quinta-feira, 6 de junho de 2013

ESCOLHA & FÍSICA QUÂNTICA





Há anos e anos atrás falamos sobre o plano causal, esse plano físico que têm que de facto fica a seguir ao plano astral, neste que é bastante ilusório, certamente, mas que também é o vosso mundo físico, que efectivamente “vos está a acontecer”, para o citar nos termos com que estão familiarizados; e falamos do plano astral, que conceptualizam como localizado acima quando de facto de uma forma mais clara vos circunda e penetra, de uma forma não local, mas no entanto, onde as concepções e as probabilidades têm existência, esse plano causal da realidade que ainda representa uma ilusão, vejam bem, por ainda fazer parte da vossa ilusão, por fazer parte do que vocês, enquanto consciência humana criaram.


Certamente, é onde todas as causas e efeitos, tudo quanto é possível – TUDO QUANTO É POSSÍVEL! - tem existência; pilhas de causas, pilhas de efeitos, conforme se diz em tom de gozação, como se estivessem amontoadas em armazéns; tudo à espera de ser interligado, reunido, causas à espera que um efeito lhe dê razão de ser, que lhe atribua um objectivo, que lhe faculte um elo de ligação com a vossa ilusão; uma intenção, um efeito que lhe confira um elo de ligação com o vosso mundo.

E conforme dissemos, podem alterar o estado de consciência numa meditação e erguer-se e flutuar rumo a esse plano causal onde as causas e os efeitos aguardam, para aí os interligarem vocês próprios, conscientemente, e de seguida os largarem através deste orifício – também possuem um sítio seguro lá, de onde podem “soltar” essas coisas que querem criar, as coisas reais de que gostaríam de ter na vossa realidade; soltá-las. 


Mas de facto isso é o que estão a fazer o tempo todo, porquanto ao criarem a vossa realidade, conforme toda a gente cria a sua realidade; estão, num certo sentido, a viajar, não na forma física mas em termos de consciência, até esse plano, causal para pegar nas causas que querem e pegar nos efeitos; ou pegar nesses efeitos para os ligarem às causas – mais frequentemente por essa via, mas podem descobrir: “ Quero que esta coisa ocorra, mas a que será que isso me conduzirá?” Mais frequentemente o que querem é: “Eu quero isto, por ser no que me quero situar. O que é que me poderá conduzir a isso?” E trazer isso de volta ao se manifestarem nesta ilusão holográfica que é a vossa, projectada através do vosso cérebro holográfico, ou seja, projectada através da mente.

E dissemos que se o conseguirem fazer de um modo consciente, se puderem ter consciência disso, em vez de enviarem o vosso pensamento daqui e o vosso sentimento daqui e o vosso desejo daqui (indicador de dispersão), através do resto do físico e através do astral e por intermédio do causal para de seguida voltar novamente – se conseguirem encurtar a distância, por assim dizer - e tal acção representaria ir directamente até o plano causal (NT: Imaginação e ressonância) e daí reuni-las e soltá-las, e depois, conforme dissemos em tom de brincadeira, apressar-se de volta, para se anteciparem a elas. (Riso)


Mas muitos de vocês - ao trabalhar com o plano causal e muitas vezes também com o plano subliminar - descobriram que muitas vezes se lhes antecipam, ao saírem da meditação e o telefone tocar ou suceder isto ou aquilo, ou ao descobrirem o que tinham perdido ou ao obterem aquilo que queriam - e isso pode-se tornar muito rápido se o desejarem e se o permitirem.

Esse plano, o plano causal de todas as possibilidades, falamos então de como as possibilidades – todas as possibilidades - se tornam prováveis quando as sobrepôem às vossas possibilidades, ao que vocês consideram possível na vossa realidade. Quando isso se sobrepõe ao que é absolutamente possível, aquilo em que se sobrepõe é chamado probabilidade – que em ciência é chamado “Possibilidade ao Quadrado”. E depois, é claro, a realidade sobrevém na vossa ilusão, na vossa realidade.


Sugerimos então, que parte da razão da dificuldade, uma das coisas a ter em mente ao trabalhar com o plano causal é que ele resulta, e o que quer que soltem por intermédio dele obterão; sempre obtêm o que querem, dissemos nós. Sempre conseguem aquilo que querem! Por conseguinte se aquilo que soltarem não surgir precisarão lidar com o facto de não o terem querido; “Eu não o desejei! Mas eu desejei! Bom, se eu não... por… sempre obter aquilo que quero.” 


De forma análoga, não há muito tempo em Los Angeles falamos da permissão de cicatrização dessa conclusão, de permitirem a cura do vosso “objector” protector, de modo a poder tornar-se numa protecção contra a objecção. Mas também dissemos que se quiserem permitir isso, terão que lidar com a questão da responsabilidade – porque se usarem dessa vossa conclusão agora, isso ficará resultará da vossa escolha; que se não conseguirem afastar-se do “A criança em mim levou-me a cometer isso. É tudo culpa da minha mãe; é tudo culpa do meu pai. Foi o que a minha ex me fez.” Isso pode ter sido verdade, mas entendam: “Se eu permitir que isso seja cicatrizado e isso voltar a surgir, aí vou ter de lidar com o facto de o ter permitido. Eu permiti isso!” Mas isso não precisa representar um golpe, não precisa representar um castigo; isso pode representar a mais incrível libertação.


E do mesmo modo, têm esta conclusão que têm trazido a reboque, e que os tem vindo a trazer a reboque; essa conclusão que os tem impedido de alargar a questão a fim de o distinguirem. Por mais que possam falar nisso, por mais que possam teorizar sobre isso, por mais que possam ansiar por isso jamais se permitiríão mesmo fazê-lo, não por que não possam, nem por que não possa ser conseguido - por não envolver limitação nenhuma, mas uma observação – só que enquanto a conclusão que trazem atrelada, não se permitireis efectivamente atrair a nova conclusão, que os separe. 


Permiti que essa conclusão fique para trás, pelo que: “Se eu voltar de novo à minha linha de fundo,” isso representará uma opção. Mas isso não tem que representar uma incriminação, mas pode ao invés ser factor de libertação: “A razão por que controlo neste momento deve-se ao facto de optar por o fazer. A razão por que me encontro a sentir autocomiseração neste instante deve-se ao facto de sentir pena de mim próprio. É ao que escolho dar atenção.” Existe uma intenção por detrás disso, existe uma razão para isso, só que é conjurada. “Se der por mim constantemente a repensar nos fracassos e em todos as tristezas, isso evidenciará a intenção que realço – não será?” LIga essas coisas em conjunto. A intenção é o que articula a informação, conforme referimos há um mês atrás. E por conseguinte, se subitamente derem por vocês sentados a lamuriar, e surgir a ideia de quanto estava com quinze anos e foram totalmente humilhados no décimo ano ou por aí: “Porque estarei a pensar nisso? Não sei mesmo! Simplesmente surgiu-me essa ideia...” Não surgiu, não! Prestaram-lhe atenção, fisgaram-na e trouxeram essa ideia ao presente. “Mas, eu tenho pensado nisso, tenho prestado atenção a isso, tenho uma intenção, estou a interligar isso tudo, com o meu instante presente. Porquê?” 


Mas do mesmo modo, “Se me sentir assustado com a liberdade, assustado seja com o que for que se apresente na minha linha particular, torna-se libertador perceber que agora é consciente; talvez não tenha sido…” – mas foi – “mas talvez eu não tenha tido consciência disso. Eles sabem que eu não podia ter tido consciência disso, porque...” Mas agora é consciente! 


De modo que, para deixarem que isso possa eclodir, para perceberem que não quer dizer que jamais venham a controlar, ou que jamais venham a sentir orgulho, nem que jamais apliquem a vossa conclusão. “Mas de agora em diante sempre que o fizer vou ter consciência disso.” E isso faz parte da responsabilidade do “ser livre”.


Assim, à medida que continuarmos a falar convosco provavelmente sobre aquilo que descobriram ou do que percebem ao longo dessa linha, agora em retrospectiva e aparte, daquilo por que se sentem ansiosos, e daquilo de que se desviam que tenha acontecido, para buscarem o que venha a ser; o que surge quando veem para onde se encaminham, o que estão a criar, o que querem criar, os sonhos que têm, os sonhos de um futuro ideal que possam ter...

Todavia, antes de começarmos, queríamos dar uma espreitadela e falar um pouco – conforme já o fazemos há tanto tempo - sobre a escolha. E conforme dissemos, queremos falar um pouco sobre física, está bem?


Ora bem, os físicos não dispõem de todas as respostas, mas estão a dirigir-se numa direcção que é muito interessante, estão a dirigir-se numa direcção que é muito importante. E é igualmente importante compreender que a percepção intelectual de qualquer coisa pode ser válida, mas não é o que faz o mundo funcionar, não é o que vos altera a realidade. E o que pretendemos dizer com isso é que muitos físicos estão bastante cientes de ser a consciência e a escolha consciente que criam esta realidade, mas ainda assim pensam e fazem com que seja verdade que não dispõem de alternativa.

Mas, muito embora intelectualmente o compreendam, não o estão a viver. Tal como a compreensão intelectual não lhes garante que vivam, mas sim aquilo que compreendem. Entendam que o móbil nisso, a chave nisso assenta no facto da escolha, mas é válido buscar por meio do intelecto, é válido compreender a informação, e assim vamos dar uma olhadela...


Já mencionamos antes que muitos de vocês, na busca metafísica que empreendem, investigaram e leram alguma da informação técnica para leigos que se encontra actualmente maravilhosamente ao dispor para tentar compreender a mecânica da Física Quântica. E basicamente não vamos mencionar tudo… por deus, nem pensar. Basicamente vamos querer abordar algumas coisas nesta tarde; antes de mais, evidentemente, a compreensão da verdade sobre a teoria da onda e da partícula. E isso substancialmente consta do facto de que, não observadas, as partículas, as unidades quânticas conforme são designadas, as partículas quânticas ou as energias quânticas funcionam como ondas, até serem observadas. Enquanto ondas, não são visíveis; não conseguem ver uma onda a funcionar. Podem ver o resíduo, podem ver o reflexo, podem ver a manifestação, mas unicamente quando a observam. Não observada, não a podem ver; daí a questão, que já conhecem, por ser proverbial: (NT: E pertencer ao domínio do Zen Budismo) “Se uma árvore cair numa floresta onde não está ninguém, fará ruído?” E a resposta é que não. Mas nós acrescentaríamos o seguinte: Se uma árvore cair numa floresta em que não esteja lá ninguém para a observar, a árvore não existe nessa floresta - e não só apenas a floresta. 


Quando não é observada, não está lá, por retornar à sua função de onda. Assim que algo for observado, assim que uma partícula ou unidade quântica é observada, então comporta-se e funciona como uma partícula. Agora, os vossos cientistas demonstraram isso repetidamente, por certo, pelo menos durante os últimos cinquenta anos no mínimo - no caso dos electrões. Sabem, por exemplo, que esta cadeira não é sólida mas que de facto é composta na sua grande parte por espaço e por um certo número de átomos, e que esses átomos se movem a uma determinada velocidade que gera esta densidade. E se conseguissem olhar de perto veriam a estrutura molecular desta cadeira particular, ou mesa, e perceberiam ser composta em grande parte por espaço e por átomos, átomos compostos por protões e um núcleo e por electrões em rotação.


Mas os cientistas também estão bem cientes de que a diferença existente entre um átomo e outro é medida pelos componentes do seu núcleo – o número de protões ou componentes do núcleo - e pelo número dos electrões. A água, conforme saberão, é composta por H2O, não é? O que quer dizer dois átomos de hidrogénio e um de oxigénio. Dois átomos de hidrogénio interligados a um átomo de oxigénio, e voilá - água! Uma molécula, não água no sentido lato, mas uma molécula de água.

Agora, os electrões – o electrão, por se tratar de um somente - que gira em torno do oxigénio, é do mesmo tipo de electrão – um electrão é um electrão, entendem? – que gira em torno do núcleo do átomo do hidrogénio, e é o mesmo que os vários electrões que giram ao redor do núcleo do oxigénio. Consequentemente, um electrão, estão a entender, baseado no número que tem... eles são todos o mesmo, o electrão do hidrogénio e o electrão do oxigénio são do mesmo tipo de coisa e apenas variam no número. Do mesmo modo o protão, que é composto das mesmas “matéria”... e por conseguinte, se tivéssem que acrescentar uma quantidade de electrões a esse particular hidrogénio ele tornar-se-ia oxigénio, na mudança que sofreria na frequência de vibrações. 


Quando combinam dois átomos de hidrogénio e um átomo de oxigénio, essa combinação torna-se numa molécula de água; combinam um punhado delas e obtêm uma poça e se continuarem eventualmente obterão aquilo a que chamam de oceano. Mas um electrão é um electrão, entendem? E funciona ou gira numa trajetória que os vossos cientistas sabem ser provável e não vigente: “Provavelmente estará a fazer isto. Não sabemos onde ele se encontra, mas provavelmente encontra-se aqui, ou ali, ou acolá. O que sabemos é que ele se encontra onde quer que o observamos, onde quer que optarmos por o observar. É aí que ele surge. É provável, esse electrão que gira...

Mas do mesmo modo, esse electrão é composto de partículas subatómicas. De facto esta mesa, esta cadeira, é composta de partículas subatómicas, aquelas pequeninas rotações de energia, que nem mesmo chegam a ser electrões mas, biliões deles, que formam um electrão, de modo que quantos biliões mais... é imperscrutável! E até serem observadas essas unidades funcionam como ondas.


Mas os cientistas pegaram, por exemplo, num electrão... vamos voltar atrás… pegaram em vários electrões e disparam-nos por um canhão de electrões ou seja lá o que for, disparam-nos através daquelas pequenas ranhuras ou aberturas, e fizeram-nos sem olhar (faz uns gestos de mímica, o que é seguido de riso). E quando não olham, esses electrões passam por essa abertura e do outro lado dela criam uma função de onda. Não se trata de uma onda, mas da função de uma onda. E quando esse electrão deixa a sua marca, ou muitos, muitos, muitos electrões deixam a sua marca, deixam o que se parece com a marca de uma onda, de muitas ondas que por ali passaram. 


Quando, ao invés, resolvem observar esse electrão ou essa multiplicidade de electrões, então eles comportam-se como partículas e deixam um padrão que sugere que tenha sido bombardeado por pequeníssimas partículas e não por uma onda em absoluto. O que acontece é que no mar de energia tudo funciona como uma onda. Quando é observado, os vossos cientistas dizem que colapsa a função da onda na partícula. Quando não é observado, o colapso retorna à função da onda.


Agora, uma vez mais, nos seus laboratórios científicos os cientistas demonstraram isso repetidamente, satisfazendo todos os critérios da ciência, todos os critérios da avaliação científica e de facto demonstraram a onda e a partícula; e que quando não é observado, aí a coisa porta-se sob o modo de função de onda. Se colocassem um gravador na floresta, por exemplo, e a árvore caísse, estaria a ser observada, e consequentemente escutariam o ruído. Mas sem ele, não faria o menor ruido; criaria ondas, entendem – mas mesmo agora sabem que o som é composto de ondas, e que é o ouvido que capta essas ondas e as converte – observa-as e elas colapsam em partículas. Sabem que existem sons que não conseguem ouvir, não é? Sabem que há sons que não conseguem ouvir, sob a forma de função de onda; elas não entram em colapso, e vocês não ouvem o que quer que seja.


Existem ondas de cor que não conseguem vislumbrar; são incapazes de as observar, e por conseguinte, jamais entram em colapso na função de partícula. Os arco-íris, não é? Não são maravilhosos? Terão alguém conhecido que deteste os arco-íris? (Riso) Alguém que contemple um arco-íris e se sinta infeliz? Pelo menos por um instante vão sentir-se contentes, e de seguida recordarão a razão por que devem sentir-se tristes, por estarem no modo de autocomiseração ou por olharem para o arco-íris e associarem o desejo de serem felizes e desejarem que a felicidade alguma vez surgisse na vossa vida. Mas aí já não estarão a olhar para o arco-íris, estarão? Estarão a olhar para a própria infelicidade que sentem. O arco-íris, e por vezes vêm alguns muito belos, que vão do vermelho (que conseguem mesmo ver), e passam pelo laranja, pelo amarelo e pelo azul, é claro, e pelo verde e pelo violeta; que lindo... Mas aquilo que não conseguem ver é o ultravioleta. Aquilo que não conseguem ver é o infravermelho. Não conseguem vê-lo, entendem, porque não conseguem observá-lo. E por conseguinte, não entra em colapso na função de partícula correspondente. Mas exerce impacto em vós. De facto, parte da razão por que os arco-íris os levam a sentir felicidade, deve-se ao facto da luz infravermelha ser uma luz curativa. A luz infravermelha cura.


Há imenso trabalho que está a ser levado a cabo na comunidade científica em relação às propriedades curativas da luz infravermelha. Conseguem ver a luz vermelha, mas ela também emite a luz infravermelha e representa uma luz de cura. E alguns dos medicamentos energéticos estão a operar coisas miraculosas e passíveis de demostração com a cura pela luz vermelha. Embora não consigam ver a luz ultravioleta, ou a infravermelha, elas exercem impacto sob a forma de função de onda, muito embora não sejam visíveis.


Cremos que todos tomaram consciência de que a luz ultravioleta, muito embora a não consigam ver, exerce impacto, a que chamam queimaduras solares, ou melanoma, conforme a medida que quiserem que isso adopte. Onda – não a conseguem ver, mas está presente. Ela não se torna partícula, não se manifesta, até ser observada.

 

Onda - partícula, não localidade - observação. Um dos primeiros conceitos que os físicos apontaram e demonstraram com clareza, e que a propósito toda a ciência aceitou, até mesmo aqueles que não aceitam os físicos da mecânica quântica – e há muitos que não os aceitam – é que, num experimento não existe coisa tal como observador. (NT: Em separado, subentenda-se) Que assim que o observamos, tornamo-nos participantes. Assim que observam isto tornam-se parte disto. Se se encontrarem aqui a observá-lo, será onde o colapso se irá dar. Como poderá o colapso dar-se aqui? Por se encontrarem lá! Porque não poderia ocorrer ali? Por não estarem alí! Se tivéssem acorrido ali para o observar, ter-se-ia colapsado ali. Mas a vossa participação, ao observarem aqui ou acolá, isso altera o resultado, não é? Não podem prever... ou melhor, coloquemos a coisa nos seguintes termos: não podem ser expectadores, porque tão logo observarem tornar-se-ão num participante.


Vejam, esta é a coisa por que, conforme dissemos ainda outro dia, aqueles que estão tão determinados na destruição do vosso mundo, apontam para uma altura em que ninguém está a observar, a título de prova, enquanto descartam totalmente o facto de se encontrarem aqui e agora, e estarem a participar: “Ah, isso não importa.” Mas a questão reside no facto de que não pode deixar de ter importância; não podem ser expectadores. São participantes. Pela própria função da observação alteram a natureza da realidade. Desde a função de onda até ao colapso na partícula.


Bom, isso foi demonstrado. Olhemos a coisa pelo seguinte ponto de vista. Trata-se de um experimento divertido, ah-ah, que não se consegue pôr em prática, mas a que se chama experiência da dupla ranhura. E basicamente aquilo de que é composta é de um maravilhoso aparelho que os cientistas armaram para testar algumas dessas coisas como uma placa de um material qualquer, que contém um pequeno orifício com duas ranhuras. E deste lado têm uma película sensível que capta e mede. E quando bombardeiam essa placa com electrões, o que é que acontece? Os electrões vão atravessar as ranhuras, sem serem observados, assim (…), como uma onda, mais uma onda. Claro que o que vai acontecer é que deste lado, à medida que esta onda atinge a película vai criar uma linha de uma maior concentração onde essa onda entra em colapso. Por a placa se tornar observador, não é? Portanto, assim que a onda atinge a placa, entra em colpaso. Isto sobrepõem-se e vai se gerar uma maior concentração, de modo que o que acaba por acontecer é que… a experiência não é observada (mas a placa observa-a se quisermos) de modo que se obtêm estas configurações onde se dá a concentração – que representa o padrão da onda, por funcionar como uma onda. O electrão que entra por aqui vai bater nalgum sítio, provavelmente aqui ou aqui ou aqui ou aqui… ou aqui.


Não sabemos onde vai bater – por se tratar de uma função de onda. É uma função provável, não se encontra efectiva; é uma função provável. O electrão que chegar por aqui também irá bater ali, entendem, mas o bombardeio deles irá criar um padrão que nos possibilitará que digamos que provavelmente venha a atingir qualquer destes inúmeros sítios e não entre eles – com toda a probabilidade. De modo que obtemos toda esta imensa concentração, ou faixa de frequência de ondas.


Ora bem; se observarmos tudo isto: “Ora vamos lá ver…” Observam o bombardeio de electrões que fazem, mas com que é que acabam? Aquilo com que acabam, nesta película, nada disto se revela - nada disto nem nada daquilo. Somente dois –aqui e ali. Directamente, por o electrão agora passar directo na qualidade de partícula. Entrou em colapso e tornou-se numa partícula. Bum, bum, bum… Os electrões que se acham aqui não batem, por serem partículas, pelo que não batem nem atravessam as ranhuras; não existem aqui marcas nenhumas. Apenas aqui e aqui. Assim, podemos observar este bocado de fita e apurar se alguém terá observado este experimento ou não. Se o tiverem observado verificarão dois sítios em que os eletrcões terão batido,repetidas vezes. Se não o tiverem observado, então verificarãoum padrão de onda que terá atingido muitos sítios diferentes. Na verdade ela terá batido por toda a parte, mas de forma mais concentrada, onde se nota a sobreposição é em determinados locais.


Estão a acompanhar-nos? Muito bem…


Bom, vamos fazer uma outra coisa – vamos tornar isto um pouco mais complicado, está bem? Vamos afastar este lamaçal todo e deixar somente a dupla ranhura. “Vamos lá começar do zero. Uma nova ranhura dupla, mais um pedaço de fita de registo nova que não apresente nada sobre a sua superfície – nada, mesmo. E agora que é que vamos fazer? Vamos vencer o sistema. Garantido. Vamos disparar um electrão! Que irá acontecer? Não podemos olhar, não podemos observar. Mas vamos dispara apenas um electrão. Bom, que será que irá suceder a esse electrão? Vamos ver formar-se um padrão onda por todo desde o começo. Por o electrão, ao vir como onda, qual das ranhuras irá atravessar? AMBAS! Um electrão atravessa duas aberturas. Um electrão atravessa duas aberturas! Não uma ou a outra – ambas! Um electrão encontra-se em dois sítios ao mesmo tempo!


Que sucederá quando observamos? Obtemos um ponto – quer aqui ou ali. E se continuarmos a disparar um electrão, mais um electrão, mais um electrão, não obtemos cinquenta por cento deles a bater aqui e cinquenta por cento a bater ali – obtém-se um padrão onda. Quando não o observamos obtemos um padrão onda. Um electrão a atravessar dois sítios ao mesmo tempo. “Qual deles atravessou?” Passou por este. “Quererá isso dizer que não tenha atravessado aquele?” Bom, não. “Mas passou por este, por isso não deverá ter passado por aquele.” Bom, é, estave aqui e não esteve ali. Esteve aqui e não esteve ali. Uma e outra vez. Se o abservarmos agora, escolham e observem, e de repente vão obter estes dois, uma e outra vez.


Agora, uma outra pequena coisa. Que sucederá se o observarmos? Acendemos as luzes e podemos observar a coisa e conseguimos uma bela de uma luz brilhante por sobre a cabeça, de modo que poderemos ver, sem dúvida. E se observarmos um electrão a ser disparado de cada vez, vão obter isto… mas e se reduzirmos à iluminação, e se reduzirmos tanto a luz que só o possamos observar mais ou menos? Vão obter isto, mais isto, mais um indício disto mais um indício disto, mais um indício disto… Vão começar a ver o padrão de onda a surgir. Não, com a clareza que conseguiriam caso não o observassem; não ausente conforme conseguiriam caso tivessem observado, mas quando o observam mais ou menos, obtêm um pouco de ambos.


Observação – aquilo que determina a realidade – a observação! Aquilo que observam determina aquilo que veem. Aquilo que observam enquanto escolha consciente. Toda a gente conhece a história do gato de Schrodinger, não? A pretensa experimentação – que nunca chegaram a fazer, aqueles que gostavam de gatos. Coloca-se um gato da caixa com um frasco de veneno que o mataria instantaneamente, e com electrões, de tal modo que um dispositivo desencadeador era atingido por um fotão de luz de forma que ao atingir a artimanha libertaria o veneno e o gato morreria. Não aconteceu, certo? (Riso) Não, fiquem descansados. É uma das propostas absurdas dos cientistas: “E se…?” Mas claro que, o que se ouve contar é que no prazo de uma hora haveria cinquenta por cento de chance do fotão atingir a artimanha do veneno e do gato estar morto, e há cinquenta por cento de chance do fotão não atingir a artimanha e do dispositivo que desencaderaia o veneno não ser despoletado e do gato estar vivo. Assim, passada uma hora, qual das duas possibilidades se apresentará? Estará o gato vivo ou morto? Qual será real? Bom, uma vez observado, o gato tanto poderá estar vivo como morto. Não ambas as coisas. Ou função partícula ou a outra. Até observarem, o gato estará meio vivo e meio morto. (Riso)


“Impossível! Eu posso-me sentir meio morto após um dia infernal, mas os gatos não; isso não passa de discurso no sentido figurado!” Não. Com efeito o gato encontra-se meio vivo e meio morto. Isso não faz sentido no vosso mundo, mas num mundo mais real do que o vosso ele encontra-se meio vivo e meio morto. Ambas as possibilidades - AMBAS AS POSSIBILIDADES – e ambas acham-se presentes até que façam colapsar uma. Qual delas farão colapsar? Através de uma observação consciente – uma ou a outra. Sugerimos que seja aquela que escolherem.


Podem olhar e ver “Que foi que eu escolhi? Oh, o gato está morto. Creio que foi isso que eu escolhi…”

Mas vamos levar isto um pouco mais adiante. Vamos levar a experiência duplamente às cegas um pouco mais adiante. Os cientistas também fizeram um experimento incrível. É muito mais complexo que isto, mas basicamente estabeleceram a mesma ideia em que se tem um electrão a ser disparado através de uma abertura. E por meio de uma série de espelhos, caso esse electrão não seja observado, enquanto função onda pode aparecer ou dois sítios… Caso não seja observado surgirá aqui, mas caso seja observado, ele surgirá aqui, simplesmente devido à configuração, à forma como montam a experimência que é por demais complexa para sabermos como é que o fazem exactamente mas eles fazem-no. Tanto que, quando disparam o electrão, e não observam essee electrão – que se comporta como uma onda, embora invisível se comportará com onda – deixa uma marca, um padrão aqui, o que sugere que não foi observado. Porém, se o observarem, conforme no outro experimento, então de súbito ele mostra-se aqui porque de repente é aqui que as funções partícula vão surgir.

Ora bem, isso foi o que eles fizeram. Agora, eles também manipularam este artefacto, um meio pelo qual conseguiram disparar o electrão, e após ter sido disparado e ter entrado por aqui, eles conseguiam fazer a escolha de o observar ou não. Ou seja, após ter sido disparado, depois de ter passado pelo dispositivo, e consequentemente depois da decisão ter sido estabelecida pelo electrão, então os cientistas decidiam se iam observar isso ou não. Depois do facto!


Mas o que descobriram foi que, toda a vez que optavam por não observar, ele aparecia aqui, e toda a vez que optavam por observar, ele aparecia aqui. Mesmo apesar da escolha ter sido feito depois do facto! Nós sugerimos que a realidade não se torna realidade até que a observam, até que, pelo que a carta de demissão não chega a ser carta de demissão até que olhem. A resposta está em não olhar. (Riso) Esse experimento da divisão adiada, conforme é chamado, mas vocês podem ler acerca disso de forma muito mais detalhada do que o discutiremos aqui. Mas o conceito de que estamos aqui a tratar significa que fica ao critério da vossa escolha o resultado do experimento. Mesmo que essa escolha venha atrasada, ou depois do ocorrido. “Bom, agora é demasiado tarde!” Não é nada! Não é nada.

Um outro experimento que eles fizeram. Pegaram em duas partículas quânticas, uma vez mais, leptões, que eram idênticas, gémeas, correlacionadas, e dispararam-nos nesta e naquela direcção. Em direcções opostas por uma enorme distância. De forma que ficassem separados por uma distância significativa. E depois aquilo que fizeram, foi observar este electrão, e quando o fizeram ele entrou em colapso numa partícula. Que foi que secedeu ao outro? Colapsou instantaneamente. Colapsou instantaneamente em partícula e instantaneamente colapsou em partícula. Elas encontravam-se muito afastadas para que a luz se propagasse de forma instantanea. A luz não se propaga assim tão rápido. Por isso, não podia ter sido uma transmissão num fotão. Aconteceu algures fora do tempo e fora do espaço. Existe um elo chamado consciência no transcendente e no potencial. A escolha é o que o colapsa – a escolha consciente – é o que colapsa a onda em função partícula.


Bom, é tudo muito bonito e tem lugar nos laboratórios – só que é o acontece na vossa ilusão. A vossa escolha consciente. Encontra-se tudo aí ao dispor; aquilo que optam por observar é aquilo que colapsa, ao que vocês chamam real. Escolha. Mesmo uma escolha atrasada. Escolha consciente.
“Bom, quisera fazer escolhas desse tipo.” Vocês fazem, a toda a hora! Mas nós sugerimos que na medida em que se dispuserem a ser participantes, na medida em que essas escolhas forem potentes… quanto mais se dispuserem a dmitir e a aceitar que são um participante, mais potentes as vossas escolhas virão a ser.

As pessoas podem fazer com que a escolha pareça que sejam espectadoras, mas isso é uma escolha, e é o que colapsa do implícito para o explícito, do envolver para o revelar ou manifestar. Realidade. Aquilo por que optam por dar atenção é o que carregam do não local para o local, da função de onda para a função partícula; aquilo por que optam dar atenção, aquilo a que dão atenção é o que colapsa desde a função de onda até à função partícula. É assim que sucede. Foi assim que esta mesa chegou a existir. Com base na escolha. Não se lembram de criar tal escolha – mas isso não quer dizer que não a tenham feito.

“Bom, quererás dizer que se eu optar por inverter a opção dessa mesa neste momento ela desaparece?”

Sim, é exactamente isso que queremos dizer.

“Ah ah ah ah! Não acredito no que dizes!”

Bem o sabemos! É por isso que não receamos apoiar-nos nesta mesa. (Riso) Nós apoiamos o corpo do instrumento nela por estarmos seguros, mas tão logo algum de vós acreditar que o possam “inverter a escolha…” Muito bem, o limite da vossa crença é frequentemente muito elevado, com respeito a inverter a escolha de mesas, mas tampouco há necessidade disso no mundo. Que tal inverter a escolha de terem pena de si mesmos? Que tal inverter a escolha de se tornarem mártires? Que tal inverter a escolha de dizerem que não conseguem criar a vossa própria realidade? Existe uma necessidade crescente disso.

Há anos e anos atrás afirmamos que se quisessem fazer alguma coisa desaparecer não precisavam concentrar-se a fazer esforço – apenas precisavam deixar de a manter no lugar. Deixavam-na ir retirando a vossa atenção dela. Vocês invertem as escolhas uma e outra vez, e com tal rapidez! Agora, decerto que definem algumas dessas escolhas no etérico, definem algumas dessas escolhas nas vossas crenças, por as armazenarem nelas, e por conseguinte sempre que este particular “eu” escolhe, vocês exibem essas escolhas – tal como acreditam e as vossas atitudes o denunciam – dispõem-nas no etérico, sem dúvida por não quererem incomodar-se constantemente em escolher um piso seguro toda a vez que pousam o pé. (Riso)

Bom, deixem que lhes diga que fora destas portas não há nenhum atrio que dê para este hotel, mas se forem à procura ele estará lá. Estão a observar… mas não está lá agora.
“Ah, existe sim senhor. Se eu colocar alguma coisa lá fora e voltar para aqui e não observar, e quando lá voltar de novo ainda lá estará.”

Pois sim, mas não a estão a observar. Porque não desaparece, entretanto? Por causa da escolha consciente. É a vossa escolha consciente. E o quantum ao seu jeito serve de demonstração, ao seu jeito mostra-lhes que na vossa ciência aprovada, a realidade é um produto da escolha consciente.
Bom, onde os físicos quânticos ainda têm muito que percorrer, é no facto de pensarem que seja quando entra em colapso que se torna real – em vez de se tornar numa ilusão. A função onda é o que é real. Isso é constante; é determinado. É o colapso que representa a ilusão. E nós sugerimos que quando vocês o observam, o real torna-se numa ilusão. Sugerimos que a função onda nunca chega a colapsar-se em absoluto. O facto de vocês escolherem acreditar que sim gera a ilusão. A escolha consciente, mesmo depois de ter sucedido, determina os electrões e os protões que compõem os átomos e as moléculas, a matéria com que compõem a vossa realidade. Se a matéria de que esta mesa é formada constitui um produto da escolha consciente então esta mesa é um produto da escolha consciente. Se ao sairem desta sala se virem confrontados com raiva e mágoa e coisas feias e terríveis, isso será um produto da escolha consciente que se terá armazenado na vossa crença, e que vocês estarão a causar ou a permitir – a causar ou a permitir!


Agora; onde será que essa escolha consciente existe? Vocês têm parte dela na vossa realidade física, sem dúvida. Vocês podem escolher e possuem a capacidade de se tornar, conforme sempre dissemos, cada vez mais conscientes. Nunca afirmamos que fossem completamente conscientes daquilo que estão a criar, mas possuem a capacidade, estão conscientemente a criá-la, mas não têm completa consciência disso. Estão a tornar-se conscientes. É por isso que aqueles que dizem: “Estás a dizer-me que alguém que tenha sido atropelado por um camião terá criado isso conscientemente?” Sim, estamos, mas ele poderá não ter tido consciência disso. “Porque faria alguém tal coisa?” Poderá não ter tido consciência disso – mas podia ter tido. Vocês podem tornar-se mais conscientes da escolha consciente.

Parte da escolha que fazem é bastante consciente; vocês podem escolher qualquer dos vossos estados emocionais, podem escolher o estado mental, podem escolher as crenças e atitudes, pensamentos e sentimentos e decisões, e podem escolher as vossas alternativas, podem escolher a vossa imaginação, a vossa expectativa e o vosso desejo. E ao escolherem, dessas matérias-primas e utensílios podem conscientemente escolher tanto desta realidade quanto desejarem e optarem por ser conscientes disso, se decidirem participar nela. “Se eu não participar no tempo então parecerá que não disponho de escolha no que tocar ao tempo, mas se vier a participar, se me dispuser a participar, então de repente a minha escolha tornar-se-á mais potente. Se me dispuser a participar com a minha autocomiseração e a dmitir que esteja a optar por ela, então o poder que tenho de desfazer essa escolha tornar-se-á mais potente. Se, contudo, quiser fingir que não passo de um espectador, e que não o posso evitar, e que isso tenha tomado conta de mim, que não sei onde travar isso, não sei onde começar nem onde termina por a pena de mim próprio me ter aprisionado e eu não dispor de alternativa alguma, então direi: Tudo bem, eu vou optar por não o fazer, eu vou optar por não ao fazer, mas ainda me sinto…” Por a vossa escolha se tornar impotente. Por não aceitarem a participação.

Responsabilidade é o termo! “Vou ser responsável e a minha escolha tornar-se-á potente e eu poderoso.”

A escolha tem assento no consciente. Mas onde mais existirá? Disporão de escolha no vosso subconsciente? Não. Ele faz aquilo que lhe disserem! Podem colocar alguma aí – mas é uma opção que vocês estabelecem e não ele. O vosso inconsciente detém alguma escolha? Não. Contém informação – vocês estabelecem a escolha! “Consciente. Tenho mais ou menos uma ideia de onde é que isso fica. Escolha consciente…” (Riso) Alguns empurram-na para o subconsicente e dizem: Ssssh! Não digas a ninguém… Outros tentam colocá-la no inconsciente mas… Contem sentimentos e pensamentos, mas não escolha. Escolha é o que vocês fazem a esses sentimentos e a esses pensamentos. E isso é que faz com que esses sentimentos e pensamentos subitamente deixem de ser não locais, passem de repente de onda para partícula e se manifestem. A raiva que sinto manifesta-se; a minha mágoa, a pensa de mim próprio, a minha alegria, a minha felicidade, o meu pensar e o meu sentir. A escolha tem existência na consciência física.

Mas também existe para além disso, não? Também existe alguma escolha para além disso, e nó sugerimos que sim, que tem existência nessa não localidade, existe no estado de potencia, existe na função onda e existe no que chamamos de transcendente. É onde tem existência: fora do tempo e do espaço. Reside lá tanto quanto aqui – reflectido no etérico certamente, mas lá. No reino transcendente além do tempo e do espaço, no reino transcendente onde tudo é mais real e onde tudo é – não contrariamente ao plano causal, onde têm lugar todas as causas e feitos – no etérico onde se torna antes de se manifestar – o transcendente. Além do que é passível de conhecer, além da experiência, além do tempo e além do espaço, além da definição e da descrição. Além mesmo do provável e mesmo do possível; aí residem as escolhas mais potentes de todas. É inexplicável, é indefinível, mas depois, muitas das escolhas também o são, não é? 

“Como é que a escolha funciona? Como é que eu escolho? Eu escolho deixar de sentir pena de mim próprio e de repente consigo-o. Opto por deixar de controlar, e consigo-o. Decido dizer não ao martírio em mim e consigo-o. Não o consigo explicar; escolho isso muito simplesmente.” É inexplicável e é mesmo transcendente, e vocês podem trazer isso mesmo ao consciente. E se conseguirem abrir-se para com o transcendente, para com essa ressonância, podem estabelecer escolhas aí, que são muito mais potentes. Poderão participar na concepção do futuro, desenvolvendo e dirigindo. Se conseguirem aceder e abrir-se para com o domínio do transcendente, passará a fluir em ambos os sentidos – conseguirão penetrar no transcendente, e o transcendente poderá entrar em vós; poderão ir aí para estabelecer certas escolhas, e poderão trazer daí até aqui, a fim de estabelecerem certas escolhas.


(continua)

Transcrito e traduzido por Amadeu António



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