segunda-feira, 28 de outubro de 2013

CRENÇAS E SUGESTÃO HIPNOTICA




(Excertos)


Tradução: Amadeu Duarte


“Seth: As vossas crenças agem, pois, como enfoques hipnóticos. Vós reforçais-lhos constantemente por meio da conversa interior normal a que todos saciais…

“As vossas crenças actuam, pois, como um hipnotizador. Enquanto as directrizes particulares foram dadas, haveis de experimentar automaticamente em conformidade. A única sugestão que pode romper isso é a seguinte: Eu crio a minha realidade e é no presente que encontro a minha força…


“A hipnose estruturada permite simplesmente que o sujeito utilize os plenos poderes da concentração, desse modo activando os mecanismos inconscientes…


“Muita gente atribui um enorme poder ao hipnotizador, no entanto, sempre que tendes a atenção concentrada de alguém, actuais como um hipnotizador em grande medida. Sempre que tendes a vossa própria atenção indivisa actuais como um hipnotizador e sujeito em simultâneo…


“Ficastes de tal forma hipnotizados por um tipo de pensamento de nível exclusivo que tudo o mais parece impraticável. Concentrais-vos naquelas decisões que tomais, e ignorais o processo envolvido. Isso foi levado ao extremo, entendem?..


“Muitas vezes encontrais-vos de tal modo desligados dessas operações interiores que as vossa decisões parecem proceder de outro lugar qualquer. Podeis convencer-vos de que estejais à mercê dos acontecimentos, que estão além da capacidade de controlo que tendes, muito simplesmente por vos encontrardes tão fora de sintonia convosco próprios que jamais captais os momentos em que tomais as vossas decisões. Depois sentis-vos como se fossem os peões do destino, e a ideia de acção provável soa como o mais puro contra-senso. Cada acontecimento parece inevitável. Se tal atitude for levada por uma duração excessiva, então parecerá mesmo que não tereis mão de todo, na execução da vossa própria realidade. E sempre vos sentireis como uma vítima…


domingo, 20 de outubro de 2013

EXPRESSÃO E IMAGEM – RETRACTOS DA ALMA





Tradução: Amadeu Duarte


“Seth: Tenho uma pequena observação a fazer. É importante que protejam a integridade do vosso ser- Se pensarem – se acreditarem – ser alguma coisa que possa ser objecto de ameaça. É claro que não pode ser ameaçada, é importante que percebam a vossa alegria, e, se precisarem pensar em termos de protecção e parecer que preciseis protegê-la, então protegei a vossa alegria, protegei a vossa liberdade, protegei a vossa vitalidade, protegei a vossa exuberância.


“Que mais faltará, mesmo nos vossos termos, proteger? Tereis medo que as vossas tristezas e mágoas se dissipem ou se tornem prazeres quando estais tão habituados a elas? Tereis medo de descobrir que os vossos corpos são um bem?


“Pensais nas vestimentas como pensais nas responsabilidades. Pensais que a vulnerabilidade seja coisa errada. A vossa liberdade reside na vulnerabilidade de que usarem para com a vida, a sensação, a experiência, a canção, e o ser. O Ser é feito de vulnerabilidade. Ele reage. Ele vive. Não conseguem negar os sentimentos sem negar pedaços da vossa alma. As atitudes que tomais para com os vossos corpos são semelhantes às atitudes que tomais em relação à responsabilidade. Pensai na relação que apresentam…


“A nudez. Pensai nela de uma forma diferente. Pensai nela como livrar-se jovialmente dessas fortificações que carregais que não reconheceis…


“No mais vernacular dos termos, sois uma gente maravilhosa. Não existe nada acerca do vosso ser que devais temer ou de que devais sentir-vos embaraçados. Os vossos nesta terra servem como representações da vossa alma. Na carne, representais Tudo Quanto Existe já que Ele vive através da vossa individualidade, e por conseguinte, sois sagrados, joviais e bons. Quando perceberem que nada há a esconder, sereis livres de esconder qualquer coisa que queirais, a partir do vosso próprio desejo e intenção, mas não por serdes forçados a tal pelos temores que sentis de vos apresentardes com clareza perante vós ou os outros…


“A alma na carne exibe a sua individualidade através da sua estrutura óssea, através da expressão que assume nos olhos, as pontas das orelhas, das mais pequenas articulações do dedo mindinho do pé, a curva do cotovelo, da vagina e do pénis, do cabelo e das unhas das mãos, e de todas as porções da vossa imagem física. A liberdade, espontaneidade e alegria da alma expressam-se por meio do movimento e da vida e do ser e da vitalidade da carne em movimento. Idealmente, as roupas deveriam seguir tal expressão. E fazem-no: Elas acompanham na perfeição o movimento do corpo, não obstante utilizarem roupas para impedir as funções do corpo. A forma como usais as roupas também revelam a função, a atitude, a natureza individual do corpo. Porém, a individualidade não vem das roupas. Por si só, uma muda de roupas não significa nada, independentemente do quão elegantes pareçam. Vós revelais as ideias que tendes de vós próprios, vós expressais a vossa alma por intermédio da vossa carne, através do vosso ser.


“Mas não podeis separar a vossa alma da vossa imagem, por essa imagem ser concebida pela vossa alma. E as atitudes da vossa alma expressam-se por intermédio do vosso corpo. Nesses termos, pois…  o vosso corpo constitui a vestimenta que a vossa alma enverga nesta terra, nos vossos termos. As atitudes da alma!


“Podeis observar as imagens de animais – velhos, esquálidos, gordos, feridos, belos, feios. Podeis contemplá-las e maravilhar-vos, caso as vejam nos retractos ou na televisão, e pensar: “Quanta singularidade!” E perceber a integridade e a exclusividade que os animais exibem. No entanto contemplais as vossas próprias imagens corporais às cegas, e se não parecerem estar de acordo com um ideal qualquer que tenhais definido para vós próprios, aí recusais-lhes e negais-lhes o que de bom grado dais a um animal.


“Vós não admitis a vossa própria beleza – nenhum de vós. Se virem um animal ferido, podeis ainda desfrutar da sua beleza, ou observá-lo no seu ambiente. Não julgais um graveto pela direcção em que cresce – quer para cima ou para baixo, ou direito ou retorcido. Podeis meditar sobre um ramo, e ainda assim olhais para os vossos próprios corpos e não admitis a sua validade. E quando não admitis a validade que tem, estais a rebaixar o vosso ser interior no mais vernacular dos termos. Não estais a perceber a vossa própria beleza. Uma vez mais, o nosso amigo aqui serve de bom exemplo disso (para um aluno). Torna-se-vos óbvio, excepto para ele, que ele não percebe a própria beleza que tem. Mas o mesmo é verdadeiro em relação a cada um de vós. Não percebeis a beleza das vossas próprias imagens. Não apreciais o miraculoso movimento do vosso corpo, nem a forma como o vosso corpo se move.


“Insistis que se parece com o corpo de qualquer outra pessoa. Se tiverem quarenta, quereis que o corpo assuma uma aparência de vinte; se forem gordos, quereis que ele tenha uma aparência magra; se forem magros, quereis que seja gordo. Quereis um corpo que não seja individualista, um corpo que não sejais vós. Mas o vosso corpo sois vós e fala do vosso ser e do de mais ninguém. Ficarias casado de um rosto meigo (para um aluno) e de um corpo perfeito que não falasse do teu próprio ser. Ou mesmo tu – que farias tu com um rosto brando? (O estudante perguntou: “Brando ou loiro?”) Brando!...


“Agora, tudo quanto quero que façam… é romper com as associações criadas entre a diversão e a responsabilidade. As palavras, na vossa sociedade, adquirem um enorme sentido. Representam símbolos de outras coisas. 


“Quando a responsabilidade significa fazer o que não quereis fazer por pensarem dever faze-lo, então a responsabilidade não soa divertida. Tampouco o é a verdadeira responsabilidade, por não estarem a responder como um ser individual vivo, mas estarem, ao contrário, a obedecer cegamente.


“Não estais a dar quando pensais estar a faze-lo por deverem ser responsáveis, quando o não desejais ser.


“Quero que examinem as ideias e as crenças que têm das palavras envolvidas. Torna-se importante que compreendam aquilo que querem dizer. Não ajudam ninguém quando o ajudam, mas não o quereis fazer, nos vossos termos. O sorriso mais frívolo, lançado com sinceridade, com base numa sensação de alegria e de diversão, significará que estais a responder a alguém – e esse alguém sentirá essa resposta. Podeis relacionar-vos com essa pessoa e essa pessoa poderá relacionar-se convosco.


“Todavia, quando dizeis: “Eu amo-te, por pensar ter a responsabilidade de o dizer, e quando não sentis a emoção por detrás dessas palavras, então sois mentirosos, e a outra pessoa sabê-lo-á. Não estais a responder a essa pessoa. De facto estais a negar-lhe a vossa resposta individual, e pode muito bem acontecer que isso, somente - a vossa resposta privada - fosse aquilo que ela queria, e não as vossas mentiras. Esse é simplesmente um pequeno exemplo.


“Se disserem: “Eu odeio-te,” mas sentirem o que dizem, estareis a dar à outra pessoa uma resposta honesta – ela conhecerá a vossa posição. Aceitai-la nesse momento conforme entendeis o momento. Isso facultar-lhe-á uma posição, e ela poderá responder: “Porquê?” ou “Eu odeio-te,” ou seja o que for. Mas disporá de uma resposta honesta, e de uma resposta individualista.


“Se disserem: “Eu amo-te,” quando o outro sabe nesse instante que não amais, nesse caso estareis a negar à pessoa a honestidade do vosso ser e a sinceridade da posição que assumis. Ela saberá que não a compreendeis nesse instante, que não o quereis fazer, e que de facto preferis a desonestidade. Isso não é, até mesmo nesses termos, uma acção responsável. Não faculta à outra pessoa a menor resposta. Se tiver consciência de que nesse momento a odiais, e a olhardes nos olhos a sorrir e disserdes: “Amo-te,” isso deixá-la-á sem chão debaixo dos pés, assim como a vós próprios.


“Isso deve-se unicamente ao facto de não confiarem nos vossos sentimentos e nas vossas emoções. Não compreendeis, por exemplo, nem mesmo nos termos que estou a empregar, que o ódio vos pode conduzir ao amor, que o ódio quer dizer: “Eu amo-te mas estás a falhar comigo,” e como tal constitui uma resposta e um sentimento honesto.


“Um aluno: Esse círculo de responsabilidade e de ajuda terão alguma coisa que ver com a razão por que a Elizabeth morreu? (A Elizabeth, que tinha morrido bem recentemente, tinha assistido a uma sessão em 74)


“Tem sim.


“Aluno: De que forma?


“Da seguinte forma. Ela temia, no âmbito da existência que levava, a integridade do seu próprio ser. Ela sentiu que o que ela era, era errado. À sua própria maneira, ela era uma perfeccionista, mas não conseguia ser aquilo que está errado. Mas tampouco conseguia ela perceber uma saída para as crenças da profissão.


“Ela foi aclamada por ideias que percebia basicamente conduzi-la mais apenas para o turbilhão. Por isso sentiu que sob tais condições era mais fácil partir e começar de novo. E ela está a sair-se bem!


“Agora devolvo-vos a vós próprios. Se, ainda que por uma vez, tiverdes compreendido emocionalmente o que eu estava a dizer, e sentistes a realidade por detrás das palavras, não o terei que voltar a repetir.


“Estais a ver aqui o nosso homem fortaleza (Um outro aluno) que veio até aqui por uma razão - muito pessoal – mas igualmente reflectir, por intermédio das atitudes que assume, muitas das vossas. Vistes como ele insistiu em recordar as observações desagradáveis, e não obstante a nossa tentativa de lhe recordar a beleza inerente ao seu ser, ele recordou que em determinada altura alguém lhe tinha chamado estúpido. Mas todos vós fazeis a mesma coisa à vossa própria maneira, e chamais a vós próprios nomes que não aceitaríeis caso outros vos chamassem o mesmo…

sábado, 19 de outubro de 2013

INTELECTO, ESSÊNCIA E EXCELÊNCIA


Tradução: A. Duarte


“Seth: Quando vos soltais, passais a ser vós próprios. Esqueceis o que vos foi dito que deviam ser, esqueceis a obrigação, e o dever, e assemelhais-vos a uma ave ou a uma flor ou a um deus. Possuís a eternidade num instante. Reconheceis o vosso próprio ser. Sois aquilo que sois, em tais momentos.


“Muitos de vós acreditam que o intelecto possui um propósito primordial, e caso existe um sinal imaginário na vossa mente que devesse ser pintado pelo intelecto, de acordo com as crenças que tendes, tal sinal haveria d dizer: “Para, olha e escuta.” Por acreditardes que o propósito primordial do intelecto seja o de criticar. Não acreditais que o intelecto deva ser criativo ou imaginativo ou explorativo; é o vosso cronómetro. Quando vos tornais demasiado criativos, ele indica, “STOP”. Não porque esse seja o propósito do intelecto, mas por acreditarem que seja.


“Agora, quando sois vós próprios, entrais em sintonia com o que poderá ser chamado de Mente Ampla ou o Intelecto Superior, em que as faculdades intelectuais e as faculdades imaginativas de que gozais operam em conjunto, e não mostram qualquer divisão entre si. Aí sereis, e sabereis que sois. Não precisareis questionar aquilo que estiverdes a fazer. O vosso intelecto assemelhar-se-á então a um raio de luz que vos conduz a imaginação e a vossa emoção, e não indicará STOP mas AVANÇA…


“Vós sois a vossa entidade. Representais a sua materialização no tempo e no espaço conforme os entendeis. Não existe qualquer divisão entre a vossa entidade e aquilo que sois, e se pronunciardes o vosso nome, isso permitir-vos-á sentir essa unidade com o Eu que sois e a entidade que sois. Ergueis-vos para fora de vós no espaço e no tempo…


“Ora bem; vós possuís uma família de carácter interior em que jamais se dá qualquer traição. Possuís uma família interior e sabei que representa o vosso ser mais íntimo. No entanto os vossos pais no vosso mundo são aspectos de vós próprios, e vós sois aspectos deles.


“Agora escutem: Estais a receber os vossos nomes de entidade. Embora sejam interpretações – e são mesmo interpretações – são não obstante os vossos próprios nomes, por representarem interpretações de vós próprios por existirdes, livres deste espaço e tempo. Eles representam interpretações, contudo interpretações que serão reconhecidas pelos outros no estado de sonho e por vós próprios no vosso coração.


“Não atribuam nenhuma conotação a esse nome. Encarar-vos-ei a cada um de modo que sabereis que nome diz respeito a quem, embora devessem sentir uma certa correspondência. (De seguida Seth voltou a atenção ao redor da sala, ao atribuir cada nome da entidade (Essência) a um membro habitual da aula.)


“Tendes outras famílias para além daquelas que conheceis. Os nomes atribuídos constituem interpretações, mas virão a ser reconhecidos por outros, de modo que representam os vossos novos nomes. E passais a ter novos nomes por representarem um novo Eu. Podeis utilizar os nomes se acreditardes neles. Se não acreditardes neles, não os podereis usar. Os nomes representam, através do som conforme o entendeis, potenciais inerentes ao vosso próprio ser, e se pronunciados, enunciarão tonalidades ao vosso próprio ser e tonalidades também em outras realidades para além das de natureza física. Viveis em termos de natividades múltiplas. Estais a renascer com ovos nomes caso queirais renascer com novos nomes. Estão-vos a ser dadas oportunidades que parcialmente compreendem. Utilizai-as…


“Esses nomes aliar-vos-ão às vossas famílias interiores, aos outros, e a uma série íntima de eventos com que tendes um grande relacionamento tanto no passado como no futuro, nos vossos termos. Eles representam s nomes, ou a interpretação dos nomes, que os vossos seres cantam…


“O som do nome exercerá um impacto biológico e espiritual que vos unirá a vós próprios – e às entidades que não poderão ter uma expressão completa no vosso tempo e espaço, mas que se vos dirigem através dos átomos e moléculas do vosso ser. Vós sois a entidade em crescimento ao longo das estações. A entidade não constitui uma alma qualquer, completa, perfeita, acabada, e vós o seu produto. Vós sois uma porção viva da árvore da vossa entidade. Experimentais de novo na vossa própria dimensão, e desse modo enriqueceis a vossa entidade à medida que ela constantemente vos enriquece, por a vossa origem brotar dela. Mas sois um, e não existe qualquer divisão.


“Vós sois aquilo que sois. Qualquer um de vós poderá neste mesmo instante sentir as qualidades multidimensionais do vosso próprio ser. Não está para além das vossas possibilidades pressentir na vossa realidade presente as sementes de todas as realidades que agora têm existência no vosso agora e na vossa presente experiência. Deixai que o intelecto se estenda. Não deixeis que seja prejudicado pelas crenças convencionais. Permiti ao vosso intelecto a sua própria liberdade, e às vossas intuições a sua liberdade – e senti a realidade do vosso ser e o poder que reside nele e a energia que vos pertence e que não é ameaçadora…


“Em qualquer altura dos vossos dias, dai rédea solta aos vossos sentidos! Tenham consciência dos sons que chegam a vós seja de que fonte for, do que sentirdes por meio do toque, dos pensamentos que vos acometerem a mente, dos aromas que vierem ao vosso encontro – e senti o momento do vosso ser. A seguir senti a realidade independente até mesmo dos estímulos dos sentidos. Senti a energia que vos pertence, e não vos sintais ameaçados por ela. Ela constitui a vossa herança e um direito próprio e o vosso ser. Sois vós. Porque razão, pois, deveríeis ter medo de vós próprios?...


“Os milagres do vosso ser não começam nem terminam nesta sala, conforme estou certo de estarem cientes. Os milagres inerentes ao vosso próprio ser acompanham-vos Eles sois vós. Precisais unicamente descobrir os milagres do vosso próprio ser e escutar a magia dos vossos próprios nomes. E perceber que o vosso aliado é a vossa própria energia, e que essa energia jamais representa o inimigo…



"E assim, à vossa própria maneira, tentai viver a vossa vida de forma excelente; elevar-vos acima dos níveis de vós próprios, que desaparecerão à medida que tentardes novas versões de excelência.


“Há grandeza em vós.


“Jamais se riam quando alguém lhe disser que quer ser grande, por vocês quererem ser grandes, e sabem o que isso significa, nos termos de cultura em que viveis. Porquanto ser grande nesses termos significa ir sempre além, e desafiar até mesmo a vós próprios, familiarizarem-se com as outras partes de vós próprios que sentis, e manifestá-las na vossa própria experiência AGORA.

"Excelência! Não existem normas, excepto as vossas próprias. Vocês não se podem comparar com os outros. Para que as vossas capacidades não se assemelham às de mais ninguém, e as dimensões de vossa própria grandeza não têm cabimento nos padrões dos outros.


“Mas no vosso íntimo sabem o que significa a excelência, e significa a verdade em relação ao âmago de vós próprios. Há certas coisas que vocês sabem que quer dizer. Significa não mentir. Significa não mentir a vós próprios, não ter medo de usar as vossas próprias capacidades, não terem medo de ser os seres excelentes que são.

"Excelência não quer dizer falsa humildade. Não significa um orgulho inflacionado, artificial, que os distingue de toda a gente, por não se poderem diferenciar dos demais.


“Vocês existem devido à vossa natureza, além de todos os demais, única e eterna - enquanto eterna parte de todos a gente.


Nos termos que vocês entendem, a excelência não significa mentir a si mesmo.
Excelência significa que nos vossos relacionamentos, vocês se enfrentam uns aos outros com honestidade, e sem fingimento! Significa que não recorrem a desculpas. Significa que vocês não escondem de si próprios as capacidades que têm.


 “Excelência significa que tiram proveito das capacidades que têm, e não as negam, e que esperam coisas de si mesmos, e que não procuram pelas respostas que vos cabem nos outros, e que não se fintam a si próprios afastando para longe a vossa energia.
 
"Significa que conhecem a vossa própria posição, e não se apoiam nos outros, e que não aceitam mudanças de motivos, mas admitem a vossa própria integridade.


“Significa que aceitam a responsabilidade por si mesmos e que seguem o vosso caminho e usam as suas capacidades confiando que os outros irão fazer o mesmo.


“Significa que quando têm a capacidade de criar, vocês usam essas capacidades, e não julgam de acordo com o conceito que os outros têm do que vós criais, mas de acordo com suas próprias ideias, e o conhecimento intuitivo do vosso ser, de que o que criam e o que brota de vós é bom.


“Significa que não se permitem ser usado por outras pessoas, para depois usar isso como uma desculpa. Vocês são o vosso próprio ser. Deleitem-se com isso! Significa que não mimam em excesso os vossos filhos, por se permitirem ser espontâneos; que encontram um contexto, na realidade, a partir do qual operam, e que apesar de "apartados " também não estão "separados" na natureza física do vosso ser.

“Significa que tentam separar as vossas crenças das dos outros e das da sua cultura, e que, não obstante toda a vossa ousadia e senso de humor, também questionam as ideias que têm do que seja prático e do que não seja.


“Desejo, pois, que se cumprimentem a si mesmos, e ao conhecimento do vosso próprio ser, e ao silêncio dentro de vós que se pronuncia em tão elevado tom.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

SONHO E REALIDADE (PARADOXOS)






Tradução: Amadeu Duarte


“… Seth: Eu represento aquilo que cada um de vós é. Vós projectai-vos em mim e para vós, eu torno-me no vosso “velho sábio”. O Eu Interior que conheceis acha-se dentro de cada um de vós! Agora, cada um de vós possui dentro de si o vosso “velho sábio”. Cada um de vós possui dentro de si a vossa criança eterna. Cada um de vós possui dentro de si janelas que abrem para as vossas próprias realidades – mesmo aquelas realidades que não conseguis traduzir nos vossos termos. Eu sou um veículo, tal como o vento representa um veículo. Sou uma janela tal como aquela janela o é. Sou composto daquilo que sois e do que Eu sou. E é verdade dizer que as flores se pronunciam com uma voz eloquente, se apenas se derem ao trabalho de as escutar – e as flores são igualmente aquilo que sois caso soubessem disso.


“Parte do botão de rosa, de há um mês atrás, pode agora ser algo completamente diferente. E as células que te correm pelo braço podem ter sido as faces de um chinês, um galho a ondular ao vento. Falais por esse galho ao viverem o vosso dia. E eu falo-vos à medida que vivo o meu dia bem diferente.

“Mas cada um de vós cresce em todas as direcções. Com efeito emitis antenas, e a comunicação e energia voltam a vós ao enviarem comunicação e energia. E mais vos chega pela minha voz do que a palavra, conforme muitos de vós já estão cientes, agora. As palavras fazem sentido para vós e vós dais-lhes ouvidos. Mas dentro delas, onde a mente não encontra razão, existem igualmente comunicações, e vós aceitais essas igualmente e concordais com elas, por elas fazerem parte da vossa realidade maior.


E quando falo, eu elevo o grandioso “velho sábio” em cada um de vós de modo a darem-lhe ouvidos, por ele se vos dirigir nos sonhos seja sob que disfarce quiserdes…


“Os vossos sonhos constituem o outro lado da vossa vida desperta, de modo que a vossa vida desperta constitui o outro lado da vossa vida dos sonhos. Lembrai-vos disso, quer estejais acordados ou a sonhar. Se vos recordardes disso quando estiverdes a sonhar, tornar-vos-eis despertos e vivos. E se vos recordardes disso enquanto estais despertos vocês sonham e tonar-se-ão vivos…


“Vós estais agora a sonhar que estais despertos. No vosso sonho eu falo-vos – no vosso sonho de vigília. Quando sonhais, sonhais que sonhais, e sonhais que vos falo nos vossos sonhos. Estais despertos quer acrediteis estar acordados ou a sonhar. Estais a criar realidades quer finjais ou não que estais a sonhar a realidade.


Os átomos e moléculas no vosso sonho sonham que são gente. Quão reais são os seus sonhos para vós! Quão profundo é o transe da vossa vida! Quão profundo, nos vossos termos, será a vida de um sonho. Quão real será um sonho? Que vos levará, pois, a pensar que existe qualquer diferença entre o que pensais ser um sonho e o que pensais ser a realidade? Presumis que um sonho seja menos real, no entanto, por meio do que pensais ser a vossa vida dos sonhos, construís a vossa vida física. Nos sonhos, fazeis o trabalho que vos permite sobreviver em termos físicos. NO estado do sonho, escolheis as realidades prováveis que passareis a tornar físicas. Trabalhais no duro nos vossos sonhos – mas alegremente! Nada mais direi. Quero que sintam aquilo que disse. Onde estaríeis vós, não fora pela acção do sonho dos átomos?

“Um aluno: Se essa é parte tão importante da nossa vida, nesse caso por que não conseguiremos recordar mais dessa parte da nossa vida? Não recordo nada disso.”


“Seth: Bom; colocas uma pergunta de carácter geral, mas não pode ser respondida dessa forma. De modo que a resposta que te daremos será de ordem pessoal. Mas será melhor que cada um de vós o aplique às vossas próprias vidas a crenças.


“(Dirigindo-se ao aluno) Tu ainda sentes temor do teu Ser Interior. Ainda não confias nos sonhos que tens, e teme-los. Não queres recordá-los. Quando dais a vós próprios sugestões para recordardes os sonhos que tendes, muitos de vós não sentem o que dizem, como ainda não o sentes. Tens medo do que pudesses encontrar, e ainda sentes medo de um sonho em particular, e sabes a qual me estou a referir. Podes alterar o fim do sonho compreendendo a natureza da realidade – que tua formas. Enquanto temes a realidade do sonho, temes o que pensas ser a verdadeira realidade. O sono coloca o teu dilema na vida física na perfeição, mas tu temes resolvê-lo ou sequer enfrentá-lo, quer na realidade física ou na realidade dos sonhos.


“Ora bem; isto aplica-se a muitos de vós: podeis sugestionar-vos por séculos a fio e dizer: “Vou recordar os sonhos que tiver,” ao mesmo tempo que pensais: “Os sonhos são perigosos. Constituem uma parte de mim de que não quero saber.” E se for nisso que realmente acreditam, não prestarão a menor atenção àquilo com que vos sugestionais.


“Precisais acreditar no poder e na energia e na força e na glória do vosso próprio ser, e ter noção de que os problemas são desafios destinados a resolverdes. Eles existem para serem resolvidos. Assim, enfrentai-os alegremente, e a vós mesmos, com consciência de que quando vos conhecerdes pela totalidade, quer acordados ou a sonhar, sentir-vos-eis satisfeitos – como nas velhas lendas, Deus se sentiu satisfeito por ter criado o mundo.


“Somente quando vos desconheceis é que temeis a possibilidade de serem maus e temeis olhar para dentro de vós. Mas quando abres essas portas, sentis-vos maravilhados pela imensidade e graça do vosso próprio ser.


“Um aluno: Que existirá para além das dimensões da consciência?”

(Gerou-se uma galhofa na classe à medida que a pergunta era considerada. 

Seth comentou:)

“Seth: A resposta está no riso! (E prosseguiu dirigindo-se a um aluno è à classe no geral:)


“Bom, falando em termos práticos, é claro, existe uma solução. E ela reside no seguinte: Deixa de te acobardar! Não te acobardes diante da tua própria crença de que o teu Ser Interior é assustador, ou de que tu és uma má pessoa, ou de que, conquanto sejas bom, existam coisas más lá por baixo. Diz a ti próprio e convence-te de que, já que constituis uma parte de Tudo Quanto Existe, és – a teu próprio modo, é claro - uma expressão única de Tudo Quanto Existe. E nada existe a temer em Tudo Quanto Existe, assim como em ti própria, nada há a temer. Diz isso a ti próprio amiúde, e pensa e sente isso. E isso irá terminará em ti. Mas quanto mais disseres a ti próprio que te sentes assustado em relação aos sonhos que tens, ao mesmo tempo que dizes a ti próprio querer lembrar os sonhos, estarás metido num dilema. E, uma vez mais, isto aplica-se a todos vós.


“Um aluno: Seth, eu tenho um outro problema. Creio que de certo modo… porque quando tenho um sonho, e a seguir acordo, aceito o facto como certo, por parecer tão óbvio, de modo que creio que não há razão para me lembrar de o anotar, por acabar justamente por o recordar, e depois talvez volte a cair no sono, e por fim acordo e percebo, sabes, que não o recordo, e que o devia ter anotado, e isso acontece-me bastante.


“(Para o aluno) Isto aplica-se a todos. O problema e a solução. O problema está simplesmente no facto de te iludires… Sabes muito bem, por já te ter sucedido muitas vezes, e se o não anotares, espece-lo E uma parte de ti quer isso.

“Um aluno: Geralmente digo a mim próprio, faço uma avaliação disso. Se será bom ou não, sabes…


“Para o aluno: Esse é o tu problema.


“O aluno: mas depois penso que se o esquecer, então pelo menos… 
 (Perderam-se as palavras)


“Simplesmente anota-o. Agora o Ruburt já referiu isso muitas vezes, e aplica-se de novo a todos vós: O próprio hábito estabelecido de anotar os sonhos e de os recordar, abre canais entre o que pensais actualmente ser o vosso ser consciente e o vosso ser inconsciente. O treino ensina-vos a mudar de um nível de realidade para o outro, e a trazer os vossos bombons em ambas as mãos. Quer o sonho, nos vossos próprios termos, o sonho seja ou não importante, estareis a trazer de volta metais e minerais que podeis usar. Volto agora a ti por querer uma vez mais que tu descubras aquilo que disse há momentos atrás. Se átomos a sonhar – sonham os seus sonhos conjuntos contigo -  com que é que sonhas, e que realidades formas?


“Um aluno: Espera lá. Estarás a dizer que se os átomos sonham, eles nos sonham a nós… (Palavras perdidas) Foi isso que disseste?


“Foi isso de facto. Bom, o sono dos átomos representa um sonho gestalt, conquanto ainda um sonho individual, e vós sonhais individualmente, e ainda assim encontrais-vos em sonhos, e existem sonhos de massa. Estou agora a perguntar-vos, mas ao contrário de vós – não exijo respostas instantâneas! O que quero que me digais é o seguinte: Quão cientes estais dos vossos átomos – quão cientes estarão os vossos átomos das vossas vidas individuais? E quão conscientes estarão os produtos das vossas vidas de sonho das vossas realidades? E quão cientes serão eles de vós, e vós deles? As estrelas sonharão? Essa é a tarefa que vos cabe. Todo o grupo de perguntas. Buscai as respostas por meio do vosso intelecto, da vossa intuição, e dirigi as questões a vós próprios antes de sonhardes.