domingo, 25 de maio de 2014

ASPECTOS DO PODER – PROCESSAR E PROGRAMAR



 (Resumo)

Processar

...Processar é peneirar, tomar a colher das crenças que têm, e joeirá-las por intermédio da grelha. Pegar na colher das vossas atitudes e peneirá-las, peneirá-las. Atirar um monte de ideias e de sentimentos e peneirar por entre eles a ver o que descobrem. Intercalar as escolhas e as decisões que tomais de forma automática e com habitualidade e peneirá-las, olhá-las à procura dos clínqueres (NT: Componentes calcinados por excesso de aquecimento, no caso do cimento) à procura da escória, à procura da poluição, à procura do veneno. À procura da crença distorcida, que nem sequer sabiam ter. Aquela que captaram aos três ou aos cinco anos, ou que captaram de forma inadvertida na semana passada, apenas a título de uma piada sarcástica. Aquela que colhestes um certo dia, tarde da noite, enquanto assistiam à televisão meio adormecidos e por conseguinte a captar num estado hipnótico a captar o que diziam nas notícias acerca do quanto a vida é dura e terrível, e como sempre tem que ser.

Aquelas atitudes distorcidas que se acham dispostas lá mas que nem sequer percebem por terem sido enterradas por atitudes mais bonitas, por atitudes mais positivas, e por atitudes socialmente mais aceites. Joeirando e encontrando este pensamento distorcido e perverso ou sentimento distorcido ou perverso em operação, que destrói e que vos persuadem com lisonja no vosso íntimo. Observando certas escolhas e decisões que tomais de forma tão automática, tão cega, que nem sequer têm ideia de as estar a tomar.

Também significa dar uma olhada nas “ferramentas” que utilizam, e como que a peneirar por entre os vossos desejos e depois abanar a grelha para que ela peneira, e ver quais dos vossos desejos estarão a destruir-vos ou a magoar-vos ou a operar contra vós; quais das expectativas que têm são depreciativas e impedem que a realidade ocorra. Qual das vossas imaginações, que imagens retêm na mente que nem sequer fazem ideia de ter, por se encontrarem sepultadas sob tanta camada de crenças, tantos desejos, tanta expectativa, e descobrir as distorcidas, que são as que estão a criar os problemas – não as magníficas. Mas precisam peneirar.

Precisam “limpar a casa” e ver quais dessas “ferramentas” estarão a provocar um quebra em vós e na realidade que estão a criar em vez de as levarem a uma expansão. E olhar a vossa energia, olhar a confiança e o amor que tendes, a gratidão e intimidade e ver o que está em causa. Isso é o que o processar, o tratar compreende. E a diferença existente entre vós e a pessoa que utiliza a sua imaginação de uma forma mais construtiva deve-se ao facto de ela comportar menos clínqueres do que vós, ou facto do número de clínqueres que tem serem menos destrutivos. A diferença existente entre vós e aquela pessoa que cria um êxito magnífico, aquelas que são vencedoras, não se deve ao facto do desejo que têm serem obrigatoriamente melhores do que os vossos, mas mais limpos; ou ao facto daqueles que vocês têm, que se intrometem no vosso caminho, serem mais devastadores do que aqueles que eles têm, que se metem no seu caminho. E as expectativas deles diferem das que vocês têm pelo aprumo que apresentam. Não que eles sejam perfeitos – nem vós o sois – mas aquilo que se intromete no vosso caminho, os vossos clínqueres, são mais devastadores do que os deles. Referindo-nos à qualidade desses clínqueres e não à quantidade.

Processar é manter a vossa casa em ordem, limpa. Mas não é algo que tenham feito certa vez, mas algo que fazem continuamente, tal como limpar a casa é uma coisa que fazem continuamente. “Eu limpei-a há uma semana atrás; não entendo. Eu aspirei o tapete; que é que preciso fazer isso mais do que uma vez? Não vejo nada, não vejo nenhuma sujeira mais significativa, pelo que deve estar limpa.” (Riso) Mas têm que peneirar, têm que peneirar. Examinar as crenças que têm de vez em quando. “Que vou fazer esta noite?” “Não tens mais nada que fazer? Dá uma pazada nessas crenças e peneira-as. Limpa a casa de vez em quando.” Alguns gostam de limpar a casa a meio da noite, óptimo! Processai isso a ameio da noite. Outros gostam de o fazer cedinho pela manhã ou ao meio-dia ou ao entardecer. Não há um tempo certo nem incorrecto – é só uma questão de encontrarem, de criarem, de fazerem o tempo para limpar a casa, para peneirar e para peneirar. “Caramba, não fiz nada em relação aos desejos que tenho ultimamente; deixa-me limpar a casa, esclarecê-los. Processar representa limpar a casa.

E por fim e em quarto lugar, processar é avaliar; é dar uma olhada no que se traduz pela realidade que actualmente estão a criar; e quais são os potenciais futuros que poderão sobrevir dela. De uma forma honesta. “Tenho estado a criar uma realidade infeliz e torpe em que nem todas as coisas correm bem, mas aí uma fada madrinha apareceu e deu a volta a tudo, e podem ocorrer milagres e a vida poderá vir a ser esta coisa chamada Cinderela – que por acaso já foi escrita por alguém. (Riso) um dia destes o meu príncipe irá surgir e o pequeno gnomo existente na minha vida actualmente irá... E ele irá beijar-me e eu acordarei para cavalgar feliz para sempre, e para rodar por aí também.” (Riso) Por isso, contem a vós próprios a verdade. “Qual será a realidade que estou agora a criar, e quais serão os futuros que conterá? Quais serão as progressões lógicas que enuncia? Quais serão as progressões lógicas que contém, que através de um exame provocam o processo actual e os seus futuros?” Então podereis proceder a escolhas, quer no sentido de lhes darem continuidade ou de as alterarem.

Processar é o “trabalho de casa”, a percepção consciente das reacções em cadeia, a “limpeza da casa”, e a avaliação. É isso que p processar é. E toda a gente o faz, independentemente do que lhe chamarem, e por conseguinte, a chave está em fazê-lo conscientemente. Toda a gente se está a preparar para o futuro que vai criar; toda a gente utiliza uma ou uma combinação dessas reacções em cadeia; toda a gente trabalha conscientemente com os “utensílios” e com as “matérias-primas” e as energias de que dispõem e toda a gente avalia. Mas o objectivo do processar consta de se tornarem conscientes disso. Ver o que estão a fazer, e fazê-lo de forma consciente – a “tarefa para casa”, a percepção consciente das reacções em cadeia, a “limpeza da casa”, a avaliação. Isso é processar!

PROGRAMAR

Mas o que será que programar quer dizer? Programar não significa apenas meditar – na verdade a maioria das programações ocorre no estado meditativo, ao alterarem o vosso estado e ao alterarem o nível da consciência que têm, certamente que sim – e nós encorajámo-los a proceder à maior parte da programação em meditação por poderem aliviar o problema do tempo e por poderem aliviar o problema do espaço – por num estado de consciência alterado conseguirem trabalhar por entre ou além do tempo e do espaço, e por isso realizar numa questão de meses ou de horas ou mesmo de minutos, quando lhes levaria anos ou décadas ou vidas inteiras a consegui-lo de outra forma.

Mas programar não quer dizer apenas meditar – também podem meditar em aberto e sem prazo marcado, também podem meditar de uma forma não direccionada, também podem meditar só para alcançarem o vosso centro, também podem meditar por uma infinidade de métodos que não terão muito que ver com o programar de qualquer coisa. O facto de essa programação ocorrer em meditação não quer dizer que seja meditação.

Que coisa será programar – uma vez mais, um termo que lhes arremessamos à guisa de directriz: “Há um problema aqui.” “Programa-o! Programa-o!” “Ah, tudo bem; mas não sei o que fazer!” “Medita nele!” “Ah, bom, mas que quererá isso dizer? Que coisa deverei fazer? Que técnica deverei usar?” O que nós sugerimos é que se compreenderem o que o programar circunscreve, então conseguirão trabalhar com ele com toda a clareza.

Antes de mais, quer dizer instruir, ou esclarecer, e reeducar. Programar é educar e reeducar a vossa mente consciente, a vossa mente subconsciente, a vossa mente inconsciente, e a consciência da vossa mente superior. Educar e reeducar cada uma dessas quatro mentes é o que o programar traduz.

A mente consciente. Vós tendes hábitos que precisais ou aumentar ou romper. Quando esses hábitos se tornam obsessivos, são chamados doença – tal como o alcoolismo ou o comer em excesso ou os comportamentos obsessivos ou a dependência das drogas, mas na falta disso também apresentam hábitos de conduta, maneiras por que fazem as coisas, padrões na forma como comem, no modo como funcionam, na maneira como levam a vida, a maneira como avançam na vossa vida, que constituem actividades físicas que precisam instruir-vos, esclarecer-vos, e reeducar-vos.

Se quiserem criar uma relacionamento amoroso com uma mulher bela qualquer, poderão descobrir, numa base concreta, que os modos que apresentais à mesa são de tal modo desagradáveis que independentemente do quão possam ser amorosos, corteses e joviais, o facto de se recusarem a usar talher de prata intromete-se. (Riso geral) Por isso, poderão precisar de treinar, poderão precisar educar e reeducar o vosso corpo físico sobre o modo de usar talher de prata, e como fazê-lo de modo apropriado, como uma das coisas que precisais tratar para poderem produzir a realidade que querem produzir.

Poderão ter que alterar alguns dos padrões físicos, hábitos físicos que apresentam, para poderem criar a realidade que querem de uma forma mais específica. Se efectivamente costumarem dormir quinze horas ao dia por a vossa vida ser completamente vazia e agora terem montes de coisas para fazer e consequentemente quererem dormir apenas umas quantas horas, precisarão educar e reeducar o vosso corpo físico, para procederem a essas alterações. E isso é o que o programar representa – educar e reeducar a mente física, o corpo físico.

Podem precisar ler um livro, podem precisar ler qualquer coisa de uma forma tangível e concreta, e precisam educar a vossa mente consciente. Não podem simplesmente dizer: “Caramba, eu quero ser presidente da empresa.” “Sabes alguma coisa acerca da empresa?” “Não.” “Alguma vez terás tido experiência de trabalho?” “Não.”

“Eu quero ser um neurocirurgião.” “Frequentaste o liceu?” “Não. Mas eu crio a minha própria realidade! Assim, vou fazer por tornar-me num neurocirurgião.” Não o conseguirão! Por precisarem educar a vossa mente física – tanto quanto outras partes de vós próprios conforme nos atreveríamos a dizer, mas seja como for, (riso) parte disso passa pela educação e reeducação da vossa mente física, e por conseguinte, não será de admirar: “Porque não conseguirei programar-me no sentido de me tornar neurocirurgião, com a educação de nono ano que obtive?” 

Acreditais que os vossos limiares se situem muito por cima, por uma razão qualquer, embora possamos aqui sugerir que precisarão reeducar-se de forma a reduzirem esses limiares. Talvez não o consigam, mas talvez também o consigam. E isso faz parte daquilo que circunscreve o programar.

Também representa uma reeducação da mente subconsciente - a vossa mente subconsciente detém o vosso desejo. A vossa mente subconsciente assemelha-se a uma esponja maciça que reúne cada pequeno fragmento de informação, e ao deter isso detém os vossos desejos, e a função que lhe cabe é a de produzir consistência – ela não avalia, nem determina certo ou errado – ela apenas retém toda a informação e tenta torná-la toda consistente. Ela detém os vossos desejos. E vós precisais educar a vossa mente subconsciente, precisam reeducá-la por ela comportar uma série de informações e de desejos que não mais se apresentam adequados.

Quando vocês, mulheres aqui presentes, eram mocinhas que é que queriam fazer? Queriam crescer e tornar-se numa mamã. Queriam ter bebés pequeninos e presuntinhos de sorriso rasgado. E queriam vesti-los e despi-los o dia todo, e servir-lhes chá em pequenas canecas de metal (riso) ao redor de uma pequenina mesa de café, e era isso que queriam quando tinham quatro anos.

E algumas mulheres nos seus vinte ainda tentam na sua mente subconsciente satisfazer esse desejo. Ser mamã e ter pequeninos presuntinhos de dente arreganhado mas o problema é que os garotos nascem e não se portam dessa maneira. (Riso) poderão fazer pequenos bonecos anatomicamente correctos, mas não os conseguirão fazer funcionar da maneira que os bebés funcionam. E por conseguinte, o que sugerimos que está errado com isso, etc.: “Tudo quanto quero fazer da minha vida é tornar-me numa mamã e ter os meus pequeninos gordinhos.” Mas isso não se encaixa na realidade, entendem, por representar um desejo que passou de moda.

E os rapazinhos, quando têm quatro ou cinco, que é que querem ser? Bombeiro! É o que querem ser. Mas subsequentemente crescem e passam a querer ser médicos, e quando crescem mais querem tornar-se num chefe Índio, ou seja lá o que mais for por se terem movido, por terem mudado, e muitas vezes o vosso subconsciente ainda retém esse desejo. Nunca ninguém regressou atrás e disse: “Não quero mais ter bebés. Não quero ser bombeiro, ou médico, advogado ou chefe Índio. Já não quero mais fazer isso.” E por vezes o que precisam fazer é voltar atrás e reeducar essa mente subconsciente, por ele deter os vossos desejos. E por precisardes dar-lhe a conhecer o vosso nível actual de desejo, conforme dissemos a muitos de vós: Que coisa será a vida senão tornar-se bem-sucedido? Mas quando tinham quatro e cinco tinham certas ideias definitivas do que o sucesso quereria dizer, mas afortunadamente agora, são diferentes dessas.

E afortunadamente, daqui a dez anos vão ter ainda diferentes definições de sucesso das que têm agora, e precisam continuamente deixar que a vossa mente subconsciente saiba que o tempo atingiu o limite! “Deixa-me dar uma olhada em todas essas definições de sucesso que eu tinha, por as querer alterar. Quero reprogramar, quero reeducar-te quanto ao que agora é considerado sucesso, quanto ao que agora é considerado felicidade. A certa altura o sucesso representava ganhar o jogo de futebol da quinta-feira à noite, e impressionar a rainha do baile com o macho que sou.” Esperemos! (Riso) Mas foram além disso. E se efectivamente tiverem, precisam deixar que o vosso subconsciente saiba, por ele poder não o perceber. Precisam dizer-lhe: “Não! Já não estou a tentar tornar-me num herói; quero tornar-me num ser humano decente e não um tipo qualquer de animal.” Precisam reeducá-lo.

Do mesmo modo no caso das mulheres, talvez a maior coisa na vossa vida a certa altura tenha representado reunir-vos com as vossas colegas, deitadas no chão a tecer considerações acerca dos rapazes. Mas agora têm quarenta anos e achariam esquisito estar ali esparramadas pelo chão. (Riso) Imaginem as vossas colegas de quarente a conversar sobre rapazes... Vocês mudaram! E precisam deixar que o vosso subconsciente saiba e programar constitui reeducar essa mente subconsciente quanto ao que desejais agora. Educá-lo e reeducá-lo.

Alguns de vós carregam desejos das vossas mães e dos vossos pais e dos vossos professores e os desejos de ais toda a gente até não terem espaço para os vossos, e precisam livrar-se desses desejos e começar a descobrir quais sejam os vossos, e educar e reeducar a vossa mente subconsciente.

Também precisam educar e reeducar a vossa mente inconsciente. A vossa mente inconsciente retém as vossas necessidades, as reacções instintivas que têm para com o mundo. A vossa mente inconsciente mantém o registo das vossas necessidades de sobrevivência e assegura-se de que elas são satisfeitas. Das vossas necessidades de segurança, das vossas necessidades de pertença e de estima e usa carradas de necessidades hierárquicas – as vossas necessidades de criatividade, a necessidade que têm de conhecer, e as vossas necessidades de ordem estética.

 Todas elas são sustentadas pela vossa mente inconsciente, e monitoriza-as. Mas vós precisais educar essa mente inconsciente: “Hei, essa necessidade já foi satisfeita.” A maioria daqueles que aqui se encontram presentes, e atrever-nos-íamos mesmo a dizer que todos vós já satisfizeram a necessidade de sobrevivência, já satisfizeram a vossa necessidade de sobreviver; talvez não venham a resultar mas não estão verdadeiramente preocupados em saber se, ao saírem desta porta para fora, o vosso mundo terá desaparecido, se terão onde dormir ou se não terão dinheiro para gastar, nem roupas para usar, nem amigos. Não estão realmente preocupados com a vossa sobrevivência. Mas ainda assim no instante que alguém chegar junto de vós e disser: “Hei, tenho que falar contigo acerca de uma coisa...” Bang - entram no modo da necessidade de sobrevivência! Procedente da mente inconsciente, por não terem tido o tempo para a educar e dizer: “Terminou o tempo inconsciente! Não preciso mais de sobreviver. Já tenho isso controlado.” Quando alguém lhes diz: “Anda ao meu escritório.” Ou quando o vosso patrão vos diz: “Entra, precisa falar contigo, não preciso entrar na função de sobrevivência. A necessidade de reagir ainda lá está, por a minha mente inconsciente não ter sido educada ou reeducada para perceber que já controlei isso. E que podemos avançar em frente.”

E no caso da maioria de vós as vossas necessidades de sobrevivência acham-se satisfeitas. Porventura não na totalidade nem de um modo perfeito, não; mas terão sido satisfeitas o suficiente. Por não precisarem ficar aterrados e sentir-se sempre inseguros, mas a necessidade que têm de responder se deve ao facto de precisarem educar e reeducar. Muitos de vós têm necessidades de pertença; talvez não tenham a única de saírem para o pôr-do-sol e ter que percorrer as estacas da praia, (riso) mas o que aqui sugerimos é que têm um sentido de pertença. Mas não disseram a si mesmos que o admitistes, por pretenderem dar ares de Mr. Ou Miss Perfeitinha; mas têm um sentido de pertença e precisam educar porventura a mente física, porventura a mente subconsciente, ou mesmo a vossa mente inconsciente de que essa necessidade terá sido satisfeita, em resultado do que já poderá relaxar.

Agora, quanto às necessidades de estima, é onde a coisa se torna um tanto vacilante para alguns de vós. Não satisfizeram essas necessidades e por isso é sobre isso que precisam educar a vossa mente inconsciente para que saiba: “É nisto que deve incidir o enfoque! É nisto que precisamos trabalhar. E preciso que respondas no sentido de satisfazer as necessidades que tenho de estima minha estima.”

E precisam educar e reeducar a vossa mente consciente superior. “Aaah! A minha mente consciente superior? Ela é perfeita e conhece todas as coisas. Não me atreveria a educar a minha mente consciente superior. Quero dizer, tem que ser ela a educar-me!” Bom, se aqueles de vós que têm trabalhado connosco tiverem notado, sempre que os levamos a interagir com a vossa consciência superior, sempre os levamos a interagir com ela numa base de igualdade, como dois amigos íntimos que se aproximam num acto de amor mútuo – ela a amá-los tanto quanto vós a amá-la – ela surpreendida por a encontrarem e vós surpreendidos por a encontrarem, por nesse sentido não é que seja a mesma coisa por saberem que conhece todas as coisas – mas ela precisa aprender a interagir convosco! Precisam educar a vossa mente consciente superior quanto à forma como querem aprender aquilo que lhes tem a dar. 

Aqueles de vós que têm a crença de que a única maneira de aprender seja por meio da dor, terão a vossa mente consciente superior a ensiná-los por intermédio da dor – por não o poderem por mais nenhuma forma, nem o admitiriam nem respeitariam. Aqueles de vós que a única forma de respeitar alguém seja pelo temor que lhe tiverem, precisarão criar um relacionamento com a vossa consciência superior baseado no medo, por ser essa a única forma que lhe transmitem mensagens no sentido de comunicar convosco – através do medo. Aqueles de vós que possuem imagens antiquadas de um Deus temível e desse modo as traduzem para o receio pela vossa consciência superior, precisarão criar uma consciência superior que precise tratá-los e os faça ter medo dela, com distanciamento e indiferença. Aqueles de vós que pensam que a única maneira de aprender seja pela dor terão que criar uma consciência superior que os magoe. E precisam educá-la; precisam reeducar a vossa mente superior quanto ao que querem aprender. “Não quero aprender mais através da dor; quero aprender através do amor e da luz, e através da alegria e do riso e do assombro. Não quero que as lições me cheguem de forma tão complicada que me leve seis meses a descobri-las. Quero que as respostas me venham com facilidade; quero que as metáforas sejam incrivelmente simples.” (Riso)

OPORTUNIDADE OU NECESSIDADE

O título deste seminário é Oportunidade ou Necessidade por ser a isso que em última análise se resume, por virem a programar e estarem todos a programar o tempo todo, só que com a ideia subjacente de o fazerem de modo cada vez mais consciente e mais efectivo, e na esperança de avançarem para uma posição em que o façam a partir da oportunidade de programarem ao invés de o fazerem com base na necessidade de programarem. E à medida que avançam, cada vez mais de vós se encontram em posição de programar com base na oportunidade.

Aqueles que programam com base na necessidade poderão não gostar de ouvir isso, e gostaria de acreditar que toda a gente se encontra na mesma posição que eles, no mesmo barco da luta, da mesmas dificuldades, da realidade agitada; e alguns há que serão mais do que vossos companheiros nesse barco particular, mas que mudam cada vez mais e mais rápido para uma posição em que consigam aprender a programar de um modo mais efectivo, por ser divertido, por quererem tirar proveito de uma oportunidade dessas, por quererem aprender a fazer isso ainda melhor nesta encarnação física.

Assim, queremos falar sobre o programar, esta tarde. E parece um tópico muito básico - o que em definitivo é. Toda a gente sabe com programar, não é? Apenas visualizam o que querem. Está certo; não será isso que a programação subentende? Bom, é, e resulta. Mas se não resultar, não é!

Porque o programar resulta sempre, entendem? Ora bem, isso é algo que muita gente não quer ouvir. "Não, não, às vezes funciona. Por vezes programa-se a realidade e obtém-se efectivamente aquilo que se quer." Surpresa e admiração estampada nos rostos e nos olhos das pessoas e uma ampla cara de inocência ao exclamarem: "Meu Deus, funcionou!" Mas efectivamente o programar funciona sempre, funciona cem por cento das vezes. Mas uma vez mais, as pessoas não querem ouvir isso porque a programação que fazem não funciona sempre, pelo que bem se poderá dizer que poderão não programar de todo. Porque, mesmo que se proponham estabelecer um programa para uma realidade específica ou uma coisa específica na realidade que já têm, se não resultar, se não obtiverem aquilo de que andam atrás, então não programarão, ou pelo menos de uma forma mais precisa, não programarão essa coisa. Tinham um outro programa em mente - um que alegavam não estar presente, um de que não se queriam preocupar-se por se livrar em primeiro lugar, mas tinham um outro programa em mente, porque o programar resulta sempre, por duas razões: 

Uma, por definição - o conjunto interligado das vibrações que constitui o programa é aquilo que é responsável pela produção de toda a vossa realidade. Não existe coisa alguma na vossa realidade que não seja o resultado de um programa qualquer: A cadeira em que se sentam, o compartimento em que se encontram sentados, cada um dos passos que dão - tudo isso é resultado de um programa; e assim, por definição a programação sempre resulta, por ser isso que é produzido, a cadeia de eventos interligada ou de vibração interligada que produz a realidade. Isso é o programa, e o programar consta da activação disso. Assim pois, por definição, sempre resulta. Porque tudo sempre acontece, alguma coisa está a sempre a acontecer. E consequentemente, o programar resulta em definitivo o tempo todo. 

O vosso corpo constitui um produto intricado e bastante miraculoso de um programar, de um certo número de vibrações interligadas configuradas numa certa frequência e numa certa ordem que produz o próprio corpo que carregam convosco, programa esse que se chama ADN e ARN e foi descoberto pelos vosso cientistas que opera por uma dupla hélice que separa e que emite mensagens de todo o tipo de actividades bizarras e científicas, mas aquilo a que basicamente se resume é à existência de um programa que foi activado, e que resultou pelo facto de disporem de um corpo. Quer gostem ou não já é uma outra questão, mas possuem um corpo em definitivo. Assim, e por definição, resulta sempre. Mas também funciona por função, sempre funciona por função, por serem o único que cria a vossa realidade; não há mais ninguém a fazê-lo, nem tampouco coisa alguma a fazê-lo, apenas vós. 

E tudo na vossa realidade, conforme dissemos tanta vez, é produto de uma criação, é produto de um programa, de um programa que carregam convosco, um programa que activam, e por conseguinte, por função, pelo facto de disporem de uma realidade - quer gostem disso ou não - se dispuserem de uma realidade, o programar resulta. Agora, se começarem a programar uma coisa particular, sugeriríamos que a eficácia de que usarem pode ser muito ruim; a capacidade que tiverem de programar conscientemente poderá parecer estar muito fora de controlo, mas em definitivo o vosso programar resulta.

Quando mencionamos as razões porque se encontram no físico, sabem, as razões porque terão optado por encarnar no físico nesta altura particular da história e nesta altura da evolução da consciência e dos eventos, elas resumem-se a dois "pontos centrais" bem específicos, conforme lhes chamamos que são, o de aprenderem a divertir-se ou, para o colocar por outras palavras, aprenderem a criar diversão, e aprenderem a criar êxito de uma forma consciente. Esses são os dois pontos centrais, as duas razões espirituais e o denominador comum de todas as vossas existências físicas. Não tem que ver apenas com divertir-se, passar a ser convidado para a festa certa ou acontecer estar no sítio exacto ou conhecer as pessoas correctas, mas aprender a criar uma diversão assim, serem capazes de a criar por vós próprios sempre que o quiserem - quer seja ficar em casa sozinho numa noite de sábado (Deus não o permita, não é?) ou em meio a uma vida social bastante activa - ser capaz de se deter e criar diversão, e de o fazer conscientemente, de o fazer com conhecimento, com habilidade. De modo que quando estejam a ter essa diversão saibam ser quem a produz. Para muitos haverá montes de razões porque isso não parecerá bem, a menor das quais não será a de que se o tiverem que fazer por mote próprio de algum modo parecerá menos divertido do que quando alguém o faz por vós, mas seja com for, esse é o ponto central, aprender a divertir-se, aprender a criar a diversão.

Do mesmo modo em relação ao sucesso, aprender a criar sucesso. Na realidade aquilo a que isso de resume ou por que isso se distingue é pelo saber que estão conscientemente a criar a vossa realidade; não que tenham uma realidade nem que tenha sido criada, mas que o estão a fazer conscientemente. E contanto que percebam que o fazem de forma consciente bem que poderão criar sucesso. Ao invés de virem a uma vida em que criarem conscientemente infelicidade ou sofrimento ou dor, o que parecerá bastante insano, mas em vez disso criar sucesso. Portanto, o enfoque será na aprendizagem da criação consciente de sucesso. 

Ora bem, uma vez mais, o que isso quer dizer não é cair no meio dele - não nascer na família acertada de modo a conseguirem montes de dinheiro e por conseguinte poderem ser bem-sucedidos; não nascer no tempo e no local exactos para que possam cair no meio dele; não conhecer as pessoas acertadas de modo a que lhes deem esse sucesso. Tampouco criar o êxito de uma forma descontrolada. Quanta gente haverá por aí que é bem-sucedida e que questiona esse sucesso; não sabem como o terão conseguido nem porquê. Que infelicidade não será ter todo esse sucesso e não fazer ideia de como terá sucedido, sentir-se no controlo nem ao sabor desse sucesso. Não tem simplesmente que ver com o serem bem-sucedidos; poderão olhar para a vossa vida e dizer: "Sim, eu tenho sucesso, tenho o emprego que quero, a carreira que quero, as relações que quero, o dinheiro que quero, a saúde que quero, vivo no local do mundo em que quero viver, pelo que por conseguinte sou bem-sucedido, só que não faço a menor ideia do porquê de aqui ter chegado. Trabalho árduo e esforço.” De alguma maneira isso não faz sentido.

Criá-lo conscientemente de modo que possam dizer: “Eu sei exactamente como sou bem-sucedido.” Esse é o ponto central, não só ser bem-sucedido, é aprender a criá-lo. Ora bem; alguns que evidentemente não são bem-sucedidos, dirão: “Olha, tudo bem, primeiro deixa-me arranjar o sucesso e verei como terei lá chegado depois.” Tudo bem, não faz mal. Se querem ir por essa via, tudo bem, criem o sucesso em primeiro lugar e depois descubram como o terão conseguido, que isso não faz mal. Ou descubram como consegui-lo e consigam-no desse modo, não faz mal - de qualquer jeito. Mas a questão está em que muita gente para justamente aí: “Já criei sucesso, por isso deixa-me em paz. Já me desenvolvi, já terminei o desenvolvimento, penso que já despendi imenso tempo a desenvolver-me. Já procedi à minha embrulhada espiritual. Já pus cobro a isso, estou completo no que toca às coisas espirituais, e estou pronto para avançar para o que vem a seguir…” 

Pois sim, mas o que sugerimos é que com respeito a isso não há noção de como terão criado o sucesso, o que é vital para o desenvolvimento espiritual. “Eu devo estar a fazer alguma coisa correctamente; olhai que bem-sucedida a minha vida se saiu.” É uma afirmação, mas depois cabe-vos a vós descobrir o que estejam a fazer correctamente, e isso torna-se essencial. Porque, entendam, quando passarem para os níveis superiores e quando expandirem a consciência que têm de modo a incorporar mais do que o físico, todo esse sucesso material irá parecer insignificante, e o facto de o terem criado tornar-se-á inconsequente. A forma como o tiverem criado será tudo quanto prevalecerá, em última análise. E como preparação para isso, conforme muitos de vocês pretendem de facto, e depressa, avançar para esses níveis, torna-se importante em cada vida - e esta é aquela de que têm consciência – ter consciência de como estão a criar esse sucesso.

Transcrito por Amadeu António



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