quinta-feira, 2 de maio de 2013

UMA EXPLICAÇÃO RESUMIDA SOBRE A NATUREZA DO CANCRO





Transcrito e traduzido por Amadeu Duarte


Só umas quantas observações acerca da natureza do cancro. Tem que ver com a mudança, sem dúvida, isso é nuclear, é o denominador comum. Pode ser um sussurro assim como pode ser um grito, dependendo da natureza desse cancro, em termos de ser diminuto ou amplo no sentido de mudardes: Precisas mudar, precisas mudar.”


Agora, dependendo do local em que surge, no organismo, nos homens mais particularmente o caso do cancro da próstata, isso prende-se com questões de segurança e problemas ligados ao prazer. Está relacionado com a maneira como obtêm esse prazer e essa segurança, e nos jovens, na maioria dos homens, no consenso geral por exemplo, obtêm o prazer e a segurança na produtividade e nos empregos, na intrepidez masculina e nesse tipo de energia que, na ideia deles se traduz pela importância do tamanho, e em que independentemente do tamanho físico que tenham, têm que ser os maiores idiotas do local, munidos do seu Mercedes ou Bentley, ou Rols Royce, com os seus dólares e uma jovem brilhante a acompanhá-los ou o ou seja o que for, como um símbolo.


A questão está em que tem que ser produtivos, o prazer e a segurança vem-lhes da produtividade que conseguem, e quando os homens envelhecem e atingem um ponto em que abrandam no trabalho; quando são mais novos tinham uma maior vitalidade e apresentavam-se acompanhados, etc., tinham mais energia e que podiam fazer coisas próprias de homens, e quando atingem uma altura em que se reformam e não mais se revelam produtivos e não se sentem seguros e não encontram prazer, e quando a pequena pílula – seja de que cor for – não mais parece resultar, sentem-se como se tivessem sido postos a pastar. Sentem o que as mulheres sentem quando não mais conseguem produzir filhos – numa sociedade chauvinista – e o seu corpo começa a dizer: “Muda. Tens de mudar! Precisas mudar as bitolas da segurança, precisas mudar as bitolas do prazer. 

Precisas descobrir outras formas de obter segurança; outras maneiras de descobrir prazer; outras formas de ser criativo, outras formas de existência a esse respeito, para além daquilo que fazes.” E, consequentemente, surge um cancro a esse respeito particular como uma mensagem de mudança.


Nas mulheres, do mesmo modo, o local em que lhes surge no corpo constitui frequentemente um reflexo do sítio em que estão a exigir – o seu inconsciente, o seu ser, a sua alma lhes está a exigir mudança.


Mas com respeito a isso, envolve muito mais do que mudança. O cancro também tem que ver com o encapsulamento da emoção: “As emoções que não quero sentir, as emoções que me recuso a sentir.” Frequentemente tem que ver com a raiva, por a raiva constituir uma emoção enorme: “Não vou sentir a raiva que me acomete, não vou expressar a raiva,” de modo que a enfiais no organismo. E o sofrimento, muitas vezes é enfiado na coluna vertebral (dor), ou nos joelhos, ou nos tornozelos ou nas articulações, por serem flexíveis, e conterem espaço para essas coisas. De modo que colocais essas coisas no organismo e enfiai-las lá e afastai-las.


Mas tendes um sistema imunitário no organismo, que diz: “Ei, que coisa é esta? Isto não faz parte do corpo; precisamos combater isto. Precisamos combater esta substância estranha, este elemento estranho que se apresenta neste joelho ou nesta mama, ou neste pâncreas ou fígado, etc.” E trata disso, mas isso não resulta, pelo que diz: “Vamos encapsular aquilo.” Essas células que crescem rapidamente e envolvem o elemento estranho. “Rápido!” “Pronto!” Só que essas células multiplicam-se num crescimento rápido.

“Parai! Não é suposto fazerdes isso; vocês não deviam passar de uma pequena cápsula ao redor daquela substância estranha, e agora estais a consumir o organismo!”

Raiva, mágoa, sofrimento, medo, encapsulados. Podem ser emoções positivas – por o vosso corpo contar em ser saudável; pode não contar que seja saudável, mas tem vontade de sobreviver; o vosso código genético proclama: “Mantém-te vivo!” Ainda que vos mate! E nesse sentido, há energia que entra em operação.


Noutras situações, as pessoas que têm vontade morrer, que desejariam ser de novo a criança que foram e começar tudo de novo, numa condição uterina. Vejam bem o vosso subconsciente não entende: “Ah, estás apenas a falar em termos metafóricos; não é isso que estás a dizer.” Não! O que ele diz é: Ah, muito bem!” E dá início ao encapsulamento, que por sua vez se transforma numa acção descontrolada que vos consome o organismo.

Mudai, e passai a funcionar de uma forma diferente, a fim de levardes toda essa propensão de um corpo adulto a um corpo de adolescente ou de criança de novo, tirando-lhe toda a sua força e poder, toda a sua energia, e confinando-o a uma cama; ainda é um corpo adulto, mas nesse estado torna-se incapaz de funcionar e de se alimentar, torna-o incontinente, leva-o a precisar usar fraldas. “Não estou a tentar matar-te; só te estou a dar o que pediste!” Agora, estamos a exagerar, em todos estes exemplos, a fim de vos ilustrar a questão. Não estamos a sugerir que aqueles de vós que tivestes, ou que estais a passar pela experiência do cancro, se encontrem nesse estado desmesurado, mas compreendam, essa é a natureza do cancro.


O que é preciso entender em relação ao cancro é que é imensamente complexo; é extremamente complicado na complexidade que apresenta, e nessa medida, proceder a um movimento qualquer no sentido de o curar torna-se complicado. E já surgiram progressos nesta ou naquela área, certamente, e muitas dessas coisas são trazidas de outras vidas enquanto muitas dessas coisas se destinam a tornar-vos cartógrafos na área da cura.

Existe todo o tipo de razões, e só estamos a mencionar esta em particular a exemplo do facto de não se tratar unicamente de uma enfermidade ou doença. Por que é que as pessoas criam tal coisa? Por que razão as pessoas precisam enfiar as emoções no organismo? Por que razão se recusam as pessoas a mudar? Por que razão precisam as pessoas de crescer e de aprender, nesse sentido, e de usar a realidade como reflexos delas próprias? Por precisarem crescer e precisarem mudar, por isso constituir a natureza e a graça que vos caracteriza. E nesse sentido particular, parte disso é muito torcido e distorcido e muito doloroso e muito trágico.


Mas a questão está em lhe responder, em curar – não tanto em eliminar a existência do cancro. Não façam isso! Não façam isso, gente! Deem-lhes a oportunidade de contraírem cancro, se for disso que precisarem para crescer. “Desculpa, não podes crescer desse modo! Não te é permitido crescer. Só podes crescer do modo que eu te disser!” Isso não resulta!


Nesse sentido, aqueles de vós que provêm da tradição das religiões ocidentais ou orientais, não tornem isso num erro; precisais dessas fundações para vos levarem a dar um passo para além dessa tradição e explorar a vossa metafísica e espiritualidade e a relação pessoal que tendes com Deus, com a Deusa, com o Todo; em vez do relacionamento institucionalizado que tendes com um deus masculino. Mas não retirem isso às pessoas. Não destruam as religiões tradicionais, por essas pessoas precisarem delas. Não ponham cobro à guerra nem orneis o mundo num local de paz, por haver quem precise da guerra e da violência e da energia da brutalidade. Vós não precisais; então não envolvam isso. Eles precisam delas. Não lhas negueis. Tende compaixão, mas não lhas negueis.


Nessa medida, a questão não está em eliminar o cancro, mas curá-lo, trabalhar com a cura do cancro. Mas com certeza que a forma como a tradição médica lida com isso é fazendo guerra ao cancro e lutando com ele, e destruir o organismo na esperança de que o cancro seja destruído antes de vós serdes destruídos. As ideias da quimioterapia: “Vamos disseminar químicos pelo vosso corpo, e debilitar-vos por completo na esperança de que debilitando-vos, o cancro seja debilitado e eliminado, erradicado primeiro. Mas não falam do que sentis, nem falam das mudanças a que ides proceder, não falam daquilo que estais a tentar dizer a vós próprios, do que se esteja a passar, etc. “Olha, nós cortámos-te isso, livramos-te disso, etc., e tu vais ficar bem.” Mas não ides, e o que muitas vezes acontece, por exemplo, o que muitas vezes acontece é as pessoas removerem um cancro através da cirurgia, ou da quimioterapia ou da radioterapia ou seja o que for que o protocolo subentender: ninguém fala das emoções, ninguém menciona o significado que as emoções têm, ninguém fala da razão para permitirem tal realidade, da razão por que terão optado por criar uma tal realidade para lidarem com isso. Tudo o que fazem é livrar-vos daquilo.


E muitas vezes – já ouviram falar dos casos, e conheceis gente a quem isso já aconteceu. Em que um cancro de mama foi curado e reaparece como um tumor cerebral; em que um cancro do fígado terá dado lugar dos ovários e em que a um cancro da próstata dá lugar a um cancro dos nodos linfáticos e posteriormente num cancro ósseo, e em que surge como uma represália. Conheceis casos de pessoas que foram submetidas a cirurgias e abertas de cima abaixo só para exporem o cancro ao ar, que posteriormente se multiplicou exponencialmente, e no decurso do que morrem dentro de dias ou meses. Por que razão acontecem tais coisas? “Por ninguém me dar ouvidos! Por ninguém me ouvir a dizer: Muda! Muda! Razão porque tenho que dizer, embora por outros modos: MUDA!” Só que por vezes já é demasiado tarde. Outras vezes: “Não tenho o que é preciso!”


Assim, não eliminar, mas dar ouvidos, descobrir maneiras de o curar que incluam a utilização das profissões médicas, como mágicos que são, com as suas poções e a magia dos movimentos que empreendem; o modo como movem o bisturi, as braçadeiras e isto e mais aquilo; os movimentos que fazem enquanto a música toca, e cantam uma canção e a dança que fazem com os movimentos que empreendem. Deixem que isso faça parte da equipa, sem dúvida. Mas para além disso procurai formas de o curar, nesse sentido: ouvir os sussurros e responder-lhes. Mas gostaríamos de sugerir que usásseis a tradição, e que vos rebelásseis contra a tradição a fim de criardes uma nova tradição. Essa nova tradição está a revelar-se, e existem centros em que as pessoas se estão a focar nessas novas abordagens; algumas que são bastante irracionais, que subscrevem a aplicação de dez mil enemas de café, que isso resolverá o problema, ou que preciseis ir a tal parte e passar por um tratamento radical qualquer, mas de qualquer modo não falam daquilo que estão se lhes apresenta. E há locais em que as pessoas procedem a todo o tipo de coisas tangíveis mas intangíveis também, e está a gerar-se movimento, que só não é visível.


Mas quanto à hipótese de poder passar a existir um mundo destituído de cancro? Não! Mas passará a existir um mundo em que esse cancro poderá ser um aliado, para todos quantos que precisem ou se permitam a criação disso, fazer o que precisarem fazer: tornar uma moléstia num cancro; mudar esta energia de restrição num factor de liberdade positivo. E isso já aconteceu, há quem por entre vós aqui presentes, tenha lidado com o cancro, e isso não tenha sido a melhor das coisas que vos tenham sucedido – não! – mas que assumiram e a transmutaram e transformaram num factor de libertação e de liberdade. E quem se sinta grato pelo cancro que teve, por os ter conduzido onde precisavam ir, ou ser.

 Não têm orgulho de terem tido um cancro, nem imaginam que tenha sido a melhor coisa que lhes tenha acontecido, mas fizeram com que acontecesse a melhor das coisas a partir dele. E isso está a suceder. E é onde ireis passar a ver cada vez mais curas do cancro, à medida que o tempo for passando. Poucos serão os que se submeterão à radioterapia e a quimioterapia será melhorada e adquirirá uma maior precisão, e tornar-se-á de tal modo que as pessoas utilizarão com muito menos frequência, por não terem que confiar tanto nisso e confiarem mais numa busca do equilíbrio. Assim, existe um n úmero infinito de potenciais que se podem desenrolar-se de acordo com essas linhas.

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