quarta-feira, 16 de outubro de 2013

SONHOS, EVOLUÇÃO E SENTIDO DE VALOR - (2ª PARTE)



SONHOS, “EVOLUÇÃO” E REALIZAÇÃO DE SENTIDO DE VALOR

Tradução: Amadeu António

O “Jardim do Éden”.
O Homem “Perde” o Seu Corpo de Sonho
E Ganha uma Alma"

A lenda do Jardim do Éden representa uma versão distorcida do despertar do Homem como criatura física. Ele torna-se totalmente operacional no seu corpo físico, e enquanto desperto pode unicamente pressentir o corpo de sonho que anteriormente tinha sido tão real para ele. Ele agora depara-se com a experiência a partir do interior de um corpo que precisa ser nutrido, vestido, e protegido dos elementos – um corpo que se encontra sujeito à gravidade e às leis da Terra. Precisa fazer uso dos músculos físicos para caminhar de um local para outro. De repente vê-se, num lapso de compreensão, como existindo pela primeira vez não só aparte do meio ambiente, mas apartado de todas as demais criaturas da Terra. Nesses termos, o sentido de separação inicial, é quase demolidor. Contudo, o homem deve ser uma porção da natureza que se encara a si própria com perspectiva. Ele deve ser a parte da natureza que se especializará, uma vez mais, na utilização auto-consciente dos conceitos. Ele fará florescer a flor do intelecto – uma flor que deve ter as suas profundas raízes enterradas seguramente na terra, mas ainda assim uma flor que disseminará novas sementes psíquicas para fora, não somente por si própria mas pelo resto da natureza, da qual faz parte.

Mas o homem olhou para o exterior e subitamente sentiu-se separado e assombrado com a solidão. Agora precisava encontrar alimento, quando antes o seu corpo de sonho não carecia de alimento físico. Antes, o homem não tinha sido macho nem fêmea, mas combinava as características de ambas, mas agora os corpos físicos também se especializavam em termos de sexualidade. O homem tinha que procriar fisicamente. Certas lendas perdidas na antiguidade enfatizaram de uma forma clara esta súbita divisão sexual. Por altura em que a lenda Bíblica surgiu, contudo, já os acontecimentos históricos e as crenças sociais se tinham transformado na versão Adão e Eva dos acontecimentos.

Por um lado, o homem na verdade sentia ter descendido de um estado mais elevado, por recordar aquela liberdade anterior da realidade do sonho – uma realidade em que até certo grau as demais criaturas ainda se encontravam imersas. A mente do homem, a propósito, nessa altura possuía todas as capacidades que agora lhe atribuís: a enorme capacidade para o contraste da imaginação e do intelecto, a tendência para a objectividade e para a subjectividade, o completo desenvolvimento da linguagem – uma mente – uma perspicácia mental que era tão brilhante em qualquer homem das cavernas, digamos, quanto é em qualquer indivíduo que percorra as ruas modernas.

Mas se de repente o homem se sentiu só e isolado, ele foi de imediato impressionado com a enorme variedade do mundo e das suas criaturas. Cada criatura para além de si mesmo constituía um novo mistério. Também se sentia fascinado pela sua realidade subjectiva, o corpo em que deu por si, e pelas diferenças existentes entre ele e outros semelhantes a ele, além das outras criaturas. Ele instantaneamente começou a explorar, a categorizar, a apontar e a nomear as outras criaturas da terra à medida que lhes captavam a atenção.

De certa forma, tratava-se de um jogo criativo e ainda assim cósmico que a consciência desempenhava consigo própria, e representava um novo tipo de consciência, mas não quero deixar de enfatizar que cada versão do Todo é única. Cada uma está imbuída do próprio objectivo, apesar desse objectivo não poder ser facilmente definido nos vossos termos. Muitos questionam-se, por exemplo: “Que propósito terá a minha vida?” Querendo com isso dizer: “Que estarei eu destinado a fazer?”, mas o propósito da vossa vida, e de cada vida, assenta no seu ser (com intensidade). Esse ser pode incluir certas acções, mas os próprios actos só são importantes por brotarem da essência da vossa vida, a qual simplesmente por ser se vê obrigado a realizar os seus propósitos.

(Pausa prolongada, numa constante e bastante transmissão) O corpo de sonho do homem ainda permanece com ele, é claro, mas o corpo físico agora obscurece-o. O corpo de sonho não pode ser prejudicado enquanto o corpo físico pode – conforme o homem rapidamente descobriu à medida que transformava a sua experiência em larga medida de um para o outro. No corpo de sonho o homem não temia coisa nenhuma. O corpo de sonho não perece. Ele subsiste antes e após a morte física. Nos seus corpos de sonho os homens assistiu ao espectáculo de animais a matar outros animais, e viram os corpos de sonho desses animais a emergir incólumes. Eles viram que a terra apenas mudava as suas formas, mas que a identidade de cada unidade de consciência sobrevivia – e assim, apesar de perspectivarem o quadro da morte, não o reconheceram como morte que actualmente para muita gente soa a um fim inevitável.

Os homens viram que precisava dar-se um intercâmbio de energia física para que o mundo tivesse continuidade. Assistiram ao drama do caçador e da presa, percebendo que cada animal contribuía para que a forma física da terra pudesse ter continuidade – mas o coelho comido pelo lobo sobrevivia num corpo de sonho que os homens sabiam constituir a sua verdadeira forma. Quando o homem “despertou” no seu corpo físico, contudo, e se especializou no uso dos seus sentidos, ele deixou de perceber o corpo de sonho liberto do animal morto a fugir ainda a cabriolar pela encosta. Ele reteve recordação do seu conhecimento anterior, e por um período considerável de tempo ele foi vez por outra capaz de reconquistar esse conhecimento. Ele foi-se tornando progressivamente mais consciente dos seus sentidos físicos, contudo: Certas coisas foram definitivamente agradáveis enquanto outras não.
Certos estímulos eram para ser procurados, enquanto outros evitados, e assim, durante um certo período de tempo ele traduziu o agradável e o desagradável por versões em bruto de bem e de mal.

Basicamente, aquilo que o fazia sentir bem, era bom. Ele era dotado de instintos fortes e claros que deviam conduzi-lo ao seu maior desenvolvimento, á sua máxima realização, de uma maneira que também produzisse os maiores potenciais de todas as outras espécies da consciência. Os seus impulsos naturais eram destinados a fornecer-lhe directrizes interiores que o guiariam numa direcção assim, de modo que buscasse aquilo que fosse melhor para si próprio e para os outros.
Agora. Um tópico: A luz.

Existe, conforme vos disse, um universo interior “psicológico”, a partir do qual o vosso próprio emerge, e esse universo interior constitui igualmente a fonte da Estrutura 2 do mesmo modo. É responsável por todos os efeitos físicos, e acha-se por detrás de todas as “leis” físicas. Não quer somente dizer que tal universo seja diferente do vosso, mas que qualquer explicação real ou prática acerca da sua realidade requereria o surgimento de toda uma nova física – e um desenvolvimento assim necessitaria antes de mais do surgimento de uma filosofia completamente diferente. A física não pode surgir primeiro, entendem? Não é tanto que tais desenvolvimentos estejam para além da capacidade humana, mas mais o facto de envolver manipulações impossíveis de fazer por razões práticas, a partir do ponto de vista actual. Teoricamente podia passar para um ponto mais vantajoso num piscar de olhos, para o referir em termos relativos, mas por ora, precisamos em grande parte usar analogias. Essas analogias podem conduzir-te a ti assim como ao Ruburt (Jane), ou a uns quantos, a um ponto mais vantajoso, de modo que certos saltos se tornem possíveis – mas esses saltos, entendam, não constituem simples saltos intelectuais mas da vontade e da intuição do mesmo modo, unidos e focados.

A luz das vossas perguntas é, ao seu modo, um apport (surgimento ou transferência) proveniente desse outro universo físico. No vosso mundo a luz possui certas propriedades e limites. Ela é fisicamente percebida pelos olhos, e num grau muito menor pela própria pele. No vosso mundo a luz provém do sol. Tem consistido numa fonte externa, e no vosso mundo a luz e a escuridão parecerão constituir opostos naturais.

O Ruburt vislumbrou alguns dos princípios que envolvestes quando vivíeis no apartamento no centro em várias ocasiões – certa vez quando tentou escrever um poema acerca das intuições que simplesmente não alcançariam a expressão verbal. 2 Não sei como explicar parte disso, mas nos vossos termos existe luz na escuridão. A luz assume mais manifestações do que a sua versão física, de modo que mesmo quando não se manifesta em termos físicos ainda existe luz por toda a parte, e a luz constitui a fonte da vossa versão física e das suas leis físicas. De certo modo, a própria luz forma a escuridão. Cada unidade de consciência, seja qual for o grau que alcance, é uma vez mais, composto de energia – e essa energia manifesta-se por um tipo de luz que não é percebida em termos físicos: uma luz que é basicamente, ora bem, muito mais intensa do que qualquer variedade física, e uma luz de que todas as cores emergem.

As cores de que tendes consciência representam uma pequena porção de todo o espectro da luz, para o referir somente em termos físicos, mas o espectro que conseguis reconhecer representa apenas uma inconcebivelmente diminuta porção de outros espectros mais completos – espectros que têm existência fora do enquadramento das leis físicas. Os chamados espaços vazios, quer existentes na vossa sala de estar por entre os objectos, ou os aparentemente espaços vazios existentes entre as estrelas, são representações físicas – ou deturpações – por todo o espaço se achar repleto de unidades de consciência, vivos com uma luz a partir da qual os próprios fogos da vida são acesos.

Os próprios sentidos físicos têm que filtrar tais percepções. Todavia, essa luz, existe literalmente em toda a parte a uma só vez, e representa uma luz do conhecimento, conforme O Williams James da Ruburt percebeu.

Agora: Em certas ocasiões, por vezes por altura da morte, mas frequentes vezes simplesmente em estados conscientes fora do corpo, o homem é capaz de perceber esse tipo de luz. Em certas experiências fora do corpo a Ruburt, por exemplo, pode ver cores mais deslumbrantes do que quaisquer contrapartes físicas, e tu percebeste o mesmo tipo de cor no teu sonho. Elas são uma parte do espectro alargado da percepção dos vossos sentidos interiores, e no estado de sonhos tu não estavas a depender mais nos teus sentidos físicos. Nesse sonho, as preocupações que tinhas foram inicialmente reflectidas – consumições com que o teu amigo Floyd também se deparou no sonho dele com relação à virilidade e ao envelhecimento, pelo que vistes ambos vós numa loja de cinco e de dez cêntimos, que representava simplesmente o mundo do comércio, onde se vende coisas: Ainda disporias de algum valor nesse mundo? Ainda terias virilidade? Cada um de vós devia proceder ao vosso teste. (Pausa) outros viram-vos mas não se preocuparam, mostrando que a preocupação era movida por ti próprio, mas expressando igualmente a sensação de que o mundo poderia realmente não querer saber.

Em vez do teste, foste saudado com uma visão cintilante do vidro com cores brilhantes e prismas, ricas e intricadas, a representar a verdadeira fonte da vida e da própria sexualidade – o mosaico imensamente vasto de que a sexualidade é apenas uma faceta. Estavas a ver a representação que encontraste da luz multifacetada do teu próprio ser.

Agora; O episódio do lampião. Aí fizeste conforme esperavas. Viste essa luz interior, mas os abajures apresentavam dois objectivos: um, conforme supuseste, o de te transmitir uma imagem de conforto, literalmente para te sombrear os olhos.

A Ruburt tinha razão, contudo, ao intuir a ligação entre os abajures e as experiências que os Nazis (na Segunda Grande Guerra) fizeram com a pele humana. O filme (que tinha passado na noite anterior, na televisão) sobre a clonagem e outras atrocidades Nazis, levou-vos de novo a duvidar da natureza da vida, e da imortalidade do homem. A ligação com a clonagem foi evocada pelos abajures feitos de pele humana, nas histórias das velhas noticias - embora os vossos abajures tenham representado esses outros, e fossem feitos de tecido. A ligação foi subjacente, contudo, e também representou o sentimento que tivestes em relação ao facto de que até mesmo aqueles que foram torturados até à morte voltarem a viver. Eles não se extinguiram. A sua consciência assemelhou-se, digamos, a lâmpadas, que foram transformadas em novas lâmpadas. As luzes ligaram, pois, a vida e a morte. As luzes também representaram o conhecimento puro.

Quando me refiro a um universo interior psicológico, torna-se sobremodo difícil explicar aquilo que quero dizer. Nessa realidade contudo, a actividade psicológica não está limitada a nenhuma das leis físicas que conheceis. O pensamento, por exemplo, possui propriedades que não percebeis - propriedades que não só afectam a matéria, mas que também formam os seus padrões superiores fora da vossa realidade. Esses seguem as suas próprias, leis da física, digamos. Vós acrescentais, ou edificais a vossa própria realidade noutras dimensões ao longo da vossa vida física.

Os quadros que percepcionaste, por exemplo, existem lá, e são tão reais ao pormenor quanto os quadros que tens no estúdio. Não estou a falar em termos simbólicos ao referir isto. Existe de facto luz que não conseguis perceber, sons que não conseguis escutar, sensações que não conseguis sentir. Todos eles pertencem ao domínio dos sentidos interiores. Os sentidos interiores representam o vosso verdadeiro poder de percepção. Representam, digamos, o vosso "equipamento" perceptivo nativo e imaterial. Os sentidos físicos tornam-se relativamente fáceis de distinguir: Sabeis aquilo que estais a ver por aquilo que ouvis. Se fechardes os olhos, não sereis capazes de ver. 

Conquanto eu no passado vos tenha descrito separando as funções e as características que representam, operam basicamente em conjunto de tal forma que nos vossos termos se tornaria extremamente difícil distinguir um dos outros. Eles funcionam na base de uma ordem espontânea, cientes de todas as sincronicidades. Nesse universo psicológico, pois, torna-se possível para as entidades situar-se em toda a parte "ao mesmo tempo", ter consciência de tudo de imediato. O vosso mundo é composto de "entidades" dessas - as unidades de consciência que formam o vosso corpo. O tipo de mentes conscientes que possuís não podem comportar esse tipo de informação.

Essas unidades de consciência, todavia, acumulam-se para formar os seres psicológicos muito mais vastos em número do que por exemplo, o número de estrelas existentes na vossa galáxia (que são mais de 400 biliões), e cada uma dessas formações psicológicas possui a sua própria identidade - a sua própria alma, se preferirdes - o seu próprio objectivo no tecido completo do ser. Isso é tudo quanto podemos dizer acerca disso, esta noite. Necessitamos de alguns novos termos que permitam entender os conceitos. Mas a própria luz representa esse universo interior, e a fonte de toda a compreensão.

Por altura desse despertar, o homem experimentou, pois, um certo sentido de separação do seu corpo de sonho, e da sua realidade interior - do mundo dos seus sonhos - mas ainda permanecia muito mais consciente dessa existência subjectiva do que vós actualmente permaneceis. A natureza prática dos seus próprios sonhos também era mais evidente, por uma vez mais, os seus sonhos lhe enviarem visões precisas sobre a localização possível do alimento, por exemplo, e durante alguns séculos se terem gerado migrações humanas de um género semelhante àquele a que agora assistis no caso dos gansos. Todas essas viagens seguiram caminhos literais que eram fornecidos em termos de informação no estado de sonho. Mas, o homem começou progressivamente a identificar-se com o meio exterior. Começou a pensar no seu ego interior quase como se fosse um estranho para ele. Acabou por se tornar na versão que ele tinha da alma, do que pareceu resultar uma dualidade - um eu que agia no universo físico, e uma alma de cunho espiritual que actuava num mundo imaterial.

Esse homem ancestral (e mulher ancestral) consideravam a cobra como a mais sagrada e essencial, a mais secreta, e a mais conhecedora de todas as criaturas. Nessa experiência antiga parecia certamente que a cobra fosse uma porção viva da terra, ao surgir das entranhas da terra, e ao surgir da fonte oculta de todos os deuses terrenos. O homem observava a serpente a emergir das suas tocas com espanto. A serpente era então, nos termos que podeis entender, tanto um símbolo feminino como masculino. Parecia descender do seio da terra, e possuir a sabedoria secreta da terra. Contudo, na sua forma alongada particular, constituía o símbolo do pénis. Era igualmente importante por descartar a sua pele, tal como o homem tinha conhecimento inato de descartar os seus próprios corpos.

Todas as unidades de consciência, seja em que grau for, possuem propósito e intenção. São dotadas do desejo de criatividade, e do incremento da qualidade da existência. Possuem a capacidade de responder a múltiplos estímulos. Existe uma enorme elasticidade votada para a acção e a mobilidade, de modo que no homem, por exemplo, a sua experiência consciente pode efectivamente ser reunida por modos e formas quase infinitas.

O ego interior e o ego exterior não possuem um relacionamento concreto, mas são capazes de se relacionarem entre si por formas quase infinitas, e ainda preservar a realidade da experiência física, mas variar os acentos que lhe são colocados pelas áreas interiores da vida subjectiva. Mesmo os factos pouco aparentes da história são experimentados de forma muito diferente de acordo com o conteúdo simbólico em que inevitavelmente se acham imersos. Uma guerra, nos vossos termos, pode ser praticamente experimentada como um desastre homicida, um triunfo da selvageria - ou como uma vitória sublime do espírito humano sobre o mal.

(Com intensidade) Voltaremos ao tema da guerra mais à frente. Quero aqui mencionar, contudo, que o homem não se acha basicamente dotado de "características guerreiras". Ele não comete assassínio com naturalidade. Não procura naturalmente destruir a sua própria vida nem as vidas dos outros. Não existe guerra nenhuma pela sobrevivência - mas enquanto projectardes tal ideia, então haveis de interpretar a natureza, e as próprias experiências que nela tendes, desse modo.

O homem possui o instinto e o desejo de viver, e possui um instinto e o desejo de morrer. O mesmo se aplica às outras criaturas. Na sua vida, todo o homem embarca numa aventura de cooperação com a sua própria espécie, e ao morrer, também dessa maneira age de uma forma cooperativa, fazendo com que a sua substância retorne à terra. Em termos físicos, o "propósito" do homem é o de ajudar a enriquecer a qualidade da existência em todas as suas dimensões. Em termos espirituais, o "propósito" que tem é o de entender as qualidades do amor e da criatividade, de compreender intelectual e psiquicamente as fontes do seu ser, e o de carinhosamente criar outras dimensões da realidade de que presentemente não tem consciência. No seu pensar, na qualidade dos pensamentos que elabora, no movimento que empreende, ele experimenta na verdade uma realidade única e de um tipo novo, ao formar outros mundos subjectivos que por sua vez florescerão em consciência e música, e que por sua vez florescerão a partir de uma dimensão do sonho noutras dimensões. O homem está a aprender a criar novos mundos e para poder fazer isso, ele tem assumido muitíssimos desafios.

Todos vós tendes pais físicos. Alguns de vós também têm filhos físicos - mas todos vireis "um dia" a ser os pais mentais de crianças de sonho que também despertarão num mundo novo, e olhareis para eles pela primeira vez, ao se sentirem isolados e assustados e triunfantes tudo ao mesmo tempo. Todos os mundos possuem um começo interior. Todos os vossos sonhos despertam algures, mas quando o fazem, despertam com o desejo de criatividade, e nascem de um propósito novo e inocente. Aquilo que se acha em harmonia com o universo, com Tudo Quanto Existe, possui um ímpeto inato natural que dissolverá todos os impedimentos. É, pois, mais fácil que a natureza floresça, do que o contrário.

Tendes actualmente conhecimento das actividades como o falar de modo automático, a escrita automática, e o sonambulismo. Tudo isso apresenta um indicador nos tempos modernos de uma prova qualquer importante do relacionamento ancestral que o homem tinha com o mundo e com ele próprio. O sonambulismo representou, certa vez, nesse começo, uma experiência bastante comum - muito mais do que actualmente - em que o ser interior efectivamente ensinava o corpo físico a caminhar, e desse modo apresentava ao intelecto, que há pouco tinha emergido e voltado para o físico, a evitar que pudesse questionar demasiado quanto ao seu próprio jeito, o que de outro modo impediria o corpo de se mover de uma forma espontânea e sem problemas.

Do mesmo modo nasce o homem com uma propensão inata para a linguagem, e para comunicar símbolos por meio de imagens e da escrita. Ele começou por falar de uma forma automática que teve início nos seus sonhos. De certo modo, poderíamos quase dizer que ele utilizava a linguagem antes de conscientemente a compreender. Não foi somente que tenha aprendido ao faze-lo, mas que o fazê-lo isso passou a representar o ensino. Uma vez mais, para impedir que passasse a existir um intelecto acentuadamente inquiridor, que se interrogasse demasiado sobre o modo como as palavras eram formadas ou que movimentos seriam necessários, a sua elaboração era da mesma forma automática. Podíamos - quase - dizer que ele utilizava a linguagem a "despeito dele próprio". Por isso, ela possuía uma qualidade quase mágica, e a "palavra" era vista como procedente directamente de Deus.

Ora bem; uns quantos reparos sobre o episódio do olho. Foi-vos apresentado - ou melhor apresentastes a vós próprios - um exemplo primordial das capacidades da pessoa natural. Eu proferi certa vez algo com respeito ao facto dos chamados milagres serem simplesmente o resultado da natureza desimpedida, e decerto esse é o caso. Foi-vos apresentado então, um certo retracto do corpo e das suas actividades, e o retracto parece muito comprovativo. Parece falar por si mesmo. Em vez disso sois confrontados, é claro, com um retracto do corpo do homem conforme ele o reflecte, e é afectado pelas crenças que tem. Os médicos contam que a visão comece a falhar, por exemplo, após os trinta, e existem inúmeros registos de pacientes que provam que tal desintegração constitui efectivamente um facto biológico.

As crenças que tendes, dizem-vos, uma vez mais, que o corpo consiste primordialmente num mecanismo - numa máquina impressionante, mas uma máquina dotada de propósito próprio, e isenta de qualquer intenção, uma linha de montagem irracional de peças sortidas que simplesmente acontece crescerem em conjunto de uma certa maneira prescrita. A ciência diz que não existe qualquer vontade, todavia atribui à natureza a vontade de sobreviver - ou melhor, um instinto baseado na vontade de sobreviver. Nessa medida admite que a máquina corporal tenha o propósito de assegurar a sua própria sobrevivência - mas uma sobrevivência que não tem significado para além dela própria. E por o corpo ser uma máquina, espera-se que entre em decadência após tanto uso.

Nesse quadro, a consciência tem uma parte muito pequena a desempenhar. Na história vetusta do homem, contudo, e nos vossos termos, durante séculos antes do "despertar", conforme descrito no nosso livro, as pessoas viviam com plena saúde por períodos de tempo muito mais prolongados - e em certos casos viviam durante séculos. Por um lado, ainda ninguém lhe tinha dito que tal era impossível. O sentido de assombro que tinha no mundo, o sentido que tinha de curiosidade, de criatividade, e as vastas áreas de fresca exploração mental e física, mantinham-no vivo e forte. Por outro lado, todavia, os mais velhos eram altamente necessários e respeitados pela informação que tinham alcançado acerca do mundo. Eles eram necessários, e ensinavam as gerações seguintes.

Nesses tempos a idade avançada constituía uma posição de honra que acarretava consigo responsabilidade e actividade. Os sentidos não desbotavam na eficácia que tinham, e era muito possível biologicamente que se desse todo o tipo de regeneração dessa natureza. (Para mim) Hoje falaste, ou esta noite, sobre alguns estadistas que não são novos de todo, e de homens e mulheres que não só alcançam (idade avançada) como rasgam novos horizontes nos seus últimos anos de vida. Eles fazem isso devido às capacidades privadas, e também por responderem às necessidades do mundo, e por formas que em muitos casos um indivíduo novo não conseguiria.

Na vossa sociedade a idade é quase considerada como uma desonra. Crenças relativas à desonra da idade avançada muitas vezes levam as pessoas a decidirem - por vezes de forma bastante consciente - pôr termo às suas próprias vidas, antes do chamado limite ser atingido. Sempre que, todavia, a espécie necessita da experiência acumulada dos seus membros mais velhos, essa situação é quase instantaneamente invertida e as pessoas passam a viver mais tempo. Alguns na vossa sociedade pensam que os jovens também são mantidos fora da corrente principal da vida, e lhes é negada uma tarefa significativa, e a sua adolescência prolongada de uma forma desnecessária. Em consequência disso, alguns jovens morrem pela mesma razão: por acreditarem que o estado de juventude seja destituído de honra. São adulados, mimados, e por vezes tratados como animais divertidos, desviados pelas ofertas da tecnologia mas sem permissão para utilizar a energia que têm. Deram-se muitos abusos quanto ao velho sistema de levar um filho a seguir as pegadas do pai, todavia, ao filho na idade tenra era dada uma tarefa significativa a desempenhar, o que o levava a sentir-se parte da corrente principal da vida. Por ser necessário.

A chamada cultura jovem, devido a todos os aparentes exageros de conquistas e beleza próprios da juventude de que padece, na verdade acabou por rebaixar a juventude, por poucos conseguirem estar à altura dessa imagem. Frequentemente, pois, tanto o jovem como o velho se sentiram abandonados pela vossa cultura. Ambos partilham de igual forma da possibilidade de uma vitalidade criativa acelerada - actividade essa que os grandes artistas mais velhos, ou os grandes estadistas mais velhos quase captaram e utilizaram a fim de aumentar as suas próprias capacidades. Chega uma altura em que a as experiência do homem no mundo fazem click juntas e formam um novo foco mais claro, e fornecem uma moldura psicológica nova a partir da qual as suas maiores capacidades podem emergir para formar uma nova síntese. Mas na vossa sociedade muitas pessoas jamais atingem esse ponto - ou aqueles que não são reconhecidos pelas conquistas que fazem de modo apropriado, ou pelas razões apropriadas.

A vontade que o homem tem de sobreviver inclui um sentido de propósito e de significado e uma sensação relativa à qualidade de vida. É-vos na verdade apresentado um quadro comprovativo que parece sugerir vivamente o "facto" de uma deterioração firme do homem; no entanto também vos são apresentadas evidências no sentido contrário, até mesmo no vosso mundo, se as procurardes. Os vossos Jogos Olímpicos televisivos, apresentam-vos prova da grandiosa capacidade do corpo do homem jovem. O contraste entre a actividade desses atletas, contudo, e a actividade do jovem normal é drástico. Acreditais ser necessário o mais elevado treino e disciplina para produzirem tal actividade - mas essa aparentemente extraordinária capacidade física representa simplesmente as capacidades inerentes do corpo humano. Nesses casos, os atletas por meio do treino são finalmente capazes de ter um vislumbre das capacidades espontâneas do corpo. O treino é necessário por se acreditar que o seja.

Uma vez mais, no material que dispensamos subordinado ao sofrimento (ver a sessão 895, por exemplo) eu mencionei o facto de as doenças servirem propósitos – que possuem a qualidade de se prestarem à ressalva das aparências na vossa sociedade – de modo que aqui estou a falar das capacidades que o corpo possui. A essa luz, os sentidos não se desvanecem. O envelhecimento por si só jamais produziu qualquer perda de agilidade física, ou capacidade mental, ou de desejo. A morte deve acometer toda a pessoa viva, contudo, a altura e os meios ficam basicamente a cargo e cada indivíduo. 

Um trabalho significativo tem importância seja em que idade for. Não conseguireis satisfazer por completo os idosos com passatempos mais do que conseguireis os jovens, mas um trabalho significativo representa trabalho que também apresenta a exuberância da experimentação, e é essa qualidade lúdica que comporta dentro de si enorme propensões de uma natureza curativa e criativa. De certo modo, agora, os vossos olhos melhoram as suas capacidades, para o referir em termos práticos, de uma forma lúdica. Os sentidos têm vontade de se excederem. Também aprendem por meio da experiência. Tens vindo a pintar mais, ultimamente. Os teus olhos passaram a envolver-se mais, nessa medida. Os teus olhos gostam da parte que representam nessa actividade, tal como os ouvidos, digamos, sentem prazer no acto de ouvir. É o propósito que lhes cabe. O próprio desejo que tendes de pintar aliou-se e reforçou o desejo natural que os teus olhos têm de ver.

Quando a maioria de vós pensa em sintomas físicos, é claro, encarais o vosso corpo com uma seriedade mortal que em certa medida obsta à espontaneidade interior. Vocês colocam as vossas crenças limitativas sobre a pessoa natural. Os vossos sonhos enquadram-se nisso a seu próprio modo, por perceberdes que o barco da vida, por assim dizer, corre igualmente de uma forma bela e rápida por debaixo da superfície da consciência, viajando ao longo das águas da psique...Vós estais a progredir muito bem a níveis abaixo da superfície. Existiam poucos impedimentos. Dispúnheis de movimentos desimpedidos, por assim dizer, e o sonho era realmente entendido como a visão interior do vosso progresso.

O mundo conforme o conheceis existe tal como existe por serdes vos próprios uma porção viva de uma vasta grelha de percepção. Cada célula, nesses termos, constitui um emissor e um receptor. Todas as vastas divisões da vida – os mamíferos, os peixes, as aves, etc. – constituem, uma parte integral da grelha viva. Contudo, o retracto do mundo é não só o resultado dessas mensagens transmitidas e recebidas, mas é igualmente causado pelos relacionamentos patentes entre essas mensagens. Nos vossos termos, pois, todas as vastas classificações da vida se achavam presentes por altura do “começo do mundo”. De outro modo, teria passado a existir vastos buracos na grelha da percepção que tornam possíveis as próprias sensações da vida física.

O universo físico é, por assim dizer, “transporto” para uma outra realidade que deve constituir a sua fonte. O mundo foi e é criado em dimensões exteriores ao tempo, e exteriores ao espaço conforme o entendeis.

Outras realidades tão legítimas quanto a vossa, e igualmente vitais, e completamente “reais”, coexistem com a vossa própria, e nos termos da compreensão que tendes, “no mesmo espaço” – mas é claro que nos termos da experiência que fazeis, esses espaços e realidades pareceriam bastante distintas. Nenhum sistema se acha encerrado, contudo, de modo que basicamente a grelha viva da percepção que é causa de um mundo ou realidade acha-se igualmente ligado a todos os outros sistemas. Existe um dar e receber entre todos eles.

As grelhas de percepção que compõem o vosso mundo fornecem-vos o retracto do mundo tal como o experimentais por os vossos sentidos físicos vos colocarem numa certa posição na totalidade da grelha. Os animais, por exemplo, enquanto fazem parte da vossa experiência, também se acham em sintonia com essa grelha num outro nível. A vasta classificação dos mamíferos, peixes, aves, répteis, plantas, etc., constitui (cada uma) uma parte integral do padrão perceptível mais vasto – e o padrão nesses termos tinha que estar completo mesmo no início do vosso tempo.

Em vários períodos essa "grelha" pode carregar "um maior tráfego" ao longo de certos circuitos do que noutros períodos, de modo que tem sido concedida uma certa margem de manobra, em particular em relação às espécies que compõem as vossas classificações maiores.

Sempre existiram aves, por exemplo, mas na interacção mais vasta da comunicação interior e exterior verificada entre todas as porções deste vasto sistema vivo, gerou-se uma interacção que deu lugar a um sem fim de variações nessa classificação, assim como em cada uma das outras. O vosso sistema tecnológico de comunicação constitui uma idealização magnífica, mas uma idealização que se baseia no conhecimento interior da comunicação interior celular que se dá entre todas as espécies. Tendo dito isto, não estou a retirar ao intelecto o direito que tem de se congratular por causa dessa tecnologia.

As classificações mais vastas da vida fornecem-vos os padrões em que a consciência se forma a si mesma, e por tais padrões parecerem relativamente estáveis, torna-se fácil saltar o facto, de eles se encontrarem preenchidos, por assim dizer, com nova energia a cada instante.
O homem, no seu desenvolvimento físico não passou pelos estágios que supostamente se seguiram à hipotética criatura que deixou as águas para passar a viver em terra e se tornar num mamífero – mas na verdade cada espécie tem escrita no seu interior o conhecimento do “seu passado”. Parte disso, uma vez mais, torna-se extremamente difícil de expressar, e eu preciso tentar preencher as palavras com novos significados. Os aspectos reincarnatórios da vida física, contudo, servem um propósito muito importante, ao fornecerem um fundo subjectivo interior. Tal fundo é necessário a todas as espécies.

A reincarnação existe, pois, por parte de todas as espécies. No entanto, assim que uma consciência tiver escolhido a classificação mais vasta das suas existências físicas, ela permanece no âmbito das suas existências “reincarnatórias”. Os mamíferos retornam como mamíferos, por exemplo, mas a espécie pode sofrer mudanças nessa classificação. Isso proporciona uma enorme resistência genética, e a consciência em tais classificações tê-las-á escolhido por causa das suas próprias propensões e objectivos. Os animais, por exemplo, parecem ter uma gama limitada de actividade física em ermos conscientes, conforme pensais neles. Um animal não consegue decidir pôr-se a ler um jornal. Os jornais não fazem parte da sua realidade. Os animais têm um alcance muito mais vasto, para o colocar em termos práticos, em determinadas outras áreas. Eles encontram-se intimamente muito mais conscientes do seu meio, de si mesmos enquanto separados dele, mas também de si mesmos enquanto parte dele (proferido com intensidade). A esse respeito, a sua experiência lida com relacionamentos de um outro tipo.

Essas grelhas de percepção “não existem para sempre” na vossa dimensão do tempo, por a vossa dimensão do tempo não conseguir conter nada que lhe seja exterior. Contudo, quando um mundo chega a existir, fica impresso ou estampado na eternidade, de modo que existe no tempo e fora dele ao mesmo tempo. Quando perguntais: “Quando terá o mundo começado?” ou, “Que terá realmente acontecido?” ou, “Terá existido um jardim do Éden?”, estais a referir-vos ao mundo conforme o entendeis, mas nesses termos existiram terras num mesmo espaço antes que a terra que reconheceis existisse, e tiveram início da maneira que vos referi nos capítulos iniciais deste livro.

Os padrões dos mundos – os padrões – continuam na vossa dimensão do tempo, embora nessa dimensão do tempo esses mundos devam desaparecer, uma vez mais, para que “a sua existência tenha continuidade fora do tempo”. Os padrões são preenchidos de novo. No caso da Terra a grelha da percepção é simplesmente usada de um modo diferente, em que certas áreas se tornam proeminentes em determinadas eras, e menos proeminentes noutras. Utilizando a ideia que fazeis do tempo, posso unicamente referir que quando toda a gestalt de consciências que formou uma terra particular tiver formado a sua realidade pelo melhor de que for capaz, utilizando as capacidades individuais e de massa tanto quanto possível, elas transferem amavelmente essa grelha a outras, e continuam a tomar parte em existências que não são físicas conforme os vossos termos. E isso já ocorreu muitas vezes. A vossa lenda sobre o Jardim do Éden, pois, constitui uma lenda acerca do último começo da Terra. Cada um dos mundos é de tal maneira engenhado, uma vez mais, que cada consciência, independentemente do grau que tiver alcançado, desempenha uma parte vital. E cada uma das vossas acções, muito embora inconsequente, liga-se de uma maneira ou de outra – de um ou de outro modo – a cada uma das outras realidades e a cada um dos outros mundos (tudo bem enfatizado).

Agora, de certo modo – embora veja que pouco foi o tempo que passou nesta sala onde falo com a permissão do Ruburt (Jane Roberts) – esta noite transcendemos o tempo em certa medida, porque naquilo que eu disse existem pistas e ilusões – cadências – que podem, caso estejas pronto, dar-te um sentido para a existência fora do contexto do tempo. Mesmo a tentativa e a apresentação verbal de tal material carecia de alterações que envolvessem a percepção, porquanto embora essa grelha vos pareça muito estável aos sentidos, e vos dê uma imagem fiável da realidade, isso deve-se igualmente ao facto de vos terdes treinado para captar apenas determinados sinais. Outros, noutros níveis, permanecem disponíveis. Podeis sintonizar a consciência celular, por exemplo. Uma vez que este material deve resultar compreensível, O Ruburt juntamente comigo formamos a nossa própria via de percepções – ele, da parte dele e eu da minha, de modo que possamos alinhavar num e noutro sentido como que por meio dos fios de um vasto comutador – só que um computador vivo.

(“Numa sessão em que estou a trabalhar actualmente para publicar em Mass Events, relativa à morte do nosso gato, Billy One, há um ano, disseste que não existia coisa alguma como uma consciência de gato, por si só.” Seth acena afirmativamente com a cabeça. “A sessão desta noite recorda-me essa. Entendo como se enquadram.”)

Eles podem de facto. O Billy pode ser o que escolher – e reincarnar em qualquer espécie que se enquadre na classificação dele – de mamífero.

(Isso não vai contribuir para a ideia da transmigração, vai?” Estava a pensar que o homem também representa um mamífero.)

Isso é outra coisa – ou seja, os homens renascerem como animais. Eu incluo o homem na sua própria classificação. Lembrai-vos, contudo, que também existem fragmentos, que, uma vez mais, refere uma outra coisa.

(Na manhã de Sábado passado, tive o que me pareceu ter sido dois sonhos que eram idênticos lado a lado, ou ao mesmo tempo. Mas não se enquadravam um no outro, como se um sonho duplo)

Tu sabes que podeis ter mais do que um sonho de uma só vez. Podeis igualmente experimentar diferentes versões de sonhos de Eus prováveis, mas sempre se dará sempre algum ponto de contacto - ou seja, tereis sempre uma razão qualquer para terem tais sonhos. Todos os sonhos que as pessoas têm formam um quadro de sonho em massa. O s sonhos existem em outro níveis, e é evidente que afectam o estado físico do organismo. Em tais casos, as acções do mundo são resolvidas por comunicações oníricas de massa que são ao mesmo tempo públicas e privadas. A nação resolve preocupações dessa forma. Pensais enquanto estais a dormir do mesmo modo que o fazeis enquanto acordados. Mas quando estais a dormir, os vossos pensamentos atingem uma casta dimensional mais rica: São engordados por símbolos e imagens.
O emergir da acção num esquema de tempo constitui na verdade um dos mais importantes desenvolvimentos ligados ao começo do vosso mundo. A história do Jardim do Éden no seu sentido mais básico refere-se à súbita percepção que o homem teve de então passar a agir com base no tempo. As suas experiências precisam ser estruturadas em termos neurológicos. Isso imediatamente suscitou a importância da escolha entre uma e outra acção, e tornou os actos de decisão altamente importantes.

Essa referência de tempo representa porventura a mais importante inerente à experiência terrena, e aquela que mais influencia todas as criaturas. Na experiência ou existência exterior ao tempo não existe necessidade de proceder a certos tipos de julgamento. Dentro e fora da referência do tempo, para o referir agora em termos teóricos, um infinito número de direcções podem ser seguidas a uma só vez. Contudo, a referência terrena do tempo trouxe à experiência um foco novo brilhante - e com a pressão imposta pelo tempo, uma vez mais, certas actividades tornar-se-iam relativamente mais necessárias do que outras, relativamente mais agradáveis ou desagradáveis do que outras. Por entre uma ampla variedade de acções possíveis, o homem viu-se subitamente confrontado com a necessidade de proceder a escolhas, que nesse contexto não tinha tido "antes".

Falando nos termos do vosso tempo, o homem primitivo gozava ainda de uma margem de manobra neurológica enorme. Tinha corredores ou vias neurológicas alternadas que, para o referir em termos práticos, estavam mais disponíveis do que agora. Actualmente ainda existem, mas tornaram-se mais em sinais fantasmas que permanecem por detrás da actividade neurológica.

Isto torna-se uma vez mais difícil de explicar, mas o livre-arbítrio opera em todas as unidades de consciência, independentemente do seu grau - mas opera no âmbito desse grau. O homem possui livre-arbítrio, mas esse livre-arbítrio opera somente no grau do homem - quer dizer, o livre-arbítrio de que goza acha-se de certo modo limitado pelos quadros do tempo e do espaço. Ele dispõe de livre-arbítrio para tomar quaisquer decisões que seja capaz de tomar (com intensidade). O que significa que o livre-arbítrio de que goza acha-se circunscrito, ganha significado, e foco e é emoldurado pela estrutura neurológica que possui. Ele pode apenas mover-se, e pode escolher mover-se, para o referir em termos físicos, em determinadas direcções do espaço e do tempo. Essa referência do tempo, contudo, confere-lhe livre-arbítrio, significado e um contexto em que possa operar. Estamos agora a falar d decisões conscientes conforme as podeis conceber.

Podeis somente proceder a umas quantas decisões conscientes, ou seríeis inundados ou presos num dilema constante de tomada de decisões. O tempo organiza as escolhas disponíveis que devem ser tomadas. O despertar referido anteriormente, foi encontrar, pois, o homem a despertar da sua inicial "condição de sonho", e confrontado de súbito com a necessidade de acção num mundo dotado de espaço e de tempo, um mundo em que as escolhas se tornaram inevitáveis, um mundo onde ele precisou escolher entre acções prováveis - e por entre uma infinita variedade delas optar os acontecimentos que passaria a actualizar em termos físicos. Essa teria sido uma situação quase impossível caso não tivesse sido dado às espécies - referindo-me a cada espécie - as suas próprias vias de expressão e de actividade, pelo que se torna mais fácil para certas espécies portar-se de determinadas formas. E cada espécie possui as suas características gerais e propensões que mais a ajudam a definir a esfera de influência em que exercerá a capacidade que tem de proceder a escolhas.

Cada espécie é igualmente dotada, em virtude das unidades de consciência que as compõem, de uma imagem interna geral da condição das outras espécies, e ainda é caracterizada por impulsos básicos de forma que é guiada para as escolhas que melhor satisfaçam o seu potencial para o desenvolvimento enquanto contribui para o bem-estar geral da consciência de todo o mundo. Isso não a priva mais do livre-arbítrio do que acontece em relação ao livre-arbítrio do homem por ele precisar crescer a partir de um feto até chegar à idade adulta em vez de ser ao contrário. As diferenças existentes entre todas as espécies são causadas por esse tipo de organização, de modo a que as áreas da escolha sejam claramente estabelecidas, e as áreas da actividade livre claramente especificadas. Toda a gestalt das acções prováveis, pois, já se acha focada num grau qualquer nas diferenciações da espécie. Na vasta estrutura da actividade provável, todavia, era ainda necessária uma diferenciação muito maior, o que é proporcionado por meio das passagens interiores da existência reincarnatória.

Cada pessoa, por exemplo, nasce com o seu conjunto individual único de características e de habilidades, gostos e aversões. Isso presta-se à organização da acção do indivíduo num mundo em que o número infinito de caminhos prováveis permanecem em aberto – e aqui uma vez mais, os impulsos de natureza provável destinam-se basicamente a orientar o indivíduo rumo a vias de expressão e a actividades prováveis melhor adequadas ao seu desenvolvimento. Representam, pois, auxiliares na ajuda da organização da acção, e quando as libertam entram mais efectivamente em movimento. Caso contrário, o livre-arbítrio seria quase inoperável em termos práticos: As pessoas ver-se-iam confrontadas com tantas escolhas que qualquer decisão se revelaria quase impossível. Essencialmente, o indivíduo não sentiria qualquer inclinação particular para qualquer acção em detrimento de outra.

“Pela altura” em que o conto do Jardim do Éden chegou às vossas histórias bíblicas, já toda a imagem tinha sido encarada à luz de conceitos subordinados a bem e de mal que realmente surgiram, nesses termos, muito mais tarde no desenvolvimento humano. A estrutura interior reincarnatória da psique humana é muito importante para a sobrevivência física do homem. Os bebés sonham com suas vidas passadas, ao recordarem, por exemplo, a forma de andar e de falar. Nascem com o conhecimento da maneira de pensar implantado, e com a propensão para a linguagem. São guiados por recordações que mais tarde esquecem.

Na referência do tempo, os fins particulares de cada indivíduo aparecem também no contexto histórico mais vasto, de modo que cada pessoa forma o seu canto da sua civilização – e todas as pessoas num determinado período de tempo têm objectivos privados ou generalizados, desafios que definem, acções prováveis que tentarão situar no contexto da história.

HERANÇA GENÉTICA E PREDILEÇÕES
DO CAMPO DA REINCARNAÇÃO

Ora bem; Temos vindo a tentar formar um tipo qualquer de ponte neural de modo a transmitirmos algum material pertinente para o nosso livro. Essa é a causa da sensação de desorientação que o Ruburt está a sentir.

Ele captou o nosso capítulo seguinte (o sexto) intitulado: “Herança Genética e Predilecções do Campo da Reincarnação,” e eu estou a tentar transmitir-lhe esse outro material em diferentes níveis. Mais tarde virá efectivamente a ser traduzido por frases em Inglês adequado.

Estamos igualmente a lidar com probabilidades, e a informação tem que ver com aqueles dados que finalmente aceitais como experiência física, a razão por que o aceitais, a sua procedência, e para onde os acontecimentos que não experimentais se “encaminham”. Tudo está ligado à informação genética que todo o indivíduo recebe do banco biológico que pertence à espécie em geral, e do banco interior da reincarnação. Procuraremos fazer com que o Ruburt receba a informação de que necessita nos níveis necessários, de forma que o material possa ser verbalizado. Tudo isso se acha igualmente intimamente ligado àquelas áreas em que o livre-arbítrio pode ser utilizado, livremente, para tornar eventos prováveis em eventos perceptíveis físicos. Eu estou agora a transmitir simplesmente para te dar esta explicação.

Além disso, nos seus próprios níveis, O Ruburt está a atravessar processos de cura bastante acelerados – que se poderia dizer, que operam a níveis microscópicos. Um aspecto antes de eu terminar por esta noite: Ele esteve muito certo na interpretação ao observar a expressão que assumiste certa noite enquanto dormias – e o facto de teres acordado para o constatar não representou qualquer coincidência. Tu estiveste profundamente envolvido em processos generalizados de cura, por conta própria, em que certas formas de compreensão da tua parte foram transmitidas aos vários órgãos do teu corpo, de modo que o teu corpo entrou num relacionamento generalizado muito melhor. Esse relacionamento foi igualmente responsável pelas melhorias oculares que sentiste, e o Ruburt foi capaz de perceber diferenças em ti antes de teres ficado inteirado delas. O sentido de desorientação de que o Ruburt padeceu é igualmente o resultado parcial dos processos de cura verificados no seu próprio organismo, e da alteração dos relacionamentos – uma vez mais, a níveis de intimidade microscópica – que enviam os seus próprios “tremores de cura” acima por intermédio das várias formações de matéria, de modo que diz-lhe para se divertir.

Assunto: Os vírus como parte do sistema geral de saúde do organismo, e vírus enquanto manifestos biológicos. Os vírus prestam-se a muitos propósitos conforme declarei antes. O organismo contém todo o tipo de vírus, incluindo aqueles considerados mortais, mas esses geralmente não somente são inofensivos, ou estão inactivos, como são benéficos para o equilíbrio generalizado do organismo. O organismo mantém a sua vitalidade não só através do movimento físico e da agilidade que percebeis, como pela agilidade microscópica e acções verificadas em microssegundos, que vós não percebeis. Existe tanto movimento e estímulo, e reacção no interior do ambiente do organismo à medida que o organismo satisfaz através dos encontros que tem com o meio externo. 

O corpo, vez por outra, precisa proceder à eliminação, ou à lavagem do próprio sistema, fazer correr o seu reportório, elevar a sua temperatura, activar as suas acções hormonais de um modo mais acentuado. Em tais casos, mantém o seu sistema de imunidades limpo. Esse sistema opera continuamente. Em certa medida, é um modo que o corpo distingue entre o Eu e o que não é pertinente ao Eu. De certas formas, esse sistema impede igualmente que o organismo desperdice as suas energias, ao preservar a sua integridade biológica. Caso contrário teria sido como se não soubessem onde a vossa própria casa começou ou terminou, e por isso tentassem aquecer (?) a vizinhança toda. Assim, algumas formas de indisposição “causadas por vírus” são aceites pelo organismo como gatilhos bem-vindos, destinados a limpar o sistema, e isso aplica-se às vossas presentes indisposições.

Contudo, envolve sempre mais, por esses vírus que considerais passíveis de ser transmitidos, representam efectivamente, de uma forma ou de outra, comunicações são nível biológico. Eles constituem manifestos biológicos, comunicados sociais literais, biologicamente elaborados, e podem adoptar muitos géneros.

Quando uma doninha se assusta, ela emite de facto uma espécie de odor fétido, e quando as pessoas se sentem assustadas por vezes reagem um tanto ou quanto do mesmo modo, ao reagirem biologicamente aos estímulos no ambiente que consideram alarmantes. Jogam uma barragem de “vírus imundos” – ou seja, realmente reúnem e mobilizam dentro dos seus próprios corpos vírus potencialmente prejudiciais, despoletam-nos em termos biológicos, ou activam-nos, e enviam-nos para o ambiente em sinal de autodefesa, para repelir o inimigo.

De certo modo, isso funciona como um tipo de agressão biológica. Contudo, os vírus representam igualmente tensões de que a pessoa envolvida se está a livrar. Isso representa um tipo de manifesto. É frequentemente usado de uma forma vigorosa em tempos de guerra, ou de grande agitação social, quando as pessoas se sentem assustadas. Agora, o nosso amigo foi aos Jogos Olímpicos e foi cobrado pela enorme vitalidade física que sentiu ao assistir ao panorama atlético. Por causa disso e por outras razões de ordem pessoal, não conseguiu descobrir forma de se libertar da intensa energia que sentiu, de modo que se livrou dela ao se proteger, e ao arremessar fora a sua postura biológica ameaçadora: os vírus. (Com um sorriso) Os vossos organismos não recebiam tais guloseimas faz algum tempo, de modo que as usaram de uma forma exuberante como gatilhos que foram, regenerar os sistemas imunitários.

Muita gente teve reacções tais como as que o nosso amigo teve, ao regressar das Olimpíadas, por não saberem como utilizá-las ou libertar as suas próprias energias – como se eles próprios se sentissem situados numa posição inferior em comparação com tais façanhas.

Gera-se todo o tipo de reacções biológicas, entre corpos, que passam despercebidas, e todas são basicamente de natureza social, e lidam com comunicações biológicas. De certo modo, os vírus – uma vez mais de certo modo – constituem, uma forma de lidar ou de controlarem o ambiente. Representam formas de interacção naturais, e como viveis num mundo onde, em geral, as pessoas são saudáveis o suficiente para contribuírem por meio do trabalho, da energia e das ideias, a saúde constitui o ingrediente dominante – mas dão-se interacções biológicas entre todos os organismos físicos que constituem a base dessa saúde, e os mecanismos incluem a interacção entre vírus, e mesmo os períodos de indisposição, que não são compreendidos. Tudo isto se prende com a intenção do homem e a compreensão que tem. Os mesmos relacionamentos, contudo, não só se dão entre os corpos humanos, claro está, como entre o homem e os animais e as plantas do meio ambiente, e faz parte da comunicação biológica interminável que no geral produz a vitalidade da experiência física.

Uma nota salientar para o Ruburt acerca das vitaminas: Elas podem ser usadas de modo mais eficaz por períodos de duas ou três semanas, onde actuam como estímulos e lembretes em relação ao organismo. A seguir deixais de as usar por duas ou três semanas, de modo que o organismo produza por si só esses elementos que lhe recordastes necessitardes. Qualquer uso constante de vitaminas não irá resultar num benefício generalizado, por darem ao organismo aquilo de que precisa de uma forma demasiado fácil, e a capacidade de produzir tal material por si só torna-se moroso. Estás a entender?

("Estou.")
Só um instante… Certas "doenças" constituem proteínas contra outras doenças, e o organismo à sua maneira, representa o seu próprio regulador.

É óbvio que tais capacidades funcionam melhor quando confiais nelas. Os sistemas do organismo sabem as doenças que estão para vir, por assim dizer, e muitas vezes estabelecem contra medidas antes do tempo, ao vos darem aquilo que experimentais como uma indisposição de um tipo ou de outro – só que uma indisposição que efectivamente representa uma instrução de prevenção contra uma outra condição.

Decorre um enorme fluxo de tráfego numa cidade: Um organismo sabe como sair do caminho no momento da aproximação de um carro. No ambiente interior físico dá-se um fluxo de tráfico muitíssimo mais intenso. Há decisões feitas em períodos de tempo tão breves que quase estão terminados antes de começarem, reacções de tal modo rápidas que as não conseguis perceber como respostas corporais para com tal realidade interna, e para com todo o estímulo procedente do ambiente exterior. O organismo constitui um sistema em aberto. Tão sólido quanto vos parece, geram-se reacções químicas constantes entre ele e o mundo, ajustamentos electromagnéticos, alterações no equilíbrio, alterações no relacionamento – alterações que se dão entre o organismo e o relacionamento que tem com qualquer outro evento físico, desde a posição dos planetas e da lua e do sol, até à posição do mais pequeno grão de areia, até ao mais diminuto micróbio pertencente ao intestino de alguém. (Pronunciado de modo intenso).

Todos esses ajustamentos são levados a cabo sem reparo consciente da vossa parte, a ainda assim encaixam nos vossos propósitos e intenções generalizados.
Qualquer debate real subordinado à herança genética deve igualmente suscitar questões que se prendem com o livre-arbítrio e o determinismo, e até certo ponto tais questões relativas à natureza da própria mente racional. O raciocínio, conforme estais familiarizados com ele, resulta do funcionamento dos processos mentais ou psíquicos que funcionam num contexto de espaço/tempo, e de uma forma particular. Até certo ponto, pois, o raciocínio – uma vez mais, por estardes familiarizados com ele – consta do resultado de conhecimento disponível. Procurais raciocinar as coisas por a resposta não se situar na vossa frente. Caso estivesse, saberíeis, e por conseguinte não teríeis necessidade de questionar.

A mente racional constitui um fenómeno humano e físico único. Depende do pensamento consciente, de métodos de resolução de problemas, e representa um desabrochar natural humano, um desenvolvimento mental espectacular no seu próprio quadro de actividade. A vossa tecnologia é um dos resultados dessa mente racional. Esse raciocínio é necessário, contudo, devido à falta de uma mais vasta, realização imediata de conhecimento. Os pensamentos traduzem uma actividade mental dimensionados nos termos do tempo e do espaço, de forma que se assemelham a edifícios erguidos apenas em determinadas dimensões. Os vossos pensamentos tornam-vos humanos.

As demais criaturas possuem os seus próprios tipos de actividade mental, todavia. Também possuem tipos diferentes de percepção imediata da realidade. Todas as espécies estão unidas pela participação que têm nos estados emocionais, contudo. Não quer simplesmente dizer que todas as espécies da vida possuam sentimento, mas que todas participam em dimensões (dotadas) de realidade emocional. Já foi mencionado que apenas o homem possui um sentido da moral, que apenas o homem possui livre-arbítrio – se de facto o livre-arbítrio for de todo possível. O termo “moral” possui intermináveis conotações, claro está. Contudo, os animais possuem a sua própria “moralidade”, os próprios códigos de honra, os seus sentidos impecáveis de equilíbrio em relação a todas as outras criaturas. Possuem adoráveis relacionamentos emocionais, sociedades complexas, e num certo sentido pelo menos – e um importante – também possuem as suas “artes” e “ciências”. Só que tais “artes” e “ciências” não se baseiam no raciocínio, conforme o entendeis.

Os animais também possuem volição independente, e conquanto esteja para aqui a enfatizar os animais, o mesmo se aplica a toda criatura, seja grande ou pequena: insectos, aves, peixes, ou vermes; à vida da planta; às células, aos átomos, ou aos electrões. Eles possuem livre-arbítrio em relação às condições da sua existência.

As condições de existência são em grande parte determinadas pela estrutura genética. O livre-arbítrio deverá, pois é claro, operar de acordo com a integridade genética. A estrutura genética torna possível os organismos físicos por meio dos quais a vida precisa ser experimentada, e em larga medida, essa estrutura deve determinar o tipo de acção possível no mundo, e a maneira, ou maneiras pelas quais a livre volição pode efectivamente ser expressada. O castor não tem liberdade para construir uma teia de aranha. Nos seres humanos a estrutura genética determina em larga medida as características físicas tais como a altura, a cor dos olhos, a cor do cabelo, a cor da pele – e, é claro, mais importante, o número de dedos das mãos e dos pés, assim como os demais atributos físicos da vossa espécie. De modo que fisicamente, e apenas em função somente dos seus atributos, um homem não pode fazer uso do seu livre-arbítrio para voar como um pássaro, ou desempenhar actos físicos para os quais o corpo humano não está equipado.

O corpo acha-se equipado para um desempenho de longe melhor, numa variedade de maneiras, do que lhe creditais, porém – mas o facto prevalece da estrutura genética concentrar volição. O dispositivo genético e as mensagens dos cromossomas realmente contêm muito mais informação do que a que alguma vez é usada. Essa informação genética pode, por exemplo, ser colocada junta por um infindável número de formas. As espécies cuidam de si próprias no caso de uma qualquer circunstância possível, de modo que as mensagens genéticas também carregam um número interminável de gatilhos que alterarão as combinações genéticas caso isso se torne necessário.

No entanto, para além disso, as mensagens genéticas são codificadas de tal forma que se dá uma permuta constante entre essas mensagens e a presente experiência de um dado indivíduo. Isto é, nenhum evento é geneticamente inevitável.

Agora para além desta estrutura genética física, existe um banco interior de informação psíquica que nos vossos termos conteria a história “passada” – a história reencarnacional – do indivíduo. Isso proporciona um reservatório global de características psíquicas, inclinações, habilidades, conhecimento, que é tanto mais parte da herança do indivíduo quanto a estrutura genética é parte da herança física. Uma pessoa dotada de grande inteligência pode nascer numa família de idiotas, por exemplo, devido à estrutura reencarnacional. A habilidade para a música pode desse modo surgir com uma enorme facilidade técnica, independentemente de qualquer origem familiar, para o referir em termos genéticos, e uma vez mais, o banco reencarnacional das considerações características de tais eventos. Essa estrutura interior psíquica reencarnacional é igualmente responsável por desencadear determinadas mensagens genéticas, ao ignorar outras, ou pelo despoletar de certas combinações das mensagens genéticas. Na realidade, é claro (sorri), todo o tempo existe em simultâneo, de modo que todas as vidas reencarnacionais ocorrem ao mesmo tempo.

Talvez uma analogia possa ajudar. Um actor ou actriz que se atire à representação de um papel, mesmo que momentaneamente perdido em parte, ainda permanece vivo e a funcionar enquanto aquele que é num contexto mais vasto do que a peça. O personagem da peça aparentemente tem vida (de uma forma criativa) por toda a duração da peça, a percepção acha-se restrita a esse quadro, no entanto para desempenhar tal papel o actor baseia-se na experiência da sua própria vida. Ele tira partido da compreensão, e da compaixão que tem e, se for um bom actor ou actriz, então quando a peça terminar o actor tornar-se-á numa pessoa melhor por ter representado tal papel.
 
Agora, no quadro mais alargado das existências reencarnacionais vós elegeis os papéis que representais, ou as vossas vidas, mas as falas que vos cabem, as situações que defrontais, não estão predeterminadas. “Vós” viveis ou existis num quadro mais vasto de actividade mesmo enquanto viveis a vossa vida, e dá-se uma interacção incontrolável entre os Eus situados no tempo e o Eu exterior ao tempo.

O Eu inerente ao tempo adopta uma mente racional. Assemelha-se a um rosto psicológico criativo que usais com o propósito do drama da vossa vida. Esse rosto psicológico da nossa analogia tem certas características formais, cerimoniais, de forma que mental e psicologicamente tendeis a perceber somente aqueles dados que se acham disponíveis na estrutura formal da peça. Não podeis ver o futuro, por exemplo, nem o passado.
 
Raciocinais a vossa posição. Caso contrário o vosso livre-arbítrio não teria qualquer significado num contexto psicológico, por o número de opções disponíveis chegar a ser tão numeroso que não poderíeis decidir-vos a agir com base no tempo: Com todas as oportunidades de criatividade, e com o vosso conhecimento mais vasto instantaneamente ao dispor, ver-vos-íeis inundados por tantos estímulos que não conseguiríeis literalmente responder fisicamente, e assim os vossos tipos particulares de civilização e de ciência e de arte não poderiam ser realizados – e não obstante os defeitos que apresentam representam conquistas magníficas, produtos únicos do raciocínio da mente.

Sem a mente racional, o artista não teria qualquer necessidade de pintar, pois o imediatismo da sua visão mental apresentar-se-ia de tal modo instantâneo e ofuscante, de tal modo realizado mentalmente, que nenhuma versão concreta dela se faria necessária. Em tempo algum pretendo eu rebaixar as qualidades de excelência da mente racional conforme a entendeis. Contudo, vós tornastes-vos de tal modo especializados no seu uso, tão preconceituosos a seu favor, que a tendência que tendes é a de examinardes todos os outros tipos de consciência utilizando a mente racional como único critério por meio do qual julgais a vida inteligente. Estais rodeados por toda a parte por outros tipos de consciência cuja validade tereis largamente ignorado e cuja irmandade psíquica rejeitastes – tipos de consciência em particular do reino animal que lidam com um diferente tipo de saber, mas que partilham convosco a realidade de uma perspicaz experiência emocional, e que se encontra ciente de uma forma inata de valores psicológicos e emocionais, só que por modos que escaparam ao vosso exame preconceituoso.

Até certo ponto essa realidade emocional é igualmente expressada noutros níveis – tal como a vossa – nos períodos do sonho, em que os animais, à semelhança do homem, participam numa vasta aventura de cooperação que ajuda a formar a atmosfera psicológica em que as vossas vidas deverão antes de mais ter existência.
Agora: A mente racional representa a actividade humana num contexto de espaço e de tempo, conforme mencionado anteriormente. Uma vez mais, acha-se envolvida no método da tentativa e erro. Estabelece hipóteses, e a sua própria existência depende de um conhecimento disponível – conhecimento que tenta descobrir. No estado do sonho as características da mente racional tornam-se alteradas, e do ponto de vista do estado desperto poderá parecer distorcido na sua actividade. No entanto, o que realmente acontece, é que no estado do sonho sois confrontados com certos tipos de conhecimento imediato. Geralmente parece apresentar-se fora de contexto nos termos usuais. Não é organizada de acordo com os marcos compreendidos pelas porções racionais da vossa mente, de modo que até determinado ponto, nos sonhos deparais-vos com amplos volumes de informação que não conseguis categorizar. A informação pode não se enquadrar no tempo que reconheceis nem nas ranhuras do tempo. Existe, de facto, questões de elevada importância ligadas ao estado do sonho que podem envolver uma activação genética de certos tipos: processamento de informação por parte das espécies, a inserção ou reinserção de elementos civilizacionais – e todos eles se acham igualmente ligados aos aspectos reencarnacionistas do sonhar.

Não toquei em alguns desses assuntos antes, já que os queria apresentar nesse contexto mais amplo das origens do homem e do seu surgimento histórico enquanto espécie. Também gostaria de realçar determinados aspectos, ao salientar a importância que os sonhos têm ao incidirem e ajudarem a formar ambientes culturais. Os sonhos por vezes também vos ajudam mostrando-vos as vias que poderão ser tomadas vantajosamente por uma pessoa, ou por um grupo de indivíduos, e consequentemente ajudar a clarificar os modos por meio dos quais o livre-arbítrio pode ser dirigido de forma mais vantajosa. Assim, espero poder cobrir todos esses assuntos.

Vamos em primeiro lugar regressar por momentos ao tema da mente racional, dos seus usos e das suas características. Parece à mente racional que deva procurar informação fora de si, por operar de uma forma concertada com os sentidos físicos, que lhe apresentam um volume limitado de informação acerca do ambiente numa determinada ocasião. O solhos físicos não conseguem hoje ver a aurora que virá pela manhã. As pernas hoje não podem percorrer as ruas de amanhã, de modo que, se a mente quiser saber o que vai suceder amanhã, ou o que está a suceder agora, fora do domínio dos seus sentidos físicos, então precisará deduzir por intermédio da razão a informação desejada a partir da informação disponível de que dispõe. Precisa confiar na observação para poder proceder às deduções de acordo. De certa forma, precisa dividir para conquistar. Deve procurar deduzir a natureza do todo que não consegue perceber a partir das porções fisicamente ao dispor.

As crianças começam a contar contando pelos dedos. Mais tarde os dedos são dispensados, mas a ideia de contar permanece. Tem havido gente, ao longo da história, que que mentalmente desempenha façanhas matemáticas do mais surpreendente, e quase numa questão de momentos. Alguns, caso tivessem vivido no vosso século, teriam sido capazes de suplantar os computadores (tal como outros estão suplantando esses mesmos computadores nos dias actuais!). Na maioria dos casos em que tais conquistas se revelam, têm lugar desde logo no caso de uma criança demasiado jovem para ter aprendido procedimentos científicos de matemática, e muitas vezes tais talentos são exibidos por pessoas que não são senão classificadas de imbecis (sábios idiotas) que são incapazes de raciocínio intelectual.

De facto, quando isso envolve uma criança, quando mais agudo for o uso que fizer da sua mente racional mais fracas se tornarão as capacidades matemáticas. Outros, crianças ou adultos, que seriam classificados de deficientes mentais, são capazes de indicar, ou têm sido capazes de indicar, o dia da semana a que uma data qualquer corresponde, seja passada ou presente. Têm havido crianças, uma vez mais, dotadas de capacidades altamente musicais, e de um enorme talento para os aspectos técnicos da música – talentos esses, que são anteriores à assistência de qualquer tipo de educação avançada.

Agora, algumas dessas crianças prosseguiram até se tornarem grandes músicos, ao passo que outros perderam as capacidades que tinham ao longo do caminho, de modo que faria a seguinte pergunta: com que estaremos a lidar em tais casos? Estamos perante o conhecimento directo. Estamos diante das percepções naturais da psique, pelo menos, quando o referirmos em termos humanos. Estamos a lidar com uma cognição directa e natural, que existe antes e depois da experiência que o homem obtém com a com a mente racional.

Algumas dessas capacidades revelam-se naqueles que são classificados de deficientes mentais simplesmente devido a que todos os poderes da mente racional ainda não se encontrem activados. Nas crianças que se encontram em circunstâncias dessas, a mente racional ainda não se desenvolveu o suficiente em todos os seus aspectos, de modo que numa certa área a cognição directa resplandece com toda a sua capacidade de brilho. A cognição directa representa um sentido interior. Em termos físicos podereis chamar-lhe de detecção remota. O vosso corpo físico, e a vossa existência física, estão baseados em certos tipos de cognição directa, e ela é responsável pelo próprio funcionamento da própria mente racional. Os cientistas gostam de dizer que os animais operam por intermédio de um comportamento instintivo simples, destituído de vontade ou de volição: Não representa façanha nenhuma a aranha construir a sua teia, o castor a sua represa, o pássaro o seu ninho, porque de acordo com tal raciocínio, tais criaturas não são capazes de outra forma de desempenho. A aranha tem que tecer a sua teia. Se escolher deixar de o fazer, não sobreviverá. Só que com tal raciocínio – o qual é claro que não subscrevo – também poderiam acrescentar que o homem, não merece qualquer crédito pelo seu intelecto, já que o homem precisa pensar, e não se pode furtar a ter que o fazer.

Certos cientistas pessimistas diriam: “É claro,” por o homem, à semelhança dos animais, se orientar pelos instintos, e a reivindicação do livre-arbítrio que o homem faz não passar de uma ilusão. No entanto, a mente racional do homem, possuidora de uma capacidade fascinante para a dedução lógica, e para a observação, assenta na cognição directa – uma cognição directa que lhe alimenta os pensamentos, e que torna o próprio pensar possível. Ele pensa por saber como pensar ao pensar (com intensidade) muito embora os verdadeiros processos do pensar permaneçam um enigma para a mente racional.

Nos sonhos, a mente racional começa a perder a força que exerce sobre a percepção. Do vosso ponto de vista, é quase como se fossem confrontados com demasiados dados. A mente racional tenta captar aquilo que pode ao reconstituir as capacidades que tem no sentido de despertar, só a rede do raciocínio simplesmente não consegue suportar essa reconstituição de informação. Em vez disso é processada noutros níveis da psique. O sonhos envolvem igualmente um tipo de perspectiva psicológica em relação ao qual não possuís equivalente físico - pelo que tais questões tornam-se mais difíceis de discutir.

A mente racional torna-se altamente necessária, eficiente, e adequada à existência física, e à utilização do livre-arbítrio, o qual depende bastante da percepção de acções claramente distintas. No quadro mais amplo da existência, todavia, consta simplesmente de um de entre inúmeros métodos de organização de dados. Um sistema de classificação, se preferirem.

O vosso Eu que sonha possui dimensões psicológicas que vos escapam à detecção e que servem para conectar sistemas genéticos e reencarnacionais. Precisais, uma vez mais, perceber que o Eu que conheceis constitui apenas parte da vossa identidade mais vasta - uma identidade que é também historicamente actualizada noutras épocas que não na vossa. Deveis igualmente entender que a actividade mental é da máxima potência. Vós experimentais os sonhos da perspectiva que tendes, por via de regra. Eu estou simplesmente a tentar traçar-vos um quadro de um tipo de ocorrência onírica, ou mostrar-vos um quadro da actividade onírica da qual não estais habitualmente cientes.

Se estiverdes a ter um sonho de vós próprios a partir da perspectiva que tendes, um outro Eu reencarnacional poderá ter o mesmo sonho a partir da perspectiva que tiver - na qual, é claro, desempenhareis um papel menor. No vosso sonho, esse Eu reencarnacional pode surgir como um personagem menor, bastante situado na periferia da vossa atenção, e caso o sonho incluísse uma ideia, digamos, de uma peça ou invenção, então essa peça ou invenção poderia parecer um evento físico em ambos os períodos históricos, fosse qual fosse o grau de possibilidade que se apresentasse a ambos os indivíduos vivos no tempo da interpretação dessa informação. Mas a cultura ao longo das eras foi disseminada por mais do que meios concretos. Capacidades e invenções não estiveram dependentes das migrações do homem, mas essas mesmas migrações resultaram de informação fornecida em sonhos, ao indicarem às tribos humanas as direcções em que melhores terras poderiam ser descobertas.

Agora; o primeiro encontro que o homem tem com a realidade física na vida é a experiência que faz com o estado da sua própria consciência. (Eu tive que interromper a diversão que os gatos estavam a ter: levantar-me a desligar o candeeiro, antes que eles o puxassem da estante. A Jane esperou em transe.) Ele tem consciência de um tipo diferente de ser. Ele defronta a própria consciência em primeiro lugar, e a seguir defronta o mundo - de modo que estou a dizer, claro está, que cada pessoa tem uma identidade mais vasta do que a moldura de consciência com que geralmente vos encontrais familiarizados na vida.
Quando nascem, compreendem que têm uma consciência nova. Explorais as suas ramificações, e torna-se o vosso factor de evidência primário o facto de existirem em carne e osso. Basicamente, cada pessoa deve defrontar a experiência da realidade por meio de um confronto directo com ela. Tal confronto tem lugar por intermédio do uso dos sentidos físicos, claro está, ao os utilizar para perceber e interpretar os dados de natureza concreta ou física. No entanto, a própria utilização desses sentidos depende da natureza da vossa própria consciência, e essa consciência tem noção das próprias propriedades que possui.

Tais propriedades traduzem-se pelas faculdades da imaginação, da criatividade, da telepatia, da clarividência, so sonhar, assim como das funções da lógica e da razão. Tendes consciência de sonhar. Sabeis que pensais. Essas são experiências directas que fazeis. Toda a vez que utilizarem instrumentos para sondar a natureza da realidade, estais a olhar para um tipo de evidência secundária, independentemente do quão excelentes possam esses instrumentos ser. A evidência subjectiva do sonhar, por exemplo, revela-se de longe muito mais "convincente" e irrefutável do que a evidência conseguida de um universo em expansão, buracos negros, ou mesmo os próprios átomos e moléculas. Embora os instrumentos possam efectivamente revelar-se muito mais vantajosos em muitos aspectos, ainda vos apresentam um instrumento de investigação secundário ao invés de primário - e distorcem muito mais a natureza da realidade do que os atributos subjectivos dos pensamentos, dos sentimentos, e das intuições o fazem.

A consciência humana não tem, portanto, desenvolvido o melhor e mais adequado “instrumento” com que possa examinar a natureza da realidade. Foi por terem usado outros métodos que muitas provas vos escaparam – evidências que vos mostrariam que o universo físico existe em termos muito diferentes do que os supostos. São ensinados a não confiar na vossa experiência subjectiva, o que quer dizer que vos é incutido que não devem confiar nas ligações iniciais e primárias que tendes com a realidade.

A evidência da reencarnação encontra-se bastante disponível. Existem inúmeros exemplos dela, conhecidos e tabelados, para fazer um excelente caso; e além disso, existem provas que permanecem psicologicamente invisíveis nas vossas vidas privadas, por terem sido ensinados a não se concentrar nessa direcção.

Existe evidência suficiente que dê um excelente caso para a vida após a morte. Tudo isso envolve a experiência directa - episódios constatados pelas pessoas altamente sugestivos de hipóteses pós morte; mas a hipótese jamais é levada com seriedade pelas vossas ciências estabelecidas. Mas existe de longe muito mais provas de reencarnação e de vida após a morte do que, por exemplo, da existência de buracos negros. (Com ar divertido:) poucas foram as pessoas que viram um buraco negro, para proferir a declaração mais generosa possível, ao passo que um número incontável de pessoas já passou experiências de reencarnação de carácter privado, ou encontros que sugerem a sobrevivência da personalidade depois da morte.

Essas experiências são habituais e têm sido reportadas por pessoas de todo o tipo e de todas as idades, e representam um tipo de conhecimento do tipo senso-comum que é objecto da reprovação pelos homens eruditos das universidades. Ao longo deste livro iremos falar de experiências com que se defrontam de uma forma ou de outra pela maioria das pessoas, mas que não obtêm crédito da parte dos campos estabelecidos do saber. Por conseguinte, ao longo do livro iremos considerar os sonhos por vários modos, por se acharem ligados através da genética, da reencarnação, da cultura, e da vida privada. Também iremos considerar a matéria do livre-arbítrio e o papel que desempenha no cumprimento do sentido de valor individual.

Tradução: Amadeu António

                                            

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