sexta-feira, 16 de maio de 2014

CONCEBER & PERCEBER ENQUANTO ASPECTOS DA ANIMA - INCONSCIENTE COLECTIVO



Transcrição e tradução: Amadeu António
(Na imagem: Perséfone, que perambulou pelo chamado "mundo dos mortos" ou Inconsciente colectivo)


Vamos falar da crise patente entre a Anima e o Animus, mas mais com uma ênfase no resultado.

Já falamos diversas vezes do confronto a que as mulheres fazem face, quer no sentido de irem em frente e de desenvolverem a sua energia masculina, quer no sentido de tentarem arranjar um homem qualquer que o faça por elas, quer, da terceira e mais viável das hipóteses, de se virarem e desenvolverem a própria energia feminina e de voltarem com uma nova perspectiva, desenvolvendo assim a sua integridade. 


E já mencionamos que os homens, similarmente, atingem um certo ponto de desenvolvimento das próprias qualidades da energia masculina e feminina, e que tão frequentemente se voltam para uma mulher para que ela lhes providencie o restante da sua energia masculina, descobrindo que não funciona, e abandonando a própria energia masculina por completo, e precisando de seguir adiante, e muito desse avanço particular, consta exactamente do conceber e do perceber.


O problema está em que, devido à ênfase colocada, tanto pelos homens como pelas mulheres, à importância da energia masculina, à importância do termo Animus usado por Jung, muito pouca atenção tem sido dada, se alguma, àqueles aspectos profundamente importantes da concepção e da percepção da energia feminina.


Desde o tempo das sociedades patriarcais que duraram a partir de quinhentos DC, mais ou menos, até ao presente, e esporadicamente mesmo antes, a ênfase sempre foi colocada na vontade e na acção, na compreensão suscitada pelo intelecto e no sentido da vida, com muito pouco improviso de credibilidade atribuída à imaginação e ao sentimento, mas sob pressão essas duas qualidades foram cortadas e demitidas, e jamais chegaram a enfatizar as da concepção e da percepção.


E aqui estão agora, dispostos a criar essa integridade do ser e da consciência, mas não sabem como conceber nem como perceber. E como sentir à espera que as coisas sucedam, conforme as pessoas faziam, representa um retrocesso, e como não podem permanecer imóveis por estarem a avançar em função do crescimento que estiverem a ter ou por estarem a retroceder e chamar a isso estagnação mas ainda assim será recuar, assim pois queremos considerar o resultado, a crise. Mas, assim que enfrentarem e confrontarem e por fim aceitarem a crise e decidirem mudá-la, de que modo conceberão? E como, em seguida, perceberão no sentido da dar esses passos e dessa realização? Vamos ver.


Também vamos falar do Inconsciente Colectivo que mais popularizado foi por Jung, embora seja um conceito que foi aventado e pensado muito antes de Jung surgir, mas como tinha um rótulo que soava de um modo atractivo foi utilizado subsequentemente para descrever um aspecto da mente, tão frequentemente pensado em termos de um sítio algures, para além do cinturão de Van Allen ou algo do género, uma banda da consciência artisticamente tecida, etc. Pensam nisso em termos de acederem ao Inconsciente Colectivo e de conseguirem algo que resulte magnífico como compor belíssima música, arte, escrever livros, fazer surgir ideias brilhantes, etc. Têm ideias dessas, mas não se detêm para ver o que realmente o Inconsciente Colectivo comporte. E isso importaria, por poder ser o que traçam sobre ele e o que dizem que poderia ser, mas infelizmente é muito mais com que não estão a contar, que não tinham antecipado. Além disso, não está situado em parte nenhuma, para além da lua ou do cinturão de Van Allen. Encontra-se algures sem dúvida, e muito mais perto do que imaginam, mas sugerimos que para o compreenderem e aprenderem sem ele, é justamente o que propomos, juntamente com o paradoxo da metafísica – como ela pode constituir um factor de libertação ou de limitação; como a metafísica os pode conduzir à loucura. 


Presumem ser muito melhores do que toda essa gente que não segue qualquer metafísica, por vocês estarem na metafísica, e que eles é que vão dar em loucos com todas as alterações e mudanças da esfera da realidade objectiva e subjectiva tão radicais. Não é só que todas as coisas objectivas se estejam a tornar subjectivas, por muito do que é subjectivo estar a tornar-se objectivo, o que está a deixar tudo muito mais louco.

Mas pensam que eles é que irão sofrer isso, por vocês estarem na metafísica. Mas o metafísico também pode enlouquecer, entendam, por a metafísica poder constitui um enorme factor de libertação e libertá-los – não elevá-los por ventura, mas libertá-los – do que representa a situação caótica que já está a suceder e que está a aumentar, assim como a fonte da vossa loucura. E do mesmo modo, e com base nessa constrição, sobre o paradoxo da espiritualidade, por também lhes poder trazer a esperança ou levá-los ao desespero. 


Algumas destas coisas poderão parecer um tanto deslocadas, mas acham-se todas impecável e fortemente ligadas à área do conceber e do perceber. Já falamos um pouco sobre cada uma dessas áreas em vários seminários, no passado, e as suas sementes foram plantadas em cada um de vós, nesta ou em outras vidas, e cresceram, e foram objecto de cultivo, quer positivo quer negativo, e agora é tempo de as colectarem em conjunto, da colheita, e de usar a safra para irem em frente, de avançarem e de dar o passo em frente no vosso crescimento.


Um passo inicial nesse desconhecido, nessa nova espiritualidade conforme pode ser descrita, mas dessa verdadeira espiritualidade que sempre se fez presente, embora muito poucas vezes tenha sido considerada; passo em qualquer um de quatro componentes: Dispõem de escolha, de múltiplas opções. O primeiro passo consta de escolher quer desenvolver a excelência ou de tratarem de se tornar cada vez mais afectuosos o que leva a que sejam amados, obviamente, ou desenvolver os componentes do Ser, como o autoconhecimento, o valor próprio, a auto-estima e o amor próprio, a autoconfiança, o respeito próprio, a auto-realização, o que conduz a um amor incondicional. Ou desenvolver a comunicação com o vosso Eu Superior. Não é que tenham que fazer tudo isso, nem por essa ordem. Dispõem de opção; aqueles de vós que acham que a comunhão com o Eu Superior ainda não seja tão produtiva, por diversas razões de cunho pessoal, não estão limitados à falta de crescimento, por poderem escolher qualquer dos outros.

Aqueles que acham que o desenvolvimento da excelência e da elegância que envolve, como nota-chave, como ponto de viragem, esteja um pouco mais ao vosso alcance, ainda dispõem de outros métodos por meio dos quais o poderão conseguir.


O modo como a realidade opera é por meio do paradigma do futuro criando o presente contra o pano de fundo do passado. Para consolidarem o presente, precisam alcançar o futuro; o anzol que precisam atirar-lhe, a forma como passarão da realidade de três dimensões, altura, comprimento e largura, rumo a essa quarta dimensão de tempo e de espaço não passa por melhorar o vosso caminho nem por o forçar, mas por lançar essa gancho além, pela exploração da quinta, da sexta e da sétima dimensões da realidade, por puxar o vosso caminho por entre essa dimensão fastidiosa do espaço e do tempo. A maneira de crescer espiritualmente passa pela descoberta das fundações, sem dúvida, por atirar o vosso gancho para lá, passa por saber para onde se estão a dirigir, por dar a si próprios essa estabilidade, por trazer isso à realidade, por o tornar numa realidade inegável.


...


Agora queremos olhar essas ferramentas particulares que concedestes a vós próprios. A vossa consciência optou por se tornar física, entendem? Podiam não ter optado por isso, mas optastes, e a determinada altura na série de decisões e de opções que tomastes por vós próprios, que atribuíram a vós próprios na retórica do vosso processo evolutivo, foi colocada a questão – por vós – “Quererei decidir crescer numa forma física, ou não?” E decidistes que sim, de modo que aqui vos encontrais. Posteriormente, procederam a uma série de outras decisões, sem dúvida, tais como produzir um mundo, produzir um sistema solar numa galáxia e num universo situado por entre universos, a fim de procederem àquilo que decidiram fazer, crescer numa forma física. Nessa decisão que tomaram de crescer por meio de uma forma física decidiram faze-lo dando saindo da harmonia de todo o cosmos, por falta de um termo melhor. Decidistes separar-vos, para conseguirdes aprender a voltar a ligar-vos a ela. Saístes dele usando o vosso livre-arbítrio para abandonar essa harmonia, e agora precisais utilizar esse livre-arbítrio para voltar a ela.


E por poucas palavras, é a isso que toda esta algazarra se resume, que tendes vindo a fazer há milhares e milhares de anos, segundo a descrição com base no tempo que utilizais, por meio do que chamais de vidas passadas e futuras – que na verdade são concorrentes – tudo para mostrardes a vós próprios que dispondes de livre-arbítrio para voltar a essa harmonia. Trata-se de uma matéria difícil que tem que ver com o crescimento que pode ser macia e fácil e estar repleta de todo o tipo de benefícios e de alegrias se assim o entenderem, mas que tem as suas próprias limitações, pelo que destes a vós próprios, juntamente com isso para o equilibrar, cinco agentes particulares, cinco coisas que produzistes para que pudessem servir-vos, para o tornar num processo de crescimento fácil. Um deles é o tempo, e vós concedestes a vós próprios tempo, esse cordão de energia que se revira sobre si própria e redemoinha e rodopia ao redor para vos servir de almofada entre os pensamentos que têm e a realidade que esses pensamentos produzem. Para vos facultar da possibilidade de acelerar ou abrandar as coisas, e terem a oportunidade de as olhar com mais atenção, e poderem ver como a coisa terá ido daqui até acolá, passo-a-passo.


Concedestes a vós próprios tempo para desfrutar das coisas, para vos sentirdes felizes, para produzirem esse sentimento - não só para o sentirem, mas para saberem que o sentiram, para saberem que o criaram e que não vos sucedeu, ou que nasceram na família correcta ou nas circunstâncias apropriadas ou no seio da gente acertada; mas que vós o fizestes, vós produzistes essa felicidade, criastes essa diversão. Tempo para poderem descobrir em que consiste a diversão e para a verem a mudar e a evoluir, por todas as coisas evoluírem e o tempo também. 


E concederam a vós próprios um segundo agente ao vosso serviço – o espaço. Por o tempo e o espaço andarem claramente de mão em mão, o espaço em que dispõem todas as coisas, o espaço para criarem sequência, espaço para criarem cronologia, de importância tão vital para vós, juntamente com o tempo; para poderem identificar com mais clareza locais, para procederem à divisão, por o espaço vos facultar lugar para a divisão; para aprenderem a faze-lo antes de o fazerem na mente, automaticamente. Agente de serviço espantoso esse, o espaço, para fazer coisas – na realidade para as manifestarem nessa forma física, para fazerem com que se situe nela e com que permaneça e para terem energia suficiente não só para fazerem um coisa mas todas as coisas que fazem, e para terem tempo e espaço para o fazerem – duas coisas que concedestes a vós próprios para facultarem a esta manifestação física, a esta densidade que produzistes, a esta massa, uma pequena ajuda extra.


Também concedestes a vós próprios um passado, o que representa o enredo da história, o vosso resumo, a vossa biografia, e concedeste-o a vós próprios. Não o anotaram no papel, conforme alguns de vós o fazem com alguma frequência, ficaram com tudo aqui (cabeça) memorizaram tudo. Para em qualquer altura se alguém vos perguntar vós pegardes na informação sem precisarem consultar nenhum livro a fim de o descobrirem. 


“Que foi que fizeste quando tinhas sete anos de idade?”

“Bom, deixa-me cá pensar; Ah, já sei.”


São muito bons nisso, são muito bons nisso. Mas não é muito diferente de um livro na prateleira que lestes cem vezes e que virtualmente o memorizaram. Conhecem a história do pequeno Porquinho (NT: “This Little Piggy,” uma canção de embalar) de um modo razoável. E também conhecem bem o vosso passado de forma razoável, por estar comprometido com a recordação, mas isso é tudo – comprometido com a recordação e não com o facto. Vós criaste-lo; por vezes deslizam um pouco e esquecem um pouco desse passado e reescrevem-no, melhor ou pior, fazem isso a cada passo. Ah, mas “Não se pode modificar o passado!” Estão a faze-lo a cada instante. A cada instante estão a alterar o passado e sabem disso, e se se detiverem a examinar isso, e se utilizarem o tempo e o espaço para o ver verão que o fazem a cada passo. Mas o passado é maravilhoso agente ao vosso serviço por vos dar algo em que poderão repousar, algo com que possais explicar a vós próprios, algo que vos proporcione profundidade, de modo a que os outros vos possam conhecer e experimentar-vos.


E concedestes a vós próprios um presente, um pátio de recreios, um local para fazerem tudo, para reunirem tudo, para atingirem tudo quanto estão para atingir, para concederem a vós próprios o sistema mais perfeito de resposta e regeneração que pode existir. “Estarei a fazer isto correctamente?” A vossa realidade deverá mostrá-lo a cada instante. “Estará isto no caminho certo?” A vossa realidade vo-lo dirá. “Estarei a satisfazer o propósito que tenho na vida?” A vossa realidade vo-lo revelará de bom grado. “Será isto que é esperado que faça no âmbito do meu crescimento espiritual?” A vossa realidade dir-vos-á isso num momento, no presente. É um sistema de resposta maravilhoso que tendes. 


E o futuro que se destina a ser a vossa motivação; esse vislumbre da consciência que é mais do que vós, essa visão da alma, essa visão da consciência superior, esse vislumbre de Deus, Deusa, Tudo Quanto Existe, que vos recorda para onde vos encaminhais, e em que direcção se encontra o lar, para onde caminham. Uma coisa bela, o futuro, cheia de esperança e de luz e de resplendor, repleto de oportunidades, e de confiança e de alegria, alegria. Que maravilhoso agente ao vosso serviço destinado a inspirar-vos, a conceder-vos esperança e a chamá-los para a frente, de modo a não se deixarem apanhar na grandiosidade do presente. Esses são os agentes ao vosso serviço que concedestes a vós próprios para tornar o vosso caminho rumo à densidade da condição física e de regresso mais suave, mais fácil, mais jubilosa, mais gratificante, mais exequível e mais estimulante.


Mas depois dispõem de um assistente; entendam que devido a terem tão vasto quadro de agentes ao vosso serviço, precisam de um assistente, de modo que criaram um assistente tipo mordomo chamado Ego. (Riso) O ego é uma coisa maravilhosa por chegar junto de vós e vos dizer tudo quanto está a ocorrer no exterior, de forma que tomem as decisões, entendem? Para tomarem as diversas escolhas e decisões, a seguir ao que o ego supostamente deve conduzir essas escolhas e decisões de volta ao exterior, por assim dizer. É o elo, a ligação entre esse físico e o não físico ou essa consciência que faz parte de vós próprios. E conforme nos casos dos mordomos, se arranjarem um que seja bom, ele funcionará na perfeição, tratará de tudo, fará com que tudo esteja em ordem, etc., entregar-lhes-á uma informação exacta, não vos usurpará nem tentará adivinhar por vós, não tentará fazer jogos de poder de forma nenhuma e será um excelente servente.


O problema está em que o vosso mordomo tentar tomar o controlo, não é? Tenta dirigir o espectáculo inteiro. É aí que dá para o torto, quando o mordomo tenta dirigir todo o chakra da cooperação deste lar desta densidade da forma, e sai fora de sintonia. Agora, por que diabo faria isso? Bom, não foi ideia sua, mas vossa ideia. Por terem esses serventes particulares que supostamente deveriam dominar; são o patrão, exercem domínio. Só que não se satisfizeram com isso e quiseram dominar e controlar, quiseram controlar o tempo e o espaço, quiseram controlar o passado e controlar o presente e controlar o futuro, e ao fazerem isso, afastaram o vosso poder de domínio com as vossas tentativas de estabelecer o poder da posição dominante. E ao fazerem isso, o mordomo, o vosso ego, tornou-se negativo, e vós acabastes tornando-vos num escravo do tempo - nunca têm tempo em demasia, passa demasiado rápido, ou demasiado lentamente, a cada dia que passa envelhecem ou aproximam-se da morte, a cada dia se aproximam do desastre inevitável que ocorrerá sem a menor dúvida. O tempo tornou-se num inimigo por vos ter escravizado, não mais representa aquela banda de energia de estágio e envolvente com que devem aprender e com base em que devem repetir e que vos dê oportunidade de cometer erros e de compreender, mas foi planejado pelas vossas religiões, em grande parte, de modo a dotá-lo de um meio e de um fim, mas foi planejado, e agora vós achais-vos confinados por acção dele.


Mas em relação ao espaço é igual, nunca há que chegue, nunca o suficiente; mesmo enquanto se acham envolvidos com a metafísica existem tantas técnicas, tantos métodos, tantos sistemas de crescimento que se tivessem que fazer tudo o que seria suposto fazer nem sairia da cama pela manhã e ficaria a meditar vinte e quatro horas por dia... São um servo de um coxo mas isso motiva-vos. Fazem coisas não por quererem mas por causa do tempo. 


“Deverei ler este livro?” 


“Bom, não há tempo que chegue, faz umas anotações sobre a matéria.” (Riso) “Deverei pôr este processo em acção?” “Não tens tempo suficiente. No que será que isso irá dar? Vou apenas dizer que é isso que sou. Vou fazer blefe.” (Riso) 


“Meditar? Não tenho tempo para meditar, no meu dia-a-dia. Afinal tenho que trabalhar aqui e acolá, e a seguir preciso comer alguma coisa, e por essa altura estarei demasiado cansado para me sentar a meditar, ou acabarei adormecendo, por isso não tenho tempo nem espaço para meditar, o meu sítio é demasiado ruidoso, demasiado limitado, sórdido...”


O tempo e o espaço a controlá-los.


“Que vais fazer na próxima semana?”


“Não sei, depende do tempo que tiver para fazer, e do espaço que tiver para o fazer.”


“E isto, gostavas de fazer?”


“Ah, adorava, mas não disponho de tempo. E depende do espaço que o meu calendário ainda tiver, repleto como está.”


Quando se tornam escravos do tempo e do espaço eles passam a ditar-vos a vida, e deixam de fazer aquilo que querem e começam a fazer o que lhes resta, o que o tempo e o espaço permitirem.


O passado, de forma similar, deixou de ser aquela coisa maravilhosa em que se apoiar e com que se brincar, trabalhar, para usar como pano de fundo, que vos forneça o preparo adequado para esta ilusão a que chamam realidade, mas agora de súbito controlam-nos em termos de causa e de efeito: 


“Por causa do que a minha mãe me fez... Por causa daquele relacionamento que tive... Por causa daquela escola... Por ter sido transferida no segundo ou terceiro ano, não sei ler. Por os professores terem pegado comigo no décimo ano detesto ler, e nunca mais voltarei a fazê-lo, por soar a trabalho de casa. Ai, como detesto segundas-feiras. Ai, que não suporto Domingos nem quartas-feiras, por causa de todas essas coisas no meu passado. E projecto isto em ti e em ti e em ti por se dar o caso de por essa altura não ter descoberto como ter tempo.” (Riso)


E o presente? O presente torna-se num parque de diversões para o ego negativo: competições, ser “melhor que”, superioridade de todo tipo, inferioridade (que representa o mesmo que a superioridade em absoluto, só o exibem por um ângulo diferente, mas trata-se do mesmo jogo) mas sugerimos que o presente não passa de tudo isso, e que é que acabam por fazer? Tempo para combater isso tudo. “Tenho que me assegurar que vou permanecer livre de ego; tenho que me assegurar que o adolescente em mim não se vai intrometer nisto. Não quero permitir que isso suceda aqui; não quero perder o poder que tenho nisso. Não quero fazer isso aqui, não quero fazer aquilo acolá.” Não têm tempo para fazer nada. O vosso presente constitui uma constante batalha contra este mundo que tenta deitar-lhes a mão. E existem legiões de pessoas na metafísica que vivem as suas vidas dessa forma, como se o presente fosse um tipo qualquer de inimigo que andasse a persegui-los, e a menos que estejam minuciosa e adequadamente armados, não conseguirão dar um passo nele, terão que ter uma logística controlada de A a Z e todas as contingências abrangidas antes de se atreverem a dar um passo em frente e fazer o que quer que seja. São escravos desse presente e correm por aí atados pelo nariz – ou por uma outra parte qualquer do vosso corpo – a correr.


E o futuro, que coisa será? Que coisa será o futuro? Esperança, luz ou inspiração? Ah! Irão rebentar convosco numa explosão nuclear; o Ronald Reagan conduzi-los-á com certeza à guerra, coisa que poderão constatar que quer olhando-o nos olhos, e pela falta de cabelo cinzento – isso é o que ele quer (riso) – e retirar-lhes-á todos os sistemas de defesa que têm até parecerem galinhas peladas à espera de... Ou se não fizer isso, um computador qualquer que funcione mal dará início automaticamente a um jogo de guerra, ou um idiota qualquer carregará no botão. Mas se isso não vos atingir, o cosmos fá-lo-á.


Afinal de contas a Califórnia está destinada a afundar-se no oceano e a sofrer terramotos por todo o lado, não é? E Nova Iorque está destinada a fundar-se, e Chicago, e Nova Orleães. (Riso) Nunca ninguém falou do que vai acontecer à Europa, à África e tudo o mais. Supostamente vai ficar tudo intacto, segundo as descrições, mas seja como for, indagamo-nos acerca de quem estará a criar a realidade, quem será o excêntrico, e se a destruição irá ocorrer em mais alguma nação. Não se ouve falar em pânico de massas relativamente ao que se vai passar na Finlândia.

(Riso) Assim, se os políticos não vos arranjam um idiota qualquer que não saiba o que anda a fazer o cosmos fá-lo-á. Por isso, que virá a ser o futuro? Por que incomodar-vos? Há-de ser luta e contenda, estão escravizados. Estão completamente escravizados por esse futuro, com medo dele, sempre dependentes dele. Se estivessem de costas voltadas para o passado e no rumo dele, dar-lhe-iam a volta de outra forma; apoiam-se no vosso futuro (riso) enquanto tentam rechaçar o passado. Porquê? Por terem dado essa parte ao vosso ego. E não foi só por uma questão de inocência: “Ah, pobre de mim.” Fizeram-no com um propósito que foi o de tentarem controlar esses agentes ao vosso serviço, e eles escravizaram-nos! O que corresponde em absoluto àquilo que acontece sempre que nas estruturas políticas, quando um indivíduo particular pretende exercer controlo, torna-se escravo. De notar o ditador porventura mais célebre dos tempos recentes, Hitler, que foi em definitivo um ditador ao pretender controlar o mundo, obviamente sem entrarmos em detalhar quanto a tudo isso, e que acabou bastante controlado e escravizado pelo próprio sistema que tentou usar para escravizar outros. O que não quer dizer que as pessoas não tenham morrido de forma trágica, nem quer dizer que de certo modo tenha sido errado e prejudicial que tudo isso tenha sucedido, mas de facto foi ele quem em última análise foi escravizado pelo próprio sistema que criou. E vós, na vossa vida do dia-a-dia, ao tentarem controlar outros, ao tentarem controlar a realidade nesse sentido negativo da vontade de dominar, acabam por se ver controlados, cortados, separados, isolados. Isso sucede uma e outra vez, e foi o que vocês fizeram.


Mas então, que é que precisam fazer? Bom, precisam livrar-se desse mordomo, é tudo! Precisam ver-se livres dele, despedi-lo na hora. Só que há um problema, entendem, porque alguém precisa cuidar dessas energias que vos prestam serviço que vêm ao vosso encontro: o passado, o tempo/espaço, o presente, o passado e o futuro que vos fornecem toda esta informação. Alguém precisa tomar isso a cargo. “Bom, tudo bem, eu livro-me do meu ego e faço-o eu próprio.”

Mas aí não vão dispor de tempo para fazer as coias que estão aqui para fazer, entendem? Não vão dispor de espaço, vão ficar com a secretária repleta; ainda vão ficar escravizados. Não, não se vão livrar do ego porque precisam de um ego. Mas precisam transmutá-lo desse ego negativo de volta para a função que lhe cabe, para o seu legítimo lugar, o de ego positivo. Mas, que será que isso envolve? Ah, há muita coisa envolvida nisso, mas sabem a que se resume? A uma pequena crença muito agradável. A pequena crença de que se o mudarem, tudo o mais cairá no lugar – não de forma instantânea, mas o resto será capaz de cair no lugar, por acção da vossa escolha e essa crença de que o vosso ego é maior do que vós, e de que é mais poderoso do que vós. Já falamos sobre isso, sabem disso, mas gente, vocês não o mudam. Estão a ir nessa direcção e a deparar-se com essa crença: “Mas o meu ego cometeu isso; eu tento de verdade, mas o meu ego continua a intrometer-se. O meu ego está sempre a fazer isto, o meu ego intrometeu-se aqui...” Não, não fez não senhor! Vós colocaste-o lá.


Costumam culpar a criança em vós: “A criança em mim provocou isto, a criança em mim estragou tudo...” Tudo bem. Não pode fazer isso, sabem, porque vós suscitastes a criança em vós a título de bode expiatório, e isso faz parte da razão porque têm um relacionamento tão mau com a criança, por estarem permanentemente a fazer dela bode expiatório, sabem?


Não apreciam ter um patrão seja em que trabalho for que estejam a fazer que esteja constantemente a apontar-lhes o dedo a acusá-los: “Foi culpa tua!” quando nada absolutamente têm que ver com isso. Bom agora à criança ou ao adolescente em vós... mas ainda o fazem em relação ao vosso ego: “Estou quase por cima dele. Já o tenho bem controlado, mas o meu ego ainda se quer intrometer, o meu ego ainda me tenta conduzir-me a isto, o meu ego quase me levou a isso.” São vocês que o estão a fazer; estão a colocar esse ego mesmo à vossa frente para depois esbarrarem com ele e dizerem. “Olha o que o meu ego me fez! O meu ego atropelou-me.” Não, vós é que o envolvestes por o terem colocado lá, por o terem deixado ficar lá. “Bom, eu quero isso, mas o meu ego está sempre a intrometer-se.” Como se fosse desconforme, ou como se tivesse poder sobre vós, como se tivesse qualquer controlo para além daquele que lhe atribuem. Mas é uma crença, entendem – não apenas a compreensão intelectual: “Ah, já o entendi, vou detê-lo exactamente no ponto.” A crença de que o vosso ego é maior do que vós, de que o vosso ego seja mais potente do que vós, de que o vosso ego exerça controlo sobre vós. E é uma crença que que acreditam, POR QUEREREM. Por constituir uma desculpa conveniente: “Ah, não fui eu, foi o meu ego. Não fui eu quem te magoou, foi o meu ego. Não falhei, foi o meu ego. Não fui eu quem estragou tudo, mas o meu ego.” Ou: “Eu faria, excepto...” Etc.,etc., etc. Conhecem todas as linhas que usam suficientemente.


Se alterarem essa crença, entrem no subconsciente, encontrem essa crença e retirem-na e creiam que é segregado, mas o guia que usam para aceder ao subconsciente sabe muito bem onde está e conhece todas as palavras passe e consegue chegar a ele. Mas hão-de ficar assombrados com o quanto são segregados, essa pequena crença de que o vosso ego é maior do que vós. E poderão retirá-lo e descobrir tratar-se de uma pequena crença, bem pequenina, quase como um chip de computador. E tudo o que têm a fazer é substituí-lo; esmagar esse e colocar-lhe um novo chip de computador, uma nova crença. A de que exercem domínio sobre o vosso ego. “Ah, isso não funciona...” APENAS PORQUE NÃO QUEREM QUE RESULTE! Apenas porque, se o fizessem, colocar outro chip de computador, ou reescrever a crença. “Eu exerço domínio.” É melhor ver como se escreve domínio. Não quereriam soletrar uma palavra de forma errada, por que isso seria verdadeiramente devastador, não? (Riso) Ainda podiam escrever “domino” em vez disso ou algo do género. (Riso) “Eu exerço domino sobre o meu ego, não é? Quem conseguiria responsabilizar-se por um tipo de impacto desses? Estamos a brincar acerca disso, mas se o soletrarem mal, não faz mal. (Riso) Não os queremos assustar (riso).


Mas se a mudarem, se lhe colocarem uma nova crença, aí não vão ser capazes de conscientemente apontar o vosso ego e dizer: “Ele fez isso. Ele tentou apanhar-me; eu quase o tive, mas ele intrometeu-se, ele esbarou comigo, ele derrubou-me.” Não irão ser mais capazes de dizer essas coisas, por nós sabermos o que vós já sabeis – que isso não é verdade. É aí que entra a relutância, entendem. “Não quero que resulte; não quero ser capaz de entrar numa meditação, de rasgar a página e de reescrever uma nova página, por isso ser demasiado simples. Não há lugar sequer para o meu ego se envolver, nem para me deter.” Ou “Não o quero se fores tecnologicamente mais capaz e possas ir de descobrir esse pequeno chip de computador, arrancá-lo com um martelo e colocar-lhe um novo.” 


Por implicar que, se se livrarem do ego, se livram da crença. Rondai o ego para poderem ter domínio. Para que o vosso ego vos dê conta do que lhe disserdes para dar e vos reporte o que é suposto reportar, sem mais nem menos. Aí, estes pequenos componentes tornar-se-ão uma vez mais serventes: o tempo, o espaço, o presente, o passado e o futuro servir-vos-ão. É muito importante entender isso. Mas sabem, é verdade não só em relação a esses particulares utensílios, é totalmente verdade no domínio metafísico por precisarem condensá-lo nisto, os utensílios da metafísica – o processar, na visualização, na meditação. E mais cada uma das incontáveis variações do tema, mas se realmente examinarem aquilo que compõe a vossa metafísica, em termos da função que tem e não da filosofia ou das teorias. Que função terá a vossa metafísica? Prende-se com a visualização, com a meditação e com o processamento, nas suas múltiplas configurações e formulações.


Do mesmo modo, esses componentes constituem agentes que se prestam a servi-los; mas se tentarem dominá-los: “Vou controlar as minhas meditações, vou controlar as visualizações e ver somente o que quero ver, vou controlar o processamento e processar unicamente aquilo que for bonito ou nobre.” Tentai controlá-los e sereis escravizados por eles. E hão-de processar e processar sem parar até atingirem os 95 e ainda estarem a processar a criança em vós, ou ainda a processar o adolescente em vós. Irão dar em doidos, perder-se-ão, afogar-se-ão no processar. Irão visualizar? Ah por essa altura já serão muito bons nisso, com uma tal clareza cristalina, etc., que se perderão na visualização.Assim como poderão perder-se nas meditações. “Não entendo; eu processei, visualizei e meditei e ainda assim não resulta. Vou dar em doido com isto, absolutamente.” Por vir a escravizá-los se tentarem dominá-los. Mas se, em vez disso, tiverem domínio, então servi-los-ão.



E descobrirão, de igual modo, nos domínios espirituais, que os utensílios que aí se encontram destinados a servi-los no seu crescimento, se tentarem dominá-los, se tentarem controlá-los, e usá-los para se servirem a si próprios, eles controlá-los-ão e escravizá-los-ão. Regressem ao domínio, e a chave para tal consta da mudança do ego. Não vão rebentar com ele, não vão reduzir-lhe o tamanho, sabem bem que sim, mas a crença acha-se lá e é isso que precisam mudar. “Bom, não sei se precisarei disso ou não.” Se não estiverem certos, façam-no! Se não estiverem certos disso façam-no. Mas para o fazerem, precisam auscultar as razões por que não: “Por que não o quererei? Por que o não terei conseguido há mais tempo? É aí que essas compensações divertidas entram em jogo. 

Mas é importante olhar isso, por envolver uma informação importante, pois vamos examinar um pouco mais, e entrar na área da concepção e da percepção. Ao mencionarmos o desenvolvimento da Anima, demos início a isso. Os quatro componentes principais, que são a imaginação, o sentimento, a concepção e o percebimento. Mas o que acontece com toda a clareza aqui com o desenvolvimento da vossa sociedade é a abertura dos primeiros dois componentes que é primordial. Os da imaginação e os do sentimento. E no lado masculino, (Animus) os quatro componentes são claramente a vontade, a acção, o intelecto ou a compreensão por intermédio do intelecto e o significado. E do mesmo modo na vossa sociedade o desenvolvimento dos primeiros dois é primordial. E sugerimos que era tudo quanto as pessoas costumavam ter tempo para desenvolver. Mas como o tempo os força agora, com mais tempo para lazer e uma passagem mais veloz do tempo, e os resultados surgirem mais rapidamente em menos tempo entre os pensamentos e as coisas em que pensam, à medida que o tempo lhes dá a volta, nesse particular âmbito, também quando estão abertos a essas outras áreas e de facto a crise sobrevém, conforme sugerimos, quando as mulheres vão em frente e pretendem desenvolver os resto das suas energias masculinas, como a da compreensão e a do intelecto e o do sentido, e buscam um homem para o conseguir, e quando ele não o faz ou começam a punir os homens ou tornam-se no homem que desejariam ter descoberto, etc., ou então rejeitam isso por completo. E o problema disso evidencia-se por si só, mas seja como for o problema também é o de que nunca chegam a esses componentes mais elevados dessa energia feminina. E do mesmo modo, no caso dos homens, desenvolvem os componentes mais baixos, por assim dizer, e procuram as mulheres que lhes forneçam o que é suposto que a mulher lhes dê pelo resto da sua masculinidade – a compreensão e o sentido da vida. Mas ela não pode, e não o faz, é impossível ela consegui-lo, por precisarem faze-lo por vós próprios. E aí o que sucede é que rejeitam tudo liminarmente e se focam principalmente na vontade e na acção ou descartam toda a sua masculinidade e deambulam pela imaginação e pelo sentimento.


Tornar-se-ão quer num agressor ou num covarde conforme já falamos noutras ocasiões, e jamais chegarão – jamais chegarão - a esses aspectos do conceber e do perceber da energia feminina, mesmo que rejeitem e digam: “Vou ser uma mulher bastante feminina, por já ter aqui um homem feminino, e não estar para lidar com todas essas coisas terríveis e horríveis que é como a maioria dos homens, etc. Vou encher-me de imaginação e de sentimento.” Nunca irão muito longe com isso. Jamais entrarão na concepção e na percepção por precisarem da energia masculina para lá chegar.


Mas as mulheres, nesse mesmo sentido, ao esbarrarem com a parede ao tentarem chegar a entender uma forma de obterem essa compreensão e esse sentido por via do intelecto e, nunca irão além da última porção disso, pelo que nos atreveríamos a sugerir que muito pouco terá sido conseguido relativamente ao conceber e ao perceber – para além do facto de as mulheres terem filhos, que é como concebem – e é assim que os homens ficam meio sem jeito, se ficam pela aba, sabem, porque eles também concebem, de forma que também se encontram envolvidos na concepção. “Afinal ela não poderia conceber sem mim.” Claro que podia, absolutamente. Mas seja como for, é onde se atinge uma concepção limitada – ter um bebé. E sugerimos que é nessa área que a maioria tende a sentir-se satisfeito – nunca chegam a estar – mas tentam satisfazer-se com isso. Quando muito, tudo o que isso faz é ajudar a matar o tempo de forma que ficam sem ter tempo para considerarem o que lhes falta. Nessa medida, acabam por se sentir felizes, quando funciona dessa forma e quando essa é a motivação que têm. Não estamos a dizer que toda a gente que tem bebés, mas que essa é a motivação, porque aí é o que acaba por acontecer. Fiquem certos quanto a isso, por não estarmos a condenar a infância nem a paternidade por forma nenhuma.


Portanto aqui estão agora confrontados com uma crise, uma outra crise a ajustar, a crise do Animus, em termos de: “Que é que faço?” E o que fazem é começar a conceber e começar a perceber. “Óptimo, mas como é que o faço? Não há livros sobre essa matéria, nem aulas no liceu relacionadas com o tema, nem sítio onde me possa dirigir.” Nós dar-lhes-emos algumas indicações, apontar-lhes-emos alguns passos e certas coisas a entender com que deverão trabalhar, mas vós precisais faze-lo. Não conseguirão isso de uma forma passiva; precisam faze-lo de uma forma activa, ser isso, desenvolver isso. Mas entendam, isso é o que vós sois. “Tudo bem, mas então como é que o rei conseguir?

A primeira propensão, e propensão que infelizmente muitos seguirão por um tempo demasiadamente longo, é a de simplesmente fazerem uso das palavras: “Agora estou a perceber e a conceber.” Mas não se trata simplesmente de criar novos chavões. “Passei uma óptima noite de Sábado em casa, sem sair nem nada, a conceber um monte de ideias novas que me granjearam uma imensa percepção.” (Riso) “ E estou nessa. Estou à frente, sabes. Ninguém me vai passar à frente no meu crescimento.” (Riso) Mas o que as pessoas também fazem é pegar na imaginação que já terão desenvolvido e chamam-lhe conceber. 

“Pego neste termo e prego com ele mesmo sobre essa função, e digo que obtive uma concepção activa e que estou sempre a conceber e que tenho uma capacidade de concepção feroz.” (Riso) Mas não podem colocar a imaginação por cima, como um tampão sobre um tubo, e chamar-lhe conceber de repente, por terem cultivado um novo jargão. E não podem pegar na percepção e tentar cobri-la com o sentimento.


Pegam nos elementos primordiais da Anima, da imaginação e do sentimento, e espetam com os elementos mais avançados por cima deles, e tentam dar ares de quem concebe e percebe, quando tudo quanto podem estar a fazer é imaginar e a sentir. Mas é agradável imaginar e sentir, e encorajaríamos bastante isso, só que não representa conceber e perceber, por isso, que é que irão fazer? Os chavões aqui não vão funcionar, entendem? Tal como no caso da gratidão. O chavão da gratidão não resulta. Dizer “Sinto-me tão grato,” não os levará a sentir-se gratos. Com a integridade passa-se o mesmo. Dizer que têm integridade não quer dizer que sejam íntegros. Por envolver a experiência, entendem, e se a tiverem têm e nessa medida estará presente. O mesmo se dá em relação à concepção e à percepção – não podem usar isso como um chavão, não podem substituir e simplesmente redefinir as coisas na vossa realidade, por ser algo novo, algo que precisarão acrescentar à vossa vida. Onde irão encontrar tempo para o fazer?

“Não tenho espaço de sobra, já tenho tanto de que tratar... nunca o aprendi no passado e agora encontro-me tão atarefado com o meu ego que vou ficar com dor de cabeça em relação a isto. E que bem me irá trazer em todo o caso?”


Mas seja como for, é importante que adicionem essas áreas particulares do conceber e do perceber. Ora bem, o truque nisto está em que não podem conseguir um sem o outro. “Bom, primeiro vou começar por conceber, e quando tiver conseguido isso, tratarei de perceber...” Ah, ah! “Talvez possa perceber primeiro, e depois consiga conceber...” Ah ah! É isso, entendem? As pessoas tentarão separar ambas as coisas por perfazerem dois componentes. E por parecerem ser dois componentes, as pessoas pensam que funcionem separadamente. Não funcionam. Funcionam conjuntamente. Não poderão conseguir adequada e legitimamente uma sem a outra. É um simples truque a ter em mente, mas um em que muitos de vós tropeçam, a menos que o recordem.


Bom, uma outra coisa é que concepção e percepção constituem estruturas. Funcionam em ambas como um processo mas elas constituem estruturas e por conseguinte possuem basicamente quatro componentes cada uma, em termos dos passos pelos quais chegam a elas, e das qualidades de se encontrarem nelas, relativamente à concepção e à percepção. Por isso vamos começar, já que as palavras precisam ser desfiadas uma depois da outra, razão por que parecerão vir primeiro ou no meio ou no fim. Vamos começar pela concepção. E de seguida vamos falar sobre a percepção, mas entendam que tudo ocorre de forma bastante simultânea. 


Concepção – dar corpo a algo novo. Vejam que mesmo isso talvez as crianças realmente não concebam; na sua própria mente elas não concebem algo novo mas um pedaço delas e um pedaço de outra pessoa. Mas assim que atingirem esta nova coisa tentam quebrá-la em muitas coisas velhas – nos olhos da mãe, no nariz do pai, no queixo do avô, nos pés da avó. Não é nada de novo para elas – podia ser mas não é, e em muitos casos, etc. “É um pedaço de mim e um pedaço de ti juntos.” Com muita lisonjeia à mistura. (Riso)

Conceber, no sentido lato da palavra constitui criar algo novo; isso não quer dizer reformular algo velho, nem juntar um monte de pequenas coisas e chamar-lhe “novo”. É criar, dar corpo a algo novo. Mas é igualmente muito lamentável e estranho quando as pessoas lêem um livro e saem a dar um seminário; vão a um workshop de alguém e dizem: 
“Ah, também vou fazer um seminário sobre essa mesma matéria. E pego na informação e acrescento-lhe mais umas quantas palavras diferentes aqui e ali e volto a cuspi-la de novo; já não lhes pertence, nem é algo que tenham concebido; se tiverem suficiente imaginação para mudar umas quantas palavras e reunirem algumas partes terão concebido algo novo – o que é lamentável por grande parte do vosso crescimento provir da concepção, e por muita gente pegar em diferentes partes e as reunir e lhes chamar concepção, só que nunca chegam a dar-lhes qualquer realização, razão por que descartam a concepção como algo destituído de importância. Por nunca o terem conseguido. Dar corpo a algo novo.


Temos vindo a falar na Califórnia há cinco anos e nunca os nossos workshops foram iguais. Tampouco os seminários. E noventa por cento daquilo de que falamos não conseguirão encontrar em livros, nem nas dissertações de nenhum conferencista, etc. Certa informação encontrarão e nós apontá-la-emos, e deverá ser pertença do conhecimento comum, por aquilo de que falamos e o que fazemos nestas actividades espirituais não representa reconstituição nenhuma do que os outros dizem, mas ao invés constituem concepções e percepções que relatamos o melhor possível por esta coisa chamada linguagem, mas conceber algo quer dizer mesmo isso, dar corpo a algo novo.


Muito bem, existem quatro aspectos distintos que precisam ser abordados para se poder conceber. Antes de mais, precisam desenvolver objectivos. Em três categorias: A primeira categoria em que precisam desenvolver uma categoria é num objectivo ideal, que representa um objectivo que sabem que não alcançarão, mas em relação ao qual sabem que se podem divertir a tentar. O objectivo ideal. Bom, isso soa demasiado fácil para muitos de vós – amar, representar uma luz, tornar-se num termo qualquer que represente um rótulo amplo. Mas não funciona desse modo, entendem, por precisar envolver um ideal específico. É aqui que muitos de vós bem-intencionados e de mente aberta inocentemente quererão fazer isso direito, e estragam tudo por o deixarem por uma terminologia generalizada: “O ideal que tenho é o de amar todo o género humano. A ideia que tenho é a de representar uma luz no mundo.” Ambas essas qualidades são magníficas e são de encorajar, absolutamente, mas para as definirem como objectivo precisam corresponder a um aspecto vosso específico, a um ideal específico: “Não o vou actualizar de todo; não vou viver o suficiente para o ver ter lugar, mas ainda assim é o meu objectivo, enquanto objectivo ideal.”


E a outra categoria de longo prazo, o objectivo que fornece os limites que os mova na direcção desse ideal, e ao definirem o ideal, muito para além do que irão alcançar, então definem objectivos a longo prazo que os mova nessa direcção. Objectivos a longo prazo que representem os vossos limites. E depois definem os objectivos de curto prazo, os mais insignificantes: “este ano, este mês, nestes próximos seis meses, nesta hora, no dia de hoje...” Termos a curto prazo, mais irrisórios, que reflictam a consistência com que funcionam no âmbito dos objectivos de longo prazo movendo rumo ao ideal. Por isso, este objectivo irrisório, ultrapassar este 23 de Setembro inteiros, precisa estar ligado por uma forma qualquer a este objectivo ideal. Precisa ter um fio condutor, um vínculo entre ambos.


Assim, se olharem para isto, de facto mutos de vós terão já objectivos destes, e só não os terão colocado na perspectiva apropriada; alguns de vós têm montes de objectivos, conforme em 84 falamos no “Tapeçaria do Sucesso”, onde falamos muito sobre o desenvolvimento de objectivos, e vós conseguiste-lo em várias categorias diferentes, mas nessa medida com o propósito de conceber precisam dispô-los segundo o ideal que têm e os longos termos e vê-los a funcionar como limites: “Não farei nada com isto, não vou fazer nada com isto,” não porque seja errado ou prejudicial, mas simplesmente por não encaixar nos limites dos objectivos de longo prazo que têm. Não que procedam a uma condenação qualquer em relação a isso: “É mau, é mau, puxa vida.” Não! Não inclui nada disso, por saberem que isso encaixa nos objectivos de longo prazo e funcionam na perfeição, e por que razão se hão-de preocupar com eles? Eles estão a avançar à vossa frente – para descasque da vossa natureza vil, não é? (Riso)


Mas ao estabelecerem esses, de forma que façam sentido: “Com vai suceder o dia? Que objectivo terei para o final do dia?” Situarem-se nesses objectivos de longo prazo nesta actividade particular. Agora, muitos de vós já possuem objectivos, entendem... muitos deles no sentido de castigar, de provar que os vossos pais lhes fizeram mal, de provar que o vosso passado foi mesmo real, de provar que o vosso ego é mais forte do que vós, de provar que o mundo não funciona o que é terrível, um número infinito de objectivos dessa natureza, e ambos têm um ideal: “Vou provar, a par com eles, que a realidade não funciona,” e não viverão o suficiente para conseguir isso. “E tenho os meus objectivos de longo prazo aqui, no sentido de que todos os dias e por todas as formas vou provar que a vida é triste, e que jamais podemos contar com ela por nunca resultar e sempre dar para o torto. E a cada dia que passa vou-me assegurar de criar uma catástrofe qualquer, um desapontamento qualquer.” Fazem isso a cada passo!


Num primeiro passo, precisam somente saber aquilo atrás de que andam nisto, os ideais a longo prazo, os objectivos a curto prazo.


Segundo componente – é o da motivação. Têm motivação? Que é que os motiva? Aquilo que motiva as pessoas, e muitos de vós, é o medo (O melhor é eu fazê-lo,) e a ira (Eu vou-lhes mostrar). O medo e a ira, infelizmente têm sido uma motivação para muitos de vós – mas não só o medo e a ira mas vários tipos específicos de raiva e de medo. Medo da solidão, medo da humilhação, medo da rejeição, medo de estar errado, medo de ser deixado para trás, medo de não ser o melhor, receio que alguém seja melhor, um número incontável de receios que os motivam. Ira? Certamente. Ira para com os pais, ira para com o passado em geral, ira na escola, para com os relacionamentos com os ex; mesmo que amem a vossa mãe ou pai de uma forma fantástica e não sentirem ira para com eles, muitos de vós ainda sentem muita ira em relação a muitas outras coisas. E aquilo que sugerimos é que usam essa ira para se motivarem, e por vezes ela consegue produzir resultados com uma boa aparência. Mas ficam aquém da concepção.


Troquem a motivação para a gratidão, a alegria, a felicidade. O que é que vos motiva? O facto de se sentirem amplamente gratos pela realidade ou pela oportunidade que têm? Por causa da felicidade que produzem – não que têm: “Bom, sinto-me feliz, por isso hoje vou ser bom. Mas amanhã, se fizeres alguma coisa que não me deixe feliz não vou ficar.” Não, isso não vai funcionar, entendem? Precisar gerar a vossa própria felicidade, e usá-la como motivação. “É por isso que me quero levantar da cama esta manhã. É por isso que vou escovar os dentes. É por isso que vou tomar um banho e arranjar o meu cabelo. É por isso que me vou vestir e vou de automóvel para o escritório ou para o emprego. É por isso que vou fazer um bom trabalho. É por isso que vou fazer por subir ou ser promovida, ou por receber um aumento adicional. É por isso que quero aquele carro. É por isso que quero este relacionamento.” Com base na gratidão e na felicidade e na alegria. Não por medo: “Não entendo o querem realmente dizer a meu respeito.” 
 Nem por raiva: “Maldito mundo, nunca me comtemplou com coisa nenhuma; eis aqui um outro exemplo que é melhor ressalvar já.” Isso não vai funcionar; poderá dar-vos aquilo que querem, de certo modo, e por isso a motivação precisa ser trocada.


Em terceiro lugar, a acção. E esta é uma que vai afeiçoar-se difícil, para uma certa quantidade de gente, e subentende a acção do dar. Não tomar, nem conseguir (ganhar) mas dar. Com que percentagem? A cem por cento! “Dar, a cem por cento, é a acção em que me vou envolver aqui.”

Alguém certa vez perguntou: “O objectivo que tenho é de dar de mim a cem por cento,” a que aduziu: “Precisarei fazê-lo?” (Riso) “Será realmente verdade que num relacionamento temos que dar de nós cem por cento? Não poderá ficar pela metade?” Se for pela metade não vai resultar! Dar a cem por cento. Dar, não tirar proveito. E muitos de vós aproveitam-se por modos que encobrem, de que nem sequer sabem: “Eu não devo aproveitar-me, por isso ser ganância e egoísta; não vou pegar.” Assim, tudo quanto conseguem é colocar um termo por cima e fazer a mesma coisa chamando a isso uma outra coisa qualquer. De modo que isso não funciona. A simples mudança de rótulos não resulta: “Resolvemos o problema X chamando-lhe Y.” Ainda se trata do problema X com um novo nome. E passa-se exactamente a mesma coisa aqui: “Eu vou pegar em tudo o que aproveito e dizer que é dar. Olha, assim já não sou mais um aproveitador. Que tal? Levou-me cerca de meia hora.”



Podia ter levado apenas dois minutos, se tivessem dispostos a desistir do aproveitar e começassem a dar. Não serão manipulados, não tirarão proveito de vós? Se quiserem, podem ser; isso fica ao vosso critério, por ser uma opção que não impede essa motivação, essa particular acção, tão necessariamente quanto parte do conceber. Ideias ou realidades ou seja o que for.

O quarto componente é o resultado que querem. O resultado. O resultado do dar, sim, mas mais importante, o resultado do inspirar, o resultado da mudança de algo maior do que vós. Bom, se reunirem isto, em termos de quando querem avançar com ideias, quando querem avançar com algo novo, quando querem olhar as coisas de uma forma conceptiva diferente, se derem estes quatro passos, isso tratará da porção do conceber. “Soa tão simples.” E é! A única razão por que nunca foi feito foi por nunca ninguém ter olhado para isso. Nunca ninguém chegou realmente a lidar com isso sob tal configuração, por nunca ninguém se ter importado em conceber no verdadeiro sentido.

De modo que é no sentido de estabelecerem esses objectivos – ideais de longo e curto prazo – de efectivamente se situar sinceramente numa situação motivadora baseada na gratidão, na felicidade e na alegria, ou da combinação disso, para adoptar a acção de dar, dar, dar a cem por cento a cada instante, a cada dia. E para quererem o resultado, para serem inspiradores, para serem algo mais vasto que vós; para se inspirarem e se elevarem, e para inspirarem outros e os elevarem. E se conseguirem olhar aquilo que querem nesse sentido, estarão em consonância com o conceber. 

Ora bem, não o obterão na integridade, por a parte do perceber precisar acompanhá-la, de modo que o que queremos que façam, a esse respeito, é que olhem – não tanto definir e estabelecer toda isto configurado durante o intervalo, claro que não, mas talvez dar uma olhada, enquanto estiverem no intervalo, em dois dos objectivos de longo prazo que tenham tido, e os vossos objectivos no campo dos ideais. Qual será a verdade e não a aparência. E se não estiverem certos, olhem para os de curto prazo que têm, que esses definirão os parâmetros dos de longo prazo, e por conseguinte o ideal situar-se-á aí.

Qual tem sido a motivação que têm – de verdade e não só pelo modo de falar? E quanto têm realmente vindo a dar, ou em vez disso, e com sinceridade, quanto têm vindo a tomar ou a esperar aproveitar ou a querer aproveitar, ou zangados por não terem sido capazes de o fazer? E aquilo que querem, segundo a concepção que fazem da vossa própria vida, será no sentido de inspirar? Ou será para serem inspirados? Examinar isso – não culpar-se por isso e decidir que são um flagelo - mas olhar isso somente, e experimentar isso. A seguir ao intervalo vamos dar uma olhada no perceber...

Parte do problema e dificuldade existente com a captação da ideia do conceber algo situa-se no facto de ainda não saberem o que vão conceber. E caso soubessem, não o fariam (riso) de modo que quando olhamos para isso em termos: “Muito bem, quero entrar numa disposição conceptual, quero ser capaz de conceber em torno de uma ou outra coisa, em torno do meu trabalho, em torno do relacionamento que tenho.” Um tipo de actividade ampla e abrangente. Pode-se conseguir isso, mas aí, para poderem produzir esse espaço ou essa energia conceptual – não se trata realmente de uma coisa – então esses passos tornam-se importantes; que se olhe os objectivos que se estabeleceu, os ideais de longo e de curto prazo, e que se olhe a motivação para se ter a certeza de que se procede das posições de que se pretende proceder, da gratidão, da alegria e da felicidade, ao invés da motivação com base nalgum receio ou ira não obstante o quão bem tenha sido encoberta possa ter sido por outros termos. E a sua acção irá ser uma de dádiva.


...



Se se virem numa situação dessas, a concepção virá a vós, só que pode não corresponder necessariamente àquilo que antecipavam, nem à direcção que procuravam. Em qualquer dessas situações, poderão abrir-se à concepção numa área inteiramente diferente, por já saberem o que envolve e então não irão conceber algo que seja novo, algo que brote de vós e que seja novo. E é isso que importa compreender, por o não poderem fazer somente, por precisarem juntar-lhe o perceber.



Para perceberem algo, torna-se muito importante que compreendam que a percepção nada tem que ver com a visão mas tudo que ver com o sentimento. Muitos dizem que então o sentimento é perceber. Ora bem, não é. Constitui um nível do sentir, certamente, e vai além do normal: “Eu sinto-me irritado, eu sinto-me contente, sinto-me só, parte do todo,” ou seja o que for. Sentimentos nesse sentido, mas é que o sentido da percepção compreende uma abrangência muito mais vasta, uma abrangência mais sofisticada ou mais elevada disso, mas nada tem que ver com o ver. E muitas vezes as pessoas descartam isso ao dizerem: “Eu estou a ver, eu entendo; eu vejo isto, eu vejo aquilo, eu vejo, eu compreendo; já entendi, estou a ver...” E na verdade bem que poderão ver alguma coisa mas é o sentimento subjacente. Podem ver quando não estão a sentir e falam nesses termos. Que é que estás a ver? “Bom, eu estou mesmo a ver isto ou aquilo, etc.” Saíram do território do sentir, removeram-no um passo e agora estão a observar o sentimento: “Eu vejo que me sinto irritado, vejo que me sinto aborrecido...” Nesse caso não estão na situação que descrevem e por conseguinte não a estão a sentir em pleno, mas a percepção nada tem que ver com a visão, e tem tudo que ver com o sentimento. E assim, o primeiro componente importante na questão do perceber são decisões e escolhas. Afastarem-se da causa e efeito e mudar para decisões e escolhas e compreender, sentir – não ver, sentir a verdade sobre a questão de que criam a vossa realidade a partir dessas decisões e escolhas e mais tarde, após o terem feito, voltar a atar causas a efeitos.



E isso é algo que podem compreender intelectualmente e mesmo repetir, e que conseguem entender em termos conceptivos, mas que precisam perceber no vosso interior, que o precisam sentir para verem com esses olhos que se encontram bem dentro de vós se de facto a vista o consegue; senti-lo de forma que seja parte de vós e não algo que recordem. E olhar as decisões e as escolhas que elegeis, e ter a certeza de que sejam as que querem eleger. O que não será difícil, caso sejam honestos convosco próprios.



Muitas vezes não são honestos convosco próprios e mentem a vós próprios e dizem que detestariam que os outros soubessem, mas os outros não precisam saber, entendem? “Eu conto às pessoas que as minhas decisões e escolhas são de ser feliz mas na verdade adoro a minha infelicidade. Gosto de me sentir infeliz, deprimido, adoro fazer-me vítima. Detestaria que as pessoas soubessem disso...” Mas não precisam saber disso. É por causa disso que estás pendurado nisso? Então não lhes contem. Mas contem a vós próprios. Na verdade o que querem dizer é: “Eu detestaria saber disso sobre mim próprio.” Isso é incorrer em problemas, verdadeiros problemas de consequentemente proceder a decisões e escolhas claras e honestas, só que é nesse sentido que precisam rumar e sugerimos que quando começarem a sentir nessa linha, em termos das decisões e das escolhas que estão a fazer, aí sugerimos que o segundo componente da percepção se apresenta prontamente, nos termos do próprio sentir. Como é que se sentem ao procederem a essas decisões e escolhas? Qual é a sensação de ter este resultado, de ter esta situação particular da dádiva constituir a acção em que se acham envolvidos, como é que se sentem ter esta motivação e esses objectivos? Não “o que quer dizer,” nem “o que vêem em relação a isso,” mas como se sentem em relação a isso.



A terceira actividade torna-se desistir das compensações, desistir das compensações restantes que se acham presentes em termos de verdadeiramente permitirem a percepção ao longo de todo o percurso. As compensações não são necessariamente devastadoras, sabem, mas por vezes fazem suposições dessas: “As minhas compensações são uma coisa terrível, medonha, hedionda.” Por vezes a vossa compensação é: “Eu gosto de duvidar.” Por vezes compensam: “Gosto de ver tudo no ar e na incerteza.” Por vezes compensam com essas coisas aparentemente inócuas, e não é por serem uma praga nem a pessoa mais repugnante à face da terra nem que o estejam a ocultar, ou que sejam a pessoa mais mal-intencionada e mais malvada; não se trata necessariamente de nada disso, mas o que sugerimos é que seja o que for, se forem honestos convosco próprios a essa altura poderão observar as vossas compensações o tempo todo e nós encorajámo-los a que os observem com frequência, mas no conceito da passagem do conceber para o perceber este aspecto é muito importante e requer que o observem de novo a ver que compensações serão essas. Por que razão não procederão às escolhas e por que razão não sentirão as sensações, por que saberão o que sentir e não permitirão que floresça; por que saberão as escolhas que poderiam fazer, e não se permitem fazer. Ou que fazem mas que não manifestam, de modo que obviamente estão a enganar-se a si mesmos. De que compensações estarão ainda em busca.



E depois, o quarto passo, em termos da percepção, consta de deixar que isso suceda. Mas é aí que se ligam esses cinco factores que vos prestam serviço: este tempo e espaço, livres do passado, indo ansiosamente ao encontro do presente, e criando o futuro. Mas se estiverem escravizados por eles, se eles constituírem o vosso inimigo, se estiverem a destruir-lhes a vida dessa forma particular, irá ser-lhes muito difícil perceber o que quer que seja., por não deixarem que isso aconteça, por não irem ter espaço, tempo, ou a energia para o fazerem.


Assim, ao reunirem isso dessa forma particular, em termos de: “Vou assumir uma situação em que conceba e perceba mais.” O que sucede dessa forma particular é que alinham essas coisas, olham para elas, são honestos convosco próprios em relação a elas, etc., passam por isso e agora encontram-se numa situação de abertura em que deixam com que isso aconteça e se sentam com isso e em que o põe em acção, a coisa se dá e ficam à espera dos resultados: “Vou-me abrir de modo a que as percepções e às concepções possam eclodir.” E ao se abrirem numa situação dessas, numa posição (espaço), num instante (tempo) desses, isso suceder-lhes-á. Soa um tanto vago – mas é! Têm razão. Por estarem a adentrar harmonias muito delicadas que vos levam além do simples imaginar e do sentir e do assumir acção com a vontade e a determinação por detrás – que constituem densidades, admiráveis sem dúvida – mas levam-nos a mover-se através da densidade da vossa massa. Mas ao se tornarem mais leves e espirituais – coisa que estão a conseguir – assim também se torna importante que sejam capazes de flutuar numa fundação menos sólida. 



E por conseguinte, precisam estar no domínio do vosso tempo e do vosso espaço, de modo que as concepções e percepções que tiverem não tenham que tirar o lugar das restantes coisas que fazem. “Hoje não posso ir trabalhar por ter que conceber algo. E vou perceber – aprender com aquilo que tiver concebido; vou sair mudado com aquilo que tiver concebido. Assim, hoje não posso ir trabalhar.” Não! O conceber e o perceber não devem constituir sacrifício nenhum quanto a esses aspectos do vosso viver, em particular. E assim, quando se encontram em posição disso mas o momento ou a situação não o permitem, aí torna-se sobremodo difícil conceber ou mesmo perceber aquilo de que estamos a falar neste exacto momento. Poderão intelectualmente percebê-lo: “Se é verdade que eu crio a minha própria realidade então devia dispor de tempo suficiente para o compreender.” Mas entendam que não faz parte de vós, por o não conceberem e a seguir perceber – sair mudados por isso; não estão a dar vida a uma ideia nova, nem estão a ser mudados por essa ideia nova a que estão a dar vida.



Por conseguinte, colocando isso nesses termos, conseguirão conceber a concepção? Não, caso tenham um objectivo ideal a curto ou longo prazo, ou tenham uma motivação particular; se ainda procederem com base na fúria ou no medo; se ainda se encontrarem numa posição em que queiram tomar (tirar, aproveitar, usar): “Que será que vou conseguir disso? Que resultado quero que isso me dê, só para mim?” E sentir-se melhor e superior, em vez de: “Que é que eu posso dar com base nisto?” “Se, de facto ainda estiver a definir velhas escolhas e a tomar velhas decisões e a tornar isso difícil, e para achar isso duro e ter que lutar, e para tornar o crescimento numa provação, com certeza que ainda me encontrarei nessas situações particulares, e não estou a sentir coisa nenhuma, caso esteja verdadeiramente numa energia dessas de vontade de culpar e não sinto que o esteja a fazer, e ainda querer permanecer escravo destes factores de serviço que supostamente deveriam estar aí para me auxiliar, e eu poder desculpar a minha falta de responsabilidade...” Aí vai-se tornar impossível conceber e perceber, até mesmo os próprios conceitos da concepção e da percepção. Precisam estar nessa posição para o conseguirem. 

O que nos leva à questão seguinte, que é investigaro Inconsciente Colectivo, e o truque para tal reside no facto de precisarem escapar-lhe. É como um tentilhão que se move assim (escapa). Que vos leva a pensar que se encaminha por aqui e vai por ali. Escapem-lhe, livrem-se dele, no meio do trânsito, ou seja como for. Seja qual for o imaginário que preferirem associar-lhe, se estiverem a ser seguidos pelo inconsciente colectivo precisam ver-se livres dele para poderem conceber e perceber por completo. 



E esta é a forma como o paradoxo se insinua – por para poderem ver-se livres do inconsciente colectivo precisam concebê-lo e percebê-lo; e para o poderem conceber e perceber precisam ver-se livres dele. Eis a contradição. “Eu desisto, está bem? Eu sabia que era inútil...” Bom, não é! Por haver forma de escaparem ao inconsciente colectivo.

...



A meditação leva-os em definitivo às áreas da concepção e da percepção, fora das da vossa própria imaginação e do sentimento. Não conseguem lá chegar pensando no percurso, por precisarem sentir o caminho que trilham. E é aí onde muitos de vós concluem: “Sim, mas... Sim; mas... Estarei a consegui-lo?” Não nos perguntem a nós! Vós sabereis! O que nos trás para este conflito particular, para esta dificuldade particular que se gera em torno do consciente colectivo, e da necessidade de lhe escaparem. E nessa medida, vamos averiguar em que consistirá o inconsciente colectivo. Este tem sido um termo que na verdade foi aventado inicialmente e com clareza por Carl Jung, para sugerir que o inconsciente podia ser dividido em inconsciente pessoal e inconsciente colectivo. Para apontar mais, sugeriríamos que nesse inconsciente colectivo se situam as energias arquetípicas subjectivas que toda a gente – independentemente da religião a que for afecta, ou do conhecimento que tenha ou da educação que tenha tido - possui. As energias que comummente são referidas como o “velho homem,” a “velha mulher,” a da “criança,” a energia arquetípica da “mãe”, o arquétipo de vários tipos destes que se enquadram.



INCONSCIENTE COLECTIVO E ENERGIAS ARQUETÍPICAS



Carl Jung descobriu até mesmo, nesse sentido, o arquétipo da Anima, a energia feminina, e do Animus, do homem dentro de cada um, independentemente do local de nascimento que tiverem tido ou da educação e do conhecimento que tiverem, por isso se achar presente em cada um, e sempre vem à baila; na mitologia, isso é sugerido com toda a clareza na história das energias arquetípicas narradas de um modo facilmente compreensível, etc. Mas o que nós gostaríamos de aqui sugerir é que na verdade existe um inconsciente colectivo, e que existem vários diagramas ilustrativos de como tudo se enquadra e se relaciona com o que chamamos de Mente Inconsciente – esse tipo de energia que num certo sentido se presta ao serviço da multiplicidade das vidas que têm e dos vossos múltiplos aspectos.



Todavia esse inconsciente colectivo não se encontra por aí, algures, em qualquer parte em termos de um local geográfico para onde possam enviar uma nave espacial ou seja o que for. E a esse particular respeito tampouco será necessário viajar até ele, em meditação. É nesse particular inconsciente colectivo que se acha contido todo o pensamento, e todas as combinações de pensamentos. E na verdade contém energias arquetípicas que são dotadas de uma natureza subjectiva; Deus, enquanto energia arquetípica acha-se sem dúvida localizado aqui e é caracterizado por uma natureza subjectiva. E como bem sabem, de todas as pinturas que têm visto d’Ele ou d’Ela ou d’Aquilo, (sorrisos) Deus surge retractado por uma variedade de formas diferentes. Do mesmo modo os anjos constituem energias arquetípicas, que constituem o produto de todo o pensamento que alguma vez foi suscitado, está bem? (Riso)



Pois bem, este inconsciente colectivo soa bastante elegante, na verdade, por muitos se referirem a ele como possível fonte do Registo Akáshico, esse Livro enorme que regista tudo quanto tiverem feito e irão fazer. Pena é que não tenham qualquer livre-arbítrio nem nada desse tipo, mas seja como for, nós ainda não encontramos lá nenhum livro dessa natureza. Outros, porventura tê-lo-ão descoberto, enquanto meio de... (frase interrompida pela mudança de fita)


É aí que se situa o céu, seja por que definição for que o concebam; é aí que vão os gurus espirituais e os mestres, para o imenso inconsciente colectivo no céu, ou seja o que for. (Riso) isso está relacionado com o que referiríamos como o quarto plano dos mundos inferiores, o mundo mental, onde Deus e Buda e os vários deuses e deusas de todas as religiões residem de uma forma subjectiva, à disposição da válida utilização que quiserem fazer disso.



O inconsciente colectivo constitui um óptimo lugar para quantos ainda não tenham decidido crescer de uma forma activa, e envolver-se activamente na metafísica ou o nome que quiserem dar à realidade. Constitui até mesmo para o metafísico um belo lugar, por comportar, como todos bem sabem, todos os génios e toda a ideia brilhante que alguma vez foi conjecturada, e por isso pode ser trazida para baixo, pode ser aproveitada e canalizada. É verdade que comporta o que de esplendoroso existe, mas também comporta a insanidade, e as maravilhas como Mozart e a infantilidade que o caracterizava, e o esplendor de toda a pessoa brilhante, assim como a estupidez de toda a pessoa estúpida. Tudo isso tem acento na mente inconsciente colectiva.


Então que coisa será ela? É uma colecção, uma manta de retalhos de facto, mas uma colecção; um grupo de facto, mas uma colecção de todos os conceitos, de todas as percepções, de todas as ideias e de todos os pensamentos – positivos e negativos. Todas as irritações e fúrias e toda a alegria que o mundo alguma vez terá sentido, todos os ódios e competição e destruição, e toda a cura e todo o prodígio – encontra-se tudo lá.



A pessoa inculta que aceda a essas áreas poderá muito bem chamar-lhe mundo inferior ou inferno – por obter aquilo que pede! Experimentam aquilo que procura experimentar! E se tiverem uma índole negativa ou esperarem que resulte de uma forma terrível, irá resultar! E na verdade o metafísico ou o indivíduo que se forma através da metafísica ou da religião, e encontrará lá o que também quiser encontrar. E constitui uma maravilhosa fonte de recursos que, sugerimos nós, pode ser útil nesse sentido. Mas onde se situará ele? Situa-se exactamente aqui! Vós, e o vosso mundo e toda a gente representa a manifestação dele. Querem saber a que se resume o inconsciente colectivo, olhem para a vossa vida: estão a representá-lo! Essa é a canção que cantam. Uma reprise? Que lhes palpitará? Uma reacção – infelizmente – a tudo quanto tenha sido dito e feito. Assim, não se situa lá fora. Vocês situam-se bem no meio dele! Movem-se através dele – são o inconsciente colectivo. Nesta ilusão a que chamam de realidade física encontra-se essa manifestação dessa mente inconsciente colectiva.


É um esplêndido sítio – aceitai-o. Quando passam para o domínio espiritual, pode tornar-se num sítio muito limitativo, e enquanto ser espiritual precisam aprender a escapar a esse inconsciente colectivo, ir além dele, dar um passo fora dele, por em última análise constituir um ardil – como todo quarto passo de qualquer processo o é – uma cilada. Entornam-no até certo ponto mas depois precisam ir além dele, precisam estender-se e chegar ao que está fora e além dele. Quando observam o inconsciente colectivo e o vêem de um ponto de vista, como todo o esplendor, toda a criatividade e todo o assombro, poderá parecer-lhes um local maravilhoso – onde Deus e Jesus, e Maria e Buda e vários outros se acham todos localizados – na essência subjectiva. Soa esplêndido e maravilhoso, e é – nessa medida limitada – mas para se alongarem além disso, para crescerem, para se tornarem mais quem são, precisarão ir além dele, porquanto como entenderão, comporta à semelhança disso todas as limitações: todas as coisas que não podem fazer, todas as realidades que não poderão obter, todas as raivas, como nós dizemos – colectadas. 



Todo o ódio, todo o desapontamento, toda a ofensa se acham igualmente aí. E por isso se torna importante, nesse particular âmbito, não só pegar as partes de que gostarem, mas ir além dele, estender-se além dele enquanto o ser espiritual que são. A razão por que se torna importante deve-se a que a cada instante estejam coisas a ser acrescentadas a esse colectivo. Não é cair nisso de não originar mais pensamentos nenhuns, por haver muito espaço; e à medida que pensam e procedem às vossas coisas, material está a ser acrescentado a esse inconsciente colectivo. E nós sugerimos que existe mais desespero, mais desgraça certa, mais doidos, numa variedade de formas que são introduzidos nesse inconsciente colectivo - só no vosso tempo - do que alguma outra vez terá existido. Por mais que se fale em tom de ironia dos anos cinquenta, e dos anos sessenta, e mesmo dos anos setenta, na verdade, decerto que muita coisa se deu de esquisito, reconhecidamente, mas não os doidos, não os desesperados, não os inutilizados; e agora por altura dos anos oitenta, esse desespero e essa qualidade do inutilizado está a alimentá-lo sem sombra de dúvida. E embora não seja perceptível – porventura – o que sugerimos é que em última análise o será – bastante digno de nota.



E isso torna bastante difícil o uso dos aspectos positivos dele, por ainda se estarem a limitar a vós próprios. Além disso acha-se poluído; precisam ir além dele, precisam dispor-se a dar um passo para fora dele, para aquilo que preside além do inconsciente colectivo. E quando se detêm e realmente reflectem no que seja, isso por si só pode representar uma motivação suficiente para quererem dar um passo além dele. Porque se “aí forem” para obter todas essas coisas boas, estarão a deixar todas as outras coisas. O que nós sugerimos é que vão além dele, e que comecem a conceber e a perceber, em vez de simplesmente reunirem e reorganizarem. Representa um passo importante no vosso crescimento, e no final de contas ver-se-ão encurralados, nesta ou noutra vida qualquer. E é tempo já de começarem a ir além dele, dar um passo for a desse colectivo que contém todas essas coisas, e começar a criá-las por vós próprios; por que se não o fizerem, limitar-se-ão, aprisionar-se-ão, deter-se-ão.



Como o farão? Bom, não podem pensar numa saída, entendem? Por que senão fará parte dele. Terão que sentir o caminho para fora dele, mas é aí que isso se pode tornar delicado nessa medida em particular para muitos de vós, por quererem sentir, mas não se permitem. Além disso também querem representar os vossos joguinhos e fingir que não o fazem. Efectivamente isso reduz-se ao facto de que obtêm na vossa realidade aquilo que querem – e nem sempre aquilo que pedem! Recebem aquilo que querem, sempre o conseguem; e muitos de vós (não só aqueles aqui presentes) se olhassem isso de uma forma honesta, não quereriam aquilo que dizem que querem. Dizem querer ser felizes, mas de facto deleitam-se com a infelicidade e com a culpa que lhe está associada. Por ser o que vos cabe fazer! Vocês conseguem aquilo que querem. Dizem que querem que a vossa vida corra suave e facilmente, e isenta de estrese e de dificuldades, mas aquilo que realmente querem é aquilo de que dispõem: a luta, a dúvida, o assombro, o “espero que resulte,” o “Deus, estou tão assustado e tão nervoso; sinto uma tal ansiedade,” “Se este programa não resultar estou feito.” Recebem aquilo que querem. 



E o que sugerimos é que o inconsciente colectivo representa muitas vezes a limitação daquilo que querem. Por estarem a escavar ao redor, nisso, e nós sugerimos que mesmo os aspectos positivos dele constituem limitações. Para poderem crescer e atingirem os níveis da espiritualidade que querem, essa fase seguinte, precisam alongar-se além dele, o que significa que precisam começar a conceber e a perceber na vossa realidade. Começar a conceber e a perceber aquilo que querem fazer, como querem ser, o que querem produzir e criar na vossa realidade. Para o fazerem enquanto pessoa espiritual não poderão depender desse recurso limitado por muito mais tempo – ou ver-se-ão presos nele.


É onde a lógica e o pensamento racional reside. È onde vem escrito que não podem atravessar paredes, não podem ter aquilo que querem, não podem ver com que as coisas corram de feição, é onde o passado ainda os influencia, e onde são imperfeitos, prejudicados, incorrigíveis. Isso acha-se tudo nesse colectivo, mas mesmo que tenham a intenção de extrair este pedaço mais aquele, irão puxar igualmente o outro por fazer parte dele – por fazer parte dele. Não é que não consigam fazer isso, tirar este pedaço e aquele pedaço deixando resto para trás; é como o ar que respiram, que contém algum ar puro e que em certos locais se encontra completamente contaminado, e talvez respirem por uma narina ou pela outra – conseguirão apenas respirar o ar bom? Poderão actuar apenas sobre o bom mas também arrastam o outro! Arrastam as limitações, arrastam as estruturas de crença que dizem: “Tu não podes!” Arrastam as divisões e os muros que os detêm, em vez de os libertar. E essa é uma questão bastante importante, entendem, por muitos vos poderem dizer na verdade: “Tudo depende da atitude que tiveres, de te protegeres, se pedires o suficiente a quem quer que seja que esteja aí para cuidar de ti, e se te certificares que nenhuma negatividade se intromete, que venha a resultar,” e coisas do género. E nós sugerimos que sim, enquanto alguém que está a começar a crescer e enquanto alguém que esteja a desenvolver o potencial humano, isso é verdade. Mas enquanto ser espiritual, não é. Enquanto ser espiritual poderão na verdade usar o estímulo apenas positivamente e entender unicamente e obter e ter consciência do lado positivo disso, mas também obtêm a desordem, a confusão; muito embora seja para jogar fora – e nisso é que se torna sobremodo importante, entendem? Que importa, conquanto o resultado for bom? Mas aquilo de que estais à procura não é de resultados, essencialmente, mas dos meios de obterem esses resultados.



Resultou para os outros, não? Que importa? “Eu acedi a ele e obtive esta informação ou escrevi aquele livro ou canção – que importa de onde tenha procedido, se o resultado for bom? Tem importância para o ser espiritual, entendem, por todos os resultados constituírem uma ilusão. A única coisa real são os meios. Assim, o resultado mais brilhante – seja o que for – ainda constitui uma ilusão – e a forma como se haverão de jugar e proceder a uma avaliação de vós, é pelos meios que utilizastes para chegar a esses resultados.



Agora, se ainda se encontrarem a desenvolver o vosso potencial humano, e não tiverem nenhum sentido do que quer que seja de espiritual nem do alcance de mais alguma coisa, então tudo bem, aí aprendam a lidar de certo modo com o inconsciente colectivo de uma forma produtiva – por ter sido isso que o movimento do potencial humano ter representado para vós.


Mas vós quereis mais do que isso, e estais a alcançar mais do que isso, e consequentemente precisam dispor-se a obter mais do que isso. Têm que se dispor a ir além dele; e para adequadamente conceberem novas ideias – serem idealizadores e apreensores de novas – para se tornarem na totalidade de vós próprios – não na totalidade do vosso ser físico, mas na inteireza do que são, precisam ir além disso, e de perceber que o inconsciente colectivo constitui do mesmo modo um limite e uma cilada e que eventualmente pesará sobre vós. Não conseguem encontrar maneira de contornar isso, mas podem senti-lo. Poderão abrir através dele, precisam fazer justamente isso. E para o conseguirem fazer, precisam estar dispostos a isso e querer faze-lo. E compreender como esse inconsciente colectivo, a despeito do quão belo seja, os limita e os retém relativamente a tudo aquilo que podem ser e como eventualmente os aprisionará, e os mantém às voltas e às voltas nas vossas encarnações físicas – passado, presente e futuro, concorrentes ou como quiserem defini-las.



No final da vida de Jung, ele começou a perceber que essas energias subjectivas arquetípicas que ele descobriu e sobre as quais escreveu e usou de forma tão brilhante na terapia que fazia com as pessoas, podiam mesmo representar algo mais, e que podiam não ser subjectivas. Começou a perceber que podiam ser objectivas. E que podiam simplesmente ser algo que esteja para além do inconsciente colectivo, que seja absoluto – até parece que estamos a falar de Deus; ai, Deus, (riso nervoso na plateia) de modo nenhum! (Riso) Porque aquilo que pensavam que fosse ser mencionado faz parte do inconsciente colectivo, e nós não queremos ter nada que ver com isso. (Riso) O Deus que é objecto da ideia que fazem e de que poderão sentir ter conhecimento, Deus, Deusa, o Todo, nesse domínio é, a esta altura, subjectivo, e por conseguinte parte desse inconsciente colectivo, lembrem-se! Nessa medida, à medida que as pessoas tentam descobrir isso – e há muitos que o tentam, em termos daquilo que realmente serão (riso) – estão a colocar essa parte no inconsciente colectivo, mas não é aí que reside. Poderão encontrar isso aí, mas não se encontra aí. Isso é uma ilusão, e não real. A perspectiva que temos da realidade procede d’além disso, tal como daquilo que é real, verdadeiramente real. (Riso)



É dito que – e decerto que já o terão ouvido – que não podem mais simplesmente tornar-se num milionário que se faz sozinho. Costumavam consegui-lo no passado, no tempo dos Rockfellers e Thunderbilts e Mellons, etc., por altura do virar do século, mas com os impostos tal como existem hoje, as taxas de juro e isto e mais aquilo e a situação em que os bancos se encontram, etc., simplesmente não podem mais tornar-se num, a menos ganhem a lotaria. Contudo, ainda recentemente na revista Forbes, as quatrocentas pessoas mais ricas, a primeira na herança, que decerto é a Getty, mas logo a seguir e a par dela, um indivíduo que se fez sozinho! Vivo e de saúde, 1984. E muitas das partes do inconsciente colectivo dizem que isso é impossível, entendem? E questionam-se do que terão precisado para o conseguir; como terá lutado, como terá sofrido, onde residirá a infelicidade dele, onde terá perdido? E descobrirão que sim. Mas o que pretendemos sugerir com isto como um exemplo disso é que até as coisas boas se acham atravancadas no inconsciente colectivo junto com as más, pelo que não poderão livrar-se apenas com uma, por acabarem com todas – com as crenças limitativas que os retêm.



E tornar-se-á impossível gerar novos conceitos, devido a que pela própria natureza do inconsciente colectivo, em que tudo se acha contido nele. Se conseguirem pensar nele por causa das frases que o pressupõem, se o puderem perceber será por ser concebível, e se o conseguirem conceber será por aquilo que for... o que pretendemos sugerir nesse âmbito é que se acha dentro dos seus limites. E não é realmente a concepção de que falamos; aquilo de que falamos é de algo novo que nunca tenha existido antes. E isso reside além desse colectivo.


Para lá chegarem precisam compreender os paradoxos da metafísica e os paradoxos da espiritualidade. Os paradoxos da metafísica, basicamente – e já falamos de vários, mas aquele de que vamos falar agora é mesmo o seguinte: A metafísica: “Vós criais a vossa própria realidade.” Essa verdade é de tal modo real e verdadeira que a podem usar para provar que não é verdadeira. E muitos de vós fazem isso a cada dia que passa. Vocês usam o facto de criarem a vossa própria realidade a fim de produzirem a realidade com que se matam a programar e não resulta. Em que visualizam feito doidos, e o que visualizam não sucede. E que é que provam com isso? Que não funciona. E muitos de vós fazem isso todos os dias.



E sugerimos que na área metafísica há muita gente, cujo único propósito é o que provarem que não funciona. Que precisam sofrer e que precisam esforçar-se, e que não funciona. Que: “Eu não consigo criar a minha realidade, mas posso ensinar-te a faze-lo. Não resulta no meu caso…” Muitos psíquicos não conseguem interpretar no seu próprio caso, sabem? O que isso tem é o seguinte: Isto tem tanto a ver com o facto de criarem a vossa realidade a partir do que pensam, que obtêm aquilo que querem. Se quiserem provar que não conseguem criar a própria realidade, que não conseguem ver-se livres do passado, que a vossa mãe na verdade foi quem arranjou isso, que realmente são falhos, que na verdade é demasiado difícil e que precisam de ajuda, que precisam de alguém que os salve e os livre, que precisam que alguém mais o faça por vós, se quiserem provar que podem utilizar a própria metafísica para conseguir isso. E muitos de vós fazem-no. Quando programam algo que não funciona, isso não é verdade – sempre resulta; vocês obtêm aquilo que querem. Por isso, quererá isso dizer que se programarem para determinada coisa, e não a obtiverem, não a terão realmente querido? Sim. (Riso) Numa só palavra, sim, é exactamente isso que quer dizer. Vocês conseguem aquilo que querem. 



Agora o paradoxo que tem lugar é duplo: Um, aquele que dizem que recebem o que querem, quando o verdadeiro desejo, o ideal que têm, é o de provar que a metafísica não funciona, e que não criam a própria realidade, ou que não ao conseguem em toda a parte, ou que só o conseguem numa determinada área, e não em outras. Várias mensagens desse tipo que as pessoas empregam na própria metafísica com o intuito de provar que não resulta. E a outra parte é a existência de influências que têm uma procedência por detrás de vós, que influenciam – não controlam, mas influenciam a vossa realidade. O vosso Eu Superior exerce impacto em vós. A vossa Alma é real e exerce impacto sobre vós. O vosso Ser Espiritual, esse Ser ilimitado exerce impacto sobre vós. Deus, a Deus, o Todo, exerce impacto na vossa realidade. E isso também causa impacto na realidade que criam, e consta de uma influência separada para além daquilo que criam; não obstante criam tudo. Trata-se de um conflito que soa a oposição, mas que no âmbito alargado das coisas não é. E é importante que compreendam isso, conforme de seguida levam em consideração o paradoxo espiritual, que é muito parecido: “Vós criais aquilo que quereis. Aquilo que criam é o que querem criar. O que não compreendem é o que não querem compreender. O que não conseguem bem entender é o que não querem muito bem entender.” E isso aplica-se ao querer e ao não querer emocional; emocionalmente – não em termos físicos obrigatoriamente.



Entendam, se encararem a coisa nos seguintes termos: “Muito bem, eu quero criar um carro novo, e vou programar isso, e visualizá-lo. E vou processar todas as razões - a criança em mim, o adolescente em mim, isto e mais aquilo e todo o material adequado e vou querê-lo de verdade; vou conceber e perceber esse automóvel. Vou trabalhar nessas áreas e definir… e vou pegar tudo direitinho. Mas não o obtenho. Não obtenho o carro novo – será isso possível?” Bom, de facto não é. De facto conseguem-no se fizerem tudo isso. Mas não precisam passar por todas essas dificuldades e conflito e esforço. Isso faz tudo parte do Inconsciente Colectivo, entendem, e vocês podem ir além dele. Podem ir além dele até aos domínios espirituais e conceber e perceber e saber o que querem, e produzi-lo. E se não produzirem, percebam que queriam mais outra coisa emocional. Quererá isso dizer que não queriam o caro? Quererá isso dizer que não queriam…? Não, não quer dizer que não queriam o carro, quer dizer que queriam o desapontamento emocional, ou frustração, ou receio, ou seja o que for mais.


Vejam bem, é aqui que podem chegar aos limites com isto, em termos: “Eu obtenho o que quero, por isso programo para que fiques bem; estás doente e eu quero que fiques bem. Mas se não melhoras quererá isso dizer que mão quero que melhores?” Não necessariamente. Isso refere a manifestação física, e nós falávamos ao nível emocional quando dizíamos que vocês obtêm aquilo que querem emocionalmente, por ser onde a realidade tem lugar, por ser isso que é real. Uma outra da classe da emoção é o amor. Mas é isso que é real.



Assim, quando começam a tratar de ir além do Inconsciente Colectivo, quando começam a mudar essa realidade e começam a perceber que tudo é possível, que não existem limites nem razão porque não o seja, e que podem ter aquilo que quiserem, e direccionar-se nesse sentido, que podem tentar alcança-lo e consegui-lo, o que os assusta numa situação dessas é: “Ohoh! Agora o melhor é que o faça senão todos vão ficar a saber que não o quis.” A verdade é que isso se pode tornar numa doidice, absolutamente. E pode tornar-se numa prisão, em termos de: “O melhor é que eu comece a programar as coisas porque se não as conseguir, não vou querer saber que não as quis.” E não é uma questão da coisa física mas uma questão da coisa emocional, da coisa emocional que está em operação aí.



E assim, se começarem a olhar isso neste âmbito nos termos do Inconsciente Colectivo como aquilo de que precisam ir além – que será que está para além dele?



Isso, e mais aquilo. Reparem, não o podemos pôr por palavras senão fará parte do colectivo; não o podemos pôr em imagens, por fazer parte do colectivo. É o domínio que é referido em termos do Desconhecido, o Inefável, o Impensável, e é por isso que assusta ir além dele. “Para o quê? Nada!” (Riso) “Ah, precisa existir alguma coisa lá.” Não! Não existe nada lá. Porque assim que existir alguma coisa, fará parte do colectivo. “Então, porque ir até lá?” (Riso geral) Porque quando o fazem, podem criar a vossa realidade de uma forma mais directa e eficaz, lisa e mais bem-sucedida. Porque quando vão até lá, podem funcionar cada vez mais enquanto a essência espiritual que são, e cada vez menos por entre os embaraços da vossa natureza humana – de que não devem desistir – mas funcionar em ambas as realidades. Porque ir até lá, podem produzir a inspiração que querem ser. Porque a partir desses níveis, ou dessa consciência além do Inconsciente Colectivo conseguirão mais verdadeiramente conceber e perceber e descobrir – embora não consigam necessariamente falar disso – o sentido maior do vosso ser, da vossa alma, da vossa Consciência Superior. Por ir além do Inconsciente Colectivo constitui uma fase necessária na realização daquilo que querem – regressar ao lar, voltar a ligar-se, tornar-se UM com Tudo Quanto Existe.



Não estamos à espera que o consigam na semana que vem, (riso) nem sequer daqui a um mês, ou sequer daqui a dez anos, mas é tempo de começarem, é tempo de começar a deixar o passado de fora já; de deterem o vosso culpar e tirar perpétuos e de perceber que podem existir numa realidade de dar unicamente. Tempo de soltarem o passado: “Não foram quem eles vos causaram isso; vocês não são imperfeitos,” – foram vocês quem criou isso, por um motivo, mas criaram-no.


É tempo de se erguerem, tempo de o descartar – não de o processar mas de o descartar, de dar um passo além do que não conseguem fazer, para começarem a conceber e a perceber o que conseguem fazer. Compreender a produção dos vossos êxitos, não pela superação, mas criando-os alegremente. Ter esse sucesso sem ser por via do esforço e das dificuldades e do sacrifício das coisas que valorizam positivamente, mas descartando aquelas coisas que valorizam negativamente e pisando essa nova realidade, essa nova consciência. 



Esticar-se além do futuro que a vossa Mente lhes reserva, ao futuro que a vossa Alma e a vossa Consciência Superior lhes reservam. Entrar num domínio em que os arquétipos sejam reais, onde impera o Absoluto, onde tem existência aquela Harmonia. Lançar esse anzol, por assim dizer, nesse Desconhecido, confiar que seja fisgado e começar a deixar-se puxar na direcção dele. Assumir o risco, aceitar a tarefa de ira além daquilo que já foi alvo de pensamento, do que já foi determinado e estabelecido, para aquele outro domínio onde vocês chegam a determinar e a estabelecer e a decidir e a escolher a realidade que venham a produzir. 



Ao reunirem isso tudo desde o livrarem-se daqueles assistentes que os escravizaram, ao começarem a pensar e a sentir e começarem a avançar na direcção de conceberem e de perceberem uma realidade que não seja limitada, que não se veja constrita pelo negativismo; ao se disporem a sair para o Nada, para o Além do Conhecido; ao se disporem a aceitar e dar tratos à ideia de que obtêm o que querem e não o que pedem - a menos que aconteça serem coincidentes – e começarem a operar nessa base, a partir dessa perspectiva de compreensão do que querem e de desistirem da culpa, desistirem do tirar, desistirem do castigar, desistirem de quererem provar que eles o tenham causado, ou que o passado conte, descartem isso e comecem de novo, avançarão por entre o remanescente destes cinquenta anos, até ao 2000 e mais além, de uma forma mais suave e mais venturosa, mais alegre do que o contrário. E tornar-se-ão naquela luz, naquela centelha, naquela semente de consciência, naquela semente de espiritualidade, serão aquela inspiração para os outros, o vosso monólito pessoal de energia que mantém o mundo unido, e conseguirão quebrar esse ovo, para que outros possam igualmente descobrir o caminho para além do colectivo, para além dessa limitação.  


Descobrirão um sentido mais pleno da vossa plenitude de seres humanos, de modo que possam começar a compreender em pleno o vosso Estado de Ser enquanto alma e enquanto espírito, ou seja como for que o queiram chamar. É já tempo. É tempo. Se não o fizerem isso quererá dizer que se venham a dar mal? Não. Mas como andam à procura, e se interrogam do que venha a seguir, isso é o que se segue. E se conseguem começar a pensar nisso e conseguem descartar as crenças limitativas e as veem como crenças, mesmo o próprio facto: “Se eu der o tempo todo obterei a vantagem de…” Isso é uma crença! E é tudo quanto é; e como conseguem alterar essa crença, para uma crença em termos: “Se eu der o tempo todo, cultivar-me-ei e alongar-me-ei e terei mais que dar.” Essa pode passar a ser a nova crença.


E em vez de passarem por tudo e labutarem e se esforçarem durante dez ou quinze anos até que finalmente cheguem a obtê-lo podem obtê-lo agora, compreendê-lo agora, a trabalhar com isso agora. E esse é o desafio que se segue. E ao começarem a aventurar-se em frente – não vão chegar lá de imediato conforme dissemos, porque vejam bem, a mente está repleta com o Inconsciente Colectivo, e assim se se alongarem, vão voltar atrás, mas não faz mal, não é para o fazer na perfeição, mas para iniciar, iniciar a dar um passo além, começar a atingir e conseguir vislumbres, e voltarão atrás, até que num destes dias acordam e têm noção absoluta de criarem tudo vós próprios e isso corresponde exactamente ao que desejam, e querem isto e manifestam-no num ápice. E dois dias mais tarde, tentam programar a maneira de serem ineficazes (riso) e não conseguirão. Não faz mal. (Riso) Não faz mal, não são pessoas más nem infernais. Estão a aprender, estão a expandir-se, estão a pisar fora do jogo e a seguir voltam a pular para ele.


Mas obtenham uma vantagem, comecem agora a expandir-se e a alcançar, porque no devido tempo vão ter que o fazer; com o tempo irão necessitar de ser capazes de o conseguir, para o mostrarem aos outros e para os ajudarem, e para se posicionarem do outro lado e dizer “Não faz mal.” Assim, comecem já.

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