito, queremos que escrevam a qualidade que os outros gostam mais em vós (Com base no parecer que lhes deem a conhecer) “Presumo, claro que nunca mo disseram directamente. As pessoas fizeram-me saber, talvez não por palavras, mas fiquei com a ideia de que elas, com base em comentários que fazem…” Aquela qualidade que os outros apreciam mais em vós. Se for a mesma, tudo bem, mas não usem de pretexto pensando que não deviam colocar uma mesma. Sejam tão sinceros quanto possível em relação a isto, por serem quem virá a colher o benefício disso. E se redigirem algo que não corresponda à sinceridade não encontrarão qualquer qualidade única.
No canto inferior direito, a qualidade física que as pessoas detestem mais em vós – com base no que ouçam comentar, com base no que as pessoas directa ou indirectamente lhes fizeram saber que ignoram. De que estejam seguros de corresponder ao que gostem menos em vocês. Apenas ao nível físico. Ora bem; normalmente o que fazem com isso é redigir umas quatro ou cinco qualidades relativamente a isso de que gostem ou que lhes desagrade relativamente a vocês próprios e que os outros gostem em vós ou que lhes desagrade. Mas para o efeito, redigir unicamente uma opera eficazmente e dá-lhes uma ideia e uma noção mais precisa do que venham a fazer com isso.
Agora que redigiram isso, que mais ninguém mais irá ler e que o possam proteger caso creiam que possam lê-lo, por estarem sempre a espreitar, vejam aquilo que escreveram; muita vez torna-se importante escrever as coisas e não só ficar com a ideia de saberem o que envolva, por até aí permanecer um tanto abstracto, e pouco claro quanto a constituir fantasia ou realidade. Ao passo que se for no papel, será no papel e os vossos olhos captam a mensagem como não só verdadeira e presente como real. Assim, vejam aquilo que escreveram e leiam-no na vossa mente, ouçam-se a pronunciá-la, ouçam a vossa pequena voz interior dizer: É disso que eu gosto, é disso que não gosto; é disso que os outros gostam, é disso que as pessoas não gostam.
Mas vejam o que escreveram; apresentará semelhanças? Conterá algum denominador comum? Aquilo de que gostam e o que as pessoas gostam será o mesmo, ou será diferente para vós? Será a qualidade do que gostam algo de que as pessoas não gostam em vós? Poderão descobrir aquela qualidade particular absolutamente espantosa e receberem uma reacção contrária. Isso apresentará semelhanças e diferenças ou apresentará uma base de consistência?
Agora queremos que examinem, que não precisam necessariamente anotar, mas se realmente estiverem a desenvolver isso normalmente despenderão de tempo, quando têm muitas coisas escritas em cada um desses vidros de janelas, mas que anotariam… Mas aquilo que anotarão será a razão por que o fazem. Assim, a primeira coisa que respondem por vós próprios – mas não precisa ser muito elaborado nem tere nada de esotérico, é: Porque criaram aquela coisa de que gostam? Ou só dizem gostar dela? Por que razão criaram isso? Porque certamene que o criaram; não é da vossa mãe nem do vosso pai, é vosso. De modo a conseguirem aceitá-lo, sabem. Vocês estão no processo disso, mas seja como for, o que sugerimos é: Porque o fizeram? Essa coisa positiva de que tanto gostam – por que é que a criaram? (Outra razão para além da de o quererem) Que função, que propósito servirá isso? Que obtêm a partir disso?
E aquilo de que menos gostam com relação a vós prórpios? Porque criam isso, que função serve isso? Que conseguirão com isso, que não passe somente por se sentirem mal com relação a vós próprios? Que jogo estarão a fazer com isso? Muito brevemente, façam esse exame de cabeça, ou se quiserem redigi-lo, tudo bem, mas saibam, de modo que se lhes perguntarem, poderem dize-lo. Não vão precisar fazê-lo, não é? Muitas glândulas adrenais voltariam ao normal, não?
Agora examinem essa terceira qualidade, aquela que tenham colocado no canto superior direito, o das coisas que as pessoas gostam em vós: porque criaram isso? Porque dão a vós próprios essa qualidade particular? Porque o fazem? Uma vez mais, não para agradar os outros nem para lhes dar algo de bom que possam apontar-lhes a vocês. Mas porquê? De que servirá isso? Que função obterão com isso? Pensem nisso.
E por fim, no canto inferior direito. Aquela qualidade que as pessoas lhes tenham dito que as pessoas não apreciam em vós. A que função se prestará isso? Porque terão criado isso para vós próprios? Que benefício, que serviço proporciona que obviamente desfrutam ou obviamente apreciam? Se pesnarem nisso, e compreenderem a razão por que o tenham feito, a resposta não passa unicamente por aceitarem isso com base na máxima do “infelizmente é assim,” não, não é. Mas, se pegarem nas qualidades físicas como a de gostarem dos olhos que têm, e pensarem que tenham olhos dinamicos, e sabem disso por outras pessoas lhes terem dito que tinham uns olhos fantásticos; ainda terão uma razão para fazer isso. E se combinarem o facto e a razão, e será aí que a singularidade pode residir. Por as outras pessoas também poderem ter uns olhos fantáscicos e dinâmicos, mas a razão que tenham para isso irá revelar-se diferente. Por isso, os vossos olhos são os vossos olhos e são únicos, tanto por os terem como por os terem trazido por uma certa razão. É assim que podem começar a experimentar a qualidade única que os caracteriza.
Experimentm o facto de serem únicos; o facto de permanecerem nisso ou não fica ao vosso critério. Poderão pegar nalgumas desas qualidades e dizer:
“Olha, isto é aquilo de que menos gosto em mim e o que os outros menos gostam em mim, etc. Porque diabo não o altero? Gostaria de fazer algo com respeito a isso. Se for assim tão horrível e toda a gente o detestar em mim da mesma forma que eu, então deixa-me fazer algo. E estas qualidades que aprecio e que os outros apreciam em mim, deixa-me acentuá-las. Poderão querer reajustar a abordagem que usam. Mas aceitem a singularidade da combinação de todas as quatro e o resultado disso, como ponto de partida. Porque se prosseguirem a partir de uma posição de singularidade vão ser capazes de mudar, vão ser capazes de crescer, vão ser capazes de obter diversão a consegui-lo com muito mais facilidade do que se negarem a singularidade e de algum modo procurarem eliminar aquelas qualidades de que não gostam, por conta própria.
É assim que fazem com respeito à qualidade física do que é único, mas talvez de um modo mais extenso, trabalha, com as sete qualidades de que gostam, as sete de que não gostam, sete que as pessoas apreciam e sete que as pessoas não apreciam, e fundem os cantos opostos, a começar por aquilo de que vocês gostam e os outros não. E a seguir passam para aquilo de que gostam e os outros não. Sintam a graça e a beleza que têm. Isso podem fazer quando compreenderem a razão por que o tenham criado. E disso deixem que saia algo único; o facto de o entenderem ou não não tem importância, nem tão pouco o facto de serem capazes de o delinear ou descrever – não se preocupem com isso. Vocês não fazem nada com respeito à ideia da singularidade no sentido de a desenvolver, vocês vivem-na, em termos de a descobrirem. Portanto, é dessa forma que lidam com relação à singulridade física.
Agora, quanto à singularidade emocional; podemos ir um pouco mais rápido por ser basicamente o mesmo processo. Desenham mais uma caixa rapidamente com uma linha vertical e outra horizontal, e no canto superior esquerdo escrevam uma qualidade emocional que tenham de que realmente gostem. Isso torna-se um pouco mais difícil por não chegarem a conhecer as vossas emoções.
“Sinto vontade de rir…”
Isso não é uma emoção – pode ser uma descrição da emoção da felicidade ou da alegria ou de contentamento ou realização ou amor.
“Sinto vontade de encostar a cara à parede…”
Isso também não é uma emoção, mas uma descrição da raiva ou da frustração, da hostilidade ou da fúria e descrevê-las como sensação, muito raramente representará uma emoção. De vez em quando lá conseguirão contorcer o vocabulário para fazer que isso funcione, mas na maior parte das vezes não resulta. Fugir não representa uma emoção; emoção poderia ser medo, frustração, solidão, enfim. A pena podia ser. Portanto, irá revelar-se particularmente difícil escrever uma emoção de que gostem mais com respeito a vós próprios, se não souberem quais sejam as vossas emoções. Portanto, escrevam uma emoção pelo melhor de que forem capazes, de que gostem muito em vós, e depois vão até à caixa por baixo dessa e escrevam uma emoção de que não gostem em vós próprios. Uma qualidade emocional que tenham, de que não gostam.
“Sou uma vítima e detesto-o.”
Mártir, vítima, etc. Essas são as mais significativas. Mas há mais:
“Eu expludo em surtos de raiva; eu torno-me muito hostil, mau…”
Podem sentir ser maus, ranger os dentes:
“Eu choramingo bastante; torno-me num fracote. Não gosto dessas qualidades.”
Depois, no canto superior direito escrevam as qualidades emocionais que os outros lhes tenham dado a saber que apreciavam. Quer gostem ou não. E por baixo disso uma qualidade emocional que os outros lhes digam que não gostam em vós. Quer gostem ou não. Uma vez mais escrevam e sejam sinceros.
“Os outros não apreciam o facto de eu ser muito dado.”
Isso não é verdade. Ainda não se deparam com muitos que não gostem que sejam tão dados. Talvez vocês deem com muito interesse por trás, com muitas condicionantes. Mas vejam aquilo que escreveram. E sejam sinceros com relação a isso. E se tiverem escrito com brandura e com mimo, ataquem isso e escrevam-no de uma forma mais sincera.
Uma vez mais, não enveredem por nenhum tipo de dissertação, mas respondam por breves trechos ao porquê de fazerem isso. Porque criaram essa emoção positiva e essa emoção negativa? E porque terão criado essa emoção positiva e essa emoção negativa e porque terão criado a situação das outras pessoas não gostarem da emoção negativa e gostarem da positiva?

Que benefício ganham com isso, com que propósito fazem isso, para além do da praxis? Alguém poderá dizer:
“Eu não sei. Embora em hesitasse em usar essa resposta, a menos que fosse como último recurso.” Mas porquê?
Uma vez mais, uma das vossas qualidades que as pessoas não apreciem em vós poderá ser a de vítima; mas porque o farão – vocês terão a vossa razão única, diferente daquela da pessoa junto a vós, que também se faz de vítima. A razão dela é diferente. Assim é que poderão descobrir a vossa singularidade mesmo em meio à fealdade que os caracteriza.
Depois de terem feito isso, a breves trechos, reconhecidamente, quero que fechem os olhos e que se visualizem a ser e a fazer essa emoção positiva que vocês simplesmente adoram por pensarem que seja fantástica, mesmo que seja andar sempre feliz e despreocupado e alegre, conforme demonstram com um sorriso rasgado e um piscar de olhos. Óptimo – vejam-se a fazer isso. E combinado com isso, no canto oposto, a qualidade que tenham de que os outros não gostem; vejam-nos a ambos em simultâneo e de seguida fundam-nos, e vejam-se a piscar de olhos e alegres e choramingões. Combinem os dois e vejam-se como ambos em simultâneo. E a seguir, a qualidade de que não gostam em vós próprios – é a mesma de que os outros não gostam, mas exagerem-na mais e se for diferente acrescentem-lhe. E a seguir, pronunciem a qualidade de que os outros gostam a vosso respeito, e ponham-na no topo de tudo. E agora todas as quatro qualidades juntas. Concedam a vós próprios ter percepção da graça e da beleza – mesmo que não saibam bem o que isso significa, digam:
“Agora vou sentir a graça e a beleza, o que quer que tiver que acontecer que aconteça.”
Porque embora vocês possam não compreender o que a graça e a beleza sejam, o vosso subconsciente sabe. Por isso permitam-se experimentar a graça e a beleza delas combinadas, e do que brota dessa combinação de singularidade emocional. Deixem que isso saia, deixem isso emergir. Sintam a graça e a beleza; sintam afecto pelas qualidades desagradáveis que tiverem assim como as belas. E deixem que daí possa emergir uma nova qualidade emocional – a vossa singularidade emocional.
E à medida que isso emerge, adoptem-na no vosso íntimo, por baixo da pele, para que aí permaneça, dentro de vós agora. E agora suavemente abram os olhos. E uma vez mais, à medida que conseguem amar o facto e ter amor por vós, pelas razões de serem uma vítima e de serem um mártir, uma pessoa má, e castradora e desagradável, ou uma pessoa ofensiva, assim como pelo facto de serem felizes, alegres e joviais, e sempre terem uma palavra agradável a dizer com respeito a toda a gente, etc. Se não sentirem afecto pela vossa fealdade – tanto física quanto emocional – o que não quer que tenham que a manter, por poderem amar-se e ainda assim mudar. Mas se forem capazes de sentir afecto por isso vão ser capazes de descobrir a singularidade que possui; e aí ainda poderão fazer alguma coisa com respeito a isso.
“Bom, eu descobri o quão singular é eu ser uma vítima, pelo que penso que vou continuar a sê-lo pelos próximos vinte anos...” Não!
“Eu descubro o quanto isso tem de único E quero mudar essa singularidade, num tipo de singularidade diferente, porventura. Mas ainda vou sentir apreço e afecto pela singularidade QUE É – e depois mudá-la.”
Agora, uma vez mais, normalmente anotam as quatro emoções de que realmente gostam e as quatro emoções de que as pessoas não apreciam em vós e combinam dessa forma particular os contrários. Começa do canto superior esquerdo e combinam com o canto inferior direito, acrescentam-no ao inferior esquerdo e ao canto superior direito; essa é a ordem em que se moverão, a esse respeito, para que lhes traga um equilíbrio mais completo. Começam com o bom e mau; mau e bom. Começa com o bom e termina com o bom, e depois combinam a mistura. É como juntar os elementos componentes de um bolo. Aquilo com que acabam é uma noção da singularidade que os caracteriza.
Agora; como é que se sentem? “Eu não me sinto único, nem me sinto de forma nenhuma diferente.” Pensem no que compreendem em vós agora. Recordem essas duas coisas únicas que saíram disso. Não contem a ninguém, todavia. Por Deus, não contem a ninguém. Mantenham-no para vós. Na verdade não estarão completos apenas com singularidades físicas e emocionais; ainda não se encontram verdadeiramente conscientes da vossa singularidade. Nem esperem estar. Por isso, agora passamos para a singularidade psicológica, com que passaremos a lidar de maneira diferente.
A singularidade psicológica compreende basicamente quatro componentes, um dos quais enumeramos extensivamente, chamado Desenvolvimento da Personalidade por via do temperamento e do carácter, pelo que não vamos entrar em detalhes acerca disso. O vosso temperamento e o vosso carácter combinam de forma a os torna numa personalidade verdadeiramente única e especial é na verdade um componente da vossa singularidade psicológica. Um segundo componente da vossa singularidade psicológica é a vossa informação astrológica e numerológica, que uma vez mais não vamos adentrar, por ser demasiado complexa e expandida, e por alguns de vós realmente não se interessarem por nenhum desses temas, o que não tem importância perfeitamente nenhuma. Para serem uma pessoa psicologicamente única não precisam estar na astrologia nem na numerologia nem em nenhuma outra crença, seja qual for.
Não é importante, mas se estiverem, será de onde parte disso virá. Mas sugerimos aqui que não é só o que o vosso Sol assinala, o que muitas vezes é um muito imaturo e sinal de um astrólogo amador, dizer o que o vosso Sol assinala, e não dizer onde têm a Lua em crescente e Marte e Mercúrio, e onde se situam igualmente Júpiter e Saturno na vossa carta. Digam-me tudo isso e dir-lhes-ei que tipo de pessoa provavelmente serão. Na falta desses planetas particulares vocês decerto andarão a assobiar ao vento. Mas seja como for, essas qualidades particulares combinadas – e aqueles de vós que acreditam e trabalham com a numerologia, seja a Caldaica ou um sistema mais moderno, encontrem uma delas mas descobrirão que a Caldaica opera mais directa, eficaz e adequadamente, mas mesmo assim poderão trabalhar com a outra. A questão está em que se o fizerem isso virá a exercer impacto na vossa singularidade psicológica; se não, não exercerá. Por isso, não estarão a perder coisa nenhuma caso não estejam ocupados com a numerologia ou a astrologia. As qualidades que devessem revelar-se por via disso revelar-se-ão noutro lado qualquer.
A terceira qualidade que se encontra ligada a isso, é uma qualidade que tem que ver com os raios. Era ensinado, em muitas das escolas dos mistérios e antes mesmo delas, que cada pessoa é formada por um raio de energia e que existem basicamente sete raios de energia e que chegaram aqui viajando esse raio particular de energia. O que constitui uma descrição muito bonita e até certo ponto constitui um sistema eficaz de explicação. E basicamente existem sete raios, mas o problema que aqui se coloca, como tem sido ensinado e tem sido muito aceite pela maioria, que cada pessoa constitui o seu próprio raio, pelo que existirão basicamente sete tipos de pessoas no planeta. Claro que isso é completamente ridículo e elimina por completo toda a vossa singularidade. Por vocês mais um sétimo da população se assemelhar exactamente a vós, e isso ser muito pouco singular, sem sombra de dúvida.
De facto vocês têm raios de energia e cada um de vós tem certos raios de energia, e o que nós sugerimos é que têm raios predominantes e raios subordinados; e de facto todos vós tendes sete raios em funcionamento; alguns deles em estado de dormência. Mas o que aqui sugerimos é que todos têm sete em operação. Têm os primários, a combinação de dois ou de três em cuja base vocês funcionam, e secundários ou subordinados – o resto deles – com base nos quais raramente vocês operam, mas com base nos quais poderão operar se o solicitarem ou desejarem.
Bom, os raios, mais uma vez, não vamos fazer uma prelecção metafísica nem nada que se pareça, mas bastará indicar que o primeiro raio tem que ver com a vontade; o segundo raio tem que ver com o amor; o terceiro raio está ligado ao intelecto; o quarto raio tem que ver com o equilíbrio, o quinto raio tem que ver com a lógica e a percepção - enquanto oitava superior do intelecto que é; o sexto raio tem que ver com o humanitarismo – a oitava superior do amor; o sétimo raio tem que ver com a organização sintetizada ou a síntese da organização – que representa a oitava superior da vontade.
Portanto, observando a coisa a partir do centro temos: Um, dois, três - equilíbrio; e de seguida, quinto e sexto e sétimo – reflexos dos outros, embora não por essa ordem, mas por ordem de reflexão inversa. Agora, o que é ensinado é que sois do raio um, e vós do terceiro raio, e vós sois do segundo. E se forem muito inteligentes deverão ser do terceiro; e se forem medianeiros deverão ser do quarto, e se parecerem ter um coração aberto e amar serão do segundo, e se penderem para a organização e coisas do género deverão pertencer ao sétimo, se revelarem humanitarismo deverão ser do sexto, etc., e que deverão existir muito poucos do primeiro raio, muito poucos. E a teoria diz que não há mais, e que a Blavatsky terá sido a última do raio Um. É por isso que tantos de vós querem ser a reincarnação de Helena Blavatsky. Conhecemos pelo menos dez pessoas que estão seguras de serem a reincarnação dela. Só que ela não reincarnou, mas seja como for... Ela está bem e anda por aí.
Em boa verdade vocês constituem uma combinação por usarem de dois a três raios predominantemente em vós, e por não serem nenhum deles. Talvez predomine o amor em vós, mas depois o intelecto e o equilíbrio talvez venham logo atrás, ou então têm predominância do amor mas logo atrás têm as qualidades organizativas mais a vontade; uma em sete, assim como duas. Mas a quantidade de combinações matemáticas que conseguirão obter de sete dígitos separados é fenomenal. Mas o que sugerimos é que cada pessoa é diferente. Mas depois quando acrescentam não só as combinações possíveis de obter de um a sete dígitos, quando lhe acrescentam combinações secundárias duplicam as possibilidades, ou melhor, vocês quadruplicam o número de possibilidade. Por isso, sugerimos que não procurem o vosso raio de energia, mas tentem a combinação, caso se interessem por isso, porque se não se interessarem, vocês funcionam com base neles, pelo que sugerimos que isso permanece operativo a esse respeito.
A outra qualidade é o campo da aura. Conforme já afirmamos tantas vezes, não são vocês que geram a aura - é a aura que os cria a vós; essa forma carnal que vocês têm constitui um produto dessa aura. Como poderão entender, a aura é o que os desenvolve, pelo que a vossa singularidade psicológica, assim como por vezes, a vossa singularidade emocional e física são assim geradas. Agora, o campo da vossa aura também possui sete níveis diferentes. Vocês não têm só uma aura azul, nem cor-de-rosa, vejo uma data de verde, etc. Na maior parte das vezes quando veem uma aura, vocês veem uma só cor por não disporem da sofisticação necessária para ver todas as sete. O que não pretende ser um insulto, mas só um comentário com respeito à capacidade de visão que têm.
Mas o que sugerimos é que tem sete níveis, o primeiro dos quais passa pela vossa saúde física. É o que mais se aproxima do corpo e o que mais contorna o corpo, muito próximo; um escudo colorido adelgaçado que responde pela vossa saúde física, à volta do qual há outro que não se ajusta ao vosso corpo mas que se parece com um ovo, que representa a protecção física do corpo. Ao redor desse, há uma outra oval, que acontece ser mais circular; enquanto o primeiro se acha moldado ao vosso corpo e o seguinte na forma de ovo, este torna-se mais arredondado. Esse, sugerimos nós, é o vosso campo emocional da aura – que provavelmente é o maior. E depois a seguir a esse, têm o campo da aura mental. A seguir a esse, têm o campo da aura que representa as vossas mentes subconsciente e inconsciente. E para além desse, em sexto lugar, acha-se a vossa alma, o campo da alma da vossa aura, onde ela alcança a fruição em vós, onde ela chega a influenciá-los. E por fim, por falta de um termo melhor, o nível cósmico.
É por isso que, nessa medida, vocês conseguirão alcançar a orla? Não conseguem. O que sugere que certas pessoas que são sensitivas, conseguem ver um campo áurico numa extensão de cerda de quatro metros a partir do vosso corpo. Mas na realidade o campo da aura é muito maior que isso. Sugerimos que o vosso campo de protecção se estende de 60 a 90 centímetros, pelo que conseguirão alcançar-lhe a borda. É por isso que dizem: “Não me invadas o meu espaço; não penetres no meu campo de protecção. Podes penetrar no meu emocional e mental, e no campo do subconsciente e inconsciente, ou o meu campo espiritual. Com isso sou eu capaz de lidar, mas quando te chegas demasiado, invades-me o campo ou escudo de protecção, a minha aura, a minha protecção física.” Na América tem cerca de 90 centímetros e em países que padecem de excesso de população terá cerca de 60 centímetros, vocês adaptam-se a esse tipo de coisas. E há quem receba um cumprimento: “Olá como está?” “Agora sinto-me horrível! Quanto estava a uma distância de 1,20 ou 1,5 m de mim estava óptimo, mas agora estou à beira do colapso.” Quanto os invadem ou jogam no desequilíbrio ou na ausência de protecção e os manipulam sem o declarar. “Quem, eu? Eu só estava a tentar amá-lo.” “Obrigadinho mas mantenha-se à distância.”
“Ah, você é frio e distante hostil. Deve ter alguma coisa de errado consigo.”
Quando as pessoas veem a aura, aquilo que veem é a aura da saúde física e a aura de protecção. Na maior parte dos casos não veem grande parte da emocional; podem ter vislumbres dela, mas não veem além disso, no sentido geral. Ocasionalmente poderão ver. Mas que extensão terá o campo da vossa aura? Pode ir dos três ou seis metros até 300 quilómetros. Depende do quão activa se encontre. “Poderá ser assim tão extensa?” Decerto que sim!
Bom, todas essas cores, cada nível pode ter sete cores, quantas combinações poderão formar? Certamente! Essa é a singularidade que os caracteriza. Mas a vossa função não é de compreender isso tudo, razão porque o cobrimos por alto e por breves trechos.
Assim, para avançarmos rápido agora, vejamos o que compõe a vossa singularidade espiritual. A chave para a vossa singularidade psicológica, como já afirmamos consta da humildade; a chave para a vossa singularidade espiritual assenta na felicidade. Já falamos muito sobre a espiritualidade, e ocasionalmente as pessoas, nas sessões privadas têm a coragem de interrogar “O que é a espiritualidade?” Não é robes nem cantos nem música de órgão, nem nada disso. As pessoas chama a isso espiritualidade, mas nada disso é espiritualidade.
A espiritualidade porventura terá mais que ver com dar mexer-se nos vossos calcanhares e saltar de contentes. Isso será, porventura, o que se aproximará do que descreve a verdadeira espiritualidade. Aquilo que basicamente a espiritualidade se resume é mais à felicidade, a uma felicidade sincera. E os dois componentes, caso queiram resumir isso a esses dois, quando na verdade podem resumi-la a três, serão a felicidade, a sinceridade, e não prejudicar conscientemente os outros. Se reunirem esses três parâmetros, estarão a operar espiritualmente. O que poderá mostrar-se completamente diferente da espiritualidade de outra pessoa. Por a espiritualidade - não obstante o movimento do potencial humano e a religião a terem tentado tornar numa experiência não original e única - ser completamente única. Por conseguinte, a vossa felicidade sincera, sem prejuízo de mais ninguém é diferente da vossa e da vossa e da dos demais. Mas na medida que procuram negar essa singularidade e torna-la homogénea (como a dos outros) também vocês negam a vossa própria espiritualidade. É por isso que não conseguem compreender isto nem ninguém poderá dizer-lhes o que seja, por tentarem transformá-la em algo que não é. Mas o que sugerimos é que é completamente única e pessoal.
E é com base nisso que podemos incrementar e ampliar a autoestima e a auto confiança e o amor pessoal, o perdão pessoal – esses conceitos. Mas quando a resumimos a partir da abordagem mais simples, aquilo que precisam procurar é: Se estarão a ser sinceros, se não estarão a prejudicar conscientemente mais ninguém, e se estarão a divertir-se. Se serão felizes. Se não estiverem a conseguir essas coisas, então não estarão a ser espirituais. Não precisam preocupar-se com que roupas vestir, nem com a igreja a que irão, com aquilo em que acreditam, porque com respeito à verdade da metafísica o que acredito, com respeito à verdade do universo, ou com quem estudar ou deixar de estudar. Se acederem a esse nível a espiritualidade então de facto a singularidade tornar-se-á evidente.
E basicamente a maneira como hão-de descobrir a vossa singularidade é examinando as categorias principais da vossa vida, cuja maior provavelmente será a dos relacionamentos. A segunda será a carreira e a terceira o processo da socialização (amigos e coisas do género) e o vosso crescimento, e fazer o que querem fazer. “Estarei eu verdadeiramente a fazer aquilo que quero?”
Bom, o livro Fernão Capelo Gaivota representou o quê? Uma bela história posta em termos simples. A chave assenta no “fazer o que querem fazer.” Mas tornou-se incrivelmente popular como muitos de vocês sabem, na virtude e qualidade tocante que apresenta, e tudo o mais. Mas o que os tocou não foi o livro mas a mensagem que diz: Façam aquilo que quiserem fazer, mesmo que seja diferente de todo mundo. Descubram a felicidade com sinceridade, e não prejudiquem mais ninguém. E vocês encontravam-se tão ávidos dessa mensagem que se disponibilizaram a pagar 6 dólares por oitenta páginas e uns desenhos, mais umas poucas palavras. Sem o depreciarmos, por ter sido absolutamente soberbo, mas sugerimos como estavam ansiosos por obter uma mensagem dessas: Voem, sigam o vosso caminho, planem, sejam excelentes; façam-no uma e outra vez até serem excelentes nisso. Façam jus ao potencial que têm, e acrescentem-lhe autoestima e respeito próprio, amor-próprio, respeito próprio e utilizem a vossa vontade e imaginação – isso compreende a coisa toda acerca da singularidade e do fenómeno desse livro – a simples mensagem da singularidade como porta de acesso à vossa espiritualidade.
É a mesma coisa: Aqui estão vocês a tentar obter o relacionamento que realmente não desejam, mas em que procuram satisfazer os quadros da vossa adolescência ou dos outros. Em que se ocupam de empregos e carreiras que realmente não querem, ou que não se permitem ver que não querem, e em que tentam encontrar amizades quando querem ficar a sós ou ficar a sós quando tentam encontrar amigos. E isso é de bradar aos céus. Mas não querem olhar nem deter-se a ver o que querem. Vocês detêm-se a pensar no que deverão querer – sê feliz, arranja uma relação, apaixona-te por alguém, casa-te, tem filhos que eles fazem-te feliz. Mas não fazem – a menos que façam.
Passa-se o mesmo com os empregos: que quererão fazer? Não querem um emprego mundano, por ser horrível andar a recolher o lixo, etc. Façam o que fizerem, mas divirtam-se a fazê-lo. Mas a vossa singularidade espiritual reflecte-se no facto do que quer que estiverem a fazer, o denominador comum passa por obterem satisfação disso, e estarem a ser sinceros em relação a isso, e não estarem conscientemente a prejudicar mais ninguém. Isso é tudo quanto é exigido da vossa parte.
Em termos Bíblicos, como o da Segunda Vinda e tudo isso, que se lerem a Bíblia com clareza, torna-se demasiado evidente que isso refere uma revelação pessoal e não uma revelação social; não é para toda a gente, mas para vós somente. Cada indivíduo terá a experiência reveladora da Segunda Vinda dessa Consciência de Cristo, da Segunda Consciência de Deus, a sua Segunda Chance de Realização da sua espiritualidade - ser feliz, ser honestos e não prejudicar conscientemente. Não é nada por que devam perscrutar as nuvens à procura nem ficar à espera. É a vossa própria experiência. E está aí, está aí, a cada passo ao vosso redor; cada um de vós aqui sentado se acha cercado pela sua singularidade mas recusa-se a olhar. Abram os olhos para ela e comecem a admiti-la, para que a realização dessa originalidade comece a operar em vós, e realmente possam descobrir – não desenvolver – descobrir essa singularidade.
“Mas para quê? Tudo bem, eu descobri a minha originalidade, e agora?” É uma porta que os conduz algures – que os conduz a vós próprios. No passado falamos sobre a Nova Motivação, uma outra razão para existirem em vez de resolverem problemas e ter problemas e de sofrer; falamos sobre dar cabo e de reconstruir o ego – rebentar com o ego negativo e construir o ego positivo; falamos sobre a solidão; falamos sobre a autoconfiança. Agora, como habitualmente temos dito, não é que precisem fazer todas essas coisas do princípio até ao fim, mas se o observarem, são tudo caminhos que conduzem a uma parte qualquer. Se se puserem a dar cabo e a reconstruir o ego isso levá-los-á a qualquer parte; se lidarem com a solidão isso levá-los-á a qualquer parte; se lidarem com a autoconfiança ou com a Nova Motivação, isso levá-los-á a qualquer parte; se enfrentarem o que têm de único. Qualquer dessas vias levá-los-á lá. Mas nós apresentámo-los a todos, por cada um de vós ser único. E assim, cada um de vós sentirá uma maior aptidão por cada um desses temas.
Todos esses tópicos conduzem algures, por todos se acharem interligados e se acharem posicionados para os levar a qualquer parte. Assim como o tema da Ambição Positiva que irá ser aqui desenvolvido na área de Marin County, em Los Angeles, em Setembro, uma abordagem básica. Por isso, não pensem que têm que pegar em tudo e realizar isso tudo; nós estendemos-lhes esta variedade de actividades para que escolham com que querem trabalhar, por respeitarmos a singularidade que os caracteriza, muito embora não tenham ideia de a ter. Se se permitirem fazer uso dessa vossa singularidade, o que descobrirão nessa vossa singularidade um tremendo poder para saírem a fazer o que tiverem que fazer para criar a vossa realidade, criar o futuro, criar a vossa bolsa de realidade – grande ou pequeno.
Por conseguinte, aquilo que fazem com a vossa singularidade, é sentir apreço por vós próprios e usá-la como fonte de poder, de modo a poderem fazer o resto do que querem fazer com a criança, o adolescente, o ego em vós e no sentido de se perdoarem e de mudarem os vossos modos. A singularidade dá-lhes poder. Também lhes destrava a porta de forma a poderem pisar mais essa realidade positiva. Também permite que funcionem em sinergia, permite-lhes funcionar como uma pessoa contributiva numa actividade sinergística. Porque dizer, somente: “Vamos todos juntar-nos e formar uma sinergia. Hupie!” não resulta. As crianças e os adolescentes não conseguem funcionar em sinergia – os adultos podem. Por isso, apelar e exigir que formem uma sinergia como os adolescentes, não passa de um monte de lixo, e está destinado a cair pela berma, em vez de se expandir e crescer. Quando forem adultos, então de facto isso tornar-se-á numa força poderosa que não poderão deter, que o atrairá tanto quanto vocês a atrairão. A vossa singularidade pode estabelecê-los nesse aspecto. Por conseguinte, quando estabelecerem esse aspecto, então conseguirão avançar em qualquer direcção que singularmente escolham, e descobrirão um êxito fenomenal.
“Bom, então, porque não falamos da singularidade há três anos atrás?” Por precisarem entendê-la, e tratar dela quando não estão capacitados a isso é ridículo, e é um insulto que lhes é feito. A esse respeito aguardamos até que a vossa vibração esteja preparada, e vocês queiram. Nessa medida, ao se permitirem experimentar a vossa singularidade, muito embora a não consigam descrever, a partir dessa posição aquilo que fizerem poderão fazer de forma mais potente, mais excelente, com um maior potencial e uma maior vontade, porque, como esses são os componentes da singularidade, se forem únicos esses componentes tornar-se-ão mais fortes. Compreensão algébrica básica: Se duplicarem a singularidade, duplicarão a vossa excelência, o vosso potencial e os componentes do eu, assim com a vontade e a imaginação. E se duplicarem esses elementos, então duplicarão a característica única que têm.
Transcrição e tradução: Amadeu António











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