domingo, 13 de outubro de 2013

RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS





Traduzido por A. Duarte



“A vossa civilização acha-se toda imersa na ideia de que, para resolver um problema – qualquer problema, seja de carácter privado ou mundial – passa pela sua exageração, pela projecção do que de pior comporte; e depois ainda supõem que isso os leve a tomar a acção apropriada. A abordagem infelizmente não resolve qualquer problema, mas só os agrava, quer a nação esteja a tentar resolver problemas relacionados com a energia, ou com problemas de ordem social, ou quer um indivíduo esteja a tentar suplantar um dilema.



 “Todavia, achais-vos de tal modo imersos nesse método de resolução de problemas, que ele vota-se para vos assombrar. Pelo menos podeis ter consciência disso e ficar alerta. Isso fornecer-vos-á as respostas para as questões que colocastes, mas não traduz a forma de resolver o vosso problema – e ao contrário do conhecimento convencional, a revisão dos erros do passado não conduz à sabedoria.



“Quando ficais tão preocupados, claro é que vos concentrais ainda mais no problema – no quão mau ele é, e no que acontecerá no futuro caso ele fique pior. O problema acha-se pois, agravado num grau qualquer – e quando vos forneço a ambos tais razões, então por vezes usais as mesmas para as acrescentardes à vossa auto-reprovação privada ou conjunta.



 “A crença que tendes é a de que se vos apavorardes o suficiente com projecções da imaginação sentir-vos-eis assustados o suficiente para mudar – mas a nação ou o indivíduo que siga esse método não mudará para melhor, mas só agravará a condição original, e irá concentrar-se nela até ela parecer mais avultada do que antes. Tais métodos provocam pânico, quer nacional ou individual.



  “Para se resolver um problema começais por minimizar as suas características, por reduzir a importância que tem, por o furtar à atenção que lhe depositais, e por lhe recusardes a vossa energia. O método consta, evidentemente, daquilo que vos foi ensinado, razão porque parece tão pouco prático.



 “Eu já afirmei isso tanta vez – mas entendo que tenda a tornar-se difícil para vós – mas não conseguis concentrar-vos em duas coisas ao mesmo tempo. Assim, na medida em que vos concentrardes nos vossos prazeres, nas vossas realizações, e na medida em que vos relacionais com o momento psíquico e biológico, estareis a refrescar-vos. Não estareis a projectar de uma forma negativa, e estareis a permitir que o problema se desvencilhe, se desate. Estareis a recusar-lhe a vossa atenção, que lhe permite ter continuidade. Não gastais tempo algum a pensar não ter empregue as vossas capacidades adequadamente. Assumireis como certo que as estais a usar apropriadamente, e isso permite-lhes que se desenvolvam por completo.”



Seth, Session 08/14/78, The Personal Sessions, Book 4

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