domingo, 2 de dezembro de 2012

SETH - SATISFAÇÃO E ESPONTANEIDADE








Tradução: Amadeu Duarte

Rob: "(Após a Jane e eu termos passado uma hora a falar sobre o tempo passado nas tarefas, a atender visitas, e outros tipos de interrupções, etc.)

"Bom: Boa noite.

("Boa noite, Seth.")

" Vós bloqueais a vossa própria energia muitas vezes, devido a velhos hábitos. Se seguísseis sinceramente os vossos próprios ânimos, inclinações e tendências numa, digamos, semana qualquer, havíeis de descobrir que desejastes trabalhar, sentistes vontade de trabalhar, e que trabalhastes bem por certos períodos de tempo. Não iríeis fazer compras ou realizar qualquer das tarefas que não precisáveis em absoluto realizar. O vosso trabalho revelar-se-ia claro e desimpedido. Haveríeis de ditar as decisões que estabelecestes. Mas sentistes vontade de trabalhar e assim o fizestes. Haveria de fazer muito pouca diferença, e isto aplica-se a cada um de vós, quer trabalheis por 12 horas ou três dias seguidos, ou trabalheis mais horas normais. Se seguísseis as vossas próprias inclinações, teríeis descoberto o vosso ritmo criativo do trabalho primordial.

Em outras ocasiões não sentiríeis vontade de trabalhar. Não vos forçaríeis a trabalhar nessas ocasiões, devido à vossa necessidade de folga de um tipo qualquer – passeios ou convidados – ter-se-ia então afirmado. Teríeis gostado de fazer as tarefas então, por o vosso corpo e mente serem refrescados pelas diversas actividades.

Trabalharíeis com intensidade sempre que trabalhásseis, e os vossos períodos de relaxamento revelar-se-iam muito mais refrescantes. O vosso trabalho viria com facilidade. As irritações são instauradas devido aos bloqueios. Fazeis tarefas muitas vezes quando sentis vontade de trabalhar, e muitas vezes quando não há uma necessidade real de as fazer. As poucas – muito poucas – tarefas que são diariamente necessárias são minúsculas. Por outro lado, frequentemente trabalhais quando não sentis vontade de o fazer, e precisais de vos refrescar por outras vias, muito simplesmente por já vos terdes cansado com dos dilemas subsequentes.

Nesse caso começareis a antecipar mais formas de distracção. Quando o que representa uma distracção numa certa altura é acolhida numa outra altura, é óbvio que não representa uma distracção, mas expressa uma necessidade. Hoje foste ao banco por teres pensado que devias, ao ires contra os sentimentos que tinhas. Ias com os sentimentos relativos à Maria (Clodes), mas isso provocou-te dificuldades, em vez de satisfação por causa do banco. Uma política assim facultar-te-ia uma forma automática de definires decisões, haveria de clarear o ambiente, e dar-vos a cada um fluxo muito mais exuberante de energia.

A espontaneidade conhece a sua própria ordem. O ser criativo é o mais espontâneo de todos. Existem ritmos ocultos de criatividade de que não tirais proveito, e com isto não me refiro unicamente a vós. Dá-se uma sobreposição de hábitos culturais. A sugestão que fiz ajudar-vos-á a libertar isso, e permitir-vos-á utilizá-los. É um pouco uma toleima ver as pessoas no horário de todas as noites de sexta-feira a menos que tal política vos convier. Porém, não deixa de ser uma tolice, forçar-vos da mesma maneira a concentrar-vos durante um tempo quando realmente ansiais pela actividade. Conforme a coisa está, muitas vezes sentis-vos culpados quer trabalheis ou vos distraís, digamos. Obviamente não vos sentis da mesma forma coisa ao mesmo tempo, mas se comunicardes os vossos sentimentos com clareza uma ao outro, isso não trará qualquer problema. O material é de grande valor se o utilizardes. Representa uma forma de manipular a vossa energia que é nativa ao vosso próprio ser e que faculta à criatividade o seu fluxo mais fácil e natural.

Seth, Sessão de 15/03/76, Sessões Pessoais /Apagadas, Livro 3,


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