domingo, 29 de setembro de 2013

A REALIDADE DO DESCONHECIDO





PREFÁCIO DE SETH
 

Traduzido por Amadeu Duarte


Ora bem: Prefácio. Existe uma realidade “desconhecida”, conforme referido. Eu faço parte dela, assim como vós.


Há algum tempo, surgi subitamente por entre o vosso tempo e espaço, e desde então tenho conversado com muita gente. Este é o meu terceiro livro. Nada disto teria parecido estranho para quem quer que fosse se eu tivesse nascido no vosso mundo num corpo meu, conforme é habitual. Em vez disso, comecei a expressar-me ao falar por intermédio da Jane Roberts. Tudo isso esteve imbuído de um objectivo, e parte desse objectivo reside no presente livro.


Todo indivíduo faz parte da realidade do desconhecido. Devido à posição que assumo, todavia, faço obviamente mais parte dela do que a maioria. A consciência psicológica que possuo cruza mundos de que tendes consciência, e outros que parecerão, no mínimo, escapar-vos à percepção. A mulher por intermédio de quem falo deu por si numa situação incomum, por nenhuma teoria – seja metafísica, psicológica ou de outra natureza qualquer – poderia explicar-lhe a experiência por que passou em termos adequados. Ela foi, pois, levada a desenvolvê-la sozinha, e este livro constitui uma extensão de certas ideias que já tinham sido mencionadas no livro “Aventuras na Consciência”. Para o escrever, a Jane Roberts recorreu a profundos recursos energéticos.


Contudo, a realidade do desconhecido revela-se suficientemente desconhecida para os voos habituais da mais flexível das consciências, para o referir em termos que compreendam, por só ser passível de ser alcançada por uma personalidade treinada nela quanto a minha. Uma vez expressada, porém, torna-se passível de ser entendida. Um dos objectivos que nutria, pois, foi o de tornar a realidade desse desconhecido objecto de um conhecimento consciente.


O homem pensou certa vez, para o referir em termos históricos, que só existia um mundo. Agora tem uma perspectiva diferente; mas ainda se agarra à ideia de um Deus, de um Eu, e de um corpo por meio do qual se expressa. Existe um Deus, mas dentro desse Deus existem muitos. Existe um Eu, mas esse Eu é composto por muitos. E existe um corpo, situado numa época do tempo, mas o Eu possui outros corpos em outras épocas. Todas essas épocas temporais têm uma existência simultânea. Historicamente falando, o homem optou por uma certa linha de desenvolvimento. Nela, a sua consciência especializou-se, ao se focar nos pormenores da experiência. Mas psicológica e biologicamente, existiu sempre uma possibilidade de mudança inerente desse padrão, que alçaria efectivamente a raça para um outro tipo de condição.


Um desenvolvimento desses necessitaria todavia, antes de mais, de um escopo de conceitos do Eu alargado, e uma enorme compreensão sobre o potencial humano. A consciência humana encontra-se actualmente num estágio em que tal desenvolvimento é não só praticável, como necessário, se a raça quiser alcançar sua máxima realização.


A experiência da Jane Roberts em certa medida sugere uma natureza multidimensional da psique humana e fornece pistas para as capacidades latentes de todo o indivíduo, que fazem parte da vossa herança racial. Advertem para “pontes” psíquicas que ligam a realidade do conhecido à do desconhecido, nas quais tendes lugar.


Embora possuam conceitos limitados sobre a natureza do Eu, não poderão começar a conceber uma deidade multidimensional nem uma realidade universal em que toda a consciência se revela única e inviolável – e ainda assim dada à formação de infinitas gestalts de organização e de significado.


Nos outros livros que ditei utilizei muitas ideias aceites como trampolim que conduzirão os leitores a um outro nível da compreensão.  A esta altura quero deixar claro que este livro dará início a uma jornada na qual poderá parecer que o familiar é deixado muito para atrás. Todavia, assim que terminar, espero que descubram que a realidade do conhecido é ainda mais preciosa, e mais real, por descobrirem estar iluminada tanto por dentro como por fora pelo rico tecido de uma realidade desconhecida então percebida como emergindo das porções mais íntimas do viver diário.


Os conceitos que têm de individualidade limitam-vos agora pessoalmente e em massa, e ainda assim as vossas religiões, metafísica, histórias, e até mesmo as vossas ciências são fixadas com base nas ideias que têm de quem são e do que são. As vossas psicologia não vos explicam a vossa própria realidade. Não podem incluir a vossa experiência. As vossas religiões não explicam a vossa realidade mais vasta, e as vossas ciências deixam-vos igualmente ignorantes acerca da natureza do universo que habitais.


Tais instituições e disciplinas são compostas por indivíduos, cada um dos quais restringidos por ideias limitativas acerca da sua própria realidade privada; de modo que assim começaremos pela realidade privada e a ela sempre retornaremos. As ideias contidas neste livro destinam-se à realidade privada de cada leitor. Poderão parecer esotéricas ou complicadas, contudo não estão fora do alcance de qualquer um que esteja determinado a compreender a natureza dos elementos desconhecidos do Eu, e do seu mundo mais vasto.


Assim, o livro está imbuído de um começo de carácter privado. O marido da Jane Roberts, Robert Butts questionava-se sobre a morte da sua mãe (falecida a 19 de Novembro de 1973) e numa das sessões, trouxe algumas velhas fotografias. Bom: a vida após a morte tem sido habitualmente descrita em perfeita consonância com a velha ideia aceite acerca de um Eu, e dos conceitos limitados da pessoa. Aproveitei tal oportunidade para dar início a este livro.


O Eu é multidimensional enquanto permanece fisicamente vivo, e constitui um triunfo da identidade espiritual e psicológica, ao escolher constantemente por entre uma miríade de realidades prováveis o próprio enfoque claro e inexpugnável (de modo determinado). Quando não percebeis isso, projectais na vida após a morte todos os velhos equívocos. Esperais que os mortos se diferenciem pouco dos vivos – caso acreditem na possibilidade de uma outra vida de todo – mas porventura um pouco mais em paz, mais compreensivos, e, felizmente, mais sábios.


(A seguir, dando uma enorme ênfase) O facto é que durante a vida posicionais-vos delicada mas ainda assim perfeitamente entre as realidades e após a morte fazeis o mesmo. Eu usei, nessa altura, essa oportunidade para explicar a enorme liberdade disponível à mãe do Robert Butts após a morte – mas também para explicar aqueles elementos da sua realidade presentes na sua vida que lhe tinham sido conscientemente barrados a ele (Robert Butts) devido às concepções que o homem tem sobre a natureza da psique. Teço comentários vez por outra acerca das fotografias que pertencem à família Butts (incluindo a Jane Roberts) mas qualquer leitor poderá considerar velhas fotografias e indagar-se sobre o mesmo, aplicando o que aqui é referido acerca da experiência privada. 


A realidade do desconhecido – em relação à qual vós representais o equivalente conhecido. Assim, conhecei-vos a vós mesmos. A vossa consciência expandir-se-á à medida que se forem familiarizando com estas ideias.


Eu pronuncio-me a partir daqueles regiões do vosso ser que já dispõem da compreensão disso. A minha voz eleva-se de estratos da psique em que também tendes a vossa experiência. Escutem, pois, o próprio conhecimento que já possuem.

sábado, 28 de setembro de 2013

CRITÉRIO





Tradução de Amadeu Duarte



Examina a literatura que lês, os programas de televisão a que assistes, e diz a ti própria para ignorar aquelas indicações próprias da fraqueza corporal. Diz a ti própria para ignorar os programas ou a literatura que se pronunciam em tom de autoridade em relação aos “instintos assassinos” da espécie. Faz um esforço por libertar o teu intelecto de tais crenças embaraçosas. Dá uma oportunidade às evidentes potencialidades que tens, sem as exagerares nem subestimares.



Não sentirá a necessidade, digamos, de justificar a tua existência por meio do exagero de um dom particular, nem pela criação de um talento ou desempenho artístico particular como um rígido ideal quando, na verdade, podes ver-te como agradavelmente dotada, mas não suficientemente dotada da capacidade que te renda o louvor que podes pensar querer receber.



Por outro lado, há muitos altamente talentosas que continuamente depreciam as capacidades de que gozam e temem dar um pequeno passo rumo à sua expressão. Se aceitares o acerto que a tua vida contém no universo, então os ideais que tiveres serão os que se revelarem de acordo com as da tua natureza. Essas obterão uma franca expressão, de modo que só contribuirão para a realização do teu sentido de valor assim como para o desenvolvimento da sociedade.



Os impulsos que sentes constituem a comunicação imediata com o teu ser interior, por no estado desperto representarem as exortações espontâneas rumo à acção, que se erguem do profundo conhecimento interior de ti própria que tens nos sonhos. Tu nasceste por teres sentido um impulso no sentido nesse sentido. Não foi nenhum Hamelin cósmico que entoando notas mágicas incitou o universo a existir.


O estímulo procedeu do interior, e esse estímulo repete-se em certa medida com todo o impulso rumo à acção, quer da parte do homem, ou da molécula. Se não confiares na natureza dos impulsos que tens, então não confiarás na natureza da tua vida, na natureza do universo, nem na natureza do teu próprio ser.



Qualquer animal sabe agir que não pela desconfiança na sua natureza e na sua própria vida, assim como toda a criança. A natureza existe em função da virtude da esperança. O esquilo reúne nozes na esperança de vir a ter as provisões necessárias, e de que a primavera se seguirá ao inverno. Os vossos impulsos acham-se imersos na qualidade chamada fé, por os incitarem à acção na esperança de existir uma hora para a acção. As crenças que tens precisam interagir com os impulsos que recebes, todavia, e muitas vezes podem corroer aquela espontaneidade natural benéfica que os impulsos podem facultar.


Quando me refiro a impulsos, muitos de vós pensarão automaticamente em impulsos que parecerão contraditórios ou perigosos senão mesmo maus, mas isso deve-se ao facto de estarem tão convencidos na falta da indignidade básica que caracteriza o vosso ser. Tendes todo o direito de questionar os impulsos que sentis, e de os escolher, e de lhes aceder; mas precisais ter consciência deles, reconhecer-lhe a existência, por vos conduzirem à vossa verdadeira natureza.


Por causa das crenças que carregam, isso poderá revelar-se penoso para alguns. Por muitos dos impulsos que têm agora serem o resultado de pressão causada por aqueles normais que foram perfeitamente não identificados no passado. Mas os teus impulsos reflectem o impulso básico da tua vida. Mesmo que pareçam contraditórios numa dada altura, no geral serão encarados como formando padrões construtivos que conduzem à acção e apontam claramente para o teu próprio caminho de desenvolvimento e realização.



Os atributos naturais revelam-se de forma evidente, por exemplo, na tenra infância, quando vos é concebida uma maior liberdade para fazerem o que quiserem. Alguns, em criança, adoram trabalhar com imagens, outros com objectos. Alguns revelam uma enorme capacidade para lidar com os seus contemporâneos, ao passo que outros têm uma inclinação natural para a solidão e as meditações de carácter privado. Olha para a impulsividade comportamental que tinhas em catraia, e para aquelas actividades que mais te agradavam.



Se fazias desenhos, isso não queria dizer que virias obrigatoriamente a tornar-te numa artista. Só tu conhecerás o vigor de tais impulsos – mas se forem intensos e se revelarem consistentes, então segue-os. Se acabares por pintar simplesmente a título de um passatempo, ele enriquecer-te-á a vida e a compreensão. Se os impulsos que sentires te conduzirem no sentido do relacionamento com os demais, então não deixes de receios de demérito se intrometam no teu caminho. É muito importante que dês uma expressão activa ao idealismo que abraças, na medida do possível, por isso de aumentar o sentido de valor e de poder…



Seth, Capítulo 10, The Individual and the Nature of Mass Events

sábado, 14 de setembro de 2013

A IMPORTÂNCIA DA ESCOLHA




Transcrição e tradução: Amadeu Duarte


Vamos explorar o que parecerá demasiado óbvio e simples de explorar. Contudo, em meio a essa exploração, algures lá pelos meandros dessa exploração podereis descobrir ou pôr a nu, o poder único e ao mesmo tempo incrível da escolha, que assim que for descoberto, ou posto a nu, podereis utilizar esse mesmo poder da escolha numa profunda mudança, Decerto que poderá ser usado para produzir uma escolha comum, para a escolha superficial, para a mudança no imediato, mas também poderá ser utilizado para produzir um tipo diferente de mudança, um tipo diferente de mudança, uma mudança que tenha raiz no âmago do vosso próprio ser, uma mudança que emerge das próprias profundezas da alma e do apogeu do vosso espírito.


Uma mudança que tem origem além do espaço e do tempo, no desconhecido, no não local, em lugar nenhum além do espaço e do tempo, no mais real, ou seja, além do que conseguis conscientemente criar.


Assim que for descoberta, para além do óbvio, para além do simples, esse poder da escolha poderá ser utilizado não só para gerar mudança, como uma mudança profunda. Esse poder particular que a escolha tem e as mudanças que é capaz de produzir, não têm que estar limitadas à realidade pessoal nem ao vosso mundo privado, mas decerto que, se escolherem limitar isso a esse segmento, ele servir-vos-á na perfeição. Mas não precisa ficar limitado a esse segmento. A mudança que esse tipo de escolha é capaz de produzir, esse tipo de mudança pode ter lugar em qualquer parte e seja quando for que sejam capazes e se encontrem dispostos e forem amáveis e corajosos o suficiente para visualizarem uma mudança profunda.


A escolha já vos trouxe tantos apuros na vossa realidade, por entre os vossos pares, e em alturas em que em face do consensual vos vistes ridicularizados e verbalmente atacados, quando não por vezes mesmo emocionalmente. Mas mesmo assim, aprendestes bastante acerca da escolha, e ainda assim há muitas coisas desconhecidas em relação à escolha. Ainda resta muito por explorar, por utilizar, desconhecido; ainda resta muita magia perdida – magia elevada e não só – no mistério da escolha, e na esfera mística da escolha.


Nós dividimos a escolha nos componentes místicos e misteriosos (por uma questão de pura conveniência). O mistério da escolha é descoberto no espaço e no tempo; é descoberto nas formas e na formação – na informação. É descoberto naqueles padrões daquelas formas que designais por padrões da vossa realidade, desta ilusão; com todas as suas possibilidades e todos os seus potenciais que tornastes reais, para vós próprios. Por vezes demasiado reais, outras vezes que apresentam uma realidade deficitária – mas cujo mistério se patenteia nas formas e na formação, nos padrões dessas formas – na informação em que se baseia a vossa realidade; constata-se no significado e na compreensão. Tem lugar na concepção e na percepção que fazeis e que recebeis daquilo que tornastes real, daquilo a que chamais a vossa realidade, todos os dias da vossa vida.


É nas formas e nos padrões, no significado e na compreensão, na formação e na percepção e na concepção que atribuís e que colheis daquilo a que chamais de realidade.

A escolha, antes de mais, constitui uma das matérias-primas que utilizais, que tereis utilizado e que tereis conhecido desde sempre - ou assim parece – uma das matérias-primas com que reunis esta vida e com que edificais a vossa realidade, que é uma por entre uma série, e que, em conjunto com a crença, representa uma das mais poderosas. A escolha representa o factor de activação na produção de outras matérias-primas que tais; por decerto lhes serem incutidas crenças; elas porventura exercem impacto em vós, são-vos persuadidas, são manipulados nelas; são-vos argutamente apresentadas e vós tendes crenças que foram adquiridas e que carregais de vidas a que chamais de passadas, e que vos são transmitidas. E com base em tais crenças desenvolveis atitudes e certas ideias, assim como certos sentimentos, sem sombra de dúvida; e a partir de tudo isso decisões e escolhas.


Mas precisam entender que é nas novas escolhas, nas escolhas adicionais assim como no próprio poder da escolha que são geradas as novas decisões e as novas ideias e sentimentos, as novas atitudes, e desse modo novas crenças. Ela constitui o factor de activação na produção de um incremento nas matérias-primas que usa – o que não representa literalmente o caso, mas que em termos figurados parece ser. Além disso, esse mesmo componente da escolha constitui o factor de activação da mudança e da implementação dessa mudança.


Vejam bem, podeis trabalhar na base de um conjunto de crenças, considerar a variedade de crenças relativas ao que é possível; podeis procurar nas formações e na informação e nos padrões em que podereis descobrir existir todo o tipo de crenças: “Aquele deve acreditar nisto; aquele outro deve acreditar naquilo,” toda a sorte de crenças com que podereis deparar-vos. E podeis constatar toda uma variedade de atitudes que de certo modo estão ligadas a essas crenças, e podeis voltar a programar essas crenças e voltar a programar atitudes, sem a menor dúvida. Vós já fizestes isso repetidas vezes. Podeis sentir, e existe toda uma gama de sentimentos e uma gama completa de pensamento também.


Mas não até que estabeleçais a escolha – por ser a escolha o que desencadeia essas crenças e essas atitudes, e que chega mesmo a despoletar as decisões que tomais no sentido da implementação. Sem escolha isso permaneceria inactiva como se num museu destinado à observação e à preservação histórica de crenças e atitudes, decisões pensamentos e sentimentos e escolhas. O agente de activação, a escolha, é o que produz a mudança e permite a implementação dessas matérias-primas.


Um segundo mistério inerente à escolha localizada no espaço e no tempo, é o facto de a escolha constituir um objectivo, uma intenção focada. Essa é porventura a definição mais elegante da escolha enquanto objectivo focado. E é a isso que se resume a escolha. E como tal, é crítica, é crítico não só àquilo a que dais e emprestais atenção – mas se não derdes acabareis por ter que prestar atenção – como também, é crítica em relação à forma, ao modo como prestais essa atenção; o que fazeis em relação a essa actividade.

Escolha – intenção focada, que é crítica em relação ao quê e ao como, ao modo como prestais atenção. De certo modo, a escolha abre as comportas e permite o fluxo da dimensão e do significado que torna a atenção real no vosso mundo. É a escolha que abre essas comportas e que permite que o significado e a dimensão do modo a poderdes trazer realidade à ilusão.


A escolha é chave em relação a toda a manifestação, por mais intrincada que seja e por mais complexa e por mais camadas que as vossas manifestações possam ter algures lá pelos seus meandros, algures pelas brumas - se não de modo óbvio - existe escolha em jogo nos domínios da manifestação – por a intenção focada ser tão crítica e essencial à manifestação.


Em terceiro lugar, também poderíamos acrescentar que a escolha é chave, constitui a pedra chave no planeamento arquitectural e arte – bem no centro do vértice da abóboda há uma pedra a que se chama pedra-angular, sem a qual a abóboda talvez entrasse em colapso, ou não formaria um arco completo.


Em muitos aspectos o mistério da escolha passa pelo facto de representar essa pedra-angular, essa peça chave em relação à criação e à manifestação. Por que uma coisa é criar, enquanto outra completamente diferente é manifestar essas criações. Vós não manifestais todas as vossas criações – já alguma vez repararam? É a escolha que é chave nisso; na criação e, por último, na manifestação. É a escolha que pode superar todos os modelos hormonais e genéticos e suplantar todos os modelos sociais, todos os modelos repetitivos que são transmitidos, todos os modelos do poder dominador do ego, os velhos poderes caracterizados por um poder de exploração dominadora; pode anular e substituir todos os modelos da predilecção e da predeterminação da infelicidade, ou ligados ao vosso passado; os vícios e obsessões que tendes em relação a esses padrões.


Pode superar, substituir, todos os modelos, todas as programações que tenham sido tão meticulosamente colocados no subconsciente, todas as programações provenientes dessas crenças e atitudes, pensamentos e sentimentos e decisões prévias; todas as programações que tiverdes passado ao vosso subconsciente, e tudo quanto tiverdes instruído ao vosso subconsciente, com base no que deveria passar a agir, de uma forma consistente. Com a escolha não precisareis desfazer toda e qualquer programação que alguma vez tiver sido estabelecida, no caso de alguns, durante várias décadas. A escolha poderá superar e suplantar isso por constituir a pedra-angular.


Em quarto lugar, a escolha é igualmente dotada de uma importância seminal em relação à mudança, e subsequentemente em relação ao crescimento que é produzido por essa mudança, e em relação à evolução que a seu modo e no devido tempo emergirá desse crescimento. A escolha é de importância seminal no âmago e no âmago, é aquele agente fertilizantes, aquele agente criador, seminal em relação à mudança e ao crescimento, no devido tempo e no devido modo, em relação à evolução.


Em quinto lugar, diremos que aplicamos o termo pedra-angular e agora vamos aplicar o termo “chave”, pelo que diremos ser a chave do sucesso e que reside na raiz das armadilhas, na própria raiz da essência do êxito de que falamos tantas vezes. Também tem assento na própria raiz e amago da felicidade, e da própria alegria; tem assento decerto no âmago do amor, do interesse e da intimidade, mesmo que conheçais tudo sobre o amor e todas as coisas: a dádiva, a capacidade de responder, de conhecer, de respeitar, que produzem a segurança, o prazer, a vulnerabilidade e a confiança. Tendes isso tudo anotado de modo tão meticuloso que sois capazes de o recitar de memória! Mas precisais entender que no âmago disso, na raiz disso repousa a escolha, a pedra-angular, de modo a serem efectivamente capazes de agir, de respeitar ou de conhecer aquilo que se traduz pelo amor. Podeis conhecer o júbilo quando presente; podeis conhecer a expansão quando a experimentardes, mas é a escolha que se situa no âmago desse amor, e da intimidade e do interesse, interesse esse que sempre parece fazer parte disso - quer esse amor e intimidade sejam íntimos em relação aos outros ou a vós próprios, intimidade convosco próprios, o amor-próprio, o interesse por vós próprios. É a escolha que reside no âmago, na raiz disso. A pedra-angular. E o mesmo acontece em relação ao sentido do valor próprio e da autoestima, da confiança, assim como em relação ao respeito-próprio. É por isso que dizemos que a escolha não é só a pedra-angular da criação e da manifestação, mas é igualmente a pedra-angular do sucesso.


Em sexto lugar, conforme sugerimos, a escolha é intensão focada, e enquanto tal, não só influencia a atenção como também se revela crítica em relação à mudança do objectivo que tiverdes. E desse modo crítica em relação à alteração da função e da forma da energia que se manifesta na vossa realidade.


É objectivo focado, e também é crítica em relação à mudança da intensão, à prioridade, ao ordenamento, à ligação com a atenção, à ordenação e à prioridade, à ligação da informação. É crítica em relação à mudança da intensão e como tal é essencial à alteração das vossas acções e imagens. É crítica não só em relação à manifestação, como é crítica e essencial à aprendizagem – não importa quão volumosa possa a informação que acumulais revelar-se, não importa quantos livros tenhais lido ou a forma copiosa como anotais tudo. A escolha, escolher aprender, escolher deixar que isso tenha sentido, escolher deixar que isso tenha importância, optar por dar dimensão a essa informação e a esse reflexo; intensão focada – a escolha revela-se crítica em relação à mudança da intenção, à mudança da acção, à mudança da imagem e à aprendizagem.


E por fim gostaríamos de sugerir que em relação ao mistério que se localiza no espaço e no tempo, o mistério que muitos de vós já conhecestes, a escolha é o factor de activação, o fermento, se quisermos, do vosso vigor e do vosso poder. Constitui o fermento do vosso talento. Quando fazeis pão – e muitos de vós jamais fizeram pão – deitais farinha e água e mais isto e aquilo e mecheis tudo, e a seguir adicionais-lhe fermento e colocais tudo coberto num lugar húmido e quente para deixar que cresça (fermentação). Depois, virai-lo e colocai-lo num sítio quente e húmido para que cresça, e voltais a espremer a massa e a batê-la até que se torne elástica e cheia de ar, cheia de energia, alento com que vai torná-la no pão. E o mesmo acontece com o vosso poder; conhecer o poder e a força que tendes, e o talento, e depois misturar isso tudo e cortar e misturar e depois cobrir num sítio acolhedor para que possa crescer, para que o vosso poder e força e talento se expandam. Depois virai-lo e revirai-lo e amassais tudo para deixar entrar o ar. A seguir colocai-lo num sítio acolhedor, para que fermente uma vez mais.


E assim é em relação à vossa vida, em que alcançais o poder e o vigor e eles crescem, e precisam ser amassados – por vezes por meio de um amassar doloroso, outras vezes de modo bastante propositado e consciente; socar o vosso vigor e poder e talento; olhá-los mais de perto para passarem a ver mais sobre o que já conhecem sobre eles.

“Ah, sim, possuo um poder de criatividade e um vigor produtivo...” mas, que significará isso? “Bom, significa que sou criativo e produtivo.” Hm hm! Mas que quererá isso dizer? “Bom, deve querer dizer que crio e produzo.” (Riso) Mas, que sentido fará isso? Não obstante o amassar e o socar... “Deitar abaixo e necessidade, sim, eu sei o que isso significa,” para depois voltar a ressurgir, de um modo diferente. 


Compreender melhor o que significa ser criativo e produtivo, por exemplo: “Eu expresso a minha força, o meu vigor deste modo, mas que de outro modo poderia expressá-lo? De que outro modo poderia demonstrá-lo, de que outra forma poderia eu manifestá-la na minha realidade?” Preciso revirar isso, não para o destruir nem para o arremessar, mas trabalhá-lo e meter a mão na sujidade, até que fique tudo a feder. Depois limpa-se e cobre-se tudo e coloca-se num lugar húmido e deixa-se que cresça para se ver novas formas, novas formações que possam comportar na sua formação o vosso poder e vigor. Esse revirar e amassar acontece; se forem conscientes, poderão dirigir e planear isso, tomar posse disso; senão irá acontecer à mesma.


E o mistério da escolha reside no facto de constituir o fermento que permite um poder e vigor e talento maiores do que o que já possuem, e permite descobrir mais poderes, mais forças e mais talentos que talvez ainda não tenhais percebido ter. Estes são os mistérios que, por um ou por outro aspecto, aprendestes - quer o tenham esquecido ou recordado - cada um desses mistérios ou matérias-primas. Uma intensão centrada que é crítica em relação à vossa atenção e é essencial em relação à vossa manifestação.


A pedra-angular da criatividade, ou melhor, em relação à criação e à manifestação, pelo suplantar e substituir dos modelos e das programações (condicionamentos) já estabelecidos. É de importância seminal para o crescimento e para a mudança e em última análise para a evolução. Pedra-angular do sucesso e da felicidade, da alegria, do amor, da intimidade, do cuidado, o mérito (dignidade) para o respeito, a estima e a confiança. Intensão focada; essencial à mudança da acção e da imagem e da intensão; essencial à aprendizagem. E o fermento do vosso poder e vigor e talento.


Sim, muitos de vós já conhecem esses poderes misteriosos da escolha. E no entanto, mesmo assim, existem certos mistérios no tempo e no espaço relativo a isso que é a escolha, a esse tipo de escolha, a essa escolha que chamaremos escolha misteriosa; por ser no tempo e no espaço que existem certos mistérios ainda por conhecer, ainda por se desdobrar. Mencionamos esporadicamente alguns por aqui e por ali, e reunimo-los agora para os enunciarmos com mais clareza esta noite.


O primeiro ainda por conhecer, bem ao vosso alcance, bem ao alcance da compreensão do significado, bem ao alcance da vossa percepção e concepção, é que toda a escolha é realizada pela parte consciente da consciência; independentemente do que vós ou outros tenham dito no passado – e outros porventura, ainda dirão – a escolha não é realizada no vosso subconsciente nem na vossa consciência inconsciente. Por vezes situam a vossa atenção no subconsciente, outras vezes situam a intenção que têm na consciência inconsciente, mas a escolha situa-.se sempre na vossa consciência consciente. 


O vosso subconsciente não elabora escolhas no vosso lugar. Sois vós quem elabora as escolhas e as dirigis por meio da vossa atenção, por intermédio dos modelos e dos programas; dirigis o vosso subconsciente quanto à forma como deve responder a tais escolhas. A escolha tem assento na consciência consciente. A escolha não se acha oculta algures por entre as pregas do subliminar ou da mente inconsciente, embora possam situar a vossa intenção aí – e muitas vezes as pessoas fazem isso; a escolha situa-se sempre na vossa consciência consciente.


Vós não perdestes certas escolhas na vossa mante inconsciente, nem perdestes certas escolhas na vossa mente subconsciente; talvez a intenção, talvez a atenção se tenham perdido respectivamente, mas não perdestes escolhas lá por a escolha residir sempre na consciência consciente. Utilizais a escolha para tecer no inconsciente e para enfiar no inconsciente e fisgar certas dessas intenções; enfiais a escolha no subconsciente para fisgar certas dessas formas de atenção. A escolha pesquisará o vosso inconsciente e o vosso subconsciente à procura dessas intenções e formas de atenção que muitas vezes se acham alojadas e localizadas aí, mas a escolha situa-se sempre na vossa consciência consciente. E isso perfaz um mistério, que para muita gente permanece ainda desconhecido. Muitos preferem ainda pensar – e tornam-se irritados à menor sugestão do contrário – que isso se tenha devido a uma escolha subconsciente que não tinham consciência de estar a fazer; ou uma escolha inconsciente. A intenção pode ter sido inconsciente, por a terem colocado lá por meio da opção. Aquilo a que prestaram atenção, o que se destacou, o que tenha existido por entre as muitas coisas a que poderão ter dado atenção ou prestado atenção poderão ter sido colocadas no subconsciente mas terão lá sido colocadas por opção. A escolha sempre se situa na consciência consciente. 


Um outro mistério ainda por conhecer, é que a escolha é o que dirige as vias neurais e as calibragens, as vias neurais do vosso sistema nervoso localizado no cérebro, no encéfalo, e as calibragens que se dão no córtex cerebral, nos lobos frontais, temporais e occipitais. É a escolha quem dirige e mesmo por vezes projecta as vias neurais. Quando a escolha é consciente são capazes de mudar sem chegarem a saber verdadeiramente como, mas podem mudar essas vias neurais. Dá-se uma deslocação, dá-se uma agitação, uma mudança, um ajustamento que se dá no cérebro. A escolha planeia as vias conscientemente; pode redesenhar essas vias de modo a poderem mudar as vias da menor acção, as vias neurais da menor acção. Podeis alterar as vias do menor esforço, as vias neurais do menor esforço que parecem ou parecem ou funcionam como se fossem instinto, mas não são. Na verdade são produtos de escolhas feitas previamente.


A escolha planeia as vias neurais e consequentemente, quando é consciente, podeis utilizar a escolha para mudar essas vias neurais; a escolha de não enveredar pela via da menor acção, de não enveredar pela via do menor esforço, por saberem onde ela vos conduzirá, por saberem onde irá dar, por saberem o que acontecerá. Podeis estabelecer uma escolha a essa altura e ao faze-lo redesenhar - embora de inicio requeira um certo esforço – mas com o tempo, essas escolhas persistentes e consistentes poderão estabelecer as novas vias, as de menor acção e as de menor esforço. A escolha projecta as vias e a calibração.


Em terceiro lugar, um mistério ainda desconhecido por muitos e que ainda permanece desconhecido é que a escolha envolve a mente. Para além dos mecanismos do cérebro, para além desta coisa que se localiza no interior do vosso crânio, este holograma que projecta e reflecte e expressa e que responde, existe a vossa mente, a mente que existe para além do espaço/tempo e que não tem assento no vosso cérebro nem no vosso corpo, que não se encontra em parte nenhuma do tecido do vosso holograma, mas que se encontra em toda a parte, por a mente existir para além do espaço/tempo, e é a escolha que pode envolver a mente; não é a única, mas é uma das mais profundas e mordazes formas de envolver a vossa mente - definindo escolha. Isso é algo que o vosso cérebro não é capaz de fazer.


Pode responder a escolhas, é capaz de calibrar por entre as diversas escolhas, mas sois vós quem, com a vossa consciência consciente escolhe, e ao faze-lo envolveis a vossa mente. Ah, há quanto tempo falamos da diferença existente entre Cérebro e Mente, e sugerimos ou utilizamos a analogia ou a metáfora da inteligência artificial que os vossos cientistas procuram desenvolver, e do computador massivo que estão a desenvolver e que é capaz de fazer tanto – ou que já se revelou capaz de proceder a parte da função do cérebro; e os estudos que já foram feitos e que estão em curso no sentido de usar pessoas a quem se colocam perguntas, para ver se as pessoas são capazes de determinar se as respostas terão procedido de um ser humano ou de um computador – como método de teste dessa inteligência, e o quão se aproxima da inteligência humana.


E à medida que forem desenvolvendo mais, e certamente que o farão, no âmbito da expansão exponencial tecnológica que irá ter lugar nos próximos anos, a inteligência artificial vai-se aproximar assustadoramente das funções do cérebro. Mas como também dissemos nessa altura, por entre os vários modos de envolver a mente, uma delas é pela escolha. Porque mesmo quando o computador se revelar tão eficiente que venha sempre a ganhar no xadrez, ele jamais disporá da escolha de querer jogar ou não! (Riso) Ele poderá bater-vos repetidas vezes, mas vós dispondes do poder de escolher não jogar. E isso, o computador jamais terá, por meio da escolha consciente. Ao usardes a escolha envolveis a vossa mente para além do vosso cérebro, e a vossa mente pode suplantar e ultrapassar o vosso cérebro. Através da escolha podeis envolver o vosso inconsciente, que é capaz de suplantar e ultrapassar o vosso subconsciente. A escolha envolve a mente e o inconsciente, trazendo-os até à consciência. A escolha assemelha-se a um gancho no término de um fio invisível com que podeis fisgar a vossa mente e o vosso inconsciente e traze-las para o espaço/tempo para as envolverdes.


Um quarto mistério que ainda haverá de ser compreendido: A escolha pode suplantar a escolha; a escolha já se supera a si própria. Ora bem; estas palavras parecem tão óbvias e tão simples – mas não são. A escolha suplanta-se a si própria. Escolhas novas podem passar por cima de velhas escolhas. A escolha deve suplantar-se sempre a si própria, querendo com isto dizer que, se usarem da escolha e estiverem bem conscientes de escolher e escolher e escolher, a capacidade de proceder a escolhas fortalece-se, e as opções que tomarem, após terem procedido à escolha aqui (…) irão uma e outra vez suplantar as escolhas que tiverdes feito acolá (…) antes de terem obtido essa riqueza e profundidade de experiência da escolha. Ela pode suplantar-se a si própria – ela sempre se ultrapassa a si própria, e quanto mais a utilizardes, mais poderosa se tornará.


Será possível que haja um dia no vosso futuro em que a escolha seja de tal modo vigorosa que seja tudo quanto preciseis fazer? É! Mas vós não chegais lá daqui, a menos que seja utilizada – não apenas uma vez, mas repetidas vezes. A escolha sempre se suplanta a si própria. As escolhas que definis hoje são mais profundas do que as que definistes há uma década atrás, há duas décadas, na adolescência ou na infância. As vossas escolhas de criança são mais ténues do que as vossas, assim como as vossas escolhas de adolescentes. As escolhas definidas pelo vosso ego negativo… a menos, é claro, que tenha sido quem as promoveu, em vosso lugar… (riso) A escolha sempre se suplanta a si própria.


Em quinto lugar é igualmente importante começar a experimentar e a compreender que a escolha pode dirigir a evolução. Darwin não concordaria. Mas depois, o Darwin falsificou os números que apresentou, não foi? (Riso) Darwin tinha uma agenda, apara além daquilo a que se chama ciência. Como muitos têm. Com a escolha podereis dirigir a evolução. Mencionamos em ocasiões anteriores que, quando alguma coisa toma forma, seja uma coisa qualquer tangível na vossa realidade que vá de um micróbio a um organismo avançado, quando um pensamento ou um sentimento se tornam numa ideia, e desse modo se torna forma, essa forma quererá proceder a uma cópia de si própria, desejará manter-se e repetir-se a si própria; quererá manter-se duplicar-se e reproduzir-se. Para tanto a forma necessita de energia exterior a si própria. No caso de uma ideia, essa energia procede de vós, da vossa energia psíquica, da vossa atenção, a que prestam, a que dão atenção. Noutras realidades, essa energia exterior constitui nutriente – seja qual for a definição que dêem a nutriente! É aí que na verdade necessita dessa energia externa para poder se manter, se duplicar e se reproduzir.


A forma competirá com outras formas por esse nutriente, quer se trate de nutriente proveniente da energia psíquica, ou nutriente físico; competirá, e a forma que obtiver a máxima atenção, a forma que obtiver o máximo nutriente fortalecer-se-á mais e viverá mais a ponto da forma de tornar demasiado eficiente. A essa altura poderá consumir demasiada energia externa e poderá consumir a fonte dessa energia, mesmo que isso signifique a sua própria destruição ou extinção. Quando atinge esse ponto pode extinguir-se, ou mais provavelmente irá evoluir a sua forma. Essa evolução tanto pode votar-se à entropia e à aleatoriedade como pode votar-se à harmonia e à ressonância. Que virá a tornar-se? Cruzareis os dedos na esperança de alguma coisa? A evolução não significa necessariamente progresso, entendem? Tendem a pensar que signifique e que algo evolua para se tornar melhor, mais eficiente. Não necessariamente melhor. Na governação, um governo ditatorial começa a um certo nível de eficiência em que os comboios andam à hora, os cheques da segurança social surgem, mas uma maior eficiência representará deixar de enviar cheques da segurança social de vez! Maior eficiência será pegar em todos quantos discordem de vós e espetar com eles na cadeia.

Mais eficiente do que alvejá-los um a um, e ter que os enterrar isoladamente, será conduzi-los a chuveiros de gás, e coloca-los em valas comuns. É muito mais eficaz, não vêem? E evoluído. Mas decerto que não é melhor, mas muito pior. Usamos isso como um exemplo que não vem ao caso, mas a evolução pode representar uma progressão, mas melhor ou pior.


Os dinossauros evoluíram, e isso levou-os à destruição. Contudo, a ciência dir-lhes-á que essa evolução se deverá pois ao acaso, por apresentar falta selectividade, devido ao lançar dos dados, devido à sobrevivência dos mais aptos, devido a agrupamentos genéticos. Os cientistas dir-vos-ão que a evolução obedece às leis da entropia. E nós sugerimos que isso poderá ser verdade, a menos que lhe infundam escolha. Escolha consciente. Podeis escolher e dirigir a evolução para frente e ela encaminhar-se-á por si só. Mas podem dirigi-la para mais, para melhor – com a escolha. Isso é um mistério que ainda está por conhecer, mas que está patente.


O sexto mistério ainda por ser conhecido e estar ao alcance do conhecimento, é que a escolha pode abrir as portas do futuro, e para a multiplicidade dos vossos futuros inseridos nesse futuro. Pode abrir as portas ao possível, e às muitas possibilidades que vos dizem respeito, nessa porta do possível. Vejam bem, não existe apenas um futuro. Existe a energia que constitui o futuro, esotérica que é, e nesse futuro existe a multiplicidade dos futuros que vos dizem respeito. Existe o possível, que é de longe muito mais real do que o actual, e decerto mais real do que o provável. E dentro do possível exista uma ampla gama das possibilidades que vos assistem. Mas muitas vezes não sabem que possibilidades serão essas, muitas vezes encaram as possibilidades como uma dualidade – ou isto ou aquilo – “isto” ou “aquilo” polarizado numa dualidade em termos de “bom” ou de “mau”, de “certo” ou de “errado”. Só encaram duas possibilidades –vai resultar, ou não vai resultar. 


Que quererá isso dizer? “Que não vai resultar, é o que quer dizer!” 


Que quererá o “resultar dizer? 


“Eu não sei; que vai resultar! Vou-me sentir bem.”


Muitas vezes as pessoas possuem um alcance tão limitado do que é possível, mas se utilizarem o mistério da escolha ainda por conhecer, poderão abrir a porta ao possível e abrir-se à gama das possibilidades, onde por conseguinte existem tanto mais opções!


Podem abrir essa faixa… Qual será o teu futuro?


“Eu vou envelhecer e morrer. O meu corpo vai-se desgastar. Vou adoecer e vou-me preocupar com toda a dor e caroço…” Para muitos, infelizmente esse é o significado do futuro, por terem um escopo muito limitado: “Vou tornar-me velho demais para o trabalho que desempenho; vou precisar reformar-me, vou ficar sentado à espera que o dinheiro dure.” E isso torna-se verdadeiramente assustador quando se reforma aos sessenta e planeiam viver até aos cem. Têm quarenta anos de vida e têm que os viver com base no que ganharem… “Ah, nem quero pensar nisso! Fechemos a porta do futuro e passemos a tratar do que vai ser o jantar; se vai ser frango e empadão ou bife. Ou, conforme mais apreciado, couve-flor. Novamente!” (Riso)


Com a escolha poderão abrir o futuro, e consequentemente uma gama mais ampla dos futuros que vos assistem. E embora seja um mistério ainda por conhecer – compreendido, sem dúvida, mas ainda por conhecer – torna-se muito importante abrir portas à evolução, ao futuro e ao possível, como aos futuros e possibilidades que vos assistem.


E por fim, em sétimo lugar, sugerimos que o mistério da escolha que ainda está por conhecer se deve ao facto da escolha ser mística. A escolha está ligada a Deus, à Deusa e a Tudo Quanto Existe. A escolha está ligada à vossa alma e espírito – que é, em largas pinceladas, o que “místico” quer dizer. Uma coisa qualquer é mística, quando está associada à vossa alma ou espírito; quando estiver ligada à origem – seja o termo que empregardes – ou Deus, Deusa, Todo. A escolha, o mistério final ainda por conhecer, a escolha é mística. Com isso, o que queremos dizer, é que embora a escolha misteriosa se situe no espaço/tempo, opera no meio, na energia que se situa entre o tempo e o espaço. Funciona na energia intermédia; entre o espaço e o tempo.


A escolha não precisa ser sequencial, não tem que ser cronológica. A escolha não tem que surgir a uma certa altura do tempo ou “será demasiado tarde.” Pode ocorrer a qualquer hora entre a criação e a manifestação. Já aqui falamos acerca do experimento levado a cabo na área da física quântica chamado Dupla Cisão, que demonstrou que os fotões e os electrões, quando não observados, funcionam como ondas, e que funcionam como partículas quando são observados. Também falamos do experimento ligado ao atraso verificado nessa dupla cisão, querendo dizer que assim que um electrão ou um fotão tenha passado as ranhuras, assim que se for “demasiado tarde,” podem escolher. E mesmo após o fotão ou protão ter passado as ranhuras e por conseguinte já estiver determinado se é onda ou se é partícula, se escolherem, se a posteriori optarem por observar, essa onda torna-se numa partícula. A escolha não contida no espaço-tempo; não é impedida, não é limitada pelo espaço-tempo. Nós dissemo-lo, embora tenham pensado que estivéssemos a gozar. Mas agora sabem que dizíamos de uma forma bastante literal, que o conteúdo de uma dada carta não está no interior até que o observem. E por conseguinte, se se sentirem inseguros, antes de abrirem a carta, tenham a certeza do que escolhem.

“Bom, como poderá ser? A carta foi redigida há uma semana atrás. Olha para o selo. Já tem seis dias. Por isso, a carta já tinha sido redigida.” 

Tinha sido sim. Mas ainda não se tinha manifestado até a observarem. E em qualquer altura, antes da observação, podem escolher e a vossa escolha será determinante e essencial em relação à manifestação. Por isso, o que quer que tiver sido redigido não se tornará manifesto até que a abram.

“Bom, e se a pessoa que a tiver escrito há uma semana disser não, e ma enviar e eu a abrir e ela disser sim?” 

Então há uma semana atrás ela terá escrito sim.

“Mas…”

A menos que lhe tenham observado o conteúdo neste momento, há uma semana atrás. Não será senão até que o observem que se torna manifesto. Tenham em atenção: Um dos mistérios da escolha que ainda permanece desconhecido é o facto de ser místico. Não estamos a dizer que os vossos cientistas compreendam porque funciona, mas os vossos físicos da área quântica demonstraram categoricamente – não apenas de uma forma teórica, mas no laboratório – demonstraram esta verdade. Dispararam um fotão, e caso o observassem, ele encaminhar-se-ia por uma ranhura ou pela outra, e se não fosse observado, iria por ambas as ranhuras. Após o fotão ter passado as ranhuras, optavam por o observar e subitamente passava por uma ranhura, muito embora tenha passado por ambas – compreendem? Devido a que não fosse observado, passava por ambas as ranhuras. 

Após terem passado esse ponto, e antes de aparecerem, eles optavam por o observar, e após ter passado por ambas as ranhuras, passava por uma! Estava a passar por ambas, e aí optaram por observar, oque significava que tinha que passar por uma, e ele fê-lo. A posteriori! 

O mesmo acontece com a carta redigida e fechada e selada e enviada até que vos chega às mãos. Ainda têm uma oportunidade de escolha, antes de a abrirem. Em qualquer altura, antes de observarem, a escolha pode mudar. É seminal. A escolha pode manifestar, é essencial.

O último mistério que pode ainda não ser do conhecimento, é o de que a escolha é mística. Um tipo diferente de escolha, daquelas que elegem no dia-a-dia. A escolha mística existe além do espaço-tempo; não tem existência no espaço-tempo mas para além dele. Tem existência aí, em parte alguma e por todo o lado. Acha-se localizada em parte nenhuma, e por conseguinte pode achar-se onde quer que escolham localizá-la. Poderão optar por a localizar aqui ou num avião enquanto voam para o Taiti e proceder à escolha lá. Não importa onde se encontrem porque ela irá entrar em colapso. Não se acha em parte alguma; é não local. Tem existência para lá do tempo e do espaço, ou do espaço e do tempo. 

Também compreendem que o que quer que exista para além do espaço-tempo será mais real do que aquilo que tem existência no seu enquadramento. Porque aquilo que tem lugar no seu enquadramento não passa de um reflexo. Que será mais real – o reflexo de uma mão mal iluminada ou a mão? Na vossa realidade tudo constitui uma expressão ou um reflexo de algo mais real, que tem existência para além do espaço-tempo. Por isso, aquilo que tem existência para além do espaço-tempo tem mais realidade.