sexta-feira, 3 de maio de 2013

DAR ATENÇÃO AOS MURMÚRIOS



Transcrição e tradução de Amadeu Duarte



Vamos abordar a acção de ouvir, mas uma acção de ouvir particular, que compreende dar atenção aos murmúrios.


Já referimos em inúmeras ocasiões que, se estiverdes dispostos a dar ouvidos aos murmúrios, não precisareis ter que ouvir os gritos. Vamos usar de uma pequena analogia ao darmos início a este entardecer. Se alguém vier à vossa casa e tiver a intenção inamovível de entrar, sobem os degraus até chegar à vossa porta da frente, cheio de vivacidade e de imediato procura a campainha e toca-a uma vez, conforme vulgarmente fazeis, não é? E após uns momentos – o tempo que achar apropriado – se apresentar firmeza, toca mais vezes a essa campainha, não é? Bom, nós não conseguimos imaginar por que razão fará isso, certamente. (Riso)


Sabem, já referimos imensas vezes que estamos aqui por jamais termos experimentado a experiência física, e querermos aprender sobre o vosso mundo físico. E em termos de aprendizagem, pretendemos transmitir esse conhecimento, transmitir a compreensão de forma a talvez poderdes também compreender o vosso mundo. Mas, em relação à vida desses, não conseguimos descortinar por que razão fazem isso, certo? E há milhares de outras consciências à espera em outros níveis, de respiração suspensa, a querer igualmente descortinar isso. (Riso)


Mas eles não esperam, e tocam várias vezes à campainha por isso vos levar a vir atender à porta, e quando não vindes, batem alto à porta, e após algum tempo põem-se em pontas de pés a mirar por essas janelas que sempre se revelam demasiado altas para se poder enxergar para dentro, para ver – o quê? – para vos ver no lado de dentro, à espera que vão embora. (Riso) Se forem firmes na decisão de serem atendidos deixarão a porta da frente e irão à volta da casa, à procura através das janelas à medida que se dirigem ao pátio das traseiras, uma vez mais tentando proceder do mesmo modo na porta das traseiras, se tiver uma campainha que tocarão inúmeras vezes para depois baterem novamente e espreitarem para dentro, sem que estejamos certos da razão por que o farão.


Mas se realmente estiverem determinados a entrar nessa casa, tentarão mesmo arrombar a porta. Mas querem saber que mais? Se de facto se aproximarem de novo da vossa casa, todos animados ao se dirigirem até à vossa porta da frente, e os virdes lá e fordes até essa porta e a abrirdes antes mesmo de terem a oportunidade de chegar a tocar à porta por uma vez que seja, eles poderão entrar. Não darão continuidade ao seu pequeno ritual de bater e olhar ou arrombar a vossa porta.


O mesmo acontecerá se derdes ouvidos aos murmúrios que vos acometem; por não precisardes ouvir os berros. Quando uma parte de vós tenta dizer: “Escuta! Escuta o que a tua realidade te está a dizer.” E efectivamente o facto de nenhum som ou volume chegar a ser suficientemente elevado por estardes constantemente a ligar a televisão e constantemente perguntardes o que estais a ouvir, e não dardes ouvidos aos murmúrios: “Escuta; escuta!” Até que por fim criais por ventura problemas de audição e problemas de surdez que vos tentam transmitir existirem coisas que temeis ouvir, talvez coisas que temeis ver, ou coisas que temeis engolir, ou coisas que temeis digerir. Ou passos que temeis dar, por meio de problemas nos pés ou nas pernas, ou que temeis alcançar, ou captar, ou estender-vos, através de dificuldades nos pulsos e nos braços. Essas coisas que têm início à guisa de murmúrios, mensagens “pst, pst,” dirigidas a vós, eventualmente terão que se tornar gritos que se apresentam como surdez ou cegueira ou dificuldades digestivas ou na garganta, no organismo. Finalmente terão que se tornar gritos de forma a captar a vossa atenção e de forma a levar-vos a perceber que não destes atenção ao murmúrio que surgiu inicialmente.


E assim é no vosso mundo actualmente, em que tendes vários murmúrios pessoais, e vários problemas que estais efectivamente a tentar dar atenção, que estais a tentar permitir-vos tomar consciência, e existe um número avantajado de problemas mundiais em relação aos quais estais a tentar transmitir murmúrios, mensagens, a vós próprios. E gostaríamos aqui de sugerir que em relação a esses problemas mundiais e a esses problemas pessoais, muitos deles se tornaram gritos na vossa presente realidade. É tempo de começardes a dar ouvidos, é tempo de prestardes atenção ao que tais murmúrios vos estão a transmitir.


Entendam, têm tido murmúrios, que têm permanecido murmúrios ao longo da vossa vida, e que agora se estão a elevar cada vez mais no tom, e a tornar-se gritos, e problemas que parecem não ter solução, que se estão a tornar problemas ligados á vossa vida que se apresentam de uma forma mais frontal e severa, mais importantes de resolver. É tempo de dar ouvidos; não de voltar costas e esconder-se fingindo que não existam, conforme aqueles que buscam a condenação e a perdição querem que façais. Não é tempo de procederdes a uma maior ruido na esperança do barulho que fizerdes espante os murmúrios. Como aqueles que se tornam os “verdadeiros crentes em pânico” neste campo da metafísica e se metem frequentemente nas franjas do que poderá fazer-se sentir como realidade. Enterrar a cabeça na areia não é solução e fingir que de alguma forma, “se eu não ver, ninguém me verá.” Não, é já tempo de parardes, de parardes de fugir, de parardes de entrar em pânico, de parardes de negar, e de começardes a dar ouvidos, começar a escutar esses murmúrios, de começardes a ouvir as mensagens que esses murmúrios vos transmitem, de começardes os murmúrios e as mensagens e em seguida responder ao que os vossos problemas pessoais e os problemas globais vos dizem.


Bom: “Óptimo, direis vós; diz-me em que constarão tais murmúrios, diz-me aquilo de que carecem.” Não. Respondei! Dizeis isso na esperança de existir um livro de código algures que contenha todos os significados universais correspondentes a todos os murmúrios que possam possivelmente existir; tudo o que precisais é procura nele, não é? Mas entendam, a coisa não funciona dessa maneira. Ah, sugerimos que os murmúrios são bastante fáceis; isso é certo. Mas não é assim de forma tão simples que o universo coloca adiante. Vejam bem, o que se torna importante que compreendam é que os problemas – quer de natureza pessoal ou global – são mensagens que vos são dirigidas a vós – não a toda a gente – mas especificamente a vós; mensagens destinadas a fazer-vos atender e escutar; são os murmúrios a que precisais responder.


Um erro vulgar que as pessoas cometem é o de tentarem tornar todas as mensagens universais. De um modo qualquer pensam que se for uma mensagem que me é dirigida a mim, não deverá ser suficientemente significativa, e que efectivamente a importância advém das mensagens dirigidas ao mundo. Mensagens que vêm de cima e que são dirigidas a toda a gente, para ouvirem. Bom, entendam, esse erro é cometido por duas razões: Uma, devido à falta de valor, e a outra, devido à falta de responsabilidade. Em relação à primeira, bom, há uma mensagem à espera de ser escutada: “Oh, isso não pode ser assim tão importante, isso não deve ser tão factual quanto isso, não pode ser tão significativo quanto isso. Por eu não ter valor, por eu não ter significado, por eu não passar de um zé-ninguém neste mundo.”


Mas com efeito, se existirem mensagens para todo o mundo ouvir: “Bom, isso tem importância.” Quando vos capacitais a vós próprios, quando vos habilitais a vós próprios com o valor, haveis de chegar a um entendimento, chegareis a perceber, chegareis a perceber que eventualmente, todas as mensagens que têm significado, são as mensagens que vos são transmitidas, por serem as únicas mensagens em relação às quais podereis fazer alguma coisa.


Sabem, muitas vezes perguntam-nos: “Que significado terá a situação da América Central? Que é que a situação do Golfo Pérsico significa? Que será que o terrorismo e a proliferação nuclear, a seca... Que quererá isto e aquilo dizer?” E nós precisamos dizer-lhes que significa coisas diferentes para pessoas diferentes. Sim, podemos dizer-lhes que o terrorismo se prende com o martírio, mas com efeito a mensagem que é dirigida ao refém, ou à família do refém, ou aos amigos da família do refém, ou à pessoa que conhece alguém que sabia de alguma coisa, e mesmo à pessoa que nada sabia sobre o sucedido – o relacionamento que têm com o terrorismo difere e por conseguinte o “murmúrio” inerente ao terrorismo e diferente.

Agora; não nos interpretem mal, quanto a isto. Não estamos a sugerir que aqueles que estejam intimamente relacionados a problemas como o do terrorismo estejam por uma forma qualquer por detrás daqueles que nada sabem em relação a ele; não estamos a sugerir, claramente que não estamos a sugerir que a ignorância seja sinal de crescimento. 

Sugeriríamos, ao invés, que talvez aqueles que nada sabem em relação a isso ainda lá não tenham chegado, de forma que aqueles que porventura se encontram imersos nisso, estarão a aprender as lições mais profundas de todas. E talvez não. A questão está em variar e em ser diferente. Não se pode de uma forma responsável afirmar: “Isto tem este significado para todo o mundo.” Oh, podem afirmar tal coisa, sem sombra de dúvida, só que não de uma forma responsável. 


O que é verdade, todavia, é que os problemas que correspondem aos vossos problemas privados, assim como aqueles problemas que são aplicados ao mundo em geral, são problemas destinados à vossa aprendizagem, a que deveis dar atenção e que deveis compreender; que vós precisais interpretar e que vós deveis responder. Não dissemos resolver, mas responder. A outra razão por que tal erro é cometido deve-se á responsabilidade. Vejam bem, se vos conseguirdes convencer de que os murmúrios - e de facto os gritos – constituem mensagens destinadas ao mundo, então podereis dizer: “Bom, quando é que eles irão fazer alguma coisa a respeito? Quando irá o mundo corrigir este problema que constato na minha realidade? Quando é que alguma vez irão conseguir aprender?” Se esse murmúrio e esse brado representar uma mensagem destinada a vós, então tereis que dizer: “Quando é que eu irei fazer alguma coisa com relação a isso? Quando é que eu irei corrigir; quando é que alguma vez irei aprender?” Notam a diferença? As mensagens dizem-vos respeito. Os murmúrios dizem-vos respeito a vós.


No mundo da cura, no mundo médico, digamos - quer se trate da medicina alopática ou da medicina alternativa da Nova Era, que não interessa – existem alguns que são técnicos, sabem, e há outros que são terapeutas. E embora possais não gostar da medicina tradicional, deveis pelo menos admitir que nesse campo alguns são técnicos enquanto outros são terapeutas. Mas mesmo que não tenhais confiança nesses métodos alternativos de cura dotados de toda a parafernália que os acompanham, do mesmo modo precisareis concordar que alguns sejam técnicos enquanto outros serão terapeutas. Mas em que consistirá a diferença? A diferença está basicamente em que um técnico tratará os sintomas, enquanto o terapeuta, que também trata os sintomas, fará mais do que tratar sintomas, irá abaixo desses mesmos sintomas à procura em vez de agir sobre os sintomas por si só, mas da origem do problema que se apresenta, assim como do que poderá ser feito por ele. 


Mas aquilo que vos pedimos é que tomeis um instante e considereis se na vossa realidade sereis técnicos que tenta resolver os problemas do mundo dotados de uma maneira de pensar agora crescente linear arcaica e um processo lógico de causa e de efeito? Ou sereis terapeutas, dispostos a considerar os exponentes da realidade, dispostos a procurar além da rama, além dos sintomas que procurais corrigir, disposto s a encontrar as origens do problema que tem assento em vós e no vosso mundo? Sereis vós um técnico nisso, ou um terapeuta?


A metafísica está em crescimento. Uma afirmação simples, mas uma que comporta uma enorme profundidade que efectivamente quereis dar a entender que admitis. A metafísica encontra-se em expansão, e uma das vertentes do espectro adolescente da metafísica é a amadora, não é? A daquele que se chega à metafísica pela diversão que envolve, pelo valor em termos de entretenimento que fornece. Aquele cuja metafísica tem início nas tardes de Domingo, ou nas terças à noite e que têm uma duração de uma hora ou duas, aqueles que interferem ao de leve com a meditação e com a parafernália do que é chamado de Nova Era. Mas quando vai directo a ponto da realidade da vida, de repente vai tudo pela janela, não é? Votam de novo à televisão ou ao trabalho que faziam ou à mesma forma de lidar com os problemas que sempre empregaram. 


A metafísica representa uma possibilidade de reunião divertida com os amigos, um tópico divertido de conversa, uma maneira divertida de passar algumas horas, uma noite ou um dia por semana. Workshops em que podemos conhecer gente nova e gente com quem podemos ter lanches juntos e com quem podemos trabalhar. É coisa divertida, um passatempo divertido, para alguns. Essa é uma das vertentes do espectro daquilo que designamos por adolescência da metafísica.


E a extremidade oposta desse espectro representa o carnaval da metafísica. Aqueles adeptos fervorosos que popularizam o movimento achando que representa uma maneira excelente e ganhar dinheiro e de obter poder da parte das pessoas, fama, fortuna, riqueza, popularidade e visibilidade, mas que nada se importam com a metafísica que pregam nem se interessam minimamente pelas pessoas que educam, e para quem isso não passa estritamente de um circo, de um carnaval: “Dois bocados a um dólar, vamos lá anormais, machos que agem como menininhas e homens viris, vejam a metafísica, vejam isto, vejam aquilo.” Essa é a extremidade perigosa, a extremidade prejudicial do espectro da metafísica adolescente; mas ambos os espectros representam isso, desde os benignos até aos prejudiciais. Mas a metafísica está em crescimento, e embora lentamente, está a crescer, e isso tende a cair por terra, e os actos carnavalescos vão ver as tendas fechadas e mudar-se, e o que vai restar vai ser uma metafísica adulta em que as pessoas que utilizam a metafísica para mudar o mundo usarão a espiritualidade como uma força viva e verdadeiramente vibrante. E o vosso mundo tem vindo a tentar dizer-vos isso, há uma data de anos. O vosso mundo tem vindo a sussurrar-vos suavemente: “Usai a vossa metafísica no vosso mundo. Usai a vossa espiritualidade no vosso mundo; trazei o espiritual ao físico e congregai o físico no espiritual.” 


O vosso mundo tem-vos vindo a sussurrar através de problemas que se tornam um pouco mais difíceis, e um pouco mais difíceis, e um pouco mais difíceis. E até agora tendes vindo a defrontar um mundo repleto de problemas para os quais não há solução, de problemas destituídos de resposta, de situações que, assim que corrigis uma, acabais criando mais quatro. Repleto de circunstâncias para as quais vos é dito que não há esperança, mas impotência e um termo claro. E por mais que tenteis, os vossos meios tradicionais de resolver os problemas não funcionam, os vossos modos tradicionais de descobrir as respostas para as doenças que não têm cura, para a poluição que não apresenta fim á vista, para os desperdícios tóxicos que não tendes onde depositar, isso não procede do vosso pensar linear de acordo com o que a vossa realidade vos está a dizer – não o mundo – mas que VÒS precisais mudar, precisais começar a procurar noutro sítio, precisais começar a procurar isso na vossa metafísica, na vossa espiritualidade de forma a começardes a abrir as portas à possibilidade, para depois as abrirdes à probabilidade, e por fim à actualidade dessas soluções. O vosso mundo tem-vos vindo a sussurrar isso: “Prestai atenção aos murmúrios! Prestai atenção à vossa espiritualidade. Prestai atenção à vossa metafísica; voltai-vos para dentro para descobrirdes (a solução para) os problemas externos.


Isso é o que o vosso mundo vos tem vindo a dizer. O que a vossa realidade tem vindo a tentar dizer-vos. Agora isso está ao nível do brado. Agora é tempo de dardes ouvidos a esses murmúrios de uma forma mais clara e desesperada mas entusiasta e esperançosa do que nunca. E assim é que chegamos hoje a falar do que significam tais murmúrios e de como os podereis ouvir e como os ouvir com uma maior clareza.


Portanto, em que consiste um murmúrio? Vós sabeis em que consiste um murmúrio, mas de que tratarão os murmúrios de que estamos para aqui a falar? Bom, posto em termos tão simples quanto possível, um murmúrio representa uma mensagem que vos é endereçada, relacionada convosco, e que vem através de vós. É uma mensagem que vos é destinada, por vós e que vem através de vós, de uma forma ou de outra. Procede por intermédio de vós internamente, ou por meio de vós, procedente do mundo ou da realidade que vós criais ao vosso redor.


Vós possuís basicamente quatro mentes, quatro mentes distintas com que podeis trabalhar. A primeira é a mente consciente. A mente consciente é responsável pela forma, pelo conteúdo, assim como pelo contexto do vosso mundo físico. É isso que a vossa mente consciente faz: assume responsabilidade pela forma e pelo conteúdo, ao reunir forma e conteúdo e subsequentemente colocando-as no contexto da vossa vida. E faz isso usando as matérias-primas de que já falamos inúmeras vezes antes. Faz isso com as escolhas que estabeleceis; com as decisões que definis; com as ideias e os sentimentos que tendes e sentis, e com as atitudes e as crenças que abrigais. É o que a mente consciente utiliza para criar a forma para enquadrar o conteúdo, para as colocar no contexto da vossa realidade. A mente consciente comporta a informação, os dados, o conteúdo que vai ser encaixado nesse contexto e nessa forma do vosso viver. Por intermédio dessas coisas chamadas matérias-primas: através das escolhas e decisões, pensamentos e sentimentos, atitudes (propósitos) e crenças. É isso que compõe a vossa realidade e consequentemente a vossa realidade reflecte-vos isso de volta; a vossa realidade reflecte-vos as vossas matérias-primas.


Bom; alguns dizem que a vossa realidade vos reflecte a vós; que tudo na vossa realidade representa um reflexo de vós. Mas gostaríamos de aqui sugerir que estão certos, mas certos de uma forma simplista, que muitas vezes só provoca mais problemas do que soluções. Alguns dizem-vos que se assistirdes a uma fraude, por exemplo, só estareis a contemplar a fraude em vós; que se virdes a fealdade, só estareis a ver a fealdade que vos é inerente. E isso é verdade, só que é referido de uma forma tão simplista que se pode voltar contra vós. Já assistimos a tantos que assumiram essa linha de raciocínio e que acreditaram nela, e que em seguida se contorceram a eles próprios de tal forma, tentando redefinir toda a fraude ou todo o sofrimento a que assistis. Por não quererem lidar com o sofrimento nem com a fraude por obviamente deveria ter que ver convosco. Outros, nesse mesmo sentido, que não conseguiram contorcer-se e distorcer-se a eles próprios nem aos outros, pura e simplesmente desistiram e passaram a punir-se decidindo ser maus e estar errados e serem gente prejudicial. Por causa do que viram fora. Por causa das coisas que não podiam mudar e que não tinham que mudar, em resultado do que entregaram-se a eles próprios.


Nós gostaríamos de aqui sugerir que a vossa realidade constitui um reflexo das vossas matérias-primas. Se perceberdes a fraude isso pode querer dizer que estejais a considerar a fraude em vós, mas também pode querer dizer que estejais a ver o que acontece quando vos recusais a firmar-vos por vós próprios. Mas o que acontece quando vos recusais a discernir, entendem, porventura quando assistis a actos fraudulentos fora de vós não estejais a assistir à fraude que comportais em vós, mas à falta de discernimento, à impotência, ao poder que afastais, ao vos recusardes a dizer: “O Rei vai nu”; talvez seja isso que percebeis quando assistis a uma fraude.


E quando assistis à mágoa, talvez não estejais a assistir à mágoa que possuís, mas talvez em vez disso estejais a ver a que se assemelha a vitimização e a que se assemelha o sofrimento; e talvez estejais a ver a que se assemelham as pessoas que não fazem ideia do quão poderosas podem ser. Talvez não estejais sempre a ver a fealdade; talvez estejais a ver o que parece quando vos recusais a ver a beleza da vida. Agora, sugerimos que será demasiado simples dizer: “A vossa realidade constitui um simples reflexo de vós.” Mas será mais correcto dizer que a vossa realidade constitui um reflexo das matérias-primas que utilizais; é um reflexo – não somente daquilo que percebeis como daquilo que escolheis, um reflexo daquilo que decidis, um reflexo daquilo que pensais, um reflexo do que sentis e das atitudes que tomais e das crenças que tendes. Isso é muito mais acertado do que o conceito simplista e enganoso de se tratar simplesmente de vós.


murmúrios são as mensagens que tentais transmitir a vós próprios através da realidade que criais. Por intermédio desses pensamentos que tendes e que nem sempre identificais; à medida que eles se manifestam na vossa realidade, então podeis passar a dar ouvidos aos murmúrios. Por meio desses sentimentos a que nem sempre conseguis rotular; quando se manifestam na vossa realidade, aí regressam de volta a vós como sentimentos. Por meio das atitudes que tomais e em relação a que muitas vezes não chegais a ter uma noção cabal de possuirdes, ou por intermédio das crenças em que realmente nem chegais a acreditar que acreditais mas que de facto vos dá conta disso a vossa realidade. Esses são os murmúrios que provêm da mente consciente por meio das matérias-primas da vossa realidade – enquanto reacção que representa, relativa à forma como o estais a fazer.


Ora bem; para além da mente consciente, tendes a mente subconsciente. A vossa mente subconsciente, sugerimos nós - por entre outras coisas – constitui o guardião ou o protector da informação que trata – não do vosso mundo consciente – mas do vosso mundo interior (fazendo um gesto de passar o braço por debaixo). A mente subconsciente constitui o guardião ou protector do conteúdo dos vossos mundos interiores, do conteúdo dos vossos mundos interiores. A vossa mente consciente ainda é responsável pela forma e ainda é responsável pelo contexto em que situa essa forma, mas a mente subconsciente é a detentora, a guardiã da informação ou do conteúdo do vosso mundo interior da compreensão.


A vossa mente subconsciente também vos transmite murmúrios quanto ao que comporte nela. De que será composto o vosso mundo interior, que tipo de informação detém o vosso mudo interior, que influências o vosso mundo interior irá ter sobre vós - nos recessos, nos cantos escuros, nas porções desconhecidas da vossa própria mente – que será que por lá haja? Não sabeis, o que o vosso subconsciente vos sussurra, a esse respeito, a fim de vos mostrar sinais, de vos transmitir mensagens, a fim de vos ajudar a descobrir o que por lá haja. De forma a poderdes pegar nesse conteúdo, pegar nessa informação, colocardes essa informação na forma que desejardes e no contexto em que desejardes expressá-lo. Isso também são murmúrios.


A terceira mente é a mente inconsciente. Certos psicólogos e terapeutas dirão: “Não, não, não, ou é a subconsciente ou a consciente – não podem ser ambas!” Tudo bem, óptimo, nada temos a contrapor a isso – mas ainda tendes uma mente inconsciente que possui uma função particular. É a detentora ou guardiã da informação das vossas outras realidades. Agora já poderei perceber por que razão os vossos terapeutas não estarão na disposição de a incluir como uma das mentes que tendes, mas sugerimos que está lá. Vejam bem, a mente inconsciente representa a detentora, a guardiã do conteúdo os vossos outros mundos. 


Tendes esta vida a que chamais aqui e agora – situa-se neste tempo e neste espaço – que designais por vida presente. Mas também possuís vidas que se situam neste mesmo espaço, só que num tempo diferente! Essas são vulgarmente chamadas “vidas passadas”, que considerais existirem no mesmo espaço, mas no passado ou no futuro, a que vos referis como “vidas passadas ou futuras”. Essas outras vidas comportam informação e exercem uma influência potencial, tanto positiva como negativa. Ela não causa coisa nenhuma nesta vida presente, ah, não! Apenas influencia. A analogia que utilizamos no passado, vamos utilizar de novo. Que é a de que se andardes cá fora ao sol e apanhardes uma queimadura soar terrível, alguém muito próximo de vós chega perto e bate-vos nas costas perguntando: “Como é que estás hoje?” Aaaiii! Oh, isso pode ser terrível. È de vos levar a cortar a respiração e a ficar sem fala, é de vos levar às lágrimas por vos provocar uma dor imensa. Se não tiverdes apanhado nenhuma queimadura solar e vier essa mesma pessoa e vos der uma palmadinha nas costas, isso ainda vos poderá levar a ficar sem fôlego, pode mesmo assustar-vos um pouco, m as não produzirá o mesmo resultado, não é? Que será que causa a dor? Alguns respondem erroneamente que seja a queimadura solar. A palmadinha nas costas é o que produz a dor. É isso que produz a dor. A queimadura apenas influencia a intensidade dela. A sua ausência ou presença não foi que causou a dor – mas a palmada nas costas! Apenas influenciou a intensidade dessa dor.


Por conseguinte sugerimos que as vossas vidas se assemelham à queimadura solar. Não causam coisa alguma, mas influenciam a intensidade do que é provocado no vosso aqui e agora. Por isso, se fostes traídos numa vida passada, não quer dizer que sejais traídos agora. Mas o que quer dizer é que podeis tratar da traição que poderia ser causada aqui e agora, porventura de uma forma diferente. Essa informação, essas influências que se acham contidas nessas vidas ditas “passadas”, essas vidas que se situam no mesmo espaço que esta, só que ao longo da linha do tempo, numa época diferente.


Também tendes vidas que se situam no mesmo tempo que esta – só que em diferentes espaços (locais). Assim, tendes vidas no mesmo espaço mas em períodos diferentes, e tendes vidas no mesmo período, mas em locais diferentes. Essas são chamadas “vidas paralelas”. E também elas comportam influências que tanto podem influenciar-vos como não. E é a mente inconsciente que encerra essa informação. È a mente inconsciente que encerra o conteúdo desses vossos outros mundos, para poderdes pegar neles e os poderdes situar num contexto de uma forma consciente.

Os murmúrios vêm de uma forma semelhante desses outros mundos, por via da mente consciente. O sistema nervoso autônomo (também chamado sistema nervoso vegetativo) é o tradutor dessa informação no organismo, e a vossa realidade, na subtileza e simbolismo que a caracteriza, constitui o tradutor dessa informação no vosso mundo externo.


E por fim tendes o que nós designamos por Mente Superior. Trata-se de uma mente magnífica que possuís, uma consciência magnífica e uma energia magnífica de que falamos em ocasiões anteriores, que é a guardiã de toda a informação relacionada com a vossa transformação, evolução, a vossa transcendência rumo a outros níveis. Ela transmite-vos mensagens relacionadas como vosso crescimento através do vosso corpo e através da vossa realidade. As mensagens que o vosso Eu Superior vos endereça dizem-vos o que precisais saber ou que não precisais saber, mostrando-vos as crenças e as atitudes que tendes, as escolhas e decisões, pensamentos e sentimentos relacionadas com a vossa evolução, relacionadas com a vossa transformação, relacionadas com a vossa transcendência para níveis mais elevados. Vocês pegam nessa informação e conscientemente moldam-na e colocam-na no contexto, por certo. O que nós sugerimos é que cada uma dessas mentes, ao encerrarem informação proveniente de vários mundos diferentes – a mente consciente a partir do mundo consciente; a mente subconsciente a partir do mundo interior; a mente inconsciente a partir dos vossos outros mundos; e a vossa mente superior, do mundo da vossa evolução. E todas a abastecer-vos informação por intermédio dos murmúrios. Por intermédio dos murmúrios. É isso que é um murmúrio.


Bom, mas de que forma ouvimos? Como será que escutais os murmúrios? Desde que vos opondes na maioria a ouvir vozes em expansão provenientes dos céus, esses murmúrios vêm de uma outra forma. Ao irdes pela estrada fora, não desejais propriamente que ninguém vos chame: “Ei, Steven.” Sch, sch, sch... Não quereis que mais ninguém ouça: “Esse é o teu problema principal.” Sch, sch! Achei que fosse suposto tratar-se de murmúrios, não? (Riso) E como tal actividade na vossa realidade consensual e referida como a altura em que vos levam, quando começais a escutar vozes que se vos dirigem: “Esta voz diz-me para fazer isto ou aquilo...” Aaah, e começam a levar-vos (fazendo o gesto de estar envolto num colete de forças) por serdes demasiado perigosos para que o mundo consiga lidar convosco.


E por causa disso, essas mentes não precisam pregar-vos partidas, nem precisam prejudicar-vos. “Não estamos para ser uma fonte de embaraço nem de humilhação. 
Sussurramos!” Elas sussurram – primeiro, através do vosso corpo. Sussurram por intermédio do vosso corpo e principalmente através da vossa saúde. E gostaríamos aqui de sugerir que se começardes a prestar atenção à vossa saúde, e prestardes atenção aos murmúrios que o vosso corpo tenta transmitir-vos sobre vós próprios, e por intermédio de vós próprios, esse será o primeiro sítio onde deveis procurar. Olhai em primeiro lugar para o vosso organismo: tanto para as doenças como a saúde que apresenta. Por os murmúrios residirem naquilo que se estiver a passar de errado e de certo com o vosso organismo.


Por exemplo, e não vamos dissertar muito sobre todo o espectro da compreensão disto por que isso levaria demasiado tempo, mas para vos dar uma ideia, para poderdes compreender. Possuís um sistema de chakras dentro de vós; possuís centros de energia. Eles não são visíveis aos raios X nem através da exploração cirúrgica, mas vós possuís esses centros que normalmente designais comummente por centros chakras. São centros de energia, e gostaríamos aqui de sugerir que possuís sete chakras – tendes mais, mas para os propósitos desta conversa tendes sete – o primeiro dos quais se acha localizado na área do cóccix, e que se prende com as questões da segurança.


Se estiverdes a desenvolver problemas tais como hemorroides, diarreia, cistos no pénis, vários tipos de dificuldades no cólon, Isso está tudo ligado a problemas que têm que ver com murmúrios ligados às questões da segurança, ligados à forma como vos encontrais sentados ou sentis seguros na vossa realidade.


Possuís um segundo chakra que se acha localizado na área genital do vosso corpo, e esse tem que ver com o prazer – sim, o prazer sexual, como a forma de prazer mais óbvia que sios levados a pensar, quando se evoca as áreas genitais do vosso corpo. Mas nós sugerimos que está ligado a todas as formas de prazer. Aqueles de vós que obtêm um enorme prazer com a colecção de selos, ou de moedas ou com uma actividade qualquer relacionada com o entretenimento, similarmente isso diz respeito ao segundo chakra. Se desenvolverdes dificuldades associadas às áreas do segundo chakra, desde uma coisa que tanto tem de simples como de devastador, até os problemas mais graves, lidam com problemas e murmúrios primeiro, e por fim gritos relacionados convosco e com a relação que tendes com o prazer.


Possuís um terceiro chakra localizado no plexo solar que trata das vossas emoções – positivas e negativas – no vosso mundo. Com os outros. E gostaríamos aqui de sugerir: “ Não consigo digerir, não tenho estômago para isso, não posso engolir, vomito continuamente; isso prende-se com essas emoções e constituem murmúrios que alinham por essa ordem.

Possuís um centro do coração que trata das coisas do amor. Sim, emoções internas. E com a expressão exteriorizada desse amor prende-se com o coração e com os problemas dessa área. E as coisas a fazer nessa área, dizem-vos, do mesmo modo, ser aí que sentis o aperto, a constrição; em que vos atacais a vós próprios e vos limitais a vós próprios, e em que provocais dor na vossa realidade.


A vossa garganta consiste na expressão de tudo quanto já foi mencionado, e constitui igualmente a nutrição de tudo quanto já mencionamos. Se criardes dificuldades com a garganta, o que estareis a dizer é que seja difícil de engolir, ou difícil de o expressar (limpa a garganta, como quando se tem pigarro).


De facto geralmente não criais dificuldades que se prendam com o sexto e o sétimo chakras, mas eles lidam com a intuição e com os portais da intuição, mas alguns provocam estresse ligado a essas áreas.


De maneira semelhante, uma boa saúde numa particular área do corpo pode falar pelos murmúrios que atestam onde as coisas avançam de uma forma positiva. Assim, prestai atenção ao vosso corpo; escutai aquilo que vos sussurra de positivo – por que também sussurra de uma forma positiva! - assim como onde precisais corrigir. 


Procurem entender o seguinte: Olhai para as alturas em que considerais para o corpo em função do valor utilitário da dificuldade. Que é que queremos dizer? Se criardes uma dificuldade no tornozelo, que quererá isso dizer? Bom, em parte, depende do modo de vida que tiverdes. Se por acaso fordes um atleta que se envolva em corridas de maratona ou em corridas de todo o terreno ou de algum outro tipo, uma distensão no tornozelo pode significar muito mais coisas diferentes do que se fordes um operador de computador que se senta a uma secretária a escrever ao computador, durante dez horas ao dia, etc. por conseguinte, depende do impacto utilitário. Que é que esta dor no pulso quer dizer? Depende do que fizerdes com os vossos pulsos – do que eles quiserem dizer para vós. 


“Que problema será este? Que problema será aquele?” Tudo depende da forma como vos estiver a afectar. Que quererá dizer o nome latino que atribuís a isso? Não importa o que queira dizer – o que importa é aquilo que vos provoca. “Pois bem, por causa dessa dificuldade, eu estou impossibilitado de fazer isto, aquilo e aqueloutro.” É aí que reside o murmúrio; não na derivação latina, mas na utilidade que tem na vossa vida diária. “Por causa desta dificuldade tenho-me visto forçado a abrandar, tenho-me visto forçado a ter calma, tenho vindo a ser forçado a deixar que os outros me ajudem, tenho vindo a ser forçado a deixar que os outros cuidem de mim.” 


Talvez estejais a lidar com o amor. Talvez os murmúrios me indiquem para abrandar, para deixardes que os outros vos ajudem e vos amem. Talvez sejam esses os murmúrios. Depende; mas buscai o sentido utilitário da coisa. Se tiverdes uma dor no pescoço, que representará essa dor no pescoço? Ou noutras partes do vosso corpo de igual modo. Que representarão essas dores? Se efectivamente vos dói o pé e vos cria problemas, quem tereis vontade de pontapear, quem desejareis atacar? Se os vossos joelhos e quadris vos criarem dificuldades, em relação a que é que estareis a ser inflexíveis, ou que nível atingirá a teimosia que expressais e em relação ao quê? Se se tratar dos olhos, que é que não estareis a ver? Se for os ouvidos, que será que não quereis ouvir? Sigam o óbvio, sigam a definição utilitária. Buscai os clichés (frases feitas; lugares comuns); que será que ainda vai acabar por ser a “vossa morte”? (Riso)


Quando a vossa consciência superior tenta comunicar convosco - o vosso inconsciente, o vosso subconsciente e até mesmo quando a vossa mente consciente tenta comunicar convosco – ela não vos tenta enganar, nem tenta tornar isso na mensagem mais obscura que possais imaginar, mas está a tentar tornar a mensagem mais óbvia possível, pelo que, se tiverdes dificuldades com os pulsos isso não quer necessariamente dizer que numa outra vida qualquer tenhais tido... seja o que for que imagineis. Está a tentar dizer-vos tão directamente quanto possível que, se alguém estiver a ser um chato (em Inglês neck, que corresponde a pescoço, está intimamente e de forma abstracta e subjectiva associado directamente a “ser um chato”, que se escreve “being a pain in the neck”) não ireis desenvolver uma dor no dedo grande do pé; se estiver a ser um chato, irá ser no pescoço que sentireis dor, por a vossa consciência superior não estar a tentar comunicar ao extremo convosco, nem estar a tentar ser bergmaniano (alusão a Ingmar Bergman, cineasta sueco) mas estar a tentar ser o mais directo que lhe permitirdes. Se permitisses que se vos dirigisse a viva voz, fá-lo-ia, mas vós não o admitiríeis. E por isso sussurra-vos no âmbito do simbolismo do corpo: “presta atenção aos murmúrios; escuta o que vos dizem sobre vós próprios e sobre o vosso mundo, por intermédio do corpo.


Uma outra forma de comunicação dessas, olhai para os índices do vosso sucesso e para as consequências do vosso sucesso. Olhai para a carreira que tendes, para o emprego, os relacionamentos, seja o que for, onde estareis a ser bem-sucedidos e por que razão. E olhai para o que ocorre devido ao sucesso que tendes – estareis a sentir-vos exaustos? Estareis a drenar as vossas energias, estareis a sentir-vos martirizados – que será que estais a dizer a vós próprios acerca das crenças e das atitudes que tendes em relação a vós e ao vosso mundo? Que será que estais a dizer a vós próprios? Olhai para o sucesso e para a abundância que estais a ter – não necessariamente para o dinheiro! – para a abundância e para o sucesso, pois, entendam que neste mundo, relativamente ao aprender a divertir-se e a criar êxito conscientemente – consequentemente, o divertimento e o sucesso acham-se contidos na abundância e no sucesso que tendes - as mensagens chegam-vos por essa via, sem sombra de dúvida.


Que será que está a operar e que estará a deixar de operar? Que estarei a dizer a mim próprio? Que é que estou a tentar comunicar a mim mesmo? A que é que não estou a prestar atenção? A que será que preciso começar a dar atenção e a responder?


Em terceiro lugar, olhai para a relação que tendes com as coisas da vossa vida; como vos saís com os apetrechos mecânicos? Como lidais com o vosso automóvel? De que forma lidais com a maquinaria com que contais, os rádios, os gravadores, os leitores de CD, as máquinas de escrever, as máquinas de calcular com que tendes de lidar? De que forma lidais com as coisas da vossa vida, de que modo vos relacionais com elas – porque também aí, é apontada uma área muito sensível de que estas quatro mentes, a consciente, a inconsciente, subconsciente e a consciência superior se servirão para comunicar convosco, através da relação que tendes com as coisas. Sempre partis os bicos dos lápis? Sempre descobris que a caneta não tem tinta? Dais constantemente por vós a conduzir um carro que parece estar há muito tempo necessitado de ir para o ferro-velho? Que estais vós a dizer sobre vós próprios? Que estareis a dizer sobre vós e a forma como valorizais a interface que estabeleceis com a realidade?


Em quarto lugar, dai atenção ao que vos é sussurrado nos sonhos que tendes. Sim, os sonhos nocturnos que tendes, sem dúvida, que recordais. Mas não se detenham só por que não recordais os sonhos nocturnos que tendes; vós estais a sonhá-los. Mas se não os recordardes, não faz mal, possuís devaneios, tendes fantasias, tendes esperanças, desejos, expectativas; que será que eles vos dizem em relação a vós próprios? Que coisa sinceramente esperais que aconteça nesta situação ou naquela circunstância – de que andareis à procura aí? E à medida que olhais para isso e o experimentais e á medida que vos abris a isso, isso sugerimos nós é o que também podeis sonhar e escutar os murmúrios desses sonhos particulares e entender as mensagens que vos transmitem.


Os devaneios que tendes, os sonhos nocturnos, os sonhos que tendes nas meditações que fazeis, os sonhos que formais com o vosso pensar abstracto, os pressentimentos, as intuições – que será que esses sonhos vos dizem? Que é que esses lampejos intuitivos vos dirão. São murmúrios, gente! Prestem-lhes atenção.


Em quinto lugar, estejam cientes dos relacionamentos que tendes, não só com as coisas, mas com as pessoas; obviamente o relacionamento que tendes convosco próprios constitui um aspecto vital e importante da compreensão dos murmúrios que tendes. Mas os relacionamentos ligados à fase imediata, daqueles amigos íntimos, daquela pessoa significativa – ou duas – com que tendes laços de intimidade; que é que o relacionamento que tendes com eles vos diz? Que palavras proferem – mas dir-vos-emos o seguinte: quando vos tendes como primeiro alvo da intimidade, “Tenho uma maior intimidade comigo próprio,” alguns não têm, sabem? Algumas pessoas são quem se conhecem a si mesmas menos. 

Conhecem toda a gente ao seu redor – mas desconhecem quem são. Assim, não presumam que: “Só por que se trata de mim, eu tenha a maior intimidade comigo próprio,” isso não corresponde necessariamente à verdade. Mas: “Decido ter mais intimidade comigo próprio e ter uma proximidade mais acentuada, e escolho criar uma proximidade e uma sensibilidade em relação a mim mesmo, uma vulnerabilidade e uma confiança em relação a mim próprio, e reduzo o meu próprio sentido de humilhação pessoal, e obtenho a sensação de amor e de carinho em relação á pessoa que sou, quando crio um nível de entendimento de mim próprio, então obtenho essa sensação de intimidade comigo próprio e transmitirei a mim próprio a maioria dos murmúrios por intermédio dos sonhos que tenho, através dos lampejos de intuição que tenho, através da compreensão que desenvolvo.


Mas ao meu redor crio uma outra camada de intimidades; agora, algumas pessoas gostam de pensar que tenham três ou quatro centenas de amigos íntimos, mas nós sugerimos claramente que não. Podeis ter um, porventura dois ou três, e se esticardes um pouco a coisa podereis ter quatro amigos íntimos. Serão pessoas com quem talvez tenhais relações íntimas com uma; em relação às outras não precisareis gastar a intimidade por não terdes sexo com elas; de facto tendes um nível de intimidade, um círculo de uma maior intimidade que gira e espira ao vosso redor. Aí deverá ser a camada seguinte por meio da qual transmitireis a vós próprios mensagens, e que vos dirão coisas sobre vós, que como que do nada, vos revelarão coisas sobre vós que vos tocam e mentalmente vos levam a olhar a dobrar ou vos criam um admiração: “Por que razão estás a falar nisso neste momento? Que é que eu devia saber? Por que razão suscitas isso neste exacto instante?” 


“Eu não sei o que dizer; pareceu-me algo que pudesse ter sido dito.” Por vos estar a transmitir um murmúrio. A vossa mente consciente superior está-vos a falar por intermédio dele; a vossa mente inconsciente, a vossa mente subconsciente e até a vossa mente consciente pode, por meio de palavras – não canalização, não estamos a sugerir estado de consciência alterada nenhum – estamos a sugerir-lhes que vos poderão perguntar se tereis algum açúcar e a propósito se já tereis lido as últimas notícias sobre o que o açúcar lhes provoca, etc., em relação ao que subitamente direis: “Caramba, ainda ontem à noite estava a ler isso e a pensar se estarei a consumir demasiado açúcar ou não. Diz-me lá mais sobre o que preciso ouvir.”


Os murmúrios que vos poderão comunicar, aqueles que vos são chegados e com quem tendes intimidade, não porque de algum modo andem à procura de informação, mas por estarem vivos e vos arrebatarem na vossa realidade. E ao redor desse círculo há um círculo de amigos muito chegados e também eles comunicarão, também eles vos dirão coisas: “Ei, pensei em ti assim que lia quele artigo e até pensei em to enviar. É mesmo exactamente aquilo de que andas à procura, exactamente o que buscavas, etc.” Ou um artigo de que andásseis à procura, mas: “Gostava de saber por que razão terei criado receber isto dele, etc.” E nesse sentido esse círculo de amigos. 


E depois tendes o círculo dos amigos com quem tendes intimidade em variado grau, que tanto podem como não transmitir-vos murmúrios, e depois, claro está, os conhecidos, esse nível particular que é o dos conhecidos que poderão ou não... Mas depois existe a roda dos estranhos que ironicamente por vezes surgem e soltam uma pequena gota de sabedoria na vossa vida, apenas um pequeno murmúrio e que a seguir dobram a esquina e desaparecem. E nunca mais os vêm ou ouvem falar deles. Pode representar um murmúrio; também pode ser que não. Mas vale a pena descobri-lo. E assim é com os relacionamentos que tendes com os outros, de forma a poderdes ouvir os murmúrios e descobri-los quando vêm a vós.


Em sexto lugar, tal como o segundo passo constava de olhardes para o vosso próprio sucesso, o sexto passo consta de olhar para o sucesso global e para o impacto que tem em vós. Prestai atenção às notícias – não porventura todas as noites, talvez não preciseis necessariamente de as ver para o fazerdes – mas prestai atenção às notícias que vos chegam, as notícias que escutais. Porquê? Que estareis a tentar transmitir a vós próprios por meio da actividade global, por meio do sucesso global – ou fracasso? Que mensagens encerrará isso? Uma das mensagens efectivamente mais divertidas e uma das situações mais assustadoras do vosso mundo neste momento é toda a situação no Golfo Pérsico. E sabem o que se chama a essa actividade? É muito fascinante. Os vossos militares tendem a designar as operações que comandam, a dar-lhes nomes de código, não é? E nós sugerimos que o nome de código dado à operação Americana relacionada com os navios posicionados no Koweit foi chamada “Vontade Fervorosa”. 


E ao mesmo tempo, enquanto os Iranianos se encontravam a levar a cabo as suas manobras, a sua campanha chamava-se “Martírio”. E assim, aqui temos uma batalha entre a “Vontade Fervorosa” e o “Martírio”. E nós gostaríamos de sugerir que se não fosse a vossa realidade, haveríeis de alegar tratar-se da maior concepção de ficção que jamais teríeis ouvido. (Riso) Nenhuma escrita que valha o nome se daria ao trabalho de redigir uma coisa tão óbvia como essa, e no entanto ela aí está.


Que estará o vosso mundo a dizer-vos sobre a batalha que travais entre a vontade sincera e o martírio, no Golfo Pérsico, no Médio Oriente? Que estará o vosso mundo a dizer-vos? Olhai para os vossos sucessos globais e para o impacto que exercem em vós. Quando escutais boas novas que ocorram no mundo que fareis? De que forma respondeis? Como vos comportais? Quando escutais notícias desagradáveis, que fazeis? Como é que respondeis? Como vos comportais? Escutai os murmúrios que vos chegam desses ângulos assim como a partir desses níveis.


E por fim, tal como com a vossa saúde pessoal quando iniciais, olhai para a saúde global. Em que estado se encontrará o mundo? Que estarão os estados a referir sobre o que se passa no mundo? E que significará isso para vós? Como já foi sugerido, por exemplo, em relação ao terrorismo, o terrorismo tem que ver com o martírio; não se pode declarar genericamente que o terrorismo exista por serdes todos mártires, não. Mas o relacionamento que tendes com o terrorismo tem que ver com o relacionamento que tendes com o martírio. E que interessante que há um tempo atrás, nesse sentido, os actos terroristas mais expressivos que captaram a atenção do mundo todo, um dos últimos tenha sido aquele que se deu quando o avião estava a decolar, e ao descolar do solo, os terroristas apoderaram-se dele e fizeram-no andar às voltas pelo Médio Oriente, o que compreendeu uma actividade que levou muito tempo (NT: Refere-se ao avião da Air France desviado por palestinianos que foi resgatado em Entebe, Uganda, em 1976). Quando estavam justamente prontos para partir, os terroristas ou o martírio nesse sentido... que mensagem vos terá isso transmitido? Que é que estavam a dizer a vós próprios?


De facto agora, que são feitos reféns, etc., à medida que repórteres e emissários e vários indivíduos, professores e não sei que mais... que significará isso para vós – o terrorismo e o martírio? Os cancros existentes no vosso mundo, nesse sentido, os cancros físicos mas também os cancros em que vos fechais sobre vós próprios e vos comeis a vós próprios? A raiva suprimida, as raivas negadas, a toxicidade existente no vosso mundo que têm que ver com a relutância recalcitrante de serem responsáveis. De facto ao manipularem os resíduos e tentarem entulhá-los sem serem responsáveis por eles vão dar lugar à confusão que vos levarão a dizer: “Que é que vamos fazer com os desperdícios? Bom, vamos escondê-lo; vamos enterrá-lo, varre-lo para debaixo da carpete, etc.” E depois, vinte trinta anos mais tarde, as latas em que os armazenastes estão podres e agora os vapores sobem até aos vossos silos, etc. Que murmúrios, que mensagens estareis a transmitir a vós próprios acerca da vossa própria recusa de vos responsabilizardes, sobre as vossas próprias tentativas de esconder a vossa própria raiva e de a entulhardes nos vossos joelhos apenas para descobrirdes que se torna artrite, ou de a enfiardes no pâncreas apenas para contrairdes cancro no pâncreas, etc., ou de tentardes ocultar os ressentimentos que sentis ou mágoas nas vossas costas, apenas para criardes problemas discais e nas vértebras, e de entulhardes os ressentimentos nos orifícios ósseos para acabardes por criar cancros ósseos e coisas desse tipo. Que murmúrios estareis a transmitir a vós próprios?


Que murmúrios transmitireis a vós próprios ao pegardes nos pensamentos que abrigais e nos ressentimentos de que não abris mão e torná-los pequenos tumores tipo verrugas no vosso cérebro ou no vosso seio ou em diversas partes do vosso corpo. Que estareis a dizer, que murmúrios a toxicidade que está a eclodir de novo no vosso mundo a fim de criar todos esses problemas vinte ou trinta anos mais tarde, que estareis a dizer a vós próprios através do mundo e através do vosso corpo? Nem todos vós criareis isso no vosso organismo interno, entendem; alguns criá-lo-ão no “organismo” mundial mas as mensagens, os murmúrios podem representar a mesma coisa para vós. 


Que é que dizeis a vós próprios quando ouvis falar sobre o facto da poluição do ar estar a ser limpa? Que é que dizeis a vós próprios, que murmúrio transmitireis quando ouvis dizer conforme se passa em Los Angeles que um grupo de peritos se reúne com o propósito de medir a poluição do ar mas o ar estava tão limpo que não conseguiram apurar as medidas adequadas, pelo que foram para casa para regressar numa outra altura em que o ar estivesse presumivelmente poluído? Que murmúrios transmitis a vós próprios quando ouvis falar nos progressos ligados ao salvamento das florestas do mundo, de modo a poderdes não ter que vos esfoliar por virdes a ficar sem oxigénio, mas por poder passar a existir uma esperança sincera quanto a uma solução desse problema particular?


Que murmúrios escutareis quando ouvis falar da União Soviética e dos Estados Unidos estarem a começar a estabelecer acordos de paz e estarem a começar a chegar a certos acordos quando a Alemanha Ocidental uma vez mais representa uma parte central no vosso mundo, só que desta vez em prole da paz ao invés da destruição. Que mensagens escutareis nisso, que murmúrios estareis a permitir-vos escutar, e estareis a entender quando também escutais esse tipo de notícias positivas no vosso mundo? Qual será o estado de saúde ou de enfermidade em se encontra que o vosso mundo? Que murmúrios estareis a transmitir a vós próprios? Essas são as sete áreas em que podereis buscar. Essas são as sete áreas a que podereis dar ouvidos. E obtereis uma abundância de murmúrios, muita informação. Não precisareis andar por aí em busca dela, não precisareis tentar encontrá-la porque ela estará presente.


Prestai atenção ao vosso corpo físico, assim como ao “organismo” que é o vosso mundo. Prestai atenção à proporção do vosso sucesso, e ao sucesso do vosso mundo. Prestai atenção à relação que tendes com as coisas, e à relação que tendes com as pessoas, e sonhai os sonhos que tendes e prestai atenção aos murmúrios que os sonhos também vos trazem. É aí que podereis encontrar os murmúrios. É onde obtereis as mensagens conscientes que a vossa mente consciente tenta transmitir-vos, e que o vosso subconsciente, o vosso inconsciente e a vossa mente superior está a tentar tratar convosco. E de facto existem problemas nessa área, não? Por vezes deixais escapar essas mensagens e outras vezes entendei-las mal. E é por essa razão que se torna tão importante - entendem – que processeis, e que limpeis o vosso subconsciente de todos os detritos, e que vos livreis das vossas motivações inconscientes que assentam fundo na vossa memória celular, e que trateis de estabelecer um relacionamento e de desenvolver um relacionamento com o vosso Eu Superior de modo a poderdes obter uma comunicação clara; é por isso que se torna de tal modo importante que rebaixeis o ego negativo para chegardes de novo ao caminho, de modo que não vos desorganize, de modo a que não vos polua essa comunicação.


Porque, quer essas mensagens provenham da vossa mente consciente, da mente subconsciente, da mente inconsciente ou mesmo da mente superior, se o vosso ego negativo interferir ao lançar sinais de bloqueio, etc., e estiver a impedir esse vosso “receptor” de receber livremente, se de facto o vosso ego negativo estiver a desenvolver mensagens dessas, ou a criança em vós, ou o adolescente interior que não tem vontade de atender aos murmúrios estiver a bloqueá-las, então não as ireis ouvir com clareza, e elas precisarão acentuar-se e tornar-se mais ruidosas, até por fim se tornarem brados e vos verdes forçados a ver e a confrontar, forçados a enfrentar esse problema. Sem outra alternativa senão fazê-lo!


É por isso que falamos de amor, é por isso que falamos de perdão; é por isso que nos debruçamos sobre a conquista do poder e o cultivo do conhecimento da manifestação da realidade; é por isso que falamos sobre o desenvolvimento do relacionamento que têm com o vosso Eu Superior e sobre golpear o vosso ego e sobre a vossa própria capacitação; é por isso que falamos sobre o conhecimento profundo da vossa espiritualidade e como o revelar; como pôr termo aos receios que sentem e como ir além deles; como se capacitarem e estabelecerem de um modo efectivo a excelência e trabalhar essas energias de modo a conseguirem escutar com mais clareza e obter mais auxílio e compreender de uma forma mais completa, e de modo a poderem ter liberdade para criar a realidade da forma que quiserem, dentro e fora.


De que forma poderão melhorar e escutar melhor? De facto, para o referirmos em termos gerais, limpai todas as coisas que se intrometem no caminho; limpar o ego, limpar a negatividade, desocupar os medos e as dúvidas sem sombra de dúvida – e já sabem disso. Mas de modo específico, para que ouçam melhor? Existem também vários modos. O primeiro que sugeriríamos é o de darem início a um diário em que registem os sussurros que apreendem; usar um bloco de apontamentos, não precisa ser muito chique, nem muito elaborado, mas comecem a acompanhar os murmúrios que apreendem e comecem a registá-los; se começarem a escutá-los começarão a ouvi-los com mais nitidez. Se tiverem um bloco de notas e quando a vossa realidade vos transmitir murmúrios por via dos amigos, do organismo, do vosso mundo etc., anotai-o: “Este é o murmúrio, e é isto que significa.” Ou: “Este foi o murmúrio, mas ainda não sei o que significa, mas aqui fica registado de qualquer modo.” Comecem a registar esses murmúrios. E se o fizerem, começarão a entendê-los mais, e serão capazes de os perceber melhor e serão capazes de lhes responder de uma forma muito mais completa e íntegra. E muito embora os não interpretem no mesmo dia, no dia seguinte ou num outro dia em que o revejam, perceberão um murmúrio a que não terão dado atenção mas que perceberão ser importante. Mas escutai-os, e escutá-los-ão melhor da próxima vez.


Assim, comecem por os registar – é um modo, não é o único. Alguns adoram ter diários, outros detestam-no como algo com que ninguém tem nada que ver. Se for esse o vosso caso, tudo bem, escolham outro. Nós queremos apontar-vos vários para poderem escolher o que se aplicar mais a vós. Mas comecem por registar os murmúrios que apreendem. Se não preferirem isso ou quiserem uma outra maneira, desenvolvei o que vamos passar a sugerir para todos, desenvolvam o vosso amor. Se tratarem mesmo de se amar a si mesmos; se tratarem efectivamente de dar, de responder, de respeitar, de conhecer; se efectivamente tratarem de ter a humildade de ser intimistas e a coragem de se empenharem; se realmente se importarem convosco próprios de tal forma que se sintam seguros, que sintam prazer, sinceridade, confiança, e conhecimento de que não se perderão, e que se importam, e que conseguem ser dados, e que têm um profundo sentido de saber. Se realmente se amarem a si mesmos – a vossa mente consciente, a vossa mente subconsciente, a vossa mente inconsciente e a vossa consciência superior sem sombra de dúvida que lhes confidenciarão e entoarão belíssimos cantos, mensagens, contanto amem. E quanto mais amarem, mais insinuações obterão – e muito menos brados precisarão ouvir. Assim, muito embora não esteja directamente relacionado com os próprios murmúrios, amai-vos; tratai do amor.


Em terceiro lugar, começai a pedir insinuações; se tiverem um problema, uma questão que querem tratar e necessitam de uma solução e uma orientação, dispõem de escolhas com que não sabem o que fazer, não lhes é revelado de que ângulo devem actuar na consideração, que direcção adoptar, que versão usar, não estão bem certos de deverem fazer isto ou aquilo, ou que mudanças implementar ou quando, não sabem exactamente para onde virar – então peçam insinuações. Peçam pistas; peçam mensagens – e na hora! E se o pedirem obterão alguma num prazo máximo de setenta e duas horas. Só que precisam dar atenção! Não podem pedir por insinuações e depois esquecer o pedido, e afastarem-se disso, etc. Não podem decidir querer um murmúrio sussurrado ao ouvido e depois ir dormir, ficar inconsciente durante três dias e depois indagar: “Onde está a insinuação que pedi?” Tínheis os olhos fechados, os ouvidos impedidos enquanto dormiam profundamente sob os cobertores da vossa vida – não admira que não os tenham obtido! Portanto, se quiserem uma insinuação, comecem a pedir uma, comecem a procurá-la: “Muito bem, não sei o que fazer aqui. Preciso de um indício, um sinal.” Pedi aos concelheiros, ao Eu Superior, a Deus: “Eu preciso de um sinal! Preciso de uma pista. Preciso de uma mensagem.” E de seguida dai ouvidos. Prestem atenção ao que sucede e permitam que essas insinuações possam eclodir.


Em quarto lugar, peçam ajuda. Peçam auxílio. Claro. Se quiserem compreender as insinuações que obtêm com uma maior clareza; se quiserem ouvir com uma maior facilidade, vão meditar e peçam por auxílio. Se tiverem consciência dos vossos conselheiros, conversem com eles: “Olhai, eu quero tratar disto; eu quero fazer o que preciso fazer de modo a conseguir atender aos murmúrios mais facilmente, quero proceder às mudanças que preciso fazer, por isso mostrai-me o que preciso que me mostrem, de modo a poder auscultar as insinuações.” Alguns dos vossos conselheiros poderão ser hábeis e dar-lhes uma adorável ajuda auditiva, ou um búzio, para poderem escutar os murmúrios com mais clareza, enquanto meditam. Assim como poderão trabalhar sobre vós, enquanto dormis, ou à vossa revelia. Se não tiverem qualquer relação com os vossos conselheiros, isso não quer dizer que não possam pedir ajuda, voltem-se em vez disso para o Eu Superior – o qual não precisam conhecer directamente, para ouvir os murmúrios.


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