sábado, 8 de fevereiro de 2014

HIPNOSE NATURAL - UM TRANSE É UM TRANSE DE UM TRASE




Seth, Capítulo 16 de “A Natureza da Realidade Pessoal”
Tradução: Amadeu Duarte

Qual será a realidade que existe por detrás da realidade? Será a vida física uma alucinação? Existirá alguma realidade definível concreta, da qual a vossa própria não passe de uma sombra?

A vossa realidade é o resultado de uma alucinação, se com isso quisermos que é apenas o retracto revelado pelos vossos sentidos. Fisicamente, claro está, a vossa existência é percebida por meio dos sentidos. Nesse contexto a vida corporal é uma vida de transe, ao terem o foco da atenção amplamente concentrado na realidade das sensações, por intermédio da crença dos sentidos. Contudo, essa experiência é a imagem que a realidade assume para vós agora, e assim, noutros termos, a vida terrena representa uma versão da realidade – não a realidade em toda a sua inteireza, mas parte dela. É em si mesma uma maneira por meio da qual percebeis o que a realidade seja. Para poderem explorar essa experiência, dirigem, a vossa atenção para ela e utilizam todas as vossas outras capacidades (não físicas) como corolários, complementos e hábitos. Hipnotizam os vossos próprios nervos, e as células do vosso corpo, por elas reagirem conforme esperam que elas reajam, e as crenças da vossa mente consciente serem seguidas ao grau, por todas as porções do ser até ao mais diminuto átomo e molécula.

Os acontecimentos significativos da vossa vida, a interacção que têm com os outros, inclusive os funcionamentos das ocorrências físicas mais minuciosas que têm lugar no vosso corpo – tudo isso acompanha as crenças conscientes que têm.

Uma vez mais, se estiverem doentes, poderão dizer: “Não queria ficar doente,” ou se forem pobres: “Não queria ser pobre,” ou se não forem amados: “Não queria ficar só.” Contudo, pelas vossas próprias razões começaram a acreditar mais na doença do que na saúde, mais na pobreza do que na abundância, mais na solidão do que na afeição. Poderão ter aceitado parte dessas ideias dos vossos pais. Os seus efeitos poderão tê-los rodeado. Assim como poderão ter trocado de crença numa área particular da vossa vida; mas todas elas podem ser mudadas, caso utilizem o poder da acção no presente. Não estou a dizer que todos vós devam ou devessem ser saudável, rico e sábio. Estou unicamente aqui a dirigir-me aqui que têm efeitos nas suas vidas com que se sentem insatisfeitos.

Numa certa maneira de falar, pois, as sugestões que dão a si mesmos constantemente operam no geral como crenças que são reflectidas na vossa experiência. Alguns de vós são simplesmente mentalmente indolentes, e não examinam os estímulos que recebem conscientemente. Muitos que fazem da negação das sugestões negativas oriundas dos outros uma prática, e em vez disso se fazem valer de afirmações de carácter positivo na verdade fazem-no por estarem completamente convencidos em que o poder das crenças negativas é mais forte do que o poder nas crenças benéficas.

Todos vós encontrarão padrões habituais de pensamento na sua própria vida que são apoiados por acção resultante – como se fossem comportamentos condicionados -  por meio dos quais continuamente reforçam aspectos negativos e se concentram neles para exclusão dos estímulos conflituosos, de modo a traze-los à experiência por intermédio da hipnose natural.

Muita gente atribui um enorme poder a um hipnotizador, no entanto, quando obtêm a atenção exclusiva (completa) de outra pessoa, actuam em larga medida como um hipnotizador. Sempre que conseguem a vossa própria atenção actuam como hipnotizador e sujeito em simultâneo. Transmitis a vós próprios sugestões pós-hipnóticas a toda a hora, em particular quando projectam condições no futuro. Eu quero inculcar em vós o facto de tudo isso simplesmente acompanhar a função natural da mente e dissipar qualquer ideia que têm acerca dos aspectos “mágicos” da hipnose.

Durante cinco ou dez minutos ao dia, no máximo, utilizem pois a hipnose natural como método de aceitação novas crenças desejadas. Durante esse período concentrem a vossa tenção de forma tão vívida quanto possível numa simples afirmação. Repitam-na uma e outra vez enquanto se concentram nela, durante esse tempo. Tentem sentir a afirmação por todas as maneiras possíveis – ou seja, não se permitam distrair, mas se a sua mente insistir em evadir-se então façam com que as imagens que evoca correspondam à afirmação.

A repetição, verbal ou mentalmente, é importante por activar padrões biológicos e os reflectir. Não forcem. Este exercício não deve ser feito juntamente com o exercício dado anteriormente sobre a vossa potência ou aspecto máximo do vosso poder. Um não deve conduzir ao outro, mas devem ser realizados em ocasiões separadas durante o dia. Durante esse período, todavia, recordem que estão a utilizar o presente como potencial de inserção de crenças novas, e que elas efectivamente se materializarão. Quando terminarem o exercício, não se debrucem nele. Afastai-o da vossa mente. Terão utilizado a hipnose natural de uma forma concentrada. Poderão ter que experimentar algumas vezes para descobrirem o enunciado adequado da mensagem, mas três dias no mínimo são indispensáveis antes de poderem constatar, por intermédio dos resultados, se terão sido eficazes. A mudança pode assentar numa forma diferente de enunciação. Quando se sentirem em conformidade com a afirmação, então dêem-lhe continuidade.

A vossa atenção deve, em todo o caso, estar completamente relaxada, por precisarem de tempo. Poderão experimentar resultados espectaculares de imediato. Mas mesmo que isso ocorra, prossigam com o exercício. Os canais internos devem reconfigurar-se. Resultará disso uma sensação que funcionará como vossa orientação pessoal. Não há necessidade de continuarem o exercício para além de dez minutos. Na verdade muitos acharão isso difícil de fazer. Despender um tempo prolongado simplesmente reforçará a ideia da existência de problemas envolvida.

A hipnose natural ou espontânea consiste na anuência da crença inconsciente para com a consciente. Em alturas de enfoque concentrado (como na hipnose ortodoxa), em que todas as distracções são anuladas, as ideias desejadas são implantadas. O  mesmo processo se dá na vida corrente, todavia; contudo, áreas de concentração primária passam a regular o que experimentam tanto biológica como mentalmente, e passam a produzir condições semelhantes.

Usemos um exemplo simples, como o da utilização de uma crença positiva incutida na infância. Dizem a um indivíduo que ele é gracioso, bem-proporcionado, e que possui uma personalidade afável e simpática. A ideia pega. A pessoa actua em linha com essa crença em todos os sentidos; mas uma variedade de crenças subsidiárias também se agrupa em torno da principal.

A crença no valor ou mérito pessoal apela à crença no valor pessoal dos outros, por eles passarem a revelar as suas melhores facetas ao nosso afortunado amigo. A sua vida reforçará constantemente esse conceito, e conquanto seja parcialmente consciente de que certas pessoas sejam mais “simpáticas” do que outras, a sua experiência mais íntima permite-lhe divisar o melhor nos outros e nele próprio. Isso torna-se num dos mais fortes marcos de referência por meio dos quais distingue a existência.

Os estímulos que não se mostrem de acordo são acessórios, secundários, que não devem ser pessoalmente aplicáveis mas presentes, por os perceber como factos para os outros. Não necessita de provar nada a si mesmo, de modo que se tornará mais fácil para ele aceitar os contemporâneos com imparcialidade. Poderá ter áreas em que perceba não ser muito competente, no entanto, por causa da crença que tem no valor básico que tem, será capaz de aceitar essa falhas como parte dele próprio sem se sentir ameaçado por elas. Será capaz de tentar melhorar a sua condição sem se deixar abater ao mesmo tempo.

Nesses termos tanto pode como não ser tão atraente, em todos os traços, como certas pessoas, de facto crêem não serem atraentes. A crença na própria graciosidade é tão importante que os outros lhe reagirão do mesmo modo. Uma pessoa pode ser dotada de um enorme encanto, por exemplo, e esse encanto não resultar evidente aos demais, ou a si mesmo. A pessoa não credita que ele ou ela possua tal encanto e desfigurar as características reais de modo que a graciosidade se torne literalmente invisível.

As vossas crenças, pois, assemelham-se a focos hipnóticos. Vós reforçai-los constantemente por meio do diálogo interior normal a que todos se entregam. Essa comunicação íntima actua como uma constante repetição de um hipnotizador. Neste caso, todavia, actuais como o próprio hipnotizador. Poucas pessoas possuirão uma única área de concentração, e geralmente envolvem várias, mas elas representam as maneiras em que estão a usar a sua energia. O indivíduo que aceita como um dado adquirido o facto de que tem mérito não precisa insistir nesse aspecto. As experiências subsequentes que faz sobrevêm-lhe com naturalidade.

Em muitas áreas da vossa própria vida, naquelas em que se sentem satisfeitos, não precisam proceder ao menor esforço. Os vossos pensamentos e concentração produzem resultados com que se sentem agradados. Somente naqueles compartimentos da sua vida que os confundem que subitamente começam a surpreender-se com o que ocorre – mas também aí, a hipnose espontânea está em operação de modo tão fácil e natural, e as ideias conscientes chegam a fruir automaticamente em termos concretos. Assim, é nessas áreas que precisam perceber que actuam como o hipnotizador.

O inconsciente acata essas indicações ou ordens que lhe são dadas pela mente consciente.
Na experiência de cada um, haverá áreas com que se sentirá agradado. Quando se sentem insatisfeitos, todavia, questionai as ordens que estão a transmitir nessa arena da experiência. Já os resultados não parecerão seguir os seus desejos conscientes. Mas descobrirão que seguem as crenças conscientes que têm, o que é completamente diferente. Podem desejar ter saúde, e acreditar implicitamente no estado precário de saúde que desfrutam. Podem desejar ter compreensão espiritual, ao mesmo tempo que pensam ser espiritualmente indignos e não ter brilho. Quando estabelecem tal ânsia em face da presente crença sempre se gera conflito. A crença que têm produzirá os sentimentos apropriados e promoverá os esforços imaginativos característicos. Se quiserem ser saudáveis e diferenciar continuamente o que querem da presente convicção que têm na saúde precária, então a própria crença, contrária ao desejo, causará as dificuldades acrescidas. Nesse caso parecerá que desejam o impossível. Desejo e crença não estão unidos mas em oposição.

Na hipnose ortodoxa estabelecem um acordo com o hipnotizador: Durante algum tempo aceitam as ideias que ele tem acerca da realidade em vez das vossas próprias. Se el lhes disser que têm um elefante cor-de-rosa à sua frente, então vê-lo-ão e acreditarão estar presente, e passarão a agir de acordo com a sugestão dada. Se forem excelentes sujeitos e o seu hipnotizador um excelente profissional, então poderão brotar bexigas da vossa pele caso vos diga que sofreram queimaduras. Conseguem desempenhar façanhas físicas que considerariam de outro modo impossíveis – tudo isso devido ao facto de se disporem de boa-vontade a suspender certas crenças e se permitirem aceitar outras por uns instantes. Desafortunadamente, devido ao padrão considerado necessário, pensa-se que a mente consciente seja adormecida e a sua actividade suspensa. Antes pelo contrário, acha-se intensificada, confinada a uma área restrita, em que os demais estímulos são eliminados.

A intensidade da concentração consciente elimina barreiras e permite que as mensagens vão directamente até ao inconsciente, onde são postas em prática. Contudo, o hipnotizador é importante por actuar como um representante directo da autoridade.
Nos vossos termos, as crenças são inicialmente aceites por parte dos pais – o que, conforme anteriormente mencionado, tem que ver com a experiência de mamíferos. O hipnotizador pode agir como um substituto dos pais. Em casos de terapia, uma pessoa já se encontra assustada, e devido às crenças da vossa civilização, ele não se vira para ele próprio mas para uma figura de autoridade em busca de ajuda.

Mesmo em sociedades primitivas, médicos bruxos e outros terapeutas naturais chegavam a compreender que o aspecto máximo do poder se situa no presente, e recorriam à hipnose natural como método de auxílio prestado a outros a fim de concentrarem a sua energia. Todos os gestos, danças, e procedimentos afins constituem tratamentos de choque destinado a alarmar os pacientes para o abandono das suas habituais reacções de modo a serem foçados a focar-se no instante presente. A desorientação resultante agita simplesmente as crenças correntes e desaloja os quadros fixos de referência. O hipnotizador, ou o médico bruxo, ou terapeuta, imediatamente incute as crenças que acredita que o sujeito carece.

Nesse contexto, incluirá recursos secundários que envolvem as próprias ideias do terapeuta. Na vossa sociedade, a regressão acha-se comummente envolvida; o paciente recorda e volta a viver uma experiência traumática do passado. Isso parecerá ser a causa da presente dificuldade. Se ambos, paciente e hipnotizador, ambos aceitarem isso, então a esse nível verificar-se-á progresso. Se os conceitos naturais incluírem vudu ou feitiçaria, aí a situação terapêutica será encarada nesse contexto, e uma praga ou maldição ser revelada; a qual, se usarem o aspecto máximo do poder no momento, o médico passará a inverter.

Fora do contexto da hipnose ortodoxa, todavia, aplicam-se as mesmas questões. Dotada da maior compreensão e paixão, permitam que mencione que a medicina ocidental constitui a seu modo uma das formas menos civilizadas de instrumento hipnótico. Os médicos ocidentais mais bem qualificados encararão com total desânimo e horror a ideia de sacrificar uma galinha numa cabana de um feiticeiro primitivo, e no entanto consideram muito científico e inevitável que uma mulher sacrifique os dois seios ao cancro. O médico simplesmente não verá mais nenhuma outra saída, e infelizmente tampouco o paciente.

Um doutor ocidental moderno, certamente com o maior dos embaraços, informará o seu paciente que está prestes a morrer, impressionando-o o facto de a sua situação ser desesperada, e ainda assim reagirá com desdém e repugnância quando lê que um praticante de vudu tenha rogado uma praga a uma vítima inocente.

Na vossa época, os profissionais da medicina, uma vez mais com a maior das superioridades, encaram as culturas primitivas e condenam severamente os aldeãos que pensam estar sob a influência dos médicos bruxos ou do vudu; e ainda assim, na vossa cultura, os vossos médicos impressionam cada paciente no sentido de precisarem proceder exames a cada seis meses sob pena de contraírem cancro, por meio da publicidade e da organização; e que precisam ter seguros médicos por virem a ficar doentes.

Por conseguinte, em muitos casos, os médicos modernos representam médicos bruxos incompetentes que esqueceram o seu ofício – hipnotistas que deixaram de acreditar no poder da cura, e cujas sugestões produzem outras doenças que são diagnosticadas antecipadamente.

É-lhes dito o que esperar; estão tão amaldiçoados – muito mais – quanto qualquer nativo nas aldeias distantes, só que vós perdeis seios, apêndices, e outras porções da vossa anatomia (NT: Com excepção dos homens, a quem não é sugerido retirar nada, na óptica chauvinista da civilização moderna. Já alguém ouviu falar de extrair os testículos ou o pénis como medida profilática na prevenção de doenças cancerígenas. Porque o fazem então no caso das mulheres? Incongruências da profissão médica, que compreensivelmente vive dessas formas de expediente). Os médicos seguem as próprias ideias que têm, claro está, e em tal sistema encaram os seus procedimentos como plenamente justificados – e compassivos.

No campo médico, como em mais nenhum, fazem face por completo a um total impacto das crenças que têm, por os médicos não serem os mais saudáveis dos indivíduos, mas os menos. Eles tornam-se vítimas das crenças que tão sinceramente subscrevem. Concentram-se na doença e não na cura. 

Por outras palavras, os vossos médicos também são vítimas do próprio sistema de crenças que sustentam. Eles rodeiam-se constantemente de sugestões negativas. Quando a doença é encarada como um agente invasor, e forçar a integridade do ser por nenhuma razão aparente, então a pessoa parecerá impotente e a mente consciente um acessório. O paciente é muitas vezes obrigado a sacrificar um órgão após outro às crenças dele e do médico.

Felizmente possuís outras crenças “alternativas”, como a da quiroprática, alimentação natural, e mesmo os curandeiros. Todos eles fornecem um outro marco de referência em que os problemas ligados às questões de saúde poderão ser resolvidos. Pelo menos em tais casos não são ministradas drogas prejudiciais, e a integridade do corpo não sofre mais efeitos nefastos.

Uma vez mais, os praticantes da quiroprática são hipnotistas. Infelizmente, estão a tentar obter respeitabilidade em termos médicos, e estão consequentemente a enfatizar os aspectos “científicos” do trabalho que fazem, e a minimizar os elementos intuitivos e a cura natural. Os charlatães acabam com os desesperados, que percebem a ineficácia de outros sistemas de crenças, e as consideram falhas, e não têm mais para onde se voltar. Alguns dos “charlatães” poderão ser inescrupulosos e desonestos, mas ainda assim muitos deles possuem compreensão intuitiva, e conseguem operar “curas” por meio da alteração instantânea da crença.

A profissão médica é adepta de dizer que tais indivíduos previnem os pacientes de procurar tratamentos apropriados, mas o facto é que tais pacientes não mais acreditam nos sistemas de crenças dos médicos, de modo que não podem ser auxiliados por eles.
Tudo isto parecerá pura heresia a um profissional da medicina, por a doença ser sempre encarada como uma coisa objectiva no corpo, a ser objectivamente tratada e removida. Mas um indivíduo que sinta “não ter coração” não conseguirá ser salvo nem pelo mais sofisticado dos transplantes cardíacos a menos que em primeiro lugar essa crença seja alterada.
Noutras áreas, uma pessoa que pense ser pobre, perderá ou abusará, ou utilizará mal qualquer quantidade de dinheiro, quer trabalhe arduamente para o conseguir ou lho seja dado. Uma pessoa que se tenha hipnotizado num estado de solidão ver-se-á desolada ainda que se encontre rodeada por uma centena de amigos e de admiradores.

O que tudo isto significa na vossa vida diária, e como poderão utilizar a hipnose natural para melhorarem as vossas experiências? Naquelas áreas em que se sentem insatisfeitos, sentem estar impotentes, ou que ficarão paralisados, ou que os estados continuam independentemente do que pensam ter como objectivo. Contudo, se prestarem atenção aos sues próprios pensamentos conscientes, descobrirão estar a concentrar-se precisamente naqueles aspectos negativos que tanto os intimidam. Estão a hipnotizar-se de uma forma bem eficiente e assim a reforçar a situação.

Podem dizer horrorizados: “Que poderei fazer? Estou a hipnotizar-me na condição de excesso de peso que tenho (ou de solidão, ou de saúde precária).” No entanto, noutras facetas da vossa vida, podem hipnotizar-se com a condição da saúde, da realização, da satisfação – com que não se queixam. As mesmas questões estão envolvidas. Os mesmos princípios estão a operar. Nessas situações positivas de vida estão certos da iniciativa que têm. Não lhes resta qualquer dúvida. As vossas crenças tornam-se numa realidade.
Agora; nos aspectos insatisfatórios, precisam entender o seguinte: também não lhes resta dúvida. Estão completamente convencidos de se encontrarem doentes, ou empobrecidos, ou sós, ou espiritualmente opacos, ou infelizes. 

Os resultados, pois, seguem-se tão facilmente quanto sem esforço. A hipnose natural, nos termos aqui empregues, opera tão bem num caso como no outro. Que deverão, pois, fazer? Antes de mais, precisam perceber que são o hipnotizador. Precisam tomar a iniciativa aqui conforme tomam noutros aspectos da vossa vida. Sejam quais forem as razões superficiais que tiverem para as crenças que tiverem, devem afirmar: 

Durante um certo período de tempo suspenderei momentaneamente aquilo em que acredito nesta área, e deliberadamente aceitarei a crença que desejo. Fingirei encontrar-me sob hipnose, e estar na qualidade de hipnotizador e de sujeito. Durante esse tempo desejo e crença estarão em uníssono. Não resultará qualquer conflito por o fazer intencionalmente. Durante esse período alterarei por completo as velhas crenças que tinha. Muito embora me sente em silêncio, na minha mente actuarei como se a crença que desejo fosse minha por inteiro.”
A esta altura, não pensem no futuro, mas tão só no presente. Se tiverem excesso de peso, insiram o peso que acharem ideal ter enquanto dão seguimento a este exercício. 

Imaginem ser saudáveis caso não creiam não ter saúde. Se estiverem sós, acreditem em vez disso estar repletos do sentimento de companheirismo. Percebam estar a exercitar a vossa iniciativa de imaginar tais situações. Nesta fase não pode haver comparação com a vossa situação normal. Utilizem estímulos visuais, ou palavras – o que quer que seja mais natural para vós. Mas uma vez mais, não é exigido mais do que dez minutos.

Se o fizerem com sinceridade, no prazo de um mês descobrirão que as novas situações se materializam na vossa experiência. A vossa estrutura neurológica responderá automaticamente. O inconsciente será despertado, e trará os seus enormes poderes para conseguir os novos resultados. Não tentem exceder-se nisso, e passar o dia todo a preocupar-se com as crenças, por exemplo. Isso só poderá levar-vos a comparar o que têm com o que querem. Esqueçam o exercício assim que o tiverem completado. 

Descobrir-se-ão dotados de impulsos que vos acometem na linha dessas novas crenças introduzidas, e aí cabe-vos actuar com base nelas ou ignorá-las.

A iniciativa precisa partir de vós. Jamais conhecereis a diferença se não tentarem o exercício. Agora, se estiverem com carência na área da saúde, e tiverem um médico, o melhor é que continuem a consultá-lo, por ainda dependerem desse sistema de crenças – mas utilizem este exercício como um suplemento na edificação da vossa saúde interior, e para os proteger contra qualquer sugestão negativa dado pelo vosso médico.

Existe uma correspondência definitiva entre o que é designado de condicionamento, e acção compulsiva. Aqui, a sugestão pós-hipnótica opera tão bem quando o “condicionamento” diário constante. Agora: Por exemplo, pegai numa mulher que se sinta compelida a lavar as mãos vinte ou trinta vezes ao dia e fácil se tornará reconhecer o facto que tal comportamento repetido seja de ordem compulsiva. Mas quando as úlceras de um indivíduo o incomodam toda a vez que come certos alimentos, mais difícil se tornará perceber o facto de esse comportamento ser igualmente compulsivo e repetitivo.

Esse é um excelente exemplo da forma como a hipnose natural pode agir a fim de vos afectar o sistema de forma adversa. De certa forma, as acções repetitivas envolvem directamente crenças ao nível da “magia”. O comportamento geralmente representa esforços para repelir o “mal” que o indivíduo sente estar iminente. Conquanto seja nesses casos distinguir a natureza das acções externas de qualidade repetitiva, é muito mais difícil perceber muitos sintomas físicos à mesma luz – mas também aí grupos inteiros de reacções recorrentes a certos estímulos estão envolvidos. Por detrás deles existe muitas vezes o mesmo tipo de compulsão. Na verdade, os sintomas muitas vezes operam à sua própria maneira, como um ritual neurológico repetitivo destinado a proteger o sofredor de algo mais que ele teme ainda mais.

É por isso que os sistemas de crenças são tão importantes no trato da saúde e da doença. Cada um dos sistemas de crenças utiliza parafernália – gestos, medicamentos, tratamentos - que representam as manifestações externas de crenças partilhadas tanto pelo terapeuta como pelo paciente.

O mesmo tipo de situação opera nos casos de temperatura elevada (febre), por exemplo, e quanto a isso, no caso das outras doenças (com hífen no original Inglês, “dis-eases”,a querer dizer formas de mal-estar).

A hipnose natural e as crenças conscientes transmitem a sua própria instrução ao inconsciente, o qual então obedientemente influencia os mecanismos corporais de modo a responderem de uma maneira harmoniosa às crenças. De modo que condicionam o vosso corpo a reagir de certas formas. Lidar com isso não é problema simples, por a sugestão original da doença ter sido em si mesma dada, devido a outra crença. Utilizando a hipnose formal, e no ocidente, poderão regredir e descobrir onde a sugestão vos terá sido pela primeira vez dada. Caso vós e o vosso hipnotizador acreditem na reincarnação, a sua fonte poderá ser descoberta numa outra vida.

Em qualquer dos casos, se a terapia for eficaz, poderão desistir dos sintomas que apresentam, caso vós e o vosso hipnotizador acredite na situação e no quadro de tais convicções. Mas por detrás há muito mais; porque se não acreditarem o valor que tenham enquanto seres humanos, aí simplesmente obterão outros sintomas que precisarão ser removidos do mesmo modo, usando outros “acontecimentos” passados como desculpa para a situação – caso tenham sorte.

Se não tiverem tanta sorte e a vossa doença envolver os vossos órgãos internos, então poderão acabar sacrificando um após o outro. Tudo isso pode ser evitado por meio do percebimento de que o aspecto máximo do vosso poder assenta no presente, conforme foi referido antes. Não só operam no contexto das suas próprias crenças, claro está, mas no contexto de um sistema de massas que subscrevem de uma forma ou de outra. Nessa organização um seguro médico torna-se numa necessidade para a maioria de vós, pelo que não estou a sugerir que o descartem. Não obstante, olhemos a situação mais de perto.

Estais a pagar adiantado pela doença de que estão certos venha no vosso encalço. Procedem a todos os preparativos no presente para o futuro da doença. Estão a apostar na doença ao invés da saúde. Esse é o pior dos géneros de hipnose natural, mas ainda assim no vosso sistema o seguro representa de facto uma necessidade, por a crença na doença assim lhes permear a atmosfera mental.

Muitos ficam doentes apenas depois de procederem a um “seguro” desses – e para esses, o acto em si mesmo simbolicamente representa uma aceitação da doença. Ainda mais infelizes são as políticas especiais para os idosos que detalham de antemão todos os conceitos estereotipados e distorcidos sobre a saúde e o envelhecimento. Existe uma enorme relação entre o tipo de políticas que as pessoas contractam, e as doenças de que passam a ser vítimas.

Ainda mais desvantajosas são as sugestões dadas, ainda que com o melhor dos propósitos em mente, respeitantes a áreas específicas de saúde que lidem com a prevenção. Há duas em particular que eu gostaria aqui de mencionar. Uma é a literatura que versa sobre o cancro, e os anúncios do “serviço público” de televisão, em que os sete indícios críticos do cancro são passados. Infelizmente, uma vez mais, no quadro das crenças que subscrevem isso também se torna quase numa necessidade para muitos – em especial para aquele que, devido a uma experiência prévia com o cancro, de um tipo ou de outro, se revelam quase irracionais no medo que sentem em relação a ele. A literatura e os anúncios actuam como fortes sugestões de cunho negativo, ao seguirem a natureza da hipnose natural – como um processo de condicionamento, entendem, em que procuram por sintomas específicos e examinam o corpo sob o ímpeto do temor.

Para aqueles que já se encontram condicionados de tal modo, tais procedimentos podem causar cancros que de outro modo não ocorreriam. Isso não quer dizer que tais indivíduos não pudessem vir a contrair outras doenças em vez disso, mas sim que a crença na doença é padronizada e focada em particulares sintomas com tais métodos. Não é de admirar que necessitem de seguros médicos! A doença não constitui um agente estranho que lhes seja imposto, mas enquanto acreditarem que seja, então aceitá-la-ão enquanto tal. Também se hão-de sentir impotentes no combate a ela.

A segunda área de saúde que queria mencionar diz respeito aos idosos. Ideias de reforma enquadram-se geralmente no mesmo padrão, devido a que por detrás dela se esconda a crença de que a determinada altura ou em certa idade, as suas faculdades ou forças comecem a falhar. Tais ideias geralmente são aceites tanto pelos novos como pelos velhos. Ao acreditarem nelas, os jovens dão automaticamente início ao condicionamento gradual dos próprios corpos e mentes. Mais tarde colherão os resultados.

Em particular na vossa sociedade, tão propensa à busca de dinheiro, tais crenças produzem as situações mais humilhantes, em especial no caso dos homens, que muitas vezes é persuadido a equiparar a sua virilidade com o poder aquisitivo. Torna-se-lhes fácil compreender que quando a capacidade que têm de aquisição lhes é retirada, se sintam castrados. 

Agora; falando em termos genéricos, aqueles que advogam uma alimentação saudável ou alimentos naturais subscrevem algumas das crenças gerais sustentadas pelos vossos médicos. Eles acreditam que as doenças sejam o resultado de condições externas. Pura e simplesmente, a sua política traduz o seguinte: “Vocês são aquilo que comem.” Alguns desse grupo subscrevem igualmente ideias filosóficas que moderam um pouco tais conceitos, ao reconhecerem a importância da mente. Muitas vezes, todavia, certas sugestões de carácter fortemente negativo são dadas, de modo que todos os alimentos à excepção aqueles aceites são encarados como prejudiciais para o organismo, e ca usa de enfermidade. As pessoas ganham receio dos alimentos que ingerem, e assim o campo da alimentação torna-se num campo de batalha.

Passam a associar valores morais à alimentação e a encarar alguns alimentos com bons e outros maus. Surgem sintomas, que passam directamente a ser considerados o resultado natural da ingestão de alimentos da lista de alimentos proibidos. Nesse sistema, pelo menos, o organismo não é injuriado com uma dose inquietante de drogas terapêuticas. 

Entretanto, pode ser privado de nutrição muito necessária. Para além disso, todo o problema da saúde e da doença é considerado de uma forma simplista, e a comida passa a ser alvo de um escrutínio cerrado. Vós sois aquilo que pensais e não aquilo que sentis – e em larga medida, aquilo que pensam acerca do que comem torna-se muito mais importante.

O que pensam em relação ao vosso organismo, saúde, e doença, determina a forma como a vossa doença será usada, e a forma como a vossa química processas as gorduras, por exemplo, ou os hidratos de carbono. As atitudes que empregam no preparo das refeições são da mais elevada importância.

Em termos físicos, é verdade, mas de novo falando em termos genéricos, que o vosso organismo necessita de certos alimentos. Mas nesse padrão há uma enorme margem de manobra e o próprio organismo possui a formidável capacidade de fazer uso de alimentos substitutos e alternos. A melhor dieta do mundo, segundos os padrões de quem quer que seja, não os manterá saudáveis se tiverem a propensão para crer na doença.

Uma crença na saúde pode, de uma forma surpreendente, ajudá-los a tirar partido de uma dieta “pobre”. Se estiverem convencidos que um determinado alimento lhes provoque uma doença particular, ele fá-lo-á. Parecerá que certas vitaminas impeçam certas doenças A crença em si mesma opera enquanto operarem nesse contexto, claro está. Um médico ocidental poderá ministrar injecções de vitaminas a uma criança nativa numa outra cultura. A criança não precisa saber que vitamina em particular tenha sido ministrada, ou o nome da doença de que padece, mas se acreditar mo médico da medicina ocidental ele melhorará de facto, e a partir daí necessitará das vitaminas. Assim se dá também com as demais crianças.

Uma vez mais, não estou a dizer para não ministrarem vitaminas, por no quadro em que se circunscrevem isso é quase obrigatório. Descobrirão mais vitaminas para tratar mais doenças. Enquanto o sistema operar serão aceites – mas o problema é que não está a operar muito bem.

Se se sentirem mal e lerem um anúncio de vitaminas, ou um folheto subordinado ao tema, e ficarem impressionados, colherão efectivamente benefícios – pelo menos por um tempo. A crença nelas fá-las-á operar a vosso favor, mas se a insistência na saúde precária persistir, então a sugestão contrária representada pelas vitaminas não durará muito.
O mesmo se aplica à publicidade do “serviço público” que tratam do tabaco e das drogas. A sugestão de que o tabaco lhes provoque cancro é muito mais perigosa do que os efeitos físicos do tabaco, e pode efectivamente trazer cancro àqueles que em outro caso não seriam afectados.

Os bem-intencionados anúncios respeitantes ao uso da heroína, marijuana e LSD podem ser igualmente danosos, por estruturarem de antemão qualquer experiência que as pessoas que consumam drogas possam ter. Por um lado, têm uma cultura que publicamente anuncia como dado adquirido os perigos muitas vezes exagerados que o consumo das drogas encerra, e por outro lado, sugere as drogas como um método terapêutico. Aqui os perigos adquirem quase o estatuto de rito de iniciação, em que precisam correr o risco da perda da vida antes da plena aceitação na comunidade seja estabelecida. Mas aqueles que estavam envolvidos nos rituais de iniciação nativos sabiam muito mais aquilo que estavam a fazer, e compreendiam, todo um quadro de crenças em que o resultado – o êxito - era razoavelmente bem assegurado. Tudo isso envolve a hipnose natural.

Voltemos ao exemplo do indivíduo que padece de úlceras. Ele acredita implicitamente que certos alimentos levem a que o seu estômago se porte de um modo particular. Todavia, existe um medicamente que lhe alivia as dores. Enquanto for eficaz, o medicamento mais o convencerá de que os problemas de estômago só possam encontrar alívio dessa forma. O que se converte numa sugestão contrária, no entanto faz parte do mesmo processo hipnótico, baseado na crença que tem na doença original. Conquanto lhe traga resultados temporários, o facto de necessitar dele reforça a dependência que tem do medicamento.

Se a crença que tem numa saúde debilitada continuar sem atenção, o medicamento deixará de actuar como contra medida, em cujo caso parecerá puro bom senso abster-se dos alimentos que lhe provocam tal situação. No entanto, toda a vez que isso for feito, o indivíduo sujeita-se cada vez mais à sugestão hipnótica. Acredita piamente que se ingerir os alimentos interditos isso o deixará doente, e assim acontece. Jamais lhe ocorre renunciar à crença – perceber que somente a crença estabelece o processo de condicionamento por meio da operação da auto-hipnose.

O potencial reside no presente. Precisam entender isso bem, e assim tomar as rédeas da vossa vida e começar a fazer uso da hipnose natural em vosso benefício em todas as áreas. Ele opera já vantajosamente para cada um naqueles segmentos das suas vidas que os satisfazem.

Em todas essas situações, torna-se altamente importante não concentrar o seu foco principal da atenção na área da experiência com que não se sentem mais satisfeitos por isso actuar na intensificação da sugestão hipnótica. Resultará muito mais construtivo recordarem por si só outras realizações, mesmo que nada mais seja feito. Um enfoque da atenção desses nos aspectos positivos automaticamente lhes desviará a energia do problema e aumentará o sentido de mérito próprio e do poder que tenham, na medida em que recordarem os desempenhos adequados que tenham tido nos outros níveis da experiência.

Sempre que tentam livrar-se de um dilema, estejam certos de não concentrar a sua atenção nele, ao invés. Isso actuará em detrimento dos outros estímulos ou informação e mais intensificará a concentração que criam na dificuldade que experimentam. Quando interrompem esse foco, o problema é resolvido. Peguemos num outro exemplo bastante acessível: Sentem ter excesso de peso; isso constitui um facto concreto, e preocupa-os, mas em acreditam piamente. Começam a adoptar dietas e mais dietas, todas baseadas na ideia do excesso de peso por comerem demasiado. Em, vez disso, comem demasiado por acreditarem padecer de excesso de peso. O quadro físico sempre corresponde por a crença que têm no excesso de peso lhes condicionar o organismo a um comportamento desses.

Assim, pois, embora pareça estranho, a dieta que adoptam irá simplesmente reforçar-lhes a situação, já que a adoptam por acreditarem piamente na situação que têm de excesso de peso. Até que alterem a crença, continuarão a utilizar os alimentos que ingerem do mesmo modo – e continuarão a comer em excesso. Ganhos passageiros não durarão muito. Todo o vosso padrão comportamental opera em conformidade com as sugestões hipnóticas dadas, e desse modo, claro está que o aspecto que apresentarem e o que experimentarem sempre lhes reforçará a crença. Precisam, pois, suspender voluntariamente essa crença.
Se utilizarem os exercícios dispensados neste capítulo, devem proceder a um esforço consciente no sentido de incutirem uma crença diferente; façam uso da hipnose natural, desta nova forma. Se depois de terem lido este livro perceberem o valor pessoal que têm, então essa presente percepção poderá anular qualquer ideia passada de desmerecimento que os possa ter atraído a esse estado.

O mesmo se aplicará caso se encontrem num estado de emagrecimento excessivo, claro está. Podem ingerir o que quiserem durante um certo tempo e conseguir engordar uns quilos, ou encontrar todo o tipo de desculpas para deixar de comer. Poder-lhes-á ser ministrada a dieta mais rica em calorias, que não engordarão. Não se encontram no estão de magreza por não comerem o suficiente, nem por utilizarem o que comem de uma forma desadequada. Em vez disso, não comem por acreditarem que estão excessivamente magros. Nenhuma quantidade de alimento se revelará suficiente até que alterem essa crença. Os mesmos procedimentos que tiverem sido indicados para quantos padecem de excesso de peso deveriam ser aqui utilizados. Em qualquer dos casos o condicionamento do organismo é estabelecido por meio da hipnose natural. Tanto o comportamento diário quanto o funcionamento químico seguem a crença à letra. Também essa situação envolve ideias de mérito e o potencial, conforme mencionado anteriormente. Seja em que área for, poderão obter pistas significativas por meio da simples atenção acrescida para com os pensamentos conscientes que têm durante o dia, por cada um deles funcionar como uma sugestão minuciosa na modificação dos vossos padrões comportamentais e na afectação dos mecanismos corporais.

FIM

Sem comentários:

Enviar um comentário