quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A CAUSAÇÃO E O VIR A SER


Transcrito e traduzido por Amadeu António

Vós funcionais no presente como uma conduta da luz, uma conduta do futuro. Funcionais como um cristal – não sois um cristal, mas funcionais como um cristal, que amplifica o futuro no presente. Assemelhais-vos a um canal de luz, a uma conduta do futuro e assemelhais-vos ao cristal que amplifica o futuro no presente. Ora bem, dizemos isto por uma razão particular.

Sabeis que o tempo representa uma ilusão que criastes pela conveniência de viverdes no plano físico. Sabíeis em termos místicos e agora também científicos, que o tempo é algo que foi criado pela vossa consciência, que vós o produzistes e que ele tem existência neste plano ilusório chamado físico. E portanto, muito embora funcioneis com base nele, e muitas vezes ele vos iniba, ainda assim constitui uma ilusão. E com consciência de ser uma ilusão, tendes consciência de que o passado, o presente e o futuro existem em simultâneo; e que é apenas por intermédio da utilização dos utensílios e das matérias-primas que procedeis à narrativa do tempo; alinhai-lo e juntai-lo linearmente, por uma questão de conveniência, sem sombra de dúvida, mas ainda assim fazeis isso.

Portanto, todas as coisas que aconteceram e todas quantas vierem a acontecer, existem agora. Vós alinhais a vossa realidade em termos de passado, presente e futuro, mas criai-la com base no futuro e trazei-la ao presente, para depois a dispordes contra o pano de fundo do passado. Afirmamos isso por causa da forma como todas as coisas na realidade funcionam.
Vamos pausar por um instante. Vós possuís na vossa cabeça um cérebro, não é? Pelo menos é o que se espera, não será? (Riso) Há umas evidências que apontam de forma incontestável no sentido de possuirdes. E ao longo de todo o corpo possuís o que é chamado de mente, que coordena as suas actividades por intermédio do vosso cérebro – mas também para além do vosso cérebro. Bom, uma vez mais, os vossos cientistas têm vindo a afirmar que o vosso cérebro constitui aquela massa cinzenta que ele contém, e ao longo do tempo têm vindo a desenvolver várias teorias, que por sua vez, com o tempo se tornaram antiquadas, por serem substituídas por novas teorias, novas formas de percepção. A certa altura as pessoas costumavam pensar que o vosso cérebro não passava de um receptor; que apenas recebia e que reagia – isso era tudo quanto ele fazia. Ainda há gente que elabora equívocos desses, após terem lidos as últimas novidades no campo da publicação ou seja o que for, mas que de qualquer modo avança com a teoria de que o vosso cérebro não passa de um receptor passivo.

Os vossos cientistas têm agora conhecimento de que o vosso cérebro recepciona de uma forma passiva – oh decerto que o faz! – mas faz mais do que isso, por o vosso cérebro pensar activamente e estar constantemente a processar o futuro, desde que o cérebro se desenvolveu a partir dos seus estágios iniciais, o cérebro reticular, que não passa de uma protuberância situada no término da vossa coluna vertebral, que se desenvolveu e colocou sobre si próprio um sistema límbico que permite que o vosso corpo funcione de uma forma mais sofisticada e apresente um sentido de ordem em relação à vossa realidade. E daí fixou esse maravilhoso e enorme hemisférios duplo com uma forma de cogumelo  – o córtex cerebral, conforme é chamado – que vos permite o processamento e o funcionamento massivo que constitui efectivamente a condição humana. E depois, sobre esse córtex, à frente, desenvolveu o que é chamado de lobos frontais. Os vossos cientistas de facto estão a descobrir que o vosso cérebro opera como um holograma - é verdade - cada uma das suas partes é capaz de produzir qualquer das outras, mas cada área possui a sua própria especialidade, e cada área depende das outras. O córtex e os dois hemisférios dependem do sistema reticular e do sistema límbico, a parte mais antiga do cérebro ainda viável e parte integral dessa função cerebral. E os lobos frontais, as porções mais recentes do vosso cérebro, e o núcleo reticular comunicam e trabalham em conjunto e interagem a fim de criar uma sinergia, um todo maior do que o produto das suas partes. E o que de facto os vossos cientistas descobriram, é que as especialidades primordiais e particulares dos lobos frontais se prendem com a criação do futuro; descobriram que se estendem e se alongam no que virá a ser. Descobriram que processa e pensa o futuro, e que o atrai ao presente a fim de nutrir e abastecer o córtex, o sistema límbico e o cérebro reticular.

De facto o vosso cérebro não constitui unicamente o receptor passivo, mas é um coletor e um pensador activo, um criador activo que se estende ao futuro de modo a traze-lo ao presente. Similarmente, os vossos cientistas descobriram, com o estudo que fizeram da molécula do ADN - a fita que revoluteia e que se contorce, e que compõe todo o sistema de mensagens do vosso organismo, que tem início nas duas células que se combinam numa só e que a seguir se regeneram a elas próprias e que em última análise se tornam no feto e por fim se tornam no veículo que ocupais – descobriram que essa molécula de ADN passa o conhecimento que possui de uma célula à outra, de modo que cada célula do vosso organismo possui toda a informação pertencente a todas as outras células, mas assume a sua própria especialidade. Certas células têm a sua própria especialidade, mas possuem em si a informação, o conhecimento de todas as outras células, por intermédio dessa coisa milagrosa chamada A Molécula do ADN.

Essa molécula descreve a verruga que apresentais no ombro e os “três ases” para sairdes disso. A partir dessa molécula, os cientistas obtém o conhecimento teórico quanto à restruturação da totalidade do que sois – o que representa o que chamais de clonagem. Não, ainda não foi praticado sobre a condição humana, mas eles sabem que podem praticá-lo. O ADN não constitui um registo do vosso passado, mas sim um registo do vosso futuro. O ADN não constitui um registo de todos os aspectos embrionários do vosso ser, mas um registo daquilo em que estais a tornar-vos; contém nele próprio – e os cientistas podem descrever-vos não sei quantos milhares de páginas impressas de computador se acham contidas numa simples molécula da estrutura genética entrelaçada no ARN e são transmitidas através do processo dos cromossomas para as células, etc. Não importa a quantidade de páginas que essa informação comporte – o que importa é a qualidade dessa informação e em que consiste essa mesma informação – a qual traduz o vosso futuro.

Cada célula sabe aquilo em que se está a tornar, e é o que é por causa daquilo em que se está a tornar – não em função daquilo que era. O que era, ao mesmo tempo, não era.
Aquilo em que se está a tornar! 

Similarmente, na vossa actividade diária, olhai para aquele que sois agora. Tornastes-vos naquele que sois agora, devido àquele em quem vos estáveis a tornar, ainda destinado a ser. Não por causa do vosso passado. Oh, sem dúvida, sabemos que encarais o vosso passado como o vosso factor motivador, sabemos que tivestes início e que usastes alguém como ponto de partida nessa corrida a que chamais a vossa vida, mas é o desejo em relação à meta final que motiva o corredor; é o desejo que tendes de vos tornardes naquilo em que vos estais a tornar que produz a mudança e não uma reacção contra aquilo que fostes. Pensai nisso. Pensai na pessoa que conheceis na vossa vida que mais admirais. Quem será? Pensai neste exacto instante, ainda que por um momento – em quem será que buscais o melhor e que admirais mais e de quem mais gostais? Essa pessoa tornou-se dessa maneira devido à sua terribilidade ou por causa daquilo em que iria tornar-se?

Sugeriríamos que, quando olhardes honestamente para isso, mesmo apesar do passado, do presente e do futuro serem todos uma coisa só, se existir alguma ordem a que atribuais isso tudo, os coloqueis juntos – passado presente e futuro - mas que criais isso pela ordem inversa: futuro presente e passado. O desejo que tendes de vos tornardes mais do que aquilo que sois é o que vos conduz em frente, e não o ímpeto que tendes de vos tornardes menos do que fostes.

Até mesmo nesse sentido aquela consciência que é Deus, a Deusa, o Todo, essa centelha, essa fonte original que É TUDO, na sua explosão de descoberta não explodiu contra o que existia (ou era) mas explodiu para alcançar o que podia tornar-se. Deus, a Deusa o Todo antes de saber ser Deus, a Deusa, o Todo, desejou saber em que Se estava a tornar, e não no que tinha sido. E vós enquanto a centelha microcósmica que sois, enquanto a expressão microcósmica daquilo que é Tudo, de forma similar, motivais-vos com base naquilo em que vos estais a tornar, e não naquilo que fostes.

Material sujeito a direitos de autor

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

PODER






Temos vindo a trabalhar imenso com o poder; tratamos de o definir, da compreensão, da capacidade para agir que envolve, no sentido de manifestar, de criar na multiplicidade de níveis e mundos a que chamais a vossa realidade, e da disposição que envolve.

Certamente trabalhamos com a permissão e a autoridade, que é chamada de capacitação ou autonomia, e trabalhamos com o poder por formas as mais diversificadas – alcançar sucesso, trabalhar com a vossa herança, o direito que tendes ao sucesso; e por certo durante todo este tempo e nos workshops intensivos temos ido além do limiar da força que vos pode mudar a vida e trabalhamos com o sucesso imparável assim como com vários outros assuntos e matérias com que lidais, tudo quanto a seu modo gira em torno do poder.

Por agora aqueles de vós que têm trabalhado connosco, e mesmo aqueles que são novos, terão ficado a saber em que consiste o poder, absolutamente – vós sabeis! Mas estais a aprender ainda mais, novas respostas grandiosas, novos níveis de profundidade, uma compreensão mais grandiosa; sabeis onde encontrar o poder e olhar conscientemente o interior dos dons disponíveis, os vossos dons humanos, que vos distinguem dos domínios “inferiores” – como o da percepção, o da concepção, o do sentimento consciente e o do pensamento consciente. E decerto aquele do saber consciente: as vossas necessidades, os vossos quereres, as vossas preferências e os vossos desejos, e a capacidade de discernir, qual é qual e o que é o quê. Por certo os dons que possuís, como o da imaginação, tão vital e importante, o da capacidade consciente que tendes de amar, de dar e receber assim como de ser amados. E certamente a capacidade que tendes de curar.

Também aprendestes a buscar conscientemente na fonte ou no poço da força (resistência), na multiplicidade de formas que a força adopta conforme mencionamos tantas vezes. Mas com efeito olhar para dentro da vossa resistência e dos talentos que possuís, daquelas coisas que fazeis que são válidas. Mas por certo que muitos de vós aprenderam a olhar para a vossa personalidade e a descobrir o ímpeto que reside na base, no núcleo; não a emoção raiz, ah, também tendes conhecimento disso, mas a fonte de poder que advém desse ímpeto básico de ser amado ou de alcançar, de criar, de pensar, ou de gerar a protecção ou a segurança, ou de descobrir a maravilha, a beleza que é realizada no mundo – mundo menos que perfeito, mas mundo, mesmo assim.

Aprendestes efectivamente - aqueles de vós que são impelidos pelo desejo que sentem de se tornarem auto suficientes, de liderar, de assumir o comando, e ainda assim o desejo que outros têm de descobrir o esplendor, de estabelecer a paz, não só de se divertirem com isso, por certo, mas de produzirem harmonia, paz, equilíbrio; aqueles de vós que têm vontade de corrigir os erros em si mesmos e no mundo, sim aprendestes que isso são fontes de poder.

E de forma semelhante muitos de vós trabalharam junto connosco com respeito à herança, e de facto se ainda o não fizestes, tereis oportunidade de o fazer, de trabalhar com a vossa herança, com a ancestralidade que teve origem na constelação de Sírio e que se move pela energia da Lemúria e da Atlântida, e certamente com a herança espiritual que escolhestes, para fechardes o círculo do crescimento, na vossa jornada para o Lar. E entrais, nesta altura, em contacto connosco, para vos assistirmos e afortunadamente para vos ajudarmos nessa jornada particular. Sim, muito embora a ancestralidade e a herança possam soar como coisa excelente e agradável, aqueles que a experimentaram e a virão a experimentar descobrirão que são mais do que excelentes, são incrivelmente poderosas e belas. E podeis descobrir neles os poderes ocultos e mesmo os poderes perdidos que vos pertencem de verdade. E já é tempo de descobrirdes esse poder, sem dúvida alguma, de desenvolverdes esse poder; absolutamente.

Mas o truque, associado ao sentido positivo do termo, o truque consiste em fazer uso dele; já sabeis o que é querer saber em que consiste, aprender mais sobre ele, ter todo o tipo de... Contudo: “Eu quero usá-lo, eu quero usar esse poder; quero não só ter a capacidade e a disposição, quero não só ter a permissão e a autoridade, mas quero a manifestação real, e isso representa de certo modo o truque – reunir tudo quanto aprendestes, tudo o que experimentais de modo a poderdes vivê-lo, de modo a poderdes usá-lo. Deixar que se torne de tal forma parte de vós que toda a vez que quiserdes poderdes fazer um clique e ligá-lo, por ser quase automático.

Compreendam, o poder é sempre algo que desenvolveis conscientemente. Não consiste numa resposta instintiva do tipo lutar ou fugir que recrieis e reproduzais instintivamente, mas na consciência humana o poder é consciente. Tudo bem, que certa vez tenha estado alojado na mente da consciência superior e tenha sido realmente uma resposta química e quase uma resposta de energia, mas a seguir tornou-se, passou a seu modo para a mente inconsciente e a seguir para a mente subconsciente, tanto quanto Freud e Jung poderão ter falado disso na primeira parte deste século 20. Mas na verdade agora o poder é consciente, absolutamente. Contudo, o truque, se quisermos, consiste em que, embora consciente, consiste em fazê-lo trabalhar convosco, em fazê-lo trabalhar dentro de vós como se fosse de forma automática, como se fosse de forma instintiva. O poder é consciente, o truque e o divertido consiste em deixar que funcione como se fosse um instinto.


“Isso soa estupendo de facto,” é o que direis, mas a maneira de conseguir isso é que precisais treinar-vos, sim, precisais treinar-vos conscientemente, condicionar-vos, criar hábitos em vós, seja o que for que queirais chamar-lhe, mas precisais treinar-vos para sentirdes certas emoções específicas, potencialmente belas, mas bastante específicas. Ora bem, já falamos disso, mas vamos recordar-lhes aqui novamente.

É importante que vos permitais sentir, antes de mais, vivos. Não apenas que estejais a viver e a respirar, não apenas que funcioneis adequadamente com base no sistema nervoso autónomo, mas sentir essa sensação consciente de vivacidade que passa porventura por vos encherdes de alegria; mas mais especificamente a vivacidade que resulta de confiardes em vós próprios e de vos amardes a vós próprios; a vivacidade que procede da excitação e do entusiasmo da vida.

Para vos podermos dizer o que deveis fazer para vos sentirdes repletos de vida, bom, permiti-vos confiar, amar e sentir entusiasmo, e sentir a excitação, a maravilha que a vida pode comportar – ainda que pareça não apresentar neste exacto instante, ainda que vos encontreis no “fundo do poço,” mas uma vivacidade que passe por: “Ainda que possa não estar presente em mim já, é entusiasmo, alegria, admiração, confiança e amor. E sentir e manter essa energia, ressoar com essa energia – isso traduz essa vivacidade.

E depois, a segunda emoção – a da gratidão. Gratidão não quer apenas dizer: “Obrigado por isto, obrigado por aquilo,” nem substituir a palavra e dizer que vos sentis gratos. A gratidão é agradecimento, com certeza, em absoluto. Mas estar grato representa uma frequência de energia que traduz o estado de se encontrar repleto de alegria.

A alegria consiste na satisfação das vossas preferências. Cheios de alegria e repletos de felicidade, cheios de diversão, da centelha da diversão que vem com o sentimento de gratidão: “Eu posso sentir-me grato por isto, mas quando sinto essa gratidão, essa gratidão também se acha imbuída de felicidade, da alegria, da efervescência, da beleza, se quisermos, da diversão.

A terceira emoção é a do amor: Dar, responder, respeitar, e conhecer de tal modo a poderdes prover segurança, prazer, vulnerabilidade e honestidade; proporcionar confiança. Dar, responder e respeitar de tal modo a reduzirdes o medo da perda, o medo que aumenta com o amor; dar, responder e respeitar de tal forma a poderdes reduzir isso. Amar, compartir amor, receber amor e ser amado; saber que sois amados.

A quarta emoção é a do valor. Valorizar-vos é algo de verdadeiramente  palpável; trata-se de uma energia viva, uma frequência que se for gerada vos rodeará numa bola de valor que produzirá uma força magnética que atrairá as “limalhas metálicas” do sucesso, as “limalhas metálicas” da alegria, do esplendor; atrairá as “limalhas metálicas” do valor.

Permitir-vos sentir essa sensação de terdes valor. Dignidade, estima, amor, confiança, respeito.

E a quinta emoção é a da paciência, o que não quer dizer sentar-se a girar os polegares ou a bater com o pé, e a espreitar furtivamente o relógio, etc. Não. A paciência representa uma questão de prestar atenção e de amar, prestar atenção ao detalhe, escutar, responder, observar. É uma capacidade de flexibilidade, de adaptabilidade, contudo, ao mesmo tempo a paciência também traduz uma perseverança. Ser pacientes convosco próprios; dar, de forma generosa; ser prestativo em termos físicos, emocionais, mentais e etéricos; não só físicos, não só assinar um cheque ou doar uma certa quantidade de... Não. Oh, isso serve, sem dúvida, mas para além disso, dar emocionalmente, dar em termos etéricos, dar mentalmente. Ser generoso, ser prestativo, útil, se quisermos, sem deslizar para a arrogância do: “Olha para mim, como sou grandioso,” nem se deixar escorregar para o martírio do sofrimento: “Olha o quanto sofro!” Mas colocar-se verdadeiramente em posição de dar. E permitir-vos, por fim, sentir o poder que aprendestes e que conheceis e que estais a desenvolver; sentis essa sensação, essa energia palpável que diz: “Eu sou poderoso!”

Se vos treinardes nisso, se trabalhardes com isso, e desenvolverdes cada uma dessas emoções de forma que se tornem quase automáticas, instintivas, essa será a forma através da qual verdadeiramente começareis a abraçar e a inalar o poder.

Existe igualmente o que falamos durante o workshop “Reivindicar a vossa Herança - O Direito ao Sucesso”, falamos sobre a posição do poder, a plataforma. Conheceis, sim, a fonte do poder consciente; alguns de vós conhecem-na, e sabeis que procede dos poderes ocultos em bruto, mas, como é que o manifestais, qual será essa plataforma, se quisermos, qual será a passagem por intermédio da qual vos permitis começar a dar início a essa capacidade e a essa disposição, essa autoridade e essa permissão – como um passo inicial, se quisermos? Essa é a vossa posição, a vossa posição de poder.

Durante esse fim-de-semana falamos sobre isso, e aqueles que notaram sabem que nos referimos a isso, mas para aqueles que todavia não sabem, existem sete posições particulares de poder – ficam surpreendidos? – sete posições distintas de poder.

O primeiro dos quais é a flexibilidade e o perdão. Para alguns de vós é natural, por constituir a vossa posição de poder, a vossa posição com que iniciais todo o processo, a todo o programa, a toda jornada de sucesso, a toda a caminhada de poder ao vos permitirdes trabalhar com a flexibilidade e com o perdão.

Para outros a posição de poder vem com o trabalho do desapego. O desapego não quer dizer desembaraçar-se de algo, não; o desapego significa um empreendimento ou uma ocupação de tal modo, e viver a vida com uma tal vitalidade, com tal plenitude e abundância que não ficais atolados na emoção, nem ficais atolados nas coisas da realidade, mas sois capazes de deslizar e de abrir caminho pela realidade como um verme na manteiga o seja o que for. Isso é desapego! Não que deixeis de vos envolver e vos recolhais, nem que não vos interesseis, não; isso não passa de simples respostas infantis ou de adolescente sobre o que o desapego deva querer dizer, mas não quer. 



Aquele que é desapegado sente essas emoções, só que com tanta intensidade, processa as suas emoções de forma tão rápida e liberta-as tão rapidamente quanto um relâmpago.

Obviamente ninguém tem um desapego desses, mas de qualquer modo, à semelhança daqueles que têm uma propensão natural, o desapego é dessa natureza. E com isso a vitalidade; envolver-se com a vida de uma forma vital, participar de uma forma vital na vida. E alguns de vós possuem essa plataforma de desapego e de vitalidade. Contudo, outros, que vêem de uma posição de humildade, e sabem que o que tiver acontecido antes não tem que ocorrer do mesmo modo: “Eu tive um passado de lixo pelo que agora não poderá ser melhor.” “Contudo, por melhor que tenha sido, não vou dar isso como certo. Vou-me assegurar de que desta vez seja melhor.”

Aqueles de vós que têm essa humildade e o respeito que essa humildade traz, alguns possuem uma plataforma dessas: “Se sempre correu de forma deficiente, não importa. Desta vez eu processo; desta vez eu programo; desta vez o meu êxito pode apresentar-se, muito embora o registo passado possa não ter sido brando.”

E o lado oposto disso, ter a humildade de jamais dar por certo, jamais fazer suposições inadequadamente. E assim: “Sempre me correu bem; mas não vou pôr-me a descansar nem recostar-me por ser evidente que vai correr bem.” “Não. Vou assumir a responsabilidade, de modo tão fervoroso e honesto e por completo, como qualquer outro.” 



Ter uma humildade e um respeito desses representa a plataforma para alguns de vós.
Contudo, outros procedem claramente de uma plataforma de honestidade e de estima, em que têm a tendência para serem honestos com eles próprios, repletos de estima, valorização deles próprios, por essa via. Repletos dessa honestidade, respeito, integridade, responsabilidade - isso é estima! 

Todavia outros, tendo uma fundação no poder, como um trampolim se quisermos, têm a tendência de se auto actualizarem e de se conhecerem a eles próprios, para expressarem com sinceridade e de forma criativa aqueles sentimentos e aquelas ideias, aquilo que é baseado nas ideias e nos sentimentos que constituem a sua realidade, a fim de se expressarem por completo, com sinceridade e totalmente sem nobilizarem nem racionalizarem, sem explicarem nem justificarem, mas de forma completamente honesta com eles próprios, com plena consciência de que talvez constitua o seu maior talento, a sua maior capacidade, se ao menos a utilizarem. Daí a posição de poder que colhem.

Contudo outros procedem da posição de poder do amor, da intimidade e do interesse, da importância, certamente. Essa é a sua natureza; a sua base, a sua fundação, uma fundação em que todo o processamento e programação que fazem de empreendimento pelos caminhos do sucesso e do poder precisam ter início no amor, na intimidade e no interesse.

Foi verdadeiramente divertido, em Los Angeles em particular, mas também em San Francisco, a tensão que se acumulou ao referirmos isto, que levou as pessoas a pensar: “Ah, não, eu não possuo nenhuma dessas qualidades.” E quando mencionamos a última qualidade, o suspiro de alívio... 

A última fundação é a da perseverança, desenvolver a vossa vontade e a vossa imaginação. Ora bem, as pessoas suspiram de alívio, não porque a vasta maioria delas se posicione nesse grupo, não, mas por serem tão estranhas e se sentirem tão alheias a isso com base na posição de poder que têm, o que as leva a inferir que por um processo de investigação devam situar-se... Não! Tudo o que sugerimos foi que todas as categorias estão igualmente representadas - como que estatisticamente equilibradas - mas gostaríamos aqui de sugerir que há aqueles de vós que possuem uma persistência misteriosa e impressionante no sentido em que o termo é empregue. Possuís uma capacidade de vontade e de imaginação fantástica; todos possuís, mas alguns possuem uma vontade e uma imaginação de tal modo profundamente sólida que representa a vossa perseverança,

que representa a vossa posição de poder.

Agora; se aprenderdes a treinar-vos com estas sete emoções particulares, e aprenderdes a descobrir e depois a usar - e usar, oh, sim, não esqueçam essa parte! – a usar a vossa posição de poder, gostaríamos aqui de sugerir que passareis a abrir-vos à adopção e à inalação, e que descobrireis o poder que tiverdes aprendido, e o poder que desenvolverdes manifestar-se-á, demonstrar-se-á, entrará na jogada, por certo, maravilhosa e incrivelmente, e em beleza, na vossa realidade. Embora seja consciente parecerá automático. E é com vista nisso que queremos estabelecer uma associação convosco e trabalhar convosco durante os próximos dias, por tanto tempo quanto o que optardes por dispor.

A seguir vamos dividir isto em quatro actividades diferentes, quatro fases diferentes, que podereis usar semanal ou mensalmente, ou ao ritmo que desejardes. A assim, encorajámo-los a rever esta primeira parte, e que tenhais consciência do que precisais tratar, com quais destas sete emoções que mencionamos precisais trabalhar, e permitir-vos desenvolver esse trabalho – a vossa posição de poder.

Transcrito e traduzido por Amadeu António