domingo, 24 de março de 2013

RECONHECER & COMPREENDER


Reconhecer e compreender. Cognição (conhecimento); registo feito pelos vossos sentidos, não somente os vossos cinco sentidos, mas os vários sentidos, os vários dispositivos de medição; registo feito pelos sentidos a fim de tomardes consciência, de compreenderdes, e de conhecerdes – cognição. 

Reconhecimento. O prefixo “re” significa “voltar a”; voltar às cognições que tínheis, voltar as vossas compreensões, às vossas percepções e saberes. Voltar ao que é registado pelos múltiplos sentidos, e voltar a olhar, permitir que volte a registar de modo a poder tornar-se numa nova percepção, numa nova compreensão e num novo saber. Reconhecer, perceber.

Um dos segredos, que na verdade é o primeiro, da manifestação consta da compreensão de que, quando manifestais estais a trazer, não a ilusão á realidade, mas estais a trazer o real à ilusão. O vosso mundo de dualidade, o vosso mundo de reflexos, o vosso mundo composto de ilusão – trazer o real a essa ilusão. Mas para poderdes fazer disso algo com que possais trabalhar, algo que possais envolver precisa ser percebido (em Inglês “realized”, o que confere um sentido de reforço ao termo anterior). E nós, um tanto em tão de gozação, usamos a analogia do amaciamento; do “pedaço de carne dura”, algo que não conseguis mastigar nem engolir nem digerir, e que certamente terá pouco valor nutritivo; de qualquer modo, antes de a comerdes, antes de a preparardes, precisais amaciá-la e desse modo colocai-la numa marina de vinha de alho com vinho. De seguida bateis-lhe com um maço após o que fica amaciada e pode ser engolida, digerida, tornar-se nutriente. E podeis obter propriedades nutritivas dela. O mesmo se passa com o Real, que ainda não conseguis “engolir”, nem “digerir”. 

Na vossa ilusão precisais – não de a amaciar! – mas precisais de a perceber, conferir-lhe realismo, conferir-lhe dimensão, atribuir-lhe impacto e importância, estender-lhe a escolha, a reflecção. E brincamos de alguns que levaram a analogia do perceber e do amaciar demasiado além do sentido que tem, ao dizermos o quanto muitas vezes se ensoparam de vinho (riso, ou que se puniram a eles próprios com o escárnio deles próprios e os preciosismos nas tentativas que fizeram por perceber. Mas com certeza que há formas de perceberdes as cognições que colheis e de perceberdes os reconhecimentos que efectuais.
E começamos por estes dois termos, por serem chave em relação a tanta coisa que responde pela função da metafísica que abraçais, e em relação a tanta coisa que representa a essência da vossa espiritualidade. São essenciais para tanto do que criais e manifestais. São chave igualmente em relação à precipitação dessas criações e manifestações, em relação à precipitação dessa multiplicidade de funções e dessa essência do mesmo modo.

De volta aos conceitos básicos de que falamos há tantos anos atrás: Identificar, Reconhecer, Perdoar, Mudar. A identificação e o reconhecimento respondem pela fase do reconhecimento, do registar nos vossos sentidos, da percepção e do entendimento e do saber. E o perdoar e o mudar representam a percepção da forma, devido a que, muitas vezes até estardes aptos a perdoar não podeis conferir dimensão ou estender-lhe possibilidade de escolha, não podeis permitir que tenha importância nem deixar que se reflita. Mesmo nas preliminares, o reconhecimento e o percebimento, que são chave em tanta coisa e se acham tão entrelaçados no processar e nessa actividade que empreendeis no sentido de remover os véus da percepção, a fim de removerdes os bloqueios e os obstáculos e o tinir dos contratos obscuros e dos roteiros nocivos, dos entraves, de modo a conseguirdes usar a cognição e de forma a poderdes voltar a essas cognições e usar do re-conhecimento dos “comos” e dos “quês” que impele esse poder e vos capacite a entender. Esse ímpeto, esse poder. E capacitar o vosso próprio processamento; esse poder e capacitação, o próprio processo que representa esta vida.

Reconhecimento, compreensão, parte integrante disso que é o processar, do programar; programar a escolha, a ressonância, a aceleração, a titularidade, os ciclos de aprendizagem e de acção, ou de acção e de aprendizagem; as próprias criações e manifestação que representam o programar. Tudo quanto se acha entrelaçado em grande parte na identificação e no percebimento.

Poder – essa capacidade e vontade de agir e de criar nos vários domínios e mundos que vos dizem respeito.
Capacitação ou empoderamento – a permissão e a autoridade para ser poderoso. 

Parte igualmente integrante disso que é o vosso poder e capacitação, é o reconhecimento, compreensão. Parte integrante da alta magia do reflexo e da intenção e da iluminação; da alta magia da escolha, misteriosa e mística; da alta magia do amor, através da transmutação e da transformação.

E sem dúvida, reconhecimento e percebimento, chave em tanto que representa a vossa espiritualidade, chave em tanto que representa o relacionamento e a associação que tendes com Deus, com a Deusa, com o Todo, em relação à busca da mais elevada verdade à honra da herança e da tradição, e representa um papel chave na mais terna afeição, da mais profunda intimidade, do mais elevado interesse que é espiritual. Parte tão integrante do honrar do carácter e da vitalidade e da visão e da dignidade, do buscar, da liberdade, e da autodeterminação. Assim como do relacionamento e da parceria convosco próprios. 

Cada um desses componentes que compõem a vossa espiritualidade – uma chave em relação à sua essência, é o reconhecimento e o percebimento. E ao longo dos anos aprendestes por muitas formas a reconhecer e a perceber e a criar e a manifestar. E essas formas emergiram primordialmente do passado – do vosso passado. Estais actualmente comprometidos numa nova espiritualidade, estais presentemente comprometidos não em descobrir mas em fundar uma nova espiritualidade. Achais-vos actualmente comprometidos, na presente década (90) que foi a década mais monumental que alguma vez chegou a ter lugar, e assim comprometidos estais a aprender novos modos e novos significados sobre o reconhecimento e o percebimento, novos sentidos e novos modos de criar e de manifestar, e esses modos emergem do futuro – emergem do vosso futuro.

De início parecem-vos embaraçosos e sentis-vos confusos e na incerteza; não estais muito certos de saber como utilizá-los e sentis-vos um tanto desajeitados, pretensiosos e deselegantes. Mas foi assim quando pela primeira vez começastes o que agora vos parece tão natural; foi assim quando pela primeira vez começastes a considerar que tivésseis uma palavra a dizer, na realidade em que viveis. Quando pela primeira vez começastes a entender que envolveis mais do que o corpo que actualmente ocupais. Também isso vos pareceu estranho e vós vos sentistes pretensiosos – então!

Há tantos anos atrás quando começastes a considerar além do potencial humano e do potencial metafísico, um potencial espiritual sentistes-vos embaraçados e pretensiosos. E agora, conforme vos encontrais em meio às muitas maneiras que conheceis, estais a aprender novas formas de perceber e de reconhecer; e assim é que isso soa estranho, e assim é que vos sentis pouco à-vontade e na posse de um procedimento ambíguo qualquer. Assim é em relação à insegurança, que vos leva a questionar se o que estais a aprender será novo e se poderá realmente chegar a resultar a vosso favor. 

É por isso que dizemos que vos encontrais num estado de transição, e que não deveis adoptar o “assim ou assado” e que precisais abandonar a metafísica de que tendes conhecimento e em vez disso utilizar isso como uma fundação, como um trampolim para uma metafísica que ainda não é do vosso conhecimento, mas que estais para conhecer. Para utilizardes o que já sabeis sobre o reconhecimento e a compreensão, para usardes aquilo que já conheceis sobre o criar e o manifestar, mas para terdes vontade de aprender de novo. Estai dispostos a olhar para fora e a pôr em prática e a explorar e a experimentar as novas formas de reconhecer e de compreender; as novas formas de criar e de manifestar e dispor-vos a permanecer abertos aos modos que ainda não são do vosso conhecimento.
...
Já durante este mesmo ano começamos a considerar novos modos específicos, para lá da culpa e do medo, novos enredos designados sob o título de Curar Através da Ressonância, O Despertar do Vosso Génio, três das formas que estais a aprender e de que estais a tomar um maior conhecimento, e uma outra (quarta) dessas formas consiste em fazerdes uso do vosso destino. Para utilizardes o vosso destino de forma a conscientemente dirigirdes a evolução.

DESTINO

Bom; também percebeis bastante sobre como dirigir conscientemente o vosso crescimento. E sabeis muito sobre como dirigir conscientemente a mudança, à medida que vos fostes tornando progressivamente mais conscientes da criação da vossa própria realidade. O crescimento sempre tem lugar; é como um círculo, que não tem início nem fim. O crescimento sempre ocorre. É consistente embora não constante, ocorre de um modo rápido, ocorre de um modo lento, mas está constantemente a ter lugar – estais sempre a crescer. Até mesmo aqueles que reclamam e declaram em absoluto que vos defrontarão até à morte até vos convencerem de outra maneira, também eles crescem. É como um círculo, se início nem fim.

De vez em quando em meio a esse crescimento, uma mudança que não conseguis constatar nem perceber, por só conseguirdes ver e escutar os efeitos, é essa mudança que torna o círculo numa espiral. E percebeis muito sobre dirigir o vosso crescimento; e sabeis muito sobre dirigir a mudança – tornar o círculo numa espiral. Não sabeis muito sobre o dirigir a evolução. O crescimento consiste num círculo. É a mudança que torna o círculo numa espiral. É a evolução que conduz a espiral e um nível totalmente novo, a um plano completamente novo. É a evolução que instaura o novo pavimento onde dançais a dança circular e a dança espiralada.  O novo pavimento onde dançais a dança do crescimento e da mudança.  E sabeis muito sobre dirigir conscientemente o vosso crescimento e a vossa mudança e continuais a aprender ainda mais sobre esse dirigir do crescimento, esse dirigir do crescimento ao estardes preparados para começar e ao terdes dobrado a esquina e vos encontrardes agora no caminho para Casa.

Não tem fim – conforme admitireis, com orgulho ou talvez timidamente – ser alguém que sabe, enquanto ao mesmo tempo, também sois alguém que está prestes a saber mais. Que conquanto saibais e estejais ainda a aprender, é já tempo de começardes a aprender mais. É já tempo de irem além do dirigir consciente do crescimento e de alterardes os modos de que tivestes conhecimento de estar a aprender, e de aprenderdes a utilizar o destino. Aprender a usar o destino. Direccionar esse crescimento e essa mudança mas usar igualmente o destino, a fim de do mesmo modo dirigirdes conscientemente a evolução. Está ao vosso alcance. E vós estais preparados.

Não precisais contentar-vos. Jamais sugerimos de devêsseis. Não deveis contentar-vos com aquilo que conheceis. Não tendes que esperar – jamais sugerimos que devêsseis. Não precisais esperar até que o destino se cumpra. Podeis cumpri-lo, com o muto ou o pouco que sabeis sobre o destino; podeis usá-lo agora. Não num dia destes – podeis usá-lo agora. E de mãos dadas com o destino, dirigir conscientemente o crescimento, a mudança e a evolução. Podeis criar e abraçar uma felicidade incalculável, uma alegria incalculável. Podeis criar e manifestar uma variedade de êxitos dotada de conquistas e realizações sem paralelo.

Podeis ir além dos sonhos e visões que tendes e re-conhecer esses sonhos e visões e em seguida torná-los numa realidade. Perceber os vossos sonhos e visões e vivê-los. Para além do reconhecimento e da compreensão, da consciência, e saber, podeis chegar à compreensão da vivência desses sonhos e dessas visões. Não tendes que esperar, nem precisais contentar-vos. 

Sim, encontrais-vos aqui para cumprir o vosso destino; sois os cartógrafos desse destino,
sois os sonhadores e os tecelões de sonhos, aqui estais vós de mãos dadas com o destino, a cumpri-lo. Mas encontrais-vos igualmente aqui para participardes de uma forma activa – o que significa tomar parte conscientemente – na evolução da consciência, na evolução da espécie, na evolução de um mundo; não simplesmente para criardes uma nova ordem no mundo que já existe, mas para criardes esse futuro positivo, para criardes esse futuro virgem, para criardes esse mundo novo. Sim, estais aqui a fim de cumprirdes o vosso destino, sim, estais aqui para participar activamente, vós sois os fabricantes de visões, sois os criadores da realidade, sois os magos da vossa era moderna, do novo milénio; sois os fabricantes de milagres e quem opera esses milagres, uma vez fabricados.

Mas gente, é igualmente importante compreender que vos encontrais aqui por vós próprios, não unicamente para cumprirdes com um destino, não exclusivamente para tomardes parte – estais aqui por vós próprios. Encontrais-vos aqui para resolverdes os vossos problemas, e para criardes e manifestardes as vossas esperanças e os vossos desejos e as vossas oportunidades, sonhos e visões. E estais aqui para criar de novas esperanças, e para criardes novas oportunidades, e para criardes novos sonhos e visões – para vós, para vós, para vós!

E para aqueles a quem amais, e para aqueles por quem vos interessais, mas igualmente para aqueles que nem sequer conheceis. Estais aqui por vós assim como pelo vosso destino; assim como pela participação activa que precisais ter. Estais aqui pela alegria de estar. Estais aqui pela excitação que é estar. Escolhestes esta travessia deste tempo-espaço, que rapidamente se torna nas vossas encruzilhadas, pelo prazer e pelo entusiasmo que isso trás. E isso importa igualmente ter presente. 

E assim tem início, e para podermos dar início precisamos voltar àquelas duas palavras: re-conhecer e compreender. Identificar e perceber num nível profundo. E desse modo mencionamos o destino, há muitos anos atrás, numa certa noite. Na verdade foi em Janeiro de 89, no workshop intitulado “Tirar Proveito do vosso Destino”, Há sete meses e alguns meses atrás. Vamos voltar a essas cognições e reconhecer e perceber.

O destino. Com toda a clareza e directamente o destino é aquilo para que vos direccionais, aquilo para que vos dirigis. E é a razão por que para lá vos encaminhais. O destino é cuneiforme – um cone – é uma destinação (objectivo), um local para onde vos dirigis, assim como uma razão porque para lá vos endereçais. Mas é cónico. Para o alcançardes há muito a dizer sobre a luz, muito a dizer sobre o fôlego, muito a dizer sobre o foco de luz do vosso destino, a fim de explorardes e experimentardes. 

O vosso destino é para onde vos encaminhais, a razão por que ides até lá. O vosso destino é igualmente um ponto na consciência que se situa além do espaço-tempo. Não é um local por não existir espaço, nenhuma latitude nem longitude, para além do espaço. É um ponto na consciência por não ser um tempo que tenha um começo, um meio ou um fim, por não existir qualquer tempo. E por isso, em vez de uma destinação, um local para onde vos encaminhais, constitui um ponto para onde vos dirigis, um ponto na consciência, para o qual vos dirigis, e que constitui a vossa motivação, para vos encaminhardes para ele.
Que por sua vez, também é cónico, e conduz a muito mais. É o local para que vos dirigis, a razão para vos encaminhardes no seu sentido, é um ponto na consciência na direcção do qual vos encaminhais e a motivação para vos encaminhardes na sua direcção.

Em segundo lugar é importante entender que o destino não é estático nem é uma coisa fixa; não é uma coisa que vos tenha sido atribuída pelos “Senhores do Destino”, nem por Deus, nem pela Deusa, nem pela Alma ou pelo Espírito, nem por nenhum dos vossos Amigos Invisíveis, seja qual for a designação que lhes derdes. Não vos é designado, não é estático, não é nenhum apontamento feito “à última da hora”, mesmo antes de encarnardes no físico. Não é coisa determinada, e assim que descobrirdes, assim que tiverdes cognição do que o vosso destino envolve nesta vida, não se torna assim determinado nem estático. É dinâmico e está vivo e respira, cresce e mingua, acelera e desacelera, sofre desvios, mudanças e crescimento. É uma matriz viva, é fluído, é flexível, encontra-se em constante mudança, em constante mutação e em constante crescimento.

E quando se encontra vivo, quando permitis que o vosso destino tenha vida pode tornar-se num recurso surpreendente e num reservatório de poder. Quando permitis que ganhe vida pode tornar-se numa ferramenta na ampliação dos vossos potenciais e do vosso poder, e permitis que tenha vida. Tudo quanto se enquadre na sua amperagem, passareis então a criar. 

Tudo quanto tiver cabimento no seu cone, no seu foco de luz, na sua sombra, na sua amperagem, no seu ampere da sua sombra. Criá-lo-eis. A forma poderá variar a partir da expectativa que tiverdes, mas a função será vossa. E aquilo que se situar fora do seu alcance, tanto podeis criar como não. Isso fica ao vosso critério; isso depende da singularidade que vos caracteriza. Mas o que tiver cabimento na área do cone - haveis de criar. Assim é a natureza, assim é o poder, e assim é a importância que o destino tem. Constitui o local, constitui o ponto na consciência, constitui a razão, constitui a motivação. Ele está vivo e respira, é fluído, flexível, alonga-se. 

Constitui uma matriz viva, em constante mudança, em constante crescimento, em constante mutação; uma matriz viva de convergência – um foco de identidade, imagem e de motivação. Quatro componentes que se acham compreendidos e consequentemente definidos, que compõem o destino, e do mesmo modo o que nele tem lugar: Convergência, Identidade, imagem (ou a ideia, o reflexo) e a Motivação.

O contexto, o pano de fundo do vosso destino encontra-se nos propósitos da vossa vida, nas lições da vossa vida. Ou como sempre nos referimos a eles, nos parâmetros da vossa vida: flexibilidade e fluidez; a natureza em constante mutação do destino ou desses próprios parâmetros. Sempre empregamos a analogia da lente da câmara, com que podeis ampliar ou reduzir; podeis ampliar ou fazer uma grande angular. Podeis criar um retracto ou fazer um imagem de perto ou uma paisagem. E com a luz, podeis filtrar por meio de gel, podeis filtrar de modo a alterardes o humor, de modo a alterardes o ambiente, de modo a alterardes a ressonância do que é exactamente os mesmos quatro. 

É isso que representa os vossos parâmetros de vida, todos os sete conforme tantas vezes mencionamos; os dois obrigatórios, o de terdes criado o vosso plano físico na sua globalidade, o plano astral, causal e mental de modo a desenvolverdes os parâmetros obrigatórios do aprender a divertir-se – não apenas aparecer na festa exacta, não apenas mudar-se para Las Vegas, ou Shasta ou Sedona – aprender a produzir divertimento onde quer que seja. Mas também o parâmetro obrigatório da criação consciente do sucesso. Não apenas ser bem-sucedido nem nascer na família correcta ou descobrir uma colher qualquer de prata e espetá-la na vossa boca. (Riso) mas criar sucesso de forma consciente. Isso é obrigatório.

Mas para além disso, já que passastes por todos o trabalho, é necessário acatar igualmente outras coisas por decisão e deliberação própria, que no sentido colegial representam as electivas. (Riso) Ides para a faculdade para obterdes um diploma, não é? E frequentais certas disciplinas que vos são exigidas – se quiserdes obter esse diploma. E quando o conseguis em três ou quatro anos, dez anos – quando vos tornais num estudante profissional! (Riso) – não obtereis esse diploma até satisfazerdes as disciplinas requeridas, mas ao longo do caminho, já que disponibilizais todo esse dinheiro pela matrícula e suportais AQUELA comida (riso) melhor será que tireis mais uns outros cursos enquanto lá vos encontrardes.

IDENTIDADE

Num sentido semelhante, por a analogia não estar completa, também vós dispondes de parâmetros de vida e esses parâmetros constituem o pano de fundo, esses parâmetros constituem o contexto contra o qual e do qual o vosso destino emerge. O conteúdo do vosso destino é encontrado na vossa identidade. O conteúdo do vosso destino é encontrado na vossa identidade. Agora, em que consiste a vossa identidade? “Oh, essa é a velha piada, não?” Não, não!

“Quem sou eu?” As costas da mão precisam pressionar a testa, entendem? (Riso) para conseguirdes efectivamente o efeito dessa questão - “Quem sou eu?” – precisa ser às três menos um quarto, quando ninguém está presente, precisa ser na cozinha sozinhos, à fraca luz da candeia e rodeados dos ruídos da cidade, não é? “Quem sou eu?” A velha pergunta, não é, que toda a gente busca responder, em função de um sentido de identidade. E nós sugeriríamos que percebeis o conteúdo do vosso destino inserido nessa identidade - o conteúdo do vosso destino acha-se contido nessa identidade, e desse modo, uma realidade consensual possui certos investimentos no facto de não descobrirdes a vossa identidade. E dessa forma encoraja-vos o: “Quem sou eu?” Sem jamais encontrardes uma resposta, ou sequer uma resposta adequada.

A realidade consensual, nas tentativas que evidenciou no sentido de eliminar o caos, e porventura por altura da Renascença, o Descartes disse-vos quem éreis: “Eu penso, logo existo!” - questão respondida! Nesse tempo, compreender o pano de fundo, entender o contexto, mesmo na Renascença, era um tempo em que o mundo era altamente imprevisível, altamente místico e que se encontrava em elevada mudança e deslocamento; era igualmente um mundo em que o Patriarcado, o chauvinismo, procurava a ordem, buscava a estabilidade, necessitava de previsibilidade, que o Descartes no seu melhor: “Penso, logo existo,” criou; que o Newton no seu melhor, criou um mecanismo, com a ideia, o propósito, a intenção de tornar o mundo completamente previsível.

Essa era a sua motivação, essa atrás disso que o Newton andava. Num mundo que era tão incerto e tão confuso, num mundo tão desconfortável e de tanta ambiguidade, num mundo repleto de insegurança pessoal e do desconhecido, estas, as mentes mais brilhantes buscavam a estabilidade e a previsibilidade, procuravam fazer com que tudo trabalhasse de forma ordenada e arrumada. 

E por conseguinte, a física Newtoniana - agora chamada clássica - de que brotou a filosofia Cartesiana: “Eu penso, logo existo.” Previsível! Lógico! Sensato! Em que tudo surgia da graça, de acordo com a ordem, de acordo com o dever, de acordo com a obrigação, tudo a surgir apropriadamente, tudo a funcionar apropriadamente, a competir, a comparar, a lutar.

Mas subsiste a questão: “Quem sou eu?” Subsiste uma busca pelo sentido da identidade, que cada geração passa á seguinte; não é nada que possais herdar. Mas em que consiste a vossa identidade? É propositadamente mantido como coisa mística e na verdade representa o “não ser”. A vossa identidade também se acha em permanente mudança, não é coisa estática nem fixa, mas as pessoas procuram uma identidade fixa e estática, mas JAMAIS a descobrirão! E aquilo que descobrem, descartam, por ser fluido e flexível, por se achar em mudança. Sempre descrevemos a identidade como pérolas enfiadas num cordel – não uma mas várias. Possuís uma identidade aqui, uma identidade acolá, e cada uma delas constitui uma pérola ao se acharem enfiadas no cordel do EU (personalidade). A vossa identidade é aquilo que fazeis, e o que dizeis, e o que pensais, assim como o que sentis. Isso é a vossa identidade. Não é nada misteriosa, mas tampouco é previsível e certamente encontra-se em mudança e crescimento.

O vosso destino é encontrado, o seu conteúdo é encontrado na vossa identidade; o conteúdo do vosso destino encontra-se naquilo que dizeis, no que fazeis, no que pensais, no que sentis. Ou para o dizer de uma outra forma, acha-se reflectido na atenção que tendes – não somente naquilo a que prestais a tenção, mas COMO lhe dais atenção. Reflete-se na vossa intenção – superficial e luminosa. Reflete-se na vossa acção – no que dizeis, no que fazeis, no que pensais, no que sentis, e na vossa imagem. Isso compõe a vossa identidade. “Eu sou o que digo; eu sou o que penso; eu sou aquilo que faço; eu sou aquilo que sinto.”  “Eu escolho, logo eu existo,” porventura será uma afirmação mais clara (riso) “Eu imagino, e por conseguinte existo!” E é nesse sentido de identidade que descobrireis o conteúdo do vosso destino. A forma que o vosso destino tomará é encontrada na vossa imagem – na vossa imagem!


A qual também está em permanente mudança e crescimento; na vossa imagem, que também não é fixa nem estática. Isso é o que a vossa PERSONA representa – uma coisa fixa e estática, enquanto a imagem se acha em constante mudança.  

IMAGEM

A vossa imagem – a vossa IMAGO – aquilo que emerge do casulo, aquilo em que vos tornais, aquilo com que vos identificais. A imagem é composta pelo enquadramento, principalmente pelo enquadramento, um enquadramento de que falamos e de que iremos tratar nos próximos dias. Um enquadramento que tanto representa uma grelha como uma matriz. Uma grelha de recordações e de mitos. Recordações – têm um mar delas, tendes milhões de recordações, mas apenas certas recordações obtêm significado, e somente a determinadas atribuís sentido. Essas são as recordações que se destacam, as que têm existência. 

As outras recordações acham-se presentes mas não lhes dais sentido nem significado, pelo que não se destacam e não têm “existência”. As recordações que escolheis, as recordações a que atribuís sentido e significado; pode-se dizer muito de uma pessoa pelas recordações que tem. De que modo recordais a vossa infância? Como recordais aqueles anos de adolescência? Não todas as recordações, mas quais as que se destacam? Quais as que chegam a ter existência?

 Quais são aquelas em que comparecestes há tanto tempo atrás, e em que continuamente tomais parte? (Trocadilho com os termos do Inglês “member” e “remember”) Em que voltais a tomar parte de novo. É porque, entendam, essas experiências, situam-se no vosso mundo físico e como tal acham-se sujeitas à Segunda Lei da Termodinâmica, sujeitas à Entropia (uma grandeza da termodinâmica que mensura o grau de irreversibilidade de um sistema, que é vulgarmente associada à desordem. Exemplo: O trabalho ode ser convertido em calor, mas não o inverso) O que significa que pela sua própria natureza começará a dividir-se, aquelas coisa em que tomastes parte – aquele acampamento de Verão, aquele abuso, aquela morte, aquele divórcio, aquela mudança, aquele fracasso, aquela humilhação, aquela ferida. Congregastes experiências, ataste-las juntas e isso tornou-se numa recordação. 

Mas entendam, a entropia pela sua própria natureza desgastá-las-ia, corroê-las-ia, e levá-las-ia a cair no esquecimento, e muitas das recordações que tínheis foram esquecidas. Muitas delas foram sujeitas à entropia, não foram – agora que esquecestes isto ou esquecestes aquilo. Mas certas dessas coias vós voltais a corporificar (recordar). Periodicamente voltais a elas e reuni-las de novo, de modo a que a entropia as não leve. Recordar – voltar ao processo de congregar a recordação que tiverdes. E elas dizem muito a vosso respeito – sobre quem sois, como vos encarais a vós próprios e como encarais e ao que corresponde a imagem que tendes. 

E os mitos - não mentiras, nem fazer crer, nem fantasias; mitos que constituem o ritual lírico, os padrões, os vosso padrões, aqueles a que repetidamente voltais. Os mitos com base em que a recordação teceu a sua urdidura e a grelha do vosso enquadramento.
E para isso, concorrem os sonhos e visões que tendes, que tanto falam pela pessoa, pelas visões e sonhos que ela tem. O que têm na visão que sustentam – não simplesmente nas visões imponentes, mas a gama, a abrangência, a variedade. E o que sustentais nos sonhos que tendes, não apenas nos sublimes, mas na variedade.
Entendam, esse é o vosso enquadramento e é com base nele, e a partir dele, que se precipita a imagem, que é impressa em vós.

A imagem que tendes também brota da forma como percebeis, da forma como percebeis a vossa existência. Percebereis a vossa existência e aquilo que possuís - a casa, o dinheiro, o carro, a esposa – percebereis, não somente possuís, o que tendes – a casa, o carro, a esposa, os graus académicos, as conquistas, as maiúsculas que antecedem o nome ou que o seguem? Definireis a vossa existência, percebê-la-eis pelo nível de autenticidade, carácter, integridade e coragem que tiverdes? Uma coisa é a existência consoante é definida por vós e outra pelo vosso estado espírito. E não é assim ou assado, a existência é ambas as prerrogativas. Sim, definir a vossa existência por aquilo que possuís, por aquilo que tendes, por aquilo que fazeis, e por aquilo que sois – aqui a gramática soa errada. De que modo definis, de que modo percebeis. 

Em terceiro lugar a vossa imagem também representa claramente um componente, da vossa alma e do vosso espírito, a luz, o numinoso. Quão repletos de alma e de espírito sentis que esse conteúdo que sois esteja? Mas também é composto por aquilo que se acha além da consciência, por aquilo que é outra coisa para além da consciência, pelo amor, esse amor raro que existe para além do medo; o possível, que existe para além do espaço-tempo; a mente, que tem existência para além do cérebro; a realidade, que existe para lá do que podeis conscientemente criar. Essas são as coisas que compõem a imagem. E é nisso que a forma do vosso destino é encontrada.

Pontos centrais (parâmetros), focalização, identidade, imagem. O último componente do destino é a motivação; o que distingue o destino de um desejo , de um querer, de uma preferência, o que o distingue da necessidade é a motivação, e há certas motivações prescritas que se precipitam na vossa realidade por um infinidade de formas, mas certas formas de motivação prescritas que distinguem o que de outro modo não passará de uma necessidade, ou de outro modo não passará de uma preferência, ou um querer, um desejo e o torna parte do destino. E essas formas de motivação rapidamente se tornam numa motivação para nos tornarmos multidimensionais. Não para nos tornarmos numa pessoa unidimensional – só isto ou só aquilo; tampouco no sentido de nos tornarmos numa pessoa dotada de duas dimensões, o “pau para toda a obra” das massas e “mestre em coisa nenhuma”. Mas tornar-nos multidimensionais, dotados de comprimento e largura e profundidade, sem dúvida, mas também o sentido da multiplicidade dos vários aspectos do ser, integrar e ter a integridade dos muitos aspectos que nos compõem de modo a não sermos apenas multitalentosos e a termos muitos pontos fortes e muitos poderes; não apenas um Provedor de justiça, uma pessoa da Renascença, mas multidimensional – ter isso por objectivo, ter isso como motivação – ter mais dimensões, ser multidimensional.

Tornar-nos multiplamente emotivo, uma segunda forma de motivação que distingue e permita o destino. Experimentar o esplendor da gama total da emoção; não sentir unicamente emoções positivas mas conhecer as negativas que tendes; não só amar e odiar, mas conhecer a indiferença intermédia existente que constitui o oposto de cada uma. Ser composto por, ter essa vasta gama de emoções disponíveis – não sentir essas emoções todas ao mesmo tempo, nem senti-las todas por uma sequência qualquer, mas estarem todas presentes e ao dispor, ter isso é a motivação.

Em terceiro lugar, deixar-se motivar pelo prazer disso; pela beleza e pelo êxtase, pela felicidade e pela alegria: “É por isso que faço isto, pelo gozo que dá!” Deixar-se motivar pelo domínio, ou à semelhança da metáfora: “ Caminhar de mãos dadas com os elementos.” O que não quer dizer ir dar um passeio num dia de vento ou de chuva, mas o elemental, o elemento que o ar representa, e a água, e o fogo e a terra. “Acompanhar” as forças débeis e as forças potentes, a força electromagnética e “acompanhar” a gravidade.

Uma outra motivação, para a sabedoria; do prodígio à unidade. A sabedoria. Uma outra para a liberdade; do sem limites à graça. E por fim, para a eternidade, para a imortalidade – não para a do ego mas para a do Ser; a eternidade e a imortalidade do Ser Divino que são; motivar-se a atingir essa eternidade, esse Ser divino, a tornar-se um gigante e a dar o passo de gigante. Motivar-se a partir do desejo e das potenciais possibilidades e capacidades de liberdade, motivar-se a descobrir a sabedoria – do prodígio à unidade. 

O domínio, a excitação, a emoção multidimensional, a multidimensionalidade – essas são as motivações que separam e criam o destino. DESTINO – forma, identidade, imagem e motivação. E o destino é objecto de escolha e não é prescrito nem imposto; não vos é atribuído mas realizado por vós. Escolher o vosso destino é chave para a capacitação própria, para a autoridade e para a permissão de ser poderoso. O destino é escolhido, o destino cresce, o destino altera-se e além disso, gente, o destino evolui, e avança além do que podeis conscientemente criar. Por isso é importante compreender e descobrir, ou então redescobrir, obter a cognição ou o reconhecimento do destino.

EVOLUÇÃO

Com isso, destino, podem aprender a usá-lo no redireccionamento da evolução. Ora bem, falamos sobre a evolução e os seus princípios numa outra ocasião, e no espírito do reconhecimento e da realização, cobrimos esses princípios de novo, mencionamos de novo esses princípios, mas mencionámo-los a breves trechos. Existem, conforme poderão suspeitar, sete princípios que governam e guiam toda a evolução, quer a evolução da amiba ou de qualquer outra forma vivente ao longo da cadeia alimentar, quer seja a evolução do reino mineral, vegetal ou animal, quer trate da evolução de ideias, que não importa. A forma, a função da evolução segue sete princípios que são críticos à compreensão se quiserem dirigir conscientemente essa evolução:

O primeiro – qualquer forma que se torne numa forma vivente, querendo com isso dizer qualquer forma que contenha sentido e significado, que tenha exista, qualquer forma que tenha existência tende a manter a forma que tem e a reproduzir-se. Toda a forma, que assim que alcança a existência, assim que alcança sentido e significado, assim que passa a ter vida e existência tenderá a manter a forma ou configuração que tem, tende a manter-se e a reproduzir-se.
Um segundo princípio – para poder existir, ter sentido e significado, para poder ter vida e para manter a sua forma e se reproduzir a forma precisa receber energia do exterior; precisa receber energia de fora. Vós sois seres humanos e sois intricados e complexos; assim que estão vivos e obtêm sentido e significado tendem a permanecer vivos e a manter a forma que têm. Os seres humanos – independentemente do quão altos ou baixos forem, do quão fortes ou fracos forem, jovens ou velhos, independentemente da cor da pele que tenham, tendem a ter uma cabeça em cima e pés em baixo.

(continua)
Transcrito e traduzido por Amadeu António