segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

“COMO SE LIVRAR DAS LIMITAÇÕES”


“QUE EU? QUE MUNDO?”
“SÓ VÓS PODEREIS RESPONDER”


Seth, Capítulo 15 de “Natureza da Realidade Pessoal”

Tradução: Amadeu Duarte

Posto que as crenças conscientes que têm determinam as funções inconscientes que lhe trazem a experiência pessoal, o primeiro passo que precisam dar é expandir essas crenças. Os conceitos dispensados neste livro já os deveriam ter levado a isso, em certa medida.

Na vossa realidade subjectiva existem vestígios de todos os percursos não tomados, daquelas capacidades não utilizadas. Talvez se encarem primordialmente como pais, ou sobretudo nos termos da profissão ou do trabalho que exercem. Mas tanto quanto possível, por ora esqueçam o âmbito normal familiar à luz do qual se olham e considerem a identidade que têm. Anotem ou enumerem todas as faculdades físicas e mentais que têm, quer tenham sido desenvolvidas ou não, e todas as inclinações que têm para com determinadas actividades – mesmo aquelas que consideram remotamente – assim as que lhes venham vivamente à mente.

Elas representam a variedade de características prováveis na base do que optaram por activar o vosso interesse central em particular. Com base em tais atributos, pois, elegem o que agora consideram ser a sua realidade concreta.
Se seguirem qualquer dessas direcções, isso poderá enriquecer-lhes a existência que conhecem, e a seu tempo expor outras probabilidades que agora escapam à vossa atenção. A imagem primordial que tiveram de si mesmos, em ampla medida também lhes estreiteceram os horizontes para tais interesses e identificações prováveis.

Se pensarem em função de um ser multidimensional então perceberão dispor de muito mais vias do que as que têm usado, para a expressão e a realização. Essas conquistas prováveis permanecerão latentes a menos que conscientemente decidam traze-las à luz. Sejam quais forem os talentos que perceberem ter, só os poderão desenvolver se determinarem fazê-lo. O simples acto de decisão poderá activar os mecanismos inconscientes.

Vós, enquanto personalidade, independentemente da saúde de que gozarem, ou da riqueza ou da circunstância que tiverem, têm uma variedade rica de experiência provável por entre a qual poderão escolher. Precisam perceber isso conscientemente e assumir a direcção da vossa própria vida. Mesmo que digam: “Aceitarei o que a vida me propuser, “ estarão a tomar uma decisão consciente. Se disserem: “Sinto-me impotente na condução do meu destino,” também estarão a definir uma escolha deliberada – e nesse caso, uma escolha limitada.

O caminho da experiência não se encontra determinado em parte alguma. Não existe via nenhuma que não conduza a outra. Existem correntes profundas de acção provável ao vosso dispor, em qualquer altura. A vossa imaginação pode chegar a ser muito válida e permitir que se abram a tais cursos; poderão utilizá-los na ajuda a abrir-se a tais cursos de acção, e por conseguinte, ajuda-los a levá-los a cabo.
Se forem pobres, escolherão essa realidade por entre uma multiplicidade de realizações prováveis que não tenham envolvido pobreza – e que ainda permanece em aberto. Se elegerem a doença, uma vez mais, existe uma realidade provável pronta a iniciar, em que elegem a saúde. Se estiverem sós, existem amigos prováveis que terão recusado conhecer no passado, mas que se encontram francamente à mão.
Imaginem, pois, a ocorrência dessas realidades ou acontecimentos prováveis. Ao fazerem isso, a intensidade do vosso desejo trá-los-á à sua experiência. Não existem fronteiras estabelecidas em relação ao ser. Existem literalmente muitas outras versões de vós próprios prováveis. Podem recorrer às suas faculdades, conforme ao seu jeito e eles recorrem às vossas, por estarem todos intimamente ligados.
Precisam entender que na verdade constituem um Eu provável. A experiência que trilham resulta das crenças que têm. A vossa estrutura neuronal necessita de um certo enfoque de forma que outras experiências contrárias às vossas suposições conscientes permaneçam prováveis ou latentes. Alterem as crenças e qualquer versão provável de vós poderá, dentro de certos limites, passar a ser actualizada.

Bom; o que precisam compreender é o seguinte: Cada acontecimento de cada uma das vossas vidas foi “certa vez” provável. A partir de um dado campo de acção, pois, elegem os acontecimentos que serão materializados fisicamente. Isso opera tanto em termos do indivíduo como das massas.

Suponham que hoje lhes tenham assaltado a casa. Ontem, o roubo teria representado um de entre inúmeros eventos prováveis. Eu escolho um exemplo destes por mais do que uma pessoa precisar estar envolvida – a vítima e o ladrão. Por que razão teria a vossa casa sido saqueada em vez da do vizinho? De uma ou de outra forma, por meio do vosso pensamento consciente terão atraído um acontecimento desses, e tê-lo-ão conduzido da esfera das probabilidades à da realidade. O acontecimento representa um acúmulo de energia – convertida em acção – e levada a cabo por um corolário de crenças.

Podem estar convencidos de que a natureza humana seja má, ou que ninguém esteja livre de ser agredido por outro, ou que as pessoas se deixam motivar sobretudo pela ganância. Tais crenças atraem a sua própria realidade. Se possuírem algo de valor a perder, estarão automaticamente convencidos de que alguém vo-lo venha a tirar, ou que o procure fazer. Ao vosso próprio jeito emitem mensagens para uma pessoa assim. Basicamente, as convicções que têm assemelhar-se-ão bastante, mas um perceberá ser vítima enquanto o outro se verá como o agressor – ou seja, cada um de vós reagirá diferentemente a um mesmo conjunto de crenças. No entanto, para se dar um delito dessa natureza, ambos serão necessários.

As crenças de ambos encontram justificação na vida concreta, e só saem reforçadas. O medo de ladrões atrai os ladrões. Se pensarem que os homens sejam maus, todavia, muitas vezes não são capazes de examinar isso enquanto crença e consideram-no como uma condição da realidade. Toda a vossa presente experiência foi elaborada a partir de uma realidade provável. Durante a vossa vida, todos os acontecimentos devem passar pela vossa condição de criaturas, com um conhecimento inato do tempo do tempo, que constitui uma parte – em larga medida - da vossa estrutura neuronal; assim, geralmente decorre um intervalo, um lapso de tempo, durante o qual as crenças que têm movem a actualização material.

Quando procuram alterar as convicções que têm a fim de alterarem a vossa experiência, também precisam em primeiro lugar deter o ímpeto, como quem diz, que já tiverem acumulado. Estão a trocar mensagens, ao passo que o organismo está habituado a reagir docilmente e sem questionar, a um conjunto estabelecido de crenças. É por meio de um fluxo contínuo e regular que a actividade consciente produz os acontecimentos por meio da estrutura neurológica, e isso estabelece um padrão familiar de reacção. Quando alteram essas crenças conscientes por meio do esforço, então necessitarão de um período de tempo, enquanto a estrutura aprende a adaptar-se à nova situação preferida. Se as crenças sofrerem uma alteração da noite para o dia, será comparativamente exigido mais tempo.

De certo modo, cada crença poderá ser vista como uma poderosa estação que atrai a si, a partir de campos de probabilidades, unicamente aqueles sinais com que está em sintonia, enquanto bloqueia os demais. Quando estabelecem uma emissora nova pode ocorrer uma certa estática ou filtragem por parte da velha, durante um certo tempo. Qualquer faculdade que tenham, pois, pode ser “captada” de uma forma mais clara, mais ampla e materializar-se em vez de permanecer provável. Mas em tal caso, precisam concentrar-se no atributo, e não por exemplo, no facto de a não terem usado bem até ao presente.

Bom; um artista produz uma série de obras ao longo da sua vida, e cada quadro que pinta representa uma materialização concreta, por entre uma infinita variedade de quadros prováveis. O trabalho real de seleccionar a informação ainda é feito de acordo com as crenças conscientes que o artista tem quanto àquilo que é, com o quão bom artista é, com o tipo de artista que é, com a escola de crenças artísticas que subscreve, com as ideias que tem da sociedade e com o lugar que nela ocupa, e com os valores estéticos e económicos, para nomear apenas alguns aspectos. o mesmo tipo de coisa opera na actualização de qualquer evento em que estejam envolvidos. Vós criais a vossa vida, pois. As imagens interiores são da maior importância para o artista, e ele procura projectá-las na tela.

Uma vez mais, cada um de vós representa o seu próprio artista e as vossas visualizações internas tornam-se modelo de outras situações e acontecimentos. O artista recorre ao que tiver aprendido e mistura as cores de modo a emprestar um toque artístico ao seu quadro. As imagens que carregarem na mente atraem a si toda a energia emocional apropriada e o poder necessário para as satisfazerem como acontecimentos físicos. Podem alterar o quadro da vossa mente em qualquer altura, se ao menos compreenderem que não passa de um retracto de vós próprios que terão criado por entre um leque ilimitado de retractos. O aspecto peculiar dos vossos retractos prováveis ainda representará uma característica vossa, e de mais ninguém. As faculdades, pontos fortes, e outras condições diversificadas que queiram actualizar encontram-se já latentes, nos vossos termos, e à sua disposição. 

Suponhamos que se encontram enfermos e desejam saúde. Se compreenderem a natureza das probabilidades, não precisarão fingir que ignoram a vossa presente situação. Reconhecê-la-ão, ao invés disso, como uma realidade provável que terão materializado. Tomando isso como certo, darão início ao processo necessário para trazer uma probabilidade diferente à experiência física. Conseguirão isso concentrando-se naquilo que querem, mas sem sentirem nenhum conflito entre isso e aquilo que têm ao seu dispor, por uma coisa não constituir a contradição da outra; cada uma será vista como o reflexo da crença do dia-a-dia. Como levaram um certo tempo a edificar a imagem presente, dotada dos seus aspectos menos saudáveis, assim também levarão algum tempo a modificar esse retracto. Mas a concentração na presente condição de enfermidade só a prolongará.

Cada situação é tão real ou irreal quanto outra. Qual versão de vós? Qual versão de mundo? Têm a sua escolha amplamente circunscrita em certos marcos que elegeram enquanto parte da vossa qualidade de criaturas. O passado, conforme o concebem, e o subconsciente, uma vez mais conforme o concebem, têm pouco que ver com a sua experiência actual, fora do âmbito das crenças que têm com respeito a isso. O passado comporta, no caso de cada um, alguns instantes de alegria, força, criatividade, e esplendor, assim como episódios de tristeza, desespero, tumulto e porventura mesmo crueldade. As convicções que têm actualmente actuarão como um magneto, e activarão todas essas questões passadas felizes ou infelizes. Elegerão da vossa experiência prévia todos aqueles acontecimentos que lhes reforçam as crenças presentes, e ignorarão aquelas que não as reforçam, a ponto destas parecerem quase inexistentes.

Conforme mencionado neste livro, as memórias que eclodem põem em funcionamento os mecanismos corporais ao fundirem passado e presente num tipo qualquer de quadro harmonioso. Isso significa que as peças encaixarão umas nas outras, quer sejam festivas ou não. Essa união de passado e de presente, nesse contexto, predispõem-nos para futuros acontecimentos similares, por se terem voltado na sua direcção. A mudança alterará em termos bastante práticos tanto o passado quanto o futuro: Devido à organização neurológica o presente constituirá evidentemente o único ponto a partir do qual passado e futuro poderão ser alterados, ou em que a acção se tornará efectiva.

Não estou a falar em termos simbólicos. O vosso passado e futuro são modificados, no mais ínfimo dos aspectos, pelas actuais reacções que têm. Ocorrem alterações no corpo. Circuitos do sistema nervoso são alterados, e energias que não entendem buscam novas conexões a níveis muito mais profundos situados muito para além da consciência. As vossas crenças actuais governam a actualização dos acontecimentos. Criatividade e experiência são formados a cada instante por cada um. Precisam, entender que o vosso presente constitui o ponto em que a carne e a matéria se unem com o espírito. Por conseguinte, o presente constitui o vosso potencial máximo na vossa vida actual, conforme a concebem. Se atribuírem um grande poder ao passado então deverão sentir-se incapazes e negarão a si próprios a sua própria energia.

A título de exercício, sentem-se com os olhos completamente abertos a olhar ao redor, e percebam como este momento representa o vosso potencial, por meio do qual poderão afectar tanto passado como futuros eventos. O presente que vêem em frente de vós, dotado da sua própria experiência física íntima, é o resultado da acção exercida noutros presentes que tais. Não se deixem intimidar pelo passado nem pelo futuro. Não têm qualquer necessidade de projectar os aspectos indesejáveis da vossa realidade no futuro, a menos que utilizem o poder do presente para o fazer.

Se aprenderem a cultivar essa sensação do poder do momento, podê-lo-ão utilizar de uma forma efectiva a fim de alterarem a vossa situação de vida da forma que quiserem – uma vez mais, no âmbito das limitações definidas pela vossa qualidade de criaturas. Se tivessem nascido sem uma perna, por exemplo, o vosso poder actual não conseguiria automaticamente regenera-la nesta vida, embora noutros sistemas de realidade possuam essa perna. As condições externas sempre podem ser alteradas se compreenderem os princípios a que me refiro. As enfermidades podem ser eliminadas, até mesmo aquelas que parecerão fatais – mas somente se as crenças que sustentam forem apagadas ou alteradas o suficiente de forma que o efeito específico que exercem sobre o organismo for suficientemente libertado.

O presente, conforme o concebem, e de um ponto de vista prático, é aquele ponto em que seleccionam a sua experiência física, de entre tudo quanto poderia materializar-se. As vossas circunstâncias físicas alteram-se automaticamente na medida em que as crenças que tiverem forem alteradas. Quando expandem os conhecimentos, também a vossa experiência se torna mais repleta, o que não quer necessariamente dizer que se instale uma uniformidade em que deixem de ter altos e baixos. Cada inspiração pressupõe a admissão de uma carência; cada desafio pressupõe uma barreira a suplantar. Os mais aventureiros muitas vezes escolherão desafios mais significativos, de forma que na ideia que têm o contraste patente entre aquilo que querem alcançar e o presente estado em que se encontram poderá parecer insuperável.

Em todo caso, porém, o vosso potencial assenta no presente, e com base nesse momento elegem a versão que querem adoptar e o mundo que querem. A experiência de uma nação consiste no resultado acumulado da escolha de cada indivíduo que o ocupa, de modo que ao elegerem as próprias circunstâncias influenciam-se uns aos outros na vossa nação e no vosso mundo.

Em muitas culturas indígenas um indivíduo não é considerado em função da faixa etária em que se situa, e o número de anos que viveu é considerado insignificante. Na verdade, um homem pode nem conhecer a idade que tem, conforme concebem a coisa. Far-lhes-ia bem a todos – jovens, de meia-idade e idosos – esquecer a idade que têm, por na vossa cultura tantas serem as crenças que concorrem para restrição por essa via. Nega-se à juventude a sua sabedoria e a alegria à idade avançada. Fingir que ignoram a idade que têm, fazer-se passar por jovens por temerem a velhice, não representa resposta. Em termos práticos, precisam recordar que o potencial da vossa realidade e poder residem, uma vez mais, na vossa presente experiência. A compreensão disso permitir-lhes-á, em qualquer idade, recorrer às qualidades e conhecimento que “terão existido” no vosso passado e “venham a existir” no vosso futuro, uma vez que as vossas idades são prováveis (simultâneas).

Embora o tempo basicamente não tenha existência conforme o “conhecem”, neurologicamente são forçados a perceber a vossa vida como uma sucessão de momentos passageiros. Enquanto criaturas que são nascem numa tenra idade e envelhecem. Todavia, os animais, enquanto criaturas que também são, não são restringidos na experiência que fazem, a esse respeito.

Não têm crenças relativas ao envelhecimento que automaticamente lhes anulam as faculdades; apesar de morrerem fisicamente, como todas as criaturas, não se deterioram da mesma forma.

Não compreendem as comunicações que se instauram entre vós próprios e os animais de estimação, em que eles, no seu jeito, interpretam e reagem às vossas crenças. Eles espelham as vossas ideias, e desse modo tornam-se vulneráveis como jamais se tornariam numa circunstância natural! Em termos gerais, o relacionamento que têm convosco é natural, obviamente, mas a compreensão inata que têm de que o potencial que lhes assiste assenta no presente, é até certo ponto minado pela receptividade que têm e pela tradução que fazem das vossas crenças. Um gatinho pequenino é tratado de um modo diferente de um mais velho, e o gato responde a tal condicionamento. Da mesma forma, as vossas próprias conclusões acerca do envelhecimento materializam-se na vossa experiência. Se alinhassem por eles e pudessem convencer-se de terem menos dez anos, ou que fossem dez anos mais velhos, então isso reflectir-se-ia fielmente no vosso ambiente pessoal.

Se tivessem vinte anos, seriam capazes de fazer uso da sabedoria que imaginariam ter aos trinta. Se tivessem sessenta, seriam capazes de utilizar o vigor físico que imaginariam vos seria negado aos 60, mas que estaria disponível então. Tudo isso seria física e biologicamente expressado igualmente no vosso corpo.

Que versão de vós? Que versão do mundo? Se estiverem na solidão será pelo facto de acreditarem na vossa solidão neste presente ponto que reconhecem como tempo. Do que parecerá ser o passado retiram somente aquelas lembranças que lhes reforça a condição e projectam-nas no futuro. Fisicamente, pois, estão a sobrecarregar o seu corpo ao levá-lo a responder ao estado de solidão por meio das reacções químicas e hormonais. Também estão a negar o seu próprio potencial de acção no presente.

Vitaminas, uma melhor nutrição, cuidados médicos poderão temporariamente rejuvenescer-lhes o corpo, mas a menos que alterem as crenças que têm, isso será rapidamente inundado de novo com os vossos sentimentos de depressão. Em tal caso, precisam perceber que criam a vossa própria solidão, e que resolvem mudá-la tanto por meio da acção como do pensamento. A acção representa o pensamento em movimento, conforme é externamente percebido.


O VOSSO PONTO DO PODER RESIDE NO PRESENTE

O enunciado acima citado é dos mais importantes deste livro, em termos práticos, e opera no contexto do quadro de tempo conforme o entendem. Conforme mencionado anteriormente, actualizam acontecimentos a partir da presente intersecção de espírito e carne, ao elegerem por entre probabilidades de acordo com as crenças que têm. Todas as vossas faculdades físicas, mentais e espirituais estão focadas juntas, pois, na brilhante concentração da “presente” experiência. Não se encontram à mercê do passado, nem das convicções que antes abrigavam, a menos que creiam estar. Se compreenderem plenamente o poder que têm no presente, perceberão que a acção nesse ponto também altera o passado, as vossas crenças, bem como as vossas reacções

Por outras palavras, estou a dizer-lhes que as vossas presentes crenças, por assim dizer, representam como que as orientações que imprimem a toda a personalidade, ao organizarem e reorganizarem em simultâneo a experiência passada de acordo com os conceitos actuais que têm da realidade. O futuro – o futuro provável – está da mesma forma a ser alterado, claro está. Voltar-se para trás em busca da fonte dos problemas actuais pode levá-los ao hábito de buscarem unicamente episódios do passado com uma fonte de prazer e impedir-se de o experimentar com uma fonte de prazer, realização, ou êxito.

Por meio das insatisfações do presente, estão a estruturar a sua vida anterior, e consequentemente, estão a reforçar os problemas que têm. É como se estivessem a ler um livro de história que se votasse unicamente aos fracassos, crueldades, e erros cometidos pela raça, e ignorassem as suas conquistas. Tais práticas podem conduzi-los à ampliação da vossa própria “história” de modo a que confira uma imagem distorcida daquele e daquilo que são -  uma imagem que passa a representar as vossas circunstâncias actuais. Aqueles dados a tais práticas – à constante examinação do passado a fim de descobrir o que estará errado no presente – muitas vezes erram o alvo. Em vez disso, reforçam constantemente a experiência negativa de que procuram escapar. Os seus problemas iniciais foram precisamente causados em resultado do mesmo tipo de pensar. Um grande número de condições insatisfatórias decorrem em resultado das pessoas se assustarem em determinados períodos das suas vidas, duvidarem de si mesmas, e de começarem a concentrar-se nos aspectos “negativos”.

A situação pode diferir bastante em certos aspectos. Vastas áreas da vida podem não ser tocadas por certas atitudes, ao contrário de outras. Uma pessoa pode ser completamente livre fisicamente e estar em perfeito estado de saúde, e ainda assim, devido a certas experiências, começar a duvidar da capacidade que tenha de lidar com as outras pessoas. Assim, com essa crença em mente, de não conseguir relacionar-se, pode começar a olhar para o seu passado – e acabar por encontrar na conduta anterior todo o tipo de razões que lhe suportem tal ideia. Se ela percorresse as recordações à procura de um tipo diferente de prova ao invés, então nesse mesmo passado descobriria exemplos em que se teria relacionado bem com os demais. As vossas presentes crenças estruturam as recordações que desfilam pela memória – e aquilo que recordam parecerá então justificar essas mesmas crenças.

Quando tentam alterar as suas crenças, olhem pelo vosso passado com as novas concepções em mente. Se estiverem doentes, lembrem-se de quando não estavam. Procurem a vossa vida em busca de provas da vossa saúde. A vossa própria vida constitui uma prova de que a saúde se encontra em vós. Em quase todos os casos de limitação existe um tema principal subordinado a essa área particular: O indivíduo doutrinou-se a ele próprio a reforçar os aspectos negativos, seja por que razão for.

Eu tenho muitas vezes referido que as crenças determinam a realidade, e que nenhum sintoma desaparece simplesmente a menos que a “razão” seja averiguada – mas tais razões estendem-se muito além das ideias corrente de causa e efeito que têm, por envolverem juízos de valor pessoais filosóficos da parte de cada um. Por debaixo das aparentes causas de limitação na vida pessoal existem outras crenças de longo alcance, e cada um utilizará esses elementos da sua experiência privada para os apoiar. Isso aplica-se a todo o género de carência ou de impedimento grave o suficiente para constituir um problema.

Foi-lhes incutido que estão à mercê dos acontecimentos anteriores, de modo que a ideia de buscarem uma fonte para as dificuldades pessoais representa uma busca no passado, à procura do que tiverem feito de errado, ou dos enganos que nele tiverem cometido, das interpretações equivocadas que tenham feito nele! Uma vez mais, independentemente do que lhes tiver sido incutido, o vosso potencial tem assento no presente; e uma vez mais, as vossas presentes crenças serão usadas para estruturar as vossas recordações.

Essas lembranças serão utilizadas para chegarem a uma conclusão qualquer, tal como acontece com as estatísticas, por exemplo. Ao longo do processo poderão determinar um outro evento recordado, e atribuir-lhe as razões para o vosso comportamento presente. A ser assim, já estão preparados para alterar as actuais crenças e modo de acção, e simplesmente utilizar essas ocorrências ou hábitos passados como um estímulo ou motivação.

A pergunta: “Que haverá de errado comigo?” só os conduzirá à criação de mais restrições, e ao reforço daquelas que já têm, pelo exagero dessas actividades no presente e pela sua projecção no futuro.

Que versão de vós? Que mundo? Essas perguntas precisam ser respondidas no “agora”, conforme o entendem, por meio da compreensão de que o vosso poder de acção tem assento no presente e não no passado. O vosso único ponto eficaz de alteração de qualquer aspecto do vosso mundo reside na milagrosa conexão instantânea do espírito e do ser por meio do impacto neurológico.

Para se livrarem das limitações restritivas, pois, reestruturam o seu passado a partir do presente. Sejam quais forem as circunstâncias que encontrarem, utilizem o passado como uma fonte abundante, e buscai nele as vossas conquistas, e reestruturem-no. Quando procurarem nele o que estiver errado, então adoptam uma cegueira em relação ao que estaria bem, nesses termos, de modo que o passado passa a reflectir unicamente as imperfeições que enfrentais agora. Outros acontecimentos (desse passado) tornam-se literalmente invisíveis, para vós! Como basicamente o passado e o futuro existem ao mesmo tempo, estão a um só tempo a edificar de uma forma perigosa o futuro, ao longo das mesmas linhas.

As pessoas podem andar de psicólogo em psicólogo, de terapia em terapia, sempre com a mesma pergunta em mente: “Que haverá de errado?” A própria pergunta transforma-se num modelo por meio do qual a experiência passa a ser vista, e em si mesmo representa uma das principais razões para todas as limitações, físicas, psíquicas ou espirituais. Em um ou outro momento, o indivíduo terá deixado de se concentrar no que terá encontrado bem em certas áreas pessoais, e começado a focar-se e a incrementar “carências” específicas. Com a melhor das intenções buscará diversas soluções, porém, tudo com base na premissa de que algo esteja errado. Se tal prática for continuada, a concentração nos aspectos negativos poderá gradualmente incidir noutras áreas imaculadas da experiência.

Vocês não se encontram, pois, à mercê de crenças passadas. Por outro lado, tão prontamente começarem a agir com base nas novas, melhor. Caso contrário, estarão a confiar nelas no presente. Se forem pobres e quiserem ter mais dinheiro, e procurarem manter a crença na abundância – ainda que continuem a fazer face ao facto da presente pobreza - precisam, na vossa realidade, proceder a um movimento simbólico qualquer que revele que estão dispostos a aceitar a mudança.

Por insensato que pareça, deviam, doar algum dinheiro, ou algo do género que lhes convenha, como se dispusessem de mais dinheiro do que aquele de que fisicamente dispõem. Precisam suspender as próprias crenças que têm, de modo que em termos neurológicos a mensagem passe. Habitualmente comportam-se, de certos modos, em resultado das crenças que têm. Agora, se alterarem voluntariamente alguns desses hábitos, então estarão igualmente a conseguir fazer passar a mensagem. A iniciativa precisa proceder de vós, e do presente. Isso significa literalmente mudar o ponto de vista que têm – essa perspectiva particular com que encaram o vosso passado e presente, e com que imaginam o vosso futuro.

Devem procurar no vosso íntimo por indícios daquilo que querem nos termos da experiência positiva. Examinem o vosso passado com isso em mente. Imaginem o vosso futuro a partir do ponto do poder que tem sede no presente. Desse modo, pelo menos não estarão a usar o passado para reforçar as limitações de que padecem, nem estarão a projectá-las no futuro. É muito natural confrontarem aquilo que querem com o que têm, e torna-se fácil sentir-se desencorajados durante tal processo, mas buscar erros no passado não os ajudará. Um período de cinco minutos correctamente aplicado pode-lhes, porém, trazer um enorme benefício. Durante esse período concentrem-se no facto de o ponto do poder residir no momento. Sintam e debrucem-se na certeza de que as vossas faculdades emocionais, espirituais e psíquicas são focadas por meio da carne, e durante apenas cinco minutos dirijam toda a vossa atenção no sentido daquilo que querem. Utilizem a visualização ou a verbalização do pensamento – o que resultar mais natural para vós; mas durante esse período, não se concentrem em nenhuma carência, mas unicamente no vosso desejo.

Usem toda a vossa energia e atenção, e depois esqueçam o assunto. Não procurem evidências do resultado disso. Certifiquem-se unicamente de que durante esse período as intenções que têm sejam claras. A seguir, de um ou de outro modo, de acordo com a vossa própria situação individual, procedam a um acto ou esto concreto que se enquadre na crença ou desejo que têm. Portem-se, pois, de uma forma concreta, pelo menos uma vez ao dia, de uma forma que revele terem fé naquilo que estão a fazer. O acto pode ser bem simples. Se estiverem sós e se sentirem indesejados, poderá unicamente envolver o esboço de um sorriso para com alguém. Se forem pobres, poderá envolver uma coisa tão simples comprar um artigo que queiram, que custe um pouquinho mais do que o que habitualmente comprariam – agindo com base na fé, ainda que débil - de que de algum modo esse excesso vos possa ser dado, ou que venham a ocorrer na vossa experiência; mas agindo com se tivessem mais do que têm.

No que se refere à saúde, isso envolve comportarem-se uma vez ao dia como se não estivessem doentes, seja por que meio for. Mas a crença no presente, reforçada por cinco minutos, acrescida dessa atitude concreta, por vezes poderá trazer-lhes resultados verdadeiramente assombrosos. Todavia, tais efeitos só ocorrerão se deixarem de procurar no passado a causa do que “estiver errado”, e pararem de reforçar a experiência negativa. Esses mesmos princípios poderão ser utilizados em qualquer área do vosso viver, e com cada um estarão a escolher por entre uma variedade de eventos prováveis.

Aqueles de vós que acreditam na reincarnação, nos termos mais ou menos convencionais, poderão cometer o erro de usar ou culpabilizar vidas “passadas” e de as organizar por meio das crenças actuais que têm. Já é desfavorável quanto baste acreditar que se encontrem à mercê de um passado, para se considerarem impotentes em face dos inúmeros erros prévios decorrentes de outras vidas, o que os deixaria numa situação insustentável; por isso privar à vontade consciente o poder de que goza para actuar. Essas vidas existem em simultâneo, e constituem outras expressões vossas que interagem, mas em que cada Eu se encontra na posse do potencial que tem no seu próprio presente.

É por essa razão que a informação inerente às “vidas passadas” é tão frequentemente usada em reforço das situações sociais que têm, de carácter pessoal, devido a que, à semelhança do passado da presente vida, tais recordações se edificarem com base na crença presente. Se tal informação lhe for fornecida por outra pessoa, por um psíquico, por exemplo, esse indivíduo estará igualmente bastante apto a “captar” essas vidas que agora façam sentido para vós, e – inconscientemente, claro está - será capaz de as estruturar ao longo das linhas das crenças que tiverem. Isso poderá não parecer óbvio. Se uma pessoa acreditar ser basicamente indigna ou que não tenha valor, recordará, ou ser-lhe-ão indicadas as vidas que lhe justificarem tal ideia. Se ela pensar precisar agora pagar pelos pecados cometidos, então essa crença atrairá recordações daquelas vidas que lhes reforcem essa ideia; envolverá uma recordação altamente organizada, que deixará de fora tudo quanto não se lhe aplique.

Se uma pessoa acreditar que tiram vantagem dela, e se encontrar presa numa existência mundana, e pouco valorizada, então poderá receber da sua própria parte, ou da parte de outros, informação que lhe aponte o facto de noutras vidas ter sido alguém que foi altamente honrada – reforçando desse modo a crença de que agora isso seja dado como certo, ou pior.

Estas minhas afirmações são de carácter geral, dado que cada pessoa usará os seus próprios modos de reforço das crenças. Se pensarem estar doentes, o mais provável é que a informação pertinente às “vidas passadas” lhes revelem ter cometido crimes por que agora estarão a pagar. Seja em que contexto for que escolham, sempre encontrarão um reforço adequado à crença que têm.

A verdade, tanto quanto possa ser reiterada, é a seguinte: VÓS MOLDAIS A VOSSA REALIDADE AGORA, por meio da intersecção da alma com a carne, e nos vossos termos o presente constitui o vosso ponto de poder. Cada um dos vosso Eus reincarnatórios nasce como uma criatura encarnada, conforme vós. Cada uma possui o seu próprio ponto de poder, ou momentos sucessivos pelos quais também materializa a existência de modo linear, a partir de todas as probabilidades que têm ao dispor.

De uma forma que passará a ser explicada num outro livro, para quantos se interessem por tais questões, dá-se uma espécie de coincidência entre todos esses pontos de poder que tem existência entre vós e os vossos outros Eus “reincarnatórios”. Chegam mesmo a dar-se ligações biológicas em termos de “memória” celular. Assim, por meio das crenças actuais que têm, podem, o vosso próprio espaço e tempo, atrair tendências compartilhadas por esses outros. Nesse ponto de poder multidimensional dá-se, por conseguinte, uma interacção constante de modo que nos vossos termos um Eu encarnado atrai da parte dos demais as faculdades que desejar, de acordo com crenças localizadas e específicas.

Esses Eus constituem contrapartes diferentes de vós próprios, na condição de criatura que corporificam, ao fazerem, a experiência corporal; mas ao mesmo tempo, o vosso próprio organismo deixa de fora a natureza simultânea da experiência. Isso não significa que a outros níveis não consigam perceber essa experiência, mas para o referir em termos genéricos, os acontecimentos precisam ser percebidos numa série. Em termos bem reais, pessoais e raciais, o passado está ainda a decorrer. Vós criais-lho a partir do vosso presente de acordo com as crenças que têm. Um apêndice que tenha sido removido não voltará a aparecer fisicamente. Existem certas estruturas aceites, que são intrínsecas à vossa qualidade de criaturas. Mas ao nível celular, porém, a liberdade é muito maior.

Qualquer boa demonstração boa de hipnose mostrará claramente que o ponto de poder tem assento no presente, e que as crenças vos ditam a experiência. A hipnose não encerra qualquer magia. Cada um de vós utiliza-a constantemente. Somente quando certos procedimentos lhe são atribuídos, ou quando é apartada da vida normal, é que a sugestão hipnótica parece tão esotérica. A hipnose estruturada permite simplesmente que o sujeito utilize os plenos poderes da concentração, activando desse modo, mecanismos inconscientes. Comas distorções que os procedimentos organizados apresentam, e os equívocos dos praticantes, o fenómeno parece revelar de facto uma face diferente. O sujeito concorda em aceitar as crenças do hipnotizador. Dado que a telepatia tem existência, o sujeito passará a reagir não só às ordens verbais como às crenças não enunciadas do praticante., assim “provando”, claro está, a teoria que o hipnotizador tem da sua profissão.

O hipnotismo demostra claramente, de uma forma concentrada, o modo como as vossas crenças lhes influenciam o comportamento na vida normal. Os vários métodos focam simplesmente toda a concentração que conseguem numa área específica, ao afastarem qualquer distracção. As crenças que têm assemelham-se, pois, a um hipnotizador, pois quando directrizes particulares são dadas, também a vossa experiência automática passa a ajustar-se. A única sugestão que poderá penetrar é a seguinte: “Eu crio a minha realidade, e o presente representa o cerne do meu poder.”

Se não gostarem do efeito dessa crença, precisam alterá-la, porquanto nenhuma manipulação procedente de factor externo à crença vos libertará. Se compreenderem verdadeiramente o poder de acção e de decisão que tem assento no presente, então não serão hipnotizados por eventos passados. Pensai no presente como uma reserva de experiência retirada de muitas fontes, e nutrida, segundo os termos que empregam, por afluentes ou probabilidades do passado e do futuro. Existe um número infinito de afluentes desses, e por meio das crenças que têm, ajustam-lhes os fluxos.

Por exemplo: Se constantemente se concentrarem na crença de que os seus antecedentes ou experiência anterior tenham sido prejudiciais e negativos, então apenas experiências dessas aflorarão à vossa presente vida procedentes do passado. De nada lhes servirá dizer: “Mas eu tive uma vida traumática”; reforçando desse modo essa crença. De uma forma ou de outra precisam modificar tal convicção, ou, de preferência, alterá-la por completo – ou jamais escaparão aos seus efeitos.

Isso não significa que mintam a si próprios; mas se lhes parecer que o background não tenha comportado alegrias nem conquistas e prazeres, então estarão a mentir a si próprios agora. Ter-se-ão concentrado no negativo a tal ponto que tudo o mais parecerá invisível. Com base no presente, ter-se-ão hipnotizado a si mesmos, ao encararem o passado não como terá sido em relação à vossa experiência, mas como parece agora à luz das vossas crenças actuais. Vocês reconstruíram-na, de modo que quando lhes digo para reestruturarem o vosso passado, não lhes estou a dizer nada que já não tenham feito. Uma vez mais, a hipnose consiste apenas num estado de atenção concentrada, por meio da qual vos focais nas crenças.

As demonstrações populares levam o público a acreditar que o sujeito deva ter mergulhado no sono ou estar completamente relaxado, no entanto, não é esse o caso. O único requisito consiste numa intensa concentração em certa informação para exclusão de tudo o mais. Por conseguinte, as ordens dadas são claras e directas ao pormenor. Nenhuma informação conflituosa é recebida, nem mensagens cruzadas.

A exclusão de toda a informação supérflua e o estreitecer do enfoque são os dois mais importantes ingredientes. O relaxamento pode ajudar simplesmente por as mensagens corporais serem aquietadas, e a mente deixar de se preocupar com elas.

Muitas crenças foram originalmente aceites em resultado de uma situação dessas, isenta de qualquer indução formal, mas numa altura em que as circunstâncias seriam apropriadas. Um momento de pânico induz uma concentração imediatamente acelerada. Todas as forças da energia são mobilizadas de uma só vez, ao passo que muito pouco relaxamento é geralmente empregue. Por outro lado, tais crenças podem ser aceites quando parece que amente consciente esteja entorpecida ou embotada como nos períodos de choque, ou durante operações. Em tais situações o foco da atenção é estreitado, e intensificado. Um dos problemas consiste em se proceder à elaboração de distinções demasiado específicas com assento entre a mente consciente e a inconsciente. Elas ultrapassam-nas.

Se a hipnose for utilizada apropriadamente e sem toda a mistificação que geralmente a acompanha, constitui um excelente método de incutir novas crenças e de se livrarem das velhas. Todavia, isso só é verdadeiro se perceberem o poder que a vossa mente consciente tem nesse momento, e em compreenderem a capacidade que a vossa consciência tem de mobilizar as reacções inconscientes.

É da maior importância que percebam certas questões antes de tentarem o método que sugiro. Antes de mais, o inconsciente não é uma esponja que aceite indiscriminadamente material, independentemente das considerações do vosso ser consciente. Todas as crenças ou sugestões são, antes de mais, peneiradas pela vossa mente consciente, e somente aquelas que aceitarem terão permissão para penetrar nas outras áreas do ser. Nenhumas crenças negativas lhes foram, portanto, incutidas à força, e a despeito da vossa vontade. Nenhuma crença poderá ser-lhes imposta que não aceitem conscientemente.

Na hipnose formal, o hipnotizador e o sujeito desempenham um jogo. Se o hipnotizador ordenar ao sujeito para esquecer o que tiver ocorrido, o indivíduo fingirá fazer isso. Nesse contexto, ambos abrigam a crença do esquecimento resultante, e o poder da crença que é demonstrado. Mas ao invés, isso é assumido com um indicador de que a mente consciente sob tais condições se encontra indefesa, quando tal está longe de ser o caso.

De um modo isento de indução “hipnotizam-se” a si mesmos com todas as crenças que abrigam. Isso quer dizer pura e simplesmente que as terão aceitado de uma forma consciente, que se concentram nelas, que excluíram toda e qualquer informação antagónica, estreitaram o espectro dos vossos interesses e esses aspectos específicos, e que activaram os mecanismos inconscientes em conformidade, que então passaram a materializar essas convicções por meio da experiência material.

A hipnose formal apenas produz uma versão acelerada do que acontece a toda a hora. Constitui um exemplo perfeito dos resultados instantâneos ideais possíveis – mas que habitualmente não são percebidos em termos práticos - de como as crenças presente negam as passadas.

Vamos tratar de métodos práticos que lhes permitirão alterar as crenças e mudar a vossa experiência. Mais à frente neste livro demonstrarei como as vossas crenças individuais os atraem para alegrias ou desastres. Também discutiremos o modo como as crenças das massas reunirão muitos de vós em presentes períodos de celebração ou de vitimização ou de sobrevivência ou de desastre, que pareçam ter existência aparte de vós próprios.

Discutamos, antes de mais, a natureza da hipnose, da hipnose bastante natural, e das formas como a utilizam agora. A seguir verão como a poderão utilizar facilmente e de forma deliberada no vosso presente ponto de poder.



FIM


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