quinta-feira, 8 de agosto de 2013

CHAKRAS – PADRÃO DE PERFEIÇÃO



Tradução: Amadeu Duarte

John


Os chakras constituem a origem da vossa consciência superior. São uma planta, ou modelo, do Eu Superior. É através dos sete principais chakras situados no corpo que a alma deixa a sua marca no plano terreno. São as estruturas etéreas ou anatomia que tem assento em pontos anatómicos particulares no corpo físico; são os animadores do corpo.


Os chakras constituem um plano ou modelo ao longo do qual a mente passa a entrar e estabelece um padrão correcto para si mesma. Toda a vez que meditais nos chakras, toda a vez que a mente é exposta a esse escantilhão e penetra nesses vórtices de energia, representa um reforço positivo para o padrão dessa perfeição. Desse modo estais a lidar com o padrão da “iluminação do comportamento”. Simplesmente dito, a memória não será realçada através do reforço positivo? E não será através do processo da memória que verdadeiramente chegamos a conceber de nós próprios? E não será por meio da inspiração que chegamos a transcender e a conhecer a alegria? Assim, meditando nos chakras, que já constituem um padrão de perfeição pessoal e relevante para o próprio, vós dais um reforço positivo à memória da perfeição. A seguir, quando os chakras são abertos, ou melhor, quando a mente se expõe a essa perfeição, segue-se a inspiração.


Os chakras são a sede da consciência de cada indivíduo. Por altura da transição a que chamais de morte física, são os chakras e várias anatomias subtis e meridianos que sobrevivem. Na verdade poderá ser mais exacto dizer que sois os chakras, sois essas energias subtis, por eles na verdade constituírem as raízes da vossa consciência. Quanto mais vos focardes nessas realidades, maior será o comando que tereis sobre a verdadeira realidade do que sois.


Os sete chakras são comuns a todas as culturas, a toda a expressão. Nos sistemas de pensamento Judeo-cristãos são referidos como a Árvore da Vida. Eles constituem as Sete Igrejas do Livro da Revelação. São as Rodas dos sistemas de pensamento orientais. As Sete Serpentes da mitologia de Quetzalcoatl. Os Sete Espíritos do homem e da mulher que, uma vez plenamente integrados, se tornam no modelo do Eu Superior.


O primeiro chakra encontra-se localizado na base da espinha, ou no cóccix; o segundo está localizado no género sexual (na mulher nos ovários e no homem nos testículos); o terceiro acha-se nas regiões estomacais ou no abdómen; o quarto chakra reside nas regiões do timo, ou do coração; o quinto acha-se dentro da garganta, ou das actividades da tiróide; o sexto chakra, ou o que designais por terceiro olho, está localizado na área da glândula pituitária; e o sétimo, ou chakra coronário, constitui a glândula pineal, situada no topo da cabeça.


Quando perspectivado de um estado elevado de clarividência, os chakras aparecem como raios que se estendem para diante a partir das sedes da anatomia ao longo da coluna espinal para as regiões da testa, para depois se estenderem pelo horizonte, não de maneira diferente do espectro natural do arco-íris. Esses raios estendem-se ao infinito por a alma em si mesma constituir um ser infinito, e o corpo físico constituir a capacidade que a alma tem de se focar no tempo e no espaço. Assim, pois, a alma cria o corpo físico de acordo com as leis naturais do plano terreno; e concede a si mesma permissão para exercer um foco no tempo e no espaço.


Os sete raios estendem-se a partir do infinito da alma para o factor limitado do tempo e do espaço, a fim de criar o fenómeno dos chakras, em cujos perímetros a alma se personifica na personalidade individual de uma encarnação escolhida. Assim, pois, podeis ver os raios como uma extensão da alma, a criar os chakras por um processo holográfico, ou o processo em que o corpo físico (assim como a mente subconsciente e a mente consciente) são criados.


Os sete raios constituem a individualização da força da alma em correlação com a mente universal superior. De facto, eles são a própria força através da qual a mente superior, ou a própria alma, se individualiza através dos chakras.


Os chakras, ou as sete sedes ou centros de consciência, estão associados a certas palavras-chave. Em relação ao primeiro chakra, a palavra-chave é compreensão; por para se progredir rumo a qualquer coisa, precisamos ter compreensão. A palavra-chave para o segundo chakra é criatividade, por criardes a vossa própria realidade com base na compreensão. A palavra-chave para o terceiro chakra é sensibilidade, por precisardes ter sensibilidade e empatia pelos outros para serdes capazes de vos realizardes. A palavra-chave para o chakra do coração é amor, por o amor representar a harmonia inata que existe em todas as coisas e precisardes ter harmonia em todas as coisas em relação às quais possais compreender, criar, ou ter sensibilidade. No caso do quinto chakra, temos a expressão, o problema da articulação, a capacidade de vos expressardes para com terceiros. No sexto chakra está a visão, a capacidade de perceber propósito. Por fim, propósito divino é sinónimo do sétimo, ou chakra coronário.


Os chakras são um sistema de auto-realização pelo qual vos elevais a partir dos instintos básicos aos maus elevados níveis da consciência, e pelo qual o ser elevado que verdadeiramente sois é revelado. Por serdes um ser que consiste em mente, corpo, e espírito pessoal, e é com a integração desses três que vos tornais num com a força superior – ou seja, com o Pai, o Filho, e o Espírito Santo, ou o Deus Pai e Mãe. Por nessa articulação manifestardes o modelo da vossa verdadeira identidade, que representa a manifestação do Cristo dentro de vós, ou a fusão da mente, do corpo, e do espírito ao serviço de Deus.


Os chakras governam a vossa realidade física. O que parecem ser eventos produzidos ade forma aleatória na vossa vida, tais como pessoas, oportunidades, e várias outras questões, são frequentemente reflectidas nas anatomias subtis muito antes de se manifestarem no físico. Os chakras e os seus relevantes padrões de energia constituem as forças que atraem apropriadamente as pessoas e as circunstâncias para a vossa vida. Constituem padrões de energia magnética que tanto atraem com repelem. De acordo com essas energias, atraís a vós pessoas e circunstâncias de acordo com as suas polaridades naturais e influências magnéticas. Pois, na verdade, a vida não passa de uma série de vibrações coordenadas, sistemas de atracção e de repulsa, e o grau com que centrais os chakras será o grau em que trareis uma manifestação externa mais harmoniosa às circunstâncias da vossa vida pessoal.


A abertura dos chakras pode constituir uma chave na vossa centralização na vossa verdadeira natureza. O activo mais valioso que possuís é a vossa personalidade. A personalidade constitui o vocabulário pelo qual comunicais com todos os outros seres. Porquanto na verdade, o ego humano, ou a personalidade humana, não passa disso – um vocabulário. Nada mais nem nada menos. É o meio e a forma através da qual o vosso carácter se articula.


E a personalidade, esse vocabulário, constitui um produto dos chakras, e do grau de abertura ou de fecho em que se encontram. Quanto mais vos trabalhardes a vós próprios na dimensão espiritual, mais os chakras se abrirão. Mas isto encerra um outro mistério – os chakras jamais chegam verdadeiramente a estar abertos ou fechados. De facto os chakras encontram-se sempre abertos. Apenas a mente se fecha. E quando tiverdes sintonizado a mente com os centros espirituais, ela abre-se por influência dos chakras.


O corpo físico não difere de um holograma. Tal como as vossas ciências recriam imagens tridimensionais por um processo holográfico, também vós, pela vossa parte, sois um ser constituído por sete dimensões. Vocês consistem de altura, largura, e profundidade, assim como tempo, espaço, mente e consciência. Nessas sete dimensões se revela o vosso próprio espectro completo enquanto seres conscientes. Assim como no plano terreno possuís três níveis de consciência (consciente, subconsciente e supraconsciente) por habitardes três dimensões (altura, largura e profundidade) também por sua vez a alma possui sete níveis de consciência e habita todas as sete dimensões. Essas dimensões intersectam-se e encontram o seu foco nos chakras, nos sete níveis de consciência que compõem a totalidade e a essência da influência da alma nos assuntos do dia-a-dia das vossas vidas.


Se reflectirem na natureza dos chakras na meditação Kundalini, abris-vos para com as sedes da consciência em que as verdadeiras raízes da vossa personalidade são reveladas, por a substância da vossa personalidade encontrar o seu foco por intermédio dos chakras.


Assim como o cérebro carnal é especializado nas funções que adopta, e vos faculta a fala, a lógica, a intuição, a criatividade, também por sua vez o próprio corpo físico, no seu todo, representa a sede da alma, a sede da anatomia dos sete chakras.


A mente estende-se a todos os aspectos do corpo físico através dos tecidos neurológicos, como raízes que se estendem pela terá adentro, à procura de nutrição. O corpo físico constitui um ponto de foco, e os tecidos neurológicos são como raízes de consciência, que se estendem fundo dentro do alojamento do templo do corpo físico, para se estabelecerem e serem conscientemente percebidas e a seguir tecidas na tapeçaria em que se torna a vossa personalidade.


Mas e então? Por a mente não constituir a vossa única fonte de consciência; também possuís as vossas dimensões espirituais. É através dos chakras que o vosso espírito se integra em pleno na trindade da mente, do corpo, e do espírito. As vossas ciências físicas olham para os padrões fisiológico e biológico do organismo físico em busca da sede da personalidade, mas descobrem unicamente reflexos dessas coisas nas variadas propriedades químicas que observam. Isso não passa de matizes da verdadeira força causal, que são as rodas da revelação, os chakras, que continuamente animam o corpo físico do nível molecular ao anatómico. O produto disso é a vossa personalidade e o vosso padrão pessoal de vida.


É através dos chakras que vos estendeis ao infinito. É igualmente através dos chakras que a alma ganha intimidade com o plano terreno, intimidade essa, que se traduz pela vida que viveis. Quando alinhais os chakras, podeis então estabelecer as sedes da memória da alma, por a alma se estender ao infinito e ocupar todos os sectores do tempo e do espaço. E é através dos chakras que o holograma do corpo físico é criado e obtém animação e é coordenado como um instrumento delicado de energia radiante.

Existem muitas técnicas para dinamizar os chakras. Primeiro, precisais ter conhecimento daquilo que fazem e da sua particular área de influência. Os chakras inferiores são muitas vezes dados à procriação. Mas além disso, as proteínas produzidas tanto no homem como na mulher que se encaminham para a ovulação ou para a produção de espermatozóides podem ser de novo utilizadas no corpo físico para a o seu próprio fortalecimento espiritual. Essas proteínas são de seguida passadas à corrente sanguínea ou às vias circulatórias, onde se dá a filtragem no baço e a produção de certas hormonas e anticorpos que espiritualizam, o corpo físico ao longo de linhas biológicas. Essas são as actividades biológicas dos chakras.

Mas além disso, quando essas energias são aplicadas ao corpo físico, intensificam a cura espiritual, que eventualmente molda a personalidade humana, que representa o instrumento para a expressão espiritual e aprendizagem neste plano. Isso pode ser conseguido por meio da meditação, do yoga, da oração, e do jejum.


Como os chakras dizem respeito à alma, ao vos sintonizardes com os chakras, sintonizais-vos com a função especializada que a alma deseja manifestar no plano terreno, moldando-vos o carácter e natureza de acordo com as lições que vós, enquanto alma, desejais plenamente aprender. Quando mais tiverdes consciência desse fenómeno, mais a vossa mente se abre para com os seus recursos mais elevados. E quanto mais restaurardes a vossa natureza angélica, mais vos tornais num ser infinito.


O espírito, a alma, acha-se permanentemente alinhada pelo divino. Os chakras encontram-se permanentemente abertos, por constituírem os portais para o divino. Unicamente o homem que passa a ilusão do fecho dos chakras. Assim, pois, ao serenardes a mente e dardes ouvidos por completo ao Eu, tornais-vos conhecimento, todo o pensamento cessa, e penetrais nos mais profundos recursos do estado meditativo. Saís, assim, transformados, e todas as coisas definidas correctamente.


Tom McPherson


Se lhes derem uma possibilidade, os chakras tornam-se por completo autocorrectivos. Eles encontram-se sempre em equilíbrio; o que acontece unicamente é que vós aceitais, ou deixais de aceitar, a informação que eles vos conduzem. Não se trata efectivamente de alinhardes os chakras, mas de alinhardes com os vossos chakras.


A cura representa um produto do alinhamento dos chakras. Não será verdade que podeis curar úlceras ao aliviardes ansiedades? E não serão a maior parte das alergias um produto do estrese mental? Por conseguinte, a cura consta do alinhamento com os chakras e da permissão para que a mente divina possa tomar posse. Pois que, se a mente mundana, ou a mente consciente, é capaz de curar, imaginai somente o que a mente divina é capaz de fazer.


Pensai nos chakras como um sistema de tons harmónicos. Cada pessoa tem um tom particular com que está sintonizada, de acordo com os tons da harmonia dos chakras. Certas cores possuem notas específicas ou oitavas associadas a elas. A cor por que uma pessoa se sente atraída representa uma chave para a parte do instrumento humano com que se acha em sintonia com uma oitava particular. O sarcófago existente dentro da Grande Pirâmide, acha-se sintonizado com determinado tom que representa a chave mestra, ou oitava, com que toda a gente pode sintonizar.


Retractai a coluna espinal como uma série de notas musicais onde terminam as ligações nervosas. Colocai uma oitava a cada um dos pontos chakra – uma no cóccix, outra associada aos tecidos do género sexual, outra no estômago, outra no coração, etc., até à pituitária e à pineal – e descobrireis uma escala completa. A seguir por meio de uma série de sustenidos e bemóis, sereis capazes de sintonizar oitavas particulares, escalas, e notas aos rins, ao fígado, e por aí adiante, tocando literalmente o instrumento humano.


A glândula pineal representa a sede principal ou centro da consciência. Junto com a glândula pituitária, é comummente referida como o terceiro olho. A glândula pineal em si mesma constitui o chakra coronário. É a glândula mais protegida de todo o corpo. Estimula as regiões do hipotálamo e constitui na verdade a verdadeira seda da consciência no corpo. Os tecidos cerebrais operam os aspectos mais mundanos da intuição e da análise, ao passo que a glândula pineal constitui verdadeiramente a base da própria consciência.


O modelo mais aproximado que me ocorre para descrever a relação existente entre o espírito e a sede física da consciência foi quando o vosso companheiro Marconi, se estou bem certo, difundiu ondas electromagnéticas sobre um cristal. O cristal entrou em ressonância, e o resultado da transferência de impulsos eléctricos foi som audível. Em muitos aspectos, a glândula pineal é muito similar. Sendo rica em silicone, segundo creio, que é muito semelhante ao quartzo nas propriedades cristalinas que possui, o espírito faz interface com ele e entra em ressonância, e isso torna-se detectável como as funções bioeléctricas do corpo, que estimulam o processo de divisão celular ao longo dos meridianos e de outros campos de energia concentrados ao redor dos chakras. Por isso não é diferente do modo como o cristal de quartzo é capaz de sintonizar energia electromagnética ajustada de uma forma refinada e de a traduzir em energia física audível.


O alinhamento dos chakras é facilitado pelo regime vegetariano e pelo jejum. O regime vegetariano, no geral, promoverá a saúde dessas glândulas. E para além disso, uma rígida dieta de fruta, desde um período que se prolongue desde uma semana até quarenta dias, pode representar uma excelente técnica para ajudar a desenvolver uma sensibilidade e a consciência dessas glândulas. Não recomendo tal dieta o tempo todo, mas sete dias de dieta deveria provar ser bom, em particular um jejum à base de mangas.


Os chakras estão sempre abertos. A melhor coisa a fazer é serenar a mente. Deixai que os chakras façam o seu trabalho sem que a mente se intrometa. O lado esquerdo do cérebro adora interferir em tudo. O que importa é que, ao vos realizardes por intermédio dos chakras e das anatomias subtis, recordais tudo. Isso alinha-vos a supraconsciência, e tudo quanto fica que resta é Deus. Isso manifesta-se como uma sensação avassaladora de cumprimento, um profundo altruísmo, e um forte desejo de viver a vida com simplicidade. Isso é chamado de arrebatamento – uma forma divina de loucura, dependendo do quão bem conseguirdes lidar com ela.


Atun-Re


É somente por negardes o facto dos chakras se encontrarem abertos que porventura parecerá que estejam fechados. Os chakras encontram-se continuamente abertos. Eles funcionam convosco em todas as alturas, porque de outro modo a própria vida teria cessado. É somente o grau em que acolheis a informação que eles vos trazem que pensais que estejam abertos ou fechados.


Até mesmo o conceito de abertura ou fecho se encontra errado, por o espírito se achar continuamente convosco. Apenas a ilusão da mente consciente – de que consiste de corpo e mente unicamente – que dá a aparência do seu fecho. Assim, os chakras encontram-se abertos o tempo todo; é somente uma questão de os alinhardes de forma que eles vos possam transferir energias mais apropriadamente.


Tampouco podem os chakras sofrer qualquer bloqueio. Os espíritos jamais são bloqueados não existem barreiras. Apenas a mente deixa de estar aberta. Por conseguinte, abram as vossas mentes. Esquecei os chakras e abram as vossas mentes. Pensai nos chakras como uma loja que permanece aberta o tempo todo e em que podeis fazer compras em qualquer altura.


Certos chakras são mais sensíveis que outros em relação a diferentes níveis de memória por meio da recordação de vidas passadas. Do mesmo modo que utilizaríeis diferentes partes do cérebro a fim de recordardes vários aspectos da vossa existência imediata aqui no plano físico, também por seu turno os chakras são utilizados em diferentes tipos de recordação relativamente a vidas passadas.


Cada chakra comporta igualmente distintos níveis de informação, de uma forma compatível. E embora um chakra inicial possa ter o aspecto inicial dessa memória, todos os sete chakras comportam a memória como um todo.


Armazenada em cada chakra acha-se informação destinada à mente. A mente, por intermédio dos cinco sentidos físicos, acredita que a informação toda se encontra fora de si mesma. Acredita em toda a informação que lhe chega por intermédio dos cinco sentidos – toque, paladar, olfacto, audição, visão. Mas na verdade cada um desses sentidos é enganoso. Cada um deles foca constantemente a mente consciente nos perímetros limitados de si mesma. Assim, a mente está continuamente a ser puxada para fora de si, quando na verdade todos os perímetros da mente se acham armazenados nos tecidos musculares do corpo físico.


A mente, por intermédio dos seus sistemas nervosos simpático e central, recebe as variadas reclamações da parte desses diferentes tecidos inseridos na mente e interpreta-os como dor. E diz: “Não me incomodes. Não quero dar ouvidos às tuas dores e sofrimento.” Só tem vontade de dar continuidade a um diálogo por meio do sensual. Isso torna-se demasiado sedutor, e vós criais a ilusão desta realidade física a fim de explicardes todas as dores e sofrimentos que sofreis.


Os chakras constituem os campos da força vital que constantemente animam as células, as moléculas, e os átomos do corpo. Os vários chakras e raios estendem-se até ao infinito. São os éteres que vos criam a forma física. É a alma e os campos luminosos que vos circundam o corpo físico. Por conseguinte, quando me perguntais: “Como obtemos informação?” Eu digo que ela procede dos níveis da própria alma, por a alma ocupar todos os sectores do tempo e do espaço. Ela coordena as actividades que tem na forma física por meio dos chakras, ou dos éteres, que não passam de reflexos da passagem da alma por aqui, do mesmo modo que a mão que se meche através da atmosfera cria uma brisa.

Do mesmo modo que a alma olha para baixo a partir do infinito, cria um foco físico, que é o corpo físico. O corpo físico constitui a capacidade que tendes de exercer um foco no tempo e no espaço. A alma cria isso ao se projectar para baixo através dos sete raios. Os raios são a personificação por meio de uma alma individual. Eles tornam-se ainda mais personificados na experiência individual no tempo e no espaço. 

Assim, os raios são os portadores de informação individualizada, mas ainda assim universal. Constituem a extensão directa da perfeição da alma numa forma individualizada. Os chakras, pois, representam a interface entre a dimensão física e a dimensão espiritual. Desse modo, raios e chakras são na verdade sinónimos. É unicamente uma situação dos chakras constituírem um ponto íntimo através do qual podeis interagir convosco próprios enquanto seres físicos e etéreos.


Quando a mente deixa de receber sensações externas, mas passa a receber em vez disso a partir da estrutura interna, os chakras, pois, tornam-se alinhados e vós tornais-vos consciência pura. Estendeis-vos ao infinito dirigindo-vos para dentro, onde descobris o vosso foco nos chakras.


Demasiada concentração nos chakras inferiores, e passareis a atrair indivíduos unicamente num base física. Demasiada concentração no chakra médio, nas emoções, e começais a expandir-vos, passando a ocupar mais do que o espaço legítimo que ocupais no planeta. Demasiada concentração nos chakras visionários, assim como nos elementos superiores das coisas, e obtereis visão destituída de fundamento. Consequentemente, o objectivo consiste em abrir cada um dos chakras por meio de uma habilidosa meditação, equilíbrio, e serenidade.


Do mesmo modo que o sol irradia para baixo e confere luz para deixar que a planta cresça e essa planta sempre cresça na direcção do sol, também por seu turno a vossa alma vos envia a força vital em que a vossa forma física cresce. E quanto mais energia dessa aproveitardes por meio dos chakras – que constituem os canais apropriados – mais iluminados vos tornareis.


Sugerimos que comeceis a trabalhar com os chakras, por o vosso currículo para a consciência superior se encontrar aí delineado. Os chakras encontram-se sempre abertos. Apenas a mente se encontra cerrada. De que forma abrireis a mente? Meditai, simplesmente. É a coisa mais relaxante e benéfica que podeis fazer. Vós dizeis: “Não consigo fazer isso,” mas isso é mentira. Por adormecerdes, por dormirdes. E quando o corpo adormece, começais a recordar, tendes lembranças. Essas lembranças são chamadas de sonhos. Muita gente intelectual diz: “Eu não sonho,” mas é o tipo mais intelectual das pessoas que muitas vezes possuem as barreiras mais delgadas. Assim, pois, sabei que as portas para os chakras vos estão abertas em todas as alturas, e apenas amente se encontra cerrada. Ela precisa florescer à semelhança de um lótus de mil pétalas, que flui para todo o sempre no Ganges, no Nilo, no Amazonas, ou no vosso Mississipi.


Exortá-los-íamos a recordar a existência do vosso espírito, que representa o vosso portal para a identidade superior. Acha-se continuamente focado em vós por intermédio das portas abertas dos chakras. Por essa porta que é aberta pelo Eu Superior, pelo Cristo, jamais pode ser fechada por nenhum homem ou mulher. Acha-se eternamente aberta. Depende unicamente do grau em que a mente, por intermédio da fé, a aceita e a pratica e a torna parte do seu padrão pessoal que se torna na personalidade. Aqueles que abrem as portas dos sete chakras aceitam a plena identidade deles próprios enquanto espíritos.

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