sexta-feira, 18 de outubro de 2013

SONHO E REALIDADE (PARADOXOS)






Tradução: Amadeu Duarte


“… Seth: Eu represento aquilo que cada um de vós é. Vós projectai-vos em mim e para vós, eu torno-me no vosso “velho sábio”. O Eu Interior que conheceis acha-se dentro de cada um de vós! Agora, cada um de vós possui dentro de si o vosso “velho sábio”. Cada um de vós possui dentro de si a vossa criança eterna. Cada um de vós possui dentro de si janelas que abrem para as vossas próprias realidades – mesmo aquelas realidades que não conseguis traduzir nos vossos termos. Eu sou um veículo, tal como o vento representa um veículo. Sou uma janela tal como aquela janela o é. Sou composto daquilo que sois e do que Eu sou. E é verdade dizer que as flores se pronunciam com uma voz eloquente, se apenas se derem ao trabalho de as escutar – e as flores são igualmente aquilo que sois caso soubessem disso.


“Parte do botão de rosa, de há um mês atrás, pode agora ser algo completamente diferente. E as células que te correm pelo braço podem ter sido as faces de um chinês, um galho a ondular ao vento. Falais por esse galho ao viverem o vosso dia. E eu falo-vos à medida que vivo o meu dia bem diferente.

“Mas cada um de vós cresce em todas as direcções. Com efeito emitis antenas, e a comunicação e energia voltam a vós ao enviarem comunicação e energia. E mais vos chega pela minha voz do que a palavra, conforme muitos de vós já estão cientes, agora. As palavras fazem sentido para vós e vós dais-lhes ouvidos. Mas dentro delas, onde a mente não encontra razão, existem igualmente comunicações, e vós aceitais essas igualmente e concordais com elas, por elas fazerem parte da vossa realidade maior.


E quando falo, eu elevo o grandioso “velho sábio” em cada um de vós de modo a darem-lhe ouvidos, por ele se vos dirigir nos sonhos seja sob que disfarce quiserdes…


“Os vossos sonhos constituem o outro lado da vossa vida desperta, de modo que a vossa vida desperta constitui o outro lado da vossa vida dos sonhos. Lembrai-vos disso, quer estejais acordados ou a sonhar. Se vos recordardes disso quando estiverdes a sonhar, tornar-vos-eis despertos e vivos. E se vos recordardes disso enquanto estais despertos vocês sonham e tonar-se-ão vivos…


“Vós estais agora a sonhar que estais despertos. No vosso sonho eu falo-vos – no vosso sonho de vigília. Quando sonhais, sonhais que sonhais, e sonhais que vos falo nos vossos sonhos. Estais despertos quer acrediteis estar acordados ou a sonhar. Estais a criar realidades quer finjais ou não que estais a sonhar a realidade.


Os átomos e moléculas no vosso sonho sonham que são gente. Quão reais são os seus sonhos para vós! Quão profundo é o transe da vossa vida! Quão profundo, nos vossos termos, será a vida de um sonho. Quão real será um sonho? Que vos levará, pois, a pensar que existe qualquer diferença entre o que pensais ser um sonho e o que pensais ser a realidade? Presumis que um sonho seja menos real, no entanto, por meio do que pensais ser a vossa vida dos sonhos, construís a vossa vida física. Nos sonhos, fazeis o trabalho que vos permite sobreviver em termos físicos. NO estado do sonho, escolheis as realidades prováveis que passareis a tornar físicas. Trabalhais no duro nos vossos sonhos – mas alegremente! Nada mais direi. Quero que sintam aquilo que disse. Onde estaríeis vós, não fora pela acção do sonho dos átomos?

“Um aluno: Se essa é parte tão importante da nossa vida, nesse caso por que não conseguiremos recordar mais dessa parte da nossa vida? Não recordo nada disso.”


“Seth: Bom; colocas uma pergunta de carácter geral, mas não pode ser respondida dessa forma. De modo que a resposta que te daremos será de ordem pessoal. Mas será melhor que cada um de vós o aplique às vossas próprias vidas a crenças.


“(Dirigindo-se ao aluno) Tu ainda sentes temor do teu Ser Interior. Ainda não confias nos sonhos que tens, e teme-los. Não queres recordá-los. Quando dais a vós próprios sugestões para recordardes os sonhos que tendes, muitos de vós não sentem o que dizem, como ainda não o sentes. Tens medo do que pudesses encontrar, e ainda sentes medo de um sonho em particular, e sabes a qual me estou a referir. Podes alterar o fim do sonho compreendendo a natureza da realidade – que tua formas. Enquanto temes a realidade do sonho, temes o que pensas ser a verdadeira realidade. O sono coloca o teu dilema na vida física na perfeição, mas tu temes resolvê-lo ou sequer enfrentá-lo, quer na realidade física ou na realidade dos sonhos.


“Ora bem; isto aplica-se a muitos de vós: podeis sugestionar-vos por séculos a fio e dizer: “Vou recordar os sonhos que tiver,” ao mesmo tempo que pensais: “Os sonhos são perigosos. Constituem uma parte de mim de que não quero saber.” E se for nisso que realmente acreditam, não prestarão a menor atenção àquilo com que vos sugestionais.


“Precisais acreditar no poder e na energia e na força e na glória do vosso próprio ser, e ter noção de que os problemas são desafios destinados a resolverdes. Eles existem para serem resolvidos. Assim, enfrentai-os alegremente, e a vós mesmos, com consciência de que quando vos conhecerdes pela totalidade, quer acordados ou a sonhar, sentir-vos-eis satisfeitos – como nas velhas lendas, Deus se sentiu satisfeito por ter criado o mundo.


“Somente quando vos desconheceis é que temeis a possibilidade de serem maus e temeis olhar para dentro de vós. Mas quando abres essas portas, sentis-vos maravilhados pela imensidade e graça do vosso próprio ser.


“Um aluno: Que existirá para além das dimensões da consciência?”

(Gerou-se uma galhofa na classe à medida que a pergunta era considerada. 

Seth comentou:)

“Seth: A resposta está no riso! (E prosseguiu dirigindo-se a um aluno è à classe no geral:)


“Bom, falando em termos práticos, é claro, existe uma solução. E ela reside no seguinte: Deixa de te acobardar! Não te acobardes diante da tua própria crença de que o teu Ser Interior é assustador, ou de que tu és uma má pessoa, ou de que, conquanto sejas bom, existam coisas más lá por baixo. Diz a ti próprio e convence-te de que, já que constituis uma parte de Tudo Quanto Existe, és – a teu próprio modo, é claro - uma expressão única de Tudo Quanto Existe. E nada existe a temer em Tudo Quanto Existe, assim como em ti própria, nada há a temer. Diz isso a ti próprio amiúde, e pensa e sente isso. E isso irá terminará em ti. Mas quanto mais disseres a ti próprio que te sentes assustado em relação aos sonhos que tens, ao mesmo tempo que dizes a ti próprio querer lembrar os sonhos, estarás metido num dilema. E, uma vez mais, isto aplica-se a todos vós.


“Um aluno: Seth, eu tenho um outro problema. Creio que de certo modo… porque quando tenho um sonho, e a seguir acordo, aceito o facto como certo, por parecer tão óbvio, de modo que creio que não há razão para me lembrar de o anotar, por acabar justamente por o recordar, e depois talvez volte a cair no sono, e por fim acordo e percebo, sabes, que não o recordo, e que o devia ter anotado, e isso acontece-me bastante.


“(Para o aluno) Isto aplica-se a todos. O problema e a solução. O problema está simplesmente no facto de te iludires… Sabes muito bem, por já te ter sucedido muitas vezes, e se o não anotares, espece-lo E uma parte de ti quer isso.

“Um aluno: Geralmente digo a mim próprio, faço uma avaliação disso. Se será bom ou não, sabes…


“Para o aluno: Esse é o tu problema.


“O aluno: mas depois penso que se o esquecer, então pelo menos… 
 (Perderam-se as palavras)


“Simplesmente anota-o. Agora o Ruburt já referiu isso muitas vezes, e aplica-se de novo a todos vós: O próprio hábito estabelecido de anotar os sonhos e de os recordar, abre canais entre o que pensais actualmente ser o vosso ser consciente e o vosso ser inconsciente. O treino ensina-vos a mudar de um nível de realidade para o outro, e a trazer os vossos bombons em ambas as mãos. Quer o sonho, nos vossos próprios termos, o sonho seja ou não importante, estareis a trazer de volta metais e minerais que podeis usar. Volto agora a ti por querer uma vez mais que tu descubras aquilo que disse há momentos atrás. Se átomos a sonhar – sonham os seus sonhos conjuntos contigo -  com que é que sonhas, e que realidades formas?


“Um aluno: Espera lá. Estarás a dizer que se os átomos sonham, eles nos sonham a nós… (Palavras perdidas) Foi isso que disseste?


“Foi isso de facto. Bom, o sono dos átomos representa um sonho gestalt, conquanto ainda um sonho individual, e vós sonhais individualmente, e ainda assim encontrais-vos em sonhos, e existem sonhos de massa. Estou agora a perguntar-vos, mas ao contrário de vós – não exijo respostas instantâneas! O que quero que me digais é o seguinte: Quão cientes estais dos vossos átomos – quão cientes estarão os vossos átomos das vossas vidas individuais? E quão conscientes estarão os produtos das vossas vidas de sonho das vossas realidades? E quão cientes serão eles de vós, e vós deles? As estrelas sonharão? Essa é a tarefa que vos cabe. Todo o grupo de perguntas. Buscai as respostas por meio do vosso intelecto, da vossa intuição, e dirigi as questões a vós próprios antes de sonhardes.

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