quarta-feira, 9 de outubro de 2013

INTIMIDADE, ESCOLHA E MUDANÇA




 Transcrito e traduzido por A. Duarte

Sabem o que é que os impede de mudar? Sabem por que não o conseguem? Existem sete razões. (Riso diante da menção do número sete, que aparece em todas!) não queremos saber que o compliqueis. Não estamos interessados na maneira complexa em que o enuncieis. Não estamos interessados em que língua o colocais, porque se reduz…


A escolha é o começo da mudança e o fim da mudança!


E tudo o que se intromete no caminho da vossa escolha, intrometem-se de igual modo no caminho da vossa mudança. A razão por que não estão diferentes do que têm sido, deve-se a que um ou mais desses pequeninos “grãos de areia” lá pelo meio vos tenham detido. Pequenas formas de inquietação ingénuas, cada uma das quais possui um poderoso antídoto, vos terão impedido.

Os inimigos da escolha são os inimigos da mudança!


A inércia. A recusa e pensar e a recusa de sentir: “Não o farei!” Isso detém a mudança, por não serem capazes de proceder a nenhuma mudança, quando vos encontrais inertes!


Qual o antídoto? Começar a pensar e começar a sentir. Pensar e sentir qualquer coisa. Abandonem a inércia e aí poderão proceder a escolhas, até chegarem às crenças, para regressarem de novo às escolhas; aí mudareis.


O segundo obstáculo é a projecção. Projectar o pai ou a mãe em toda a gente que conheçais: todo indivíduo é a imagem do vosso pai e toda a mulher é a figura da vossa mãe. Todas as mulheres ou homens com quem sairdes serão o vosso ex-amante. Cada novo amigo que façais há-de ser o melhor amigo que tínheis na terceira classe, que vos “atacou” pelas costas. Projecção, projecção, projecção!

Reviver o passado e sobrepô-lo como um projector aéreo sobreposto ao presente. Porquê?


“Que é que estás a dizer? Não quero tornar-me responsável pelo presente. Quero continuar a reviver o passado, repetidamente. Não quero tratar do verdadeiro passado, quero deitá-lo para cima de ti e desenrolá-lo em relação a ti. Não quero ser responsável nem honesto.”


O antídoto? Começai a ser honestos convosco próprios. Dizei a vós próprios a verdade. Começai a assumir um certo nível de responsabilidade – seja em relação ao que for. Abram simplesmente a porta de novo às escolhas, e percorram a “escada”, para cima e para baixo, de modo a mudardes.


E o terceiro obstáculo é o da identificação, ao recusarem ser quem são, mas identificarem-se com mais alguém: “Ainda sou a criança, ainda sou o adolescente; sou o que está errado; sou o que é forte; sou o rochedo de Gibraltar; sou o fracote; sou aquele que necessita que tratem dele; sou aquele que sempre está em apuros. Sou todas essas coisas, à excepção daquele que sou, por estar constantemente a projectar. Se estiver a projectar o pai ou a mãe, identifico-me com a criança. Se projectar o facto de me estares a enganar, serei quem está enganado. Identificar toda a gente excepto a mim. Não consigo definir escolhas; não consigo mudar. Por que haveria de o fazer?”


Por teres medo da intimidade!


“Ah, bom, temo a intimidade, mas isso é fácil de resolver…”


E não é coisa pouca não, ter medo da intimidade. Isso impede-vos de mudar. Não é à toa que mudais, e isso impede-vos de mudar aquele que sois, por temerdes a intimidade e projectardes e identificardes. Ou melhor, identificais e depois projectais nos outros, e como tal, não definis escolhas. Além disso, também temeis a complexidade da vida. Quereis que tudo seja preto no branco: “Que hei-de fazer em relação a isto? Que hei-de fazer em relação àquilo? Qual será a resposta para isto? 
Qual será a resposta para aquilo? E exijo somente uma resposta! Por que razão existe pobreza? Numa resposta só! Por que razão existe sofrimento? Numa só resposta! Por que razão fui bem-sucedido? Numa só resposta! Não o compliques com respostas complexas do tipo talvez seja devido a isto ou àquilo, e em alguns casos é devido a isto e noutros é devido àquilo. Se não desejo confrontar-me com a complexidade vou identificar e projectar, e não vou proceder a escolhas nenhumas.”


O antídoto? Começai a ter intimidade. Começar a deixar que a complexidade da vida se torne fascinante e interessante para vós.


A quarta razão por que não mudareis – tédio. Sim, tédio. Estar aborrecido impede-vos de mudar. Que é que queres fazer? “Não sei, estou aborrecido.” Queres um ver um filme? “Não.” Queres ficar em casa? “Não. Não sei o que quero fazer, estou aborrecido.” Queres assistir à televisão? “Não.” Não queres assistir à televisão? “Não.” Queres ler um livro? “Não.” Que é que queres fazer? “Não sei, não sou capaz de escolher. Por estar aborrecido.”


Qual será o antídoto do tédio? Dar. Porque ficará alguém aborrecido? Por não querer dar. “Eu não quero dar.” Então começai a dar. Se derem – e referimo-nos de forma tangível ao verbo – dar um telefonema, dar alguma coisa de valor, dar nem que seja um pensamento, uma energia, fazei algo de tangível por mais alguém de uma determinada maneira; escrevei-lhe uma carta, façam algo. Dai, e não podereis ficar aborrecidos. Por isso, aqueles que de vós se sentem aborrecidos o que podeis fazer é começar a dar. “Sinto-me demasiado entediado para dar.” Não, sempre podeis dar. (Riso) E esse é o antídoto – começar a dar. E aí podereis começar a mudar, por poderdes estabelecer escolhas a toda a linha.


A quinta razão por que não mudais – ciúme. Não me estou aqui a referir ao ciúme que se sente quando se afastam e quereis que fiquem a vosso lado, por amardes muito essa pessoa. Estamos a referir-nos à inveja que se sente por alguém com o intuito de o destruir, e de o arrastar para baixo e de que falhe e perca, e não querer que ganhe por se sentir inveja. Esse tipo de inveja impede a mudança; não conseguis escolher, e por conseguinte, não conseguis mudar. Não conseguis descobrir a combinação do cofre nem entrar se representardes tiverdes ciúmes vingativos desses. Os ciúmes destrutivos, o desejo de que mais alguém seja insignificante, de modo a poderdes sentir-vos importantes, em vez de terem a coragem de mudar, para vos tornardes importantes por vós próprios.

Muita gente tem medo das pessoas que sentem inveja. Das pessoas que vos magoam: “Não obtenhas demasiado sucesso, ou as pessoas irão sentir inveja. Não te reveles demasiado feliz, por as pessoas se poderem enfurecer e ter inveja, e tentarem derrubar-te. Não tenhas demasiado amor, ou tentarão meter-se entre vós .” E fá-lo-ão! As pessoas fazem isso! Por sentirem inveja.

Não querem ver que os outros se sintam felizes por isso significar uma ameaça para elas, de modo que fingem que não sois felizes. As pessoas fazem isso, mas não são mais fortes do que vós – a menos que acrediteis nisso! Se quiserdes acreditar que as pessoas que sejam ciumentas são mais fortes, podeis, mas de facto não são, por a inveja as impossibilitar de mudar, e como tal são negativas. E a negatividade é sempre mais fraca do que a positividade, pelo que de facto, elas são mais fracas do que vós. Agora, se quiserem acreditar que sejam mais fortes e fingir-se ineficazes, podem. E se quiserem usar isso a título de desculpa, podem, mas o facto literal é que a negatividade é mais fraca do que a positividade. O ciúme é negativo e é mais fraco. Por isso, alguém que tenha ciúmes de vós é incapaz de vos fazer mal. Não são capazes de mudar o suficiente para o conseguirem. Não conseguem proceder às escolhas nem às decisões, ter pensamentos e sentimentos, atitude ou crenças que realmente vos cheguem a prejudicar – a menos que lhes dêem permissão.


A menos que tenham do que se queixar, e queirais provar, que as pessoas invejosas vos prejudicam. Mas se descartarem essa crença, elas não vos conseguirão tocar. Assim, ide em frente e consegui tornar-vos completamente bem-sucedidos, e deixai que sintam inveja, por não vos poderem prejudicar. Por não conseguirem mudar, e como tal, não conseguem mudar.


O antídoto para a inveja? Dizer “não” ao vosso ego! Em primeiro lugar admitir que têm um ego, e depois dizer “não” ao vosso ego.


Os outros obstáculos à mudança? A culpa; a preocupação; a depressão; a raiva… Não devíamos incluir aqui a raiva, a menos que se trate de raiva suprimida. Raiva suprimida, culpa, depressão, preocupação impedem-vos de mudar, por não conseguirdes mudar. E o antídoto? Riso! Se vos sentirdes deprimidos, começai a rir – não conseguireis sentir-vos deprimidos. (Riso) Se vos sentirdes culpados, começai a rir; se vos sentirdes preocupados começai a rir, e não conseguireis continuar. E se nada mais for, sentai-vos diante de um espelho. (Riso generalizado) muito em breve começareis a rir – daquele vómito azedo a fixar-vos de volta! (Riso) Começai a rir e não mais continuareis a sentir-vos preocupados, deprimidos e culpados, e então sereis capazes de proceder a escolhas e decisões, etc.

Sem comentários:

Enviar um comentário