sábado, 19 de outubro de 2013

INTELECTO, ESSÊNCIA E EXCELÊNCIA


Tradução: A. Duarte


“Seth: Quando vos soltais, passais a ser vós próprios. Esqueceis o que vos foi dito que deviam ser, esqueceis a obrigação, e o dever, e assemelhais-vos a uma ave ou a uma flor ou a um deus. Possuís a eternidade num instante. Reconheceis o vosso próprio ser. Sois aquilo que sois, em tais momentos.


“Muitos de vós acreditam que o intelecto possui um propósito primordial, e caso existe um sinal imaginário na vossa mente que devesse ser pintado pelo intelecto, de acordo com as crenças que tendes, tal sinal haveria d dizer: “Para, olha e escuta.” Por acreditardes que o propósito primordial do intelecto seja o de criticar. Não acreditais que o intelecto deva ser criativo ou imaginativo ou explorativo; é o vosso cronómetro. Quando vos tornais demasiado criativos, ele indica, “STOP”. Não porque esse seja o propósito do intelecto, mas por acreditarem que seja.


“Agora, quando sois vós próprios, entrais em sintonia com o que poderá ser chamado de Mente Ampla ou o Intelecto Superior, em que as faculdades intelectuais e as faculdades imaginativas de que gozais operam em conjunto, e não mostram qualquer divisão entre si. Aí sereis, e sabereis que sois. Não precisareis questionar aquilo que estiverdes a fazer. O vosso intelecto assemelhar-se-á então a um raio de luz que vos conduz a imaginação e a vossa emoção, e não indicará STOP mas AVANÇA…


“Vós sois a vossa entidade. Representais a sua materialização no tempo e no espaço conforme os entendeis. Não existe qualquer divisão entre a vossa entidade e aquilo que sois, e se pronunciardes o vosso nome, isso permitir-vos-á sentir essa unidade com o Eu que sois e a entidade que sois. Ergueis-vos para fora de vós no espaço e no tempo…


“Ora bem; vós possuís uma família de carácter interior em que jamais se dá qualquer traição. Possuís uma família interior e sabei que representa o vosso ser mais íntimo. No entanto os vossos pais no vosso mundo são aspectos de vós próprios, e vós sois aspectos deles.


“Agora escutem: Estais a receber os vossos nomes de entidade. Embora sejam interpretações – e são mesmo interpretações – são não obstante os vossos próprios nomes, por representarem interpretações de vós próprios por existirdes, livres deste espaço e tempo. Eles representam interpretações, contudo interpretações que serão reconhecidas pelos outros no estado de sonho e por vós próprios no vosso coração.


“Não atribuam nenhuma conotação a esse nome. Encarar-vos-ei a cada um de modo que sabereis que nome diz respeito a quem, embora devessem sentir uma certa correspondência. (De seguida Seth voltou a atenção ao redor da sala, ao atribuir cada nome da entidade (Essência) a um membro habitual da aula.)


“Tendes outras famílias para além daquelas que conheceis. Os nomes atribuídos constituem interpretações, mas virão a ser reconhecidos por outros, de modo que representam os vossos novos nomes. E passais a ter novos nomes por representarem um novo Eu. Podeis utilizar os nomes se acreditardes neles. Se não acreditardes neles, não os podereis usar. Os nomes representam, através do som conforme o entendeis, potenciais inerentes ao vosso próprio ser, e se pronunciados, enunciarão tonalidades ao vosso próprio ser e tonalidades também em outras realidades para além das de natureza física. Viveis em termos de natividades múltiplas. Estais a renascer com ovos nomes caso queirais renascer com novos nomes. Estão-vos a ser dadas oportunidades que parcialmente compreendem. Utilizai-as…


“Esses nomes aliar-vos-ão às vossas famílias interiores, aos outros, e a uma série íntima de eventos com que tendes um grande relacionamento tanto no passado como no futuro, nos vossos termos. Eles representam s nomes, ou a interpretação dos nomes, que os vossos seres cantam…


“O som do nome exercerá um impacto biológico e espiritual que vos unirá a vós próprios – e às entidades que não poderão ter uma expressão completa no vosso tempo e espaço, mas que se vos dirigem através dos átomos e moléculas do vosso ser. Vós sois a entidade em crescimento ao longo das estações. A entidade não constitui uma alma qualquer, completa, perfeita, acabada, e vós o seu produto. Vós sois uma porção viva da árvore da vossa entidade. Experimentais de novo na vossa própria dimensão, e desse modo enriqueceis a vossa entidade à medida que ela constantemente vos enriquece, por a vossa origem brotar dela. Mas sois um, e não existe qualquer divisão.


“Vós sois aquilo que sois. Qualquer um de vós poderá neste mesmo instante sentir as qualidades multidimensionais do vosso próprio ser. Não está para além das vossas possibilidades pressentir na vossa realidade presente as sementes de todas as realidades que agora têm existência no vosso agora e na vossa presente experiência. Deixai que o intelecto se estenda. Não deixeis que seja prejudicado pelas crenças convencionais. Permiti ao vosso intelecto a sua própria liberdade, e às vossas intuições a sua liberdade – e senti a realidade do vosso ser e o poder que reside nele e a energia que vos pertence e que não é ameaçadora…


“Em qualquer altura dos vossos dias, dai rédea solta aos vossos sentidos! Tenham consciência dos sons que chegam a vós seja de que fonte for, do que sentirdes por meio do toque, dos pensamentos que vos acometerem a mente, dos aromas que vierem ao vosso encontro – e senti o momento do vosso ser. A seguir senti a realidade independente até mesmo dos estímulos dos sentidos. Senti a energia que vos pertence, e não vos sintais ameaçados por ela. Ela constitui a vossa herança e um direito próprio e o vosso ser. Sois vós. Porque razão, pois, deveríeis ter medo de vós próprios?...


“Os milagres do vosso ser não começam nem terminam nesta sala, conforme estou certo de estarem cientes. Os milagres inerentes ao vosso próprio ser acompanham-vos Eles sois vós. Precisais unicamente descobrir os milagres do vosso próprio ser e escutar a magia dos vossos próprios nomes. E perceber que o vosso aliado é a vossa própria energia, e que essa energia jamais representa o inimigo…



"E assim, à vossa própria maneira, tentai viver a vossa vida de forma excelente; elevar-vos acima dos níveis de vós próprios, que desaparecerão à medida que tentardes novas versões de excelência.


“Há grandeza em vós.


“Jamais se riam quando alguém lhe disser que quer ser grande, por vocês quererem ser grandes, e sabem o que isso significa, nos termos de cultura em que viveis. Porquanto ser grande nesses termos significa ir sempre além, e desafiar até mesmo a vós próprios, familiarizarem-se com as outras partes de vós próprios que sentis, e manifestá-las na vossa própria experiência AGORA.

"Excelência! Não existem normas, excepto as vossas próprias. Vocês não se podem comparar com os outros. Para que as vossas capacidades não se assemelham às de mais ninguém, e as dimensões de vossa própria grandeza não têm cabimento nos padrões dos outros.


“Mas no vosso íntimo sabem o que significa a excelência, e significa a verdade em relação ao âmago de vós próprios. Há certas coisas que vocês sabem que quer dizer. Significa não mentir. Significa não mentir a vós próprios, não ter medo de usar as vossas próprias capacidades, não terem medo de ser os seres excelentes que são.

"Excelência não quer dizer falsa humildade. Não significa um orgulho inflacionado, artificial, que os distingue de toda a gente, por não se poderem diferenciar dos demais.


“Vocês existem devido à vossa natureza, além de todos os demais, única e eterna - enquanto eterna parte de todos a gente.


Nos termos que vocês entendem, a excelência não significa mentir a si mesmo.
Excelência significa que nos vossos relacionamentos, vocês se enfrentam uns aos outros com honestidade, e sem fingimento! Significa que não recorrem a desculpas. Significa que vocês não escondem de si próprios as capacidades que têm.


 “Excelência significa que tiram proveito das capacidades que têm, e não as negam, e que esperam coisas de si mesmos, e que não procuram pelas respostas que vos cabem nos outros, e que não se fintam a si próprios afastando para longe a vossa energia.
 
"Significa que conhecem a vossa própria posição, e não se apoiam nos outros, e que não aceitam mudanças de motivos, mas admitem a vossa própria integridade.


“Significa que aceitam a responsabilidade por si mesmos e que seguem o vosso caminho e usam as suas capacidades confiando que os outros irão fazer o mesmo.


“Significa que quando têm a capacidade de criar, vocês usam essas capacidades, e não julgam de acordo com o conceito que os outros têm do que vós criais, mas de acordo com suas próprias ideias, e o conhecimento intuitivo do vosso ser, de que o que criam e o que brota de vós é bom.


“Significa que não se permitem ser usado por outras pessoas, para depois usar isso como uma desculpa. Vocês são o vosso próprio ser. Deleitem-se com isso! Significa que não mimam em excesso os vossos filhos, por se permitirem ser espontâneos; que encontram um contexto, na realidade, a partir do qual operam, e que apesar de "apartados " também não estão "separados" na natureza física do vosso ser.

“Significa que tentam separar as vossas crenças das dos outros e das da sua cultura, e que, não obstante toda a vossa ousadia e senso de humor, também questionam as ideias que têm do que seja prático e do que não seja.


“Desejo, pois, que se cumprimentem a si mesmos, e ao conhecimento do vosso próprio ser, e ao silêncio dentro de vós que se pronuncia em tão elevado tom.

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