quarta-feira, 24 de julho de 2013

SOBRE A CONDIÇÃO DOS SEM-ABRIGO (Excerto)



Transcrição e tradução: Amadeu Duarte


Louise Hay: Há um outro problema que percebo neste país. Gostava de saber o que será a melhor coisa que podemos fazer em relação ao crescente número de gente sem-abrigo que existe por toda a parte.


Resposta: Muito bem. A situação dos sem-abrigo é com certeza um problema e foi porventura tragicamente representada justamente durante a visita do papa, que demonstrou uma enorme admiração pelo teu grupo, por certo (riso). Ele verteu o seu próprio sangue, não foi? Que acham disso? Mas gostaríamos aqui de sugerir que o número dos que se sentem desabrigados que precisa ser mesmo desalojado da condição de sem-abrigo em que vivem... (riso) De modo que é o que for que pode dizer de feliz sobre a baixa de Los Angeles. É uma das principais preocupações, sem dúvida, a dos sem-abrigo. Que significado terá?


Diríamos que significa bastante o mesmo que o monstro da Sida, por ser muito similar, e querer dizer que é tempo do vosso mundo prestar verdadeiramente atenção ao afecto e de chegar à conclusão de que os problemas não poderão ser resolvidos pela tecnologia. A tecnologia pode ajudar – não estamos contra ela, na verdade somos muito a favor da tecnologia – mas o que gostaríamos de sugerir é que não pode resolver os problemas. O que em última análise irá resolver o problema é o amor – por mais cliché que o termo represente, e talvez o seja por precisar ser referido com tanta frequência, para poder pegar – mas basicamente o que estais a reflectir na condição dos sem-abrigo é a vossa própria condição de desalojados, a vossa própria alienação, a vossa própria desordem, a vossa própria privação de direitos, a desorientação e a alienação que envolve. E o que o sem-abrigo representa enquanto grupo, é cada um dos vossos próprios sentimentos individuais de “Onde me sentirei eu sem-abrigo? Onde me sentirei à deriva? Onde me estou a sentir perdido? Em que é que estou a sentir não ter para onde me voltar? Onde é que as minhas necessidades me estão a ser arrancadas?”


E o que sugerimos é que num primeiro nível isso tem início em vós próprios – ancorar e subsidiar isso a vós próprios, encontrar um “lar” para vós próprios dessa forma, onde possam pertencer, encontrar um destino, descobrir a alegria, o sucesso, descobrir os passos que precisais dar para tornar esta vida plena e rica – para vós próprios. E sugerimos que o que é preciso que as pessoas façam é estender a mão, estender a mão e dizer: “Olhem, nós não podemos tomar conta do mundo. Isso tem que começar em casa.” Tem que começar em cada um de vós, e tem que ter início no vosso mundo, e já é tempo, quanto a isso, de recorrer aos vossos aliados e de os levar a partilhar os custos da defesa deste mundo, de modo a poderdes pegar nesses dólares que vão para a defesa e poderdes construir casas, e dar uma oportunidade às pessoas de serem felizes, uma oportunidade de serem responsáveis, de construírem uma vida por si próprias – não para a construírem por elas – mas uma oportunidade de a construírem por elas mesmas.


É tempo de dizer ao Japão, que basicamente não tem orçamento para a defesa, e de que depende dos biliões e biliões que gastais e que depois faz tudo o que pode para minar em qualquer empreendimento empresarial que possais imaginar, é tempo de lhes dizer que precisam partilhar o fardo. Não, não estais a construir uma marinha nem uma aviação japonesa, mas na verdade estais a construi dólares japoneses para começar a proteger o mundo e não terdes que levar tudo a vós. Falai com a Alemanha Ocidental e com a França, falai com as dez principais países e dizei-lhes: “Olhai cá, enquanto estais aqui a brincar à economia e aos mercados, nós estamos a empunhar este gurda-chuva da defesa sobre vós. Precisais começar a pagar mais por isso de forma a podermos  começar a fazer jogo de mercado, e de forma a podermos começar a olhar para dentro onde é preciso que olhemos, para tomarmos conta dos nossos.


E o que sugerimos é que se conseguirdes alterar algumas dessas energias e perceber que a tecnologia do armamento não vai trazer segurança ao vosso mundo, mas o amor que conseguirdes sentir por vós próprios e uns pelos outros. E é isso que vos vai trazer um lar, e conduzir-vos ao Lar. E é isso que o mundo vos está a dizer, ao empilhar todos esses sem-abrigo, e a torná-lo num assunto de tal modo imperativo que finalmente o vosso mundo dirá: “O melhor é que façamos alguma coisa acerca disto.” Tal como a questão da Sida, que se tornou de tal modo significativa, que por fim alguém disse: “O melhor é começarmos a fazer alguma coisa por isto.”


Mas a resposta para esses problemas vem do amor. A cura não virá por intermédio de médico nenhum, que descubra uma cura, mas vira de vós que assumireis o vosso amor em conjugação com a vossa tecnologia e que criareis uma sinergia entre a tecnologia e o amor, chamada saúde. O mesmo se passa com os sem-abrigo; se pegardes na sinergia da tecnologia e do amor e criardes um lar e espaço para as pessoas. É aí que reside a resposta. Ambos esses problemas invocam o vosso mundo e dizem-vos para deixardes de ser cegos e para começardes a amar de formas mais significativas do que vos permitistes até aqui. É isso que representa.

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