sexta-feira, 28 de junho de 2013

OS ESSÉNIOS, O PRESIDENTE REAGAN, E JOHN LENNON


(Capítulo seis do livro: The Butterfly Rises)

Kit Tremaine

Transcrito por Amadeu Duarte




Durante os meus primeiros dois anos com a Indira, tive algumas sessões com Kevin Ryerson, de San Francisco. Enquanto amiga do Instituto de ciências Espirituais da Verna, o Kevin periodicamente faz leituras públicas e privadas, e eu achei-o um homem encantador, assim como um canal bastante habilitado.

Na aparência, o Kevin apresentava-se como um indivíduo romântico e com um aspecto algo dramático. Mostrava-se bastante apropriado que usasse um chapéu largo suave e uma capa exterior sobre uma camisa enrugada e um casaco de veludo verde-garrafa. Reparo que estou a descrever o que um outro indivíduo do sexo masculino muito elegante e bem-parecido, um amigo há muito falecido, costumava usar, mas no Kevin assentava igualmente bem.

...


Em ambas as sessões que tive, o espírito guia do Kevin, John, que viveu durante o tempo de Cristo, surgiu, assim como o Tom Macpherson, o espírito de um bem-humorado escocês que se descreveu como tendo trabalhado para o governo Britânico na qualidade de espião diplomata por altura de 1600. Como tal, ele estava familiarizado com as forças psicológicas assim como psíquicas que interagem no mundo que conhecemos como da política.


Aqui seguem as palavras iniciais que ele usou comigo:


TOM: Gostaria de te passar um breve exemplo do que creio que o teu trabalho subentende. Por exemplo, dirias que tens sido uma criatura que se tem mostrado politicamente activa ao longo dos anos?


KIT: Hmm, sim, durante a melhor parte da minha vida.


Gostaria de enfatizar que na altura, o Kevin Ryerson jamais tinha ouvido falar de mim, nem da extensão do envolvimento que eu tinha com a política. Considerava um estado de graça o facto de ter nascido com uma consciência social e toda a minha vida tenha sido conduzida para agir por todos os meios possíveis ao meu alcance para dar apoio aos desfavorecidos e oprimidos.


TOM: Bom, nesse caso gostaria de te dar um exemplo do equivalente do nosso pensamento Nova Era e da forma como exerceu impacto nos eventos políticos e sociais do plano terreno. Sentir-te-ias intrigada com isso?


KIT: Com certeza.


TOM: Bom, estás familiarizada com o ciclo de vinte anos? Em que a cada vinte anos ou isso, o vosso presidente eleito num ano que termine em zero morre durante a legislatura? Bom, o vosso camarada Reagan foi o último presidente eleito num ano que terminava em zero, estás a compreender?


KIT: Estou. Foi em 1980.


TOM: Creio que quando o vosso Sr. Kennedy foi morto durante o cargo – tendo sido eleito em 1960 – esse acontecimento terrível apresentou uma faceta positiva, um efeito catalítico. Motivou as pessoas a pôr a legislação relacionada com os direitos civis em ordem, e motivou muita gente numa base emocional e política a provocar uma mudança social. Não será isso justamente acertado?


KIT: Sim, sou de opinião de que seja isso que tenha acontecido. Parece-me que esse mesmo conceito se aplique igualmente ao Abraham Lincoln. Ele foi eleito em 1860, e também morreu durante a legislatura. As intenções que o Lincoln tinha da união entre Norte e Sul tornaram-se numa realidade apenas após o seu assassinato.


TOM: Muito bem. Agora, até certo ponto, o que transpirou neste último ciclo foi que, com a economia tão por baixo quanto podia encontrar-se, quando o Sr. Reagan foi alvejado houve um potencial desagradável de se dar exactamente o acontecimento oposto – ou seja, efeitos sociais negativos.

Podia ter tido reverberações similares às que teve no período em que prevaleceu a era do vosso Joseph McCarthy, às condições dessa época. Porque, tivesse o vosso Mr. Reagan morrido, ter-se-ia gerado uma reacção extrema da direita.


Mas aquilo que compensou isso, se quisermos, aconteceu justamente seis meses antes. Lembras-te de quando o vosso cantor de baladas Inglês, o Sr. John Lennon foi alvejado?


KIT: Lembro.


TOM: Bom, milhões de pessoas preparavam-se para se entregarem a um luto por ele, e acredito que a viúva, a Yoko Ono, terá dito: “Não rezem pelo John, rezem pelo planeta.” E estiveram milhões de vidas reunidas através do planeta num único instante a orar pelo seu bem-estar. E foi devido a essa onde de consciência positiva direccionada para o planeta que seis meses mais tarde, quando o vosso homem Reagan foi alvejado, não se deu a repercussão nem a negatividade que podia ter sido libertada. Não será este um conceito fascinante?


KIT: É sim, Tom, e de certa forma faz-me lembrar algo que se deu na minha vida.


Há quase três anos atrás conheci e enamorei-me profundamente por um homem, e ele por mim, e começamos a viver juntos. Ele tinha casado três vezes, e eu duas. E tinha tido amantes conforme eu tinha tido amantes, mas quando nos conhecemos sentimos ambos como se finalmente tivéssemos regressado a casa. Algumas semanas mais tarde, contudo, ele morreu afogado. Passamos tão pouco tempo juntos, mas não muito tempo após a sua morte, ele manifestou-se-me de novo encostado à parede da loja Safeway em Winslow, no Arizona, por entre todos os locais mais bizarros para se ter uma experiência mística.


Eu estava hospedada junto dos meus amigos Hopi na reserva, na casa em que pela primeira vez tinha conhecido o John e a minha anfitriã, Fermina Banyacya e eu tínhamos ido a Winslow, para assistir à corrida da semana promovida pela Safeway. No exterior estava a nevar fortemente, e enquanto a Fermina se encontrava na loja a empurrar o pesado carro de compras ao redor, eu disse-lhe que lhe traria o carro até à porta para ela não ter que ficar parada à neve. Eu estava sentada no meu carro a escutar música e à espera dela quando de repente vi o John parado junto á parede.


Toda a gente se encontrava no interior, mas ali, naquele alpendre vazio e amplo coberto estava o John envergando um blusão azul-escuro, calças cáqui leves e uma camisa branca. Ele estava simplesmente encostado à parede, a olhar pensativamente para mim. Recordo ter pensado como se encontrava mal vestido para um dia frio como aquele por a tempestade se ter agravado fortemente por essa altura. Preciso não será dizer que eu fiquei atónita. Desviei o olhar, a título de teste, creio bem, e toda a vez que voltava a olhar, ali estava ele. Tinha as mãos nos bolsos, e ali permaneceu simplesmente visível por um curto período de tempo. Mas então, por fim, deixei de o ver ali. Fiquei a saber, por parte do Espírito, que exige um enorme volume de energia, alguém presente no plano espiritual se manifestar dessa forma. Dois dos amigos de longa data que tinha também disseram tê-lo visto após ter feito a transição. Algum tempo depois, mas ainda assim não muito tempo após a sua morte, eu ia a conduzir da reserva Hopi até Albuquerque.


Íamos quatro, os meus três companheiros, um Navajo, um Hopi e o outro, um Anglo-americano, todos amigos e colegas do John durante muitos anos. Paramos em Gallup, Novo México, para almoçarmos, e enquanto os três homens se encontravam na conversa e na risota com o tipo da caixa, decidi esperar por eles no exterior, ao sol. Estava ventoso e invernoso e enquanto ali estava à espera no passeio a olhar a sombra do meu cabelo ao vento, uma voz falou-me dentro da minha cabeça. A voz disse-me que precisava passar por aquele mau tempo para o bem de todos, e foi isso exactamente que aconteceu. E creio que seja o que me estás a revelar acerca do John Lennon, que ele tenha morrido pelo bem do todo. Pensei que jamais recuperaria da dor, mas recuperei, e isso reforçou-me o empenho que tinha de servir os outros. Sei que esta consciência de trabalhar pelo maior bem do todo é responsável pelo crescente envolvimento que tive nos negócios do mundo assim como nos assuntos espirituais.


Acorri a uma amiga ainda ontem cuja primeira pergunta que me lançou foi o que eu pensava das eleições locais que tinham decorrido recentemente. Ela ficou preocupada com a minha falta de interesse, embora o resultado das eleições que tínhamos tido certamente não me tinham a gradado. Mas torna-se-me claro agora que quando começamos a raciocinar em termos cósmicos, o nosso ponto de vista é irrevogavelmente alterado. O que não quer dizer o nosso interesse pelo indivíduo, pelo semelhante e pela humanidade no seu todo saia lesado; antes pelo contrário, na verdade. É mais o facto de abordarmos isso de uma perspectiva radicalmente diferente.


KIT: Tom, parece-me a mim que eventualmente tudo se equilibrará. E a experiência que tive com o espírito do John é similar ao tipo de manifestação de que falas, que se deu após a morte do John Lennon. Em vez de se orar pelo homem, ter consciência das necessidades do planeta e trabalhar para esse fim.


TOM: Isso está correcto. 


KIT: Eu tenho uma pergunta acerca do Carma. Tenho vindo a trabalhar muito com os sem-abrigo, durante o último ano e meio, assim como com outros que se encontram em sarilhos, em sofrimento, com problemas de um tipo ou de outro. Mas tenho vindo a procurar compreender a natureza do auxílio dado às pessoas – quando podemos servir de ajuda, quando devemos recuar, etc.


TOM: Creio que entendo o que estás a perguntar, mas trata-se de uma questão complicada. Precisaria dizer que envolve o acordo com o velho mandamento de amar a Deus, e ao vosso semelhante, como a vós próprios.


Isso reflecte o que a Indira Latari me tinha prescrito com respeito às duas lições mais importantes que vimos aqui aprender, designadamente: conhecer-nos e amar-nos a nós próprios e conhecer e amar a Deus. E tão estranho quanto possa parecer, não conseguiremos aprender a segunda até termos compreendido a primeira. Se aceitarmos o conceito, não, a percepção, de nós enquanto partes de Deus, mais claramente compreenderemos que até conhecermos o mais pequeno aspecto de Deus, designadamente cada um de nós, não conheceremos o mais vasto. Quando somos pela primeira vez introduzidos ao conceito de nos amarmos a nós mesmos, imagino que a maioria de nós descobre demasiadas qualidades em nós mesmos com que jamais teremos chegado a um termo. Mas tudo quanto posso afirmar é que continuemos a tentar, que vale o esforço.


TOM: É promover a paz junto de cada indivíduo, e ajudar também onde for possível. Por exemplo, caso estendas auxílio e ele for recusado, aí o máximo que nessa altura poderá ser feitio é permanecer com a mão estendida e aberta. Mas em te deixares arrastar para as águas. De outro modo, acabareis com dois indivíduos a afundar-se, em vez de pelo menos um que permanece à margem à espera de dar auxílio.


Por vezes tereis ido um pouco mais longe e lançais à pessoa uma tábua de salvação. Mas precisais permanecer na vossa terra firme, conforme dizem. A verdadeira chave está em que ao continuares a progredir à tua própria maneira na transformação, essa pessoa será capaz de se sentir inspirada contigo, por causa dos laços comuns existentes entre vós os dois.


Um exemplo disso pode ser percebido na história que acabaste de relatar, em que o teu amigo se afogou. Se te tivesses detido no teu próprio progresso e tivesses ficado atolada na emotividade da questão, do trauma, então a tua vida poderia ter começado a dobrar-se sobre si própria. Poderias não ter sido capaz de recuperar disso e de o colocar na devida perspectiva. Aí possivelmente ter-te-ias colocado numa posição similar daqueles que tivessem ficado incapacitados, e não nos referimos unicamente ao aspecto físico. Na maneira em que alguns daqueles que não gostarias de ajudar ficaram.


Por fim, a verdadeira maneira de ajudardes os outros é dando continuidade ao vosso próprio progresso. Ao progredirdes, procedereis ao manifesto por meio do qual os outros poderão ser capazes de acender a faísca da própria inspiração para recuperarem ou se recobrarem de qualquer circunstância negativa que possam atravessar.


Isso provou-se ser verdade no meu caso. Eu tinha vindo, já há algum tempo, a aumentar a concentração no meu próprio crescimento espiritual, e um tanto para meu assombro, deu pelos outros a recorrer a mim em busca de informação e de aconselhamento, pelo que eu tiver a dar. 

Desnecessário será dizer que me sinto grata por ser capaz de prestar assistência ou servir, seja como for que consiga dar maior ajuda.


KIT: Isso faz todo o sentido para mim, Tom. Já não tenho mais queixas, em relação à minha vida. Por vezes penso que queria ter outro companheiro, mas aí penso não ter a certeza que seja a coisa acertada a fazer por ora. É muito pacífico viver sozinha.


TOM: Creio que essa é uma área bastante do domínio do exercício do teu livre arbítrio. Porque, deixa que te dê uma sugestão. Acredito que não estejas mais a tratar do carma no plano terreno, tanto quanto estás a tratar do dharma, do serviço que prestas. Compreendes isto?


KIT: Compreendo, sim.


Embora concordasse com o facto de compreender os comentários do Tom, ao reflectir acabei por obter um significado diferente. Creio que o Tom tenha querido dizer que eu tenha despendido a primeira parte da minha vida a tratar do meu carma, ao me preparar, suponho, para presente vida que levava, que está muito mais envolvida com o dharma (essência natural da verdade), ou seja, o serviço em prole do meu semelhante.


Bom, pergunto-me quantos dos meus leitores terão experimentado padrões de vida semelhantes. Ocorre-me pensar que porventura a maior parte de nós despende a primeira parte das nossas vidas num tipo de preparação, e a resolver certas condições Cármicas, quer orientadas no sentido da família ou do relacionamento, de modo a podermos a seguir avançar para o dharma - ou os aspectos o serviço - da parte posterior das nossas vidas.


Ao me aproximar do término desta volta, conforme estou, e antecipando o período de avaliação a que creio que nos submetemos depois dos nossos espíritos abandonarem os nossos corpos, vejo as muitas oportunidades que tive, oportunidades de crescimento, pela expressão de amor e de compaixão, que desperdicei ou a que não dei resposta. A Indira tinha-me dito que esse período de revisão que se segue imediatamente após a morte do corpo físico "pode ser doloroso para as pessoas", e com o conhecimento que agora tenho, facilmente consigo perceber porquê.


Eu estava mesmo há pouco em conversa com o meu editor e amigo, Steve Diamond sobre o advento das crianças da Nova Era, e na quantidade de crianças que nasceram assim que esta geração teve início, os chamados "Bebés da geração Baby Boom", e no número adicional que constantemente está a nascer neste planeta à medida que balançamos de encontro ao Milénio, e lembrei-me de um amigo do meu primeiro marido, há muitos anos, de Nova Orleães. Era um teosofista que exercia uma influência considerável sobre o Ted, conforme me é dado recordar. Recordo o facto do Ted me dizer que esse amigo tinha uma teoria acerca da enorme quantidade de bebés que estava a nascer na Califórnia que demonstravam qualidades notáveis, e davam sinais de serem seres muito avançados. 

Achei que o indivíduo estava por completo deslocado do meu território, mas o que eu era demasiado nova e ignorante para perceber era que, caso fosse eu mais receptiva e tivesse uma maior percepção, podia ter aprendido com ele. Conforme é frequentemente o caso quando somos novos, os valores que na altura defendia necessitavam de um reajustamento considerável.


Estou em crer que muitos de vós que agora se consideram servidores poderão olhar para trás e recordar os primeiros dias de trabalho do vosso carma, como todos estamos ainda a fazer, só que a ênfase sofreu uma alteração no sentido do Dharma, do serviço em prole do mundo, por assim dizer.

O John, o mestre espiritual que também fala por intermédio do Kevin Ryerson constitui uma entidade espiritual muito diferente da do Tom McPherson. Dizem que o John viveu no tempo de Cristo e se pensa que tenha sido um dos seus discípulos. O John fala com uma voz muito tranquila, na verdade quase como um sussurro, e a terminologia que emprega é muito Bíblica. Após a sessão, interroguei o Kevin sobre a entidade John.


"O John é muito hábil no sentido de injectar indirectamente certas questões, " disse-me o Ryerson, "tais como as que lhe colocam sobre o facto de ter sido um discípulo que tenha estudado com Jesus por si só, ao invés de dar grande importância ao facto de ter sido um dos doze discípulos."


Ao contrário da Indira, que começa a dispensar-me informação mal surge por intermédio da Verna, o John quase sempre começa com um simples: "Saudações. Pergunta?"


Quando falei com o John perguntei-lhe se me poderia dar mais informação sobre as minhas vidas vividas por entre os Essénios, uma área que a Indira tinha abordado comigo alguns meses antes. Eu sabia pouca coisa sobre os Essénios quando pela primeira vez ouvi a Indira dizer que eu tinha tido algumas encarnações no seio dos "Místicos Intoxicados de Deus" comunalistas da região do Mar Morto - uma frase que tomo de empréstimo de um dos meus escritores preferidos Edward Abbey, com o devido pedido de desculpa e  os meus agradecimentos. Os Essénios foram uma irmandade Judia que chegou a existir por altura do século II antes de Cristo.


A Indira tinha-me informado que eu possuía certos conhecimentos sobre a arte da cura hipnótica e coisas afins, e aquilo que me foi dito pelo John, por intermédio do Kevin Ryerson encaixou-se na perfeição na informação anteriormente canalizada por um outro médium e por uma entidade (um espírito) completamente diferente:


JOHN: Primeiro, houve pelo menos três vidas despendidas por entre os Essénios, que remontam às verdadeiras fundações dos Essénios na Ordem de Melchizedek. Contudo, o tempo passado como um Essénio a que agora nos referimos foi quando encarnaste na fundação do templo por Elias, no Monte Carmelo.


Tiveste uma ascendência mista de Hebreu e Grego, e foste um dos indivíduos que estudou as metodologias da adivinhação e consulta Essénia.  Com base no conhecimento e experiência Grega que tinhas o desejo de organizar os corpos de conhecimento soba forma de ciências que eram consideradas. Esse predomínio particular que exerceste sobre a organização da Escola dos Mistérios ficaram a dever-se ao facto das escolas de profetas do Monte Carmelo serem os precursores directos dos Essénios que haveriam de estabelecer as suas bibliotecas em Qumram e tornar-se no núcleo para quantos eventualmente viessem a esperar o advento do homem Jesus. Por acharmos que o termo Essénio quer dizer precisamente isso, "expectante".


Ao ter tido problemas com a organização das coisas toda a minha vida, inicialmente essa informação surpreendeu-me mas acredito que o trabalho que fiz com o Richard Parker na fundação possa talvez ser classificado como organização. Descobri que em muitos casos sou uma excelente trabalhadora, só que em certas áreas necessito de orientação. Aquilo que faço muito bem é ser uma catalisadora. Conheço gente de todos os cantos do mundo, e são-me estendidas continuamente oportunidades para as juntar e aos seus projectos e necessidades, e tento-o fazer com tanta frequência quanta sou capaz. Não encontro a menor razão para duvidar que muitos daqueles que conheço e com quem trabalho hoje seja gente com quem terei encarnado antes, e talvez várias vezes. A Verna Yater, por exemplo, é uma; o meu editor, Steve Diamond, é outros; mas há muitos com quem trabalho e trilho o mesmo percurso de antes, e que todos nós continuamos a dar a nossa contribuição para o crescimento e a aprendizagem ao nosso próprio jeito.


JOHN: Enquanto Essénio, aqueles que eram respeitados primariamente pelos vastos conhecimentos que tinham das leis naturais do universo, as capacidades que tinham de prognosticar ou de vaticinar, as suas artes de cura e várias outras formas, tu eras um daqueles que encorajava a distribuição de informação.


Disseminar informação e dispensar aconselhamento é exactamente aquilo com que tenho vindo e continuo a estar envolvida, não só por meio do trabalho que a minha fundação promove, como pelos meus esforços pessoais também. Desde que alcancei a consciência de mim própria, e tive o desejo de trabalhar pelo bem geral, apoiei inúmeras publicações, filmes documentários, jornalistas, pesquisadores, escritores dedicados às questões políticas, inclusive aqueles que estavam envolvidos com o despertar da consciência das pessoas por toda a parte, e da consciência do planeta no seu todo. Por vezes especulo em todos os outros que, à semelhança de mim própria, vivem uma vida de obreiros mundiais, e periodicamente questiono-me quantos deles se deixam tocar pelo sentido de se terem envolvido no esforço de serviços semelhantes em existências prévias.


Estou certa de que isso explica a sensação de entusiasmo que tive ao ficar a saber pela primeira vez sobre as Escolas de Mistério. O próprio nome não sugere fronteiras à imaginação. Rahotapaman, o sacerdote Egípcio que me falou várias vezes por intermédio da canalização da Verna, contou-me sobre as iniciações a que fui submetida em vidas passadas. Ocorre-me dizer que essas cerimónias provavelmente estão ligadas às da era Essénia.


Pelo que os meus mestres do mundo espiritual me dizem, esse ancestral conhecimento das Escolas de Mistério está a vir de novo à nossa consciência. Também foi dito que antes de este século terminar, a humanidade compreenderá de novo os verdadeiros poderes do cristal, terá conhecimento sobre a desmaterialização, sobre a nova materialização, assim como de todos os outros mistérios perdidos. O John prosseguiu com a sua informação sobre a vida que tive no deserto a leste do Mar Morto:


JOHN: De maneira nenhuma eram os Essénios necessariamente um grupo homogéneo destituído de diferenças de opinião. Alguns sentiam que deviam retirar-se por completo do mundo. Outros sentiam que os conhecimentos que tinham deviam ser partilhados. Tu eras um daqueles que ajudavam na comunicação de forma que a escola estabelecesse laços com outras escolas ao longo da Pérsia, da Grécia, e do Egipto.


Também estabelecestes laços com as várias rotas de comércio que penetravam no Vale Indu, fazendo permutas com todos os tipos de órgãos de estudos, até mesmo com os Brâmanes da Índia. Dessa forma pois, descobrimos que actualmente te encontras em posição similar à da existência Essénia – em busca de maneiras de explorar e a abrir-te a novos órgãos de informação, áreas novas para as pessoas explorarem em busca de conhecimento que já contêm dentro de si mesmos. Diríamos unicamente que nos dias actuais estás a começar a reconstruir um equivalente ao propósito de vida que tinhas em dias passados, ao estares a chegar à realização e à luz e à compreensão dos teus dias, e que realmente podes erguer redes e pontes entre diversas pessoas em busca do estímulo para produzires e manifestares aquilo a que chamais a Nova Era. Porque a Nova Era vive nos corações e nas mentes das pessoas e nisso existe a necessidade de ter um fórum através do qual expressem a nova luz que habita neles. Tu és uma pessoa que criará esse fórum. Estará isso à altura da tua compreensão?


KIT: Está, e sinto-me grata por saber que fui capaz de desempenhar um papel na difusão da consciência Nova Era. Quando iniciamos o nosso grupo de debate aos Sábados, durante e após as reuniões, recordo aos meus amigos que é muito importante que emitamos os nossos pensamentos de amor e de ajuda em particular para os líderes mundiais deste tempo de modo a que a nossa ajuda possa ser expressada por via vibratória. Somente por intermédio da expressão de uma luz positiva por parte de cada pessoa que a influência irá tornar-se capaz de sobrevir.


Já que o John se debruçava sobre o tempo de Cristo, a que chamamos era Bíblica, decidi interrogá-lo sobre certa informação que tinha recebido de uma amiga respeitante ao ancestral uso de um cogumelo sagrado chamado amanita muscaria. A minha amiga tinha sugerido que muitas referências existentes na Bíblia a acções de indivíduos particulares eram realmente atribuídas ao cogumelo e às visões psicadélicas que produzia:


JOHN: Isso está errado. Descobrirás que quando falo sobre isso, é com autoridade. Durante os dias iniciais de desenvolvimento da Igreja, havia muitas facções dissidentes que assumiam os ensinamentos Cristãos. Alguns dos elementos mais precisos constituíam uma mistura dos ensinamentos reais do Mestre, ou do homem chamado Jesus. Os trabalhadores Essénios e certos grupos ascéticos que usavam vários tipos de substâncias psicotrópicas, entre as quais essa planta, adoptaram e classificaram a própria planta como se fosse Cristo, o mensageiro.


Recebestes recentemente grupos semelhantes no início dos vossos anos sessenta, em que diziam que a substância conhecida como LSD representava igualmente um libertador semelhante, e vistes cultos grupais semelhantes surgir ao redor de outros métodos particulares de abertura das portas da percepção. Contudo, descobrireis que a própria Bíblia constitui um texto literal. Constitui um texto histórico sobre figuras históricas, dotado de escritas históricas sobre actos históricos. É verdade que por vezes as acções desses indivíduos são metafóricas ou sinónimo de actividades passadas em planos mais elevados.


Eu própria tomei LSD certa vez há quinze anos atrás, e embora não redija isto a título de recomendação para outros fazerem o mesmo, sei que a minha vida inteira foi alterada nessas poucas horas em que estive sujeita à influência da droga. Na verdade ela alterou-me a vida nessa tarde. Por um lado percebi que tudo quanto tinha estado a fazer durante a minha vida não passava de intelectualização, e além disso percebi que a intelectualização não era tudo quanto a vida significava. Subitamente fiquei a saber existir unicamente uma coisa que importava, e isso era o amor. Isso levou-me dar uma volta completa e realmente tentei viver a minha vida de acordo com essa linha desde então. Certa vez perguntaram-me de que forma manifestava esse amor.


Eu respondi que o manifestava por tantas formas quantas me eram possíveis, desde aparentemente pequenos e insignificantes modos até modos mais importantes. Quando a pergunta me foi dirigida estava à minha própria mesa, numa altura em que recebia várias visitas para jantar. O meu bom amigo Michael estava de visita na altura, e os convidados eram amigos dele, de fora. O Michael estava sentado a meu lado, e ao pegar-lhe na mão respondi que por exemplo quando um amigo tinha amigos de fora da cidade, eu o convidava para os trazer a jantar comigo como uma expressão do amor que sinto. No esquema cósmico isso é irrisório, por certo, mas ainda assim, toda a expressão de amor tem a sua importância cósmica.


JOHN: Hás-de ver que não condenamos por completo a ideia do uso de psicotrópicos e de substâncias psicostimulantes. No entanto, está na capacidade de cada um trilhar um percurso de meditação que pode provar suficiente estímulo, por esse ser o caminho mais sofisticado e verdadeiro.


KIT: E por certo o mais facilmente disponível.


JOHN: Correcto.


Seis meses mais tarde, a 20 de Fevereiro de 1985 tive a minha segunda sessão com a entidade conhecida por John que falava por intermédio do Kevin Ryerson. Fiquei recentemente a saber do falecimento da Jane Roberts, a mulher que tinha canalisado “O Material Seth”, “Fala Seth” assim com outras obras e informação que tinha vindo da parte do Seth. Perguntei ao John se o Seth retornaria para falar por intermédio de um outro canal.


JOHN: Sim, aquele que ficou conhecido por Seth retornará para falar através de muitos. Por esta altura esse indivíduo não deseja necessariamente suscitar um outro instrumento individual num grau similar de proeminência pública. Ele deseja despender as energias através de vários médiuns a fim de diversificar os ensinamentos que reuniram num corpo centralizado de conhecimento. Estará isto à altura do teu entendimento?” Eu respondi que estava, e a seguir o John disse-me que o Seth já tinha vindo por intermédio de vários canais desde a morte da Jane Roberts.


KIT: Quando falei contigo antes, disseste-me que eu tivera três vidas distintas como Essénio. Eu vejo o deserto, quando penso nessa era anterior, mas não consigo ver a vida que levava. Gostava de saber se me poderias revelar mais sobre ela.


JOHN: Eras habilidosa enquanto escriba nesses dias, e preservavas as tradições ancestrais. Os Essénios eram adoradores da natureza, e muitas vezes invocavam os anjos do sol, os anjos das quatro estações, e na verdade assemelhavam-se bastante aos Taoistas no sistema de pensamento que preservavam.


De facto os Essénios eram tão viajantes que chegavam a viajar até às regiões da Índia e penetravam no Tibete, sempre em busca dos conhecimentos que outros povos tivessem para partilhar com eles e ao mesmo para partilharem a sua própria sabedoria. Eles exerciam influência em elevado grau sobre os Brâmanes, os Taoistas e os Budistas.  A atracção que sentes tanto pelo deserto como pela natureza procede do tempo que passaste entre os Essénios. Eles constituíam um grupo sofisticado de indivíduos que operavam as forças da natureza, levavam uma vida ascética no deserto, uma vida de simplicidade embora abundante.


A vida aqui descrita é uma com que sonho. Viver em contacto com a natureza, ao ritmo das quatro estações, operar com as forças da natureza, viver com pessoas letradas e de índole espiritual, pela minha parte jamais conseguiria pedir por mais. 


JOHN: Os Essénios dividiam-se em quatro partes. Existiam os que se entregavam a um asceticismo extremo que eram fundamentais para a comunidade e mantinham as bibliotecas e eram porventura alguns dos mestres mais profundos da comunidade. A segunda ordem Essénia podia criar família, e a terceira ordem podia casar e gozar de uma plena expressão sexual no intercâmbio, criar filhos e viver no quadro dos valores estéticos da comunidade, se o preferissem. A quarta ordem era composta por aqueles que eram considerados gentios, ou seja, os forasteiros, mas que eram mais do que bem-vindos na comunidade – os quais incluíam as influências transitórias tais como as dos mercadores e daqueles que viajavam pelas rotas do comércio. Na verdade, os Essénios estavam abertos a todos. Eles eram um povo Semita, que todavia se considerava mais como uma ordem religiosa do que uma ordem racial.”


Steve Diamond, meu amigo e editor, teve uma sessão com a Verna Yater, o canal, durante o curso do trabalho que fizemos para este livro, e quando perguntou à Indira se ele, a Verna e eu alguma vez tínhamos encarnado juntos foi-lhe dito que sim, e que não tinha sido por acaso que nos reunimos nesta vida, ou “fase” conforme é referido pelo Espírito. Incluo alguma da informação proveniente dessa sessão por reflectir directamente a informação que me  tinha sido dada pelo John acerca das vidas passadas entre os Essénios:


INDIRA: Vós os três, (Verna, Kit e o Steve) não vos reunistes por acaso. Estivestes juntos uma quantidade de vezes, e certa vez entre os Essénios. Nessa altura e local trabalháveis em conjunto, tanto no campo do ensino como no da preservação da informação. Vireis de novo a preservar informação. Só que não é destinada unicamente à divulgação, mas para ser preservada. Cada um de vós tinha um papel diferente, mas cada um era mestre, nessa altura. Aquele que serve de canal neste período particular (Verna) era uma grande preservacionista de documentos, e trabalhou com aqueles que se tornariam nos Pergaminhos do Mar Morto. Ela era quem mais insistia em que tudo devia ser preservado ainda que o Espírito comunicasse que não seria possível preservar tudo. Descobrireis de novo que por vezes há necessidade de simplesmente preservar e passar para um determinado segmento, entendes? Aquela que é conhecida como a vossa Kit no momento, era alguém que entendia plenamente as artes do relacionamento com as pessoas, com os indivíduos de natureza diferente. Ela nem sempre estava nessa comunidade particular, por viajar para as cidades, na difusão que fazia da informação.


A Indira continuou a dizer ao Steve que ele tinha servido como escriba, e tinha anotado a informação e os ensinamentos em folhas de papiro e tinha o cuidado de ver que não só que tais apontamentos fossem correctamente anotados para preservação futura, mas igualmente que aqueles que viviam na altura tivessem clareza de compreensão quanto à informação. O Steve foi escritor toda a sua vida desta vez, facto que não poderia ser mais adequado.

A indira continuou contando ao Steve sobre os costumas da época. Os Essénios adoravam o sol como A Luz, o que significava Deus, e tinham cerimónias diárias em que acolhiam o sol e o efeito que causa sobre o nosso planeta.


Nessas alturas eram entoadas orações, tocavam o antigo instrumento musical chamado shofar, e noutras alturas tinham danças rituais, não muito diferente daquilo a que chamamos Tai Chi. Prosseguiu descrevendo diversos aspectos da vida levada entre os Essénios. Alguns vivam em cavernas, consideravelmente afastados dos demais, outros deslocavam-se para as cidades, enquanto outros se dedicavam a disseminar a luz, conforme eu fazia, a transmitir o conhecimento, para retornarem apenas a centros como o de Qumram para restabelecer contacto, por assim dizer, com os outros membros do seu acampamento comunal particular, assim como com a natureza. Eles estavam bem informados em relação aos seus corpos assim como em relação às suas mentes, e os filhos deles aprendiam auto-hipnose, e tinham permissão para explorar e se familiarizarem com o estado do sonhar. Também eram encorajados a interpretar os sonhos e eram assistidos nisso pelos mais velhos.


INDIRA: Incluído em todo esse “currículo” conforme lhe podereis chamar, com toda a naturalidade, estava o estudo e o conhecimento das estrelas. Alguns especializavam-se nele, e penetravam num estudo mais intensivo, mas geralmente era do domínio do conhecimento geral por entre o grupo. Também se dava muito preparo quanto à beleza que os rodeava e os locais de habitação. Embora por vezes se acredite que fossem austeros, bom eram austeros apenas no sentido de não haver muitos estranhos presentes. Mas havia uma beleza magnífica sob a forma de poesia, e uma beleza magnífica que era criada sob a forma de tapeçarias. Mas tudo se passava num ambiente de simplicidade - não era de forma nenhuma uma existência desordenada.


Os meus gostos de hoje são similares. Não suporto a desordem, embora qualquer pessoa que veja a minha secretária ou mesmo, por vezes, a minha mesa de jantar, cheia conforme está, muitas vezes, de papéis, papéis e mais papéis, sentar-se-ia e pensaria que esta mulher deve sentir-se infeliz ao estar rodeada de toda essa confusão. E para dizer a verdade, tolerar tal coisa traz-me um travo de desconforto. Por vezes detenho-me e interrogo-me quando melhorarei a situação, mas com toda a sinceridade não sei quando será. Será uma condição cármica?


Na segunda sessão que tive com o Kevin Ryerson, o John veio de novo e debateu as mudanças terrestres que estão a aproximar-se, que tinham sido previstas há séculos e que actualmente se estão a dar com uma regularidade considerável. Eu estou a escrever isto em Novembro de 1985, e só esta manhã ouvi nas notícias falar do terramoto completamente inesperado que se deu em Armero, na Colombia. Um vulcão, inoperacional há quinhentos anos explodiu ontem e a extensão dos estragos ainda não é conhecida, nem tampouco o número de mortos nem o volume de destruição provocada na cidade e nas aldeias que se situam mesmo sob a encosta do vulcão, embora os relatos iniciais apontem para mais de 25000 mortos. A costa nordeste da nossa nação foi devastada por cheias sem precedentes, tal como as terras baixas dos estados adjacentes até à Costa do Golfo. Aqui na Califórnia, os terramotos podem sempre ser, se não esperados, certamente percebidos como acontecimentos possíveis de se dar. Com o Monte de Santa Helena em erupção, terramotos na Europa, cheias na Ásia, parece cada vez mais evidente que as antigas profecias se estão a tornar verdade. O planeta está a avisar-nos que abusamos dele por demasiado tempo, e é tempo de lhe darmos ouvidos.


KIT: John, eu tenho certas perguntas acerca do previsto deslocamento do eixo da terra que me foi dito que iria ocorrer nos próximos anos - antes da virada do século.


JOHN: Primeiro, esse deslocamento já teve início. Desde as profecias originais dispensadas pelo indivíduo chamado Andrew Jackson Davis e a parte conhecida por Edgar Cayce, a terra deslocou-se sobre o seu eixo um quarto completo de um total de três quartos de um grau. O deslocamento que está previsto consta unicamente de mais quatro, no máximo cinco graus, e circunscreve um processo gradual. Contudo, nos próximos dez a quinze anos, a terra deslocar-se-á desde mais um quarto até quase um grau completo. Isso provocará mais actividades radicais tais como a contínua actividade vulcânica no continente Norte Americano, que é considerado como extremamente peculiar. Além disso, a reactivação de muitos vulcões e terramotos e mudanças nos ciclos do tempo devido a isso. Por exemplo, a contínua saturação das vossas terras desertas ao ponto eventual de se tornarem semitropicais.


KIT: Isso parece interessante. Nesse caso não devemos esperar quaisquer inversões, não esperaremos voltar ao que pensávamos serem os padrões “normais” do tempo, por esse vir a tornar-se padrões de tempo normais, suponho. Será isso correcto?


JOHN: Correcto.


KIT: Quando o deslocamento do quarto de grau final suceder, isso implicará mudanças significativas no clima, não? E mudanças significativas geográficas e topográficas, com afundamento de terras e surgimento de nova terra. Será nesses termos?


JOHN: Será gradual. Uma aceleração do que tem representado até à data um processo gradual. Por exemplo, a erosão das terras a sul da Califórnia, no extremo sul, mais na direcção de Baja na mesma área. Erosão provocada pelo oceano, pelas forças das marés, de modo que eventualmente essa área de terra será coberta por água. Essas tempestades e tremendas forças das marés que estiveram em operação e que ameaçaram a vossa costa revelar-se-ão graduais. Dar-se-ão forças semelhantes provocadas pelas marés a essas ao longo de um processo de quinze a vinte e cinco anos. Todavia, a vossa região de Santa Barbara revelar-se-á eventualmente mais estável por se dar uma gradual elevação ou deformação da massa terrestre de forma as Ilhas Channel poderem eventualmente agir com uma barreira contra esses tipos de forças.


Sinto-me encorajada, é claro, pelas palavras do John acerca do futuro de Santa Barbara. Conforme foi dito que certa vez fez parte do continente chamado Lemuria, a massa terrestre que desapareceu sobas águas do pacífico, na realidade com um acontecimento semelhante em relação à Atlântida, as observações feitas pelo John sobre a deformação e elevação das Ilhas Channel pode referir-se ao reaparecimento da Lemuria. Grande parte do que me foi dito, sobre as vidas passadas, acontecimentos ao nível planetário, métodos de tratamento dos desperdícios tóxicos, foi (ou está em processo de ser) corroborado por outros físicos, quer em publicações com que subsequentemente me cruzei, quer nos noticiários, como mesmo em sessões de transe com outros canais. Quando este livro for publicado, terei interesse em ver de que forma irei ser classificada. Crédula será certamente um dos rótulos que me aplicarão, mentalmente instável poderá ser outro – mas na verdade não tem importãncia. Eu escrevo aquilo que creio corresponder à verdade e o tempo revelará o resto.
Na foto: Kit Tremaine

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