sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

AMOR - POEMA

Retracto e traduçãoda autoria de Amadeu Duarte



LOVE

by: George Herbert (1593-1632)

OVE bade me welcome; yet my soul drew back,

Guilty of dust and sin.

But quick-eyed Love, observing me grow slack

From my first entrance in,

Drew nearer to me, sweetly questioning

If I lack'd anything.



'A guest,' I answer'd, 'worthy to be here:'

Love said, 'You shall be he.'

'I, the unkind, ungrateful? Ah, my dear,

I cannot look on Thee.'

Love took my hand and smiling did reply,

'Who made the eyes but I?'



'Truth, Lord; but I have marr'd them: let my shame

Go where it doth deserve.'

'And know you not,' says Love, 'Who bore the blame?'

'My dear, then I will serve.'

'You must sit down,' says Love, 'and taste my meat.'

So I did sit and eat.



Amor


O Amor convidou-me a entrar

Mas minh’alma cheia de impureza e pecado recusou.

Mas o Amor, atento, vendo que tinha hesitado

Com doce zelo a questionar de mim se abeirou,

Por falta de algo em mim ter notado.

De ser um convidado, respondi eu, que mereça aqui estar.



Mas isso és tu, o Amor respondeu

Eu, impiedoso e ingrato? Oh, Amado meu

Não sou nem digno de Vos contemplar!

Mas o Amor pegou em minhas mãos e a sorrir retorquiu:

Quem criou a visão senão eu?



Em boa verdade, Senhor. Porém, eu a desonrei

Pelo que devo encaminhar-me

Para onde só por vergonha ir merecerei

Mas, não sabes tu quem toda a culpa suporta?

Disse o Amor a questionar-me.

Nesse caso, Amado meu, ao teu serviço desejo devotar-me.

Deves repousar e prova o meu sustento.

E eu sentei-me a desfrutar daquele alimento.


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