sexta-feira, 2 de novembro de 2012

BREVE TRATADO DA ENERGIA - Seth




Tradução: Amadeu Duarte

Vamos dar-vos um breve tratado sobre a energia e sobre os usos a que ela se presta no universo físico. Agora; da vossa perspectiva, a energia não representa algo que consigais ver mas algo que, em vez disso, sentis. Embora existam na raça humana – na população humana – aqueles que possuem a capacidade de ver a energia à medida que ela flui e reflui, à medida que se move ao seu redor, e sejam mesmo capazes de lhe associar cores, se quisermos, assim como são capazes de ver as auras das pessoas. Existe uma energia raiz que representa energia enquanto energia, e que constitui basicamente a fonte de toda a vida. É a fonte de toda a coisa vivente – de tudo. É a fonte das rochas, das árvores, a fonte do lixo, da água, dos animais e dos seres humanos, na expressão física que assumem. Essa energia flui constantemente e transforma-se e dissolve-se de uma forma numa outra à medida que a vida busca a própria expressão criativa no universo conforme o conheceis.

Agora, perguntas isso por andares em busca de informação sobre as energias de cura em particular, e o que gostaríamos de dizer é que esse tipo de energia - se lhe desejares chamar alguma coisa chama “energia de cura” - é uma energia que promove a vida.



Num certo sentido existe igualmente uma energia destrutiva que pode ou não ser encarada como negativa do vosso ponto de vista, dependendo da posição que ocupardes. O tipo de energia que separa algo simplesmente por necessitar se ser separada de modo a dar lugar a algo novo é destrutiva mas não seria considerada negativa. A energia que lentamente derrete a montanha é destrutiva, mas não negativa.


Existe um outro género de energia que causa dano, que provoca sofrimento, que é o tipo de energia em relação à qual dirias que a energia de cura representa como que um contrapeso. Essa energia em última análise procede do medo. O medo representa uma energia que afasta da vida. O medo constitui uma falta de confiança no Todo, e assim, muitas vezes o medo serve de motivação, embora nem sempre - mas existem aqueles poucos que temem e que não procedem de forma correcta, podemos apressar-nos a acrescentar – mas esses poucos que temem mas não procedem da forma correcta são motivados pelo medo no sentido de atacarem, entendes? No sentido de causar prejuízo. De desempenhar actos destructivos que não reforçam a vida, a partir da perspectiva da realidade física.


Aquilo que arrasta para baixo, que tira do topo do monte, em última instância engrandece e promove a vida. Aqueles que buscam ofender não promovem a vida. E uma pessoa pode ofender-se a si própria, assim como aos outros. Muitas vezes quando uma pessoa está mal, quando passa pela experiência da doença, está a condenar-se e a atacar-se com a própria energia por ter um medo qualquer enraizado nela. Tomou a decisão, entendem, de não serem dignas de uma coisa qualquer.


A energia da cura passa então a tentar mover-se para aquelas áreas que se acham sob ataque, busca, se quisermos, a causa principal da doença, e cura-a, não colocando algo sobre ela, nem cicatrizando, se quisermos, mas literalmente desfazendo a causa principal. Vai até essa causa principal, examina-a com a cooperação da vontade da entidade, acrescentaríamos, e como a causa principal é examinada, é tomada uma nova decisão que desata os nós do medo e da ansiedade, e que desfaz o nó do padecimento físico, se algum houver, ou o incómodo espiritual e emocional também, de forma que tudo corra sem problemas, e não surja qualquer sinal do padecimento anterior por ter sido desfeito na raiz, entendem?


A energia de cura não conhece tempo nem espaço. Ela pode avançar em frente, assim como para trás, e mover-se para o lado no tempo. É capaz de atravessar dimensões. Pode atravessar níveis de energia. Pode mover-se por meio de emoções e do espírito. É capaz de atravessar níveis de emoção e do espírito, e níveis da fisicalidade, desde a partícula física mais diminuta até à mais larga - o que representaria um universo.


A energia de cura, pois, é em si mesma, poderíamos dizer, embora não sirva de analogia exacta, um tipo de instrumento altamente refinado que possui a capacidade de focar de uma forma aguda ou de ter uma aplicação bastante vasta conforme for requerido. Por as energias de cura promoverem a vida, não possuem um lado negativo. Não causarão qualquer dano. Quando tendes acesso às energias de cura, o primeiro método de acesso passa por ter a intenção de lhes aceder por essa forma. Essa é a ferramenta primordial e talvez devêssemos dizer a mais essencial. Todas as demais são secundárias.


Quando obtendes acesso a essa energia, e conforme é do vosso conhecimento, podeis aceder-lhe para vós próprios assim como para os outros, deve existir sempre um componente de permissão no sentido da sua aceitação para a acolherdes; da vossa parte, para a utilizardes conforme a usardes, e da parte daqueles que a recebem. De modo que, se estiverdes a curar-vos, precisareis tanto ter a intenção de aceder à energia de cura, assim como de conceder a vós próprios permissão - ou dar-lhe permissão a ela - para actuar sobre o vosso campo de energia.


Do mesmo modo, se estiverdes a desempenhar a cura para outros, então tereis a intenção de lhe aceder, e eles precisarão conceder permissão para a acolherem; de outro modo, nada acontecerá porque, pela sua própria natureza, a energia de cura não pode forçar-se. Sabemos bem que estais conscientes de tudo isso.


A energia de cura irá, consequentemente, ir onde seja bem acolhida e necessária. E não precisa de um acolhimento significativo. Um pouco de boa vontade para acolher a energia de cura pode fazer muito no sentido de obterem um grande resultado. Ela chegará à pessoa ao ritmo que a pessoa que estiver a acolher essa energia achar aceitável. Há quem consiga curar-se rapidamente por serem capazes de acolher um enorme volume de energia de cura; Há quem se cura mais devagar, por só conseguirem acolher um menor volume. 

Recordai que a energia vai à causa principal e desata os nós da dificuldade inicial. No caso de alguns, eles têm vontade de desfazer esses nós com rapidez. No caso de outros, possivelmente por os nós terem muitas ligações cruzadas (uma vez mais, estamos aqui a fazer uso de uma analogia, mas uma que é muito adequada) precisam desatar apenas alguns de cada vez.


De modo que a energia constitui, de certo modo, uma forma de informação. Carrega em si a informação que é necessária pela entidade que a acolhe. Assim, por exemplo, para aquele ser humano que acolhe uma energia de cura destinada a um padecimento particular espiritual ou físico que tenha porventura tido início num trauma emocional, a informação que advenha será específica ao seu caso e dar-lhe-á a saber, e trar-lhe-á, uma informação adicional de que poderá não ter percepção consciente nesta vida e lhe permita perceber o trauma, se quisermos, por meio da alguém cálido e seguro que lhe segure na mão de forma que consiga libertar o trauma e tomar uma decisão diferente em relação a ele, o que passa a desfazer o trauma; literalmente desfaz o trauma.


No caso de outras espécies e de outros componentes do universo, a informação diferirá, e noutras circunstâncias no caso de um ser humano, a informação diferirá.

Mas na raiz, se nos suportardes, e sem a menor intenção de parecermos piegas, diremos que a energia de cura constitui uma energia de amor no nível em que nós enquanto entidades entendemos o amor.


O amor é o que realça toda a vida, amor é tudo quanto a vida quer dizer, o amor trás consigo apenas intenções amorosas e carrega em si unicamente respostas amorosas.

E desse modo poderíamos dizer se quiserdes nem que seja no vosso coração, embora possa soar demasiado Nova Era, poderíamos dizer que o amor e a energia de cura e a informação - a verdadeira informação, conforme nos estamos a referir - fazem todos parte. Constituem diferentes modos de considerar ou de tratar com a classificação de um tipo de energia que subjaz em toda a coisa vivente neste universo. Em última instância diríamos que efectivamente existe, conforme começamos por afirmar, uma energia que apoia e realça ou promove e nutre tudo.


Quando possuís intenções de cura, o que de facto estais a fazer é que a intenção que tendes é de ajudar esta entidade, ou este ser, seja o que for que desejeis ajudar, no sentido de alcançardes o mais elevado e carinhoso alinhamento com o seu mais elevado propósito, de modo que por si só isso expressa as mais carinhosas possibilidades.

Isso é tudo quanto diremos sobre a energia por ora. Existe de facto a possibilidade de escrevermos volumes sobre o tema, por a vida ser infinitamente variada, e portanto, num certo sentido existir uma infinita variedade de energias que poderíamos dizer que brotam desta energia universal do amor e se expressam por um infinito número de formas diversificadas. Cada pessoa, de certo modo, constitui a própria expressão da energia, que jamais se duplica, e se vê mais à face da Terra. Até mesmo os vossos animais de estimação, os vossos gatos e os vossos cães, os vossos peixes, as vossas casas, as vossas árvores são todos únicos e uma expressão que não se repete mais, uma assunção individual, se quisermos, uma expressão dessa energia subjacente do amor.


Alguns poderão chamar-lhe Deus, mas isso representaria uma designação incorrecta no sentido de denegrir a individualidade - a individualidade tão prezada - de cada pessoa, de cada coisa individual. Não somos apenas expressões de Deus, se quisermos, muito embora exista um Deus, e esse Deus se expressar - esse Deus e Deusa, se quisermos - por intermédio de Tudo, mas de certo modo somos distintos e separados no sentido da própria identidade que temos que sempre conservaremos e sempre acalentaremos junto de nós.


O que constitui o vosso papel de curadores, é em, poderemos dizer, com uma mão chegar à energia do amor universal, e com a outra à energia do indivíduo, e ligá-las. Cabe-vos, enquanto curadores, compreender e entrar em sintonizar tanto quanto possível a energia individual da pessoa com quem estais a trabalhar, e ligá-la à energia curativa do amor de tal modo que a sua individualidade seja realçada e acarinhada e habilitada para se expressar a sua própria singularidade. Não estais a tentar tornar toda a gente da mesma forma, nem equiparar toda a gente por uma energia de amor; em vez disso, estais a tentar trazer-lhe essa energia do amor de modo a que possa utilizá-la da forma que quiser. Ele poderá personalizá-la, se quiserdes; poderá torná-la sua e fazer com que ela expresse os seus talentos únicos, as suas capacidades únicas, assim como a sua individualidade, o seu Eu.


Se a energia do amor tentasse pôr fim à individualidade, isso não equivaleria a amar, entendem, pelo que em vez disso, a essência da energia do amor consiste no amar, e como tal a sua essência reside no apoio e em estimular a individualidade conforme se apresenta. De modo que, vós, enquanto curadores, sintonizais mais a individualidade de cada pessoa e tornais-vos mais capazes de ajudá-la a ajudar-se a si mesma a curar-se e a expressar-se de uma forma mais completa e por um modo mais completo.


Nós percebemos com clareza, mas sabemos que parte de cada expressão individual destina-se à descoberta do seu próprio caminho e ao estabelecimento por si mesma do que seja verdadeiro e do que não seja verdadeiro. Assim, apresentamos-vos esta informação mas não vos servirá de nada se não for conseguida por vós e se a não fizerdes despertar por meio do vosso próprio conhecimento a partir do vosso coração, entendem? E isso advirá ou não ed acordo com os próprios desejos que tiverdes. Mas quando sobrevier, será uma informação vossa, apesar de os termos ligado, se quisermos, a esta informação. Quando se tornar vossa, será vossa. Brotará do vosso próprio ser, e adquirirá as texturas e aromas do vosso próprio ser, de modo que podereis nem mesmo reconhecer inicialmente tratar-se da mesma coisa, num certo sentido, até muito mais tarde, quando obtendes o “ah ah”, e disserdes: “É verdade, há cinco anos, o Seth disse-me que era assim, e eu percebi que corresponde ao que tenho vindo a fazer, só que à minha própria maneira.” Mas não queremos que penseis que seja idêntico nesse sentido. É a vossa. Torná-la-eis na vossa e será a vossa. É importante que vos digamos isso.

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