quarta-feira, 10 de outubro de 2012

SOBRE A INTUIÇÃO



Transcrito e Traduzido por Amadeu Duarte

Que condição atmosférica excelente a que criaram para o seminário desta tarde dedicado à intuição. Deve indicar deveras o facto de estarem preparados e dispostos a absorver todo o tipo de informação com a criação de um céu claro e belo. Pois bem, de facto estão preparados, sem sombra de dúvida, porque na caminha espiritual e busca que empreendem, conforme a podereis entender, é já tempo para olharmos de uma forma bastante específica esta questão da intuição. Tanto para desenvolverdes a intuição que já possuís, de facto, pois sois todos muito intuitivos, sem sombra de dúvida, mas por a chave disso estar em desenvolvê-la de uma forma mais completa e em vos abrirdes a uma maior parcela dessa mesma intuição que se acha efectivamente presente.
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Mas queremos começar por abordar a importância que a intuição apresenta. Trata-se de uma palavra agradável e que soa bem, conforme dissemos, e que pode ir desde uma forma qualquer de brincadeira que se prenda com a área da suposição até um arrepio psíquico pela espinha acima, mas para a maioria, a intuição é aquele tipo de coisa... sabem como é... uma daquelas coisas que as pessoas têm e que por vezes usam sem espécie nenhuma de sentido de abordagem ou de exploração e sem nenhum tipo de precisão, e que mais parece um tipo de situação daquelas de acertar ou de errar.

E sem dúvida nenhuma escutastes já maravilhosas histórias sobre vários indivíduos que passam por momentos do tipo “Ah ah!” e “Eureka” e várias e magníficas percepções ou revelações, e decerto que estareis familiarizados com a teoria da relatividade promulgada por Einstein, que lhe sobreveio através de um sonho e que resultou na sensação inicial, na percepção inicial do impacto intuitivo de alguma coisa dentro dele que precisava ser desenvolvida e compreendida com uma maior clareza e que agora se tornou efectivamente num facto e numa parte principal da corrente do pensamento que lida com todas essas coisas.

Mas nesta tarde queremos começar pela consideração da importância que a intuição tem. Porque de facto, na jornada espiritual que trilhais, mencionamos e falamos sobre vários passos iniciais que são importantes e que cumpre efectivamente dar; de facto esses primeiros passos são o desenvolvimento de um relacionamento amável, o desenvolvimento de um relacionamento carinhoso convosco próprios e com os demais. Funcionar ou proceder a partir de uma base assente no facto de serdes uma pessoa amável constitui um modo ou método particular de dar início ao desenvolvimento da excelência e aos vários componentes inerentes a essa função, presentes no âmago da criação elegante da realidade.

De modo semelhante, o do desenvolvimento dos sete valores do Eu: percepção de si-mesmo, autoestima, valor próprio, amor-próprio, autoconfiança, respeito pessoal e realização pessoal, o que em última análise conduz ao amor incondicional, como primeiro passo da vossa caminhada espiritual, da vossa aventura espiritual. Mas igualmente, o passo inicial, um tanto amorfo, um tanto abstracto mas ainda assim válido, que é o de estabelecerdes uma noção do sentido de comunicação ou de comunhão com o vosso Eu Superior numa base definida em termos de regularidade.

Mas sugerimos muito claramente que podeis pegar numa qualquer, ou em duas, três ou quatro dessas actividades particulares ao vos aventurardes inicialmente, ao dardes os primeiros passos no domínio do desconhecido e dessa coisa ambígua chamada espiritualidade.
E aquilo que aprendeis ao dar um ou uma combinação desses passos é que fundamentalmente precisais dar os quatro; fundamentalmente precisais trabalhar até certo ponto para estabelecer uma certa proficiência em cada um desses componentes, e funcionar de modo excelente. E em segundo lugar, precisais aceitar e conhecer o valor dos vossos próprios componentes, de ter esse sentido de serdes uma pessoa carinhosa, de funcionardes nessa qualidade, e muito claramente, de terdes um sentido de unidade e de união com o vosso Eu Superior.

E ao começardes por esses passos iniciais da vossa espiritualidade, também descobris que é um passo inicial e que constitui um passo contínuo, que sempre precisais remeter e renovar essas qualidades particulares em vós, absolutamente. E ao longo de toda a vossa jornada, por onde quer que ela vos leve, nesta vida e para além desta vida, para reinos mais elevados, em que com certeza ainda ireis lidar com os valores do ser conforme são definidos nesses níveis: com o amor, com a comunhão com o vosso Eu Superior - em que progressivamente vos tornareis mais num só - e com certeza funcionar de uma forma ainda mais importante nesses níveis superiores, com a excelência.

Assim trata-se de um passo inicial e de um passo terminal; um passo em contínua expansão. Mas o desenvolvimento de um relacionamento vivo, arejado, abrangente com Deus, com a Deusa, com o Todo tem manifestamente muito mais que se lhe diga do que apenas esses quatro passos. E existem em definitivo muitos outros passos e muitas outras contingências envolvidas nessa complexa e intrincada actividade da vossa jornada espiritual.

Um desses passos, um passo bastante necessário consiste no desenvolvimento da intuição. Não é opcional; o que é opcional é a altura em que a desenvolvereis e o quanto a desenvolvereis. Mas eventualmente precisareis desenvolver uma função intuitiva de forma consciente. Porque de facto todos vós funcionais intuitivamente; tal como todos criais a vossa realidade com base nos vossos pensamentos, nos vossos sentimentos, nas vossas atitudes e crenças. E todos vós manifestais essas ilusões neste vosso plano físico - quer acrediteis nisso ou não, quer saibais disso ou não, quer queirais aceitar isso ou não. O próprio facto de criardes a vossa realidade, o próprio facto de usardes os vossos pensamentos e sentimentos e atitudes e crenças para manifestardes a realidade, pode ser usado para provar em termos conclusivos que não a criais, e isso denota a beleza do sistema; o facto de poder ser usado para provar que não existe; mas é claro que só provais em termos conclusivos que existe.

Mas o desenvolvimento, o vosso desenvolvimento espiritual envolve não a decisão de virdes a criar a vossa realidade, mas a descoberta de que o fazem e de o fazerem de forma consciente. O mesmo se passa com a intuição. Não é decidir: “Ah, muito bem, penso que vou tornar-me intuitivo a partir de agora, como se nunca tivesse sido antes, na minha vida. Creio que vou descobrir como se consegue tal coisa, e começar a fazê-lo.” Não, vós já sois altamente intuitivos. Toda a gente o é, e aqueles de vós que se envolvem com o desenvolvimento, aqueles de vós que se envolvem numa sincera espiritualidade – estabelecemos essa distinção, por existir muita espiritualidade por aí que é menos sincera – mas aqueles de vós que se acham envolvidos, são particularmente intuitivos; só que muitas vezes fingem não ser, muitas vezes negam esse facto, e atribuís tudo o que vem a vós intuitivamente a alguém ou fingis não ter acontecido ou convenientemente esqueceis.

Assim o trabalho, a tarefa, a obrigação que vos cabe, envolvidos que vos achais na vossa jornada espiritual é agora, nesta altura, voltar-vos para algo que sois vós, algo que tendes vindo a operar o tempo todo, e aceitá-lo de uma forma consciente. Para a seguir o desenvolverdes conscientemente, desenvolverdes o que possuis de uma forma inata, desenvolverdes mais do que o que possuís naturalmente. Desenvolver a destreza de ser uma pessoa intuitiva.

A intuição é o veículo que vos aproxima mais de Deus, da Deusa, do Todo. E também representa o combustível que impulsiona esse veículo. Há muitos que vos dirão – e correctamente! - que sois Deus; mas há poucos que vos dirão – mais acertadamente ainda! – que sois Deus, a Deusa, e o Todo. Mas entendam, muitos utilizarão essa verdade para justificar complacência, para justificar um estado de sonambulismo, e para pensar que já serão perfeitos. Muitos utilizarão essa verdade de uma forma errónea, e em vez de vos explicarem que, sim, já sois Deus, a Deusa, o Todo, a tarefa que vos cabe consiste em vos descobrirdes a vós, devido a que por meio dessa autodescoberta vos torneis mais Deus, a Deusa, o Todo. Por a parte de vós que já é Deus, a Deusa, o Todo agora, ser tão pequena – efectiva mas diminuta – e por o objectivo da vossa espiritualidade consistir em a expandirdes, em vos tornardes mais nela, de modo que quanto mais progredirdes mais vos tornareis e mais próximos de Deus, da Deusa, do Todo.

Não sois perfeitos do jeito que sois; tendes o desenvolvimento, a expansão e o chegar adiante. Graças a Deus que não sois perfeitos da forma que sois, porquanto, se vos olhar-vos ao espelho, de forma literal ou figurativa, podeis chegar à conclusão de que: “É isso aí!” O que seria bastante sombrio, no mínimo! (Riso) Mas é o começo disso que pode tornar-se muito excitante. É a semente dentro de vós, algures por entre esses olhos, por detrás desse corpo, algures escondido nele e no entanto sem lá se encontrar de todo, essa semente, essa centelha, esse Deus, essa Deusa, esse Todo. E por intermédio da descoberta de quem sois, vós descobris Isso. E expandis Isso – dentro de vós. E o veículo para isso, e o combustível desse veículo é a intuição.
É muito importante que a desenvolvais, e até certo ponto é crítico; e é óptimo desenvolvê-la antes de se tornar crítica, de forma a poderdes voltar-vos para ela com elegância e com graça. Mas não somente desenvolver-se espiritualmente, e obter êxito nisso, como desenvolver-se espiritualmente de modo fácil, sem grande esforço, sem sofrimento. Não somente que obtenhais sucesso, mas a forma como o obtendes, abre a porta mágica, abre a passagem escondida para maiores níveis de espiritualidade que de outra forma não descobriríeis.

Poderíamos dizer que se assemelha-se quase a um satélite a girar em órbita, preso num campo gravitacional, mas numa órbita que gira e gira ao redor sem parar; a mover-se, sem a menor dúvida, mas a faze-lo em círculos; a progredir, mas sem conseguir aproximar-se da sua fonte ou objectivo – o que dá no mesmo. E vós precisais sair dessa órbita; precisais de um aumento de energia para conseguirdes abandonar a órbita, e esse incremento, esse impulso de energia é a intuição. E para conferirdes a vós próprios esse impulso precisais de algo que o alimente, e esse combustível é igualmente a intuição.

Usando essa mesma analogia - mas ficai cientes de que todas as analogias em se desmembram, última análise - gostaríamos de sugerir que pela utilização dessa analogia, podíeis ver a vossa existência pessoal actual como que em órbita, a circundar o vosso inconsciente pessoal e o inconsciente colectivo, às voltas sem parar dentro da sua esfera, do seu campo gravitacional, da sua esfera de influência, da sua bolsa.

A nutrindo-vos actualmente com o que podemos chamar de lógica pessoal e colectiva. Utilizamos esse termo, “lógica pessoal” e “lógica colectiva” ao contrário de lógica induzida ou deduzida, por que com toda a clareza, 90% daquilo a que as pessoas se referem como “lógico” não o é. Não dizemos que não é por de algum modo ser ilógico; o que queremos dizer é que na realidade não se enquadra naquilo que representa a lógica. A lógica é, quer dedutiva – um processo de silogismos, uma combinação de afirmações (três, para ser mais exacto) que redundam numa conclusão, que por sua vez é lógica; isto é assim, aquilo é assado, pelo que aquele outro será... etc. Assim como também pode ser indutiva, que pega na coisa específica e a extrapola ou expande numa generalização.

Qualquer coisa que não se enquadre constitui essa abordagem silogística não é lógica, mas será porventura pensar ou raciocinar e vários outros componentes que se prendem com a reunião de pedaços de informação numa forma qualquer estranha para chegar a fazer algum sentido razoável, mas não é lógica. Não se enquadra necessariamente nem decorre em absoluto da afirmação corrente: “Os humanos são mortais; de modo que como fulano é humano, também é mortal.” Esse é um raciocínio induzido por um silogismo que o reverte para a indução, e noventa por cento daquilo que dizeis ser lógico - seja uma conclusão lógica ou uma resposta lógica, que faça sentido em termos lógicos, na realidade não faz; só que utilizais o termo como um tipo qualquer de carimbo de aprovação, pelo que nos passaremos a referir a isso como lógica pessoal e colectiva. Mas isso constitui o combustível corrente que mantém esse movimento orbital ao redor do inconsciente colectivo por meio do vosso inconsciente pessoal.

Precisais de mudar de combustível e de passar a usar a intuição como combustível, não de uma forma exclusiva, nem deitando fora o poder do vosso raciocínio nem o vosso pensar, evidentemente, mas talvez utilizando-o como um aditivo ao combustível, um produto da STP ou algo do género, que faça esse combustível queimar de uma forma mais eficaz e eficiente, de forma a poderdes impulsionar-vos para fora da órbita, e ir além dela, para fora desse inconsciente colectivo, por meio do uso da intuição; não conseguis descobrir uma forma para isso, não podeis avançar por meio da lógica, precisais faze-lo intuitivamente. “Óptimo! Mas como é que o fazemos?” É a isso que iremos chegar.

Mas torna-se importante avançar, e não só avançar mas progredir, chegar mais perto da vossa fonte, de Deus, da Deusa, do Todo, adicionando ao combustível essa intuição e impulsionando-vos para fora da órbita, para fora da posição de prisão, que se assemelha ao movimento quando na realidade não é, tal como a órbita em que vos encontrais. Do mesmo modo conforme dissemos, afastar-se do inconsciente colectivo, envolve dois conceitos bastante importantes. O da concepção e da percepção. E o do estabelecimento do domínio em substituição da vossa habitual dominação (controlo). Dois conceitos críticos que são essenciais se verdadeiramente quiserem afastar-se do vosso inconsciente colectivo, ainda que de tempos a tempos, se não inteiramente.

Quando consideram o conceber, que vai além do mero reorganizar daquilo que já é do vosso conhecimento, e vai além do uso da imaginação, e traduz o desenvolvimento de algo novo, de algo que não tenha existido, a intuição revela-se evidentemente uma parte integrante disso. E de forma similar à da percepção, vai além do mero compreender, e assenta no domínio que é o da intuição. E por isso, crítico à percepção e à concepção é uma consciência que opere com a intuição. E para que actue claramente fora do domínio do controlo e mais dentro da situação de ter domínio, um dos factores mais chave é a capacidade co-criativa, junto com Deus, com a Deusa, com o Todo. Não manipular Deus, a Deusa, o Todo, nem tentar levar a melhor de modo a levá-Lo a dar-lhes a realidade que pretendem, enganando-O, o que é um tanto arrogante presumir que se possa fazer, mas seja como for… É co-criar juntos, decidir em conjunto, e depois ser responsável individualmente por aquilo que criam.

Para terem essa capacidade de co-criação, precisam permanecer abertos e dispostos, e ser capazes de operar de forma intuitiva. Assim, mesmo para se afastarem desse inconsciente colectivo, e para passarem - para o quê? Para o domínio intuitivo, sim - precisarão usar a intuição para lá chegar. Quanta falta de lógica! Precisam usar a própria coisa que precisam alcançar para lá chegar, para o alcançarem! Sim, bastante ilógico, mas por outro lado bastante maravilhoso, assim que começarem a utilizar a intuição para lá chegar, eis que terão lá chegado – não terá levado tempo nenhum a chegar, e não precisarão ir a parte nenhuma.

Na conversa que tivemos acerca do ano da oportunidade, 1985, falamos dos alicerces ou fundamentos que eram únicos na relação que tinham com esse ano e por conseguinte, durante os doze anos subsequentes. E na altura referimos que esses fundamentos voltariam a surgir um e outra vez neste ano, e assim voltaram a surgir nesta altura particular ao considerarmos a intuição. Por, uma vez mais, a intuição constituir uma parte muito crítica de cada um desses quatro alicerces. O fundamento deste ano de 85 assenta no culminar e no manifestar, quer do passado quer do inconsciente colectivo, quer do futuro – ou da intuição. Por ser assim que descobrem o futuro, por ser assim que o produzem, por ser assim que o trazem à baila, e não apenas decidindo que isto é o que é, mas com consciência daquilo que é. Produzi-lo, manifestá-lo. E por isso crítica, e parte integrante desse alicerce é a presença e a função da intuição.

O facto de ser o ano da oportunidade – o que representa o segundo fundamento - assenta no facto de as oportunidades se apresentarem por todos os lados, muitas oportunidades, tantas que por vezes se verão oprimidos com a quantidade. Algumas serão selecionadas, outras serão ignoradas, preteridas. Quais? Como o sabereis? Adivinhando? Mas se adivinharem incorrectamente, então adivinharão mal, de forma errada. Se adivinharem correctamente, isso será intuição. Por isso, a intuição forma uma parte vital importante da tomada dessas decisões, da formação dessas formas de discernimento, relativamente às oportunidades que lhes irão ser arremessadas, ou que irão agarrar ou tirar proveito; e de quais irão ficar a ver passar. Por poderem ficar presos com tantas oportunidades quanto podem ficar sem nenhuma. Os contrários são os mesmos – precisam recordar-se disso.

O terceiro fundamento subjacente assenta em que, agora mais do que alguma outra vez, a totalidade, o realismo virá não só do facto de serem bem-sucedidos, mas da forma como são bem-sucedidos. Isso irá ser fonte de muito desapontamento para muita gente, que tem vindo a divertir-se com o falhanço há muito tempo e que por fim, durante este ano irão sair bem-sucedidos: “Tam-tam, aqui estou eu. Finalmente cheguei à coluna do sucesso; atravessei a linha dos débitos para os créditos ou seja o que for. Plantei, por fim, os pés firmemente em terreno de sucesso.” Mas agora não vai tornar-se na importante medida; (Riso) Não se trata mais de se saírem simplesmente bem-sucedidos mas a forma como se saírem bem. É isso que irá deixar as pessoas desapontadas: “Ei, olha, o facto de me ter saído bem basta, não?” Não! Estão constantemente atrás, não é? (Riso)

Mas a forma como se saem bem. “Oh, que quererá isso dizer?” Com facilidade, com lisura, com graça, com dignidade, com elegância, com excelência, com amor, com confiança, com todo o tipo de termos positivos. E com um filamento que conduza muito disso tudo em conjunto – não tudo, mas muito disso. Isso é intuitivo. Sair-se bem com um sentido de intuição, com um sentido de sorte, com um sentido de saber, com um sentido daquele clarão súbito do: “Ah-ah! Eureka. Aleluia - tudo isso!” Isso torna a forma como são bem-sucedidos plausível.


E por fim, claro que o fundamento subjacente final assenta na decisão; em começar a definir - entendam se fazem o favor - começar a definir a decisão se irão tomar parte, participar no sucesso do vosso planeta com a compreensão de que o planeta já irá ser bem-sucedido, o que já constitui uma dado adquirido. Assim, não é uma questão de saber se irão sobreviver ou não - sim, irão, enquanto planeta; a questão reside em saber se irão ser participantes nessa sobrevivência, ou observadores. E a forma porque participam é sendo bem-sucedidos, é tendo sendo auto-suficientes, sendo autônomos. De facto, podemos reunir vários componentes da personalidade, componentes da imagem, como os de serem únicos, autoconfiantes, auto-suficientes, corajosos, compassivos, de se autorrealizarem, de serem espontâneos. Vários componentes que falam por essa independência, enquanto uma outra  qualidade que é, essa independência de contribuição: "Eu não dependo nem prejudico indevidamente o planeta com a minha presença. De facto, o planeta encontra-se bem melhor por causa de mim. Não necessariamente por lhe estar a fazer algo, ou em prole dele, directamente, mas pelo facto de me sair bem-sucedido, auto-suficiente, autônomo, único, espontâneo, auto-realizado, corajoso, compassivo, pelo que sirvo de centelha, de inspiração, de luz, numa posição, caso contrário, de trevas.

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