quarta-feira, 31 de julho de 2013

OS ENSINAMENTOS DE AMBRES




(Na foto: Sture e Karin)


Traduzido do Inglês por Amadeu Duarte

                                                              

EXCERTOS

“Quem sou eu? Surgi da vossa ânsia por descobrir liberdade interior e harmonia. Vós, sem o saberdes, pedistes-me que aqui viesse. Não estou aqui para lhes ensinar o que quer que seja, mas para despertar a compreensão que tendes do conhecimento que já possuís.”

“Como não disponho de corpo… tomo o corpo do instrumento emprestado. Tomo este corpo emprestado para poder falar-vos – é tudo. Não assumo as funções do instrumento. Não ingiro nada. Apenas o tomo emprestado por um período de tempo, não mais do que três horas de cada vez. Há uma linha que não devo passar, e além do mais tenho responsabilidade para com o instrumento. Não devo prejudicá-lo nem impedi-lo de viver a sua própria vida. Ao longo dos anos um acordo desenvolveu-se entre nós – em que ele me confia a posse do corpo e tem confiança em que lho devolvo. 

Assim, onde se encontrará o instrumento enquanto me encontro aqui? Está num estado semiconsciente, algures por entre o estado do sono e do despertar – e não tem consciência do que se está a passar. Descobriria que o instrumento representaria um elemento perturbador.”

Narrador: Como foi que escolheste este instrumento particular?

“Muitos indagam da razão porque não terei escolhido um que dominasse várias línguas e que tivesse uma cultura completamente diferente da do instrumento. Mas este instrumento é perfeito, total e completamente perfeito. Ele não dispõe desse aval cultural para as pessoas não dizerem: “Ah, bom, ele frequentou a escola, de modo que naturalmente é ele quem fala e não o bom velho Ambres.” Na verdade não se trata do “meu” conhecimento mas do conhecimento de todos. Não vos estou a transmitir nada novo. Estou simplesmente a referir o que já foi referido por vários professores ou denominados mestres.”

“O propósito da vida é o de vos voltardes para dentro na direcção de vós próprios.”
“Vós saís porta fora e deixais o corpo para trás… Este instrumento permanece como uma casa desabitada. Aquilo que percebeis ser o Eu, com o seu nome, ocupação, corpo e identidade, não passa do envoltório externo, a concha que usais para com o mundo dos sentidos e as formas de consciência. O vosso verdadeiro ser interior imortal – a centelha divina – encarna numa nova vida, transforma-se  num novo ser.”

“Entender uma fé (ou crença) com o intelecto é difícil, mas quando essa fé cresce na percepção por meio do sentimento, torna-se num padrão de vida pelo qual a atitude que usais em relação ao material gradualmente muda.

Talvez alguém ao vosso redor vos pergunte se a tereis analisado de forma crítica e comeceis a dilacerá-la e a questionar tudo ao mínimo detalhe. O que compreendestes emocionalmente com o suporte do grupo e se deveria tornar numa experiência unificadora permanente, passa a ser analisada de forma fragmentada e destituída de propósito.”

“Foi o próprio homem quem criou o mal e o bem. Deixai que vos pergunte: Então se Deus é amor, quem foi que criou o mal? Existirão dois deuses? Deus não criou tudo? A força que existe por trás é uma e a mesma, mas a “criança humana" divide-a em duas partes no seu mundo sensorial. O que parece ser mau, ou tem um odor desconfortável, ou faz um ruído horrível passa a pertencer ao mal. Mas isso não passa da avaliação que fazeis com base no mundo dos vossos cinco sentidos.

Um veado, por exemplo, pasta na relva e experimenta a força do amor que emana do planeta por meio da sua consciência superior. A relva rejubila por existir para ser capaz de contribuir para o enriquecimento da esfera superior. Entre a relva e o veado dá-se um perfeito entendimento.”

Quando tomardes consciência de que o vosso pensamento pode ferir sem ofenderdes directamente com as mãos, não recorrereis ao vosso mundo animal em busca de alimento, mas retirá-lo-eis do mundo das plantas. A flora serve a fauna, porém, a fauna não está na posição de servir a “criança humana” ou homem. Eles residem numa condição muito próxima em termos de forma.”
Ambres
 
                                                         PRÓLOGO

Mais cedo ou mais tarde apresentam-se-nos questões à consciência, do tipo: “Quem sou eu? Qual será a razão da minha existência? Se a morte representa o estágio final do nosso percurso de vida, então para que viverei?” Questões vitais para as quais se dão respostas vazias e insignificantes.

Ambres é um mestre que se manifesta através de Sture Johansson, a quem Ambres também chama “O seu instrumento”.

Ambres ensina a doutrina esotérica que se manteve oculta ao homem, porém, que lhe será revelada. Ambres é um mestre formidável. Com bom humor e um infindável entusiasmo, procura fazer-nos ver o sonho vital em que vivemos. De várias formas tenta transmitir conceitos abstractos à nossa existência subjectiva. Com paradoxos, parábolas e contos tenta ensinar-nos que vivemos num mundo de ilusões, um mundo criado por nós próprios. Os ensinamentos são reforçados com desenhos, e neles o símbolo que atribui à pessoa é o cântaro (recipiente).

Ambres fala-nos do homem consciente da Nova Era que faz a sua entrada onde toda a criação eleva a sua consciência. Fala também da resistência, a força que trava a elevação da consciência. A força principal, segundo ele, é o AMOR, que embora tão simples, é difícil de entender. Para quem antes não tenha tido a oportunidade de escutar os ensinamentos de Ambres, quisemos dar a oportunidade de participar na mediação que exerce. A palavra redigida tem a vantagem de nos permitir voltar uma e outra vez a ela, e a desvantagem de se basear na rigidez e na impossibilidade de alteração; conforme o diz Ambres: “A verdade que se apresenta no quadro das possibilidades do momento, amanhã poderão representar uma mentira.” A criação pode ser toda comparada a um quadro de sonhos que comporta tudo, desde o mais elevado até ao mais baixo.

Agradeço-te, Turid, pela paciência que tiveste na compilação de algumas das suas aulas, e pela tua sensibilidade.

Instrumento, porta-voz, porém, sobretudo marido.

STURE JOHANSSON

A CATORZE DE NOVEMBRO de 76, Sture Johansson e a mulher, Turid, encontraram-se com uns novos amigos em casa de Karin Jonsson para a noite semanal da meditação. O Sture tinha passado um dia árduo e prolongado na carpintaria e mal teve tempo para se lavar e comer antes de saírem da sua pequena habitação em Lidingo, uma belíssima ilha arborizada  fora do perímetro de Estocolmo. Ambos eram amigos de longa data da Karin com quem tinham partilhado muitas experiências na busca pessoal daquela sabedoria que pode unicamente ser perscrutada para além do tempo e do espaço.

Estavam sentados e o Sture começou a centrar-se em si mesmo com uns quantos exercícios de respiração antes de deslizar para um estado de meditação. Ele sempre se tinha sentido bem nesse espaço e já tinha descoberto, para si mesmo, uma segunda realidade que sempre parecia muito mais vasta do que aquela que ele experimentava na sua vida do dia-a-dia. Uma indescritível viagem que tinha feito uns anos antes tinha-lhe alterado drasticamente o conceito que tinha da vida e tinha-o aberto para um mundo que transcendia os sonhos mais fulgurantes que poderia ter.

A Turid, sua mulher, era muito dotada psiquicamente e viver na sua companhia representava uma constante advertência quanto à presença de outras dimensões que tocavam as suas a cada instante das suas vidas.

Contudo, de algum modo, isso deixou-o com o sentimento de estar a flutuar numa bolha transparente, liberto num mundo de uma infinidade cósmica. Embora fosse capaz de ver ao longo dele e de se maravilhar, ele sentia-se ao mesmo tempo estranhamente isolado dele. Com a Turid era diferente. Entre ela e esse mundo não existiam barreiras. Ainda em criança ela já conversava com os Devas e os pequenos seres como aqueles a quem chamava de guias e mestres espirituais. Para ela era tão natural quanto o intercâmbio que o Sture partilhava com os companheiros o dia todo, no trabalho.

Ele inspirou mais algumas vezes e mergulhou fundo no conforto obscuro interior, deixando as ponderações de lado, como nuvens fugazes. Subitamente experimentou uma sensação de inclinação num vazio profundo e tudo ficou às escuras. A Turid, que se encontrava sentada ao seu lado, ouviu um som estranho e abriu os olhos para ver o Sture sair de arrancada da posição em que se encontrava para se erguer com a sua mão direita voltada de lado. Uma voz de que forma alguma se parecia com a voz branda e introspectiva do seu marido, subitamente ecoou pela sala: “Saudações.” Ela olhou para a postura que o Sture assumira. Ele permanecia erecto, quase como se estivesse a inclinar-se para a frente, e parecia muito mais alto do que o normal. Exalava uma potente, mas ainda assim carinhosa autoridade. “O meu nome é Simeno.”

Esse instante representou a incrível articulação de uma inteligência cujas perspectivas irrestritas suplantam a mais vívida das imaginações que podemos ter e cujo trabalho para realizar esta ligação com a matéria se estendeu por muitas vidas.

O Simeno tinha surgido e iria ser seguido pelo seu próprio mestre cuja manifestação no corpo do Sture passou a ocorrer por volta de seis meses mais tarde… Ambres, o mestre… velho e sábio, dotado de um doce toque de humor humano que facilmente preenche as lacunas patentes entre a abismada audiência e a sua própria incrível manifestação.
Ele mostra-se perfeitamente no controlo do corpo que utiliza. Move-se livremente ao redor, ligeiramente inclinado e ajustando-se atentamente a todos quantos se encontram sentados. Faz gráficos para ilustrar aquilo que tenta narrar. Põe-nos à prova com as perguntas que nos lança, repreende-nos, louva-nos e principalmente e acima de tudo, ele envolve-nos por completo no manto do seu ininterrupto amor.

Já faz actualmente mais de dois anos desde que o Sture começou a canalizar o Simeno e o Ambres. Desde essa sessão inicial tida na casa da Karin Jonsson, as suas vidas jamais voltariam a ser as mesmas. A princípio, o Sture sentiu-se bastante relutante na aceitação da sua mediunidade de transe. Apesar de ter lido e ouvido falar sobre tais fenómenos antes, tornou-se numa história completamente diferente assim que viu o próprio corpo a ser utilizado por alguém  e por um propósito que ele não podia controlar e sobre o qual nada sabia. Mas ele tinha sido sempre um buscador e em muitos aspectos ele estava destinado a ser o maior beneficiário da frequência que sobrevinha por meio dele. Conforme o Ambres tinha mencionado: “Tudo quanto digo está a ser alojado no banco de memórias do instrumento e um dia destes ele simplesmente terá conhecimento.”

O jeito com que por vezes o corpo dele é tratado feriu-lhe os sentimentos assim como o próprio corpo. Quando o Simeno partia ao final de cada sessão, ele era jogado de volta para a cadeira, por vezes embatendo de uma forma incontrolável contra os apoios dos braços e as arestas. A adaptação da frequência subtil do Simeno e do Ambres sobre esta matéria densa levou tempo e careceu de esforço, mas acabou por alcançar um estado quase isento de falhas.

Contudo, não foi senão em Junho de 78 que o Ambres se viu capaz de controlar por completo do corpo do Sture. Até então, ele e o Simeno permaneceram fora a tomar conta da consciência do Sture assim como de alguns dos seus chakras. Os seus olhos encontravam-se até então fechados e os movimentos corporais restringidos. Agora os olhos dele permanecem abertos e quando o Ambres se acha ao controlo, ele é capaz de proceder como bem lhe agradar. Utiliza as cordas vocais para entoar o som cósmico Om. Anda ao redor revelando por meio de pormenores e gestos o que pretende transmitir.

Ao longo da história da humanidade, a mediunidade de transe não constitui um fenómeno estranho, mas a liberdade com que o corpo tem vindo a ser usado durante uma sessão de transe tal como no caso do Ambres e do Simeno revela-se na verdade única.

Durante uma sessão de ensinamentos, por regra o Simeno entra em primeiro lugar, dá a saudação e sai para permitir que o Ambres tome posse e profira os ensinamentos. No fim regressa para uma oração final. Conforme em tom de provocação se refere ao seu mestre, “O velho Ambres gosta de conversar e não me deixa muita mais a dizer após ter terminado. ”
O papel da Turid na mediunidade é tão vital quanto o do Sture. Para citar o Ambres: “É o poder dela que utilizamos para nos mantermos abaixo, na matéria, e sem ela isto jamais teria sido possível.” Ela faz mais do que isso. Influências perturbadoras e suspeitas numa sala durante uma sessão são captadas pela sua sensível antena psíquica e em muitos aspectos ela age como um tampão entre os mestres e a audiência, que também serve de protecção para o canal.

O quê ou quem serão, pois, o Simeno e o Ambres? Por que razão se encontrarão aqui? Qual será a mensagem que dispensam?

Muito embora o Ambres, quando lhe perguntam quem é, responda que a sua própria identidade e origem e a do Simeno não são importantes, vez por outra ele possibilitou à sua audiência um vislumbre sobre o seu extenso passado.

Assim, e de acordo com a sua própria história, ele foi um mercador no Egipto, há cerca de 3000 anos atrás. Um devoto estudante do oculto, tornou-se num iniciado da ordem de Tarsus, ao topo da qual chegou como Hierofante. Abandonou-a após ter percebido que, independentemente do elevado estado de esclarecimento que essa elevada ordem lhe conferira, o alto conhecimento espiritual e poder, a verdadeira realização de Deus, permanecia além.

Junto com um vasto número de estudantes que o seguiram, ele perseguiu o seu objectivo sob  a orientação de um mestre de cuja grandeza ele fala como : “Alguém, cuja presença faz empalidecer a luz do sol”. Ele alcançou isso nessa vida. O Simeno era seu discípulo, e mais tarde passaria a seguir o mestre dele.

“Nós viemos ajudar a despertar as crianças terrenas.” Sempre que perguntam ao Ambres por que ele e o Simeno se tornam disponíveis por intermédio do corpo do Sture, a resposta que dá é a seguinte:

“Chegou uma nova era. A criança humana precisa activar-se e crescer espiritualmente a fim de compreender o que está por vir. Enormes mudanças estão a ocorrer no vosso planeta. Precisais preparar-vos. A altura é importante.”

Estas palavras podem soar num tom quase ameaçador, mas são pronunciadas para enfatizar a importância de todos procedermos a um equilíbrio em nós próprios… para vermos para onde nos encaminhamos… para abrirmos os olhos e os ouvidos para a onda da maré do tempo sobre cuja crista de espuma não passamos de pequenas bolhas destinadas quer a colidir na costa ou a irromper no despertar… antes que seja demasiado tarde.

O Ambres também nos faz saber que não estamos de forma nenhuma sós e que ele e o Simeno não são os únicos que chegam, mas que existem muitos que na actualidade estão a descer à matéria num esforço por orientar e ajudar. A canalização de transe representa uma das maneiras, mas existem muitas outras que estão a ser activadas como veículos espirituais por todo o mundo, ao serviço do auxílio destinado a elevar a humanidade.

A mensagem do Ambres é a mesma que a de todos os grandes santos ou mestres… “Aprendei a tornar-vos activos por meio do amor que sentis uns pelos outros. O amor permeia toda a criação. A Centelha Divina que constitui a própria força do amor reside no interior do coração de cada “criança humana”. Por meio das vossas acções, tornai-la numa chama de modo que permeie cada átomo do vosso ser e sabeis que não passais de células que pertencem a esse “corpo” mais vasto e inseparável, de Deus.

A terminologia que emprega é dele. A Centelha Divina a que se refere como o Cavaleiro, aquele que monta este veículo ao longo de cada encarnação. O corpo não passa de um pote de barro e quando esboça um desenho dele nas suas palestras, desenha um pote com olhos, enormes orelhas e um nariz, muitas vezes um tanto arqueadas e sempre contente. À humanidade chama ele “Crianças Humanas”. À vida chama um Compartimento. Ao Sture refere-se como o instrumento E à Turid, como a companheira do instrumento.

Desde que o Sture começou a canalizar a voz do Ambres, já foi de milhares o número de pessoas que a ouviram, maravilhadas, e que foram mudadas em resultado disso. Apesar do Ambres nos dizer: “Não aceiteis tudo quanto vos digo… mas testai-o… experimentai-o, e tirai disso somente o que achardes que faça mais sentido,” existe um núcleo duro na nação árdua e gélida da Suécia para quem os ensinamentos do Ambres são toda a luz do sol que prevalece.

No solo fértil desta terra os Ensinamentos do Ambres crescerão lado a lado com outros ensinamentos esotéricos como flor vigorosa no jardim das verdades eternas de Deus. Jamais virão a ver-se encurralados em nenhum tipo de estrutura nem restringidos em nenhuma forma de “ismo”. Será como o Ambres diz: “A verdade será livre e será acolhida no coração de cada “criança humana” na mesma medida com que se sentir bem em relação a ela.”
Mas com a voz que profere esta verdade vem a presença do Ambres, uma frequência de um outro plano de consciência cuja pureza e luz são tão raras que nenhuma mente as consegue entender mas que ainda assim faz mexer os âmbares de cada alma que toca… e por isso somos eternamente abençoados.

Anne-Marie Bennstrom
Los Angeles, Califórnia, Março de 1979

O material aqui apresentado representa algumas das lições dadas durante a permanência do Ambres nesta terra assim como na Suécia, durante o ano passado, e constitui uma gota em meio ao vasto oceano do que verte. Uma gota, que, se devidamente entendida, comporta toda a verdade.

O “CAVALEIRO”

Ao longo das eras, a “criança humana” tem-se continuamente questionado: “Quem sou eu? De onde venho eu? Para onde me estou dirigindo?”

Nesta busca de realização reside o propósito e o destino de toda a criação em cujo encadeamento a raça humana não passa de um único elo. A razão para a predominância do homem acima dos outros reinos ao redor dele neste planeta deve-se à posição única que assume na escala evolucionária.

No homem, foi pela primeira vez manifestada a Centelha Divina, por o corpo do homem ter sido criado como um veículo destinado a alojar essa centelha. O Cavaleiro, que consiste apenas num outro termo para este braço prolongado de Deus na matéria, é o ser inalterável, eterno e imortal que continuamente reencarna na forma limitada e mortal e em constante mudança da “criança humana”.

Essa forma ou reservatório representa um ser de tripla natureza que compreende um corpo físico, um corpo de sentimento e um corpo de pensamento que existem simultaneamente e como partes integrantes uma da outra, mas ainda assim separadas da mesma forma que as substâncias gasosas, líquidas e sólidas constituem partes e no entanto divisões umas das outras.

A consolidar e a circundar a estrutura celular do corpo físico está um campo de forças chamado fluido etérico que se estende de um centímetro a três centímetros ao redor do corpo todo e que pode ser facilmente visto pelo olho treinado. Também é chamado de aura humana e numa condição de saúde a cor que normalmente apresenta é de um matiz azul esbranquiçado visto como uma multiplicidade de estrias perpendiculares à superfície do corpo. Numa condição de doença, a cor dos órgãos afectados pode ser percebida como acastanhada e no caso de fractura óssea, provoca fagulhas ao longo da camada etérea das partes feridas. Quando os vossos médicos aprenderem a diagnosticar os pacientes contemplando a sua aura, a maior parte do equipamento de diagnóstico que hoje utilizais será eliminado.

Quando alguém perde uma perna, muitas vezes experimenta sensações de dor no “pé” ou nos “dedos” da parte amputada. Vós explicais isso como dores fantasmas… uma memória celular das células nervosas e dos neurónios que conduzem à parte distante que foi removida. Mas não é assim. O fluido etérico ainda se acha intacto embora a perna tenha desaparecido e através dele passam os impulsos nervosos que transmitem os sintomas que descreveis em termos de dor. A fotografia Kirlian mostrará isso com toda a clareza.

O corpo astral, ou do sentimento, que se encontra fora da aura imediata estende-se na diversidade do espectro da cor que apresenta até uns poucos metros além do corpo. As emoções, conforme as denominais, não nascem no próprio corpo, mas neste envoltório externo a partir do qual são transmitidas para o corpo actuante. Essa parte do vosso corpo altera continuamente a simetria por acção das vossas emoções e se vos pudésseis ver deste ponto de vista, veríeis um jogo constante de cores em resposta às emoções em constante mudança que tendes.

O vosso corpo mental, que se estende para além das cores do vosso corpo de sentimentos (ou astral) constitui a sede das vossas ideias e pensamentos. Aquela parte a que chamais de cérebro representa unicamente o computador e o arquivo do que quer que vos tenha sido dado por intermédio desse corpo de pensamento. Ele está aí e vós ides e puxais diferentes “gavetas” a fim de encontrardes semelhanças nas experiências que de seguida concluís como sendo pensamentos.

Eu atrevo-me a dizer que a “criança humana” raramente - se alguma vez - pensa. Ponderais muito, mas os pensamentos são algo completamente diferente. As cores do vosso corpo mental permanecem mais constantes do que o resto de vós e quando uma “criança humana” desenvolve o seu ser espiritual, cresce e expande-se de tons pastel até ao branco puro.

Os três corpos… o físico, o dos sentimentos (ou astral) e o mental pertencem todos ao planeta e não representam mais do que tijolos de construção dotados de matéria física, astral e mental destinada a viver por um tempo limitado para depois retornarem de novo à fonte que os raiou… este organismo vivo de que sois parte… o planeta.

Com cada encarnação, o Cavaleiro envolve-se nos três corpos e penetra no plano da densidade física, ancorando-se no chakra do coração, no plexo solar e no chakra da fronte. Por meio desses centros de consciência, essa Centelha Divina que se acha em vós representa o observador silencioso, o sempre desperto, ser omnisciente sempre pronto a adicionar a si próprio essa gota de sabedoria destilada resumida por altura da conclusão de cada vida.

Em paralelo ao Cavaleiro encarnado vive a sua contraparte… o próprio duplo… o segundo Cavaleiro… um representando a polaridade do outro, que expressa do mesmo modo uma forma polar de macho em relação ao da fêmea que existe no mesmo planeta, ou noutra parte. Quando, através de intermináveis nascimentos e renascimentos o propósito de ambos os Cavaleiros é satisfeito, eles fundem-se na qualidade do Eu Superior… o verdadeiro reflexo de Deus, para se tornarem na sua dimensão bipolar aquilo que designais por Consciência de Cristo. Aí residem o aspecto masculino e o feminino da natureza em perfeito equilíbrio. Quando se expressa na forma humana, como naquela de Jesus, o Cristo, perfaz um evento que as “crianças humanas” jamais chegarão a compreender.

Contudo, quando falamos de Deus… da Consciência de Cristo, dessa centelha a que chamamos o Cavaleiro, aquilo que na essência estamos a dizer é que se trata de uma e da mesma coisa. Apenas nos termos das dimensões apresentam diferenças. Desse modo, a água da corrente que abrange o Cavaleiro corre a fundir-se no rio e por sua vez busca o próprio caminho rumo ao oceano cujos horizontes são destituídos de margens.

No recipiente físico da “criança humana”, o Cavaleiro expressa-se através da forma. Mas a Centelha Divina vive ao longo de toda a criação. No reino animal, o Cavaleiro tem vida no rebanho. Aí age como um embora se expresse por uma multiplicidade. É devido a essa consciência colectiva que a reacção de um só animal obtém igual resposta por todo o rebanho.

Nos reinos vegetal e mineral, o Cavaleiro expressa-se de novo como parte de uma consciência colectiva. A Centelha Divina não se acha desperta na própria árvore, mas habita como um só com a floresta que a compõe. Cada grão de areia, cada molécula e átomo são inflamados pela mesma centelha e unidos pela essência colectiva. É no degrau da escada que o homem atingiu que a Centelha Divina encarna a forma em busca da auto-realização.

Toda a vez que nasceis, entrais num novo “compartimento”. É um tempo de júbilo. As “crianças humanas” dão palmadinhas nas costas umas das outras e distribuem cigarros entre si. Tudo quanto conheceis sobre a vida tem existência nas paredes desse “compartimento”… os vossos pensamentos, os vossos sentimentos e actos… amor… amigos…família… segurança… esperanças, sonhos, lágrimas e riso… tudo quanto perfaz o vosso mundo constitui as pérolas e os seixos que se têm lugar.

Atravessais a vida e no devido tempo alcançais o lado oposto do “compartimento”. A “criança humana” começa a guardar distância de vós. Estais a aproximar-vos de algo que não compreendeis. Quando saís por essa porta, encontrais-vos sós. Atrás de vós deixais lágrimas e tristeza. Ninguém se congratula com a vossa passagem. Porquê? Quando saís devia haver lugar para tanta celebração como quando chegais. Apenas completastes uma volta da roda na forma humana e à medida que prosseguis, deixais a ferramenta para trás. A consciência “Eu” com que vos identificais ainda faz parte de vós, mas sem o corpo, achais-vos menos confinados.

No veículo astral e mental em que agora habitais, sentireis e pensareis o que quer que tiverdes pensado e sentido… enquanto no corpo. Sempre vos questionais: “Onde vou quando morrer?”… Não ides a parte nenhuma… estais aqui e agora, execepto a camada mais externa, o veículo denso, físico… mas ainda sois vós. Falamos do plano astral e do plano mental como de um outro local qualquer, distante, mas não é. Não passa de um jeito de estabelecer um quadro de referências onde nenhuma conseguis divisar. Na verdade, o plano astral e o mental interpenetram o vosso mundo físico e vós tendes existência em todos esses planos em simultâneo, apenas não pensais nisso como tal.

Sem a limitação do corpo físico, tornais-vos mais conscientes. É um estado de existência mais subtil, pelo que, o que quer que sentirdes e pensardes é facilmente materializado e leva-vos menos tempo a perceber, por o que experimentais agora não passar de uma ilusão de encontro ao pano de fundo de uma realidade maior.

No mundo físico, tendes diferentes formas de densidade, como o sólido, o líquido e o gasoso. Nos planos astral e mental também experimentais diferentes graus de subtileza.
No plano do baixo astral encontrais-vos muito próximo ao mundo físico. Se tiverdes sido muito apegados às coisas materiais durante a vossa vida, ainda criareis um mundo só vosso com todas essas mesmas coisas de que nele gostais. Apegos recíprocos que sintais com aqueles que ainda se encontram na carne podem manter-vos nesse plano por incontáveis períodos de tempo.

Ao vos alçardes ao mundo astral, começais a descartar os sentimentos que tanto fizeram parte de vós e em alternativa começais a crescer interiormente. Aprendeis a tomar consciência do mundo ao vosso redor em cujas formas colectivas de pensamento e elementais flutuais. A presença de seres elevados e do seu amor imprimem-se em vós e ao atingirdes a beleza do sétimo plano astral, descobri-la repleta de todo o amor que somente o Céu poderia comportar, um oceano de amor universal muito para além do vosso.
Perdeis o vosso envoltório dos sentimentos e apenas o do pensamento permanece. Penetrais no plano mental inferior do pensamento subjectivo… um mundo ainda concreto, embora banhado em luzes e cores em constante mudança.

Um tipo de aurora boreal mental destituído de sentimentos que vos englobem as ideias, em breve vos abandona e elevais-vos a uma crescente consciência abstracta despindo o último véu do Eu subjectivo e libertando em vez disso a total expressão do Eu Superior objectivo… o vosso verdadeiro Ego.

A partir daí podeis chegar abaixo e ajudar e auxiliar aquelas almas que, por si só, se vêm incapazes de se libertar dos elementais do baixo astral e mental e que desse modo permanecem na sujeição. Desse modo podereis acelerar a vossa própria evolução e abandonar fardos cármicos que vos mantêm na roda evolucionária dos nascimentos e das mortes.

Por último chegais ao plano causal. Os véus desapareceram… e o Cavaleiro encontra-se livre… uma gota de experiência foi acrescentada à dimensão da realização de Deus. Os veículos mental e astral voltaram ao planeta junto com o físico. A forma causal constitui um matiz da substância da alma. Nela residem os fios tecidos de padrões cármicos, assim como os três átomos permanentes que de novo se tornarão activos assim eu o Cavaleiro procurar expressar-se numa outra forma… num outro nascimento… num outro corpo… para uma outra volta… rumo a um outro fim.

O círculo acha-se por ora completo…de nascimento a nascimento… e nos intervalos o jogo florescente de luzes e de sombras que vós pedis uma e outra vez…. Qual será o propósito de tudo?... E a resposta que eu dou é a mesma:
Realizar-vos…conhecer as vossas origens…despertar… e quando isso for conseguido… cessar. As ferramentas são simples. Amai-vos uns aos outros como vos amais a vós próprios. Vede-vos em toda a criação e tratai-a conforme encontra vida em vós.

O amor não é o que pensais… tampouco é o amor aquilo que sentis. O amor é o acto instintivo de dar sem pensar no que fazeis, sem sentir de forma recíproca… Amar é ser.

OS CHAKRAS (Anatomia Subtil)

O homem desceu do seu plano etéreo e quando tocou com os pés no solo terreno, ambos tornaram-se num. Através dele fluiu a luz do Omnipotente e devido a ter os olhos abertos, ele viu-se por toda a criação. Nutria-se por meio da respiração e a própria acção que exercia constituía uma canção de veneração estendida entre a sua mãe terrena e o seu pai celeste.
Houve um tempo - e voltará de novo a haver um tempo assim - em que a “criança humana” viveu plenamente através do veículo que escolheu para sua própria expressão. Quando o teclado das sete notas vier de novo a ser tocado nas “igrejas” dos sete chakras, a “criança humana” virá novamente a conhecer-se não apenas como uma partícula distante na criação de Deus, mas como o coração pulsante do próprio Deus.

O despertar dos chakras constitui o elo para a compreensão do Eu Superior, um elo que não poderá mais ser ignorado do mesmo modo que a larva não pode esperar evoluir para o estado de uma borboleta sem primeiro se tornar numa lagarta.
Esses centros de consciência*, os chakras, situam-se ao longo de todo o comprimento da coluna espinal e estão ancorados dentro do fluido etéreo e por meio do sistema nervoso autónomo e do sistema cérebroespinal, ramificam-se por todas as partes vitais do organismo humano.

Muito embora os vossos manuais não façam menção aos chakras humanos, é dada uma enorme ênfase aos órgãos que eles afectam, e aos percursos usados na transmissão que fazem a órgãos interrelacionados e aos sub-chakras.

Para compreenderem os chakras, precisam primeiro aprender a olhar para o corpo não como um mero composto químico ou como uma entidade biológica constituída por órgãos e sistemas, mas em vez disso como uma unidade de energia em relação à qual a matéria representa apenas a sua contraparte grosseira. A redescoberta da acupunctura, por exemplo, revela-nos a existência de linhas de força electromagnética, chamadas meridianos, que atravessam o organismo de cima a baixo e como podem ser activadas ou desactivadas por intermédio de um estímulo bipolar de maneira idêntica à da compressão ou à da perfuração. É de tal modo intrincada essa rede de correntes electromagnéticas que os órgãos centrados no centro do corpo podem ser testados e alterados relativamente ao seu estado de saúde ou de doença através de pontos de acupunctura localizados à distância como os das mãos e dos dedos, ou dos pés.

Do átomo de cada célula ao organismo no seu todo, a sua viabilidade depende da actividade existente entre o campo de forças positivo e o negativo que o compreende. De qualquer modo, dentro e fora, o homem é o resultado da sua actividade bipolar… dessa reacção em cadeia que tem início no átomo e no seu neutrão positivo em face dos electrões negativos que tem e se estende à polaridade positiva do núcleo da célula face à negatividade da membrana celular que apresenta, e a partir daí, estende-se a cada órgão e à actividade bipolar que uns exercem dentro dos outros.

O lado direito do corpo é geralmente referido como o positivo e assim está relacionado directamente com a sua contrapartida esquerda numa repetição simétrica tendo início nos dois hemisférios do cérebro e estendendo-se abaixo ao dedo grande do pé direito e do esquerdo.

A polaridade sexual expressa-se também em cada “criança humana”. No masculino, a contrapartida feminina está em repouso, e vice-versa. Nos termos que referis como homossexual, a polaridade feminina e masculina estão próximas uma da outra e nesse caso lutarão pela predominância.

Se no “Cavaleiro” se achar guardada a experiência de uma encarnação feminina que é de seguida muito de perto por uma masculina, não é invulgar que a predominância de uma sobre a outra represente um conflito.

Os chakras encontram-se situados no próprio cerne desse sistema de polaridade com o chakra de baixo no fundo da espinha a cobiçar o polo sul e o chakra coronário (no topo) encurralado na estrutura do cérebro como a polaridade mais setentrional.
Tomar consciência dos chakras é receber nas mãos o mapa que conduz a “criança humana” do deserto da ignorância ao plano iluminado da consciência cósmica. Aprender a activar os chakras nos seus diversos níveis representa a tocar escala completa do instrumento humano e assim entoá-lo em todo o seu potencial.

O primeiro chakra, ou chakra base está situado na parte anterior do cóccix, no centro nervoso simpático da espinha mais distanciado chamado gânglio coccígeo ou gânglio ímpar. É aqui que a serpente enroscada sob a forma do poder da Kundalini reside à espera de ascender pela espinal medula acima para se unir ao chakra coronário. Esse chakra da base está relacionado com o córtex supra-renal, o néctar principal para o funcionamento supra-renal ou simpático. Está ligado ao chakra sexual do qual retira a chama com que desperta a Kundalini. Também está ligado aos sub-chakras importantes das solas dos pés que fixam a sua polaridade no corpo planetário.

O seguinte é o sacro ou o chakra sexual. Acha-se situado ao nível que se estende da segunda até à quarta vértebra sacral e governa o instinto procriativo na “criança humana”. Na mulher está directamente relacionado com os ovários, e com os testículos no “recipiente” masculino. Possui ligações autónomas com o chakra da base assim como com o terceiro chakra, ou chakra do sentimento e é o mais forte dos três.

Dirigir ou controlar essa poderosa energia tem sido objecto de particular descrição na prática do yoga tântrico. Com treino, essa essência vital pode ser experimentada em cada célula do corpo com a mesma intensidade como no ponto focal do próprio chakra.
Controlar a intensidade associada ao instinto sexual que tende a manter a “criança humana” na condição de sujeição na carne só pode ser conseguido por intermédio do processo natural do crescimento. Com um amor crescente direccionado para Deus que dirige a atenção para os chakras mais elevados, o fogo busca por si próprio de uma forma natural a partir da predominância que tem sobre os chakras de baixo rumo às alturas iluminadas do despertar cósmico.

O terceiro chakra consiste no centro da emoção ou, conforme é chamado, o chakra do sentimento. Situado à altura do plexo solar, o principal gânglio simpático estende-se a envolver o baço e está intimamente relacionado, no seu conteúdo, com o pâncreas. Desse modo, qualquer tensão nesse chakra afectará todo o processo digestivo já que as enzimas ou hormonas principais relacionadas com essas funções são controladas pelo pâncreas. Se existir uma sobrecarga nesse centro resultante de contínuos períodos de choro, ele fecha-se automaticamente através do processo do soluçar que activa o fecho temporário desse centro, criado pelo diafragma. Uma boa prática com propósitos preventivos, quando as coisas parecem estar a atingir-vos, é fazer respiração pela barriga. Colocai as mãos sobre o abdómen, e com a boca aberta, imitai a respiração ofegante de um cão, e fazei-o numa sucessão rápida até sentirdes que a pressão se atenua. Muitas vezes o corpo responde de uma forma análoga, com uma forma similar de defesa, sob a forma de soluços, que do mesmo modo acompanham longos períodos de choro.

O chakra do baço enquanto subcentro principal relacionado com o plexo solar desempenha como tal funções muito vitais ligadas ao chakra do sentimento. A sobrecarga tóxica devida à emoção em excesso no sistema circulatório é purificada pelo chakra do baço assim com a carga positiva experimentada nos picos emocionais e a sua distribuição para o sistema circulatório, por via do baço.

As energias Pránicas (NT: Plural de Prana, ou energia vital que permeia o cosmos, segundo as escrituras ancestrais hindus dos Upanishads, que é absorvida pelos seres vivos por meio da respiração) derivadas do sol são dirigidas por via do baço para a rede de capilares e de nervos ao longo de todo o corpo. A sobrecarga electromagnética tal como aquela retomada pelos chakras dos pés é absorvida pelo baço. As agressões de carácter sexual que de outro modo poderiam representar um fado para o sistema hormonal e neural são igualmente retomadas para serem convertidas pelo baço. Na maioria dos ensinamentos o baço é referido com um dos principais sete chakras. A falta de proximidade que apresenta em relação à espinal medula, em relação à qual todos os demais chakras principais estão ligados, nega-lhe a posição como um dos chakras principais embora a sua função seja em todos os sentidos tão vital como a de qualquer dos outros chakras.

Do ponto equatorial do plexo solar atingimos o quarto centro de consciência… o chakra do coração. É aqui que a Centelha Divina ou o Cavaleiro tem assento em cada encarnação. Oculto no lótus do coração, o Cavaleiro é o observador silencioso de todos os pensamentos, sentimentos e acções da “criança humana” e só dará um passo em frente na altura em que perceber ser por causa da expressão deste próprio ser, ou seja, do Cavaleiro – que foi criado e é para o bem da experiência deste próprio ser que vive. Esse mesmo ser… o seu verdadeiro ego…o braço prolongado de Deus na matéria.

O chakra do coração está directamente relacionado com a glândula do timo. Excepto na sua função contributiva para com o sistema linfático, a actividade desta glândula passa despercebida. Centrada na região da parte superior do esterno, é sabido ser muito grande na primeira infância. Quando a bolha da consciência da “criança humana” ainda se encontra aberta, é quando a glândula do timo se encontra mais activa. Por meio do contacto directo da criança com o corpo planetário, os seus corpos físico, mental e emocional são afectados. Consequentemente, o timo ajuda a moldar a força vital e outras propriedades biológicas condutoras ao crescimento, que por sua vez actua como estímulo em relação ao chakra do coração. O timo geralmente regride por altura da puberdade, quando a consciência do “Eu” na criança é activada.

O amor constitui o reino do chakra do coração… as emoções constituem o governante do plexo solar… e o estímulo procriador constitui o néctar do chakra sexual. Quando essas várias frequências são desencadeadas pelos cinco sentidos e irradiadas sobre o organismo humano, elas buscam-se a si mesmas nos centros dos chakras da sua própria expressão. Enquanto tal, possuem as suas verdadeiras cores e o próprio padrão vibratório. Activar ou despertar apenas um deles por entre uns quantos tornará a sinfonia incompleta. Despertá-los a todos em qualquer nível é conhecer a plenitude da música das esferas.
O quinto chakra acha-se localizado na garganta e está directamente relacionado com a glândula da tiróide. Com a activação do chakra da garganta, a produção dessa glândula é alterada e como tal o efeito que causa sobre o metabolismo do corpo. A “criança humana” passa para uma esfera da criatividade… quando fala a sua voz é transportada pelos espíritos do ar e a sua verdade provoca o despertar de Deus no homem.

O chakra da garganta relaciona-se com a actividade do chakra do coração, do plexo solar e dos centros sexuais. Mudanças na voz deixarão ver qual o chakra que foi mais afectado… apresentar-se atónito com sentimento de amor…chocado de emoção ou repleto de sensualismo são só alguns exemplos da forma como o chakra do coração responde aos centros de ligação que tem.

O chakra da fronte ou o sexto centro acha-se situado na testa e está directamente relacionado com a glândula pituitária. O despertar desse centro representa a abertura das portas da percepção. A esta altura, a “criança humana” torna-se naquilo para que estava destinada a ser… um ser humano criado à imagem do Todo-poderoso. Quando o corredor de luz que liga o chakra da fronte à glândula pituitária é inundado, a “criança humana” senta-se no trono do templo corporal. A actividade do lóbulo anterior e posterior da pituitária constitui a chave mestra. Ela, com o seu olho que tudo vê, passa a assumir o comando.
Aí chega a conhecer o âmbito mais amplo do universo em que se encontra situada. Por intermédio do seu mundo sensorial, vê o recipiente humano não meramente como físico, mas como um veículo de luz por meio do qual a Centelha Divina dentro é capaz de resplandecer.

Com um passo por dar, ela agora liga essa luz ao coração do lótus das mil pétalas… ao chakra coronário… a sede humana da consciência cósmica. As duas fileiras de pétalas do chakra coronário começam a rodar no sentido contrário dos ponteiros do relógio, um em relação ao outro, transformando assim a energia na voltagem necessária para se ligar ao chakra da base. Ao faze-lo, a via-rápida para o fogo da Kundalini é pavimentada e preparada.

A serpente enroscada que repousa no chakra da base desperta e começa a sua subida em circuito ao redor da espinal medula. Em cada segmento da espinha derrama o seu fogo, por intermédio das ramificações nervosas, na rede corpórea.

No centro de cada chakra, ela perfura lentamente os discos circundantes que servem de escudo de protecção em relação a cada chakra. Sem esses discos dos chakras, o fogo da Kundalini subiria demasiado rápido e com demasiada intensidade.
Por fim, quando a Kundalini atinge o chakra coronário, o recipiente corporal é inundado de luz e a “criança humana” é despertada. Ela terá ido tão longe quanto estava destinada a ir no veículo humano. O Cavaleiro desperta e expressa-se com liberdade.
A roda da encarnação detém-se e o seu inquilino sai… livre para escolher se quer voltar de novo para servir e ensinar… ou fundir-se no Eu Superior e aí esperar pela chegada do segundo Cavaleiro… a sua própria contraparte dual… o elo em falta para a Consciência de Cristo.




EXERCÍCIO DE MEDITAÇÃO

Sentai-vos com a espinha erecta e as palmas das mãos voltadas para cima sobre os joelhos... com os dedos e polegares unidos. Voltai a vossa atenção para dentro e visualizai a espinha como um longo tubo oco que se estende desde a base até cima até ao próprio localizado centro no topo da vossa cabeça.

Fechai os vossos olhos e abri ligeiramente a boca... lentamente inspirai profundamente até à parte superior do vosso palato que, no decurso do processo, emitirá um som como se estivésseis a dormir assim como produzirá uma sensação de secura fresca. Direccionai conscientemente a respiração para baixo na direcção do chakra da base. Mantenham-no aí... a criar tensão nos músculos das vossas nádegas e visualizai a actividade da luz e o calor produzido em torno dela. Exalai lentamente.

Inspirais algumas vezes a normalizar e de seguida... respirai de novo através da boca...d esta vez com as vossas nádegas ainda sob tensão... dirigi a respiração para toda a vossa região pélvica deixando-a tensa enquanto visualizam o calor e luz a ser direccionados para os vossos órgãos sexuais assim como para o osso sacro. Exalai... relaxai.

Inspirai de novo normalmente e avançai com o plexo solar. Respirai... de forma tensa e senti a energia a espalhar-se pelo baço do lado esquerdo, pelo pâncreas atrás e pelo fígado à direita.

Relaxai e ide até ao centro do coração. Lembrem-se de que a energia acompanha o pensamento... e ao dirigirem o calor e a luz para o chakra do coração peencheio com todo o amor e reverência que sentis ao aproximar-vos dos portais da Centelha Divina em vós.
Relaxai e prossegui para o chakra da garganta. Envolvei-o na luz e percebei-a como um instrumento puro por intermédio do qual expressareis apenas aquilo que é verdade.

Relaxai, tomai um fôlego e dirigi-o para a testa. Mantenham os vossos olhos firmemente focados no ponto intermédio das vossas sobrancelhas. À medida que os padrões de luz começarem a tremeluzir diante de vós, conduzi-os a um ponto central e mantenham-nos aí. Uma vez que o chakra do coração está directamente em sintonia com o chakra das sobrancelhas, repeti o nome de Deus e associai a ele o mesmo sentimento e entoação que empregastes para com o coração.

Relaxai e dirigi a respiração directamente para a vossa cabeça... por detrás do palato suave onde os seios paranasais se abrem directamente para a cabeça. Banhai o vosso chakra coronário na luz e visualizai as pétalas na flor do lótus abertas uma a uma à medida que vos fundis na luz cósmica da unidade com toda a criação.

A dualidade deixou de existir... vejam-se e sintam-se como Um só com toda a vida... Um pensamento... Um sentimento... uma luz...Uma forma...Uma expressão... um Deus.

*(NT: Os chakras são representados na corrente exotérica hebraica, por exemplo, pelo Menorá, o candelabro de sete hastes, e na esotérica, é representada, por exemplo pelas sete Igrejas e pelos Selos do Livro do Céu, conforme se pode ver no Livro da Revelação, ou Apocalipse. Os Vedas contêm a mais antiga descrição dos chakras de que se tem notícia. Na tradição dos Pueblos, indígenas do Sudoeste da América do Norte, são descritos como centros ou pontos espirituais que estão relacionadas com as suas contrapartidas físicas, que o Primeiro Povo lhes tinha deixado em memória da ligação espiritual que tinham tanto em relação à Terra como ao Criador.

Será, porventura, interessante referir que esse mesmo Livro da Revelação não é um texto que deva ser interpretado à letra, por estar impregnado de simbolismo, simbolismo esse que pretende descrever o processo do despertar da consciência superior, em muitos círculos referido como Consciência de Cristo - que indirectamente infere na personalidade do Jesus histórico, mas que está associado à natureza divina no homem. Alguns dos expoentes simbólicos aí descritos são: 

- O Paraíso Celeste, que se reporta à consciência original que o homem tinha antes de despertar para a consciência dos sentidos
- A Árvore da Vida, ou o conjunto dos centros espirituais aqui mencionados como chakras (Zohar)
- O Livro da Vida, que representa o registo colectivo inconsciente da alma
- A Terra como o corpo físico, a Nova Jerusalém que representa a mente Supraconsciente desperta
- As Sete Lamparinas, ou candelabro (Menorá) que representam a sabedoria dos sete centros espirituais situados no corpo
- As Sete Pragas como a representar a tribulação que a alma experimenta na purificação destinada a superar o Carma da alma
- O Armagedon que representa o conflito espiritual de uma pessoa
- O Falso Profeta como a representação do auto-engano
- A Ira de Deus como o carma ou a consequência da lei do “olho por olho”; o “colher o que se semeia”
- O Templo de Deus como a descrição da mente Supraconsciente, ou Consciência de Cristo
- O Julgamento dos Mortos como a encarnação das almas

OS NÍVEIS DA CONSCIÊNCIA

E quando a mulher viu que a árvore era boa para dar de comer, e que era agradável para os olhos, e uma árvore a desejar para tornar uma pessoa sábia, ela colheu o seu fruto e comeu-o, e também o deu a comer ao homem que se encontrava a seu lado; e ele comeu.
E os olhos de ambos foram abertos, e tiveram conhecimento de se encontrarem nus; e colheram folhas de figueira juntos e com elas fizeram aventais para se cobrirem.
                                                                                Genesis 3. 6-7
Após terem cometido o pecado original, os olhos do homem foram abertos e nele surgiu a capacidade de discernir. O bom só era bom se a sombra do mal pudesse lançar-se por detrás dele. O certo era a luz para as trevas do erro. A força do amor dividiu-se em amor e ódio… e com isso o homem embarcou no caminho da ampliação rumo à busca da realização.
O discernimento da sua nudez foi o começo. No solo da polaridade existente entre o ego e o Eu subjectivo brotou a resistência do primeiro pensamento sobre o seu alojamento, e os níveis da consciência foram formados.

Ao nível supraconsciente, ele era um com Deus. O discernimento e o cultivo da avaliação criou o subconsciente e por intermédio dele, ele viu-se separado de Deus. A separação criou a distância que ele preencheu com a consciência diária, em relação à qual com o despertar dos cinco sentidos rapidamente aprendeu a comunicar as impressões colhidas.

Os estados do sonho ofereciam-lhe um escape. O seu inconsciente consciente era o centro ainda omnisciente em torno do qual o eixo da roda da sua mente se ergueu. A última secção da sua mente… o nível da consciência intermédia era a secção sem uso patente entre o dia e a noite cuja orla foi aberta permitindo que os anjos entrassem e lhe estendessem alívio.
Assim foi a mente do homem formada, e como se viu ele completamente equipado para ajustar o caminho rumo à auto-realização.

Permitam que ilustremos os níveis da consciência da seguinte forma:

1 – Os cinco sentidos: o toque, o paladar, a vista, o olfacto e a audição por meio dos quais transmitis as impressões imediatas que colheis do mundo ao vosso redor à vossa consciência diária. Os sentidos são a parte mais activa e mais impressionável da vossa existência consciente, e estão permanentemente activos e constantemente a transmitir-vos informação sobre o que vos rodeia.

2 – As impressões dos vossos sentidos são transmitidas à vossa consciência diária onde são avaliadas e em cuja base actuais em comunhão uns com os outros. O que quer que experimenteis através das vossas vidas diárias é mantido nesse nível nessa área superior superficial do vosso ser, o qual, à semelhança das ondas do oceano se acha continuamente activa e por vezes agitada por um tumulto violento, e noutras alturas se move por ondas suaves e pacíficas.

Por meio da meditação, essa parte da mente pode ser serenada e permitir-vos mergulhar abaixo da superfície em busca de um vislumbre das partes mais profundas do vosso ser mais vasto.

3 – A sede subconsciente também é referida como a caixa de armazenamento ou a lata do lixo da mente. Com o primeiro movimento fetal, o depósito do subconsciente começa a armazenar impressões e experiências, ao reunir camadas após camadas, e ao recordar tudo e nada esquecer.

Quaisquer impressões despoletadas pelos sentidos e pela consciência diária podem colocar a mente subconsciente em movimento e à semelhança de uma bola a surgir das profundezas do oceano acrescentam combustível à emoção que tenha precipitado o seu surgimento.
Uma agressão cometida há muito tempo, talvez enquanto ainda eram crianças com a idade de quatro anos, pode ser lançada na actividade por um acontecimento similar actual, e assim alimentar o “fogo” e levar-vos a reagir de um modo desproporcionado.

Um subconsciente sobrecarregado coloca-se pesadamente sobre a mente. Uma válvula natural de escape que assume são as sequências oníricas (sonhos) que, pouco a pouco poderão suavizá-lo, se adequadamente interpretadas (NT: Ou tenderão a contribuir para o sobrecarregar).

A hipnose e a psicanálise são outros processos por meio dos quais o subconsciente poderá ser entendido e libertado na consciência diária para aí ser eliminado. Também podeis estar familiarizados com a Primal Therapy como um método de chegar ao subconsciente, mas como representa uma catarse violenta e muitas vezes prejudicial em relação ao subconsciente, ela pode deixá-lo num estado pior do que aquele anterior à aplicação da terapia.

Por meio da activação da sede subconsciente, a “criança humana” obteve a capacidade de avaliar e de discernir. Com isso separou-se de todas as outras criaturas existentes no planeta. Usou o subconsciente para experimentar a dualidade chamada bom e mau. É devido ao subconsciente que obtendes os instrumentos necessários para percorrerem o caminho de volta à vossa origem e por intermédio dele cumprir o propósito da existência.

A sede do subconsciente pode ser chamada de saco do lixo, mas sem ele, todas as experiências obtidas não têm a capacidade de provocar uma reacção. Porque sem ele, o “fogo do desejo” da realização jamais existiria. Por intermédio dele foi formada a resistência necessária para redireccionar a “criança humana” no sentido da nona dimensão e em última análise daquilo que jamais foi criado.

No entanto, e paradoxalmente, sem a demolição consciente dessa resistência ou a tentativa de esvaziamento desse “saco de lixo”, a “criança humana” vê-se incapaz de entrar em contacto com o Eu Superior por intermédio do supraconsciente onde reside a pura sabedoria e a verdadeira compreensão.

4 – O inconsciente consciente permanece como o eixo da roda no próprio centro da mente da “criança humana”. A ele se ligam todos os outros níveis de consciência e em si mesmo, é mais consciente do que qualquer dos outros.

Quando ides dormir e penetrais no estado do sonho, fazeis isso por intermédio do inconsciente consciente. O subconsciente fornece as imagens através de sequências oníricas. Um canal directo entre a consciência diária e o supraconsciente, ele pode igualmente tomar do banco de memórias do planeta ideias inspiradoras numa corrente temporal planetária e traze-las ao que se apresenta como ideias criativas ou pensamentos intuitivos.

Durante a hipnose, quando os sentidos e a consciência diária são controladas pelo hipnotizador, o percurso do inconsciente consciente é utilizado para aceder ao subconsciente assim como ao supraconsciente. A regressão da memória de volta à fase pré-natal da experiência é extraída do subconsciente. Informação sobre encarnações prévias reside no supraconsciente com a ligação que faculta ao banco de memórias planetário onde se acham os registos Akáshicos. Não existe ligação directa nenhuma entre as memórias do subconsciente e as do supraconsciente e consequentemente, lembranças de existências anteriores não são necessariamente exactas. Tal como a “criança humana” se vê incapaz de distinguir o padrão da memória individual da célula que a compõe, mas percebe a consciência colectiva de todas elas, também ela é apenas uma parte diminuta da consciência colectiva do planeta que a produziu e a envolveu num corpo mais vasto de consciência.

Apenas por meio da consciência de uma alma desperta que consiga ser picuinhas o suficiente conforme é necessário para isolar cada imagem do passado e relacioná-lo com as experiências armazenadas na memória da alma, poderá ela verdadeiramente saber.

5 – A consciência intermédia igualmente referida em termos de zona crepuscular. Acha-se situada mesmo abaixo da consciência do dia-a-dia, e é aquilo para que passais durante o sono… os estados do sonho. Isso representa uma área interessante da mente humana. Que é o sono? Onde vão quando dormem?

Para que o sono ocorra, precisa dar-se uma separação entre os veículos físico e astral. Durante o processo, primeiro perdeis o contacto com os cinco sentidos e a consciência diária, o que vos leva para a zona crepuscular, abaixo. Nessa altura, dá-se a separação, embora ainda estejais ligados por meio do cordão de prata, a faixa de fluido etéreo que liga o corpo astral ao físico ao longo da vida toda e só é rompido por altura da morte.
Normalmente passais pela zona crepuscular e ides directamente para o primeiro estado do sonho. Se pudessem de novo acordar após o sono se ter apossado de vós, podiam por essa altura abandonar o veículo e vagar na direcção do plano astral.

Uma excelente forma de praticarem isso é ir dormir com uma pequena campainha ou um chaveiro na mão. Mantenham a mão fora da cama. No momento em que penetrarem no estado de consciência intermédio, o corpo relaxa. Se as chaves caírem ao chão acordar-vos-ão. A seguir voltai a tentar e treinai-vos no sentido de permanecer conscientes enquanto o corpo se encontra no estado de sono. A viagem astral tornar-se-á então numa experiência consciente, em vez de ser uma que, no estado consciente, é associada aos sonhos nocturnos.

A viagem astral é uma forma maravilhosa de passar a noite e de vos transmitir muito conhecimento em relação às dimensões mais vastas e à realidade que vos rodeia. Existe muito a aprender e muito onde ir em relação ao que só podereis “sonhar”. Estar despertos para o plano astral faculta-vos a oportunidade de ser útil de um modo activo, de resolver problemas cármicos, de estudar e de aprender, e desse modo acelerar a vossa própria evolução individual. Se souberem, para começar, que o estado a que chamais sono se equipara à mudança para o veículo astral, da mesmo forma que viajar de balão é o mesmo que permanecer no ar, isso por si só representará um bom começo.

Não existe uma linha de demarcação clara entre as diversas formas dos estados de sonho, mas em vez disso, pairam umas para dentro das outras. Tal como o estado do sono para o corpo físico constitui um período de libertação e de regeneração, assim também a sede subconsciente, durante os sonhos, organiza e se livra ela própria de cargas desnecessárias. O sempre desperto inconsciente consciente corre como um transporte entre o subconsciente e os estados do sonho, fazendo mais por vós do que provavelmente poderão compreender.
O verdadeiro valor dos sonhos reside na forma como melhor souberdes conduzir essas imagens ao estado consciente para aí aprenderem a decifrá-las e a compreendê-las. Para descobrirem a vossa própria chave dos sonhos e com ela abrir o código secreto dos vossos sonhos esvaziem a mente subconsciente, e uma vez esvaziada, deixareis de sonhar e podereis, desimpedidos, viajar pelo anfiteatro da mente e penetrar nas profundezas do supraconsciente… a parte omnisciente e sempre desperta de vós próprios.

Por o supraconsciente estar directamente em contacto com a consciência planetária, a qual é uma consciência um pouco mais evoluída, uma dimensão mais consciente do que a vossa própria, e é uma fonte de um conhecimento cada vez maior.

O planeta, conforme debatemos, constitui um organismo vivo. Ele viveu mais tempo, e foi mais longe; é uma dimensão mais vasta e que atingiu maiores alturas do que qualquer um de vós, que, à semelhança de pequenos organismos ocupais a sua superfície e tornai-la no vosso lar. O despertar do chakra coronário explicita o contacto que o supraconsciente tem com a mente planetária que compreende a sétima dimensão. É como a boca do mar para que os regatos das mentes humanas correm.

Abrir a porta para o supraconsciente e permitir que vos inunde todo o ser é despertar para a consciência que existia antes do pecado original. Também significa sair fora da roda do nascimento e da morte numa gloriosa despedida e numa ascensão para um outro plano onde se encontram desafios sempre maiores que abrem caminho do Eu Superior para o nome de toda a criação… Deus.

Quando pelos Portões do Norte abandonardes este plano
Senti-vos repletos de louvor pela vossa mente
Por vos ter servido bem no estado humano
E ter encerrado os portais, atrás.

EXERCÍCIO DE MEDITAÇÃO

Quando forem dormir à noite, colocai um caderno de anotações ou um gravador à cabeceira da vossa cama. Ao acordarem de um sonho em qualquer altura da noite, anotai rapidamente o sonho que tiverdes tido de forma a conseguirem recordá-lo pela manhã.
Encontrai a chave da interpretação dos vossos sonhos. Aprendei a linguagem simbólica em que assenta. Ficai sabendo que os sonhos constituem vozes e imagens provenientes do vosso Eu profundo que tentam fazer-se ouvir.

AS DIMENSÕES

Contemplar as dimensões da criação em que vivemos assemelha-se bastante a olhar um caleidoscópio em rotação. No momento em que pensarmos conhecer um padrão, ele transforma-se num outro completamente diferente. Do ponto de vista limitado da “criança humana”, somos apenas capazes de conceber uma pequena fracção da totalidade e se com isso tentarmos estruturar o todo, não mais razão teremos de estar correctos do que uma gota de orvalho ao tentar retractar o oceano.

Apenas uma coisa é relevante. A gota de orvalho, em si mesma, possui a mesma composição e a mesma essência que o oceano, e ao conhecer-se, a única diferença que a distingue assenta no volume, ou, conforme hoje aqui iremos discutir, nas dimensões. 

Consequentemente, mesmo neste veículo limitado poderá a “criança humana” inferir as grandes verdades cuja compreensão a acelerarão para fora das limitações rumo a formas em crescente expansão da expressão. Cautelosamente ela passa de um lance de escadas para o seguinte, na ascensão gradual que faz rumo ao topo, e aquilo que conquista não é obtido da escalada em si mesma como do gradual descarte das ideias preconcebidas, dos processos de aprendizado e do condicionamento. Se ela pudesse simplesmente ter a fé em que o verdadeiro Eu interior já é o que está destinado a ser… perfeito… e à semelhança da gota de orvalho é completo excepto no que toca à dimensão mais vasta…o oceano.

Compreender as dimensões que cruzam o conhecido e nos conduzem à quantidade do desconhecido consiste, pois, apenas num único meio por entre vários de expandir o oceano na gota de orvalho, e por intermédio dessa fórmula, conduzir a “criança humana” mais para perto do lar.

A primeira dimensão consiste na linha. Trata-se da mais curta distância percorrida entre dois pontos…. Um começo e um fim. Como tal, também compreende o tempo, já que o tempo conforme o conhecemos tem um princípio e um fim. Enquanto energia que viaja a 300,000 Km/segundo nesta ranhura do tempo, também lhe poderemos chamar luz. Também poderá ser chamada de gravidade, por viajar numa linha vertical de um para o outro ponto. A linha representa pois… distância… luz…tempo e gravidade.

A segunda dimensão consta da superfície que é composta por um número infinito de linhas. A partir da superfície obtemos forma… quadrada, por exemplo, ou rectangular, triangular. A partir da superfície também obtemos lados… lado superior e lado inferior… lado interior e lado exterior; um, espelho do outro.

A partir da composição de várias superfícies construímos a terceira dimensão, o espaço, que por sua vez consta da combinação de um certo número de linhas.
Chamamos espaço ao átomo, molécula ou célula do microcosmo (microscópica). No macrocosmo, o mesmo espaço é designado por corpo celeste, uma estrela, um planeta, um sistema solar.

Por nada existir onde não existir vida, introduzimos nesse espaço a quarta dimensão a qual é composta de movimento. Movimento é igual à actividade… mudança… crescimento… ciclos evolucionários e áreas organizadas entre a polaridade de um começo e de um fim, a desenrolar-se dentro desse espaço.

A questão está em saber… se esse espaço e a vida que contém poderá existir sem algo ou alguém que a observe. Sem o espectador ou observador o espaço não existe. Por intermédio dele o propósito e o destino do espaço e das dimensões que contém tornam-se numa realidade. Ele representa a quinta dimensão e assemelha-se ao Rei do palácio… não uma parcela dos blocos de construção… nem um membro da sua equipe de lacaios, mas o que se senta no seu trono e partilha das suas riquezas.

Até mesmo o Rei tem um criador… o Cavaleiro… o braço de Deus estendido para a matéria que compõe a sexta dimensão. Aqui encontra-se o observador silencioso que reúne as gotas de experiência das dimensões perecíveis no reino abaixo dele. Ele colhe o seu conteúdo destilado como alimento destinado a um maior crescimento que o conduzirá à sétima dimensão… o Eu Superior.

No Eu Superior reside o reflexo de Deus, o elo directo de ligação na cadeia existente entre o Criador e a sua Criação. É nesta dimensão que os Cavaleiros despertos se reúnem para se expressarem na forma de Consciência de Cristo.

O reflexo do Eu Superior regressa ao seio da sua origem… o Criador de todas as coisas vistas e não vistas… Deus Omnipotente… a oitava dimensão. Todas as coisas dizem respeito a Deus e nada existe que não seja Ele. Ele é o alfa e o ómega, o princípio e o fim, e tudo Lhe pertence.

Ainda assim, vamos mais longe. Como as estrelas que se acham dispostas na vastidão do espaço, assim também o criador necessita de um local para dispor da sua criação. O amplo espaço assume o reflexo do Criador e torna-se assim na nona dimensão. Removei desse espaço tudo quanto comporta na forma das outras oito dimensões e ele ainda existirá… para além dos limites da mudança…fora das leis da criação.

Quererá isso dizer que esse espaço jamais tenha sido criado? Não teremos o direito de nos questionarmos sobre o quê ou quem terá criado o espaço? A causa do espaço consiste na décima dimensão…Aquilo que é sem começo nem fim.

No começo não existia nada… nem espaço… nem Criador… absolutamente nada. Passemos a ilustrar esse nada com uma linha curva. 




Mas para o nada existir, tinha que ter o seu próprio reflexo. O reflexo do nada, mais esse nada, criaram o espaço (NT: A energia masculina ou Deus e a energia feminina, ou Deusa).







Também criou a primeira polaridade, de que resultou a acção. A primeira ondulação percorreu o espaço. Tinha nascido a consciência.






Essa ondulação… o primeiro movimento criado a partir do nada e o reflexo dele ergueu-se desse espaço na qualidade de consciência… o pensamento original… nascido unicamente com o propósito da sua realização e por meio disso, regressar à sua origem. Nesse processo a ondulação expandiu as outras nove dimensões, que à semelhança dela, tinham sido criadas com o mesmo propósito… o da sua realização, para depois regressar à sua origem.

A única coisa, pois, que verdadeiramente existe, é nada e tudo o que brotou desse nada, que é aquilo que conhecemos por Deus, a Criação, o Homem, etc. E isso só se acha presente pelo tempo necessário para a sua própria realização, a partir da qual novamente se dissolverá no nada… na única realidade verdadeira.

Não serão, pois, todas as outras dimensões, nada mais do que grandes ilusões? Bolhas destinadas a rebentar assim que atingirem a realização? Não existirá tudo quanto foi criado apenas para voltar a desaparecer, e não será unicamente aquilo que jamais surgiu - e por conseguinte jamais desaparecerá - a “coisa” real e permanente?

Para nos aproximarmos dessas questões, voltemos à primeira dimensão… à linha. Dissemos que a linha tinha uma existência entre dois pontos…um começo e um fim. Mas uma linha traçada a partir da sua totalidade terminará onde tiver começado…um ciclo sem começo e sem fim.








Se estendermos todas as linhas que compreendem o espaço, alcançamos uma esfera em que o espaço desaparece ou explode num espaço maior.





Assim se dá com a primeira,  segunda e a terceira dimensão. Se esse espaço não existir, o movimento ou a quarta dimensão também não poderá existir. Se o observador nada tiver a observar, que é o mesmo que dizer que se a mente, e os sentidos que brotam desse espaço não tiverem onde se expressar, poderá existir? Não. Assim se dá com a quinta dimensão. O Cavaleiro não poderá obter a experiência que necessita para se expressar na dimensão seguinte sem a sua presença naquela abaixo, e se elas tiverem desaparecido, também as oportunidades que o Cavaleiro terá de crescer. Ainda assim, ele constitui o braço estendido de Deus e o reflexo do Eu Superior que reflecte o Criador… Deus Todo-poderoso. Coloquemos Deus, a oitava dimensão, no centro desse amplo espaço.




Agora Ele existe dentro desse espaço. O propósito da sua existência será o de, através da sua criação, perceber as origens que teve. Se não existir criação alguma, como poderá o Criador existir? O Eu Superior… 
o seu reflexo mais aproximado… o Cavaleiro… a sua forma que se stende na matéria, são parte dele e como tal, se ele não existir, tampouco elas existirão. Assim, deixamos a sexta, a sétima e a oitava dimensão. Fica esse espaço, a nona dimensão. Jamais tinha sido criada, por não passar do resultado das dez dimensões que são nada e o reflexo desse nada. Não se pode eliminar o nada… e em resultado disso, esse espaço permanece. A nona e a décima dimensão são essencialmente uma e a mesma, uma como resultado da outra.

Esse espaço não precisa realizar-se, mas poderá existir espaço algum se o criador e a Criação não tiverem existência dentro dele? Quem é que avalia isso relativamente a esse espaço? Sem isso, ele regressará novamente para o reflexo do nada, e assim voltará ao nada, que, conforme mencionamos antes, é a única realidade.

O círculo acha-se fechado. As dimensões existem apenas para deixarem de existir, contudo, enquanto existem, não existem nem acima nem abaixo, mas simultaneamente aqui e agora a aguardar a descoberta e a compreensão da “criança humana”.

UMA NOITE COM AMBRES
PERGUNTAS E RESPOSTAS

Ambres: Eu abençoo este templo e aqueles que se encontram reunidos nele.

Pergunta: Diz-nos quem és.

Ambres: A melhor forma de responder a isso talvez seja dizendo que eu sou uma consciência. Eu expresso-me por intermédio deste instrumento e enquanto aqui me encontro experimento algumas das suas emoções por meio das quais posso entrar em estreito contacto convosco. Onde me encontro agora, vós vireis a estar algum dia e desse modo eu sou alguém que passou antes que vós e que obteve uma perspectiva mais ampla da realidade.

Pergunta: Se consegues ler os nossos pensamentos, e saber tudo relativamente a nós, como é que não consegues falar Inglês?

Ambres: A língua Inglesa não tem lugar no banco de memórias do instrumento. Caso eu tentasse comunicar convosco de maneira telepática, não entenderíeis. Do mesmo modo, se eu tentasse comunicar convosco na língua que conheceis, estaria a forçar o instrumento em relação ao que ele ainda não alcançou. E isso iria contra as leis da vida e poderia provocar danos desnecessários.

Pergunta: Qual será o objectivo da tua comunicação?

Ambres: Uma nova era começou. A era do despertar chegou. Grandes mudanças se encontram presentemente em marcha no vosso planeta… talvez maiores do que as de qualquer outra era anterior. A frequência do corpo planetário foi sofreu um aumento. O fluxo do tempo sofreu uma aceleração. A “criança humana” faz parte de uma onda de maré de mudanças. Os anos vindouros são significativos. Nós…e existem muitos de nós… estamos a vir à matéria a fim de auxiliarmos a activar a humanidade na direcção do despertar.

Pergunta: Estarás a falar de mudanças sob a forma de catástrofes, guerras e coisas assim conforme previstas no livro da revelação?

Ambres: Podereis chamar-lhes catástrofes. Nós encaramos isso mais como um processo de cura… uma sequência cármica natural impelida sobre o vosso planeta por causas extraterrestres assim como por causas precipitadas pela “criança humana”, por o planeta constituir um organismo vivo do qual sois parte intrínseca.

Lidar de forma desarmoniosa com o planeta produz o exacto resultado de negligenciar as leis básicas da saúde dos vossos corpos. O efeito dessa acção será a doença. A doença de uma certa forma constitui o processo activo da cura. É uma escolha muito melhor ter uma doença em cujo término possais procurar recuperar a saúde, do que sucumbir. 

O planeta está a reagir da mesma forma. Ele não será destruído, mas enquanto estiver a ser purgado da “doença” de que padece, reagirá de formas que interpretareis como fenómenos tipo terramotos, inundações, maremotos, fome, etc. Contudo, precisais saber que tudo isso será por um bem maior.

Pergunta: Se resultar na morte de uma vasta percentagem da humanidade, de que forma poderá isso suceder por um bem maior?

Ambres: A morte, conforme a designais, é somente uma outra designação para a mudança. Nada nem ninguém morre. Saís pela porta de um compartimento e entrais outro. Será melhor chamar-lhe um tipo de progresso. Quando me refiro a um “bem maior” deve-se ao facto de trazer um maior despertar. A “criança humana” utilizará o seu tempo no plano físico em busca do seu verdadeiro propósito de existência. Dirigirá os seus esforços no sentido de expressar a centelha divina que reside dentro dela. Crescerá em termos de percepção num solo fertilizado pelo amor e pela partilha em vez da cobiça e da inveja.

Viverá em harmonia com as leis do seu hospedeiro físico… o planeta… e aprenderá a apreciar o facto de lhe ser dado a título de empréstimo ao contrário de ser usado e explorado com propósitos egoístas. Aprenderá que não deve ser saqueado nem agredido de forma ignorante, mas preservado e protegido com amabilidade e gratidão.

Pergunta: Quando falas de morte, parece tão fácil. Por que razão a tememos tanto e porque a encaramos como coisa terminal?

Ambres: A morte é fácil. Nascer é muito mais difícil do que morrer. Ainda assim, quando nasceis, toda a gente rejubila. Contemplais a criança e dizeis: que maravilhoso! Por que não fazeis o mesmo quando alguém morre? Tudo quanto deixou para trás foi o veículo físico… a vestimenta externa que em todo o caso pertence ao planeta.

Só a temeis por o temor existir unicamente onde a compreensão não se faz presente. Assim que a compreenderdes, eliminareis o temor. Quando dizeis ser terminal… não representa mais um término, ou um final, do que o despertar pela manhã relativamente ao sono da noite.

Pergunta: Para onde vamos quando morremos?

Ambres: Não ides para parte nenhuma. Serão os mesmos que eram, com excepção das vestes externas grosseiras visíveis. Só vos tornais mais conscientes de viver no vosso veículo astral ao chegarem a perceber, pouco a pouco, não mais conseguirem expressar-se na limitação da forma física. No vosso corpo astral, possuís uma maior liberdade. Os vossos desejos e ideias são facilmente realizadas. A sensação que tereis acerca da vossa identidade não terá sofrido alteração. Ainda sereis quem sois… só que de uma maneira mais expansiva.

Por conseguinte, sois vós quem determina se ireis para alguma outra parte. Vós criais o vosso próprio céu e em seguida ides para ele. Se sentirem culpa em relação a todas as coisas designadas como más que tenhais feito e acreditardes que elas justifiquem o vosso lugar no inferno, criá-lo-eis conforme quiserem que seja e que se pareça e em seguida ireis para lá. Fica tudo ao vosso critério.

Pergunta: Queres dizer que não existe céu nem inferno?

Ambres: Existe sim, mas unicamente na vossa ideia, na vossa mente. Tudo quanto é criado constitui um produto do pensamento… uma casa… uma árvore… um veado… a “criança humana”… são tudo pensamentos sob formas variadas de expressão. No plano físico esses pensamentos são mais compactados… ligados a um fluxo temporal mais denso. No plano astral encontra-se os mesmos pensamentos, só que são mais subtis… o fluxo do tempo é mais flexível, e assim que os desejos deixarem de tornar os pensamentos coesos, eles desvanecem-se.

Uma ideia colectiva criada pelos muitos, tende a dominar as individuais. Já que o inferno, por exemplo, constitui uma parte intrínseca das vossas crenças, possui um aspecto bastante concreto no plano astral. Mas assim que souberem disso, só poderão sentir-se vinculados a ele se estiver em sincronia com a faixa de onda individual que tiverdes. Se não o quiserdes ver, se não acreditarem nele, ele não poderá existir…o que acontece igualmente com o céu… embora exista um estado para que eventualmente gravitareis quando vos virdes libertos dos corpos do sentimento e do pensamento (astral e mental). 

Aí experimentareis uma liberdade ilimitada através da qual flui a corrente básica de energia que permeia toda a criação em todos os níveis. A corrente básica é o amor. De tal modo que podereis rotular qualquer local com que sonhardes como o mais perfeito dos céus.

Pergunta: Quando é que voltamos a reincarnar?

Ambres: Quando os veículos astral e mental tiverem sido descartados e voltarem ao planeta, e a centelha divina interior… o Cavaleiro… alcançar o plano causal. Armazenadas nele acham-se todas as experiências destiladas em cada vida. Bom, quando estiverem livres dos limites dos pensamentos e dos desejos, o Cavaleiro, no seu corpo causal avalia as experiências necessárias para cumprir com as necessidades cármicas no futuro. O que tiver sido semeado numa vida anterior será destinado a ser colhido numa vindoura. Desse modo, o Cavaleiro selecciona o tempo e o lugar da encarnação seguinte. A alma com assento na forma causal comporta os elos dos padrões que predestinarão o vosso ambiente futuro. Em termos de tempo, tanto poderá levar cem, como um milhar de anos.

Pergunta: Recordamos a altura da reencarnação num novo corpo?

Ambres: Alguns recordam. Depende do quão despertos estiverem. Por regra, uma vez nascidos, a lembrança disso perde-se. O primeiro movimento do feto que se dá por volta do quarto mês, ou dos quatro meses e meio, significa a vossa reencarnação na carne. Apesar de essa experiência ser notada no subconsciente que está a brotar, ainda se torna difícil de trazer à vossa mente consciente, mais tarde. Outras experiências começam a exercer predominância e geralmente as lembranças pré-natais perdem-se.

Pergunta: O suicídio criará mau carma?

Ambres: Não necessariamente. A única coisa de mal que existe no suicídio é o forte conflito emocional que se dá a fim de precipitar tal acto. Pode prender-vos por um tempo mais prolongado no plano do baixo astral a debater-vos com sentimentos de culpa desnecessária e outras emoções restritivas. O acto em si mesmo deixa o resto da vossa vida por viver… em resultado do que, essa parte terá que ser comprimida na seguinte que poderá resultar numa maior intensidade e em conflitos adicionais.

Pergunta: Que dizer dos métodos científicos para prolongar a vida para além do seu tempo natural?

Ambres: Isso não deveria acontecer. Manter o corpo físico vivo para além do seu tempo neste plano significa interferir com a corrente. De qualquer modo, num caso desses o Cavaleiro terá partido, e tudo quanto estiverem a fazer será impedir que a estrutura celular de retornar naturalmente ao planeta. Também representa uma mancha emotiva desnecessária sobre a família e amigos que são mantidos nessa abertura temporal artificialmente criada sem qualquer propósito.

Pergunta: A cremação será um método preferível de eliminação do corpo?

Ambres: É, sim. Por meio da cremação, o retorno das células ao planeta é acelerado e por isso muito mais preferível ao lento processo de decomposição. Recordai no entanto que nenhuma forma de acção, seja autópsia, cremação, ou enterro, deverá ter lugar até se terem passado três dias da morte. A morte clínica não representa morte. Os chakras não se fecham por completo, nem a separação do veículo astral nem a ascensão do Cavaleiro se dá senão muito mais tarde.
Manter a pessoa que está a morrer no ambiente do lar também é mais fácil para a pessoa. Falai com ela e rodeai-a como se ainda estivesse convosco pelo menos durante 24 horas após a morte ter ocorrido. O ambiente estranho de uma morgue constitui um local muito chocante para uma já desconcertante transição da “criança humana”.

Pergunta: Fala-nos de Jesus, o Cristo.

Ambres: Quando falais de Jesus, o Cristo, estais a referir-vos a duas coisas distintas. O homem chamado Jesus, filho de Maria, era uma “criança humana” como vós próprios, só que dotado de faculdades especiais.

Quando falais do Cristo, nós referimo-nos à consciência de Cristo que baixou no homem Jesus, representado pelo baptismo no rio Jordão.
Jesus, o homem, conquanto altamente evoluído era ainda uma “criança humana” em busca da realização de Deus. Quando a consciência do Cristo despertou nele, ele tornou-se Deus manifesto na forma humana.

Pergunta: Que terá Jesus feito entre as idades dos 12 até ao dia em que deu início ao seu ministério, com a idade de 30?

Ambres: Enquanto jovem, ele juntou-se às caravanas e viajou com elas para muitos países…alguns dos quais chamais de China, Índia e mesmo Tibete. Ele também foi à Pérsia e à Grécia várias vezes, ensinar. Quando teve uma consciência acrescida da missão que o aguardava, regressou à Palestina após ter passado mais algum tempo a receber a iniciação final na Confraria dos Essénios. Isso foi por altura dos seus 30 anos.

Pergunta: Terá jesus Cristo morrido na cruz?

Ambres: Não, não morreu. O seu corpo foi colocado num estado de animação suspensa que suportou até ao terceiro dia quando novamente despertou.

Pergunta: O Cristo voltará de novo?

Ambres: Ele jamais abandonou isto. A consciência de Cristo acha-se tão presente hoje quanto estava há 2000 anos. O apego de que padeceis ao vosso veículo físico impede-vos de ter consciência disso. Poderá o vinho ser servido unicamente num copo cristal de pé longo? A consciência de Cristo acha-se presente por toda a parte. Tudo quanto precisais fazer é alcança-la… com pureza de coração e deixar que o néctar desse vinho permeie todos os átomos do vosso ser.

Pergunta: Que é que nos impedirá de conhecer a verdade?

Ambres: Os vossos cinco sentidos e aquela parte da vossa psique a que chamais de consciência diária. A vossa visão, o olfacto, a audição, o paladar e o sentido do toque foram condicionados desde a infância para experimentarem o mundo de uma certa forma que de seguida avaliam e aceitam por intermédio da vossa consciência diária. Depois padronizam a vossa vida, alicerçam a vossa filosofia e alcançam os vossos potenciais.

Contudo, deixai que vos diga que os vossos sentidos vos transmitem continuamente uma informação errada sobre o que vos rodeia e em consequência a vida conforme a encarais, não é o que na realidade parece. O corpo físico que percebeis como constituído de matéria sólida, na verdade não passa de uma unidade de energia que, quando deixardes de ter a visão condicionada, será visto como luz de variadas cores.

A árvore que percebeis ser verde é tudo mesmo verde, já que contém todas as cores do espectro luminoso à excepção da que rejeita, que é a verde. O processo do condicionamento fecha-vos o mundo na bolha da limitação em que as vossas impressões sensoriais continuamente reflectem, sem terem a menor oportunidade de se libertarem para o aspecto externo dessa bolha, onde reside uma maior verdade e conhecimento.

Pergunta: Com poderemos então romper com esse condicionamento e essa bolha restritiva de que falas?

Ambres: Começai por aceitar que sois o braço prolongado de Deus na matéria. E que enquanto tal, esse ser perfeito e omnipotente na verdade é também aquilo que sois… não um qualquer de vós, mas todos… o indivíduo com quem vos cruzais na rua, o bêbado que dorme na sarjeta… percebei que naqueles de quem gostais menos reside a centelha de Deus tal como em vós, e que na verdade, o que quer que virdes neles não passa de um reflexo do vosso próprios ser… o negativo, tanto quanto o positivo. Num certo aspecto não sois mais do que células individuais que vivem no corpo de um grandioso ser, a que chamais Deus. Aprendei a abrir os sentidos e a ver o mundo de olhos bem abertos. As células dos cones e dos bastonetes oculares já estão presentes. Utilizai-os para verem a aura de cada pessoa que encontreis. 

Aprendam a sossegar e a escutar o silencio interior onde reside a música das esferas. Abri-vos para os Devas que existem em paralelo e aprendei com esses grandiosos seres. Purificai o veículo físico com nutrientes vivos e deixai que se desdobre como um verdadeiro veículo em que os sentidos se encontrem desobstruídos da estática e em vez disso estejam em sintonia com o planeta… essa jóia viva por cujo desabrochar sois sustentados.

Sabei, no vosso íntimo, que essa é a força criativa e activa do universo e é tanto parte vossa quanto é do ser que foi a causa do vosso ser. Activai o amor em tudo o que fizerdes e a realidade mais vasta desdobrar-se-á diante de vós, por na verdade, já viverem nela, à excepção do facto dos véus vos cobrirem os olhos para isso.

Pergunta: Se existe um Deus e uma lei divina que governa toda a criação, por que será que existe tanto sofrimento no mundo?

Ambres: O sofrimento é relativo às limitações da “criança humana”. Vós experimentais o que designais por prazer dentro de um determinado âmbito dessa limitação e o que quer que se situe fora ou além disso será sofrimento. Por exemplo, o morno é agradável, mas o frio ou quente já são dolorosos. Viver com alguém a quem ameis é prazeroso… perder esse alguém representa sofrimento. Se tivessem despertado para o vosso ser mais vasto, haveriam de saber que é impossível perder quem quer que seja, e deixaríeis de sofrer. Se pudessem sentir a plenitude do amor de Deus, haveriam de o experimentar como dor total. Olhai directamente para o sol durante um curto período e a luz cegar-vos-á. No entanto a luz não passa de um reflexo da energia manifestada a partir de seres evoluídos muito para além da “criança humana”. Não deveis encarar o sofrimento como uma coisa negativa, por ser criado a partir da resistência da limitação e ser a verdadeira razão que a “criança humana” usa activamente para tentar rebentar os muros que a encerra na ignorância. O sofrimento carrega em si o germe do crescimento e como tal não deveis encará-lo como uma coisa má.

Pergunta: Ele sempre estimulará o crescimento?

Ambres: Por vezes não parecerá estimulá-lo, por muitos de vós gastarem demasiado tempo a chafurdar no sofrimento e chegarem mesmo a aprender a gostar dele. Isso equivale a colocar enormes véus limitativos sobre vós. Eventualmente isso criará suficiente resistência contrária em vós, de modo a voltar os vossos esforços no sentido do crescimento e da compreensão.

Pergunta: Possuirás o que poderá ser designado por compreensão ou realização total?

Ambres: Caso possuísse, não me poderia expressar por intermédio deste instrumento. A realização total equivale à total ausência de expressão. No desejo que abrigamos de vos auxiliar reside a energia que proporciona a expressão que assumimos neste instrumento e ela só pode ser encontrada no ser imperfeito.

A única diferença existente entre nós e vós é que nós vivemos um pouco mais… e alcançamos um pouco mais longe, e por conseguinte podemos ver de um ângulo mais vasto. Por isso, não olheis para a aparência que assumimos neste instrumento como um fenómeno. 

Escutem, em vez disso o que tentamos transmitir-lhes. Não o considereis a única e exclusiva verdade que vos é proferida pelo Todo Poderoso. Testai-a… ponde-a à prova e acelerai-vos rumo a uma maior compreensão de quem sois e da razão por que estais aqui. Essa é a razão para termos vindo junto de vós e essa é a razão para o vosso próprio ser.

O FLUXO DO TEMPO

Quando a criança humana pensa no tempo, olha para o relógio e diz… “A tal e tal hora tenho que fazer isto e aquilo”.

Por altura dos seis ou sete anos começais a ir à escola. Por altura dos sessenta e cinco reformais-vos, etc. A vossa vida representa um relógio e encontrais-vos atados a esse relógio conforme certa vez estivestes presos ao cordão umbilical. Ele fornece-vos um quadro de referências para cada aspecto da vossa vida sem o qual não conseguiríeis funcionar.

Contudo, quero dizer-vos que o tempo, conforme o percebeis, não existe. Por vezes experimentam o fluxo volátil do tempo. Achais-vos presos numa situação que vos ameaça a vida. Nessa hora de eminente perigo, toda a vossa vida vos passa pela frente numa questão de segundos… não a vêem… sois a experiência activa dela. Todavia, quando o  perigo passa… regressais de volta à parte do tempo em que vos encontráveis.

O que terá ocorrido foi que subitamente tereis sido arremessados numa compressão do fluxo de tempo devido à aceleração que o vosso foco terá sofrido por essa altura, do mesmo modo que a água, que ao ser forçada por uma pequena abertura cria uma enorme resistência e por conseguinte um maior poder… por intermédio do que vós, num instante, poderíeis perceber a perspectiva mais alargada do vosso SER ou EU.

Da mesma maneira, quando a concentração na vida é ténue… quando sois ociosos, ou conforme denominais isso, “entediados”… o tempo passa muito devagar, tal como água parada numa represa.

Para que o tempo exista, precisa ter um começo e um fim. Considerai-o no contexto da primeira dimensão… a linha.

Dependendo do quão estreitamente ligados estais a essa linha, assim criais o conceito do passado, presente e futuro.

Num certo sentido, não vos moveis no tempo, mas é o fluxo do tempo que se move através de vós. A “criança humana” permanece na enchente do tempo com as costas voltadas para o futuro, a sonhar para a frente, na direcção do passado.

Quadros fantasmas daquilo que sonhais fazer no futuro… à medida que fluem próximo na direcção do presente vão desaparecendo, um a um, e talvez um ou dois deles passem a fazer parte da experiência que fazeis no agora, e a seguir talvez prossigam rumo ao passado. 

Pensamentos… sentimentos… sonhos e lembranças são o que prende a “criança humana” ao conceito do tempo e aí experimentais o passado e o futuro e raramente - se alguma vez - o presente.

Viver no agora só é possível quando não tendes pensamentos nem sentimentos, nem sequer uma observação objectiva do que estiver a acontecer. Observais-me aqui neste instrumento. Escutais o que o velho Ambres tem a dizer, mas logo, o que observam e escutam já faz parte do passado.

Para experimentarem o momento (agora), não podem haver reacções. Precisais ser um com aquilo que estiver a acontecer, ou experimentar-vos no lugar daquilo que estiver a acontecer. Se algum tipo de pensamento ou sentimento se intrometer entre vós e o que estiver a ser expressado, não se tratará do agora.

Falamos sobre o amor… e dissemos ser a força primária que permeia toda a criação. Conhecer o amor e ser capaz de dar amor só é possível quando a dádiva for equivalente à acção. Quando o amor contiver a ideia de dar ou o sentimento de dar, não se trata de amor. 

Também referimos ser quase impossível compreender o presente enquanto permaneceis na matéria, mas quando o conseguis, pisais fora dos limites do tempo e sois a centelha caprichosa de novo unida à luz una.

Existe apenas uma maneira por que podeis avaliar o grau em que vos achais limitados pelo tempo. Quanto mais puserdes entre vós e aquilo que experimentardes, mais firmemente estareis atados a ele. Quando a “criança humana” acaba de nascer, ela vive quase exclusivamente no presente. A distância existente entre o experimentador e aquilo que é experimentado não está patente. Os corpos do pensar e do sentir ainda não se acham desenvolvidos. A bolha acha-se aberta… Ela vive no supraconsciente agora… e experimenta-o directamente.

Voltemos à linha… para que o tempo exista tem que se estender entre dois pontos. Dissemos que as linhas todas são apenas secções num círculo… se a retirardes da totalidade em que se circunscreve, ela terminará onde tiver começado.

O tempo não tem começo nem fim. Se vos posicionardes num ponto qualquer do círculo, onde começareis a contagem do tempo? O quadro de referências que tínheis ter-se-á evaporado. “No princípio, Deus criou o Céu e a Terra.” Não teria sido mais correcto dizer… “Sem começo Deus criou...?” Então, saberíeis estar a viver fluxo contínuo de luz criativa que jamais teve começo e jamais cessará.

Compreender isso com a mente torna-se impossível, porque à semelhança do tempo, existe como uma linha estendida entre os seus pontos de limitação.

Quando sois capazes de criar uma distância entre vós próprios e o tempo, e de permanecer acima dele, por assim dizer… podeis olhar para baixo e vê-lo de um ângulo mais alargado.

Vós fendestes o presente e alargaste-o na sua perspectiva… e dessa forma ele abrange o que antes chamastes passado e futuro. Se vos afastardes o suficiente dele, o futuro e o passado deixarão de existir e vivereis unicamente no presente, o que de certo modo equivale a viver fora do tempo.

Quanto mais densa a forma, mais limitada se encontrará no tempo. No corpo físico, o tempo acha-se muito mais comprimido do que na forma astral e na forma mental, mas mesmo aí, enquanto criardes imagens mentais, estareis restringidos pelo tempo… mas é mais solto e em comparação com os vossos padrões de medida, infinitamente mais prolongado.

Os tempos entre cada encarnação dependem da rapidez com que passais através do plano astral e do plano mental. No tempo cronológico, pode compreender centenas ou milhares de anos entre cada nascimento, mas na essência, isso não é importante… por vos encontrardes onde sempre vos encontrareis e onde sempre vos encontrastes… aqui e agora. Compreender isso equivale a erguer o véu do tempo como mais um dos que actualmente vos cobrem os olhos.

Vós medis o tempo cronológico de acordo com a jornada que o planeta descreve em torno do sol. Se vós, que sois os pontos de referência em relação a esse conceito do tempo, pudésseis aumentar a vossa velocidade para a velocidade da rotação que o planeta descreve, estaríeis parados. Se tivessem então a consciência aberta em relação a um outro quadro de referências, como o da rotação do sol em torno de um sol maior, ver-vos-íeis apanhados no fluxo de tempo de uma dimensão maior.

Se conseguísseis do mesmo modo aumentar a vossa aceleração para a velocidade da luz, tornar-vos-íeis luz… assim, já podeis ver que o tempo é luz.

O tempo também é forma… pegai numa pedra na vossa mão… senti-a. É dura… densa… e de modo nenhum homogénea ao toque. Acha-se ligada a um fluxo de tempo mais lento. Agora suponhamos que fôsseis capazes de desacelerar para a mesma vibração da pedra. Ficaria cada vez mais flexível na vossa mão até que, a determinada altura não conseguiríeis mais senti-la. Quando alcançais esse mesmo fluir do tempo, sois um com os outros.

O corpo planetário, à semelhança de vós, acha-se ligado a um fluir específico de tempo que permanece em directa relação com o cosmos em que tem existência. Aí encontra-se sujeito ao que poderíamos chamar o fluir colectivo do tempo, mas em determinados pontos do planeta existem áreas em que o fluxo do tempo difere. Podeis comparar isso ao vosso próprio corpo físico. Os ossos acham-se num fluxo de tempo mais concentrado do que, digamos, os vossos nervos. 

Os vossos chakras individuais consistem de vibrações de várias intensidades e como tal, cada um encontra-se numa dimensão de tempo diferente, etc. O planeta, enquanto organismo vivo que é, acha-se sujeito às mesmas variações.

A astrologia é uma ciência que se acha muito em sintonia com o tempo e as suas mudanças, tal como elas estão relacionadas com a “criança humana”.

O fluxo traça o seu percurso tortuoso numa espiral desde o fundo até ao topo. Ao dar a volta, o tempo passado do laço de baixo toca muito de perto o tempo futuro do laço acima. Torna-se possível e acontece o facto de por vezes o passado e o futuro se sobreporem. Nessas alturas, o tempo torna-se alterado. Podeis experimentar-vos numa bolsa de tempo.

Um homem aproxima-se no caminho, em frente. Por uma razão qualquer, ele é sugado para cima para essa bolsa e dá por si num espaço sem tempo algum. Uma centena de anos ou mais pode passar. Ele cai dessa bolsa e volta ao fluxo do tempo. Prossegue com a sua caminhada, inconsciente do que se passou, mas o caminho é agora uma estrada cheia de automóveis e prédios citadinos e dá por si num mundo estranho. Isso não é tão invulgar e quando é reconhecido, constitui um daqueles mistérios da vida.

No seu todo, o planeta encontra-se à vossa frente no fluir do tempo. Enquanto tal, constitui uma inteligência de uma dimensão maior. Se conseguirdes aceder à sua consciência estareis automaticamente em sintonia com um depósito mais vasto de informação. A nova era em que estais a entrar é também uma era caracterizada por um fluir de tempo alterado.

A intensidade e a inquietação que sentis faz parte do posicionamento nessa enchente em que o tempo se precipita como uma torrente ao vosso redor. Mesmo sendo uma era caracterizada por um incremento do despertar da “criança humana”, é igualmente uma caracterizada por uma maior confusão e desorientação.

Ajudai-vos a vós próprios a compreender isso aprendendo a voltar-vos para dentro. Buscai aquela parte do vosso ser que não pertence a tempo nenhum. Na imobilidade interior, podereis clamar a força e a consciência que leve a vida a operar a vosso favor em vez de o fazer contra vós. Estabelecei-vos calmamente nas águas da vida. Com o vosso pé, dai o pontapé de saída da margem e fluí com elas. Tende fé e sabei no vosso íntimo que, tão seguramente quanto todo o rio que corre termina do oceano, assim também todas as almas despertarão um dia no seio de Deus.

EXERCÍCIO DE MEDITAÇÃO

Começai a praticar a presença do agora. Puxai as cortinas do passado e do futuro e entrai no holofote daquilo que é. Na situação desse presente... O amor é essa luz e Deus é a actuação. Não é uma parte fácil, mas tentai-o por um instante e mantende-o por toda a eternidade.

O PLANETA

 Este planeta constitui um organismo vivo... e um organismo maravilhoso quanto a isso. Na composição que apresenta, assim como na função, compara-se à do organismo humano. À semelhança dele, contém 20% de água e 30% de substância sólida. O seu conteúdo mineral formado por cálcio, zinco, ferro, sais, etc., corresponde ao mesmo sistema que a rede capilar perfura nas próprias camadas superiores da sua superfície. Possui um sistema nervoso que se espalha como uma rede de neurónios e gânglios na sua globalidade. Desde o chakra base do polo sul até ao chakra coronário situado no polo norte estende-se uma coluna vertebral similar a um pilar de luz cujo eixo planetário rotativo corresponde na sua frequência àquela das ondas cerebrais dos humanos, tanto quanto ao ritmo do seu pulso. 

Os três corpos que rodeiam o receptáculo humano existem do mesmo modo ao redor do planeta. O fluido etéreo, que se situa mais próximo, torna-se claramente visível à vista desarmada no decurso de fenómenos tais como as luzes do Norte ou Auroras Boreais, ocasião em que a luz solar penetra no fluido a partir de um ângulo favorável ao nosso espectro visível.

O corpo astral (ou do sentimento) e o corpo mental (ou do pensamento) do planeta podem ser aproveitados pelo vosso Supraconsciente quando não são bloqueados pelo subconsciente. Imagens mentais irrompem sob a forma de clarões intuitivos; surge uma nova ideia, uma espécie de percepção teve lugar. O corpo de pensamento do planeta frequentemente alcança vários indivíduos ao mesmo tempo, o que resulta em novas descobertas e situações em que invenções têm lugar em muitos sítios deste mundo em simultâneo.

No corpo humano, o Eu Superior expressa-se sob a forma do Cavaleiro. No corpo planetário, esse Eu atinge a dimensão de uma Consciência Crística. Na sua jornada evolutiva rumo a uma realização continuamente em expansão, tem assento neste planeta como uma alma servidora. Através do vosso subconsciente podeis aceder ao banco de memórias do planeta, muitas vezes referido como Registo Akáshico. Nesse banco de memória acha-se armazenado o vosso passado, presente e futuro que, uma vez mais, podem ser aproveitados sempre que a vossa mente se achar livre dos bloqueios do subconsciente.

Como o planeta, na sua evolução, se encontra à vossa frente no fluir do tempo – tanto quanto vós, na vossa globalidade vos encontrais à frente das células que compõem o vosso corpo – a informação que reunis quando em sintonia com o planeta sempre representará uma verdade em dimensões mais vastas.

As crianças, antes de serem condicionadas pelos processos de aprendizagem parentais e ambientais acham-se em sintonia com o planeta e as variadas formas de expressão que ele adopta, de um modo diferente e mais directo do que o do adulto. Através do seu próprio Supraconsciente são capazes de alcançar os reinos animal e vegetal. 

Para elas a árvore não é verde nem a flor é vermelha; em vez disso, têm as luzes brilhantes dotadas dos seus campos áuricos, em cores de muitas dimensões. Elas falam com o Deva paralelo e descobrem amigos e compinchas onde os crescidos não percebem nenhum. Educá-los e condicioná-los no espectro do mundo adulto encerra-lhes lentamente a sintonia intuitiva e por fim corta-lhes a antena que os une à consciência planetária, do mesmo modo que a certa altura terão feito convosco.

Mudanças patológicas ou doenças constituem tanto uma ameaça para o planeta quanto para cada criança humana. Tais mudanças podem ocorrer devido a influências cósmicas externas, assim como podem brotar do próprio planeta. A doença constitui uma reacção normal a uma situação anormal. Algo terá acontecido... uma deficiência... um desequilíbrio na homeostase natural... um processo cumulativo de incompatibilidade de  influências. Por fim o corpo, num esforço por se curar a ele próprio, reage. Isso, por si só, torna-se na doença.

Com o planeta, interpretamos esses processos de cura como desastres naturais a que poderão chamar inundações, terramotos, maremotos, ou talvez apenas padrões extemporâneos de comportamento. 

Influências extraterrestres causadoras de tais mudanças acham-se além do vosso controlo, e devido à falta de compreensão que tendes, poderão ser vistas como imprevisíveis e injustificadas. O estado de enfermidade produzido no interior do planeta é, por via de regra, causado pelo seu microorganismo mais evoluído – o ser humano. Ao levar uma existência a alguns pés de altura da superfície do solo, a “criança humana” conseguiu alterar e destruir o equilíbrio normal deste corpo planetário com uma eficiência quase inquietante. Nenhum organismo que ocupa a superfície dos vossos corpos, independentemente do quão perversos possam revelar ser, poderá reclamar o crédito pelo meio mais magistral de alterar o equilíbrio natural.

A destruição do planeta não é, nem alguma vez virá a ser, concretização do género humano, mas podíeis reivindicar a culpa pelo sofrimento e pela enfermidade do planeta. A parte triste está em que em última análise a própria humanidade se torna na vítima, por, nos esforços que o planeta exerce no sentido de normalizar, o homem acabar por sucumbir. Civilizações são erradicadas e continentes são perdidos, tudo dependendo do poder de resposta que o planeta promova nos seus esforços para se curar.

Mesmo no quadro do que é designado por “tratamento harmonioso das forças da natureza”, a vossa sensibilidade é entorpecida. A “criança humana” retorna à natureza e começa a cultivar os seus próprios alimentos. Ara os campos, revolve o solo, e despeja a semente nos sulcos abertos. Mas o que fazeis é cortar a pele do planeta. A rede capilar do solo que o mantém húmido e nutrido a partir do interior é destruída. Por vosso turno, dependeis da rega superficial e da fertilização artificial para de novo restaurarem uma semelhança de equilíbrio conducente ao crescimento.

“Quando o nosso Pai sai a semear, ele deixa a semente cair onde quiser. Numa discriminação natural as mais fortes ganharão raiz e crescerão. A partir disso, as aves do céu terão o que comer e as criaturas da terra encontrarão a sua protecção. Tal acção recíproca é tudo no plano do Todo Poderoso. Quando vós semeais, então abençoai a semente e espalhai-a num campo superficialmente lavrado. Cobri cuidadosamente a sua superfície e fazei um sermão sobre o dar e receber; um acto de serviço entre a Terra e o Homem.”
Desde o seu começo na forma gasosa e através da sua espiral evolutiva das formas plástica, mineral, vegetal, e animal e da forma humana, o planeta satisfez as exigências que lhe foram impostas. Representou uma tarefa de contínua adaptação e de um contínuo crescimento. Ao longo de eras passadas quando a força gravitacional era menor e o fluir do tempo mais lento, parecia haver uma maior oportunidade para o planeta aproveitar a luz da sua própria realização. A vegetação levava tempo a crescer e crescia lenta e interminavelmente. As criaturas na sua superfície moviam-se preguiçosamente e viviam, segundo a mensuração cronológica que fazeis do tempo, durante milhares de anos. A frequência obedecia a uma menor intensidade e as suas ondas eram extensas e harmoniosas.

Agora é diferente; a era evolucionária do planeta corre na direcção do seu clímax. A frequência é mais elevada, as mudanças são mais rápidas, o tempo é mais curto e a força gravitacional é mais forte. O que levou séculos a realizar no passado é agora conseguido numa questão de horas. Progresso amontoa-se sobre progresso, mais rápido do que a mente humana é capaz de lidar com ele. A onda da maré formou-se e vós estais a cavalgar o cume de espuma com um controlo cada vez menor das consequências. O que irá acontecer já se acha entalhado no tempo. A resposta do planeta ao seu destino já teve início.

O microorganismo talvez não possa, a esta altura, ser capaz de alterar o destino do seu planeta. No entanto, como o efeito do conjunto depende de cada átomo que compreende, cada ser humano pode, pois, tornar-se activo no sentido do despertar e contribuir com a sua parte para o cosmos em que se encontra situado.

Com a compreensão de si mesmo, ele aprenderá a acomodar-se às leis que governam toda a vida e a trabalhar com essas leis, em vez de ir contra elas, e a promover o progresso em frente, não só rumo à sua realização, como à de toda a criação.

Para tal objectivo, aquele que em todos os sentidos for o ser mais evoluído, será o amigo mais chegado e o melhor professor que a “criança humana” alguma vez terá. Buscai o consolo da natureza. Aprendei a escutar a linguagem que emprega; abençoai-a e agradecei-lhe continuamente pelos tesouros que ela incessantemente derrama sobre vós.

EXERCÍCIO DE MEDITAÇÃO

Saí para a natureza. Deixai que os vossos passos vos conduzam sem qualquer ideia de destino. Quando vos sentirdes impelidos a parar, então sentar-se sem qualquer noção de terem uma vista diante de vós ou o solo, será fonte de conforto.

Abram os sentidos para com o fluxo ao vosso redor. Identificai-vos com o solo em que vos sentais... com as árvores... e os arbustos que crescem ao vosso redor... com o sol e o céu acima de vós.

Fechai os olhos e escutai... escutai primeiro o vento a farfalhar por entre as folhas... as aves e os esquilos e todas as demais criaturas ao redor. A seguir alongai a audição além desses ruídos. Em breve elevar-se-á, a partir da quietude, uma melodia especial... um som singular. Vós sois o instrumento, com o vosso próprio diapasão. Entrai em sincronia com essa melodia singular, e nesse instante tereis misturado a vossa consciência com a do planeta.

A seguir falai-lhe a partir do coração. Senti-vos gratos pelo que vos é dado com base na sua abundância. Orgulhai-vos por fazerem parte das faces que ele tem em permanente mutação. Estai atentos e reverenciai as leis que o governam. Sejam cuidadosos e protegei toda a vida que lhe é confiada. Estai sempre alegres que por intermédio dele vós sejais embalados no seio do infinito.

A "CRIANÇA HUMANA"

“O Eu Superior projectou-se na matéria sob a forma de dois Cavaleiros que, quando investidos da sua forma, foram chamados de homem e mulher. Dentro deles viva a luz divina de Deus e exteriormente eram compostos da substância do planeta.”

Uma “criança humana” nasce. Quantas medidas intricadas não terão ocorrido para produzir tal coisa. Vamos começar por aí...

O Cavaleiro, a partir do seu plano causal da existência prepara-se para uma nova encarnação. O que foi semeado numa vida anterior deverá ser colhido na seguinte. A partir das experiências armazenadas no passado, o Cavaleiro selecciona o tempo, o local e o ambiente da sua nova encarnação. Livre de pensamentos e sentimentos procede à sua selecção de acordo com o que a lei cármica tiver estabelecido.

O palco é montado. Em baixo, na matéria, os actores são eleitos... a concepção tem lugar... uma nova semente é plantada no jardim do nosso Pai e uma criança está a caminho do seu nascimento.

Nada acontece por acaso. Um plano divino concebido ao mínimo detalhe é executado em harmonia com a lei de ferro da causa e efeito. Nas páginas da lei porvir, as influências terrestres procedem à sua primeira impressão. O corpo do pensamento do planeta começa a tecer o seu padrão no nascituro. O tempo e o modo de acordo com o que, o fluxo das correntes electromagnéticas do corpo planetário fizeram com que a concepção tivesse ocorrido, serão seguidos pelo respectivo nascimento da encarnação, cujo tempo e modo se devem às mesmas forças. Esses factores primários tornam-se nas impressões iniciais no padrão da vida.

A nova encarnação ocorre durante o quarto mês da vida do feto. O Cavaleiro tem assento do lótus do coração, ao pressionar suavemente a espora (estímulo) na direcção do plexo solar enquanto reúne as rédeas dos cinco sentidos em desenvolvimento... e o cavaleiro começa de novo. O primeiro movimento fetal ou aceleração, celebra esse instante. Até então o feto não passa de uma reprodução e a sua remoção por uma razão ou por outra não constitui um acto de tirar a vida, conforme apregoado por tantas facções religiosas da vossa sociedade.

A consciência começa a formar-se. A sede do subconsciente não passa de um saco vazio mas de agora em diante ele começa a colectar impressões filtradas pelas vias neurovasculares pelas quais o feto se encontra ligado à mãe. As vibrações que retumbam por meio do fluido de protecção onde ele se aquece contribuem para essas impressões e as primeiras partículas difusas instalam-se no fundo do subconsciente.

Tal como o fruto que sabe quando chega a altura de amadurecer e de abandonar a árvore, também o feto amadurecido sabe quando o seu tempo chegou. Volta a cabeça na direcção dos portais do nascimento, preparado para a viagem que tem pela frente. Apertado e pressionado pelo estreito confinamento do canal de nascimento, os toques finais são acrescentados para ir ao encontro da vida no exterior. A água é drenada dos pulmões... os ossos cranianos são moldados para se conformarem ao seu conteúdo... e os chakras nos seus variados níveis são abertos. O calor do útero que ainda o protege acha-se no final da sua jornada laboriosa e é substituído pelo brilho intenso estéril e pela dissonância metálica de uma sala de parto ruidosa. A palmada do costume nas nádegas não constitui senão o primeiro símbolo que a escola da vida neste plano de densidade tem reservado para os seus descendentes. Luz suave, música delicada e mãos amorosas deviam emoldurar esta que é uma das mais magníficas demonstrações da vida que Deus concede à vida, cuja plenitude jamais conseguiriam compreender.

Separada da mãe com a primeira dose de vida que ainda lhe perturba os olhos, a criança encontra-se aberta e sem defesas para com o que acolhe dos seus arredores. Por tempos vindouros permanecerá uma célula desprotegida e aberta incapaz de rastrear a vida que o circunda. 

A inteligência planetária opera com liberdade no seu parque de bebé incondicional. Ouve e vê coisas e seres de outros espectros. Coisas inanimadas ganham vida, não na sua imaginação, mas na sua realidade. Companheiros de outras dimensões aglomeram-se ao redor do seu berço. Pais não passam de vozes e de toques vestidos de luzes brilhantes. A sua pitoresca tagarelice é acompanhada pela música as esferas.

No devido tempo as vozes familiares dos pais ficam impressas na mente receptiva da sua criança. O processo de aprendizagem terá começado. Os sentidos são activados e informados do que é doce e do que é azedo... do que é frio e do que representa calor... do que cheira bem e do que cheira mal... do que é macio e do que é áspero ao toque... do que parece bonito e do que parece feio. A antena que tem para o planeta mãe e a sua vasta loja de brinquedos torna-se mais diluída e é finalmente cortada... a bolha fecha-se e a criança começa cada vez mais a tomar consciência do ambiente imediato que a rodeia.

Durante os primeiros sete anos, predominam mais as influências que os pais exercem sobre a criança. O molde e a concepção da mente em crescimento são matizados pelas suas cores e manifestam-se na capacidade que a criança tem de os imitar. Os sete anos seguintes precipitam o raciocínio da criança em crescimento quando ela começa a abrigar o que lhe é dado em termos de aceitação ou de rejeição. Agora expressa o que é designado por “vontade própria”.

A seguir a esses ciclos de sete anos... desde a idade dos 14 aos 21, passa a patentear-se uma crescente necessidade de libertação do meio familiar juntamente com a incitação rumo à independência e à busca da felicidade... uma necessidade que se acha incrustada em todos os ciclos subsequentes ao longo da vida.

A centelha que inflama toda a vida é a busca pela sua própria identidade. Com cada encarnação o Cavaleiro... Deus dentro, reúne umas quantas gotas de experiência... as quais acrescentadas ao conteúdo total eventualmente encherá o recipiente até à borda. O conteúdo é sempre o mesmo, mas com as experiências de cada vida, cresce e expande-se numa consciência em constante crescimento.

O recipiente, ou seja o corpo, é continuamente substituído e cada um dos novos está directamente de acordo na concepção e na capacidade com as exigências estabelecidas pela centelha divina dentro dele. Em cada célula reside o potencial da duplicação não só de si própria, como também de todo o corpo. A célula possui a sua própria inteligência... a sua própria memória, e define-se no seu próprio caminho rumo à realização. O corpo no seu todo constitui a soma desta expressão celular e, enquanto tal, constitui um corpo mais vasto de consciência. Por o recipiente constituir uma reprodução celular do corpo planetário, ele responde intuitivamente ao planeta, em todos os aspectos.

Por conseguinte, viver em harmonia com as leis do planeta significa uma vida melhor para o organismo. Perceber que o sol, o ar e a água constituem melhores qualidades nutritivas do que os alimentos sólidos e líquidos ingeridos pelo sistema gastrointestinal representa um alargamento das vistas para as energias apropriadas que deviam ser ministradas ao organismo. Os nutrientes tirados do reino vegetal são harmoniosos para a estrutura celular ao passo que os do reino animal não são. Comida não cozinhada, não transformada e não diluída a que nada tenha sido acrescentado e de que nada tenha sido extraído representa uma oportunidade estendida ao organismo para uma maior expressão própria.

O corpo do sentimento, quando nutrido pela aura planetária coloca em marcha vibrações harmoniosas que exercem efeitos positivos na estrutura total celular. A observação de um pôr-do-sol magnífico sobre um mar calmo é não só agradável à vista como júbilo para cada célula do corpo. A maravilhosa composição e conteúdo deste corpo constituem tanto um mundo por descobrir, quanto o planeta que lhe deu vida. A ciência hoje mal arranha a superfície da verdadeira compreensão do seu propósito estrutural e funcional.

O fluido etéreo que circunda o corpo a uma distância de dois ou três centímetros constitui o campo de forças electromagnético que cementa a estrutura celular numa unidade sólida de energia. A rodear cada célula do mesmo modo que acontece com o corpo está a carga eléctrica produzida pela actividade bipolar de cada célula e desse modo cria um redemoinho de agitação no fluido intracelular em que cada célula se banha.

As células dos cones e das hastes do olho que são responsáveis pela visão periférica podem, uma vez treinadas, detectar esse fluido. A título de exercício, diminuí as luzes do aposento e colocai as vossas mãos diante do vosso rosto à distância de um braço. Não olheis directamente para as mãos, mas ao redor delas, e aprendei a ver a coroa, ou halo.
Fora do fluido etéreo encontra-se a aura humana... o espectro da cor que compreende o corpo do  sentimento e do pensamento. As cores, assim como a sua magnitude, variam de um indivíduo para outro. Quando o Cavaleiro se encontra desperto e permeia cada célula do corpo humano, a aura atingirá enormes distâncias.

Tal como cada célula, também cada órgão possui um uso profunda e infinitamente mais importante do que o que lhe é creditado hoje. Essa função esotérica não é activada a menos que o Cavaleiro, no seu contínuo crescimento, proceda à sua demanda. Quando isso acontece, o instrumento conterá todos os ingredientes necessários para expressar plenamente o que quer que o Deus dentro planeie expressar.
Centros de consciência chamados chakras, decorrentes do corpo etéreo ligado e interrelacionado com cada órgão vital por meio do sistema nervoso central e autónomo, quando plenamente despertos, constituem os trampolins finais para a percepção de Deus.

Existem sete chakras principais e relacionadas com cada um deles estão as principais glândulas do sistema endócrino. Eles situam-se ao longo de todo o comprimento da coluna espinal, começando pelo chakra base situado em frente ao coxis, até chegar ao chakra coronário no topo da cabeça. Cada um deles está sintonizado com uma certa frequência e cada um deles afecta o corpo de uma forma distinta e diversificada. À semelhança da aura que circunda o corpo, todos eles possuem uma cor distinta que com alguma prática poderá ser vista.

Quando a “criança humana” atravessa as portas da morte e abandona o recipiente, os chakras fecham-se como pétalas de flores ao final do dia. O Cavaleiro afrouxa a aderência; primeiro, em relação ao chakra situado no plexo solar; de seguida ao chakra do coração e depois ergue-se lentamente para se libertar pelo chakra ao nível das sobrancelhas e sair por intermédio do chakra coronário.

O corpo dos sentimentos, o corpo do pensar, ou o corpo astral não se chegam a separar da estrutura celular até três dias após a morte clínica. O enterro ou o embalsamamento antes do tempo constitui uma interferência para com a libertação projectada do espírito da matéria e torna a transição mais difícil. A prática da criogenia vai contra a lei da vida e significa dificuldades duradouras para a transição natural e libertação do corpo. A cremação realizada antes dos mencionados três dias apressará o retorno da estrutura celular ao corpo planetário e é preferido ao lento processo do enterro.

A morte é um processo tão natural na vida de uma “criança humana” quanto o é o nascimento. O abandono do corpo após um trabalho bem feito deveria constituir tanto causa de celebração quanto aquela reservada a um recém-nascido. Mas, com a idade e o lento processo de degeneração da estrutura do corpo, sobrevém o receio de ser empurrado na direcção de uma porta por detrás da qual reside o desconhecido... um desaparecimento do Ser de que possa não haver retorno. A “criança humana” olha para trás e observa a vida que viveu... arrepende-se das coisas que jamais chegou a concretizar... 

entristece-se com as coisas de que teve esperança mas jamais sucederam... sente incerteza e temor quanto ao que possa estar à sua frente. Está só... pois, enquanto toda a gente se juntara ao redor da sua cama, há tão pouco tempo atrás, quando terá chegado, agora a “criança humana” evita-a como reflexo do seu próprio medo... na hora da sua partida.

O Cavaleiro parte... o receptáculo vazio é deixado para trás... no devido tempo as células regressam ao planeta de onde terão procedido. O corpo do pensamento e do sentimento saem e vão para o plano astral e continuam a expressar os mesmos sentimentos e pensamentos que expressaram no plano mais denso e na sua forma mais densa. Mas agora torna-se mais fácil. Os desejos são satisfeitos no instante em que são expressados. Não existe distância entre querer e ter. Pensamentos surgem e dissolvem-se tão rápido quanto flocos de neve derretem na mão. Estradas de ouro... criaturas maravilhosas adornadas de todos os seus desejos... nuvens repletas de anjos a tocar harpa... tronos com deuses e abismos repletos de diabos preenchem o mundo astral. O Cavaleiro senta-se tranquilo no seu coração astral, à espera e a observar a “criança humana” a passar pelas suas fantasias.

Lentamente, as camadas sobre camadas de ilusões do desejo começam a derramar-se... uma a uma. A criança humana começa a ver através do mundo que terá criado. Ela eleva-se lentamente ao plano mental... onde os pensamentos não mais encadeados pelos desejos começam a perder a importância que tinham. Uma vez mais, e por fim, o Cavaleiro vê-se livre... destituído de pensamentos e de quereres, chega só ao plano causal... um pouquinho mais sábio... um pouco mais próximo da sua origem graças a uma vida expressada na forma de “criança humana”.

Assim, o ciclo na espiral evolutiva do homem é completado e dá-se uma pausa antes de outro ter início. Com cada encarnação, a criança humana liberta um pouco mais do Deus interior até que essa personificação especial, em que o Cavaleiro se encontra plenamente desperto, preenche cada pensamento, sentimento e acção. A criança terá crescido e a necessidade de se expressar numa forma humana é satisfeita.

Então, é quando o jogo dos cinco sentidos é posto de lado... e amor é ser... sem pensar.
Então, é quando o homem não vê o eu e o meu, mas como uma batida do coração, actua para o bem de toda a vida.
Então, é quando o Omnipotente repousa a observar e a sala dos sete anjos ecoa de alegria.
O pombo regressou a casa para repousar... e deus respira no homem.

EXERCÍCIO DE MEDITAÇÃO

 Sentai-vos no sossego do vosso quarto. Com os olhos fechados e a espinha erecta, começai a observar a vossa respiração à medida que lentamente flui para dentro e para fora como o batimento rítmico das ondas do oceano de encontro às margens imóveis.

Mantende a atenção na respiração até pouco a pouco puderdes observá-la a diminuir e dificilmente a notardes. 

Agora, olhai dentro do espaço escuro no interior do vosso corpo. Afundai-vos profundamente na sua vastidão até as muralhas da consciência do corpo terem desaparecido. Com a vossa atenção total, dirigi-vos para o centro do coração. Curvai-vos humildemente diante das suas portas e implorai a atenção do Deus nele.

Dizei-lhe que O amais. Contai-lhe a saudade que sentis por Ele. Abri-vos a Ele e implorai-Lhe mais. À medida que repetem lentamente... Deus... Deus... Deus... deixai que Ele preencha cada átomo do vosso ser até que nenhum local seja deixado sem Ele. Depois conhecei o sentido das palavras:
“AQUIETA-TE E SABE QUE EU SOU DEUS”

A ESPIRAL

No início era vaga e imóvel. Não havia movimento no Compartimento. O vazio prevalecia e a noite era destituída de sonhos.

Algures uma evolução tinha atingido o seu clímax, e daí, de um lugar qualquer vieram os Mestres Solares e os Mestres Planetários a encarnar em multidão. A sua presença esvaziou as trevas e os pensamentos deles preencheram o Compartimento. A noite foi substituída pelo Dia e a criação começou mais uma vez.

Tinha começado uma era. A evolução espiralada da criação raiou a sua limitação de tempo e espaço. Ideias, ao criarem formas, abriram caminho a expressões em constante mutação, cada uma ligada à seguinte... todas elas coloridas pela mesma luz... a eterna busca pela percepção do Ser (Si Mesmo). A forma sinuosa em constante transformação da espiral jaz como o coração no centro de toda a criação. É o alfa e o ómega que precipita todas as formas expressivas. É o fio de actividade que se estende entre a Nébula e a Totalidade. Existe do mesmo modo no microcosmo que no macrocosmo. É a lei cujo fluxo rotativo representa o espírito condensado e a matéria do mesmo modo. 

A partir do seu centro em constante pulsação é atirada para o vazio a criação de sistemas universais, as galáxias, as estrelas, os planetas, as células e os átomos.

Ainda assim constitui uma limitação... e em si mesmo também constitui forma. Possui um começo e um fim. É um círculo insatisfeito incapaz de fechar, destinado a reproduzir-se uma vez mais por meio de cada volta, e nesse processo derramar a sua desforra no Compartimento, ao lhe conferir vida.

Desde o sul até ao norte, ou desde o fundo da espiral até ao topo, representa uma era... um ciclo completo da criação. Ele engloba a divisão de 14 voltas... ciclos menores... ou secções da era. A linha equatorial divide-a em duas partes iguais com sete eras seccionadas abaixo e sete acima. Em paralelo com ela, existe o seu próprio reflexo, possuidor do mesmo número de secções da era, desse modo alcançando o total de 28 por cada espiral.

Desde o fundo até ao topo ela roda no sentido dos ponteiros do relógio. O reflexo que cria exerce um perfeito paralelograma de força sobre a frequência, sofre uma aceleração, e devido à adição da flora mineral, a vegetação é acrescentada ao Compartimento. Inicialmente de uma forma lenta e petrificada; mais tarde de uma forma mais rápida e crescente até formar uma vasta vegetação luxuriante e imponente, árvores gigantes, criando assim uma atmosfera mais adequada para formas mais complexas.

Surge o reino animal. A espiral continua a dar voltas, e a aumentar a sua velocidade e da sua serpentina brota toda a sorte de criaturas. Algumas atingem um tamanho formidável, e em termos de tempo, vivem durante milhares de anos... o anquilossauro, o dinossauro, o tricerátopo do passado. Caso surgissem hoje, deveriam caminhar com a cabeça voltada para o chão sob a pressão da força da gravidade e sucumbiriam num curto período de tempo.

Os alicerces encontram-se agora lançados e o reino humano descobre o seu plano no fluxo do tempo. A evolução atingiu o seu clímax; Deus chega através da forma espiral e instala-se no coração desta última manifestação que surgiu.

A aceleração da consciência encontra paralelo no aumento da frequência. A gravitação exerce uma força contrária ao crescimento e em resultado disso, toda a flora da criação atinge um equilíbrio.
O homem percorre a Terra à semelhança de gigantes, e à semelhança dos seus antecessores, os dinossauros, vive por milhares de anos. A sua mente consciente desdobra-se e a agitação do fluxo da espiral de toda a criação reflecte-se em cada uma das suas células. A ele pertencem os Ciclopes de um passado esquecido, os Gigantes, os Titãs. No seu olho que tudo vê acha-se contida a verdadeira imagem do mundo que o deu à luz.

“Nesses dias existiam gigantes à superfície da terra; e mesmo depois disso, quando os filhos de Deus vieram e tomaram as filhas dos homens, e lhes geraram filhos, eles tornaram-se os homens valentes da antiguidade, homens de fama.”
Genesis 6:4
Mas o olho do homem fechou-se; a sua consciência viu-se espremida numa bolha de limitação. Ele rodopiou e foi jogado pela força em permanente mudança exercida pela espiral e no seu fogo viu-se moldado, formado e temperado pelo seu destino final.

Quando a espiral da evolução alcança o seu pináculo, emerge o homem acabado. O receptáculo em que a essência se encontra, contem as gotas de sabedoria destilada que certa vez, há tanto tempo atrás, provocou o começo rodopiante, acha-se repleto até cima.

Os ciclos estão terminados; uma era acha-se conlcuída. A chamada espiral completa vai da gravidez ao nascimento. Desde o topo ela volta-se para dentro para o escuro buraco negro que não sofre mudança. Desde o seu ímpeto inicial, a exalação, abandona no seu ventre que o criou, tempo, luz, gravidade, crescimento, iluminação. Quando volta a nascer, acha-se dividida em dois. Encarnando-se no seu centro vêem os Mestres do Sol e os Mestres Planetários numa multidão...

Cada espiral é inundada pela sua essência espiritual tal como o é a dimensão da consciência de Cristo que prevalece na consciência planetária. Quando os ciclos da espiral evolutiva se completam, essa consciência despede-se e acelera para formas de expressão mais elevadas satisfazendo a exigência da sua própria expressão. Desde a criança humana em que o Cavaleiro representa o Deus manifesto até ao plano saturado pelo reflexo maior de uma consciência de Cristo, a espiral ascende à forma que for requerida à sua produção criativa.

A espiral deste planeta de que o género humano faz parte, encontra-se agora em transição do décimo primeiro para o décimo segundo ciclo. A era do despertar teve início. O décimo segundo, décimo terceiro e o décimo quarto ciclos verá a criança humana primeiro como verdadeiros seres humanos e de seguida como espíritos livres em relação ao qual o veículo do corpo humano não passa de um instrumento esquecido.

Dissemos que o fluxo do tempo dentro da espiral é, nos termos da mensuração cronológica que fazeis, mais rápido do topo e no fundo e muito lento no meio. Um ciclo no fundo poderia ir de 2000 a 8000 anos ao passo que ao redor da linha equatorial, uma volta poderia demorar aí uns milhões, porventura biliões de anos.

No intervalo rumo ao 12º ciclo, onde vos encontrais agora, o tempo já acelerou além dos meios que estabelecestes para o medir. As gerações futuras experimentá-lo-ão, pois, num período de vida mais curto. As vossas superestruturas morfológicas deverão ser menores, as características mais refinadas em resultado da elevação da frequência. A aceleração molecular provocará uma mudança em todo o padrão de vida.

O vosso alimento será na sua maior parte energia do Prana oriunda do corpo etérico e assim sustentarão o veículo físico. Os vossos corpos mentais acelerados tornar-vos-ão possível experimentar a vida em cada parte, não só no vosso próprio planeta como nos sistemas externos também, sem precisarem carregar o veículo físico convosco.

O fluxo básico da energia, o amor, será capaz de atingir todo organismo sem a resistência das densas camadas de ignorância que agora o detêm. Em poucas palavras, esses ciclos serão os de uma iluminação incrementada e de uma plena expressão, eras esplêndidas para a “criança humana” nascer e viver.

Fim