sábado, 31 de agosto de 2013

O CONCEITO DO FUTURO NO NOVO PARADIGMA




Transcrição e tradução: Amadeu Duarte



Vamos falar sobre o vosso Eu futuro. Agora vamos voltar a nossa atenção e o grau do nosso envolvimento e focar-nos num tipo diferente de energia. Nesta noite e nos tópicos subsequentes que estão por vir, nos próximos meses, vamos lidar com os aspectos mais esotéricos da criação da vossa realidade. E embora esses tópicos com que vamos lidar, a começar nesta noite, com o vosso Eu futuro, possam porventura ser dotado de uma maior magia, não precisam apresentar o custo da desistência da praticabilidade, e nessa medida, embora vamos lidar com conceitos mais esotéricos, vamos igualmente tecê-los e abrangê-los por uma quantidade enorme de aplicação prática, de forma a poderem dispor de mais do que teoria e pretexto, mas possam colher uma experiência efectiva da utilização do vosso Eu futuro. Primeiro descobrindo-o, e em seguida aprendendo como o utilizar.

Muito embora tenham aplicado tudo quanto tenham aprendido, ou estejam a planear aplica-lo e ainda não o tenham implementado, não é altura de se sentarem e de repousarem, mas certamente de vos congratulardes, de revelardes apreço por vós próprios e de sentirem a gratidão pelo que aprenderam e pelo que aplicaram. Mas é já tempo de se estenderem e de alcançarem, de se esticarem a um futuro – porventura para em parte cementarem aquilo que aprenderam na prática, mas também para estenderem o que podem aprender de uma forma mais mágica e mais esotérica. 


E assim queremos ajuda-los a estender-se num movimento de energia que vos afaste talvez dos receios e vos conduza às possibilidades e às actualidades que o futuro pode conter. Para os ajudarmos a se estenderem desse modo queremos falar sobre o futuro, e queremos descobrir e explorar esse Eu futuro. Podem olhar este tópico particular e abordá-lo numa base: “Cá começamos um ano dotado de três tópicos quentes e intensos que nos empurraram e desafiaram a pensar e a sentir e porventura operar por modos e em graus de velocidade que não concederam permissão a vós próprios anteriormente. Podem encarar a posição do tópico desta noite como uma reprodução, como uma oportunidade de recuperarem o fôlego a esse particular respeito, uma oportunidade quiçá de - por terem mergulhado fundo - de virem ao de cima em busca de ar, num preparativo para mergulharem fundo em relação aos tópicos restantes.


Podem abordar o vosso Eu futuro como um capricho, por uma forma divertida e despreocupada se o preferirem, e podem desejar encarar isso dessa forma e por certo desejar que fosse verdade, se esse for o modo como quiserdes trabalhar o vosso Eu futuro. E assim, com um gesto de alçar a cabeça e a exibição de um sorriso caprichoso e um clarão nos olhos poderão dizer: “Não seria adorável; não seria fantástico, não seria verdadeiramente prodigioso ter um Eu futuro, um amigo invisível a adicionar que fosse assim tão profundamente válido e útil? Não seria excelente, caso pudesse ser verdade?”


Embora os tópicos abordados este ano tenham sido intensos, e de facto foram portentosos, e o tópico desta noite possa não ser tão intenso e poderoso, pode verdadeiramente tornar-se num dos mais profundos e importantes assuntos com que lideis. Pode tornar-se nisso para vós. Não precisa sê-lo, mas pode ser isso para vós, e esta noite pode representar um começo de uma mudança, o começo de uma alteração, o começo de um movimento de energia cujos limites e possibilidades até ao momento se revelaram imprevistas. Assim, esta noite pode ser a mais importante e podeis encará-la com a seriedade pretendida.


Não os criticamos por tal coisa, e assim se preferirem, podemos apelar ao vosso capricho, ou poderemos apelar à vossa sinceridade - o que preferirem! Porque, vejam bem, entre vós e o vosso Eu Superior – o objectivo final que buscais na vossa espiritualidade, existe uma variedade de futuros ao vosso dispor. Tendem a dizer que só existiu um passado que experimentaram, uma rota ou um passeio que percorreram mas reconhecem a existência de uma miríade de futuros ao dispor. Agora; muito dizem-vos que tais futuros se tornam muito rapidamente em becos sem saída, não é? Alguns dizem-vos que para o mês que vem, que o mês de Maio (1988) de facto vai trazer um fim catastrófico a tal futuro particular, mas supomos que se quiserem entrar a valer nesse jogo e envolver-se nessa espécie de sentimento de medo e de preocupação, o podem fazer. Outros dir-vos-ão que não será em Maio, mas em anos subsequentes, senão após décadas ou pelo menos lá pelo final do século. (Riso)

Para aqueles que estão sempre prontos a fornecer datas para o desastre e quando essas datas passam e nada acontece assustadoramente apresentam novas datas, existe um número de futuros que em grau variado podem desembocar em becos sem saída, ou no castigo e na perdição que tantos se sentem tão ansiosos por mencionar e outros tantos ansiosos por se envolver – e empregamos as palavras judiciosamente. Mas também existe uma multiplicidade de futuros positivos que se encontram efectivamente ao dispor. Na verdade existe uma quantidade de futuros brilhantes, conforme os rotulamos, igualmente ao vosso dispor. É reconhecido que não falamos nisso com frequência, nem isso preenche os cabeçalhos da revista Newsweek, da Time, nem da People. Mas mesmo assim sugerimos que existem. Talvez não se revelem tão excitantes por não produzirem medo, que consiste numa emoção fácil de usar. Em vez disso geram responsabilidade, que… bom… é algo que se afeiçoa assustador, senão mesmo oneroso para muita gente.


Mas existem futuros brilhantes; mas não só isso, como existe um Eu futuro brilhante; um Eu futuro poderoso que num certo sentido está para além da visão do presente, reconhecidamente, e que permanece nesse ponto de interrogação enevoado que é o vosso futuro, mas está lá. Chegaram a saber sobre os amigos invisíveis, concelheiros, amigos, guardiães, e existe também um Eu futuro que pode ser mesmo mais brilhante do que o futuro que existe em potencial e como possibilidade. E é esse Eu futuro, esse Eu futuro brilhante e não o que deve terminar no mês que vem ou para o ano que vem, mas aquele que vive plenamente e se estende além dos limites do que podeis conceber. Esse é o Eu futuro que queremos ajuda-los a descobrir, explorar e aprender a usar em termos práticos e pragmáticos no vosso próprio crescimento e desenvolvimento.


Ficaram a saber como lidar com a criança interior. Já falamos disso há vários anos, e outros mencionaram-no um tanto de forma abstracta ou teórica, e mesmo alguns mencionaram-no em termos práticos também. Também ficaram a saber da existência do adolescente dentro de vós, reconhecidamente altamente adaptativo, e preso na prisão emocional do seu passado, mas ainda assim presente. Também ficaram a saber que se trabalharem com essa criança, com esse adolescente, se descobrirem qual é o problema, a que se deve a coceira, qual será o gancho que o mantém de tal modo aprisionado nessa emoção; que se puderem responder a isso, se conseguirem responder a isso e se puderem suavizar ou soltar ou desprender esse gancho da ligação emocional, não só a realidade desse adolescente ou dessa criança mudará como o vosso mundo, do mesmo modo, poderá mudar.

Muitos de vós trabalharam com vidas passadas, embora por certo não seja necessário. Muitos de vós escolheram e descobriram que essa ligação funciona muito positivamente a vosso favor, e em particular aqueles de vós que trabalham connosco também descobriram, de forma semelhante, que com respeito a essas encarnações passadas, existe uma maneira de lhes aceder, uma forma de as experimentar não tanto no sentido de alterarem os acontecimentos mas de alterarem os ganchos emocionais que uma vez mais os prendem no lugar, os leva a zombar do tempo e os mantém num tipo qualquer de prisão invisível, ligada ao que passou.


E ficastes a saber que na verdade desprendeis esses ganchos provenientes do passado alterando, na realidade, a atitude, e a experiência dessas vidas passadas, que a vossa presente realidade, assim como o futuro que se vos pode desdobrar pela frente, se podem alterar de uma forma monumental e realçar. E ao trabalhardes com a criança e com o adolescente ou mesmo com encarnações passadas, destes por vós a interagir com esses aspectos da criança e do adolescente e de outros tempos, e muitas vezes começastes uma interacção dizendo: “Olá. Eu sou o vosso futuro. Sou aquilo em que vós vos ides tornar. Podes pensar estar com alucinações, mas eu sou muito real.” E em seguida podeis avançar para o trabalho que isso envolve. Imaginem por um instante ao que se assemelharia, em meio a uma meditação, ou nas profundezas de um sonho, ou num dos vossos devaneios do estado de vigília por onde a vossa mente e fantasia vagueiem, se alguém viesse a vós e vos dissesse: “Olá. Eu sou o teu futuro! Sou aquele em quem te vais tornar. Poderás pensar que não passo de uma alucinação, mas eu sei muito bem que sou real. Vamos lá ao trabalho!”


Com vos sentireis? (Riso nervoso) Que aconteceria? Que pareceria tal coisa? Esperais que a criança e o adolescente em vós, e mesmo uma vida passada aceitem tal coisa. (Riso) Estareis dispostos a isso? Estariam disposto s isso ou voltariam as costas negando a coisa toda? É sobre isso que vamos falar; sobre a abertura a tal possibilidade, abrir-vos a essa probabilidade e em seguida à actualização desse futuro vir ao vosso encontro e de vos falar nesses termos. Mas mais do que falar-vos nesses termos, trabalhar verdadeiramente convosco.


(NT: Na verdade, se o leitor passar por uma experiência dessas pode não identificar necessariamente a experiência nesses termos, e dizer que escuta vozes na cabeça, ou que conversou com os “espíritos”, ou seja o que for. Mas seguramente jamais sai de uma experiência dessas indiferente, incólume, no sentido de que sempre se revela uma experiência profundamente mística, a da intimidade com outros aspectos da nossa alma – neste caso, futuros. O tradutor não consegue realçar o suficiente o carácter real e pungente de tais experiências, nem fazer-lhes justiça, razão porque se mune desta abordagem imensamente interessante. O conferencista, conforme poderá constatar mais para a frente, vai aprofundar o tema, e faze-lo com propriedade e concisão tais que o vão deixar no mínimo intrigado, e surpreendido com as implicações que o material apresenta)


Para fazer por vós o que agora se habituaram a fazer pela criança e pelo adolescente que residem dentro. Porquanto, a partir da vossa perspectiva a criança e o adolescente encontram-se presos no passado, mas da perspectiva do vosso futuro, também vós estais. E tal como a criança e o adolescente podem não conseguir perceber os anzóis que os prendem, também vós muitas vezes não conseguis ver os vossos. E tal como sois capazes de lhos apontar, também o Eu futuro vo-los pode apontar. O prospecto é excitante, sem sombra de dúvida.


A possibilidade e as imaginações e a maturação dessas imaginações são incríveis, é verdade. Mas, além de os poder deixar entusiasmados e incrédulos, pode ser assustador, sem dúvida. E geralmente o que fazeis quando sentis medo é tornar a coisa numa parvoíce e numa improbabilidade; implausível, por ser o que as pessoas fazem sob o efeito do medo, tantas vezes. Contudo, não tem que se tornar assustador. Podeis aliviar e eliminar o medo e abrir-vos ao entusiasmo e à incredibilidade do que pode ocorrer. E é a isso que vamos dedicar esta noite. À descobertas desse Eu futuro; ao trabalho e à compreensão de parte do que compreende. E mais importante, permitir que a compreensão que ele tem de vós marque a diferença no vosso mundo – e no dele! Esta noite vamos trabalhar de tal modo que podereis de facto porventura ultrapassar o medo da possibilidade e abraçar a esperança quanto à probabilidade e ao entusiasmo da actualização e da alegria e do espanto da experiência. 


Vós possuís um Eu futuro! E esse Eu futuro constitui um Eu futuro brilhante que se vos pode manifestar e conduzir a um futuro igualmente belo e brilhante. E assim com isso vamos começar; começar a explorar e a descobrir. E para começarmos, para sequer podermos abordar este conceito do Eu futuro precisamos antes de mais lidar com o conceito do próprio futuro. Porque muitos de vós são capazes de utilizar o termo, entendem, e soletrá-lo com à-vontade, mas muitos de vós não acreditam nele. Ou acreditam que seja algo que vá ocorrer quando lidarem com ele. Não o sentem como uma coisa real, viável, vigorosa, ou sequer que existe. E claro está que as razões para tal são inúmeras, em parte por terem sido condicionados ao longo de toda esta vida assim como durante algumas outras. Foram condicionados a acreditar que o passado é real, que o presente é profundo, e que o futuro, bom, virá um dia destes e que o poderão defrontar. Encarai-lo como um enorme ponto de interrogação, por terem sido condicionados, por gostarem da simplicidade da lógica que encerra, por acreditarem na causa e no efeito e no rácio do passado, presente e futuro que lhes têm sido tão predominantemente apresentado e inculcado de uma forma tão consistente.


De facto a certa altura o tempo era vosso servo; o passado, o presente e o futuro eram igualmente serventes; todos viáveis, todos reais. O espaço era igualmente um servente, mas vós frequentemente tornaste-los mestres, ao se tornarem, nesse sentido, serventes do tempo, e escravos num outro sentido. Ao se verem limitados e confinados pelo espaço, ao se verem perseguidos pelo passado, em conflito com o presente e assustados quanto ao futuro. A ponto do facto do futuro existir para muitos de vós constituir uma possibilidade assustadora, por continuarem a olhar para o passado e a sentir: “Se eu ao menos conseguisse repará-lo!” E ao sentirem: “Se eu soubesse então o que sei agora…” Vários conceitos que admitistes ao permanecerdes e ao vos apoiardes no passado com medo da antecipação do desconhecido relativo a um futuro que fingis que talvez nem sequer exista.


De modo que, na verdade falar de um Eu Superior, isso pode efectivamente resultar, mas falar de concelheiros e de guias e de guardiães e de anjos e de auxiliares e tudo isso, por eles não se orientam em função do tempo, entendem, mas existem fora do tempo e portanto não precisamos lidar com o significado do futuro nem se possui poder e se é real. Por esses conceitos em particular terem existência fora do tempo, (NT: Ou no que comummente se designa por Eternidade) tornam-se-vos plausíveis, enquanto metafísicos que sois. A criança e o adolescente, até mesmo esses se tornam bastante palpáveis por estarem orientados no tempo, só que ligados ao passado. Mas um Eu futuro é diferente, entendem, por não se achar ligado ao passado e por a sua existência ser na verdade intemporal. A sua eficácia acha-se enraizada em algo que nem sequer estão seguros de existir. Em razão do que ficam assustados por poder subentender fantasia não passar de ilusão ou dos desenhos animados da metafísica, e da espiritualidade.

Talvez seja unicamente combustível e munições para aqueles que pretendam criticar, com base no medo que sentem em relação às mesmas coisas que vos assustam. E assim é que precisamos começar por considerar o futuro enquanto a coisa real que é, enquanto o poder, enquanto a força, que sugerimos ser muito mais poderosa do que muitos de vós sequer admitem. E assim começamos por olhar vários conceitos diferentes, o primeiro dos quais, que já mencionamos anteriormente, que é a função do cérebro. Certamente que não lhe vamos dedicar todo um curso completo sobre as funções e os meandros e idiossincrasias do cérebro, mas queremos dar uma olhada nos componentes rudimentares aí existentes, só para lhes possibilitar uma compreensão e um sentido quanto ao papel que o futuro desempenha.

Na verdade têm consciência de possuir uma coluna espinal, que no alcança um término no cóccix e que se ergue sobre trinta e duas peças até ao topo do vosso pescoço. E no topo dessa coluna particular existe um nódulo, certo? Um nódulo do cérebro que não é muito grande; porventura não ultrapassará o tamanho de um punho pequeno, e é um nódulo do cérebro que na verdade se acha dividido em dois componentes, o mais sagrado dos quais, a parte mais antiga do cérebro, alberga a medula, que é a parte do cérebro que lida do sistema nervoso autónomo – a respiração, o batimento cardíaco, o fluxo sanguíneo, o processo digestivo – essas funções involuntárias, conforme são chamadas, e autónomas do organismo que operam sem precisarem que as dirijais e sem que consciente e voluntariamente as façam funcionar.

Também sugerimos que possuís um cerebelo, que constitui basicamente a função dos cinco sentidos, que recolhe os dados resultantes do que vêem, tocam, escutam, cheiram e sentem. Essa é a parte do cérebro que também é a parte instintiva; é a parte do cérebro que no desenvolvimento do seu processo evolutivo se acha presente no que chamamos grupos de répteis existentes no vosso mundo. E sugerimos que se assemelha a uma protuberância… (Imperceptível) do cérebro que é indistinguível, muito monótona, pelo menos no que toca à sua aparência. E no topo desse primeiro globo, existe uma outra protuberância, mas desta vez mais pequena. Um outro desenvolvimento que quase representa um tumor ou inchaço localizado sobre esse pequeno cérebro a que se chama sistema límbico, o cérebro límbico que é composto basicamente por Pontes. Essa é a parte do cérebro que coordena os cinco sentidos e as funções do organismo, de modo que não só vêem e ouvem e cheiram, mas respondem ao que vêem, cheiram e ouvem. Na verdade por vezes fazeis caretas a esse particular respeito, ou agis, ou o vosso organismo responde por um tipo de actividade do tipo lutar ou fugir, baseada no que o cérebro regista a partir desses sentidos. Essa actividade constitui a função do sistema límbico – coordenar esses cinco sentidos. Também constitui o centro das emoções, e nesse sistema límbico existe uma fonte de energia que constitui o centro emocional, das emoções rudimentares e básicas que na verdade sentis, e dessa forma respondeis desse modo, com o sentido da resposta emocional, só que em relação ao imediato; não emoções passadas nem futuras, mas emoções imediatas.

Ligada ou muito estreitamente ligada a essa porção límbica do cérebro, agora o cérebro torna-se mais sofisticado e existem certas partes do sistema endócrino que são chamadas Tálamo – não é o Timo, que faz parte do sistema imunitário – mas o Tálamo, e o Hipotálamo. E o tálamo constitui o comutador que alterna as funções de uma parte do cérebro para a outra, e o hipotálamos constitui o regulador, a parte que diz ao tálamo o que fazer e onde alternar, e responder à parte ancestral e à nova do velho cérebro que se acha em vós. A cobrir tudo isso numa espécie de protecção quase como um enorme copo de um cogumelo, é aquilo que constitui o córtex cerebral, a massa ondulada, a matéria cinzenta que geralmente é referida como O Cérebro. Acha-se dividido, conforme já é do vosso actual conhecimento, em hemisfério direito e hemisfério esquerdo, hemisfério esquerdo esse que é mais assertivo e agressivo e a parte de vós que compreende e aprende, e que busca e pesquisa, e que confronta e trata da compreensão e o significado. O lado mais masculino do corpo, o lado direito, correspondente ao hemisfério esquerdo.

O hemisfério direito ao ser mais intuitivo e mais sensível, a esse respeito, está muito mais associado às concepções e percepções que tendes da vossa realidade, e à avaliação, em termos de percepção, não tanto pela pesquisa como pela permissão, pela possibilidade da continuidade da pesquisa. E sugerimos que a certa altura as funções do cérebro que se acham divididas nesses hemisférios se achavam localizadas e isoladas, e agora as descobertas deixam-vos vislumbrar que, na verdade a totalidade do cérebro é capaz de funcionar de qualquer forma. E assim, se parte dele for se revelar incapaz, as outras partes serão capazes de compensar e de assumir essas responsabilidades. Mas isso é principalmente o cérebro, e a parte vaga do cérebro, as notícias sobre as descobertas associadas ao cérebro, pelo menos associadas aos lóbulos frontais, localizados na frente do córtex cerebral. Os lóbulos frontais têm o seu tipo de história, e talvez a maioria das pessoas os refiram ou pensem neles em termos de lobotomia, não é? Um infortúnio psicológico especial e maravilhoso a que podem conduzir as pessoas que pensam demais, não é, e cujos cérebros se acham demasiado activos e em quem, um modo qualquer, enfiam uma sonda até ao orifício óptico (canal lacrimal) e mexem nessa parte do cérebro para o tornar mais dócil, para o tornar mais colaborante. Mas sugerimos que tal procedimento, bárbaro na verdade, felizmente foi abandonado, mas constituiu uma parte embaraçosa da história da psicologia e da psiquiatria, mas em todo o caso, os lóbulos frontais situam-se aí.

(NT: Tal episódio da história da psiquiatria foi protagonizado por um “ilustre” neurologista Português, que o leitor certamente recordará, Egas Moniz, que desenvolveu esse procedimento e o tornou numa panaceia, e que em resultado desse trabalho veio a ser galardoado com o prémio Nobel da medicina. Na América foi popularizada com excessivo entusiasmo por Walter Freeman, que usava uma variante, em que espetava um picador de gelo no crânio do doente, com a ajuda de um martelo. Tal procedimento era aplicado em pessoas que apresentavam alterações severas na personalidade ou que sofriam de depressão profunda, mas posteriormente passou a ser ministrado a crianças que apresentavam problemas comportamentais. Depois dos anos cinquenta foi abolida, e apareceram os primeiros fármacos anti-psicóticos)

A maioria não sabe muita coisa sobre os lóbulos frontais e ainda estão a começar a descobrir, mas o que tem sido descoberto é que, claro, os lóbulos frontais estão ligados ao córtex cerebral e também se acham enraizados e estão ligados ao tálamo e ao hipotálamo, ao sistema límbico e na verdade à parte mais antiga, à parte instintiva do cérebro, o cérebro reticular que opera dentro de vós. E o que foi descoberto desse modo, foi que a certa altura, os vossos cientistas, os vossos investigadores, pensaram que o cérebro não passava de um receptor passivo que trabalha estritamente como um computador; de facto as respostas obtidas pela cibernética que foram comentadas ao longo dos cinquenta e dos sessenta dos setenta e agora dos oitenta encaravam o cérebro apenas como um receptor passivo, que trocava dados e que recebia e emitia, e achava que funcionava apenas dessa forma. E achavam que não possuía um carácter próprio, não tinha uma personalidade nem identidade própria mas que se mantinha ali como uma protuberância, embora enrugada, mas ainda assim essa protuberância receptora e emissora de informação.

Subsequentemente, e algo que temos vindo a dizer desde sempre, os vossos cientistas estão agora a descobrir que de facto o cérebro não representa apenas um receptor passivo, mas um pesquisador activo. E que a pesquisa activa, o pensar, é coordenado pelos lóbulos frontais. E que a capacidade de aceder ao córtex cerebral, ao tálamo, ao hipotálamo, ao sistema límbico e ao cérebro reticular – que tem acesso ao cérebro todo, e como tal, pensa; pensa e pesquisa e procura de uma forma activa informação e dados. “Se não pensarem, ele pensa,” é o que os vossos cientistas de facto estão agora a descobrir. E na verdade mesmo em relação ao processo do sono – que o vosso corpo necessita até certo ponto, mas que primordialmente o vosso cérebro precisa, pois a privação do sono pode provocar exaustão no corpo mas que pode prejudicar o cérebro – na verdade precisam dormir, para pensar e resolver problemas por certo, mas também precisam dormir de forma a permitirem que os lóbulos frontais façam o que lhes compete – para permitirem que os lóbulos frontais pensem. E em que é que os lóbulos frontais pensam? No futuro. NO FUTURO!

Os lóbulos frontais não se preocupam com o passado – isso é primordialmente tratado pelos sistemas límbico e reticular, assim como pelo córtex cerebral, que armazena o processo criativo chamado “memória” – não o processo passivo mas o processo criativo chamado “memória”. São os lóbulos frontais todavia que representam a vanguarda; são os lóbulos frontais que se esticam e que alcançam ao futuro, ao considerar nas possibilidades, ao reflectir nas alternativas, ao recolher dados e ao alongar e extrapolar e ao usar esses dados extrapolados de forma a poder dirigir o resto do cérebro na sua função.

O que nós temos vindo a afirmar o tempo todo e que agora os vossos cientistas estão a começar e de facto estão a concluir nas descobertas que empreendem, é que o vosso cérebro se orienta em função do futuro. O vosso cérebro é dirigido pelo futuro – muito mais do que pelo passado. É influenciado pelo passado, não resta dúvida, nem pretendemos passar a informação de que não exista coisa tal como passado, por claramente existir. Mas sugerimos aqui que a energia criativa do cérebro procede do futuro, e que a energia responsiva (sensível) do cérebro procede do passado. E a saúde do vosso cérebro é determinada pela função criativa que tiver. Por conseguinte, a saúde do vosso cérebro é determinada pelo futuro. Por um futuro que fingis não existir, mas que o vosso cérebro sabe existir e que contempla, em que trabalha, e em que pensa, ao descobrir e ao redescobrir, ao torcer e ao revirar e ao trabalhar nisso o tempo todo, de forma a manter o resto do vosso ser saudável e com vida.


Consequentemente, sugerimos que o cérebro constitui um organismo orientado em função do futuro, e que sempre se alonga e lida com possibilidades que se podem tornar probabilidades que em última análise se podem tornar em realidades no vosso mundo. O futuro é uma parte integrante da sobrevivência do vosso cérebro e como tal, da vossa sobrevivência física e da vossa sobrevivência emocional, mental e na verdade espiritual também. O futuro – não a influência do presente nem do passado, mas o futuro, cria e mantém o cérebro na sua função. Ligado à função da mente está na verdade o sistema endócrino que porventura tem início na pineal, ou melhor, na pituitária, no tálamo ou no hipotálamo e que se conduz à tiróide, para-tiróide e ao resto do sistema do organismo e a todo o seu sistema endócrino.


E sugerimos que o sistema endócrino responde constantemente ao futuro. É em relação à antecipação que o tálamo e o hipotálamo enviam sinais ao resto do sistema endócrino a fim de libertar os vários componentes químicos que são produzidos desde as glândulas adrenais, em relação ao que provavelmente estarão mais familiarizados com os surtos de adrenalina que experimentais, até à libertação de endorfinas que procedem da glândula pineal – que envolve a antecipação do futuro. Bom; podeis pensar: “Tudo bem, mas quando penso no terrível acidente por que passei no passado, sinto surtos de adrenalina em relação a isso; quando penso nisso fico com as palmas das mãos a transpirar, consigo sentir-me assustado, produzir hiperventilação e activar o meu sistema nervoso autónomo, consigo activar os meus centros emocionais – tudo com base no passado, sem dúvida. 

Mas e que dizer do passado enquanto causa de tal actividade? Não se tratará da revisão do passado numa antecipação da sua repetição? Se de facto tiverdes passado por essa experiência terrível no passado, e só tivésseis pensado nela, com consciência total de que jamais voltar a acontecer, e de não fazer parte do futuro -na verdade poderia causar consternação mas certamente que não uma resposta por parte do cérebro nem do organismo, nem a activação do sistema endócrino. Mas não; é a revisão do passado numa antecipação do futuro. É o futuro que activa o sistema endócrino.


É o futuro, apesar de pensarem em acontecimentos passados, é a relação desses acontecimentos passado – não tanto com o presente, mas com o que ocorrerá amanhã, com o que acontecerá na semana que vem ou no próximo ano – que activa esse sistema endócrino. De forma semelhante a esse particular respeito, a partir e enraizado com base nesse particular sistema endócrino está o sistema imunológico, que, claro está, tem recebido todo o tipo de publicidade ultimamente. E do mesmo modo, a que será que o vosso sistema imunológico responde? Ao futuro! Porque, na verdade se tiverdes sido expostos, em criança, a esta, àquela ou à outra (doença) - mesmo que por intermédio das vacinas que recebestes, o sistema corporal, o sistema imunológico ao responder ao futuro nessa altura, criou os anticorpos e a imunidade, de forma a deixardes de vos sentir susceptíveis a contrair doenças contagiosas.


O sistema imunológico actualmente não responde à varíola, mas responde a doenças potenciais futuras. E assim acha-se constantemente num estado de pesquisa alerta à procura de “guerreiros” e de “combatentes” e de células T e os vários nomes que foram atribuídas às partes do sistema imunológico, constantemente a analisar em antecipação; constantemente a analisar o futuro; constantemente a descobrir alguma coisa nova que esteja a chegar ao corpo, e a trabalhar no sentido de o encapsular ou expelir de uma maneira qualquer. Assim, sugerimos aqui que o sistema endócrino e o sistema imunológico respondem – do mesmo modo que o cérebro – a um futuro que ainda não ocorreu. 


E depois existe o sistema ventricular. (NT: Conjunto de estruturas do cérebro) O tipo ventricular de espaços, conforme os designamos, por falta de melhor descrição, que também faz parte da função do cérebro. Mas pouco é conhecido sobre esses sistemas ventriculares em particular. Mas sugerimos que é por onde a consciência entra e sai do corpo, e embora essa não seja a sua função singular é suficiente para este debate, e sugerimos de modo similar que os ventrículos funcionam dessa maneira – ou a função do sistema ventricular é a de atingir esse futuro. Sugerimos a esse respeito, que os principais avanços na medicina, e no campo da longevidade, em termos de compreensão, que vão resultar das situações epidémicas que actualmente experimentais, vão surgir da compreensão do sistema imunológico, do sistema endócrino e do sistema ventricular do cérebro – todos quantos se acham orientados para o futuro, tal como o próprio cérebro. E o que está a criar essa energia é o que está por vir, em vez do que está a ter lugar. Está tudo orientado para o futuro.


Os cientistas actualmente, e os peritos em computadores, sabem, então a tentar criar aquilo a que chamam Inteligência Artificial. Tentam trabalhar com computadores, os quais também têm sido agentes receptores passivos – conforme toda a invenção se dá. Agora há aqueles peritos e técnicos de ponta do campo dos computadores que buscam o modo de criar inteligência artificial; por outras palavras, procuram criar computadores que pensem por eles próprios, que pensem por si só. E embora as probabilidades possam parecer assustadoras, eles estão a tentar conseguir isso. O vosso cérebro já o faz. À excepção de não envolver inteligência artificial, mas real. Estais a tentar, por meio dos vossos processos científicos, criar esse pensar futuro que o cérebro tem vindo a fazer o tempo todo. O vosso cérebro acha-se activado e dirigido por um futuro. É real.


Um outro sistema do corpo – a título de um segundo aspecto que queremos destacar – é o sistema do ADN. Ouviram falar nas fitas de informação da dupla hélice helicoidal que se encontram em cada célula desde a altura da vossa concepção, desde a altura em que duas células se reuniram e se germinaram e semearam mutuamente e assim se expandiram ao seu jeito exponencial. Cada uma dessas células contém um pedaço da fita, certo? E essa fita, essa informação, esse registo de informação dita o quê? O vosso futuro! Dita o que está para acontecer. Contidas nessas células helicoidais estão condições e formas de entendimento que mais tarde chamais crónicas e que mais tarde chamais herdadas, e de facto essas células iniciais, anteriores ao vosso nascimento mesmo, comportam a informação que diz onde as marcas de nascença se vão situar, que determinam a estrutura óssea, que determinam a altura e a estrutura corporal, basicamente, e que determinam se tereis olhos arregalados ou nariz grande ou pequeno e vários outros aspectos do corpo que ainda não se acham presentes – mas que irão passar a estar. Por conseguinte, o ADN e a repercussão que tem no ARN e no processo de osmose do desenvolvimento, representa um subscrito, uma instrução relativa ao futuro, e não ao passado. Representa instruções relativas ao futuro. E para alterardes o futuro, na verdade podem alterar o ADN – o que actualmente em metade das universidades estão a patentear nos ratos – ao alterarem o ADN do que está por vir, e não em relação ao que se tenha manifestado. O ADN em vós, a estrutura celular, e consequentemente todo o desenvolvimento do corpo, são motivados não pelo passado mas na verdade pelo futuro – em função daquilo em que vos ides tornar.


Mas na verdade podeis alterá-lo, constitui um modelo, um plano. Não um produto acabado, a esse respeito, mas um diagrama que pode ser sujeito a diversas alterações, por meio dos vários meios de afectação e influência, mas o que sugerimos é que é o futuro que se manifesta nele, e não o desenvolvimento do passado. Assim, o cérebro, o sistema endócrino, o sistema imunológico, o sistema ventricular e o próprio corpo é tudo criado pelo futuro; o futuro que fingis não existir, é o que produz aquilo que dizeis ser real. E isso é importante de considerar e de assimilar e de deixar que o vosso cérebro racional mastigue um pouco isso, ao considerarem se existe um futuro e se terá significado.


Uma terceira área que uma vez mais não queremos deixar de mencionar por breves instantes, é a área generalizada da ciência da física subatómica, a física quântica de vanguarda, da física de ponta presente na química e na biologia, e da astronomia que busca as origens do universo ao tentar descobrir de onde vem o futuro, o estudo das partes atómicas e subatómicas dos neutrinos e quarks. O que na verdade os vossos cientistas descobriram e avançaram é que não existe coisa alguma como observador; toda a gente é participante. Toda a gente é participante numa realidade de que tendes consciência não poder observar – sois um participante. A vossa presença aqui nesta noite, altera a noite, ao vos sentardes aí passivamente a fazer apontamentos por aqui e por ali – por não querermos que façais muitos – vós estais a participar no que está a ser referido nesta noite. O debate desta noite é diferente do debate de há duas noites atrás; alguns de vós estiveram lá presentes, outros encontram-se agora aqui, e nós conseguimos distinguir parte da diferença que imprimis. Por não estarem a observar – estais a participar, nós estamos a criar a noite juntos. Caso aqui não estivessem, seria diferente. Por vos encontrardes aqui é que decorre da forma que decorre. Não sois um observador, sois um participante. 


E aquilo com que participais são os ingredientes crus, as matérias-primas, conforme tanta vez referimos; com as vossas crenças, com as vossas atitudes, certamente; com os vossos pensamentos e sentimentos assim como com as escolhas e decisões que definis, e certo é que não iremos discutir convosco nem um pouco, por esses ingredientes particulares serem influenciados pelo passado, pelo que vos foi dito para acreditarem, por aquilo que pensaram e sentiram e escolheram e decidiram – tudo situado no particípio passado – tudo isso contribui para a vossa participação e por conseguinte contribui para a criação da realidade, sem sombra de dúvida. Porém, é igualmente importante saber que as vossas atitudes e crenças, que as vossas escolhas e decisões e ideias e sentimentos são igualmente criados pelo futuro; a sua criação é antecipada. As ferramentas que utilizais, o desejo, a expectativa, a vossa imaginação e mesmo a vossa intencionalidade são sem dúvida influenciados pelo passado, mas são igualmente influenciados pelo futuro; aquilo que desejais, o que esperais é igualmente influenciado pelo futuro. Por conseguinte, a realidade, que é um produto da vossa participação, tem certamente as suas raízes no passado, mas também tem raízes no futuro.


O futuro é muito real, por ser o futuro que muitas vezes tinge essas crenças, atitudes, pensamentos, sentimentos e escolhas e decisões, e dá vivacidade ao vosso desejo e expectativa, à vossa imaginação e à vossa intenção. O futuro é parte integral da realidade de que agora os vossos cientistas vos estão a dar conta, que vai desde os neutrinos e dos quarks aos electrões e protões e aos átomos e moléculas, até à matéria do vosso mundo – em termos de um produto de um passado mas também são um produto de um futuro. De facto em última análise descobris ser mais um produto do futuro do que do passado, mas para o propósito de que estamos imbuídos, é suficiente ver que o futuro é uma parte integrante, é um participante activo na realidade que estais a criar. Na verdade até mesmo os próprios conceitos de neutrinos e de quarks, que foram criados por completo com base na imaginação, por completo como uma antecipação, por completo como uma fabricação, se tornaram no fim bastante reais. 


Mesmo no campo das teorias subjacentes à matéria surgiu a ideia: “Bem, se existe matéria, então precisa existir a antimatéria; se o tempo se move para a frente, deve igualmente mover-se para trás – uma teoria, um conceito. Ah ah! Que idiotice. Quão divertido. É estonteante. (Riso) Até que a antimatéria foi descoberta! Descobriram-na num monte qualquer, algures. (Riso) Bem não foi bem assim, mas criaram-na nos laboratórios, e possuem cápsulas de antimatéria; oh, não em todos os laboratórios, decerto, mas sugeriríamos que no de Stanford Cumbres, e no Instituto Colúmbia e no MIT eles têm cápsulas de antimatéria, com toda a clareza – matéria que se move para trás no tempo. Não se trata mais da sobreposição, não é mais uma teoria, não é mais um conceito interessante que confunde a mente mas uma coisa literal, átomos, partículas que se movem no sentido inverso no tempo. 


Não podem realmente deixá-los sair das cápsulas por poderem desaparecer, não é? (Riso) Zás! Sucedeu há alguns segundos, não foi? (Riso) Mas é real. E começou enquanto teoria do que poderia existir, e a partir da teoria do que podia ser tornou-se. Até mesmo o próprio Quanta, que há alguns cinquenta e três anos tinha sido antecipado … na verdade estamos em 87… foi descoberto este ano. A aparência real, visível e física do quantum não mais teoria, não mais uma configuração matemática mas uma realidade factual que nasceu onde? Com base no futuro! Não do passado. Consequentemente, os vossos cientistas quânticos estão a demonstrar quase diariamente – com tal rapidez que quase não o conseguem registar – o poder e a influência e o significado de um futuro, mesmo a ponto daqueles que estudaram a cosmologia, daqueles que estudam a natureza do universo, que olham para tempos passados, de algum modo para alguns biliões de anos atrás, a tentar descobrir as origens do universo, estão a chegar à conclusão – de que o universo é muito mais criado a partir daquilo em que se está a tornar, do que já foi.


E que, nesse sentido, se vos deparais com uma teoria do Big Bang, em termos de uma explosão que brotou do nada e que se alongou e alcançou um estado em que se tornou numa coisa qualquer, existe agora uma consideração séria – e continuará a existir uma consideração séria no futuro – de que talvez o universo não se esteja a afastar, mas esteja de facto a mover-se em direcção a algo, e que aquilo que o motiva é aquilo em que se está a tornar, e não aquilo que foi. Mas a totalidade do universo, a própria existência dele, é determinada pelo que está por vir, em vez de o ser pelo que foi. Por de facto não constar de explosão nenhuma, mas porventura mais acertadamente da implosão de um desenvolvimento. 


Para além dessas substâncias esotéricas da ciência, precisamos olhar a realidade que de facto estais a criar. Possuís um mundo de problemas – na verdade não precisamos dizer-vos isso, por o saberem exactamente bem. Têm vindo a questionar-nos sobre isso há anos, não é? (Riso) E decerto que buscam soluções. E nós sugerimos que a motivação para a procura de soluções, o desejo de descobrir uma solução se acha enraizado no passado, mas a solução real, a resposta, sempre é descoberta no futuro. As soluções podem ser motivadas pelo passado, mas a sua resolução procede do futuro. Não existiu um só problema que tenha sido resolvido que não tenha estado envolvido no pensamento futuro, no pensar futuro, no facto do futuro vir ao encontro do presente. As soluções para os problemas têm origem numa dificuldade passada mas são decididas pela exploração, avaliação e examinação do futuro. 


Mesmo em face da frase: “A necessidade é a mãe da invenção,” nós sugeriríamos que é o futuro que constitui o berço dessas invenções. E aqueles que são inventores, aqueles a quem admirais pela capacidade maravilhosa que têm cerebral, pela capacidade que têm de conceptualizar e de dar seguimento a tal conceptualização, estão sempre à procura do futuro; podem passar o passado em revista, e considerar as eras e os erros, mas buscam portas para o futuro. Toda a invenção, conquanto possa ter tido por “mãe” a necessidade, nasce no futuro.


Os sonhadores são os únicos que podem mudar o sonho. E como vós sois sonhadores, e ouvis falar de desgraças, ou escolheis sonhar o pesadelo ou sonhar o sonho. Os sonhadores confiam do futuro, e que alcançarão esse futuro, essa possibilidade que se pode tornar numa probabilidade, e que por sua vez se pode tornar num a realidade, desde o cérebro até à função corporal, passando pela natureza da realidade, e até às próprias origens do vosso cosmos e à raiz da solução e à manifestação da invenção, até aos sonhos que sonhais, até às realidades que criais.



Ouvem dizer e chegam a acreditar que o tempo constitua uma ilusão, e que todas as coisas existem em simultâneo, e que o passado, o presente e o futuro formam realidades concorrentes. Falais disso em termos metafísicos e esotéricos de uma forma inteligível quando falam das encarnações passadas, presentes e futuras, paralelas e justapostas, e depois, de algum modo quando têm acesso a uma dessas vidas em particular que chamais de concorrente fingem que esse passado, presente e futuro sejam lineares, e que algumas tenham ocorrido enquanto outras não. O tempo existe em simultâneo, com excepção a isso. (Riso) As vossas vidas presentes, passadas e futuras são espontaneamente concorrentes, assim como o vosso actual passado, o vosso actual presente e o vosso actual futuro. 


A criança e o adolescente não compõem apenas círculos esquemáticos de comunicação numa explicação transaccional sobre o modo de funcionamento da comunicação; alguma coisa será, mas um círculo no quadro ou um desenho num livro, um esquema que se revela interessante. Decerto até mesmo os terapeutas e os psicólogos pensam que o conceito de trabalho com a criança interior e do adolescente interior constitua uma técnica de pestanejar, e que se resultar, a deveis usar, mas de facto a criança e o adolescente são bem reais e acham-se presos no tempo e no espaço fisgados – não tanto pelos acontecimentos – mas pelas emoções que esses acontecimentos envolvem.

Os acontecimentos dão-se e desvanecem-se num conceito linear – isso é bem verdade - só que as emoções permanecem. Pensai na primeira vez em que terão sido magoados; na primeira vez em que terão sido criticados; na primeira vez em que se terão sentido envergonhados. O acontecimento real que terá dado lugar a isso, o evento efectivo que terá tido lugar numa conceptualização linear de tempo, há muito tempo que terá passado, mas vós conseguis evocar a emoção – por ela se situar exactamente aqui, exactamente agora.


A criança existente em vós, o adolescente e existente em vós encontra-se, viciada, trancada, aprisionada nesse passado – e assim estais igualmente vós. Todo o tempo, passado, presente e futuro existe, e com base nas vossas crenças podeis criar uma realidade que seja gerada a partir do passado numa presente e dotada de um futuro que ainda seja desconhecido. Tu do quanto optais por seguir, o modo como o vosso organismo funciona, o modo como a vossa mente opera, a forma como o universo funciona, a forma como a realidade funciona, a forma como as soluções, as invenções e a forma como o sonhar operam se deixarem que o futuro crie o presente, que colocais como pano de fundo do passado.


Sabem que há quem ganhe a vida a estudar as pessoas bem-sucedidas; isso nada tem que ver com a ocupação. Mas o único denominador comum de encontraram entre as pessoas que são bem-sucedidas – desde pequenos êxitos até grandiosos – deve-se ao facto de definirem objectivos, sentarem-se, e registarem esses objectivos. Quer esse sucesso seja obter um emprego remunerado com salário mínimo, obter um abrigo que tenha um telhado e algumas refeições por dia, ou no sentido de governarem o mundo, o sucesso provém dos objectivos – que são o quê? - a reiteração do passado, ou a antecipação do futuro?


Podeis deixar que o vosso futuro vos guie, crie o presente, e o coloque contra o contexto lógico do passado; a escolha reside nisso. O resto do universo opera desse modo. Os únicos que se encontram fora de sintonia com essa harmonia, sois vós. (Riso) E deixais essa harmonia propositadamente, de modo a poderem ter a oportunidade de voltar igualmente a entrar em harmonia propositadamente. O vosso futuro é real; é dinâmico, vibrante; não é simplesmente uma coisa ilusória que esteja além, mas em muitos aspectos é mais concreto do que aquilo que dizeis, tem sido. Com são capazes de admitir isso, também podem começar a conceber – e consequentemente a descobrir – não somente um futuro, mas um Eu futuro que já existe, que os pode alcançar e tocar; que os pode alcançar e amar; que os pode alcançar e ajudar; que os poderá alcançar e mudar, de forma a levá-los a ele – o que quer que esse futuro comporte que corresponda ao que desejardes. Vós possuís um futuro; deixem que seja real, e que possa operar a vosso favor.


Assim, de que modo haverão de poder entrar em contacto com esse futuro? De que modo haverão de encontrar um Eu futuro, para além de o desejarem ou de definirem objectivos ou fazendo coisas mundanas aborrecidas? Bom, existem, conforme poderão suspeitar, vários passos (riso) e esses passos poderão ser trabalhados prestando atenção a determinadas palavras-chave. A primeira palavra-chave consiste em tocar; entrar em contacto com a criança e o adolescente existentes em vós. A criança e o adolescente interiores, obviamente, por não nos estarmos a referir á vossa prole. Tocá-los, mas permitir-vos meditativamente regredir no conceito que fazeis do tempo, para descobrir onde essa criança estará presa, geralmente por entre os cinco, seis ou sete, e tocar essa criança; regredir a essa época e ficar junto a essa criança. Tocar essa criança e não apenas permanecer a seu lado, mas dar-lhe aquilo que ela quer, o que ela necessita ou prefere.


Se essa criança se encontrar presa no: “A mãe não me ama o suficiente,” poderão dar a essa criança o amor que a mãe não lhe deu, ou dar a essa criança uma mãe que lho dê. Se essa criança estiver presa por não ter podido ficar acordada até tarde, ou por não ter podido ir à festa a que o irmão ou a irmã foram, poderão dar-lhe essa festa, poderão dar-lhe permissão para tal ou criar uma realidade em que possa. Se essa criança se encontrar bloqueada por o pai ter morrido: “E não me pode amar; não devo ter sido suficientemente importante para ele, por ter morrido,” poderão dar a essa criança um pai que não tenha morrido, ou, caso ela prefira, um pai inteiramente diferente. Se se encontrar bloqueada por a mãe ou o pai terem abusado dela física, emocional ou sexualmente, poderão desfazer esse abuso, e tornar-vos no seu protector e no seu irmão ou irmã mais velha, e poderão fazer o que terá sido incapaz de fazer e deter esse abuso. Se se encontrar bloqueado devido ao facto da mãe ou do pai ser um alcoólico inveterado, poderão reparar essa energia de modo a poder libertar-se. 


Se o adolescente, com quem também precisarão entrar em contacto, geralmente fisgado por volta dos treze, catorze ou quinze, por altura em que a puberdade irrompe a todo o vapor, se estiver preso por não ser popular, ou por ter sido rejeitado ou não ter tido um convite para o baile de finalistas, poderão dar-lhe a realidade que prefere – talvez o que tenha perdido ou porventura outra coisa qualquer, seja o que for que queira substituir essa cavidade, para poder desbloquear essa prisão para tirar os ganchos que ainda magoam de uma forma tão desesperada. Podeis alterar o passado, e se a mudança arriscar ser muito complicada para vós, alterai as atitudes.


(NT: Por certo, o leitor menos familiarizado irá estranhar esta técnica, e achá-la ridícula, dependendo do grau de sensibilidade que tenha aferido ao longo do seu percurso. Não estranhe, caro leitor, o que representa um processo tão claro e límpido de substituição dos complexos existentes na memória subconsciente porquanto eles são bem reais, e encontram-se activos, por mais desatentos que permaneça no seu viver do dia-a-dia. O que este autor refere consta simplesmente do “fechar de um círculo” psíquico e vivencial que nos foi porventura negado ou impossibilitado, e que precisamos desesperadamente a fim de nos abrirmos às possibilidades de um percurso diferente justamente por intermédio de uma atitude diferente – onde, no passado? Ah, amigo leitor, não nos precipitemos na busca da falácia onde ela não existe… O passado encontra-se presente exactamente aqui neste instante por aquilo que vale, ou seja, pela acção comprometida que envolve! A compreensão de toda a diferença encerra o sentido real da “mudança do passado”. Mas estou certo de lhe ter aguçado a curiosidade.)


Ajudai a criança ou o adolescente a assimilá-la, não só de uma forma táctica, embora isso seja correcto, mas entrar em contacto com elas emocionalmente para desengatar, desprender, para deitar abaixo os muros da prisão que a detém emocionalmente nesse tempo-espaço. Entrar em contacto e dar a essa criança e adolescente aquilo que quer – sem ciúme, sem ressentimentos, por serem essa criança! Não precisam sentir ciúmes dela: “Caramba, quem me dera que tivesse um futuro me auxiliasse! Vou tratar de encontrar um, não? Claro!” (Riso) Mas se lho derem tocando essa criança ou adolescente, e sendo o futuro que se encontra dinamicamente vivo em relação a ela, tal como antecipam um futuro que seja vivo e dinâmico para vós. Se não se dispuserem a fazer isso, não se disporão a deixar que o futuro o faça por vós, ou a fazer aos demais, não? Assim, sugerimos que possam prover a essa criança ou adolescente aquilo que quer ou que precisa com liberdade e sem ciúme e sem ressentimento e sem amargura – o que as vá ajudar a suplantar o bloqueio, de forma que possa deixar constituir um tropeço para vós, por um lado, e de modo a poder ser feliz na sua realidade, por outro, na qual permanecerá para sempre, certamente, por ser a criança ou o adolescente passado, mas dar-lhe o que quer, tocando-o.

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